Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Por trás da máscara – 1º trimestre, 28 de fevereiro a 7 de março de 2015

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Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – MARÇO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações DiáriasMARÇO 2015Ligado na Videiraclique no dia desejado:
[D01][S02][T03][Q04][Q05][S06][S07][D08][S09][T10][Q11][Q12][S13][S14][D15][S16][T17][Q18][Q19][S20][S21][D22][S23][T24][Q25][Q26][S27][S28][D29][S30][T31] – ou leia na sequência abaixo:
1º de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 2E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:3
Ontem constatamos que os batistas do sétimo dia tiveram certo êxito, no início dos anos 1840, em seus esforços para chamar a atenção de outros cristãos para o sábado bíblico.
O interessante é que parte significativa desse interesse desenvolveu-se entre os adventistas mileritas. Como resultado, o periódico Sabbath Recorder relatou, em junho de 1844, que “números consideráveis dentre aqueles que aguardam a breve aparição de Cristo aceitaram o sétimo dia e começaram a observar o sábado”. O artigo também sugeria que a obediência ao sábado fazia parte do “melhor preparo” para o advento.
Não sabemos exatamente o que o Sabbath Recorder quis dizer com “números consideráveis” de mileritas que havia começado a guardar o sábado até o verão de 1844, mas temos conhecimento de que a questão do sábado havia se tornado problemática o bastante por volta de setembro, a ponto de a publicação milerita Midnight Cry divulgar dois artigos detalhados sobre o assunto.
Em um deles, lemos: “Muitas pessoas treinaram a mente para respeitar uma suposta obrigação de observar o sétimo dia”. Os editores decidiram que, “pela lei, os cristãos não estão sob a exigência de separar nenhuma porção específica do tempo e considerá-la sagrada”. Mas, se tal conclusão fosse incorreta, “então pensamos que o sétimo dia seria o único dia de guarda sobre o qual há uma lei”.
O artigo final concluiu com o pensamento de que “os irmãos e as irmãs que defendem o sétimo dia […] estão tentando consertar o velho e quebrado jugo judaico para colocá-lo sobre o próprio pescoço”. O artigo também sugeria que os cristãos não deveriam chamar o domingo de sábado.
Os batistas do sétimo dia responderam aos artigos do Midnight Cry declarando o seguinte: “A recente descoberta dos crentes no segundo advento, que lhes dá a certeza de que Cristo virá no décimo dia do sétimo mês, provavelmente incapacitou a mente deles para dar a atenção devida às considerações sobre o sábado”.
E foi isso mesmo que aconteceu, mas a verdade bíblica é persistente. E podemos ser gratos por isso. Deus dirige Seu povo como um todo, e também individualmente, passo a passo, por meio de Sua Palavra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 3Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Mateus 5:18
Entre os batistas do sétimo dia que interagiram com os mileritas, uma das pessoas mais importantes foi Rachel Oakes. No início de 1844, ela já havia aceitado a mensagem do advento e também partilhado sua crença sobre o sábado com a congregação adventista em Washington, New Hampshire, da qual sua filha Cyrus Farnsworth era membro. Parece que seu primeiro converso foi William Farnsworth, que, no passado, a convencera dos ensinos mileritas.
Outra pessoa a quem ela levou a verdade sobre o sábado foi Frederick Wheeler. Enquanto pregava na igreja de Washington, ele afirmou que todos aqueles que confessavam comunhão com Cristo deveriam “estar prontos para segui-Lo, obedecendo aos mandamentos de Deus e guardando-os em todas as coisas”.
Mais tarde, Rachel Oakes lembrou Wheeler de suas observações. Ela lhe disse:
– Eu quase me levantei naquele momento do culto para dizer algo.
– E o que você tinha em mente? – perguntou Wheeler.
– Eu queria falar que você devia arrumar de volta a mesa da Ceia e colocar a toalha sobre ela até começar a guardar os mandamentos de Deus.
Wheeler ficou chocado com um ataque tão direto. Depois de um tempo, ele contou a um amigo que as palavras da senhora Oakes “cortaram mais fundo do que qualquer coisa que lhe havia dito até então”. No entanto, ele refletiu sobre elas, estudou o assunto na Bíblia e logo começou a guardar o sábado.
Ao que parece, isso aconteceu em março de 1844. depois disso, vários membros da igreja de Washington se uniram a Wheeler e William Farnsworth na observância do sábado bíblico.
Quando eu chegar ao Céu, uma das pessoas que quero procurar é Rachel Oakes. Ela deve ter sido uma figura peculiar. O mínimo que podemos dizer a seu respeito é que, com toda certeza, ela não tinha vergonha de compartilhar suas crenças. Deus lhe deu uma voz e ela a usou para espalhar a verdade do sábado. Provavelmente sua abordagem sobre esse tema era cristocêntrica, uma que Wheeler, um pastor metodista, não se esquivou dela.
Uma das lições que aprendemos com Rachel Oakes é que nunca sabemos a dimensão da influência que teremos sobre as outras pessoas. E isso vale para todos nós. Inclusive para você! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 4Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos. João 14:15
A experiência adventista com o sábado em New Hampshire, durante a primavera de 1844, foi significativa. Entretanto, a conversão de Thomas M. Preble ao sábado bíblico teve impacto ainda maior. Preble, pastor de uma congregação da Igreja Batista do Livre-Arbítrio na região de Nashua, era milerita desde 1841. Parece que foi Frederick Wheeler quem lhe falou sobre o sábado. A congregação de Wheeler em Washington ficava a cerca de 50 quilômetros da casa de Preble, que começou a guardar o sábado no verão de 1844.
Não temos o registro de nenhuma publicação de Preble sobre o sábado antes do desapontamento, embora seja provável que ele tenha participado da agitação que deu origem às várias respostas publicadas na edição de setembro do periódico Midnight Cry, com o objetivo de arrefecer a discussão sobre o sétimo dia.
No entanto, no início de 1845, Preble abordou o assunto com muita ênfase, publicando um artigo sobre o sábado em Hope of Israel, no dia 28 de fevereiro. Ele concluiu seu estudo afirmando que “todos aqueles que guardam o primeiro dia como se fosse ‘o sábado’, são guardadores do domingo papal! E transgressores do sábado de Deus!”
Declarou: “Se eu só tivesse um dia para viver nesta Terra, deixaria de lado o erro e abraçaria a verdade assim que a conseguisse enxergar. Que o Senhor nos dê sabedoria e nos ajude a guardar todos ‘os Seus mandamentos, para que [tenhamos] direito à árvore da vida’” (Ap 22:14, ACRF).
Um panfleto de 12 páginas intitulado “Livreto Demonstrando que o Sétimo Dia Deve Ser Guardado como Sábado em vez do Primeiro Dia, Segundo o Mandamento” foi escrito logo em seguida ao artigo.
Em abril de 1845, Bates entrou em contato com o artigo de Preble sobre o sábado em Hope of Israel. Ele nos conta que “leu e comparou” as evidências de Preble com a Bíblia e se convenceu de que “nunca houvera mudança” do sábado para o primeiro dia da semana.
“Esta é a verdade”, declarou. E “em poucos dias”, ele relatou: “minha mente se convenceu a guardar o quarto mandamento”. Uma das características impressionantes de Bates era sua disposição de mudar opiniões sólidas quando deparava com evidências bíblicas adequadas.
Deus deseja que cada um de nós também tenha uma mente disposta a aprender à medida que Ele nos guia no caminho da verdade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 1Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8
Logo depois de aceitar o sábado, Bates viajou até New Hampshire, para se encontrar com Wheeler, os irmãos Farnsworth e outros adventistas que guardavam o sétimo dia. George, filho de Wheeler, relata que Bates chegou perto das 22h, “depois que toda a família já se encontrava deitada”. George ouviu o pai abrir a porta para alguém. Durante a noite, ele acordou de tempos em tempos para ouvir a voz deles. Conversaram a noite inteira e continuaram até meio-dia. Depois disso, Bates voltou para sua casa.
De volta a Massachusetts, Bates encontrou James Madison Monroe Hall, na ponte que une as cidades de Fairhaven e New Bedford.
Foi durante esse encontrou que Hall fez a pergunta que provavelmente alterou suas atividades daquele dia inteiro e, com certeza, mudou sua vida para sempre.
– Quais são as novidades, capitão Bates?
– A novidade é que o sétimo dia é o sábado e que nós devemos guardá-lo.
Não sei quanto tempo eles passaram na ponte; mas, considerando o estilo de Bates, pode ter sido o dia inteiro. O que sabemos é que Hall foi para casa, estudou sobre o assunto na Bíblia e guardou o sábado seguinte. Sua esposa o acompanhou uma semana depois. Hall foi o primeiro converso de Bates a uma compreensão que moldaria a vida de ambos daquele dia em diante.
Hall passou a ter tanta consideração por Bates que deu a seu único filho o nome de José Bates Hall.
E José Bates continuou a ser um homem com uma missão. Ele não relaxaria nessa iniciativa até se encontrar em seu leito de morte. Nada seria capaz de detê-lo.
Por exemplo, no início dos anos 1850, Bates relata uma viagem missionária ao Canadá que durou cinco semanas, durante a qual ele lutou com neve forte e frio extremo por mais de 20 dias, “atravessando neve profunda com dificuldade por mais de 60 quilômetros” para levar a mensagem a uma família interessada.
Em outra ocasião, abriu um buraco de um metro no gelo a fim de encontrar água suficiente para batizar sete pessoas em um dia cuja temperatura era de 34 graus Celsius abaixo de zero. O nome disso é zelo missionário.
Deus, ajuda-me hoje a levar Tua mensagem mais a sério. Ajuda-me a sair de minha zona de conforto. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 2Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm. 1Pedro 3:15, NTLH
Sendo bem discreto na forma de expressar, pode-se dizer que José Bates foi uma testemunha entusiasmada de sua nova compreensão acerca do sábado. Em 1854, por exemplo, o jovem Stephen N. Haskell (pregador adventista do primeiro dia) encontrou aquele turbilhão de energia, convicção e entusiasmo. Haskell tinha 21 anos e já havia ouvido sobre o sétimo dia, mas não estava totalmente convencido do assunto. Até que alguém levou Bates à casa dele.
Haskell conta que Bates passou dez dias com eles, pregando todas as noites, bem como no sábado e no domingo. Além disso, o missionário irrefreável fez um estudo com Haskell e alguns outros “da manhã até o meio-dia, do meio-dia até o anoitecer e depois à noite até a hora de todos irem se deitar”.
Entretanto, nem sempre ele era bem-sucedido em seu testemunho. Um de seus maiores fracassos ocorreu em agosto de 1846, no mês em que conheceu um jovem pregador da denominação Conexão Cristã e sua namorada – Tiago White e Ellen Harmon. Bates, é claro, deu um de seus extensos estudos bíblicos sobre o tema que se tornara seu preferido. O resultado? Fracasso total!
Ambos rejeitaram o ensino sobre o sétimo dia. Ellen relembrou: “O irmão Bates estava guardando o sábado e insistiu quanto à sua importância. Eu não consegui senti-la e achei que o irmão B. estava enganado ao se deter no quarto mandamento mais do que nos outros nove” (1888 LS, p. 236, 237).
O encontro de Bates com Tiago White e sua então futura esposa não foi o único acontecimento importante de agosto de 1846. Naquele mês, aconteceu o casamento de Tiago e Ellen, além da publicação do primeiro livro de Bates sobre o sábado, chamado The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo].
No entanto, antes de falar sobre esses acontecimentos, precisamos olhar um pouco mais para Bates. Podemos aprender no mínimo três lições com ele. Primeiro: é fácil nos tornarmos unilaterais e desequilibrados em nossa apresentação da mensagem bíblica. Segundo, até mesmo as pessoas mais zelosas falham de tempos em tempos. Terceiro, tal falha não é desculpa para pararmos de tentar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tiago White muda de ideia quanto ao casamentoEntão, respondeu Ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? Mateus 19:4, 5
Sem dúvida, é um choque para os adventistas do sétimo dia mais idealistas descobrir que Tiago White não acreditava no casamento.
É isso mesmo que você leu. Tiago era contrário ao casamento, em 1845. Por isso, publicou em Day-Star que um casal adventista havia “negado a fé” ao anunciar seu casamento. Ele defendia que o matrimônio era “uma artimanha do diabo”. “Os firmes irmãos de Maine que aguardam a volta de Jesus não têm participação nenhuma nesse tipo de empreitada.” Você deve estar se perguntando por que ele assumiu tal perspectiva. A resposta vem na frase seguinte: “Nós aguardamos a redenção na vigília da manhã.”
A verdade é que ele esperava o retorno de Jesus em outubro de 1845. Além disso, os primeiros adventistas criam que o tempo era curto demais. Dessa perspectiva, casar-se e constituir família pareciam formas de negar a fé na breve vinda de Cristo. Afinal, se Ele voltasse quando estavam esperando, não haveria necessidade de lares e casamentos terrenos.
Mais tarde, Tiago relatou: “A maioria dos irmãos que cria conosco que o movimento do segundo advento era obra de Deus se opunha ao casamento por acreditar que o tempo era muito curto e considerava o ato de se casar uma negação da fé, uma vez que tal passo parecia antever anos de vida neste mundo.”
Todavia, o tempo passou. E com ele veio uma nova avaliação.
O resultado foi que Tiago e Ellen se casaram em agosto de 1846. O motivo foi este: “Deus tinha uma obra para nós dois realizarmos, e Ele viu que poderíamos ajudar muito um ao outro nesse trabalho.” Afinal, a jovem Ellen precisava de um “guardião legal” para viajar pelo país levando sua “importante […] mensagem ao mundo”.
Às vezes, cometemos erros. Quando isso acontece, a única coisa sensata a fazer é admitir e corrigir nossos atos.
Ajuda-me, Senhor, a ver Tua orientação apesar de meus erros. Ajuda-me a ser humilde o suficiente para me adaptar quando estiver equivocado. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 3Proferirá palavras contra o Altíssimo […] e cuidará em mudar os tempos e a lei. Daniel 7:25
Em agosto de 1846, foi publicado o primeiro livro de Bates sobre o sábado. Em português, o título do livro seria: “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo, do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”.
É um título bem grande, mas revela a firme crença de Bates na importância do sábado no tempo do fim.
A edição de 1846 desse livrinho (de apenas 48 páginas) apresentava um conceito amplamente batista do sétimo dia sobre o sábado. Portanto, Bates expôs a ideia de que o sábado era o dia correto de adoração e que o papado havia tentado mudar a lei de Deus (Dn 7:25).
Contudo, há dois tópicos de especial interesse na edição de 1846 desse livro, os quais revelam que Bates estava começando a interpretar o sábado à luz de uma estrutura teológica adventista.
O primeiro é o pensamento no prefácio de que “o sétimo dia” deveria “ser restaurado antes do segundo advento de Jesus Cristo”. Tal ideia derivava da abordagem restauracionista que Bates trazia consigo da Conexão Cristã. De acordo com esse ponto de vista, a Reforma não estava terminada e não estaria até que todas as grandes verdades bíblicas negligenciadas ou pervertidas ao longo da história encontrassem seu devido lugar dentro da igreja de Deus.
A segunda tendência bem adventista encontrada na edição de 1846 do livro de Bates é a interpretação do sábado dentro do contexto do livro do Apocalipse. Ele ligou o sábado a Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Ele também apontou para a alusão encontrada na ordem do versículo 7 (“adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”) de que “o sétimo dia está mais claramente incluso nessa ordem” do que os outros nove.
Foi justamente essa ênfase que havia despertado a rejeição de Ellen Harmon. Entretanto, Bates não recuou simplesmente por enfrentar críticas e oposição.
Ajuda-nos, Senhor, a manter os olhos abertos ao estudarmos Tua Palavra. E dá-nos forças quando descobrirmos as verdades importantes. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Thomas Preble e Rachel OakesEscolhei, hoje, a quem sirvais. Josué 24:15
Precisamos saber o destino de Thomas M. Preble e Rachel Oakes, pessoas fundamentais na cadeia de acontecimentos que levaram José Bates a crer no sábado.
Infelizmente, Preble desistiu de observar o sétimo dia. Em 1849, escreveu: “Depois de guardar o sétimo dia como o sábado meticulosamente por cerca de três anos, tenho razões satisfatórias para deixar de fazê-lo e guardar o primeiro dia como eu fazia.” Em 1867, Preble publicou um livro sobre o assunto, cujo título em português seria: “O Primeiro Dia Como o Sábado: Provas Claras Demonstrando que a Velha Aliança, ou Dez Mandamentos, Mudou ou se Completou na Dispensação Cristã”.
Ao comentar o livro de uma perspectiva adventista do sétimo dia, Uriah Smith sugeriu, em termos claros, que a obra anterior de Preble sobre o sétimo dia como o sábado fora a melhor das duas.
O cunhado de Preble duvidava de sua sinceridade com respeito ao domingo. De acordo com ele, Preble se tornara administrador de uma grande propriedade e, quando o sábado interferiu em seus negócios, ele parou de guardá-lo. “A teoria da ausência de lei foi sua desculpa posterior para a questão.”
Contudo, mesmo depois de rejeitar o sábado, o impacto que Preble deixou no coração e na mente de José Bates não se reverteria por nada.
Bates não foi o único líder importante do adventismo do sétimo dia a ser influenciado pelo folheto de Preble, de 1845. Na primavera daquele ano, o material caiu nas mãos do jovem John Nevins Andrews, com 15 anos na época, convertendo-o à observância do sétimo dia. Posteriormente, Andrews se transformaria no principal erudito do adventismo sobre o sábado, publicando em 1873 a primeira edição de sua importante obra History of the Sabbath and First Day of the Week [História do Sábado e do Primeiro Dia da Semana].
E Rachel Oakes, a pessoa indiretamente responsável por levar a mensagem do sábado a Preble? Ela guardou o sábado pelo resto da vida, mas demorou muito para se batizar na Igreja Adventista do Sétimo Dia, por causa de alguns rumores que ouvira sobre Tiago e Ellen White. Quando tais rumores foram esclarecidos, no fim da década de 1860, ela foi batizada, pouco tempo antes de morrer.
Stephen N. Haskell escreveu em seu obituário: “Ela dorme, mas o resultado de ter levado o sábado aos adventistas permanece vivo.”
Louvado seja Deus por Sua forma grandiosa de conduzir Seus filhos! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 4Não tenha medo, continue falando e não fique calado. Atos 18:9, NVI
José Bates não tinha nem um pingo de vergonha de contar aos outros sobre o sábado. Contudo, um de seus fracassos mais patentes em relação ao assunto foi com a própria esposa. Mesmo escrevendo livro após livro sobre o assunto e provavelmente incomodando-a o tempo todo, ela devia ser tão obstinada quanto o marido. O resultado é que “ele guardava o sábado sozinho”.
Na cidade de Fairhaven, era de conhecimento público que o “capitão Bates costumava levar a esposa de carruagem para a igreja cristã aos domingos, mas ele próprio não entrava para adorar ‘no sábado do papa’. Voltava para buscá-la após o culto”. A boa notícia é que Prudence Bates aceitou o sétimo dia, em 1850. As orações, o exemplo e a persistência de Bates finalmente trouxeram sua recompensa.
Outra boa notícia para Bates foi a conversão de Tiago e Ellen White ao sétimo dia, provavelmente em novembro de 1846. Após ter lido a obra “O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo”, escrita por Bates, Tiago relatou: “constatei a verdade sobre o sábado e comecei a ensiná-la.”
Tal aceitação abriu caminho para a formação do adventismo do sétimo dia.
A partir de então, Bates e o casal White começaram a trabalhar juntos.
As coisas finalmente começavam a acontecer. Em dezembro de 1846, o livro de Bates havia chegado ao oeste do estado de Nova York. No fim do ano, Bates e Tiago tinham a expectativa de se encontrarem com Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn (os homens que desenvolveram o entendimento sobre o santuário celestial) na casa de Edson, em Port Gibson, Nova York, mas as circunstâncias forçaram White a permanecer no Leste.
Um dos itens em pauta era o sétimo dia. Edson afirmava ser favorável à guarda do sábado havia alguns meses, mas ainda não tinha uma convicção definitiva.
Entretanto, após a explicação de Bates, durante a qual Edson “mal conseguia permanecer sentado”, ele se levantou e disse: “Irmão Bates, isso é luz e verdade.
O sétimo dia é o sábado e estou contigo em guardá-lo.”
Portanto, no fim de 1846, encontramos um grupo de fiéis unidos em três doutrinas únicas e cruciais: o segundo advento, o sábado e o santuário celestial. O palco estava montado para o surgimento do adventismo do sétimo dia.
De nossa perspectiva, Deus pode até conduzir as coisas fora de nossa expectativa, mas Sua orientação é segura.
Ajuda-nos, Senhor, a ter fé em Tua orientação. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A tentação do legalismoPortanto, ninguém será declarado justo diante dEle baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Romanos 3:20, NVI
Nem tudo que Bates ensinava era irrepreensível. Embora seja impossível ter dúvidas quanto a sua devoção ao sábado a partir de 1846 até o fim de sua vida, seu entendimento sobre a relação entre o sétimo dia e o plano da salvação não era tão clara.
Às vezes, o capitão soava extremamente legalista: “A guarda desses mandamentos salva a alma.” “A observância do sábado de Deus santifica e salva a alma! Entretanto, a guarda de um ou de todos os outros nove sem ele não o faz.” “Devemos guardar toda a [lei] para sermos salvos.” “Os filhos de Deus só serão salvos se cumprirem ou guardarem os mandamentos.”
Embora Bates também fizesse declarações sensatas sobre o evangelho, não há dúvida de que ele tinha um tom de legalismo que o acompanhou ao longo de toda a vida.
Uma de suas passagens bíblicas preferidas para apoiar sua abordagem legalista à guarda do sábado é a história do jovem rico, em Mateus 19. Várias vezes, Bates se referiu a ela para defender sua opinião. “E eis que, aproximando-se dEle um jovem, disse-Lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna? E Ele disse-lhe: […] Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v. 16, 17, ARC). Bates entendia que esse ensino significava que “o único caminho para entrar na vida é guardar os mandamentos”. Além do mais, acrescentava, caso Jesus não tivesse a intenção de dizer o que disse, “então haveria enganado o jovem rico”.
Vinte anos depois de expressar tais pensamentos, Bates continuava repetindo a mesma história do jovem rico e concluía: “Se você realmente deseja ter a vida eterna quando Jesus voltar, tenha a certeza, oh, sim, tenha a certeza de que guarda todos os Dez Mandamentos de Deus.”
Infelizmente, em 1888, Uriah Smith e George Butler ainda aplicavam Mateus 19 da mesma forma. Aliás, eu me lembro de muitos estudos bíblicos publicados que usavam essa passagem como prova para a guarda dos mandamentos durante a década de 1960. Para alguns, guardar os mandamentos ainda era o caminho para a vida eterna. É exatamente essa ideia que Paulo ataca no versículo de hoje (Rm 3:20).
Como é triste perceber que cristãos sinceros podem acabar usando bons textos da Bíblia de forma errada.
Ajuda-nos, ó Senhor, em nossa luta para compreender o verdadeiro sentido das Escrituras. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Vislumbres do EvangelhoPorque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8, 9
Bates pode ter conseguido convencer os outros dois fundadores do adventismo do sétimo dia a respeito do sábado, mas eles não aderiram a seu legalismo.
Tiago White, por exemplo, foi bem claro quando escreveu: “Que fique claramente compreendido que não há salvação na lei, isto é, não há qualidade redentora na lei.”
Para White, o mais importante era ter “fé viva e ativa em Jesus”. Ao falar sobre a mensagem milerita, em 1850, ele declarou: ela “nos levou aos pés de Jesus a fim de pedir perdão por todos os nossos pecados e obter salvação plena e livre por intermédio do sangue de Cristo”.
Se, por um lado, Tiago apelava ao povo para “obedecer e honrar [a Deus] mediante a observância de Seus mandamentos”, em contrapartida, escreveu que “devemos buscar perdão livre e completo de todas as nossas transgressões e falhas mediante a expiação em Jesus Cristo agora, enquanto Ele apresenta Seu sangue perante o Pai”.
Ellen tinha a mesma opinião do marido. Sua aplicação da história do jovem rico, encontrada em Mateus 19, ao longo de seu duradouro ministério é especialmente esclarecedora. Ela nunca citou Jesus nesse contexto dizendo que o caminho para conquistar o Céu era a guarda dos mandamentos.
Em vez disso, invariavelmente apontava para além daquilo que chamava de compreensão “externa e superficial” do relato do jovem rico (defendida por Bates). Ela chamava a atenção para a necessidade mais profunda da transformação total que só pode ocorrer por meio de um relacionamento pessoal com Cristo.
Para ela, a lição de Mateus 19:16, 17 não é que a salvação é obtida pela lei, mas que o jovem rico fracassara por completo. Ela observava que, embora seja verdade que ele obedecesse aos aspectos exteriores dos Dez Mandamentos, não conseguia ver que as raízes da lei se encontravam no amor de Deus. Para ela, o jovem rico não fora salvo por guardar os mandamentos; em vez disso, estava totalmente perdido (ver, por exemplo, SG2, p. 239-243; DTN, p. 518-523; PJ, p. 390-392).
Um dos entendimentos mais importantes para nosso viver diário tem a ver com a relação entre a lei e o evangelho. Falaremos mais sobre a mensagem evangélica posteriormente neste ano. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O sábado e a visão apocalíptica – 1Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário. Apocalipse 11:19
Alguns dias atrás, falamos a respeito do livrinho de Bates, publicado em agosto de 1846. Destacamos que a primeira edição de The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign expressava a compreensão batista do sétimo dia. De acordo com essa linha de pensamento, o sábado deveria ser guardado, mas a igreja o mudara no período medieval.
Também vimos que o livro converteu o casal White, Hiram Edson e outros estudiosos do santuário celestial à doutrina do sábado. Debates entre Bates e essas pessoas o levaram a uma compreensão mais completa das consequências do sétimo dia para o período imediatamente anterior ao segundo advento. Bates publicou seu ponto de vista enriquecido sobre o assunto, em janeiro de 1847, em uma segunda edição de The Seventh-day Sabbath. Embora só tivesse 14 páginas a mais, elas apresentavam a estrutura interpretativa que formaria a base para todo o pensamento teológico futuro sobre o quarto mandamento.
Um dos insights principais foi a ênfase em Apocalipse 11:19: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário.” Bates compreendera um fato que estava em harmonia com a ideia da entrada no segundo compartimento do santuário celestial, ligada a Daniel 8:14. Embora cada uma das visões do Apocalipse comecem com uma cena no santuário, na primeira metade do livro, todas elas acontecem no lugar santo. No entanto, em Apocalipse 11:19, o foco muda para o santíssimo. Em outras palavras, Bates percebeu que o próprio livro do Apocalipse conecta a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial aos acontecimentos do tempo do fim.
Mais importante ainda para ele, porém, era o conteúdo da arca. Conforme ele mesmo dizia, “este templo foi aberto para algum propósito”. Em sua opinião, tal propósito era dar destaque aos Dez Mandamentos, o item mais importante no interior da arca da Aliança (Dt 10:5).
Bates havia começado a entender que o cerne do livro do Apocalipse conjuga o segundo advento, a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial no tempo do fim e a importância dos Dez Mandamentos logo antes da volta de Cristo. Tal ponto de vista ficaria ainda mais evidente para ele em Apocalipse 12–14.
Senhor, ajuda-nos a ver aquilo que tentas nos ensinar nessa importante passagem bíblica sobre o tempo do fim. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O sábado e a visão apocalíptica – 2Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Apocalipse 12:17
A descoberta do santuário em Apocalipse 11:19 levou Bates naturalmente ao capítulo 12. Esse capítulo é uma representação da igreja cristã desde o nascimento de Jesus até o tempo do fim, quando o dragão (identificado como “diabo e Satanás”, no v. 9) se ira contra a mulher (a igreja) e vai “pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus” (Ap 12:17).
Nessa ocasião, Bates encontrou o elo entre Apocalipse 11:19 e 12:17. A abertura do segundo compartimento do santuário celestial no tempo do fim, revelando a arca que contém o decálogo (11:19), relaciona-se com os mandamentos, que ficam em evidência no ponto culminante do capítulo 12.
Em seu estudo, Bates concluiu que não só os Dez Mandamentos seriam restaurados no tempo do fim, como também surgiria um conflito em torno deles. De acordo com sua perspectiva, o conflito envolveria principalmente um dos mandamentos: o sábado, aquele que fora mudado pela igreja (ver Dn 7:25). Ele continuou a ler e viu que tal mandamento foi destacado em Apocalipse 14:7.
Conforme expressou, “a realidade de que ainda haverá uma luta ferrenha a respeito da restauração e da guarda do sétimo dia, a qual provará todas as pessoas que entrarão pelas portas da cidade, não pode ser contestada. Fica claro que o diabo está guerreando contra todas elas. Leia Apocalipse 12:17. ‘Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.’ Amém”. Com essas palavras, Bates concluiu a edição de 1847 do livro Seventh-Day Sabbath.
As descobertas sobre o livro do Apocalipse deixaram Bates boquiaberto. Além de Deus ter um “remanescente” que guardaria o sábado no tempo do fim, haveria discórdia em relação a esse mandamento. Tal conclusão ficou ainda mais firme após o estudo de Apocalipse 13 e 14.
É impossível saber se Bates compreendia com tanta clareza, mas Apocalipse 12:17 é o texto-chave do restante do Apocalipse. De maneira mais imediata, o capítulo 13 detalha o poder do dragão de 12:17, e o capítulo 14 dá mais informações sobre a mulher nos últimos dias. Ambos espelham o conflito ligado ao povo de Deus no tempo do fim. Ademais, Apocalipse 15–19 desenvolvem os períodos de tempo dos capítulos 13 e 14, expondo acontecimentos proféticos do tempo do fim.
Ajuda-nos, Senhor, a estudar estas passagens tão significativas como Bates e outros o fizeram. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O sábado e a visão apocalíptica – 3Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12
Em nossa última leitura, vimos que, em janeiro de 1847, José Bates havia concluído, com base em Apocalipse 12:17, que Deus teria um povo no tempo do fim que honraria os Dez Mandamentos contidos na arca da Aliança (Ap 11:19), mas que o dragão guerrearia contra esses guardadores dos mandamentos. Ele não precisou estudar muito mais para perceber que esse conflito do tempo do fim se refletia em passagens como Apocalipse 13:7, 8, que apresenta aqueles que adoram a besta pelejando contra os seguidores do Cordeiro.
Do capítulo 13, ele prosseguiu para Apocalipse 14, que retrata os adoradores do Cordeiro do tempo do fim, seguindo-O “por onde quer que vá” (v. 4).
Nesse momento, Apocalipse 14 se transformou no ponto central do estudo de Bates, na segunda edição de The Seventh-Day Sabbath, a Perpetual Sign. Antes de analisar as conclusões a que ele chegou, é bom rever o esboço do capítulo 14 em si.
1. Os versículos 1-5 apresentam os 144 mil do tempo do fim, que seguem o Cordeiro em todos os Seus ensinos e têm “na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v. 1).
2. Os versículos 6 e 7 relatam a primeira mensagem angélica.
3. O versículo 8 apresenta a segunda mensagem angélica.
4. Os versículos 9-12 explicam a mensagem do terceiro anjo.
5. O versículo 13 destaca o destino dos seguidores do Cordeiro perseguidos no tempo do fim segundo Apocalipse 13.
6. E o capítulo 14 chega ao clímax com a volta de Cristo nas nuvens do céu para ceifar a colheita da Terra (v. 14-20).
Tal progressão não escapou à análise de Bates, em seu esforço para entender em que ponto do fluxo dos acontecimentos do tempo do fim se encontrava o povo de Deus. É interessante observar que alguns mileritas haviam enfatizado a primeira e a segunda mensagens angélicas. O próprio Miller acreditava que a mensagem da hora do juízo, proclamada pelo primeiro anjo, era pregada em seus dias. Para Miller, o juízo de Apocalipse 14:7 correspondia ao segundo advento.
Charles Fitch começou a proclamar a segunda mensagem angélica sobre a queda da Babilônia, em 1843, quando as denominações passaram a perseguir aqueles que criam no segundo advento. Entretanto, foi o conteúdo da mensagem do terceiro anjo que chamou a atenção de Bates.
Antes de orar nesta hora, sugiro que você leia Apocalipse 14. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O sábado e a visão apocalíptica – 4Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas. Apocalipse 14:7
Nos últimos dias, estamos estudando a compreensão crescente de Bates acerca de Apocalipse 12–14. Ele sentiu um fascínio especial pelas três mensagens angélicas do capítulo 14, retratadas como as últimas que Deus daria ao mundo antes do segundo advento.
Ele achou o versículo 12 particularmente pertinente. Mais uma vez (ver Ap 12:17) é ressaltado o fato de que, logo antes do fim dos tempos, Deus teria um povo guardador dos mandamentos. É claro que ele não deixou escapar os desdobramentos do versículo 7, que revela qual mandamento estaria em foco na batalha do tempo do fim. Ele acertou ao reconhecer que as palavras “adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” aludem ao mandamento do sábado, encontrado em Êxodo 20:8-11 (ver Gn 2:1-3).
Também percebeu com clareza, com base em Apocalipse 14:7 e 9, que a adoração seria um tema central no fim da história do mundo. Segundo Apocalipse 14, antes do segundo advento, ou as pessoas estarão adorando a besta de Apocalipse 13 (ver Ap 14:9) ou o Criador do céu e da terra (v. 7). O segundo grupo obedecerá, é claro, a todos os mandamentos de Deus enquanto aguardam com perseverança (v. 12) a volta de Jesus nas nuvens do céu (v. 14-20).
A leitura de Apocalipse 12:17–14:20 levou Bates a muitas conclusões. A primeira delas, de que, desde 1845, Deus vinha levantando um povo que honraria todos os Seus mandamentos, inclusive o sábado. “Agora”, escreveu ele, em 1847, “é indiscutível e claro que tal povo pode ser encontrado na Terra, […] e este tem se unido em grupos ao longo dos dois últimos anos, para guardar os mandamentos de Deus e ter a fé ou o testemunho de Jesus.”
Em segundo lugar, “João revela ainda que se trata de um remanescente […] que pelejaria […] por guardar ‘os mandamentos de Deus’ […] (12:17)”.
Terceiro, Bates notou que o Apocalipse retrata apenas dois grupos no tempo do fim. “Um deles guarda os mandamentos e tem a fé de Jesus. O outro carrega a marca da besta.”
Seus insights abriram caminho para o desenvolvimento da teologia adventista do sétimo dia. Em 1847, ele havia desenvolvido, em essência, aquilo que se tornaria conhecido, dentro dos círculos adventistas, como a teologia do grande conflito.
Pai, mais uma vez, pedimos que nos dê uma mente clara para meditar em Tua última mensagem para este mundo. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O sábado e a visão apocalíptica – 5Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. Apocalipse 14:14
Ao longo dos últimos dias, temos meditado sobre a atuação de Bates no desenvolvimento da teologia do grande conflito. No início de 1847, ele havia chegado à conclusão de que o movimento adventista do sétimo dia em formação não era apenas mais um impulso denominacional, mas, sim, um movimento profético.
Outra coisa que precisamos observar é o fato de que o tema do grande conflito se encontra firmemente enraizado nas Escrituras. Há gente demais que acredita que sua origem está nos escritos de Ellen White. A partir de 7 de abril de 1847, ela também começaria a ressaltar esse ensino, mas o relato de sua visão sobre o assunto foi uma confirmação do estudo da Bíblia feito por Bates, não a origem de uma crença. Analisemos sua primeira visão sobre o grande conflito.
No dia 7 de abril de 1847, ela escreveu: “Caro irmão Bates, no último sábado, nós nos reunimos com os queridos irmãos e irmãs aqui. […] Logo fiquei alheia às coisas terrenas e fui transportada a uma visão da glória de Deus. […] Depois de ver a glória do lugar santo, Jesus levantou o segundo véu e passei para o santíssimo.
“No santíssimo, eu vi a arca. […] Dentro dela, se encontravam […] as tábuas de pedra. […] Jesus as abriu e eu vi os Dez Mandamentos escritos nelas com o dedo de Deus. […] Em uma das tábuas, havia quatro e na outra, seis. Os quatro da primeira tábua brilhavam mais do que os outros seis. Mas o quarto (o mandamento do sábado) reluzia com mais força do que todos os outros, pois o sábado foi separado para ser guardado em honra ao nome de Deus. […] Vi que Deus jamais mudara o sábado, pois Ele nunca muda. […]
“Vi que o santo sábado é e será o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os descrentes; vi também que o sábado é a grande questão para unir o coração dos preciosos santos de Deus enquanto esperam” (WLF, p. 18, 19).
Ellen prosseguiu observando que a pregação e a observância fiel do sábado se tornaria uma mensagem poderosa. Porém, “no início do período de angústia”, ela acarretaria perseguição, chegando a ponto de todos aqueles “que não receberam a marca da besta ou de sua imagem […] não poderiam comprar e vender”. A visão termina com perseguição e com o livramento na segunda vinda, quando Jesus voltará em uma “grande nuvem branca” (ibid., p. 19, 20).
Pai, esperamos ansiosos por essa nuvem, com todo o significado e todas as bênçãos que ela traz. Amém. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O foco adventista sobre o sábadoColoque marcos e ponha sinais nas estradas. Jeremias 31:21, NVI
José Bates nunca separava história e teologia. Pelo contrário, em sua mente, ambos eram dois aspectos do mesmo assunto. Tal união se revelava no título da maioria de seus livros, inclusive nas duas edições de The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo] (1846, 1847), cujo subtítulo em português seria “Do Início até a Entrada Pelas Portas da Cidade Santa, Segundo o Mandamento”. A mesma inclinação histórica aparece na obra de 1847, que poderia se chamar “Marcos e Pilares do Segundo Advento: Ou uma Visão Conectada do Cumprimento das Profecias, Pelo Povo Peculiar de Deus, do Ano 1840 até 1847”.
Para José Bates, o adventismo do sétimo dia era tanto um movimento quanto uma mensagem, ancorados na história profética. Os “marcos” e os “pilares” são referências claras a Jeremias 31:21, passagem que fala deles como guias para o povo de Deus em sua jornada rumo ao lar. Em nossa primeira leitura (Js 4:20-22), no dia 1º de janeiro, vimos como Deus usou um monte de pedras memoriais para ajudar Seu povo a não se esquecer de como Ele o havia conduzido no passado. Bates emprega a mesma metáfora para afirmar que o Senhor continuava à frente.
Tiago White ficou empolgado com o livro “Marcos e Pilares do Segundo Advento”. Um mês após sua publicação, elogiou a obra para um amigo, observando: “O irmão Bates lançou um livro sobre nossa experiência passada.” Três meses depois, Tiago escreveu: “As obras [de Bates] sobre o sábado do Senhor e nossa experiência passada são muito preciosas para nós neste momento de prova.”
Na mente de Tiago White, a contribuição central de Bates era aquilo que ele chamaria posteriormente de perspectiva da “cadeia de acontecimentos”, a qual caracteriza a forma de Deus conduzir Seu povo, conforme retratada em Apocalipse 14.
A compreensão da sequência de acontecimentos começou com a pregação de Guilherme Miller a respeito das boas-novas do segundo advento (Ap 14:6, 7), continuou com a mensagem de que Babilônia havia caído, anunciada por Charles Fitch (v. 8), e estava chegando ao clímax com a pregação de Apocalipse 14:12, com sua mensagem sobre a guarda dos mandamentos no tempo do fim. Bates e, então, o casal White perceber que essa cadeia levava ao segundo advento.
Obrigado, Senhor, por teres nos dado marcos proféticos. Ajuda-nos a discernir a relevância deles. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Dando um passo de féPorém ela respondeu: Tão certo como vive o SENHOR, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos. Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. 1Reis 17:12, 13
E foi isso que a viúva fez! Contudo, nem sua farinha nem seu óleo acabaram até a fome terminar. A viúva de Sarepta deu um passo de fé, e Deus a recompensou.
José Bates teve várias experiências semelhantes. Aos 36 anos de idade, ele havia acumulado dinheiro suficiente para se aposentar. Entretanto, até o fim de 1844, tinha doado praticamente tudo para o avanço da mensagem milerita. Sua generosidade o colocou na posição de também precisar dar um passo de fé.
Isso nos leva de volta a seus livrinhos. Bates descobriu que era mais fácil escrevê-los do que custear sua publicação. Foi assim que, no outono de 1847, sentou-se para escrever um livro de mais de cem páginas com apenas 12,5 centavos de dólar no bolso.
Antes de ir à editora, sua esposa pediu que ele comprasse farinha. Como só tinha 12,5 centavos, conseguiu comprar menos de dois quilos. Sem saber das circunstâncias, ela lhe perguntou como um homem que havia navegado pelo mundo inteiro era capaz de chegar em casa com tão pouca farinha.
Naquele instante, Bates lhe contou duas coisas. Primeiro, que havia usado todas as economias. Segundo, que estava escrevendo outro livro sobre o sábado.
Aquelas notícias a frustraram de verdade. Afinal, ela sequer havia aceitado a mensagem do sábado. Conforme expressou Bates, “ela não compreende meu dever”. Como de costume, ele disse que Deus cuidaria deles. E foi isso que o Senhor fez!
Logo depois, sentiu-se impressionado a ir até o correio; lá encontrou dez dólares em sua correspondência. Com a quantia, pôde comprar alimentos em quantidade adequada e então pensar em elaborar o livro.
Mesmo assim, porém, chegou à editora sem dinheiro suficiente, tão somente para descobrir que alguém já havia pagado as despesas de impressão. Insensatez ou fé?
Essa pergunta continua a ser crucial em nossos dias. Deus prossegue abençoando aqueles que dão um passo de fé. E, às vezes, ainda usa outros como Seus agentes para “pagar a conta”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A hora do ajuntamento – 1Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons. Mateus 22:9, 10, ARC
Vimos em janeiro que o grande desapontamento de outubro de 1844 abalou o milerismo. O movimento, tão forte no passado, dividiu-se em vários segmentos e muitos desistiram de vez do adventismo. O tempo de dispersão começou no fim de 1844.
No entanto, nem tudo se perdeu. Três anos e meio de estudo zeloso da Bíblia haviam ajudado José Bates e o casal White a chegar a algumas conclusões poderosas quanto ao motivo do desapontamento e ao sentido da história profética, de acordo com o livro do Apocalipse.
No início de 1848, eles tinham uma mensagem baseada no cerne do Apocalipse de João que relacionava o segundo advento, a abertura do segundo compartimento do santuário celestial e a importância do sábado ao tempo do fim, formando uma teologia unificada. Para Bates e os White, as três doutrinas não eram distintas, nem “crenças fundamentais”, mas, sim, uma mensagem unificada para os últimos dias. Eles compreendiam que sua proclamação evangelística deveria ser feita nos termos das três mensagens angélicas de Apocalipse 14.
Vamos dar uma olhada na carta de Tiago ao irmão Bowles, em 8 de novembro de 1849: “Mediante a proclamação da mensagem do sábado em conexão com o movimento adventista, Deus está tornando conhecidos aqueles que Lhe pertencem. Tivemos um tempo de dispersão, mas ele ficou no passado e agora é o momento para os santos se ajuntarem em unidade de fé e serem selados pela verdade santa e unificadora que veio à tona. Sim, irmão, a hora chegou. É verdade que a obra avança devagar, mas seu avanço é certo e ganha força a cada passo. Novas pessoas estão entrando nos campos […] e proclamando a mensagem separadora do selo […] do terceiro anjo de Apocalipse 14. […] Ó, minh’alma, que mensagem!
“Nossa experiência passada com o advento, nossa posição presente e a obra futura estão delineadas em Apocalipse 14 […] da forma mais clara que a pena profética poderia escrever. Graças a Deus porque podemos enxergar! […] Creio que a verdade do sábado ainda ecoará pela Terra como o advento nunca conseguiu. Permaneçamos acordados e prontos a qualquer momento a fim de trabalhar para Deus. […] Nosso lar, nosso lugar de descanso, nosso Céu é além, logo além. […] Jesus está voltando para ajuntar os pobres desterrados e levá-los ao lar.”
É impossível não perceber a empolgação de Tiago. Eu também me empolgo quando leio as promessas e profecias de Deus. Nosso lar não é aqui, mas “além”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A hora do ajuntamento – 2Então o senhor disse ao servo: ‘Vá pelos caminhos e valados e obrigue-os a entrar, para que a minha casa fique cheia’. Lucas 14:23, NVI
Por volta da metade de 1847, os líderes daquilo que estava se transformando no adventismo do sétimo dia haviam aceitado um grupo central de crenças. O passo seguinte seria compartilhá-las com os outros. A tática principal que empregaram foi organizar uma série de conferências cujo propósito, de acordo com Tiago White, seria de “unir os irmãos em torno das grandes verdades relacionadas à mensagem do terceiro anjo”.
Em 1848, muitos adventistas da Nova Inglaterra e do oeste do estado de Nova York haviam se convencido da veracidade de algumas doutrinas dos guardadores do sábado, mas faltava um consenso.
A série de conferências iniciada em 1848 faria o trabalho evangelístico de espalhar a mensagem. Considerando que eles eram adventistas da “porta fechada”, os quais criam que a porta da graça havia se fechado para todos, com exceção dos que tinham aceitado a mensagem de Miller, os convidados para as conferências eram apenas os adventistas que concordavam com a primeira mensagem angélica e, de preferência, com a segunda. A tarefa dos evangelistas era apresentar a terceira mensagem angélica como parte da resposta para o que ocorrera no fim dos 2.300 dias, revelando em que ponto se encontravam na história profética.
Tiago White, ao relatar sobre a primeira conferência, em abril de 1848, observou que cerca de 50 pessoas compareceram. “Nem todos estavam plenamente na verdade. […] O irmão Bates apresentou os mandamentos sob uma clara luz, e, por meio de valiosos testemunhos, foi salientada a sua importância para cada um de nós. Suas palavras tiveram o efeito de confirmar aqueles que já estavam na verdade e de despertar os que não se haviam decidido completamente” (VE, p. 117).
O objetivo das conferências fica ainda mais claro no relato de Ellen White sobre a que foi realizada no “celeiro do irmão Arnold”, em agosto de 1848. Ela conta que havia cerca de 35 presentes e “dificilmente haveria dois que concordassem entre si. […] Todos estavam ávidos por uma oportunidade de […] pregar para nós”. Contudo, “nós dissemos que não havíamos percorrido uma distância tão longa para ouvi-los, mas, sim, para lhes ensinar a verdade” (SG2, p. 97, 98). Também contou com alegria que, depois de uma reunião difícil, os participantes por fim se uniram “na terceira mensagem angélica”.
Deus continua a usar homens e mulheres que compreendem Sua Palavra para guiar outros ao entendimento da verdade. Certamente, Ele deseja usar você nessa iniciativa hoje. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A hora do ajuntamento – 3Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação. Isaías 52:7
A fase inicial do que Tiago White chamou de hora do ajuntamento durou de 1848 até 1850. As conferências dos guardadores do sábado foram o meio que Bates e o casal White usaram, no decorrer desses anos, para formar o grupo básico de crentes nas três mensagens angélicas de Apocalipse 14, mas elas não foram o único instrumento usado por Deus.
Durante uma delas, realizada em Dorchester, Massachusetts, em novembro de 1848, Ellen White teve uma visão que mudaria para sempre o adventismo.
Depois de sair da visão, disse ao esposo: “Tenho uma mensagem para você. Você precisa começar a publicar uma pequena revista e enviá-la às pessoas. Não importa que seja pequena a princípio. À medida que as pessoas lerem, elas lhe mandarão recursos para publicar e será um sucesso desde o início. Esse começo modesto foi-me mostrado como algo semelhante a raios de luz clareando o mundo inteiro” (LS, p. 125; itálico acrescentado).
Tal declaração pode não parecer tão impressionante 160 anos depois. Afinal, no início do século 21, as publicações adventistas alcançam toda a Terra, produzidas aos milhões todos os anos em centenas de idiomas, nas mais diversas casas publicadoras. No entanto, esse é o cumprimento, não a profecia.
O que os primeiros adventistas devem ter pensado dessa visão? Afinal, é provável que, em novembro de 1848, houvesse menos de cem adventistas guardadores do sábado e quase todos eram pobres. Além disso, todos acreditavam no conceito da porta fechada, inclusive Ellen White. Conforme ela declarou mais tarde: “Com meus irmãos e irmãs, após a passagem do tempo em quarenta e quatro, acreditei que não mais se converteriam pecadores. Nunca, porém tive uma visão de que não se converteriam mais pecadores” (ME1, p. 74).
Na verdade, a visão das publicações contradizia sua crença pessoal e a dos outros guardadores do sábado. Foi uma visão de orientação aberta dada a um grupo que cria na porta fechada.
Contudo, a despeito das crenças daquela época, as publicações adventistas, inclusive a “pequena revista”, espalharam-se como “raios de luz clareando o mundo inteiro”.
Obrigado, Deus, porque Tua visão é superior à nossa. Ajuda-me hoje a ver com Teus olhos, não com os meus. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A publicação da mensagem – 1Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra. Atos 1:8
Um começo pequeno marcou o caminho da igreja cristã apostólica. O mesmo se aplica ao adventismo do sétimo dia. Seria difícil imaginar um início mais modesto para o que se tornaria uma iniciativa mundial de publicações.
Em resposta à visão de sua esposa, Tiago White, financeiramente debilitado e sem casa para morar, deu um passo de fé para escrever e publicar a “pequena revista”. Ao recordar a experiência, escreveu mais tarde: “Sentamo-nos para preparar aquela pequena folha de papel, escrevendo cada uma de suas palavras. Toda nossa biblioteca era formada tão somente por uma Bíblia de bolso de quinze centavos, uma concordância condensada de Cruden e um velho dicionário Walker, sem uma parte da capa. Destituídos de meios, nossa esperança de sucesso repousava em Deus.”
Sem muita escolha, White procurou uma editora que aceitasse fazer o panfleto de oito páginas para um desconhecido, e disposta a receber o pagamento depois que chegassem contribuições dos esperados leitores. Charles Pelton, de Middletown, Connecticut, foi o homem que aceitou tal proposta.
Os primeiros mil exemplares de The Present Truth [A Verdade Presente] saíram do prelo em julho de 1849. Ellen White relembra: “Quando ele trouxe o primeiro número da editora, todos nos ajoelhamos, pedindo ao Senhor com o coração humilde e muitas lágrimas que deixasse Sua bênção repousar sobre os frágeis esforços de seu servo. Então ele [Tiago] endereçou a revista a todos que achara que a leriam e a levou para o correio [a 13 quilômetros de distância] em uma bolsa de tapeçaria. […] Logo começaram a chegar cartas com recursos para publicar a revista e as boas notícias de tantas pessoas aceitando a verdade” (1888 LS, p. 260).
O conteúdo de The Present Truth correspondia àquilo que os guardadores do sábado consideravam a mensagem especial de Deus para seu tempo: o sábado, as três mensagens angélicas e assuntos afins. A “pequena revista” desempenhou parte importante na hora do ajuntamento durante o fim dos anos 1840.
Da perspectiva humana, Deus muitas vezes trabalha de maneiras estranhas. Ficamos impressionados com a grandeza e o poder de qualquer iniciativa. No entanto, o Senhor valoriza a humildade e a dedicação. Dar um passo de fé não foi algo apropriado apenas para Tiago White. O Senhor também pode usar você e eu se Lhe dermos o pouco que temos em humilde dedicação. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A verdade presente – 1Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados. 2Pedro 1:12
Todos os fundadores do adventismo do sétimo dia tinham uma compreensão dinâmica daquilo que chamavam de “verdade presente”. É claro que o uso do termo não lhes era exclusivo. No passado, os mileritas o haviam empregado para se referir à iminente volta de Jesus. Depois o aplicaram ao movimento do sétimo mês (ou seja, a proclamação de que Jesus viria em outubro de 1844).
Não foi por acaso que Tiago White escolheu o título de The Present Truth para o primeiro periódico adventista do sétimo dia. Bates usava o termo desde janeiro de 1847 para se referir ao sábado e às verdades ligadas a ele.
Na primeira edição de sua pequena publicação em julho de 1849, depois de citar 2 Pedro 1:12, que fala de estar “certos da verdade já presente”, Tiago White escreveu: “No tempo de Pedro, havia uma verdade presente, ou uma verdade aplicável ao tempo presente. A igreja sempre teve uma verdade presente. A verdade presente hoje é a que mostra um dever atual, e a posição correta para nós que estamos prestes a testemunhar o tempo de angústia.” Ele concordava com Bates no que se refere ao conteúdo da verdade presente. As duas primeiras mensagens angélicas haviam sido anunciadas. Chegara o momento da terceira.
Os primeiros guardadores do sábado acreditavam que conheciam uma mensagem que o mundo precisava ouvir, mas reconheciam que Deus ainda tinha mais para lhes revelar. Ou seja, eles consideravam o conhecimento da verdade algo dinâmico e progressivo. Por isso, Ellen White pôde escrever, em relação às questões teológicas debatidas na Assembleia da Associação Geral de 1888: “Aquilo que Deus dá a Seus servos para falar hoje pode não ter sido a verdade presente de vinte anos atrás, mas trata-se da mensagem do Senhor para este tempo” (Man. 8a, 1888).
Bates e o casal White estavam abertos ao conhecimento da verdade. Líderes posteriores apresentaram a mesma visão dos fundadores. Uriah Smith, por exemplo, escreveu em 1857 que os guardadores do sábado vinham descobrindo verdades crescentes desde 1844. Ele observa: “Temos recebido a graça de nos alegrar com verdades muito além das que percebíamos no passado. Mas não imaginamos saber tudo ainda. […] Confiamos que devemos progredir e que nosso caminho continuará a brilhar cada vez mais.”
Como eu me encontro hoje? Minha mente ainda é aberta para a orientação de Deus à medida que Ele revela as verdades de Sua Palavra? (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A verdade presente – 2Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz. Apocalipse 14:9
Uma das maneiras de compreender a concepção de verdade presente dos fundadores do adventismo do sétimo dia é analisando um dos sermões evangelísticos de Tiago White. Ao termos um vislumbre de seu fluxo poderoso de ideias, precisamos nos lembrar de que ele estava pregando e escrevendo a ex-mileritas, isto é, homens e mulheres que já haviam aceitado a primeira e talvez a segunda mensagem angélica de Apocalipse 14.
Ele declara: “Então o sexto versículo do décimo quarto capítulo introduz a mensagem do segundo advento e começa outra cadeia de acontecimentos ligada às mensagens sucessivas a serem proclamadas ao povo de Deus” antes do segundo advento.
“Todos os crentes no advento concordam que a mensagem do primeiro anjo” se cumpriu na proclamação do segundo advento de Cristo nos anos 1840. “Com que solenidade, zelo e santa confiança os servos do Senhor anunciaram a hora que se aproximava! E oh, como suas palavras mexeram com as pessoas, derretendo o coração do mais endurecido pecador!”
O segundo anjo “veio depois que o primeiro entregou o fardo de sua mensagem”. Ele “nos chamou de dentro das […] igrejas para sermos livres para pensar e agir por conta própria no temor de Deus. É extremamente interessante o fato de a questão do sábado ter começado a ser agitada entre os crentes no segundo advento logo depois de serem chamados a sair das igrejas pela mensagem do segundo anjo. A obra de Deus avança em ordem. A verdade do sábado apareceu na hora certa para cumprir a profecia. Amém.”
“Ele nos tirou do cativeiro das igrejas, em 1844, nos humilhou, nos provou e desenvolveu o coração de Seu povo, para ver se este guardaria Seus mandamentos.
[…] Vários pararam na mensagem do primeiro anjo e outros na segunda; muitos recusam a terceira, mas poucos seguem o ‘Cordeiro por onde quer que vá’ e sobem para possuir a terra.”
A verdade presente para os fundadores do adventismo do sétimo dia estava ligada ao desenrolar da história profética. Deus estava reunindo um povo. Passo a passo, revelava-lhe Sua verdade. Eles nunca se consideraram simplesmente mais uma denominação. Pelo contrário, sempre consideravam seu movimento com teor profético. Tinham uma mensagem especial para anunciar antes da volta de Jesus. O conteúdo dessa proclamação está expresso em Apocalipse 14:6-12, que forma o cerne da mensagem divina para o tempo do fim. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A publicação da mensagem – 2Porque precederás o Senhor, preparando-Lhe os caminhos. Lucas 1:76
Há algo nas mensagens empolgantes que leva as pessoas a quererem compartilhá-las com os outros. Isso se aplica de maneira especial à revelação divina para a humanidade.
Por volta de 1849, os adventistas guardadores do sábado, embora em número reduzido, estavam mais do que ávidos para espalhar sua mensagem por meio da página impressa. Além de lançar The Present Truth, para apresentar a nova compreensão sobre o sábado e a terceira mensagem angélica, Tiago White também começou a publicar, no verão de 1850, a Adventist Review [Revista Adventista], periódico que tentava impressionar os mileritas dispersos com o poder e a veracidade dos argumentos subjacentes ao movimento de 1844.
A abordagem de Tiago era acompanhada de um plano. Ao passo que a Adventist Review tinha o objetivo de despertar os mileritas desapontados quanto à verdade da primeira e segunda mensagens angélicas, The Present Truth os incentivava a aceitar a terceira.
Os guardadores do sábado estavam convencidos de ter a mensagem de Deus para os últimos dias. Vemos seu entusiasmo pela mensagem e a disposição ao sacrifício para publicá-la refletidos no primeiro censo geral adventista realizado em 1860. A iniciativa foi liderada por D. T. Taylor, do movimento adventista cristão. O censo identificou 54 mil adventistas de várias vertentes, dos quais cerca de 3 mil guardavam o sábado. O que mais chama a atenção nos números de Taylor é o interesse relativo às publicações pelos diferentes grupos adventistas. Os maiores tinham muitas vezes o número de membros dos guardadores do sábado e sua lista de distribuição de material impresso contava com apenas 5 mil pessoas, enquanto o grupo menor tinha uma lista de 4.300. Taylor fez o máximo para enfatizar que os guardadores do sábado, “embora certamente uma minoria, são muito dedicados, zelosos e ativos na promulgação de seu ponto de vista peculiar acerca do domingo e do sábado”.
Essa era a realidade. Eles tinham uma mensagem para o povo de Deus do tempo do fim e sabiam disso. O dinamismo deles trouxe recompensas. O número de membros entre os guardadores do sábado durante a hora do ajuntamento saltou de cerca de cem, no fim de 1848, para aproximadamente 2.500, quatro anos depois. Outras pessoas, graças ao ministério de publicações, começaram a entender a lógica de sua mensagem.
Deus continua a usar as publicações adventistas para espalhar Sua mensagem. Cada um de nós pode participar dessa obra por meio de recursos e orações. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Até bons amigos brigam feio – [Paulo e Barnabé] Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Atos 15:39, NVI
Eles pareciam a equipe evangelística perfeita, mas problemas podem surgir até mesmo entre bons amigos cristãos. Foi isso o que aconteceu quando Paulo e Barnabé entraram em conflito em relação à adequação de Marcos ao ministério. O resultado foi que ambos seguiram caminhos separados, no que parece ter sido um desentendimento. Entretanto, Deus os abençoou apesar do problema. Ele tinha então duas equipes evangelísticas, em vez de uma só.
O registro dessa desavença me lembra de outra que ameaçou separar dois líderes guardadores do sábado, em 1850. A questão foi a “pequena revista” da visão de Dorchester. Depois da visão, Ellen White disse ao marido – talvez de maneira pessoal – que ele deveria publicar um periódico que acabaria se tornando como “raios de luz clareando o mundo inteiro”.
No entanto, Bates tinha uma opinião diferente quanto ao assunto. Ele tinha certeza de que o periódico de Tiago estava usando dinheiro que deveria ir para o evangelismo. White, por sua vez, achava que eram desperdiçados recursos em outras áreas que poderiam e deveriam ser empregados no custeio da publicação.
Tiago escreveu: “O irmão Bates me escreveu uma carta que me colocou lá embaixo. […] Eu já estava sob forte pressão por causa do fardo que sentia em relação à revista.” No entanto, a carta de Bates piorou as coisas: “o fardo ficou cada vez mais pesado sobre mim” e “decidi deixá-lo para sempre”. “Penso” que a revista “acabará. […] Acho que darei um tempo em tudo por agora.”
A batalha prosseguiu ao longo da maior parte de 1850 e ameaçava destruir o adventismo do sétimo dia. O diabo nunca dorme, amigos. Depois de anos de luta e sacrifício, Bates e Tiago White finalmente tinham uma mensagem para pregar e havia chegado a hora de fazer isso. O movimento não vacilou diante da personalidade pertinaz dos dois líderes. Em seu papel de mediadora dos dois, Ellen White temia que eles acabassem destruindo tudo aquilo que amavam. A boa notícia é que Deus os ajudou a lidar um com o outro e a resolver as diferenças.
As coisas não mudaram muito. A igreja do século 21 continua repleta de personalidades fortes, de indivíduos cheios de opinião própria. E o diabo ainda tenta causar divisão, mas Deus prossegue em Sua iniciativa de conciliar. Nós precisamos estar abertos ao impacto enternecedor de Seu Espírito. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Hinos para o povo peculiar de DeusE entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro. Apocalipse 15:3
Quando um movimento cristão começa a tomar forma definida, em geral, desenvolve o próprio hinário. Tiago White se lançou nessa tarefa para o adventismo do sétimo dia, publicando, em 1849, “Hinos Para o Povo Peculiar de Deus, que Guarda os Mandamentos de Deus e a Fé de Jesus”.
É claro que hinos e hinários nunca são neutros. Eles refletem a mensagem mais importante para aqueles que escrevem os cânticos e os compilam. Muitas pessoas aceitaram a doutrina cristã ortodoxa cantando, o mesmo se deu em relação à mensagem adventista no século 19.
Tiago White sabia do poder da música. Ele também reconhecia sua função doutrinária. Assim, não causa espanto descobrir que o primeiro hino da antologia de Tiago se chamava “Santo Sábado”. A mensagem do cântico fala por si só.
A pura e infalível Palavra de Deus, / Fonte sempre segura,/ Seus estatutos, seus preceitos e suas leis / São escritos para a mente pura.
No paraíso […] / A Palavra seria guia garantido. / E se desta lei ele fugisse, / Seu passo por certo acabaria pervertido.
O santo sábado ali foi feito / E Deus o escolheu santificar; / Para nosso Deus obedecer, / Devemos esta ordem praticar.
Tempos depois, quando Moisés vivia, / Esta lei foi ratificada. / E todos quantos seguem a santa Palavra / Podem agora ter a vida santificada.
Ainda mais tarde […] / Ouvimos o profeta dizer: / Atentai, não tema reprovação, […] / Quem ao sábado resolve obedecer.
Pois assim disse o Deus todo-poderoso / Aos que verdadeiramente descansam: / Cavalgarão nos altos da Terra / E entre os salvos serão sustentados.
Aqui estão os perseverantes / Que guardam puros os mandamentos.
Na cidade santa entrarão / Se até o fim se mantiverem atentos. / Então sigamos este caminho, /
Até quando para Canaã voltarmos. / Lá andaremos em ruas de ouro / E naquele descanso permaneceremos.
Uma vez que o hinário de Tiago só trazia a letra, você precisa imaginar como o hino era cantado. No entanto, o poema não deixa dúvidas quanto à mensagem. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Mais cânticos do adventoOs resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça. Isaías 35:10
Como se pode imaginar, o hinário compilado por Tiago White continha vários cânticos sobre a segunda vinda e o Céu. Contudo, uma vez que a maioria das pessoas já era cristã antes de começar a guardar o sábado, ele parece não ter sentido necessidade de acrescentar muitos hinos sobre a graça e a adoração à majestade de Deus. Estes já eram bem conhecidos. Ao que tudo indica, a seleção de Tiago tinha o objetivo de suprir uma lacuna doutrinária. Alguns eram bem específicos, como o que se chamava simplesmente “Lava-pés”.
Embora “Lava-pés” não tenha chegado à seleção atual do Hinário Adventista do Sétimo Dia, algumas das escolhas de Tiago ainda podem ser encontradas. Meu preferido é “Sou Peregrino e Forasteiro”, número 334. Que tal cantá-lo agora?
Sou peregrino e forasteiro, / Uma noite aqui demoro e nada mais. / Não me detenhas, pois que vou indo / Pra onde há fontes sempre fluindo.
Oh! Quanta glória lá brilha sempre! / Lá está meu anelante coração. / Aqui no mundo escuro e triste / Eu ando errante, e a dor existe.
Lá na cidade pra onde eu sigo, / Meu Senhor, sim, meu Senhor é sua luz. / Lá não há pranto, não há tristeza, / Em tudo há graça, real beleza.
Ó terra triste, eu vou deixar-te, / Mas um dia voltarás à perfeição. / Por Cristo foste criada linda, /
E restaurada serás ainda.
Coro: “Sou peregrino e forasteiro, / Uma noite aqui demoro e nada mais.”
É verdade que nós, adventistas modernos, nos consideramos peregrinos e forasteiros nesta Terra, que só podem se demorar por uma noite? Para muitos de nós, a Terra se transformou em lar. Estamos confortáveis aqui. E gostamos disso. Afinal, pensamos conosco mesmos: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap 3:17).
Até que a polícia bata à porta para contar o que aconteceu com nossa filha; ou o médico diga que temos câncer em fase avançada; ou, repentinamente, o cônjuge peça o divórcio. De uma hora para outra, voltamos à realidade. A Terra não é o nosso lar.
Ajuda-me hoje, Pai, a reavaliar as prioridades de minha vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Sonhos providenciaisEis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. Apocalipse 21:3
Enquanto refletimos sobre os primeiros hinos adventistas, precisamos nos lembrar da vida curta, mas produtiva de Annie Smith, que contribuiu com três hinos para o Seventh-day Adventist Hymnal – “How Far From Home?” [Quão Longe do Lar?], “I Saw One Weary” [Vi Alguém Cansado] e “Long Upon the Mountains” [Longe nas Montanhas].
A mãe de Annie fora milerita e, em 1851, havia conhecido José Bates e passado a guardar o sábado. Ambos concordaram em orar por Annie, que não tinha interesse nenhum pelo adventismo. Pouco tempo depois, Bates se programou para fazer uma série de conferências perto da casa da moça. A mãe insistiu em que ela comparecesse, mas a filha não se interessou muito. Contudo, talvez para agradar a mãe, Annie concordou em ir.
Na noite anterior à reunião, Bates teve um sonho: todos os lugares estavam ocupados, com exceção de um, próximo à porta. Ele sonhou que mudou o tema que havia planejado, para falar do santuário. Eles cantaram o primeiro hino, oraram e cantaram mais um hino. Quando abriu a Bíblia e começou a ler “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”, apontando para o desenho do santuário em seu grande quadro profético, a porta se abriu e uma jovem sentou-se na cadeira vazia. Bates também sonhou que aquela era Annie Smith, por quem ele e a mãe da moça vinham orando. Na mesma noite, Annie teve um sonho praticamente igual. Ela também se viu chegando atrasada, no momento em que o pregador começava a ler Daniel 8:14.
Quando chegou a noite da reunião, Annie saiu de casa com tempo de sobra, mas se perdeu e só conseguiu chegar na hora do segundo hino. Logo, sentou-se perto da porta assim que o pregador começava a ler a passagem com a qual ela havia sonhado.
Bates só lembrou do sonho quando a viu passando pela porta. Quando a reunião terminou, dirigiu-se a Annie, chamou-a de filha da Sra. Smith e contou que havia sonhado com ela na noite anterior. A vida de Annie Smith nunca mais seria a mesma. Naquela mesma noite, ela aceitou a mensagem adventista do sétimo dia.
Deus trabalha de maneiras extraordinárias. E ele continua a fazê-lo nos dias de hoje. Todos nós temos entes queridos que precisam entender melhor sobre o amor e cuidado de Deus. O mesmo Senhor que cuida de nós, vela também por nossos amados. Nunca deixemos de orar por eles! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Mais sobre Annie SmithE lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Apocalipse 21:4
Ontem conhecemos Annie Smith no momento de sua conversão. Pouco depois, ela escreveu para a Review and Herald, em 21 de novembro de 1851: “Creio que deixei tudo para seguir ao Cordeiro onde quer que Ele vá. A Terra perdeu seus atrativos. Todas as minhas esperanças, alegrias e afeições estão concentradas nas coisas divinas, do alto.
“Só quero me sentar aos pés de Jesus e aprender dEle. Nenhuma outra ocupação me interessa além de estar a serviço do Pai celestial. Não encontro nenhum outro deleite além da paz de Deus, que excede todo entendimento.
“Louvado seja Seu nome por tudo que fez por mim. Sinto um doce antegozo das glórias do mundo melhor – uma ânsia por aquela herança – e estou determinada, pela graça de Deus, a superar todos os obstáculos, carregar a cruz e ignorar a vergonha para ter entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.”
Até aquele momento, todas as suas esperanças e ambições se concentravam na carreira do magistério em uma escola secundária. Na verdade, pouco antes de se converter, havia aceitado a oferta de uma posição de prestígio, com um excelente salário. Em suma, em 1851, ela tinha todas as coisas que havia almejado.
No entanto, depois de aceitar a mensagem do advento por intermédio de José Bates, todas as suas ambições mudaram. Ao ouvir que Tiago White precisava de ajuda para editar a Review, ofereceu-se para auxiliá-lo de graça, em troca apenas de casa e comida. Estava empolgada em participar da obra do Senhor, a fim de ajudar outros a aprender sobre o reino vindouro.
Annie trabalhou com Tiago White por três anos, mas uma tuberculose pulmonar lhe ceifou a vida em 1855, aos 23 anos de idade. Um dia antes de sua morte, escreveu o prefácio do poema “Home Here and Home in Heaven” [Lar Aqui e Lar no Céu], agradecendo a Deus a obra que Ele lhe concedera aqui, mas com os olhos voltados para o Céu, à medida que seus dias “deixavam de fluir”.
A vida de Annie pode ter sido curta, mas sua influência perdura, sobretudo por meio de seus hinos e de seu irmão Uriah Smith, a quem sua experiência ajudou a levar para o Senhor, no final do ano de 1852.
Senhor, enquanto medito na vida de Annie Smith, ajuda-me a colocar meus valores e minhas prioridades na ordem certa. Entrego-me para Teu serviço hoje. Muito obrigado pela vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
31 de marçoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Morte e ressurreição – 1Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem. 1Tessalonicenses 4:13
Algum tempo atrás, vimos como os primeiros guardadores do sábado descobriram as verdades bíblicas acerca do sétimo dia e das duas etapas do ministério de Cristo no santuário celestial, ensinos que integraram a compreensão deles sobre o segundo advento, baseada em Apocalipse 11:19 – 14:20. Essas três “colunas da verdade” se encontravam no centro do adventismo do sétimo dia.
Entretanto, os leitores detalhistas devem ter notado a falta de uma quarta coluna adventista em nossa discussão: aquilo que os adventistas tradicionalmente chamam de “o estado dos mortos”. Precisamos entender como aqueles primeiros guardadores do sábado desenvolveram seu entendimento sobre o inferno e o que acontece com as pessoas quando morrem.
Tais assuntos perturbavam profundamente muitas pessoas. Veja o exemplo da jovem Ellen Harmon, que escreveu: “Em minha mente, a justiça de Deus eclipsava Sua misericórdia e Seu amor. Eu havia sido ensinada a crer num inferno continuamente a arder, e o aterrorizante pensamento que estava sempre diante de mim era que meus pecados eram grandes demais para serem perdoados, e que eu estava perdida para sempre. As assustadoras descrições que eu ouvira sobre os perdidos, marcaram-me profundamente. No púlpito, os pastores pintavam quadros vívidos da condição dos perdidos. […] Depois de torturá-los por milhares e milhares de anos, vagas ardentes levariam à superfície as contorcidas vítimas, que gritariam: ‘Até quando, Senhor, até quando?’ Então a resposta trovejaria no abismo: ‘Por toda a eternidade!’ […]
“Nosso Pai celestial foi-me apresentado como um tirano que se deleitava nas agonias dos condenados, e não como o terno e compassivo Amigo dos pecadores, que ama Suas criaturas com amor que ultrapassa todo entendimento, e que deseja vê-los salvos em Seu reino. […] Quando tomou posse de minha mente o pensamento de que Deus tinha prazer em torturar Suas criaturas, que haviam sido formadas à Sua imagem, uma cortina de trevas pareceu separar-me dEle” (T1, p.23-25).
Nem é preciso dizer que a jovem Ellen era incapaz de conciliar o ensino tradicional sobre o inferno com o amor de Jesus. Contudo, tal pensamento piorava mais as coisas, já que ela temia estar rejeitando a Palavra de Deus, tornando-se, portanto, ainda mais merecedora do inferno do que antes.
Senhor, ajuda nossa mente finita a compreender os ensinos difíceis das Escrituras. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

Publicado em 03 - Março, Meditação Matinal 2015 | Marcado com , , | 2 Comentários

1º de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

1º de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 2E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:3
Ontem constatamos que os batistas do sétimo dia tiveram certo êxito, no início dos anos 1840, em seus esforços para chamar a atenção de outros cristãos para o sábado bíblico.
O interessante é que parte significativa desse interesse desenvolveu-se entre os adventistas mileritas. Como resultado, o periódico Sabbath Recorder relatou, em junho de 1844, que “números consideráveis dentre aqueles que aguardam a breve aparição de Cristo aceitaram o sétimo dia e começaram a observar o sábado”. O artigo também sugeria que a obediência ao sábado fazia parte do “melhor preparo” para o advento.
Não sabemos exatamente o que o Sabbath Recorder quis dizer com “números consideráveis” de mileritas que havia começado a guardar o sábado até o verão de 1844, mas temos conhecimento de que a questão do sábado havia se tornado problemática o bastante por volta de setembro, a ponto de a publicação milerita Midnight Cry divulgar dois artigos detalhados sobre o assunto.
Em um deles, lemos: “Muitas pessoas treinaram a mente para respeitar uma suposta obrigação de observar o sétimo dia”. Os editores decidiram que, “pela lei, os cristãos não estão sob a exigência de separar nenhuma porção específica do tempo e considerá-la sagrada”. Mas, se tal conclusão fosse incorreta, “então pensamos que o sétimo dia seria o único dia de guarda sobre o qual há uma lei”.
O artigo final concluiu com o pensamento de que “os irmãos e as irmãs que defendem o sétimo dia […] estão tentando consertar o velho e quebrado jugo judaico para colocá-lo sobre o próprio pescoço”. O artigo também sugeria que os cristãos não deveriam chamar o domingo de sábado.
Os batistas do sétimo dia responderam aos artigos do Midnight Cry declarando o seguinte: “A recente descoberta dos crentes no segundo advento, que lhes dá a certeza de que Cristo virá no décimo dia do sétimo mês, provavelmente incapacitou a mente deles para dar a atenção devida às considerações sobre o sábado”.
E foi isso mesmo que aconteceu, mas a verdade bíblica é persistente. E podemos ser gratos por isso. Deus dirige Seu povo como um todo, e também individualmente, passo a passo, por meio de Sua Palavra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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2 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

2 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 3Porque em verdade vos digo: até que o céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Mateus 5:18
Entre os batistas do sétimo dia que interagiram com os mileritas, uma das pessoas mais importantes foi Rachel Oakes. No início de 1844, ela já havia aceitado a mensagem do advento e também partilhado sua crença sobre o sábado com a congregação adventista em Washington, New Hampshire, da qual sua filha Cyrus Farnsworth era membro. Parece que seu primeiro converso foi William Farnsworth, que, no passado, a convencera dos ensinos mileritas.
Outra pessoa a quem ela levou a verdade sobre o sábado foi Frederick Wheeler. Enquanto pregava na igreja de Washington, ele afirmou que todos aqueles que confessavam comunhão com Cristo deveriam “estar prontos para segui-Lo, obedecendo aos mandamentos de Deus e guardando-os em todas as coisas”.
Mais tarde, Rachel Oakes lembrou Wheeler de suas observações. Ela lhe disse:
– Eu quase me levantei naquele momento do culto para dizer algo.
– E o que você tinha em mente? – perguntou Wheeler.
– Eu queria falar que você devia arrumar de volta a mesa da Ceia e colocar a toalha sobre ela até começar a guardar os mandamentos de Deus.
Wheeler ficou chocado com um ataque tão direto. Depois de um tempo, ele contou a um amigo que as palavras da senhora Oakes “cortaram mais fundo do que qualquer coisa que lhe havia dito até então”. No entanto, ele refletiu sobre elas, estudou o assunto na Bíblia e logo começou a guardar o sábado.
Ao que parece, isso aconteceu em março de 1844. depois disso, vários membros da igreja de Washington se uniram a Wheeler e William Farnsworth na observância do sábado bíblico.
Quando eu chegar ao Céu, uma das pessoas que quero procurar é Rachel Oakes. Ela deve ter sido uma figura peculiar. O mínimo que podemos dizer a seu respeito é que, com toda certeza, ela não tinha vergonha de compartilhar suas crenças. Deus lhe deu uma voz e ela a usou para espalhar a verdade do sábado. Provavelmente sua abordagem sobre esse tema era cristocêntrica, uma que Wheeler, um pastor metodista, não se esquivou dela.
Uma das lições que aprendemos com Rachel Oakes é que nunca sabemos a dimensão da influência que teremos sobre as outras pessoas. E isso vale para todos nós. Inclusive para você! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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3 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

3 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates aceita o sábado – 4Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos. João 14:15
A experiência adventista com o sábado em New Hampshire, durante a primavera de 1844, foi significativa. Entretanto, a conversão de Thomas M. Preble ao sábado bíblico teve impacto ainda maior. Preble, pastor de uma congregação da Igreja Batista do Livre-Arbítrio na região de Nashua, era milerita desde 1841. Parece que foi Frederick Wheeler quem lhe falou sobre o sábado. A congregação de Wheeler em Washington ficava a cerca de 50 quilômetros da casa de Preble, que começou a guardar o sábado no verão de 1844.
Não temos o registro de nenhuma publicação de Preble sobre o sábado antes do desapontamento, embora seja provável que ele tenha participado da agitação que deu origem às várias respostas publicadas na edição de setembro do periódico Midnight Cry, com o objetivo de arrefecer a discussão sobre o sétimo dia.
No entanto, no início de 1845, Preble abordou o assunto com muita ênfase, publicando um artigo sobre o sábado em Hope of Israel, no dia 28 de fevereiro. Ele concluiu seu estudo afirmando que “todos aqueles que guardam o primeiro dia como se fosse ‘o sábado’, são guardadores do domingo papal! E transgressores do sábado de Deus!”
Declarou: “Se eu só tivesse um dia para viver nesta Terra, deixaria de lado o erro e abraçaria a verdade assim que a conseguisse enxergar. Que o Senhor nos dê sabedoria e nos ajude a guardar todos ‘os Seus mandamentos, para que [tenhamos] direito à árvore da vida’” (Ap 22:14, ACRF).
Um panfleto de 12 páginas intitulado “Livreto Demonstrando que o Sétimo Dia Deve Ser Guardado como Sábado em vez do Primeiro Dia, Segundo o Mandamento” foi escrito logo em seguida ao artigo.
Em abril de 1845, Bates entrou em contato com o artigo de Preble sobre o sábado em Hope of Israel. Ele nos conta que “leu e comparou” as evidências de Preble com a Bíblia e se convenceu de que “nunca houvera mudança” do sábado para o primeiro dia da semana.
“Esta é a verdade”, declarou. E “em poucos dias”, ele relatou: “minha mente se convenceu a guardar o quarto mandamento”. Uma das características impressionantes de Bates era sua disposição de mudar opiniões sólidas quando deparava com evidências bíblicas adequadas. (ler 22 de fevereiro – clique aqui).
Deus deseja que cada um de nós também tenha uma mente disposta a aprender à medida que Ele nos guia no caminho da verdade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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4 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

4 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 1Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Isaías 6:8
Logo depois de aceitar o sábado, Bates viajou até New Hampshire, para se encontrar com Wheeler, os irmãos Farnsworth e outros adventistas que guardavam o sétimo dia. George, filho de Wheeler, relata que Bates chegou perto das 22h, “depois que toda a família já se encontrava deitada”. George ouviu o pai abrir a porta para alguém. Durante a noite, ele acordou de tempos em tempos para ouvir a voz deles. Conversaram a noite inteira e continuaram até meio-dia. Depois disso, Bates voltou para sua casa.
De volta a Massachusetts, Bates encontrou James Madison Monroe Hall, na ponte que une as cidades de Fairhaven e New Bedford.
Foi durante esse encontrou que Hall fez a pergunta que provavelmente alterou suas atividades daquele dia inteiro e, com certeza, mudou sua vida para sempre.
– Quais são as novidades, capitão Bates?
– A novidade é que o sétimo dia é o sábado e que nós devemos guardá-lo.
Não sei quanto tempo eles passaram na ponte; mas, considerando o estilo de Bates, pode ter sido o dia inteiro. O que sabemos é que Hall foi para casa, estudou sobre o assunto na Bíblia e guardou o sábado seguinte. Sua esposa o acompanhou uma semana depois. Hall foi o primeiro converso de Bates a uma compreensão que moldaria a vida de ambos daquele dia em diante.
Hall passou a ter tanta consideração por Bates que deu a seu único filho o nome de José Bates Hall.
E José Bates continuou a ser um homem com uma missão. Ele não relaxaria nessa iniciativa até se encontrar em seu leito de morte. Nada seria capaz de detê-lo.
Por exemplo, no início dos anos 1850, Bates relata uma viagem missionária ao Canadá que durou cinco semanas, durante a qual ele lutou com neve forte e frio extremo por mais de 20 dias, “atravessando neve profunda com dificuldade por mais de 60 quilômetros” para levar a mensagem a uma família interessada.
Em outra ocasião, abriu um buraco de um metro no gelo a fim de encontrar água suficiente para batizar sete pessoas em um dia cuja temperatura era de 34 graus Celsius abaixo de zero. O nome disso é zelo missionário.
Deus, ajuda-me hoje a levar Tua mensagem mais a sério. Ajuda-me a sair de minha zona de conforto. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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5 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

5 de março – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates prega o sábado – 2Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm. 1Pedro 3:15, NTLH
Sendo bem discreto na forma de expressar, pode-se dizer que José Bates foi uma testemunha entusiasmada de sua nova compreensão acerca do sábado. Em 1854, por exemplo, o jovem Stephen N. Haskell (pregador adventista do primeiro dia) encontrou aquele turbilhão de energia, convicção e entusiasmo. Haskell tinha 21 anos e já havia ouvido sobre o sétimo dia, mas não estava totalmente convencido do assunto. Até que alguém levou Bates à casa dele.
Haskell conta que Bates passou dez dias com eles, pregando todas as noites, bem como no sábado e no domingo. Além disso, o missionário irrefreável fez um estudo com Haskell e alguns outros “da manhã até o meio-dia, do meio-dia até o anoitecer e depois à noite até a hora de todos irem se deitar”.
Entretanto, nem sempre ele era bem-sucedido em seu testemunho. Um de seus maiores fracassos ocorreu em agosto de 1846, no mês em que conheceu um jovem pregador da denominação Conexão Cristã e sua namorada – Tiago White e Ellen Harmon. Bates, é claro, deu um de seus extensos estudos bíblicos sobre o tema que se tornara seu preferido. O resultado? Fracasso total!
Ambos rejeitaram o ensino sobre o sétimo dia. Ellen relembrou: “O irmão Bates estava guardando o sábado e insistiu quanto à sua importância. Eu não consegui senti-la e achei que o irmão B. estava enganado ao se deter no quarto mandamento mais do que nos outros nove” (1888 LS, p. 236, 237).
O encontro de Bates com Tiago White e sua então futura esposa não foi o único acontecimento importante de agosto de 1846. Naquele mês, aconteceu o casamento de Tiago e Ellen, além da publicação do primeiro livro de Bates sobre o sábado, chamado The Seventh-day Sabbath, a Perpetual Sign [O Sábado do Sétimo Dia, um Sinal Perpétuo].
No entanto, antes de falar sobre esses acontecimentos, precisamos olhar um pouco mais para Bates. Podemos aprender no mínimo três lições com ele. Primeiro: é fácil nos tornarmos unilaterais e desequilibrados em nossa apresentação da mensagem bíblica. Segundo, até mesmo as pessoas mais zelosas falham de tempos em tempos. Terceiro, tal falha não é desculpa para pararmos de tentar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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