Meditação Matinal – junho de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

Publicado em 06 - Junho, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – maio de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

1º de maio – Pág. 127 – Demasiados Soldados
Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para Eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou. Juízes 7:2.
Estabelecera-se como lei de Israel que, antes de irem à guerra, se fizesse a seguinte proclamação em todo o exército: “Qual é o homem que edificou casa nova e ainda a não consagrou? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre. E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não logrou fruto dela? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro o logre. E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda a não recebeu? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba.” E os oficiais deviam falar ainda ao povo, dizendo: “Qual é o homem medroso, e de coração tímido? vá, e torne-se à sua casa, para que o coração de seus irmãos se não derreta como o seu coração.” Deuteronômio 20:5-8.
Pelo fato de seu exército ser tão pequeno em comparação com o do inimigo, Gideão se abstivera de fazer a proclamação usual. Ficou surpreso com a declaração de que seu exército era por demais grande. Mas o Senhor via o orgulho e a incredulidade que existiam no coração de Seu povo. Despertos pelos apelos estimulantes de Gideão, alistaram-se com prontidão; mas muitos ficaram cheios de medo quando viram as multidões dos midianitas. Entretanto, caso houvesse Israel triunfado, esses mesmos teriam tomado a glória para si próprios, em vez de atribuírem a vitória a Deus.
Gideão obedeceu à determinação do Senhor, e com coração pesaroso viu vinte e dois mil, ou mais de dois terços de sua força total, partirem para casa. Patriarcas e Profetas, págs. 548 e 549.
O Senhor está disposto a fazer grandes coisas por nós. Não alcançaremos a vitória por meio dos membros, mas pela completa entrega da vida a Jesus. Devemos avançar em Sua força, confiando no poderoso Deus de Israel. Há para nós uma lição na história do exército de Gideão. … O Senhor está agora igualmente disposto a trabalhar mediante os esforços humanos, e a realizar grandes coisas mediante fracos instrumentos. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.
2 de maio – Pág. 128 – Ainda Demasiados
Disse mais o Senhor a Gideão: Ainda há povo demais; faze-os descer às águas, e ali tos provarei; aquele de quem Eu te disser: este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele de quem Eu te disser: este não irá contigo, esse não irá. Juízes 7:4.
O povo foi levado ao lado da água, na expectativa de fazer um avanço imediato ao inimigo. Alguns apressadamente tomaram um pouco de água na mão e a beberam enquanto andavam; mas quase todos se curvaram sobre os joelhos e comodamente beberam da superfície da corrente. Os que tomaram água com as mãos foram apenas trezentos dentre os dez mil; todavia estes foram escolhidos; a todo o resto foi permitido voltar para casa.
O caráter muitas vezes é provado pelo meio mais simples. Aqueles que em tempo de perigo estavam preocupados com suprir suas necessidades, não eram os homens em quem se poderia confiar em uma emergência. O Senhor não tem lugar em Sua obra para os indolentes e condescendentes consigo mesmos. Os homens de Sua escolha foram os poucos que não permitiram que suas necessidades os detivessem no desempenho do dever. Os trezentos homens escolhidos não somente possuíam coragem e domínio próprio, mas eram homens de fé. Não se haviam contaminado com a idolatria. Deus os poderia dirigir, e por meio deles operar o livramento para Israel. O êxito não depende do número. Deus pode livrar tanto com poucos como com muitos. Ele é honrado nem tanto pelo grande número como pelo caráter daqueles que O servem. Patriarcas e Profetas, págs. 549 e 550.
Todos os que desejarem ser soldados da cruz de Cristo devem cingir a armadura e preparar-se para o conflito. Não se devem intimidar por ameaças, nem deixar-se apavorar com o perigo. Devem ser cautelosos nos perigos, embora firmes e bravos no enfrentar o inimigo e no travar a batalha por Deus. A consagração dos seguidores de Cristo deve ser completa. Pai, mãe, esposa, filhos, casas, terras, tudo, deve ser considerado secundário em relação ao trabalho e à causa de Deus. Devem estar dispostos a conduzir-se com paciência, alegria e prazer, onde quer que na providência de Deus forem chamados para sofrer. Sua final recompensa será partilhar com Cristo o trono de glória imortal. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.
3 de maio – Pág. 129 – Seduzido ao Erro
Fez Gideão uma estola sacerdotal; … a estola veio a ser um laço a Gideão e à sua casa. Juízes 8:27.
O povo de Israel, em gratidão pelo seu livramento dos midianitas, propôs a Gideão que ele se tornasse seu rei, e que o trono se confirmasse aos seus descendentes. Essa proposta estava em direta violação dos princípios da teocracia. Deus era o rei de Israel, e para este a colocação de um homem no trono seria a rejeição de seu Soberano divino. Gideão reconheceu este fato; sua resposta mostra quão verdadeiros e nobres eram os seus intuitos. “Sobre vós eu não dominarei”, declarou ele, “nem tão pouco meu filho sobre vós dominará; o Senhor sobre vós dominará.”
Mas Gideão caiu em outro erro, que acarretou desgraça à sua casa e a todo o Israel. O perigo de inatividade que se segue a uma grande luta acha-se muitas vezes repleto de maiores perigos do que o tempo de conflito. A este perigo estava Gideão agora exposto. Um espírito de inquietação o possuiu. Até ali se contentara com realizar o que Deus lhe determinava; mas agora, em vez de esperar guia divina, começou a fazer planos por si mesmo. Havendo os exércitos do Senhor ganho uma assinalada vitória, Satanás redobrara seus esforços para transtornar a obra de Deus. …
Porque lhe houvesse sido mandado oferecer sacrifício sobre a pedra onde o anjo lhe aparecera, concluiu Gideão que ele fora designado para oficiar como sacerdote. Sem esperar a aprovação divina, decidiu-se a arranjar um lugar conveniente, e instituir um sistema de culto semelhante àquele que se levava a efeito no tabernáculo. Com o forte sentimento popular a seu favor, não encontrou dificuldade ao executar seus planos. Patriarcas e Profetas, págs. 555 e 556.
Os que estão colocados nas posições mais elevadas podem-se extraviar, especialmente se sentirem que não há perigo. O mais sábio erra; o mais forte torna-se cansado. … É um solene pensamento que a remoção de uma salvaguarda da consciência, a falha no cumprimento de uma boa resolução, a formação de um hábito errôneo, podem resultar não apenas em nossa própria ruína, mas também na ruína daqueles que puseram em nós sua confiança. Nossa única segurança é seguir aonde os passos do Mestre nos levar, confiar implicitamente na proteção dAquele que diz: “Segue-Me.” SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.004 e 1.005.
4 de maio – Pág. 130 – Antes de a Criança Nascer
… E nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. Juízes 13:8.
O próprio Deus apareceu à esposa de Manoá e lhe disse que ela teria um filho, e que este seria um grande homem e libertaria a Israel. Deu-lhe então instruções especiais quanto ao seu regime alimentar. … Consideremos isso como instruções dadas a cada mãe no mundo. Se quereis que vosso filho tenha mente bem equilibrada, necessitais equilibrar-vos a vós mesmas. Conservai saudáveis vosso próprio coração e afeições, a fim de poderdes comunicar a vossa descendência mente e corpo saudáveis. Manuscrito 18, 1887.Toda mãe pode compreender seu dever. Pode ela saber que o caráter de seus filhos dependerá muito mais dos hábitos dela antes de nascerem, e dos seus esforços pessoais após seu nascimento, do que de vantagens ou desvantagens externas. … A mãe que é hábil professora de seus filhos deve, antes de seu nascimento, formar hábitos de abnegação e domínio próprio; pois transmite-lhes suas próprias qualidades, seus próprios traços de caráter, fortes ou fracos. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 218 e 219.
Conselheiros imprudentes insistirão com a mãe quanto à necessidade de satisfazer todo o desejo e inclinação; mas tal ensino é falso e pernicioso. A mãe é colocada por ordem do próprio Deus sob a obrigação mais solene de exercer o domínio de si mesma. E os pais, bem como as mães, acham-se incluídos nesta responsabilidade. Pai e mãe transmitem aos filhos suas características, mentais e físicas, e suas disposições e apetites. Patriarcas e Profetas, pág. 561.
Muitos fazem da temperança assunto de pilhérias. Pretendem que o Senhor não Se interessa com tão insignificantes questões como o que comemos e bebemos. Não tivesse o Senhor cuidado por essas coisas, porém, não Se haveria manifestado à mulher de Manoá, dando-lhe instruções definidas, e recomendando-lhe duas vezes que se guardasse de não as seguir. Temperança, págs. 233 e 234.
O efeito das influências pré-natais é olhado por muitos pais como coisa de somenos importância; o Céu, porém, não o considera assim. … Nas palavras dirigidas à mãe hebreia, Deus fala a todas as mães de todas as épocas. A Ciência do Bom Viver, pág. 372.
5 de maio – Pág. 131 – Compromisso
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? II Coríntios 6:14.
Achando-se a cidade de Zorá próxima do território dos filisteus, Sansão veio a travar relações amistosas com eles. Assim, em sua mocidade surgiram camaradagens cuja influência lhe obscureceu toda a vida. Uma jovem que habitava na cidade filisteia de Timnate, conquistou as afeições de Sansão, e ele decidiu fazer dela sua esposa. A seus pais tementes a Deus, que se esforçavam por dissuadi-lo de seu propósito, sua única resposta era: “Ela agrada aos meus olhos.” Juízes 14:3. Os pais finalmente cederam aos seus desejos, e realizou-se o casamento.
Exatamente quando entrava para a varonilidade, época em que deveria executar sua missão divina – tempo este em que mais do que em todos os outros deveria ser fiel a Deus – ligou-se Sansão aos inimigos de Israel. Não procurou saber se poderia melhor glorificar a Deus estando unido ao objeto de sua escolha, ou se se encontrava a colocar-se em posição em que não poderia cumprir o propósito a ser realizado pela sua vida. A todos os que em primeiro lugar procuram honrá-Lo, Deus prometeu sabedoria; mas não há promessa àqueles que se inclinam a agradar a si mesmos. …
O cristianismo deve ter influência dominante na relação matrimonial; mas dá-se muitas vezes o caso de que os motivos que determinam esta união não se coadunam com os princípios cristãos. Satanás procura constantemente fortalecer o seu poder sobre o povo de Deus, induzindo-os a entrar em aliança com seus súditos; e a fim de realizar isto ele se esforça por despertar paixões impuras no coração. …
Em sua festa nupcial foi levado Sansão à associação familiar com os que odiavam ao Deus de Israel. Quem quer que voluntariamente entre para uma relação tal, sentirá a necessidade de se conformar até certo ponto com os hábitos e costumes de seus companheiros. O tempo assim despendido é mais que desperdiçado. Entretêm-se pensamentos e falam-se palavras que tendem a derribar as fortalezas dos princípios e enfraquecer a cidadela da alma. Patriarcas e Profetas, págs. 562 e 563.
6 de maio – Pág. 132 – Gigante Covarde
Ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. Juízes 13:5.
A promessa de Deus de que por meio de Sansão começaria a “livrar a Israel da mão dos filisteus” (Juízes 13:5), foi cumprida; mas quão tenebroso e terrível é o relato daquela vida que poderia ter sido um louvor a Deus e uma glória para a nação! Se Sansão tivesse sido fiel à vocação divina, ter-se-ia cumprido o propósito de Deus em sua honra e exaltação. Mas ele rendeu-se à tentação, e mostrou-se infiel à sua incumbência; e sua missão cumpriu-se com a derrota, escravidão e morte.
Fisicamente falando, Sansão foi o homem mais forte da Terra; mas no domínio de si mesmo, na integridade e firmeza, foi um dos mais fracos. Muitos tomam erradamente as paixões fortes como caráter forte; mas a verdade é que aquele que é dominado por suas paixões é homem fraco. A verdadeira grandeza do homem é medida pela força dos sentimentos que ele domina, e não pelos sentimentos que o dominam.
O cuidado providencial de Deus estivera com Sansão, a fim de que ele pudesse estar preparado para realizar a obra que fora chamado a fazer. Mesmo no princípio da vida esteve cercado de condições favoráveis para a força física, vigor intelectual e pureza moral. Mas, sob a influência de companheiros ímpios, deixou aquele apego a Deus que é a única salvaguarda do homem, e foi arrastado pela onda do mal. Aqueles que no caminho do dever são levados à prova podem estar certos de que Deus os guardará; mas, se os homens voluntariamente se colocam sob o poder da tentação, cairão mais cedo ou mais tarde.
Justamente aqueles que Deus Se propõe usar como Seus instrumentos para uma obra especial, Satanás, empregando seu máximo poder procura transviar. Ele nos ataca em nossos pontos fracos, procurando, pelos defeitos do caráter, obter domínio sobre o homem todo; e sabe que, se tais defeitos são acalentados, terá bom êxito. Mas ninguém precisa ser vencido. O homem não é deixado só a vencer o poder do mal pelos seus fracos esforços. O auxílio está às mãos, e será dado a toda alma que realmente o desejar. Patriarcas e Profetas, págs. 567 e 568.
7 de maio – Pág. 133 – Qual o Segredo?
Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força. Juízes 16:6.
Os israelitas o tornaram juiz, e governou Israel durante vinte anos. Mas um passo errado prepara o caminho para outro. … Continuou à procura daqueles prazeres sensuais que o estavam atraindo à ruína. Ele “se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque” (Juízes 16:4), não longe de seu próprio lugar de origem. O nome dela era Dalila – “a consumidora”. … Os filisteus observavam vigilantemente os movimentos de seu inimigo; e, quando este se degradou pela sua nova aliança, resolveram por meio de Dalila efetuar sua ruína.
Uma delegação composta de um dos principais homens de cada província filisteia, foi enviada ao vale de Soreque. Não ousavam tentar prendê-lo, enquanto estivesse de posse de sua grande força, antes era seu propósito saber, sendo possível, o segredo de seu poder. Subornaram, portanto, a Dalila, para o descobrir e revelar.
Importunando a traidora a Sansão com suas perguntas, ele a enganou declarando que a fraqueza de outros homens lhe sobreviria se fossem experimentados certos processos. Quando ela punha aquilo à prova, descobria-se o engano. Então ela o acusou de falsidade, dizendo: “Como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração?” … Juízes 16:15. Três vezes Sansão teve a prova mais clara de que os filisteus se haviam coligado com aquela que o encantava, a fim de o destruir; mas, quando fracassava o propósito dela, tratava o caso como simples gracejo, e bania cegamente os seus receios. Patriarcas e Profetas, págs. 564-566.
Na companhia desta feiticeira, o juiz de Israel desperdiçou horas preciosas que deviam ter sido conscienciosamente devotadas ao bem-estar de seu povo. Mas as paixões cegas que fazem até do mais forte um fraco ganharam o controle da razão e da consciência. …
Parecia quase inacreditável a vaidade do juiz de Israel, Sansão. Inicialmente ele não foi tão loucamente enredado a ponto de revelar o seu segredo; mas ele havia andado deliberadamente no caminho do traidor, e suas malhas estavam cada vez mais perto de prendê-lo. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
8 de maio – Pág. 134 – Este é o Segredo
Porque ele não sabia que já o Senhor Se tinha retirado dele. Juízes 16:20.
Dia após dia Dalila insistia com ele, até que “sua alma se angustiou até à morte”; contudo um poder sutil o conservava ao lado dela. Vencido finalmente, Sansão deu a conhecer o segredo: “Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como todos os mais homens.” Despachou-se imediatamente um mensageiro aos chefes dentre os filisteus, insistindo que viessem a ela, sem demora. Enquanto dormia o guerreiro, cortaram-lhe as pesadas porções de cabelo. Então, conforme fizera três vezes antes, ela chamou: “Os filisteus vêm sobre ti, Sansão.” Despertando subitamente, pensou em exercer sua força como antes, e destruí-los; mas os braços impotentes recusaram-se a cumprir a sua ordem, e soube que “o Senhor Se tinha retirado dele”. Juízes 16:16, 17 e 20. Depois de ter sido rapado, Dalila começou a molestá-lo e a causar-lhe dor, pondo assim à prova a sua força; pois os filisteus não ousavam aproximar-se dele antes que estivessem completamente convencidos de que seu poder desaparecera. Então o agarraram, e havendo-lhe arrancado os olhos, levaram-no a Gaza. Ali foi preso com correntes  e obrigado a trabalhos pesados.
Que mudança para aquele que fora juiz e campeão de Israel – agora fraco, cego, preso, rebaixado ao trabalho mais servil! Pouco a pouco, tinha violado as condições de sua vocação sagrada. Deus tinha tido muita paciência com ele; mas, quando se entregara tanto ao poder do pecado que traiu o seu segredo, o Senhor Se afastou dele. Não havia virtude alguma em seu longo cabelo, mas este era sinal de fidelidade para com Deus; e, quando sacrificou este símbolo na satisfação da paixão, perdeu também as bênçãos de que ele era um sinal. Patriarcas e Profetas, pág. 566.
Tivesse a cabeça de Sansão sido raspada sem comprometimento de sua parte e sua força teria permanecido. Mas sua conduta havia mostrado desprezo pelo favor e autoridade de Deus tanto quanto se ele tivesse em desprezo por si mesmo cortado seus cabelos. Assim Deus deixou que ele suportasse os resultados de sua própria insensatez. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
9 de maio – Pág. 135 – Colheita Certa
Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Provérbios 1:10.
Sansão tivera em seu perigo a mesma fonte de força que tivera José. Ele podia escolher o certo ou o errado, como desejasse. Mas em vez de se apegar à força de Deus, ele permitiu que as paixões selvagens de sua natureza tivessem pleno curso. O poder de raciocinar fora pervertido, corrompida a moral. Deus havia chamado Sansão para uma posição de grande responsabilidade, honra e prestatividade; mas ele precisava primeiro aprender a governar mediante o aprender a obedecer às leis de Deus. José fora um agente moral livre. O bem e o mal estavam perante ele. Ele podia escolher o caminho da pureza, da santidade e da honra, ou o da imoralidade e degradação. Ele escolheu o caminho certo, e Deus o aprovou. Sansão, sob tentações semelhantes, que ele próprio atraíra a si, deu rédea solta à paixão. O caminho em que entrou terminou em vergonha, desastre e morte. Que contraste com a história de José! SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
Em Sua Palavra o Senhor deu claras instruções ao Seu povo para que não se unisse com os que não têm perante si o temor de Deus. Tais companhias raramente se sentirão satisfeitas com o amor e o respeito que são qualidades do povo de Deus. Procurarão constantemente obter do marido ou da esposa temente a Deus algum favor que envolverá desrespeito para com as normas divinas. Para um homem piedoso, e para a igreja a que ele está ligado, uma esposa mundana ou um amigo mundano é como um espia no campo, que procurará toda oportunidade de trair o servo de Cristo e expô-lo aos ataques do inimigo. …
A história de Sansão encerra uma lição para todos os que ainda não têm o caráter formado, que ainda não entraram no estágio da vida ativa. A juventude que vai para as escolas e os colégios encontrará ali toda espécie de pessoas. Se desejarem passatempo e folguedos, se procurarem afastar o que é bom e unir-se ao que é mau, encontrarão oportunidade. O pecado e a justiça estão diante deles, e podem escolher por conta própria. Mas lembrem-se de que “tudo que o homem semear, isso também ceifará.” SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.006 e 1.007.
10 de maio – Pág. 136 – Deus Se Lembrou
Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová, peço-Te que Te lembres de mim. Juízes 16:28.
No sofrimento e humilhação, como joguete dos filisteus, Sansão aprendeu mais acerca de sua fraqueza do que jamais soubera antes; e as aflições o levaram ao arrependimento. Crescendo-lhe o cabelo, a força lhe voltava gradualmente; seus inimigos, porém, considerando-o um prisioneiro algemado e indefeso, não tinham apreensões.
Os filisteus atribuíram a vitória aos seus deuses; e, exultantes, desafiaram ao Deus de Israel. Foi marcada uma festa em honra a Dagom, o deus-peixe, “protetor do mar”. Das cidades e dos campos, por toda a planície dos filisteus, o povo e seus grandes se congregaram. Multidões de adoradores enchiam o vasto templo e as galerias próximas do teto. Era uma cena de festa e regozijo. Havia a pompa do serviço sacrifical, seguido de música e banquetes. Então, como o máximo troféu do poder de Dagom, foi trazido Sansão. Aclamações de triunfo saudaram o seu aparecimento. O povo e os príncipes zombaram de seu estado miserável, e adoraram o deus que subvertera o “destruidor de seu país”. Depois de algum tempo, Sansão, como se estivesse cansado, pediu permissão para recostar-se de encontro às duas colunas centrais em que se apoiava o teto do templo. Proferiu então silenciosamente a oração: “Senhor Jeová, peço-Te que Te lembres de mim, e esforça-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus.” Com estas palavras, cingiu com os poderosos braços as colunas; e clamando: “Morra eu com os filisteus”, curvou-se e o teto caiu, destruindo em um só fragor toda aquela vasta multidão. “E foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.”
O ídolo e seus adoradores, sacerdotes e camponeses, guerreiros e nobres, foram juntamente sepultados sob as ruínas do templo de Dagom. E entre eles estava o corpo gigantesco daquele que Deus escolhera para ser o libertador de Seu povo. Patriarcas e Profetas, págs. 566 e 567.
A contenda, em vez de ser entre Sansão e os filisteus, era agora, entre Jeová e Dagom, e assim o Senhor foi movido a estabelecer Seu poder e suprema autoridade. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.007 e 1.008.
11 de maio – Pág. 137 – Ela Cumpriu a Promessa
Ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida. I Samuel 1:11.
Elcana, levita do Monte Efraim, era homem de riqueza e influência, e um dos que amavam e temiam ao Senhor. Sua esposa, Ana, era mulher de piedade fervorosa. Meiga e humilde, distinguia-se o seu caráter por um grande ardor e fé elevada.
A bênção tão ansiosamente buscada por todo hebreu era negada a este bom casal; seu lar não se alegrava com vozes infantis; e o desejo de perpetuar seu nome levou o esposo – assim como já havia levado muitos outros – a contrair um segundo casamento. Mas este passo, motivado pela falta de fé em Deus, não trouxe felicidade. Filhos e filhas foram acrescentados à casa; mas a alegria e beleza da sagrada instituição de Deus foram mareadas, e interrompera-se a paz da família. Penina, a nova esposa, era ciumenta e dotada de espírito estreito, e conduzia-se com orgulho e insolência. Para Ana, parecia a esperança estar destruída, e ser a vida um fardo pesado; enfrentou, todavia, a prova com resignada mansidão. …
Ana não proferiu censura alguma. O fardo que ela não podia repartir com amigo algum terrestre, lançou-o sobre Deus. Ansiosamente rogou que lhe tirasse a ignomínia, e lhe concedesse o precioso dom de um filho para o criar e educar para Ele. E fez um voto solene de que, se seu pedido fosse satisfeito, dedicaria o filho a Deus, mesmo desde o seu nascimento. …
A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva que tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel – “pedido a Deus”. I Samuel 1:8, 10, 14-16 e 20. Patriarcas e Profetas, págs. 569 e 570.
Tão logo o pequenino teve idade bastante para ser separado de sua mãe, ela cumpriu o seu solene voto. Ela amava o filho com toda a devoção de um coração maternal; dia a dia suas afeições se entrelaçavam mais intimamente com ele ao ver o desenvolvimento de suas faculdades, e ao ouvir o seu tagarelar infantil; era seu único filho, dom especial do Céu; mas ela o havia recebido como um tesouro consagrado a Deus, e não recuaria de devolver-Lhe o que era do Senhor. A fé fortaleceu o coração da mãe, e ela não se deixou vencer aos apelos da afeição natural. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.008.
12 de maio – Pág. 138 – Propriedade de Deus
Ao Senhor eu o entreguei. I Samuel 1:28.
De Silo, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com suas próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Silo, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes.
Que recompensa teve Ana! e que estímulo para a fidelidade é o seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e sombra, em direção às alturas gloriosas do Céu. Mas, unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal, e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: “Ensina-nos o que faremos pela criança.” Atenda ela à instrução que Deus dá em Sua Palavra, e ser-lhe-á dada sabedoria conforme a necessitar. Patriarcas e Profetas, págs. 572 e 573.
13 de maio – Pág. 139 – Tal Pai, Tal Filho
Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Provérbios 6:20.
O que são os pais, em grande parte, hão de ser os filhos. As condições físicas dos pais, suas disposições e apetites, suas tendências morais e mentais são, em maior ou menor grau, reproduzidas em seus filhos.
Quanto mais nobres os objetivos, mais elevados os dotes mentais e espirituais, e mais desenvolvidas as faculdades físicas dos pais, mais bem aparelhados para a vida se encontrarão os filhos. Cultivando a parte melhor de si mesmos, os pais exercem influência no moldar a sociedade e erguer as gerações futuras.
Os pais precisam compreender sua responsabilidade. O mundo está cheio de laços para os pés da juventude. … Não podem discernir os perigos ocultos, ou o terrível fim da senda que se lhes afigura o caminho da felicidade. …
Mesmo antes do nascimento da criança, deve começar o preparo que a habilitará a combater com êxito na luta contra o mal.
A responsabilidade repousa especialmente sobre a mãe. Ela, de cujo sangue a criança se nutre e se forma fisicamente, comunica-lhe também influências mentais e espirituais que tendem a formar-lhe a mente e o caráter. …
Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel. A Ciência do Bom Viver, págs. 371 e 372.
Oxalá cada mãe compreendesse quão grandes são seus deveres e responsabilidades, e quão grande também a recompensa de sua fidelidade. A diária influência da mãe sobre os filhos está-os preparando para a vida eterna ou a eterna morte. Ela exerce no lar um poder mais decisivo do que o pastor no púlpito, ou mesmo do que o rei em seu trono. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.008 e 1.009.
14 de maio – Pág. 140 – Exemplo Perigoso
Não ouviram a voz de seu pai. I Samuel 2:25.
Eli era sacerdote e juiz em Israel. Ocupava as posições mais elevadas e de maior responsabilidade que havia entre o povo de Deus. Como homem divinamente escolhido para os sagrados deveres do sacerdócio, e posto no país como a autoridade judiciária mais elevada, era ele olhado como um exemplo, e exercia grande influência sobre as tribos de Israel. Mas, embora tivesse sido designado para governar o povo, não governava a sua própria casa. Eli era um pai transigente. Amando a paz e a comodidade, não exercia a sua autoridade para corrigir os maus hábitos e paixões de seus filhos. Em vez de contender com eles ou castigá-los, submetia-se à sua vontade e os deixava seguir seu próprio caminho. Em vez de considerar a educação de seus filhos como uma das mais importantes de suas responsabilidades, tratou desta questão como se fosse de pequena relevância. O sacerdote e juiz de Israel não foi deixado em trevas quanto ao dever de restringir e governar os filhos que Deus dera aos seus cuidados. Mas Eli recuou deste dever, porque o mesmo implicava contrariar a vontade de seus filhos, e tornaria necessário puni-los e repudiá-los. …
A maldição da transgressão foi visível nas corrupções e males que assinalaram a conduta de seus filhos. Estes não tinham a devida apreciação do caráter de Deus nem da santidade de Sua lei. Para eles o Seu serviço era uma coisa comum. Desde a infância se haviam acostumado ao santuário e aos seus serviços; mas em vez de se tornarem mais reverentes perderam toda a intuição da santidade e significação do mesmo. O pai não lhes corrigira a falta de reverência para com a sua autoridade; não impedira ao desrespeito deles pelos serviços solenes do santuário; e, quando chegaram à maioridade, estavam cheios dos frutos mortíferos do ceticismo e da rebelião. …
Não há maior desgraça para os lares do que permitir que os jovens sigam o seu próprio caminho. Quando os pais tomam em consideração todo desejo dos filhos, e com estes condescendem no que sabem não ser para o seu bem, os filhos logo perdem todo o respeito para com os pais, toda a consideração pela autoridade de Deus e do homem e são levados cativos à vontade de Satanás. Patriarcas e Profetas, págs. 575, 576 e 579.
15 de maio – Pág. 141 – Faltou Disciplina
Julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. I Samuel 3:13.
Eli era um homem bom, puro quanto à moral; mas era demasiado indulgente. Ele incorreu no desagrado de Deus porque não fortaleceu os pontos fracos do seu caráter. Não queria ferir os sentimentos de ninguém, e não teve a coragem moral necessária para repreender e reprovar os pecados. Amava a pureza e a justiça, mas faltava-lhe força moral suficiente para suprimir o mal. Ele amava a paz e a harmonia, e tornou-se cada vez mais insensível quanto à impureza e ao crime.
Eli era gentil, amável e bondoso, e tinha verdadeiro interesse no serviço de Deus e na prosperidade de Sua causa. Era um homem que tinha poder na oração. Jamais se levantou em rebelião contra as palavras de Deus. Mas era um homem carente; não tinha o caráter necessário para reprovar o pecado e executar a justiça contra o pecador ao ponto em que Deus pudesse depender dele para conservar puro a Israel. Eli não acrescentou a sua fé a coragem e o poder para dizer Não no momento certo e no lugar certo. Testimonies, vol. 4, págs. 516 e 517.
Eli estava familiarizado com a vontade divina. Sabia que espécie de caracteres Deus podia aceitar, e o que Ele condenaria. Entretanto permitiu que seus filhos crescessem com paixões incontroladas, apetite pervertido e moral corrupta.
Eli instruiu os filhos na lei de Deus, e deu-lhes bom exemplo em sua própria vida; mas isto não era todo o dever cumprido. Deus requeria dele, como pai e como sacerdote, que impedisse a vontade pervertida dos filhos. Isso ele deixou de fazer. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.009.
Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever. Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos. Patriarcas e Profetas, pág. 578.
16 de maio – Pág. 142 – Julgamento Adiado
Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. I Samuel 3:12.
Eli tinha errado grandemente em permitir que seus filhos ministrassem no ofício santo. Desculpando a sua conduta, sob um pretexto ou outro, tornou-se cego aos seus pecados; mas chegaram afinal a um ponto em que não mais ele podia cerrar os olhos aos crimes dos filhos. O povo se queixava das suas ações violentas, e o sumo sacerdote ficou pesaroso e angustiado. Não ousou permanecer em silêncio por mais tempo. Mas seus filhos haviam crescido sem a ideia de consideração para com qualquer pessoa a não ser para consigo mesmos; e agora não se preocupavam com quem quer que fosse. Viam a mágoa do pai, mas seus duros corações não se comoviam. Ouviam-lhe as brandas admoestações, mas não se impressionavam, tampouco modificavam sua má conduta, embora advertidos das consequências de seu pecado. Se Eli houvesse tratado com justiça seus ímpios filhos, teriam sido rejeitados do ofício sacerdotal, e punidos de morte. …
Ano após ano o Senhor retardava os Seus ameaçados juízos. Muito se poderia ter feito naqueles anos para remir as faltas do passado; mas o idoso sacerdote não adotou medidas eficazes para corrigir os males que estavam a poluir o santuário do Senhor, e levando em Israel milhares à ruína. A paciência de Deus deu lugar a que Hofni e Finéias endurecessem o coração, e se tornassem ainda mais audazes na transgressão. As mensagens de advertência e reprovação à sua casa foram por Eli dadas a conhecer à nação toda. Por este meio ele esperava até certo ponto contrariar a má influência de sua passada negligência. Mas as advertências foram desatendidas pelo povo, assim como haviam sido pelos sacerdotes. Patriarcas e Profetas, págs. 577 e 582.
Deus condena a negligência que brinca com o pecado e o crime, e a insensibilidade que demora a descobrir sua maléfica presença nas famílias de professos cristãos. Orientação da Criança, pág. 176.
Ele declara os pais responsáveis em grande medida pelas faltas e loucuras de seus filhos. Deus visitou com maldição não apenas os filhos de Eli, mas o próprio Eli, e seu deplorável exemplo deve ser uma advertência aos pais de hoje. Testimonies, vol. 4, pág. 200.
17 de maio – Pág. 143 – Um Pai Fraco
Jamais será expiada a iniquidade da casa de Eli com sacrifício nem com oferta de manjares. I Samuel 3:14.
Eli não dirigiu sua casa segundo as regras de Deus para o governo da família. Seguiu seu próprio juízo. … Muitos estão hoje a cometer erro semelhante. Julgam que conhecem um meio melhor para educar os filhos do que aquele que Deus deu em Sua Palavra. Alimentam neles más tendências, insistindo nesta desculpa: “São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles.” Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se em outros. Patriarcas e Profetas, págs. 578 e 579.
Em contraste com a história da fidelidade de Abraão, e com as palavras de louvor ditas a seu respeito, está o relato de Eli, que manteve seus filhos oficiando enquanto estavam praticando grande iniquidade. Aqui está uma lição para todos os pais. … O mal, sem contenção, foi tolerado por Eli. O resultado foi um pecado que não teria mais propiciação, nem por sacrifícios nem por ofertas. Carta 144, 1906.
Enquanto alguns erros conduziam Eli a aplicação de indevida severidade, ele ia ao extremo oposto. … As faltas de seus filhos foram passadas por alto em sua infância e desculpadas nos dias de sua juventude. As determinações dos pais eram desrespeitadas, e ele não exigia obediência.
Os filhos viram que podiam tomar as rédeas de controle, e aproveitaram a oportunidade. Ao crescerem, perderam todo o respeito pelo fraco pai. Prosseguiram no pecado sem restrição. Ele apelava-lhes, mas suas palavras caíam no vazio. Pecados grosseiros e crimes revoltantes eram por eles cometidos diariamente, até que o próprio Senhor visitou com juízos os transgressores de Sua lei. …
Deus mesmo decretou que para os pecados dos filhos de Eli não deveriam mais ser feitos sacrifícios ou ofertas de expiação. Quão grande, quão lamentável, foi sua queda – homens sobre quem repousavam sagradas responsabilidades, proscritos, postos fora da lei de misericórdia, por um Deus justo e santo. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.009 e 1.010.
18 de maio – Pág. 144 – Exemplo de Humildade
O jovem Samuel servia ao Senhor perante Eli. I Samuel 3:1.
Jovem como era ao ser trazido para ministrar no tabernáculo, tinha Samuel mesmo então deveres a cumprir no serviço de Deus, conforme sua capacidade. Estes eram a princípio muito humildes, e nem sempre agradáveis; mas cumpria-os da melhor maneira que lhe permitia a habilidade, e com coração voluntário. …
Se as crianças fossem ensinadas a considerar a humilde rotina dos deveres diários como o caminho a elas indicado pelo Senhor, como uma escola na qual devem ser preparadas para a realização de um serviço fiel e eficiente, quão mais agradável e honroso lhes pareceria o seu trabalho! Cumprir todo dever como sendo ao Senhor, lança um encanto ao redor da mais humilde ocupação, ligando os obreiros na Terra com os seres santos que cumprem a vontade de Deus no Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 573 e 574.
A vida de Samuel desde a meninice tinha sido uma vida de piedade e devoção. Ele havia sido deixado sob o cuidado de Eli em sua juventude, e a bondade do seu caráter conquistou a afeição do idoso sacerdote. Ele era bondoso, generoso, diligente, obediente, respeitoso. O contraste entre a conduta do jovem Samuel e dos próprios filhos do sacerdote era muito marcante, e Eli encontrava refrigério, conforto e bênção com a presença de seu tutelado. Era coisa singular que entre Eli, supremo juiz da nação, e aquela simples criança pudesse existir tão cálida amizade. Samuel era prestativo e afetivo, e nenhum pai amara mais ternamente a um filho tanto quanto Eli a este jovem. Ao sobrevirem a Eli as aflições da idade, Ele sentiu de maneira mais aguda o comportamento desalentador, condenável, indigno, de seus filhos, e buscou em Samuel o conforto e sustento.
Quão tocante é ver jovens e velhos sentindo mútua dependência, o jovem buscando do idoso conselho e sabedoria, o idoso procurando no jovem ajuda e simpatia. Assim é que devia ser sempre. Deus gostaria que os jovens possuíssem qualificações tais de caráter que encontrassem prazer na presença amiga dos idosos, de modo que se unissem nos laços caros da afeição com os que se estão aproximando da beira do túmulo. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.021.
19 de maio – Pág. 145 – Reavivamento
Pecamos contra o Senhor. … Não cesses de clamar ao Senhor, nosso Deus, por nós. I Samuel 7:6 e 8.
Durante este tempo Samuel visitou as cidades e aldeias por todo o país, procurando volver o coração do povo ao Deus de seus pais; e seus esforços não ficaram sem bons resultados. Depois de sofrerem a opressão de seus inimigos durante vinte anos, os israelitas lamentavam “após o Senhor”. Aconselhou-os Samuel: “Se com todo o vosso coração vos converterdes ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a Ele só” (I Samuel 7:3); aqui vemos que a piedade prática, a religião do coração, era ensinada nos dias de Samuel como o foi por Cristo quando Ele esteve na Terra. Sem a graça de Cristo, as formas exteriores da religião eram destituídas de valor para o antigo Israel. Elas são o mesmo para o Israel moderno.
Há hoje necessidade de um tal reavivamento da verdadeira religião do coração como o que foi experimentado pelo antigo Israel. O arrependimento é o primeiro passo que deve ser dado por todos os que desejam voltar a Deus. Ninguém pode efetuar isto por outrem. Devemos individualmente humilhar nossa alma perante Deus, e lançar fora nossos ídolos. Quando houvermos feito tudo o que pudermos, o Senhor nos manifestará a Sua salvação. …
Reuniu-se uma grande assembleia em Mispa. Ali teve lugar um jejum solene. Com profunda humilhação o povo confessou os seus pecados; e, como prova de sua resolução de obedecer às instruções que tinham ouvido, investiram a Samuel com a autoridade de juiz. …
Quando Samuel estava no ato de apresentar um cordeiro como holocausto, os filisteus se aproximaram para a batalha. … Uma terrível tempestade irrompeu sobre a hoste que avançava, e a terra ficou juncada dos cadáveres dos grandes guerreiros. Os israelitas tinham ficado em silencioso pavor, a tremer, com esperança e medo. Quando viram a matança de seus inimigos, souberam que Deus havia aceito o seu arrependimento. … Para as nações bem como para os indivíduos, o caminho da obediência a Deus é o caminho da segurança e da felicidade, enquanto o da transgressão apenas leva ao revés e à derrota. Patriarcas e Profetas, págs. 590 e 591.
20 de maio – Pág. 146 – Como Todas as Nações
Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações. I Samuel 8:19 e 20.
Os hebreus pediram a Samuel um rei como tinham todas as demais nações em torno deles. Preferindo um rei despótico ao sábio e brando governo de Deus mediante a jurisdição de Seus profetas, mostraram grande falta de fé em Deus, e de confiança em Sua providência para lhes dar governadores que os dirigissem. Sendo os filhos de Israel de maneira peculiar o povo de Deus, sua forma de governo era essencialmente diferente do governo das demais nações ao seu redor. Deus lhes dera estatutos e leis, e havia escolhido os seus dirigentes, e esses guias do povo deviam obediência ao Senhor. Em todos os casos de dificuldade e perplexidade, Deus devia ser consultado. Seu pedido de um rei era um procedimento rebelde de afastamento de Deus, seu guia especial. Ele sabia que um reino não seria melhor coisa para o Seu povo. … Se tivessem um rei, cujo coração fosse presunçoso e não reto para com Ele, esse rei os afastaria de Deus, levando-os a se rebelarem contra Deus. O Senhor sabia que ninguém podia ocupar a posição de rei, recebendo as honras devidas ao rei, sem tornar-se exaltado e sentir-se bem aos próprios olhos, enquanto ao mesmo tempo estaria pecando contra Deus. Spiritual Gifts, vol. 4, págs. 65 e 66.
Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 607.
21 de maio – Pág. 147 – Nenhuma Desculpa Necessária
E ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós outros, e o Seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. I Samuel 12:5.
O desejo não satisfeito de poder mundano e de ostentação é tão difícil de sanar hoje como o era nos dias de Samuel. Os cristãos procuram edificar como os mundanos edificam, vestir como vestem os mundanos – na imitação dos costumes daqueles que adoram apenas o deus deste século. As instruções da Palavra de Deus, os conselhos e reprovações de Seus servos, e até mesmo as advertências enviadas diretamente do trono, parecem destituídas de poder para subjugar esta ambição indigna. Quando o coração está alienado de Deus, qualquer pretexto praticamente basta para justificar a desconsideração de Sua autoridade. …
Os homens mais prestativos são raramente apreciados. Os que trabalham mais ativa e altruisticamente pelos semelhantes, e que se têm mostrado instrumentos na obtenção de maiores resultados, são muitas vezes recompensados com ingratidão e negligência. Quando tais pessoas se veem postas de lado, quando seus conselhos são repelidos, desprezados, elas podem sentir que estão sendo vítimas de grande injustiça. Mas aprendam pelo exemplo de Samuel a não se justificarem a si mesmas nem a se vingarem, a menos que o Espírito de Deus, da maneira mais evidente, conduza a tal comportamento. …
A honra creditada àquele que está concluindo sua tarefa é muito mais preciosa do que aplausos e congratulações que recebem os que estão apenas começando, e nem foram ainda testados. …
Quantos que ao se aposentarem numa posição de responsabilidade como juízes podem dizer com respeito a sua pureza: Quem dentre vós me convencerá de pecado? Quem pode provar que eu me afastei do direito para receber propinas? Jamais manchei o meu registro como homem que tem por ofício julgar e fazer justiça. Quem pode dizer hoje o que Samuel disse quando foi posto de lado em Israel porque eles estavam decididos a ter um rei? … Bravo, nobre, juiz! Mas é triste que um homem de tal integridade e retidão tenha de humilhar-se e fazer sua própria defesa. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.013 e 1.014.
22 de maio – Pág. 148 – Preferência do Povo
Eis aí o rei que elegestes e que pedistes. I Samuel 12:13.
Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles. … Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e equidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam – rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus.
Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, teria Deus estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito os seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte. Então Ele chamou ao trono “um homem segundo o Seu coração” (I Samuel 13:14); não um que fosse irrepreensível em seu caráter, mas que, em vez de confiar em si, confiaria em Deus, e seria guiado por Seu Espírito; que, ao pecar, sujeitar-se-ia à reprovação e correção. Patriarcas e Profetas, pág. 636.
23 de maio – Pág. 149 – Ninguém Como Ele
Entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele. I Samuel 9:2.
As qualidades pessoais do futuro líder eram de maneira que satisfaziam aquele orgulho íntimo que inspira o desejo de terem um rei. “Entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele.” I Samuel 9:2. De porte nobre e digno, na flor da idade, garboso e alto, tinha ele a aparência de alguém que nascera para governar. No entanto, com tais atrações externas, Saul era desprovido daquelas qualidades mais elevadas que constituem a verdadeira sabedoria. Não tinha aprendido em sua mocidade a dominar suas paixões temerárias e impetuosas; nunca sentira o poder renovador da graça divina. Patriarcas e Profetas, pág. 608.
O Senhor não deixou Saul ser levado a uma posição de confiança sem divina iluminação. Ele estava para ter um novo chamado, e o Espírito do Senhor veio sobre ele. O resultado foi o ser ele mudado num novo homem. O Senhor deu a Saul um novo espírito, outros pensamentos, outros alvos e desejos diferentes daqueles que havia tido até então. Esta iluminação, com o conhecimento espiritual de Deus, colocou-o num terreno vantajoso, e visava unir sua vontade à vontade de Jeová. …
Saul possuía uma mente e influência capazes de governar um reino, se suas faculdades tivessem sido submetidas ao controle de Deus, mas a própria dotação que o qualificara para fazer o bem podia ser usada por Satanás se rendida a seu poder, capacitando-o a exercer vasta influência para o mal. Ele era capaz de ser mais duramente vingativo e mais determinado em perseguir seus intentos não santificados do que o eram outros, em virtude das faculdades superiores de coração e mente que lhe haviam sido dadas por Deus. …
Se confiasse apenas em seu juízo e força, Saul se conduziria impulsivamente e cometeria graves erros. Mas se permanecesse humilde, buscando ser constantemente guiado pela divina sabedoria, e avançando na medida em que a divina providência abrisse o caminho, estaria capacitado a desempenhar os deveres de sua alta posição com sucesso e honra. Sob a influência da divina graça, cada boa qualidade iria se fortalecendo, ao passo que os maus traços da mesma forma iriam perdendo o seu poder. Esta é a obra que o Senhor Se propõe fazer por todos que se consagram a Ele. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.013, 1.016 e 1.017.
24 de maio – Pág. 150 – Correndo na Dianteira de Deus
Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. I Samuel 13:8.
Não foi senão no segundo ano do reinado de Saul que se fez uma tentativa para submeter os filisteus. O primeiro golpe foi desferido por Jônatas, o filho do rei, que atacou e venceu a guarnição deles em Geba. Os filisteus, exasperados por esta derrota, aprontaram-se para um ataque imediato a Israel. Saul fez agora proclamar a guerra. …
Antes que o tempo designado pelo profeta houvesse expirado completamente, ele se tornou impaciente com a demora, e deixou-se desanimar pelas circunstâncias probantes que o cercavam. …
Havia chegado o tempo para a prova de Saul. Ele deveria agora mostrar se confiaria ou não em Deus, e se esperaria pacientemente conforme à Sua ordem, mostrando-se assim ser aquele com quem Deus poderia contar em situações difíceis, na qualidade de governador de Seu povo, ou se seria vacilante e indigno da responsabilidade sagrada que lhe fora entregue. Patriarcas e Profetas, págs. 616-618.
Ao reter Samuel, era propósito de Deus que o coração de Saul fosse revelado, a fim de que outros pudessem saber o que ele faria numa emergência. Saul foi colocado numa posição de prova, mas não obedecera às ordens. Ele entendeu que não faria diferença quem se aproximasse de Deus, ou de que maneira; e, cheio de energia e consideração própria, encaminhou-se para o ofício sagrado.
O Senhor tem suas ações determinadas; e se não são compreendidas e acatadas por aqueles que estão associados com Sua obra, se homens sentem-se livres para desrespeitarem suas ordens, não devem ser mantidos em posição de confiança. Eles não dariam ouvidos ao conselho nem às ordens de Deus através desses instrumentos por Ele apontados. Como Saul, correriam para uma tarefa que lhes não fora indicada, e os erros que cometeriam ao seguir seu humano discernimento colocariam o Israel de Deus onde o seu Líder não Se lhes revelaria. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.014.
25 de maio – Pág. 151 – Seguindo a Própria Conduta
Acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. I Samuel 13:10.
Deus tinha determinado que unicamente os que eram consagrados ao ofício deviam apresentar sacrifícios diante dEle. Mas ordenou Saul “trazei-me aqui um holocausto”; e, cingido como estava de armaduras e armas de guerra, aproximou-se do altar, e ofereceu sacrifício diante de Deus. … Se Saul tivesse satisfeito as condições sob as quais fora prometido auxílio divino, o Senhor teria operado um maravilhoso livramento para Israel, com os poucos que eram fiéis ao rei. Mas Saul estava tão satisfeito consigo mesmo e com sua obra, que saiu ao encontro do profeta como alguém que devesse ser elogiado em vez de reprovado. Patriarcas e Profetas, pág. 618.
Saul procurou defender seu procedimento e acusar o profeta, em vez de reconhecer-se culpado. Há hoje muitos que seguem conduta semelhante. Como Saul, são cegos aos próprios erros. Quando o Senhor procura corrigi-los, recebem a reprovação como se fora insulto e encontram a falta naquele que leva a mensagem divina.
Tivesse Saul se mostrado disposto a ver e confessar o seu erro, esta amarga experiência teria se mostrado uma salvaguarda para o futuro. Posteriormente ele teria evitado os erros que atraíram a reprovação divina. Mas sentindo que era injustamente acusado, estaria, com efeito, pronto a cometer outra vez o mesmo pecado.
A transgressão de Saul mostrou que ele era indigno de assumir responsabilidades sagradas. … Tivesse ele pacientemente suportado o divino teste, a coroa teria sido confirmada a sua casa. Com efeito, Samuel viera a Gilgal para este fim mas Saul havia sido pesado na balança, e fora achado em falta. Precisava ser removido a fim de dar caminho para alguém que consideraria como sagrada a honra e a autoridade divinas. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.014 e 1.015.
26 de maio – Pág. 152 – Tempo de Ter Coragem
Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. I Samuel 14:6.
Por causa do pecado de Saul em sua oferta presunçosa, o Senhor não lhe daria a honra de vencer aos filisteus. Jônatas, o filho do rei, homem que temia o Senhor, foi escolhido como instrumento para libertar Israel. Movido por um impulso divino, propôs ao seu pajem de armas que fizessem um ataque secreto ao arraial do inimigo. …
O pajem de armas, que também era homem de fé e oração, incentivou este plano, e juntos retiraram-se do acampamento, secretamente, para que não acontecesse encontrar oposição o seu propósito. Com oração fervorosa ao Guia de seus pais, convieram em um sinal pelo qual poderiam determinar o que fazer. … Aproximando-se da fortaleza filisteia, ficaram à vista de seus inimigos, que, sarcasticamente, disseram: “Eis que já os hebreus saíram das cavernas em que se tinham escondido”; então os desafiaram: “Subi a nós, e nós vo-lo ensinaremos” (I Samuel 14:11 e 12), querendo dizer que puniriam os dois israelitas pela sua audácia. Este desafio era o sinal que Jônatas e seu companheiro tinham concordado aceitar como prova de que o Senhor favorecia seu empreendimento. Saindo agora das vistas dos filisteus, e escolhendo um caminho secreto e difícil, os guerreiros se dirigiram ao cume de uma rocha que tinha sido considerada inacessível, e não estava mui fortemente guarnecida. Assim penetraram no arraial do inimigo, e mataram as sentinelas, que, dominadas pela surpresa e temor, não ofereceram resistência.
Anjos celestiais escudavam a Jônatas e seu auxiliar, anjos combatiam ao seu lado, e os filisteus caíam diante deles. Patriarcas e Profetas, pág. 623.
Estes dois jovens deram mostras de que estavam agindo sob a influência e mando de um General mais que humano. Aparentemente, sua aventura foi temerária, e contrária às regras militares. Mas o ato de Jônatas não foi praticado por precipitação humana. Ele não confiava no que ele e seu pajem de armas por si mesmos poderiam fazer; foi o instrumento que Deus empregou em favor de Seu povo Israel. The Youth’s Instructor, 24 de novembro de 1898.
27 de maio – Pág. 153 – Rei Verdadeiro
Maldito o homem que comer pão antes de anoitecer, para que me vingue de meus inimigos. I Samuel 14:24.
A ordem para abstinência de alimento foi motivada pela ambição egoísta, e mostrou ser o rei indiferente às necessidades de seu povo quando estas estavam em conflito com seus desejos de exaltação própria. Confirmando esta proibição com um juramento solene, Saul se mostrou não somente temerário como também profano. As próprias palavras da imprecação dão prova de que o zelo de Saul era por si mesmo, e não pela honra de Deus. Ele declarou seu objetivo não ser que o Senhor fosse vingado de Seus inimigos, mas “que me vingue de meus inimigos”. …
Durante o dia de batalha, Jônatas, que não tinha ouvido acerca da ordem do rei, ignorantemente transgrediu comendo um pouco de mel quando passava através de um bosque. Saul teve conhecimento disto à tarde. Havia declarado que a violação deste edito seria punida com a morte; e, embora Jônatas não tivesse sido culpado de pecado voluntário, embora Deus lhe tivesse miraculosamente preservado a vida, e houvesse operado por meio dele, o rei declarou que a sentença devia ser executada. Poupar a vida de seu filho teria sido um reconhecimento da parte de Saul de que ele pecara fazendo um voto tão precipitado. Isto seria humilhante ao seu orgulho. “Assim me faça Deus, e outro tanto”, foi a sua terrível sentença; “que com certeza morrerá, Jônatas.” …
Em Gilgal, pouco tempo antes, Saul tomara a ousadia de oficiar como sacerdote, contrariamente ao mandado de Deus. Sendo reprovado por Samuel, obstinadamente justificou-se. Agora, quando sua própria ordem foi desobedecida – embora esta ordem não fosse razoável, e tivesse sido violada por ignorância – o rei e pai sentenciou o filho à morte.
O povo recusou-se a permitir que a sentença de morte fosse executada. Afrontando a ira do rei, declararam: “Morrerá Jônatas, que obrou tão grande salvação em Israel? nunca tal suceda; vive o Senhor, que não lhe há de cair no chão um só cabelo da sua cabeça! pois com Deus fez isso hoje.” I Samuel 14:45. O orgulhoso rei não ousou desrespeitar este unânime veredicto, e a vida de Jônatas foi preservada. Patriarcas e Profetas, págs. 624 e 625.
28 de maio – Pág. 154 – Duas Medidas
Com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Mateus 7:2.
Saul não pôde deixar de sentir que seu filho era preferido a ele, tanto pelo povo como pelo Senhor. O livramento de Jônatas foi uma severa exprobração à precipitação do rei. Teve um pressentimento de que suas maldições cairiam sobre sua cabeça. Não mais continuou a guerra com os filisteus, mas voltou para casa mal-humorado e descontente.
Aqueles que mais prontos estão para desculpar-se ou justificar-se no pecado, são muitas vezes os mais severos ao julgar e condenar os outros. Muitos, como Saul, trazem sobre si o desagrado de Deus, mas rejeitam o conselho e desprezam a reprovação. Mesmo quando convictos de que o Senhor não está com eles, recusam-se a ver em si a causa da perturbação. Alimentam um espírito orgulhoso, jactancioso, ao mesmo tempo em que condescendem em fazer um juízo cruel ou severa censura em relação a outros que são melhores do que eles. …
Frequentemente aqueles que estão procurando exaltar-se são levados a posições em que se revela seu verdadeiro caráter. Assim foi no caso de Saul. Sua conduta convenceu o povo de que a honra e autoridade real eram para ele mais caras do que a justiça, misericórdia, ou benevolência. Assim o povo foi levado a ver o seu erro, por terem rejeitado o governo que Deus lhes havia dado. Tinham trocado o profeta piedoso, cujas orações haviam feito descer bênçãos, por um rei que em seu zelo cego tinha orado rogando uma maldição sobre eles.
Se os homens de Israel não se houvessem interposto a fim de salvar a vida de Jônatas, seu libertador teria perecido pelo decreto do rei. Com que pressentimentos deveria aquele povo posteriormente ter seguido a guia de Saul! Quão amargo lhes seria o pensamento de que ele havia sido posto no trono pelo seu próprio ato! O Senhor suporta por muito tempo os desvarios dos homens, e a todos Ele concede oportunidade para verem e abandonarem seus pecados; mas, conquanto possa parecer que Ele faz prosperar os que desrespeitam a Sua vontade e desprezam Suas advertências, ao Seu tempo certamente tornará manifesta a loucura deles. Patriarcas e Profetas, págs. 625 e 626.
29 de maio – Pág. 155 – Provado de Novo
Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes. I Samuel 15:3.
O Senhor enviou o Seu servo com uma outra mensagem a Saul. Pela obediência poderia ainda provar fidelidade para com Deus, e dignidade para andar diante de Israel. Samuel veio ao rei e apresentou a palavra do Senhor. …
Os amalequitas foram os primeiros a fazerem guerra a Israel no deserto; e por este pecado, juntamente com seu desafio a Deus e sua aviltante idolatria, o Senhor, por meio de Moisés, pronunciara sentença sobre eles. … Por quatrocentos anos a execução desta sentença fora adiada; mas os amalequitas não se desviaram de seus pecados. O Senhor sabia que este povo ímpio eliminaria da terra, se possível fora, o Seu povo e o Seu culto. Agora era chegada a ocasião para ser executada a sentença, durante tanto tempo retardada.
A paciência que Deus tem exercido para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão; mas o seu castigo não será menos certo e terrível por ser tanto tempo retardado. … Conquanto Ele não Se deleite na vingança, executará juízo sobre os transgressores de Sua lei. É obrigado a fazer isto, para preservar os habitantes da Terra da depravação e ruína totais. A fim de salvar alguns deverá Ele eliminar os que se tornaram endurecidos no pecado. … A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça.
Mas, ao mesmo tempo em que infligia o juízo, Deus Se lembrava da misericórdia. Os amalequitas deviam ser destruídos, mas os queneus, que habitavam entre eles, foram poupados. Este povo embora não estivesse inteiramente livre da idolatria, eram adoradores de Deus, e mantinham amistosas relações com Israel. Dessa tribo era o cunhado de Moisés, Hobabe, que acompanhara os israelitas em suas viagens através do deserto, e, pelo seu conhecimento do território, prestara-lhes valioso auxílio. Patriarcas e Profetas, págs. 627 e 628.
30 de maio – Pág. 156 – Não Merece Confiança
E Saul e o povo pouparam Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente. I Samuel 15:9.
Desde a derrota dos filisteus em Micmas, Saul tinha feito guerra contra Moabe, Amom e Edom, e contra os amalequitas e filisteus; e, para onde quer que volvesse suas armas, ganhava novas vitórias. Recebendo a incumbência contra os amalequitas, proclamou imediatamente a guerra. À sua própria autoridade foi acrescentada a do profeta, e ao chamado para a batalha os homens de Israel congregaram-se sob seu estandarte. Esta expedição não deveria ser iniciada com o propósito de engrandecimento próprio; não deveriam os israelitas receber quer a honra da vitória quer o despojo de seus inimigos. Deviam empenhar-se na guerra unicamente como um ato de obediência a Deus, a fim de executar Seu juízo sobre os amalequitas. Era intuito de Deus que todas as nações vissem a condenação daquele povo que desafiara a Sua soberania, e notassem que foram destruídos pelo mesmo povo que haviam desprezado. …
Esta vitória sobre os amalequitas foi a mais brilhante que Saul alcançou, e serviu para suscitar novamente o orgulho de coração que era o seu maior perigo. O decreto divino que votava os inimigos de Deus à completa destruição, não foi cumprido senão em parte. Ambicionando aumentar a honra de sua volta triunfal, mediante a presença de um cativo real, Saul aventurou-se a imitar o costume das nações em redor, e poupou Agague, o cruel e belicoso rei dos amalequitas. O povo reservou para si o melhor que havia dos rebanhos, das vacas e das bestas de carga, desculpando o seu pecado sob o fundamento de que o gado era reservado para ser oferecido como sacrifício ao Senhor. Era, entretanto, seu propósito fazer uso do mesmo meramente como substituto, a fim de poupar o seu próprio gado.
Saul havia agora sido submetido à prova final. Sua arrogante desconsideração pela vontade de Deus, mostrando sua determinação de governar como um rei independente, provou que não se lhe poderia confiar poder real como representante do Senhor. Patriarcas e Profetas, págs. 628 e 629.
31 de maio – Pág. 157 – Balido Estranho
Arrependo-Me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de Me seguir e não executou as Minhas palavras. I Samuel 15:11.
Enquanto Saul e seu exército marchavam para casa no entusiasmo da vitória, havia profunda angústia no lar do profeta Samuel. Ele havia recebido uma mensagem do Senhor, denunciando o procedimento do rei. … O profeta ficou profundamente magoado pela conduta do rei rebelde, e chorou e orou a noite toda pedindo uma revogação da terrível sentença.
O arrependimento de Deus não é como o do homem. “Aquele que é a Força de Israel não mente nem Se arrepende; porquanto não é um homem para que Se arrependa.” I Samuel 15:29. O arrependimento do homem implica uma mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica uma mudança de circunstâncias e relações. O homem pode mudar sua relação para com Deus, conformando-se com as condições sob as quais pode ser levado ao favor divino; ou pode, de moto próprio, colocar-se fora da condição favorável; mas o Senhor é o mesmo “ontem, e hoje e eternamente”. Hebreus 13:8. A desobediência de Saul mudou sua relação para com Deus; mas as condições de aceitação por parte de Deus ficaram inalteradas – as reivindicações de Deus eram ainda as mesmas; pois nEle “não há mudança nem sombra de variação”. Tiago 1:17.
Com coração dolorido o profeta partiu na manhã seguinte para encontrar-se com o rei, que procedia erradamente. Samuel acariciava a esperança de que, refletindo, pudesse Saul ter consciência de seu pecado, e, pelo arrependimento e humilhação, ser de novo restabelecido ao favor divino. Quando, porém, o primeiro passo é dado no caminho da transgressão, este caminho se torna fácil. Saul, aviltado por sua desobediência, veio ao encontro de Samuel com uma mentira nos lábios. Exclamou: “Bendito tu do Senhor; executei a palavra do Senhor.” Os sons que vinham aos ouvidos do profeta desmentiram a declaração do desobediente rei. Patriarcas e Profetas, págs. 629 e 630.

Publicado em 05 - Maio, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – abril de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

 

1º de abril – Pág. 97 – Crise em Israel
Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido. E converteram a Sua glória na figura de um boi que come erva. Salmos 106:19 e 20.
Na ausência de Moisés a autoridade judiciária fora delegada a Arão, e uma vasta multidão reuniu-se em redor de sua tenda, com o pedido: “Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, … não sabemos o que lhe sucedeu.” Êxodo 32:1. A nuvem, disseram eles, … repousava agora permanentemente sobre o monte; não mais dirigiria as suas viagens. …
Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. Mas o atual líder de Israel não era deste caráter. Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. … Alguns houve que permaneceram fiéis ao seu concerto com Deus; mas a maior parte do povo aderiu à apostasia. …
Arão temia pela sua própria segurança; e, em vez de manter-se nobremente pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão. Seu primeiro ato foi ordenar que os brincos de ouro fossem reunidos dentre todo o povo e trazidos a ele, esperando que o orgulho os levasse a recusar tal sacrifício. Voluntariamente, porém, cederam os seus ornamentos; e destes fez um bezerro fundido, à imitação dos deuses do Egito. O povo proclamou: “Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” E Arão vilmente permitiu se fizesse este insulto a Jeová. Fez mais. Vendo com que satisfação o deus de ouro era recebido, construiu um altar diante dele, e fez esta proclamação: “Amanhã será festa ao Senhor.” Êxodo 32:4 e 5. O anúncio foi apregoado por trombeteiros, de grupo em grupo pelo acampamento todo. …
Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma “aparência de piedade”! II Timóteo 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 316 e 317.
2 de abril – Pág. 98 – Traição
Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Êxodo 32:21.
Arão esforçou-se por defender-se, alegando o clamor do povo. … Suas desculpas e prevaricações, porém, de nada valeram. …
O fato de que Arão fora muito mais abençoado e honrado do que o povo, foi o que tornou o seu pecado tão hediondo. Foi Arão, “o santo do Senhor” (Salmos 106:16), que fizera o ídolo e anunciara a festa. Foi aquele que fora designado como o porta-voz de Moisés, e a respeito de quem o próprio Deus testificou: “Eu sei que ele falará muito bem” (Êxodo 4:14), foi ele que não pôde sustar os idólatras no seu intento de afronta ao Céu. Aquele por intermédio de quem Deus agira ao trazer juízo tanto sobre os egípcios como seus deuses, ouvira inabalável a proclamação ante a imagem fundida: “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” Êxodo 32:8. Fora aquele que estivera com Moisés no monte, e ali vira a glória do Senhor, que vira que na manifestação daquela glória nada havia de que se pudesse fazer uma imagem, sim, foi ele que mudou aquela glória na semelhança de um boi. Aquele a quem Deus confiara o governo do povo na ausência de Moisés, foi encontrado a sancionar a sua rebelião. “O Senhor Se irou muito contra Arão para o destruir.” Deuteronômio 9:20. Mas em resposta à fervorosa intercessão de Moisés, sua vida foi poupada; e, com arrependimento e humilhação pelo seu grande pecado, foi restabelecido no favor de Deus.
Se Arão tivesse tido coragem para se pôr do lado do direito, sem se incomodar com as consequências, poderia ter impedido aquela apostasia. Se houvesse inabalavelmente mantido sua fidelidade para com Deus, se houvesse mencionado ao povo os perigos do Sinai, e os tivesse feito lembrar de seu concerto solene com Deus, para obedecerem a Sua lei, ter-se-ia sustado o mal. Mas sua conformação com os desejos do povo, e a calma segurança com que se pôs a executar os seus planos, fizeram com que se atrevessem a ir mais longe, no pecado, do que antes lhes viera à mente fazer. …
De todos os pecados que Deus punirá, nenhum é mais ofensivo à Sua vista do que aquele que incentiva o outro a fazer o mal. Patriarcas e Profetas, págs. 320-323.
3 de abril – Pág. 99 – Face a Face
E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo. Êxodo 33:11.
Depois da transgressão de Israel por fazer o bezerro de ouro, Moisés de novo foi pleitear com Deus em favor de seu povo. … Ele aprendeu por experiência que para ter influência sobre o povo precisava antes ter poder com Deus. O Senhor lê a sinceridade e elevação de propósito do coração de Seu servo e condescende em partilhar sua debilidade mortal, face a face, como um homem fala com seu amigo. Moisés lançou-se a si mesmo e todo o seu fardo sobre Deus e livremente derramou sua alma ante Ele. O Senhor não reprova o Seu servo, mas pára de ouvir suas súplicas. …
A resposta vem: “Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar.” Êxodo 33:14. Mas Moisés não sente que deve parar aqui. Ele recebera muito já, mas anseia aproximar-se ainda mais de Deus, a fim de obter maior segurança de Sua permanente presença. Ele conduzira o fardo de Israel; levara o esmagador peso de responsabilidade; quando o povo pecou, ele sofreu mortificante pesar, como se ele próprio fosse culpado; e agora pesa sobre sua alma o senso dos terríveis resultados se Deus deixar Israel em sua dureza de coração e impenitência. … Moisés faz sua petição com tal fervor que a resposta vem: “Farei também isto, que tens dito, porquanto achaste graça aos Meus olhos, e te conheço por nome.” Êxodo 33:17.
Agora, naturalmente, poderíamos esperar que o profeta cessasse de suplicar; mas não; animado pelo sucesso, ele se aventura a ir ainda para mais perto de Deus, com uma santa familiaridade que vai além de nossa compreensão. Agora ele faz um pedido que nenhum ser humano fizera antes: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória.” Êxodo 33:18. Que petição de um homem finito, mortal! Mas ele é repelido? Reprova-o Deus por sua presunção? Não; ouvimos as graciosas palavras: “Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxodo 33:19. …
Na história de Moisés podemos ver quão íntima comunhão com Deus é privilégio do homem usufruir. Testimonies, vol. 4, págs. 531-533.
4 de abril – Pág. 100 – Fogo Estranho
E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Levítico 10:1.
Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú eram os mais preeminentes em Israel. Tinham sido honrados de modo especial pelo Senhor, tendo-se-lhes permitido juntamente com os setenta anciãos verem Sua glória no monte. Sua transgressão não deveria, entretanto, desculpar-se ou ser considerada levianamente. Tudo isto tornava mais ofensivo o seu pecado. Porque os homens receberam grande luz, porque tenham como príncipes de Israel subido ao monte, e hajam alcançado o privilégio de ter comunhão com Deus e demorar-se na luz da Sua glória, não se lisonjeiem eles de que podem depois pecar impunemente; de que, visto terem sido de tal maneira honrados, Deus não será rigoroso no castigo de sua iniquidade. Isto é erro fatal. A grande luz e privilégios concedidos exigem uma retribuição de virtude e santidade correspondente à luz outorgada. Nada menos que isto poderá Deus aceitar. Grandes bênçãos e privilégios nunca devem embalar-nos em segurança ou despreocupação. Nunca devem dar liberdade ao pecado, nem fazer com que os que os recebem entendam que Deus não será exigente com eles. …
Nadabe e Abiú não haviam sido em sua juventude ensinados nos hábitos de domínio próprio. … Hábitos de condescendência própria, durante muito tempo acalentados, alcançaram sobre eles um domínio que mesmo a responsabilidade do mais sagrado mister não teve poder para quebrar. Não haviam sido ensinados a respeitar a autoridade do pai, nem se compenetravam da necessidade de estrita obediência aos mandos de Deus. A mal-entendida indulgência de Arão com os filhos preparou-os para se tornarem objetos dos juízos divinos.
O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. … Ninguém se engane com a crença de que uma parte dos mandamentos de Deus não é essencial, ou que Ele aceitará uma substituição daquilo que exigiu. Patriarcas e Profetas, págs. 359 e 360.
5 de abril – Pág. 101 – Males do Álcool
O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio. Provérbios 20:1.
Nadabe e Abiú nunca teriam cometido aquele pecado fatal, se não se houvessem primeiramente em parte intoxicado pelo livre uso do vinho. Compreendiam que o mais cuidadoso e solene preparo era necessário antes de se apresentarem no santuário, onde era manifestada a presença divina; pela intemperança, porém, perderam a idoneidade para o seu santo ofício. A mente se lhes tornou confusa e embotadas as percepções morais, de modo que não podiam discernir a diferença entre o sagrado e o comum. A Arão e a seus filhos sobreviventes foi feito este aviso: “Vinho nem bebida forte… não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será este entre as vossas gerações; e para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado.” Levitico 10:9-11. O uso de bebidas alcoólicas tem o efeito de enfraquecer o corpo, confundir a mente e rebaixar a moral. Impede aos homens de se compenetrarem do caráter sagrado das coisas santas ou da vigência das ordens de Deus. Todos os que ocupavam posições de responsabilidade sagrada, deviam ser homens de estrita temperança, para terem mente clara, a fim de discernirem entre o reto e o que o não é, para terem firmeza de princípios, e sabedoria para administrar justiça e mostrar misericórdia.
A mesma obrigação repousa sobre todo seguidor de Cristo. … À igreja de Cristo em todos os tempos é dirigido este aviso solene e terrível: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” I Coríntios 3:17. Patriarcas e Profetas, págs. 361 e 362.
O caso dos filhos de Arão foi registrado para benefício do povo de Deus, e deve ensinar especialmente aos que se estão preparando para a segunda vinda de Cristo, que a condescendência com o apetite pervertido destrói os finos sentimentos da alma e afeta por tal forma as faculdades de raciocínio dadas por Deus ao homem, que as coisas espirituais e santas, perdem sua santidade. A desobediência parece aprazível em vez de excessivamente pecaminosa. Temperança, pág. 149.
6 de abril – Pág. 102 – Amor Mal Aplicado
E lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Salmos 105:26.
Arão era homem de amável disposição, e a ele Deus escolhera para estar com Moisés e falar por ele. … Deus podia ter escolhido Arão como líder; mas Aquele que conhece os corações, que compreende o caráter, sabia que Arão era inseguro e lhe faltava coragem moral para persistir na defesa do direito sob quaisquer circunstâncias, fossem quais fossem as consequências. O desejo de Arão de ganhar a boa vontade do povo algumas vezes levou-o a cometer graves erros. … A mesma falta de firmeza ao lado do direito em sua família resultou na morte de dois de seus filhos. … Nadabe e Abiú deixaram de mostrar reverência pela ordem de Deus no que dizia respeito ao fogo que deveria ser posto nos incensários com o incenso perante Ele. …
Aqui se vê o resultado de uma disciplina frouxa. Como os filhos de Arão não tivessem sido educados no respeito e reverência para com as ordens de seu pai, porque desrespeitavam a autoridade paterna, não compreendiam a necessidade de seguir de maneira explícita as determinações divinas. … Contrariando as indicações expressas de Deus, eles O desonraram oferecendo fogo comum em lugar de fogo santo. Deus os visitou com Sua ira; saiu fogo de Sua presença e os destruiu.
Arão suportou sua severa aflição com paciência e humilde submissão. Pesar e profunda agonia lhe amarguraram a alma. Ele foi convencido de haver negligenciado o dever. Era sacerdote do Altíssimo, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo. Era sacerdote de sua casa, e contudo tinha sido inclinado a deixar passar por alto a insensatez de seus filhos. Havia negligenciado o dever de dirigi-los e educá-los na obediência, abnegação, e na reverência para com a autoridade paterna. Mediante sentimentos de condescendência mal aplicada, deixou de moldar-lhes o caráter com alta reverência pelas coisas eternas. Arão não viu – não mais do que veem muitos pais cristãos agora – que seu amor mal aplicado e sua indulgência para com os seus filhos naquilo que estava errado, preparavam-os para o desagrado certo de Deus. Suas demonstrações de bondade, sem o firme exercício da correção paterna, e sua imprudente amabilidade para com os filhos eram extrema crueldade. Testimonies, vol. 3, págs. 293-295.
7 de abril – Pág. 103 – Almas Subnutridas
Cedo, porém, se esqueceram das Suas obras; não esperaram o Seu conselho; mas deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma. Salmos 106:13-15.
Sempre que seu apetite era restringido os israelitas ficavam descontentes e murmuravam e queixavam-se de Moisés e de Arão, e de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.102.
Deus deu ao povo aquilo que não era para seu máximo bem, porque persistiram em desejá-lo; não queriam satisfazer-se com as coisas que se mostrariam ser para eles um benefício. Seus rebeldes desejos foram satisfeitos, mas foram entregues ao sofrimento das consequências. Comeram sem restrições, e seus excessos foram prontamente punidos. … Grande número foi ceifado pela febre ardente, enquanto os mais culpados entre eles foram feridos logo que provaram o alimento cobiçado. Patriarcas e Profetas, pág. 382.
Deus poderia tão facilmente tê-los provido de carne como de maná; impôs-se-lhes, porém, uma restrição, para o seu bem. Era Seu propósito supri-los de alimento mais adaptado às suas necessidades do que o regime estimulante a que muitos se haviam acostumado no Egito. O apetite pervertido devia ser posto em uma condição mais sadia, a fim de que pudessem usar o alimento originariamente provido ao homem: os frutos da Terra, que Deus dera a Adão e Eva no Éden. Foi por esta razão que os israelitas foram em grande medida privados do alimento cárneo.
Satanás tentou-os a considerar esta restrição como injusta e cruel. Fê-los cobiçar coisas proibidas, porque viu que a satisfação desenfreada do apetite tenderia a produzir a sensualidade, e por este meio o povo poderia ser mais facilmente submetido ao seu domínio. O autor da moléstia e da miséria assaltará os homens no ponto em que ele pode ter o maior êxito. Por meio de tentações que visam o apetite, tem ele, em grande parte, levado homens ao pecado, desde o tempo em que induziu Eva a comer do fruto proibido. Foi por este mesmo meio que levou Israel a murmurar contra Deus. A intemperança no comer e no beber, determinando, como o faz, a satisfação das paixões baixas, prepara aos homens o caminho para desrespeitarem todos os deveres morais. Ao serem assaltados pela tentação, pouco poder têm eles para resistir. Patriarcas e Profetas, pág. 378.
8 de abril – Pág. 104 – Dois Contra Um
Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés? Números 12:8.
Na afeição do povo e honras do Céu, estava ela [Miriã] apenas abaixo de Moisés e Arão. Entretanto, o mesmo mal que a princípio trouxera discórdia no Céu, surgiu no coração desta mulher de Israel, e ela não deixou de encontrar quem com ela simpatizasse em seu descontentamento. …
Houvesse Arão permanecido firme pelo que era reto, e poderia ter reprimido o mal; mas, em vez de mostrar a Miriã a pecaminosidade de sua conduta, compartilhou-lhe os sentimentos, deu ouvidos às suas palavras de queixa, e assim veio a partilhar de seus ciúmes. Patriarcas e Profetas, págs. 382 e 384.
Na designação dos setenta anciãos, Miriã e Arão não tinham sido consultados, e seus ciúmes despertaram-se contra Moisés. … Miriã e Arão nunca haviam conhecido o peso dos cuidados e responsabilidades que repousava sobre Moisés; contudo, visto que tinham sido escolhidos para o auxiliarem, consideraram-se co-participantes seus e na mesma medida, do cargo da liderança, e acharam desnecessária a designação de mais auxiliares. …
“Porventura falou o Senhor somente por Moisés? não falou também por nós?” Números 12:2. Considerando-se igualmente favorecidos por Deus, entenderam ter direito à mesma posição e autoridade. …
Deus escolhera a Moisés, e sobre ele pusera o seu Espírito; e Miriã e Arão, pelas suas murmurações, eram culpados de deslealdade, não somente para com o chefe que lhes fora designado, mas para com o próprio Deus. …
Aquele que pôs sobre os homens a pesada responsabilidade de chefes e instrutores de Seu povo, responsabilizará o povo pela maneira por que tratam os Seus servos. Devemos honrar aqueles a quem Deus honrou. O juízo que caiu sobre Miriã deveria ser uma repreensão a todos os que se entregam à inveja, e murmuram contra aqueles sobre quem Deus põe o encargo de Sua obra. Patriarcas e Profetas, págs. 382-386.
9 de abril – Pág. 105 – O Traço Mais Satânico
Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja? Provérbios 27:4.
Suas acusações [de Miriã e de Arão] foram suportadas por Moisés em paciente silêncio. Foi a experiência ganha durante os anos de labuta e espera em Midiã – aquele espírito de humildade e longanimidade ali desenvolvidos – que preparou Moisés para defrontar com paciência a incredulidade e murmuração do povo, e o orgulho e inveja daqueles que deveriam ser seus inabaláveis auxiliadores. Moisés era “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e foi por isto que se lhe conferiu sabedoria e guia divinas mais do que aos outros. Dizem as Escrituras: “Guiará os mansos retamente, e aos mansos ensinará o Seu caminho.” Salmos 25:9. Os mansos são guiados pelo Senhor, porque são dóceis e dispostos a serem instruídos. …
“Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e Se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã. … Assim, a ira do Senhor contra eles se acendeu; e foi-Se.” A nuvem desapareceu do tabernáculo em sinal do desprazer de Deus, e Miriã foi castigada. Ela ficou “leprosa, como a neve”. Números 12:5, 9 e 10. … Agora, com o orgulho humilhado até ao pó, Arão confessou seu pecado, e rogou que sua irmã não fosse deixada a perecer por aquele flagelo repugnante e mortal. Em resposta às orações de Moisés, a lepra foi purificada. Miriã foi, contudo, excluída do acampamento durante sete dias. …
Esta manifestação do desprazer do Senhor destinava-se a ser um aviso a todo o Israel, para reprimir o crescente espírito de descontentamento e insubordinação. Se a inveja e descontentamento de Miriã não houvessem sido repreendidos de maneira assinalada, disto teria resultado um grande mal. A inveja é uma das mais satânicas características que podem existir no coração humano, e uma das mais funestas em seus efeitos. … Foi a inveja que a princípio causou a discórdia no Céu, e a condescendência com a mesma acarretou males indizíveis entre os homens. “Onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” Tiago 3:16. Patriarcas e Profetas, págs. 384 e 385.
10 de abril – Pág. 106 – Relato Contraditório
E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado. Números 13:32.
O Senhor ordenou que Moisés enviasse homens a espionar a terra de Canaã, que daria aos filhos de Israel. … Depois de falarem [os espias] da fertilidade da terra, todos, menos dois, falaram desencorajadamente de sua capacidade de possuí-la. … Ao ouvir o povo este relatório, deu vazão ao seu desapontamento, com amargas reprovações e lamentos. Não esperaram, nem refletiram ou arrazoaram que Deus, que os havia trazido até ali, podia certamente dar-lhes a terra. História da Redenção, págs. 158 e 159.
Calebe abriu caminho entre eles, e sua voz clara, sonora, foi ouvida sobre o clamor de toda a multidão. Ele se opôs à opinião covarde de seus companheiros de espionagem, que haviam enfraquecido a fé e a coragem de todo o Israel. Ele pediu a atenção do povo, e eles contiveram suas queixas por um momento para ouvi-lo. … Mas enquanto ele falava, os espias infiéis interromperam-no, clamando: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.” Números 13:31.
Esses homens, havendo começado um caminho errado, puseram o coração contra Deus, contra Moisés e Arão, e contra Calebe e Josué. Cada passo que avançavam nesta direção errada fazia-os mais firmes em seu desígnio de desanimar toda tentativa de possuir a terra de Canaã. Distorceram a verdade a fim de levar avante o seu malévolo propósito. Descreveram o clima como sendo insalubre e todo o povo como sendo de gigantesca estatura. …
Isto não foi apenas um mau relatório, mas também uma mentira. Era uma contradição; pois se a terra era insalubre e tinha esgotado os seus habitantes, como tinham podido alcançar tal estatura como a que descreviam? Quando homens em posição de responsabilidade entregam à incredulidade o coração, não há limites ao progresso que farão no mal. … Se tão-somente dois tivessem apresentado um mau relatório, e os dez tivessem-nos encorajado a possuir a terra em nome do Senhor, ainda teriam tomado em conta o conselho dos dois de preferência ao dos dez, porque eram ímpios e incrédulos. Testimonies, vol. 4, págs. 148-151.
11 de abril – Pág. 107 – Por que Esperar?
Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Números 13:30.
Foi a fé que Calebe depositou em Deus que lhe deu coragem; ela… capacitou-o a permanecer ousada e inflexivelmente na defesa do direito. Da mesma exaltada fonte – o poderoso General dos exércitos do Céu – todo verdadeiro soldado da cruz de Cristo deve receber força e coragem para vencer obstáculos que muitas vezes parecem intransponíveis. … O Colportor-Evangelista, pág. 117.
Aqueles que quiserem cumprir o seu dever precisam estar sempre prontos para proferir as palavras que Deus lhes dá, e não as palavras de dúvida, desencorajamento e desespero. …
Enquanto os duvidosos falam de impossibilidades, enquanto tremem ao pensamento de muros fortificados e gigantes de grande estatura, os fiéis Calebes, aqueles que têm “outro espírito”, venham para a frente. A verdade de Deus, que produz salvação, chegará ao povo, se pastores e professos crentes não lhe embaraçarem o caminho, como fizeram os espias infiéis. …
Instrumentos humanos devem ser empregados nesta obra. Zelo e energia devem ser intensificados. Talentos que se estão enferrujando em virtude da inatividade devem ser impelidos para o serviço. A voz que dissesse: “Espere; não se permita transportar fardos impostos por outros”, seria a voz dos espias covardes. Necessitamos agora de Calebes que abram caminho para a frente – líderes em Israel que com corajosas palavras apresentem um forte relatório em favor de ação imediata. Quando pessoas egoístas, assustadas, amantes da vida fácil, temendo altos gigantes e muros inacessíveis, clamarem por retirada, seja ouvida a voz dos Calebes, embora os covardes estejam com pedras nas mãos, prontos para abatê-los por seu fiel testemunho. Testimonies, vol. 5, págs. 378-383.
É quando o incrédulo lança desprezo sobre a Palavra de Deus que os fiéis Calebes são chamados. É então que eles permanecerão firmes no posto do dever, sem ostentação e sem se desviarem por causa do vitupério. Os espias incrédulos estavam prontos a destruir Calebe. Ele viu as pedras nas mãos daqueles que haviam levado um relatório falso, mas isto não o deteve; tinha uma mensagem, e havia de comunicá-la. O mesmo espírito será manifesto hoje por aqueles que são fiéis a Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 369.
12 de abril – Pág. 108 – Rebelião no Acampamento
Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores. II Pedro 2:10.
Dificilmente poderão os homens cometer maior insulto a Deus do que desprezar e rejeitar os instrumentos que deseja usar para a salvação deles. …
Na rebelião de Coré, veem-se, em um cenário menor, os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu. Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a queixar-se do governo de Deus, e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu. Desde sua queda tem sido o seu objetivo infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento, a mesma ambição de posições e honras. Assim agiu ele na mente de Coré, Datã e Abirã, para suscitar o desejo de exaltação própria, e provocar inveja, falta de confiança e rebelião. Satanás, fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara, fê-los rejeitar a Deus como seu líder. Contudo, ao mesmo tempo em que com sua murmuração contra Moisés e Arão blasfemavam de Deus, estavam tão iludidos que se julgavam justos, e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados.
Não existem ainda os mesmos males que jazem no fundamento da ruína de Coré? O orgulho e a ambição estão espalhados; e, quando são acalentados, abrem a porta à inveja, e a uma luta pela supremacia; a alma é alienada de Deus, e inconscientemente arrastada às fileiras de Satanás. Semelhantes a Coré e seus companheiros, muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração. Reiterando persistentemente a falsidade, e isso contra toda a evidência, chegam finalmente a crer ser ela verdade. Ao mesmo tempo em que se esforçam por destruir a confiança do povo nos homens que por Deus foram designados, acreditam realmente que se acham empenhados em uma boa obra, fazendo em verdade serviço para Deus. …
Por uma condescendência pecaminosa é que os homens dão a Satanás acesso à sua mente, e vão de um grau de impiedade a outro. A rejeição da luz lhes entenebrece a mente e endurece o coração, de modo que… o pecado deixa de lhes parecer pecaminoso. Patriarcas e Profetas, págs. 402-404.
13 de abril – Pág. 109 – Ele Perdeu a Paciência
Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. Tiago 1:4.
Não obstante o fato de Moisés ter sido o mais manso de todos os homens que já viveram sobre a Terra, houve uma ocasião em que ele trouxe sobre si o desprazer de Deus. … As injustas acusações do povo contra ele levaram-no por um momento a esquecer que suas queixas não eram contra ele, mas contra Deus; e em vez de mostrar-se ferido porque o Espírito de Deus recebia insulto, e ele se mostrou irritado, ofendido, e de maneira voluntariosa, impaciente, feriu a rocha duas vezes, dizendo: “Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros?” Números 20:10.
Moisés mostrou grande fraqueza perante o povo. Revelou marcada falta de domínio próprio, um espírito igual ao que possuíam os murmuradores. Ele devia ter sido um exemplo de paciência e tolerância perante aquela multidão que estava agora pronta a desculpar suas faltas, desafeições e murmurações irrazoáveis por conta desta manifestação de erro de sua parte. O maior pecado consistiu em assumir ele o lugar de Deus. A posição de honra que Moisés havia ocupado até aí não lhe diminuía a culpa, mas ao contrário aumentava-a. Aqui estava um homem até então irrepreensível, agora caído. Muitos em posição semelhante haveriam de arrazoar que seu pecado deveria ser desculpado em virtude de sua longa vida de invariável fidelidade. Mas não; era mais grave um homem que tinha sido honrado por Deus mostrar fraqueza de caráter na exibição de paixões do que se ele ocupasse posição de menor responsabilidade. Moisés era um representante de Cristo, mas quão tristemente foi o simbolismo maculado! Moisés havia pecado, e sua fidelidade passada não podia expiar o pecado do presente. … Moisés e Arão teriam de morrer sem entrar em Canaã, ficando sujeitos à mesma punição que caiu sobre os que estavam em posição de menor importância. Eles se curvaram em submissão, embora sua angústia de coração fosse inexprimível; mas seu amor por Deus e sua confiança nEle ficaram inalterados. Apenas poucos compreendem a malignidade do pecado. … O que ocorreu com Moisés e Arão … mostra que não é seguro pecar por palavra, por pensamento ou ação. Testimonies, vol. 4, págs. 370 e 371.
14 de abril – Pág. 110 – Não Há Desculpa Para o Pecado
Depois, O indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente. Salmos 106:32 e 33.
Se Moisés e Arão houvessem estado a acalentar uma elevada opinião de si mesmos, ou condescender com um espírito apaixonado, em face da advertência e reprovação divina, sua culpa teria sido muito maior. Mas não se lhes atribuía pecado voluntário nem premeditado; haviam sido vencidos por uma tentação súbita, e sua contrição foi imediata e provinha do coração. O Senhor aceitou seu arrependimento, embora não pudesse remover a punição, por causa do mal que seu pecado poderia fazer entre o povo. …
Deus perdoara ao povo maiores transgressões, mas não podia tratar com o pecado nos dirigentes do mesmo modo que naqueles que eram dirigidos. Honrara a Moisés mais do que a todos os outros homens na Terra. … O fato de que Moisés possuíra tão grande luz e saber, tornara mais grave seu pecado. A fidelidade passada não expiará um mau ato sequer. Quanto maior a luz e os privilégios concedidos ao homem, maior é sua responsabilidade, mais grave a sua falta, mais severo o seu castigo.
Conforme o juízo dos homens, Moisés não era culpado de um grande crime. … Mas, se Deus tratou tão severamente com este pecado em Seu servo mais fiel e honrado, não o desculpará em outros. … Todos os que professam piedade estão sob a mais sagrada obrigação de guardar o espírito, e exercitar o domínio próprio sob a maior provocação. Os encargos colocados sobre Moisés eram muito grandes; poucos homens serão tão severamente provados como ele foi; contudo, isto não lhe permitiria desculpar o pecado. Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás ataca-nos em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer. Patriarcas e Profetas, págs. 419-421.
15 de abril – Pág. 111 – Da Sepultura Para a Glória
Também eu, nesse tempo, implorei graça ao Senhor, dizendo: … Rogo-Te que me deixes passar, para que eu veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa região montanhosa e o Líbano. Porém o Senhor indignou-se muito contra mim, por vossa causa, e não me ouviu. Deuteronômio 3:23, 25 e 26.
Nunca, antes que fossem exemplificados no sacrifício de Cristo, foram a justiça e o amor de Deus mais notavelmente demonstrados do que em Seu trato com Moisés. Deus excluiu Moisés de Canaã, a fim de ensinar uma lição que jamais deveria ser esquecida – de que Ele exige estrita obediência, e de que os homens devem acautelar-se em não tomarem para si a glória que é devida a seu Criador. Ele não podia atender a oração de Moisés, de que lhe fosse dado partilhar da herança de Israel; mas não Se esqueceu de Seu servo, nem o abandonou. O Deus do Céu compreendia os sofrimentos que Moisés havia suportado; notara cada ato de serviço fiel durante aqueles longos anos de conflito e provações. No cume de Pisga, Deus chamou Moisés a uma herança infinitamente mais gloriosa do que a Canaã terrestre.
No monte da transfiguração Moisés estava presente com Elias, que fora trasladado. Foram enviados como portadores de luz e glória da parte do Pai a Seu Filho. E assim a oração de Moisés, proferida havia tantos séculos antes, finalmente se cumpriu. Estava ele na “boa montanha” (Deuteronômio 3:25), dentro da herança de seu povo. …
Moisés foi um tipo de Cristo. … Deus achou conveniente disciplinar a Moisés na escola da aflição e pobreza, antes de poder preparar-se para guiar as hostes de Israel para a Canaã terrestre. O Israel de Deus, jornadeando para a Canaã celestial, tem um Capitão que não necessitou de ensino humano para O preparar para a Sua missão de divino Chefe; contudo Ele foi aperfeiçoado pelos sofrimentos; e, “naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. Hebreus 2:18. Nosso Redentor não manifestou nenhuma fraqueza ou imperfeição humana; contudo morreu para obter-nos entrada na Terra Prometida.
“E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo, como Filho sobre a Sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservamos firmes a confiança e a glória da esperança até ao fim.” Hebreus 3:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 479 e 480.
16 de abril – Pág. 112 – Profecia por Dinheiro
Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça. II Pedro 2:15.
Balaão já havia sido um bom homem e profeta de Deus; mas apostatara e entregara-se à cobiça; todavia professava ainda ser servo do Altíssimo. Não ignorava a obra de Deus em prol de Israel; e, quando os enviados comunicaram sua mensagem, bem sabia que era seu dever recusar as recompensas de Balaque, e despedir os embaixadores. Mas arriscou-se a contemporizar com a tentação, e instou com os mensageiros para que ficassem com ele aquela noite, declarando que não poderia dar resposta decisiva antes que houvesse pedido conselho da parte do Senhor. Balaão sabia que sua conduta não poderia prejudicar Israel. Deus estava ao lado deles; e, enquanto fossem fiéis, nenhum poder adverso, da Terra ou do inferno, poderia prevalecer contra eles. Mas seu orgulho fora lisonjeado com as palavras dos embaixadores: “A quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.” Números 22:6. As seduções de valiosas dádivas e a exaltação em perspectiva provocaram-lhe a cobiça. Avidamente aceitou os tesouros oferecidos, e então, ao mesmo tempo em que professava obediência estrita à vontade de Deus, procurou satisfazer os desejos de Balaque. …
O pecado da cobiça, que Deus declara ser idolatria, dele fizera um servo de ocasião, e, mediante esta única falta, Satanás obteve inteiro domínio sobre ele. Foi isto que causou a sua ruína. O tentador está sempre a apresentar lucros e honras mundanas para aliciar os homens do serviço de Deus. Diz-lhes que são os seus demasiados escrúpulos de consciência que os impedem de alcançar a prosperidade. Assim muitos são induzidos ao risco de saírem do caminho da estrita integridade. Um passo errado torna o outro mais fácil, e eles se tornam cada vez mais presunçosos. Farão e ousarão as mais terríveis coisas quando uma vez se entregaram ao domínio da cobiça e do desejo de poderio. Muitos se lisonjeiam com a ideia de que podem afastar-se da integridade estrita durante algum tempo, … e que, tendo conseguido seu objetivo, podem mudar sua conduta quando lhes aprouver. Esses tais se acham a enredar-se na cilada de Satanás, e raramente escapam. Patriarcas e Profetas, págs. 439 e 440.
17 de abril – Pág. 113 – Dever ou Desejo
Antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão. Provérbios 1:25.
À noite o anjo do Senhor veio a Balaão, com esta mensagem: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é.” Números 22:12. …
Segunda vez foi Balaão provado. Em resposta às solicitações dos embaixadores, ele se disse possuidor de muita consciência e integridade, afirmando-lhes que nenhuma quantidade de ouro ou prata poderia induzi-lo a ir de encontro à vontade de Deus. Mas anelava condescender com o pedido do rei; e, se bem que a vontade de Deus já se lhe houvesse tornado definidamente conhecida, insistiu com os mensageiros para que ficassem, a fim de que pudesse consultar outra vez a Deus; e isto como se o Ser infinito fosse um homem, para ser persuadido.
À noite, o Senhor apareceu a Balaão e disse: “Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que Eu te disser.” Números 22:20. Até este ponto o Senhor permitiria que Balaão seguisse sua vontade, porque ele estava resolvido a isto. Não procurou fazer a vontade de Deus, mas escolheu seu próprio caminho e então esforçou-se por conseguir a sanção do Senhor.
Há na atualidade milhares que estão seguindo uma conduta semelhante. Não teriam dificuldade em compreender seu dever se este estivesse em harmonia com suas inclinações. Acha-se na Bíblia claramente posto diante deles, ou é evidentemente indicado pelas circunstâncias ou pela razão. Mas porque tais evidências são contrárias aos seus desejos e inclinações, frequentemente as põem de lado, e ousam ir a Deus para saberem o seu dever. Aparentemente com grande consciência, oram demorada e fervorosamente rogando luz. Mas com Deus não se brinca. Ele muitas vezes permite que tais pessoas sigam seus desejos, e sofram o resultado. … Quando alguém vê claramente o dever, não tome a liberdade de ir a Deus com oração para que possa ser dispensado de o cumprir. Antes, deve com espírito humilde e submisso, rogar força e sabedoria divinas para satisfazer as exigências desse dever. Patriarcas e Profetas, págs. 439-441.
18 de abril – Pág. 114 – Dois de Cada Espécie
Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Lucas 12:15.
Mas a maldição que a Balaão não foi permitido pronunciar contra o povo de Deus, conseguiu finalmente trazer sobre eles, seduzindo-os ao pecado. O Grande Conflito, págs. 529 e 530.
Balaão testemunhou o êxito de seu plano diabólico. Viu a maldição de Deus sobrevir a Seu povo, e milhares caindo sob Seus juízos; mas a justiça divina que puniu o pecado em Israel não permitiu que os tentadores escapassem. Na guerra de Israel contra os midianitas, Balaão foi morto. …
A sorte de Balaão foi semelhante à de Judas, e o caráter deles tem pronunciada semelhança entre si. Ambos estes homens experimentaram unir-se ao serviço de Deus e de Mamom, e defrontaram com malogro completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus, e professava servi-Lo; Judas cria em Jesus como o Messias, e uniu-se com Seus seguidores. Mas Balaão esperava fazer do serviço de Jeová a escada pela qual adquirisse riquezas e honras mundanas; e, fracassando nisto, tropeçou, caiu, e foi quebrado. Judas esperava pela sua ligação com Cristo conseguir riqueza e posição naquele reino terrestre que, como acreditava, o Messias estava prestes a estabelecer. O malogro de suas esperanças impeliu-o à apostasia e ruína. Tanto Balaão como Judas haviam recebido grande luz e desfrutado privilégios especiais; mas um simples pecado que era acalentado lhes envenenou todo o caráter, e ocasionou a destruição de ambos. …
Um pecado acariciado pouco a pouco aviltará o caráter, levando todas as suas faculdades mais nobres em sujeição ao ruim desejo. A remoção de uma única salvaguarda da consciência, a condescendência com um mau hábito sequer, o descuido das elevadas exigências do dever, derribam as defesas da alma, e abrem o caminho para entrar Satanás e transviar-nos. O único meio seguro é fazer nossas orações subirem diariamente, de um coração sincero, como fazia Davi: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” Salmos 17:5. Patriarcas e Profetas, págs. 451 e 452.
19 de abril – Pág. 115 – Pecados que Deixam Marca
Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia. Provérbios 6:23 e 24.
O crime que atraiu os juízos de Deus sobre Israel foi a licenciosidade. A ousadia de mulheres para enredar as almas não terminou em Baal-Peor. Apesar do castigo que alcançou os pecadores em Israel, o mesmo crime foi repetido muitas vezes. Satanás foi sobremodo ativo para conseguir a completa ruína de Israel. O Lar Adventista, pág. 326.
Balaque, por conselho de Balaão, armou o laço. Israel teria enfrentado bravamente os seus inimigos em batalha e tê-los-ia derrotado, voltando vitorioso; mas quando mulheres chamaram-lhe a atenção e procuraram sua companhia, atraindo-o com seus encantos, não pôde resistir a tentação. Eles foram convidados para festas idólatras, e sua condescendência com o vinho obscureceu-lhes em seguida sua mente deslumbrada. O poder de autocontrole, sua submissão à lei de Deus, não foram preservados. Seus sentidos foram obscurecidos com o vinho, e paixões não santificadas tiveram tão livre caminho, derrubando de tal forma cada barreira, que eles convidaram mesmo a tentação no atendimento a estas festas idólatras. Os que jamais haviam fraquejado na batalha, bravos homens que eram, não protegeram seu caráter para resistir à tentação de transigir com suas paixões mais baixas. … Primeiro corromperam a consciência na luxúria, depois afastaram-se de Deus ainda mais pela idolatria, mostrando assim desprezo pelo Deus de Israel.
Perto do fim da história da Terra Satanás atuará com todo o seu poder da mesma maneira e com as mesmas tentações com que tentou o antigo Israel justamente antes de sua entrada na terra prometida. Ele armará laços para aqueles que dizem guardar os mandamentos de Deus, e que estão quase nos limites da Canaã celestial. Ele usará o seu poder até o máximo a fim de atrair as pessoas, apanhando o povo de Deus em seus pontos mais fracos. …
Agora é dever do povo que guarda os mandamentos de Deus vigiar e orar, examinar diligentemente as Escrituras, esconder a Palavra de Deus no coração, a fim de não pecarem contra Ele com pensamentos de idolatria e práticas vis, e não venha assim a igreja a ficar desmoralizada. Review and Herald, 17 de maio de 1887.
20 de abril – Pág. 116 – O Único Caminho do Sucesso
Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Josué 1:8.
Se os homens andarem no caminho que Deus lhes tem indicado, terão um conselheiro cuja sabedoria está acima da sabedoria humana. Josué foi um sábio general porque Deus era seu guia. A primeira espada que Josué usou foi a espada do Espírito, a Palavra de Deus. …
Foi porque as mais fortes influências iam ser postas a lutar contra os seus princípios de justiça que o Senhor em misericórdia o animou a não se desviar nem para a direita e nem para a esquerda. Ele devia seguir uma conduta de estrita integridade. … Se não tivesse havido qualquer perigo para Josué, Deus não teria inúmeras vezes animado a ter coragem. Mas em meio a todos os seus cuidados, Josué tinha o seu Deus como guia.
Não pode haver maior decepção para um homem do que pensar que em qualquer de suas dificuldades ele pode encontrar um guia melhor do que Deus, um conselheiro mais sábio em qualquer emergência, um mais forte defensor em qualquer circunstância. …
O Senhor tem um grande trabalho para ser feito em nosso mundo. Ele deu a cada homem a sua tarefa. Mas não deve o homem fazer do homem o seu guia, se não quiser extraviar-se; isto é sempre inseguro. Ao passo que a religião da Bíblia incorpora os princípios de atividade em serviço, há ao mesmo tempo a necessidade de buscar diariamente sabedoria da Fonte de toda sabedoria. Qual foi a vitória de Josué? Ele meditava na Palavra de Deus de dia e de noite. A palavra do Senhor veio a ele pouco antes de haver transposto o Jordão. … Este foi o segredo da vitória de Josué. Ele fez de Deus o seu guia. …
Os que mantêm posição de conselheiros devem ser homens altruístas, homens de fé, homens de oração, homens que não ousem confiar em sua própria humana sabedoria, mas busquem ferventemente luz e entendimento quanto à melhor maneira de conduzir suas atividades. Josué, o comandante de Israel, buscou nos livros de Moisés diligentemente a orientação dada por Deus – Suas ordens, reprovações e restrições – a fim de não agir desavisadamente. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 993.
21 de abril – Pág. 117 – O Aliado Invisível
Serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Josué 1:5.
Estudai cuidadosamente as experiências de Israel em sua viagem para Canaã. Precisamos manter a mente e o coração preparados mediante refrigério da memória com as lições que o Senhor ensinou ao Seu antigo povo. Então os ensinos de Sua Palavra serão para nós, como Ele desejava que fossem para eles, sempre interessantes e impressivos. …
Quando Josué saiu uma manhã pouco antes da tomada de Jericó, apareceu perante ele um guerreiro completamente equipado para batalha. E Josué, perguntou-lhe: “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?” Josué 5:13. Ele respondeu: “Venho agora como Príncipe do exército do Senhor.” Josué 5:14. Se os olhos de Josué tivessem sido abertos como foram os do servo de Eliseu em Dotã, e ele pudesse suportar a cena, teria visto os anjos do Senhor acampados em volta dos filhos de Israel; porque o treinado exército do Céu tinha vindo para lutar pelo povo de Deus, e o Capitão do exército do Senhor estava no comando. Quando Jericó caiu, nenhuma mão humana tocou os muros da cidade, pois os anjos do Senhor derrubaram as fortificações e entraram nas fortalezas do inimigo. Não foi Israel, mas o Capitão do exército do Senhor quem tomou Jericó. Mas Israel teve sua parte a desempenhar a fim de mostrar fé no Capitão de sua salvação.
Há batalhas a serem travadas cada dia. Uma guerra está em processo em cada alma entre o príncipe das trevas e o Príncipe da vida. … Como instrumentos de Deus deveis entregar-vos a Ele, a fim de que Ele possa planejar a batalha e conduzi-la por vós, com vossa cooperação. O Príncipe da vida está na direção de Sua obra. Deve estar convosco em vossa batalha diária contra o eu, a fim de que possais ser fiéis ao princípio; a fim de que a paixão, quando a guerra estiver no auge, possa ser subjugada pela graça de Cristo; para que possais ser mais do que vencedores por meio dAquele que vos amou. Jesus esteve no conflito. Ele conhece o poder de cada tentação. Sabe exatamente como enfrentar cada emergência, e como guiar-vos ao longo de todo o caminho de perigo. Então por que não confiar nEle? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 994 e 995.
22 de abril – Pág. 118 – Só Deus Pode Fazê-lo
Todo o povo gritará com grande grita; e o muro da cidade cairá abaixo. Josué 6:5.
Na tomada de Jericó o poderoso General dos exércitos planejou a batalha com tal simplicidade que nenhum ser humano poderia tomar a glória para si. Mão humana alguma deveria derrubar os muros da cidade, a fim de que não tomasse o homem para si mesmo as honras da vitória. De igual forma hoje nenhum ser humano deve tomar para si a glória da obra que realiza. O Senhor somente deve ser engrandecido. Oh, que os homens vejam a necessidade de procurar as ordens de Deus! …
O Senhor organizou o Seu exército em torno da cidade condenada; nenhuma mão humana devia erguer-se contra ela; os exércitos do Céu derrubariam seus muros, a fim de que somente o nome de Deus tivesse a glória. Esta era aquela orgulhosa cidade cujos poderosos muros haviam incutido terror nos espias incrédulos. Agora na captura de Jericó, Deus declara aos hebreus que seus pais poderiam ter possuído a cidade quarenta anos antes, se tivessem confiado nEle. …
A fraqueza do homem encontrará força sobrenatural e auxílio em todo árduo conflito para realizar as obras da Onipotência; e a perseverança em fé e perfeita confiança em Deus garantirá o sucesso. Enquanto a antiga confederação do mal está arregimentada contra eles, Ele ordena que sejam bravos e fortes e lutem valentemente, pois têm um Céu a ganhar, e têm em suas fileiras mais do que um simples anjo: o poderoso General dos exércitos conduz as forças do Céu. Quando da tomada de Jericó, nenhum dos exércitos de Israel podia vangloriar-se, exercer sua força finita a fim de derrubar os muros da cidade; mas o Capitão dos exércitos do Senhor planejou essa batalha na maior simplicidade, a fim de que o homem não se exaltasse e somente o Senhor recebesse a glória. Deus nos tem prometido poder; e a promessa é para nós e para nossos filhos, e para todos os que estão longe e para aqueles a quem o Senhor nosso Deus chamar. …
Deve haver contínua fé e confiança no Capitão de nossa salvação. Precisamos obedecer as Suas ordens. Os muros de Jericó virão abaixo como resultado da obediência às ordens de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 995 e 996.
23 de abril – Pág. 119 – O Pecado de um só Homem
Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes. Hebreus 13:5.
Acã havia alimentado no coração a cobiça e o engano, até que suas percepções do pecado tinham-se tornado embotadas e ele caiu como fácil presa da tentação. Os que se aventuram a condescender com um pecado desconhecido serão vencidos com mais facilidade na próxima vez. A primeira transgressão abre a porta para o tentador, e gradualmente ele subjuga todas as resistências e toma plena posse do espírito. Acã ouvira as repetidas advertências contra o pecado da cobiça. A lei de Deus, direta e positiva, proibia o roubo e o engano, mas ele continuou a acariciar o pecado. Como não foi contido nem abertamente repreendido, ele se tornou mais ousado; as advertências foram tendo cada vez menos efeito sobre ele, até que sua vida foi presa às cadeias das trevas. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 997.
Vergonha, derrota e morte foram levadas sobre Israel pelo pecado de um só homem. Aquela proteção que lhes havia coberto as cabeças no dia da batalha foi retirada. Vários pecados que são praticados e acariciados por professos cristãos acarretam o desagrado de Deus sobre a igreja. …
A influência que deve ser muitíssimo temida pela igreja não é a dos francos opositores, dos infiéis e blasfemos, mas a dos incoerentes professos de Cristo. Há os que afastam de Israel as bênçãos de Deus e trazem fraqueza à igreja, repreensão que não é facilmente eliminada.
O cristianismo não deve ser meramente mostrado no sábado e exibido no santuário; é para cada dia da semana e para todo lugar. Seus atos devem ser reconhecidos e obedecidos na oficina de trabalho, no lar, nas transações comerciais com os irmãos e com o mundo. …
Melhor é morrer do que pecar; melhor é sofrer necessidade do que enganar; melhor é sofrer fome do que mentir. Todos os que são tentados enfrentem Satanás com as palavras: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos! … Feliz serás, e tudo te irá bem.” Salmos 128:1 e 2. Testimonies, vol. 4, págs. 493 e 495.
24 de abril – Pág. 120 – Não Há Como Esconder de Deus
Já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. Josué 7:12.
O pecado de um homem levou Israel a cair diante do inimigo. Alguma coisa mais do que simplesmente oração foi requerido. Deviam purificar o acampamento de Israel. Manuscrito 12, 1893.
Tendes já considerado por que todos os que estavam relacionados com Acã foram sujeitados à mesma punição da parte de Deus? Foi porque eles não haviam sido disciplinados e educados segundo as indicações da grande norma da lei de Deus. Os pais de Acã haviam educado seu filho de modo que ele se sentisse livre para desobedecer a Palavra do Senhor. Os princípios inculcados em sua vida levaram-no a tratar com seus filhos de tal maneira que eles também ficaram corrompidos. … A punição… revela o fato de que todos estavam envolvidos na transgressão. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 998.
A história de Acã ensina-nos a solene lição de que por causa do pecado de um único homem o desprazer de Deus cairá sobre um povo ou uma nação até que a transgressão seja encontrada e punida. O pecado é corruptor por natureza. Um homem infectado com sua lepra mortal pode comunicar a mancha a milhares. Os que ocupam posições de responsabilidades como guardiões do povo serão infiéis a seus deveres se não investigarem fielmente o pecado e o não reprovarem. …
O amor de Deus jamais conduz a diminuir o pecado; nunca encobrirá ou desculpará um erro não confessado. … Ele tem que ver com todos os nossos atos, pensamentos e sentimentos. Segue-nos, e nos alcança em cada secreto intento. Pela condescendência com o pecado os homens são levados a considerar levianamente a lei de Deus. Muitos escondem dos homens sua transgressão, e se vangloriam de que Deus não será estrito em assinalar a iniquidade. Mas Sua lei é a grande norma de direito, e cada ato da vida deve ser com ela comparado no dia em que Deus trouxer a juízo toda obra, toda coisa secreta, a ver se é boa ou má. Pureza de coração conduzirá a pureza de vida. Toda desculpa para o pecado é inútil. Quem pode pleitear pelo pecador quando Deus testifica contra ele? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 996 e 997.
25 de abril – Pág. 121 – Demasiado Tarde!
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Provérbios 28:13.
Acã reconheceu sua culpa, quando era demasiado tarde para que a confissão o beneficiasse. Vira os exércitos de Israel voltarem de Ai derrotados e desanimados; contudo não se apresentou para confessar seu pecado. Vira Josué e os anciãos de Israel curvados em terra, com uma dor demasiado grande para exprimir-se com palavras. Houvesse feito então confissão, e teria dado alguma prova de verdadeiro arrependimento; mas guardou ainda silêncio. Ouvira a proclamação de que um grande crime fora cometido, e ouvira mesmo especificar-se o caráter daquele crime. Seus lábios, porém, estavam fechados. Veio então a investigação solene. Como lhe fremiu a alma de terror, ao ver indicada sua tribo, a seguir sua família e depois sua casa! Mas ainda não proferiu confissão alguma, até que o dedo de Deus se pôs sobre ele. Então, quando o seu pecado não mais poderia ser escondido, admitiu a verdade. Quão frequentemente se fazem confissões semelhantes! Há uma grande diferença entre admitir fatos depois que os mesmos foram provados, e confessar pecados apenas conhecidos por nós mesmos e Deus. Acã não teria confessado seu crime se não tivesse esperado com isso evitar as consequências do mesmo. Mas sua confissão apenas serviu para mostrar que seu castigo era justo. Não havia genuíno arrependimento do pecado, nem contrição, nem mudança de propósito, nem aversão ao mal.
Assim pelos culpados serão feitas confissões quando se encontrarem eles perante o tribunal de Deus, depois de haver sido decidido todo o caso, ou para a vida ou para a morte. … Não será necessário… que a pessoa seja pesquisada, … mas seus próprios lábios confessarão sua vergonha. Os pecados ocultos ao conhecimento dos homens serão então proclamados ao mundo todo. Patriarcas e Profetas, págs. 497 e 498.
Se tendes pecados a confessar, não percais tempo. Estes momentos são ouro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 93.
26 de abril – Pág. 122 – Preço de uma Mentira
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o Seu prazer. Provérbios 12:22.
De Siquém os israelitas voltaram ao seu acampamento em Gilgal. Aqui foram logo depois visitados por estranha delegação, que desejava entrar em um pacto com eles. Os embaixadores representavam ter vindo de um país distante, e isto parecia confirmar-se pela sua aparência. Suas vestes estavam velhas e gastas, remendadas as suas sandálias, bolorentas as suas provisões, e os couros que lhes serviam de odres de vinho, achavam-se rotos e atados, como que apressadamente reparados em viagem. …
Tais afirmações prevaleceram. … “E Josué fez paz com eles e fez um concerto com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.” Josué 9:14 e 15. Assim se estabeleceu o tratado. …
Mas teria sido melhor aos gibeonitas se houvessem tratado honestamente com Israel. Conquanto sua submissão a Jeová lhes tivesse conseguido a conservação da vida, a fraude acarretou-lhes somente desgraça e servidão. Deus havia tomado disposições para que todos os que renunciassem ao paganismo, e se unissem a Israel, partilhassem das bênçãos do concerto. Estavam incluídos na designação “o estrangeiro que peregrina entre vós”, e com poucas exceções essa classe deveria desfrutar de favores e privilégios iguais aos de Israel. A instrução do Senhor foi: “E quando o estrangeiro peregrinar contigo na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo.” Levítico 19:33 e 34. …
Tal era a posição em que os gibeonitas poderiam ter sido recebidos, não fora o engano a que tinham recorrido. Não era pequena humilhação para aqueles cidadãos de uma “cidade real”, sendo “todos os seus homens valentes”, fazerem-se rachadores de lenha e carregadores de água por todas as suas gerações. Haviam eles, porém, adotado a aparência de pobreza com o fim de enganar, e esta se lhes fixou como distintivo de servidão perpétua. Assim, em todas as suas gerações, sua condição servil testificaria do ódio de Deus à falsidade. Patriarcas e Profetas, págs. 505 e 507.
27 de abril – Pág. 123 – “Dá-me Este Monte”
Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou. … Agora, pois, dá-me este monte. Josué 14:11 e 12.
Antes que entrasse em vigor a distribuição das terras, Calebe, acompanhado pelos chefes de sua tribo, veio à frente com um pedido especial. Com exceção de Josué, Calebe era agora o homem mais velho em Israel. Calebe e Josué eram os únicos entre os espias que haviam trazido uma boa notícia da terra da promessa, animando o povo a subir e possuí-la em nome do Senhor. Calebe lembrou então a Josué a promessa feita naquela ocasião, como recompensa de sua fidelidade: “A terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor.” Josué 14:6-15. Apresentou portanto o pedido de que o Hebrom lhe fosse dado em possessão. … Seu pedido foi imediatamente satisfeito. A ninguém poderia a conquista daquela gigantesca fortaleza ser com mais segurança confiada. …
A fé de Calebe era agora precisamente o que fora quando seu testemunho havia contradito o mau relato dos espias. Acreditara na promessa de Deus de que Ele poria Seu povo na posse de Canaã, e nisto seguira inteiramente ao Senhor. Suportara juntamente com Seu povo a longa peregrinação no deserto, participando assim dos desapontamentos e trabalhos dos culpados; não apresentou contudo queixa contra isto, mas exaltou a misericórdia de Deus que o preservara em vida no deserto, quando foram eliminados seus irmãos. … O bravo e velho guerreiro estava desejoso de dar ao povo um exemplo que honraria a Deus, e incentivaria as tribos a subjugar completamente a terra que seus pais haviam imaginado invencível. Calebe obteve a herança na qual tinha o coração durante quarenta anos; e, confiando em que Deus estava consigo, “expeliu Calebe dali os três filhos de Enaque”. Josué 15:14. …
Os covardes e rebeldes haviam perecido no deserto; mas os espias justos comeram das uvas de Escol. A cada um deles foi dado segundo sua fé. Os incrédulos viram cumprir-se seus temores. Apesar da promessa de Deus, declararam que era impossível herdar Canaã, e não a possuíram. Mas aqueles que confiaram em Deus, não olhando tanto para as dificuldade a se encontrarem, como para a força de seu Auxiliador todo-poderoso, entraram na boa terra. Patriarcas e Profetas, págs. 511-513.
28 de abril – Pág. 124 – Carros de Ferro
Então, o povo dos filhos de José disse a Josué: Por que me deste por herança uma sorte apenas e um quinhão? Josué 17:14.
Outro pedido com relação à divisão da terra, revelou um espírito grandemente diverso do de Calebe. Foi apresentado pelos filhos de José, da tribo de Efraim juntamente com a meia tribo de Manassés. Em consideração ao seu número superior, essas tribos pediram uma porção dupla de território. O quinhão a eles designado era o mais rico da terra, incluindo a fértil planície de Sarom; porém muitas das cidades principais do vale estavam ainda de posse dos cananeus, e as tribos temiam executar a perigosa tarefa de conquistar suas possessões, e desejavam uma porção adicional de território já conquistado. A tribo de Efraim era uma das maiores em Israel, bem como aquela a que o próprio Josué pertencia; e seus membros naturalmente se julgavam com direito a consideração especial. “Por que me deste por herança só uma sorte e um quinhão”, disseram eles, “sendo eu um tão grande povo?” Josué 17:14-18. Mas nenhum desvio da estrita justiça poder-se-ia obter do inflexível líder.
Sua resposta foi: “Se tão grande povo és, sobe ao bosque e corta para ti ali lugar na terra dos ferezeus e dos refains, pois que as montanhas de Efraim te são tão estreitas.” Josué 17:15.
Sua réplica mostrou a causa real da queixa. Faltavam-lhe fé e coragem para expulsar os cananeus. “As montanhas nos não bastariam”, disseram; “também carros ferrados há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale.” Josué 17:16.
O poder do Deus de Israel tinha sido empenhado em favor de Seu povo; e, caso possuíssem os efraimitas a coragem e a fé de Calebe, nenhum inimigo lhes teria feito frente. Seu desejo evidente de excluir dificuldades e perigos, foi com firmeza defrontado por Josué. “Grande povo és e grande força tens”, disse ele; “expelirás os cananeus, ainda que tenham carros ferrados, ainda que sejam fortes.” Josué 17:17 e 18. Assim, seus próprios argumentos voltaram-se contra eles. Sendo um povo grande, como alegavam, eram perfeitamente capazes de seguir seu próprio caminho, como fizeram seus irmãos. Com o auxílio de Deus, não necessitavam temer os carros de ferro. Patriarcas e Profetas, págs. 513 e 514.
29 de abril – Pág. 125 – “Eu e a Minha Casa…”
Escolhei hoje a quem sirvais. Josué 24:15.
Sentindo Josué as debilidades da idade a assaltarem-no, e compreendendo que sua obra logo deveria encerrar-se, encheu-se de ansiedade pelo futuro de seu povo. Foi com um interesse maior do que o de um pai que ele lhes falou, reunindo-se eles mais uma vez em redor de seu idoso chefe. …
Por determinação de Josué, a arca fora trazida de Silo. A ocasião foi de grande solenidade, e este símbolo da presença de Deus aprofundaria a impressão que ele desejava produzir no povo. Depois de apresentar a bondade de Deus para com Israel, ele os convidou em nome de Jeová, a escolherem a quem serviriam. O culto aos ídolos era ainda até certo ponto praticado secretamente, e agora Josué se esforçou por levá-los à decisão de que baniriam de Israel este pecado. … Josué desejava levá-los a servir a Deus, não constrangidamente, mas de livre vontade. …
“Porém eu e a minha casa”, disse Josué, “serviremos ao Senhor.” Josué 24:15. O mesmo zelo santo que inspirava o coração do chefe, comunicou-se ao povo. Seus apelos provocaram a resposta decisiva: “Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses.” …
Josué se esforçou por levar os ouvintes a pesarem bem suas palavras, e absterem-se de votos que não estariam preparados para cumprir. Com profundo fervor repetiram a declaração: “Não, antes ao Senhor serviremos.” Consentindo solenemente com o testemunho contra si mesmos de que escolheram a Jeová, mais uma vez reiteraram seu compromisso de fidelidade: “Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à Sua voz.” … Tendo escrito um relatório deste feito solene, colocou-o juntamente com o livro da lei ao lado da arca. …
A obra de Josué em prol de Israel estava finalizada. Havia seguido inteiramente ao Senhor; e no Livro de Deus ele é chamado: “O servo do Senhor.” O mais nobre testemunho em favor de seu caráter como líder público é a história da geração que fruíra seus labores: “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito depois de Josué.” Patriarcas e Profetas, págs. 521, 523 e 524.
30 de abril – Pág. 126 – “Não te Enviei Eu?”
Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força; … não te enviei Eu? Juízes 6:14.
A Gideão veio o chamado divino para libertar seu povo. Estava ocupado na ocasião a trilhar o trigo. Uma pequena quantidade deste cereal fora escondida, e, não ousando ele batê-lo na eira comum, recorrera a um local próximo do lagar; pois, estando ainda longe o tempo do amadurecimento das uvas, pouca observação se dava agora às vinhas. Enquanto Gideão trabalhava em segredo e silêncio, meditava com tristeza na condição de Israel, e considerava como o jugo do opressor poderia ser quebrado de seu povo.
Subitamente o “Anjo do Senhor” apareceu, e a ele Se dirigiu com estas palavras: “O Senhor é contigo, varão valoroso.” Juízes 6:12.
“Ai, Senhor meu”, foi a resposta, “se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.” Juízes 6:13.
O mensageiro do Céu replicou: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” Juízes 6:14. Patriarcas e Profetas, págs. 546 e 547.
Gideão sentiu profundamente sua insuficiência própria para a grande obra que tinha diante de si. … O Senhor nem sempre escolhe para Sua obra homens de grandes talentos, mas seleciona aqueles a quem Ele pode melhor usar. Indivíduos que podem fazer bom serviço para Deus poderão por algum tempo ser deixados na obscuridade, aparentemente não notados e não empregados pelo Mestre. Mas se fielmente cumprirem os deveres de sua humilde posição, acariciando uma disposição de trabalhar por Ele e por Ele sacrificar-se, a seu próprio tempo o Senhor lhes confiará maiores responsabilidades.
Antes da honra está a humildade. O Senhor pode usar mais eficazmente os que são mais sensíveis de sua própria indignidade e ineficácia. Ele lhes ensinará o exercício da coragem e da fé. Fá-los-á fortes unindo a fraqueza deles com Sua força, e sábios associando Sua sabedoria à ignorância deles. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.

Publicado em 04 - Abril, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – março de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

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1º de março – Pág. 66 – Sete Breves Anos
Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. Gênesis 29:20.
Quão diferente foi sua chegada [a de Jacó] da do mensageiro de Abraão, quase cem anos antes! O servo chegara com um séquito de ajudantes viajando em camelos, e com ricos presentes de ouro e prata; Jacó era um viajante solitário, tendo magoados os pés, sem nada possuir a não ser seu bastão. Como o servo de Abraão, Jacó se deteve ao lado de um poço, e foi aqui que ele se encontrou com Raquel, a filha mais moça de Labão. … Se bem que tivesse vindo desprovido e desacompanhado, poucas semanas mostraram o valor de sua diligência e habilidade, e insistiu-se com ele que ficasse. Foi combinado que devia prestar sete anos de serviço a Labão pela mão de Raquel.
Nos tempos primitivos, exigia o costume que o noivo, antes da confirmação do contrato de casamento, pagasse uma soma de dinheiro, ou seu equivalente em outras propriedades, conforme as suas circunstâncias, ao pai da noiva. Isto era considerado como uma salvaguarda à relação matrimonial. … Mas tomava-se providência para provar aqueles que nada tinham para pagar por uma esposa. Permitia-se-lhes trabalhar para o pai, cuja filha amavam, sendo a duração do tempo determinada pelo valor do dote exigido. Quando o pretendente era fiel em seu trabalho, e provava ser digno em outros sentidos, obtinha a filha como esposa; e geralmente o dote que o pai recebera era dado a ela por ocasião do casamento. …
O antigo costume, se bem que algumas vezes do mesmo se abusasse, assim como o fizera Labão, produzia bons resultados. Quando se exigia do pretendente prestar serviços, a fim de obter a sua noiva, evitava-se um casamento precipitado, e havia oportunidade de provar-se a profundidade de seu afeto, bem como sua habilidade para prover as necessidades de uma família. Em nossos tempos, muitos males resultam de seguir uma conduta oposta. Frequentemente dá-se o caso que pessoas, antes do casamento, têm pouca oportunidade de se familiarizarem com os hábitos e disposições uma da outra, e, quanto ao que se refere à vida diária, são virtualmente estranhas quando no altar unem os seus interesses. Muitos acham, demasiado tarde, que não se adaptam um ao outro, e a desgraça por toda a vida é o resultado de sua união. Patriarcas e Profetas, págs. 188 e 189.
2 de março – Pág. 67 – Questão de Vida e Morte
Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26.
Na grande crise de sua vida, Jacó retirou-se para orar. Estava cheio de um dominante propósito – buscar a transformação de caráter. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
Isto foi em uma região solitária, montanhosa, retiro de animais selvagens, e esconderijo de ladrões e assassinos. Sozinho e desprotegido, Jacó prostrou-se em terra com profunda angústia. … Com ansiosos clamores e lágrimas fez sua oração perante Deus. Subitamente uma mão forte foi posta sobre ele. Julgou que um inimigo estivesse a procurar sua vida, e esforçou-se por desvencilhar-se dos punhos do assaltante.
Nas trevas os dois lutaram pelo predomínio. Nenhuma palavra se falou, porém Jacó empregou toda a força, e não afrouxou seus esforços nem por um momento. Enquanto estava assim a batalhar em defesa de sua vida, a intuição de sua falta lhe oprimia a alma; seus pecados levantavam-se diante dele para o separarem de Deus. Mas, em sua terrível situação, lembrou-se das promessas de Deus, e todo o coração se lhe externou em petições pela Sua misericórdia. A luta continuou até perto do romper do dia, quando o estranho colocou o dedo à coxa de Jacó, e este ficou manco instantaneamente. O patriarca discerniu então o caráter de seu antagonista. Soube que estivera em conflito com um mensageiro celestial, e por isto foi que seu esforço quase sobre-humano não ganhara a vitória. Era Cristo, o “Anjo do concerto”, que Se havia revelado a Jacó. O patriarca estava agora inválido, e sofria a mais cruciante dor, mas não O quis largar. …
Insistiu: “Deixa-Me ir, porque já a alva subiu”; mas Jacó respondeu: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Tivesse sido isto uma confiança vangloriosa e presumida, e Jacó teria sido instantaneamente destruído; mas sua confiança era daquele que confessa sua própria indignidade, e, contudo, confia na fidelidade de um Deus que guarda o concerto. Patriarcas e Profetas, págs. 196 e 197.
Aquilo pelo que Jacó, em vão, lutara em sua própria força, foi ganho pela entrega de si mesmo e uma firme fé. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
3 de março – Pág. 68 – Tempo de Angústia de Jacó
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Jeremias 30:7.
Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia. Ter-se-á então decidido o caso de toda alma, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. …
Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra. Assim como Jacó foi ameaçado de morte por seu irmão irado, o povo de Deus estará em perigo por parte dos ímpios, que procurarão destruí-los. E assim como o patriarca lutou toda a noite para conseguir livramento da mão de Esaú, clamarão os justos a Deus dia e noite por livramento dos inimigos que os cercam. …
Quando, em sua angústia, Jacó lançou mão do Anjo, e com lágrimas suplicou, o Mensageiro celeste, a fim de provar-lhe a fé, lembrou-o também de seu pecado, e esforçou-se por escapar dele. Mas Jacó não quis demover-se. Aprendera que Deus é misericordioso, e lançou-se à Sua misericórdia. Fez referência ao arrependimento de seu pecado, e implorou livramento. Ao rever a sua vida, foi impelido quase ao desespero; mas segurou firmemente o Anjo, e com brados ardorosos, aflitivos, insistiu em sua petição, até que prevaleceu.
Tal será a experiência do povo de Deus em sua luta final com os poderes do mal. Deus lhes provará a fé, a perseverança, a confiança em Seu poder para os livrar. Satanás esforçar-se-á por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos são sem esperança; que seus pecados foram demasiado grandes para receberem perdão. Terão uma intuição profunda de seus fracassos; e, ao reverem a vida, perder-lhes-ão as esperanças. Lembrando-se, porém, da grandeza da misericórdia de Deus, e de seu próprio arrependimento sincero, alegarão Suas promessas feitas por meio de Cristo aos pecadores desamparados e arrependidos. Sua fé não faltará por não serem suas orações respondidas imediatamente. Apoderar-se-ão da força de Deus, assim como Jacó lançou mão do Anjo; e a expressão de sua alma será: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Patriarcas e Profetas, págs. 201 e 202.
4 de março – Pág. 69 – Garantido o Poder
Pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Gênesis 32:28.
Se Jacó não se houvesse arrependido previamente do pecado de obter a primogenitura pela fraude, Deus não poderia ter ouvido sua oração e misericordiosamente preservado sua vida. Assim no tempo de angústia, se o povo de Deus houvesse de ter pecados não confessados, para aparecerem diante deles enquanto torturados pelo temor e angústia, abater-se-iam; o desespero lhes cortaria a fé, e não poderiam ter confiança para pleitearem com Deus seu livramento. Mas, conquanto tenham uma intuição profunda de sua indignidade, não terão faltas ocultas a revelar. Seus pecados ter-se-ão apagado pelo sangue expiatório de Cristo, e eles não os podem trazer à lembrança. …
Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, e permitem que eles permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados ou perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta aos olhos de Deus, e mais certo a vitória do grande adversário.
Contudo, a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. … Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto. …
Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. … É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração. Patriarcas e Profetas, págs. 202 e 203.
5 de março – Pág. 70 – Reunião
Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Efésios 4:32.
Enquanto Jacó estava a lutar com o Anjo, outro mensageiro celeste foi enviado a Esaú. Em sonho viu Esaú seu irmão, que durante vinte anos fora um exilado da casa de seu pai, testemunhou-lhe a dor ao encontrar morta a mãe, viu-o rodeado pelos exércitos de Deus. Este sonho foi relatado por Esaú aos seus soldados, com a ordem de não fazerem mal a Jacó; pois o Deus de seu pai estava com ele.
Os dois grupos finalmente se aproximaram um do outro, conduzindo o chefe do deserto seus homens de guerra, e estando Jacó com suas esposas e filhos, acompanhados dos pastores e servas, e seguidos de longas fileiras de rebanhos e gado. Apoiado em seu cajado, o patriarca saiu para a frente a fim de encontrar-se com o grupo de soldados. Estava pálido e inutilizado em consequência de seu recente conflito, e andava vagarosa e penosamente, parando a cada passo; mas tinha o rosto iluminado por alegria e paz.
À vista daquele sofredor coxo, “Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram”. Gênesis 33:4. Ao olharem para esta cena, mesmo os rudes soldados de Esaú ficaram tocados. Não obstante haver-lhes ele contado seu sonho, não podiam ver a razão da mudança que sobreviera a seu capitão. Posto que vissem a enfermidade do patriarca, mal imaginavam que esta sua fraqueza se tornara a sua força.
Em sua noite de angústia, ao lado do Jaboque, quando a destruição parecia estar precisamente diante dele, ensinara-se a Jacó quão vão é o auxílio do homem, quão destituída de fundamento é toda a confiança na força humana. Viu que seu único auxílio devia vir dAquele contra quem tão ofensivamente pecara. Desamparado e indigno, rogou a promessa de misericórdia de Deus, ao pecador arrependido. Aquela promessa foi a sua certeza de que Deus lhe perdoaria e o aceitaria. Mais facilmente poderiam o céu e a Terra passar do que falhar aquela palavra; e foi isto o que o alentou durante aquele terrível conflito. Patriarcas e Profetas, págs. 198-201.
6 de março – Pág. 71 – Caminhos Separados
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida. João 3:36.
Jacó e Esaú encontraram-se junto ao leito de morte de seu pai. Uma ocasião o irmão mais velho olhara antecipadamente para este acontecimento como uma oportunidade para vingança; seus sentimentos, porém, haviam-se mudado grandemente desde então. E Jacó, satisfeito com as bênçãos espirituais da primogenitura, resignou ao irmão mais velho a herança da riqueza de seu pai – a única herança que Esaú buscava ou apreciava. …
Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.
Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. … Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições.
Esaú havia desprezado as bênçãos do concerto. Dera mais valor aos bens temporais do que aos espirituais, e recebera o que desejava. Foi pela sua própria e deliberada escolha que se separou do povo de Deus. Jacó escolhera a herança da fé. Esforçara-se por obtê-la pela astúcia, traição e falsidade; Deus, porém, permitira que seu pecado operasse a correção ao mesmo. … Os elementos inferiores de seu caráter foram consumidos na fornalha de fogo, o verdadeiro ouro foi refinado, até que a fé de Abraão e de Isaque apareceu aclarada em Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 207 e 208.
7 de março – Pág. 72 – Lar em Dificuldade
Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no. Gênesis 37:4.
O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou, não deixaram de exercer influência para o mal, influência esta que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as próprias fontes do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família; os filhos cresceram contenciosos, e sem a devida sujeição; e a vida do pai obscureceu-se pela ansiedade e dor.
Houve um, entretanto, de caráter grandemente diverso – o filho mais velho de Raquel, José, cuja rara beleza pessoal não parecia senão refletir uma beleza interior do espírito e do coração. Puro, ativo e alegre, o rapaz dava prova também de ardor e firmeza moral. Escutava as instruções do pai, e gostava de obedecer a Deus. … Morrendo-lhe a mãe, suas afeições prenderam-se mais intimamente ao pai, e o coração de Jacó estava ligado a este filho de sua velhice. Ele “amava a José mais do que a todos os seus filhos”. Gênesis 37:3.
Mas mesmo esta afeição deveria tornar-se causa de perturbações e tristezas. Jacó imprudentemente manifestou sua preferência por José, e isto provocou a inveja dos outros filhos. … O indiscreto presente do pai feito a José, de um manto, ou túnica, de grande preço, … provocou-lhes a suspeita de que ele tencionava preterir seus filhos mais velhos e conferir a primogenitura ao filho de Raquel. Sua maldade ainda mais aumentou ao contar-lhes um dia o menino um sonho que tivera. …
Achando-se o rapaz perante os irmãos, brilhando seu belo rosto pelo Espírito de inspiração, não puderam deixar de admirá-lo; porém não optaram pela renúncia de seus maus caminhos, e odiaram a pureza que lhes reprovava os pecados. O mesmo espírito que atuava em Caim, abrasava-se em seus corações. Patriarcas e Profetas, págs. 208-210.
8 de março – Pág. 73 – Resolução Inspirada
José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Gênesis 49:22.
José considerou o ser vendido para o Egito como a maior calamidade que lhe poderia haver sobrevindo; viu, porém, a necessidade de confiar em Deus como nunca o fizera quando protegido pelo amor de seu pai. E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 256.
Jornadeando a caravana para o Sul, em direção das fronteiras de Canaã, o rapaz podia discernir a distância as colinas entre as quais se achavam as tendas de seu pai. Chorou amargamente à lembrança daquele pai amoroso, em sua solidão e aflição. Novamente a cena em Dotã veio diante de si. Viu seus irmãos irados, e sentiu os olhares furiosos que lhe dirigiam. As palavras pungentes, insultantes, que seus aflitos rogos encontraram, estavam a soar-lhe nos ouvidos. Com o coração a tremer olhou para o futuro. Que mudança na situação – de um filho ternamente acalentado para o escravo desprezado e desamparado! …
Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. Seu pai, forte e terno como havia sido seu amor, fizera-lhe mal com sua parcialidade e indulgência. Esta preferência imprudente havia encolerizado seus irmãos, e os incitara à ação cruel que o separara de seu lar. Os efeitos dessa preferência eram também manifestos em seu caráter. Defeitos haviam sido acariciados, que agora deveriam ser corrigidos. …
Então seus pensamentos volveram para o Deus de seu pai. Na meninice fora ensinado a amá-Lo e temê-Lo. Muitas vezes na tenda do pai, ouvira a história da visão que Jacó tivera quando se retirava de seu lar, como exilado e fugitivo. … Sua alma fremiu ante a elevada resolução de mostrar-se fiel a Deus – de agir, em todas as circunstâncias, como convinha a um súdito do Reino do Céu. Serviria ao Senhor com inteireza de coração; enfrentaria as provações de sua sorte, com coragem, e com fidelidade cumpriria todo o dever. A experiência de um dia foi o ponto decisivo na vida de José. Sua terrível calamidade transformara-o de uma criança amimada em um homem ponderado, corajoso e senhor de si. Patriarcas e Profetas, págs. 213 e 214.
9 de março – Pág. 74 – Bendita Sociedade
O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero. … Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. Gênesis 39:2 e 3.
Chegando ao Egito, José foi vendido a Potifar, capitão da guarda do rei, a cujo serviço ficou durante dez anos. Ali foi exposto a tentações nada triviais. Estava em meio da idolatria. O culto aos deuses falsos era rodeado de toda a pompa da realeza, apoiado pela riqueza e cultura da nação mais altamente civilizada então existente. José, todavia, preservou sua simplicidade e fidelidade para com Deus. As cenas e ruídos do vício estavam ao redor dele; porém, era ele como quem não via e não ouvia. Aos seus pensamentos não permitia ocupar-se com assuntos proibidos. O desejo de alcançar o favor dos egípcios não o poderia fazer esconder os seus princípios. Se tivesse tentado fazer isto, teria sido vencido pela tentação; mas não se envergonhava da religião de seus pais, e não fazia esforços para esconder o fato de ser adorador de Jeová. … A confiança de Potifar em José aumentava diariamente, e finalmente o promoveu a seu mordomo, com amplo governo sobre todas as suas posses. …
A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina. José atribuía seu êxito ao favor de Deus, e mesmo seu senhor idólatra aceitava isto como o segredo de sua prosperidade sem-par. Sem um esforço perseverante e bem dirigido jamais poderia, entretanto, haver conseguido o êxito. Deus era glorificado pela fidelidade de Seu servo. Era Seu propósito que em pureza e correção o crente em Deus se mostrasse em assinalado contraste com os adoradores de ídolos – para que assim a luz da graça celestial pudesse resplandecer entre as trevas do paganismo.
A gentileza e fidelidade de José ganharam o coração do capitão-mor, o qual veio a considerá-lo como filho, em vez de escravo. O jovem foi levado em contato com homens de posição e saber, e adquiriu conhecimentos de ciências, línguas e negócios, educação necessária para o futuro primeiro-ministro do Egito. Patriarcas e Profetas, págs. 214 e 217.
10 de março – Pág. 75 – Tamanha Maldade?
Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Gênesis 39:9.
É sempre crítico, na vida de um jovem, o período em que ele se separa das influências do lar e seus sábios conselhos, e entra em novos cenários, de experiências decisivas. Mas se ele não se coloca de vontade própria nessas situações de perigo, evitando as restrições paternas; se, sem que o prefira, é colocado em posições perigosas, e então confia de Deus sua força – nutrindo no coração o amor de Deus – será então, pelo poder de Deus, que o colocou nessa posição difícil, guardado de ceder à tentação. Deus estava com José em seu novo lar. José estava no caminho do dever, sofrendo injustiça mas não praticando injustiça. Ele fruiu, pois, o amor e a proteção de Deus, porque introduzia seus princípios religiosos em tudo que empreendia. Carta 3, 1879.
A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus. Até ali ele permanecera incontaminado da corrupção que enchia aquela terra gentílica; mas esta tentação tão súbita, forte e sedutora, como poderia ser enfrentada? José bem sabia qual seria a consequência da resistência. De um lado estavam o encobrimento, os favores e as recompensas; do outro a desgraça, a prisão, a morte talvez. Toda sua vida futura dependia da decisão do momento. Triunfariam os princípios? Seria José ainda fiel a Deus? Com inexprimível ansiedade os anjos olhavam para aquela cena.
A resposta de José revela o poder do princípio religioso. Ele não trairia a confiança de seu senhor na Terra, e, quaisquer que fossem as consequências, seria fiel ao seu Senhor no Céu. Sob o olhar examinador de Deus e dos santos anjos, muitos tomam liberdades de que não se achariam culpados na presença de seus semelhantes; porém, o primeiro pensamento de José foi Deus.
“Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?” disse ele. Gênesis 39:9.
Se acalentássemos uma impressão habitual de que Deus vê e ouve tudo que fazemos e dizemos, e conserva um registro fiel de nossas palavras e ações, e de que devemos deparar tudo isto, teríamos receio de pecar. Patriarcas e Profetas, pág. 217.
Pág. 76
11 de março – Pág. 76 – Aprendizado na Prisão
Cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou. Salmos 105:18 e 19.
A fiel integridade de José levou-o à perda de sua reputação e sua liberdade. Esta é a mais severa prova à qual os virtuosos e tementes a Deus são sujeitos: ver que o vício parece prosperar, enquanto a virtude é pisada no pó. … A religião de José conservou-lhe o gênio amável, a cálida e forte simpatia em relação à humanidade, apesar de todas as suas provas. … Assim que começa sua vida de prisioneiro, põe ele em exercício todo o brilho de seus princípios cristãos; começa tornando-se útil aos outros. … É animoso, pois é um cavalheiro cristão. Deus, sob essa disciplina, o estava preparando para uma posição de grande responsabilidade, honra e préstimo, e ele estava disposto a aprender; foi dócil às lições que o Senhor lhe queria ensinar. Aprendeu a levar o jugo na juventude. Aprendeu a governar, aprendendo primeiro ele mesmo a obedecer. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.097.
Mas o verdadeiro caráter de José resplandece, mesmo nas trevas da masmorra. Ele reteve com firmeza sua fé e paciência; seus anos de serviço fiel foram pagos da maneira mais cruel, todavia isto não o tornou obstinado ou desconfiado. Tinha a paz que vem de uma inocência consciente, e confiava seu caso a Deus. …
Achou uma obra a fazer mesmo na prisão. Deus o estava preparando, na escola da aflição, para maior utilidade, e ele não recusou a necessária disciplina. Testemunhando na prisão os resultados da opressão e tirania, e os efeitos do crime, aprendeu lições de justiça, simpatia e misericórdia, que o prepararam para exercer o poder com sabedoria e compaixão. … Foi a parte que ele desempenhou na prisão – integridade de sua vida diária e simpatia por aqueles que estavam em perturbação e angústia – o que abriu o caminho para a sua prosperidade e honra futura. Todo o raio de luz que derramamos sobre outrem, reflete-se em nós mesmos. Toda palavra amável e cheia de simpatia proferida aos tristes, todo ato feito para aliviar os oprimidos, e todo dom aos necessitados, se é determinado por um impulso justo, resultará em bênçãos ao doador. Patriarcas e Profetas, pág. 218.
12 de março – Pág. 77 – Sempre o Mesmo
Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe. Provérbios 22:29.
Do calabouço José foi levado a governador sobre toda a terra do Egito. Era uma posição de alta honra, e, contudo, assediada de dificuldades e perigo. Ninguém pode ficar a uma elevada altura, isento de perigo. Assim como a tempestade deixa ilesa a humilde flor do vale, ao mesmo tempo em que desarraiga a majestosa árvore no cimo da montanha, assim aqueles que têm mantido sua integridade na vida humilde podem ser arrastados ao abismo pelas tentações que assaltam o êxito e as honras mundanas. Mas o caráter de José resistiu de modo semelhante à prova da adversidade e da prosperidade. A mesma fidelidade que manifestou para com Deus quando estava na cela de prisioneiro, manifestou no palácio dos Faraós. Ele era ainda um estrangeiro em uma terra gentílica, separado de seus parentes, adoradores de Deus; mas cria completamente que a mão divina lhe havia dirigido os passos, e com uma constante confiança em Deus desempenhava fielmente os deveres de seu cargo. Por meio de José a atenção do rei e dos grandes homens do Egito foi dirigida ao verdadeiro Deus; e, embora se apegassem à sua idolatria, aprenderam a respeitar os princípios revelados na vida e caráter do adorador de Jeová.
Como se habilitou José a efetuar um registro tal de firmeza de caráter, correção e sabedoria? – Em seus primeiros anos, havia ele consultado o dever em vez da inclinação; e a integridade, a singela confiança, a natureza nobre, do jovem, produziram frutos nas ações do homem. Uma vida pura e simples favorecera o desenvolvimento vigoroso tanto das faculdades físicas como das intelectuais. A comunhão com Deus mediante Suas obras, e a contemplação das grandiosas verdades confiadas aos herdeiros da fé, haviam elevado e enobrecido sua natureza espiritual, alargando e fortalecendo o espírito como nenhum outro estudo o poderia fazer. A atenção fiel ao dever em todos os postos, desde o mais humilde até o mais elevado, estivera educando toda a faculdade para o seu mais elevado serviço. Aquele que vive de acordo com a vontade do Criador, está a assegurar para si o mais verdadeiro e nobre desenvolvimento de caráter. Patriarcas e Profetas, pág. 222.
13 de março – Pág. 78 – Tudo no Plano de Deus
Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência. Jó 28:28.
A vida acidentada de José não foi um acidente; foi ordenada pela Providência. Como, porém, foi ele capaz de fazer de sua vida um registro de tal firmeza de caráter, retidão e sabedoria? Foi resultado da cuidadosa educação em sua infância. Consultara ele o dever, e não a inclinação; e a pureza e singela confiança do menino, produziu frutos nos atos do homem. Os mais brilhantes talentos de nenhum valor são, a menos que sejam aproveitados; hábitos de diligência e fortaleza de caráter e finas qualidades mentais não vêm por acidente. Deus concede oportunidades; o êxito depende do uso que delas se faça. As oportunidades que a Providência depara têm de ser discernidas com rapidez e aproveitadas avidamente. Testimonies, vol. 5, pág. 321.
Não somente ao povo do Egito, mas a todas as nações ligadas com aquele poderoso reino, Deus Se manifestou por intermédio de José. Desejava torná-lo um portador de luz a todos os povos, e colocou-o como o segundo no trono do maior império da Terra, a fim de que a iluminação celeste se estendesse por perto e por longe. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 477.
Poucos há que se compenetram da influência das pequenas coisas da vida sobre o desenvolvimento do caráter. Nada com que temos de tratar é realmente pequeno. As circunstâncias variadas que deparamos dia após dia, são destinadas a provar nossa fidelidade, e habilitar-nos a maiores encargos. Pelo apego aos princípios nas transações da vida usual, a mente se habitua a considerar as exigências do dever acima das do prazer e da inclinação. Espíritos assim disciplinados não estão a vacilar entre o direito e o que não o é, como a vara a tremer ao vento; são fiéis ao dever porque se educaram aos hábitos de fidelidade e verdade. Pela fidelidade naquilo que é o mínimo, adquirem forças para serem fiéis em coisas maiores. Um caráter reto é de maior valor do que o ouro de Ofir. Sem ele ninguém pode subir a uma altura honrosa. Mas não se herda o caráter. Não pode ser comprado. A excelência moral e as belas qualidades mentais não são o resultado do acaso. Os mais preciosos dons não são de valor algum a menos que sejam aperfeiçoados. Patriarcas e Profetas, págs. 222 e 223.
14 de março – Pág. 79 – Ele Era Semelhante a Cristo
Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme. Gênesis 49:23 e 24.
A vida de José ilustra a de Cristo. Foi a inveja que moveu os irmãos de José a vendê-lo como escravo; tiveram a esperança de impedir que se tornasse maior do que eles. E, quando foi levado para o Egito, lisonjearam-se de que não mais seriam perturbados com os seus sonhos; de que haviam removido toda a possibilidade de sua realização. Mas sua conduta foi dirigida por Deus a fim de levar a efeito o mesmo acontecimento que tencionavam impedir. Semelhantemente os sacerdotes e anciãos judeus estavam invejosos de Cristo, receando que deles atraísse a atenção do povo. Mataram-nO para impedir que se tornasse rei, mas estiveram desta maneira a efetuar este mesmo resultado.
José, mediante seu cativeiro no Egito, tornou-se um salvador para a família de seu pai; contudo, este fato não diminuiu a culpa de seu irmãos. Semelhantemente, a crucificação de Cristo, pelos Seus inimigos, dEle fez o Redentor da humanidade, o Salvador de uma raça decaída, e Governador do mundo inteiro; mas o crime de Seus assassinos foi precisamente tão hediondo como se a mão providencial de Deus não houvesse dirigido os acontecimentos para Sua glória e o bem do homem.
Assim como José foi vendido aos gentios por seus próprios irmãos, foi Cristo vendido aos piores de Seus inimigos por um de Seus discípulos. José foi acusado falsamente e lançado na prisão por causa de sua virtude; assim Cristo foi desprezado e rejeitado porque Sua vida justa, abnegada, era uma repreensão ao pecado; e, se bem que não tivesse a culpa de falta alguma, foi condenado pelo depoimento de testemunhas falsas. E a paciência e humildade de José sob a injustiça e a opressão, seu perdão pronto e a nobre benevolência para com seus irmãos desnaturados, representam o resignado sofrimento do Salvador, pela malícia e maus-tratos de homens ímpios, e Seu perdão não somente aos Seus assassinos, mas a todos que a Ele têm vindo confessando seus pecados e buscando perdão. Patriarcas e Profetas, págs. 239 e 240.
Quem recebe a Cristo com viva fé… leva consigo a atmosfera do Céu, que é a graça de Deus, um tesouro que o mundo não pode comprar. Aquele que está em viva união com Deus pode estar em situações humildes, contudo seu valor moral é tão precioso como era o de José. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.097 e 1.098.
15 de março – Pág. 80 – Mãe Escrava
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6.
Joquebede era mulher e escrava. Sua porção na vida era humilde e seus encargos pesados. Mas, com exceção de Maria de Nazaré, por intermédio de nenhuma outra mulher recebeu o mundo maior bênção. Sabendo que seu filho logo deveria sair de sob seus cuidados, para passar aos daqueles que não conheciam a Deus, da maneira mais fervorosa se esforçou ela por unir a sua alma ao Céu. Educação, pág. 61.
Esforçou-se por embeber seu espírito com o temor de Deus e com o amor à verdade e justiça, e fervorosamente orava para que ele pudesse preservar-se de toda a influência corruptora. Mostrou-lhe a loucura e o pecado da idolatria, e cedo o ensinou a curvar-se e a orar ao Deus vivo, que unicamente poderia ouvi-lo e auxiliá-lo em toda a emergência.
Ela conservou consigo o rapaz tanto quanto pôde; foi, porém, obrigada a entregá-lo quando ele teve aproximadamente doze anos. Foi levado de sua humilde choupana ao palácio real, para a filha de Faraó, e se tornou seu filho. Contudo, mesmo ali, ele não perdeu as impressões recebidas na infância. As lições aprendidas ao lado de sua mãe, não as esquecia. Eram uma proteção contra o orgulho, a incredulidade e o vício, que cresciam por entre os esplendores da corte.
De que grande alcance em seus resultados foi a influência daquela mãe hebreia, sendo ela entretanto uma exilada e escrava! Toda a vida futura de Moisés, a grande missão que ele cumpriu como chefe de Israel, testificam da importância da obra de uma mãe cristã. Não há outro trabalho que possa igualar a este. Em parte muito grande, a mãe tem nas mãos o destino de seus filhos. Ela trata com mentes e caracteres em desenvolvimento, trabalhando não somente para o tempo, mas para a eternidade. Está a semear sementes que brotarão e frutificarão, quer para o bem quer para o mal. Ela não tem a desenhar formas de beleza na tela, ou esculpi-las no mármore, mas imprimir na alma humana a imagem do divino. …
Que toda mãe sinta serem inapreciáveis os seus momentos; sua obra será provada no dia solene do ajuste de contas. Patriarcas e Profetas, págs. 243 e 244.
16 de março – Pág. 81 – A Escolha Certa
Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. Hebreus 11:24 e 25.
Nas escolas do Egito, Moisés recebeu o mais alto preparo civil e militar. De grande atração pessoal, distinto na aparência e estatura, de espírito culto e porte principesco, e de fama como chefe militar, tornou-se o orgulho da nação. Educação, pág. 62.
Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o trono dos Faraós deviam fazer-se membros da sacerdócio; e Moisés, como o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião nacional. … Mas, ao mesmo tempo em que era um estudante ardoroso e incansável, não pôde ser induzido a participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em sua adesão à fé hebreia. Mas ele foi inabalável em sua decisão de não prestar homenagem a não ser ao único Deus. …
Moisés estava em condições para ter preeminência entre os grandes da Terra, para brilhar nas cortes do mais glorioso dentre os reinos e para empunhar o cetro do poder. Sua grandeza intelectual o distingue, acima dos grandes homens de todos os tempos. Como historiador, poeta, filósofo, general de exércitos e legislador, não tem par. Todavia, com o mundo diante de si, teve a força moral para recusar as lisonjeiras perspectivas da riqueza, grandeza e fama. …
Moisés fora instruído com relação à recompensa final a ser dada aos humildes e obedientes servos de Deus, e as vantagens mundanas tombaram na insignificância que lhes é própria em comparação com aquela recompensa. O palácio luxuoso de Faraó e seu trono foram apresentados como um engano a Moisés; sabia ele, porém, que os prazeres pecaminosos que fazem os homens se esquecerem de Deus, achavam-se nos palácios senhoriais. Ele olhava para além do magnífico palácio, para além da coroa do rei, para as altas honras que serão conferidas aos santos do Altíssimo, em um reino incontaminado pelo pecado. Viu pela fé uma coroa incorruptível que o Rei do Céu colocaria sobre a fronte do vencedor. Patriarcas e Profetas, págs. 245 e 246.
17 de março – Pág. 82 – Não Segundo a Vontade de Deus
E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. Atos 7:22.
Moisés supunha que sua educação na sabedoria do Egito o habilitara plenamente para libertar a Israel do cativeiro. Não era ele versado em todas as coisas necessárias para um general de exército? Não tivera as maiores vantagens das melhores escolas do país? – Sim; ele achava que estava em condições de livrá-los. Aplicou-se primeiro ao trabalho procurando granjear o favor de seu povo, reparando suas injustiças. Ele matou um egípcio que afligia um de seus irmãos. Com isto ele manifestou o espírito daquele que foi homicida desde o princípio e demonstrou ser incompetente para representar o Deus de misericórdia, amor e ternura. Transformou sua primeira tentativa num deplorável fracasso. Como muitos outros, perdeu então imediatamente a confiança em Deus e volveu as costas para a obra que lhe fora designada; fugiu da ira de Faraó. Ele inferiu que devido a seu erro… Deus não permitiria que tivesse alguma parte na obra de livrar Seu povo da atroz servidão. Mas o Senhor permitiu essas coisas para que pudesse ensinar-lhe a delicadeza, bondade, longanimidade que todo trabalhador para o Mestre necessita possuir. …
No auge de sua glória humana, o Senhor permitiu que Moisés revelasse a insensatez da sabedoria do homem, a debilidade da força humana, para que pudesse compreender seu total desamparo e sua ineficiência sem ser amparado pelo Senhor Jesus. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 342-344.
Matando o egípcio, Moisés caíra no mesmo erro tantas vezes cometido por seus pais, de tomar nas próprias mãos a obra que Deus prometera fazer. Não era vontade de Deus libertar o Seu povo pela guerra, como Moisés pensava, mas pelo Seu próprio grande poder, para que a glória Lhe fosse atribuída a Ele tão-somente. Todavia, mesmo este ato precipitado foi ainda encaminhado por Deus a fim de cumprir Seus propósitos. Moisés não estava preparado para a sua grande obra. Tinha ainda a aprender a mesma lição de fé que havia sido ensinada a Abraão e Jacó – não confiar na força e sabedoria humanas, mas no poder de Deus, para o cumprimento de Suas promessas. Patriarcas e Profetas, pág. 247.
18 de março – Pág. 83 – Universidade Divina
Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. I Coríntios 3:19.
Em seus esforços para habilitar-se a ser cooperadores de Deus, os homens com frequência se colocam em tais posições que os inabilitam completamente para a moldagem e modelação que o Senhor deseja dar-lhes. Não são, pois, portadores, como Moisés, da semelhança divina. Submetendo-se à disciplina de Deus, Moisés tornou-se um instrumento santificado por cujo intermédio o Senhor podia operar. Ele não hesitou em trocar o seu caminho pelo caminho do Senhor, embora este o conduzisse por caminhos estranhos, por sendas ainda não palmilhadas. …
Não foi o ensino das escolas do Egito que habilitou Moisés a triunfar sobre seus inimigos, mas persistente e infalível fé, fé que não faltou sob as mais difíceis circunstâncias. … Moisés procedia como quem vê Aquele que é invisível.
Deus não está à procura de homens de educação perfeita. … O Senhor quer homens que apreciem o privilégio de ser cooperadores de Deus – homens que O honrem prestando implícita obediência a Seus reclamos, a despeito de teorias anteriormente incutidas. …Muitos que estão buscando eficiência para a exaltada obra de Deus mediante o aperfeiçoamento de sua educação nas escolas dos homens, verificarão que deixaram de aprender as mais importantes lições que o Senhor desejava ensinar-lhes. Negligenciando submeter-se às impressões do Espírito Santo, deixando de viver em obediência a todas as reivindicações de Deus, enfraqueceu-se-lhes o poder espiritual. … Ausentando-se da escola de Cristo, esqueceram o som da voz do Mestre, e Ele não lhes pode dirigir a conduta. Os homens podem adquirir todo conhecimento suscetível de ser comunicado pelo professor humano; Deus, porém, deles requer ainda maior sabedoria. Como Moisés, precisam aprender mansidão, humildade de coração e desconfiança do próprio eu. Nosso próprio Salvador, quando suportando a prova pela humanidade, reconheceu que, de Si mesmo, nada podia fazer. Também nós precisamos aprender que, de si mesma, a humanidade não possui força alguma. O homem só se torna eficiente ao partilhar da natureza divina. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 345-347.
19 de março – Pág. 84 – Vale Mais
Porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Hebreus 11:26.
Moisés fora estudante. Era bem versado em toda a cultura dos egípcios, mas não era essa a única habilitação de que precisava para preparar-se para a sua obra. Devia ele, na providência de Deus, aprender a ser paciente, a refrear suas paixões. Numa escola de renúncia e obstáculos devia obter uma educação que lhe seria de suma importância. Essas provas o preparariam para exercer um paternal cuidado sobre todos os que careciam de seu auxílio. Nenhum conhecimento, estudo algum, nenhuma eloquência poderia ser substituto dessa experiência em provas, para uma pessoa que teria de vigiar pelas pessoas como as que delas têm de dar contas. Fazendo a obra de um humilde pastor, esquecido de si mesmo e interessado no rebanho entregue aos seus cuidados, devia ele tornar-se habilitado para a mais exaltada obra já confiada a mortais – a de ser pastor das ovelhas das pastagens do Senhor.
Os que, no mundo, temem ao Senhor, têm de ter comunhão com Ele. Cristo é o mais perfeito educador que o mundo já conheceu. Receber dEle sabedoria e conhecimento era para Moisés de mais valor do que toda a cultura dos egípcios. …
A fé que Moisés possuía levava-o a contemplar as coisas invisíveis, as coisas eternas. Deixou as esplêndidas atrações da vida da corte porque o pecado ali prevalecia. Renunciou a um aparente bem presente, que só o lisonjeava para arruinar e destruir. As atrações reais, eternas, é que lhe eram de valor. Os sacrifícios feitos por Moisés não eram sacrifícios reais. Para ele tratava-se de permutar um aparente bem presente, que o lisonjeava, por um bem seguro, elevado e imortal.
Moisés suportou o opróbrio de Cristo, considerando-o mais importante do que do que todos os tesouros do Egito. Cria ele no que Deus dissera e não foi influenciado a desviar-se de sua integridade por nenhuma das censuras do mundo. Andava na Terra como livre homem de Deus. … Contemplava as coisas invisíveis e não vacilava. O galardão da recompensa era-lhe atraente, assim como pode ser também para nós. Tinha familiaridade com Deus. Testimonies, vol. 4, págs. 343-345.
20 de março – Pág. 85 – Vendo o Invisível
Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Hebreus 11:27.
Tinha Moisés uma profunda intuição da presença pessoal de Deus. Não só olhava através dos séculos, aguardando a manifestação de Cristo na carne, mas viu a Cristo de maneira especial acompanhando os filhos de Israel em todas as suas peregrinações. Deus lhe era real, sempre presente em seus pensamentos. Quando mal compreendido, quando chamado a enfrentar perigo e suportar insultos por amor de Cristo, sofreu-o sem vingança. Moisés cria em Deus como Aquele de quem ele necessitava, e que o ajudaria por causa de sua necessidade. Era-lhe Deus um auxílio presente.
Grande parte da fé que presenciamos é meramente nominal; é rara a fé real, confiante e perseverante. Moisés realizou em sua própria experiência a promessa de que Deus há de ser um galardoador dos que O buscam diligentemente. Tinha ele respeito para com o galardão da recompensa. Aqui está outro ponto que desejamos estudar, acerca da fé: Deus recompensará o homem de fé e obediência. Se essa fé for introduzida na experiência da vida, ela habilitará a quem quer que tema e ame a Deus, a suportar as provas. Moisés era cheio de confiança em Deus porque tinha uma fé que se apropriava das bênçãos. Ele precisava de auxílio, e por ele orou, apoderou-se dele pela fé, e entreteceu em sua experiência a crença de que Deus dele cuidava. Cria que Deus lhe regia a vida, particularmente. Viu e reconheceu a Deus em cada pormenor de sua vida e sentia estar sob o olhar dAquele que tudo via, que pesa os motivos, que prova o coração. Olhava a Deus e nEle confiava quanto à força para atravessar toda forma de tentação sem se corromper. … A presença de Deus era suficiente para conduzi-lo através das situações mais difíceis em que um homem possa ser colocado.
Moisés não só pensava em Deus; ele O via. Deus era a constante visão que tinha presente; nunca Lhe perdeu de vista a face. Via a Jesus como seu Salvador, e cria que os méritos do Salvador lhe seriam imputados. Essa fé não era para Moisés simples conjetura; era uma realidade. Esta é a espécie de fé de que carecemos, fé que há de suportar a prova. Oh! quantas vezes cedemos à tentação porque não mantemos os olhos fitos em Jesus! Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 267 e 268.
21 de março – Pág. 86 – Aprendendo e Desaprendendo
E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5.
Nos desertos de Midiã, Moisés passou quarenta anos como pastor de ovelhas. Aparentemente afastado para sempre da missão de sua vida, estava recebendo a disciplina essencial para o seu cumprimento. Educação, pág. 62.
Moisés estivera a aprender muito que tinha de desaprender. As influências que o haviam cercado no Egito – o amor de sua mãe adotiva, sua própria posição elevada como o neto do rei, a dissipação de todos os lados, o requinte, a subtileza e o misticismo de uma religião falsa, o esplendor de um culto idólatra, a solene grandiosidade da arquitetura e escultura – tudo deixara profundas impressões em sua mente em desenvolvimento, e modelara, até certo ponto, seus hábitos e caráter. O tempo, a mudança de ambiente e a comunhão com Deus podiam remover estas impressões. Renunciar o erro e aceitar a verdade requeria da parte de Moisés mesmo uma luta tremenda; mas Deus seria seu auxiliador quando o conflito fosse demasiado severo para a força humana. …
A fim de receber o auxílio de Deus, o homem deve compenetrar-se de sua fraqueza e deficiência; deve aplicar seu próprio espírito na grande mudança a ser operada em si; deve despertar para a oração e esforço fervorosos e perseverantes. … Muitos jamais atingem a posição que poderiam ocupar, porque esperam que Deus faça por eles aquilo que Ele lhes deu poder para fazerem por si mesmos. …
Encerrado nas fortificações das montanhas, Moisés estava a sós com Deus. Os templos magnificentes do Egito não mais lhe impressionavam o espírito, com sua superstição e falsidade. Na grandiosidade solene das colinas eternas via ele a majestade do Altíssimo, e em contraste compreendia quão impotentes e insignificantes eram os deuses do Egito. Por toda parte estava escrito o nome do Criador. Moisés parecia achar-se em Sua presença, e à sombra de Seu poder. Ali o seu orgulho e presunção foram varridos. Na simplicidade severa de sua vida no deserto, os resultados do ócio e luxo do Egito desapareceram. Moisés tornou-se paciente, reverente e humilde, “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e, contudo, forte na fé que ele tinha no poderoso Deus de Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 248-251.
22 de março – Pág. 87 – Deus o Enviou
Vem, agora, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Êxodo 3:10.
Era vindo o tempo para o livramento de Israel. Mas o propósito de Deus devia cumprir-se de maneira a lançar o desdém sobre o orgulho humano. O libertador devia ir como um humilde pastor, apenas com uma vara na mão; Deus, porém, faria daquela vara o símbolo de Seu poder. …
A ordem divina dada a Moisés encontrou-o sem confiança em si, tardo no falar, e tímido. Sentia-se vencido pela intuição de sua incapacidade de ser o porta-voz de Deus para Israel. Havendo, porém, aceito o trabalho, deu-lhe início com todo o coração, depositando toda a confiança no Senhor. … Deus lhe abençoou a pronta obediência, e ele se tornou eloquente, esperançoso e senhor de si, e bem adaptado para a maior obra que já foi entregue ao homem. Isto é um exemplo do que Deus faz para fortalecer o caráter daqueles que nEle confiam amplamente, e dar-lhes, sem reserva, as Suas ordens.
O homem adquirirá força e eficiência ao aceitar as responsabilidades que Deus põe sobre ele, e procurar de toda sua alma qualificar-se para dela se desincumbir devidamente. Por humilde que seja a sua posição ou limitada a sua habilidade, atingirá a verdadeira grandeza o homem que, confiando na força divina, procura efetuar sua obra com fidelidade. …
Em caminho, quando vinha de Midiã, Moisés recebeu uma advertência assustadora e terrível, a respeito do desagrado do Senhor. Um anjo apareceu-lhe de maneira ameaçadora, como se o fosse imediatamente destruir. Explicação alguma se dera; Moisés, porém, lembrou-se de que havia desatendido um dos mandos de Deus; cedendo à persuasão de sua esposa, negligenciara efetuar o rito da circuncisão em seu filho mais moço. … Em sua missão junto a Faraó, devia Moisés ser colocado em posição de grande perigo; sua vida unicamente podia preservar-se pela proteção de santos anjos. Enquanto vivesse, porém, na negligência de um dever conhecido, não estaria livre de perigo; pois que não poderia estar protegido pelos anjos de Deus.
No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos. Patriarcas e Profetas, págs. 251, 255 e 256.
23 de março – Pág. 88 – “Quem é o Senhor?”
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7.
Faraó semeou a obstinação, e obstinação colheu. Ele mesmo pôs no solo a semente. Não havia mais necessidade de que Deus, por algum novo poder, interferisse no seu crescimento, do que havia de interferir Ele no crescimento de um grão de cereal. Tudo que se requer é que a semente seja deixada a germinar e crescer, trazendo fruto segundo sua espécie. A colheita revela a espécie de semente que foi semeada. …
Faraó viu a poderosa atuação do Espírito de Deus; viu os milagres que o Senhor realizou por Seu servo; recusou, porém, obediência ao mandamento do Senhor. O rei, rebelde, indagara orgulhosamente: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel?” Êxodo 5:2. E quando os juízos de Deus sobre ele caíram cada vez mais pesadamente, persistiu na obstinada resistência. Rejeitando a luz do Céu, tornou-se duro, insensível. A providência de Deus estava a revelar-lhe Seu poder, e essas manifestações, não reconhecidas, foram o meio de endurecer o coração de Faraó em relação a maiores luzes. Aqueles que exaltam suas próprias ideias acima da vontade de Deus, claramente especificada, estão a dizer, como fez Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Cada rejeição da luz endurece o coração e obscurece o entendimento; e assim os homens acham cada vez mais difícil distinguir entre o certo e o errado, e se tornam mais ousados em resistir à vontade de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.100.
Aquele que cedeu uma vez à tentação, cederá mais facilmente segunda vez. Cada repetição do pecado diminui seu poder de resistência, cega os seus olhos, e suprime a convicção. Cada semente de condescendência, que é semeada, produzirá fruto. Deus não opera milagre para impedir a ceifa. … Aquele que manifesta dura incredulidade, uma obstinada indiferença à verdade divina, não está senão a colher o fruto do que ele próprio semeou. É assim que multidões vêm a escutar, com rígida indiferença, verdades que outrora lhes abalavam a própria alma. Semearam negligência e resistência à verdade, e tal é a colheita que fazem. Patriarcas e Profetas, págs. 268 e 269.
24 de março – Pág. 89 – Endurecimento do Coração
O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este  não deixou ir os filhos de Israel. Êxodo 10:20.
Como endurece o Senhor o coração dos homens? Da mesma forma em que endureceu o coração de Faraó. Deus mandou a esse rei uma mensagem de advertência e misericórdia, mas ele recusou reconhecer o Deus do Céu, e não quis prestar obediência às Suas ordens. Perguntou: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Êxodo 5:2.
O Senhor lhe deu prova de Seu poder, realizando sinais e milagres diante dele. O grande EU SOU tornou conhecidas a Faraó Suas obras poderosas, mostrando-lhe que é o soberano de Céu e Terra, mas o rei preferiu desafiar o Deus do Céu. Não consentiu que se quebrantasse seu orgulhoso e obstinado coração nem mesmo diante do Rei dos reis, para então poder receber a luz, pois estava resolvido a fazer prevalecer sua vontade e levar até ao fim a sua rebelião. Preferiu fazer sua própria vontade e pôr de parte o mandamento de Deus, e a própria evidência que lhe fora dada, de estar Jeová acima de todos os deuses das nações, acima de todos os sábios e mágicos, só serviu para cegar-lhe o espírito e endurecer-lhe o coração.
Tivesse Faraó aceito a prova do poder de Deus, mostrada por ocasião da primeira praga, e ter-lhe-iam sido poupados todos os juízos que se seguiram. Sua resoluta obstinação, porém, exigiu maiores manifestações do poder de Deus, e seguiu-se praga a praga, até que afinal ele foi chamado para contemplar a face desfalecida de seu primogênito, e de seus demais queridos; ao passo que os filhos de Israel, a quem considerara como escravos, ficaram incólumes através das pragas, intocados pelo anjo destruidor. Deus tornou evidente sobre quem repousava o Seu favor, quem era o Seu povo. Carta 31, 1891.
Cada nova evidência do poder de Deus a que o monarca egípcio resistia, levava-o a desafiar mais determinada e persistentemente a Deus. … Este caso é uma clara ilustração do pecado contra o Espírito Santo. “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Gálatas 6:7. Gradualmente o Senhor retirou Seu Espírito. Removendo dele Seu poder refreador, entregou o rei nas mãos do pior de todos os tiranos: o próprio eu. Review and Herald, 27 de julho de 1897.
25 de março – Pág. 90 – Livres, Afinal!
E conduziu com alegria o Seu povo e, com jubiloso canto, os Seus escolhidos. Salmos 105:43.
Com os lombos cingidos, sapatos nos pés, e cajado à mão, o povo de Israel permanecera em pé, silenciosos, com respeitoso temor, mas expectantes, aguardando o mandado real que lhes ordenaria saíssem. Antes que a manhã raiasse, estavam a caminho. … Naquele dia, completou-se a história revelada a Abraão em visão profética, séculos antes: “Peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também Eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” Gênesis 15:13 e 14. Patriarcas e Profetas, pág. 281.
Tirando Israel do Egito, o Senhor novamente mostrou Seu poder e misericórdia. Suas maravilhosas obras no livramento da escravidão e Seu modo de proceder para com eles em suas peregrinações pelo deserto, não eram somente para seu próprio benefício. Deveriam ser uma lição objetiva para as nações circunvizinhas. O Senhor Se revelou como Deus sobre toda autoridade e grandeza humanas. Os sinais e maravilhas que operou a favor de Seu povo, revelaram Seu poder sobre a natureza e sobre o maior dos que a adoravam. Deus passou pelo altivo Egito como passará nos últimos dias por toda a Terra. Com fogo e tempestade, terremoto e morte, o grande “Eu Sou” livrou Seu povo; tirou-os da terra da escravidão. Conduziu-os através daquele “grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura”. Deuteronômio 8:15. Fez sair água para eles “da rocha do seixal” (Deuteronômio 8:15), e alimentou-os com “trigo do Céu”. Salmos 78:24. “Porque”, disse Moisés, “a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do Seu olho. Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os e os leva sobre as suas asas, assim, só o Senhor o guiou; e não havia com ele deus estranho.” Deuteronômio 32:9-12. Deste modo atraiu-os a Si para que habitassem sob a sombra do Altíssimo. Parábolas de Jesus, págs. 286 e 287.
26 de março – Pág. 91 – Nuvem e Fogo
Ele estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os alumiar de noite. Salmos 105:39.
“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar.” Êxodo 13:21. … O estandarte de seu Chefe invisível estava sempre com eles. De dia a nuvem guiava as suas jornadas, ou estendia-se como uma cobertura por sobre a multidão. Servia de proteção contra o calor ardente, e pela sua frescura e umidade proporcionava agradável refrigério no deserto ressequido e sedento. À noite, tornava-se em coluna de fogo, iluminando-lhes o acampamento, e assegurando-lhes constantemente a presença divina.
Em uma das mais belas e consoladoras passagens da profecia de Isaías, faz-se referência à coluna de nuvem e de fogo para representar o cuidado de Deus pelo Seu povo, na grande luta final com os poderes do mal: “E criará o Senhor sobre toda a habitação do Monte de Sião, e sobre as suas congregações, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção. E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia; e para refúgio e esconderijo contra a tempestade, e contra a chuva.” Isaías 4:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 282 e 283.
No tempo de prova que está perante nós, a divina promessa de segurança cumprir-se-á nos que guardaram a palavra da Sua paciência. Cristo dirá aos que Lhe forem fiéis: “Vai pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” Isaías 26:20. O Leão de Judá, tão terrível com os que Lhe rejeitam a graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de nuvem, que representa ira e terror para o transgressor da lei de Deus, é luz e misericórdia e livramento para os que tenham guardado os Seus mandamentos. O braço enérgico para ferir os rebeldes, será forte para libertar os leais. Todos quantos forem fiéis serão ajuntados. “E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Mateus 24:31. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 11.
27 de março – Pág. 92 – Caminho Seguro
Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. Êxodo 14:15.
Deus, em Sua providência, trouxe os hebreus ao aperto das montanhas, diante do mar, para que pudesse manifestar Seu poder no livramento deles, e humilhar de maneira extraordinária o orgulho de seus opressores. Ele os poderia ter salvo de qualquer outro modo, mas escolheu este, a fim de lhes provar a fé e fortalecer a confiança nEle. O povo estava cansado e aterrorizado; todavia, se se tivessem conservado para trás quando Moisés lhes ordenou avançar, Deus nunca lhes haveria aberto o caminho. Foi “pela fé” que “passaram o Mar Vermelho, como por terra seca”. Hebreus 11:29. Descendo em marcha para a própria água, mostraram que acreditavam na palavra de Deus, conforme fora proferida por Moisés. Fizeram tudo que estava em seu poder, e então o Poderoso de Israel dividiu o mar a fim de preparar um caminho para os seus pés.
A grande lição ali ensinada é para todos os tempos. Frequentemente a vida cristã é assediada de perigos, e o dever parece difícil de cumprir-se. A imaginação desenha uma ruína iminente perante nós, e, atrás, o cativeiro ou a morte. Contudo, a voz de Deus fala claramente: “Avante!” Devemos obedecer a esta ordem mesmo que nossos olhares não possam penetrar nas trevas, e sintamos as frias vagas em redor de nossos pés. Os obstáculos que embaraçam o nosso progresso nunca desaparecerão diante de um espírito que se detém ou duvida. Aqueles que adiam a obediência até que toda a sombra da incerteza desapareça, e não fique perigo algum de fracasso ou derrota, nunca absolutamente obedecerão. A incredulidade fala ao nosso ouvido: “Esperemos até que os impedimentos sejam removidos, e possamos ver claramente nosso caminho”; mas a fé corajosamente insiste em avançar, esperando tudo, em tudo crendo.
A nuvem que era uma grande parede de trevas para os egípcios, para os hebreus era uma grande inundação de luz, iluminando o acampamento todo, e derramando todo o brilho no caminho diante deles. Assim, o trato da Providência traz aos incrédulos trevas e desespero, enquanto à alma confiante é repleta de luz e paz. A senda por onde Deus guia, pode estender-se através do deserto ou do mar, mas é um caminho seguro. Patriarcas e Profetas, pág. 290.
28 de março – Pág. 93 – O Cântico de Moisés e do Cordeiro
O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei. Êxodo 15:2.
Do mais terrível perigo restara um completo livramento. Aquela vasta e indefesa multidão – escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egito fazendo pressão na retaguarda – vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de ações de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas. …
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2 e 3. …
Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir-se-ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. …
Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Patriarcas e Profetas, págs. 287-290.
29 de março – Pág. 94 – Queixosos Outra Vez
Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. Êxodo 16:2.
Muitos consideram os israelitas daquele tempo, e admiram-se de sua incredulidade e murmuração, achando que, se tivessem estado em lugar deles, não teriam sido tão ingratos; mas, quando sua fé é provada, mesmo com pequenas aflições, não manifestam maior fé ou paciência do que fez o antigo Israel. Patriarcas e Profetas, pág. 293.
Deus prometera ser o seu Deus, tomá-los para Si como um povo, e guiá-los a uma terra vasta e boa; mas eles estavam prontos a desfalecer a cada obstáculo encontrado no caminho para aquela terra. … Esqueceram-se de sua amarga servidão no Egito. Perderam de vista a bondade e poder de Deus, manifestados em prol deles, em seu livramento do cativeiro. Esqueceram-se de como seus filhos foram poupados quando o anjo destruidor matou todos os primogênitos do Egito. Olvidaram a grande mostra do poder divino no Mar Vermelho. Perderam de memória que, enquanto atravessaram sem perigo pelo caminho que lhes havia sido aberto, os exércitos de seus inimigos, tentando segui-los, foram submersos nas águas do mar. Viam e sentiam unicamente seus incômodos e provações presentes; e, em vez de dizerem: “Deus fez grandes coisas por nós; conquanto tenhamos sido escravos, está a fazer de nós uma grande nação”, falavam eles das dificuldades do caminho e consideravam quando terminaria sua cansativa peregrinação.
A história da vida de Israel no deserto foi registrada para o benefício do Israel de Deus até o final do tempo. O registro do trato de Deus aos errantes no deserto, em todas as suas marchas de um para outro lado, em sua exposição a fome, sede e cansaço, e nas notáveis manifestações de Seu poder em auxílio deles, acha-se repleto de advertências e instruções para o Seu povo, em todos os tempos. A experiência variada dos hebreus era uma escola preparatória para o seu lar prometido em Canaã. Deus quer que Seu povo nestes dias reveja com humilde coração e espírito dócil as provações pelas quais passou o antigo Israel, a fim de que possa instruir-se em seu preparo para a Canaã celestial. Patriarcas e Profetas, págs. 292 e 293.
30 de março – Pág. 95 – Mãos Para o Céu
Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. I Timóteo 2:8.
Por causa da desobediência de Israel e seu afastamento de Deus, foi-lhes permitido sofrer adversidades e chegar a situações angustiosas: foi permitido que seus inimigos os guerreassem, a fim de humilhá-los e levá-los a buscarem a Deus, quando em perturbação e perplexidade. …
Quando Israel foi atacado pelos amalequitas, Moisés deu a Josué instruções para lutar com os seus inimigos. Testimonies, vol. 2, págs. 106-108.
Moisés, Arão e Hur estavam estacionados em uma colina, acima do campo de batalha. Com os braços estendidos para o céu, e segurando a vara de Deus em sua destra, Moisés orava pelo êxito das armas de Israel. Com o prosseguimento da batalha, observou-se que, enquanto suas mãos estavam estendidas para cima, Israel prevalecia; mas, quando se abaixavam, o inimigo era vitorioso. Cansando-se Moisés, Arão e Hur lhe ampararam as mãos até o pôr-do-sol, quando o inimigo foi posto em fuga.
Apoiando Arão e Hur as mãos de Moisés, mostravam ao povo o dever de ampará-lo em seu árduo trabalho, enquanto de Deus recebia a palavra para lhes falar. E o ato de Moisés também era significativo, mostrando que Deus tinha o seu destino em Suas mãos; enquanto nEle depositassem confiança, por eles combateria e lhes subjugaria os inimigos; mas, quando se deixassem de apegar a Ele, e confiassem em sua própria força, seriam mesmo mais fracos do que os que não tinham conhecimento de Deus, e os inimigos prevaleceriam contra eles.
Assim como os hebreus triunfavam quando Moisés estendia as mãos para o céu, e intercedia em favor deles, assim o Israel de Deus prevalece quando pela fé lança mão da força de seu poderoso Auxiliador. Todavia, a força divina deve ser combinada com o esforço humano. Moisés não acreditava que Deus vencesse os adversários deles enquanto Israel permanecesse inativo. Enquanto o grande líder pleiteava com o Senhor, Josué e os seus bravos seguidores faziam os maiores esforços para repelir os inimigos de Israel e de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 299.
31 de março – Pág. 96 – Duas Mãos Para Deus
E nós, na qualidade de cooperadores com Ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. II Coríntios 6:1.
O Senhor deu uma lição importante a Seu povo em todos os séculos quando a Moisés, no monte, deu instruções com respeito à construção do tabernáculo. Naquela obra, exigiu perfeição em cada detalhe. Moisés era versado em todo o saber dos egípcios; tinha conhecimento de Deus, e os propósitos divinos lhe haviam sido revelados em visões; mas não sabia fazer gravações nem bordar.
Israel fora conservado todos os seus dias em cativeiro no Egito, e embora houvesse entre eles homens hábeis, não tinham sido instruídos nas primorosas artes que eram exigidas na construção do tabernáculo. Sabiam fazer tijolos, mas não entendiam do trabalho em ouro ou prata. Como se deveria fazer a obra? …
Então o próprio Deus explicou como o trabalho deveria ser realizado. Indicou por nome as pessoas que desejava fizessem determinados trabalhos. Bezalel devia ser o arquiteto. Esse homem pertencia à tribo de Judá – tribo que Deus Se deleitava em honrar. …
“E eis que Eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado.” Êxodo 31:6. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 59 e 60.
Entre a multidão havia egípcios, que tinham agido como superintendentes dessa obra, e compreendiam cabalmente como devia ela ser feita. Mas a obra não dependia deles. O Senhor uniu-Se aos agentes humanos, dando-lhes sabedoria para trabalharem habilmente. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.
A habilidade nas artes comuns é dom de Deus, o qual provê, tanto o dom, como a sabedoria para o empregar devidamente. Obreiros Evangélicos, pág. 236.
A fim de que o tabernáculo terrestre pudesse representar o celestial, devia ser perfeito em todas as suas partes, e ser, em cada mínimo detalhe, semelhante ao modelo do Céu. Tal é o que se dá com o caráter dos que finalmente são aceitos à vista do Céu. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 60.
Orem os obreiros que se acham hoje ao serviço de Deus, orem pedindo dEle sabedoria e agudo espírito de previsão, a fim de que possam fazer com perfeição o seu trabalho. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.

Publicado em 03 - Março, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – fevereiro de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

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1º de fevereiro – Pág. 38 – Constrói uma Arca
Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra. Faze uma arca de tábuas de cipreste. Gênesis 6:13 e 14.
Deus deu a Noé as dimensões exatas da arca, e instruções explícitas com relação à sua construção em todos os pormenores. A sabedoria humana não poderia ter concebido uma estrutura de tão grande resistência e durabilidade. Fora Deus que fizera a planta da mesma, e Noé o construtor-chefe. Foi construída semelhante ao casco de um navio, para que pudesse flutuar sobre a água; mas nalguns sentidos muito mais se parecia com uma casa. … O material empregado na construção da arca era o cipreste, ou madeira de Gofer, a qual estaria isenta de apodrecimento durante centenas de anos. A edificação desta imensa arca foi uma operação lenta, trabalhosa. Patriarcas e Profetas, págs. 92 e 95.
Os homens que viviam naquele tempo eram de estatura muito grande e possuíam força espantosa. As árvores eram muito maiores, e sobrepujavam em beleza e proporções perfeitas a tudo que os mortais possam contemplar hoje. A madeira dessas árvores era de fibra fina e substância dura, mais semelhantes, nesse sentido, à pedra. Exigia muito mais tempo e trabalho, mesmo para aquela raça poderosa, preparar a madeira para construção, do que nesta época degenerada se requer para preparar árvores, que agora crescem na terra, – embora sejam mais débeis as forças que possuem os homens de hoje. Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 61.
Cada peça de madeira foi cuidadosamente ajustada e todas as juntas cobertas com piche. Tudo o que o homem podia fazer se fez, para tornar perfeito o trabalho; e, afinal, depois de tudo isso, unicamente Deus podia preservar a arca sobre furiosas e altas ondas, pelo Seu miraculoso poder. História da Redenção, pág. 64.
Metusalém e seus filhos e netos, viviam na época da construção da arca. Eles, com alguns outros, receberam instruções de Noé e ajudaram-no a construir a arca. Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 59 e 60.
Enquanto Noé estava a apregoar sua mensagem de advertência ao mundo, suas obras testificavam de sua sinceridade. Assim foi que sua fé se aperfeiçoou, e se evidenciou. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente o que Deus diz. Tudo quanto possuía, empregou na arca. … Cada pancada desferida na arca era um testemunho para o povo. Patriarcas e Profetas, pág. 95.
2 de fevereiro – Pág. 39 – Seguros no Interior da Arca
Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração. Gênesis 7:1.
Noé tinha fielmente seguido as instruções dadas por Deus. A arca estava concluída em todas as suas partes, exatamente como Deus determinara, e estava provida de alimento para o homem e os animais. E agora o servo de Deus fez o seu último e solene apelo ao povo. Com um desejo angustioso, que as palavras não podem exprimir, solicitou que buscassem refúgio enquanto ainda se poderia achar. De novo rejeitaram suas palavras, e levantaram a voz em zombaria e escárnio. Subitamente veio silêncio sobre a turba zombadora. Animais de toda a espécie, os mais ferozes bem como os mais mansos, foram vistos vindo das montanhas e florestas, e encaminhando-se silenciosamente para a arca. Ouviu-se o rumor de um vento impetuoso, e eis que aves estavam a ajuntar-se de todos os lados, escurecendo-se o céu pela sua quantidade; e em perfeita ordem passaram para a arca. Os animais obedeciam ao mandado de Deus, enquanto os homens eram desobedientes. Patriarcas e Profetas, págs. 97 e 98.
Quando viram os animais vindo da floresta para a porta da arca, e Noé os acolher, eles por tanto tempo haviam resistido à mensagem que Deus lhes dera, negando-a, que… a consciência não se impressionava mais. Carta 108, 1896.
A misericórdia havia cessado os seus rogos pela raça culpada. Os animais do campo e as aves do céu tinham entrado no lugar de refúgio. Noé e sua casa estavam dentro da arca; “e o Senhor os fechou por fora”. Gênesis 7:16. … A porta maciça, que era impossível àqueles que dentro estavam fechar, girou vagarosamente ao seu lugar por meio de mãos invisíveis. Noé ficou encerrado, e os que rejeitaram a misericórdia de Deus, excluídos. O selo do Céu estava naquela porta; Deus a havia fechado, e somente Deus a poderia abrir. Assim, quando Cristo terminar Sua intercessão pelo homem culpado, antes de Sua vinda nas nuvens do céu, fechar-se-á a porta da misericórdia. A graça divina não mais restringirá os ímpios, e Satanás terá pleno domínio sobre aqueles que rejeitaram a misericórdia. Esforçar-se-ão por destruir o povo de Deus, mas como Noé estava abrigado na arca, assim os justos estarão protegidos pelo poder divino. Patriarcas e Profetas, pág. 98.
3 de fevereiro – Pág. 40 – Depois de Sete Dias
E aconteceu que, depois de sete dias, vieram sobre a Terra as águas do dilúvio. Gênesis 7:10.
Durante sete dias depois que Noé e sua família entraram na arca, não apareceu sinal da tempestade vindoura. Fora durante este tempo provada a sua fé. Foi um tempo de triunfo para o povo, lá fora. A aparente demora confirmava-os na crença de que a mensagem de Noé era uma ilusão, e de que o dilúvio jamais viria. Apesar das cenas solenes que haviam testemunhado… continuaram eles ainda com seu divertimento e orgia, fazendo mesmo zombaria daquelas assinaladas manifestações do poder de Deus. Reuniam-se em multidões em redor da arca, escarnecendo dos que dentro se encontravam, com uma arrogante violência a que nunca antes se haviam arriscado. Patriarcas e Profetas, págs. 98 e 99.
Ao final de sete dias começaram a juntar-se nuvens. Isso foi novidade aos seus olhos, pois o povo nunca vira nuvens. … Logo começou a cair chuva. Ainda o povo procurou convencer-se de que isso não era coisa muito alarmante. … Por algum tempo a terra absorveu a chuva; mas logo a água começou a subir, e dia a dia maior altura alcançava. Cada manhã, quando viam que a chuva caía ainda, olhavam uns aos outros em desespero, e noite após noite repetiam as palavras: “Ainda chovendo!” Signs of the Times, 10 de abril de 1901.
O povo viu a princípio a destruição das obras de suas mãos. Seus esplêndidos edifícios, e os belos jardins e bosques em que haviam colocado seus ídolos, eram destruídos pelos raios do céu, e as ruínas se espalhavam por toda parte. …
O terror do homem e dos animais era indescritível. Por sobre o estrondo da tempestade, ouvia-se o pranto de um povo que tinha desprezado a autoridade de Deus. … Naquela terrível hora viram que a transgressão da lei de Deus determinara a sua ruína. Todavia, ao mesmo tempo em que pelo medo do castigo reconheciam o seu pecado, não sentiam verdadeira contrição, nem horror ao mal. Teriam voltado ao seu desafio ao Céu, caso houvesse sido removido o juízo.
Semelhantemente, quando os juízos de Deus caírem sobre a Terra, antes de seu dilúvio de fogo, os impenitentes saberão precisamente onde pecaram, e em que consiste seu pecado: o desprezo à Sua santa lei. Contudo, não terão o verdadeiro arrependimento mais do que tiveram os pecadores do mundo antigo. Patriarcas e Profetas, págs. 99 e 100.
4 de fevereiro – Pág. 41 – Como Foi nos Dias de Noé
Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. Lucas 17:26 e 27.
Deus não condenou os antediluvianos por comerem e beberem; dera-lhes os frutos da terra em grande abundância para suprirem suas necessidades físicas. Seu pecado consistia em tomar esses dons sem gratidão para com o Doador, e aviltar-se condescendendo com o apetite sem restrições. Era-lhes lícito casarem. O matrimônio estava dentro da ordem determinada por Deus; foi uma das primeiras instituições que Ele estabeleceu. Deu instruções especiais concernentes a esta ordenança, revestindo-a de santidade e beleza; estas instruções, porém, foram esquecidas, e o casamento foi pervertido, e feito com que servisse às paixões.
Uma idêntica condição de coisas existe hoje. Aquilo que em si mesmo é lícito, é levado ao excesso. O apetite é satisfeito sem restrições. … Multidões não se sentem sob qualquer obrigação moral de reprimirem seus desejos sensuais, e tornam-se escravos da luxúria. Os homens estão vivendo para os prazeres dos sentidos, para este mundo e para esta vida unicamente. … O quadro que a Inspiração nos deu do mundo antediluviano representa mui verdadeiramente a condição a que rapidamente a sociedade moderna caminha. …
Estando a encerrar-se o seu tempo de graça, entregavam-se os antediluvianos a divertimentos e festas empolgantes. Os que possuíam influência e poderio aplicavam-se em conservar a mente do povo ocupada com júbilo e prazer, para que não acontecesse alguém ficar impressionado pela última e solene advertência. Patriarcas e Profetas, págs. 101-103.
Antes do dilúvio, Deus enviou Noé para advertir o mundo, a fim de que o povo pudesse ser levado ao arrependimento, e assim escapar da destruição ameaçada. Ao aproximar-se o tempo do segundo aparecimento de Cristo, o Senhor envia Seus servos com uma advertência ao mundo para que este se prepare para aquele grande acontecimento. Multidões têm estado a viver em transgressão à lei de Deus, e agora Ele, misericordiosamente, os chama para obedecerem aos Seus sagrados preceitos. A todos os que abandonarem seus pecados pelo arrependimento para com Deus e fé em Cristo, se oferece o perdão. Patriarcas e Profetas, pág. 102.
5 de fevereiro – Pág. 42 – Deus Desce Para Ver
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a Terra. Gênesis 11:4.
Durante algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas onde a arca repousara. Aumentando o seu número, a apostasia logo determinou a divisão. Aqueles que desejavam esquecer-se de seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino e exemplos de seus companheiros tementes a Deus; e depois de algum tempo resolveram separar-se dos adoradores de Deus. Portanto viajaram para a planície de Sinear, nas margens do rio Eufrates. … Ali resolveram edificar uma cidade, e nela uma torre de altura tão estupenda que havia de torná-la uma maravilha do mundo. …
Os moradores da planície de Sinear não criam no concerto de Deus de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra. Muitos deles negavam a existência de Deus, e atribuíam o dilúvio à operação de causas naturais. Outros criam em um Ser supremo, e que fora Ele que destruíra o mundo antediluviano; e seu coração, como o de Caim, ergueu-se em rebelião contra aquele Ser. Um objetivo que tinham na construção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito maior do que a que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam certificar-se da causa do dilúvio. …
Há edificadores de torre em nosso tempo. Os incrédulos constroem suas teorias pelas supostas deduções da Ciência, e rejeitam a Palavra revelada de Deus. … No professo mundo cristão, muitos se desviam dos claros ensinos da Bíblia, e edificam um credo com especulações humanas e fábulas aprazíveis; e apontam para a sua torre como um caminho para subir ao Céu. …
O tempo do juízo de Deus está próximo. O Altíssimo descerá para ver o que os filhos dos homens têm edificado. Revelar-se-á Seu poder soberano; derribar-se-ão as obras do orgulho humano. Patriarcas e Profetas, págs. 118, 119, 123 e 124.
6 de fevereiro – Pág. 43 – Confusos e Espalhados
Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra; e cessaram de edificar a cidade. Gênesis 11:8.
Os habitantes da planície de Sinear estabeleceram seu reino para exaltação própria, não para glória de Deus. Se tivessem tido êxito, uma grande potência teria dominado, banindo a justiça e fundando uma nova religião. O mundo teria ficado desmoralizado. … Deus, porém, jamais deixa o mundo sem testemunhas Suas. Havia naquele tempo homens que se humilharam diante de Deus e clamaram a Ele. “Ó Deus”, imploravam eles, “interpõe-Te entre a Tua causa e os planos e métodos dos homens!” Testimonies, vol. 8, págs. 213 e 214.
Quando a torre se completara parcialmente, parte dela foi ocupada como habitação de seus construtores; outros compartimentos, esplendidamente aparelhados e ornamentados, eram dedicados a seus ídolos. …
Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos edificadores. A torre havia alcançado uma grande altura, e era impossível aos trabalhadores no cimo comunicar-se diretamente com os que estavam na base; portanto foram estacionados homens em diferentes pontos, devendo cada um receber os pedidos de material de que se necessitava, ou outras instruções relativas à obra, e transmiti-las ao que estava imediatamente abaixo. Passando assim os avisos de um para o outro, foi confundida a língua, de modo que se pedia material de que não havia necessidade, e as instruções transmitidas eram muitas vezes o contrário das que tinham sido dadas. Seguiram-se a confusão e o desânimo. Todo o trabalho paralisou-se. …
Até aquele tempo todos os homens falavam a mesma língua; agora, aqueles que compreendiam a fala uns dos outros, uniram-se em grupos; alguns foram para um lado, outros para outro. “O Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra.” Gênesis 11:8. Esta dispersão foi o meio de povoar a Terra; e assim o propósito do Senhor se cumpriu pelo próprio meio que os homens haviam empregado para impedir a sua realização. Patriarcas e Profetas, págs. 119 e 120.
Nos nossos dias, o Senhor deseja que o Seu povo fique disperso sobre a Terra. Não devem agrupar-se. Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15. Vida no Campo, pág. 32.
7 de fevereiro – Pág. 44 – Sem Questionar
Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Hebreus 11:8.
Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo. Mesmo a casa de seu pai, pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado, estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam, e “serviram a outros deuses” (Josué 24:2) em vez de Jeová. …
Veio a Abraão a mensagem de Deus: “Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei”. Gênesis 12:1. A fim de que Deus o pudesse habilitar para a sua grande obra, como guardador dos oráculos sagrados, Abraão devia desligar-se das relações de sua vida anterior. … Aquela obediência expedita de Abraão é uma das provas mais notáveis de fé a serem encontradas em toda Bíblia. …
Não fora uma pequena prova aquela a que foi assim submetido Abraão, nem pequeno o sacrifício que dele se exigira. Fortes laços havia para o prender ao seu país, seus parentes, seu lar. Ele, porém, não hesitou em obedecer ao chamado. Não teve perguntas a fazer concernentes à terra da promessa – se o solo era fértil, e o clima saudável, se o território oferecia um ambiente agradável, e proporcionaria oportunidades para se acumularem riquezas. Deus falara, e Seu servo devia obedecer; o lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele se achasse.
Muitos ainda são provados como o foi Abraão. … Pode ser-lhes exigido abandonarem uma carreira que promete riqueza e honra, deixarem associações agradáveis e proveitosas, e separarem-se dos parentes, para entrarem naquilo que parece ser apenas uma senda de abnegação, dificuldades e sacrifícios. Deus tem uma obra para eles fazerem. …
Quem está pronto, ao chamado da Providência, para renunciar planos acariciados e relações familiares? Quem aceitará novos deveres e entrará em campos não experimentados…? Aquele que deseja fazer isto tem a fé de Abraão, e com ele partilhará daquele “peso eterno de glória mui excelente” (II Coríntios 4:17), com o qual “as aflições deste tempo presente não são para comparar”. Romanos 8:18. Patriarcas e Profetas, págs. 125-127.
8 de fevereiro – Pág. 45 – Há Razão
Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. I Pedro 1:7.
Abraão continuou a viajar para o Sul; e de novo foi provada sua fé. Os céus retiveram a chuva, cessaram os ribeiros de correr nos vales, e a relva secou-se nas planícies. Os rebanhos e gado não encontravam pasto, e a morte pela fome ameaçava todo o acampamento. Não pôs agora o patriarca em dúvida a direção da Providência? Não retrocedeu ele os seus olhares saudosos para a abundância das planícies da Caldeia? Todos estavam avidamente atentos para ver o que Abraão faria, ao sobrevir-lhe dificuldade após dificuldade. Enquanto sua confiança pareceu estar inabalável, pressentiam que havia esperança. …
Abraão não podia explicar a direção da Providência; não realizara as suas expectativas; mas mantinha com firmeza a promessa: “Abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”. Gênesis 12:2. Com oração fervorosa considerava ele como preservar a vida de seu povo e de seus rebanhos, mas não consentia que as circunstâncias lhe abalassem a fé na Palavra de Deus. Para escapar da fome desceu ao Egito. Não abandonou Canaã, nem, em sua situação angustiosa, voltou para a Caldeia, donde viera, e onde não havia falta de pão; mas buscou um refúgio temporário tão perto quanto possível da terra da promessa, tencionando voltar em breve para o lugar em que Deus o colocara.
O Senhor em Sua providência trouxera esta prova a Abraão a fim de lhe ensinar lições de submissão, paciência e fé. …
Deus permite que as provações assaltem Seu povo, a fim de que pela sua constância e obediência possam eles mesmos enriquecer espiritualmente, e possa o seu exemplo ser uma fonte de força aos outros. “Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal.” Jeremias 29:11. As mesmas provações que da maneira mais severa provam a nossa fé, e fazem parecer que Deus nos abandonou, devem levar-nos para mais perto de Cristo, para que possamos depor todos os nossos fardos a Seus pés, e experimentar a paz que Ele, em troca, nos dará. Patriarcas e Profetas, págs. 128 e 129.
9 de fevereiro – Pág. 46 – Deus Protege os Seus
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos Meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. Salmos 105:14 e 15.
É por meio de transes severos, probantes, que Deus disciplina Seus servos. Ele vê que alguns têm capacidades que poderão ser empregadas no avançamento de Sua obra, e põe tais pessoas à prova; em Sua providência Ele as leva a posições que provem seu caráter, e revelem defeitos e fraquezas que têm estado ocultas ao seu próprio conhecimento. Dá-lhes oportunidade para corrigirem tais defeitos e adaptarem-se ao Seu serviço. Mostra-lhes suas fraquezas, e os ensina a buscar nEle o apoio; pois que Ele é o seu único auxílio e salvaguarda. Assim é alcançado o Seu objetivo. São educados, adestrados, disciplinados, preparados para desempenharem o grandioso propósito para o qual lhes foram dadas as suas capacidades. …
Durante sua permanência no Egito, Abraão deu prova de que não estava livre de fraqueza e imperfeição humana. Ocultando o fato de que Sara era sua esposa, evidenciou desconfiança no cuidado divino, falta daquela fé e coragem sublime tão frequente e nobremente exemplificada em sua vida. … Raciocinou que não seria culpado de falsidade ao apresentar Sara como sua irmã; pois que era filha de seu pai, posto que não de sua mãe. Mas esta ocultação da verdadeira relação entre eles, era engano. Nenhum desvio da estrita integridade pode encontrar a aprovação de Deus. Devido à falta de fé por parte de Abraão, Sara foi posta em grande perigo. O rei do Egito, sendo informado de sua beleza, fez com que ela fosse levada ao seu palácio, tencionando fazer dela sua esposa. Mas o Senhor, em Sua grande misericórdia, protegeu a Sara, enviando juízos sobre a casa real. …
A advertência feita a Faraó demonstrou ser uma proteção para Abraão em suas relações posteriores com os povos gentios; … viu-se que o Deus que Abraão adorava, protegeria a Seu servo, e que qualquer mal a ele feito seria vingado. Coisa perigosa é ocasionar dano a um dos filhos do Rei do Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 129-131.
10 de fevereiro – Pág. 47 – Mantendo a Paz
Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda. Gênesis 13:8 e 9.
Abraão voltou para Canaã “muito rico em gado, em prata, e em ouro”. Gênesis 13:1-9. Ló ainda estava com ele, e novamente vieram a Betel, e armaram suas tendas ao lado do altar que haviam construído anteriormente. Logo acharam que os bens acrescentados traziam maiores dificuldades. Em meio de dificuldades e provações tinham morado juntos, em harmonia, mas em sua prosperidade havia perigo de contenda entre eles. Os pastos não eram suficientes para os rebanhos e gado de ambos. … Era claro que deviam separar-se. Abraão era superior a Ló em idade, e em parentesco, riqueza e posição; no entanto foi o primeiro a propor planos para conservarem a paz. Se bem que a terra toda lhe houvesse sido dada pelo próprio Deus, cortesmente declinou de seu direito. …
Aqui se ostentou o nobre e abnegado espírito de Abraão. Quantos, em circunstâncias idênticas, não se apegariam com todo o risco aos seus direitos e preferências individuais! Quantos lares não se têm desta maneira esfacelado. Quantas igrejas não se têm desagregado, tornando a causa da verdade objeto de zombaria e injúria entre os ímpios! “Não haja contenda entre mim e ti”, disse Abraão, “porque irmãos somos”, não somente pelo parentesco natural, mas como adoradores do verdadeiro Deus. Os filhos de Deus, pelo mundo inteiro, são uma família, e o mesmo espírito de amor e conciliação os deve governar. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10) – é o ensino de nosso Salvador. A cultura de uma cortesia uniforme, de uma disposição para fazer aos outros conforme desejaríamos que nos fizessem, extinguiria a metade dos males da vida. O espírito de engrandecimento próprio é o espírito de Satanás; mas o coração em que o amor de Cristo é acalentado, possuirá aquela caridade que não busca o seu próprio proveito. Tal coração dará atenção ao mandado divino: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Filipenses 2:4. Patriarcas e Profetas, págs. 132 e 133.
11 de fevereiro – Pág. 48 – Rumo de Sodoma
Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor. Gênesis 13:12 e 13.
A região mais fértil de toda a Palestina era o vale do Jordão. … Havia também cidades, ricas e belas, convidando ao comércio lucrativo em seus concorridos mercados. Deslumbrado pela visão de proveitos mundanos, Ló não tomou em consideração os males morais e espirituais, que ali se encontrariam. … Ele “escolheu para si toda a campina do Jordão”, e “armou as suas tendas até Sodoma”. Quão pouco previu ele os terríveis resultados daquela escolha egoísta! Patriarcas e Profetas, pág. 133.
Ló escolheu Sodoma para sua morada, porque viu que oferecia vantagens do ponto de vista mundano. Mas, depois de ali se estabelecer, e enriquecer em tesouros terrestres, convenceu-se de que cometera um erro em não tomar em consideração o estado moral da sociedade em meio da qual ia fundar seu lar.
Os habitantes de Sodoma eram corruptos; conversação vil saudavam-lhe os ouvidos diariamente, e sua alma justa afligia-se com a violência e o crime, que era impotente para impedir. Seus filhos iam-se tornando tais quais aquela gente ímpia, pois a associação com eles pervertera-lhes a moral. Tomando em conta tudo isso, as riquezas mundanas que juntara pareciam-lhe pequeninas, não valendo o preço que por elas pagara. Vastas eram suas relações de família, visto como os filhos se haviam casado com sodomitas. Afinal acendeu-se a indignação do Senhor contra os ímpios habitantes da cidade, e anjos de Deus visitaram Sodoma para retirar a Ló, a fim de que não perecesse ao ser destruída a cidade. Testimonies, vol. 4, pág. 110.
A influência de sua esposa e as relações entretidas naquela ímpia cidade, tê-lo-iam levado a apostatar de Deus, se não tivesse sido a instrução fiel que cedo recebera de Abraão. O casamento de Ló e sua escolha de Sodoma como residência, foram os primeiros elos em uma cadeia de acontecimentos repletos de males para o mundo durante muitas gerações. Patriarcas e Profetas, pág. 174.
É o propósito de Satanás atrair os homens e mulheres para as cidades, e para alcançar seu objetivo, inventa toda sorte de novidades e divertimentos, toda espécie de estímulos. E as cidades da Terra, hoje, vão-se tornando como as cidades de antes do dilúvio. …
Outra vez dizemos: “Saí das cidades.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 355 e 356.
12 de fevereiro – Pág. 49 – Um Lar que Deus Possa Abençoar
Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo. Gênesis 18:19.
À vista de Deus, o homem é justamente o que é em companhia da família. A vida de Abraão, o amigo de Deus, era assinalada por uma estrita consideração à palavra do Senhor. Ele cultivava a religião doméstica. O temor do Senhor permeava seu círculo doméstico. Ele era o sacerdote de seu lar. Considerava sua família como um legado sagrado. Sua casa contava mais de mil pessoas, e guiava a todos, pais e filhos, para o divino Soberano. Não permitia opressão por parte dos pais, por um lado, nem a desobediência filial, por outro. Pela influência combinada de amor e justiça, governava seu lar no temor de Deus, e o Senhor deu testemunho de sua fidelidade. Carta 144, 1902.
“Para que ordene… sua casa.” Gênesis 18:19. Não havia pecaminosa negligência quanto a restringir as más propensões de seus filhos, nada de fraco, desavisado e indulgente favoritismo, nada de ceder suas convicções quanto ao dever, às exigências de uma afeição mal compreendida. Abraão não só dava a devida instrução, mas mesmo mantinha a autoridade de leis justas e honestas.
Quão poucos existem, em nossos dias, que seguem esse exemplo! Da parte de muitíssimos pais existe um sentimentalismo cego e egoísta, que se manifesta em deixar os filhos, com seu juízo em formação e inclinações indisciplinadas, ao controle de sua própria vontade. Esta é a maior crueldade que se possa fazer aos jovens, e um grande erro para o mundo. A condescendência paterna causa desordens em famílias e na sociedade. Confirma nos jovens o desejo de seguir a inclinação, em vez de submeter-se ao que Deus requer. Manuscrito 22, 1904.
Tanto os pais como os filhos pertencem a Deus, para serem por Ele dirigidos. Mediante a afeição e a autoridade combinadas, Abraão governou sua casa. A Palavra de Deus nos dá regras para nossa orientação. Essas regras constituem a norma da qual não nos podemos desviar, se quisermos seguir o caminho do Senhor. A vontade de Deus tem de ser soberana. A pergunta que nos devemos fazer não é: Que fizeram os outros? Que pensarão meus parentes? ou: Que dirão eles de mim, se eu sigo este procedimento? Mas sim: Que disse Deus? Nem pais nem filhos podem na verdade prosperar em qualquer rumo, a não ser no caminho do Senhor. Testimonies, vol. 5, pág. 548.
13 de fevereiro – Pág. 50 – Hospedando Estranhos
Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos. Hebreus 13:2.
Deus conferiu grande honra a Abraão. Anjos do Céu andavam e falavam com ele como faz um amigo a outro. Quando juízos estavam para cair sobre Sodoma, este fato não lhe foi oculto e ele se tornou intercessor junto a Deus pelos pecadores. Sua entrevista com os anjos apresenta também um belo exemplo de hospitalidade. Patriarcas e Profetas, pág. 138.
Vemos o patriarca, nos registros do Gênesis, na hora calmosa do dia, descansando à porta de sua tenda, à sombra dos carvalhais do Manre. Passam perto três viajantes. Não fazem nenhuma solicitação de hospitalidade, de nenhum favor; mas Abraão não lhes permite continuar o caminho sem se refrigerarem. É um homem idoso, revestido de dignidade e riqueza, pessoa altamente honrada e habituada a mandar; todavia, ao ver esses estranhos, “correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra”. Dirigindo-se ao principal, disse: “Meu Senhor, se agora tenho achado graça nos Teus olhos, rogo-Te que não passes de Teu servo.” Gênesis 18:2 e 3. Trouxe com as próprias mãos água para que eles lavassem de seus pés o pó da viagem. Ele próprio escolheu-lhes o alimento; enquanto descansavam à fresca sombra, Sara, sua esposa, preparou-se para os hospedar, e Abraão ficou respeitosamente ao lado deles enquanto lhe recebiam a hospitalidade. Mostrou-lhes essa bondade como simples viajantes, estrangeiros em trânsito, os quais talvez nunca mais lhe cruzassem o caminho. Finda a hospitaleira refeição, porém, os hóspedes se revelaram. Ele servira, não apenas a anjos celestes, mas ao glorioso Comandante deles, a seu Criador, Redentor e Rei. E foram expostos a Abraão os conselhos do Céu, e ele foi chamado “o amigo de Deus”. …
O privilégio concedido a Abraão e a Ló, não nos é negado a nós. Mostrando hospitalidade aos filhos de Deus nós, também, podemos receber-Lhe os anjos em nossa morada. Mesmo nos dias atuais, anjos em forma humana entram no lar dos homens e são aí hospedados por eles. E os cristãos que vivem à luz do rosto de Deus estão sempre acompanhados por anjos invisíveis, e esses seres santos deixam após si uma bênção em nosso lar. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 568 e 569.
14 de fevereiro – Pág. 51 – Contagem Regressiva Para Sodoma
E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Longe de Ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio. … Não faria justiça o Juiz de toda a Terra? Gênesis 18:23 e 25.
Abraão tinha honrado a Deus, e o Senhor o honrou, dando-lhe parte em Seus conselhos e revelando-lhe Seus propósitos.
“Ocultarei Eu a Abraão o que faço?” disse o Senhor. … E o homem de fé pleiteou pelos habitantes de Sodoma. Uma vez ele os salvara com a espada; agora se esforçava por salvá-los pela oração. … Com profunda reverência e humildade insistiu em seu rogo. … Sendo ele próprio pecador, rogava em prol do pecador. Tal espírito devem possuir todos os que se aproximam de Deus. Abraão manifestava contudo a confiança de uma criança a rogar a seu amado pai. Achegou-se ao mensageiro celeste, e instou fervorosamente com a sua petição.
Conquanto Ló se tornasse morador em Sodoma, não participava da iniqüidade de seus habitantes. Abraão julgava que naquela populosa cidade deveria haver outros adoradores do verdadeiro Deus. … Abraão não pediu simplesmente uma vez, mas muitas vezes. Tornando-se mais ousado, ao serem satisfeitos os seus pedidos, continuou até obter certeza de que, se mesmo dez pessoas justas pudessem achar-se nela, a cidade seria poupada.
O amor pelas almas que pereciam, inspirava a oração de Abraão. Ao mesmo tempo em que lhe repugnavam os pecados daquela cidade corrupta, desejava que os pecadores pudessem salvar-se. Seu profundo interesse por Sodoma mostra a ansiedade que devemos experimentar pelos impenitentes. Devemos alimentar ódio ao pecado, mas piedade e amor para com o pecador.
Em redor de nós existem almas que descem à ruína, tão irremediável, tão terrível, como aquela que recaiu sobre Sodoma. Cada dia o tempo de graça de alguém se encerra. Cada hora alguns passam para além do alcance da misericórdia. E onde estão as vozes de aviso e rogo, mandando o pecador fugir desta condenação terrível? Onde estão as mãos estendidas para o fazer retroceder do caminho da morte? Onde estão os que com humildade e fé perseverante intercedem junto a Deus por ele? Patriarcas e Profetas, págs. 139 e 140.
15 de fevereiro – Pág. 52 – Ruas Inseguras
E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e, vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro. … E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite. Gênesis 19:1 e 2.
Ló, sobrinho de Abraão, conquanto houvesse estabelecido seu lar em Sodoma, estava possuído do espírito de bondade e hospitalidade do patriarca. Vendo ao cair da noite dois estrangeiros à porta da cidade, e conhecendo os perigos que certamente os assaltariam naquela ímpia cidade, Ló insistiu com eles para irem para sua casa. Não pensou absolutamente no perigo que poderia resultar para ele próprio e sua família. Fazia parte da obra de sua vida proteger os que corriam risco e cuidar dos que não tinham lar, e o ato bondosamente praticado para com dois desconhecidos viajantes, introduziu anjos em seu lar. Aqueles a quem ele procurou proteger, vieram a protegê-lo a ele próprio. Ao cair da noite, ele os levara à sua própria porta para pô-los em segurança; ao alvorecer eles o levaram, e a sua família, para fora da porta da cidade condenada, a fim de os pôr a salvo. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 568 e 569.
Ló não sabia do verdadeiro caráter deles, mas a polidez e a hospitalidade eram nele habituais; faziam parte de sua religião – lições que ele havia aprendido pelo exemplo de Abraão. Se ele não houvesse cultivado o espírito de cortesia, poderia ter sido deixado a perecer com o resto de Sodoma. Muita casa, fechando suas portas a um estranho, excluiu o mensageiro de Deus, que teria trazido bênção, esperança e paz.
Cada ato da vida, por pequeno que seja, tem sua influência para o bem ou para o mal. A fidelidade ou a negligência naquilo que aparentemente são os menores deveres, pode abrir a porta para as mais ricas bênçãos da vida ou para as suas maiores calamidades. São as pequenas coisas que provam o caráter. São os atos despretensiosos de abnegação diária, praticados com um coração prazenteiro e voluntário, que Deus aprova. Não devemos viver para nós mesmos, mas para outrem. E é apenas pelo esquecimento de nós mesmos, alimentando um espírito amorável, auxiliador, que podemos tornar nossa vida uma bênção. As pequenas atenções, as cortesias pequenas e singelas, muito representam no perfazer o total da felicidade da vida; e a negligência destas coisas constitui não pequena participação na desgraça humana. Patriarcas e Profetas, pág. 155.
16 de fevereiro – Pág. 53 – A Derradeira Noite
E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente. II Pedro 2:6.
As chamas que consumiram as cidades da planície derramaram sua luz de advertência, até mesmo aos nossos tempos. É-nos ensinada a lição terrível e solene de que, ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o ministério do juízo.
O Redentor do mundo declara que há maiores pecados do que aqueles pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqueles que ouvem o convite do evangelho chamando os pecadores ao arrependimento, e não o atendem, são mais culpados perante Deus do que o foram os moradores do vale de Sidim. E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária. À luz da advertência do Salvador, a sorte de Sodoma é um aviso solene… a todos que têm em pouca conta a luz e privilégios enviados pelo Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 162 e 165.
Os juízos de Deus dentro em breve serão derramados sobre a Terra. “Escapa-te por tua vida” (Gênesis 19:17), eis a advertência dos anjos de Deus. Outras vozes se ouvem, dizendo: “Não vos impressioneis; não existe motivo para alarma especial.” Os que, em Sião, se acham à vontade, clamam: “Paz e segurança!” (I Tessalonicenses 5:3) enquanto o Céu declara que está para vir sobre os transgressores rápida destruição. Os jovens, os frívolos, os amantes de prazeres, consideram essas advertências como fábulas vãs, e lhes volvem costas com um gracejo. Os pais inclinam-se a pensar que seus filhos vão muito bem, e todos continuam deixando o tempo. Assim foi ao ser destruído o mundo antigo, e quando Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo fogo. Na véspera de sua destruição, as cidades da planície tumultuavam em prazeres. Ló foi ridicularizado por seus temores e advertências. Mas foram aqueles escarnecedores que pereceram nas chamas. Naquela mesma noite a porta da misericórdia foi para sempre cerrada para os ímpios, descuidosos habitantes de Sodoma. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 75.
A mesma voz que advertiu a Ló de que devia abandonar Sodoma, ordena-nos: “Saí do meio deles, e apartai-vos, … e não toqueis nada imundo.” II Coríntios 6:17. Os que obedecem a esta advertência encontrarão um refúgio. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 354.
17 de fevereiro – Pág. 54 – Uma Advertência
Lembrai-vos da mulher de Ló. Lucas 17:32.
Mas um dos fugitivos aventurou-se a lançar um olhar para trás, para a cidade condenada, e se tornou um monumento do juízo de Deus. Se o próprio Ló não houvesse manifestado hesitação em obedecer à advertência do anjo, antes tivesse ansiosamente fugido para as montanhas, sem uma palavra de insistência ou súplica, sua esposa teria também podido escapar. A influência de seu exemplo tê-la-ia salvo do pecado que selou a sua sorte. Mas a hesitação e demora dele fizeram com que ela considerasse levianamente a advertência divina. Ao mesmo tempo em que seu corpo estava sobre a planície, o coração apegava-se a Sodoma, e ela pereceu com a mesma. Rebelara-se contra Deus porque Seus juízos envolviam na ruína as posses e os filhos. Posto que tão grandemente favorecida ao ser chamada da ímpia cidade, entendeu que era tratada severamente, porque a riqueza que tinha levado anos para acumular devia ser deixada para a destruição. Em vez de aceitar com gratidão o livramento, presunçosamente olhou para trás, desejando a vida daqueles que haviam rejeitado a advertência divina. Seu pecado mostrou ser ela indigna da vida, por cuja preservação tão pouca gratidão sentira.
Devemos estar apercebidos contra o tratar levianamente as providências graciosas de Deus para a nossa salvação. Há cristãos que dizem: “Não me incomodo com salvar-me, a menos que minha esposa e filhos se salvem comigo.” Acham que o Céu não seria Céu para eles, sem a presença dos que lhes são tão caros. Mas têm os que alimentam tais sentimentos uma concepção exata de sua relação para com Deus, em vista de Sua grande bondade e misericórdia para com eles? Esqueceram-se de que estão ligados, pelos mais fortes laços de amor, honra e lealdade, ao serviço de seu Criador e Redentor? Os convites de misericórdia são dirigidos a todos; e porque nossos amigos rejeitam o insistente amor do Salvador, desviar-nos-emos também? A redenção da alma é preciosa. Cristo pagou um preço infinito pela nossa salvação, e ninguém que aprecie o valor deste grande sacrifício, ou o preço de uma alma, desprezará a misericórdia de Deus, que se lhe oferece, porque outros preferem fazê-lo. Patriarcas e Profetas, págs. 161 e 162.
18 de fevereiro – Pág. 55 – País Melhor
Mas, agora, desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:16.
Quando Ló entrou em Sodoma, inteiramente se propunha ele conservar-se livre da iniquidade, e ordenar a sua casa depois dele. Mas, de maneira bem patente, fracassou. …
Muitos ainda estão cometendo erro semelhante. … Seus filhos se acham rodeados de tentações, e muitas vezes formam camaradagens que são desfavoráveis ao desenvolvimento da piedade e à formação de um caráter reto. A atmosfera de moralidade frouxa, de incredulidade, de indiferença às coisas religiosas, tem uma tendência para contrariar a influência dos pais. Exemplos de rebelião contra a autoridade paternal, e divina, estão sempre diante dos jovens; muitos fazem amizades com ateus e incrédulos, e lançam sua sorte com os inimigos de Deus.
Ao escolhermos uma residência, Deus quer que consideremos antes de tudo as influências morais e religiosas que nos rodearão, a nós e a nossas famílias. Podemos achar-nos em situações probantes, pois que muitos não podem ter o seu ambiente conforme quereriam; e, onde quer que o dever nos chame, Deus nos habilitará a permanecer incontaminados, se orarmos e vigiarmos, confiando na graça de Cristo. Mas não devemos expor-nos desnecessariamente a influências desfavoráveis à formação de caráter cristão. …
Aqueles que procuram para seus filhos riquezas e honras mundanas, às expensas de seus interesses eternos, acharão no fim que estas vantagens são uma perda terrível. Semelhantes a Ló, muitos veem seus filhos na perdição, e apenas conseguem salvar sua própria alma. Perde-se o trabalho de sua vida; esta é um triste malogro. Se tivessem exercido verdadeira sabedoria, seus filhos poderiam ter tido menos prosperidade mundana, mas ter-se-iam assegurado um título à herança imortal.
A herança que Deus prometeu a Seu povo não está neste mundo. …
Devemos morar neste mundo como peregrinos e estrangeiros se quisermos alcançar uma pátria “melhor, isto é, a celestial”. Hebreus 11:16. Patriarcas e Profetas, págs. 168-170.
19 de fevereiro – Pág. 56 – Nada Demasiado Precioso
Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito, … considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. Hebreus 11:17 e 18.
Deus havia chamado Abraão para ser o pai dos fiéis, e sua vida devia ser um exemplo de fé para as gerações subsequentes. Mas sua fé não tinha sido perfeita. Mostrara falta de confiança em Deus, ocultando o fato de que Sara era sua esposa, e novamente com o seu casamento com Hagar. Para que atingisse a mais elevada norma, Deus o sujeitou a outra prova, a mais severa que o homem jamais foi chamado a suportar. Patriarcas e Profetas, pág. 147.
O Senhor lhe falou, dizendo: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas”, “e oferece-o ali em holocausto.” Gênesis 22:2. O coração do ancião paralisou-se de terror. A perda desse filho por doença teria sido um golpe duro àquele pai amoroso; ter-lhe-ia curvado a fronte embranquecida de tristeza. Mas agora eis que se lhe ordena derramar com as próprias mãos o precioso sangue daquele filho. Parecia-lhe terrível impossibilidade. Entretanto, Deus falara, e Sua palavra tinha de ser obedecida. Abraão era avançado em anos, mas isto não o escusou de cumprir o dever. Agarrou o bordão da fé, e em muda agonia tomou pela mão o filho, belo na rosada saúde da juventude, e saiu a obedecer à palavra de Deus. …
Abraão não se deteve a duvidar de como as promessas de Deus poderiam cumprir-se, uma vez morto Isaque. Não parou a arrazoar com o sofrido coração, mas executou a ordem divina ao pé da letra, até que, exatamente quando o cutelo estava para ser mergulhado nas trêmulas carnes do filho, veio a ordem: “Não estendas a tua mão sobre o moço”, “porquanto agora sei que temes a Deus e não Me negaste o teu filho, o teu único .” Gênesis 22:12. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 484 e 485.
Este ato de fé da parte de Abraão é registrado para nosso benefício. Ensina-nos a grande lição de confiança nas reivindicações de Deus, por mais rigorosas e pungentes que sejam; e isto ensina aos filhos perfeita submissão a seus pais e a Deus. Pela obediência de Abraão é-nos ensinado que coisa alguma é demasiado preciosa para darmos ao Senhor. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 353.
20 de fevereiro – Pág. 57 – Escolha de Esposa
Para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do Céu e da Terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho. Gênesis 24:3 e 4.
A fé habitual de Abraão em Deus, e sua submissão à vontade dEle, refletiam-se no caráter de Isaque; mas as afeições do jovem eram fortes, e ele era de uma disposição gentil e dócil. Unindo-se a alguém que não temesse a Deus, ele estaria em perigo de sacrificar os princípios por amor à harmonia. No espírito de Abraão, a escolha de uma esposa para seu filho era assunto de muita importância; estava desejoso de que ele se casasse com uma que não o afastasse de Deus. …
Abraão tinha notado o resultado dos casamentos mistos entre aqueles que temiam a Deus e os que O não temiam, desde os dias de Caim até o seu tempo. As consequências de seu próprio casamento com Hagar, e das alianças matrimoniais de Ismael e de Ló, estavam perante ele. Da falta de fé por parte de Abraão e Sara tinha resultado o nascimento de Ismael, mistura da semente justa com a ímpia. A influência do pai sobre seu filho era contrariada pela dos parentes idólatras da mãe, e pela ligação de Ismael com esposas gentias. …
A esposa de Ló foi mulher egoísta, irreligiosa, e sua influência exerceu-se no sentido de separar de Abraão o seu marido. A não ter sido por causa dela, Ló não teria permanecido em Sodoma, privado do conselho do patriarca sábio e temente a Deus. …
Pessoa alguma que tema a Deus, pode, sem perigo, ligar-se a outra que O não tema. “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” Amós 3:3. A felicidade e prosperidade da relação matrimonial depende da unidade dos cônjuges; mas entre o crente e o incrédulo há uma diferença radical de gostos, inclinações e propósitos. Estão a servir dois senhores, entre os quais não pode haver concórdia. Por mais puros e corretos que sejam os princípios de um, a influência de um companheiro ou companheira incrédula terá uma tendência para afastar de Deus. … A instrução do Senhor é: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis.” II Coríntios 6:14. Patriarcas e Profetas, págs. 171, 173-175.
21 de fevereiro – Pág. 58 – Casamento Feliz
O Senhor, Deus do Céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, Ele enviará o Seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho. Gênesis 24:7.
Isaque foi altamente honrado por Deus, sendo feito herdeiro das promessas pelas quais o mundo deveria ser bendito; entretanto, aos quarenta anos de idade, sujeitou-se ao ensino de seu pai ao designar seu servo experimentado e temente a Deus, a fim de escolher-lhe uma esposa. E o resultado daquele casamento, conforme é apresentado nas Escrituras, é um quadro terno e belo, de felicidade doméstica: “E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.” Gênesis 24:67.
Que contraste entre o procedimento de Isaque e o que é praticado pelos jovens de nossos tempos, mesmo entre os professos cristãos! Os jovens mui frequentemente acham que a entrega de suas afeições é uma questão na qual o eu apenas deveria ser consultado, questão esta que nem Deus nem os pais de qualquer modo deveriam dirigir. Muito antes de atingirem a idade de homens ou mulheres feitos, julgam-se competentes para fazerem sua escolha, sem o auxílio de seus pais. … Muitos assim fizeram naufragar sua felicidade nesta vida, e sua esperança da vida por vir. …
Os pais nunca devem perder de vista sua responsabilidade pela felicidade futura de seus filhos. O respeito de Isaque aos conselhos de seu pai foi o resultado do ensino que o habilitou a amar uma vida de obediência. Ao mesmo tempo em que Abraão exigia de seus filhos que respeitassem a autoridade paterna, sua vida diária testificava que essa autoridade não era um domínio egoísta ou arbitrário, mas que se fundava no amor, e tinha em vista o bem-estar e felicidade deles. Patriarcas e Profetas, págs. 175 e 176.Se há um assunto que deve ser cuidadosamente considerado, e no qual se deve procurar o conselho de pessoas mais velhas e experientes, é o do casamento; se a Bíblia já foi necessária como conselheira, se a direção divina em algum tempo deveria ser procurada em oração, é antes de dar um passo que liga pessoas entre si para toda a vida. Patriarcas e Profetas, pág. 175.
22 de fevereiro – Pág. 59 – Não Esconder a Religião
Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo. Filipenses 2:15.
Abraão era honrado pelas nações circunvizinhas como um poderoso príncipe, e chefe sábio e capaz. Ele não excluía de seus vizinhos a sua influência. Sua vida, bem como caráter, em assinalado contraste com a dos adoradores de ídolos, exercia uma influência eloquente em favor da verdadeira fé. Sua fidelidade para com Deus era inabalável, enquanto sua afabilidade e beneficência inspiravam confiança e amizade, e sua grandeza sem afetação impunha respeito e honra.
Não considerava sua religião como um tesouro precioso a ser guardado cuidadosamente, e unicamente desfrutado pelo seu possuidor. A verdadeira religião não pode assim ser tida; pois tal espírito é contrário aos princípios do evangelho. Enquanto Cristo habita no coração, é impossível esconder a luz de Sua presença, ou que aquela luz se enfraqueça. Ao contrário, tornar-se-á cada vez mais resplandecente, enquanto, dia após dia, os brilhantes raios do Sol da justiça dissipam as névoas do egoísmo e do pecado que envolvem a alma.
O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural. Patriarcas e Profetas, págs. 133 e 134.
23 de fevereiro – Pág. 60 – Gêmeos bem Diferentes
Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas. Gênesis 25:27.
Jacó e Esaú, os filhos gêmeos de Isaque, apresentam um notável contraste, tanto no caráter como na vida. … Esaú cresceu amando a satisfação própria, e centralizando todo o seu interesse no presente. Não tolerando restrições, deleitava-se na liberdade selvagem da caça, e cedo escolhera a vida de caçador. Contudo, era o favorito do pai. O pastor silencioso e amante da paz era atraído pela ousadia e vigor desse filho mais velho, que destemidamente percorria montanhas e desertos, voltando para casa com caça para seu pai, e com narrativas sensacionais de sua vida aventurosa.
Jacó, ponderado, diligente e cuidadoso, pensando sempre mais no futuro do que no presente, contentava-se com permanecer em casa, ocupado no cuidado dos rebanhos e no cultivo do solo. Sua paciente perseverança, economia e previsão eram apreciadas pela mãe. Suas afeições eram profundas e fortes, e suas atenções gentis e incansáveis contribuíam muito mais para a felicidade dela do que o fazia a amabilidade turbulenta e ocasional de Esaú. …
Jacó soubera por sua mãe da indicação divina de que a primogenitura lhe recairia, e encheu-se de um indescritível desejo de obter os privilégios que a mesma conferia. Não era a posse da riqueza de seu pai o que ele desejava ansiosamente; a primogenitura espiritual era o objeto de seu anelo. Ter comunhão com Deus, como fizera o justo Abraão, oferecer o sacrifício expiatório por sua família, ser o pai do povo escolhido, e do Messias prometido, e herdar a posse imortal que estava compreendida nas bênçãos do concerto – eis aí os privilégios e honras que acendiam os seus mais ardentes desejos. …
Mas, conquanto Jacó assim estimasse as bênçãos eternas mais do que as temporais, não tinha um conhecimento experimental do Deus a quem ele venerava. Seu coração não se havia renovado pela graça divina. Acreditava que a promessa relativa a si não se poderia cumprir enquanto Esaú retivesse os direitos de primogênito, e procurava constantemente descobrir um meio pelo qual pudesse conseguir a bênção que em tão pouca conta era tida por seu irmão, mas que para ele era tão preciosa. Patriarcas e Profetas, págs. 177-179.
24 de fevereiro – Pág. 61 – Inversão de Valores
Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura. Gênesis 25:34.
Esaú… não tinha amor à devoção nem inclinação para uma vida religiosa. Os requisitos que acompanhavam a primogenitura espiritual eram para ele uma restrição importuna e mesmo odiosa. A lei de Deus, que era a condição do concerto divino com Abraão, era considerada por Esaú como um jugo de escravidão. Propenso à satisfação própria, nada desejava tanto como a liberdade para fazer conforme lhe agradasse. Para ele, poderio e riquezas, festas e orgias, eram felicidade. Ele se gloriava na liberdade sem restrições de sua vida selvagem e errante. Patriarcas e Profetas, pág. 178.
Há muitíssimos que são semelhantes a Esaú. Representa ele uma classe de pessoas que tem ao seu alcance uma bênção especialmente valiosa: a herança imortal; uma vida que é tão duradoura como a vida de Deus, o Criador do Universo; felicidade imensurável; e um eterno peso de glória. Por tanto tempo, porém, condescenderam com os apetites, paixões e tendências, que se enfraqueceu sua faculdade de discernir e apreciar o valor das coisas eternas. Testimonies, vol. 2, págs. 38 e 39.
Esaú teve um desejo forte, especial, por uma determinada espécie de alimento, e por tanto tempo estava habituado a satisfazer o eu que não sentiu qualquer necessidade de fugir do prato tentador e cobiçado. Sobre ele pensou, nenhum esforço especial fazendo para restringir o apetite, até que o poder do apetite sobrepôs-se a qualquer outra consideração, e controlou-o, imaginando ele que sofreria grande prejuízo, até mesmo a morte, se não conseguisse esse determinado prato. Quanto mais nele pensava, mais seu desejo era fortalecido, até que sua primogenitura, que era coisa sagrada, perdeu para ele seu valor e santidade. Conselhos Sobre Saúde, pág. 110.
Esaú passou pela crise de sua vida sem o perceber. O que ele considerava coisa de pouca importância, foi o ato que revelou os traços de caráter que o dominavam. Mostrou sua escolha, mostrou a verdadeira estima em que tinha aquilo que era sagrado, e que devia ter sagradamente acariciado. Vendeu a primogenitura por um pequenino prazer, para satisfazer suas necessidades presentes, e isso determinou a sequência de sua vida. …
Esaú representa os que não provaram os privilégios que lhes cabem, para eles adquiridos por preço infinito, mas venderam amor do ganho. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.094 e 1.095.
25 de fevereiro – Pág. 62 – Primogenitura Negociada
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele tudo fará. Salmos 37:5.
Isaque amava Esaú mais do que a Jacó. Quando imaginou que estava perto da morte, pediu a Esaú que lhe preparasse um guisado de caça, para que pudesse abençoá-lo antes de morrer. … Rebeca ouviu as palavras de Isaque, e relembrou as palavras do Senhor: “O maior servirá ao menor” (Gênesis 25:23), e sabia que Esaú tinha considerado levianamente sua primogenitura, vendendo-a a Jacó. …
Rebeca tinha conhecimento da parcialidade de Isaque para com Esaú, e estava convencida de que argumentos não mudariam o seu propósito. Em vez de confiar em Deus, o Ordenador dos eventos, manifestou falta de fé persuadindo Jacó a ludibriar seu pai. …
Se Esaú tivesse recebido a bênção de seu pai, que era conferida ao primogênito, sua prosperidade só poderia ter vindo de Deus; e Ele tê-lo-ia abençoado com prosperidade ou atraído sobre ele adversidade, de acordo com seu procedimento. Se ele amasse e reverenciasse a Deus, como o justo Abel, poderia ser aceito e abençoado por Deus. Se, como o ímpio Caim, ele não tivesse respeito por Deus nem por Seus mandamentos, mas seguisse sua própria conduta corrupta, não receberia a bênção de Deus e seria rejeitado, como foi Caim. Se a conduta de Jacó fosse justa, se amasse e temesse a Deus, seria abençoado por Deus, e a mão prosperadora de Deus seria com ele, ainda que não obtivesse a bênção e os privilégios geralmente concedidos ao primogênito. História da Redenção, págs. 88 e 89.
Jacó e Rebeca foram bem-sucedidos em seu propósito, mas ganharam apenas inquietações e tristeza por seu engano. Deus declarara que Jacó receberia a primogenitura, e Sua palavra ter-se-ia cumprido ao tempo que Lhe aprouvesse, se tivessem pela fé esperado por Ele a fim de operar em favor deles. Mas, semelhantes a muitos que hoje professam ser filhos de Deus, não estiveram dispostos a deixar esta questão em Suas mãos. Rebeca arrependera-se amargamente do mau conselho que dera a seu filho; tal fora o meio de separá-lo dela, e nunca mais lhe viu o rosto. Patriarcas e Profetas, pág. 180.
26 de fevereiro – Pág. 63 – Amargo Preço
Não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou. Hebreus 12:17.
Apenas saíra Jacó da tenda de seu pai, entrou Esaú. Posto que ele houvesse vendido sua primogenitura, e confirmado esta transferência por meio de um juramento solene, estava agora resolvido a obter as bênçãos da mesma, sem tomar em consideração o direito de seu irmão. Com a primogenitura espiritual estava ligada a temporal, a qual lhe proporcionaria a chefia da família, e a posse de uma porção da riqueza de seu pai. Tais eram as bênçãos a que ele dava apreço. …
Esaú havia tido em pouca conta a bênção enquanto esta parecia ao seu alcance, mas desejava possuí-la agora que a mesma se havia dele retirado para sempre. Toda a força de sua natureza impulsiva e apaixonada despertou-se, e sua dor e raiva foram terríveis. Clamou com um brado excessivamente amargo: “Abençoa-me também a mim, meu pai.” Gênesis 27:38. …
A primogenitura que ele tão descuidadamente dera em troca, não a poderia readquirir agora. “Por um manjar”, ou seja, por uma satisfação momentânea do apetite, o qual nunca fora restringido, Esaú vendeu sua herança; mas, quando viu sua loucura, era demasiado tarde para recuperar a bênção. …
A Esaú não foi excluído o privilégio de buscar o favor de Deus pelo arrependimento; mas não podia encontrar meios para recuperar a primogenitura. Sua mágoa não se originava da convicção do pecado; não desejava reconciliar-se com Deus. Entristecia-se por causa dos resultados de seu pecado, mas não pelo próprio pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 180 e 181.
O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.
Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. Caminho a Cristo, pág. 23.
27 de fevereiro – Pág. 64 – Esperança Para um Fugitivo
E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Gênesis 28:12.
Ameaçado de morte pela ira de Esaú, Jacó saiu da casa de seu pai como fugitivo; mas levava consigo a bênção paterna; Isaque lhe havia renovado a promessa do concerto, e mandara-lhe como herdeiro da mesma, procurar uma esposa na família de sua mãe, na Mesopotâmia. Foi, todavia, com coração profundamente perturbado que Jacó partiu em sua viagem solitária. Apenas com um bastão na mão, teve de viajar centenas de quilômetros através de território habitado por tribos selvagens e errantes. Em seu remorso e timidez, procurou evitar os homens, com receio de que a pista lhe fosse descoberta pelo irado irmão. Temia que houvesse perdido para sempre a bênção que fora o propósito de Deus proporcionar-lhe; e Satanás estava a postos a fim de oprimi-lo com tentações. …
As trevas do desespero oprimiam-lhe a alma, e atrevia-se dificilmente a orar. Mas achava-se tão completamente só que sentiu necessidade da proteção de Deus, como nunca antes a sentira. Com pranto e profunda humilhação confessou seu pecado, e rogou uma prova de que ele não estava inteiramente abandonado. … Deus não abandonou Jacó. Sua misericórdia ainda se estendia a Seu servo, e errante e destituído de confiança. O Senhor, com compaixão, revelou precisamente o que Jacó necessitava – um Salvador. …
Cansado da jornada, o viajante deitou-se no chão, tendo uma pedra como travesseiro. Dormindo, viu uma escada, brilhante e resplendente, cuja base repousava na terra, enquanto o cimo alcançava o Céu. Por esta escada, anjos estavam a subir e a descer; por sobre ela estava o Senhor da glória. …
Jacó despertou do sono no profundo silêncio da noite. As formas resplandecentes da visão haviam desaparecido. Apenas o obscuro contorno das colinas solitárias, e acima delas, o céu resplendente de estrelas, encontravam agora o seu olhar. Tinha porém, uma intuição solene de que Deus estava com ele. Uma presença invisível enchia a solidão. “Na verdade o Senhor está neste lugar”, disse ele, “e eu não o sabia. … Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos Céus.” Gênesis 28:16 e 17. Patriarcas e Profetas, págs. 183 e 187.
28 de fevereiro – Pág. 65 – Devolver a Deus o que Lhe é Devido
E a pedra, que erigi por coluna, será a casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu Te darei o dízimo. Gênesis 28:22.
De acordo com o costume de comemorar acontecimentos importantes, Jacó construiu um memorial da misericórdia de Deus, para que quando quer que passasse por aquele caminho pudesse demorar-se naquele local sagrado para adorar ao Senhor. … Com profunda gratidão repetiu a promessa de que a presença de Deus seria com ele; e então fez este voto solene: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestidos para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo.” Gênesis 28:20-22.
Jacó não estava aqui a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao Autor de todas as nossas vantagens. O cristão deve muitas vezes rever sua vida passada, e relembrar com gratidão os preciosos livramentos que Deus operou em favor dele, amparando-o na provação, abrindo caminho diante dele quando tudo parecia escuro e vedado, refrigerando-o quando pronto a desfalecer. Deve reconhecê-los todos como provas do cuidado vigilante dos anjos celestiais. Em vista destas bênçãos inumeráveis, deve muitas vezes perguntar, com coração submisso e grato: “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?” Salmos 116:12.
Nosso tempo, nossos talentos, nossa propriedade devem ser, de maneira santa, dedicados Àquele que nos confiou estas bênçãos. Quando quer que um livramento especial seja operado em nosso favor, ou novas e inesperadas bênçãos nos são concedidas, devemos reconhecer a bondade de Deus não simplesmente exprimindo nossa gratidão com palavras, mas, como Jacó, por meio de dádiva e ofertas à Sua causa. Assim como estamos continuamente a receber as bênçãos de Deus, assim devemos estar continuamente a dar. Patriarcas e Profetas, págs. 187 e 188.

Publicado em 02 - Fevereiro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – janeiro de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

1º de janeiro – Pág. 7 – Para o Nosso Ensino
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4.
As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse na vida de homens bons, fatos que lhes maculam o caráter moral. … Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. …
É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras, o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. … Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! … Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne. …
Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos frequentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos prontos a renovar o conflito por nossa vez. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 435-437.
2 de janeiro – Pág. 8 – Há Esperança
Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. I Coríntios 10:11.
As murmurações do antigo Israel, e seu rebelde descontentamento, bem como os poderosos milagres operados em seu favor, e os castigos de sua idolatria e ingratidão, acham-se escritos para nosso benefício. O exemplo do antigo Israel é apresentado como advertência ao povo de Deus, a fim de evitarem a incredulidade e escaparem a Sua ira. Houvessem as iniquidades dos hebreus sido omitidas do registro sagrado, sendo contadas apenas suas virtudes, sua história deixaria de ensinar-nos a lição que ensina. …
Caso o povo de Deus reconhecesse Sua maneira de lidar com eles, e Lhe aceitassem os ensinos, encontrariam caminho reto para seus pés, e uma luz para guiá-los por entre as trevas e o desânimo. Davi aprendeu sabedoria do trato de Deus para com ele, e curvou-se humildemente sob o castigo do Altíssimo. O fiel retrato de sua verdadeira condição feito pelo profeta Natã, deu a Davi o conhecimento dos próprios pecados, e ajudou-o a afastá-los de si. Aceitou humildemente o conselho, e humilhou-se diante de Deus. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma”, exclama ele. Salmos 19:7.
Os pecadores arrependidos não têm motivo de desesperar-se por lhes serem lembradas suas transgressões e serem advertidos do perigo em que se encontram. Esses próprios esforços em seu favor, indicam quanto Deus os ama e deseja salvá-los. Só têm de seguir-Lhe os conselhos e fazer Sua vontade, para herdarem a vida eterna. Deus põe os pecados diante de Seu povo errante, a fim de que os vejam em toda a sua enormidade à luz da verdade divina. É seu dever então a eles renunciar para sempre.
Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado, como o era nos tempos patriarcais, de Davi e dos profetas e apóstolos. A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniquidades deles, deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas, e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 437 e 441.
3 de janeiro – Pág. 9 – Um Lugar na Linhagem
Os lábios do justo apascentam muitos. Provérbios 10:21.
Apesar da iniquidade que prevalecia, havia uma linhagem de homens santos que, elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus, viviam como que na companhia do Céu. Eram homens de sólido intelecto, de maravilhosas realizações. Tinham uma grande e santa missão: desenvolver um caráter de justiça, ensinar a lição da piedade, não somente para os homens de seu tempo, mas para as gerações futuras. Poucos apenas dos mais preeminentes são mencionados nas Escrituras, mas durante todos os séculos Deus teve fiéis testemunhas, adoradores dotados de corações sinceros. Patriarcas e Profetas, pág. 84.
Quantas vezes os que confiavam na Palavra de Deus, embora se encontrando literalmente desamparados, têm resistido ao poder do mundo inteiro! Eis Enoque, puro de coração e de vida santa, mantendo firme a sua fé na vitória da justiça contra uma geração corrupta e escarnecedora; Noé e sua casa contra os homens de sua época, homens da maior força física e mental, e da moral mais vil; os filhos de Israel junto ao Mar Vermelho, desamparada e aterrorizada multidão de escravos contra o mais poderoso exército da mais poderosa nação do globo; Davi, como um pastorzinho, tendo de Deus a promessa do trono, em oposição a Saul, o rei estabelecido e disposto a manter firmemente o seu poder; Sadraque e seus companheiros no fogo, e Nabucodonosor no trono; Daniel entre os leões e seus inimigos nos altos postos do reino; Jesus na cruz, e os sacerdotes e principais dos judeus forçando até o governador romano a fazer a vontade deles; Paulo em grilhões, conduzido à morte de criminoso, sendo Nero o déspota de um império mundial.
Tais exemplos não se encontram somente na Bíblia. São abundantes em todo o registro do progresso humano. Os valdenses e os huguenotes, Wycliffe e Huss, Jerônimo e Lutero, Tyndale e Knox, Zinzendorf e Wesley, com multidões de outros, têm testemunhado do poder da Palavra de Deus contra o poder e astúcia humanos em apoio do mal. Tais constituem a verdadeira nobreza do mundo. Tais são a sua linhagem real. Nesta linhagem a juventude de hoje é chamada a tomar lugar. Educação, págs. 254 e 255.
4 de janeiro – Pág. 10 – Que Espécie de Fruto?
Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam. Jó 4:8.
Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que as suas biografias. Estas diferem de todas as outras, visto serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer espírito finito interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outrem. Ninguém, a não ser Aquele que lê o coração, que pode divisar a fonte secreta dos intuitos e das ações, poderá com verdade absoluta delinear o caráter, ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Unicamente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.
Nenhuma verdade a Bíblia ensina mais claramente do que aquela segundo a qual o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos próprios pensamentos e ações.
“A maldição sem causa não virá.” Provérbios 26:2. “Dizei aos justos que bem lhes irá. … Ai do ímpio! Mal lhe irá, porque a recompensa das Suas mãos se lhe dará.” Isaías 3:10 e 11. “Ouve tu, ó Terra! Eis que Eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos.” Jeremias 6:19. Terrível é esta verdade, e profundamente deve ela ser gravada em nosso espírito. Cada ação se reflete sobre aquele que a pratica. Jamais um ser humano pode deixar de reconhecer, nos males que lhe infelicitam a vida, os frutos daquilo que ele próprio semeou. Contudo, mesmo assim, não nos achamos sem esperança. …
Jacó recorreu à fraude, e colheu os frutos do ódio de seu irmão. Durante vinte anos de exílio foi ele próprio lesado e defraudado. … Deus, porém, diz: “… Eu vejo os seus caminhos e os sararei. …” Isaías 57:18.
Jacó, em sua angústia, não desesperou. Havia-se arrependido e se esforçara por expiar a falta cometida para com seu irmão. E ao ser pela ira de Esaú ameaçado de morte, procurou o auxílio de Deus. “Lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe suplicou.” Oseias 12:4. … Quebrara-se o poder do mal em sua própria natureza; havia-se-lhe transformado o caráter. …
Deus não anula as Suas leis. Ele não age contrariamente às mesmas. Não desfaz a obra do pecado. Mas Ele transforma. Mediante Sua graça a maldição resulta em bênçãos. Educação, págs. 146-148.
5 de janeiro – Pág. 11 – A Imagem de Deus
Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27.
Depois que a Terra com sua abundante vida animal e vegetal fora suscitada à existência, o homem, a obra coroadora do Criador, e aquele para quem a linda Terra fora preparada, foi trazido em cena. A ele foi dado domínio sobre tudo que seus olhos poderiam contemplar. …
Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho “de Deus”. Lucas 3:38. …
Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade. Patriarcas e Profetas, págs. 44 e 45.
[Adão] Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. … Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza.
Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. História da Redenção, pág. 21.
6 de janeiro – Pág. 12 – Éden
Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Gênesis 2:15.
Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções, e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas aprazível e revigorante. Este belo jardim devia ser o seu lar.
Neste jardim o Senhor colocou árvores de toda variedade para utilidade e beleza. Havia árvores carregadas de luxuriantes frutos, de rica fragrância, belos aos olhos e agradáveis ao paladar, designados por Deus para alimento do santo par. Havia deleitosas vinhas que cresciam verticalmente, carregadas com o peso de seus frutos, diferentes de qualquer coisa que o homem tem visto desde a queda. Os frutos eram muito grandes e de coloração diversa; alguns quase negros, outros púrpura, vermelhos, rosados e verde-claros. Esses belos e luxuriantes frutos que cresciam sobre os ramos da videira foram chamados uvas. Eles não se espalhavam pelo chão, embora não suportados por grades, mas o peso dos frutos curvava-os para baixo. O feliz trabalho de Adão e Eva era moldar em belos caramanchéis os ramos das videiras, formando moradias de beleza natural, árvores vivas e folhagens, carregadas de fragrantes frutos. História da Redenção, págs. 21 e 22.
Era desígnio de Deus que o homem encontrasse felicidade no emprego de cuidar das coisas que Ele criara, e que Suas necessidades fossem satisfeitas com os frutos das árvores do jardim. …
Houvesse a felicidade consistido em não fazer coisa alguma, o homem, em seu estado de santa inocência, teria sido deixado sem ocupação. Porém Aquele que criou o homem sabia o que seria para sua felicidade; e tão depressa o havia criado, deu-lhe a obra que lhe era designada. A promessa de glória futura, e o decreto de que o homem precisa labutar pelo pão de cada dia, vieram do mesmo trono. O Lar Adventista, pág. 27.
7 de janeiro -Pág. 13 – Oportunidade de Escolha
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:17.
Nossos primeiros pais, se bem que criados inocentes e santos, não foram colocados fora da possibilidade de praticar o mal. … Deviam desfrutar comunhão com Deus e com os santos anjos; antes, porém, que pudessem tornar-se eternamente livres de perigo, devia ser provada sua fidelidade. No início mesmo da existência do homem, um empecilho fora posto ao desejo de satisfação própria, paixão fatal que jaz à base da queda de Satanás. A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. Ao mesmo tempo em que se lhes permitia comer livremente de todas as outras árvores, era-lhes proibido provar desta, sob pena de morte. Deviam também estar expostos às tentações de Satanás; mas, se resistissem à prova, seriam finalmente colocados fora de seu poder, para desfrutarem o favor perpétuo de Deus. …
Deus poderia ter criado o homem sem a faculdade de transgredir a Sua lei; poderia ter privado a mão de Adão de tocar no fruto proibido; neste caso, porém, o homem teria sido, não uma entidade moral, livre, mas um simples autômato. Sem liberdade de opção, sua obediência não teria sido voluntária, mas forçada. Não poderia haver desenvolvimento de caráter. … Seria indigna do homem como um ser inteligente, e teria apoiado a acusação, feita por Satanás, de governo arbitrário por parte de Deus.
Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou-o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida. …
Enquanto permanecessem fiéis à lei divina, sua capacidade para saber, vivenciar e amar, cresceria continuamente. Estariam constantemente a adquirir novos tesouros de saber, a descobrir novas fontes de felicidade, e a obter concepções cada vez mais claras do incomensurável, infalível amor de Deus. Patriarcas e Profetas, págs. 48, 49 e 51.
8 de janeiro – Pág. 14 – Uma Ajudadora
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Gênesis 2:18.
Depois da criação de Adão, toda criatura vivente foi trazida diante dele para receber seu nome; ele viu que a cada um fora dada uma companheira, mas que entre eles “não se achava adjutora que estivesse como diante dele”. Gênesis 2:20. Entre todas as criaturas que Deus fez sobre a Terra, não havia uma igual ao homem. E disse Deus: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”. Gênesis 2:18. O homem não foi feito para habitar na solidão; ele deveria ser um ente social. Sem companhia, as belas cenas e deleitosas ocupações do Éden teriam deixado de proporcionar perfeita felicidade. Mesmo a comunhão com os anjos não poderia satisfazer seu desejo de simpatia e companhia. Ninguém havia da mesma natureza para amar e ser amado.
O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma “adjutora” – ajudadora esta que lhe correspondesse – a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação. “Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta.” Efésios 5:29. “Portanto deixará o varão a seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gênesis 2:24.
Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o Criador do Universo. “Venerado… seja o matrimônio” (Hebreus 13:4); foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção; preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral. Patriarcas e Profetas, pág. 46.
9 de janeiro – Pág. 15 – A Tentação
É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Gênesis 3:1.
Ao homem, a obra coroadora da criação, Deus deu o poder de compreender o que Ele requer, a justiça e beneficência de Sua lei, e as santas reivindicações da mesma para com ele; e do homem se exige inabalável obediência.
Semelhantes aos anjos, os moradores do Éden haviam sido postos sob prova; seu feliz estado apenas poderia ser conservado sob a condição de fidelidade para com a lei do Criador. Poderiam obedecer e viver, ou desobedecer e perecer. …
Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim; junto dele estaria em menor perigo de tentação, do que se estivesse sozinha. Mas, absorta em sua aprazível ocupação, inconscientemente se desviou de seu lado. … Logo se achou a contemplar, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida. O fruto era muito belo, e ela perguntava a si mesma por que seria que Deus os privara do mesmo. Era então a oportunidade do tentador. Como se fosse capaz de distinguir as cogitações de seu espírito, a ela assim se dirigiu: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Gênesis 3:1. … O tentador insinuou que a advertência divina não devia ser efetivamente cumprida; destinava-se simplesmente a intimidá-los. …
Tal tem sido a obra de Satanás desde os dias de Adão até o presente, e com a mesma tem ele prosseguido com grande êxito. Ele tenta os homens a desconfiarem do amor de Deus, e a duvidarem de Sua sabedoria. Está constantemente procurando despertar um espírito de irreverente curiosidade, um inquieto, inquiridor desejo de penetrar os segredos da sabedoria e poder divinos. Em seus esforços para pesquisarem o que Deus foi servido recusar-lhes, multidões descuidam-se das verdades que Ele revelou, e que são essenciais para a salvação. …
Eva creu realmente nas palavras de Satanás, mas a sua crença não a salvou da pena do pecado. Descreu das palavras de Deus, e isto foi o que a levou à queda. No Juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade. Patriarcas e Profetas, págs. 52-55.
10 de janeiro – Pág. 16 – Usada por Satanás
E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Gênesis 3:6.
Havendo ela transgredido, tornou-se o agente de Satanás para efetuar a ruína de seu esposo. Em um estado de exaltação estranha e fora do natural, com as mãos cheias do fruto proibido, procurou a presença dele, e relatou tudo que ocorrera.
Uma expressão de tristeza sobreveio ao rosto de Adão. Mostrou-se atônito e alarmado. Às palavras de Eva replicou que isto devia ser o adversário contra quem haviam sido advertidos; e pela sentença divina ela deveria morrer. Em resposta insistiu com ele para comer, repetindo as palavras da serpente, de que certamente não morreriam. Ela raciocinava que isto deveria ser verdade, pois que não sentia evidência alguma do desagrado de Deus, mas ao contrário experimentava uma influência deliciosa, alegre, a fazer fremir toda a faculdade de uma nova vida, influência tal, imaginava ela, como a que inspirava os mensageiros celestiais.
Adão compreendeu que sua companheira transgredira a ordem de Deus, desrespeitara a única proibição a eles imposta como prova de sua fidelidade e amor. Teve uma terrível luta íntima. Lamentava que houvesse permitido desviar-se Eva de seu lado. Agora, porém, a ação estava praticada; devia separar-se daquela cuja companhia fora sua alegria. Como poderia suportar isto? Adão havia desfrutado da companhia de Deus e dos santos anjos. Havia olhado para a glória do Criador. Compreendia o elevado destino manifesto à raça humana, se permanecessem fiéis a Deus. Todavia, estas bênçãos todas foram perdidas de vista com o receio de perder ele aquela única dádiva, que, a seus olhos, sobrepujava todas as outras. O amor, a gratidão, a lealdade para com o Criador, tudo foi suplantado pelo amor para com Eva. Ela era uma parte dele, e ele não podia suportar a ideia da separação. … Resolveu partilhar sua sorte; se ela devia morrer, com ela morreria ele. Afinal, raciocinou, não poderiam ser verdadeiras as palavras da sábia serpente? Eva estava diante dele, tão bela, e aparentemente tão inocente como antes deste ato de desobediência. Exprimia maior amor para com ele do que antes. Nenhum sinal de morte aparecia nela, e ele se decidiu a afrontar as consequências. Tomou o fruto, e o comeu rapidamente. Patriarcas e Profetas, págs. 56 e 57.
11 de janeiro – Pág. 17 – Quando é Melhor não Conhecer
Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia. Eclesiastes 1:17.
Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Essa é a vestimenta que os transgressores da lei de Deus têm usado desde os dias da desobediência de Adão e Eva. … As folhas de figueira representam a roupagem usada para ocultar a desobediência. …
Mas a nudez do pecador não é encoberta. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.084.
Não tivessem Adão e Eva nunca desobedecido ao seu Criador, tivessem eles permanecido na vereda da perfeita retidão, e poderiam ter conhecido e compreendido a Deus. Mas quando ouviram a voz do tentador, e pecaram contra Deus, a luz das vestes da inocência celestial se afastou deles; e, separados das vestes da inocência, aconchegaram a si as negras vestes da ignorância a respeito de Deus. A clara e perfeita luz que até aí os tinha circundado tinha iluminado todas as coisas de que se aproximavam; mas, privados dessa luz celeste, a posteridade de Adão não pôde por mais tempo reconhecer o caráter de Deus em Suas obras criadas. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 291.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 446.
Século após século, a curiosidade dos homens os tem levado a procurar a árvore do conhecimento. E muitas vezes pensam eles estar colhendo fruto muito essencial quando, em realidade, é vaidade, é nada em comparação com a ciência da verdadeira santidade, a qual lhes abriria as portas da cidade de Deus. A ambição humana busca o conhecimento que lhes trará glória, exaltação própria e supremacia. Assim foram Adão e Eva influenciados por Satanás. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 12.
12 de janeiro – Pág. 18 – A Maldição
E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; … o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: … maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Gênesis 3:16 e 17.
Referiram-se a Eva a tristeza e a dor que deveriam dali em diante ser o seu quinhão. … Na criação Deus a fizera igual a Adão. Se houvessem eles permanecido obedientes a Deus – em harmonia com Sua grande lei de amor – sempre estariam em harmonia um com o outro; mas o pecado trouxera a discórdia, e agora poderia manter-se a sua união e conservar-se a harmonia unicamente pela submissão por parte de um ou de outro. Eva fora a primeira a transgredir; e caíra em tentação afastando-se de seu companheiro, contrariamente à instrução divina. Foi à sua solicitação que Adão pecou, e agora foi posta sob a sujeição de seu marido. …
Eva tinha sido perfeitamente feliz ao lado do esposo, em seu lar edênico; mas, semelhante às inquietas Evas modernas, lisonjeou-se com a esperança de entrar para uma esfera mais elevada do que aquela que Deus lhe designara. Tentando erguer-se acima de sua posição original, caiu muito abaixo da mesma. Idêntico resultado será alcançado por todas as que estão indispostas a assumir com bom ânimo os deveres da vida, de acordo com o plano de Deus. Em seus esforços para atingirem posições para as quais Ele não as adaptou, muitas estão deixando vago o lugar em que poderiam ser uma bênção. …
Quando Deus fez o homem, Ele o fez governador sobre a Terra e todas as criaturas viventes. Enquanto Adão permanecesse fiel ao Céu, toda a natureza estaria sob a sua sujeição. Quando, porém, se rebelou contra a lei divina, as criaturas inferiores ficaram em rebelião contra o seu domínio. Assim o Senhor, em Sua grande misericórdia, mostraria aos homens a santidade de Sua lei, e os levaria por sua própria experiência a ver o perigo de a pôr de lado, mesmo no mínimo grau.
E a vida de labutas e cuidados que dali em diante deveria ser o quinhão do homem, foi ordenada com amor. Uma disciplina que se tornara necessária pelo seu pecado, foi o obstáculo posto à satisfação do apetite e paixão, e o desenvolvimento de hábitos de domínio próprio. Fazia parte do grande plano de Deus para a restauração do homem, da ruína e degradação do pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 58-60.
13 de janeiro – Pág. 19 – Ensinado Pela Natureza
Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar o contarão. Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? Jó 12:7-9.
Se bem que a terra estivesse maculada pela maldição, a natureza devia ainda ser o guia do homem. Não poderia agora representar apenas bondade; pois o mal se achava presente em toda parte, manchando a terra, o mar e o ar. …
No tombar da flor e no cair da folha, Adão e sua companheira testemunhavam os primeiros sinais da decadência. Vinha-lhes à mente, de maneira vívida, o fato cruel de que todas as criaturas vivas deveriam morrer. Mesmo o ar, de que dependia a sua vida, continha os microorganismos da morte.
Continuamente se lembravam também de seu domínio perdido. Entre os seres inferiores, Adão se achara como rei, e enquanto permaneceu fiel a Deus, toda a natureza reconheceu o seu governo; mas, transgredindo ele, foi despojado deste domínio. O espírito de rebelião a que ele próprio havia dado entrada, estendeu-se por toda a criação animal. …
Entretanto o homem não ficou abandonado aos resultados do mal que havia escolhido. Na sentença pronunciada sobre Satanás era já sugerida uma redenção. …
Esta sentença proferida aos ouvidos de nossos primeiros pais, era-lhes uma promessa. Antes de ouvirem acerca dos espinhos e cardos, de trabalhos e tristezas que deveriam ser o seu quinhão, ou do pó a que deveriam voltar, ouviram palavras que não poderiam deixar de lhes dar esperança. Tudo que se havia perdido, rendendo-se a Satanás, poderia ser recuperado por meio de Cristo. Educação, págs. 26 e 27.
Após a transgressão de Adão, Deus poderia ter destruído cada botão que desabrochava e flor vicejante, ou poderia ter retirado sua fragrância, tão agradável aos sentidos. Na terra ressequida e arruinada pela maldição, nos cardos, espinhos e joios, podemos ler a lei da condenação; todavia, no delicado colorido e perfume das flores, podemos aprender que Deus ainda nos ama, que Sua misericórdia não foi inteiramente retirada da Terra. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.085.
14 de janeiro – Pág. 20 – Entre Deus e o Homem
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25.
O Senhor não deposita no Adão caído e desobediente, a confiança que depositou no Adão leal e verdadeiro. … Não são asseguradas aos transgressores as recompensas celestes. …
Os olhos de Adão e Eva foram realmente abertos, mas para quê? Para verem sua própria vergonha e ruína, para descobrirem que as vestes de brilho celestial que haviam constituído sua proteção não mais estariam ao seu redor por muito tempo como sua salvaguarda. Seus olhos foram abertos para ver que a nudez era o fruto da transgressão. Ao ouvirem a voz de Deus no jardim, esconderam-se dEle; pois previram aquilo que até sua queda não haviam conhecido – a condenação de Deus. …
Deus declarou que o único meio seguro consiste na inteira obediência a todas as Suas palavras. Não devemos seguir a experiência de provar o caminho do maligno, com todos os seus resultados. Isto trará debilidade por meio da desobediência. O plano de Deus era dar ao homem clara percepção em toda a sua obra. …
Deveria haver cooperação entre o homem e Deus. Este plano, porém, foi impedido pela transgressão de Adão. Satanás levou-o a pecar, e o Senhor não podia comunicar-Se com ele após haver pecado como o fazia quando era sem pecado.
Após a queda, Cristo Se tornou instrutor de Adão. Ele agia em lugar de Deus em favor da humanidade, preservando de morte imediata a raça. Tomou sobre Si o ofício de mediador. A Adão e Eva foi dada uma prova por meio da qual pudessem retornar a sua lealdade, e neste plano foi abrangida toda a sua posteridade. Carta 91, 1900.
Sem a expiação do Filho de Deus não poderia haver comunicação de bênçãos ou salvação de Deus ao homem. Deus tinha zelo pela honra de Sua lei. A transgressão desta lei causou uma terrível separação entre Deus e o homem. A Adão em sua inocência fora assegurada comunhão, direta, livre e feliz, com seu Criador. Depois de sua transgressão, Deus Se comunicaria com o homem mediante Cristo e os anjos. História da Redenção, pág. 51.
15 de janeiro – Pág. 21 – Engano que Custou Caro
Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias. Eclesiastes 7:29.
O livro de Gênesis apresenta um relato bem definido da vida social e individual, e, todavia, não temos notícia de alguma criança que nascesse cega, surda, aleijada, deformada ou imbecil. Não é mencionado um só caso de morte natural na infância, meninice ou juventude. Não há relato algum de homens e mulheres vitimados por doenças. Os obituários no livro de Gênesis declaram o seguinte: “E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu.” Gênesis 5:5. “E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos; e morreu.” Gênesis 5:8. …
Deus dotou o homem de tão grande força vital que ele tem resistido ao acúmulo de doenças lançadas sobre a raça em consequência de hábitos pervertidos, e tem sobrevivido por seis mil anos. Este fato, por si mesmo, é suficiente para nos mostrar a força e a energia elétrica que Deus conferiu ao homem na criação. … Fundamentos da Educação Cristã, págs. 22 e 23.
Não tivesse Adão originalmente possuído maior poder físico do que os homens possuem agora, e a presente raça ter-se-ia tornado extinta. …
Deus não criou a raça em tão debilitada condição. Este estado de coisas não é obra da Providência, mas do homem. Foi ocasionado pelos maus hábitos – pela violação das leis que Deus fez para governar a vida do homem. Conselhos Sobre Saúde, págs. 19 e 20.
Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de testada e provada, a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era o propósito de Deus repovoar o Céu com a família humana, caso ela se demonstrasse obediente a cada palavra divina. A Verdade Sobre os Anjos, pág. 287.
A Eva pareceu coisa pequena desobedecer a Deus provando o fruto da árvore proibida, e tentar o esposo a transgredir também; entretanto, o pecado deles abriu as portas ao dilúvio das desgraças sobre o mundo. Quem pode saber, no momento da tentação, as terríveis consequências que advirão de um passo errado? Patriarcas e Profetas, pág. 61.
16 de janeiro – Pág. 22 – Transmitindo o Ensino
E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu. Gênesis 5:5.
A vida de Adão foi de um triste, humilde e contínuo arrependimento. Quando ensinava seus filhos e netos a temerem o Senhor, era com frequência amargamente reprovado por seu pecado, de que resultara tanta miséria sobre sua posteridade. Quando deixou o belo Éden, o pensamento de que deveria morrer fazia-o estremecer de horror. Olhava para a morte como uma terrível calamidade. … Amargamente ele se reprovou por sua primeira grande transgressão. Suplicou o perdão de Deus mediante o Sacrifício prometido. Ele havia sentido profundamente a ira de Deus pelo crime cometido no Paraíso. Testemunhou a corrupção geral que mais tarde finalmente forçou Deus a destruir os habitantes da Terra por um dilúvio. A sentença de morte pronunciada sobre ele por seu Criador, que a princípio lhe pareceu tão terrível, depois que ele viveu algumas centenas de anos, parecia justa e misericordiosa em Deus, pois trazia o fim a uma vida miserável.
Ao testemunhar Adão os primeiros sinais da decadência da natureza com o cair das folhas e o murchar das flores, chorou mais sentidamente do que os homens hoje choram os seus mortos. As flores murchas não eram a razão maior do desgosto, visto serem tenras e delicadas; mas as altaneiras, nobres e robustas árvores arremessando suas folhas e apodrecendo, apresentavam diante dele a dissolução geral da linda natureza, que Deus criara para especial benefício do homem.
Para seus filhos e os filhos deles, até a nona geração, ele descrevia a perfeição de seu lar edênico, e também sua queda e seus terríveis resultados. … Declarou que o pecado seria punido, em qualquer forma que existisse. Instou com eles para que obedecessem a Deus, que os trataria misericordiosamente, se O amassem e temessem. … História da Redenção, págs. 55 e 56.
A Adão foi ordenado que ensinasse a seus descendentes o temor do Senhor, e, por seu exemplo e humilde obediência, levá-los a considerar altamente as ofertas que tipificavam um Salvador que devia vir. Adão cuidadosamente entesourou o que Deus lhe havia revelado, e de forma oral transmitiu-o a seus filhos e aos filhos de seus filhos. Cristo em Seu Santuário, pág. 23. Por esse meio foi preservado o conhecimento de Deus. Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1879.
17 de janeiro – Pág. 23 – Novamente no Lar!
Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na Sua vinda. I Coríntios 15:22 e 23.
Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos. … Os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. …
Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a vivacidade e o vigor de eterna juventude. …
Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. …
Ao serem os resgatados recebidos na cidade de Deus, ecoa nos ares um exultante clamor de adoração. Os dois Adões estão prestes a encontrar-se. O Filho de Deus Se acha em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça – o ser que Ele criou e que pecou contra o seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao divisar Adão os sinais dos cruéis cravos, ele não cai ao peito de seu Senhor, mas lança-se em humilhação a Seus pés, exclamando: “Digno, digno é o Cordeiro que foi morto!” Com ternura o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, havia tanto, fora exilado. …
Esta reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando da queda de Adão e rejubilaram ao ascender Jesus ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura a todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor. O Grande Conflito, págs. 644, 645, 647 e 648.
18 de janeiro – Pág. 24 – O Mais Excelente Sacrifício
Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala. Hebreus 11:4.
Caim e Abel, filhos de Adão, diferiam grandemente em caráter. Abel tinha um espírito de fidelidade para com Deus; via justiça e misericórdia no trato do Criador com a raça decaída, e com gratidão aceitou a esperança da redenção. Caim, porém, acariciava sentimentos de rebeldia, e murmurava contra Deus por causa da maldição pronunciada sobre a Terra e sobre o gênero humano, em virtude do pecado de Adão. Permitiu que a mente se deixasse levar pelo mesmo conduto que determinara a queda de Satanás, condescendendo com o desejo de exaltação própria, e pondo em dúvida a justiça e autoridade divinas. …
Os dois irmãos de modo semelhante construíram seus altares, e cada qual trouxe uma oferta. Abel apresentou um sacrifício do rebanho, de acordo com as instruções do Senhor. “E atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.” Gênesis 4:4. Lampejou o fogo do Céu, e consumiu o sacrifício. Mas Caim, desrespeitando o mandado direto e explícito do Senhor, apresentou apenas uma oferta de frutos. Não houve sinal do Céu para mostrar que era aceita. …
Abel apreendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador, e viu o pecado e sua pena de morte de permeio entre sua alma e a comunhão com Deus. Trazia morta a vítima, aquela vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei, que fora transgredida. Por meio do sangue derramado olhava para o futuro sacrifício, Cristo a morrer na cruz do Calvário; e, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo, e de que sua oferta era aceita.
Caim tivera, como Abel, a oportunidade de saber e aceitar estas verdades. Não foi vítima de um intuito arbitrário. Um irmão não fora eleito para ser aceito por Deus, e o outro para ser rejeitado. Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão. Patriarcas e Profetas, págs. 71 e 72.
19 de janeiro – Pág. 25 – Dois Caminhos
Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não Se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Gênesis 4:4 e 5.
Caim veio perante Deus com íntima murmuração e incredulidade, com respeito ao sacrifício prometido e necessidade de ofertas sacrificais. Sua dádiva não exprimia arrependimento de pecado. Achava, como muitos agora, que seria um reconhecimento de fraqueza seguir exatamente o plano indicado por Deus, confiando sua salvação inteiramente à expiação do Salvador prometido. Preferiu a conduta de dependência própria. Viria com seus próprios méritos. Não traria o cordeiro, nem misturaria seu sangue com a oferta, mas apresentaria seus frutos, produtos de seu trabalho. Apresentou sua oferta como um favor feito a Deus, pelo qual esperava obter a aprovação divina. Caim obedeceu ao construir um altar, obedeceu ao trazer um sacrifício, prestou, porém, apenas uma obediência parcial. A parte essencial, o reconhecimento da necessidade de um Redentor, ficou excluída. …
Caim e Abel representam duas classes que existirão no mundo até o final do tempo. Uma dessas classes se prevalece do sacrifício indicado para o pecado; a outra arrisca-se a confiar em seus próprios méritos; o sacrifício desta é destituído da virtude da mediação divina, e assim não é apto para levar o homem ao favor de Deus. É unicamente pelos méritos de Jesus que nossas transgressões podem ser perdoadas. …
Alguns pretendem que a espécie humana necessita, não de redenção mas de desenvolvimento – que ela pode aperfeiçoar-se, elevar-se e regenerar-se. Assim como Caim julgava conseguir o favor divino com uma oferta a que faltava o sangue de um sacrifício, assim esperam estes exaltar a humanidade à norma divina, independentemente da expiação. A história de Caim mostra qual deverá ser o resultado. Mostra o que o homem se tornará separado de Cristo. A humanidade não tem poder para regenerar-se. Ela não tende a ir para cima, para o que é divino, mas para baixo, para o que é satânico. Cristo é a nossa única esperança. “Nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” “Em nenhum outro há salvação.” Atos 4:12. Patriarcas e Profetas, págs. 72 e 73.
20 de janeiro – Pág. 26 – O Rosto Denuncia
Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. Gênesis 4:6 e 7.
O Senhor viu a ira de Caim. Observou o descaimento do seu semblante. Revela-se assim quão estritamente assinala o Senhor cada ato, todos os intentos e propósitos, sim, mesmo a expressão do rosto. Embora o homem não diga coisa alguma, expressa isso sua recusa de seguir o caminho e a vontade de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.086.
Notai as palavras do Senhor. … Esta pergunta pode ser dirigida a cada moço e moça que, à semelhança de Caim, revela sua paixão… quando agem segundo as instigações de Satanás, as quais estão em direta oposição às reivindicações divinas. Manuscrito 77, 1897.
Caso o irmão prefira rejeitar a sagrada e repressora influência da verdade, Satanás o levará cativo à sua vontade. Estará em risco de dar lugar a seus apetites e paixões, dando rédea solta às concupiscências, a maus e abomináveis desejos. Em lugar de apresentar no semblante calma serenidade sob as provas e aflições, como o fiel Enoque, tendo a face iluminada pela esperança e aquela paz que excede o entendimento, terá nela estampados os pensamentos carnais, os concupiscentes desejos. O irmão apresentará a imagem do satânico em vez de a do divino. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 201.
Muitas crianças e jovens têm o caráter impresso no semblante. Apresentam nos traços fisionômicos a história de sua vida. …
Se Cristo for o princípio permanente do coração, a pureza, o enobrecimento, a paz e amor se estamparão nas feições. Outros semblantes apresentam os sinais de um mau caráter; egoísmo, astúcia, engano, falsidade, inimizade e ciúme acham-se neles expressos. Quão difícil é que a verdade transforme o coração e a fisionomia de tais caracteres! …
Cristo proveu Seus filhos de toda cultura espiritual. Se Jesus habitar na pessoa, o coração se enche das santas graças de Seu Espírito, manifestando-se na transformação das feições. Se desejais ter beleza e amabilidade de caráter, a lei divina deve estar escrita no coração e ser praticada na vida. Conselhos Sobre Escola Sabatina, págs. 112 e 113.
21 de janeiro – Pág. 27 – Caim Retirou-se
Retirou-se Caim da presença do Senhor. Gênesis 4:16.
Deus dera a Caim oportunidade para confessar seu pecado. Tivera tempo para refletir. Compreendera a enormidade da ação que praticara, e da falsidade que proferira para a ocultar; mais ainda, foi rebelde, e a sentença não mais se procrastinou. …
Apesar de Caim pelos seus crimes haver merecido a sentença de morte, um Criador misericordioso ainda lhe poupou a vida, e concedeu-lhe oportunidade para o arrependimento. Mas Caim viveu apenas para endurecer o coração, para alentar a rebelião contra a autoridade divina, e tornar-se o chefe de uma linhagem de pecadores ousados e perdidos. Esse único apóstata, dirigido por Satanás, tornou-se o tentador para outros; e seu exemplo e influência exerceram uma força desmoralizadora, até que a Terra se corrompeu e se encheu de violência a ponto de reclamar a sua destruição. …
Recebendo a maldição de Deus, Caim se retirou da casa do pai. …
Saíra da presença do Senhor, rejeitara a promessa do Éden restaurado, a fim de buscar suas posses e alegrias na Terra sob a maldição do pecado, ficando assim à frente daquela grande classe de homens que adoram o deus deste mundo. No que diz respeito aos meros progressos terrestres e materiais, distinguiram-se os seus descendentes. Não tomavam, porém, em consideração a Deus, e estavam em oposição aos Seus propósitos em relação ao homem. Patriarcas e Profetas, págs. 77, 78 e 81.
Poupando a vida do assassino Caim, Deus deu ao mundo um exemplo do resultado que adviria de permitir que o pecador vivesse para continuar o caminho de desenfreada iniquidade. Pela influência do ensino e exemplo de Caim, multidões de seus descendentes foram levadas ao pecado, até que “a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra”, e “toda a imaginação dos pensamentos de Seu coração era só má continuamente”. O Grande Conflito, pág. 543.
Como Caim saiu da presença do Senhor para procurar morada; como o filho pródigo partiu “para uma terra longínqua” (Lucas 15:13), assim, no esquecimento de Deus, procuram os pecadores a felicidade. (Romanos 1:28.) Parábolas de Jesus, pág. 200.
22 de janeiro – Pág. 28 – Andou com Deus
Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos. Gênesis 5:21 e 22.
De Enoque está escrito que ele viveu sessenta e cinco anos, e gerou um filho. … Durante aqueles primeiros anos, Enoque amara e temera a Deus, e guardara os Seus mandamentos. … Mas depois do nascimento de seu primeiro filho, Enoque alcançou uma experiência mais elevada; foi atraído a uma comunhão mais íntima com Deus. Compreendeu mais amplamente suas obrigações e responsabilidade como filho de Deus. E, quando viu o amor do filho para com o pai, sua confiança singela em sua proteção; quando sentiu a ternura profunda e compassiva de seu próprio coração por aquele filho primogênito, aprendeu uma lição preciosa do maravilhoso amor de Deus para com os homens no dom de Seu Filho, e a confiança que os filhos de Deus podem depositar em seu Pai celestial. O infinito, insondável amor de Deus, mediante Cristo, tornou-se o assunto de suas meditações dia e noite; e com todo o fervor de sua alma procurou revelar aquele amor ao povo entre o qual vivia.
O andar de Enoque com Deus não foi em arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária. Não se tornou um eremita, excluindo-se inteiramente do mundo; pois tinha uma obra a fazer para Deus no mundo. Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo, cidadão, foi ele um servo do Senhor, constante, inabalável. …
E este andar santo continuou durante trezentos anos. Poucos cristãos há que não seriam muito mais fervorosos e dedicados se soubessem que tinham apenas pouco tempo para viver, ou que a vinda de Cristo estava prestes a ocorrer. A fé de Enoque, porém, tornou-se mais forte, o seu amor mais ardente, com o perpassar dos séculos. Patriarcas e Profetas, págs. 84 e 85.
Ele [Enoque] era do mesmo sentimento que Deus. Se formos um em sentimento com Deus, nossa vontade se perde na de Deus, e iremos aonde quer que Ele nos indique o caminho. Como uma terna criança coloca a mão na de seu pai, e com ele anda em perfeita segurança seja no escuro ou no claro, assim os filhos e filhas de Deus devem andar com Jesus na alegria ou na tristeza. Review and Herald, 3 de dezembro de 1889.
23 de janeiro – Pág. 29 – Deus o Tomou
E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para Si o tomou. Gênesis 5:24.
Enoque, lemos, andou com Deus trezentos anos. Foi esse um longo tempo para estar em comunhão com Ele. … Comungou com Deus porque lhe era agradável, … e ele gostava da sociedade com Deus. Manuscrito 16, 1887.
Enoque foi um personagem notável. Muitos consideram sua vida como algo acima daquilo que o comum dos mortais já pôde atingir. A vida e o caráter de Enoque, entretanto, representam aquilo que devem ser a vida e o caráter de todos, se, à semelhança de Enoque, estiverem sujeitos a ser trasladados quando Cristo vier. Sua vida foi o que pode ser a vida de cada indivíduo caso este se relacione intimamente com Deus. Devemos lembrar-nos de que Enoque estava rodeado por influências tão corruptas que Deus trouxe um dilúvio sobre o mundo para destruir os seus habitantes por causa de sua depravação. Signs of the Times, 30 de outubro de 1879.
Estamos vivendo numa época má. Os perigos dos últimos dias multiplicam-se ao nosso redor. “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.” Mateus. 24:12. …
O caso de Enoque acha-se diante de nós. … Ele viveu numa época corrupta, na qual a poluição moral infestava tudo ao seu redor; não obstante preparou ele a sua mente para a devoção, para amar o que era puro. Sua conversação girava em torno das coisas do Céu. Educou a mente para seguir nesse sentido, e trazia as impressões do que era divino. Seu semblante achava-se iluminado pela luz que brilhava na face de Jesus.
Enoque teve tentações como nós as temos. Estava cercado por sociedade não mais favorável à justiça do que a que nos rodeia. A atmosfera que respirava achava-se envenenada pelo pecado e corrupção, da mesma forma que a nossa; todavia viveu uma vida de santidade. Estava limpo dos pecados prevalecentes da era em que viveu. Assim podemos permanecer puros e incontaminados. Era ele um representante dos santos que vivem em meio dos perigos e corrupções dos últimos dias. Por sua fiel obediência a Deus foi trasladado. Assim também, os fiéis que se encontram vivos e permanecem, serão trasladados. Serão retirados de um mundo pecador e corrupto para as puras alegrias do Céu. Testimonies, vol. 2, págs. 121 e 122.
Nossa obra presente é sair do mundo e ser separados. É essa a única maneira em que podemos andar com Deus, como fez Enoque. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 207.
24 de janeiro – Pág. 30 – Olhando Para Jesus
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. II Coríntios 3:18.
Em meio de uma vida de ativo trabalho, Enoque mantinha firmemente sua comunhão com Deus. Quanto maiores e mais urgentes eram seus trabalhos, mais constantes e fervorosas as suas orações. Ele perseverava em excluir-se a certos períodos, de toda sociedade. Depois de permanecer por certo tempo entre o povo, trabalhando para o beneficiar por meio de instruções e exemplos, costumava retirar-se, a fim de passar um período em solidão, com fome e sede daquele conhecimento divino que só Deus pode transmitir.
Comungando assim com Deus, Enoque chegou a refletir mais e mais a imagem divina. Seu semblante irradiava santa luz; a mesma que brilhava no rosto de Jesus Cristo. Ao sair dessa divina comunhão, os próprios ímpios contemplavam com respeito o cunho celeste estampado em sua fisionomia. Obreiros Evangélicos, pág. 52.
Enoque conservava o Senhor sempre diante dele. … Fez de Cristo seu constante companheiro. Estava no mundo, e desempenhava seus deveres para com o mundo, mas estava sempre sob a influência de Jesus. Ele refletia o caráter de Cristo, manifestando as mesmas qualidades de bondade, misericórdia, terna compaixão, simpatia, paciência, mansidão, humildade e amor. Sua associação diária com Cristo, transformou-o à imagem dAquele com quem estava tão intimamente relacionado. Em pensamentos e sentimentos foi ele diariamente saindo do seu próprio caminho para o de Cristo, para o celestial, para o divino. SDA Bible Commentary, vol. 6, págs. 1.097 e 1.098.
Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e deixarmos o coração transbordar em ações de graças e louvores a Ele, teremos frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas orações terão a forma de uma conversa com Deus, como se falássemos com um amigo. Ele nos falará pessoalmente de Seus mistérios. Frequentemente advir-nos-á um senso agradável e alegre da presença de Jesus. O coração arderá muitas vezes em nós, quando Ele Se achegar para comungar conosco, como o fazia com Enoque. Quando esta for em verdade a experiência do cristão, ver-se-lhe-ão na vida, simplicidade, mansidão, brandura e humildade de coração, que mostrarão a todos os que com ele mantêm contato, que esteve com Jesus e dEle aprendeu. Parábolas de Jesus, págs. 129 e 130.
25 de janeiro – Pág. 31 – Uma Porta Aberta
Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. Hebreus 11:5.
Quando aprendemos a andar pela fé e não por sentimentos, alcançaremos de Deus o auxílio justamente quando dele necessitarmos, e Sua paz nos encherá o coração. Foi essa vida simples de obediência e confiança que Enoque viveu. Se aprendermos esta lição da confiança simples, poderemos também receber o testemunho que ele recebeu, de haver agradado a Deus. Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais, 1989), pág. 14.
Deveis agradar a Deus em cada aspecto da formação de vosso caráter. Isto podeis fazer, porque Enoque Lhe agradou, embora vivesse num século degenerado. E há Enoques em nosso tempo. Parábolas de Jesus, pág. 332.
Por trezentos anos Enoque buscava a pureza do coração, a fim de poder estar em harmonia com o Céu. Por três séculos andara com Deus. Dia a dia ansiara uma união mais íntima; mais e mais estreita se tornara a comunhão, até que Deus o tomou para Si. Ele se achava no limiar do mundo eterno, mediando apenas um passo entre ele e a Terra abençoada; e agora, a porta abriu-se, o andar com Deus, por tanto tempo prosseguido na Terra, continuou, e ele passou pelas portas da santa cidade – o primeiro dentre os homens a aí penetrar. Obreiros Evangélicos, pág. 53.
Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua sorte na vida, pode ter a companhia que preferir. Nas suas páginas pode entreter conversa com o que há de mais nobre e melhor do ser humano, e ouvir a voz do Eterno, ao falar Ele com os homens. … Pode neste mundo habitar em atmosfera celestial, comunicando aos tristes e tentados da Terra pensamentos de esperança e santidade… semelhantemente àquele da antiguidade que andou com Deus, aproximando-se mais e mais do limiar do mundo eterno, e isto até que se abram os portais e ele ali entre. Não se achará ali como estranho. As vozes que o saudarem são as daqueles seres santos que, invisíveis, foram na Terra seus companheiros, vozes que ele aqui aprendeu a distinguir e amar. Aquele que pela Palavra de Deus viveu em associação com o Céu, encontrar-se-á à vontade na companhia dos entes celestiais. Educação, pág. 127.
26 de janeiro – Pág. 32 – Deus ou os Ídolos?
Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam. Salmos 115:4 e 8.
Nos dias de Noé uma dupla maldição repousava sobre a Terra, em consequência da transgressão de Adão e do homicídio cometido por Caim. Isto, contudo, não havia grandemente modificado a face da natureza. …
A raça humana conservava ainda muito do seu primitivo vigor. Apenas poucas gerações se passaram desde que Adão tivera acesso à árvore que devia prolongar a vida; e a existência do homem ainda se media por séculos. Houvesse aquele povo de longa vida, com suas raras capacidades para planejar e executar, se dedicado ao serviço de Deus, e teriam feito do nome de seu Criador um louvor na Terra. … Eles, porém, deixaram de fazer isto. … Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza. … Bosques extensos, que conservavam a folhagem durante o ano todo, eram dedicados ao culto dos deuses falsos. …
Os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoraram as criaturas de sua própria imaginação; e, como resultado, se tornaram mais e mais rebaixados. …
Os homens daquela geração não eram todos, na mais ampla acepção do termo, idólatras. Muitos professavam ser adoradores de Deus. Pretendiam que seus ídolos eram representações da divindade, e que por meio deles o povo poderia obter uma concepção mais clara do Ser divino. Esta classe estava entre as principais a rejeitarem a pregação de Noé. Esforçando-se eles para representarem a Deus por meio de objetos materiais, cegavam a mente à Sua majestade e poder; deixavam de compenetrar-se da santidade de Seu caráter, ou da natureza sagrada e imutável de Seus mandamentos. Patriarcas e Profetas, págs. 90, 91, 95 e 96.
O homem não se elevará acima de suas concepções sobre a verdade, pureza e santidade. Se o espírito nunca é exaltado acima do nível da humanidade, se não é pela fé elevado a contemplar a sabedoria e o amor infinitos, o homem estará constantemente a submergir mais e mais. Os adoradores de deuses falsos vestiram suas divindades com atributos e paixões humanas, e assim sua norma de caráter se degradou à semelhança da humanidade pecadora. Patriarcas e Profetas, pág. 91.
27 de janeiro – Pág. 33 – Gigantes na Terra
Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra. Gênesis 6:4.
As primeiras pessoas a habitarem a Terra receberam suas instruções do Deus infinito que criou o mundo. Os que receberam seu conhecimento diretamente da infinita sabedoria não foram deficientes no conhecimento.
Existem agora muitas invenções e melhoramentos, e máquinas que poupam o trabalho, os quais os antigos não tiveram. Eles não necessitavam deles. …
O homem antediluviano vivia centenas de anos, e quando alguém tinha cem anos de idade era considerado apenas um jovem. Aqueles longevos tinham mente e corpo sadios. … Eles subiam ao palco das ações a partir das idades de sessenta a cem anos, cerca do tempo que os que vivem mais agora realizaram sua parte em seu curto espaço de tempo de vida, e desapareceram do palco. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.089 e 1.090.
Havia muitos gigantes, homens de grande estatura e força, afamados por sua sabedoria, hábeis ao imaginar as mais artificiosas e maravilhosas obras; sua culpa, porém, ao dar rédeas soltas à iniquidade, estava em proporção com sua perícia e habilidade mental.
Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão-de-obra. Procuravam tão-somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Patriarcas e Profetas, págs. 90 e 91.
Eles se tornaram corruptos em sua imaginação, porque deixaram a Deus fora de seus planos e concílios. Foram sábios para fazer aquilo que Deus jamais dissera que fizessem, sábios para fazer o mal. … Usavam o período de prova tão graciosamente a eles concedido, para ridicularizar a Noé. Eles o caricaturavam e criticavam. Riam-se dele por causa de seu peculiar fervor e forte convicção quanto aos juízos que declarava Deus certamente cumpriria. Falavam de ciência e das leis que controlam a natureza. Depois ironizavam as palavras de Noé, chamando-o de decrépito fanático. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.090.
28 de janeiro – Pág. 34 – Mau Emprego dos Talentos
O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro. Gênesis 4:21 e 22.
Aí pereceram no dilúvio maiores obras de arte e da habilidade humana do que o mundo de hoje conhece. As artes destruídas eram mais do que as elogiadas hoje. …
Ao observar o mundo, viu Deus que o intelecto que Ele dera ao homem achava-se pervertido, que a imaginação do seu coração era má e isso continuamente. Deus dera conhecimento a esses homens. Dera-lhes valiosas ideias, a fim de que pudessem levar a efeito Seus planos. O Senhor, porém, observou que aqueles que Ele desejava possuíssem sabedoria, tato e discernimento, estavam usando cada faculdade da mente para glorificação própria. Pelas águas do dilúvio, baniu Ele da Terra aquela raça de longevos, e com eles pereceu o conhecimento que haviam usado unicamente para o mal. Ao ser repovoada a Terra, confiou o Senhor Sua sabedoria aos homens mais moderadamente, concedendo-lhes apenas a habilidade de que necessitavam ao levarem avante o Seu grande plano. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.089.
O mundo hoje sente muita satisfação em falar dos progressos da época. Deus, porém, não Se deleita nestes. Pode-se dizer dos homens atuais, assim como dos que existiram antes do dilúvio, que eles buscaram muitas invenções. No mundo antediluviano havia muitas obras de arte e ciência maravilhosas. Esses descendentes de Adão, recém-saídos das mãos de Deus, possuíam habilidades e poderes que jamais observamos agora. Manuscrito 16, 1898.
Aqueles que viveram antes do dilúvio estavam apenas a uns poucos passos de Deus, o Criador do mundo e seus habitantes. A vida longa e o desenvolvido intelecto concedido àqueles homens poderia ter sido usado no serviço de Deus. Seu vigor intelectual, entretanto, aquela poderosa força, perverteu-se para desonrar a Deus. …
Ao se separarem de Deus, colocam-se os homens sob o controle de Satanás. Os talentos foram confiados aos homens a fim de que possam ser usados para o serviço de Deus. … Há apenas um caminho seguro para qualquer homem, e este é o da obediência ao “Assim diz o Senhor”. Manuscrito 31a, 1898.
29 de janeiro – Pág. 35 – “Até que Veio o Dilúvio”
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, … e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos. Mateus 24:38 e 39.
O pecado do mundo de Noé foi a intemperança, e hoje o pecado demonstrado pela intemperança no comer e no beber é tão acentuado que Deus o não tolerará para sempre. … O homem leva ao excesso aquilo que é lícito, e todo o seu organismo sofre as consequências da violação das leis que o Senhor estabeleceu.
A intemperança no comer e no beber está-se avolumando. Põem-se as mesas com toda espécie de alimentos que visam satisfazer o apetite sensual. O sofrimento deve seguir-se a esta maneira de agir. A energia vital do organismo não pode suportar a taxa a ela imposta, e finalmente sucumbe.
Deus… não fará um milagre para anular a perversa violação das leis da saúde e da vida. … Cumpre ao homem estimar-se pelo preço pago em seu favor. Ao colocar ele este valor sobre si mesmo, não abusará conscientemente de uma de suas faculdades físicas ou mentais. Constitui um insulto ao Deus do Céu o fazer o homem mau uso de suas preciosas energias ao colocar-se sob o controle de instrumentos satânicos e se embrutecer pela condescendência com aquilo que é prejudicial à saúde, à piedade e à espiritualidade. Carta 73a, 1896.
Embora a perversidade do mundo fosse tão grande, não obstante concedeu o Senhor aos homens cento e vinte anos de prova, nos quais, se desejassem poderiam arrepender-se. Mas apesar da paciência de um bom e misericordioso Deus, as pessoas não aproveitaram suas oportunidades. Por um pouco sentiram-se amedrontadas e receosas de continuar tão imprudentemente como o haviam feito. Depois, os hábitos depravados triunfaram sobre a prudência. À proporção que as pessoas resistiam a convicção, seu discernimento se tornava obscurecido, e fortalecido o seu desejo de seguir uma conduta impenitente.
É necessário que comamos e bebamos a fim de que possamos ter energia física para o serviço do Senhor; todavia, quando levamos o nosso comer à glutonaria, sem pensarmos em agradar o nosso Pai celestial, comendo exatamente o que nos agrada ao paladar, estamos fazendo exatamente como se fazia no tempo de Noé. Manuscrito 16, 1895.
30 de janeiro – Pág. 36 – Casando e Dando-se em Casamento
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, … casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Mateus 24:38.
Nos dias de Noé a força bruta era a influência que prevalecia no mundo. Mediante ameaça de punição, os homens intimidavam os demais homens. Manuscrito 29, 1911.
Em lugar de fazerem justiça aos seus semelhantes, levavam eles a cabo os seus próprios desejos ilícitos. Possuíam uma pluralidade de esposas, o que era contrário à sábia providência de Deus. No princípio Deus deu a Adão uma esposa – mostrando a todos que viveriam sobre a Terra, Sua norma e lei a esse respeito. A transgressão e queda de Adão e Eva trouxeram pecado e infelicidade à raça humana, e o homem seguiu seus próprios desejos carnais, e mudou a norma divina. Quanto mais os homens multiplicavam esposas para si mesmos, tanto mais aumentavam em maldade e infelicidade. Se alguém resolvia tomar as esposas, ou o gado, ou qualquer coisa pertencente ao seu próximo, ele não considerava justiça ou equidade, mas se pudesse prevalecer sobre seu semelhante pela razão da força, levando-o à morte, ele fazia isso, e exultava por seus atos de violência. Eles se deleitavam em destruir a vida dos animais. Usavam-nos como alimento, e isso aumentava sua ferocidade e violência, e eram levados a olhar o sangue dos seres humanos com assombrosa indiferença. Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 63 e 64.
Os descendentes de Sete foram chamados filhos de Deus; os descendentes de Caim, filhos dos homens. Como os filhos de Deus se misturassem com os filhos dos homens, tornaram-se corruptos e, pela união em casamento com eles, perderam, mediante a influência de suas esposas, seu peculiar e santo caráter, e uniram-se com os filhos de Caim em sua idolatria. Muitos puseram de lado o temor de Deus e pisaram Seus mandamentos. Mas havia uns poucos que praticavam a justiça, que temiam e honravam o seu Criador. Noé e sua família estavam entre estes poucos justos. História da Redenção, pág. 62.
A poligamia foi praticada em época primitiva. Foi um dos pecados que acarretaram a ira de Deus sobre o mundo antediluviano. … Era o esforço calculado de Satanás perverter a instituição do casamento, a fim de enfraquecer as obrigações próprias à mesma, e diminuir a sua santidade; pois de nenhuma outra maneira poderia ele com maior certeza desfigurar a imagem de Deus no homem, e abrir as portas à miséria e ao vício. Patriarcas e Profetas, pág. 338.
31 de janeiro – Pág. 37 – Preservou a Noé
E não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios. II Pedro 2:5.
Deus advertiu os habitantes do mundo antigo do que Ele Se propunha fazer ao purificar a Terra da sua iniquidade. Eles, porém, riam-se em sinal de desprezo ao que consideravam como uma predição supersticiosa. Manuscrito 161, 1897.
Muitos a princípio pareceram receber a advertência; não se voltaram, todavia, para Deus, com verdadeiro arrependimento. Não estavam dispostos a renunciar seus pecados. Durante o tempo que se passou antes da vinda do dilúvio, sua fé foi provada, e não conseguiram suportar a prova. Vencidos pela incredulidade prevalecente, uniram-se afinal a seus companheiros anteriores, rejeitando a solene mensagem. Alguns ficaram profundamente convencidos, e teriam atendido às palavras de aviso; mas tantos havia para zombar e ridicularizar, que eles partilharam do mesmo espírito, resistiram aos convites da misericórdia, e logo se acharam entre os mais ousados e arrogantes escarnecedores; pois ninguém é tão descuidado e tão longe vai no pecado como aqueles que tiveram uma vez a luz, mas resistiram ao convincente Espírito de Deus. …
Continuaram com suas festas e banquetes de glutonaria; comiam e bebiam, plantavam e edificavam, fazendo seus planos com referência às vantagens que esperavam adquirir no futuro; e mais longe foram eles em impiedade, em desatenção arrogante às ordens de Deus, a fim de testemunharem que não tinham medo do Ser infinito. …
Se os antediluvianos tivessem acreditado na advertência, e se houvessem arrependido de suas más ações, o Senhor teria desviado Sua ira, como mais tarde fez em relação a Nínive. Entretanto, pela sua obstinada resistência às reprovações da consciência e advertências do profeta de Deus, aquela geração encheu a medida de sua iniquidade, e se tornou madura para a destruição. Patriarcas e Profetas, págs. 95 e 97.
Por intermédio de Seus embaixadores, o Senhor enviou-nos mensagens de advertência, declarando que o fim de todas as coisas está perto. Alguns darão atenção a estas advertências; elas, porém, serão desatendidas pela grande maioria.
Assim será quando Cristo vier. Agricultores, negociantes, legisladores, comerciantes, estarão todos absorvidos nos negócios, e sobre eles virá o dia do Senhor como um laço. Manuscrito 161, 1897.

Publicado em 01 - Janeiro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal

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Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

Dezembro
1° de dezembro
Pág. 341
A Glória de Deus Vista em Suas Obras
Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a Terra está cheia da Sua glória. Isa. 6:3.
Ao sair das mãos do Criador, não somente o Jardim do Éden mas a Terra toda era eminentemente bela. Mancha alguma do pecado, nem sombra de morte, deslustravam a linda criação. A glória de Deus cobria “os céus, e a Terra encheu-se do Seu louvor”. Hab. 3:3. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Assim, a Terra era um emblema apropriado dAquele que é “grande em beneficência e verdade” (Êxo. 34:6); bem como um estudo adequado aos que foram feitos à Sua imagem. O Jardim do Éden era uma representação do que Deus desejava se tornasse a Terra toda; e era Seu intuito que à medida que a família humana se tornasse mais numerosa, estabelecesse outros lares e escolas semelhantes à que Ele havia dado. Dessa maneira, com o correr do tempo, a Terra toda seria ocupada com lares e escolas em que as palavras e obras de Deus seriam estudadas e onde os estudantes mais e mais ficariam em condições de refletir pelos séculos sem fim a luz do conhecimento de Sua glória. Educação, pág. 22.
Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente. Vasto era o alvo oferecido a seu exercício, e glorioso o campo aberto à sua pesquisa. Os mistérios do universo visível – as “maravilhas dAquele que é perfeito nos conhecimentos” (Jó 37:16) convidavam o homem ao estudo. Aquela comunhão com Seu criador, face a face e toda íntima, era o seu alto privilégio. Houvesse ele permanecido fiel a Deus, e tudo isto teria sido seu para sempre. Através dos séculos infindáveis, teria ele continuado a obter novos tesouros de conhecimentos, a descobrir novas fontes de felicidade e a alcançar concepções cada vez mais claras da sabedoria, do poder e do amor de Deus. Mais e mais amplamente teria ele cumprido o objetivo de sua criação, mais e mais teria ele refletido a glória do Criador. Educação, pág. 15.
2 de dezembro
Pág. 342
Criado o Homem Para a Glória de Deus
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. I Cor. 10:31.
Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de haver sido a família humana testada e provada, pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era propósito de Deus admitir no Céu a família humana, se se mostrassem obedientes a cada uma de Suas palavras. Adão devia ser provado, para ver se seria obediente, como os anjos leais, ou desobediente. Se resistisse à prova, sua instrução a seus filhos teria sido como a mente e os pensamentos de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.082.
Deus criou Adão segundo o Seu próprio caráter, puro e reto. Não havia no Adão original qualquer propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era isento de falta como os anjos diante do trono de Deus. Tais coisas são inexplicáveis, mas muita coisa que não podemos compreender agora será esclarecida quando virmos como somos vistos, e conhecermos como somos conhecidos. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.082 e 1.083.
Dos santos homens do passado está escrito que Deus não Se envergonha de Se chamar seu Deus (Heb.11:16). A razão apresentada é que em vez de cobiçar posses terrenas ou de buscar a felicidade em planos ou aspirações mundanos, eles depuseram tudo no altar de Deus e abriram mão disto para a edificação do Seu reino. Viveram apenas para glória de Deus e declararam claramente que eram estrangeiros e peregrinos na Terra, procurando uma pátria melhor, a celestial. Sua conduta proclamava-lhes a fé. Deus podia confiar neles e deixar que o mundo recebesse deles o conhecimento de Sua vontade.
Como, porém, está o professo povo de Deus hoje mantendo a honra do Seu nome? Como pode o mundo inferir que eles são um povo peculiar? Que prova dão de sua cidadania no Céu? …
Clara austeridade e simplicidade devem assinalar as residências e arranjos de todos que crêem nas solenes verdades para este tempo. … Nosso vestuário, nossas casas, nossa conversação, devem testificar de nossa consagração a Deus. Que poder assistiria a todos que assim evidenciassem que deixaram tudo por Cristo. Testimonies, vol. 5, págs. 188 e 189.
3 de dezembro
Pág. 343
O Glorioso Plano de Deus
A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Rom. 5:21.
O plano pelo qual poderia unicamente conseguir-se a salvação do homem, abrangia o Céu todo em seu infinito sacrifício. Os anjos não puderam regozijar-se ao desvendar-lhes Cristo o plano da redenção; pois viram que a salvação do homem deveria custar a indizível mágoa de seu amado Comandante. Com pesar e admiração escutaram Suas palavras ao contar-lhes Ele como deveria descer da pureza e paz do Céu, de sua alegria, glória e vida imortal, e vir em contato com a degradação da Terra, para suportar suas tristezas, ignomínia e morte. Ele deveria ficar entre o pecador e a pena do pecado; poucos, todavia, O receberiam como o Filho de Deus. Deixaria Sua elevada posição como a Majestade do Céu, apareceria na Terra e humilhar-Se-ia como um homem, e, pela Sua própria experiência, familiarizar-Se-ia com as tristezas e tentações que o homem teria de enfrentar. Tudo isto seria necessário a fim de que Ele pudesse socorrer os que fossem tentados. Heb. 2:18. Quando Sua missão como ensinador estivesse terminada, deveria ser entregue nas mãos de homens ímpios, e ser submetido a todo insulto e tortura que Satanás os poderia inspirar a infligir. Deveria morrer a mais cruel das mortes, suspenso entre o céu e a Terra como um pecador criminoso. Deveria passar longas horas de agonia tão terrível que anjos não poderiam olhar para isso, mas velariam o rosto para não verem aquele quadro. Deveria suportar aflição de alma, a ocultação da face do Pai, enquanto a culpa da transgressão – o peso dos pecados do mundo inteiro – estivessem sobre Ele. …
Ele ordenou que o exército angélico estivesse de acordo com o plano que Seu Pai aceitara, e se alegrasse de que, pela Sua morte, o homem decaído pudesse reconciliar-se com Deus.
Então alegria, inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram mesmo a angústia e sacrifício do Príncipe da vida. Pelos paços celestiais ecoaram os primeiros acordes daquele cântico que deveria soar por sobre as colinas de Belém: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.” Luc. 2:14. Patriarcas e Profetas, págs. 64-65.
4 de dezembro
Pág. 344
O Reino do Céu em Miniatura
Tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o Seu rosto resplandecia como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Mat. 17:1 e 2.
Vai baixando a noite, quando Jesus chama para junto de Si três de Seus discípulos – Pedro, Tiago e João – e os conduz através dos campos e, por acidentada vereda, a uma deserta encosta de montanha. …
Afastando-Se um pouco deles, o Homem de dores derrama Suas súplicas com grande clamor e lágrimas. Roga força para resistir à prova em favor da humanidade. … E desafoga os anseios de Seu coração quanto aos discípulos, para que, na hora do poder das trevas, sua fé não desfaleça. …
Agora, a nota predominante de Sua prece é que lhes seja dada uma manifestação da glória que Ele tinha com o Pai antes que o mundo existisse, que Seu reino seja revelado a olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos pela contemplação do mesmo. Roga que testemunhem uma manifestação de Sua divindade que, na hora de Sua suprema agonia, os conforte com o conhecimento de que Ele é com certeza o Filho de Deus, e que Sua ignominiosa morte é uma parte do plano da redenção.
Sua oração é ouvida. Ao achar-Se curvado em humildade sobre o pedregoso solo, o céu repentinamente se abre, descerram-se de par em par as portas de ouro da cidade de Deus, e uma santa irradiação baixa sobre o monte, envolvendo a figura do Salvador. A divindade interior irrompe através da humanidade, encontrando-Se com a glória vinda de cima. Erguendo-Se da prostrada posição em que Se achava, Cristo apresenta-Se em divina majestade. Desaparecera a agonia da alma. Seu semblante resplandece agora “como o Sol”, e Seus vestidos são “brancos como a luz”.
Os discípulos, despertando, contemplam a inundação de glória que ilumina o monte. Com temor e espanto, fitam a radiosa figura do Mestre. … Ao Seu lado acham-se dois seres celestiais, entretidos em íntima conversa com Ele. São Moisés, que falara com Deus sobre o Sinai; e Elias, a quem foi concedido o alto privilégio … de não passar sob o poder da morte. … Sobre o monte, foi representado em miniatura o futuro reino da glória – Cristo, o Rei, Moisés como representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados. O Desejado de Todas as Nações, págs. 419-422.
5 de dezembro
Pág. 345
Ainda no Futuro
Venha o Teu reino. Mat. 6:10.
Os discípulos de Cristo esperavam a vinda imediata do reino de Sua glória; mas ao dar-lhes esta oração Jesus ensinou que o reino não devia ser então estabelecido. Deviam orar por sua vinda como acontecimento ainda no futuro. Mas essa petição era-lhes também uma certeza. Conquanto não devessem esperar a vinda do reino em seus dias, o fato de haver Jesus recomendado que por ela orassem, constitui prova de que certamente virá no tempo designado por Deus.
O reino da graça de Deus está sendo agora estabelecido, visto que corações que têm estado sobrecarregados de pecado e rebelião se rendem à soberania de Seu amor. O completo estabelecimento do reino de Sua glória, porém, não ocorrerá senão na segunda vinda de Cristo ao mundo. O Maior Discurso de Cristo, págs. 107 e 108.
Não poderá o Seu povo receber o reino antes do advento pessoal de Cristo. Disse o Salvador: “E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle … Então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:31-34. … Quando o Filho do homem vier, os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e os vivos serão transformados. Por esta grande mudança ficam preparados para receberem o reino. … O homem, em seu estado presente, é mortal, corruptível; o reino de Deus, porém, será incorruptível, permanecendo para sempre. Portanto, o homem, em sua condição atual, não pode entrar no reino de Deus. Mas, em vindo Jesus, confere a imortalidade a Seu povo; e então os chama para possuírem o reino de que até ali têm sido apenas herdeiros. O Grande Conflito, págs. 322 e 323.
Se vós sois de Cristo, “tudo é vosso”. I Cor. 3:21. Sois, porém, como uma criança a quem não se confia ainda a direção de sua herança. Deus não vos entrega vossa preciosa possessão, para que Satanás, por seus astutos ardis, não vos engane, como fez com o primeiro par no Éden. Cristo a mantém para vós, além do alcance do espoliador. O Maior Discurso de Cristo, págs. 110 e 111.
6 de dezembro
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Por que não Agora?
Porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Jer. 31:34.
Disse Jesus: “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes.” Mat. 24:14. Seu reino não virá enquanto as boas novas de Sua graça não houverem sido levadas a toda a Terra. Assim, quando nos entregamos a Deus, e ganhamos outras almas para Ele, apressamos a vinda de Seu reino. Unicamente aqueles que se consagram a Seu serviço … oram com sinceridade: “Venha o Teu reino.” Mat. 6:10. …
A petição: “Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no Céu” (Mat. 6:10), é uma oração para que o reino do mal termine na Terra, o pecado seja para sempre destruído, e o reino da justiça se venha a estabelecer. Então, na Terra como no Céu se cumprirá “todo o desejo da Sua bondade”. II Tess. 1:11. O Caminho a Cristo, págs. 108-111.
Cristo não Se manifestará enquanto a vitória não for completa, e Ele vir “o trabalho de Sua alma”. Isa. 53:11. Todas as nações da Terra ouvirão o evangelho de Sua graça. Nem todos a receberão; mas “uma semente O servirá; falará do Senhor de geração em geração”. Sal. 22:30. “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o Céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo” (Dan. 7:27), e “a Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. Isa. 11:9. “Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a Sua glória desde o nascente do Sol.” Isa. 59:19.
“Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! … exultai juntamente, desertos … porque o Senhor consolou o Seu povo. … O Senhor desnudou o Seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da Terra verão a salvação do nosso Deus.” Isa. 52:7-10. O Desejado de Todas as Nações, pág. 828.
7 de dezembro
Pág. 347
Olhando Para Dentro da Eternidade
Olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima. Luc. 21:28.
Se a igreja se revestir do manto da justiça de Cristo, deixando qualquer aliança com o mundo, raiará para ela o amanhecer de um dia brilhante e glorioso. As promessas de Deus a ela feitas serão sempre firmes. … A verdade, passando de largo aqueles que a desprezam e rejeitam, triunfará. Conquanto às vezes pareça haver retardado, seu progresso nunca foi impedido. … Dotada de energia divina, abrirá caminho através das mais fortes barreiras e triunfará sobre todos os obstáculos.
Que susteve o Filho de Deus durante Sua vida de trabalho e sacrifício? Ele viu os resultados do trabalho de Sua alma, e ficou satisfeito. Olhando para dentro da eternidade, contemplou a felicidade dos que receberam por intermédio de Sua humilhação, perdão e vida eterna. Seus ouvidos perceberam os hosanas dos remidos. Ouviu-os entoando o cântico de Moisés e do Cordeiro.
Podemos ter uma visão do futuro, da felicidade no Céu. Na Bíblia estão reveladas visões da glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, e que são uma preciosidade para Sua igreja. Pela fé podemos chegar até o limiar da cidade eterna e ouvir as afáveis boas-vindas dadas aos que, nesta vida, cooperaram com Cristo, considerando uma honra sofrer por Sua causa. Ao serem pronunciadas as palavras: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mat. 25:34), eles lançam suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graça. … E ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:12 e 13.
Lá os remidos saudarão os que os conduziram ao Salvador, e todos se unirão no louvor Àquele que morreu para que os seres humanos pudessem ter a vida que se mede com a vida de Deus. O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os resgatados entoam a jubilosa melodia: Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e vive outra vez, triunfante Conquistador. Atos dos Apóstolos, págs. 601 e 602.
8 de dezembro
Pág. 348
Quem É Elegível?
Os sábios herdarão honra. Prov. 3:35.
Deus elegeu um caráter de acordo com Sua lei, e qualquer que atinja a norma que Ele exige, terá entrada no reino de glória. O próprio Cristo diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida.” João 3:36. “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus.” Mat. 7:21. E no Apocalipse Ele declara: “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Apoc. 22:14. Quanto ao que respeita à salvação final do homem, esta é a única eleição referida na Palavra de Deus.
Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições.
Satanás está sempre em atividade, esforçando-se por perverter o que Deus falou, por cegar a mente e obscurecer a compreensão, e levar desta maneira os homens ao pecado. É por isso que o Senhor é tão explícito, tornando Suas reivindicações tão claras que ninguém está no caso de errar. Deus está constantemente procurando trazer os homens sob Sua íntima proteção, a fim de que Satanás não possa exercer sobre eles o seu poder cruel e enganador. Deus condescendeu em falar com eles de viva voz, escrever com Sua própria mão os oráculos vivos. E estas benditas palavras, todas animadas de vida e luminosas de verdade, são confiadas aos homens como um guia perfeito. …
Cada capítulo e cada versículo da Bíblia é uma comunicação da parte de Deus aos homens. Devemos ligar seus preceitos como sinais sobre nossas mãos, e como testeiras entre nossos olhos. Sendo estudada e obedecida, haveria de guiar o povo de Deus, como guiados foram os israelitas, pela coluna de nuvem durante o dia, e pela coluna de fogo à noite. Patriarcas e Profetas, págs. 207, 208, 503 e 504.
9 de dezembro
Pág. 349
Preparando-nos Para Viver com os Anjos
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Rom. 12:1.
Não temos dúvida… de que as doutrinas que hoje mantemos sejam verdade presente, e de que nos estamos aproximando do juízo. Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. …
Abraçamos a verdade de Deus com nossas faculdades diversas, e ao chegarmos sob a influência dessa verdade, ela realizará por nós a obra necessária a fim de dar-nos aptidão moral para o reino da glória, e para a sociedade dos anjos celestes. Achamo-nos agora na oficina de Deus. Muitos de nós somos pedras rústicas da pedreira. Ao apoderar-nos, porém, da verdade de Deus, sua influência nos afeta. Eleva-nos, e tira de nós toda imperfeição e pecado, seja de que natureza for. Assim estamos preparados para ver o Rei em Sua beleza, e unir-nos afinal com os puros anjos celestes no reino da glória. É aqui que esta obra tem de ser efetuada por nós; aqui que nosso corpo e espírito devem ser habilitados para a imortalidade.
Achamo-nos em um mundo avesso à justiça, à pureza de caráter, e ao crescimento na graça. Para onde quer que olhemos, vemos corrupção e contaminação, deformidade e pecado. E qual é a obra que devemos empreender aqui antes de receber a imortalidade? É conservar nosso corpo santo, puro o nosso espírito, para que avancemos incontaminados entre as corrupções tão comuns ao nosso redor nestes últimos dias. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 181-183.
A luz brilha de modo claro, e ninguém precisa ser ignorante, pois o próprio grande Deus é o instrutor do homem. … Ele deseja que o grande assunto da reforma da saúde seja agitado e a mente do público profundamente estimulada à pesquisa, pois é impossível a homens e mulheres, com todos os seus hábitos pecaminosos, destruidores da saúde e debilitantes do cérebro, discernirem a sagrada verdade pela qual devem ser santificados, refinados e elevados, e serem aptos para a sociedade com os anjos celestiais no reino da glória. Testimonies, vol. 3, pág. 162.
10 de dezembro
Pág. 350
Aprender a Cantar do Triunfo Agora
Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente.  Êxo. 15:1.
Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apoc. 15:2 e 3.
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua benignidade e da Tua verdade.” Sal. 115:1. Tal era o espírito que penetrava o cântico do livramento de Israel, e é o espírito que deveria habitar no coração de todos os que amam e temem a Deus. Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. … As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. Que compaixão, que amor incomparável, mostrou-nos Deus, a nós pecadores perdidos, ligando-nos consigo, para que Lhe sejamos um tesouro particular! … Devemos louvar a Deus pela bem-aventurada esperança que nos expõe o grande plano da redenção; devemos louvá-Lo pela herança celestial, e por Suas ricas promessas; louvá-Lo pelo fato de que Jesus vive para interceder por nós. …
Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.” Sal. 146:2. “Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos.” Sal. 67:5. Patriarcas e Profetas, págs. 289 e 290.
11 de dezembro
Pág. 351
Enquanto Esperamos
Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor. Luc. 12:35 e 36.
Agora é o tempo de preparo para a vinda de nosso Senhor. O aprontamento para o encontro com Ele não pode ser alcançado num momento. Como preparo para aquela solene cena deve haver expectante vigilância, combinada com fervoroso trabalho. Assim os filhos de Deus O glorificam. Em meio às movimentadas cenas da vida, sua voz será ouvida proferindo palavras de encorajamento, de fé e esperança. Tudo que eles possuem está consagrado ao serviço do Mestre. …
Cristo nos diz quando será introduzido o dia do Seu reino. Não diz que todo o mundo será convertido, mas sim, que “este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Mat. 24:14. Está em nosso poder apressar a vinda do dia de Deus, levando o evangelho ao mundo. Tivesse a igreja de Cristo feito o trabalho que lhe foi apontado como o Senhor ordenara, e todo o mundo teria sido advertido antes disto, e o Senhor Jesus já teria vindo à Terra com poder e grande glória.
Vivo poder deve acompanhar a mensagem do segundo aparecimento de Cristo. Não devemos descansar até que vejamos muitas pessoas convertidas à bendita esperança da volta do Senhor. Nos dias dos apóstolos a mensagem que levavam produzia um real trabalho, fazendo que pessoas se voltassem dos ídolos para servir ao Deus vivo. A obra a ser feita hoje é igualmente real, e a verdade é igualmente a verdade; somente que devemos dar a mensagem com muito mais fervor, visto que a vinda do Senhor está mais perto. A mensagem para este tempo é positiva, simples, e de profunda importância. Devemos agir como homens e mulheres que crêem nela. Aguardar, vigiar, trabalhar, orar, advertir o mundo – eis nossa tarefa. Review and Herald, 13 de novembro de 1913.
Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento – um trabalho de reavivamento – em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. Meus irmãos, o Senhor está falando a cada um de nós. Não ouviremos Sua voz? Não espevitaremos nossas lâmpadas e não agiremos como homens que esperam a vinda de seu Senhor? Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 515.
12 de dezembro
Pág. 352
Rumo ao Lar
Então, dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Mat. 25:34.
A vinda de Cristo está mais próxima do que quando aceitamos a fé. Aproxima-se de seu término o grande conflito. Os juízos de Deus estão na Terra. Pronunciam solene advertência, dizendo: “Estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.” Mat. 24:44. …
Vivemos nas cenas finais da história da Terra. A profecia cumpre-se rapidamente. As horas de graça escoam-se depressa. Não temos tempo – nem um momento – para perder. Não sejamos achados dormindo na guarda. Ninguém diga em seu coração ou por suas obras: “Meu Senhor tarde virá.” Mat. 24:48. Que a mensagem da breve volta de Cristo ressoe em fervorosas palavras de advertência. …
O Senhor há de vir cedo, e precisamos estar preparados para encontrá-Lo em paz. Estejamos resolvidos a fazer tudo quanto está ao nosso alcance para comunicar luz aos que nos cercam. Não devemos estar tristes, mas animosos, e ter sempre perante nós o Senhor Jesus. Ele virá logo, e devemos estar prontos e aguardando o Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como remidos Seus! Por muito tempo temos esperado; mas nossa esperança não deve diminuir. Se tão-somente pudermos ver o Rei em Sua formosura, seremos para sempre benditos. Tenho a sensação de que devesse exclamar alto: “Rumo ao lar!” Estamo-nos aproximando do tempo em que Cristo virá com poder e grande glória para levar ao lar eterno os Seus resgatados. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 256 e 257.
Longo tempo temos esperado pelo retorno do Salvador. Mas nem por isto é a promessa menos certa. Logo estaremos em nosso prometido lar. Ali Jesus nos guiará junto à viva corrente que flui do trono de Deus, e nos esclarecerá os momentos escuros pelos quais Ele nos conduziu aqui na Terra a fim de alcançarmos caráter perfeito. Ali contemplaremos com não diminuída visão as belezas do Éden restaurado. Lançando aos pés do Redentor a coroa que Ele nos colocou à cabeça, e tocando nossas harpas de ouro, encheremos todo o Céu com louvor Àquele que está assentado sobre o trono. Testimonies, vol. 8, págs. 252-254.
13 de dezembro
Pág. 353
Que Galardão!
Se permanecer a obra de alguém … esse receberá galardão. I Cor. 3:14.
Magnífica será a recompensa concedida quando os obreiros fiéis se reunirem em torno do trono de Deus e do Cordeiro. Quando João, em seu estado mortal, contemplou a glória de Deus, caiu como morto: não pôde suportar a visão. Porém quando os filhos de Deus houverem sido revestidos de imortalidade, vê-Lo-ão “como é”. I João 3:2. Estarão perante o trono, aceitos no Amado. Todos os seus pecados terão sido apagados, removidas todas as suas transgressões. Podem, então, olhar o deslumbrante resplendor do trono de Deus. Foram coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, foram coobreiros Seus no plano da redenção, e com Ele participam da alegria de ver almas salvas no reino de Deus, para ali louvarem a Deus durante toda a eternidade. …
Nesse dia os remidos resplandecerão com o resplendor do Pai e do Filho. Tocando suas harpas de ouro, os anjos darão as boas-vindas ao Rei e aos Seus troféus de vitória. … Um cântico de triunfo ressoará, enchendo todo o Céu. Cristo venceu. Ele penetra nas cortes celestes, acompanhado de Seus remidos, testemunhas de que a Sua missão de sofrimento e sacrifício não foi em vão. …
Há ali casas para os peregrinos da Terra. Há vestes para os justos, com coroas de glória e palmas de vitória. Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que a nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis. Ao reconhecermos o terno cuidado dAquele que faz todas as coisas contribuírem para o nosso bem, regozijar-nos-emos com júbilo inexprimível e repleto de glória. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 432 e 433.
Insisto em que vos prepareis para a vinda de Cristo nas nuvens do céu. … Preparai-vos para o juízo, para que, ao vir Cristo, para Se fazer admirável em todos os que crêem, vós estejais entre os que O encontrarão em paz. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 432.
14 de dezembro
Pág. 354
O Glorioso Aparecimento de Cristo
Quando vier o Filho do homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, se assentará no trono da Sua glória.  Mat. 25:31.
A voz de Deus é ouvida no Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto eterno com Seu povo. Semelhantes a estrondos do mais forte trovão, Suas palavras ecoam pela Terra inteira. O Israel de Deus fica a ouvir, com o olhar fixo no alto. Têm o semblante iluminado com a Sua glória. …
Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. … O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. … Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. …
Os justos clamam, a tremer: “Quem poderá subsistir?” Silencia o cântico dos anjos, e há um tempo de terrível silêncio. Ouve-se, então, a voz de Jesus, dizendo: “A Minha graça te basta.” Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da Terra.
O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como um pergaminho, e a Terra treme diante dEle, e todas as montanhas e ilhas se movem de seu lugar. … Os ímpios suplicam para que sejam sepultados sob as rochas das montanhas, em vez de ver o rosto dAquele que desprezaram e rejeitaram. … Os que desejariam destruir a Cristo e Seu povo fiel, testemunham agora a glória que sobre eles repousa. No meio de seu terror, ouvem a voz dos santos em alegres acordes, exclamando: “Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará.” Isa. 25:9. O Grande Conflito, págs. 640-644.
15 de dezembro
Pág. 355
Vitória Sobre a Morte
Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. I Tess. 4:16 e 17.
A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. … Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” I Cor. 15:55. …
Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos”. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. …
Antes de entrar na cidade de Deus, o Salvador concede a Seus seguidores os emblemas da vitória, conferindo-lhes as insígnias de sua condição real. … Sobre a cabeça dos vencedores, Jesus com Sua própria destra põe a coroa de glória. Para cada um há uma coroa que traz o seu “novo nome” (Apoc. 2:17), e a inscrição: “Santidade ao Senhor.” Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes. Indizível arrebatamento faz vibrar todo coração, e toda voz se ergue em grato louvor. ….
Diante da multidão de resgatados está a santa cidade. Jesus abre amplamente as portas de pérolas, e as nações que observaram a verdade, entram. Ali contemplam o Paraíso de Deus, o lar de Adão em sua inocência. Então aquela voz, mais harmoniosa do que qualquer música que tenha soado já aos ouvidos mortais, é ouvida a dizer: “Vosso conflito está terminado.” “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Cumpre-se então a oração do Salvador por Seus discípulos: “Aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo.” “Irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória” (Jud. 24), Cristo os apresenta a Seu Pai como a aquisição de Seu sangue. … Oh! maravilhas do amor que redime! transportes daquela hora em que o infinito Pai, olhando para os resgatados, contemplar Sua imagem, banida a discórdia do pecado, removida sua maldição, e o humano de novo em harmonia com o divino! O Grande Conflito, págs. 644-646.
16 de dezembro
Pág. 356
Alegria Eterna
Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.  Isa. 35:10.
Quando Cristo veio à Terra a primeira vez, veio em humildade e obscuridade, e Sua vida aqui foi de sofrimento e pobreza. … Em Sua segunda vinda tudo será mudado. Os homens não O verão como um prisioneiro rodeado pela turba, mas como o Rei do Céu. Cristo virá em Sua própria glória, na glória de Seu Pai e na glória dos santos anjos. Milhões de milhões e milhares de milhares de anjos, os belos e triunfantes filhos de Deus, possuidores de excelente amabilidade e glória, escoltá-Lo-ão em seu caminho. Em lugar de uma coroa de espinhos, Ele ostentará uma coroa de glória – coroa dentro de coroa. Em lugar daquele velho manto de púrpura, envergará as vestes de inexcedível brancura, “como nenhum lavandeiro na Terra as poderia alvejar. Mar. 9 :3. E em Seu manto e na coxa Ele traz um nome escrito: “rei dos reis e Senhor dos senhores.” Apoc. 19:16. …
A Seus fiéis seguidores Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar. Viveram em constante e íntima comunhão com Deus. Sobre eles resplandeceu a glória do Senhor. Neles se refletiu a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. Regozijam-se agora nos raios brilhantes do resplendor e glória do Rei em Sua majestade. Acham-se preparados para a comunhão celestial; pois têm o Céu no coração.
De cabeça erguida, brilhando sobre eles os resplandecentes raios do Sol da Justiça, regozijando-se porque se aproxima sua redenção, saem ao encontro do Esposo. …
Um pouco mais, e veremos o Rei em sua beleza. Um pouco mais, e Ele limpará dos olhos toda lágrima. … Então, inumeráveis vozes entoarão o cântico: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.” Apoc. 21:3.
“Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dEle sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.” II Ped. 3:14. Review and Herald, 13 de novembro de 1913.
17 de dezembro
Pág. 357
Finalmente o Lar!
Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. I Cor. 2:9.
Enquanto vos deleitais nas atraentes belezas da Terra, pensai no mundo por vir, o qual não conhecerá jamais a mancha do pecado e morte; onde a face da natureza não mais apresentará as sombras da maldição. Representai-vos na imaginação o lar dos remidos, e lembrai-vos de que ele será mais glorioso do que o pode pintar vossa mais brilhante imaginação. Nos variados dons de Deus em a natureza só discernimos o mais pálido vislumbre de Sua glória.
E afinal abrir-se-ão as portas do Céu para dar entrada aos filhos de Deus, e dos lábios do Rei da glória brotarão as palavras que lhes soarão aos ouvidos qual música inefável: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34. Então os remidos receberão as boas-vindas às moradas que Jesus lhes está preparando. Caminho a Cristo, págs. 86, 87, 125 e 126.
Vi … Jesus conduzir a multidão dos remidos à porta da cidade. Lançou mão da porta e girou-a sobre os seus resplandecentes gonzos, e mandou entrarem as nações que haviam observado a verdade. Dentro da cidade havia tudo para deleitar a vista. Contemplavam por toda parte uma intensa glória. Então Jesus olhou para os Seus santos remidos; seus rostos estavam radiantes de glória; e, fixando Seu olhar amorável sobre eles, disse com Sua preciosa e melodiosa voz: “Vejo o trabalho de Minha alma, e estou satisfeito. Esta magnificente glória é vossa, para a fruíres eternamente. Vossas tristezas estão terminadas. Não mais haverá morte, nem tristeza, nem pranto; tampouco haverá mais dor.” …
A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória, deponho a pena e exclamo: “Oh, que amor! que amor maravilhoso!” A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador. Primeiros Escritos, págs. 288 e 289.
18 de dezembro
Pág. 358
O Éden Restaurado
Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. Apoc. 2:7.
O jardim do Éden permaneceu sobre a Terra muito tempo depois que o homem fora expulso de suas deleitáveis veredas. [Gên. 4:16.] Foi permitido à raça decaída por muito tempo contemplar o lar da inocência, estando a sua entrada vedada apenas pelos anjos vigilantes. À porta do Paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Para ali iam Adão e seus filhos a fim de adorarem a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden. Quando a onda de iniquidade se propagou pelo mundo, e a impiedade dos homens determinou sua destruição por meio de um dilúvio de água, a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. Mas, na restauração final de todas as coisas, quando houver “um novo céu e uma nova Terra”, será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio.
Então os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão com um vigor imortal, por sob a árvore da vida [Apoc. 2:7; Apoc. 21:1; Apoc. 22:14]; e, através de infindáveis séculos, os habitantes dos mundos que não pecaram contemplarão no jardim de delícias um modelo da obra perfeita da criação de Deus, intato da maldição do pecado – modelo do que teria sido a Terra inteira se tão-somente houvesse o homem cumprido o plano glorioso do Criador. Patriarcas e Profetas, pág. 62.
Adão é reintegrado em seu primeiro domínio. Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite – as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Grande Conflito, pág. 648.
Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão “na beleza do Senhor nosso Deus”, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações, há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente! O Grande Conflito, pág. 645.
19 de dezembro
Pág. 359
Fim de Todo Sofrimento
E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. Apoc. 21:4.
A dor não pode existir na atmosfera do Céu. No lar dos remidos, não haverá lágrimas, nenhum cortejo fúnebre, nenhuma exteriorização de luto. “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.” Isa. 33:24. Uma rica maré de felicidade fluirá e aprofundar-se-á ao avançar a eternidade. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 433.
Chegado é o tempo, para o qual santos homens têm olhado com anseio desde que a espada inflamada vedou o Éden ao primeiro par – tempo “para a redenção da possessão de Deus”. Efés. 1:14. A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo pecado foi restaurado. … O propósito original de Deus na criação da Terra cumpre-se, ao fazer-se ela a eterna morada dos remidos. “Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre.” Sal. 37:29. …
Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa”. Isa. 35:1. “Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta.” Isa. 55:13. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará.” Isa. 11:6. “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor. Isa. 11:9. O Grande Conflito, págs. 674-676.
Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou.
O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor. O Grande Conflito, págs. 674 e 678.
20 de dezembro
Pág. 360
Renovada a Vida do Éden
Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Isa. 65:21 e 22.
Haverá atividade de trabalho no Céu. O estado dos redimidos não é de repouso ocioso. SDA Bible Commentary, vol. 3, pág. 1.164.
Na Terra renovada, os redimidos empenhar-se-ão em ocupações e prazeres que levaram felicidade a Adão e Eva no início. Será vivida a vida edênica, a vida no jardim e no campo. …
Ali cada faculdade será desenvolvida, toda habilidade aumentada. Os maiores empreendimentos serão levados a êxito, as mais elevadas aspirações alcançadas, realizadas as mais altas ambições. E surgirão ainda novas alturas a serem alcançadas, novas maravilhas para serem admiradas, novas verdades a serem compreendidas, novos objetos de estudo a desafiarem as faculdades do corpo, da mente e da alma. Profetas e Reis, págs. 730 e 731.
“Os Seus servos O servirão.” Apoc. 22:3. A vida na Terra é o princípio da vida no Céu; a educação na Terra é a iniciação nos princípios do Céu; e o trabalho aqui é o preparo para o trabalho lá. O que hoje somos no caráter e serviço santo, é o prenúncio certo do que seremos.
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” Mat. 20:28. A obra de Cristo neste mundo é Sua obra nos Céus, e a nossa recompensa por trabalhar com Ele neste mundo será o maior poder e mais amplo privilégio de com Ele trabalhar no mundo vindouro. “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus.” Isa. 43:12. Isso também seremos na eternidade. …
Em nossa vida aqui, posto que terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educação se encontram no serviço em favor de outrem. E no futuro estado, livres das limitações próprias da humanidade pecaminosa, será no serviço que se encontrará a nossa máxima alegria e mais elevada educação – testemunhando (e aprendendo, novamente, sempre que assim o fizermos) “as riquezas da glória deste mistério, … que é Cristo em vós, esperança da glória”. Col. 1:27. Educação, págs. 307-309.
21 de dezembro
Pág. 361
Felicidade Eterna
Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente. Sal. 16:11.
Durante Seu ministério, Jesus viveu em grande parte ao ar livre. … Muito de Seu ensino foi ministrado ao ar livre também. A Ciência do Bom Viver, pág. 52.
Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país. (Heb. 11:14-16.) Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar. O Grande Conflito, pág. 675.
A Bíblia nos apresenta à vista as insondáveis riquezas e os imperecíveis tesouros do Céu. O mais forte impulso do homem com ele insiste para buscar a sua própria felicidade, e a Bíblia reconhece esse desejo e nos mostra que todo o Céu se unirá ao homem em seus esforços para atingir a felicidade verdadeira. Revela a condição sob que a paz de Cristo é concedida ao homem. Descreve um lar de eterna felicidade e resplendor, onde nunca serão conhecidas as lágrimas nem a necessidade. Carta 28, 1888.
Tudo que é belo em nosso lar terrestre lembre-nos do rio de cristal e dos verdes campos, das árvores ondeantes e das fontes vivas, da cidade resplandecente e dos cantores de vestes brancas de nosso lar celestial – mundo de beleza que nenhum artista pode desenhar, nem língua mortal descrever. …
Habitar para sempre nesse lar de bem-aventuranças, trazer na alma, corpo e espírito não os traços do pecado e da maldição, mas a perfeita semelhança de nosso Criador, e através de eras eternas progredir em sabedoria, conhecimentos e santidade, explorando sempre novos campos do pensamento, sempre encontrando novas maravilhas e novas glórias, aumentando sempre a capacidade de saber e amar, e sabendo que há ainda diante de nós alegria, amor e sabedoria infinitos – tal é o objetivo a que aponta a esperança cristã, para o qual prepara a educação cristã. Conseguir essa educação e auxiliar outros a alcançá-la deve ser o objetivo da vida cristã. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 55.
22 de dezembro
Pág. 362
Com Meu Anjo da Guarda
Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque Eu vos afirmo que os seus anjos nos Céus veem incessantemente a face de Meu Pai celeste. Mat. 18:10.
Não compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes. Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas trevas da noite. …
Embora os governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido seus apelos. Nos conselhos e cortes de justiça, mensageiros celestiais têm pleiteado a causa dos perseguidos e oprimidos. Têm eles combatido propósitos e detido males que teriam acarretado ruína e sofrimento aos filhos de Deus. Tudo isto se desdobrará ao estudante na escola celestial.
Todo remido compreenderá a atuação dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi o seu guardador desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que o protegeu no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em favor da humanidade. Educação, págs. 304 e 305.
Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua sorte na vida, pode ter a companhia que preferir. … Pode neste mundo habitar em atmosfera celestial, … aproximando-se mais e mais do limiar do mundo eterno, e isto até que se abram os portais e ele ali entre. Não se achará ali como estranho. As vozes que o saudarem são as daqueles seres santos que, invisíveis, foram na Terra seus companheiros, vozes que ele aqui aprendeu a distinguir e amar. Aquele que pela Palavra de Deus viveu em associação com o Céu, encontrar-se-á à vontade na companhia dos entes celestiais. Educação, pág. 127.
23 de dezembro
Pág. 363
A Escola Celestial
Todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e será grande a paz de teus filhos. Isa. 54:13.
O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito. Uma ramificação desta escola foi estabelecida no Éden; e, cumprindo o plano da redenção, reassumir-se-á a educação na escola edênica. …
Entre a escola estabelecida no Éden, no princípio, e aquela do além, jaz todo o lapso da história deste mundo – a história da transgressão e sofrimento humanos, do sacrifício divino e da vitória sobre a morte e o pecado. Nem todas as condições daquela primeira escola edênica se encontrarão na escola da vida futura. Nenhuma árvore da ciência do bem e do mal oferecerá oportunidade para a tentação. Não haverá ali tentador, nem possibilidade para o mal. Todos os caracteres resistiram à prova do mal, e nenhum será jamais susceptível ao seu poder. …
Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer “na beleza do Senhor nosso Deus” – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatórios da criação, sem divisar coisa alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristezas. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, escrito em grandes letras, o nome de Deus; e nem na Terra, nem no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal. Educação, págs. 301-303.
Os que tirarem o máximo proveito de seus privilégios para alcançar aqui as mais elevadas realizações, levarão estas valiosas aquisições consigo para a vida futura. Buscaram e obtiveram o que é imperecível. A capacidade para apreciar as glórias que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu”, (I Cor. 2:9) será proporcional às realizações alcançadas mediante o cultivo das faculdades, nesta vida. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 49.
24 de dezembro
Pág. 364
Cristo Ainda Nosso Professor
O Meu povo saberá o Meu nome; … naquele dia, saberá que sou Eu quem fala: Eis-Me aqui. Isa. 52:6.
Restabelecidos à Sua presença, de novo os homens serão, como no princípio, ensinados por Deus. Educação, pág. 302.
Não temos a menor ideia do que então se nos revelará. Com Cristo andaremos ao lado das águas vivas. Ele nos patenteará a beleza e glória da natureza. Revelará o que Ele é para nós, e o que nós somos para Ele. Verdades que hoje não podemos conhecer, em virtude de nossas limitações finitas, ali conheceremos. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 162.
No mundo vindouro, Jesus guiará os remidos ao pé do rio da vida e lhes ensinará maravilhosas lições de verdade. … Verão que a mão de mestre mantém o mundo em sua posição. Contemplarão a habilidade com que o grande Artista dá colorido às flores do campo, e aprenderão algo dos propósitos do misericordioso Pai, que envia cada raio de luz; e com os santos anjos os remidos reconhecerão em cânticos de grato louvor o supremo amor de Deus a um mundo ingrato. Review and Herald, 3 de janeiro de 1907.
Ali se revelará ao estudante uma história de infinito objetivo e riqueza inexprimível. … A história do início do pecado; da fatal falsidade em sua ação sinuosa; da verdade que, não se desviando das suas próprias linhas retas, se defrontou com o erro e o venceu; sim, tudo isto será manifesto. O véu que se interpõe entre o mundo visível e o invisível, será removido e reveladas coisas maravilhosas.
Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participaremos dos tesouros adquiridos através dos séculos empregados na contemplação da obra de Deus. E enquanto os anos da eternidade se escoam, continuarão a trazer-nos mais gloriosas revelações. “Muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efés. 3:20) será, para todo o sempre, a concessão dos dons de Deus. Educação, págs. 304 e 307.
Cada princípio reto, cada verdade aprendida em uma escola terrestre, far-nos-á mais adiantados, em medida correspondente, na escola celestial. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 209.
Devemos obter, aqui, uma educação que nos habilite para viver com Deus por todos os séculos da eternidade. A educação que aqui começarmos, será aperfeiçoada no Céu. Apenas teremos acabado de entrar num grau superior. Manuscrito 16, 1895.
25 de dezembro
Pág. 365
Nosso Curso de Estudos
Porque, em parte, conhecemos. … Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.  I Cor. 13:9 e 10.
Pela fé devemos contemplar o além e tomar posse do penhor de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso intelecto, unindo com as divinas as faculdades humanas, e pondo em contato direto com a Fonte da luz todas as faculdades da alma. Podemos regozijar-nos por isso que tudo que, nas providências de Deus, se nos tornou objeto de perplexidade, será então esclarecido; coisas difíceis de compreender encontrarão explicação. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 311.
Ali, todos os que trabalharam com um espírito desinteressado contemplarão os frutos de seus esforços. Ver-se-á o resultado de todo princípio correto e nobre ação. Alguma coisa disto aqui vemos. Mas quão pouco dos resultados dos mais nobres trabalhos deste mundo é o que se manifesta nesta vida aos que os fazem! Quantos labutam abnegadamente, incansavelmente por aqueles que ficam além de seu alcance e conhecimento! Pais e professores tombam em seu último sono, parecendo o trabalho de sua vida ter sido feito em vão; não sabem que sua fidelidade descerrou fontes de bênçãos que jamais poderão deixar de fluir; apenas pela fé veem as crianças que educaram tornarem-se uma bênção e inspiração a seus semelhantes, e essa influência repetir-se mil vezes mais. Muito obreiro há que envia para o mundo mensagens de alento, esperança e ânimo, palavras que levam bênçãos aos corações em todos os países; mas, quanto aos resultados, nada sabe, afadigando-se ele em solidão e obscuridade. Assim se concedem dons, aliviam-se cargas, faz-se trabalho. Os homens lançam a semente, da qual, sobre as suas sepulturas, outros recolhem a abençoada colheita. Plantam árvores para que outros comam o fruto. Aqui estão contentes por saberem que puseram em atividade forças para promover o bem. No além serão vistas a ação e reação de todas estas forças.
De todo dom que Deus outorgou, encaminhando o homem para o esforço abnegado, conserva-se no Céu um relatório. Examinar estes dons em suas extensas linhas, olhar para aqueles que mediante nossos esforços se reergueram e enobreceram, contemplar em sua história o efeito dos verdadeiros princípios – eis um dos estudos e recompensas da escola celestial. Educação, págs. 305 e 306.
26 de dezembro
Pág. 366
Explorando o Universo
Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. I Cor. 13:12.
“Agora, vemos como em espelho, obscuramente.” I Cor. 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.
Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda a família nos Céus e na Terra” (Efés. 3:15) – tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. …
Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. … Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.
E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor. O Grande Conflito, págs. 676-678.
27 de dezembro
Pág. 367
Regozijar com Jerusalém
E eu, João, vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém, que de Deus descia do Céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. Apoc. 21:2.
Ali está a Nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada, como “uma coroa de glória na mão do Senhor e um diadema real na mão de teu Deus”. Isa. 62:3. “Sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente.” “As nações andarão à sua luz; e os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra.” Apoc. 21:11 e 24. Diz o Senhor: “Folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo.” Isa. 65:19. “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Apoc. 21:3.
Na cidade de Deus “não haverá noite”. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.” Apoc. 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol. O Grande Conflito, pág. 676.
Nas visões do profeta, os que triunfaram sobre o pecado e a sepultura são agora vistos felizes na presença do seu Criador, com Ele falando livremente, assim como o homem falava com Deus no início. “Mas vós folgareis”, o Senhor lhes declarou, “e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo gozo. E folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.” Isa. 65:18 e 19. …
Contemplando o profeta os redimidos como moradores da cidade de Deus, livres do pecado e de todos os sinais da maldição, exclama em exaltação: “Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria.” Isa. 66:10. Profetas e Reis, pág. 729.
28 de dezembro
Pág. 368
Segurança Eterna
O Senhor será Rei sobre toda a Terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o Seu nome. Zac. 14:9.
O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser, a eterna habitação dos obedientes. Durante seis mil anos, Satanás tem lutado para manter posse da Terra. Agora se cumpre o propósito original de Deus ao criá-la. “Os santos do Altissímo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade.” Dan. 7:18.
“Desde o nascimento do Sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor.” Sal. 113:3. … Dizem as Escrituras: “Para sempre, ó Senhor, a Tua Palavra permanece no Céu.” Sal. 119:89. São “fiéis todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre”. Sal. 111:7 e 8. Os santos estatutos que Satanás odiara e procurara destruir, serão honrados por todo um Universo. Patriarcas e Profetas, pág. 342.
Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.
A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu – aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, “com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” Apoc. 21:4. E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom – EMANUEL, “DEUS CONOSCO”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 26.
29 de dezembro
Pág. 369
Total Compensação
Não abandoneis… a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará. Heb. 10:35-37.
A longanimidade de Deus é maravilhosa. Longamente espera a justiça enquanto a graça intercede com o pecador. Mas “justiça e juízo são a base do Seu trono”. Sal. 97:2. … O mundo tornou-se ousado na transgressão da lei de Deus. Por causa de Sua longa clemência os homens Lhe espezinharam a autoridade. … Há, porém, um limite além do qual não podem passar. Próximo está o tempo em que atingirão o limite prescrito. Mesmo agora quase excederam os termos da longanimidade de Deus, e a medida de Sua graça e misericórdia. O Senhor Se interporá para vindicar Sua própria honra, para livrar Seu povo e reprimir os excessos da injustiça. …
Neste tempo, em que prevalece a iniquidade, podemos saber que a grande e última crise está à porta. Quando o desafio da lei de Deus for quase universal, quando o Seu povo for oprimido e atormentado por seus semelhantes, o Senhor intervirá. …
“Haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o Teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” Dan. 12:1. De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das montanhas e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo recolherá Seus filhos. … Por tribunais humanos os filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas próximo está o dia em que “Deus mesmo é o juiz”. Sal. 50:6. Então as sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então “tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra”. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles. … Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as perdas sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda da vida temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados. “Verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome.” Apoc. 22:4. Parábolas de Jesus, págs. 177-180.
30 de dezembro
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Olhar Para Cima
Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada. Isa. 40:1 e 2.
Nos dias mais negros de seu longo conflito com o mal, à igreja de Deus têm sido dadas revelações do eterno propósito de Jeová. A Seu povo tem sido permitido olhar para além das provas do presente aos triunfos do futuro quando, findo o conflito, os redimidos entrarão na posse da Terra Prometida. Essas visões de glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, deviam ser estimadas por Sua igreja hoje, quando a controvérsia dos séculos está chegando rapidamente ao fim, e as bênçãos prometidas devem ser logo experimentadas em toda a sua plenitude.
A nós que estamos no próprio limiar do seu cumprimento, que momentosos e de vivo interesse não são esses sinais das coisas por vir – eventos a cujo respeito, desde que nossos primeiros pais se encaminharam para fora do Éden, os filhos de Deus têm orado, e os quais têm ansiosamente aguardado!
Companheiro peregrino, nós estamos ainda em meio às sombras e tumultos das atividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo, está franqueando as portas do Paraíso a todo que nEle crê. Logo a batalha estará finda, e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fora. “Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” Isa. 65:17. “Não rejeiteis pois a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará.” Heb. 10:35-37. “Israel é salvo … com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados nem confundidos em todas as eternidades.” Isa. 45:17.
Olhai para cima, olhai para cima, e permiti que vossa fé cresça continuamente. Permiti que esta fé vos guie pelo caminho estreito que leva através das portas da cidade para o grande além, o vasto e ilimitado futuro de glória que há para os redimidos. Profetas e Reis, págs. 722, 731 e 732.
31 de dezembro
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Reivindicada a Justiça de Deus
Por Minha vida, diz o Senhor, diante de Mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. Rom. 14:11.
Para que foi permitido continuar o grande conflito através dos séculos? Por que foi que se não eliminou a existência de Satanás no início de sua rebelião? – Foi para que o Universo se pudesse convencer da justiça de Deus ao tratar com o mal, e para que o pecado pudesse receber condenação eterna. No plano da salvação há sumidades e profundezas, que a própria eternidade jamais poderá compreender completamente, maravilhas para as quais os anjos desejam atentar. Apenas os remidos, dentre todos os seres criados, conheceram em sua própria experiência o conflito com o pecado; trabalharam com Cristo e, conforme os mesmos anjos não o poderiam fazer, associaram-se em Seus sofrimentos; não terão eles qualquer testemunho quanto à ciência da redenção, algo que seja de valor para seres não caídos? …
“No Seu templo cada um diz: Glória!” (Sal. 29:9) e o cântico que os resgatados entoarão, cântico este de sua experiência, declarará a glória de Deus: “Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos! Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome? Porque só Tu és santo.” Apoc. 15:3 e 4. Educação, págs. 308 e 309.
Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. Veem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que desprezaram e transgrediram. … Todas as questões sobre a verdade e o erro no prolongado conflito foram agora esclarecidas. Os resultados da rebelião, os frutos de se porem de parte os estatutos divinos, foram patenteados à vista de todos os seres criados. Os resultados do governo de Satanás em contraste com o de Deus, foram apresentados a todo o Universo. As próprias obras de Satanás o condenaram. A sabedoria de Deus, Sua justiça e bondade, acham-se plenamente reivindicadas. Vê-se que toda a Sua ação no grande conflito foi orientada com respeito ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que criou. … À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.” Apoc. 15:3. O Grande Conflito, págs. 668-671.

Publicado em 12 - Dezembro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário