Meditação Matinal – abril de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

 

1º de abril – Pág. 97 – Crise em Israel
Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido. E converteram a Sua glória na figura de um boi que come erva. Salmos 106:19 e 20.
Na ausência de Moisés a autoridade judiciária fora delegada a Arão, e uma vasta multidão reuniu-se em redor de sua tenda, com o pedido: “Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, … não sabemos o que lhe sucedeu.” Êxodo 32:1. A nuvem, disseram eles, … repousava agora permanentemente sobre o monte; não mais dirigiria as suas viagens. …
Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. Mas o atual líder de Israel não era deste caráter. Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. … Alguns houve que permaneceram fiéis ao seu concerto com Deus; mas a maior parte do povo aderiu à apostasia. …
Arão temia pela sua própria segurança; e, em vez de manter-se nobremente pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão. Seu primeiro ato foi ordenar que os brincos de ouro fossem reunidos dentre todo o povo e trazidos a ele, esperando que o orgulho os levasse a recusar tal sacrifício. Voluntariamente, porém, cederam os seus ornamentos; e destes fez um bezerro fundido, à imitação dos deuses do Egito. O povo proclamou: “Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” E Arão vilmente permitiu se fizesse este insulto a Jeová. Fez mais. Vendo com que satisfação o deus de ouro era recebido, construiu um altar diante dele, e fez esta proclamação: “Amanhã será festa ao Senhor.” Êxodo 32:4 e 5. O anúncio foi apregoado por trombeteiros, de grupo em grupo pelo acampamento todo. …
Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma “aparência de piedade”! II Timóteo 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 316 e 317.
2 de abril – Pág. 98 – Traição
Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Êxodo 32:21.
Arão esforçou-se por defender-se, alegando o clamor do povo. … Suas desculpas e prevaricações, porém, de nada valeram. …
O fato de que Arão fora muito mais abençoado e honrado do que o povo, foi o que tornou o seu pecado tão hediondo. Foi Arão, “o santo do Senhor” (Salmos 106:16), que fizera o ídolo e anunciara a festa. Foi aquele que fora designado como o porta-voz de Moisés, e a respeito de quem o próprio Deus testificou: “Eu sei que ele falará muito bem” (Êxodo 4:14), foi ele que não pôde sustar os idólatras no seu intento de afronta ao Céu. Aquele por intermédio de quem Deus agira ao trazer juízo tanto sobre os egípcios como seus deuses, ouvira inabalável a proclamação ante a imagem fundida: “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” Êxodo 32:8. Fora aquele que estivera com Moisés no monte, e ali vira a glória do Senhor, que vira que na manifestação daquela glória nada havia de que se pudesse fazer uma imagem, sim, foi ele que mudou aquela glória na semelhança de um boi. Aquele a quem Deus confiara o governo do povo na ausência de Moisés, foi encontrado a sancionar a sua rebelião. “O Senhor Se irou muito contra Arão para o destruir.” Deuteronômio 9:20. Mas em resposta à fervorosa intercessão de Moisés, sua vida foi poupada; e, com arrependimento e humilhação pelo seu grande pecado, foi restabelecido no favor de Deus.
Se Arão tivesse tido coragem para se pôr do lado do direito, sem se incomodar com as consequências, poderia ter impedido aquela apostasia. Se houvesse inabalavelmente mantido sua fidelidade para com Deus, se houvesse mencionado ao povo os perigos do Sinai, e os tivesse feito lembrar de seu concerto solene com Deus, para obedecerem a Sua lei, ter-se-ia sustado o mal. Mas sua conformação com os desejos do povo, e a calma segurança com que se pôs a executar os seus planos, fizeram com que se atrevessem a ir mais longe, no pecado, do que antes lhes viera à mente fazer. …
De todos os pecados que Deus punirá, nenhum é mais ofensivo à Sua vista do que aquele que incentiva o outro a fazer o mal. Patriarcas e Profetas, págs. 320-323.
3 de abril – Pág. 99 – Face a Face
E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo. Êxodo 33:11.
Depois da transgressão de Israel por fazer o bezerro de ouro, Moisés de novo foi pleitear com Deus em favor de seu povo. … Ele aprendeu por experiência que para ter influência sobre o povo precisava antes ter poder com Deus. O Senhor lê a sinceridade e elevação de propósito do coração de Seu servo e condescende em partilhar sua debilidade mortal, face a face, como um homem fala com seu amigo. Moisés lançou-se a si mesmo e todo o seu fardo sobre Deus e livremente derramou sua alma ante Ele. O Senhor não reprova o Seu servo, mas pára de ouvir suas súplicas. …
A resposta vem: “Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar.” Êxodo 33:14. Mas Moisés não sente que deve parar aqui. Ele recebera muito já, mas anseia aproximar-se ainda mais de Deus, a fim de obter maior segurança de Sua permanente presença. Ele conduzira o fardo de Israel; levara o esmagador peso de responsabilidade; quando o povo pecou, ele sofreu mortificante pesar, como se ele próprio fosse culpado; e agora pesa sobre sua alma o senso dos terríveis resultados se Deus deixar Israel em sua dureza de coração e impenitência. … Moisés faz sua petição com tal fervor que a resposta vem: “Farei também isto, que tens dito, porquanto achaste graça aos Meus olhos, e te conheço por nome.” Êxodo 33:17.
Agora, naturalmente, poderíamos esperar que o profeta cessasse de suplicar; mas não; animado pelo sucesso, ele se aventura a ir ainda para mais perto de Deus, com uma santa familiaridade que vai além de nossa compreensão. Agora ele faz um pedido que nenhum ser humano fizera antes: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória.” Êxodo 33:18. Que petição de um homem finito, mortal! Mas ele é repelido? Reprova-o Deus por sua presunção? Não; ouvimos as graciosas palavras: “Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxodo 33:19. …
Na história de Moisés podemos ver quão íntima comunhão com Deus é privilégio do homem usufruir. Testimonies, vol. 4, págs. 531-533.
4 de abril – Pág. 100 – Fogo Estranho
E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Levítico 10:1.
Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú eram os mais preeminentes em Israel. Tinham sido honrados de modo especial pelo Senhor, tendo-se-lhes permitido juntamente com os setenta anciãos verem Sua glória no monte. Sua transgressão não deveria, entretanto, desculpar-se ou ser considerada levianamente. Tudo isto tornava mais ofensivo o seu pecado. Porque os homens receberam grande luz, porque tenham como príncipes de Israel subido ao monte, e hajam alcançado o privilégio de ter comunhão com Deus e demorar-se na luz da Sua glória, não se lisonjeiem eles de que podem depois pecar impunemente; de que, visto terem sido de tal maneira honrados, Deus não será rigoroso no castigo de sua iniquidade. Isto é erro fatal. A grande luz e privilégios concedidos exigem uma retribuição de virtude e santidade correspondente à luz outorgada. Nada menos que isto poderá Deus aceitar. Grandes bênçãos e privilégios nunca devem embalar-nos em segurança ou despreocupação. Nunca devem dar liberdade ao pecado, nem fazer com que os que os recebem entendam que Deus não será exigente com eles. …
Nadabe e Abiú não haviam sido em sua juventude ensinados nos hábitos de domínio próprio. … Hábitos de condescendência própria, durante muito tempo acalentados, alcançaram sobre eles um domínio que mesmo a responsabilidade do mais sagrado mister não teve poder para quebrar. Não haviam sido ensinados a respeitar a autoridade do pai, nem se compenetravam da necessidade de estrita obediência aos mandos de Deus. A mal-entendida indulgência de Arão com os filhos preparou-os para se tornarem objetos dos juízos divinos.
O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. … Ninguém se engane com a crença de que uma parte dos mandamentos de Deus não é essencial, ou que Ele aceitará uma substituição daquilo que exigiu. Patriarcas e Profetas, págs. 359 e 360.
5 de abril – Pág. 101 – Males do Álcool
O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio. Provérbios 20:1.
Nadabe e Abiú nunca teriam cometido aquele pecado fatal, se não se houvessem primeiramente em parte intoxicado pelo livre uso do vinho. Compreendiam que o mais cuidadoso e solene preparo era necessário antes de se apresentarem no santuário, onde era manifestada a presença divina; pela intemperança, porém, perderam a idoneidade para o seu santo ofício. A mente se lhes tornou confusa e embotadas as percepções morais, de modo que não podiam discernir a diferença entre o sagrado e o comum. A Arão e a seus filhos sobreviventes foi feito este aviso: “Vinho nem bebida forte… não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será este entre as vossas gerações; e para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado.” Levitico 10:9-11. O uso de bebidas alcoólicas tem o efeito de enfraquecer o corpo, confundir a mente e rebaixar a moral. Impede aos homens de se compenetrarem do caráter sagrado das coisas santas ou da vigência das ordens de Deus. Todos os que ocupavam posições de responsabilidade sagrada, deviam ser homens de estrita temperança, para terem mente clara, a fim de discernirem entre o reto e o que o não é, para terem firmeza de princípios, e sabedoria para administrar justiça e mostrar misericórdia.
A mesma obrigação repousa sobre todo seguidor de Cristo. … À igreja de Cristo em todos os tempos é dirigido este aviso solene e terrível: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” I Coríntios 3:17. Patriarcas e Profetas, págs. 361 e 362.
O caso dos filhos de Arão foi registrado para benefício do povo de Deus, e deve ensinar especialmente aos que se estão preparando para a segunda vinda de Cristo, que a condescendência com o apetite pervertido destrói os finos sentimentos da alma e afeta por tal forma as faculdades de raciocínio dadas por Deus ao homem, que as coisas espirituais e santas, perdem sua santidade. A desobediência parece aprazível em vez de excessivamente pecaminosa. Temperança, pág. 149.
6 de abril – Pág. 102 – Amor Mal Aplicado
E lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Salmos 105:26.
Arão era homem de amável disposição, e a ele Deus escolhera para estar com Moisés e falar por ele. … Deus podia ter escolhido Arão como líder; mas Aquele que conhece os corações, que compreende o caráter, sabia que Arão era inseguro e lhe faltava coragem moral para persistir na defesa do direito sob quaisquer circunstâncias, fossem quais fossem as consequências. O desejo de Arão de ganhar a boa vontade do povo algumas vezes levou-o a cometer graves erros. … A mesma falta de firmeza ao lado do direito em sua família resultou na morte de dois de seus filhos. … Nadabe e Abiú deixaram de mostrar reverência pela ordem de Deus no que dizia respeito ao fogo que deveria ser posto nos incensários com o incenso perante Ele. …
Aqui se vê o resultado de uma disciplina frouxa. Como os filhos de Arão não tivessem sido educados no respeito e reverência para com as ordens de seu pai, porque desrespeitavam a autoridade paterna, não compreendiam a necessidade de seguir de maneira explícita as determinações divinas. … Contrariando as indicações expressas de Deus, eles O desonraram oferecendo fogo comum em lugar de fogo santo. Deus os visitou com Sua ira; saiu fogo de Sua presença e os destruiu.
Arão suportou sua severa aflição com paciência e humilde submissão. Pesar e profunda agonia lhe amarguraram a alma. Ele foi convencido de haver negligenciado o dever. Era sacerdote do Altíssimo, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo. Era sacerdote de sua casa, e contudo tinha sido inclinado a deixar passar por alto a insensatez de seus filhos. Havia negligenciado o dever de dirigi-los e educá-los na obediência, abnegação, e na reverência para com a autoridade paterna. Mediante sentimentos de condescendência mal aplicada, deixou de moldar-lhes o caráter com alta reverência pelas coisas eternas. Arão não viu – não mais do que veem muitos pais cristãos agora – que seu amor mal aplicado e sua indulgência para com os seus filhos naquilo que estava errado, preparavam-os para o desagrado certo de Deus. Suas demonstrações de bondade, sem o firme exercício da correção paterna, e sua imprudente amabilidade para com os filhos eram extrema crueldade. Testimonies, vol. 3, págs. 293-295.
7 de abril – Pág. 103 – Almas Subnutridas
Cedo, porém, se esqueceram das Suas obras; não esperaram o Seu conselho; mas deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma. Salmos 106:13-15.
Sempre que seu apetite era restringido os israelitas ficavam descontentes e murmuravam e queixavam-se de Moisés e de Arão, e de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.102.
Deus deu ao povo aquilo que não era para seu máximo bem, porque persistiram em desejá-lo; não queriam satisfazer-se com as coisas que se mostrariam ser para eles um benefício. Seus rebeldes desejos foram satisfeitos, mas foram entregues ao sofrimento das consequências. Comeram sem restrições, e seus excessos foram prontamente punidos. … Grande número foi ceifado pela febre ardente, enquanto os mais culpados entre eles foram feridos logo que provaram o alimento cobiçado. Patriarcas e Profetas, pág. 382.
Deus poderia tão facilmente tê-los provido de carne como de maná; impôs-se-lhes, porém, uma restrição, para o seu bem. Era Seu propósito supri-los de alimento mais adaptado às suas necessidades do que o regime estimulante a que muitos se haviam acostumado no Egito. O apetite pervertido devia ser posto em uma condição mais sadia, a fim de que pudessem usar o alimento originariamente provido ao homem: os frutos da Terra, que Deus dera a Adão e Eva no Éden. Foi por esta razão que os israelitas foram em grande medida privados do alimento cárneo.
Satanás tentou-os a considerar esta restrição como injusta e cruel. Fê-los cobiçar coisas proibidas, porque viu que a satisfação desenfreada do apetite tenderia a produzir a sensualidade, e por este meio o povo poderia ser mais facilmente submetido ao seu domínio. O autor da moléstia e da miséria assaltará os homens no ponto em que ele pode ter o maior êxito. Por meio de tentações que visam o apetite, tem ele, em grande parte, levado homens ao pecado, desde o tempo em que induziu Eva a comer do fruto proibido. Foi por este mesmo meio que levou Israel a murmurar contra Deus. A intemperança no comer e no beber, determinando, como o faz, a satisfação das paixões baixas, prepara aos homens o caminho para desrespeitarem todos os deveres morais. Ao serem assaltados pela tentação, pouco poder têm eles para resistir. Patriarcas e Profetas, pág. 378.
8 de abril – Pág. 104 – Dois Contra Um
Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés? Números 12:8.
Na afeição do povo e honras do Céu, estava ela [Miriã] apenas abaixo de Moisés e Arão. Entretanto, o mesmo mal que a princípio trouxera discórdia no Céu, surgiu no coração desta mulher de Israel, e ela não deixou de encontrar quem com ela simpatizasse em seu descontentamento. …
Houvesse Arão permanecido firme pelo que era reto, e poderia ter reprimido o mal; mas, em vez de mostrar a Miriã a pecaminosidade de sua conduta, compartilhou-lhe os sentimentos, deu ouvidos às suas palavras de queixa, e assim veio a partilhar de seus ciúmes. Patriarcas e Profetas, págs. 382 e 384.
Na designação dos setenta anciãos, Miriã e Arão não tinham sido consultados, e seus ciúmes despertaram-se contra Moisés. … Miriã e Arão nunca haviam conhecido o peso dos cuidados e responsabilidades que repousava sobre Moisés; contudo, visto que tinham sido escolhidos para o auxiliarem, consideraram-se co-participantes seus e na mesma medida, do cargo da liderança, e acharam desnecessária a designação de mais auxiliares. …
“Porventura falou o Senhor somente por Moisés? não falou também por nós?” Números 12:2. Considerando-se igualmente favorecidos por Deus, entenderam ter direito à mesma posição e autoridade. …
Deus escolhera a Moisés, e sobre ele pusera o seu Espírito; e Miriã e Arão, pelas suas murmurações, eram culpados de deslealdade, não somente para com o chefe que lhes fora designado, mas para com o próprio Deus. …
Aquele que pôs sobre os homens a pesada responsabilidade de chefes e instrutores de Seu povo, responsabilizará o povo pela maneira por que tratam os Seus servos. Devemos honrar aqueles a quem Deus honrou. O juízo que caiu sobre Miriã deveria ser uma repreensão a todos os que se entregam à inveja, e murmuram contra aqueles sobre quem Deus põe o encargo de Sua obra. Patriarcas e Profetas, págs. 382-386.
9 de abril – Pág. 105 – O Traço Mais Satânico
Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja? Provérbios 27:4.
Suas acusações [de Miriã e de Arão] foram suportadas por Moisés em paciente silêncio. Foi a experiência ganha durante os anos de labuta e espera em Midiã – aquele espírito de humildade e longanimidade ali desenvolvidos – que preparou Moisés para defrontar com paciência a incredulidade e murmuração do povo, e o orgulho e inveja daqueles que deveriam ser seus inabaláveis auxiliadores. Moisés era “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e foi por isto que se lhe conferiu sabedoria e guia divinas mais do que aos outros. Dizem as Escrituras: “Guiará os mansos retamente, e aos mansos ensinará o Seu caminho.” Salmos 25:9. Os mansos são guiados pelo Senhor, porque são dóceis e dispostos a serem instruídos. …
“Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e Se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã. … Assim, a ira do Senhor contra eles se acendeu; e foi-Se.” A nuvem desapareceu do tabernáculo em sinal do desprazer de Deus, e Miriã foi castigada. Ela ficou “leprosa, como a neve”. Números 12:5, 9 e 10. … Agora, com o orgulho humilhado até ao pó, Arão confessou seu pecado, e rogou que sua irmã não fosse deixada a perecer por aquele flagelo repugnante e mortal. Em resposta às orações de Moisés, a lepra foi purificada. Miriã foi, contudo, excluída do acampamento durante sete dias. …
Esta manifestação do desprazer do Senhor destinava-se a ser um aviso a todo o Israel, para reprimir o crescente espírito de descontentamento e insubordinação. Se a inveja e descontentamento de Miriã não houvessem sido repreendidos de maneira assinalada, disto teria resultado um grande mal. A inveja é uma das mais satânicas características que podem existir no coração humano, e uma das mais funestas em seus efeitos. … Foi a inveja que a princípio causou a discórdia no Céu, e a condescendência com a mesma acarretou males indizíveis entre os homens. “Onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” Tiago 3:16. Patriarcas e Profetas, págs. 384 e 385.
10 de abril – Pág. 106 – Relato Contraditório
E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado. Números 13:32.
O Senhor ordenou que Moisés enviasse homens a espionar a terra de Canaã, que daria aos filhos de Israel. … Depois de falarem [os espias] da fertilidade da terra, todos, menos dois, falaram desencorajadamente de sua capacidade de possuí-la. … Ao ouvir o povo este relatório, deu vazão ao seu desapontamento, com amargas reprovações e lamentos. Não esperaram, nem refletiram ou arrazoaram que Deus, que os havia trazido até ali, podia certamente dar-lhes a terra. História da Redenção, págs. 158 e 159.
Calebe abriu caminho entre eles, e sua voz clara, sonora, foi ouvida sobre o clamor de toda a multidão. Ele se opôs à opinião covarde de seus companheiros de espionagem, que haviam enfraquecido a fé e a coragem de todo o Israel. Ele pediu a atenção do povo, e eles contiveram suas queixas por um momento para ouvi-lo. … Mas enquanto ele falava, os espias infiéis interromperam-no, clamando: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.” Números 13:31.
Esses homens, havendo começado um caminho errado, puseram o coração contra Deus, contra Moisés e Arão, e contra Calebe e Josué. Cada passo que avançavam nesta direção errada fazia-os mais firmes em seu desígnio de desanimar toda tentativa de possuir a terra de Canaã. Distorceram a verdade a fim de levar avante o seu malévolo propósito. Descreveram o clima como sendo insalubre e todo o povo como sendo de gigantesca estatura. …
Isto não foi apenas um mau relatório, mas também uma mentira. Era uma contradição; pois se a terra era insalubre e tinha esgotado os seus habitantes, como tinham podido alcançar tal estatura como a que descreviam? Quando homens em posição de responsabilidade entregam à incredulidade o coração, não há limites ao progresso que farão no mal. … Se tão-somente dois tivessem apresentado um mau relatório, e os dez tivessem-nos encorajado a possuir a terra em nome do Senhor, ainda teriam tomado em conta o conselho dos dois de preferência ao dos dez, porque eram ímpios e incrédulos. Testimonies, vol. 4, págs. 148-151.
11 de abril – Pág. 107 – Por que Esperar?
Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Números 13:30.
Foi a fé que Calebe depositou em Deus que lhe deu coragem; ela… capacitou-o a permanecer ousada e inflexivelmente na defesa do direito. Da mesma exaltada fonte – o poderoso General dos exércitos do Céu – todo verdadeiro soldado da cruz de Cristo deve receber força e coragem para vencer obstáculos que muitas vezes parecem intransponíveis. … O Colportor-Evangelista, pág. 117.
Aqueles que quiserem cumprir o seu dever precisam estar sempre prontos para proferir as palavras que Deus lhes dá, e não as palavras de dúvida, desencorajamento e desespero. …
Enquanto os duvidosos falam de impossibilidades, enquanto tremem ao pensamento de muros fortificados e gigantes de grande estatura, os fiéis Calebes, aqueles que têm “outro espírito”, venham para a frente. A verdade de Deus, que produz salvação, chegará ao povo, se pastores e professos crentes não lhe embaraçarem o caminho, como fizeram os espias infiéis. …
Instrumentos humanos devem ser empregados nesta obra. Zelo e energia devem ser intensificados. Talentos que se estão enferrujando em virtude da inatividade devem ser impelidos para o serviço. A voz que dissesse: “Espere; não se permita transportar fardos impostos por outros”, seria a voz dos espias covardes. Necessitamos agora de Calebes que abram caminho para a frente – líderes em Israel que com corajosas palavras apresentem um forte relatório em favor de ação imediata. Quando pessoas egoístas, assustadas, amantes da vida fácil, temendo altos gigantes e muros inacessíveis, clamarem por retirada, seja ouvida a voz dos Calebes, embora os covardes estejam com pedras nas mãos, prontos para abatê-los por seu fiel testemunho. Testimonies, vol. 5, págs. 378-383.
É quando o incrédulo lança desprezo sobre a Palavra de Deus que os fiéis Calebes são chamados. É então que eles permanecerão firmes no posto do dever, sem ostentação e sem se desviarem por causa do vitupério. Os espias incrédulos estavam prontos a destruir Calebe. Ele viu as pedras nas mãos daqueles que haviam levado um relatório falso, mas isto não o deteve; tinha uma mensagem, e havia de comunicá-la. O mesmo espírito será manifesto hoje por aqueles que são fiéis a Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 369.
12 de abril – Pág. 108 – Rebelião no Acampamento
Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores. II Pedro 2:10.
Dificilmente poderão os homens cometer maior insulto a Deus do que desprezar e rejeitar os instrumentos que deseja usar para a salvação deles. …
Na rebelião de Coré, veem-se, em um cenário menor, os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu. Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a queixar-se do governo de Deus, e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu. Desde sua queda tem sido o seu objetivo infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento, a mesma ambição de posições e honras. Assim agiu ele na mente de Coré, Datã e Abirã, para suscitar o desejo de exaltação própria, e provocar inveja, falta de confiança e rebelião. Satanás, fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara, fê-los rejeitar a Deus como seu líder. Contudo, ao mesmo tempo em que com sua murmuração contra Moisés e Arão blasfemavam de Deus, estavam tão iludidos que se julgavam justos, e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados.
Não existem ainda os mesmos males que jazem no fundamento da ruína de Coré? O orgulho e a ambição estão espalhados; e, quando são acalentados, abrem a porta à inveja, e a uma luta pela supremacia; a alma é alienada de Deus, e inconscientemente arrastada às fileiras de Satanás. Semelhantes a Coré e seus companheiros, muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração. Reiterando persistentemente a falsidade, e isso contra toda a evidência, chegam finalmente a crer ser ela verdade. Ao mesmo tempo em que se esforçam por destruir a confiança do povo nos homens que por Deus foram designados, acreditam realmente que se acham empenhados em uma boa obra, fazendo em verdade serviço para Deus. …
Por uma condescendência pecaminosa é que os homens dão a Satanás acesso à sua mente, e vão de um grau de impiedade a outro. A rejeição da luz lhes entenebrece a mente e endurece o coração, de modo que… o pecado deixa de lhes parecer pecaminoso. Patriarcas e Profetas, págs. 402-404.
13 de abril – Pág. 109 – Ele Perdeu a Paciência
Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. Tiago 1:4.
Não obstante o fato de Moisés ter sido o mais manso de todos os homens que já viveram sobre a Terra, houve uma ocasião em que ele trouxe sobre si o desprazer de Deus. … As injustas acusações do povo contra ele levaram-no por um momento a esquecer que suas queixas não eram contra ele, mas contra Deus; e em vez de mostrar-se ferido porque o Espírito de Deus recebia insulto, e ele se mostrou irritado, ofendido, e de maneira voluntariosa, impaciente, feriu a rocha duas vezes, dizendo: “Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros?” Números 20:10.
Moisés mostrou grande fraqueza perante o povo. Revelou marcada falta de domínio próprio, um espírito igual ao que possuíam os murmuradores. Ele devia ter sido um exemplo de paciência e tolerância perante aquela multidão que estava agora pronta a desculpar suas faltas, desafeições e murmurações irrazoáveis por conta desta manifestação de erro de sua parte. O maior pecado consistiu em assumir ele o lugar de Deus. A posição de honra que Moisés havia ocupado até aí não lhe diminuía a culpa, mas ao contrário aumentava-a. Aqui estava um homem até então irrepreensível, agora caído. Muitos em posição semelhante haveriam de arrazoar que seu pecado deveria ser desculpado em virtude de sua longa vida de invariável fidelidade. Mas não; era mais grave um homem que tinha sido honrado por Deus mostrar fraqueza de caráter na exibição de paixões do que se ele ocupasse posição de menor responsabilidade. Moisés era um representante de Cristo, mas quão tristemente foi o simbolismo maculado! Moisés havia pecado, e sua fidelidade passada não podia expiar o pecado do presente. … Moisés e Arão teriam de morrer sem entrar em Canaã, ficando sujeitos à mesma punição que caiu sobre os que estavam em posição de menor importância. Eles se curvaram em submissão, embora sua angústia de coração fosse inexprimível; mas seu amor por Deus e sua confiança nEle ficaram inalterados. Apenas poucos compreendem a malignidade do pecado. … O que ocorreu com Moisés e Arão … mostra que não é seguro pecar por palavra, por pensamento ou ação. Testimonies, vol. 4, págs. 370 e 371.
14 de abril – Pág. 110 – Não Há Desculpa Para o Pecado
Depois, O indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente. Salmos 106:32 e 33.
Se Moisés e Arão houvessem estado a acalentar uma elevada opinião de si mesmos, ou condescender com um espírito apaixonado, em face da advertência e reprovação divina, sua culpa teria sido muito maior. Mas não se lhes atribuía pecado voluntário nem premeditado; haviam sido vencidos por uma tentação súbita, e sua contrição foi imediata e provinha do coração. O Senhor aceitou seu arrependimento, embora não pudesse remover a punição, por causa do mal que seu pecado poderia fazer entre o povo. …
Deus perdoara ao povo maiores transgressões, mas não podia tratar com o pecado nos dirigentes do mesmo modo que naqueles que eram dirigidos. Honrara a Moisés mais do que a todos os outros homens na Terra. … O fato de que Moisés possuíra tão grande luz e saber, tornara mais grave seu pecado. A fidelidade passada não expiará um mau ato sequer. Quanto maior a luz e os privilégios concedidos ao homem, maior é sua responsabilidade, mais grave a sua falta, mais severo o seu castigo.
Conforme o juízo dos homens, Moisés não era culpado de um grande crime. … Mas, se Deus tratou tão severamente com este pecado em Seu servo mais fiel e honrado, não o desculpará em outros. … Todos os que professam piedade estão sob a mais sagrada obrigação de guardar o espírito, e exercitar o domínio próprio sob a maior provocação. Os encargos colocados sobre Moisés eram muito grandes; poucos homens serão tão severamente provados como ele foi; contudo, isto não lhe permitiria desculpar o pecado. Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás ataca-nos em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer. Patriarcas e Profetas, págs. 419-421.
15 de abril – Pág. 111 – Da Sepultura Para a Glória
Também eu, nesse tempo, implorei graça ao Senhor, dizendo: … Rogo-Te que me deixes passar, para que eu veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa região montanhosa e o Líbano. Porém o Senhor indignou-se muito contra mim, por vossa causa, e não me ouviu. Deuteronômio 3:23, 25 e 26.
Nunca, antes que fossem exemplificados no sacrifício de Cristo, foram a justiça e o amor de Deus mais notavelmente demonstrados do que em Seu trato com Moisés. Deus excluiu Moisés de Canaã, a fim de ensinar uma lição que jamais deveria ser esquecida – de que Ele exige estrita obediência, e de que os homens devem acautelar-se em não tomarem para si a glória que é devida a seu Criador. Ele não podia atender a oração de Moisés, de que lhe fosse dado partilhar da herança de Israel; mas não Se esqueceu de Seu servo, nem o abandonou. O Deus do Céu compreendia os sofrimentos que Moisés havia suportado; notara cada ato de serviço fiel durante aqueles longos anos de conflito e provações. No cume de Pisga, Deus chamou Moisés a uma herança infinitamente mais gloriosa do que a Canaã terrestre.
No monte da transfiguração Moisés estava presente com Elias, que fora trasladado. Foram enviados como portadores de luz e glória da parte do Pai a Seu Filho. E assim a oração de Moisés, proferida havia tantos séculos antes, finalmente se cumpriu. Estava ele na “boa montanha” (Deuteronômio 3:25), dentro da herança de seu povo. …
Moisés foi um tipo de Cristo. … Deus achou conveniente disciplinar a Moisés na escola da aflição e pobreza, antes de poder preparar-se para guiar as hostes de Israel para a Canaã terrestre. O Israel de Deus, jornadeando para a Canaã celestial, tem um Capitão que não necessitou de ensino humano para O preparar para a Sua missão de divino Chefe; contudo Ele foi aperfeiçoado pelos sofrimentos; e, “naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. Hebreus 2:18. Nosso Redentor não manifestou nenhuma fraqueza ou imperfeição humana; contudo morreu para obter-nos entrada na Terra Prometida.
“E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo, como Filho sobre a Sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservamos firmes a confiança e a glória da esperança até ao fim.” Hebreus 3:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 479 e 480.
16 de abril – Pág. 112 – Profecia por Dinheiro
Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça. II Pedro 2:15.
Balaão já havia sido um bom homem e profeta de Deus; mas apostatara e entregara-se à cobiça; todavia professava ainda ser servo do Altíssimo. Não ignorava a obra de Deus em prol de Israel; e, quando os enviados comunicaram sua mensagem, bem sabia que era seu dever recusar as recompensas de Balaque, e despedir os embaixadores. Mas arriscou-se a contemporizar com a tentação, e instou com os mensageiros para que ficassem com ele aquela noite, declarando que não poderia dar resposta decisiva antes que houvesse pedido conselho da parte do Senhor. Balaão sabia que sua conduta não poderia prejudicar Israel. Deus estava ao lado deles; e, enquanto fossem fiéis, nenhum poder adverso, da Terra ou do inferno, poderia prevalecer contra eles. Mas seu orgulho fora lisonjeado com as palavras dos embaixadores: “A quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.” Números 22:6. As seduções de valiosas dádivas e a exaltação em perspectiva provocaram-lhe a cobiça. Avidamente aceitou os tesouros oferecidos, e então, ao mesmo tempo em que professava obediência estrita à vontade de Deus, procurou satisfazer os desejos de Balaque. …
O pecado da cobiça, que Deus declara ser idolatria, dele fizera um servo de ocasião, e, mediante esta única falta, Satanás obteve inteiro domínio sobre ele. Foi isto que causou a sua ruína. O tentador está sempre a apresentar lucros e honras mundanas para aliciar os homens do serviço de Deus. Diz-lhes que são os seus demasiados escrúpulos de consciência que os impedem de alcançar a prosperidade. Assim muitos são induzidos ao risco de saírem do caminho da estrita integridade. Um passo errado torna o outro mais fácil, e eles se tornam cada vez mais presunçosos. Farão e ousarão as mais terríveis coisas quando uma vez se entregaram ao domínio da cobiça e do desejo de poderio. Muitos se lisonjeiam com a ideia de que podem afastar-se da integridade estrita durante algum tempo, … e que, tendo conseguido seu objetivo, podem mudar sua conduta quando lhes aprouver. Esses tais se acham a enredar-se na cilada de Satanás, e raramente escapam. Patriarcas e Profetas, págs. 439 e 440.
17 de abril – Pág. 113 – Dever ou Desejo
Antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão. Provérbios 1:25.
À noite o anjo do Senhor veio a Balaão, com esta mensagem: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é.” Números 22:12. …
Segunda vez foi Balaão provado. Em resposta às solicitações dos embaixadores, ele se disse possuidor de muita consciência e integridade, afirmando-lhes que nenhuma quantidade de ouro ou prata poderia induzi-lo a ir de encontro à vontade de Deus. Mas anelava condescender com o pedido do rei; e, se bem que a vontade de Deus já se lhe houvesse tornado definidamente conhecida, insistiu com os mensageiros para que ficassem, a fim de que pudesse consultar outra vez a Deus; e isto como se o Ser infinito fosse um homem, para ser persuadido.
À noite, o Senhor apareceu a Balaão e disse: “Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que Eu te disser.” Números 22:20. Até este ponto o Senhor permitiria que Balaão seguisse sua vontade, porque ele estava resolvido a isto. Não procurou fazer a vontade de Deus, mas escolheu seu próprio caminho e então esforçou-se por conseguir a sanção do Senhor.
Há na atualidade milhares que estão seguindo uma conduta semelhante. Não teriam dificuldade em compreender seu dever se este estivesse em harmonia com suas inclinações. Acha-se na Bíblia claramente posto diante deles, ou é evidentemente indicado pelas circunstâncias ou pela razão. Mas porque tais evidências são contrárias aos seus desejos e inclinações, frequentemente as põem de lado, e ousam ir a Deus para saberem o seu dever. Aparentemente com grande consciência, oram demorada e fervorosamente rogando luz. Mas com Deus não se brinca. Ele muitas vezes permite que tais pessoas sigam seus desejos, e sofram o resultado. … Quando alguém vê claramente o dever, não tome a liberdade de ir a Deus com oração para que possa ser dispensado de o cumprir. Antes, deve com espírito humilde e submisso, rogar força e sabedoria divinas para satisfazer as exigências desse dever. Patriarcas e Profetas, págs. 439-441.
18 de abril – Pág. 114 – Dois de Cada Espécie
Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Lucas 12:15.
Mas a maldição que a Balaão não foi permitido pronunciar contra o povo de Deus, conseguiu finalmente trazer sobre eles, seduzindo-os ao pecado. O Grande Conflito, págs. 529 e 530.
Balaão testemunhou o êxito de seu plano diabólico. Viu a maldição de Deus sobrevir a Seu povo, e milhares caindo sob Seus juízos; mas a justiça divina que puniu o pecado em Israel não permitiu que os tentadores escapassem. Na guerra de Israel contra os midianitas, Balaão foi morto. …
A sorte de Balaão foi semelhante à de Judas, e o caráter deles tem pronunciada semelhança entre si. Ambos estes homens experimentaram unir-se ao serviço de Deus e de Mamom, e defrontaram com malogro completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus, e professava servi-Lo; Judas cria em Jesus como o Messias, e uniu-se com Seus seguidores. Mas Balaão esperava fazer do serviço de Jeová a escada pela qual adquirisse riquezas e honras mundanas; e, fracassando nisto, tropeçou, caiu, e foi quebrado. Judas esperava pela sua ligação com Cristo conseguir riqueza e posição naquele reino terrestre que, como acreditava, o Messias estava prestes a estabelecer. O malogro de suas esperanças impeliu-o à apostasia e ruína. Tanto Balaão como Judas haviam recebido grande luz e desfrutado privilégios especiais; mas um simples pecado que era acalentado lhes envenenou todo o caráter, e ocasionou a destruição de ambos. …
Um pecado acariciado pouco a pouco aviltará o caráter, levando todas as suas faculdades mais nobres em sujeição ao ruim desejo. A remoção de uma única salvaguarda da consciência, a condescendência com um mau hábito sequer, o descuido das elevadas exigências do dever, derribam as defesas da alma, e abrem o caminho para entrar Satanás e transviar-nos. O único meio seguro é fazer nossas orações subirem diariamente, de um coração sincero, como fazia Davi: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” Salmos 17:5. Patriarcas e Profetas, págs. 451 e 452.
19 de abril – Pág. 115 – Pecados que Deixam Marca
Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia. Provérbios 6:23 e 24.
O crime que atraiu os juízos de Deus sobre Israel foi a licenciosidade. A ousadia de mulheres para enredar as almas não terminou em Baal-Peor. Apesar do castigo que alcançou os pecadores em Israel, o mesmo crime foi repetido muitas vezes. Satanás foi sobremodo ativo para conseguir a completa ruína de Israel. O Lar Adventista, pág. 326.
Balaque, por conselho de Balaão, armou o laço. Israel teria enfrentado bravamente os seus inimigos em batalha e tê-los-ia derrotado, voltando vitorioso; mas quando mulheres chamaram-lhe a atenção e procuraram sua companhia, atraindo-o com seus encantos, não pôde resistir a tentação. Eles foram convidados para festas idólatras, e sua condescendência com o vinho obscureceu-lhes em seguida sua mente deslumbrada. O poder de autocontrole, sua submissão à lei de Deus, não foram preservados. Seus sentidos foram obscurecidos com o vinho, e paixões não santificadas tiveram tão livre caminho, derrubando de tal forma cada barreira, que eles convidaram mesmo a tentação no atendimento a estas festas idólatras. Os que jamais haviam fraquejado na batalha, bravos homens que eram, não protegeram seu caráter para resistir à tentação de transigir com suas paixões mais baixas. … Primeiro corromperam a consciência na luxúria, depois afastaram-se de Deus ainda mais pela idolatria, mostrando assim desprezo pelo Deus de Israel.
Perto do fim da história da Terra Satanás atuará com todo o seu poder da mesma maneira e com as mesmas tentações com que tentou o antigo Israel justamente antes de sua entrada na terra prometida. Ele armará laços para aqueles que dizem guardar os mandamentos de Deus, e que estão quase nos limites da Canaã celestial. Ele usará o seu poder até o máximo a fim de atrair as pessoas, apanhando o povo de Deus em seus pontos mais fracos. …
Agora é dever do povo que guarda os mandamentos de Deus vigiar e orar, examinar diligentemente as Escrituras, esconder a Palavra de Deus no coração, a fim de não pecarem contra Ele com pensamentos de idolatria e práticas vis, e não venha assim a igreja a ficar desmoralizada. Review and Herald, 17 de maio de 1887.
20 de abril – Pág. 116 – O Único Caminho do Sucesso
Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Josué 1:8.
Se os homens andarem no caminho que Deus lhes tem indicado, terão um conselheiro cuja sabedoria está acima da sabedoria humana. Josué foi um sábio general porque Deus era seu guia. A primeira espada que Josué usou foi a espada do Espírito, a Palavra de Deus. …
Foi porque as mais fortes influências iam ser postas a lutar contra os seus princípios de justiça que o Senhor em misericórdia o animou a não se desviar nem para a direita e nem para a esquerda. Ele devia seguir uma conduta de estrita integridade. … Se não tivesse havido qualquer perigo para Josué, Deus não teria inúmeras vezes animado a ter coragem. Mas em meio a todos os seus cuidados, Josué tinha o seu Deus como guia.
Não pode haver maior decepção para um homem do que pensar que em qualquer de suas dificuldades ele pode encontrar um guia melhor do que Deus, um conselheiro mais sábio em qualquer emergência, um mais forte defensor em qualquer circunstância. …
O Senhor tem um grande trabalho para ser feito em nosso mundo. Ele deu a cada homem a sua tarefa. Mas não deve o homem fazer do homem o seu guia, se não quiser extraviar-se; isto é sempre inseguro. Ao passo que a religião da Bíblia incorpora os princípios de atividade em serviço, há ao mesmo tempo a necessidade de buscar diariamente sabedoria da Fonte de toda sabedoria. Qual foi a vitória de Josué? Ele meditava na Palavra de Deus de dia e de noite. A palavra do Senhor veio a ele pouco antes de haver transposto o Jordão. … Este foi o segredo da vitória de Josué. Ele fez de Deus o seu guia. …
Os que mantêm posição de conselheiros devem ser homens altruístas, homens de fé, homens de oração, homens que não ousem confiar em sua própria humana sabedoria, mas busquem ferventemente luz e entendimento quanto à melhor maneira de conduzir suas atividades. Josué, o comandante de Israel, buscou nos livros de Moisés diligentemente a orientação dada por Deus – Suas ordens, reprovações e restrições – a fim de não agir desavisadamente. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 993.
21 de abril – Pág. 117 – O Aliado Invisível
Serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Josué 1:5.
Estudai cuidadosamente as experiências de Israel em sua viagem para Canaã. Precisamos manter a mente e o coração preparados mediante refrigério da memória com as lições que o Senhor ensinou ao Seu antigo povo. Então os ensinos de Sua Palavra serão para nós, como Ele desejava que fossem para eles, sempre interessantes e impressivos. …
Quando Josué saiu uma manhã pouco antes da tomada de Jericó, apareceu perante ele um guerreiro completamente equipado para batalha. E Josué, perguntou-lhe: “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?” Josué 5:13. Ele respondeu: “Venho agora como Príncipe do exército do Senhor.” Josué 5:14. Se os olhos de Josué tivessem sido abertos como foram os do servo de Eliseu em Dotã, e ele pudesse suportar a cena, teria visto os anjos do Senhor acampados em volta dos filhos de Israel; porque o treinado exército do Céu tinha vindo para lutar pelo povo de Deus, e o Capitão do exército do Senhor estava no comando. Quando Jericó caiu, nenhuma mão humana tocou os muros da cidade, pois os anjos do Senhor derrubaram as fortificações e entraram nas fortalezas do inimigo. Não foi Israel, mas o Capitão do exército do Senhor quem tomou Jericó. Mas Israel teve sua parte a desempenhar a fim de mostrar fé no Capitão de sua salvação.
Há batalhas a serem travadas cada dia. Uma guerra está em processo em cada alma entre o príncipe das trevas e o Príncipe da vida. … Como instrumentos de Deus deveis entregar-vos a Ele, a fim de que Ele possa planejar a batalha e conduzi-la por vós, com vossa cooperação. O Príncipe da vida está na direção de Sua obra. Deve estar convosco em vossa batalha diária contra o eu, a fim de que possais ser fiéis ao princípio; a fim de que a paixão, quando a guerra estiver no auge, possa ser subjugada pela graça de Cristo; para que possais ser mais do que vencedores por meio dAquele que vos amou. Jesus esteve no conflito. Ele conhece o poder de cada tentação. Sabe exatamente como enfrentar cada emergência, e como guiar-vos ao longo de todo o caminho de perigo. Então por que não confiar nEle? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 994 e 995.
22 de abril – Pág. 118 – Só Deus Pode Fazê-lo
Todo o povo gritará com grande grita; e o muro da cidade cairá abaixo. Josué 6:5.
Na tomada de Jericó o poderoso General dos exércitos planejou a batalha com tal simplicidade que nenhum ser humano poderia tomar a glória para si. Mão humana alguma deveria derrubar os muros da cidade, a fim de que não tomasse o homem para si mesmo as honras da vitória. De igual forma hoje nenhum ser humano deve tomar para si a glória da obra que realiza. O Senhor somente deve ser engrandecido. Oh, que os homens vejam a necessidade de procurar as ordens de Deus! …
O Senhor organizou o Seu exército em torno da cidade condenada; nenhuma mão humana devia erguer-se contra ela; os exércitos do Céu derrubariam seus muros, a fim de que somente o nome de Deus tivesse a glória. Esta era aquela orgulhosa cidade cujos poderosos muros haviam incutido terror nos espias incrédulos. Agora na captura de Jericó, Deus declara aos hebreus que seus pais poderiam ter possuído a cidade quarenta anos antes, se tivessem confiado nEle. …
A fraqueza do homem encontrará força sobrenatural e auxílio em todo árduo conflito para realizar as obras da Onipotência; e a perseverança em fé e perfeita confiança em Deus garantirá o sucesso. Enquanto a antiga confederação do mal está arregimentada contra eles, Ele ordena que sejam bravos e fortes e lutem valentemente, pois têm um Céu a ganhar, e têm em suas fileiras mais do que um simples anjo: o poderoso General dos exércitos conduz as forças do Céu. Quando da tomada de Jericó, nenhum dos exércitos de Israel podia vangloriar-se, exercer sua força finita a fim de derrubar os muros da cidade; mas o Capitão dos exércitos do Senhor planejou essa batalha na maior simplicidade, a fim de que o homem não se exaltasse e somente o Senhor recebesse a glória. Deus nos tem prometido poder; e a promessa é para nós e para nossos filhos, e para todos os que estão longe e para aqueles a quem o Senhor nosso Deus chamar. …
Deve haver contínua fé e confiança no Capitão de nossa salvação. Precisamos obedecer as Suas ordens. Os muros de Jericó virão abaixo como resultado da obediência às ordens de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 995 e 996.
23 de abril – Pág. 119 – O Pecado de um só Homem
Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes. Hebreus 13:5.
Acã havia alimentado no coração a cobiça e o engano, até que suas percepções do pecado tinham-se tornado embotadas e ele caiu como fácil presa da tentação. Os que se aventuram a condescender com um pecado desconhecido serão vencidos com mais facilidade na próxima vez. A primeira transgressão abre a porta para o tentador, e gradualmente ele subjuga todas as resistências e toma plena posse do espírito. Acã ouvira as repetidas advertências contra o pecado da cobiça. A lei de Deus, direta e positiva, proibia o roubo e o engano, mas ele continuou a acariciar o pecado. Como não foi contido nem abertamente repreendido, ele se tornou mais ousado; as advertências foram tendo cada vez menos efeito sobre ele, até que sua vida foi presa às cadeias das trevas. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 997.
Vergonha, derrota e morte foram levadas sobre Israel pelo pecado de um só homem. Aquela proteção que lhes havia coberto as cabeças no dia da batalha foi retirada. Vários pecados que são praticados e acariciados por professos cristãos acarretam o desagrado de Deus sobre a igreja. …
A influência que deve ser muitíssimo temida pela igreja não é a dos francos opositores, dos infiéis e blasfemos, mas a dos incoerentes professos de Cristo. Há os que afastam de Israel as bênçãos de Deus e trazem fraqueza à igreja, repreensão que não é facilmente eliminada.
O cristianismo não deve ser meramente mostrado no sábado e exibido no santuário; é para cada dia da semana e para todo lugar. Seus atos devem ser reconhecidos e obedecidos na oficina de trabalho, no lar, nas transações comerciais com os irmãos e com o mundo. …
Melhor é morrer do que pecar; melhor é sofrer necessidade do que enganar; melhor é sofrer fome do que mentir. Todos os que são tentados enfrentem Satanás com as palavras: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos! … Feliz serás, e tudo te irá bem.” Salmos 128:1 e 2. Testimonies, vol. 4, págs. 493 e 495.
24 de abril – Pág. 120 – Não Há Como Esconder de Deus
Já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. Josué 7:12.
O pecado de um homem levou Israel a cair diante do inimigo. Alguma coisa mais do que simplesmente oração foi requerido. Deviam purificar o acampamento de Israel. Manuscrito 12, 1893.
Tendes já considerado por que todos os que estavam relacionados com Acã foram sujeitados à mesma punição da parte de Deus? Foi porque eles não haviam sido disciplinados e educados segundo as indicações da grande norma da lei de Deus. Os pais de Acã haviam educado seu filho de modo que ele se sentisse livre para desobedecer a Palavra do Senhor. Os princípios inculcados em sua vida levaram-no a tratar com seus filhos de tal maneira que eles também ficaram corrompidos. … A punição… revela o fato de que todos estavam envolvidos na transgressão. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 998.
A história de Acã ensina-nos a solene lição de que por causa do pecado de um único homem o desprazer de Deus cairá sobre um povo ou uma nação até que a transgressão seja encontrada e punida. O pecado é corruptor por natureza. Um homem infectado com sua lepra mortal pode comunicar a mancha a milhares. Os que ocupam posições de responsabilidades como guardiões do povo serão infiéis a seus deveres se não investigarem fielmente o pecado e o não reprovarem. …
O amor de Deus jamais conduz a diminuir o pecado; nunca encobrirá ou desculpará um erro não confessado. … Ele tem que ver com todos os nossos atos, pensamentos e sentimentos. Segue-nos, e nos alcança em cada secreto intento. Pela condescendência com o pecado os homens são levados a considerar levianamente a lei de Deus. Muitos escondem dos homens sua transgressão, e se vangloriam de que Deus não será estrito em assinalar a iniquidade. Mas Sua lei é a grande norma de direito, e cada ato da vida deve ser com ela comparado no dia em que Deus trouxer a juízo toda obra, toda coisa secreta, a ver se é boa ou má. Pureza de coração conduzirá a pureza de vida. Toda desculpa para o pecado é inútil. Quem pode pleitear pelo pecador quando Deus testifica contra ele? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 996 e 997.
25 de abril – Pág. 121 – Demasiado Tarde!
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Provérbios 28:13.
Acã reconheceu sua culpa, quando era demasiado tarde para que a confissão o beneficiasse. Vira os exércitos de Israel voltarem de Ai derrotados e desanimados; contudo não se apresentou para confessar seu pecado. Vira Josué e os anciãos de Israel curvados em terra, com uma dor demasiado grande para exprimir-se com palavras. Houvesse feito então confissão, e teria dado alguma prova de verdadeiro arrependimento; mas guardou ainda silêncio. Ouvira a proclamação de que um grande crime fora cometido, e ouvira mesmo especificar-se o caráter daquele crime. Seus lábios, porém, estavam fechados. Veio então a investigação solene. Como lhe fremiu a alma de terror, ao ver indicada sua tribo, a seguir sua família e depois sua casa! Mas ainda não proferiu confissão alguma, até que o dedo de Deus se pôs sobre ele. Então, quando o seu pecado não mais poderia ser escondido, admitiu a verdade. Quão frequentemente se fazem confissões semelhantes! Há uma grande diferença entre admitir fatos depois que os mesmos foram provados, e confessar pecados apenas conhecidos por nós mesmos e Deus. Acã não teria confessado seu crime se não tivesse esperado com isso evitar as consequências do mesmo. Mas sua confissão apenas serviu para mostrar que seu castigo era justo. Não havia genuíno arrependimento do pecado, nem contrição, nem mudança de propósito, nem aversão ao mal.
Assim pelos culpados serão feitas confissões quando se encontrarem eles perante o tribunal de Deus, depois de haver sido decidido todo o caso, ou para a vida ou para a morte. … Não será necessário… que a pessoa seja pesquisada, … mas seus próprios lábios confessarão sua vergonha. Os pecados ocultos ao conhecimento dos homens serão então proclamados ao mundo todo. Patriarcas e Profetas, págs. 497 e 498.
Se tendes pecados a confessar, não percais tempo. Estes momentos são ouro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 93.
26 de abril – Pág. 122 – Preço de uma Mentira
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o Seu prazer. Provérbios 12:22.
De Siquém os israelitas voltaram ao seu acampamento em Gilgal. Aqui foram logo depois visitados por estranha delegação, que desejava entrar em um pacto com eles. Os embaixadores representavam ter vindo de um país distante, e isto parecia confirmar-se pela sua aparência. Suas vestes estavam velhas e gastas, remendadas as suas sandálias, bolorentas as suas provisões, e os couros que lhes serviam de odres de vinho, achavam-se rotos e atados, como que apressadamente reparados em viagem. …
Tais afirmações prevaleceram. … “E Josué fez paz com eles e fez um concerto com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.” Josué 9:14 e 15. Assim se estabeleceu o tratado. …
Mas teria sido melhor aos gibeonitas se houvessem tratado honestamente com Israel. Conquanto sua submissão a Jeová lhes tivesse conseguido a conservação da vida, a fraude acarretou-lhes somente desgraça e servidão. Deus havia tomado disposições para que todos os que renunciassem ao paganismo, e se unissem a Israel, partilhassem das bênçãos do concerto. Estavam incluídos na designação “o estrangeiro que peregrina entre vós”, e com poucas exceções essa classe deveria desfrutar de favores e privilégios iguais aos de Israel. A instrução do Senhor foi: “E quando o estrangeiro peregrinar contigo na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo.” Levítico 19:33 e 34. …
Tal era a posição em que os gibeonitas poderiam ter sido recebidos, não fora o engano a que tinham recorrido. Não era pequena humilhação para aqueles cidadãos de uma “cidade real”, sendo “todos os seus homens valentes”, fazerem-se rachadores de lenha e carregadores de água por todas as suas gerações. Haviam eles, porém, adotado a aparência de pobreza com o fim de enganar, e esta se lhes fixou como distintivo de servidão perpétua. Assim, em todas as suas gerações, sua condição servil testificaria do ódio de Deus à falsidade. Patriarcas e Profetas, págs. 505 e 507.
27 de abril – Pág. 123 – “Dá-me Este Monte”
Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou. … Agora, pois, dá-me este monte. Josué 14:11 e 12.
Antes que entrasse em vigor a distribuição das terras, Calebe, acompanhado pelos chefes de sua tribo, veio à frente com um pedido especial. Com exceção de Josué, Calebe era agora o homem mais velho em Israel. Calebe e Josué eram os únicos entre os espias que haviam trazido uma boa notícia da terra da promessa, animando o povo a subir e possuí-la em nome do Senhor. Calebe lembrou então a Josué a promessa feita naquela ocasião, como recompensa de sua fidelidade: “A terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor.” Josué 14:6-15. Apresentou portanto o pedido de que o Hebrom lhe fosse dado em possessão. … Seu pedido foi imediatamente satisfeito. A ninguém poderia a conquista daquela gigantesca fortaleza ser com mais segurança confiada. …
A fé de Calebe era agora precisamente o que fora quando seu testemunho havia contradito o mau relato dos espias. Acreditara na promessa de Deus de que Ele poria Seu povo na posse de Canaã, e nisto seguira inteiramente ao Senhor. Suportara juntamente com Seu povo a longa peregrinação no deserto, participando assim dos desapontamentos e trabalhos dos culpados; não apresentou contudo queixa contra isto, mas exaltou a misericórdia de Deus que o preservara em vida no deserto, quando foram eliminados seus irmãos. … O bravo e velho guerreiro estava desejoso de dar ao povo um exemplo que honraria a Deus, e incentivaria as tribos a subjugar completamente a terra que seus pais haviam imaginado invencível. Calebe obteve a herança na qual tinha o coração durante quarenta anos; e, confiando em que Deus estava consigo, “expeliu Calebe dali os três filhos de Enaque”. Josué 15:14. …
Os covardes e rebeldes haviam perecido no deserto; mas os espias justos comeram das uvas de Escol. A cada um deles foi dado segundo sua fé. Os incrédulos viram cumprir-se seus temores. Apesar da promessa de Deus, declararam que era impossível herdar Canaã, e não a possuíram. Mas aqueles que confiaram em Deus, não olhando tanto para as dificuldade a se encontrarem, como para a força de seu Auxiliador todo-poderoso, entraram na boa terra. Patriarcas e Profetas, págs. 511-513.
28 de abril – Pág. 124 – Carros de Ferro
Então, o povo dos filhos de José disse a Josué: Por que me deste por herança uma sorte apenas e um quinhão? Josué 17:14.
Outro pedido com relação à divisão da terra, revelou um espírito grandemente diverso do de Calebe. Foi apresentado pelos filhos de José, da tribo de Efraim juntamente com a meia tribo de Manassés. Em consideração ao seu número superior, essas tribos pediram uma porção dupla de território. O quinhão a eles designado era o mais rico da terra, incluindo a fértil planície de Sarom; porém muitas das cidades principais do vale estavam ainda de posse dos cananeus, e as tribos temiam executar a perigosa tarefa de conquistar suas possessões, e desejavam uma porção adicional de território já conquistado. A tribo de Efraim era uma das maiores em Israel, bem como aquela a que o próprio Josué pertencia; e seus membros naturalmente se julgavam com direito a consideração especial. “Por que me deste por herança só uma sorte e um quinhão”, disseram eles, “sendo eu um tão grande povo?” Josué 17:14-18. Mas nenhum desvio da estrita justiça poder-se-ia obter do inflexível líder.
Sua resposta foi: “Se tão grande povo és, sobe ao bosque e corta para ti ali lugar na terra dos ferezeus e dos refains, pois que as montanhas de Efraim te são tão estreitas.” Josué 17:15.
Sua réplica mostrou a causa real da queixa. Faltavam-lhe fé e coragem para expulsar os cananeus. “As montanhas nos não bastariam”, disseram; “também carros ferrados há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale.” Josué 17:16.
O poder do Deus de Israel tinha sido empenhado em favor de Seu povo; e, caso possuíssem os efraimitas a coragem e a fé de Calebe, nenhum inimigo lhes teria feito frente. Seu desejo evidente de excluir dificuldades e perigos, foi com firmeza defrontado por Josué. “Grande povo és e grande força tens”, disse ele; “expelirás os cananeus, ainda que tenham carros ferrados, ainda que sejam fortes.” Josué 17:17 e 18. Assim, seus próprios argumentos voltaram-se contra eles. Sendo um povo grande, como alegavam, eram perfeitamente capazes de seguir seu próprio caminho, como fizeram seus irmãos. Com o auxílio de Deus, não necessitavam temer os carros de ferro. Patriarcas e Profetas, págs. 513 e 514.
29 de abril – Pág. 125 – “Eu e a Minha Casa…”
Escolhei hoje a quem sirvais. Josué 24:15.
Sentindo Josué as debilidades da idade a assaltarem-no, e compreendendo que sua obra logo deveria encerrar-se, encheu-se de ansiedade pelo futuro de seu povo. Foi com um interesse maior do que o de um pai que ele lhes falou, reunindo-se eles mais uma vez em redor de seu idoso chefe. …
Por determinação de Josué, a arca fora trazida de Silo. A ocasião foi de grande solenidade, e este símbolo da presença de Deus aprofundaria a impressão que ele desejava produzir no povo. Depois de apresentar a bondade de Deus para com Israel, ele os convidou em nome de Jeová, a escolherem a quem serviriam. O culto aos ídolos era ainda até certo ponto praticado secretamente, e agora Josué se esforçou por levá-los à decisão de que baniriam de Israel este pecado. … Josué desejava levá-los a servir a Deus, não constrangidamente, mas de livre vontade. …
“Porém eu e a minha casa”, disse Josué, “serviremos ao Senhor.” Josué 24:15. O mesmo zelo santo que inspirava o coração do chefe, comunicou-se ao povo. Seus apelos provocaram a resposta decisiva: “Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses.” …
Josué se esforçou por levar os ouvintes a pesarem bem suas palavras, e absterem-se de votos que não estariam preparados para cumprir. Com profundo fervor repetiram a declaração: “Não, antes ao Senhor serviremos.” Consentindo solenemente com o testemunho contra si mesmos de que escolheram a Jeová, mais uma vez reiteraram seu compromisso de fidelidade: “Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à Sua voz.” … Tendo escrito um relatório deste feito solene, colocou-o juntamente com o livro da lei ao lado da arca. …
A obra de Josué em prol de Israel estava finalizada. Havia seguido inteiramente ao Senhor; e no Livro de Deus ele é chamado: “O servo do Senhor.” O mais nobre testemunho em favor de seu caráter como líder público é a história da geração que fruíra seus labores: “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito depois de Josué.” Patriarcas e Profetas, págs. 521, 523 e 524.
30 de abril – Pág. 126 – “Não te Enviei Eu?”
Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força; … não te enviei Eu? Juízes 6:14.
A Gideão veio o chamado divino para libertar seu povo. Estava ocupado na ocasião a trilhar o trigo. Uma pequena quantidade deste cereal fora escondida, e, não ousando ele batê-lo na eira comum, recorrera a um local próximo do lagar; pois, estando ainda longe o tempo do amadurecimento das uvas, pouca observação se dava agora às vinhas. Enquanto Gideão trabalhava em segredo e silêncio, meditava com tristeza na condição de Israel, e considerava como o jugo do opressor poderia ser quebrado de seu povo.
Subitamente o “Anjo do Senhor” apareceu, e a ele Se dirigiu com estas palavras: “O Senhor é contigo, varão valoroso.” Juízes 6:12.
“Ai, Senhor meu”, foi a resposta, “se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.” Juízes 6:13.
O mensageiro do Céu replicou: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” Juízes 6:14. Patriarcas e Profetas, págs. 546 e 547.
Gideão sentiu profundamente sua insuficiência própria para a grande obra que tinha diante de si. … O Senhor nem sempre escolhe para Sua obra homens de grandes talentos, mas seleciona aqueles a quem Ele pode melhor usar. Indivíduos que podem fazer bom serviço para Deus poderão por algum tempo ser deixados na obscuridade, aparentemente não notados e não empregados pelo Mestre. Mas se fielmente cumprirem os deveres de sua humilde posição, acariciando uma disposição de trabalhar por Ele e por Ele sacrificar-se, a seu próprio tempo o Senhor lhes confiará maiores responsabilidades.
Antes da honra está a humildade. O Senhor pode usar mais eficazmente os que são mais sensíveis de sua própria indignidade e ineficácia. Ele lhes ensinará o exercício da coragem e da fé. Fá-los-á fortes unindo a fraqueza deles com Sua força, e sábios associando Sua sabedoria à ignorância deles. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.

Publicado em 04 - Abril, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – março de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

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1º de março – Pág. 66 – Sete Breves Anos
Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. Gênesis 29:20.
Quão diferente foi sua chegada [a de Jacó] da do mensageiro de Abraão, quase cem anos antes! O servo chegara com um séquito de ajudantes viajando em camelos, e com ricos presentes de ouro e prata; Jacó era um viajante solitário, tendo magoados os pés, sem nada possuir a não ser seu bastão. Como o servo de Abraão, Jacó se deteve ao lado de um poço, e foi aqui que ele se encontrou com Raquel, a filha mais moça de Labão. … Se bem que tivesse vindo desprovido e desacompanhado, poucas semanas mostraram o valor de sua diligência e habilidade, e insistiu-se com ele que ficasse. Foi combinado que devia prestar sete anos de serviço a Labão pela mão de Raquel.
Nos tempos primitivos, exigia o costume que o noivo, antes da confirmação do contrato de casamento, pagasse uma soma de dinheiro, ou seu equivalente em outras propriedades, conforme as suas circunstâncias, ao pai da noiva. Isto era considerado como uma salvaguarda à relação matrimonial. … Mas tomava-se providência para provar aqueles que nada tinham para pagar por uma esposa. Permitia-se-lhes trabalhar para o pai, cuja filha amavam, sendo a duração do tempo determinada pelo valor do dote exigido. Quando o pretendente era fiel em seu trabalho, e provava ser digno em outros sentidos, obtinha a filha como esposa; e geralmente o dote que o pai recebera era dado a ela por ocasião do casamento. …
O antigo costume, se bem que algumas vezes do mesmo se abusasse, assim como o fizera Labão, produzia bons resultados. Quando se exigia do pretendente prestar serviços, a fim de obter a sua noiva, evitava-se um casamento precipitado, e havia oportunidade de provar-se a profundidade de seu afeto, bem como sua habilidade para prover as necessidades de uma família. Em nossos tempos, muitos males resultam de seguir uma conduta oposta. Frequentemente dá-se o caso que pessoas, antes do casamento, têm pouca oportunidade de se familiarizarem com os hábitos e disposições uma da outra, e, quanto ao que se refere à vida diária, são virtualmente estranhas quando no altar unem os seus interesses. Muitos acham, demasiado tarde, que não se adaptam um ao outro, e a desgraça por toda a vida é o resultado de sua união. Patriarcas e Profetas, págs. 188 e 189.
2 de março – Pág. 67 – Questão de Vida e Morte
Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26.
Na grande crise de sua vida, Jacó retirou-se para orar. Estava cheio de um dominante propósito – buscar a transformação de caráter. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
Isto foi em uma região solitária, montanhosa, retiro de animais selvagens, e esconderijo de ladrões e assassinos. Sozinho e desprotegido, Jacó prostrou-se em terra com profunda angústia. … Com ansiosos clamores e lágrimas fez sua oração perante Deus. Subitamente uma mão forte foi posta sobre ele. Julgou que um inimigo estivesse a procurar sua vida, e esforçou-se por desvencilhar-se dos punhos do assaltante.
Nas trevas os dois lutaram pelo predomínio. Nenhuma palavra se falou, porém Jacó empregou toda a força, e não afrouxou seus esforços nem por um momento. Enquanto estava assim a batalhar em defesa de sua vida, a intuição de sua falta lhe oprimia a alma; seus pecados levantavam-se diante dele para o separarem de Deus. Mas, em sua terrível situação, lembrou-se das promessas de Deus, e todo o coração se lhe externou em petições pela Sua misericórdia. A luta continuou até perto do romper do dia, quando o estranho colocou o dedo à coxa de Jacó, e este ficou manco instantaneamente. O patriarca discerniu então o caráter de seu antagonista. Soube que estivera em conflito com um mensageiro celestial, e por isto foi que seu esforço quase sobre-humano não ganhara a vitória. Era Cristo, o “Anjo do concerto”, que Se havia revelado a Jacó. O patriarca estava agora inválido, e sofria a mais cruciante dor, mas não O quis largar. …
Insistiu: “Deixa-Me ir, porque já a alva subiu”; mas Jacó respondeu: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Tivesse sido isto uma confiança vangloriosa e presumida, e Jacó teria sido instantaneamente destruído; mas sua confiança era daquele que confessa sua própria indignidade, e, contudo, confia na fidelidade de um Deus que guarda o concerto. Patriarcas e Profetas, págs. 196 e 197.
Aquilo pelo que Jacó, em vão, lutara em sua própria força, foi ganho pela entrega de si mesmo e uma firme fé. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
3 de março – Pág. 68 – Tempo de Angústia de Jacó
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Jeremias 30:7.
Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia. Ter-se-á então decidido o caso de toda alma, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. …
Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra. Assim como Jacó foi ameaçado de morte por seu irmão irado, o povo de Deus estará em perigo por parte dos ímpios, que procurarão destruí-los. E assim como o patriarca lutou toda a noite para conseguir livramento da mão de Esaú, clamarão os justos a Deus dia e noite por livramento dos inimigos que os cercam. …
Quando, em sua angústia, Jacó lançou mão do Anjo, e com lágrimas suplicou, o Mensageiro celeste, a fim de provar-lhe a fé, lembrou-o também de seu pecado, e esforçou-se por escapar dele. Mas Jacó não quis demover-se. Aprendera que Deus é misericordioso, e lançou-se à Sua misericórdia. Fez referência ao arrependimento de seu pecado, e implorou livramento. Ao rever a sua vida, foi impelido quase ao desespero; mas segurou firmemente o Anjo, e com brados ardorosos, aflitivos, insistiu em sua petição, até que prevaleceu.
Tal será a experiência do povo de Deus em sua luta final com os poderes do mal. Deus lhes provará a fé, a perseverança, a confiança em Seu poder para os livrar. Satanás esforçar-se-á por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos são sem esperança; que seus pecados foram demasiado grandes para receberem perdão. Terão uma intuição profunda de seus fracassos; e, ao reverem a vida, perder-lhes-ão as esperanças. Lembrando-se, porém, da grandeza da misericórdia de Deus, e de seu próprio arrependimento sincero, alegarão Suas promessas feitas por meio de Cristo aos pecadores desamparados e arrependidos. Sua fé não faltará por não serem suas orações respondidas imediatamente. Apoderar-se-ão da força de Deus, assim como Jacó lançou mão do Anjo; e a expressão de sua alma será: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Patriarcas e Profetas, págs. 201 e 202.
4 de março – Pág. 69 – Garantido o Poder
Pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Gênesis 32:28.
Se Jacó não se houvesse arrependido previamente do pecado de obter a primogenitura pela fraude, Deus não poderia ter ouvido sua oração e misericordiosamente preservado sua vida. Assim no tempo de angústia, se o povo de Deus houvesse de ter pecados não confessados, para aparecerem diante deles enquanto torturados pelo temor e angústia, abater-se-iam; o desespero lhes cortaria a fé, e não poderiam ter confiança para pleitearem com Deus seu livramento. Mas, conquanto tenham uma intuição profunda de sua indignidade, não terão faltas ocultas a revelar. Seus pecados ter-se-ão apagado pelo sangue expiatório de Cristo, e eles não os podem trazer à lembrança. …
Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, e permitem que eles permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados ou perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta aos olhos de Deus, e mais certo a vitória do grande adversário.
Contudo, a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. … Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto. …
Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. … É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração. Patriarcas e Profetas, págs. 202 e 203.
5 de março – Pág. 70 – Reunião
Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Efésios 4:32.
Enquanto Jacó estava a lutar com o Anjo, outro mensageiro celeste foi enviado a Esaú. Em sonho viu Esaú seu irmão, que durante vinte anos fora um exilado da casa de seu pai, testemunhou-lhe a dor ao encontrar morta a mãe, viu-o rodeado pelos exércitos de Deus. Este sonho foi relatado por Esaú aos seus soldados, com a ordem de não fazerem mal a Jacó; pois o Deus de seu pai estava com ele.
Os dois grupos finalmente se aproximaram um do outro, conduzindo o chefe do deserto seus homens de guerra, e estando Jacó com suas esposas e filhos, acompanhados dos pastores e servas, e seguidos de longas fileiras de rebanhos e gado. Apoiado em seu cajado, o patriarca saiu para a frente a fim de encontrar-se com o grupo de soldados. Estava pálido e inutilizado em consequência de seu recente conflito, e andava vagarosa e penosamente, parando a cada passo; mas tinha o rosto iluminado por alegria e paz.
À vista daquele sofredor coxo, “Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram”. Gênesis 33:4. Ao olharem para esta cena, mesmo os rudes soldados de Esaú ficaram tocados. Não obstante haver-lhes ele contado seu sonho, não podiam ver a razão da mudança que sobreviera a seu capitão. Posto que vissem a enfermidade do patriarca, mal imaginavam que esta sua fraqueza se tornara a sua força.
Em sua noite de angústia, ao lado do Jaboque, quando a destruição parecia estar precisamente diante dele, ensinara-se a Jacó quão vão é o auxílio do homem, quão destituída de fundamento é toda a confiança na força humana. Viu que seu único auxílio devia vir dAquele contra quem tão ofensivamente pecara. Desamparado e indigno, rogou a promessa de misericórdia de Deus, ao pecador arrependido. Aquela promessa foi a sua certeza de que Deus lhe perdoaria e o aceitaria. Mais facilmente poderiam o céu e a Terra passar do que falhar aquela palavra; e foi isto o que o alentou durante aquele terrível conflito. Patriarcas e Profetas, págs. 198-201.
6 de março – Pág. 71 – Caminhos Separados
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida. João 3:36.
Jacó e Esaú encontraram-se junto ao leito de morte de seu pai. Uma ocasião o irmão mais velho olhara antecipadamente para este acontecimento como uma oportunidade para vingança; seus sentimentos, porém, haviam-se mudado grandemente desde então. E Jacó, satisfeito com as bênçãos espirituais da primogenitura, resignou ao irmão mais velho a herança da riqueza de seu pai – a única herança que Esaú buscava ou apreciava. …
Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.
Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. … Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições.
Esaú havia desprezado as bênçãos do concerto. Dera mais valor aos bens temporais do que aos espirituais, e recebera o que desejava. Foi pela sua própria e deliberada escolha que se separou do povo de Deus. Jacó escolhera a herança da fé. Esforçara-se por obtê-la pela astúcia, traição e falsidade; Deus, porém, permitira que seu pecado operasse a correção ao mesmo. … Os elementos inferiores de seu caráter foram consumidos na fornalha de fogo, o verdadeiro ouro foi refinado, até que a fé de Abraão e de Isaque apareceu aclarada em Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 207 e 208.
7 de março – Pág. 72 – Lar em Dificuldade
Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no. Gênesis 37:4.
O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou, não deixaram de exercer influência para o mal, influência esta que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as próprias fontes do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família; os filhos cresceram contenciosos, e sem a devida sujeição; e a vida do pai obscureceu-se pela ansiedade e dor.
Houve um, entretanto, de caráter grandemente diverso – o filho mais velho de Raquel, José, cuja rara beleza pessoal não parecia senão refletir uma beleza interior do espírito e do coração. Puro, ativo e alegre, o rapaz dava prova também de ardor e firmeza moral. Escutava as instruções do pai, e gostava de obedecer a Deus. … Morrendo-lhe a mãe, suas afeições prenderam-se mais intimamente ao pai, e o coração de Jacó estava ligado a este filho de sua velhice. Ele “amava a José mais do que a todos os seus filhos”. Gênesis 37:3.
Mas mesmo esta afeição deveria tornar-se causa de perturbações e tristezas. Jacó imprudentemente manifestou sua preferência por José, e isto provocou a inveja dos outros filhos. … O indiscreto presente do pai feito a José, de um manto, ou túnica, de grande preço, … provocou-lhes a suspeita de que ele tencionava preterir seus filhos mais velhos e conferir a primogenitura ao filho de Raquel. Sua maldade ainda mais aumentou ao contar-lhes um dia o menino um sonho que tivera. …
Achando-se o rapaz perante os irmãos, brilhando seu belo rosto pelo Espírito de inspiração, não puderam deixar de admirá-lo; porém não optaram pela renúncia de seus maus caminhos, e odiaram a pureza que lhes reprovava os pecados. O mesmo espírito que atuava em Caim, abrasava-se em seus corações. Patriarcas e Profetas, págs. 208-210.
8 de março – Pág. 73 – Resolução Inspirada
José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Gênesis 49:22.
José considerou o ser vendido para o Egito como a maior calamidade que lhe poderia haver sobrevindo; viu, porém, a necessidade de confiar em Deus como nunca o fizera quando protegido pelo amor de seu pai. E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 256.
Jornadeando a caravana para o Sul, em direção das fronteiras de Canaã, o rapaz podia discernir a distância as colinas entre as quais se achavam as tendas de seu pai. Chorou amargamente à lembrança daquele pai amoroso, em sua solidão e aflição. Novamente a cena em Dotã veio diante de si. Viu seus irmãos irados, e sentiu os olhares furiosos que lhe dirigiam. As palavras pungentes, insultantes, que seus aflitos rogos encontraram, estavam a soar-lhe nos ouvidos. Com o coração a tremer olhou para o futuro. Que mudança na situação – de um filho ternamente acalentado para o escravo desprezado e desamparado! …
Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. Seu pai, forte e terno como havia sido seu amor, fizera-lhe mal com sua parcialidade e indulgência. Esta preferência imprudente havia encolerizado seus irmãos, e os incitara à ação cruel que o separara de seu lar. Os efeitos dessa preferência eram também manifestos em seu caráter. Defeitos haviam sido acariciados, que agora deveriam ser corrigidos. …
Então seus pensamentos volveram para o Deus de seu pai. Na meninice fora ensinado a amá-Lo e temê-Lo. Muitas vezes na tenda do pai, ouvira a história da visão que Jacó tivera quando se retirava de seu lar, como exilado e fugitivo. … Sua alma fremiu ante a elevada resolução de mostrar-se fiel a Deus – de agir, em todas as circunstâncias, como convinha a um súdito do Reino do Céu. Serviria ao Senhor com inteireza de coração; enfrentaria as provações de sua sorte, com coragem, e com fidelidade cumpriria todo o dever. A experiência de um dia foi o ponto decisivo na vida de José. Sua terrível calamidade transformara-o de uma criança amimada em um homem ponderado, corajoso e senhor de si. Patriarcas e Profetas, págs. 213 e 214.
9 de março – Pág. 74 – Bendita Sociedade
O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero. … Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. Gênesis 39:2 e 3.
Chegando ao Egito, José foi vendido a Potifar, capitão da guarda do rei, a cujo serviço ficou durante dez anos. Ali foi exposto a tentações nada triviais. Estava em meio da idolatria. O culto aos deuses falsos era rodeado de toda a pompa da realeza, apoiado pela riqueza e cultura da nação mais altamente civilizada então existente. José, todavia, preservou sua simplicidade e fidelidade para com Deus. As cenas e ruídos do vício estavam ao redor dele; porém, era ele como quem não via e não ouvia. Aos seus pensamentos não permitia ocupar-se com assuntos proibidos. O desejo de alcançar o favor dos egípcios não o poderia fazer esconder os seus princípios. Se tivesse tentado fazer isto, teria sido vencido pela tentação; mas não se envergonhava da religião de seus pais, e não fazia esforços para esconder o fato de ser adorador de Jeová. … A confiança de Potifar em José aumentava diariamente, e finalmente o promoveu a seu mordomo, com amplo governo sobre todas as suas posses. …
A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina. José atribuía seu êxito ao favor de Deus, e mesmo seu senhor idólatra aceitava isto como o segredo de sua prosperidade sem-par. Sem um esforço perseverante e bem dirigido jamais poderia, entretanto, haver conseguido o êxito. Deus era glorificado pela fidelidade de Seu servo. Era Seu propósito que em pureza e correção o crente em Deus se mostrasse em assinalado contraste com os adoradores de ídolos – para que assim a luz da graça celestial pudesse resplandecer entre as trevas do paganismo.
A gentileza e fidelidade de José ganharam o coração do capitão-mor, o qual veio a considerá-lo como filho, em vez de escravo. O jovem foi levado em contato com homens de posição e saber, e adquiriu conhecimentos de ciências, línguas e negócios, educação necessária para o futuro primeiro-ministro do Egito. Patriarcas e Profetas, págs. 214 e 217.
10 de março – Pág. 75 – Tamanha Maldade?
Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Gênesis 39:9.
É sempre crítico, na vida de um jovem, o período em que ele se separa das influências do lar e seus sábios conselhos, e entra em novos cenários, de experiências decisivas. Mas se ele não se coloca de vontade própria nessas situações de perigo, evitando as restrições paternas; se, sem que o prefira, é colocado em posições perigosas, e então confia de Deus sua força – nutrindo no coração o amor de Deus – será então, pelo poder de Deus, que o colocou nessa posição difícil, guardado de ceder à tentação. Deus estava com José em seu novo lar. José estava no caminho do dever, sofrendo injustiça mas não praticando injustiça. Ele fruiu, pois, o amor e a proteção de Deus, porque introduzia seus princípios religiosos em tudo que empreendia. Carta 3, 1879.
A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus. Até ali ele permanecera incontaminado da corrupção que enchia aquela terra gentílica; mas esta tentação tão súbita, forte e sedutora, como poderia ser enfrentada? José bem sabia qual seria a consequência da resistência. De um lado estavam o encobrimento, os favores e as recompensas; do outro a desgraça, a prisão, a morte talvez. Toda sua vida futura dependia da decisão do momento. Triunfariam os princípios? Seria José ainda fiel a Deus? Com inexprimível ansiedade os anjos olhavam para aquela cena.
A resposta de José revela o poder do princípio religioso. Ele não trairia a confiança de seu senhor na Terra, e, quaisquer que fossem as consequências, seria fiel ao seu Senhor no Céu. Sob o olhar examinador de Deus e dos santos anjos, muitos tomam liberdades de que não se achariam culpados na presença de seus semelhantes; porém, o primeiro pensamento de José foi Deus.
“Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?” disse ele. Gênesis 39:9.
Se acalentássemos uma impressão habitual de que Deus vê e ouve tudo que fazemos e dizemos, e conserva um registro fiel de nossas palavras e ações, e de que devemos deparar tudo isto, teríamos receio de pecar. Patriarcas e Profetas, pág. 217.
Pág. 76
11 de março – Pág. 76 – Aprendizado na Prisão
Cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou. Salmos 105:18 e 19.
A fiel integridade de José levou-o à perda de sua reputação e sua liberdade. Esta é a mais severa prova à qual os virtuosos e tementes a Deus são sujeitos: ver que o vício parece prosperar, enquanto a virtude é pisada no pó. … A religião de José conservou-lhe o gênio amável, a cálida e forte simpatia em relação à humanidade, apesar de todas as suas provas. … Assim que começa sua vida de prisioneiro, põe ele em exercício todo o brilho de seus princípios cristãos; começa tornando-se útil aos outros. … É animoso, pois é um cavalheiro cristão. Deus, sob essa disciplina, o estava preparando para uma posição de grande responsabilidade, honra e préstimo, e ele estava disposto a aprender; foi dócil às lições que o Senhor lhe queria ensinar. Aprendeu a levar o jugo na juventude. Aprendeu a governar, aprendendo primeiro ele mesmo a obedecer. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.097.
Mas o verdadeiro caráter de José resplandece, mesmo nas trevas da masmorra. Ele reteve com firmeza sua fé e paciência; seus anos de serviço fiel foram pagos da maneira mais cruel, todavia isto não o tornou obstinado ou desconfiado. Tinha a paz que vem de uma inocência consciente, e confiava seu caso a Deus. …
Achou uma obra a fazer mesmo na prisão. Deus o estava preparando, na escola da aflição, para maior utilidade, e ele não recusou a necessária disciplina. Testemunhando na prisão os resultados da opressão e tirania, e os efeitos do crime, aprendeu lições de justiça, simpatia e misericórdia, que o prepararam para exercer o poder com sabedoria e compaixão. … Foi a parte que ele desempenhou na prisão – integridade de sua vida diária e simpatia por aqueles que estavam em perturbação e angústia – o que abriu o caminho para a sua prosperidade e honra futura. Todo o raio de luz que derramamos sobre outrem, reflete-se em nós mesmos. Toda palavra amável e cheia de simpatia proferida aos tristes, todo ato feito para aliviar os oprimidos, e todo dom aos necessitados, se é determinado por um impulso justo, resultará em bênçãos ao doador. Patriarcas e Profetas, pág. 218.
12 de março – Pág. 77 – Sempre o Mesmo
Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe. Provérbios 22:29.
Do calabouço José foi levado a governador sobre toda a terra do Egito. Era uma posição de alta honra, e, contudo, assediada de dificuldades e perigo. Ninguém pode ficar a uma elevada altura, isento de perigo. Assim como a tempestade deixa ilesa a humilde flor do vale, ao mesmo tempo em que desarraiga a majestosa árvore no cimo da montanha, assim aqueles que têm mantido sua integridade na vida humilde podem ser arrastados ao abismo pelas tentações que assaltam o êxito e as honras mundanas. Mas o caráter de José resistiu de modo semelhante à prova da adversidade e da prosperidade. A mesma fidelidade que manifestou para com Deus quando estava na cela de prisioneiro, manifestou no palácio dos Faraós. Ele era ainda um estrangeiro em uma terra gentílica, separado de seus parentes, adoradores de Deus; mas cria completamente que a mão divina lhe havia dirigido os passos, e com uma constante confiança em Deus desempenhava fielmente os deveres de seu cargo. Por meio de José a atenção do rei e dos grandes homens do Egito foi dirigida ao verdadeiro Deus; e, embora se apegassem à sua idolatria, aprenderam a respeitar os princípios revelados na vida e caráter do adorador de Jeová.
Como se habilitou José a efetuar um registro tal de firmeza de caráter, correção e sabedoria? – Em seus primeiros anos, havia ele consultado o dever em vez da inclinação; e a integridade, a singela confiança, a natureza nobre, do jovem, produziram frutos nas ações do homem. Uma vida pura e simples favorecera o desenvolvimento vigoroso tanto das faculdades físicas como das intelectuais. A comunhão com Deus mediante Suas obras, e a contemplação das grandiosas verdades confiadas aos herdeiros da fé, haviam elevado e enobrecido sua natureza espiritual, alargando e fortalecendo o espírito como nenhum outro estudo o poderia fazer. A atenção fiel ao dever em todos os postos, desde o mais humilde até o mais elevado, estivera educando toda a faculdade para o seu mais elevado serviço. Aquele que vive de acordo com a vontade do Criador, está a assegurar para si o mais verdadeiro e nobre desenvolvimento de caráter. Patriarcas e Profetas, pág. 222.
13 de março – Pág. 78 – Tudo no Plano de Deus
Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência. Jó 28:28.
A vida acidentada de José não foi um acidente; foi ordenada pela Providência. Como, porém, foi ele capaz de fazer de sua vida um registro de tal firmeza de caráter, retidão e sabedoria? Foi resultado da cuidadosa educação em sua infância. Consultara ele o dever, e não a inclinação; e a pureza e singela confiança do menino, produziu frutos nos atos do homem. Os mais brilhantes talentos de nenhum valor são, a menos que sejam aproveitados; hábitos de diligência e fortaleza de caráter e finas qualidades mentais não vêm por acidente. Deus concede oportunidades; o êxito depende do uso que delas se faça. As oportunidades que a Providência depara têm de ser discernidas com rapidez e aproveitadas avidamente. Testimonies, vol. 5, pág. 321.
Não somente ao povo do Egito, mas a todas as nações ligadas com aquele poderoso reino, Deus Se manifestou por intermédio de José. Desejava torná-lo um portador de luz a todos os povos, e colocou-o como o segundo no trono do maior império da Terra, a fim de que a iluminação celeste se estendesse por perto e por longe. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 477.
Poucos há que se compenetram da influência das pequenas coisas da vida sobre o desenvolvimento do caráter. Nada com que temos de tratar é realmente pequeno. As circunstâncias variadas que deparamos dia após dia, são destinadas a provar nossa fidelidade, e habilitar-nos a maiores encargos. Pelo apego aos princípios nas transações da vida usual, a mente se habitua a considerar as exigências do dever acima das do prazer e da inclinação. Espíritos assim disciplinados não estão a vacilar entre o direito e o que não o é, como a vara a tremer ao vento; são fiéis ao dever porque se educaram aos hábitos de fidelidade e verdade. Pela fidelidade naquilo que é o mínimo, adquirem forças para serem fiéis em coisas maiores. Um caráter reto é de maior valor do que o ouro de Ofir. Sem ele ninguém pode subir a uma altura honrosa. Mas não se herda o caráter. Não pode ser comprado. A excelência moral e as belas qualidades mentais não são o resultado do acaso. Os mais preciosos dons não são de valor algum a menos que sejam aperfeiçoados. Patriarcas e Profetas, págs. 222 e 223.
14 de março – Pág. 79 – Ele Era Semelhante a Cristo
Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme. Gênesis 49:23 e 24.
A vida de José ilustra a de Cristo. Foi a inveja que moveu os irmãos de José a vendê-lo como escravo; tiveram a esperança de impedir que se tornasse maior do que eles. E, quando foi levado para o Egito, lisonjearam-se de que não mais seriam perturbados com os seus sonhos; de que haviam removido toda a possibilidade de sua realização. Mas sua conduta foi dirigida por Deus a fim de levar a efeito o mesmo acontecimento que tencionavam impedir. Semelhantemente os sacerdotes e anciãos judeus estavam invejosos de Cristo, receando que deles atraísse a atenção do povo. Mataram-nO para impedir que se tornasse rei, mas estiveram desta maneira a efetuar este mesmo resultado.
José, mediante seu cativeiro no Egito, tornou-se um salvador para a família de seu pai; contudo, este fato não diminuiu a culpa de seu irmãos. Semelhantemente, a crucificação de Cristo, pelos Seus inimigos, dEle fez o Redentor da humanidade, o Salvador de uma raça decaída, e Governador do mundo inteiro; mas o crime de Seus assassinos foi precisamente tão hediondo como se a mão providencial de Deus não houvesse dirigido os acontecimentos para Sua glória e o bem do homem.
Assim como José foi vendido aos gentios por seus próprios irmãos, foi Cristo vendido aos piores de Seus inimigos por um de Seus discípulos. José foi acusado falsamente e lançado na prisão por causa de sua virtude; assim Cristo foi desprezado e rejeitado porque Sua vida justa, abnegada, era uma repreensão ao pecado; e, se bem que não tivesse a culpa de falta alguma, foi condenado pelo depoimento de testemunhas falsas. E a paciência e humildade de José sob a injustiça e a opressão, seu perdão pronto e a nobre benevolência para com seus irmãos desnaturados, representam o resignado sofrimento do Salvador, pela malícia e maus-tratos de homens ímpios, e Seu perdão não somente aos Seus assassinos, mas a todos que a Ele têm vindo confessando seus pecados e buscando perdão. Patriarcas e Profetas, págs. 239 e 240.
Quem recebe a Cristo com viva fé… leva consigo a atmosfera do Céu, que é a graça de Deus, um tesouro que o mundo não pode comprar. Aquele que está em viva união com Deus pode estar em situações humildes, contudo seu valor moral é tão precioso como era o de José. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.097 e 1.098.
15 de março – Pág. 80 – Mãe Escrava
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6.
Joquebede era mulher e escrava. Sua porção na vida era humilde e seus encargos pesados. Mas, com exceção de Maria de Nazaré, por intermédio de nenhuma outra mulher recebeu o mundo maior bênção. Sabendo que seu filho logo deveria sair de sob seus cuidados, para passar aos daqueles que não conheciam a Deus, da maneira mais fervorosa se esforçou ela por unir a sua alma ao Céu. Educação, pág. 61.
Esforçou-se por embeber seu espírito com o temor de Deus e com o amor à verdade e justiça, e fervorosamente orava para que ele pudesse preservar-se de toda a influência corruptora. Mostrou-lhe a loucura e o pecado da idolatria, e cedo o ensinou a curvar-se e a orar ao Deus vivo, que unicamente poderia ouvi-lo e auxiliá-lo em toda a emergência.
Ela conservou consigo o rapaz tanto quanto pôde; foi, porém, obrigada a entregá-lo quando ele teve aproximadamente doze anos. Foi levado de sua humilde choupana ao palácio real, para a filha de Faraó, e se tornou seu filho. Contudo, mesmo ali, ele não perdeu as impressões recebidas na infância. As lições aprendidas ao lado de sua mãe, não as esquecia. Eram uma proteção contra o orgulho, a incredulidade e o vício, que cresciam por entre os esplendores da corte.
De que grande alcance em seus resultados foi a influência daquela mãe hebreia, sendo ela entretanto uma exilada e escrava! Toda a vida futura de Moisés, a grande missão que ele cumpriu como chefe de Israel, testificam da importância da obra de uma mãe cristã. Não há outro trabalho que possa igualar a este. Em parte muito grande, a mãe tem nas mãos o destino de seus filhos. Ela trata com mentes e caracteres em desenvolvimento, trabalhando não somente para o tempo, mas para a eternidade. Está a semear sementes que brotarão e frutificarão, quer para o bem quer para o mal. Ela não tem a desenhar formas de beleza na tela, ou esculpi-las no mármore, mas imprimir na alma humana a imagem do divino. …
Que toda mãe sinta serem inapreciáveis os seus momentos; sua obra será provada no dia solene do ajuste de contas. Patriarcas e Profetas, págs. 243 e 244.
16 de março – Pág. 81 – A Escolha Certa
Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. Hebreus 11:24 e 25.
Nas escolas do Egito, Moisés recebeu o mais alto preparo civil e militar. De grande atração pessoal, distinto na aparência e estatura, de espírito culto e porte principesco, e de fama como chefe militar, tornou-se o orgulho da nação. Educação, pág. 62.
Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o trono dos Faraós deviam fazer-se membros da sacerdócio; e Moisés, como o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião nacional. … Mas, ao mesmo tempo em que era um estudante ardoroso e incansável, não pôde ser induzido a participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em sua adesão à fé hebreia. Mas ele foi inabalável em sua decisão de não prestar homenagem a não ser ao único Deus. …
Moisés estava em condições para ter preeminência entre os grandes da Terra, para brilhar nas cortes do mais glorioso dentre os reinos e para empunhar o cetro do poder. Sua grandeza intelectual o distingue, acima dos grandes homens de todos os tempos. Como historiador, poeta, filósofo, general de exércitos e legislador, não tem par. Todavia, com o mundo diante de si, teve a força moral para recusar as lisonjeiras perspectivas da riqueza, grandeza e fama. …
Moisés fora instruído com relação à recompensa final a ser dada aos humildes e obedientes servos de Deus, e as vantagens mundanas tombaram na insignificância que lhes é própria em comparação com aquela recompensa. O palácio luxuoso de Faraó e seu trono foram apresentados como um engano a Moisés; sabia ele, porém, que os prazeres pecaminosos que fazem os homens se esquecerem de Deus, achavam-se nos palácios senhoriais. Ele olhava para além do magnífico palácio, para além da coroa do rei, para as altas honras que serão conferidas aos santos do Altíssimo, em um reino incontaminado pelo pecado. Viu pela fé uma coroa incorruptível que o Rei do Céu colocaria sobre a fronte do vencedor. Patriarcas e Profetas, págs. 245 e 246.
17 de março – Pág. 82 – Não Segundo a Vontade de Deus
E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. Atos 7:22.
Moisés supunha que sua educação na sabedoria do Egito o habilitara plenamente para libertar a Israel do cativeiro. Não era ele versado em todas as coisas necessárias para um general de exército? Não tivera as maiores vantagens das melhores escolas do país? – Sim; ele achava que estava em condições de livrá-los. Aplicou-se primeiro ao trabalho procurando granjear o favor de seu povo, reparando suas injustiças. Ele matou um egípcio que afligia um de seus irmãos. Com isto ele manifestou o espírito daquele que foi homicida desde o princípio e demonstrou ser incompetente para representar o Deus de misericórdia, amor e ternura. Transformou sua primeira tentativa num deplorável fracasso. Como muitos outros, perdeu então imediatamente a confiança em Deus e volveu as costas para a obra que lhe fora designada; fugiu da ira de Faraó. Ele inferiu que devido a seu erro… Deus não permitiria que tivesse alguma parte na obra de livrar Seu povo da atroz servidão. Mas o Senhor permitiu essas coisas para que pudesse ensinar-lhe a delicadeza, bondade, longanimidade que todo trabalhador para o Mestre necessita possuir. …
No auge de sua glória humana, o Senhor permitiu que Moisés revelasse a insensatez da sabedoria do homem, a debilidade da força humana, para que pudesse compreender seu total desamparo e sua ineficiência sem ser amparado pelo Senhor Jesus. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 342-344.
Matando o egípcio, Moisés caíra no mesmo erro tantas vezes cometido por seus pais, de tomar nas próprias mãos a obra que Deus prometera fazer. Não era vontade de Deus libertar o Seu povo pela guerra, como Moisés pensava, mas pelo Seu próprio grande poder, para que a glória Lhe fosse atribuída a Ele tão-somente. Todavia, mesmo este ato precipitado foi ainda encaminhado por Deus a fim de cumprir Seus propósitos. Moisés não estava preparado para a sua grande obra. Tinha ainda a aprender a mesma lição de fé que havia sido ensinada a Abraão e Jacó – não confiar na força e sabedoria humanas, mas no poder de Deus, para o cumprimento de Suas promessas. Patriarcas e Profetas, pág. 247.
18 de março – Pág. 83 – Universidade Divina
Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. I Coríntios 3:19.
Em seus esforços para habilitar-se a ser cooperadores de Deus, os homens com frequência se colocam em tais posições que os inabilitam completamente para a moldagem e modelação que o Senhor deseja dar-lhes. Não são, pois, portadores, como Moisés, da semelhança divina. Submetendo-se à disciplina de Deus, Moisés tornou-se um instrumento santificado por cujo intermédio o Senhor podia operar. Ele não hesitou em trocar o seu caminho pelo caminho do Senhor, embora este o conduzisse por caminhos estranhos, por sendas ainda não palmilhadas. …
Não foi o ensino das escolas do Egito que habilitou Moisés a triunfar sobre seus inimigos, mas persistente e infalível fé, fé que não faltou sob as mais difíceis circunstâncias. … Moisés procedia como quem vê Aquele que é invisível.
Deus não está à procura de homens de educação perfeita. … O Senhor quer homens que apreciem o privilégio de ser cooperadores de Deus – homens que O honrem prestando implícita obediência a Seus reclamos, a despeito de teorias anteriormente incutidas. …Muitos que estão buscando eficiência para a exaltada obra de Deus mediante o aperfeiçoamento de sua educação nas escolas dos homens, verificarão que deixaram de aprender as mais importantes lições que o Senhor desejava ensinar-lhes. Negligenciando submeter-se às impressões do Espírito Santo, deixando de viver em obediência a todas as reivindicações de Deus, enfraqueceu-se-lhes o poder espiritual. … Ausentando-se da escola de Cristo, esqueceram o som da voz do Mestre, e Ele não lhes pode dirigir a conduta. Os homens podem adquirir todo conhecimento suscetível de ser comunicado pelo professor humano; Deus, porém, deles requer ainda maior sabedoria. Como Moisés, precisam aprender mansidão, humildade de coração e desconfiança do próprio eu. Nosso próprio Salvador, quando suportando a prova pela humanidade, reconheceu que, de Si mesmo, nada podia fazer. Também nós precisamos aprender que, de si mesma, a humanidade não possui força alguma. O homem só se torna eficiente ao partilhar da natureza divina. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 345-347.
19 de março – Pág. 84 – Vale Mais
Porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Hebreus 11:26.
Moisés fora estudante. Era bem versado em toda a cultura dos egípcios, mas não era essa a única habilitação de que precisava para preparar-se para a sua obra. Devia ele, na providência de Deus, aprender a ser paciente, a refrear suas paixões. Numa escola de renúncia e obstáculos devia obter uma educação que lhe seria de suma importância. Essas provas o preparariam para exercer um paternal cuidado sobre todos os que careciam de seu auxílio. Nenhum conhecimento, estudo algum, nenhuma eloquência poderia ser substituto dessa experiência em provas, para uma pessoa que teria de vigiar pelas pessoas como as que delas têm de dar contas. Fazendo a obra de um humilde pastor, esquecido de si mesmo e interessado no rebanho entregue aos seus cuidados, devia ele tornar-se habilitado para a mais exaltada obra já confiada a mortais – a de ser pastor das ovelhas das pastagens do Senhor.
Os que, no mundo, temem ao Senhor, têm de ter comunhão com Ele. Cristo é o mais perfeito educador que o mundo já conheceu. Receber dEle sabedoria e conhecimento era para Moisés de mais valor do que toda a cultura dos egípcios. …
A fé que Moisés possuía levava-o a contemplar as coisas invisíveis, as coisas eternas. Deixou as esplêndidas atrações da vida da corte porque o pecado ali prevalecia. Renunciou a um aparente bem presente, que só o lisonjeava para arruinar e destruir. As atrações reais, eternas, é que lhe eram de valor. Os sacrifícios feitos por Moisés não eram sacrifícios reais. Para ele tratava-se de permutar um aparente bem presente, que o lisonjeava, por um bem seguro, elevado e imortal.
Moisés suportou o opróbrio de Cristo, considerando-o mais importante do que do que todos os tesouros do Egito. Cria ele no que Deus dissera e não foi influenciado a desviar-se de sua integridade por nenhuma das censuras do mundo. Andava na Terra como livre homem de Deus. … Contemplava as coisas invisíveis e não vacilava. O galardão da recompensa era-lhe atraente, assim como pode ser também para nós. Tinha familiaridade com Deus. Testimonies, vol. 4, págs. 343-345.
20 de março – Pág. 85 – Vendo o Invisível
Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Hebreus 11:27.
Tinha Moisés uma profunda intuição da presença pessoal de Deus. Não só olhava através dos séculos, aguardando a manifestação de Cristo na carne, mas viu a Cristo de maneira especial acompanhando os filhos de Israel em todas as suas peregrinações. Deus lhe era real, sempre presente em seus pensamentos. Quando mal compreendido, quando chamado a enfrentar perigo e suportar insultos por amor de Cristo, sofreu-o sem vingança. Moisés cria em Deus como Aquele de quem ele necessitava, e que o ajudaria por causa de sua necessidade. Era-lhe Deus um auxílio presente.
Grande parte da fé que presenciamos é meramente nominal; é rara a fé real, confiante e perseverante. Moisés realizou em sua própria experiência a promessa de que Deus há de ser um galardoador dos que O buscam diligentemente. Tinha ele respeito para com o galardão da recompensa. Aqui está outro ponto que desejamos estudar, acerca da fé: Deus recompensará o homem de fé e obediência. Se essa fé for introduzida na experiência da vida, ela habilitará a quem quer que tema e ame a Deus, a suportar as provas. Moisés era cheio de confiança em Deus porque tinha uma fé que se apropriava das bênçãos. Ele precisava de auxílio, e por ele orou, apoderou-se dele pela fé, e entreteceu em sua experiência a crença de que Deus dele cuidava. Cria que Deus lhe regia a vida, particularmente. Viu e reconheceu a Deus em cada pormenor de sua vida e sentia estar sob o olhar dAquele que tudo via, que pesa os motivos, que prova o coração. Olhava a Deus e nEle confiava quanto à força para atravessar toda forma de tentação sem se corromper. … A presença de Deus era suficiente para conduzi-lo através das situações mais difíceis em que um homem possa ser colocado.
Moisés não só pensava em Deus; ele O via. Deus era a constante visão que tinha presente; nunca Lhe perdeu de vista a face. Via a Jesus como seu Salvador, e cria que os méritos do Salvador lhe seriam imputados. Essa fé não era para Moisés simples conjetura; era uma realidade. Esta é a espécie de fé de que carecemos, fé que há de suportar a prova. Oh! quantas vezes cedemos à tentação porque não mantemos os olhos fitos em Jesus! Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 267 e 268.
21 de março – Pág. 86 – Aprendendo e Desaprendendo
E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5.
Nos desertos de Midiã, Moisés passou quarenta anos como pastor de ovelhas. Aparentemente afastado para sempre da missão de sua vida, estava recebendo a disciplina essencial para o seu cumprimento. Educação, pág. 62.
Moisés estivera a aprender muito que tinha de desaprender. As influências que o haviam cercado no Egito – o amor de sua mãe adotiva, sua própria posição elevada como o neto do rei, a dissipação de todos os lados, o requinte, a subtileza e o misticismo de uma religião falsa, o esplendor de um culto idólatra, a solene grandiosidade da arquitetura e escultura – tudo deixara profundas impressões em sua mente em desenvolvimento, e modelara, até certo ponto, seus hábitos e caráter. O tempo, a mudança de ambiente e a comunhão com Deus podiam remover estas impressões. Renunciar o erro e aceitar a verdade requeria da parte de Moisés mesmo uma luta tremenda; mas Deus seria seu auxiliador quando o conflito fosse demasiado severo para a força humana. …
A fim de receber o auxílio de Deus, o homem deve compenetrar-se de sua fraqueza e deficiência; deve aplicar seu próprio espírito na grande mudança a ser operada em si; deve despertar para a oração e esforço fervorosos e perseverantes. … Muitos jamais atingem a posição que poderiam ocupar, porque esperam que Deus faça por eles aquilo que Ele lhes deu poder para fazerem por si mesmos. …
Encerrado nas fortificações das montanhas, Moisés estava a sós com Deus. Os templos magnificentes do Egito não mais lhe impressionavam o espírito, com sua superstição e falsidade. Na grandiosidade solene das colinas eternas via ele a majestade do Altíssimo, e em contraste compreendia quão impotentes e insignificantes eram os deuses do Egito. Por toda parte estava escrito o nome do Criador. Moisés parecia achar-se em Sua presença, e à sombra de Seu poder. Ali o seu orgulho e presunção foram varridos. Na simplicidade severa de sua vida no deserto, os resultados do ócio e luxo do Egito desapareceram. Moisés tornou-se paciente, reverente e humilde, “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e, contudo, forte na fé que ele tinha no poderoso Deus de Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 248-251.
22 de março – Pág. 87 – Deus o Enviou
Vem, agora, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Êxodo 3:10.
Era vindo o tempo para o livramento de Israel. Mas o propósito de Deus devia cumprir-se de maneira a lançar o desdém sobre o orgulho humano. O libertador devia ir como um humilde pastor, apenas com uma vara na mão; Deus, porém, faria daquela vara o símbolo de Seu poder. …
A ordem divina dada a Moisés encontrou-o sem confiança em si, tardo no falar, e tímido. Sentia-se vencido pela intuição de sua incapacidade de ser o porta-voz de Deus para Israel. Havendo, porém, aceito o trabalho, deu-lhe início com todo o coração, depositando toda a confiança no Senhor. … Deus lhe abençoou a pronta obediência, e ele se tornou eloquente, esperançoso e senhor de si, e bem adaptado para a maior obra que já foi entregue ao homem. Isto é um exemplo do que Deus faz para fortalecer o caráter daqueles que nEle confiam amplamente, e dar-lhes, sem reserva, as Suas ordens.
O homem adquirirá força e eficiência ao aceitar as responsabilidades que Deus põe sobre ele, e procurar de toda sua alma qualificar-se para dela se desincumbir devidamente. Por humilde que seja a sua posição ou limitada a sua habilidade, atingirá a verdadeira grandeza o homem que, confiando na força divina, procura efetuar sua obra com fidelidade. …
Em caminho, quando vinha de Midiã, Moisés recebeu uma advertência assustadora e terrível, a respeito do desagrado do Senhor. Um anjo apareceu-lhe de maneira ameaçadora, como se o fosse imediatamente destruir. Explicação alguma se dera; Moisés, porém, lembrou-se de que havia desatendido um dos mandos de Deus; cedendo à persuasão de sua esposa, negligenciara efetuar o rito da circuncisão em seu filho mais moço. … Em sua missão junto a Faraó, devia Moisés ser colocado em posição de grande perigo; sua vida unicamente podia preservar-se pela proteção de santos anjos. Enquanto vivesse, porém, na negligência de um dever conhecido, não estaria livre de perigo; pois que não poderia estar protegido pelos anjos de Deus.
No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos. Patriarcas e Profetas, págs. 251, 255 e 256.
23 de março – Pág. 88 – “Quem é o Senhor?”
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7.
Faraó semeou a obstinação, e obstinação colheu. Ele mesmo pôs no solo a semente. Não havia mais necessidade de que Deus, por algum novo poder, interferisse no seu crescimento, do que havia de interferir Ele no crescimento de um grão de cereal. Tudo que se requer é que a semente seja deixada a germinar e crescer, trazendo fruto segundo sua espécie. A colheita revela a espécie de semente que foi semeada. …
Faraó viu a poderosa atuação do Espírito de Deus; viu os milagres que o Senhor realizou por Seu servo; recusou, porém, obediência ao mandamento do Senhor. O rei, rebelde, indagara orgulhosamente: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel?” Êxodo 5:2. E quando os juízos de Deus sobre ele caíram cada vez mais pesadamente, persistiu na obstinada resistência. Rejeitando a luz do Céu, tornou-se duro, insensível. A providência de Deus estava a revelar-lhe Seu poder, e essas manifestações, não reconhecidas, foram o meio de endurecer o coração de Faraó em relação a maiores luzes. Aqueles que exaltam suas próprias ideias acima da vontade de Deus, claramente especificada, estão a dizer, como fez Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Cada rejeição da luz endurece o coração e obscurece o entendimento; e assim os homens acham cada vez mais difícil distinguir entre o certo e o errado, e se tornam mais ousados em resistir à vontade de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.100.
Aquele que cedeu uma vez à tentação, cederá mais facilmente segunda vez. Cada repetição do pecado diminui seu poder de resistência, cega os seus olhos, e suprime a convicção. Cada semente de condescendência, que é semeada, produzirá fruto. Deus não opera milagre para impedir a ceifa. … Aquele que manifesta dura incredulidade, uma obstinada indiferença à verdade divina, não está senão a colher o fruto do que ele próprio semeou. É assim que multidões vêm a escutar, com rígida indiferença, verdades que outrora lhes abalavam a própria alma. Semearam negligência e resistência à verdade, e tal é a colheita que fazem. Patriarcas e Profetas, págs. 268 e 269.
24 de março – Pág. 89 – Endurecimento do Coração
O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este  não deixou ir os filhos de Israel. Êxodo 10:20.
Como endurece o Senhor o coração dos homens? Da mesma forma em que endureceu o coração de Faraó. Deus mandou a esse rei uma mensagem de advertência e misericórdia, mas ele recusou reconhecer o Deus do Céu, e não quis prestar obediência às Suas ordens. Perguntou: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Êxodo 5:2.
O Senhor lhe deu prova de Seu poder, realizando sinais e milagres diante dele. O grande EU SOU tornou conhecidas a Faraó Suas obras poderosas, mostrando-lhe que é o soberano de Céu e Terra, mas o rei preferiu desafiar o Deus do Céu. Não consentiu que se quebrantasse seu orgulhoso e obstinado coração nem mesmo diante do Rei dos reis, para então poder receber a luz, pois estava resolvido a fazer prevalecer sua vontade e levar até ao fim a sua rebelião. Preferiu fazer sua própria vontade e pôr de parte o mandamento de Deus, e a própria evidência que lhe fora dada, de estar Jeová acima de todos os deuses das nações, acima de todos os sábios e mágicos, só serviu para cegar-lhe o espírito e endurecer-lhe o coração.
Tivesse Faraó aceito a prova do poder de Deus, mostrada por ocasião da primeira praga, e ter-lhe-iam sido poupados todos os juízos que se seguiram. Sua resoluta obstinação, porém, exigiu maiores manifestações do poder de Deus, e seguiu-se praga a praga, até que afinal ele foi chamado para contemplar a face desfalecida de seu primogênito, e de seus demais queridos; ao passo que os filhos de Israel, a quem considerara como escravos, ficaram incólumes através das pragas, intocados pelo anjo destruidor. Deus tornou evidente sobre quem repousava o Seu favor, quem era o Seu povo. Carta 31, 1891.
Cada nova evidência do poder de Deus a que o monarca egípcio resistia, levava-o a desafiar mais determinada e persistentemente a Deus. … Este caso é uma clara ilustração do pecado contra o Espírito Santo. “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Gálatas 6:7. Gradualmente o Senhor retirou Seu Espírito. Removendo dele Seu poder refreador, entregou o rei nas mãos do pior de todos os tiranos: o próprio eu. Review and Herald, 27 de julho de 1897.
25 de março – Pág. 90 – Livres, Afinal!
E conduziu com alegria o Seu povo e, com jubiloso canto, os Seus escolhidos. Salmos 105:43.
Com os lombos cingidos, sapatos nos pés, e cajado à mão, o povo de Israel permanecera em pé, silenciosos, com respeitoso temor, mas expectantes, aguardando o mandado real que lhes ordenaria saíssem. Antes que a manhã raiasse, estavam a caminho. … Naquele dia, completou-se a história revelada a Abraão em visão profética, séculos antes: “Peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também Eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” Gênesis 15:13 e 14. Patriarcas e Profetas, pág. 281.
Tirando Israel do Egito, o Senhor novamente mostrou Seu poder e misericórdia. Suas maravilhosas obras no livramento da escravidão e Seu modo de proceder para com eles em suas peregrinações pelo deserto, não eram somente para seu próprio benefício. Deveriam ser uma lição objetiva para as nações circunvizinhas. O Senhor Se revelou como Deus sobre toda autoridade e grandeza humanas. Os sinais e maravilhas que operou a favor de Seu povo, revelaram Seu poder sobre a natureza e sobre o maior dos que a adoravam. Deus passou pelo altivo Egito como passará nos últimos dias por toda a Terra. Com fogo e tempestade, terremoto e morte, o grande “Eu Sou” livrou Seu povo; tirou-os da terra da escravidão. Conduziu-os através daquele “grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura”. Deuteronômio 8:15. Fez sair água para eles “da rocha do seixal” (Deuteronômio 8:15), e alimentou-os com “trigo do Céu”. Salmos 78:24. “Porque”, disse Moisés, “a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do Seu olho. Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os e os leva sobre as suas asas, assim, só o Senhor o guiou; e não havia com ele deus estranho.” Deuteronômio 32:9-12. Deste modo atraiu-os a Si para que habitassem sob a sombra do Altíssimo. Parábolas de Jesus, págs. 286 e 287.
26 de março – Pág. 91 – Nuvem e Fogo
Ele estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os alumiar de noite. Salmos 105:39.
“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar.” Êxodo 13:21. … O estandarte de seu Chefe invisível estava sempre com eles. De dia a nuvem guiava as suas jornadas, ou estendia-se como uma cobertura por sobre a multidão. Servia de proteção contra o calor ardente, e pela sua frescura e umidade proporcionava agradável refrigério no deserto ressequido e sedento. À noite, tornava-se em coluna de fogo, iluminando-lhes o acampamento, e assegurando-lhes constantemente a presença divina.
Em uma das mais belas e consoladoras passagens da profecia de Isaías, faz-se referência à coluna de nuvem e de fogo para representar o cuidado de Deus pelo Seu povo, na grande luta final com os poderes do mal: “E criará o Senhor sobre toda a habitação do Monte de Sião, e sobre as suas congregações, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção. E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia; e para refúgio e esconderijo contra a tempestade, e contra a chuva.” Isaías 4:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 282 e 283.
No tempo de prova que está perante nós, a divina promessa de segurança cumprir-se-á nos que guardaram a palavra da Sua paciência. Cristo dirá aos que Lhe forem fiéis: “Vai pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” Isaías 26:20. O Leão de Judá, tão terrível com os que Lhe rejeitam a graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de nuvem, que representa ira e terror para o transgressor da lei de Deus, é luz e misericórdia e livramento para os que tenham guardado os Seus mandamentos. O braço enérgico para ferir os rebeldes, será forte para libertar os leais. Todos quantos forem fiéis serão ajuntados. “E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Mateus 24:31. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 11.
27 de março – Pág. 92 – Caminho Seguro
Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. Êxodo 14:15.
Deus, em Sua providência, trouxe os hebreus ao aperto das montanhas, diante do mar, para que pudesse manifestar Seu poder no livramento deles, e humilhar de maneira extraordinária o orgulho de seus opressores. Ele os poderia ter salvo de qualquer outro modo, mas escolheu este, a fim de lhes provar a fé e fortalecer a confiança nEle. O povo estava cansado e aterrorizado; todavia, se se tivessem conservado para trás quando Moisés lhes ordenou avançar, Deus nunca lhes haveria aberto o caminho. Foi “pela fé” que “passaram o Mar Vermelho, como por terra seca”. Hebreus 11:29. Descendo em marcha para a própria água, mostraram que acreditavam na palavra de Deus, conforme fora proferida por Moisés. Fizeram tudo que estava em seu poder, e então o Poderoso de Israel dividiu o mar a fim de preparar um caminho para os seus pés.
A grande lição ali ensinada é para todos os tempos. Frequentemente a vida cristã é assediada de perigos, e o dever parece difícil de cumprir-se. A imaginação desenha uma ruína iminente perante nós, e, atrás, o cativeiro ou a morte. Contudo, a voz de Deus fala claramente: “Avante!” Devemos obedecer a esta ordem mesmo que nossos olhares não possam penetrar nas trevas, e sintamos as frias vagas em redor de nossos pés. Os obstáculos que embaraçam o nosso progresso nunca desaparecerão diante de um espírito que se detém ou duvida. Aqueles que adiam a obediência até que toda a sombra da incerteza desapareça, e não fique perigo algum de fracasso ou derrota, nunca absolutamente obedecerão. A incredulidade fala ao nosso ouvido: “Esperemos até que os impedimentos sejam removidos, e possamos ver claramente nosso caminho”; mas a fé corajosamente insiste em avançar, esperando tudo, em tudo crendo.
A nuvem que era uma grande parede de trevas para os egípcios, para os hebreus era uma grande inundação de luz, iluminando o acampamento todo, e derramando todo o brilho no caminho diante deles. Assim, o trato da Providência traz aos incrédulos trevas e desespero, enquanto à alma confiante é repleta de luz e paz. A senda por onde Deus guia, pode estender-se através do deserto ou do mar, mas é um caminho seguro. Patriarcas e Profetas, pág. 290.
28 de março – Pág. 93 – O Cântico de Moisés e do Cordeiro
O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei. Êxodo 15:2.
Do mais terrível perigo restara um completo livramento. Aquela vasta e indefesa multidão – escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egito fazendo pressão na retaguarda – vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de ações de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas. …
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2 e 3. …
Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir-se-ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. …
Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Patriarcas e Profetas, págs. 287-290.
29 de março – Pág. 94 – Queixosos Outra Vez
Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. Êxodo 16:2.
Muitos consideram os israelitas daquele tempo, e admiram-se de sua incredulidade e murmuração, achando que, se tivessem estado em lugar deles, não teriam sido tão ingratos; mas, quando sua fé é provada, mesmo com pequenas aflições, não manifestam maior fé ou paciência do que fez o antigo Israel. Patriarcas e Profetas, pág. 293.
Deus prometera ser o seu Deus, tomá-los para Si como um povo, e guiá-los a uma terra vasta e boa; mas eles estavam prontos a desfalecer a cada obstáculo encontrado no caminho para aquela terra. … Esqueceram-se de sua amarga servidão no Egito. Perderam de vista a bondade e poder de Deus, manifestados em prol deles, em seu livramento do cativeiro. Esqueceram-se de como seus filhos foram poupados quando o anjo destruidor matou todos os primogênitos do Egito. Olvidaram a grande mostra do poder divino no Mar Vermelho. Perderam de memória que, enquanto atravessaram sem perigo pelo caminho que lhes havia sido aberto, os exércitos de seus inimigos, tentando segui-los, foram submersos nas águas do mar. Viam e sentiam unicamente seus incômodos e provações presentes; e, em vez de dizerem: “Deus fez grandes coisas por nós; conquanto tenhamos sido escravos, está a fazer de nós uma grande nação”, falavam eles das dificuldades do caminho e consideravam quando terminaria sua cansativa peregrinação.
A história da vida de Israel no deserto foi registrada para o benefício do Israel de Deus até o final do tempo. O registro do trato de Deus aos errantes no deserto, em todas as suas marchas de um para outro lado, em sua exposição a fome, sede e cansaço, e nas notáveis manifestações de Seu poder em auxílio deles, acha-se repleto de advertências e instruções para o Seu povo, em todos os tempos. A experiência variada dos hebreus era uma escola preparatória para o seu lar prometido em Canaã. Deus quer que Seu povo nestes dias reveja com humilde coração e espírito dócil as provações pelas quais passou o antigo Israel, a fim de que possa instruir-se em seu preparo para a Canaã celestial. Patriarcas e Profetas, págs. 292 e 293.
30 de março – Pág. 95 – Mãos Para o Céu
Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. I Timóteo 2:8.
Por causa da desobediência de Israel e seu afastamento de Deus, foi-lhes permitido sofrer adversidades e chegar a situações angustiosas: foi permitido que seus inimigos os guerreassem, a fim de humilhá-los e levá-los a buscarem a Deus, quando em perturbação e perplexidade. …
Quando Israel foi atacado pelos amalequitas, Moisés deu a Josué instruções para lutar com os seus inimigos. Testimonies, vol. 2, págs. 106-108.
Moisés, Arão e Hur estavam estacionados em uma colina, acima do campo de batalha. Com os braços estendidos para o céu, e segurando a vara de Deus em sua destra, Moisés orava pelo êxito das armas de Israel. Com o prosseguimento da batalha, observou-se que, enquanto suas mãos estavam estendidas para cima, Israel prevalecia; mas, quando se abaixavam, o inimigo era vitorioso. Cansando-se Moisés, Arão e Hur lhe ampararam as mãos até o pôr-do-sol, quando o inimigo foi posto em fuga.
Apoiando Arão e Hur as mãos de Moisés, mostravam ao povo o dever de ampará-lo em seu árduo trabalho, enquanto de Deus recebia a palavra para lhes falar. E o ato de Moisés também era significativo, mostrando que Deus tinha o seu destino em Suas mãos; enquanto nEle depositassem confiança, por eles combateria e lhes subjugaria os inimigos; mas, quando se deixassem de apegar a Ele, e confiassem em sua própria força, seriam mesmo mais fracos do que os que não tinham conhecimento de Deus, e os inimigos prevaleceriam contra eles.
Assim como os hebreus triunfavam quando Moisés estendia as mãos para o céu, e intercedia em favor deles, assim o Israel de Deus prevalece quando pela fé lança mão da força de seu poderoso Auxiliador. Todavia, a força divina deve ser combinada com o esforço humano. Moisés não acreditava que Deus vencesse os adversários deles enquanto Israel permanecesse inativo. Enquanto o grande líder pleiteava com o Senhor, Josué e os seus bravos seguidores faziam os maiores esforços para repelir os inimigos de Israel e de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 299.
31 de março – Pág. 96 – Duas Mãos Para Deus
E nós, na qualidade de cooperadores com Ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. II Coríntios 6:1.
O Senhor deu uma lição importante a Seu povo em todos os séculos quando a Moisés, no monte, deu instruções com respeito à construção do tabernáculo. Naquela obra, exigiu perfeição em cada detalhe. Moisés era versado em todo o saber dos egípcios; tinha conhecimento de Deus, e os propósitos divinos lhe haviam sido revelados em visões; mas não sabia fazer gravações nem bordar.
Israel fora conservado todos os seus dias em cativeiro no Egito, e embora houvesse entre eles homens hábeis, não tinham sido instruídos nas primorosas artes que eram exigidas na construção do tabernáculo. Sabiam fazer tijolos, mas não entendiam do trabalho em ouro ou prata. Como se deveria fazer a obra? …
Então o próprio Deus explicou como o trabalho deveria ser realizado. Indicou por nome as pessoas que desejava fizessem determinados trabalhos. Bezalel devia ser o arquiteto. Esse homem pertencia à tribo de Judá – tribo que Deus Se deleitava em honrar. …
“E eis que Eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado.” Êxodo 31:6. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 59 e 60.
Entre a multidão havia egípcios, que tinham agido como superintendentes dessa obra, e compreendiam cabalmente como devia ela ser feita. Mas a obra não dependia deles. O Senhor uniu-Se aos agentes humanos, dando-lhes sabedoria para trabalharem habilmente. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.
A habilidade nas artes comuns é dom de Deus, o qual provê, tanto o dom, como a sabedoria para o empregar devidamente. Obreiros Evangélicos, pág. 236.
A fim de que o tabernáculo terrestre pudesse representar o celestial, devia ser perfeito em todas as suas partes, e ser, em cada mínimo detalhe, semelhante ao modelo do Céu. Tal é o que se dá com o caráter dos que finalmente são aceitos à vista do Céu. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 60.
Orem os obreiros que se acham hoje ao serviço de Deus, orem pedindo dEle sabedoria e agudo espírito de previsão, a fim de que possam fazer com perfeição o seu trabalho. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.

Publicado em 03 - Março, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – fevereiro de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

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1º de fevereiro – Pág. 38 – Constrói uma Arca
Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra. Faze uma arca de tábuas de cipreste. Gênesis 6:13 e 14.
Deus deu a Noé as dimensões exatas da arca, e instruções explícitas com relação à sua construção em todos os pormenores. A sabedoria humana não poderia ter concebido uma estrutura de tão grande resistência e durabilidade. Fora Deus que fizera a planta da mesma, e Noé o construtor-chefe. Foi construída semelhante ao casco de um navio, para que pudesse flutuar sobre a água; mas nalguns sentidos muito mais se parecia com uma casa. … O material empregado na construção da arca era o cipreste, ou madeira de Gofer, a qual estaria isenta de apodrecimento durante centenas de anos. A edificação desta imensa arca foi uma operação lenta, trabalhosa. Patriarcas e Profetas, págs. 92 e 95.
Os homens que viviam naquele tempo eram de estatura muito grande e possuíam força espantosa. As árvores eram muito maiores, e sobrepujavam em beleza e proporções perfeitas a tudo que os mortais possam contemplar hoje. A madeira dessas árvores era de fibra fina e substância dura, mais semelhantes, nesse sentido, à pedra. Exigia muito mais tempo e trabalho, mesmo para aquela raça poderosa, preparar a madeira para construção, do que nesta época degenerada se requer para preparar árvores, que agora crescem na terra, – embora sejam mais débeis as forças que possuem os homens de hoje. Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 61.
Cada peça de madeira foi cuidadosamente ajustada e todas as juntas cobertas com piche. Tudo o que o homem podia fazer se fez, para tornar perfeito o trabalho; e, afinal, depois de tudo isso, unicamente Deus podia preservar a arca sobre furiosas e altas ondas, pelo Seu miraculoso poder. História da Redenção, pág. 64.
Metusalém e seus filhos e netos, viviam na época da construção da arca. Eles, com alguns outros, receberam instruções de Noé e ajudaram-no a construir a arca. Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 59 e 60.
Enquanto Noé estava a apregoar sua mensagem de advertência ao mundo, suas obras testificavam de sua sinceridade. Assim foi que sua fé se aperfeiçoou, e se evidenciou. Ele deu ao mundo o exemplo de crer precisamente o que Deus diz. Tudo quanto possuía, empregou na arca. … Cada pancada desferida na arca era um testemunho para o povo. Patriarcas e Profetas, pág. 95.
2 de fevereiro – Pág. 39 – Seguros no Interior da Arca
Disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração. Gênesis 7:1.
Noé tinha fielmente seguido as instruções dadas por Deus. A arca estava concluída em todas as suas partes, exatamente como Deus determinara, e estava provida de alimento para o homem e os animais. E agora o servo de Deus fez o seu último e solene apelo ao povo. Com um desejo angustioso, que as palavras não podem exprimir, solicitou que buscassem refúgio enquanto ainda se poderia achar. De novo rejeitaram suas palavras, e levantaram a voz em zombaria e escárnio. Subitamente veio silêncio sobre a turba zombadora. Animais de toda a espécie, os mais ferozes bem como os mais mansos, foram vistos vindo das montanhas e florestas, e encaminhando-se silenciosamente para a arca. Ouviu-se o rumor de um vento impetuoso, e eis que aves estavam a ajuntar-se de todos os lados, escurecendo-se o céu pela sua quantidade; e em perfeita ordem passaram para a arca. Os animais obedeciam ao mandado de Deus, enquanto os homens eram desobedientes. Patriarcas e Profetas, págs. 97 e 98.
Quando viram os animais vindo da floresta para a porta da arca, e Noé os acolher, eles por tanto tempo haviam resistido à mensagem que Deus lhes dera, negando-a, que… a consciência não se impressionava mais. Carta 108, 1896.
A misericórdia havia cessado os seus rogos pela raça culpada. Os animais do campo e as aves do céu tinham entrado no lugar de refúgio. Noé e sua casa estavam dentro da arca; “e o Senhor os fechou por fora”. Gênesis 7:16. … A porta maciça, que era impossível àqueles que dentro estavam fechar, girou vagarosamente ao seu lugar por meio de mãos invisíveis. Noé ficou encerrado, e os que rejeitaram a misericórdia de Deus, excluídos. O selo do Céu estava naquela porta; Deus a havia fechado, e somente Deus a poderia abrir. Assim, quando Cristo terminar Sua intercessão pelo homem culpado, antes de Sua vinda nas nuvens do céu, fechar-se-á a porta da misericórdia. A graça divina não mais restringirá os ímpios, e Satanás terá pleno domínio sobre aqueles que rejeitaram a misericórdia. Esforçar-se-ão por destruir o povo de Deus, mas como Noé estava abrigado na arca, assim os justos estarão protegidos pelo poder divino. Patriarcas e Profetas, pág. 98.
3 de fevereiro – Pág. 40 – Depois de Sete Dias
E aconteceu que, depois de sete dias, vieram sobre a Terra as águas do dilúvio. Gênesis 7:10.
Durante sete dias depois que Noé e sua família entraram na arca, não apareceu sinal da tempestade vindoura. Fora durante este tempo provada a sua fé. Foi um tempo de triunfo para o povo, lá fora. A aparente demora confirmava-os na crença de que a mensagem de Noé era uma ilusão, e de que o dilúvio jamais viria. Apesar das cenas solenes que haviam testemunhado… continuaram eles ainda com seu divertimento e orgia, fazendo mesmo zombaria daquelas assinaladas manifestações do poder de Deus. Reuniam-se em multidões em redor da arca, escarnecendo dos que dentro se encontravam, com uma arrogante violência a que nunca antes se haviam arriscado. Patriarcas e Profetas, págs. 98 e 99.
Ao final de sete dias começaram a juntar-se nuvens. Isso foi novidade aos seus olhos, pois o povo nunca vira nuvens. … Logo começou a cair chuva. Ainda o povo procurou convencer-se de que isso não era coisa muito alarmante. … Por algum tempo a terra absorveu a chuva; mas logo a água começou a subir, e dia a dia maior altura alcançava. Cada manhã, quando viam que a chuva caía ainda, olhavam uns aos outros em desespero, e noite após noite repetiam as palavras: “Ainda chovendo!” Signs of the Times, 10 de abril de 1901.
O povo viu a princípio a destruição das obras de suas mãos. Seus esplêndidos edifícios, e os belos jardins e bosques em que haviam colocado seus ídolos, eram destruídos pelos raios do céu, e as ruínas se espalhavam por toda parte. …
O terror do homem e dos animais era indescritível. Por sobre o estrondo da tempestade, ouvia-se o pranto de um povo que tinha desprezado a autoridade de Deus. … Naquela terrível hora viram que a transgressão da lei de Deus determinara a sua ruína. Todavia, ao mesmo tempo em que pelo medo do castigo reconheciam o seu pecado, não sentiam verdadeira contrição, nem horror ao mal. Teriam voltado ao seu desafio ao Céu, caso houvesse sido removido o juízo.
Semelhantemente, quando os juízos de Deus caírem sobre a Terra, antes de seu dilúvio de fogo, os impenitentes saberão precisamente onde pecaram, e em que consiste seu pecado: o desprezo à Sua santa lei. Contudo, não terão o verdadeiro arrependimento mais do que tiveram os pecadores do mundo antigo. Patriarcas e Profetas, págs. 99 e 100.
4 de fevereiro – Pág. 41 – Como Foi nos Dias de Noé
Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. Lucas 17:26 e 27.
Deus não condenou os antediluvianos por comerem e beberem; dera-lhes os frutos da terra em grande abundância para suprirem suas necessidades físicas. Seu pecado consistia em tomar esses dons sem gratidão para com o Doador, e aviltar-se condescendendo com o apetite sem restrições. Era-lhes lícito casarem. O matrimônio estava dentro da ordem determinada por Deus; foi uma das primeiras instituições que Ele estabeleceu. Deu instruções especiais concernentes a esta ordenança, revestindo-a de santidade e beleza; estas instruções, porém, foram esquecidas, e o casamento foi pervertido, e feito com que servisse às paixões.
Uma idêntica condição de coisas existe hoje. Aquilo que em si mesmo é lícito, é levado ao excesso. O apetite é satisfeito sem restrições. … Multidões não se sentem sob qualquer obrigação moral de reprimirem seus desejos sensuais, e tornam-se escravos da luxúria. Os homens estão vivendo para os prazeres dos sentidos, para este mundo e para esta vida unicamente. … O quadro que a Inspiração nos deu do mundo antediluviano representa mui verdadeiramente a condição a que rapidamente a sociedade moderna caminha. …
Estando a encerrar-se o seu tempo de graça, entregavam-se os antediluvianos a divertimentos e festas empolgantes. Os que possuíam influência e poderio aplicavam-se em conservar a mente do povo ocupada com júbilo e prazer, para que não acontecesse alguém ficar impressionado pela última e solene advertência. Patriarcas e Profetas, págs. 101-103.
Antes do dilúvio, Deus enviou Noé para advertir o mundo, a fim de que o povo pudesse ser levado ao arrependimento, e assim escapar da destruição ameaçada. Ao aproximar-se o tempo do segundo aparecimento de Cristo, o Senhor envia Seus servos com uma advertência ao mundo para que este se prepare para aquele grande acontecimento. Multidões têm estado a viver em transgressão à lei de Deus, e agora Ele, misericordiosamente, os chama para obedecerem aos Seus sagrados preceitos. A todos os que abandonarem seus pecados pelo arrependimento para com Deus e fé em Cristo, se oferece o perdão. Patriarcas e Profetas, pág. 102.
5 de fevereiro – Pág. 42 – Deus Desce Para Ver
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a Terra. Gênesis 11:4.
Durante algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas onde a arca repousara. Aumentando o seu número, a apostasia logo determinou a divisão. Aqueles que desejavam esquecer-se de seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino e exemplos de seus companheiros tementes a Deus; e depois de algum tempo resolveram separar-se dos adoradores de Deus. Portanto viajaram para a planície de Sinear, nas margens do rio Eufrates. … Ali resolveram edificar uma cidade, e nela uma torre de altura tão estupenda que havia de torná-la uma maravilha do mundo. …
Os moradores da planície de Sinear não criam no concerto de Deus de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra. Muitos deles negavam a existência de Deus, e atribuíam o dilúvio à operação de causas naturais. Outros criam em um Ser supremo, e que fora Ele que destruíra o mundo antediluviano; e seu coração, como o de Caim, ergueu-se em rebelião contra aquele Ser. Um objetivo que tinham na construção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito maior do que a que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam certificar-se da causa do dilúvio. …
Há edificadores de torre em nosso tempo. Os incrédulos constroem suas teorias pelas supostas deduções da Ciência, e rejeitam a Palavra revelada de Deus. … No professo mundo cristão, muitos se desviam dos claros ensinos da Bíblia, e edificam um credo com especulações humanas e fábulas aprazíveis; e apontam para a sua torre como um caminho para subir ao Céu. …
O tempo do juízo de Deus está próximo. O Altíssimo descerá para ver o que os filhos dos homens têm edificado. Revelar-se-á Seu poder soberano; derribar-se-ão as obras do orgulho humano. Patriarcas e Profetas, págs. 118, 119, 123 e 124.
6 de fevereiro – Pág. 43 – Confusos e Espalhados
Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra; e cessaram de edificar a cidade. Gênesis 11:8.
Os habitantes da planície de Sinear estabeleceram seu reino para exaltação própria, não para glória de Deus. Se tivessem tido êxito, uma grande potência teria dominado, banindo a justiça e fundando uma nova religião. O mundo teria ficado desmoralizado. … Deus, porém, jamais deixa o mundo sem testemunhas Suas. Havia naquele tempo homens que se humilharam diante de Deus e clamaram a Ele. “Ó Deus”, imploravam eles, “interpõe-Te entre a Tua causa e os planos e métodos dos homens!” Testimonies, vol. 8, págs. 213 e 214.
Quando a torre se completara parcialmente, parte dela foi ocupada como habitação de seus construtores; outros compartimentos, esplendidamente aparelhados e ornamentados, eram dedicados a seus ídolos. …
Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos edificadores. A torre havia alcançado uma grande altura, e era impossível aos trabalhadores no cimo comunicar-se diretamente com os que estavam na base; portanto foram estacionados homens em diferentes pontos, devendo cada um receber os pedidos de material de que se necessitava, ou outras instruções relativas à obra, e transmiti-las ao que estava imediatamente abaixo. Passando assim os avisos de um para o outro, foi confundida a língua, de modo que se pedia material de que não havia necessidade, e as instruções transmitidas eram muitas vezes o contrário das que tinham sido dadas. Seguiram-se a confusão e o desânimo. Todo o trabalho paralisou-se. …
Até aquele tempo todos os homens falavam a mesma língua; agora, aqueles que compreendiam a fala uns dos outros, uniram-se em grupos; alguns foram para um lado, outros para outro. “O Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra.” Gênesis 11:8. Esta dispersão foi o meio de povoar a Terra; e assim o propósito do Senhor se cumpriu pelo próprio meio que os homens haviam empregado para impedir a sua realização. Patriarcas e Profetas, págs. 119 e 120.
Nos nossos dias, o Senhor deseja que o Seu povo fique disperso sobre a Terra. Não devem agrupar-se. Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15. Vida no Campo, pág. 32.
7 de fevereiro – Pág. 44 – Sem Questionar
Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Hebreus 11:8.
Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo. Mesmo a casa de seu pai, pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado, estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam, e “serviram a outros deuses” (Josué 24:2) em vez de Jeová. …
Veio a Abraão a mensagem de Deus: “Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei”. Gênesis 12:1. A fim de que Deus o pudesse habilitar para a sua grande obra, como guardador dos oráculos sagrados, Abraão devia desligar-se das relações de sua vida anterior. … Aquela obediência expedita de Abraão é uma das provas mais notáveis de fé a serem encontradas em toda Bíblia. …
Não fora uma pequena prova aquela a que foi assim submetido Abraão, nem pequeno o sacrifício que dele se exigira. Fortes laços havia para o prender ao seu país, seus parentes, seu lar. Ele, porém, não hesitou em obedecer ao chamado. Não teve perguntas a fazer concernentes à terra da promessa – se o solo era fértil, e o clima saudável, se o território oferecia um ambiente agradável, e proporcionaria oportunidades para se acumularem riquezas. Deus falara, e Seu servo devia obedecer; o lugar mais feliz da Terra para ele seria aquele em que Deus quisesse que ele se achasse.
Muitos ainda são provados como o foi Abraão. … Pode ser-lhes exigido abandonarem uma carreira que promete riqueza e honra, deixarem associações agradáveis e proveitosas, e separarem-se dos parentes, para entrarem naquilo que parece ser apenas uma senda de abnegação, dificuldades e sacrifícios. Deus tem uma obra para eles fazerem. …
Quem está pronto, ao chamado da Providência, para renunciar planos acariciados e relações familiares? Quem aceitará novos deveres e entrará em campos não experimentados…? Aquele que deseja fazer isto tem a fé de Abraão, e com ele partilhará daquele “peso eterno de glória mui excelente” (II Coríntios 4:17), com o qual “as aflições deste tempo presente não são para comparar”. Romanos 8:18. Patriarcas e Profetas, págs. 125-127.
8 de fevereiro – Pág. 45 – Há Razão
Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. I Pedro 1:7.
Abraão continuou a viajar para o Sul; e de novo foi provada sua fé. Os céus retiveram a chuva, cessaram os ribeiros de correr nos vales, e a relva secou-se nas planícies. Os rebanhos e gado não encontravam pasto, e a morte pela fome ameaçava todo o acampamento. Não pôs agora o patriarca em dúvida a direção da Providência? Não retrocedeu ele os seus olhares saudosos para a abundância das planícies da Caldeia? Todos estavam avidamente atentos para ver o que Abraão faria, ao sobrevir-lhe dificuldade após dificuldade. Enquanto sua confiança pareceu estar inabalável, pressentiam que havia esperança. …
Abraão não podia explicar a direção da Providência; não realizara as suas expectativas; mas mantinha com firmeza a promessa: “Abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção”. Gênesis 12:2. Com oração fervorosa considerava ele como preservar a vida de seu povo e de seus rebanhos, mas não consentia que as circunstâncias lhe abalassem a fé na Palavra de Deus. Para escapar da fome desceu ao Egito. Não abandonou Canaã, nem, em sua situação angustiosa, voltou para a Caldeia, donde viera, e onde não havia falta de pão; mas buscou um refúgio temporário tão perto quanto possível da terra da promessa, tencionando voltar em breve para o lugar em que Deus o colocara.
O Senhor em Sua providência trouxera esta prova a Abraão a fim de lhe ensinar lições de submissão, paciência e fé. …
Deus permite que as provações assaltem Seu povo, a fim de que pela sua constância e obediência possam eles mesmos enriquecer espiritualmente, e possa o seu exemplo ser uma fonte de força aos outros. “Eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal.” Jeremias 29:11. As mesmas provações que da maneira mais severa provam a nossa fé, e fazem parecer que Deus nos abandonou, devem levar-nos para mais perto de Cristo, para que possamos depor todos os nossos fardos a Seus pés, e experimentar a paz que Ele, em troca, nos dará. Patriarcas e Profetas, págs. 128 e 129.
9 de fevereiro – Pág. 46 – Deus Protege os Seus
A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos Meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas. Salmos 105:14 e 15.
É por meio de transes severos, probantes, que Deus disciplina Seus servos. Ele vê que alguns têm capacidades que poderão ser empregadas no avançamento de Sua obra, e põe tais pessoas à prova; em Sua providência Ele as leva a posições que provem seu caráter, e revelem defeitos e fraquezas que têm estado ocultas ao seu próprio conhecimento. Dá-lhes oportunidade para corrigirem tais defeitos e adaptarem-se ao Seu serviço. Mostra-lhes suas fraquezas, e os ensina a buscar nEle o apoio; pois que Ele é o seu único auxílio e salvaguarda. Assim é alcançado o Seu objetivo. São educados, adestrados, disciplinados, preparados para desempenharem o grandioso propósito para o qual lhes foram dadas as suas capacidades. …
Durante sua permanência no Egito, Abraão deu prova de que não estava livre de fraqueza e imperfeição humana. Ocultando o fato de que Sara era sua esposa, evidenciou desconfiança no cuidado divino, falta daquela fé e coragem sublime tão frequente e nobremente exemplificada em sua vida. … Raciocinou que não seria culpado de falsidade ao apresentar Sara como sua irmã; pois que era filha de seu pai, posto que não de sua mãe. Mas esta ocultação da verdadeira relação entre eles, era engano. Nenhum desvio da estrita integridade pode encontrar a aprovação de Deus. Devido à falta de fé por parte de Abraão, Sara foi posta em grande perigo. O rei do Egito, sendo informado de sua beleza, fez com que ela fosse levada ao seu palácio, tencionando fazer dela sua esposa. Mas o Senhor, em Sua grande misericórdia, protegeu a Sara, enviando juízos sobre a casa real. …
A advertência feita a Faraó demonstrou ser uma proteção para Abraão em suas relações posteriores com os povos gentios; … viu-se que o Deus que Abraão adorava, protegeria a Seu servo, e que qualquer mal a ele feito seria vingado. Coisa perigosa é ocasionar dano a um dos filhos do Rei do Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 129-131.
10 de fevereiro – Pág. 47 – Mantendo a Paz
Não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. Acaso, não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda. Gênesis 13:8 e 9.
Abraão voltou para Canaã “muito rico em gado, em prata, e em ouro”. Gênesis 13:1-9. Ló ainda estava com ele, e novamente vieram a Betel, e armaram suas tendas ao lado do altar que haviam construído anteriormente. Logo acharam que os bens acrescentados traziam maiores dificuldades. Em meio de dificuldades e provações tinham morado juntos, em harmonia, mas em sua prosperidade havia perigo de contenda entre eles. Os pastos não eram suficientes para os rebanhos e gado de ambos. … Era claro que deviam separar-se. Abraão era superior a Ló em idade, e em parentesco, riqueza e posição; no entanto foi o primeiro a propor planos para conservarem a paz. Se bem que a terra toda lhe houvesse sido dada pelo próprio Deus, cortesmente declinou de seu direito. …
Aqui se ostentou o nobre e abnegado espírito de Abraão. Quantos, em circunstâncias idênticas, não se apegariam com todo o risco aos seus direitos e preferências individuais! Quantos lares não se têm desta maneira esfacelado. Quantas igrejas não se têm desagregado, tornando a causa da verdade objeto de zombaria e injúria entre os ímpios! “Não haja contenda entre mim e ti”, disse Abraão, “porque irmãos somos”, não somente pelo parentesco natural, mas como adoradores do verdadeiro Deus. Os filhos de Deus, pelo mundo inteiro, são uma família, e o mesmo espírito de amor e conciliação os deve governar. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10) – é o ensino de nosso Salvador. A cultura de uma cortesia uniforme, de uma disposição para fazer aos outros conforme desejaríamos que nos fizessem, extinguiria a metade dos males da vida. O espírito de engrandecimento próprio é o espírito de Satanás; mas o coração em que o amor de Cristo é acalentado, possuirá aquela caridade que não busca o seu próprio proveito. Tal coração dará atenção ao mandado divino: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros”. Filipenses 2:4. Patriarcas e Profetas, págs. 132 e 133.
11 de fevereiro – Pág. 48 – Rumo de Sodoma
Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma. Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor. Gênesis 13:12 e 13.
A região mais fértil de toda a Palestina era o vale do Jordão. … Havia também cidades, ricas e belas, convidando ao comércio lucrativo em seus concorridos mercados. Deslumbrado pela visão de proveitos mundanos, Ló não tomou em consideração os males morais e espirituais, que ali se encontrariam. … Ele “escolheu para si toda a campina do Jordão”, e “armou as suas tendas até Sodoma”. Quão pouco previu ele os terríveis resultados daquela escolha egoísta! Patriarcas e Profetas, pág. 133.
Ló escolheu Sodoma para sua morada, porque viu que oferecia vantagens do ponto de vista mundano. Mas, depois de ali se estabelecer, e enriquecer em tesouros terrestres, convenceu-se de que cometera um erro em não tomar em consideração o estado moral da sociedade em meio da qual ia fundar seu lar.
Os habitantes de Sodoma eram corruptos; conversação vil saudavam-lhe os ouvidos diariamente, e sua alma justa afligia-se com a violência e o crime, que era impotente para impedir. Seus filhos iam-se tornando tais quais aquela gente ímpia, pois a associação com eles pervertera-lhes a moral. Tomando em conta tudo isso, as riquezas mundanas que juntara pareciam-lhe pequeninas, não valendo o preço que por elas pagara. Vastas eram suas relações de família, visto como os filhos se haviam casado com sodomitas. Afinal acendeu-se a indignação do Senhor contra os ímpios habitantes da cidade, e anjos de Deus visitaram Sodoma para retirar a Ló, a fim de que não perecesse ao ser destruída a cidade. Testimonies, vol. 4, pág. 110.
A influência de sua esposa e as relações entretidas naquela ímpia cidade, tê-lo-iam levado a apostatar de Deus, se não tivesse sido a instrução fiel que cedo recebera de Abraão. O casamento de Ló e sua escolha de Sodoma como residência, foram os primeiros elos em uma cadeia de acontecimentos repletos de males para o mundo durante muitas gerações. Patriarcas e Profetas, pág. 174.
É o propósito de Satanás atrair os homens e mulheres para as cidades, e para alcançar seu objetivo, inventa toda sorte de novidades e divertimentos, toda espécie de estímulos. E as cidades da Terra, hoje, vão-se tornando como as cidades de antes do dilúvio. …
Outra vez dizemos: “Saí das cidades.” Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 355 e 356.
12 de fevereiro – Pág. 49 – Um Lar que Deus Possa Abençoar
Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo. Gênesis 18:19.
À vista de Deus, o homem é justamente o que é em companhia da família. A vida de Abraão, o amigo de Deus, era assinalada por uma estrita consideração à palavra do Senhor. Ele cultivava a religião doméstica. O temor do Senhor permeava seu círculo doméstico. Ele era o sacerdote de seu lar. Considerava sua família como um legado sagrado. Sua casa contava mais de mil pessoas, e guiava a todos, pais e filhos, para o divino Soberano. Não permitia opressão por parte dos pais, por um lado, nem a desobediência filial, por outro. Pela influência combinada de amor e justiça, governava seu lar no temor de Deus, e o Senhor deu testemunho de sua fidelidade. Carta 144, 1902.
“Para que ordene… sua casa.” Gênesis 18:19. Não havia pecaminosa negligência quanto a restringir as más propensões de seus filhos, nada de fraco, desavisado e indulgente favoritismo, nada de ceder suas convicções quanto ao dever, às exigências de uma afeição mal compreendida. Abraão não só dava a devida instrução, mas mesmo mantinha a autoridade de leis justas e honestas.
Quão poucos existem, em nossos dias, que seguem esse exemplo! Da parte de muitíssimos pais existe um sentimentalismo cego e egoísta, que se manifesta em deixar os filhos, com seu juízo em formação e inclinações indisciplinadas, ao controle de sua própria vontade. Esta é a maior crueldade que se possa fazer aos jovens, e um grande erro para o mundo. A condescendência paterna causa desordens em famílias e na sociedade. Confirma nos jovens o desejo de seguir a inclinação, em vez de submeter-se ao que Deus requer. Manuscrito 22, 1904.
Tanto os pais como os filhos pertencem a Deus, para serem por Ele dirigidos. Mediante a afeição e a autoridade combinadas, Abraão governou sua casa. A Palavra de Deus nos dá regras para nossa orientação. Essas regras constituem a norma da qual não nos podemos desviar, se quisermos seguir o caminho do Senhor. A vontade de Deus tem de ser soberana. A pergunta que nos devemos fazer não é: Que fizeram os outros? Que pensarão meus parentes? ou: Que dirão eles de mim, se eu sigo este procedimento? Mas sim: Que disse Deus? Nem pais nem filhos podem na verdade prosperar em qualquer rumo, a não ser no caminho do Senhor. Testimonies, vol. 5, pág. 548.
13 de fevereiro – Pág. 50 – Hospedando Estranhos
Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos. Hebreus 13:2.
Deus conferiu grande honra a Abraão. Anjos do Céu andavam e falavam com ele como faz um amigo a outro. Quando juízos estavam para cair sobre Sodoma, este fato não lhe foi oculto e ele se tornou intercessor junto a Deus pelos pecadores. Sua entrevista com os anjos apresenta também um belo exemplo de hospitalidade. Patriarcas e Profetas, pág. 138.
Vemos o patriarca, nos registros do Gênesis, na hora calmosa do dia, descansando à porta de sua tenda, à sombra dos carvalhais do Manre. Passam perto três viajantes. Não fazem nenhuma solicitação de hospitalidade, de nenhum favor; mas Abraão não lhes permite continuar o caminho sem se refrigerarem. É um homem idoso, revestido de dignidade e riqueza, pessoa altamente honrada e habituada a mandar; todavia, ao ver esses estranhos, “correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra”. Dirigindo-se ao principal, disse: “Meu Senhor, se agora tenho achado graça nos Teus olhos, rogo-Te que não passes de Teu servo.” Gênesis 18:2 e 3. Trouxe com as próprias mãos água para que eles lavassem de seus pés o pó da viagem. Ele próprio escolheu-lhes o alimento; enquanto descansavam à fresca sombra, Sara, sua esposa, preparou-se para os hospedar, e Abraão ficou respeitosamente ao lado deles enquanto lhe recebiam a hospitalidade. Mostrou-lhes essa bondade como simples viajantes, estrangeiros em trânsito, os quais talvez nunca mais lhe cruzassem o caminho. Finda a hospitaleira refeição, porém, os hóspedes se revelaram. Ele servira, não apenas a anjos celestes, mas ao glorioso Comandante deles, a seu Criador, Redentor e Rei. E foram expostos a Abraão os conselhos do Céu, e ele foi chamado “o amigo de Deus”. …
O privilégio concedido a Abraão e a Ló, não nos é negado a nós. Mostrando hospitalidade aos filhos de Deus nós, também, podemos receber-Lhe os anjos em nossa morada. Mesmo nos dias atuais, anjos em forma humana entram no lar dos homens e são aí hospedados por eles. E os cristãos que vivem à luz do rosto de Deus estão sempre acompanhados por anjos invisíveis, e esses seres santos deixam após si uma bênção em nosso lar. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 568 e 569.
14 de fevereiro – Pág. 51 – Contagem Regressiva Para Sodoma
E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Longe de Ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio. … Não faria justiça o Juiz de toda a Terra? Gênesis 18:23 e 25.
Abraão tinha honrado a Deus, e o Senhor o honrou, dando-lhe parte em Seus conselhos e revelando-lhe Seus propósitos.
“Ocultarei Eu a Abraão o que faço?” disse o Senhor. … E o homem de fé pleiteou pelos habitantes de Sodoma. Uma vez ele os salvara com a espada; agora se esforçava por salvá-los pela oração. … Com profunda reverência e humildade insistiu em seu rogo. … Sendo ele próprio pecador, rogava em prol do pecador. Tal espírito devem possuir todos os que se aproximam de Deus. Abraão manifestava contudo a confiança de uma criança a rogar a seu amado pai. Achegou-se ao mensageiro celeste, e instou fervorosamente com a sua petição.
Conquanto Ló se tornasse morador em Sodoma, não participava da iniqüidade de seus habitantes. Abraão julgava que naquela populosa cidade deveria haver outros adoradores do verdadeiro Deus. … Abraão não pediu simplesmente uma vez, mas muitas vezes. Tornando-se mais ousado, ao serem satisfeitos os seus pedidos, continuou até obter certeza de que, se mesmo dez pessoas justas pudessem achar-se nela, a cidade seria poupada.
O amor pelas almas que pereciam, inspirava a oração de Abraão. Ao mesmo tempo em que lhe repugnavam os pecados daquela cidade corrupta, desejava que os pecadores pudessem salvar-se. Seu profundo interesse por Sodoma mostra a ansiedade que devemos experimentar pelos impenitentes. Devemos alimentar ódio ao pecado, mas piedade e amor para com o pecador.
Em redor de nós existem almas que descem à ruína, tão irremediável, tão terrível, como aquela que recaiu sobre Sodoma. Cada dia o tempo de graça de alguém se encerra. Cada hora alguns passam para além do alcance da misericórdia. E onde estão as vozes de aviso e rogo, mandando o pecador fugir desta condenação terrível? Onde estão as mãos estendidas para o fazer retroceder do caminho da morte? Onde estão os que com humildade e fé perseverante intercedem junto a Deus por ele? Patriarcas e Profetas, págs. 139 e 140.
15 de fevereiro – Pág. 52 – Ruas Inseguras
E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e, vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro. … E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite. Gênesis 19:1 e 2.
Ló, sobrinho de Abraão, conquanto houvesse estabelecido seu lar em Sodoma, estava possuído do espírito de bondade e hospitalidade do patriarca. Vendo ao cair da noite dois estrangeiros à porta da cidade, e conhecendo os perigos que certamente os assaltariam naquela ímpia cidade, Ló insistiu com eles para irem para sua casa. Não pensou absolutamente no perigo que poderia resultar para ele próprio e sua família. Fazia parte da obra de sua vida proteger os que corriam risco e cuidar dos que não tinham lar, e o ato bondosamente praticado para com dois desconhecidos viajantes, introduziu anjos em seu lar. Aqueles a quem ele procurou proteger, vieram a protegê-lo a ele próprio. Ao cair da noite, ele os levara à sua própria porta para pô-los em segurança; ao alvorecer eles o levaram, e a sua família, para fora da porta da cidade condenada, a fim de os pôr a salvo. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 568 e 569.
Ló não sabia do verdadeiro caráter deles, mas a polidez e a hospitalidade eram nele habituais; faziam parte de sua religião – lições que ele havia aprendido pelo exemplo de Abraão. Se ele não houvesse cultivado o espírito de cortesia, poderia ter sido deixado a perecer com o resto de Sodoma. Muita casa, fechando suas portas a um estranho, excluiu o mensageiro de Deus, que teria trazido bênção, esperança e paz.
Cada ato da vida, por pequeno que seja, tem sua influência para o bem ou para o mal. A fidelidade ou a negligência naquilo que aparentemente são os menores deveres, pode abrir a porta para as mais ricas bênçãos da vida ou para as suas maiores calamidades. São as pequenas coisas que provam o caráter. São os atos despretensiosos de abnegação diária, praticados com um coração prazenteiro e voluntário, que Deus aprova. Não devemos viver para nós mesmos, mas para outrem. E é apenas pelo esquecimento de nós mesmos, alimentando um espírito amorável, auxiliador, que podemos tornar nossa vida uma bênção. As pequenas atenções, as cortesias pequenas e singelas, muito representam no perfazer o total da felicidade da vida; e a negligência destas coisas constitui não pequena participação na desgraça humana. Patriarcas e Profetas, pág. 155.
16 de fevereiro – Pág. 53 – A Derradeira Noite
E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente. II Pedro 2:6.
As chamas que consumiram as cidades da planície derramaram sua luz de advertência, até mesmo aos nossos tempos. É-nos ensinada a lição terrível e solene de que, ao mesmo tempo em que a misericórdia de Deus suporta longamente o transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é atingido aquele limite, os oferecimentos de misericórdia são retirados, e inicia-se o ministério do juízo.
O Redentor do mundo declara que há maiores pecados do que aqueles pelos quais Sodoma e Gomorra foram destruídas. Aqueles que ouvem o convite do evangelho chamando os pecadores ao arrependimento, e não o atendem, são mais culpados perante Deus do que o foram os moradores do vale de Sidim. E ainda maior pecado é o daqueles que professam conhecer a Deus e guardar os Seus mandamentos, e contudo negam a Cristo em seu caráter e vida diária. À luz da advertência do Salvador, a sorte de Sodoma é um aviso solene… a todos que têm em pouca conta a luz e privilégios enviados pelo Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 162 e 165.
Os juízos de Deus dentro em breve serão derramados sobre a Terra. “Escapa-te por tua vida” (Gênesis 19:17), eis a advertência dos anjos de Deus. Outras vozes se ouvem, dizendo: “Não vos impressioneis; não existe motivo para alarma especial.” Os que, em Sião, se acham à vontade, clamam: “Paz e segurança!” (I Tessalonicenses 5:3) enquanto o Céu declara que está para vir sobre os transgressores rápida destruição. Os jovens, os frívolos, os amantes de prazeres, consideram essas advertências como fábulas vãs, e lhes volvem costas com um gracejo. Os pais inclinam-se a pensar que seus filhos vão muito bem, e todos continuam deixando o tempo. Assim foi ao ser destruído o mundo antigo, e quando Sodoma e Gomorra foram destruídas pelo fogo. Na véspera de sua destruição, as cidades da planície tumultuavam em prazeres. Ló foi ridicularizado por seus temores e advertências. Mas foram aqueles escarnecedores que pereceram nas chamas. Naquela mesma noite a porta da misericórdia foi para sempre cerrada para os ímpios, descuidosos habitantes de Sodoma. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 75.
A mesma voz que advertiu a Ló de que devia abandonar Sodoma, ordena-nos: “Saí do meio deles, e apartai-vos, … e não toqueis nada imundo.” II Coríntios 6:17. Os que obedecem a esta advertência encontrarão um refúgio. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 354.
17 de fevereiro – Pág. 54 – Uma Advertência
Lembrai-vos da mulher de Ló. Lucas 17:32.
Mas um dos fugitivos aventurou-se a lançar um olhar para trás, para a cidade condenada, e se tornou um monumento do juízo de Deus. Se o próprio Ló não houvesse manifestado hesitação em obedecer à advertência do anjo, antes tivesse ansiosamente fugido para as montanhas, sem uma palavra de insistência ou súplica, sua esposa teria também podido escapar. A influência de seu exemplo tê-la-ia salvo do pecado que selou a sua sorte. Mas a hesitação e demora dele fizeram com que ela considerasse levianamente a advertência divina. Ao mesmo tempo em que seu corpo estava sobre a planície, o coração apegava-se a Sodoma, e ela pereceu com a mesma. Rebelara-se contra Deus porque Seus juízos envolviam na ruína as posses e os filhos. Posto que tão grandemente favorecida ao ser chamada da ímpia cidade, entendeu que era tratada severamente, porque a riqueza que tinha levado anos para acumular devia ser deixada para a destruição. Em vez de aceitar com gratidão o livramento, presunçosamente olhou para trás, desejando a vida daqueles que haviam rejeitado a advertência divina. Seu pecado mostrou ser ela indigna da vida, por cuja preservação tão pouca gratidão sentira.
Devemos estar apercebidos contra o tratar levianamente as providências graciosas de Deus para a nossa salvação. Há cristãos que dizem: “Não me incomodo com salvar-me, a menos que minha esposa e filhos se salvem comigo.” Acham que o Céu não seria Céu para eles, sem a presença dos que lhes são tão caros. Mas têm os que alimentam tais sentimentos uma concepção exata de sua relação para com Deus, em vista de Sua grande bondade e misericórdia para com eles? Esqueceram-se de que estão ligados, pelos mais fortes laços de amor, honra e lealdade, ao serviço de seu Criador e Redentor? Os convites de misericórdia são dirigidos a todos; e porque nossos amigos rejeitam o insistente amor do Salvador, desviar-nos-emos também? A redenção da alma é preciosa. Cristo pagou um preço infinito pela nossa salvação, e ninguém que aprecie o valor deste grande sacrifício, ou o preço de uma alma, desprezará a misericórdia de Deus, que se lhe oferece, porque outros preferem fazê-lo. Patriarcas e Profetas, págs. 161 e 162.
18 de fevereiro – Pág. 55 – País Melhor
Mas, agora, desejam uma [pátria] melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Hebreus 11:16.
Quando Ló entrou em Sodoma, inteiramente se propunha ele conservar-se livre da iniquidade, e ordenar a sua casa depois dele. Mas, de maneira bem patente, fracassou. …
Muitos ainda estão cometendo erro semelhante. … Seus filhos se acham rodeados de tentações, e muitas vezes formam camaradagens que são desfavoráveis ao desenvolvimento da piedade e à formação de um caráter reto. A atmosfera de moralidade frouxa, de incredulidade, de indiferença às coisas religiosas, tem uma tendência para contrariar a influência dos pais. Exemplos de rebelião contra a autoridade paternal, e divina, estão sempre diante dos jovens; muitos fazem amizades com ateus e incrédulos, e lançam sua sorte com os inimigos de Deus.
Ao escolhermos uma residência, Deus quer que consideremos antes de tudo as influências morais e religiosas que nos rodearão, a nós e a nossas famílias. Podemos achar-nos em situações probantes, pois que muitos não podem ter o seu ambiente conforme quereriam; e, onde quer que o dever nos chame, Deus nos habilitará a permanecer incontaminados, se orarmos e vigiarmos, confiando na graça de Cristo. Mas não devemos expor-nos desnecessariamente a influências desfavoráveis à formação de caráter cristão. …
Aqueles que procuram para seus filhos riquezas e honras mundanas, às expensas de seus interesses eternos, acharão no fim que estas vantagens são uma perda terrível. Semelhantes a Ló, muitos veem seus filhos na perdição, e apenas conseguem salvar sua própria alma. Perde-se o trabalho de sua vida; esta é um triste malogro. Se tivessem exercido verdadeira sabedoria, seus filhos poderiam ter tido menos prosperidade mundana, mas ter-se-iam assegurado um título à herança imortal.
A herança que Deus prometeu a Seu povo não está neste mundo. …
Devemos morar neste mundo como peregrinos e estrangeiros se quisermos alcançar uma pátria “melhor, isto é, a celestial”. Hebreus 11:16. Patriarcas e Profetas, págs. 168-170.
19 de fevereiro – Pág. 56 – Nada Demasiado Precioso
Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito, … considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar. Hebreus 11:17 e 18.
Deus havia chamado Abraão para ser o pai dos fiéis, e sua vida devia ser um exemplo de fé para as gerações subsequentes. Mas sua fé não tinha sido perfeita. Mostrara falta de confiança em Deus, ocultando o fato de que Sara era sua esposa, e novamente com o seu casamento com Hagar. Para que atingisse a mais elevada norma, Deus o sujeitou a outra prova, a mais severa que o homem jamais foi chamado a suportar. Patriarcas e Profetas, pág. 147.
O Senhor lhe falou, dizendo: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas”, “e oferece-o ali em holocausto.” Gênesis 22:2. O coração do ancião paralisou-se de terror. A perda desse filho por doença teria sido um golpe duro àquele pai amoroso; ter-lhe-ia curvado a fronte embranquecida de tristeza. Mas agora eis que se lhe ordena derramar com as próprias mãos o precioso sangue daquele filho. Parecia-lhe terrível impossibilidade. Entretanto, Deus falara, e Sua palavra tinha de ser obedecida. Abraão era avançado em anos, mas isto não o escusou de cumprir o dever. Agarrou o bordão da fé, e em muda agonia tomou pela mão o filho, belo na rosada saúde da juventude, e saiu a obedecer à palavra de Deus. …
Abraão não se deteve a duvidar de como as promessas de Deus poderiam cumprir-se, uma vez morto Isaque. Não parou a arrazoar com o sofrido coração, mas executou a ordem divina ao pé da letra, até que, exatamente quando o cutelo estava para ser mergulhado nas trêmulas carnes do filho, veio a ordem: “Não estendas a tua mão sobre o moço”, “porquanto agora sei que temes a Deus e não Me negaste o teu filho, o teu único .” Gênesis 22:12. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 484 e 485.
Este ato de fé da parte de Abraão é registrado para nosso benefício. Ensina-nos a grande lição de confiança nas reivindicações de Deus, por mais rigorosas e pungentes que sejam; e isto ensina aos filhos perfeita submissão a seus pais e a Deus. Pela obediência de Abraão é-nos ensinado que coisa alguma é demasiado preciosa para darmos ao Senhor. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 353.
20 de fevereiro – Pág. 57 – Escolha de Esposa
Para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do Céu e da Terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho. Gênesis 24:3 e 4.
A fé habitual de Abraão em Deus, e sua submissão à vontade dEle, refletiam-se no caráter de Isaque; mas as afeições do jovem eram fortes, e ele era de uma disposição gentil e dócil. Unindo-se a alguém que não temesse a Deus, ele estaria em perigo de sacrificar os princípios por amor à harmonia. No espírito de Abraão, a escolha de uma esposa para seu filho era assunto de muita importância; estava desejoso de que ele se casasse com uma que não o afastasse de Deus. …
Abraão tinha notado o resultado dos casamentos mistos entre aqueles que temiam a Deus e os que O não temiam, desde os dias de Caim até o seu tempo. As consequências de seu próprio casamento com Hagar, e das alianças matrimoniais de Ismael e de Ló, estavam perante ele. Da falta de fé por parte de Abraão e Sara tinha resultado o nascimento de Ismael, mistura da semente justa com a ímpia. A influência do pai sobre seu filho era contrariada pela dos parentes idólatras da mãe, e pela ligação de Ismael com esposas gentias. …
A esposa de Ló foi mulher egoísta, irreligiosa, e sua influência exerceu-se no sentido de separar de Abraão o seu marido. A não ter sido por causa dela, Ló não teria permanecido em Sodoma, privado do conselho do patriarca sábio e temente a Deus. …
Pessoa alguma que tema a Deus, pode, sem perigo, ligar-se a outra que O não tema. “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” Amós 3:3. A felicidade e prosperidade da relação matrimonial depende da unidade dos cônjuges; mas entre o crente e o incrédulo há uma diferença radical de gostos, inclinações e propósitos. Estão a servir dois senhores, entre os quais não pode haver concórdia. Por mais puros e corretos que sejam os princípios de um, a influência de um companheiro ou companheira incrédula terá uma tendência para afastar de Deus. … A instrução do Senhor é: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis.” II Coríntios 6:14. Patriarcas e Profetas, págs. 171, 173-175.
21 de fevereiro – Pág. 58 – Casamento Feliz
O Senhor, Deus do Céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, Ele enviará o Seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho. Gênesis 24:7.
Isaque foi altamente honrado por Deus, sendo feito herdeiro das promessas pelas quais o mundo deveria ser bendito; entretanto, aos quarenta anos de idade, sujeitou-se ao ensino de seu pai ao designar seu servo experimentado e temente a Deus, a fim de escolher-lhe uma esposa. E o resultado daquele casamento, conforme é apresentado nas Escrituras, é um quadro terno e belo, de felicidade doméstica: “E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.” Gênesis 24:67.
Que contraste entre o procedimento de Isaque e o que é praticado pelos jovens de nossos tempos, mesmo entre os professos cristãos! Os jovens mui frequentemente acham que a entrega de suas afeições é uma questão na qual o eu apenas deveria ser consultado, questão esta que nem Deus nem os pais de qualquer modo deveriam dirigir. Muito antes de atingirem a idade de homens ou mulheres feitos, julgam-se competentes para fazerem sua escolha, sem o auxílio de seus pais. … Muitos assim fizeram naufragar sua felicidade nesta vida, e sua esperança da vida por vir. …
Os pais nunca devem perder de vista sua responsabilidade pela felicidade futura de seus filhos. O respeito de Isaque aos conselhos de seu pai foi o resultado do ensino que o habilitou a amar uma vida de obediência. Ao mesmo tempo em que Abraão exigia de seus filhos que respeitassem a autoridade paterna, sua vida diária testificava que essa autoridade não era um domínio egoísta ou arbitrário, mas que se fundava no amor, e tinha em vista o bem-estar e felicidade deles. Patriarcas e Profetas, págs. 175 e 176.Se há um assunto que deve ser cuidadosamente considerado, e no qual se deve procurar o conselho de pessoas mais velhas e experientes, é o do casamento; se a Bíblia já foi necessária como conselheira, se a direção divina em algum tempo deveria ser procurada em oração, é antes de dar um passo que liga pessoas entre si para toda a vida. Patriarcas e Profetas, pág. 175.
22 de fevereiro – Pág. 59 – Não Esconder a Religião
Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo. Filipenses 2:15.
Abraão era honrado pelas nações circunvizinhas como um poderoso príncipe, e chefe sábio e capaz. Ele não excluía de seus vizinhos a sua influência. Sua vida, bem como caráter, em assinalado contraste com a dos adoradores de ídolos, exercia uma influência eloquente em favor da verdadeira fé. Sua fidelidade para com Deus era inabalável, enquanto sua afabilidade e beneficência inspiravam confiança e amizade, e sua grandeza sem afetação impunha respeito e honra.
Não considerava sua religião como um tesouro precioso a ser guardado cuidadosamente, e unicamente desfrutado pelo seu possuidor. A verdadeira religião não pode assim ser tida; pois tal espírito é contrário aos princípios do evangelho. Enquanto Cristo habita no coração, é impossível esconder a luz de Sua presença, ou que aquela luz se enfraqueça. Ao contrário, tornar-se-á cada vez mais resplandecente, enquanto, dia após dia, os brilhantes raios do Sol da justiça dissipam as névoas do egoísmo e do pecado que envolvem a alma.
O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural. Patriarcas e Profetas, págs. 133 e 134.
23 de fevereiro – Pág. 60 – Gêmeos bem Diferentes
Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas. Gênesis 25:27.
Jacó e Esaú, os filhos gêmeos de Isaque, apresentam um notável contraste, tanto no caráter como na vida. … Esaú cresceu amando a satisfação própria, e centralizando todo o seu interesse no presente. Não tolerando restrições, deleitava-se na liberdade selvagem da caça, e cedo escolhera a vida de caçador. Contudo, era o favorito do pai. O pastor silencioso e amante da paz era atraído pela ousadia e vigor desse filho mais velho, que destemidamente percorria montanhas e desertos, voltando para casa com caça para seu pai, e com narrativas sensacionais de sua vida aventurosa.
Jacó, ponderado, diligente e cuidadoso, pensando sempre mais no futuro do que no presente, contentava-se com permanecer em casa, ocupado no cuidado dos rebanhos e no cultivo do solo. Sua paciente perseverança, economia e previsão eram apreciadas pela mãe. Suas afeições eram profundas e fortes, e suas atenções gentis e incansáveis contribuíam muito mais para a felicidade dela do que o fazia a amabilidade turbulenta e ocasional de Esaú. …
Jacó soubera por sua mãe da indicação divina de que a primogenitura lhe recairia, e encheu-se de um indescritível desejo de obter os privilégios que a mesma conferia. Não era a posse da riqueza de seu pai o que ele desejava ansiosamente; a primogenitura espiritual era o objeto de seu anelo. Ter comunhão com Deus, como fizera o justo Abraão, oferecer o sacrifício expiatório por sua família, ser o pai do povo escolhido, e do Messias prometido, e herdar a posse imortal que estava compreendida nas bênçãos do concerto – eis aí os privilégios e honras que acendiam os seus mais ardentes desejos. …
Mas, conquanto Jacó assim estimasse as bênçãos eternas mais do que as temporais, não tinha um conhecimento experimental do Deus a quem ele venerava. Seu coração não se havia renovado pela graça divina. Acreditava que a promessa relativa a si não se poderia cumprir enquanto Esaú retivesse os direitos de primogênito, e procurava constantemente descobrir um meio pelo qual pudesse conseguir a bênção que em tão pouca conta era tida por seu irmão, mas que para ele era tão preciosa. Patriarcas e Profetas, págs. 177-179.
24 de fevereiro – Pág. 61 – Inversão de Valores
Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura. Gênesis 25:34.
Esaú… não tinha amor à devoção nem inclinação para uma vida religiosa. Os requisitos que acompanhavam a primogenitura espiritual eram para ele uma restrição importuna e mesmo odiosa. A lei de Deus, que era a condição do concerto divino com Abraão, era considerada por Esaú como um jugo de escravidão. Propenso à satisfação própria, nada desejava tanto como a liberdade para fazer conforme lhe agradasse. Para ele, poderio e riquezas, festas e orgias, eram felicidade. Ele se gloriava na liberdade sem restrições de sua vida selvagem e errante. Patriarcas e Profetas, pág. 178.
Há muitíssimos que são semelhantes a Esaú. Representa ele uma classe de pessoas que tem ao seu alcance uma bênção especialmente valiosa: a herança imortal; uma vida que é tão duradoura como a vida de Deus, o Criador do Universo; felicidade imensurável; e um eterno peso de glória. Por tanto tempo, porém, condescenderam com os apetites, paixões e tendências, que se enfraqueceu sua faculdade de discernir e apreciar o valor das coisas eternas. Testimonies, vol. 2, págs. 38 e 39.
Esaú teve um desejo forte, especial, por uma determinada espécie de alimento, e por tanto tempo estava habituado a satisfazer o eu que não sentiu qualquer necessidade de fugir do prato tentador e cobiçado. Sobre ele pensou, nenhum esforço especial fazendo para restringir o apetite, até que o poder do apetite sobrepôs-se a qualquer outra consideração, e controlou-o, imaginando ele que sofreria grande prejuízo, até mesmo a morte, se não conseguisse esse determinado prato. Quanto mais nele pensava, mais seu desejo era fortalecido, até que sua primogenitura, que era coisa sagrada, perdeu para ele seu valor e santidade. Conselhos Sobre Saúde, pág. 110.
Esaú passou pela crise de sua vida sem o perceber. O que ele considerava coisa de pouca importância, foi o ato que revelou os traços de caráter que o dominavam. Mostrou sua escolha, mostrou a verdadeira estima em que tinha aquilo que era sagrado, e que devia ter sagradamente acariciado. Vendeu a primogenitura por um pequenino prazer, para satisfazer suas necessidades presentes, e isso determinou a sequência de sua vida. …
Esaú representa os que não provaram os privilégios que lhes cabem, para eles adquiridos por preço infinito, mas venderam amor do ganho. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.094 e 1.095.
25 de fevereiro – Pág. 62 – Primogenitura Negociada
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nEle, e Ele tudo fará. Salmos 37:5.
Isaque amava Esaú mais do que a Jacó. Quando imaginou que estava perto da morte, pediu a Esaú que lhe preparasse um guisado de caça, para que pudesse abençoá-lo antes de morrer. … Rebeca ouviu as palavras de Isaque, e relembrou as palavras do Senhor: “O maior servirá ao menor” (Gênesis 25:23), e sabia que Esaú tinha considerado levianamente sua primogenitura, vendendo-a a Jacó. …
Rebeca tinha conhecimento da parcialidade de Isaque para com Esaú, e estava convencida de que argumentos não mudariam o seu propósito. Em vez de confiar em Deus, o Ordenador dos eventos, manifestou falta de fé persuadindo Jacó a ludibriar seu pai. …
Se Esaú tivesse recebido a bênção de seu pai, que era conferida ao primogênito, sua prosperidade só poderia ter vindo de Deus; e Ele tê-lo-ia abençoado com prosperidade ou atraído sobre ele adversidade, de acordo com seu procedimento. Se ele amasse e reverenciasse a Deus, como o justo Abel, poderia ser aceito e abençoado por Deus. Se, como o ímpio Caim, ele não tivesse respeito por Deus nem por Seus mandamentos, mas seguisse sua própria conduta corrupta, não receberia a bênção de Deus e seria rejeitado, como foi Caim. Se a conduta de Jacó fosse justa, se amasse e temesse a Deus, seria abençoado por Deus, e a mão prosperadora de Deus seria com ele, ainda que não obtivesse a bênção e os privilégios geralmente concedidos ao primogênito. História da Redenção, págs. 88 e 89.
Jacó e Rebeca foram bem-sucedidos em seu propósito, mas ganharam apenas inquietações e tristeza por seu engano. Deus declarara que Jacó receberia a primogenitura, e Sua palavra ter-se-ia cumprido ao tempo que Lhe aprouvesse, se tivessem pela fé esperado por Ele a fim de operar em favor deles. Mas, semelhantes a muitos que hoje professam ser filhos de Deus, não estiveram dispostos a deixar esta questão em Suas mãos. Rebeca arrependera-se amargamente do mau conselho que dera a seu filho; tal fora o meio de separá-lo dela, e nunca mais lhe viu o rosto. Patriarcas e Profetas, pág. 180.
26 de fevereiro – Pág. 63 – Amargo Preço
Não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou. Hebreus 12:17.
Apenas saíra Jacó da tenda de seu pai, entrou Esaú. Posto que ele houvesse vendido sua primogenitura, e confirmado esta transferência por meio de um juramento solene, estava agora resolvido a obter as bênçãos da mesma, sem tomar em consideração o direito de seu irmão. Com a primogenitura espiritual estava ligada a temporal, a qual lhe proporcionaria a chefia da família, e a posse de uma porção da riqueza de seu pai. Tais eram as bênçãos a que ele dava apreço. …
Esaú havia tido em pouca conta a bênção enquanto esta parecia ao seu alcance, mas desejava possuí-la agora que a mesma se havia dele retirado para sempre. Toda a força de sua natureza impulsiva e apaixonada despertou-se, e sua dor e raiva foram terríveis. Clamou com um brado excessivamente amargo: “Abençoa-me também a mim, meu pai.” Gênesis 27:38. …
A primogenitura que ele tão descuidadamente dera em troca, não a poderia readquirir agora. “Por um manjar”, ou seja, por uma satisfação momentânea do apetite, o qual nunca fora restringido, Esaú vendeu sua herança; mas, quando viu sua loucura, era demasiado tarde para recuperar a bênção. …
A Esaú não foi excluído o privilégio de buscar o favor de Deus pelo arrependimento; mas não podia encontrar meios para recuperar a primogenitura. Sua mágoa não se originava da convicção do pecado; não desejava reconciliar-se com Deus. Entristecia-se por causa dos resultados de seu pecado, mas não pelo próprio pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 180 e 181.
O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.
Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. Caminho a Cristo, pág. 23.
27 de fevereiro – Pág. 64 – Esperança Para um Fugitivo
E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. Gênesis 28:12.
Ameaçado de morte pela ira de Esaú, Jacó saiu da casa de seu pai como fugitivo; mas levava consigo a bênção paterna; Isaque lhe havia renovado a promessa do concerto, e mandara-lhe como herdeiro da mesma, procurar uma esposa na família de sua mãe, na Mesopotâmia. Foi, todavia, com coração profundamente perturbado que Jacó partiu em sua viagem solitária. Apenas com um bastão na mão, teve de viajar centenas de quilômetros através de território habitado por tribos selvagens e errantes. Em seu remorso e timidez, procurou evitar os homens, com receio de que a pista lhe fosse descoberta pelo irado irmão. Temia que houvesse perdido para sempre a bênção que fora o propósito de Deus proporcionar-lhe; e Satanás estava a postos a fim de oprimi-lo com tentações. …
As trevas do desespero oprimiam-lhe a alma, e atrevia-se dificilmente a orar. Mas achava-se tão completamente só que sentiu necessidade da proteção de Deus, como nunca antes a sentira. Com pranto e profunda humilhação confessou seu pecado, e rogou uma prova de que ele não estava inteiramente abandonado. … Deus não abandonou Jacó. Sua misericórdia ainda se estendia a Seu servo, e errante e destituído de confiança. O Senhor, com compaixão, revelou precisamente o que Jacó necessitava – um Salvador. …
Cansado da jornada, o viajante deitou-se no chão, tendo uma pedra como travesseiro. Dormindo, viu uma escada, brilhante e resplendente, cuja base repousava na terra, enquanto o cimo alcançava o Céu. Por esta escada, anjos estavam a subir e a descer; por sobre ela estava o Senhor da glória. …
Jacó despertou do sono no profundo silêncio da noite. As formas resplandecentes da visão haviam desaparecido. Apenas o obscuro contorno das colinas solitárias, e acima delas, o céu resplendente de estrelas, encontravam agora o seu olhar. Tinha porém, uma intuição solene de que Deus estava com ele. Uma presença invisível enchia a solidão. “Na verdade o Senhor está neste lugar”, disse ele, “e eu não o sabia. … Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos Céus.” Gênesis 28:16 e 17. Patriarcas e Profetas, págs. 183 e 187.
28 de fevereiro – Pág. 65 – Devolver a Deus o que Lhe é Devido
E a pedra, que erigi por coluna, será a casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu Te darei o dízimo. Gênesis 28:22.
De acordo com o costume de comemorar acontecimentos importantes, Jacó construiu um memorial da misericórdia de Deus, para que quando quer que passasse por aquele caminho pudesse demorar-se naquele local sagrado para adorar ao Senhor. … Com profunda gratidão repetiu a promessa de que a presença de Deus seria com ele; e então fez este voto solene: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer e vestidos para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente Te darei o dízimo.” Gênesis 28:20-22.
Jacó não estava aqui a fazer um contrato com Deus. O Senhor já lhe havia prometido prosperidade, e este voto era o transbordar de um coração cheio de gratidão pela certeza do amor e misericórdia de Deus. Jacó entendia que Deus tinha direitos sobre ele, os quais ele devia reconhecer, e que os sinais especiais do favor divino a ele concedidos exigiam retribuição. Assim, toda a bênção que nos é concedida reclama uma resposta ao Autor de todas as nossas vantagens. O cristão deve muitas vezes rever sua vida passada, e relembrar com gratidão os preciosos livramentos que Deus operou em favor dele, amparando-o na provação, abrindo caminho diante dele quando tudo parecia escuro e vedado, refrigerando-o quando pronto a desfalecer. Deve reconhecê-los todos como provas do cuidado vigilante dos anjos celestiais. Em vista destas bênçãos inumeráveis, deve muitas vezes perguntar, com coração submisso e grato: “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?” Salmos 116:12.
Nosso tempo, nossos talentos, nossa propriedade devem ser, de maneira santa, dedicados Àquele que nos confiou estas bênçãos. Quando quer que um livramento especial seja operado em nosso favor, ou novas e inesperadas bênçãos nos são concedidas, devemos reconhecer a bondade de Deus não simplesmente exprimindo nossa gratidão com palavras, mas, como Jacó, por meio de dádiva e ofertas à Sua causa. Assim como estamos continuamente a receber as bênçãos de Deus, assim devemos estar continuamente a dar. Patriarcas e Profetas, págs. 187 e 188.

Publicado em 02 - Fevereiro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal – janeiro de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

1º de janeiro – Pág. 7 – Para o Nosso Ensino
Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4.
As vidas relatadas na Bíblia são histórias autênticas de pessoas reais. Desde Adão, passando pelas sucessivas gerações, até ao tempo dos apóstolos, temos uma narração clara, ao natural, do que realmente ocorreu, e a genuína experiência de personagens verídicos. É caso de admiração para muitos que a história inspirada relatasse na vida de homens bons, fatos que lhes maculam o caráter moral. … Os escritores inspirados não testificam de falsidades, para impedir que as páginas da história sagrada sejam obscurecidas pelo registro das fragilidades e faltas humanas. …
É uma das melhores provas da autenticidade das Escrituras, o não ser a verdade apresentada com paliativos, nem os pecados de seus principais personagens suprimidos. … Quantas biografias se têm escrito de corretos cristãos, que, em sua vida comum no lar, em suas relações com a igreja brilharam como exemplos de imaculada piedade! … Todavia, houvesse-lhes a pena da Inspiração escrito a história, e quão diversos pareceriam eles! Ter-se-iam revelado fraquezas humanas, lutas com o egoísmo, hipocrisia e orgulho, talvez pecados ocultos, e a luta contínua entre o espírito e a carne. …
Houvesse nossa boa Bíblia sido escrita por pessoas não inspiradas, e apresentaria bem diverso aspecto, e seria um estudo desalentador para os errantes mortais, os quais estão a contender com as fragilidades naturais e as tentações de um inimigo astuto. Tal como é, no entanto, temos relatório fiel das experiências religiosas de notáveis personagens da história bíblica. Os homens favorecidos por Deus, e a quem confiou grandes responsabilidades, foram por vezes vencidos pela tentação e cometeram pecados, mesmo como nós da época presente lutamos, vacilamos e caímos frequentemente em erro. É, porém, animador para nosso coração desfalecido saber que, mediante a graça de Deus, eles puderam obter novo vigor para se erguer outra vez acima de sua má natureza; e, lembrando-nos disso estamos prontos a renovar o conflito por nossa vez. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 435-437.
2 de janeiro – Pág. 8 – Há Esperança
Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. I Coríntios 10:11.
As murmurações do antigo Israel, e seu rebelde descontentamento, bem como os poderosos milagres operados em seu favor, e os castigos de sua idolatria e ingratidão, acham-se escritos para nosso benefício. O exemplo do antigo Israel é apresentado como advertência ao povo de Deus, a fim de evitarem a incredulidade e escaparem a Sua ira. Houvessem as iniquidades dos hebreus sido omitidas do registro sagrado, sendo contadas apenas suas virtudes, sua história deixaria de ensinar-nos a lição que ensina. …
Caso o povo de Deus reconhecesse Sua maneira de lidar com eles, e Lhe aceitassem os ensinos, encontrariam caminho reto para seus pés, e uma luz para guiá-los por entre as trevas e o desânimo. Davi aprendeu sabedoria do trato de Deus para com ele, e curvou-se humildemente sob o castigo do Altíssimo. O fiel retrato de sua verdadeira condição feito pelo profeta Natã, deu a Davi o conhecimento dos próprios pecados, e ajudou-o a afastá-los de si. Aceitou humildemente o conselho, e humilhou-se diante de Deus. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma”, exclama ele. Salmos 19:7.
Os pecadores arrependidos não têm motivo de desesperar-se por lhes serem lembradas suas transgressões e serem advertidos do perigo em que se encontram. Esses próprios esforços em seu favor, indicam quanto Deus os ama e deseja salvá-los. Só têm de seguir-Lhe os conselhos e fazer Sua vontade, para herdarem a vida eterna. Deus põe os pecados diante de Seu povo errante, a fim de que os vejam em toda a sua enormidade à luz da verdade divina. É seu dever então a eles renunciar para sempre.
Deus é tão poderoso hoje para salvar do pecado, como o era nos tempos patriarcais, de Davi e dos profetas e apóstolos. A multidão de casos registrados na história sagrada em que o Senhor livrou Seu povo das iniquidades deles, deve tornar os cristãos de hoje ansiosos de receberem as instruções divinas, e zelosos de aperfeiçoarem um caráter que suporte a íntima inspeção do juízo. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 437 e 441.
3 de janeiro – Pág. 9 – Um Lugar na Linhagem
Os lábios do justo apascentam muitos. Provérbios 10:21.
Apesar da iniquidade que prevalecia, havia uma linhagem de homens santos que, elevados e enobrecidos pela comunhão com Deus, viviam como que na companhia do Céu. Eram homens de sólido intelecto, de maravilhosas realizações. Tinham uma grande e santa missão: desenvolver um caráter de justiça, ensinar a lição da piedade, não somente para os homens de seu tempo, mas para as gerações futuras. Poucos apenas dos mais preeminentes são mencionados nas Escrituras, mas durante todos os séculos Deus teve fiéis testemunhas, adoradores dotados de corações sinceros. Patriarcas e Profetas, pág. 84.
Quantas vezes os que confiavam na Palavra de Deus, embora se encontrando literalmente desamparados, têm resistido ao poder do mundo inteiro! Eis Enoque, puro de coração e de vida santa, mantendo firme a sua fé na vitória da justiça contra uma geração corrupta e escarnecedora; Noé e sua casa contra os homens de sua época, homens da maior força física e mental, e da moral mais vil; os filhos de Israel junto ao Mar Vermelho, desamparada e aterrorizada multidão de escravos contra o mais poderoso exército da mais poderosa nação do globo; Davi, como um pastorzinho, tendo de Deus a promessa do trono, em oposição a Saul, o rei estabelecido e disposto a manter firmemente o seu poder; Sadraque e seus companheiros no fogo, e Nabucodonosor no trono; Daniel entre os leões e seus inimigos nos altos postos do reino; Jesus na cruz, e os sacerdotes e principais dos judeus forçando até o governador romano a fazer a vontade deles; Paulo em grilhões, conduzido à morte de criminoso, sendo Nero o déspota de um império mundial.
Tais exemplos não se encontram somente na Bíblia. São abundantes em todo o registro do progresso humano. Os valdenses e os huguenotes, Wycliffe e Huss, Jerônimo e Lutero, Tyndale e Knox, Zinzendorf e Wesley, com multidões de outros, têm testemunhado do poder da Palavra de Deus contra o poder e astúcia humanos em apoio do mal. Tais constituem a verdadeira nobreza do mundo. Tais são a sua linhagem real. Nesta linhagem a juventude de hoje é chamada a tomar lugar. Educação, págs. 254 e 255.
4 de janeiro – Pág. 10 – Que Espécie de Fruto?
Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam. Jó 4:8.
Para fins educativos, nenhuma parte da Bíblia é de maior valor do que as suas biografias. Estas diferem de todas as outras, visto serem absolutamente fiéis. É impossível a qualquer espírito finito interpretar corretamente, em tudo, os feitos de outrem. Ninguém, a não ser Aquele que lê o coração, que pode divisar a fonte secreta dos intuitos e das ações, poderá com verdade absoluta delinear o caráter, ou dar uma descrição fiel de uma vida humana. Unicamente na Palavra de Deus se encontra tal esboço biográfico.
Nenhuma verdade a Bíblia ensina mais claramente do que aquela segundo a qual o que fazemos é o resultado do que somos. Em grande parte, as experiências da vida são o fruto de nossos próprios pensamentos e ações.
“A maldição sem causa não virá.” Provérbios 26:2. “Dizei aos justos que bem lhes irá. … Ai do ímpio! Mal lhe irá, porque a recompensa das Suas mãos se lhe dará.” Isaías 3:10 e 11. “Ouve tu, ó Terra! Eis que Eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos.” Jeremias 6:19. Terrível é esta verdade, e profundamente deve ela ser gravada em nosso espírito. Cada ação se reflete sobre aquele que a pratica. Jamais um ser humano pode deixar de reconhecer, nos males que lhe infelicitam a vida, os frutos daquilo que ele próprio semeou. Contudo, mesmo assim, não nos achamos sem esperança. …
Jacó recorreu à fraude, e colheu os frutos do ódio de seu irmão. Durante vinte anos de exílio foi ele próprio lesado e defraudado. … Deus, porém, diz: “… Eu vejo os seus caminhos e os sararei. …” Isaías 57:18.
Jacó, em sua angústia, não desesperou. Havia-se arrependido e se esforçara por expiar a falta cometida para com seu irmão. E ao ser pela ira de Esaú ameaçado de morte, procurou o auxílio de Deus. “Lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe suplicou.” Oseias 12:4. … Quebrara-se o poder do mal em sua própria natureza; havia-se-lhe transformado o caráter. …
Deus não anula as Suas leis. Ele não age contrariamente às mesmas. Não desfaz a obra do pecado. Mas Ele transforma. Mediante Sua graça a maldição resulta em bênçãos. Educação, págs. 146-148.
5 de janeiro – Pág. 11 – A Imagem de Deus
Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27.
Depois que a Terra com sua abundante vida animal e vegetal fora suscitada à existência, o homem, a obra coroadora do Criador, e aquele para quem a linda Terra fora preparada, foi trazido em cena. A ele foi dado domínio sobre tudo que seus olhos poderiam contemplar. …
Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho “de Deus”. Lucas 3:38. …
Sua natureza estava em harmonia com a vontade de Deus. A mente era capaz de compreender as coisas divinas. As afeições eram puras; os apetites e paixões estavam sob o domínio da razão. Ele era santo e feliz, tendo a imagem de Deus, e estando em perfeita obediência à Sua vontade. Patriarcas e Profetas, págs. 44 e 45.
[Adão] Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. … Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza.
Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. História da Redenção, pág. 21.
6 de janeiro – Pág. 12 – Éden
Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. Gênesis 2:15.
Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. Uma porção de seu tempo devia ser ocupada com a feliz tarefa de cuidar do jardim, e a outra porção para receber a visita dos anjos, ouvir suas instruções, e em feliz meditação. Seu labor não seria cansativo, mas aprazível e revigorante. Este belo jardim devia ser o seu lar.
Neste jardim o Senhor colocou árvores de toda variedade para utilidade e beleza. Havia árvores carregadas de luxuriantes frutos, de rica fragrância, belos aos olhos e agradáveis ao paladar, designados por Deus para alimento do santo par. Havia deleitosas vinhas que cresciam verticalmente, carregadas com o peso de seus frutos, diferentes de qualquer coisa que o homem tem visto desde a queda. Os frutos eram muito grandes e de coloração diversa; alguns quase negros, outros púrpura, vermelhos, rosados e verde-claros. Esses belos e luxuriantes frutos que cresciam sobre os ramos da videira foram chamados uvas. Eles não se espalhavam pelo chão, embora não suportados por grades, mas o peso dos frutos curvava-os para baixo. O feliz trabalho de Adão e Eva era moldar em belos caramanchéis os ramos das videiras, formando moradias de beleza natural, árvores vivas e folhagens, carregadas de fragrantes frutos. História da Redenção, págs. 21 e 22.
Era desígnio de Deus que o homem encontrasse felicidade no emprego de cuidar das coisas que Ele criara, e que Suas necessidades fossem satisfeitas com os frutos das árvores do jardim. …
Houvesse a felicidade consistido em não fazer coisa alguma, o homem, em seu estado de santa inocência, teria sido deixado sem ocupação. Porém Aquele que criou o homem sabia o que seria para sua felicidade; e tão depressa o havia criado, deu-lhe a obra que lhe era designada. A promessa de glória futura, e o decreto de que o homem precisa labutar pelo pão de cada dia, vieram do mesmo trono. O Lar Adventista, pág. 27.
7 de janeiro -Pág. 13 – Oportunidade de Escolha
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2:17.
Nossos primeiros pais, se bem que criados inocentes e santos, não foram colocados fora da possibilidade de praticar o mal. … Deviam desfrutar comunhão com Deus e com os santos anjos; antes, porém, que pudessem tornar-se eternamente livres de perigo, devia ser provada sua fidelidade. No início mesmo da existência do homem, um empecilho fora posto ao desejo de satisfação própria, paixão fatal que jaz à base da queda de Satanás. A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. Ao mesmo tempo em que se lhes permitia comer livremente de todas as outras árvores, era-lhes proibido provar desta, sob pena de morte. Deviam também estar expostos às tentações de Satanás; mas, se resistissem à prova, seriam finalmente colocados fora de seu poder, para desfrutarem o favor perpétuo de Deus. …
Deus poderia ter criado o homem sem a faculdade de transgredir a Sua lei; poderia ter privado a mão de Adão de tocar no fruto proibido; neste caso, porém, o homem teria sido, não uma entidade moral, livre, mas um simples autômato. Sem liberdade de opção, sua obediência não teria sido voluntária, mas forçada. Não poderia haver desenvolvimento de caráter. … Seria indigna do homem como um ser inteligente, e teria apoiado a acusação, feita por Satanás, de governo arbitrário por parte de Deus.
Deus fez o homem reto; deu-lhe nobres traços de caráter, sem nenhum pendor para o mal. Dotou-o de altas capacidades intelectuais, e apresentou-lhe os mais fortes incentivos possíveis para que fosse fiel a seu dever. A obediência, perfeita e perpétua, era a condição para a felicidade eterna. Sob esta condição teria ele acesso à árvore da vida. …
Enquanto permanecessem fiéis à lei divina, sua capacidade para saber, vivenciar e amar, cresceria continuamente. Estariam constantemente a adquirir novos tesouros de saber, a descobrir novas fontes de felicidade, e a obter concepções cada vez mais claras do incomensurável, infalível amor de Deus. Patriarcas e Profetas, págs. 48, 49 e 51.
8 de janeiro – Pág. 14 – Uma Ajudadora
E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Gênesis 2:18.
Depois da criação de Adão, toda criatura vivente foi trazida diante dele para receber seu nome; ele viu que a cada um fora dada uma companheira, mas que entre eles “não se achava adjutora que estivesse como diante dele”. Gênesis 2:20. Entre todas as criaturas que Deus fez sobre a Terra, não havia uma igual ao homem. E disse Deus: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”. Gênesis 2:18. O homem não foi feito para habitar na solidão; ele deveria ser um ente social. Sem companhia, as belas cenas e deleitosas ocupações do Éden teriam deixado de proporcionar perfeita felicidade. Mesmo a comunhão com os anjos não poderia satisfazer seu desejo de simpatia e companhia. Ninguém havia da mesma natureza para amar e ser amado.
O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma “adjutora” – ajudadora esta que lhe correspondesse – a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação. “Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta.” Efésios 5:29. “Portanto deixará o varão a seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.” Gênesis 2:24.
Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o Criador do Universo. “Venerado… seja o matrimônio” (Hebreus 13:4); foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção; preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral. Patriarcas e Profetas, pág. 46.
9 de janeiro – Pág. 15 – A Tentação
É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Gênesis 3:1.
Ao homem, a obra coroadora da criação, Deus deu o poder de compreender o que Ele requer, a justiça e beneficência de Sua lei, e as santas reivindicações da mesma para com ele; e do homem se exige inabalável obediência.
Semelhantes aos anjos, os moradores do Éden haviam sido postos sob prova; seu feliz estado apenas poderia ser conservado sob a condição de fidelidade para com a lei do Criador. Poderiam obedecer e viver, ou desobedecer e perecer. …
Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim; junto dele estaria em menor perigo de tentação, do que se estivesse sozinha. Mas, absorta em sua aprazível ocupação, inconscientemente se desviou de seu lado. … Logo se achou a contemplar, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida. O fruto era muito belo, e ela perguntava a si mesma por que seria que Deus os privara do mesmo. Era então a oportunidade do tentador. Como se fosse capaz de distinguir as cogitações de seu espírito, a ela assim se dirigiu: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Gênesis 3:1. … O tentador insinuou que a advertência divina não devia ser efetivamente cumprida; destinava-se simplesmente a intimidá-los. …
Tal tem sido a obra de Satanás desde os dias de Adão até o presente, e com a mesma tem ele prosseguido com grande êxito. Ele tenta os homens a desconfiarem do amor de Deus, e a duvidarem de Sua sabedoria. Está constantemente procurando despertar um espírito de irreverente curiosidade, um inquieto, inquiridor desejo de penetrar os segredos da sabedoria e poder divinos. Em seus esforços para pesquisarem o que Deus foi servido recusar-lhes, multidões descuidam-se das verdades que Ele revelou, e que são essenciais para a salvação. …
Eva creu realmente nas palavras de Satanás, mas a sua crença não a salvou da pena do pecado. Descreu das palavras de Deus, e isto foi o que a levou à queda. No Juízo, os homens não serão condenados porque conscienciosamente creram na mentira, mas porque não acreditaram na verdade, porque negligenciaram a oportunidade de aprender o que é a verdade. Patriarcas e Profetas, págs. 52-55.
10 de janeiro – Pág. 16 – Usada por Satanás
E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Gênesis 3:6.
Havendo ela transgredido, tornou-se o agente de Satanás para efetuar a ruína de seu esposo. Em um estado de exaltação estranha e fora do natural, com as mãos cheias do fruto proibido, procurou a presença dele, e relatou tudo que ocorrera.
Uma expressão de tristeza sobreveio ao rosto de Adão. Mostrou-se atônito e alarmado. Às palavras de Eva replicou que isto devia ser o adversário contra quem haviam sido advertidos; e pela sentença divina ela deveria morrer. Em resposta insistiu com ele para comer, repetindo as palavras da serpente, de que certamente não morreriam. Ela raciocinava que isto deveria ser verdade, pois que não sentia evidência alguma do desagrado de Deus, mas ao contrário experimentava uma influência deliciosa, alegre, a fazer fremir toda a faculdade de uma nova vida, influência tal, imaginava ela, como a que inspirava os mensageiros celestiais.
Adão compreendeu que sua companheira transgredira a ordem de Deus, desrespeitara a única proibição a eles imposta como prova de sua fidelidade e amor. Teve uma terrível luta íntima. Lamentava que houvesse permitido desviar-se Eva de seu lado. Agora, porém, a ação estava praticada; devia separar-se daquela cuja companhia fora sua alegria. Como poderia suportar isto? Adão havia desfrutado da companhia de Deus e dos santos anjos. Havia olhado para a glória do Criador. Compreendia o elevado destino manifesto à raça humana, se permanecessem fiéis a Deus. Todavia, estas bênçãos todas foram perdidas de vista com o receio de perder ele aquela única dádiva, que, a seus olhos, sobrepujava todas as outras. O amor, a gratidão, a lealdade para com o Criador, tudo foi suplantado pelo amor para com Eva. Ela era uma parte dele, e ele não podia suportar a ideia da separação. … Resolveu partilhar sua sorte; se ela devia morrer, com ela morreria ele. Afinal, raciocinou, não poderiam ser verdadeiras as palavras da sábia serpente? Eva estava diante dele, tão bela, e aparentemente tão inocente como antes deste ato de desobediência. Exprimia maior amor para com ele do que antes. Nenhum sinal de morte aparecia nela, e ele se decidiu a afrontar as consequências. Tomou o fruto, e o comeu rapidamente. Patriarcas e Profetas, págs. 56 e 57.
11 de janeiro – Pág. 17 – Quando é Melhor não Conhecer
Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia. Eclesiastes 1:17.
Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido – a experiência na desobediência e deslealdade a Deus – o conhecimento de que estavam nus. As vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Essa é a vestimenta que os transgressores da lei de Deus têm usado desde os dias da desobediência de Adão e Eva. … As folhas de figueira representam a roupagem usada para ocultar a desobediência. …
Mas a nudez do pecador não é encoberta. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.084.
Não tivessem Adão e Eva nunca desobedecido ao seu Criador, tivessem eles permanecido na vereda da perfeita retidão, e poderiam ter conhecido e compreendido a Deus. Mas quando ouviram a voz do tentador, e pecaram contra Deus, a luz das vestes da inocência celestial se afastou deles; e, separados das vestes da inocência, aconchegaram a si as negras vestes da ignorância a respeito de Deus. A clara e perfeita luz que até aí os tinha circundado tinha iluminado todas as coisas de que se aproximavam; mas, privados dessa luz celeste, a posteridade de Adão não pôde por mais tempo reconhecer o caráter de Deus em Suas obras criadas. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 291.
Se Adão e Eva jamais houvessem tocado na árvore do conhecimento, teriam estado numa posição em que o Senhor poderia transmitir-lhes o conhecimento de Sua Palavra, o qual não precisaria ser deixado para trás com as coisas deste mundo, mas poderia ser levado por eles para o paraíso de Deus. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 446.
Século após século, a curiosidade dos homens os tem levado a procurar a árvore do conhecimento. E muitas vezes pensam eles estar colhendo fruto muito essencial quando, em realidade, é vaidade, é nada em comparação com a ciência da verdadeira santidade, a qual lhes abriria as portas da cidade de Deus. A ambição humana busca o conhecimento que lhes trará glória, exaltação própria e supremacia. Assim foram Adão e Eva influenciados por Satanás. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 12.
12 de janeiro – Pág. 18 – A Maldição
E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; … o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: … maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Gênesis 3:16 e 17.
Referiram-se a Eva a tristeza e a dor que deveriam dali em diante ser o seu quinhão. … Na criação Deus a fizera igual a Adão. Se houvessem eles permanecido obedientes a Deus – em harmonia com Sua grande lei de amor – sempre estariam em harmonia um com o outro; mas o pecado trouxera a discórdia, e agora poderia manter-se a sua união e conservar-se a harmonia unicamente pela submissão por parte de um ou de outro. Eva fora a primeira a transgredir; e caíra em tentação afastando-se de seu companheiro, contrariamente à instrução divina. Foi à sua solicitação que Adão pecou, e agora foi posta sob a sujeição de seu marido. …
Eva tinha sido perfeitamente feliz ao lado do esposo, em seu lar edênico; mas, semelhante às inquietas Evas modernas, lisonjeou-se com a esperança de entrar para uma esfera mais elevada do que aquela que Deus lhe designara. Tentando erguer-se acima de sua posição original, caiu muito abaixo da mesma. Idêntico resultado será alcançado por todas as que estão indispostas a assumir com bom ânimo os deveres da vida, de acordo com o plano de Deus. Em seus esforços para atingirem posições para as quais Ele não as adaptou, muitas estão deixando vago o lugar em que poderiam ser uma bênção. …
Quando Deus fez o homem, Ele o fez governador sobre a Terra e todas as criaturas viventes. Enquanto Adão permanecesse fiel ao Céu, toda a natureza estaria sob a sua sujeição. Quando, porém, se rebelou contra a lei divina, as criaturas inferiores ficaram em rebelião contra o seu domínio. Assim o Senhor, em Sua grande misericórdia, mostraria aos homens a santidade de Sua lei, e os levaria por sua própria experiência a ver o perigo de a pôr de lado, mesmo no mínimo grau.
E a vida de labutas e cuidados que dali em diante deveria ser o quinhão do homem, foi ordenada com amor. Uma disciplina que se tornara necessária pelo seu pecado, foi o obstáculo posto à satisfação do apetite e paixão, e o desenvolvimento de hábitos de domínio próprio. Fazia parte do grande plano de Deus para a restauração do homem, da ruína e degradação do pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 58-60.
13 de janeiro – Pág. 19 – Ensinado Pela Natureza
Mas pergunta agora às alimárias, e cada uma delas to ensinará; e às aves dos céus, e elas to farão saber. Ou fala com a terra, e ela te instruirá; até os peixes do mar o contarão. Qual entre todos estes não sabe que a mão do Senhor fez isto? Jó 12:7-9.
Se bem que a terra estivesse maculada pela maldição, a natureza devia ainda ser o guia do homem. Não poderia agora representar apenas bondade; pois o mal se achava presente em toda parte, manchando a terra, o mar e o ar. …
No tombar da flor e no cair da folha, Adão e sua companheira testemunhavam os primeiros sinais da decadência. Vinha-lhes à mente, de maneira vívida, o fato cruel de que todas as criaturas vivas deveriam morrer. Mesmo o ar, de que dependia a sua vida, continha os microorganismos da morte.
Continuamente se lembravam também de seu domínio perdido. Entre os seres inferiores, Adão se achara como rei, e enquanto permaneceu fiel a Deus, toda a natureza reconheceu o seu governo; mas, transgredindo ele, foi despojado deste domínio. O espírito de rebelião a que ele próprio havia dado entrada, estendeu-se por toda a criação animal. …
Entretanto o homem não ficou abandonado aos resultados do mal que havia escolhido. Na sentença pronunciada sobre Satanás era já sugerida uma redenção. …
Esta sentença proferida aos ouvidos de nossos primeiros pais, era-lhes uma promessa. Antes de ouvirem acerca dos espinhos e cardos, de trabalhos e tristezas que deveriam ser o seu quinhão, ou do pó a que deveriam voltar, ouviram palavras que não poderiam deixar de lhes dar esperança. Tudo que se havia perdido, rendendo-se a Satanás, poderia ser recuperado por meio de Cristo. Educação, págs. 26 e 27.
Após a transgressão de Adão, Deus poderia ter destruído cada botão que desabrochava e flor vicejante, ou poderia ter retirado sua fragrância, tão agradável aos sentidos. Na terra ressequida e arruinada pela maldição, nos cardos, espinhos e joios, podemos ler a lei da condenação; todavia, no delicado colorido e perfume das flores, podemos aprender que Deus ainda nos ama, que Sua misericórdia não foi inteiramente retirada da Terra. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.085.
14 de janeiro – Pág. 20 – Entre Deus e o Homem
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25.
O Senhor não deposita no Adão caído e desobediente, a confiança que depositou no Adão leal e verdadeiro. … Não são asseguradas aos transgressores as recompensas celestes. …
Os olhos de Adão e Eva foram realmente abertos, mas para quê? Para verem sua própria vergonha e ruína, para descobrirem que as vestes de brilho celestial que haviam constituído sua proteção não mais estariam ao seu redor por muito tempo como sua salvaguarda. Seus olhos foram abertos para ver que a nudez era o fruto da transgressão. Ao ouvirem a voz de Deus no jardim, esconderam-se dEle; pois previram aquilo que até sua queda não haviam conhecido – a condenação de Deus. …
Deus declarou que o único meio seguro consiste na inteira obediência a todas as Suas palavras. Não devemos seguir a experiência de provar o caminho do maligno, com todos os seus resultados. Isto trará debilidade por meio da desobediência. O plano de Deus era dar ao homem clara percepção em toda a sua obra. …
Deveria haver cooperação entre o homem e Deus. Este plano, porém, foi impedido pela transgressão de Adão. Satanás levou-o a pecar, e o Senhor não podia comunicar-Se com ele após haver pecado como o fazia quando era sem pecado.
Após a queda, Cristo Se tornou instrutor de Adão. Ele agia em lugar de Deus em favor da humanidade, preservando de morte imediata a raça. Tomou sobre Si o ofício de mediador. A Adão e Eva foi dada uma prova por meio da qual pudessem retornar a sua lealdade, e neste plano foi abrangida toda a sua posteridade. Carta 91, 1900.
Sem a expiação do Filho de Deus não poderia haver comunicação de bênçãos ou salvação de Deus ao homem. Deus tinha zelo pela honra de Sua lei. A transgressão desta lei causou uma terrível separação entre Deus e o homem. A Adão em sua inocência fora assegurada comunhão, direta, livre e feliz, com seu Criador. Depois de sua transgressão, Deus Se comunicaria com o homem mediante Cristo e os anjos. História da Redenção, pág. 51.
15 de janeiro – Pág. 21 – Engano que Custou Caro
Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias. Eclesiastes 7:29.
O livro de Gênesis apresenta um relato bem definido da vida social e individual, e, todavia, não temos notícia de alguma criança que nascesse cega, surda, aleijada, deformada ou imbecil. Não é mencionado um só caso de morte natural na infância, meninice ou juventude. Não há relato algum de homens e mulheres vitimados por doenças. Os obituários no livro de Gênesis declaram o seguinte: “E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu.” Gênesis 5:5. “E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos; e morreu.” Gênesis 5:8. …
Deus dotou o homem de tão grande força vital que ele tem resistido ao acúmulo de doenças lançadas sobre a raça em consequência de hábitos pervertidos, e tem sobrevivido por seis mil anos. Este fato, por si mesmo, é suficiente para nos mostrar a força e a energia elétrica que Deus conferiu ao homem na criação. … Fundamentos da Educação Cristã, págs. 22 e 23.
Não tivesse Adão originalmente possuído maior poder físico do que os homens possuem agora, e a presente raça ter-se-ia tornado extinta. …
Deus não criou a raça em tão debilitada condição. Este estado de coisas não é obra da Providência, mas do homem. Foi ocasionado pelos maus hábitos – pela violação das leis que Deus fez para governar a vida do homem. Conselhos Sobre Saúde, págs. 19 e 20.
Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de testada e provada, a família humana pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era o propósito de Deus repovoar o Céu com a família humana, caso ela se demonstrasse obediente a cada palavra divina. A Verdade Sobre os Anjos, pág. 287.
A Eva pareceu coisa pequena desobedecer a Deus provando o fruto da árvore proibida, e tentar o esposo a transgredir também; entretanto, o pecado deles abriu as portas ao dilúvio das desgraças sobre o mundo. Quem pode saber, no momento da tentação, as terríveis consequências que advirão de um passo errado? Patriarcas e Profetas, pág. 61.
16 de janeiro – Pág. 22 – Transmitindo o Ensino
E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu. Gênesis 5:5.
A vida de Adão foi de um triste, humilde e contínuo arrependimento. Quando ensinava seus filhos e netos a temerem o Senhor, era com frequência amargamente reprovado por seu pecado, de que resultara tanta miséria sobre sua posteridade. Quando deixou o belo Éden, o pensamento de que deveria morrer fazia-o estremecer de horror. Olhava para a morte como uma terrível calamidade. … Amargamente ele se reprovou por sua primeira grande transgressão. Suplicou o perdão de Deus mediante o Sacrifício prometido. Ele havia sentido profundamente a ira de Deus pelo crime cometido no Paraíso. Testemunhou a corrupção geral que mais tarde finalmente forçou Deus a destruir os habitantes da Terra por um dilúvio. A sentença de morte pronunciada sobre ele por seu Criador, que a princípio lhe pareceu tão terrível, depois que ele viveu algumas centenas de anos, parecia justa e misericordiosa em Deus, pois trazia o fim a uma vida miserável.
Ao testemunhar Adão os primeiros sinais da decadência da natureza com o cair das folhas e o murchar das flores, chorou mais sentidamente do que os homens hoje choram os seus mortos. As flores murchas não eram a razão maior do desgosto, visto serem tenras e delicadas; mas as altaneiras, nobres e robustas árvores arremessando suas folhas e apodrecendo, apresentavam diante dele a dissolução geral da linda natureza, que Deus criara para especial benefício do homem.
Para seus filhos e os filhos deles, até a nona geração, ele descrevia a perfeição de seu lar edênico, e também sua queda e seus terríveis resultados. … Declarou que o pecado seria punido, em qualquer forma que existisse. Instou com eles para que obedecessem a Deus, que os trataria misericordiosamente, se O amassem e temessem. … História da Redenção, págs. 55 e 56.
A Adão foi ordenado que ensinasse a seus descendentes o temor do Senhor, e, por seu exemplo e humilde obediência, levá-los a considerar altamente as ofertas que tipificavam um Salvador que devia vir. Adão cuidadosamente entesourou o que Deus lhe havia revelado, e de forma oral transmitiu-o a seus filhos e aos filhos de seus filhos. Cristo em Seu Santuário, pág. 23. Por esse meio foi preservado o conhecimento de Deus. Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1879.
17 de janeiro – Pág. 23 – Novamente no Lar!
Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na Sua vinda. I Coríntios 15:22 e 23.
Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos. … Os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. …
Todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram. Adão, que está em pé entre a multidão dos ressuscitados, é de grande altura e formas majestosas, de estatura pouco menor que o Filho de Deus. Apresenta assinalado contraste com o povo das gerações posteriores; sob este único ponto de vista se revela a grande degeneração da raça. Todos, porém, surgem com a vivacidade e o vigor de eterna juventude. …
Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. …
Ao serem os resgatados recebidos na cidade de Deus, ecoa nos ares um exultante clamor de adoração. Os dois Adões estão prestes a encontrar-se. O Filho de Deus Se acha em pé, com os braços estendidos para receber o pai de nossa raça – o ser que Ele criou e que pecou contra o seu Criador, e por cujo pecado os sinais da crucifixão aparecem no corpo do Salvador. Ao divisar Adão os sinais dos cruéis cravos, ele não cai ao peito de seu Senhor, mas lança-se em humilhação a Seus pés, exclamando: “Digno, digno é o Cordeiro que foi morto!” Com ternura o Salvador o levanta, convidando-o a contemplar de novo o lar edênico do qual, havia tanto, fora exilado. …
Esta reunião é testemunhada pelos anjos que choraram quando da queda de Adão e rejubilaram ao ascender Jesus ao Céu, depois de ressurgido, tendo aberto a sepultura a todos os que cressem em Seu nome. Contemplam agora a obra da redenção completa e unem as vozes no cântico de louvor. O Grande Conflito, págs. 644, 645, 647 e 648.
18 de janeiro – Pág. 24 – O Mais Excelente Sacrifício
Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala. Hebreus 11:4.
Caim e Abel, filhos de Adão, diferiam grandemente em caráter. Abel tinha um espírito de fidelidade para com Deus; via justiça e misericórdia no trato do Criador com a raça decaída, e com gratidão aceitou a esperança da redenção. Caim, porém, acariciava sentimentos de rebeldia, e murmurava contra Deus por causa da maldição pronunciada sobre a Terra e sobre o gênero humano, em virtude do pecado de Adão. Permitiu que a mente se deixasse levar pelo mesmo conduto que determinara a queda de Satanás, condescendendo com o desejo de exaltação própria, e pondo em dúvida a justiça e autoridade divinas. …
Os dois irmãos de modo semelhante construíram seus altares, e cada qual trouxe uma oferta. Abel apresentou um sacrifício do rebanho, de acordo com as instruções do Senhor. “E atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.” Gênesis 4:4. Lampejou o fogo do Céu, e consumiu o sacrifício. Mas Caim, desrespeitando o mandado direto e explícito do Senhor, apresentou apenas uma oferta de frutos. Não houve sinal do Céu para mostrar que era aceita. …
Abel apreendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador, e viu o pecado e sua pena de morte de permeio entre sua alma e a comunhão com Deus. Trazia morta a vítima, aquela vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei, que fora transgredida. Por meio do sangue derramado olhava para o futuro sacrifício, Cristo a morrer na cruz do Calvário; e, confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo, e de que sua oferta era aceita.
Caim tivera, como Abel, a oportunidade de saber e aceitar estas verdades. Não foi vítima de um intuito arbitrário. Um irmão não fora eleito para ser aceito por Deus, e o outro para ser rejeitado. Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão. Patriarcas e Profetas, págs. 71 e 72.
19 de janeiro – Pág. 25 – Dois Caminhos
Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não Se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante. Gênesis 4:4 e 5.
Caim veio perante Deus com íntima murmuração e incredulidade, com respeito ao sacrifício prometido e necessidade de ofertas sacrificais. Sua dádiva não exprimia arrependimento de pecado. Achava, como muitos agora, que seria um reconhecimento de fraqueza seguir exatamente o plano indicado por Deus, confiando sua salvação inteiramente à expiação do Salvador prometido. Preferiu a conduta de dependência própria. Viria com seus próprios méritos. Não traria o cordeiro, nem misturaria seu sangue com a oferta, mas apresentaria seus frutos, produtos de seu trabalho. Apresentou sua oferta como um favor feito a Deus, pelo qual esperava obter a aprovação divina. Caim obedeceu ao construir um altar, obedeceu ao trazer um sacrifício, prestou, porém, apenas uma obediência parcial. A parte essencial, o reconhecimento da necessidade de um Redentor, ficou excluída. …
Caim e Abel representam duas classes que existirão no mundo até o final do tempo. Uma dessas classes se prevalece do sacrifício indicado para o pecado; a outra arrisca-se a confiar em seus próprios méritos; o sacrifício desta é destituído da virtude da mediação divina, e assim não é apto para levar o homem ao favor de Deus. É unicamente pelos méritos de Jesus que nossas transgressões podem ser perdoadas. …
Alguns pretendem que a espécie humana necessita, não de redenção mas de desenvolvimento – que ela pode aperfeiçoar-se, elevar-se e regenerar-se. Assim como Caim julgava conseguir o favor divino com uma oferta a que faltava o sangue de um sacrifício, assim esperam estes exaltar a humanidade à norma divina, independentemente da expiação. A história de Caim mostra qual deverá ser o resultado. Mostra o que o homem se tornará separado de Cristo. A humanidade não tem poder para regenerar-se. Ela não tende a ir para cima, para o que é divino, mas para baixo, para o que é satânico. Cristo é a nossa única esperança. “Nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” “Em nenhum outro há salvação.” Atos 4:12. Patriarcas e Profetas, págs. 72 e 73.
20 de janeiro – Pág. 26 – O Rosto Denuncia
Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo. Gênesis 4:6 e 7.
O Senhor viu a ira de Caim. Observou o descaimento do seu semblante. Revela-se assim quão estritamente assinala o Senhor cada ato, todos os intentos e propósitos, sim, mesmo a expressão do rosto. Embora o homem não diga coisa alguma, expressa isso sua recusa de seguir o caminho e a vontade de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.086.
Notai as palavras do Senhor. … Esta pergunta pode ser dirigida a cada moço e moça que, à semelhança de Caim, revela sua paixão… quando agem segundo as instigações de Satanás, as quais estão em direta oposição às reivindicações divinas. Manuscrito 77, 1897.
Caso o irmão prefira rejeitar a sagrada e repressora influência da verdade, Satanás o levará cativo à sua vontade. Estará em risco de dar lugar a seus apetites e paixões, dando rédea solta às concupiscências, a maus e abomináveis desejos. Em lugar de apresentar no semblante calma serenidade sob as provas e aflições, como o fiel Enoque, tendo a face iluminada pela esperança e aquela paz que excede o entendimento, terá nela estampados os pensamentos carnais, os concupiscentes desejos. O irmão apresentará a imagem do satânico em vez de a do divino. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 201.
Muitas crianças e jovens têm o caráter impresso no semblante. Apresentam nos traços fisionômicos a história de sua vida. …
Se Cristo for o princípio permanente do coração, a pureza, o enobrecimento, a paz e amor se estamparão nas feições. Outros semblantes apresentam os sinais de um mau caráter; egoísmo, astúcia, engano, falsidade, inimizade e ciúme acham-se neles expressos. Quão difícil é que a verdade transforme o coração e a fisionomia de tais caracteres! …
Cristo proveu Seus filhos de toda cultura espiritual. Se Jesus habitar na pessoa, o coração se enche das santas graças de Seu Espírito, manifestando-se na transformação das feições. Se desejais ter beleza e amabilidade de caráter, a lei divina deve estar escrita no coração e ser praticada na vida. Conselhos Sobre Escola Sabatina, págs. 112 e 113.
21 de janeiro – Pág. 27 – Caim Retirou-se
Retirou-se Caim da presença do Senhor. Gênesis 4:16.
Deus dera a Caim oportunidade para confessar seu pecado. Tivera tempo para refletir. Compreendera a enormidade da ação que praticara, e da falsidade que proferira para a ocultar; mais ainda, foi rebelde, e a sentença não mais se procrastinou. …
Apesar de Caim pelos seus crimes haver merecido a sentença de morte, um Criador misericordioso ainda lhe poupou a vida, e concedeu-lhe oportunidade para o arrependimento. Mas Caim viveu apenas para endurecer o coração, para alentar a rebelião contra a autoridade divina, e tornar-se o chefe de uma linhagem de pecadores ousados e perdidos. Esse único apóstata, dirigido por Satanás, tornou-se o tentador para outros; e seu exemplo e influência exerceram uma força desmoralizadora, até que a Terra se corrompeu e se encheu de violência a ponto de reclamar a sua destruição. …
Recebendo a maldição de Deus, Caim se retirou da casa do pai. …
Saíra da presença do Senhor, rejeitara a promessa do Éden restaurado, a fim de buscar suas posses e alegrias na Terra sob a maldição do pecado, ficando assim à frente daquela grande classe de homens que adoram o deus deste mundo. No que diz respeito aos meros progressos terrestres e materiais, distinguiram-se os seus descendentes. Não tomavam, porém, em consideração a Deus, e estavam em oposição aos Seus propósitos em relação ao homem. Patriarcas e Profetas, págs. 77, 78 e 81.
Poupando a vida do assassino Caim, Deus deu ao mundo um exemplo do resultado que adviria de permitir que o pecador vivesse para continuar o caminho de desenfreada iniquidade. Pela influência do ensino e exemplo de Caim, multidões de seus descendentes foram levadas ao pecado, até que “a maldade do homem se multiplicara sobre a Terra”, e “toda a imaginação dos pensamentos de Seu coração era só má continuamente”. O Grande Conflito, pág. 543.
Como Caim saiu da presença do Senhor para procurar morada; como o filho pródigo partiu “para uma terra longínqua” (Lucas 15:13), assim, no esquecimento de Deus, procuram os pecadores a felicidade. (Romanos 1:28.) Parábolas de Jesus, pág. 200.
22 de janeiro – Pág. 28 – Andou com Deus
Enoque viveu sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém. Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos. Gênesis 5:21 e 22.
De Enoque está escrito que ele viveu sessenta e cinco anos, e gerou um filho. … Durante aqueles primeiros anos, Enoque amara e temera a Deus, e guardara os Seus mandamentos. … Mas depois do nascimento de seu primeiro filho, Enoque alcançou uma experiência mais elevada; foi atraído a uma comunhão mais íntima com Deus. Compreendeu mais amplamente suas obrigações e responsabilidade como filho de Deus. E, quando viu o amor do filho para com o pai, sua confiança singela em sua proteção; quando sentiu a ternura profunda e compassiva de seu próprio coração por aquele filho primogênito, aprendeu uma lição preciosa do maravilhoso amor de Deus para com os homens no dom de Seu Filho, e a confiança que os filhos de Deus podem depositar em seu Pai celestial. O infinito, insondável amor de Deus, mediante Cristo, tornou-se o assunto de suas meditações dia e noite; e com todo o fervor de sua alma procurou revelar aquele amor ao povo entre o qual vivia.
O andar de Enoque com Deus não foi em arrebatamento de sentidos ou visão, mas em todos os deveres da vida diária. Não se tornou um eremita, excluindo-se inteiramente do mundo; pois tinha uma obra a fazer para Deus no mundo. Na família e em suas relações com os homens, como esposo e como pai, como amigo, cidadão, foi ele um servo do Senhor, constante, inabalável. …
E este andar santo continuou durante trezentos anos. Poucos cristãos há que não seriam muito mais fervorosos e dedicados se soubessem que tinham apenas pouco tempo para viver, ou que a vinda de Cristo estava prestes a ocorrer. A fé de Enoque, porém, tornou-se mais forte, o seu amor mais ardente, com o perpassar dos séculos. Patriarcas e Profetas, págs. 84 e 85.
Ele [Enoque] era do mesmo sentimento que Deus. Se formos um em sentimento com Deus, nossa vontade se perde na de Deus, e iremos aonde quer que Ele nos indique o caminho. Como uma terna criança coloca a mão na de seu pai, e com ele anda em perfeita segurança seja no escuro ou no claro, assim os filhos e filhas de Deus devem andar com Jesus na alegria ou na tristeza. Review and Herald, 3 de dezembro de 1889.
23 de janeiro – Pág. 29 – Deus o Tomou
E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para Si o tomou. Gênesis 5:24.
Enoque, lemos, andou com Deus trezentos anos. Foi esse um longo tempo para estar em comunhão com Ele. … Comungou com Deus porque lhe era agradável, … e ele gostava da sociedade com Deus. Manuscrito 16, 1887.
Enoque foi um personagem notável. Muitos consideram sua vida como algo acima daquilo que o comum dos mortais já pôde atingir. A vida e o caráter de Enoque, entretanto, representam aquilo que devem ser a vida e o caráter de todos, se, à semelhança de Enoque, estiverem sujeitos a ser trasladados quando Cristo vier. Sua vida foi o que pode ser a vida de cada indivíduo caso este se relacione intimamente com Deus. Devemos lembrar-nos de que Enoque estava rodeado por influências tão corruptas que Deus trouxe um dilúvio sobre o mundo para destruir os seus habitantes por causa de sua depravação. Signs of the Times, 30 de outubro de 1879.
Estamos vivendo numa época má. Os perigos dos últimos dias multiplicam-se ao nosso redor. “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará.” Mateus. 24:12. …
O caso de Enoque acha-se diante de nós. … Ele viveu numa época corrupta, na qual a poluição moral infestava tudo ao seu redor; não obstante preparou ele a sua mente para a devoção, para amar o que era puro. Sua conversação girava em torno das coisas do Céu. Educou a mente para seguir nesse sentido, e trazia as impressões do que era divino. Seu semblante achava-se iluminado pela luz que brilhava na face de Jesus.
Enoque teve tentações como nós as temos. Estava cercado por sociedade não mais favorável à justiça do que a que nos rodeia. A atmosfera que respirava achava-se envenenada pelo pecado e corrupção, da mesma forma que a nossa; todavia viveu uma vida de santidade. Estava limpo dos pecados prevalecentes da era em que viveu. Assim podemos permanecer puros e incontaminados. Era ele um representante dos santos que vivem em meio dos perigos e corrupções dos últimos dias. Por sua fiel obediência a Deus foi trasladado. Assim também, os fiéis que se encontram vivos e permanecem, serão trasladados. Serão retirados de um mundo pecador e corrupto para as puras alegrias do Céu. Testimonies, vol. 2, págs. 121 e 122.
Nossa obra presente é sair do mundo e ser separados. É essa a única maneira em que podemos andar com Deus, como fez Enoque. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 207.
24 de janeiro – Pág. 30 – Olhando Para Jesus
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. II Coríntios 3:18.
Em meio de uma vida de ativo trabalho, Enoque mantinha firmemente sua comunhão com Deus. Quanto maiores e mais urgentes eram seus trabalhos, mais constantes e fervorosas as suas orações. Ele perseverava em excluir-se a certos períodos, de toda sociedade. Depois de permanecer por certo tempo entre o povo, trabalhando para o beneficiar por meio de instruções e exemplos, costumava retirar-se, a fim de passar um período em solidão, com fome e sede daquele conhecimento divino que só Deus pode transmitir.
Comungando assim com Deus, Enoque chegou a refletir mais e mais a imagem divina. Seu semblante irradiava santa luz; a mesma que brilhava no rosto de Jesus Cristo. Ao sair dessa divina comunhão, os próprios ímpios contemplavam com respeito o cunho celeste estampado em sua fisionomia. Obreiros Evangélicos, pág. 52.
Enoque conservava o Senhor sempre diante dele. … Fez de Cristo seu constante companheiro. Estava no mundo, e desempenhava seus deveres para com o mundo, mas estava sempre sob a influência de Jesus. Ele refletia o caráter de Cristo, manifestando as mesmas qualidades de bondade, misericórdia, terna compaixão, simpatia, paciência, mansidão, humildade e amor. Sua associação diária com Cristo, transformou-o à imagem dAquele com quem estava tão intimamente relacionado. Em pensamentos e sentimentos foi ele diariamente saindo do seu próprio caminho para o de Cristo, para o celestial, para o divino. SDA Bible Commentary, vol. 6, págs. 1.097 e 1.098.
Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e deixarmos o coração transbordar em ações de graças e louvores a Ele, teremos frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas orações terão a forma de uma conversa com Deus, como se falássemos com um amigo. Ele nos falará pessoalmente de Seus mistérios. Frequentemente advir-nos-á um senso agradável e alegre da presença de Jesus. O coração arderá muitas vezes em nós, quando Ele Se achegar para comungar conosco, como o fazia com Enoque. Quando esta for em verdade a experiência do cristão, ver-se-lhe-ão na vida, simplicidade, mansidão, brandura e humildade de coração, que mostrarão a todos os que com ele mantêm contato, que esteve com Jesus e dEle aprendeu. Parábolas de Jesus, págs. 129 e 130.
25 de janeiro – Pág. 31 – Uma Porta Aberta
Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. Hebreus 11:5.
Quando aprendemos a andar pela fé e não por sentimentos, alcançaremos de Deus o auxílio justamente quando dele necessitarmos, e Sua paz nos encherá o coração. Foi essa vida simples de obediência e confiança que Enoque viveu. Se aprendermos esta lição da confiança simples, poderemos também receber o testemunho que ele recebeu, de haver agradado a Deus. Minha Consagração Hoje (Meditações Matinais, 1989), pág. 14.
Deveis agradar a Deus em cada aspecto da formação de vosso caráter. Isto podeis fazer, porque Enoque Lhe agradou, embora vivesse num século degenerado. E há Enoques em nosso tempo. Parábolas de Jesus, pág. 332.
Por trezentos anos Enoque buscava a pureza do coração, a fim de poder estar em harmonia com o Céu. Por três séculos andara com Deus. Dia a dia ansiara uma união mais íntima; mais e mais estreita se tornara a comunhão, até que Deus o tomou para Si. Ele se achava no limiar do mundo eterno, mediando apenas um passo entre ele e a Terra abençoada; e agora, a porta abriu-se, o andar com Deus, por tanto tempo prosseguido na Terra, continuou, e ele passou pelas portas da santa cidade – o primeiro dentre os homens a aí penetrar. Obreiros Evangélicos, pág. 53.
Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua sorte na vida, pode ter a companhia que preferir. Nas suas páginas pode entreter conversa com o que há de mais nobre e melhor do ser humano, e ouvir a voz do Eterno, ao falar Ele com os homens. … Pode neste mundo habitar em atmosfera celestial, comunicando aos tristes e tentados da Terra pensamentos de esperança e santidade… semelhantemente àquele da antiguidade que andou com Deus, aproximando-se mais e mais do limiar do mundo eterno, e isto até que se abram os portais e ele ali entre. Não se achará ali como estranho. As vozes que o saudarem são as daqueles seres santos que, invisíveis, foram na Terra seus companheiros, vozes que ele aqui aprendeu a distinguir e amar. Aquele que pela Palavra de Deus viveu em associação com o Céu, encontrar-se-á à vontade na companhia dos entes celestiais. Educação, pág. 127.
26 de janeiro – Pág. 32 – Deus ou os Ídolos?
Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam. Salmos 115:4 e 8.
Nos dias de Noé uma dupla maldição repousava sobre a Terra, em consequência da transgressão de Adão e do homicídio cometido por Caim. Isto, contudo, não havia grandemente modificado a face da natureza. …
A raça humana conservava ainda muito do seu primitivo vigor. Apenas poucas gerações se passaram desde que Adão tivera acesso à árvore que devia prolongar a vida; e a existência do homem ainda se media por séculos. Houvesse aquele povo de longa vida, com suas raras capacidades para planejar e executar, se dedicado ao serviço de Deus, e teriam feito do nome de seu Criador um louvor na Terra. … Eles, porém, deixaram de fazer isto. … Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza. … Bosques extensos, que conservavam a folhagem durante o ano todo, eram dedicados ao culto dos deuses falsos. …
Os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoraram as criaturas de sua própria imaginação; e, como resultado, se tornaram mais e mais rebaixados. …
Os homens daquela geração não eram todos, na mais ampla acepção do termo, idólatras. Muitos professavam ser adoradores de Deus. Pretendiam que seus ídolos eram representações da divindade, e que por meio deles o povo poderia obter uma concepção mais clara do Ser divino. Esta classe estava entre as principais a rejeitarem a pregação de Noé. Esforçando-se eles para representarem a Deus por meio de objetos materiais, cegavam a mente à Sua majestade e poder; deixavam de compenetrar-se da santidade de Seu caráter, ou da natureza sagrada e imutável de Seus mandamentos. Patriarcas e Profetas, págs. 90, 91, 95 e 96.
O homem não se elevará acima de suas concepções sobre a verdade, pureza e santidade. Se o espírito nunca é exaltado acima do nível da humanidade, se não é pela fé elevado a contemplar a sabedoria e o amor infinitos, o homem estará constantemente a submergir mais e mais. Os adoradores de deuses falsos vestiram suas divindades com atributos e paixões humanas, e assim sua norma de caráter se degradou à semelhança da humanidade pecadora. Patriarcas e Profetas, pág. 91.
27 de janeiro – Pág. 33 – Gigantes na Terra
Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra. Gênesis 6:4.
As primeiras pessoas a habitarem a Terra receberam suas instruções do Deus infinito que criou o mundo. Os que receberam seu conhecimento diretamente da infinita sabedoria não foram deficientes no conhecimento.
Existem agora muitas invenções e melhoramentos, e máquinas que poupam o trabalho, os quais os antigos não tiveram. Eles não necessitavam deles. …
O homem antediluviano vivia centenas de anos, e quando alguém tinha cem anos de idade era considerado apenas um jovem. Aqueles longevos tinham mente e corpo sadios. … Eles subiam ao palco das ações a partir das idades de sessenta a cem anos, cerca do tempo que os que vivem mais agora realizaram sua parte em seu curto espaço de tempo de vida, e desapareceram do palco. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.089 e 1.090.
Havia muitos gigantes, homens de grande estatura e força, afamados por sua sabedoria, hábeis ao imaginar as mais artificiosas e maravilhosas obras; sua culpa, porém, ao dar rédeas soltas à iniquidade, estava em proporção com sua perícia e habilidade mental.
Deus outorgara a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão-de-obra. Procuravam tão-somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Patriarcas e Profetas, págs. 90 e 91.
Eles se tornaram corruptos em sua imaginação, porque deixaram a Deus fora de seus planos e concílios. Foram sábios para fazer aquilo que Deus jamais dissera que fizessem, sábios para fazer o mal. … Usavam o período de prova tão graciosamente a eles concedido, para ridicularizar a Noé. Eles o caricaturavam e criticavam. Riam-se dele por causa de seu peculiar fervor e forte convicção quanto aos juízos que declarava Deus certamente cumpriria. Falavam de ciência e das leis que controlam a natureza. Depois ironizavam as palavras de Noé, chamando-o de decrépito fanático. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.090.
28 de janeiro – Pág. 34 – Mau Emprego dos Talentos
O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta. Zilá, por sua vez, deu à luz a Tubalcaim, artífice de todo instrumento cortante, de bronze e de ferro. Gênesis 4:21 e 22.
Aí pereceram no dilúvio maiores obras de arte e da habilidade humana do que o mundo de hoje conhece. As artes destruídas eram mais do que as elogiadas hoje. …
Ao observar o mundo, viu Deus que o intelecto que Ele dera ao homem achava-se pervertido, que a imaginação do seu coração era má e isso continuamente. Deus dera conhecimento a esses homens. Dera-lhes valiosas ideias, a fim de que pudessem levar a efeito Seus planos. O Senhor, porém, observou que aqueles que Ele desejava possuíssem sabedoria, tato e discernimento, estavam usando cada faculdade da mente para glorificação própria. Pelas águas do dilúvio, baniu Ele da Terra aquela raça de longevos, e com eles pereceu o conhecimento que haviam usado unicamente para o mal. Ao ser repovoada a Terra, confiou o Senhor Sua sabedoria aos homens mais moderadamente, concedendo-lhes apenas a habilidade de que necessitavam ao levarem avante o Seu grande plano. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.089.
O mundo hoje sente muita satisfação em falar dos progressos da época. Deus, porém, não Se deleita nestes. Pode-se dizer dos homens atuais, assim como dos que existiram antes do dilúvio, que eles buscaram muitas invenções. No mundo antediluviano havia muitas obras de arte e ciência maravilhosas. Esses descendentes de Adão, recém-saídos das mãos de Deus, possuíam habilidades e poderes que jamais observamos agora. Manuscrito 16, 1898.
Aqueles que viveram antes do dilúvio estavam apenas a uns poucos passos de Deus, o Criador do mundo e seus habitantes. A vida longa e o desenvolvido intelecto concedido àqueles homens poderia ter sido usado no serviço de Deus. Seu vigor intelectual, entretanto, aquela poderosa força, perverteu-se para desonrar a Deus. …
Ao se separarem de Deus, colocam-se os homens sob o controle de Satanás. Os talentos foram confiados aos homens a fim de que possam ser usados para o serviço de Deus. … Há apenas um caminho seguro para qualquer homem, e este é o da obediência ao “Assim diz o Senhor”. Manuscrito 31a, 1898.
29 de janeiro – Pág. 35 – “Até que Veio o Dilúvio”
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, … e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos. Mateus 24:38 e 39.
O pecado do mundo de Noé foi a intemperança, e hoje o pecado demonstrado pela intemperança no comer e no beber é tão acentuado que Deus o não tolerará para sempre. … O homem leva ao excesso aquilo que é lícito, e todo o seu organismo sofre as consequências da violação das leis que o Senhor estabeleceu.
A intemperança no comer e no beber está-se avolumando. Põem-se as mesas com toda espécie de alimentos que visam satisfazer o apetite sensual. O sofrimento deve seguir-se a esta maneira de agir. A energia vital do organismo não pode suportar a taxa a ela imposta, e finalmente sucumbe.
Deus… não fará um milagre para anular a perversa violação das leis da saúde e da vida. … Cumpre ao homem estimar-se pelo preço pago em seu favor. Ao colocar ele este valor sobre si mesmo, não abusará conscientemente de uma de suas faculdades físicas ou mentais. Constitui um insulto ao Deus do Céu o fazer o homem mau uso de suas preciosas energias ao colocar-se sob o controle de instrumentos satânicos e se embrutecer pela condescendência com aquilo que é prejudicial à saúde, à piedade e à espiritualidade. Carta 73a, 1896.
Embora a perversidade do mundo fosse tão grande, não obstante concedeu o Senhor aos homens cento e vinte anos de prova, nos quais, se desejassem poderiam arrepender-se. Mas apesar da paciência de um bom e misericordioso Deus, as pessoas não aproveitaram suas oportunidades. Por um pouco sentiram-se amedrontadas e receosas de continuar tão imprudentemente como o haviam feito. Depois, os hábitos depravados triunfaram sobre a prudência. À proporção que as pessoas resistiam a convicção, seu discernimento se tornava obscurecido, e fortalecido o seu desejo de seguir uma conduta impenitente.
É necessário que comamos e bebamos a fim de que possamos ter energia física para o serviço do Senhor; todavia, quando levamos o nosso comer à glutonaria, sem pensarmos em agradar o nosso Pai celestial, comendo exatamente o que nos agrada ao paladar, estamos fazendo exatamente como se fazia no tempo de Noé. Manuscrito 16, 1895.
30 de janeiro – Pág. 36 – Casando e Dando-se em Casamento
Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, … casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Mateus 24:38.
Nos dias de Noé a força bruta era a influência que prevalecia no mundo. Mediante ameaça de punição, os homens intimidavam os demais homens. Manuscrito 29, 1911.
Em lugar de fazerem justiça aos seus semelhantes, levavam eles a cabo os seus próprios desejos ilícitos. Possuíam uma pluralidade de esposas, o que era contrário à sábia providência de Deus. No princípio Deus deu a Adão uma esposa – mostrando a todos que viveriam sobre a Terra, Sua norma e lei a esse respeito. A transgressão e queda de Adão e Eva trouxeram pecado e infelicidade à raça humana, e o homem seguiu seus próprios desejos carnais, e mudou a norma divina. Quanto mais os homens multiplicavam esposas para si mesmos, tanto mais aumentavam em maldade e infelicidade. Se alguém resolvia tomar as esposas, ou o gado, ou qualquer coisa pertencente ao seu próximo, ele não considerava justiça ou equidade, mas se pudesse prevalecer sobre seu semelhante pela razão da força, levando-o à morte, ele fazia isso, e exultava por seus atos de violência. Eles se deleitavam em destruir a vida dos animais. Usavam-nos como alimento, e isso aumentava sua ferocidade e violência, e eram levados a olhar o sangue dos seres humanos com assombrosa indiferença. Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 63 e 64.
Os descendentes de Sete foram chamados filhos de Deus; os descendentes de Caim, filhos dos homens. Como os filhos de Deus se misturassem com os filhos dos homens, tornaram-se corruptos e, pela união em casamento com eles, perderam, mediante a influência de suas esposas, seu peculiar e santo caráter, e uniram-se com os filhos de Caim em sua idolatria. Muitos puseram de lado o temor de Deus e pisaram Seus mandamentos. Mas havia uns poucos que praticavam a justiça, que temiam e honravam o seu Criador. Noé e sua família estavam entre estes poucos justos. História da Redenção, pág. 62.
A poligamia foi praticada em época primitiva. Foi um dos pecados que acarretaram a ira de Deus sobre o mundo antediluviano. … Era o esforço calculado de Satanás perverter a instituição do casamento, a fim de enfraquecer as obrigações próprias à mesma, e diminuir a sua santidade; pois de nenhuma outra maneira poderia ele com maior certeza desfigurar a imagem de Deus no homem, e abrir as portas à miséria e ao vício. Patriarcas e Profetas, pág. 338.
31 de janeiro – Pág. 37 – Preservou a Noé
E não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios. II Pedro 2:5.
Deus advertiu os habitantes do mundo antigo do que Ele Se propunha fazer ao purificar a Terra da sua iniquidade. Eles, porém, riam-se em sinal de desprezo ao que consideravam como uma predição supersticiosa. Manuscrito 161, 1897.
Muitos a princípio pareceram receber a advertência; não se voltaram, todavia, para Deus, com verdadeiro arrependimento. Não estavam dispostos a renunciar seus pecados. Durante o tempo que se passou antes da vinda do dilúvio, sua fé foi provada, e não conseguiram suportar a prova. Vencidos pela incredulidade prevalecente, uniram-se afinal a seus companheiros anteriores, rejeitando a solene mensagem. Alguns ficaram profundamente convencidos, e teriam atendido às palavras de aviso; mas tantos havia para zombar e ridicularizar, que eles partilharam do mesmo espírito, resistiram aos convites da misericórdia, e logo se acharam entre os mais ousados e arrogantes escarnecedores; pois ninguém é tão descuidado e tão longe vai no pecado como aqueles que tiveram uma vez a luz, mas resistiram ao convincente Espírito de Deus. …
Continuaram com suas festas e banquetes de glutonaria; comiam e bebiam, plantavam e edificavam, fazendo seus planos com referência às vantagens que esperavam adquirir no futuro; e mais longe foram eles em impiedade, em desatenção arrogante às ordens de Deus, a fim de testemunharem que não tinham medo do Ser infinito. …
Se os antediluvianos tivessem acreditado na advertência, e se houvessem arrependido de suas más ações, o Senhor teria desviado Sua ira, como mais tarde fez em relação a Nínive. Entretanto, pela sua obstinada resistência às reprovações da consciência e advertências do profeta de Deus, aquela geração encheu a medida de sua iniquidade, e se tornou madura para a destruição. Patriarcas e Profetas, págs. 95 e 97.
Por intermédio de Seus embaixadores, o Senhor enviou-nos mensagens de advertência, declarando que o fim de todas as coisas está perto. Alguns darão atenção a estas advertências; elas, porém, serão desatendidas pela grande maioria.
Assim será quando Cristo vier. Agricultores, negociantes, legisladores, comerciantes, estarão todos absorvidos nos negócios, e sobre eles virá o dia do Senhor como um laço. Manuscrito 161, 1897.

Publicado em 01 - Janeiro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal

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Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

Dezembro
1° de dezembro
Pág. 341
A Glória de Deus Vista em Suas Obras
Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a Terra está cheia da Sua glória. Isa. 6:3.
Ao sair das mãos do Criador, não somente o Jardim do Éden mas a Terra toda era eminentemente bela. Mancha alguma do pecado, nem sombra de morte, deslustravam a linda criação. A glória de Deus cobria “os céus, e a Terra encheu-se do Seu louvor”. Hab. 3:3. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Assim, a Terra era um emblema apropriado dAquele que é “grande em beneficência e verdade” (Êxo. 34:6); bem como um estudo adequado aos que foram feitos à Sua imagem. O Jardim do Éden era uma representação do que Deus desejava se tornasse a Terra toda; e era Seu intuito que à medida que a família humana se tornasse mais numerosa, estabelecesse outros lares e escolas semelhantes à que Ele havia dado. Dessa maneira, com o correr do tempo, a Terra toda seria ocupada com lares e escolas em que as palavras e obras de Deus seriam estudadas e onde os estudantes mais e mais ficariam em condições de refletir pelos séculos sem fim a luz do conhecimento de Sua glória. Educação, pág. 22.
Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador. “E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gên. 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador. Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente. Vasto era o alvo oferecido a seu exercício, e glorioso o campo aberto à sua pesquisa. Os mistérios do universo visível – as “maravilhas dAquele que é perfeito nos conhecimentos” (Jó 37:16) convidavam o homem ao estudo. Aquela comunhão com Seu criador, face a face e toda íntima, era o seu alto privilégio. Houvesse ele permanecido fiel a Deus, e tudo isto teria sido seu para sempre. Através dos séculos infindáveis, teria ele continuado a obter novos tesouros de conhecimentos, a descobrir novas fontes de felicidade e a alcançar concepções cada vez mais claras da sabedoria, do poder e do amor de Deus. Mais e mais amplamente teria ele cumprido o objetivo de sua criação, mais e mais teria ele refletido a glória do Criador. Educação, pág. 15.
2 de dezembro
Pág. 342
Criado o Homem Para a Glória de Deus
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. I Cor. 10:31.
Deus criou o homem para Sua própria glória, para que depois de haver sido a família humana testada e provada, pudesse tornar-se uma com a família celestial. Era propósito de Deus admitir no Céu a família humana, se se mostrassem obedientes a cada uma de Suas palavras. Adão devia ser provado, para ver se seria obediente, como os anjos leais, ou desobediente. Se resistisse à prova, sua instrução a seus filhos teria sido como a mente e os pensamentos de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.082.
Deus criou Adão segundo o Seu próprio caráter, puro e reto. Não havia no Adão original qualquer propensão corrupta ou tendência para o mal. Adão era isento de falta como os anjos diante do trono de Deus. Tais coisas são inexplicáveis, mas muita coisa que não podemos compreender agora será esclarecida quando virmos como somos vistos, e conhecermos como somos conhecidos. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.082 e 1.083.
Dos santos homens do passado está escrito que Deus não Se envergonha de Se chamar seu Deus (Heb.11:16). A razão apresentada é que em vez de cobiçar posses terrenas ou de buscar a felicidade em planos ou aspirações mundanos, eles depuseram tudo no altar de Deus e abriram mão disto para a edificação do Seu reino. Viveram apenas para glória de Deus e declararam claramente que eram estrangeiros e peregrinos na Terra, procurando uma pátria melhor, a celestial. Sua conduta proclamava-lhes a fé. Deus podia confiar neles e deixar que o mundo recebesse deles o conhecimento de Sua vontade.
Como, porém, está o professo povo de Deus hoje mantendo a honra do Seu nome? Como pode o mundo inferir que eles são um povo peculiar? Que prova dão de sua cidadania no Céu? …
Clara austeridade e simplicidade devem assinalar as residências e arranjos de todos que crêem nas solenes verdades para este tempo. … Nosso vestuário, nossas casas, nossa conversação, devem testificar de nossa consagração a Deus. Que poder assistiria a todos que assim evidenciassem que deixaram tudo por Cristo. Testimonies, vol. 5, págs. 188 e 189.
3 de dezembro
Pág. 343
O Glorioso Plano de Deus
A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Rom. 5:21.
O plano pelo qual poderia unicamente conseguir-se a salvação do homem, abrangia o Céu todo em seu infinito sacrifício. Os anjos não puderam regozijar-se ao desvendar-lhes Cristo o plano da redenção; pois viram que a salvação do homem deveria custar a indizível mágoa de seu amado Comandante. Com pesar e admiração escutaram Suas palavras ao contar-lhes Ele como deveria descer da pureza e paz do Céu, de sua alegria, glória e vida imortal, e vir em contato com a degradação da Terra, para suportar suas tristezas, ignomínia e morte. Ele deveria ficar entre o pecador e a pena do pecado; poucos, todavia, O receberiam como o Filho de Deus. Deixaria Sua elevada posição como a Majestade do Céu, apareceria na Terra e humilhar-Se-ia como um homem, e, pela Sua própria experiência, familiarizar-Se-ia com as tristezas e tentações que o homem teria de enfrentar. Tudo isto seria necessário a fim de que Ele pudesse socorrer os que fossem tentados. Heb. 2:18. Quando Sua missão como ensinador estivesse terminada, deveria ser entregue nas mãos de homens ímpios, e ser submetido a todo insulto e tortura que Satanás os poderia inspirar a infligir. Deveria morrer a mais cruel das mortes, suspenso entre o céu e a Terra como um pecador criminoso. Deveria passar longas horas de agonia tão terrível que anjos não poderiam olhar para isso, mas velariam o rosto para não verem aquele quadro. Deveria suportar aflição de alma, a ocultação da face do Pai, enquanto a culpa da transgressão – o peso dos pecados do mundo inteiro – estivessem sobre Ele. …
Ele ordenou que o exército angélico estivesse de acordo com o plano que Seu Pai aceitara, e se alegrasse de que, pela Sua morte, o homem decaído pudesse reconciliar-se com Deus.
Então alegria, inexprimível alegria, encheu o Céu. A glória e bem-aventurança de um mundo remido sobrepujaram mesmo a angústia e sacrifício do Príncipe da vida. Pelos paços celestiais ecoaram os primeiros acordes daquele cântico que deveria soar por sobre as colinas de Belém: “Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.” Luc. 2:14. Patriarcas e Profetas, págs. 64-65.
4 de dezembro
Pág. 344
O Reino do Céu em Miniatura
Tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o Seu rosto resplandecia como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. Mat. 17:1 e 2.
Vai baixando a noite, quando Jesus chama para junto de Si três de Seus discípulos – Pedro, Tiago e João – e os conduz através dos campos e, por acidentada vereda, a uma deserta encosta de montanha. …
Afastando-Se um pouco deles, o Homem de dores derrama Suas súplicas com grande clamor e lágrimas. Roga força para resistir à prova em favor da humanidade. … E desafoga os anseios de Seu coração quanto aos discípulos, para que, na hora do poder das trevas, sua fé não desfaleça. …
Agora, a nota predominante de Sua prece é que lhes seja dada uma manifestação da glória que Ele tinha com o Pai antes que o mundo existisse, que Seu reino seja revelado a olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos pela contemplação do mesmo. Roga que testemunhem uma manifestação de Sua divindade que, na hora de Sua suprema agonia, os conforte com o conhecimento de que Ele é com certeza o Filho de Deus, e que Sua ignominiosa morte é uma parte do plano da redenção.
Sua oração é ouvida. Ao achar-Se curvado em humildade sobre o pedregoso solo, o céu repentinamente se abre, descerram-se de par em par as portas de ouro da cidade de Deus, e uma santa irradiação baixa sobre o monte, envolvendo a figura do Salvador. A divindade interior irrompe através da humanidade, encontrando-Se com a glória vinda de cima. Erguendo-Se da prostrada posição em que Se achava, Cristo apresenta-Se em divina majestade. Desaparecera a agonia da alma. Seu semblante resplandece agora “como o Sol”, e Seus vestidos são “brancos como a luz”.
Os discípulos, despertando, contemplam a inundação de glória que ilumina o monte. Com temor e espanto, fitam a radiosa figura do Mestre. … Ao Seu lado acham-se dois seres celestiais, entretidos em íntima conversa com Ele. São Moisés, que falara com Deus sobre o Sinai; e Elias, a quem foi concedido o alto privilégio … de não passar sob o poder da morte. … Sobre o monte, foi representado em miniatura o futuro reino da glória – Cristo, o Rei, Moisés como representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados. O Desejado de Todas as Nações, págs. 419-422.
5 de dezembro
Pág. 345
Ainda no Futuro
Venha o Teu reino. Mat. 6:10.
Os discípulos de Cristo esperavam a vinda imediata do reino de Sua glória; mas ao dar-lhes esta oração Jesus ensinou que o reino não devia ser então estabelecido. Deviam orar por sua vinda como acontecimento ainda no futuro. Mas essa petição era-lhes também uma certeza. Conquanto não devessem esperar a vinda do reino em seus dias, o fato de haver Jesus recomendado que por ela orassem, constitui prova de que certamente virá no tempo designado por Deus.
O reino da graça de Deus está sendo agora estabelecido, visto que corações que têm estado sobrecarregados de pecado e rebelião se rendem à soberania de Seu amor. O completo estabelecimento do reino de Sua glória, porém, não ocorrerá senão na segunda vinda de Cristo ao mundo. O Maior Discurso de Cristo, págs. 107 e 108.
Não poderá o Seu povo receber o reino antes do advento pessoal de Cristo. Disse o Salvador: “E quando o Filho do homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então Se assentará no trono da Sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle … Então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:31-34. … Quando o Filho do homem vier, os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e os vivos serão transformados. Por esta grande mudança ficam preparados para receberem o reino. … O homem, em seu estado presente, é mortal, corruptível; o reino de Deus, porém, será incorruptível, permanecendo para sempre. Portanto, o homem, em sua condição atual, não pode entrar no reino de Deus. Mas, em vindo Jesus, confere a imortalidade a Seu povo; e então os chama para possuírem o reino de que até ali têm sido apenas herdeiros. O Grande Conflito, págs. 322 e 323.
Se vós sois de Cristo, “tudo é vosso”. I Cor. 3:21. Sois, porém, como uma criança a quem não se confia ainda a direção de sua herança. Deus não vos entrega vossa preciosa possessão, para que Satanás, por seus astutos ardis, não vos engane, como fez com o primeiro par no Éden. Cristo a mantém para vós, além do alcance do espoliador. O Maior Discurso de Cristo, págs. 110 e 111.
6 de dezembro
Pág. 346
Por que não Agora?
Porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Jer. 31:34.
Disse Jesus: “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes.” Mat. 24:14. Seu reino não virá enquanto as boas novas de Sua graça não houverem sido levadas a toda a Terra. Assim, quando nos entregamos a Deus, e ganhamos outras almas para Ele, apressamos a vinda de Seu reino. Unicamente aqueles que se consagram a Seu serviço … oram com sinceridade: “Venha o Teu reino.” Mat. 6:10. …
A petição: “Seja feita a Tua vontade, tanto na Terra como no Céu” (Mat. 6:10), é uma oração para que o reino do mal termine na Terra, o pecado seja para sempre destruído, e o reino da justiça se venha a estabelecer. Então, na Terra como no Céu se cumprirá “todo o desejo da Sua bondade”. II Tess. 1:11. O Caminho a Cristo, págs. 108-111.
Cristo não Se manifestará enquanto a vitória não for completa, e Ele vir “o trabalho de Sua alma”. Isa. 53:11. Todas as nações da Terra ouvirão o evangelho de Sua graça. Nem todos a receberão; mas “uma semente O servirá; falará do Senhor de geração em geração”. Sal. 22:30. “E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o Céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo” (Dan. 7:27), e “a Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”. Isa. 11:9. “Então temerão o nome do Senhor desde o poente, e a Sua glória desde o nascente do Sol.” Isa. 59:19.
“Quão suaves são sobre os montes os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! … exultai juntamente, desertos … porque o Senhor consolou o Seu povo. … O Senhor desnudou o Seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da Terra verão a salvação do nosso Deus.” Isa. 52:7-10. O Desejado de Todas as Nações, pág. 828.
7 de dezembro
Pág. 347
Olhando Para Dentro da Eternidade
Olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima. Luc. 21:28.
Se a igreja se revestir do manto da justiça de Cristo, deixando qualquer aliança com o mundo, raiará para ela o amanhecer de um dia brilhante e glorioso. As promessas de Deus a ela feitas serão sempre firmes. … A verdade, passando de largo aqueles que a desprezam e rejeitam, triunfará. Conquanto às vezes pareça haver retardado, seu progresso nunca foi impedido. … Dotada de energia divina, abrirá caminho através das mais fortes barreiras e triunfará sobre todos os obstáculos.
Que susteve o Filho de Deus durante Sua vida de trabalho e sacrifício? Ele viu os resultados do trabalho de Sua alma, e ficou satisfeito. Olhando para dentro da eternidade, contemplou a felicidade dos que receberam por intermédio de Sua humilhação, perdão e vida eterna. Seus ouvidos perceberam os hosanas dos remidos. Ouviu-os entoando o cântico de Moisés e do Cordeiro.
Podemos ter uma visão do futuro, da felicidade no Céu. Na Bíblia estão reveladas visões da glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, e que são uma preciosidade para Sua igreja. Pela fé podemos chegar até o limiar da cidade eterna e ouvir as afáveis boas-vindas dadas aos que, nesta vida, cooperaram com Cristo, considerando uma honra sofrer por Sua causa. Ao serem pronunciadas as palavras: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mat. 25:34), eles lançam suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graça. … E ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:12 e 13.
Lá os remidos saudarão os que os conduziram ao Salvador, e todos se unirão no louvor Àquele que morreu para que os seres humanos pudessem ter a vida que se mede com a vida de Deus. O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os resgatados entoam a jubilosa melodia: Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e vive outra vez, triunfante Conquistador. Atos dos Apóstolos, págs. 601 e 602.
8 de dezembro
Pág. 348
Quem É Elegível?
Os sábios herdarão honra. Prov. 3:35.
Deus elegeu um caráter de acordo com Sua lei, e qualquer que atinja a norma que Ele exige, terá entrada no reino de glória. O próprio Cristo diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida.” João 3:36. “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus.” Mat. 7:21. E no Apocalipse Ele declara: “Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” Apoc. 22:14. Quanto ao que respeita à salvação final do homem, esta é a única eleição referida na Palavra de Deus.
Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições.
Satanás está sempre em atividade, esforçando-se por perverter o que Deus falou, por cegar a mente e obscurecer a compreensão, e levar desta maneira os homens ao pecado. É por isso que o Senhor é tão explícito, tornando Suas reivindicações tão claras que ninguém está no caso de errar. Deus está constantemente procurando trazer os homens sob Sua íntima proteção, a fim de que Satanás não possa exercer sobre eles o seu poder cruel e enganador. Deus condescendeu em falar com eles de viva voz, escrever com Sua própria mão os oráculos vivos. E estas benditas palavras, todas animadas de vida e luminosas de verdade, são confiadas aos homens como um guia perfeito. …
Cada capítulo e cada versículo da Bíblia é uma comunicação da parte de Deus aos homens. Devemos ligar seus preceitos como sinais sobre nossas mãos, e como testeiras entre nossos olhos. Sendo estudada e obedecida, haveria de guiar o povo de Deus, como guiados foram os israelitas, pela coluna de nuvem durante o dia, e pela coluna de fogo à noite. Patriarcas e Profetas, págs. 207, 208, 503 e 504.
9 de dezembro
Pág. 349
Preparando-nos Para Viver com os Anjos
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Rom. 12:1.
Não temos dúvida… de que as doutrinas que hoje mantemos sejam verdade presente, e de que nos estamos aproximando do juízo. Estamos nos preparando para encontrar-nos com Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, há de aparecer nas nuvens do céu, para dar aos fiéis e justos o toque final da imortalidade. …
Abraçamos a verdade de Deus com nossas faculdades diversas, e ao chegarmos sob a influência dessa verdade, ela realizará por nós a obra necessária a fim de dar-nos aptidão moral para o reino da glória, e para a sociedade dos anjos celestes. Achamo-nos agora na oficina de Deus. Muitos de nós somos pedras rústicas da pedreira. Ao apoderar-nos, porém, da verdade de Deus, sua influência nos afeta. Eleva-nos, e tira de nós toda imperfeição e pecado, seja de que natureza for. Assim estamos preparados para ver o Rei em Sua beleza, e unir-nos afinal com os puros anjos celestes no reino da glória. É aqui que esta obra tem de ser efetuada por nós; aqui que nosso corpo e espírito devem ser habilitados para a imortalidade.
Achamo-nos em um mundo avesso à justiça, à pureza de caráter, e ao crescimento na graça. Para onde quer que olhemos, vemos corrupção e contaminação, deformidade e pecado. E qual é a obra que devemos empreender aqui antes de receber a imortalidade? É conservar nosso corpo santo, puro o nosso espírito, para que avancemos incontaminados entre as corrupções tão comuns ao nosso redor nestes últimos dias. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 181-183.
A luz brilha de modo claro, e ninguém precisa ser ignorante, pois o próprio grande Deus é o instrutor do homem. … Ele deseja que o grande assunto da reforma da saúde seja agitado e a mente do público profundamente estimulada à pesquisa, pois é impossível a homens e mulheres, com todos os seus hábitos pecaminosos, destruidores da saúde e debilitantes do cérebro, discernirem a sagrada verdade pela qual devem ser santificados, refinados e elevados, e serem aptos para a sociedade com os anjos celestiais no reino da glória. Testimonies, vol. 3, pág. 162.
10 de dezembro
Pág. 350
Aprender a Cantar do Triunfo Agora
Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente.  Êxo. 15:1.
Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apoc. 15:2 e 3.
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua benignidade e da Tua verdade.” Sal. 115:1. Tal era o espírito que penetrava o cântico do livramento de Israel, e é o espírito que deveria habitar no coração de todos os que amam e temem a Deus. Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. … As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. Que compaixão, que amor incomparável, mostrou-nos Deus, a nós pecadores perdidos, ligando-nos consigo, para que Lhe sejamos um tesouro particular! … Devemos louvar a Deus pela bem-aventurada esperança que nos expõe o grande plano da redenção; devemos louvá-Lo pela herança celestial, e por Suas ricas promessas; louvá-Lo pelo fato de que Jesus vive para interceder por nós. …
Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.” Sal. 146:2. “Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos.” Sal. 67:5. Patriarcas e Profetas, págs. 289 e 290.
11 de dezembro
Pág. 351
Enquanto Esperamos
Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor. Luc. 12:35 e 36.
Agora é o tempo de preparo para a vinda de nosso Senhor. O aprontamento para o encontro com Ele não pode ser alcançado num momento. Como preparo para aquela solene cena deve haver expectante vigilância, combinada com fervoroso trabalho. Assim os filhos de Deus O glorificam. Em meio às movimentadas cenas da vida, sua voz será ouvida proferindo palavras de encorajamento, de fé e esperança. Tudo que eles possuem está consagrado ao serviço do Mestre. …
Cristo nos diz quando será introduzido o dia do Seu reino. Não diz que todo o mundo será convertido, mas sim, que “este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Mat. 24:14. Está em nosso poder apressar a vinda do dia de Deus, levando o evangelho ao mundo. Tivesse a igreja de Cristo feito o trabalho que lhe foi apontado como o Senhor ordenara, e todo o mundo teria sido advertido antes disto, e o Senhor Jesus já teria vindo à Terra com poder e grande glória.
Vivo poder deve acompanhar a mensagem do segundo aparecimento de Cristo. Não devemos descansar até que vejamos muitas pessoas convertidas à bendita esperança da volta do Senhor. Nos dias dos apóstolos a mensagem que levavam produzia um real trabalho, fazendo que pessoas se voltassem dos ídolos para servir ao Deus vivo. A obra a ser feita hoje é igualmente real, e a verdade é igualmente a verdade; somente que devemos dar a mensagem com muito mais fervor, visto que a vinda do Senhor está mais perto. A mensagem para este tempo é positiva, simples, e de profunda importância. Devemos agir como homens e mulheres que crêem nela. Aguardar, vigiar, trabalhar, orar, advertir o mundo – eis nossa tarefa. Review and Herald, 13 de novembro de 1913.
Fiquei profundamente impressionada pelas cenas que recentemente passaram diante de mim, à noite. Parecia existir um grande movimento – um trabalho de reavivamento – em ação em vários lugares. Nosso povo movia-se em linha e respondia ao apelo de Deus. Meus irmãos, o Senhor está falando a cada um de nós. Não ouviremos Sua voz? Não espevitaremos nossas lâmpadas e não agiremos como homens que esperam a vinda de seu Senhor? Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 515.
12 de dezembro
Pág. 352
Rumo ao Lar
Então, dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Mat. 25:34.
A vinda de Cristo está mais próxima do que quando aceitamos a fé. Aproxima-se de seu término o grande conflito. Os juízos de Deus estão na Terra. Pronunciam solene advertência, dizendo: “Estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis.” Mat. 24:44. …
Vivemos nas cenas finais da história da Terra. A profecia cumpre-se rapidamente. As horas de graça escoam-se depressa. Não temos tempo – nem um momento – para perder. Não sejamos achados dormindo na guarda. Ninguém diga em seu coração ou por suas obras: “Meu Senhor tarde virá.” Mat. 24:48. Que a mensagem da breve volta de Cristo ressoe em fervorosas palavras de advertência. …
O Senhor há de vir cedo, e precisamos estar preparados para encontrá-Lo em paz. Estejamos resolvidos a fazer tudo quanto está ao nosso alcance para comunicar luz aos que nos cercam. Não devemos estar tristes, mas animosos, e ter sempre perante nós o Senhor Jesus. Ele virá logo, e devemos estar prontos e aguardando o Seu aparecimento. Oh! quão glorioso será vê-Lo e receber as boas-vindas como remidos Seus! Por muito tempo temos esperado; mas nossa esperança não deve diminuir. Se tão-somente pudermos ver o Rei em Sua formosura, seremos para sempre benditos. Tenho a sensação de que devesse exclamar alto: “Rumo ao lar!” Estamo-nos aproximando do tempo em que Cristo virá com poder e grande glória para levar ao lar eterno os Seus resgatados. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 256 e 257.
Longo tempo temos esperado pelo retorno do Salvador. Mas nem por isto é a promessa menos certa. Logo estaremos em nosso prometido lar. Ali Jesus nos guiará junto à viva corrente que flui do trono de Deus, e nos esclarecerá os momentos escuros pelos quais Ele nos conduziu aqui na Terra a fim de alcançarmos caráter perfeito. Ali contemplaremos com não diminuída visão as belezas do Éden restaurado. Lançando aos pés do Redentor a coroa que Ele nos colocou à cabeça, e tocando nossas harpas de ouro, encheremos todo o Céu com louvor Àquele que está assentado sobre o trono. Testimonies, vol. 8, págs. 252-254.
13 de dezembro
Pág. 353
Que Galardão!
Se permanecer a obra de alguém … esse receberá galardão. I Cor. 3:14.
Magnífica será a recompensa concedida quando os obreiros fiéis se reunirem em torno do trono de Deus e do Cordeiro. Quando João, em seu estado mortal, contemplou a glória de Deus, caiu como morto: não pôde suportar a visão. Porém quando os filhos de Deus houverem sido revestidos de imortalidade, vê-Lo-ão “como é”. I João 3:2. Estarão perante o trono, aceitos no Amado. Todos os seus pecados terão sido apagados, removidas todas as suas transgressões. Podem, então, olhar o deslumbrante resplendor do trono de Deus. Foram coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, foram coobreiros Seus no plano da redenção, e com Ele participam da alegria de ver almas salvas no reino de Deus, para ali louvarem a Deus durante toda a eternidade. …
Nesse dia os remidos resplandecerão com o resplendor do Pai e do Filho. Tocando suas harpas de ouro, os anjos darão as boas-vindas ao Rei e aos Seus troféus de vitória. … Um cântico de triunfo ressoará, enchendo todo o Céu. Cristo venceu. Ele penetra nas cortes celestes, acompanhado de Seus remidos, testemunhas de que a Sua missão de sofrimento e sacrifício não foi em vão. …
Há ali casas para os peregrinos da Terra. Há vestes para os justos, com coroas de glória e palmas de vitória. Tudo quanto nos tem confundido acerca das providências de Deus será esclarecido no mundo vindouro. As coisas difíceis de serem compreendidas terão então explicação. Os mistérios da graça nos serão desvendados. Naquilo em que a nossa mente finita só via confusão e promessas desfeitas, veremos a mais perfeita e bela harmonia. Saberemos que o amor infinito dispôs as experiências que nos pareciam as mais difíceis. Ao reconhecermos o terno cuidado dAquele que faz todas as coisas contribuírem para o nosso bem, regozijar-nos-emos com júbilo inexprimível e repleto de glória. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 432 e 433.
Insisto em que vos prepareis para a vinda de Cristo nas nuvens do céu. … Preparai-vos para o juízo, para que, ao vir Cristo, para Se fazer admirável em todos os que crêem, vós estejais entre os que O encontrarão em paz. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 432.
14 de dezembro
Pág. 354
O Glorioso Aparecimento de Cristo
Quando vier o Filho do homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, se assentará no trono da Sua glória.  Mat. 25:31.
A voz de Deus é ouvida no Céu, declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto eterno com Seu povo. Semelhantes a estrondos do mais forte trovão, Suas palavras ecoam pela Terra inteira. O Israel de Deus fica a ouvir, com o olhar fixo no alto. Têm o semblante iluminado com a Sua glória. …
Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. … O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. … Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – milhares de milhares, milhões de milhões. Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor. …
Os justos clamam, a tremer: “Quem poderá subsistir?” Silencia o cântico dos anjos, e há um tempo de terrível silêncio. Ouve-se, então, a voz de Jesus, dizendo: “A Minha graça te basta.” Ilumina-se a face dos justos, e a alegria enche todos os corações. E os anjos entoam uma melodia mais forte, e de novo cantam ao aproximar-se ainda mais da Terra.
O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como um pergaminho, e a Terra treme diante dEle, e todas as montanhas e ilhas se movem de seu lugar. … Os ímpios suplicam para que sejam sepultados sob as rochas das montanhas, em vez de ver o rosto dAquele que desprezaram e rejeitaram. … Os que desejariam destruir a Cristo e Seu povo fiel, testemunham agora a glória que sobre eles repousa. No meio de seu terror, ouvem a voz dos santos em alegres acordes, exclamando: “Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará.” Isa. 25:9. O Grande Conflito, págs. 640-644.
15 de dezembro
Pág. 355
Vitória Sobre a Morte
Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. I Tess. 4:16 e 17.
A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. … Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” I Cor. 15:55. …
Os justos vivos são transformados “num momento, num abrir e fechar de olhos”. À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. …
Antes de entrar na cidade de Deus, o Salvador concede a Seus seguidores os emblemas da vitória, conferindo-lhes as insígnias de sua condição real. … Sobre a cabeça dos vencedores, Jesus com Sua própria destra põe a coroa de glória. Para cada um há uma coroa que traz o seu “novo nome” (Apoc. 2:17), e a inscrição: “Santidade ao Senhor.” Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes. Indizível arrebatamento faz vibrar todo coração, e toda voz se ergue em grato louvor. ….
Diante da multidão de resgatados está a santa cidade. Jesus abre amplamente as portas de pérolas, e as nações que observaram a verdade, entram. Ali contemplam o Paraíso de Deus, o lar de Adão em sua inocência. Então aquela voz, mais harmoniosa do que qualquer música que tenha soado já aos ouvidos mortais, é ouvida a dizer: “Vosso conflito está terminado.” “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Cumpre-se então a oração do Salvador por Seus discípulos: “Aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo.” “Irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória” (Jud. 24), Cristo os apresenta a Seu Pai como a aquisição de Seu sangue. … Oh! maravilhas do amor que redime! transportes daquela hora em que o infinito Pai, olhando para os resgatados, contemplar Sua imagem, banida a discórdia do pecado, removida sua maldição, e o humano de novo em harmonia com o divino! O Grande Conflito, págs. 644-646.
16 de dezembro
Pág. 356
Alegria Eterna
Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.  Isa. 35:10.
Quando Cristo veio à Terra a primeira vez, veio em humildade e obscuridade, e Sua vida aqui foi de sofrimento e pobreza. … Em Sua segunda vinda tudo será mudado. Os homens não O verão como um prisioneiro rodeado pela turba, mas como o Rei do Céu. Cristo virá em Sua própria glória, na glória de Seu Pai e na glória dos santos anjos. Milhões de milhões e milhares de milhares de anjos, os belos e triunfantes filhos de Deus, possuidores de excelente amabilidade e glória, escoltá-Lo-ão em seu caminho. Em lugar de uma coroa de espinhos, Ele ostentará uma coroa de glória – coroa dentro de coroa. Em lugar daquele velho manto de púrpura, envergará as vestes de inexcedível brancura, “como nenhum lavandeiro na Terra as poderia alvejar. Mar. 9 :3. E em Seu manto e na coxa Ele traz um nome escrito: “rei dos reis e Senhor dos senhores.” Apoc. 19:16. …
A Seus fiéis seguidores Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar. Viveram em constante e íntima comunhão com Deus. Sobre eles resplandeceu a glória do Senhor. Neles se refletiu a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo. Regozijam-se agora nos raios brilhantes do resplendor e glória do Rei em Sua majestade. Acham-se preparados para a comunhão celestial; pois têm o Céu no coração.
De cabeça erguida, brilhando sobre eles os resplandecentes raios do Sol da Justiça, regozijando-se porque se aproxima sua redenção, saem ao encontro do Esposo. …
Um pouco mais, e veremos o Rei em sua beleza. Um pouco mais, e Ele limpará dos olhos toda lágrima. … Então, inumeráveis vozes entoarão o cântico: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.” Apoc. 21:3.
“Pelo que, amados, aguardando estas coisas, procurai que dEle sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz.” II Ped. 3:14. Review and Herald, 13 de novembro de 1913.
17 de dezembro
Pág. 357
Finalmente o Lar!
Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam. I Cor. 2:9.
Enquanto vos deleitais nas atraentes belezas da Terra, pensai no mundo por vir, o qual não conhecerá jamais a mancha do pecado e morte; onde a face da natureza não mais apresentará as sombras da maldição. Representai-vos na imaginação o lar dos remidos, e lembrai-vos de que ele será mais glorioso do que o pode pintar vossa mais brilhante imaginação. Nos variados dons de Deus em a natureza só discernimos o mais pálido vislumbre de Sua glória.
E afinal abrir-se-ão as portas do Céu para dar entrada aos filhos de Deus, e dos lábios do Rei da glória brotarão as palavras que lhes soarão aos ouvidos qual música inefável: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mat. 25:34. Então os remidos receberão as boas-vindas às moradas que Jesus lhes está preparando. Caminho a Cristo, págs. 86, 87, 125 e 126.
Vi … Jesus conduzir a multidão dos remidos à porta da cidade. Lançou mão da porta e girou-a sobre os seus resplandecentes gonzos, e mandou entrarem as nações que haviam observado a verdade. Dentro da cidade havia tudo para deleitar a vista. Contemplavam por toda parte uma intensa glória. Então Jesus olhou para os Seus santos remidos; seus rostos estavam radiantes de glória; e, fixando Seu olhar amorável sobre eles, disse com Sua preciosa e melodiosa voz: “Vejo o trabalho de Minha alma, e estou satisfeito. Esta magnificente glória é vossa, para a fruíres eternamente. Vossas tristezas estão terminadas. Não mais haverá morte, nem tristeza, nem pranto; tampouco haverá mais dor.” …
A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória, deponho a pena e exclamo: “Oh, que amor! que amor maravilhoso!” A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador. Primeiros Escritos, págs. 288 e 289.
18 de dezembro
Pág. 358
O Éden Restaurado
Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. Apoc. 2:7.
O jardim do Éden permaneceu sobre a Terra muito tempo depois que o homem fora expulso de suas deleitáveis veredas. [Gên. 4:16.] Foi permitido à raça decaída por muito tempo contemplar o lar da inocência, estando a sua entrada vedada apenas pelos anjos vigilantes. À porta do Paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória divina. Para ali iam Adão e seus filhos a fim de adorarem a Deus. Ali renovaram seus votos de obediência àquela lei cuja transgressão os havia banido do Éden. Quando a onda de iniquidade se propagou pelo mundo, e a impiedade dos homens determinou sua destruição por meio de um dilúvio de água, a mão que plantara o Éden o retirou da Terra. Mas, na restauração final de todas as coisas, quando houver “um novo céu e uma nova Terra”, será restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio.
Então os que guardaram os mandamentos de Deus respirarão com um vigor imortal, por sob a árvore da vida [Apoc. 2:7; Apoc. 21:1; Apoc. 22:14]; e, através de infindáveis séculos, os habitantes dos mundos que não pecaram contemplarão no jardim de delícias um modelo da obra perfeita da criação de Deus, intato da maldição do pecado – modelo do que teria sido a Terra inteira se tão-somente houvesse o homem cumprido o plano glorioso do Criador. Patriarcas e Profetas, pág. 62.
Adão é reintegrado em seu primeiro domínio. Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite – as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Grande Conflito, pág. 648.
Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão “na beleza do Senhor nosso Deus”, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações, há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente! O Grande Conflito, pág. 645.
19 de dezembro
Pág. 359
Fim de Todo Sofrimento
E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. Apoc. 21:4.
A dor não pode existir na atmosfera do Céu. No lar dos remidos, não haverá lágrimas, nenhum cortejo fúnebre, nenhuma exteriorização de luto. “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade.” Isa. 33:24. Uma rica maré de felicidade fluirá e aprofundar-se-á ao avançar a eternidade. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 433.
Chegado é o tempo, para o qual santos homens têm olhado com anseio desde que a espada inflamada vedou o Éden ao primeiro par – tempo “para a redenção da possessão de Deus”. Efés. 1:14. A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo pecado foi restaurado. … O propósito original de Deus na criação da Terra cumpre-se, ao fazer-se ela a eterna morada dos remidos. “Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre.” Sal. 37:29. …
Ali, “o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa”. Isa. 35:1. “Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta.” Isa. 55:13. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, … e um menino pequeno os guiará.” Isa. 11:6. “Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade”, diz o Senhor. Isa. 11:9. O Grande Conflito, págs. 674-676.
Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou.
O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor. O Grande Conflito, págs. 674 e 678.
20 de dezembro
Pág. 360
Renovada a Vida do Éden
Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Isa. 65:21 e 22.
Haverá atividade de trabalho no Céu. O estado dos redimidos não é de repouso ocioso. SDA Bible Commentary, vol. 3, pág. 1.164.
Na Terra renovada, os redimidos empenhar-se-ão em ocupações e prazeres que levaram felicidade a Adão e Eva no início. Será vivida a vida edênica, a vida no jardim e no campo. …
Ali cada faculdade será desenvolvida, toda habilidade aumentada. Os maiores empreendimentos serão levados a êxito, as mais elevadas aspirações alcançadas, realizadas as mais altas ambições. E surgirão ainda novas alturas a serem alcançadas, novas maravilhas para serem admiradas, novas verdades a serem compreendidas, novos objetos de estudo a desafiarem as faculdades do corpo, da mente e da alma. Profetas e Reis, págs. 730 e 731.
“Os Seus servos O servirão.” Apoc. 22:3. A vida na Terra é o princípio da vida no Céu; a educação na Terra é a iniciação nos princípios do Céu; e o trabalho aqui é o preparo para o trabalho lá. O que hoje somos no caráter e serviço santo, é o prenúncio certo do que seremos.
“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir.” Mat. 20:28. A obra de Cristo neste mundo é Sua obra nos Céus, e a nossa recompensa por trabalhar com Ele neste mundo será o maior poder e mais amplo privilégio de com Ele trabalhar no mundo vindouro. “Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus.” Isa. 43:12. Isso também seremos na eternidade. …
Em nossa vida aqui, posto que terrestre e restrita pelo pecado, a maior alegria e mais elevada educação se encontram no serviço em favor de outrem. E no futuro estado, livres das limitações próprias da humanidade pecaminosa, será no serviço que se encontrará a nossa máxima alegria e mais elevada educação – testemunhando (e aprendendo, novamente, sempre que assim o fizermos) “as riquezas da glória deste mistério, … que é Cristo em vós, esperança da glória”. Col. 1:27. Educação, págs. 307-309.
21 de dezembro
Pág. 361
Felicidade Eterna
Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente. Sal. 16:11.
Durante Seu ministério, Jesus viveu em grande parte ao ar livre. … Muito de Seu ensino foi ministrado ao ar livre também. A Ciência do Bom Viver, pág. 52.
Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país. (Heb. 11:14-16.) Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies avultam em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar. O Grande Conflito, pág. 675.
A Bíblia nos apresenta à vista as insondáveis riquezas e os imperecíveis tesouros do Céu. O mais forte impulso do homem com ele insiste para buscar a sua própria felicidade, e a Bíblia reconhece esse desejo e nos mostra que todo o Céu se unirá ao homem em seus esforços para atingir a felicidade verdadeira. Revela a condição sob que a paz de Cristo é concedida ao homem. Descreve um lar de eterna felicidade e resplendor, onde nunca serão conhecidas as lágrimas nem a necessidade. Carta 28, 1888.
Tudo que é belo em nosso lar terrestre lembre-nos do rio de cristal e dos verdes campos, das árvores ondeantes e das fontes vivas, da cidade resplandecente e dos cantores de vestes brancas de nosso lar celestial – mundo de beleza que nenhum artista pode desenhar, nem língua mortal descrever. …
Habitar para sempre nesse lar de bem-aventuranças, trazer na alma, corpo e espírito não os traços do pecado e da maldição, mas a perfeita semelhança de nosso Criador, e através de eras eternas progredir em sabedoria, conhecimentos e santidade, explorando sempre novos campos do pensamento, sempre encontrando novas maravilhas e novas glórias, aumentando sempre a capacidade de saber e amar, e sabendo que há ainda diante de nós alegria, amor e sabedoria infinitos – tal é o objetivo a que aponta a esperança cristã, para o qual prepara a educação cristã. Conseguir essa educação e auxiliar outros a alcançá-la deve ser o objetivo da vida cristã. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 55.
22 de dezembro
Pág. 362
Com Meu Anjo da Guarda
Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque Eu vos afirmo que os seus anjos nos Céus veem incessantemente a face de Meu Pai celeste. Mat. 18:10.
Não compreenderemos o que devemos aos cuidados e interposição dos anjos antes que se vejam as providências de Deus à luz da eternidade. Seres celestiais têm tomado parte ativa nos negócios dos homens. Eles têm aparecido em vestes que resplandeciam como o relâmpago; têm vindo como homens, no aspecto de viajantes. Têm aceito hospitalidade nos lares humanos, agido como guias de viajantes nas trevas da noite. …
Embora os governadores deste mundo não o saibam, em seus conselhos têm os anjos muitas vezes sido oradores. Olhos humanos os têm visto. Ouvidos humanos têm ouvido seus apelos. Nos conselhos e cortes de justiça, mensageiros celestiais têm pleiteado a causa dos perseguidos e oprimidos. Têm eles combatido propósitos e detido males que teriam acarretado ruína e sofrimento aos filhos de Deus. Tudo isto se desdobrará ao estudante na escola celestial.
Todo remido compreenderá a atuação dos anjos em sua própria vida. Que maravilha será entreter conversa com o anjo que foi o seu guardador desde os seus primeiros momentos, que lhe vigiou os passos e cobriu a cabeça no dia de perigo, que o protegeu no vale da sombra da morte, que assinalou o seu lugar de repouso, que foi o primeiro a saudá-lo na manhã da ressurreição, e dele aprender a história da interposição divina na vida individual, e da cooperação celeste em toda a obra em favor da humanidade. Educação, págs. 304 e 305.
Com a Palavra de Deus nas mãos, todo ser humano, qualquer que seja sua sorte na vida, pode ter a companhia que preferir. … Pode neste mundo habitar em atmosfera celestial, … aproximando-se mais e mais do limiar do mundo eterno, e isto até que se abram os portais e ele ali entre. Não se achará ali como estranho. As vozes que o saudarem são as daqueles seres santos que, invisíveis, foram na Terra seus companheiros, vozes que ele aqui aprendeu a distinguir e amar. Aquele que pela Palavra de Deus viveu em associação com o Céu, encontrar-se-á à vontade na companhia dos entes celestiais. Educação, pág. 127.
23 de dezembro
Pág. 363
A Escola Celestial
Todos os teus filhos serão ensinados do Senhor; e será grande a paz de teus filhos. Isa. 54:13.
O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito. Uma ramificação desta escola foi estabelecida no Éden; e, cumprindo o plano da redenção, reassumir-se-á a educação na escola edênica. …
Entre a escola estabelecida no Éden, no princípio, e aquela do além, jaz todo o lapso da história deste mundo – a história da transgressão e sofrimento humanos, do sacrifício divino e da vitória sobre a morte e o pecado. Nem todas as condições daquela primeira escola edênica se encontrarão na escola da vida futura. Nenhuma árvore da ciência do bem e do mal oferecerá oportunidade para a tentação. Não haverá ali tentador, nem possibilidade para o mal. Todos os caracteres resistiram à prova do mal, e nenhum será jamais susceptível ao seu poder. …
Ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer “na beleza do Senhor nosso Deus” – que campo se abrirá ao nosso estudo! Ali o estudante da ciência poderá ler os relatórios da criação, sem divisar coisa alguma que recorde a lei do mal. Poderá escutar a melodia das vozes da natureza, e não perceberá nenhuma nota de lamento ou tristezas. Poderá enxergar em todas as coisas criadas uma escrita; contemplará no vasto Universo, escrito em grandes letras, o nome de Deus; e nem na Terra, nem no mar ou no céu permanecerá um indício que seja do mal. Educação, págs. 301-303.
Os que tirarem o máximo proveito de seus privilégios para alcançar aqui as mais elevadas realizações, levarão estas valiosas aquisições consigo para a vida futura. Buscaram e obtiveram o que é imperecível. A capacidade para apreciar as glórias que “o olho não viu, e o ouvido não ouviu”, (I Cor. 2:9) será proporcional às realizações alcançadas mediante o cultivo das faculdades, nesta vida. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 49.
24 de dezembro
Pág. 364
Cristo Ainda Nosso Professor
O Meu povo saberá o Meu nome; … naquele dia, saberá que sou Eu quem fala: Eis-Me aqui. Isa. 52:6.
Restabelecidos à Sua presença, de novo os homens serão, como no princípio, ensinados por Deus. Educação, pág. 302.
Não temos a menor ideia do que então se nos revelará. Com Cristo andaremos ao lado das águas vivas. Ele nos patenteará a beleza e glória da natureza. Revelará o que Ele é para nós, e o que nós somos para Ele. Verdades que hoje não podemos conhecer, em virtude de nossas limitações finitas, ali conheceremos. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 162.
No mundo vindouro, Jesus guiará os remidos ao pé do rio da vida e lhes ensinará maravilhosas lições de verdade. … Verão que a mão de mestre mantém o mundo em sua posição. Contemplarão a habilidade com que o grande Artista dá colorido às flores do campo, e aprenderão algo dos propósitos do misericordioso Pai, que envia cada raio de luz; e com os santos anjos os remidos reconhecerão em cânticos de grato louvor o supremo amor de Deus a um mundo ingrato. Review and Herald, 3 de janeiro de 1907.
Ali se revelará ao estudante uma história de infinito objetivo e riqueza inexprimível. … A história do início do pecado; da fatal falsidade em sua ação sinuosa; da verdade que, não se desviando das suas próprias linhas retas, se defrontou com o erro e o venceu; sim, tudo isto será manifesto. O véu que se interpõe entre o mundo visível e o invisível, será removido e reveladas coisas maravilhosas.
Com indizível deleite unir-nos-emos na alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participaremos dos tesouros adquiridos através dos séculos empregados na contemplação da obra de Deus. E enquanto os anos da eternidade se escoam, continuarão a trazer-nos mais gloriosas revelações. “Muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos” (Efés. 3:20) será, para todo o sempre, a concessão dos dons de Deus. Educação, págs. 304 e 307.
Cada princípio reto, cada verdade aprendida em uma escola terrestre, far-nos-á mais adiantados, em medida correspondente, na escola celestial. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 209.
Devemos obter, aqui, uma educação que nos habilite para viver com Deus por todos os séculos da eternidade. A educação que aqui começarmos, será aperfeiçoada no Céu. Apenas teremos acabado de entrar num grau superior. Manuscrito 16, 1895.
25 de dezembro
Pág. 365
Nosso Curso de Estudos
Porque, em parte, conhecemos. … Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.  I Cor. 13:9 e 10.
Pela fé devemos contemplar o além e tomar posse do penhor de Deus quanto ao desenvolvimento de nosso intelecto, unindo com as divinas as faculdades humanas, e pondo em contato direto com a Fonte da luz todas as faculdades da alma. Podemos regozijar-nos por isso que tudo que, nas providências de Deus, se nos tornou objeto de perplexidade, será então esclarecido; coisas difíceis de compreender encontrarão explicação. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 311.
Ali, todos os que trabalharam com um espírito desinteressado contemplarão os frutos de seus esforços. Ver-se-á o resultado de todo princípio correto e nobre ação. Alguma coisa disto aqui vemos. Mas quão pouco dos resultados dos mais nobres trabalhos deste mundo é o que se manifesta nesta vida aos que os fazem! Quantos labutam abnegadamente, incansavelmente por aqueles que ficam além de seu alcance e conhecimento! Pais e professores tombam em seu último sono, parecendo o trabalho de sua vida ter sido feito em vão; não sabem que sua fidelidade descerrou fontes de bênçãos que jamais poderão deixar de fluir; apenas pela fé veem as crianças que educaram tornarem-se uma bênção e inspiração a seus semelhantes, e essa influência repetir-se mil vezes mais. Muito obreiro há que envia para o mundo mensagens de alento, esperança e ânimo, palavras que levam bênçãos aos corações em todos os países; mas, quanto aos resultados, nada sabe, afadigando-se ele em solidão e obscuridade. Assim se concedem dons, aliviam-se cargas, faz-se trabalho. Os homens lançam a semente, da qual, sobre as suas sepulturas, outros recolhem a abençoada colheita. Plantam árvores para que outros comam o fruto. Aqui estão contentes por saberem que puseram em atividade forças para promover o bem. No além serão vistas a ação e reação de todas estas forças.
De todo dom que Deus outorgou, encaminhando o homem para o esforço abnegado, conserva-se no Céu um relatório. Examinar estes dons em suas extensas linhas, olhar para aqueles que mediante nossos esforços se reergueram e enobreceram, contemplar em sua história o efeito dos verdadeiros princípios – eis um dos estudos e recompensas da escola celestial. Educação, págs. 305 e 306.
26 de dezembro
Pág. 366
Explorando o Universo
Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido. I Cor. 13:12.
“Agora, vemos como em espelho, obscuramente.” I Cor. 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.
Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem “toda a família nos Céus e na Terra” (Efés. 3:15) – tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos.
Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. …
Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. … Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.
E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor. O Grande Conflito, págs. 676-678.
27 de dezembro
Pág. 367
Regozijar com Jerusalém
E eu, João, vi a Santa Cidade, a Nova Jerusalém, que de Deus descia do Céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. Apoc. 21:2.
Ali está a Nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada, como “uma coroa de glória na mão do Senhor e um diadema real na mão de teu Deus”. Isa. 62:3. “Sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente.” “As nações andarão à sua luz; e os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra.” Apoc. 21:11 e 24. Diz o Senhor: “Folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo.” Isa. 65:19. “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.” Apoc. 21:3.
Na cidade de Deus “não haverá noite”. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos a frescura da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. “Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia.” Apoc. 22:5. A luz do Sol será sobrepujada por um brilho que não é ofuscante e, contudo, suplanta incomensuravelmente o fulgor de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol. O Grande Conflito, pág. 676.
Nas visões do profeta, os que triunfaram sobre o pecado e a sepultura são agora vistos felizes na presença do seu Criador, com Ele falando livremente, assim como o homem falava com Deus no início. “Mas vós folgareis”, o Senhor lhes declarou, “e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo gozo. E folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.” Isa. 65:18 e 19. …
Contemplando o profeta os redimidos como moradores da cidade de Deus, livres do pecado e de todos os sinais da maldição, exclama em exaltação: “Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria.” Isa. 66:10. Profetas e Reis, pág. 729.
28 de dezembro
Pág. 368
Segurança Eterna
O Senhor será Rei sobre toda a Terra; naquele dia, um só será o Senhor, e um só será o Seu nome. Zac. 14:9.
O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser, a eterna habitação dos obedientes. Durante seis mil anos, Satanás tem lutado para manter posse da Terra. Agora se cumpre o propósito original de Deus ao criá-la. “Os santos do Altissímo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade.” Dan. 7:18.
“Desde o nascimento do Sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor.” Sal. 113:3. … Dizem as Escrituras: “Para sempre, ó Senhor, a Tua Palavra permanece no Céu.” Sal. 119:89. São “fiéis todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre”. Sal. 111:7 e 8. Os santos estatutos que Satanás odiara e procurara destruir, serão honrados por todo um Universo. Patriarcas e Profetas, pág. 342.
Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas, e revelado seu caráter. A rebelião não se levantará segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu se acham ligados a seu Criador por laços de indissolúvel união.
A obra da redenção será completa. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus. A Terra, o próprio campo que Satanás reclama como seu, será não apenas redimida, mas exaltada. Nosso pequenino mundo, sob a maldição do pecado, a única mancha escura de Sua gloriosa criação, será honrado acima de todos os outros mundos do Universo de Deus. Aqui, onde o Filho de Deus habitou na humanidade; onde o Rei da Glória viveu e sofreu e morreu – aqui, quando Ele houver feito novas todas as coisas, será o tabernáculo de Deus com os homens, “com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” Apoc. 21:4. E através dos séculos infindos, enquanto os remidos andam na luz do Senhor, hão de louvá-Lo por Seu inefável Dom – EMANUEL, “DEUS CONOSCO”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 26.
29 de dezembro
Pág. 369
Total Compensação
Não abandoneis… a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará. Heb. 10:35-37.
A longanimidade de Deus é maravilhosa. Longamente espera a justiça enquanto a graça intercede com o pecador. Mas “justiça e juízo são a base do Seu trono”. Sal. 97:2. … O mundo tornou-se ousado na transgressão da lei de Deus. Por causa de Sua longa clemência os homens Lhe espezinharam a autoridade. … Há, porém, um limite além do qual não podem passar. Próximo está o tempo em que atingirão o limite prescrito. Mesmo agora quase excederam os termos da longanimidade de Deus, e a medida de Sua graça e misericórdia. O Senhor Se interporá para vindicar Sua própria honra, para livrar Seu povo e reprimir os excessos da injustiça. …
Neste tempo, em que prevalece a iniquidade, podemos saber que a grande e última crise está à porta. Quando o desafio da lei de Deus for quase universal, quando o Seu povo for oprimido e atormentado por seus semelhantes, o Senhor intervirá. …
“Haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, livrar-se-á o Teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” Dan. 12:1. De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das montanhas e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo recolherá Seus filhos. … Por tribunais humanos os filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas próximo está o dia em que “Deus mesmo é o juiz”. Sal. 50:6. Então as sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então “tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra”. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles. … Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as perdas sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda da vida temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados. “Verão o Seu rosto, e na sua testa estará o Seu nome.” Apoc. 22:4. Parábolas de Jesus, págs. 177-180.
30 de dezembro
Pág. 370
Olhar Para Cima
Consolai, consolai o Meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada. Isa. 40:1 e 2.
Nos dias mais negros de seu longo conflito com o mal, à igreja de Deus têm sido dadas revelações do eterno propósito de Jeová. A Seu povo tem sido permitido olhar para além das provas do presente aos triunfos do futuro quando, findo o conflito, os redimidos entrarão na posse da Terra Prometida. Essas visões de glória futura, cenas pintadas pela mão de Deus, deviam ser estimadas por Sua igreja hoje, quando a controvérsia dos séculos está chegando rapidamente ao fim, e as bênçãos prometidas devem ser logo experimentadas em toda a sua plenitude.
A nós que estamos no próprio limiar do seu cumprimento, que momentosos e de vivo interesse não são esses sinais das coisas por vir – eventos a cujo respeito, desde que nossos primeiros pais se encaminharam para fora do Éden, os filhos de Deus têm orado, e os quais têm ansiosamente aguardado!
Companheiro peregrino, nós estamos ainda em meio às sombras e tumultos das atividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo, está franqueando as portas do Paraíso a todo que nEle crê. Logo a batalha estará finda, e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fora. “Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.” Isa. 65:17. “Não rejeiteis pois a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará.” Heb. 10:35-37. “Israel é salvo … com uma eterna salvação; pelo que não sereis envergonhados nem confundidos em todas as eternidades.” Isa. 45:17.
Olhai para cima, olhai para cima, e permiti que vossa fé cresça continuamente. Permiti que esta fé vos guie pelo caminho estreito que leva através das portas da cidade para o grande além, o vasto e ilimitado futuro de glória que há para os redimidos. Profetas e Reis, págs. 722, 731 e 732.
31 de dezembro
Pág. 371
Reivindicada a Justiça de Deus
Por Minha vida, diz o Senhor, diante de Mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. Rom. 14:11.
Para que foi permitido continuar o grande conflito através dos séculos? Por que foi que se não eliminou a existência de Satanás no início de sua rebelião? – Foi para que o Universo se pudesse convencer da justiça de Deus ao tratar com o mal, e para que o pecado pudesse receber condenação eterna. No plano da salvação há sumidades e profundezas, que a própria eternidade jamais poderá compreender completamente, maravilhas para as quais os anjos desejam atentar. Apenas os remidos, dentre todos os seres criados, conheceram em sua própria experiência o conflito com o pecado; trabalharam com Cristo e, conforme os mesmos anjos não o poderiam fazer, associaram-se em Seus sofrimentos; não terão eles qualquer testemunho quanto à ciência da redenção, algo que seja de valor para seres não caídos? …
“No Seu templo cada um diz: Glória!” (Sal. 29:9) e o cântico que os resgatados entoarão, cântico este de sua experiência, declarará a glória de Deus: “Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor, Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos! Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome? Porque só Tu és santo.” Apoc. 15:3 e 4. Educação, págs. 308 e 309.
Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. Veem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que desprezaram e transgrediram. … Todas as questões sobre a verdade e o erro no prolongado conflito foram agora esclarecidas. Os resultados da rebelião, os frutos de se porem de parte os estatutos divinos, foram patenteados à vista de todos os seres criados. Os resultados do governo de Satanás em contraste com o de Deus, foram apresentados a todo o Universo. As próprias obras de Satanás o condenaram. A sabedoria de Deus, Sua justiça e bondade, acham-se plenamente reivindicadas. Vê-se que toda a Sua ação no grande conflito foi orientada com respeito ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que criou. … À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.” Apoc. 15:3. O Grande Conflito, págs. 668-671.

Publicado em 12 - Dezembro, Comentário da Lição, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal

NOVEMBRO – clique no dia/página desejado:
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Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.

1° de novembro
Pág. 311
Recompensa ou Dom?
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. Rom. 6:23.
O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos. Mas pela desobediência, suas faculdades foram pervertidas, e o egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se cativo de Satanás, e assim teria permanecido para sempre se Deus não tivesse intervindo de modo especial. Era desígnio do tentador frustrar o plano divino quanto à criação do homem, e encher a Terra de miséria e desolação.
Por natureza estamos alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição em palavras como estas: “Mortos em ofensas e pecados” (Efés. 2:1); “toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco”, “não há nele coisa sã.” Isa. 1:5 e 6. Somos retidos nos laços de Satanás, “em cuja vontade” (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele.
A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade. …
Deus não força a vontade de Suas criaturas. Não pode aceitar homenagem que não seja prestada voluntária e inteligentemente. Uma submissão meramente forçada impediria todo verdadeiro desenvolvimento do espírito ou do caráter; tornaria o homem simples máquina. Não é este o propósito do Criador. Ele deseja que o homem, a obra prima de Seu poder criador, atinja o desenvolvimento mais elevado possível. Propõe-nos a altura da bênção à qual nos deseja levar, por meio de Sua graça. Convida-nos a entregar-nos a Ele, a fim de que possa efetuar em nós a Sua vontade. A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Caminho a Cristo, págs. 17, 43 e 44.
2 de novembro
Pág. 312
Considerando o Preço
Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Filip. 3:7.
Moisés renunciou a um reino em perspectiva; Paulo, às vantagens da riqueza e honra entre seu povo, para levarem uma vida de pesados encargos no serviço de Deus. A muitas pessoas a vida destes homens parece ser de renúncia e sacrifício. Foi realmente assim? …
A Moisés era oferecido o palácio dos Faraós e o trono do rei; mas os prazeres pecaminosos que fazem com que os homens se esqueçam de Deus, prevaleciam naquelas cortes senhoris, e em lugar deles escolheu “riquezas duráveis e justiça”. Prov. 8:18. Em vez de se ligar às grandezas do Egito, preferiu unir a vida ao propósito divino. Em vez de dar leis ao Egito, por direção divina deu-as ao mundo. Tornou-se o instrumento de Deus em transmitir ao homem aqueles princípios que são a salvaguarda tanto do lar como da sociedade, e que são a pedra fundamental da prosperidade das nações – princípios hoje reconhecidos pelos maiores homens do mundo como o fundamento de tudo que é melhor nos governos humanos.
A grandeza do Egito jaz no pó. Passaram-se seu poderio e civilização. Mas a obra de Moisés jamais poderá perecer. Os grandes princípios de justiça para estabelecer os quais ele viveu, são eternos. …
Com Cristo na peregrinação do deserto, com Cristo no monte da transfiguração, com Cristo nas cortes celestiais, foi a sua vida abençoada na Terra e honrada no Céu.
Paulo também era em seus múltiplos trabalhos protegido pelo poder mantenedor de Sua presença. “Posso todas as coisas”, disse ele, “nAquele que me fortalece.” Filip. 4:13. … Quem poderá calcular os resultados dos trabalhos de Paulo, para o mundo? De todas estas benéficas influências que aliviam o sofrimento, que confortam a tristeza, que restringem o mal, que erguem a vida de sua condição egoísta e sensual, e a glorificam com a esperança da imortalidade, quanto se deve aos trabalhos de Paulo e de seus cooperadores, quando, com o evangelho do Filho de Deus, fizeram sua silenciosa viagem da Ásia às praias da Europa?
Qual o valor de uma vida que serviu de instrumento de Deus para colocar em ação tais influências abençoadoras? O que não valerá na eternidade testemunhar os resultados de um tal trabalho? Educação, págs. 68-70.
3 de novembro
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Olhar e Viver
E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna. João 3:14 e 15.
O levantamento da serpente de bronze [Núm. 21:4-9] deveria ensinar a Israel uma importante lição. Não poderiam salvar a si mesmos dos efeitos fatais do veneno em seus ferimentos. Apenas Deus os poderia curar. Contudo exigia-se-lhes mostrar fé no meio que Ele provera. Deviam olhar, a fim de viverem. A sua fé é que era aceitável diante de Deus; e, olhando a serpente, mostravam a sua fé. Sabiam que não havia virtude na serpente mesma, mas era ela um símbolo de Cristo; e a necessidade de fé em Seus méritos era-lhes assim apresentada ao espírito. Até ali muitos haviam trazido suas ofertas a Deus, e entendiam que assim fazendo efetuavam uma ampla expiação por seus pecados. Não depositavam sua confiança no Redentor vindouro, de quem essas ofertas eram apenas um tipo. O Senhor queria agora ensinar-lhes que seus sacrifícios em si mesmos, não tinham mais poder nem virtude do que a serpente de bronze, mas deviam, como aquela, dirigir a mente a Cristo, a grande oferta pelo pecado. …
Os israelitas salvaram a própria vida olhando para a serpente levantada. Aquele olhar envolvia fé. Viviam porque acreditavam na palavra de Deus, e confiavam no meio provido para o seu restabelecimento. Assim o pecador pode olhar a Cristo, e viver. Recebe perdão pela fé no sacrifício expiatório. Diferente do símbolo inerte e inanimado, Cristo tem poder e virtude em Si mesmo para curar o pecador arrependido.
Conquanto o pecador não possa salvar-se a si próprio, tem algo que fazer para conseguir a salvação. “O que vem a Mim”, disse Cristo, “de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37. Mas devemos ir a Ele; e, quando nos arrependemos de nossos pecados, devemos crer que Ele nos aceita e perdoa. A fé é dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa. A fé é a mão pela qual a alma se apodera das ofertas divinas de graça e misericórdia. …
Jesus empenhou Sua palavra; Ele salvará todos os que a Ele se chegarem. Embora milhões que necessitam ser curados rejeitem Sua misericórdia que é oferecida, nenhum dos que confiam em Seus méritos será deixado a perecer. Patriarcas e Profetas, págs. 430-432.
4 de novembro
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Quando Satanás é Impotente
Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Sal. 34:18.
Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que estão procurando obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.
O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de sua alma a Ele. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota o seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado. Ao acusador do Seu povo Ele declara: “O Senhor te repreenda, ó Satanás. Estes são os que foram comprados com o Meu sangue, tição tirado do fogo.” E aos que nEle descansam em fé, Ele dá a certeza: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestidos novos.” Zac. 3:4.
Todos os que se vestiram da justiça de Cristo estarão perante Ele como escolhidos, e fiéis e leais. Satanás não tem poder para arrancá-los da mão do Salvador. Nenhuma alma que em penitência e fé reclame a Sua proteção, permitirá Cristo que passe para o poder do inimigo. Sua palavra está empenhada: “Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.” Isa. 27:5. A promessa dada a Josué é dada a todos: “Se observares as Minhas ordenanças … te darei lugar entre os que estão aqui.” Zac. 3:7. Anjos de Deus caminharão ao lado deles, mesmo neste mundo, e eles estarão afinal entre os anjos que circundam o trono de Deus. Profetas e Reis, págs. 586 e 587.
5 de novembro
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Para o Faminto e Sedento
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Mat. 5:6.
Oxalá pudésseis conceber os ricos suprimentos de graça e poder que aguardam vossa procura! Os que têm fome e sede de justiça serão satisfeitos. Precisamos maior fé reivindicando de Deus todas as bênçãos necessárias. Testimonies, vol. 5, pág. 17.
A força adquirida na oração a Deus, unida com o esforço individual em educar a mente para responsabilidade e vigilante cuidado, prepara a pessoa para os deveres diários e conserva em paz o espírito em todas as circunstâncias, por difíceis que sejam. As tentações que estamos diariamente expostos tornam a oração uma necessidade. Para que possamos ser guardados pelo poder de Deus mediante a fé, os desejos da mente devem estar de contínuo subindo em silenciosa oração suplicando auxílio, luz, força e conhecimento. Mas reflexão e oração não podem tomar o lugar do intenso e fiel aproveitamento do tempo. Oração e trabalho são ambos requeridos no aperfeiçoamento do caráter cristão. Testimonies, vol. 4, pág. 459.
Precisamos viver uma vida dupla – vida de pensamento e de ação, de oração silenciosa e diligente trabalho. … Deus requer que sejamos cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. A alma que, mediante diária e fervorosa oração, se volve a Deus em busca de forças, apoio, poder, terá aspirações nobres, claras percepções da verdade e do dever, elevados desígnios de ação, e constante fome e sede de justiça. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 376.
Compreendamos a fraqueza da humanidade, e vejamos onde o homem falha em sua suficiência própria. Seremos então cheios do desejo de ser justamente o que Deus espera que sejamos: puros, nobres, santificados. Teremos fome e sede da justiça de Cristo. Ser semelhante a Deus será o desejo da alma. Este é o desejo que encheu o coração de Enoque. E dele lemos que andou com Deus. Ele perscrutou o caráter de Deus com um propósito. Não traçou o seu próprio caminho nem determinou sua própria vontade. … Procurou conformar-se com a imagem divina. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.087.
Não há desculpa para a apostasia ou desânimo, porquanto todas as promessas de graça celestial se dirigem aos que têm fome e sede de justiça. A intensidade de desejo representada pela fome e sede é um penhor de que será concedido o suprimento almejado. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 193.
6 de novembro
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De Todo o Vosso Coração
Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. Jer. 29:13.
Muitos confiam numa suposta esperança, sem base real. A fonte não está purificada, portanto as correntes que dela procedem não são puras. Limpai a fonte, e puras serão as águas. Se reto for o coração, corretas hão de ser vossas palavras, vosso vestuário, vossas ações. Falta a verdadeira piedade. Eu não desonraria meu Mestre a ponto de admitir que seja cristã a pessoa descuidosa, frívola, que não ora. Não; o cristão alcança a vitória sobre os pecados que o espreitam, sobre suas paixões. Há remédio para a alma enferma de pecado. Esse remédio está em Jesus. Precioso Salvador! Sua graça é suficiente para o mais fraco dos seres; e o mais forte precisa também possuir Sua graça, do contrário perecerá.
Vi como essa graça poderia ser obtida. Ide ao vosso quarto e, ali a sós, rogai a Deus: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. Sede fervorosos, sede sinceros. A oração fervente pode muito. À semelhança de Jacó, lutai em oração. Angustiai-vos. Jesus, no jardim, suou grandes gotas de sangue; deveis fazer um esforço. Não deixeis vosso aposento enquanto vos não sentirdes fortes em Deus; então, vigiai, e enquanto vigiardes e orardes vos será possível manter em sujeição esses maus assaltos, e a graça de Deus pode e há de aparecer em vós.
Longe de mim que eu cesse de vos admoestar. Jovens amigos, buscai ao Senhor de todo o vosso coração. Ide com zelo, e quando sentirdes sinceramente que sem o auxílio de Deus perecereis, quando anelardes por Ele como o cervo brama pelas correntes das águas, então o Senhor presto vos fortalecerá. Então a vossa paz sobrepujará todo o entendimento. Se esperais salvação, precisais orar. … Rogai a Deus que em vós opere completa reforma, que os frutos do Seu Espírito habitem em vós. … É privilégio de todo cristão fruir as profundas atuações do Espírito de Deus. Uma doce paz celestial penetrará a mente, e dar-vos-á prazer meditar em Deus e no Céu. Deleitar-vos-eis nas gloriosas promessas de Sua Palavra. Mas sabei primeiro que destes os primeiros passos no caminho da vida eterna. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 51 e 52.
7 de novembro
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“Não Vem de Vós”
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efés. 2:8.
O apóstolo desejava que aqueles a quem estava escrevendo lembrassem que deviam revelar em sua vida a gloriosa mudança neles efetuada pela transformadora graça de Cristo. Deviam ser luzes no mundo, exercendo influência contrária à influência dos agentes satânicos, mediante o seu caráter purificado e santificado. Deviam ter sempre em mente as palavras: “Não sois de vós mesmos.” I Cor. 6:19. Não podiam mudar o coração. E quando por seus esforços pessoas fossem tiradas das fileiras de Satanás para tomar posição ao lado de Cristo, não deviam atribuir-se a si mesmos qualquer crédito pela transformação realizada. Review and Herald, 10 de maio de 1906.
Deus convida a todos que quiserem, para que venham e bebam da água da vida graciosamente. O poder de Deus é o elemento eficaz na magna obra de alcançar a vitória sobre o mundo, a carne e o diabo. Está em harmonia com o plano divino que sigamos cada raio de luz dado por Deus. O homem não pode realizar nada sem Deus, e Deus ordenou o Seu plano de tal modo que nada se realize na restauração da humanidade sem a cooperação do humano com o divino. A parte que se requer que o homem sustente é imensuravelmente pequena, embora no plano de Deus seja justamente a parte necessária para que a obra seja um sucesso. Manuscrito 113, 1898.
A grande mudança que se vê na vida de um pecador que se converte não é efetuada por qualquer bondade humana. …
Aquele que é rico em misericórdia concedeu a nós Sua graça. Ascendam, pois, a Ele, louvor e agradecimentos, porque Ele Se tornou nosso Salvador. Que o Seu amor, de que nosso coração e mente estão cheios, fluam de nossa vida em ricas correntes de graça. Quando estávamos mortos em ofensas e pecados, Ele nos fez reviver para vida espiritual. Trouxe graça e perdão, enchendo nossa alma com nova vida. Assim passa o pecador da morte para a vida. Agora ele assume seus novos deveres no serviço de Cristo. Sua vida torna-se fiel e forte, cheia de boas obras. “Eu vivo”, disse Cristo, “e vós vivereis.” João 14:19. …
Não haverá segunda oportunidade. Agora, enquanto se chama hoje, se ouvirmos a voz do Senhor e nos voltarmos inteiramente para Ele, Ele terá misericórdia de nós e nos perdoará abundantemente. Review and Herald, 10 de maio de 1906.
8 de novembro
Pág. 319
Paz Restaurada
Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Col. 1:2.
Cristo é o “Príncipe da Paz” (Isa. 9:6), e é Sua missão restituir à Terra e ao Céu a paz que o pecado arrebatou. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 5:1. Todo aquele que consente em renunciar ao pecado, e abre o coração ao amor de Cristo, torna-se participante dessa paz celestial.
Não há outra base de paz senão essa. A graça de Cristo, recebida no coração, subjuga a inimizade; afasta a contenda, e enche o coração de amor. Aquele que se acha em paz com Deus e seus semelhantes, não se pode tornar infeliz. Em seu coração não se achará a inveja; ruins suspeitas aí não encontrarão guarida; o ódio não pode existir. O coração que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu, e difundirá ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará qual orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos conflitos mundanos.
Os seguidores de Cristo são enviados ao mundo com a mensagem de paz. Quem quer que seja que, pela serena, inconsciente influência de uma vida santa, revelar o amor de Cristo; quem quer que, por palavras ou ações, levar outro a abandonar o pecado e entregar o coração a Deus, é um pacificador. …
O espírito de paz é um testemunho de sua ligação com o Céu. Envolve-os a suave fragrância de Cristo. O aroma da vida, a beleza do caráter, revelam ao mundo que eles são filhos de Deus. Vendo-os, os homens reconhecem que eles têm estado com Jesus. O Maior Discurso de Cristo, págs. 27 e 28.
A graça de Cristo deve estar ligada a cada aspecto do caráter. … O crescimento diário na vida de Cristo cria na alma um céu de paz; em semelhante vida há contínua produção de fruto. … Na vida daqueles que são resgatados pelo sangue de Cristo, a abnegação se revelará constantemente. Ver-se-ão a bondade e a justiça. A paz, a experiência interior tornarão a vida cheia de piedade, fé, mansidão, paciência. Esta deve ser nossa experiência diária. Devemos formar um caráter isento de pecados – caráter torna do justo na graça de Cristo. Conselhos Sobre Saúde, págs. 633 e 634.
9 de novembro
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União com Cristo
Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências. Rom. 13:14.
Para efetuar a salvação dos homens, Deus emprega diferentes instrumentos. Fala-lhes por Sua Palavra e por Seus ministros, e por meio do Espírito Santo envia-lhes mensagens de advertência, reprovação e instrução. Esses meios são designados a iluminar a compreensão do povo, a revelar-lhes seus deveres e seus pecados, e as bênçãos que podem receber; a despertar neles o senso de carência espiritual, a fim de que vão a Cristo e nEle encontrem a graça de que necessitam. …
Cada indivíduo, por seu próprio ato, ou afasta Cristo de si por recusar apreciar o Seu Espírito e seguir o Seu exemplo, ou entra em pessoal união com Cristo pela renúncia, fé e obediência. Cada um de nós precisa escolher a Cristo por si mesmo, porque Ele nos escolheu primeiro. Esta união com Cristo deve ser formada por aqueles que estão naturalmente em inimizade com Ele. É uma relação de completa dependência, na qual deve entrar o orgulhoso coração. Essa é uma aprimorada obra, e muitos que professam ser seguidores de Cristo, nada sabem a seu respeito. Nominalmente aceitam o Salvador, mas não como o dominador de seu coração. …
Renunciar à própria vontade, talvez a escolhidos objetos de afeição ou estima, requer esforço, ante o qual muitos hesitam e vacilam e voltam atrás. Contudo esta batalha tem de ser travada por todo coração que esteja verdadeiramente convertido. Precisamos guerrear contra as tentações de dentro e de fora. Precisamos obter a vitória sobre o eu, crucificar as afeições e concupiscências; e então começar a união da alma com Cristo. … Depois que esta união é formada, ela só pode ser preservada mediante contínuo, fervente e penoso esforço. Cristo exerce o Seu poder para preservar e guardar esta sagrada união, e o dependente, desajudado pecador, deve fazer a sua parte com incansável energia, ou Satanás, mediante seu cruel e astuto poder, o separará com Cristo. …
Vosso nascimento, vossa reputação, vossa riqueza, vossos talentos, virtudes, piedade, vossa caridade… não formarão um laço de união entre vossa alma e Cristo. Vossa conexão com a igreja… não será de qualquer valor, a menos que creiais em Cristo. Não basta crer a respeito dEle. Precisais descansar inteiramente em Sua salvadora graça. Testimonies, vol. 5, págs. 46-49.
10 de novembro
Pág. 320
Que é a Glória de Deus?
Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.  II Cor. 4:6.
A glória de Deus é Seu caráter. Enquanto estava no monte, fervorosamente intercedendo com Deus, Moisés orou: “Mostra-me, peço-Te, a Tua glória.” Em resposta Deus declarou: “Farei passar toda a Minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia e Me compadecerei de quem Eu Me compadecer.” Êxo. 33:18 e 19.
A glória de Deus – o Seu caráter – fora então revelada. “E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado.” Êxo. 34:7.
Esse caráter revelou-se na vida de Cristo. Para que Ele, por Seu exemplo, condenasse o pecado na carne, tomou sobre Si a semelhança da carne pecaminosa. Constantemente contemplava Ele o caráter de Deus; revelava continuamente esse caráter ao mundo.
Cristo deseja que os Seus seguidores revelem em sua vida este mesmo caráter. Em Sua oração intercessória pelos discípulos, Ele declarou: “Eu lhes tenho transmitido a glória (caráter) que Me tens dado, para que sejam um, como Nós o somos; Eu neles, e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste e os amaste como também amaste a Mim.” João 17:22 e 23.
Hoje é ainda Seu propósito santificar e purificar Sua igreja, “para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”. Efés. 5:27. Nenhum dom maior do que o caráter que Ele revelou pode Cristo pedir a Seu Pai que conceda àqueles que nEle crêem. Que amplitude há em Seu pedido! Que plenitude de graça tem o privilégio de receber cada seguidor de Cristo! …
Quem dera que apreciássemos mais plenamente a honra a nós conferida por Cristo! Tomando Seu jugo e aprendendo dEle, tornamo-nos como Ele em aspiração, mansidão e humildade, na fragrância do caráter. Signs of the Times, 3 de setembro de 1902.
11 de novembro
Pág. 321
Percepção Santificada
Naquele dia, olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel. Isa. 17:7.
Os tesouros da eternidade foram confiados à guarda de Jesus Cristo, para dar a quem Ele queria; mas quão triste é que tantos perdem rapidamente de vista a preciosa graça que lhes é oferecida pela fé nEle! Ele concederá os tesouros celestes aos que crerem nEle, olharem a Ele, e nEle permanecerem. Ele não teve por usurpação ser igual a Deus, e não conhece restrição nem controle no outorgar os tesouros celestes a quem quiser. Não exalta nem honra aos grandes do mundo, lisonjeados e aplaudidos; mas convida Seu povo escolhido, peculiar, que O ama e serve, a que vão a Ele e peçam, e Ele lhes dará o pão da vida, e doar-lhes-á a água da vida, a qual será neles uma fonte que salta para a vida eterna.
Jesus trouxe a nosso mundo os acumulados tesouros de Deus, e todos os que nEle crerem são adotados como herdeiros Seus. Ele declara que grande será a recompensa dos que sofrerem por amor de Seu nome. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 138.
Este mundo é apenas pequenino átomo no vasto domínio sobre o qual Deus preside, e no entanto esse pequeno mundo caído é mais precioso às Suas vistas que os noventa e nove que não se desviaram do aprisco. Se nEle pusermos a nossa confiança, não deixará Ele que nos tornemos vítima das tentações de Satanás. Deus quer que cada alma por quem Cristo morreu se torne uma parte da vinha, ligada com o tronco original, e dela extraia a nutrição. Nossa dependência de Deus é absoluta, e nos deve conservar bem humildes; e, por causa de nossa dependência dEle, nosso conhecimento dEle será grandemente aumentado. Deus quer que removamos toda espécie de egoísmo, e a Ele nos acheguemos, não como donos de nós mesmos, mas como uma possessão adquirida do Senhor. Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 324 e 325.
Deus honrará e susterá toda alma leal, sincera, que estiver procurando andar diante dEle na perfeição da graça de Cristo. … Podemos nós com viva, santificada percepção apreciar a força das promessas de Deus, e aplicá-las a nós mesmos, individualmente, não porque sejamos dignos, mas porque Cristo é digno; não porque sejamos justos, mas porque, por fé viva, imploramos a justiça de Cristo em nosso favor? Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 108.
12 de novembro
Pág. 322
A Essência e a Substância
Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. I Ped. 5:10.
Quando a verdade é recebida, promove radical mudança na vida e no caráter, pois religião significa a presença de Cristo no coração; e onde Ele está, a alma prossegue em atividade espiritual, sempre crescendo em graça, sempre prosseguindo para a perfeição. …
Não é nenhuma prova real de serdes cristãos o se agitarem vossas emoções e vosso espírito pela verdade; a questão é: Estais vós crescendo em Cristo, vossa cabeça viva? É a graça de Cristo manifestada em vossa vida? Deus dá sua graça aos homens, para que eles desejem mais dessa graça. A graça de Deus atua sempre no coração humano, e quando é recebida, aparece a prova na vida e no caráter do que a recebe; pois será vista a vida espiritual em desenvolvimento vindo do interior. A graça de Cristo no coração promoverá sempre vida espiritual, e será feito progresso espiritual. … Não vemos as plantas crescerem no campo, e todavia estamos certos de que elas crescem; e não podemos conhecer nossa própria força espiritual e nosso crescimento? …
A essência e a substância de toda a questão da graça cristã e experiência estão contidas no crer em Cristo, no conhecer a Deus e a Seu Filho a quem Ele enviou. Mas é aqui onde muitos falham, pois falta-lhes fé em Deus. Em vez de desejarem ser postos em associação com Cristo em Sua abnegação e humilhação, estão sempre procurando a supremacia do eu. …
Oh, se O amásseis como Ele vos amou, não fugiríeis a uma experiência nos capítulos escuros dos sofrimentos do Filho de Deus! … Quando contemplamos a humilhação de Cristo, considerando Sua abnegação e sacrifício, enchemo-nos de assombro ante a manifestação do divino amor pelo homem culpado. Quando por amor de Cristo somos chamados a passar por provas de natureza humilhante, se temos a mente de Cristo, sofreremos com mansidão, não nos ressentindo com a injúria nem resistindo ao mal. Manifestaremos o espírito que havia em Cristo. …
Devemos tomar o jugo de Cristo, trabalhar como Ele trabalhou pela salvação da humanidade perdida; e os que são participantes de Seus sofrimentos serão também participantes de Sua glória. Review and Herald, 24 de maio de 1892.
13 de novembro
Pág. 323
Louvai a Deus!
As benignidades do Senhor mencionarei e os muitos louvores do Senhor, consoante tudo o que o Senhor nos concedeu, e a grande bondade para com a casa de Israel. Isa. 63:7.
Quando o senso da benignidade do Senhor está de contínuo refrigerando o espírito, será revelado na fisionomia por uma expressão de paz e alegria. Será manifestado nas palavras e em obras. E o generoso Espírito Santo de Cristo, atuando no coração, dará lugar na vida a uma convertedora influência sobre outros. …
Não temos razão de falar da bondade de Deus e proclamar o Seu poder? Quando os amigos são bondosos para conosco nós apreciamos o prazer de lhes sermos gratos por sua bondade. Quanto mais devemos contar como alegria e agradecer ao Amigo que nos tem dado todo o bem e todo dom perfeito! Cultivemos, então, em cada igreja, o espírito de gratidão a Deus. Eduquemos os lábios para louvarem a Deus no círculo da família. … Declarem nossas dádivas e ofertas a nossa gratidão pelos favores recebidos cada dia. Em tudo devemos mostrar a alegria do Senhor e tornar conhecida a mensagem da divina graça salvadora. …
Davi declara: “Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos.” Sal. 116:1 e 2. … A bondade de Deus em ouvir e responder orações põe-nos sob a pesada obrigação de expressar nossos agradecimentos pelos favores a nós concedidos. Devemos louvar a Deus mais do que fazemos. As bênçãos recebidas em resposta à oração devem ser prontamente reconhecidas. …
Magoamos o Espírito de Cristo por nossas queixas e murmurações. Não devemos desonrar a Deus pela lamentosa relação de provas que parecem pesadas. Todas as provas que são recebidas como educadoras produzirão alegria. A inteira vida religiosa será levantada, elevada, enobrecida, perfumada com boas palavras e obras. Review and Herald, 7 de maio de 1908.
Que a paz de Deus reine em vossa alma. Então haverá força para dividir com todos os sofredores, e vos regozijareis em ter a graça para resistir. Louvai ao Senhor; falai de Sua bondade; dizei de Seu poder. Adoçai a atmosfera que vos circunda a alma. … Louvai, de coração, alma e voz, Aquele que é a saúde para a vossa enfermidade, vosso Salvador, e vosso Deus. The Youth’s Instructor,  27 de dezembro de 1900.
14 de novembro
Pág. 324
Nada Retém
Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente. Sal. 84:11.
“Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes, O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” Rom. 8:32. Apreciemos o sacrifício que Deus fez em nosso favor. Jamais haverá um tempo em que nos serão mais bem-vindos os dons de Sua graça do que agora. Cristo deu Sua vida pelos homens, para que pudessem saber como os amou. Ele não quer que alguém pereça, mas deseja que todos venham a arrepender-se. Todos os que se rendem a Sua vontade podem ter a vida que se mede pela vida do Filho de Deus. … A espada da justiça caiu sobre Ele, para que eles ficassem livres. Morreu, para que vivessem. …
Devemos ficar firmes ao lado dos princípios da Palavra de Deus, lembrando-nos de que Deus está conosco para nos dar força que nos permita enfrentar cada experiência. Mantenhamos sempre os princípios da justiça em nossa vida, para que no nome do Senhor prossigamos de força em força. … Devemos estimar como muito preciosa a obra que o Senhor está promovendo por meio do Seu povo que guarda os mandamentos, e que, mediante o poder de Sua graça, tornar-se-á mais forte e mais eficiente com o passar do tempo. O inimigo está procurando obscurecer o discernimento do povo de Deus e enfraquecer sua eficiência. Mas se trabalharem como o Espírito de Deus os dirigir, abrir-se-ão portas de oportunidade diante deles para a edificação dos lugares antigamente assolados. Sua experiência será de constante crescimento em segurança e poder até que o Senhor desça do Céu com poder e grande glória para colocar o Seu selo do triunfo final em Seus fiéis.
O Senhor deseja ver a obra da mensagem do terceiro anjo levada avante com crescente eficiência. Assim como Ele tem trabalhado em todos os séculos para dar coragem e poder a Seu povo, também neste século Ele anseia por levar a triunfante cumprimento os Seus propósitos por Sua igreja. Ele ordena que os santos avancem unidos, indo da força para força maior, da fé para aumentada fé na justiça e verdade de Sua causa. Review and Herald, 11 de janeiro de 1912.
15 de novembro
Pág. 325
Controle do Pensamento?
Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. I Ped. 1:13.
Poucos compreendem ser um dever exercer domínio sobre os pensamentos e imaginações. É difícil manter a mente indisciplinada fixa em assuntos proveitosos. Se, porém, os pensamentos não forem devidamente empregados, a religião não pode florescer na alma. O espírito deve preocupar-se com as coisas sagradas e eternas, ou, do contrário, há de nutrir pensamentos frívolos e superficiais. Tanto as faculdades intelectuais como as morais devem ser disciplinadas, e pelo exercício hão de se revigorar e aumentar.
A fim de entender direito esta questão, cumpre-nos lembrar que nosso coração é naturalmente depravado, e somos incapazes, por nós mesmos, de seguir uma reta direção. É unicamente pela graça de Deus, aliada ao mais fervoroso esforço de nossa parte, que nos é possível obter a vitória. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 544.
Toda tendência errada pode, pela graça de Cristo, ser reprimida, não de maneira débil, irresoluta, mas com firmeza de propósito, com grandes resoluções de tornar Cristo o modelo. Dai vossas afeições àquilo que Jesus amou, e afastai-vos das coisas que não fortalecem os retos impulsos. Com decidida energia procurai aprender, e melhorar o caráter dia a dia. Precisais de firmeza de propósito para vos segurar e ser aquilo de que Deus Se agrada que sejais. Youth’s Instructor, 21 de abril de 1888.
O intelecto, do mesmo modo que o coração, deve ser consagrado ao serviço de Deus. Ele tem direito a tudo quanto há em nós. Por inocente e louvável que lhe pareça, o seguidor de Cristo não deve condescender com qualquer satisfação, nem meter-se em qualquer empreendimento, que uma esclarecida consciência mostre que lhe viria enfraquecer o ardor e diminuir a espiritualidade. Todo cristão deve trabalhar para repelir a onda de mal, e salvar nossa juventude das influências que a arrastariam à ruína. Deus nos ajude a forçar nosso caminho contra a corrente. Mensagens aos Jovens, pág. 397.
16 de novembro
Pág. 326
Em Dívida
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Mat. 6:12.
Uma grande bênção é aqui solicitada sob condição. Nós mesmos afirmamos essas condições. Pedimos que a misericórdia de Deus para conosco seja medida pela misericórdia que mostramos a outros. Cristo declara que esta é a regra pela qual o Senhor tratará conosco: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mat. 6:14 e 15. Maravilhosos termos! Mas quão pouco são compreendidos ou acatados. Um dos pecados mais comuns, e que é seguido dos resultados mais perniciosos, é a tolerância de um espírito não disposto a perdoar. Quantos não abrigam animosidade ou espírito de vingança, e então curvam a cabeça diante de Deus e pedem para serem perdoados assim como perdoam. Certamente não podem possuir o verdadeiro senso do que esta oração importa, ou não a tomariam nos lábios. Dependemos da misericórdia de Deus cada dia e cada hora; como podemos então agasalhar amargura e malícia para com o nosso próximo pecador!
O fato de que estamos em grande obrigação para com Cristo coloca-nos sob o mais sagrado dever para com aqueles por cuja redenção Ele morreu. Devemos manifestar para com eles a mesma simpatia, a mesma terna compaixão e amor altruísta que Cristo mostrou para conosco. Testimonies, vol. 5, pág. 170.
Aquele que não perdoa, obstrui o próprio conduto pelo qual, unicamente, pode receber misericórdia de Deus. Não deve pensar que, a menos que os que nos prejudicaram, confessem o mal, estamos justificados ao privá-los de nosso perdão. É dever deles, sem dúvida, humilhar o coração pelo arrependimento e confissão; cumpre-nos, porém, ter espírito de compaixão para com os que pecaram contra nós, quer confessem quer não suas faltas. Não importa quão cruelmente nos tenham ferido, não devemos acariciar nossos ressentimentos, simpatizando com nós mesmos pelos males que nos são causados; mas, como esperamos nos sejam perdoadas nossas ofensas contra Deus, cumpre-nos perdoar a todos os que nos têm feito mal. …
Ao aproximar-nos de Deus, eis a condição que temos de satisfazer ao pisar o limiar – que, recebendo misericórdia de Sua parte, nos entreguemos a nós mesmos para revelar a outros Sua graça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 113-115.
17 de novembro
Pág. 327
Na Escola de Cristo
Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os Meus olhos. Sal. 32:8.
Aquele que procura com diligência adquirir a sabedoria das escolas humanas deve lembrar-se de que outra escola também o reclama como estudante. Cristo foi o maior ensinador que o mundo já viu. Trouxe ao homem conhecimentos diretos do Céu. …
Na escola de Cristo, os estudantes nunca se formam. Entre os discípulos há tanto adultos como jovens. Os que dão atenção às instruções do divino Mestre adiantam-se constantemente em sabedoria, correção e nobreza de alma, e assim preparam-se para entrarem naquela escola superior onde o adiantamento continuará por toda a eternidade.
A Sabedoria Infinita põe perante nós as grandes lições da vida – lições do dever e da felicidade. Estas são muitas vezes difíceis de aprender, mas sem elas não podemos fazer progressos reais. … É neste mundo, por entre provações e tentações, que devemos adquirir habilitação para a sociedade dos puros e santos. Os que se tornam tão absortos em estudos menos importantes, que deixam de aprender na escola de Cristo, estão incorrendo numa perda infinita. …
Na religião de Cristo, há uma influência regeneradora, que transforma o ser todo, levantando o homem acima de todo vício degradante e vil, elevando os pensamentos e desejos para Deus e o Céu. … Toda faculdade e todo atributo de que o Criador dotou os filhos dos homens devem ser empregados para Sua glória, e nessa atividade encontra-se o mais puro, santo e agradável exercício. Ao mesmo tempo que ao princípio religioso é dado o supremo lugar, todo passo progressivo dado na aquisição do saber ou na cultura do intelecto é um passo no sentido da assimilação do divino pelo humano, do infinito pelo finito. …
O que segue a guia divina encontrou a única fonte verdadeira de graça salvadora e real felicidade, e alcançou o poder de comunicar a felicidade a todos em redor de si. … O amor a Deus purifica e enobrece todo gosto e desejo, intensifica toda afeição e abrilhanta todo prazer digno. Habilita o homem a apreciar e desfrutar tudo que é verdadeiro, bom e belo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 50-53.
18 de novembro
Pág. 328
Dia de Exame
Examina-me, Senhor, e prova-me. Sal. 26:2.
Senhor leva os homens a situações em que lhes possa provar a força moral e revelar os motivos de suas ações, de maneira que desenvolvam o que é bom em si mesmos, e afastem de si o que não presta. É vontade de Deus que Seus servos se familiarizem com o mecanismo moral do próprio coração. Para isso fazer, permite freqüentemente que o fogo da aflição os assalte, a fim de que sejam purificados. …
A graça genuína está disposta a ser provada; se relutamos em ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é na verdade séria. Deus é o refinador e purificador de almas; no calor da fornalha separa-se para sempre a escória da prata e do ouro verdadeiros do caráter cristão. Jesus observa a prova. Sabe o que é preciso para purificar o precioso metal a fim de que Lhe reflita a glória do divino amor. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 474 e 475.
Eu vos exorto: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé.” II Cor. 13:5. Provai-vos a vós mesmos. A fim de conservar o calor e a pureza do amor de Cristo, necessitais de constante suprimento da graça divina. …
Neste tempo de lutas e provações, precisamos de todo o apoio e consolação que podemos derivar de princípios justos, convicções religiosas estabelecidas, certeza íntima do amor de Cristo e rica experiência nas coisas divinas. Só chegaremos à estatura perfeita de homens e mulheres em Cristo Jesus em resultado de um crescimento constante na graça divina. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 16 e 17.
Não é fora das provas mas em meio a elas que o caráter cristão se desenvolve. O achar-se exposto à repulsa e oposição leva o seguidor de Cristo a maior vigilância e mais fervente oração ao poderoso Ajudador. Severa prova resistida pela graça de Deus desenvolve a paciência, a vigilância, a resistência e uma profunda e permanente confiança em Deus. A vitória da fé cristã consiste em que ela capacita seu seguidor a sofrer e ser forte; a submeter-se e assim conquistar; a morrer em todo o tempo e contudo viver; a levar a cruz, e assim alcançar a coroa de glória. Atos dos Apóstolos, págs. 467 e 468.
19 de novembro
Pág. 329
Por que Praticar Boas Obras?
Somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Efés. 2:10.
Nossa aceitação por parte de Deus só é certa por meio de Seu amado Filho, e as boas obras são apenas o resultado da atuação do Seu amor que perdoa o pecado. Não representam crédito para nós, e não há nenhum acordo feito conosco pelo qual possamos reivindicar uma parte na nossa salvação em virtude de nossas boas obras. Salvação é dom gratuito ao crente, a ele concedido apenas por amor de Cristo. A alma turbada pode encontrar paz por meio de Cristo, e sua paz estará em proporção a sua fé e confiança. Ele não pode apresentar suas boas obras como razão para a salvação de sua alma.
Não são, porém, as boas obras, de nenhum valor? É o pecador que comete pecado cada dia impunemente, considerado por Deus com a mesma benevolência que Ele dispensa àquele que pela fé em Cristo procura trabalhar em sua integridade? As Escrituras respondem: “Somos feitura dEle, criados em Jesus Cristo para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efés. 2:10. Em Seu divino arranjo, por Seu imerecido favor, o Senhor ordenou que as boas obras sejam recompensadas. Somos aceitos por meio dos méritos de Cristo somente; e os atos de misericórdia, as obras de caridade que realizamos, são frutos de fé; e tornam-se bênçãos para nós, pois os homens devem ser recompensados segundo as suas obras. É a fragrância dos méritos de Cristo que faz com que nossas boas obras sejam aceitáveis a Deus, e é a graça que nos capacita a fazer as obras pelas quais Ele nos recompensa. Nossas obras em si mesmas não possuem nenhum mérito. Depois de havermos feito tudo que nos é possível fazer, somos considerados servos inúteis. Não merecemos nenhum agradecimento da parte de Deus. Só fizemos o que era nosso dever fazer, e nossas obras não poderiam ter sido realizadas na força de nossa própria natureza pecadora.
O Senhor nos ordena aproximarmo-nos dEle, e Ele Se aproximará de nós; e aproximando-nos dEle, recebemos a graça pela qual fazemos as obras que serão recompensadas por Sua mão. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.122.
O trabalho de amor brota da obra de fé. … Conquanto seja certo que nossas ocupadas atividades não asseguram a salvação em si mesmas, é certo também que a fé que nos une a Cristo impelirá à atividade. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.111.
20 de novembro
Pág. 330
Vigiar
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.  Mar. 14:38.
Muitos estão hoje dormindo, como estavam os discípulos. Não estão vigiando e orando para não entrar em tentação. Testimonies, vol. 8, pág. 100.
Esteja cada pessoa alerta. O adversário está em vosso rastro. Sede vigilantes, examinando diligentemente, não aconteça que alguma hábil armadilha cuidadosamente escondida vos pegue desprevenidos. Que os descuidados e indiferentes despertem, não suceda venha o dia do Senhor sobre eles como um ladrão de noite. Muitos se afastarão do caminho da humildade, e, pondo de lado o jugo de Cristo, entrarão em estranhos caminhos. …
Aquele que triunfa precisa vigiar, pois com embaraços mundanos, erro e superstição, Satanás procura tirar de Cristo os Seus seguidores. Não é bastante que evitemos deslumbrantes perigos e arriscadas e inconsistentes aventuras. Devemos conservar-nos juntos de Cristo, andando no caminho da abnegação e sacrifício. Estamos numa região do inimigo. Aquele que foi expulso do Céu desceu com grande poder. Com todo artifício concebível e com todo o engano ele está procurando levar cativas as pessoas. A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemos presa fácil de seus inumeráveis enganos. Testimonies, vol. 8, págs. 99 e 100.
Advertências, admoestações, promessas, tudo nos pertence, a nós para quem já são chegados os fins dos tempos. “Não durmamos como os demais; pelo contrário vigiemos e sejamos sóbrios.” I Tess. 5:6.
Vigiai contra a furtiva aproximação do inimigo, contra os hábitos antigos e inclinações naturais, pois do contrário eles se firmarão; forçai-os a recuar, e vigiai. Vigiai os pensamentos, os planos, para que não se centralizem no eu. Vigiai sobre as pessoas que Cristo comprou com o Seu sangue. Vigiai cada oportunidade de fazer-lhes bem. Testimonies, vol. 6, pág. 400.
Se vos aproximardes de Jesus e procurardes honrar vossa profissão mediante uma vida bem ordenada e conversação santa, vossos pés serão guardados de se desviarem para os caminhos proibidos. Se tão-somente vigiardes e continuamente estiverdes em oração, se fizerdes tudo como se estivésseis na presença imediata de Deus, então estareis livres de ceder às tentações, e podereis esperar ser conservados puros, imaculados e santos até ao fim. Se retiverdes firmemente o princípio de vossa confiança até ao fim, vossos caminhos serão estabelecidos em Deus, e aquilo que a graça começou, a glória coroará no reino de nosso Deus. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 38 e 39.
21 de novembro
Pág. 331
Guardados de Tropeços
Ora, Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória. Judas 24.
Nestes derradeiros dias, quando prevalece a iniqüidade e o amor de muitos esfria, Deus terá um povo que Lhe glorifique o nome, e se imponha como reprovador da injustiça. São um “povo peculiar”, leal à lei de Deus, quando o mundo buscar invalidar Seus preceitos; e quando o poder de Deus para converter atua através de Seus servos, os exércitos das trevas se arregimentam em acérrima e resoluta oposição. … Haverá constante conflito desde o momento de nossa determinação de servir ao Deus do Céu, até sermos libertos deste presente século mau. Não haverá trégua neste conflito. …
Nossa obra é de natureza ativa, e como fiéis soldados de Jesus, devemos levar a bandeira ensangüentada às próprias fortalezas do inimigo. … Se consentirmos em depor as armas, em arraigar a ensangüentada bandeira, em nos tornarmos cativos e servos de Satanás, podemos ser libertos do conflito e do sofrimento; mas esta paz só será ganha com a perda de Cristo e do Céu. Não podemos aceitar a paz em tais condições. Que haja guerra, guerra até o fim da história da vida, antes que paz em virtude de apostasia e pecado.
A obra da apostasia começa em alguma secreta rebelião no íntimo contra as reivindicações da lei de Deus. Desejos profanos, ambições ilegais, são nutridos e praticados, e incredulidade e trevas separam a pessoa de Deus. Se não vencermos esses males, eles nos vencerão. … A condescendência com o orgulho espiritual, com desejos profanos ou pensamentos maus, ou qualquer coisa que nos separe da íntima e sagrada associação com Jesus, põe em perigo nossa vida. … Temos de combater “o bom combate da fé”, se quisermos tomar “posse da vida eterna”. I Tim. 6:12. Somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para salvação”. I Ped. 1:5. Se o pensamento de apostasia vos é molesto… então “aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”. Rom. 12:9. E crede nAquele que é capaz de guardar-vos de cair, e pode apresentar-vos sem faltas diante da presença de Sua glória com excedível alegria. Review and Herald, 8 de maio de 1888.
22 de novembro
Pág. 332
Confirmados
Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra. II Tess. 2:16 e 17.
O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasião para implantar princípios divinos na mente e na alma. Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graça.
Por três anos, os discípulos tiveram diante deles o maravilhoso exemplo de Jesus. Dia a dia, andavam e falavam com Ele, ouvindo-Lhe as palavras de ânimo ao cansado e oprimido, e assistindo às manifestações de Seu poder em favor do doente e do aflito. Ao chegar o tempo em que devia deixá-los, deu-lhes graça e poder para levar avante Sua obra em Seu nome. Deviam irradiar a luz de Seu evangelho de amor e cura. …
A obra que os discípulos fizeram, também nós devemos fazer. Todo cristão deve ser missionário. Cumpre-nos, em simpatia e compaixão, servir aos que necessitam de auxílio, buscando com abnegado zelo aliviar as misérias da humanidade sofredora. … O Salvador Se identifica com todo filho da humanidade. … Seus seguidores não devem se sentir separados do mundo que está a perecer em volta deles. Fazem parte da grande teia da humanidade, e o Céu os considera como irmãos dos pecadores da mesma maneira que dos santos. … Por tudo que nos confere vantagem sobre outros – seja educação, seja refinamento, nobreza de caráter e instrução cristã, seja experiência religiosa – achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, tanto quanto esteja em nosso poder, cumpre-nos servi-los. Se somos fortes, devemos apoiar as mãos dos fracos. …
Aquele que se torna um filho de Deus deve, daí em diante, considerar-se como um elo na cadeia descida para salvar o mundo, um com Cristo em Seu plano de misericórdia, indo com Ele a buscar e salvar o perdido.
O mundo necessita de uma demonstração prática do que a graça de Deus pode fazer para restaurar aos homens sua perdida realeza, dando-lhes o governo de si mesmos. Não há nada de que o mundo tanto precise como do conhecimento do poder salvador do evangelho revelado em vidas semelhantes à de Cristo. A Ciência do Bom Viver, págs. 20, 104, 105, 132 e 133.
23 de novembro
Pág. 333
Alegria em Partilhar
Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em Sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria! I Tess. 2:19 e 20.
Deus poderia haver realizado Seu desígnio de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas a fim de desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, é-nos preciso partilhar de Sua obra. A fim de participar da alegria dEle – a alegria de ver almas redimidas por Seu sacrifício – devemos tomar parte em Seus labores para redenção delas.
Jesus via em cada alma alguém a quem devia ser feito o chamado para Seu reino. Aproximava-Se do coração do povo, misturando-Se com ele como alguém que lhe desejava o bem-estar. Procurava-o nas ruas públicas, nas casas particulares, nos barcos, na sinagoga, às margens do lago e nas festas nupciais. Ia-lhe ao encontro em suas ocupações diárias, e manifestava interesse em seus negócios seculares. Levava Suas instruções às famílias, pondo-as assim, no próprio lar, sob a influência de Sua divina presença. A poderosa simpatia pessoal que dEle emanava, conquistava os corações. …
Era pelo contato pessoal e a associação, que Jesus preparava os discípulos. Ensinava-os, às vezes, sentado entre eles na encosta da montanha; outras, às margens do lago, ou caminhando em sua companhia, revelava-lhes os mistérios do reino de Deus. Não pregava, como fazem os homens hoje em dia. Sempre que os corações se achassem abertos para receber a divina mensagem, desdobrava as verdades do caminho da salvação. Não ordenava a Seus discípulos que fizessem isso ou aquilo, mas dizia: “Segue-Me”. Nas jornadas através de campos e cidades, levava-os consigo, para que vissem como ensinava o povo. …
O exemplo de Cristo de ligar-Se aos interesses da humanidade deve ser seguido por todos quantos pregam Sua palavra, e todos quantos receberam o evangelho de Sua graça. … Não somente do púlpito é tocado o coração dos homens pela verdade divina. Outro campo de labor existe, mais humilde, talvez, mas igualmente prometedor. Encontra-se no lar do humilde, e na mansão do grande; na mesa hospitaleira, e em reuniões de inocente entretenimento. … Aonde quer que formos, devemos levar conosco Jesus, e revelar a outros que precioso é nosso Salvador. O Desejado de Todas as Nações, págs. 142, 151 e 152.
24 de novembro
Pág. 334
A Deus Seja a Glória
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. II Cor. 4:7.
Todas as boas qualidades que os homens possuem são dom de Deus; suas boas ações são realizadas pela graça de Deus mediante Cristo. Visto que tudo devem a Deus, a glória do que quer que sejam ou façam, a Ele pertence somente; não são senão instrumentos em Suas mãos.
Mais que isto – conforme ensinam todas as lições da história bíblica, é coisa perigosa louvar ou exaltar o homem; pois se alguém vem a perder de vista sua inteira dependência de Deus, e a confiar em sua própria força, é certo que cairá. O homem está a lutar com adversários mais fortes do que ele. … É impossível a nós, em nossa própria força, sustentar o conflito; e o que quer que desvie de Deus a mente, o que quer que leve à exaltação própria ou presunção, está certamente a preparar o caminho para a nossa derrota. O conteúdo da Bíblia visa a inculcar desconfiança na força humana e incentivar a confiança no poder divino. Patriarcas e Profetas, pág. 717.
Nosso Pai celestial não enviou anjos do Céu para pregar aos homens a salvação. Abriu-nos as preciosas verdades de Sua Palavra, e implantou-nos no coração a verdade, para que possamos dá-la, aos que estão em trevas. Se de fato provamos os preciosos dons de Deus em Suas promessas, devemos comunicar a outros esse conhecimento. …
Devemos trabalhar individualmente como se repousasse sobre nós uma grande responsabilidade. Devemos manifestar incansável energia, tato e zelo nesta obra, e assumir o encargo, sentindo o perigo no qual se acham nossos vizinhos e amigos. Devemos trabalhar como Cristo trabalhou. Devemos apresentar a verdade como é em Jesus, para que não se ache em nossas vestes o sangue de pessoas. Ao mesmo tempo devemos sentir inteira dependência de Deus e confiança nEle, pois sabemos que nada podemos fazer sem o auxílio de Sua graça e poder. Paulo pode plantar e Apolo regar, mas Deus, unicamente, pode dar o crescimento. Manuscrito 79, 1886.
Nosso dever, nossa segurança, nossa felicidade e utilidade, assim como nossa salvação, convidam a cada um de nós a usarmos da maior diligência para assegurarmos a graça de Cristo. Review and Herald, 8 de janeiro de 1884.
25 de novembro
Pág. 335
A Ceifa
Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.  Efés. 2:7.
Ninguém pode dar em seu coração e vida lugar para a corrente da bênção de Deus fluir em direção a outros, sem que receba em si mesmo uma preciosa recompensa. …
A graça de Cristo no coração desenvolve traços de caráter opostos ao egoísmo – traços que refinarão, enobrecerão e enriquecerão a vida. Atos de bondade praticados em segredo, ligarão corações entre si, unindo os mais estreitamente ao coração dAquele de quem provém todo generoso impulso. As pequeninas atenções, os pequenos atos de amor e sacrifício, os quais exalam da vida tão suavemente como o aroma se desprende da flor – constituem parte importante das bênçãos e felicidade da vida. E verificar-se-á por fim que a negação do próprio eu para o bem e a felicidade dos outros, embora humilde e não louvada aqui, é reconhecida no Céu como o sinal de nossa união com Ele, o Rei da  glória, que era rico, e contudo Se tornou pobre por amor de nós.
Os atos de bondade podem ser praticados em oculto, mas não se podem esconder os resultados sobre o caráter do que os pratica. Se, como seguidores de Cristo, trabalhamos com sincero interesse, o coração achar-se-á em íntima correspondência com Deus, e o Seu Espírito, operando em nosso espírito, despertará, em resposta ao divino toque, as sagradas harmonias da alma.
Aquele que dá crescentes talentos aos que sabiamente desenvolveram os dons que lhes foram confiados, agrada-Se de reconhecer o serviço de Seu povo crente no Amado, mediante cuja graça e força eles agiram. Aqueles que houverem buscado o desenvolvimento e a perfeição do caráter cristão mediante o exercício de suas faculdades em boas obras hão de, no mundo por vir, ceifar aquilo que semearam. A obra iniciada na Terra há de atingir sua consumação naquela vida mais elevada e santa que se perpetuará por toda a eternidade. O Maior Discurso de Cristo, pág. 81-83.
Aquele que é “rico para com todos os que O invocam” (Rom. 10:12), disse: “Dai, e ser-vos á dado.” … Luc. 6:38. … E todo sacrifício, feito em Seu serviço, será recompensado segundo “as abundantes riquezas da Sua graça”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 179.
26 de novembro
Pág. 336
O Mundo Espera
Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus. II Cor. 4:15.
A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos “principados e potestades nos Céus” (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus. …
A igreja é a fortaleza de Deus, Sua cidade de refúgio, que Ele mantém num mundo revoltado. …
Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações. Atos dos Apóstolos, págs. 9-12.
Assim como os raios do Sol penetram até aos mais remotos recantos do globo, assim é desígnio de Deus que a luz do evangelho alcance a toda pessoa da superfície da Terra. … Na atualidade, quando o inimigo está atuando como nunca antes para monopolizar o espírito de homens e mulheres, deveríamos estar trabalhando com atividade crescente. Diligentemente, desinteressadamente devemos proclamar a última mensagem de misericórdia nas cidades – nos caminhos e valados. Todas as classes devem ser alcançadas. Ao trabalharmos, havemos de deparar nacionalidades diversas. Nenhuma delas deve ser passada por alto, sem que seja advertida. O Senhor Jesus foi dádiva de Deus ao mundo inteiro – não às classes mais altas tão-somente, nem tão pouco a uma só nacionalidade, com exclusão das outras. Sua graça salvadora circunda o mundo. Todo que quiser pode beber da água da vida. Um mundo todo está à espera de ouvir a mensagem da verdade presente. Review and Herald, 14 de novembro de 1912.
27 de novembro
Pág. 337
Cristo Espera
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mat. 24:14.
O evangelho de Cristo é, de princípio a fim, o evangelho da graça salvadora. Ele é uma idéia distintiva e dominante. Será um auxílio aos necessitados, luz para os olhos cegos à verdade, e guia às almas em busca do verdadeiro fundamento. Salvação plena e perpétua acha-se ao alcance de toda alma. Cristo espera e almeja dar perdão, e comunicar a graça gratuitamente oferecida. Ele vela e espera. Dizendo como disse ao cego de Jericó: “Que queres que te faça?” Mar. 10:51. Tirar-te-ei os pecados; lavar-te-ei em Meu sangue.
Em todas as estradas da vida há almas a serem salvas. Os cegos estão tateando nas trevas. Comunicai-lhes a luz, e Deus vos abençoará como colaboradores Seus.
Necessitamos mais zelo na causa de Cristo. A solene mensagem da verdade deve ser dada com uma intensidade capaz de impressionar os descrentes com o fato de que Deus está cooperando com os nossos esforços de que o Altíssimo é a fonte viva de nossa força. Evangelismo, págs. 552, 553 e 697.
É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo frutos para Sua glória, quão rapidamente não seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 213.
É chegado o tempo em que, por intermédio dos mensageiros de Deus, o rolo do livro se abrirá ao mundo. A verdade contida na primeira, segunda e terceira mensagens angélicas, tem de ir a toda nação, tribo, língua e povo; ela deve iluminar as trevas de todo continente, e estender-se às ilhas do mar. Não deve haver dilação nessa obra.
Nossa divisa deve ser: Para a frente, sempre para a frente! Anjos do Céu irão adiante de nós, a preparar-nos o caminho. Nosso cuidado pelas regiões distantes nunca poderá ser deposto enquanto a Terra inteira não for iluminada com a glória do Senhor. Obreiros Evangélicos, pág. 470.
28 de novembro
Pág. 338
O Universo Espera
Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Luc. 14:23.
Nesta pequena Terra manifesta todo o universo celeste o maior interesse; pois Cristo pagou preço infinito pelas almas que aqui habitam. Parábolas de Jesus, pág. 176.
Tudo que há no Universo apela aos que conhecem a verdade a consagrarem-se sem reservas à proclamação da mesma, tal como lhes foi revelada na mensagem do terceiro anjo. … A operação de agentes satânicos convoca todo cristão a permanecer em seu posto.
A obra que nos foi confiada é importante, e nela se precisam homens sábios, abnegados, homens que compreendam o que significa dedicar-se a desinteressados esforços para salvar almas. Mas não há necessidade do serviço de homens mornos; pois homens tais Cristo não pode usar. Necessitam-se homens e mulheres cujo coração se comova ante o sofrimento humano e cuja vida dê prova de que estão recebendo e comunicando luz, vida e graça.
O povo de Deus deve aproximar-se bem de Cristo, em abnegação e sacrifício, tendo como único alvo dar a todo o mundo a mensagem de misericórdia. Alguns trabalharão de um modo, e outros doutro, conforme o Senhor os chamar e guiar. Mas devem todos lutar juntos, procurar fazer do trabalho uma unidade perfeita. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 294.
A igreja não regredirá enquanto os membros buscarem auxílio do trono da graça, para não falharem no cooperar na grande obra de salvar as almas que se encontram à beira da ruína. …
O universo celeste aguarda instrumentos consagrados por meio dos quais Deus possa comunicar-Se com Seu povo, e por meio dele com o mundo. Deus operará por meio de uma igreja consagrada, cheia de abnegação, e revelará Seu Espírito de maneira visível e gloriosa, especialmente neste tempo, quando Satanás está trabalhando de maneira magistral a fim de enganar as almas, tanto dos ministros como do povo. …
Não despertará a igreja para sua responsabilidade? Deus espera para comunicar o Espírito do maior Missionário que o mundo já conheceu aos que trabalharem num espírito de consagração abnegada e pronta ao sacrifício. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 117.
29 de novembro
Pág. 339
Filhos de Deus
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é. I João 3:2.
“Amados, agora somos filhos de Deus.” Pode acaso qualquer honra mundana ser igual a isto? Que mais elevada posição podemos ocupar do que sermos chamados filhos do Infinito Deus? Testimonies, vol. 4, pág. 365.
Que estupendo pensamento, que condescendência intolerável, que admirável amor, serem homens finitos aliados ao Onipotente “Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome.” João 1:12. “Amados, agora somos filhos de Deus.” João 3:2. Pode acaso qualquer honra mundana ser igual a isto?
Representemos a vida cristã como ela em realidade é; tornemos alegre, convidativo e interessante o caminho. Podemos fazê-lo, se quisermos. Podemos encher a mente de vívidos quadros das coisas espirituais e eternas, e assim fazendo, ajudar a torná-las reais a outras mentes. A fé vê Jesus como Mediador, à destra de Deus. A fé contempla as mansões que Ele foi preparar para os que O amam. A fé vê as vestes e a coroa, tudo preparado para os vencedores. A fé ouve os hinos dos remidos, e traz próximo as glórias eternas. Precisamos achegar-nos bem a Jesus em obediência de amor, caso queiramos ver o Rei em Sua beleza. Temperança, págs. 212 e 213.
Ter associação com o Pai e Seu Filho Jesus Cristo é ser enobrecido e elevado, e participar de alegrias indizíveis e plenas de glória. O alimento, o vestuário, posição social e riqueza, tudo pode ter o seu valor; mas ter ligação com Deus e ser participante de sua divina natureza é de inapreciável valor. Nossa vida deve estar escondida com Cristo em Deus; e embora ainda não se tenha manifestado “o que haveremos de ser”, sabemos que “quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar”, “seremos semelhantes a Ele, porque assim como é O veremos”. I João 3:2. A principesca dignidade do caráter cristão brilhará como o sol, e os raios de luz da face de Cristo se refletirão nos que se têm purificado a si mesmos como Ele é puro. O privilégio de tornar-se filho de Deus é adquirido por baixo preço, mesmo que este preço fosse o sacrifício de tudo que possuímos, mesma a própria vida. Testimonies, vol. 4, pág. 357.
30 de novembro
Pág. 340
À Vista do Alvo
Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filip. 3:14.
“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.” I Cor. 9:24 e 25. … Aqueles que se empenhavam na carreira para obter um prêmio que era considerado honra especial, eram temperantes em todas as coisas, de modo que os músculos, o cérebro e todo o seu corpo se achassem na melhores condições. … Um apenas recebia a recompensa. Na carreira celestial todos podemos correr, e todos receber o prêmio. Não há incerteza, não há risco nessa questão. Cumpre revestir-nos das graças celestes e, com os olhos voltados para a coroa da imortalidade, manter o Modelo sempre diante de nós. … A vida humilde, abnegada de nosso divino Senhor, devemos conservar sempre em vista. E então, ao buscarmos imitá-Lo, olhos fitos na recompensa, podemos correr com segurança essa carreira. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 184 e 185.
Se homens pagãos, que não eram controlados por consciência esclarecida, que não tinham o temor de Deus diante de si, podiam submeter-se à privação e à disciplina do treinamento, negando a si mesmos toda condescendência meramente por uma coroa de substância perecível e os aplausos da multidão, muito mais o cristão que está empenhado numa corrida da esperança da imortalidade, deve estar disposto a negar-se estimulantes e condescendências contrárias à saúde, que degradam a moral, debilitam o intelecto e levam as faculdades mais elevadas à sujeição de apetites e paixões animais. …
Com intenso interesse Deus e os anjos celestiais anotam os esforços abnegados, sacrificadores e penosos dos que se empenham na corrida cristã. …
A todos que concordam plenamente com as condições da Palavra de Deus, e têm o senso de sua responsabilidade em preservar o vigor físico e as atividades do corpo, de modo que tenham mente bem equilibrada, saudável moral, a corrida não é incerta. Eles podem ganhar o prêmio, e conquistar e usar a coroa de glória imortal que não murcha. Testimonies, vol. 4, págs. 34 e 35.

Publicado em 11 - Novembro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal

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Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.

Outubro
1° de outubro
Pág. 280
Como Jesus Cresceu
Crescia o Menino e Se fortalecia, enchendo-Se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele. Luc. 2:40.
A Majestade dos Céus, o Rei da glória, tornou-Se um recém-nascido em Belém, e por algum tempo representou a indefesa criancinha sob os cuidados da mãe. Na infância falou e agiu como criança, honrando Seus pais, satisfazendo-lhes os desejos de modo a ajudá-los. Desde o raiar de Sua inteligência, porém, esteve Ele constantemente a crescer em graça e conhecimento da verdade.
Pais e professores devem ter por fim cultivar as tendências da juventude, de tal maneira que em cada estágio da vida possa representar a beleza apropriada àquele período, a desdobrar-se naturalmente, como fazem as plantas no jardim. Educação, pág. 107.
Jesus revelava, como criança, disposição singularmente amável. Aquelas mãos cheias de boa vontade estavam sempre prontas para servir a outros. Manifestava uma paciência que coisa alguma conseguia perturbar, e uma veracidade nunca disposta a sacrificar a integridade. Firme como a rocha em questões de princípios, Sua vida revelava a graça da abnegada cortesia.
Com profunda solicitude observava a mãe de Jesus o desenvolvimento das faculdades da Criança, e contemplava o cunho de perfeição em Seu caráter. Era com deleite que procurava animar aquele espírito inteligente, de fácil apreensão. Por meio do Espírito Santo recebia sabedoria para cooperar com os instrumentos celestiais, no desenvolvimento dessa Criança que só tinha a Deus por Pai. … Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. … E perante Ele estendia-se a grande biblioteca das obras criadas por Deus. Aquele que fizera todas as coisas, estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no céu. … Os seres celestiais serviam-Lhe de assistentes, e cultivava santos pensamentos e comunhão. Desde os primeiros clarões da inteligência, foi sempre crescendo em graça espiritual e no conhecimento da verdade.
Toda criança pode adquirir conhecimento como Jesus o adquiriu. Ao procurarmos relacionar-nos com nosso Pai celestial através de Sua Palavra, anjos se achegarão a nós, nossa mente será fortalecida, nosso caráter elevado e apurado. Tornar-nos-emos mais semelhantes a nosso Salvador. O Desejado de Todas as Nações, págs. 68-70.
2 de outubro
Pág. 281
A Ordem Divina do Crescimento
A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. Mar. 4:28.
Aquele que deu esta parábola, criou a tenra semente, deu-lhe as propriedades vitais e ordenou as leis que lhe governam o crescimento. E as verdades que ensina a parábola tornaram-se uma viva realidade em Sua própria vida. Tanto em Sua natureza física como na espiritual, obedecia à ordem divina do crescimento, ilustrada pela planta, como deseja que todo adolescente faça. … Na infância, procedia como criança obediente. … Mas, em cada fase de Seu desenvolvimento, era perfeito, com a graça simples e natural de uma vida inocente. Parábolas de Jesus, pág. 83.
A parábola da semente revela que Deus opera na natureza. … Há vida na semente, e força no solo; mas se o poder infinito não for exercido dia e noite, a semente não produzirá colheita. … Toda semente germina e toda planta se desenvolve pelo poder de Deus.
A germinação da semente representa o início da vida espiritual, e o desenvolvimento da planta é uma bela figura do crescimento cristão. Como ocorre na natureza, assim é na graça; não pode haver vida sem crescimento. A planta precisa crescer ou morrer. Como seu crescimento é silencioso e imperceptível, mas constante, assim é o desenvolvimento da vida cristã. Nossa vida pode ser perfeita em cada fase de desenvolvimento; contudo haverá progresso contínuo, se o propósito de Deus se cumprir em nós. A santificação é obra de toda uma vida. Multiplicando-se as oportunidades, ampliar-se-á nossa experiência e crescerá nosso conhecimento. Tornar-nos-emos fortes para assumir as responsabilidades, e nossa maturidade será proporcional aos nossos privilégios.
A planta cresce recebendo o que Deus provê para sustentar-lhe a vida. Aprofunda as raízes no solo. Absorve o sol, o orvalho e a chuva. Áureas propriedades vitalizantes do ar. Assim deve crescer o cristão, cooperando com os agentes divinos. … Como a planta enraíza-se no solo, devemos também arraigar-nos profundamente em Cristo. Como a planta recebe o sol, o orvalho e a chuva, também devemos abrir o coração ao Espírito Santo. … Confiando constantemente em Cristo como nosso Salvador pessoal, cresceremos em tudo nAquele que é a cabeça. Parábolas de Jesus, págs. 63, 65-67.
3 de outubro
Pág. 282
Como Crescer
Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. II Ped. 3:18.
É o privilégio dos jovens, ao crescerem em Cristo, crescerem na graça e no conhecimento espirituais. Podemos conhecer mais e mais de Jesus por um interessado exame das Escrituras, seguindo então os caminhos de verdade e justiça assim revelados. Os que estão sempre crescendo em graça, são firmes na fé, e marcham avante.
No coração de todo jovem que se propôs ser um discípulo de Jesus Cristo, deve haver um fervoroso desejo de atingir a mais elevada norma cristã, ser um coobreiro de Cristo. Se ele põe sua aspiração em pertencer ao número dos que hão de ser apresentados irrepreensíveis diante do trono de Deus, estará continuamente progredindo. O único meio de se manter firme, é progredir diariamente na vida divina. A fé crescerá se, ao ser posta em conflito com a dúvida e os obstáculos, os vencer. A verdadeira santificação é progressiva. Se estais crescendo na graça e conhecimento de Jesus Cristo, haveis de aproveitar todo privilégio e oportunidade de adquirir mais conhecimento da vida e do caráter de Cristo.
A fé em Jesus aumentará à medida que vos fordes relacionando mais com vosso Redentor pela meditação em Sua vida imaculada e em Seu infinito amor. Não podeis desonrar mais a Deus, do que professando ser Seu discípulo ao passo que dEle vos mantendes a distância, e não vos nutris de Seu Santo Espírito. Quando estiverdes crescendo na graça, haveis de apreciar as reuniões religiosas, e dareis de boa vontade testemunho do amor de Cristo diante da congregação. Por Sua graça, Deus pode tornar o jovem prudente, e dar às crianças conhecimento e experiência. Podem crescer diariamente na graça. Mensagens aos Jovens, págs. 121 e 122.
Enquanto continuarmos a conservar os olhos fitos no Autor e Consumador de nossa fé, estaremos seguros. Mas nossas afeições têm de ser postas nas coisas de cima, não nas da Terra. Pela fé devemos erguer-nos, e cada vez mais alto, na realização das graças de Cristo. Contemplando diariamente Seus inefáveis encantos, devemos ir-nos transformando mais e mais à Sua gloriosa imagem. Enquanto assim vivermos em comunhão com o Céu, será em vão que Satanás nos arme suas ciladas. Mensagens aos Jovens, pág. 104.
4 de outubro
Pág. 283
Condições do Crescimento Cristão
E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção … cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus. Filip. 1:9 e 11.
Onde há vida, haverá crescimento e produção de frutos; mas a menos que cresçamos na graça, nossa espiritualidade será raquítica, doentia, infrutífera. É unicamente crescendo, produzindo frutos, que podemos cumprir o desígnio de Deus quanto a nós. “Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto.” João 15:8. Para dar muito fruto precisamos fazer o máximo de nossos privilégios. Precisamos aproveitar toda oportunidade a nós concedida para obter forças.
Um caráter puro, nobre, com todas as suas grandes possibilidades, foi providenciado para todo ser humano. Há muitos, porém, que não sentem sincero anseio de tal caráter. Não estão dispostos a apartar-se do mal para que tenham o bem. … Negligenciam no entanto segurar as bênçãos que os colocaria em harmonia com Deus. … Não podem crescer.
Um dos planos divinos para o desenvolvimento é a comunicação. O cristão deve adquirir forças, fortalecendo a outros. “O que regar também será regado.” Prov. 11:25. Isso não é somente uma promessa; é uma lei divina, uma lei pela qual Deus designa que as correntes de benevolência, como as águas do grande abismo, sejam postas em constante circulação, refluindo à sua fonte. No cumprimento a essa lei está o segredo do crescimento espiritual. …
Se formos a Deus em fé, Ele nos receberá e nos dará força para alcançarmos a perfeição. Se vigiarmos cada palavra e cada ação, de modo que nada façamos que desonre Aquele que tem confiado em nós; se aproveitarmos toda oportunidade que nos é concedida, cresceremos até alcançar a estatura de homens e mulheres em Cristo. …
Cristãos, é Cristo revelado em nós? Estamos nós fazendo tudo ao nosso alcance para obter um corpo que não se enfraqueça facilmente, um espírito que olhe para além do próprio eu, à causa e efeito de cada momento, que seja capaz de lutar com problemas difíceis e vencê-los; uma vontade firme para resistir ao mal e defender o direito? Estamos nós crucificando o próprio eu? Estamos crescendo à completa estatura de homens e mulheres em Cristo, preparando-nos para enfrentar durezas como bom soldado da cruz? Signs of the Times, 12 de junho de 1901.
5 de outubro
Pág. 284
Um Poder Misterioso
Todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor. Isa. 61:9.
Há no plano da redenção mistérios que a mente humana não pode alcançar, muita coisa que a humana sabedoria não pode explicar; mas a natureza pode nos ensinar sobre o mistério da piedade. Cada arbusto, cada árvore frutífera, toda vegetação, têm lições para nosso estudo. No crescimento da semente devem ler-se os mistérios do reino de Deus. Para o coração abrandado pela graça de Deus, o Sol, a Lua, as estrelas, as árvores, as flores do campo, proferem palavras de conselho. …
As leis de Deus para a natureza são obedecidas pela natureza. A nuvem e a tormenta, o brilho do Sol e os temporais, o orvalho e a chuva, tudo está sob a supervisão de Deus e obedece ao Seu comando. Na obediência à lei de Deus o grão irrompe através do solo, “primeiro a erva, depois a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga”. Mar. 4:28. O fruto é visto no botão, e o Senhor o desenvolve em seu devido tempo, porque ele não resiste a sua operação. …
É possível que o homem, feito à imagem de Deus, dotado com raciocínio e com fala, seja o único a não apreciar os Seus dons e a desobedecer a Suas leis? …
Deus deseja que aprendamos da natureza lições de obediência. … O livro da natureza e a Palavra escrita derramaram luz um sobre o outro. Ambos fazem-nos melhor familiarizados com Deus pelos ensinamentos do Seu caráter e das leis pelas quais Ele atua. Testimonies, vol. 8, págs. 326-328.
Falai às vossas crianças a respeito do poder de Deus de operar milagres. Estudando elas o grande guia da natureza, Deus lhes impressionará a mente. O lavrador ara sua terra, e lança a semente; mas ele não pode fazer com que a semente cresça. Deve confiar em que Deus fará aquilo que poder humano algum é capaz de fazer. O Senhor põe Seu poder vital na semente, fazendo-a brotar à vida. Sob Seu cuidado, o germe da vida irrompe através da crosta dura que a envolve, e cresce para produzir fruto. … Contando-se às crianças a obra que Deus faz com a semente, aprendem elas o segredo do crescimento na graça. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 124.
6 de outubro
Pág. 285
Desde a Infância
Deixai vir a Mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Mar. 10:14.
Nos meninos que foram postos em contato com Ele, viu Jesus os homens e mulheres que haviam de ser herdeiros de Sua graça e súditos do Seu reino, e alguns dos quais se tornariam mártires por amor dEle. … Em Seus ensinos, descia ao nível delas. Ele, a Majestade do Céu, não desdenhava responder-lhes às perguntas e simplificar Suas importantes lições, para lhes atingir a infantil compreensão. Implantava no espírito delas as sementes da verdade, que haveriam de brotar nos anos vindouros, dando frutos para a vida eterna.
É ainda verdade que as crianças são as pessoas mais susceptíveis aos ensinos do evangelho; seu coração acha-se aberto às influências divinas, e forte para reter as lições recebidas. Os pequeninos podem ser cristãos, tendo uma experiência em harmonia com seus anos. Precisam ser educados nas coisas espirituais, e os pais devem proporcionar-lhes todas as vantagens, para que formem caráter segundo a semelhança do de Cristo. ….
O obreiro cristão pode ser o instrumento de Cristo em atrair essas crianças para o Salvador. Com sabedoria e tato pode ligá-las ao próprio coração, dar-lhes ânimo e esperança, e por meio da graça de Cristo transformar-lhes o caráter, de sorte que delas se possa dizer: “Dos tais é o reino de Deus.” O Desejado de Todas as Nações, págs. 514-517.
Deus quer que toda criança de tenra idade seja Seu filho, adotado em Sua família. Ainda que de pouca idade, podem os jovens ser membros da família da fé, e ter experiência preciosíssima. … Podem dilatar o coração na confiança e amor a Jesus, e viver para o Salvador. Cristo fará deles pequenos missionários. Todo o curso de seu pensamento pode ser mudado, de modo que o pecado não se mostre como coisa que deva ser fruída, antes evitada e odiada. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 169.
O Salvador anela salvar os jovens. Ele Se regozijaria, vendo-os em redor de Seu trono, vestidos nos trajes imaculados de Sua justiça. Ele está esperando para lhes colocar sobre a cabeça a coroa da vida, e ouvir-lhes as vozes felizes unirem-se ao tributarem honra, glória e majestade a Deus e ao Cordeiro, no cântico de vitória que ecoará pelas cortes celestiais. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 48.
7 de outubro
Pág. 286
No Lar
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Sal. 127:1
Deus pretende que as famílias da Terra sejam um símbolo da família do Céu. Os lares cristãos, estabelecidos e dirigidos de conformidade com o plano de Deus, são um maravilhoso auxílio na formação do caráter cristão e para o progresso de Sua Obra. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 63 e 64.
A importância e as oportunidades da vida do lar ressaltam na vida de Jesus. Aquele que veio a este mundo para ser nosso exemplo e nosso Mestre passou trinta anos como membro de uma família em Nazaré. A Ciência do Bom Viver, pág. 349.
Sua mãe foi Seu primeiro mestre. De seus lábios, e dos rolos dos profetas, Ele aprendeu as coisas celestiais. Viveu num lar campestre, e fiel e alegremente desempenhou Sua parte em levar os fardos da família. Ele havia sido o Comandante do Céu, e os anjos se deleitavam em cumprir Sua vontade; agora era um voluntário servo, um amável e obediente filho. …
Assim preparado saiu para Sua missão, e em cada momento de Seus contatos com os homens exerceu sobre eles uma influência de bênçãos, um poder para transformar, como o mundo jamais testemunhara. Testimonies, vol. 8, págs. 222 e 223.
Que o vosso lar seja de tal maneira que Cristo possa nele entrar como hóspede permanente. Que seja de tal maneira que as pessoas conheçam que estivestes com Jesus, e dEle aprendestes. …
Anjos do Céu visitam freqüentemente o lar onde impera o amor de Deus. Sob o poder da divina graça, este lar se torna um lugar de refrigério ao peregrino cansado e abatido. O eu é posto fora. Formam-se bons hábitos. Há um escrupuloso reconhecimento dos direitos dos outros. A fé que age por amor e purifica o coração permanece no leme, presidindo todos os componentes do lar. Signs of the Times, 17 de fevereiro de 1904.
A medida de vosso cristianismo é aferida pelo caráter de vossa vida no lar. A graça de Cristo capacita seus possuidores a fazer do lar um lugar feliz, cheio de paz e descanso.
Deixai que a luz da graça celeste irradie vosso caráter, que deve ser a luz do sol no lar. Signs of the Times, 14 de novembro de 1892.
8 de outubro
Pág. 287
Essencial a Oração Diária
Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-Me. Luc. 9:23.
Se quisermos formar um caráter que Deus possa aceitar, temos de formar hábitos corretos em nossa vida religiosa. A oração diária é tão necessária ao crescimento na graça, e mesmo à própria vida espiritual, como é o alimento ao bem-estar físico. Devemos acostumar-nos a elevar muitas vezes os pensamentos a Deus em oração. Se o espírito se desvia, devemos fazê-lo voltar; pelo esforço perseverante, o hábito se tornará enfim fácil. Não podemos, sem perigo, separar-nos por um momento que seja, de Cristo. Podemos ter Sua presença a cada passo, mas isso tão-somente observando as condições que Ele mesmo estabeleceu.
A religião deve tornar-se a grande ocupação da vida. Tudo o mais deve ser subordinado a ela. Todas as energias da alma, do corpo e espírito se devem empenhar no conflito cristão. Devemos olhar a Cristo quanto ao recebimento de força e graça, e obteremos a vitória tão certo como Jesus morreu por nós.
Ao princípio do dia, não negligencieis, queridos jovens, o orar fervorosamente a Jesus, a fim de que vos comunique força e graça para resistir às tentações do inimigo sob qualquer forma que possam vir; e se orardes fervorosamente, com fé e contrição da alma, o Senhor vos ouvirá a oração. Mas deveis vigiar da mesma maneira que orar. …
As crianças e os jovens podem ir ter com Jesus com suas preocupações e perplexidades, sabendo que Ele lhes respeitará os apelos, dando-lhes exatamente aquilo de que necessitam. Sede fervorosos; sede resolutos. Apresentai a promessa de Deus, e depois crede sem uma dúvida. Não espereis sentir emoções especiais antes de pensar que o Senhor responde. Não estipuleis certa maneira pela qual o Senhor deva operar em vosso favor, antes de crerdes que recebeis as coisas que Lhe pedis; mas confiai-Lhe na palavra, e deixai tudo nas mãos do Senhor, com plena fé de que vossa oração será honrada, e a resposta virá mesmo no momento e pela maneira que vosso Pai celeste vê ser para o vosso bem; e então vivei segundo as vossas orações. Andai humildemente, e conservai-vos avançando. Mensagens aos Jovens, págs. 114, 115, 122 e 123.
9 de outubro
Pág. 288
Oração Secreta, Uma Necessidade
Buscai o Senhor e o Seu poder, buscai perpetuamente a Sua presença. I Crôn. 16:11.
Quando Jesus andou na Terra, ensinou a Seus discípulos como deviam orar. Instruiu-os a apresentar suas necessidades cotidianas a Deus, e lançar sobre Ele todos os seus cuidados. E a certeza que lhes deu, de que suas petições seriam ouvidas, constitui também para nós uma certeza. Caminho a Cristo, pág. 93.
Tende um lugar para a oração particular. Jesus tinha lugares especiais para comunhão com Deus, e o mesmo devemos fazer. Precisamos retirar-nos freqüentemente para algum canto, por humilde que seja, onde nos possamos encontrar a sós com Deus. …
No lugar secreto de oração, onde olho algum senão o de Deus nos pode ver, ouvido algum senão o Seu pode escutar, é-nos dado exprimir nossos mais íntimos desejos e anelos ao Pai de infinita piedade. E, no sossego e silêncio da alma, aquela voz que jamais deixa de responder ao clamor da necessidade humana, falará ao nosso coração. …
À medida que fizermos de Cristo nosso companheiro diário, havemos de sentir que as forças de um mundo invisível se encontram todas ao redor de nós; e, pelo contemplar a Jesus, seremos transformados à Sua imagem. Somos transformados pela contemplação. O caráter é abrandado, refinado e enobrecido para o reino celeste. O seguro resultado de nosso trato e convívio com nosso Senhor, será o acréscimo de piedade, de pureza e fervor. Haverá progressiva inteligência na oração. Recebemos assim uma educação divina, o que é ilustrado por uma vida de diligência e zelo.
A alma que se volve para Deus em busca de auxílio, de apoio, de poder, mediante diária e fervorosa oração, terá aspirações nobres, percepções claras da verdade e do dever, altos propósitos de ação, e uma contínua fome e sede de justiça. Mantendo comunhão com Deus, seremos habilitados a difundir para os outros, através de nosso convívio com eles, a luz, a paz e a serenidade que reinam em nosso coração. A força obtida na oração a Deus, unida ao perseverante esforço no exercitar a mente na reflexão e no cuidado, prepara a pessoa para os deveres diários, e mantém o espírito em paz em todas as circunstâncias. O Maior Discurso de Cristo, págs. 84 e 85.
10 de outubro
Pág. 289
Trabalho Contínuo
Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.  I Tess. 4:3.
A santificação não é obra de um momento, uma hora, ou um dia. É um contínuo crescimento na graça. Não sabemos um dia qual será nossa luta no dia seguinte. Satanás vive e está ativo, e precisamos cada dia clamar fervorosamente a Deus por auxílio e força para resistir-lhe. Enquanto Satanás reinar, teremos de subjugar o próprio eu, teremos assaltos a vencer, e não há lugar de parada, nenhum ponto a que possamos chegar e dizer que atingimos plenamente. …
A vida cristã é uma constante marcha avante. Jesus coloca-Se como refinador e purificador de Seu povo; e quando Sua imagem estiver perfeitamente refletida neles, eles estarão perfeitos e santos, e preparados para a trasladação. Exige-se do cristão uma obra perfeita. Somos exortados a purificar-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. Aí vemos onde está a grande obra. Há um trabalho contínuo para o cristão. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 114.
Ninguém é um cristão ativo a menos que tenha uma experiência diária nas coisas de Deus e pratique todos os dias a abnegação, tomando alegremente a cruz e seguindo a Cristo. Todo cristão ativo que vive progredirá diariamente na vida religiosa. Ao prosseguir rumo à perfeição, ele experimenta cada dia uma conversão a Deus; e esta conversão não se completa enquanto ele não alcança a perfeição no caráter cristão, um completo preparo para o toque final da imortalidade. …
Religião não é mera emoção ou sentimento. É um princípio entretecido em todos os deveres e transações da vida diária. … É a constância em fazer o bem que formará o caráter para o Céu. Testimonies, vol. 2, págs. 505-507.
Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nas almas esmorecidas um desejo ardente de sorver da água da vida. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 252.
11 de outubro
Pág. 290
Através de Fé Simples e Confiante
Transbordou… a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. I Tim. 1:14.
É privilégio vosso crescer sempre na graça, avançando no conhecimento e no amor de Deus, se mantiverdes com Cristo a agradável comunhão que é vosso privilégio fruir. Na simplicidade da fé humilde, pedi ao Senhor que vos abra o entendimento, para que possais discernir e apreciar as coisas preciosas de Sua Palavra. Assim podereis crescer em graça, em fé simples e confiante. …
Certificai-vos de que vossa vida espiritual não se torne fraca, doentia, ineficiente. Muitos há que têm necessidade das palavras e exemplos de um cristão. Fraqueza a indecisão provocam os assaltos do inimigo, e quem quer que deixe de aumentar em desenvolvimento espiritual, no conhecimento da verdade e da justiça, será com freqüência vencido pelo adversário. Carta 36, 1901.
A genuína fé sempre atua pelo amor. Quando olhais para o Calvário, não é para acalmar vossa alma no não cumprimento do dever, nem para prepara-vos para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que atuará, que purificará a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão de Cristo pela fé, nossa obra apenas começou. Toda pessoa tem hábitos pecaminosos e corruptos que precisam ser vencidos mediante vigoroso combate. De cada pessoa se requer que trave o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser ríspido no falar. Não pode ser cheio de pompa e estima própria. Não pode ser opressor nem pode usar palavras rudes, e censurar e condenar. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.111.
Deixai que a fé, como uma palmeira, lance as suas penetrantes raízes sob as coisas que são visíveis, e obtenha o refrigério espiritual das fontes vivas da graça e misericórdia de Deus. Há uma fonte de água que salta para a vida eterna. Deveis tirar vossa vida dessa fonte oculta. Se vos despojardes do egoísmo, e fortalecerdes vossa alma por constante comunhão com Deus, podeis promover a felicidade de todos com quem entrais em contato. Notareis o negligenciado, informareis o ignorante, encorajareis o opresso e desanimado, e até onde seja possível, aliviareis os sofredores. E não somente apontareis o caminho para o Céu, mas andareis vós mesmos nesse caminho. Testimonies, vol. 4, pág. 567.
12 de outubro
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Permanecendo em Cristo
Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer. João 15:5.
Muitos têm a idéia de que devem fazer sozinhos parte do trabalho. Confiaram em Cristo para o perdão dos pecados, mas agora procuram por seus próprios esforços viver retamente. Mas qualquer esforço como este terá de fracassar. Diz Jesus: “Sem Mim nada podereis fazer.” João 15:5. Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo. É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo nEle – que devemos crescer na graça. Ele é não somente o Autor mas também o Consumador de nossa fé. É Cristo primeiro, por último e sempre. Deve estar conosco, não só ao princípio e ao fim de nossa carreira, mas a cada passo do caminho. …
Perguntais: “Como permanecerei em Cristo?” Do mesmo modo em que O recebestes a princípio. “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nEle.” Col. 2:6. … Vós vos entregastes a Deus, para serdes inteiramente Seus, para O servirdes e Lhe obedecerdes, e aceitastes a Cristo como vosso Salvador. Não pudestes vós mesmos expiar os vossos pecados ou mudar vosso coração; mas tendo-vos entregue a Deus, crestes que Ele, por amor de Cristo, fez tudo isto por vós. Pela fé viestes a pertencer a Cristo, pela fé deveis nEle crescer – dando e recebendo. Deveis dar tudo – vosso coração, vossa vontade, vosso serviço – dar-vos, a vós mesmos, a Ele, para Lhe obedecerdes em tudo o que de vós requer; e deveis receber tudo – Cristo, a plenitude de todas as bênçãos, para habitar em vosso coração, para ser vossa força, vossa justiça, vosso ajudador constante – a fim de vos dar poder para obedecerdes. …
Vossa fraqueza se acha unida à Sua força, vossa ignorância à Sua sabedoria, vossa fragilidade ao Seu eterno poder. Não deveis, pois, olhar para vós mesmos, nem permitir que o pensamento demore no próprio eu, mas olhai para Cristo. Que o pensamento demore em Seu amor, na formosura e perfeição de Seu caráter. Cristo em Sua abnegação, Cristo em Sua humilhação, Cristo em Sua pureza e santidade, Cristo em Seu incomparável amor – este é o tema para a contemplação da alma. É amando-O, imitando-O, confiando inteiramente nEle, que haveis de ser transformados na Sua semelhança. Caminho a Cristo, págs. 69-71.
13 de outubro
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Física e Espiritualmente
Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. III João 2.
O propósito de Deus, em relação aos Seus filhos, é que cresçam até à estatura perfeita de homens e mulheres em Cristo Jesus. Para o conseguir, cumpre que façam uso legítimo de toda faculdade do espírito, alma e corpo. Não devem desperdiçar nenhuma força mental nem física.
O assunto de como preservar a saúde é de importância capital. Estudando-o no temor de Deus, acharemos que o melhor para a nossa prosperidade, tanto física como espiritual, é observar regime alimentar simples. Estudemos pacientemente a questão. …
Os que têm sido instruídos com relação aos efeitos prejudiciais do uso da alimentação cárnea, do chá e do café, bem como de comidas muito condimentadas, e que estão resolvidos a fazer com Deus um concerto com sacrifício, não hão de continuar a satisfazer o seu apetite com alimentos que sabem ser prejudiciais à saúde. Deus requer que o apetite seja dominado, e se pratique a renúncia no tocante às coisas que fazem mal. É esta uma obra que tem de ser feita antes que o povo de Deus possa ser apresentado diante dEle perfeito. …
Deus requer de Seu povo crescimento progressivo. Devemos aprender que condescender com o apetite constitui o maior embaraço ao cultivo do espírito e à santificação da alma. Apesar de sua adesão à reforma do regime alimentar, muitos seguem regime impróprio. A transigência com o apetite é a causa principal da debilidade física e mental, e é em grande parte responsável pela fraqueza e morte prematura de muitos. Todo indivíduo que aspira à pureza de espírito, deve ter sempre presente que em Cristo há virtude para vencer o apetite.
A saúde do corpo deve ser considerada como essencial para o crescimento na graça e para a aquisição de bom temperamento. … O comer e o beber impróprios resultam num pensar e agir impróprios também. Todos estão sendo agora experimentados e provados. Fomos batizados em Cristo, e, se desempenharmos nossa parte em renunciar tudo o que nos afeta desfavoravelmente …. ser-nos-á concedida força para o crescimento em Cristo, que é a nossa cabeça viva, e veremos a salvação de Deus. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 354-357 e 360.
14 de outubro
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Guardando o Coração
Guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Prov. 4:23.
Guardar com diligência o coração é essencial para um saudável crescimento na graça. O coração em seu estado natural é habitação de pensamentos impuros e paixões pecaminosas. Quando levado em sujeição a Cristo, ele tem de ser purificado de toda poluição pelo Espírito Santo. Isto não pode ser feito sem o consentimento do indivíduo.
Quando a alma foi purificada, é dever do cristão conservá-la incontaminada. Muitos parecem pensar que a religião de Cristo não pede o abandono dos pecados diários, o rompimento dos laços de hábitos que têm mantido a alma em cativeiro. Eles renunciam a algumas coisas condenadas pela consciência, mas deixam de representar a Cristo na vida diária. Não levam a semelhança de Cristo para dentro do lar. Não mostram criterioso cuidado na escolha de palavras. Não raro são proferidas palavras ferinas, impacientes, palavras que despertam as piores paixões do coração humano. Tais pessoas necessitam da permanente presença de Cristo na alma. Somente em Sua força podem eles manter vigilância sobre palavras e ações.
Muitos procuram questionar os momentos despendidos em meditação, no exame da Bíblia e em meditação, como se o tempo assim ocupado fosse perdido. Eu gostaria que vísseis estas coisas à luz do que Deus tem para vós; assim faríeis o reino do Céu de primacial importância. Conservar o vosso coração no Céu dará vigor a todas as vossas graças, e vida no cumprimento de todos os vossos deveres. … Assim como o exercício faz aumentar o apetite, e dá força e saudável vigor ao corpo, o exercício devocional dá aumento de graça e vigor espiritual.
Suba a Deus a oração: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sal. 51:10); pois uma alma limpa, pura, tem a Cristo habitando em si, e da abundância do coração procedem as saídas da vida. A vontade humana deve render-se a Cristo. Em vez de passá-las por alto, fechando o coração ao egoísmo, há necessidade de abrir-se o coração às suaves influências do Espírito de Deus. A religião prática respira sua fragrância em toda parte. Ela é um cheiro de vida para vida. SDA Bible Commentary, vol. 3, pág. 1.157.
15 de outubro
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Primeiro, um Coração Desocupado
Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mar. 12:30 e 31.
Desses dois mandamentos dependem todo o interesse e o dever de seres morais. Os que cumprem o seu dever em relação a outros como gostariam que os outros os cumprissem em relação a eles, são postos numa posição em que Deus Se lhes pode revelar. Serão por Ele aprovados. São aperfeiçoados em amor, e seus esforços e oração não serão vãos. Estão de contínuo recebendo da nascente graça e verdade, e com igual liberalidade estão transmitindo a outros a divina luz e salvação que recebem. …
O egoísmo é abominação à vista de Deus e dos santos anjos. Por causa deste pecado muitos têm deixado de alcançar o bem que estão capacitados a desfrutar. Olham com olhos egoístas para suas próprias coisas, e não amam nem buscam o interesse de outros como os seus próprios. Eles invertem a ordem de Deus. Em vez de fazer pelos outros o que gostariam que os outros fizessem por eles, fazem para si mesmos o que desejariam que os outros fizessem para si próprios, e fazem para outros o que menos gostariam de receber de volta. Testimonies, vol. 2, págs. 550 e 551.
De que modo podemos crescer na graça? Isto só nos é possível ao esvaziarmos do eu o coração, e apresentá-lo ao Céu, para que seja modelado segundo o padrão divino. Podemos ter uma conexão com o vivo canal de luz; podemos ser refrigerados com o orvalho celestial, e ter os chuveiros do Céu descendo sobre nós. Ao nos apropriarmos da bênção de Deus, estaremos habilitados a receber maiores medidas de graça. Ao aprendermos a ficar firmes como que vendo Aquele que é invisível, seremos mudados na imagem de Cristo. Sua graça não nos fará orgulhosos, não nos levará à exaltação do eu, mas seremos mansos e humildes de coração. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 947.
Crescer na graça não vos levará a serdes orgulhosos, egoístas, presunçosos, mas tornar-vos-á mais conscienciosos de vosso próprio demérito, de vossa inteira dependência do Senhor. The Youth’s Instructor, 11 de agosto de 1892.
16 de outubro
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Armadilhas a Serem Evitadas
Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. I João 2:16.
Orgulho e amor do mundo são laços tão grandes que embaraçam a espiritualidade e o crescimento na graça.
Este mundo não é o céu do cristão, mas simplesmente a oficina de Deus, onde estamos sendo preparados para unirmo-nos com santos anjos num santo Céu. Devemos estar constantemente educando a mente para pensamentos nobres, altruístas. Esta educação é necessária para assim pôr em exercício as faculdades que Deus nos deu, a fim de que o Seu nome seja melhor glorificado na Terra. Somos responsáveis por todas as nobres qualidades com que Deus nos dotou, e pôr essas faculdades num uso para o qual Ele jamais designou servissem, é mostrar-Lhe vil ingratidão. O serviço de Deus demanda todas as faculdades de nosso ser, e deixamos de atender aos desígnios de Deus se não levarmos essas faculdades a um alto estado de cultivo, e não educarmos a mente para amar e aspirar às coisas celestiais, e fortalecer e enobrecer as energias da alma mediante reto proceder, efetuando a glória de Deus. …
A menos que a mente seja educada para demorar-se em temas religiosos, será fraca, débil, neste sentido. Mas enquanto demorando-se em empreendimentos mundanos será forte nesta direção em que tem sido cultivada e tem-se fortalecido pelo exercício. A razão por que é tão difícil para homens e mulheres viver vida religiosa é que não exercitam a mente para a piedade. Ela é treinada para correr em direção oposta. A menos que a mente seja constantemente exercitada em obter conhecimento espiritual e em buscar compreender o mistério da piedade, é incapaz de apreciar coisas eternas. … Quando o coração é dividido, demorando-se principalmente em coisas do mundo, e muito pouco em coisas de Deus, não pode haver aí especial aumento de força espiritual.
Ao passo que os mundanos são todos ardorosos e ambiciosos na busca de tesouros terrestres, o povo de Deus não se conforma com o mundo, mas mostra por sua fervente, vigilante e expectante posição que é um povo transformado; que seu lar não é deste mundo, mas que estão buscando um melhor país, o próprio Céu. Testimonies, vol. 2, págs. 187-189 e 194.
17 de outubro
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Em Humildade
Revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. I Ped. 5:5.
O confiante amor e devoção altruísta manifestados na vida e no caráter de João apresentam lições de valor inaudito para a igreja cristã. João não possuía por índole a amabilidade de caráter que sua experiência posterior revelou. Ele tinha, por natureza, graves defeitos. Não somente era orgulhoso, presumido e ambicioso de honras, mas impetuoso e vingativo quando injuriado. … Mas atrás dessas coisas o divino Mestre viu o ardente, sincero e amante coração. Jesus repreendeu seu egoísmo, desapontou suas ambições, provou-lhe a fé. Mas revelou-lhe o que sua alma almejava – a beleza da santidade, o transformador poder do amor.
As lições de Cristo, apresentando a mansidão, humildade e amor como essenciais ao crescimento na graça e como condição para Seu trabalho, foram do mais alto valor para João. Ele entesourou cada lição, e constantemente procurava levar sua vida em harmonia com o divino padrão. João tinha começado a discernir a glória de Cristo – não a pompa e o poder terrenos que tinha sido ensinado a esperar, mas “a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1:14. … João desejava tornar-se semelhante a Jesus; e sob a transformadora influência do amor de Cristo, tornou-se manso e meigo. O eu estava escondido em Jesus. Atos dos Apóstolos, págs. 539, 540 e 544.
O Senhor Jesus procura a cooperação dos que se tornem desimpedidos condutos para comunicação de Sua graça. A primeira coisa a ser aprendida por todos os que desejam tornar-se coobreiros de Deus é a desconfiança de si mesmos; acham-se então preparados para lhes ser comunicado o caráter de Cristo. Este não se adquire por meio de educação recebida nas mais competentes escolas. É unicamente fruto da sabedoria obtida do divino Mestre. …
Homens da mais elevada educação em ciências e artes, têm aprendido preciosas lições de cristãos de condição humilde, classificados pelo mundo como ignorantes. Mas esses obscuros discípulos haviam recebido educação na mais alta das escolas. Tinham-se sentado aos pés dAquele que falava “como nunca homem algum falou”. João 7:46. O Desejado de Todas as Nações, págs. 250 e 251.
18 de outubro
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Em Bondade
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Col. 3:12.
Esteja a lei da bondade em vossos lábios e o óleo da graça em vosso coração. Isto produzirá maravilhosos resultados. Sereis ternos, bondosos, corteses. Necessitais todas estas graças. O Espírito Santo precisa ser recebido e levado ao vosso caráter; será Ele então como fogo santo, provendo incenso que subirá para Deus, não de lábios que condenam, mas como cura para as almas dos homens. Vosso rosto expressará a imagem do divino. … Pela contemplação do caráter de Cristo sereis mudados em Sua semelhança. Somente a graça de Cristo pode mudar o vosso coração, e então refletireis a imagem do Senhor Jesus. Deus nos convida para sermos semelhantes a Ele – puros, santos, incontaminados. Devemos portar a imagem divina.
O Senhor Jesus é nosso único ajudador. Por Sua graça aprenderemos a cultivar o amor, a educarmo-nos a nós mesmos para falar bondosa e ternamente. Mediante Sua graça nossas maneiras frias, rudes, serão transformadas. A lei da bondade estará em nossos lábios, e os que estiverem sob a preciosa influência do Espírito Santo, não sentirão que seja uma prova de fraqueza chorar com os que choram, alegrar-se com os que se alegram. Devemos cultivar excelências celestiais de caráter. Precisamos aprender o que significa ter boa vontade para com todos os homens, o sincero desejo de ser como o Sol e não como a sombra na vida de outros. SDA Bible Commentary, vol. 3, pág. 1.164.
Lançai mão de toda oportunidade a fim de contribuir para a felicidade dos que vos cercam, partilhando com eles vossa afeição. Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreço, seriam para muita alma a lutar em solidão, como um copo de água fresca para o sedento. …
Vivei ao brilho solar do amor de Cristo. Então, vossa influência abençoará o mundo. Domine-vos o Espírito de Cristo. Esteja-vos nos lábios a lei da bondade. A longanimidade e a abnegação assinalam as palavras dos que são nascidos de novo, para viver a nova vida em Cristo. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 99 e 100.
19 de outubro
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Devemos Prosseguir
Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a Sua saída. Osé. 6:3.
Cristo veio para ensinar à família humana o caminho da salvação, e tão claro tornou este caminho que uma criancinha nele pode andar. Ele ordena aos Seus discípulos que prossigam em conhecer ao Senhor; e, ao seguirem diariamente Sua guia aprendam que Sua saída será como a alva.
Já vistes o nascer do Sol, e os efeitos do gradual alvorecer do dia sobre terra e céu. Pouco a pouco aumenta a claridade, até aparecer o Sol; então a luz se torna constantemente mais forte e mais clara, até atingir a glória plena do meio-dia. É esta uma linda ilustração do que Deus deseja fazer por Seus filhos, no aperfeiçoamento da vida cristã. Ao andarmos dia a dia na luz que nos manda, em voluntária obediência a todos os Seus reclamos, nossa experiência cresce e alarga-se até alcançarmos a estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus. …
Cristo não veio à Terra como rei para governar nações. Veio como homem humilde, para ser tentado, para vencer a tentação e para prosseguir, como nós o precisamos fazer, em conhecer ao Senhor. No estudo de Sua vida aprenderemos quanto Deus, por meio dEle, fará em favor de Seus filhos. E aprenderemos que, por maiores que sejam nossas provações, não poderão exceder o que Cristo suportou para podermos conhecer o caminho, a verdade e a vida. Por uma vida de conformidade com Seu exemplo, devemos mostrar nossa apreciação de Seu sacrifício em nosso favor. Mensagens aos Jovens, págs. 15 e 16.
Como a flor se volve para o Sol, para que os seus brilhantes raios a ajudem a desenvolver a beleza e simetria, assim devemos nós volver-nos para o Sol da justiça, a fim de que a luz do Céu incida sobre nós e nosso caráter seja desenvolvido à semelhança de Cristo. …
Sois justamente tão dependentes de Cristo, para viver uma vida santa, como a vara é dependente do tronco para crescer e dar fruto. Separados dEle não tendes vida. Não tendes poder algum para resistir à tentação ou crescer em graça e santidade. Permanecendo nEle, florescereis. Derivando dEle a vossa vida, não haveis de murchar nem ser estéreis. Sereis como árvore plantada junto a ribeiros de água. Caminho a Cristo, págs. 68 e 69.
20 de outubro
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Refletindo a Jesus
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.  Efés. 4:29.
Tenho contínuo anseio de que Cristo seja formado no interior a esperança da glória. Anelo ser dia a dia embelezada com a mansidão e a benignidade de Cristo, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo até à plena estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Como indivíduo, devo, pela graça que me é dada por Jesus Cristo, manter minha vida saudável mediante o conservá-la como conduto divino pelo qual fluam para o mundo Sua graça, Seu amor, Sua paciência e mansidão. Este é meu dever e não menos o dever de todo membro da igreja que professa ser filho ou filha de Deus.
O Senhor Jesus fez Sua igreja depositária de verdade sagrada. Deixou com ela a obra de cumprir Seus desígnios e planos para salvar as pessoas por quem tanto interesse manifestou, tão incomensurável amor. Como o Sol em relação ao nosso mundo, Ele Se ergue em meio da treva moral – o Sol da Justiça. Disse de Si mesmo: “Eu sou a luz do mundo”. João 8:12. Ele disse a Seus seguidores: “Vós sois a luz do mundo”. Mat. 5:14. … Refletindo a imagem de Jesus Cristo, pela beleza e santidade do caráter deles, por sua constante abnegação e separação de todo ídolo, grande ou pequeno que seja, revelam haver aprendido na escola de Cristo. Manuscrito 53, 1890.
A Escritura diz de Cristo, que havia em Seus lábios uma graça tal que sabia “dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado”. Isa. 50:4. E o Senhor nos manda: “A vossa palavra seja sempre agradável” (Col. 4:6), “para que dê graça aos que a ouvem”. Efés. 4:29.
Procurando corrigir ou reformar a outros devemos ter cuidado com nossas palavras. Serão um cheiro de vida para vida ou de morte para morte. … Todos os que quiserem advogar os princípios da verdade precisarão receber o celeste óleo do amor. Sob todas as circunstâncias, a censura deve ser expressa com amor. Então nossas palavras reformarão e não hão de exasperar. Cristo pelo Espírito Santo suprirá o poder necessário. Essa é Sua obra. Parábolas de Jesus, págs. 336 e 337.
21 de outubro
Pág. 300
Quando Falhamos
Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Miq. 7:8.
Coisa alguma senão o poder divino pode regenerar o coração humano e imbuir as almas no amor de Cristo, amor que sempre se manifestará por aqueles pelos quais Ele morreu. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” Gál. 5:22 e 23. Quando um homem se converte a Deus, supre-se-lhe um novo gosto moral, novo motivo impelente, e ele ama as coisas que Deus ama, pois sua vida é, pela cadeia de ouro das imutáveis promessas, ligada à vida de Jesus. Amor, alegria, paz e inexprimível gratidão penetrarão a alma, e a linguagem dessa bendita pessoa será: “Tua mansidão me engrandeceu.” Sal. 18:35.
Mas os que esperam contemplar uma transformação mágica em seu caráter sem resoluto esforço de sua parte, para vencer o pecado, esses serão decepcionados. Não temos motivo para temer, enquanto olharmos a Jesus; razão alguma para duvidar de que Ele seja capaz para salvar perfeitamente a todos os que a Ele se chegam; mas podemos, sim, temer constantemente que nossa velha natureza de novo alcance a supremacia, que o inimigo elabore alguma cilada pela qual nos tornemos outra vez cativos seus. Devemos operar nossa salvação com temor e tremor, pois é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade. …
Devemos crescer diariamente em amabilidade espiritual. Havemos de falhar muitas vezes em nossos esforços por copiar o Modelo divino. Muitas vezes havemos de prostrar-nos em pranto aos pés de Jesus, por motivo de nossas faltas e erros; mas não nos devemos desanimar; cumpre orar mais fervorosamente, crer mais plenamente, e de novo tentar, com mais constância, crescer na semelhança de nosso Senhor. À medida que desconfiarmos de nossa capacidade, confiaremos na capacidade de nosso Redentor, e renderemos louvor a Deus, que é a salvação de nossa face, e nosso Deus. …
Contemplando, havemos de ser transformados; e ao meditarmos na perfeição do Modelo divino, desejaremos tornar-nos inteiramente transformados, e renovados na imagem de Sua pureza. É pela fé no Filho de Deus que se efetua a transformação do caráter, e o filho da ira torna-se filho de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 336-338.
22 de outubro
Pág. 301
Banqueteando-se em Sua Palavra
Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da Sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados. Atos 20:32.
O grande e essencial conhecimento é o conhecimento de Deus em Sua Palavra. … Deve haver um aumento diário de discernimento espiritual; e o cristão crescerá na graça na exata proporção em que confie nos ensinos da Palavra de Deus e os aprecie, e habitue-se a meditar nas coisas divinas. Review and Herald, 17 de abril de 1888.
Dando-nos o privilégio de estudar a Sua Palavra, o Senhor pôs diante de nós um lauto banquete. Muitos são os benefícios que se derivam de nos banquetearmos em Sua Palavra, que é representada por Ele como Sua carne e sangue, Seu Espírito e vida. Participando desta Palavra, é aumentada a nossa força espiritual; crescemos em graça e no conhecimento da verdade. Formam-se e se fortalecem hábitos de domínio próprio. Desaparecem as fraquezas da meninice: mau humor, voluntariosidade, egoísmo, palavras precipitadas, atos apaixonados, e em seu lugar se desenvolvem as graças da varonilidade e feminilidade cristãs. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 207.
O Senhor, em Sua grande misericórdia, revelou-nos nas Escrituras as regras do santo viver. …
Inspirou homens santos para que registrassem, para nosso proveito, instruções relativas aos perigos que infestam o caminho, e a maneira de a eles fugir. Os que Lhe obedecem à recomendação de examinar as Escrituras, não serão ignorantes dessas coisas. Entre os perigos dos últimos dias, todo membro da igreja deve compreender as razões de sua esperança e fé – razões que não são de difícil compreensão. Há suficiente matéria para ocupar o espírito, caso cresçamos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Mensagens aos Jovens, pág. 282.
Sempre que o povo de Deus estiver crescendo em graça, obterá constantemente compreensão mais clara de Sua Palavra. Há de distinguir mais luz e beleza em suas sagradas verdades. Isto se tem verificado na história da igreja em todos os séculos, e assim continuará até ao fim. Obreiros Evangélicos, pág. 297.
23 de outubro
Pág. 302
De uma Única Fonte
Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. João 1:17.
Vossa força e crescimento na graça provém de uma só Fonte. Se, quando tentados e provados, vos postardes bravamente do lado do direito, a vitória será vossa. Estareis um passo mais próximos da perfeição do caráter cristão. Uma santa luz do Céu encherá as câmaras de vosso espírito, e sereis circundados de uma atmosfera pura, fragrante. Carta 123, 1904.
É privilégio nosso ter a luz do Céu a brilhar sobre nós. Foi assim que Enoque andou com Deus. Não foi mais fácil, para Enoque, viver vida de justiça, do que o é para nós, presentemente. O mundo dos seus dias não era mais favorável ao crescimento na graça e santidade do que é hoje.
Foi pela oração e comunhão com Deus que Enoque foi habilitado a escapar na corrupção que pela concupiscência há no mundo. Vivemos em meio aos perigos dos últimos dias, e temos de receber nossa força da mesma Fonte. Temos de andar com Deus. Requer-se de nós a separação do mundo, pois não podemos conservar-nos livres de sua poluição a menos que sigamos o exemplo do fiel Enoque. …
Quantos há tão fracos como água e que podiam ter uma inesgotável fonte de força. O Céu está pronto para nos aquinhoar, a fim de podermos ser fortes em Deus, e alcançar a completa estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Qual foi vosso progresso em poder espiritual durante o último ano? Quem dentre nós obteve uma preciosa conquista após outra, até que a inveja, o orgulho, malícia e ciúmes e egoísmo tenham sido varridos, e somente as graças do Espírito permanecido – mansidão, paciência, bondade, caridade? Deus nos ajudará se nos apegarmos ao auxílio provido. Review and Herald, 9 de janeiro de 1900.
Nenhuma outra criatura de Deus é susceptível de tamanho progresso, tamanho refinamento, tamanha nobreza como o homem. … Não pode o homem conceber o que se poderá tornar e vir a ser. Pela graça de Cristo é ele capaz de constante progresso mental. Que resplandeça a luz da verdade em seu espírito e seja o amor de Deus derramado em seu coração, e ele pode mediante a graça para comunicar a qual Cristo morreu, ser um homem de poder – filho da Terra, mas herdeiro da imortalidade. Carta 26d, 1887.
24 de outubro
Pág. 303
Auxiliando Outros
Quem dá a beber será dessedentado. Prov. 11:25.
Cristo nos faculta a nós, que estamos sedentos da água da vida, o bebermos livremente; quando assim fazemos, temos Cristo dentro de nós como uma fonte de água que salta para a vida eterna. Então nossas palavras são cheias de orvalho. Estamos preparados para regar a outros. Testimonies, vol. 6, pág. 51.
Tão depressa uma pessoa se chegue para Cristo, nasce-lhe no coração o desejo de revelar aos outros que precioso amigo encontrou em Jesus; a salvadora e santificante verdade não lhe pode ficar encerrada no coração. Se nos achamos revestidos da justiça de Cristo, e cheios da alegria proveniente da habitação de Seu Espírito em nós, não nos será possível calar-nos. Se provamos e vimos que o Senhor é bom, teremos alguma coisa a dizer. …
E o esforço no sentido de abençoar aos outros reverterá em bênçãos para nós mesmos. Foi este o propósito de Deus dando-nos uma parte a desempenhar no plano da redenção. …
Se vos puserdes a trabalhar como Cristo determina que Seus discípulos o façam, e conquistar almas para Ele, sentireis a necessidade de uma experiência mais profunda e um maior conhecimento das coisas divinas, e tereis fome e sede de justiça. Instareis com Deus, e vossa fé se fortalecerá e vossa alma beberá livremente da fonte da salvação. As oposições e provações que encontrardes vos impelirão para a Bíblia e para a oração. Crescereis na graça e no conhecimento de Cristo e desenvolvereis uma rica experiência.
O espírito de abnegado amor pelos outros proporciona ao caráter profundeza, estabilidade e formosura cristã, e traz paz e felicidade ao seu possuidor. As aspirações são enobrecidas. Não haverá lugar para a preguiça ou egoísmo. Os que desse modo exercitarem as graças cristãs hão de crescer e tornar-se fortes para o trabalho de Deus. Terão claras percepções espirituais, fé constante, e crescente, e maior poder na oração. O Espírito de Deus, operando em seu espírito, despertará as sagradas harmonias da alma, em resposta ao contato divino. Os que assim dedicarem esforços abnegados ao bem de outros estão, certissimamente, operando sua própria salvação. O único modo de crescer na graça é … empenhar-nos, na medida de nossa capacidade, em ajudar e abençoar os que carecem do auxílio que lhes podemos dar. Caminho a Cristo, págs. 78-80.
25 de outubro
Pág. 304
Exercício Espiritual, um Dever
Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. I Cor. 16:13.
Elevada norma é apresentada perante a juventude, e Deus a convida a entrar em serviço real para Ele. Jovens de coração sincero, que se deleitam em ser alunos na escola de Cristo, podem fazer grande obra pelo Mestre, se tão-somente derem ouvidos à ordem do Capitão, ao ressoar ela ao longo das fileiras até ao nosso tempo: “Portai-vos varonilmente.” I Cor. 16:13. Mensagens aos Jovens, pág. 24.
As forças são produzidas pelo exercício. Todos os que se servem das aptidões que Deus lhes deu, terão crescentes habilidades para consagrar ao serviço dEle. Os que nada fazem, na causa de Deus, deixarão de crescer em graça e no conhecimento da verdade. O homem que se deitasse, recusando servir-se dos membros, perderia em breve a faculdade de utilizá-los. Assim o cristão que não exercita as aptidões concedidas por Deus, não somente deixa de crescer em Cristo, mas perde as forças que já possuía; torna-se um paralítico espiritual. Quem com amor a Deus e ao próximo, se esforça por ajudar outros, é que se torna firme, forte, estável na verdade. O verdadeiro cristão trabalha para Deus, não por impulso, mas por princípio; não um dia ou um mês, mas toda a vida. Obreiros Evangélicos, pág. 84.
Este mundo não é uma parada militar, mas sim um campo de batalha. Todos são chamados a suportar aflições, como bons soldados. Devem ser fortes e portar-se como homens. … A verdadeira prova de caráter se encontra na disposição para suportar encargos, assumir difíceis posições, efetuar o trabalho que precisa ser feito, ainda que não alcance nenhum reconhecimento ou recompensa terrestre. Educação, pág. 295.
Oh, se cada um desse o devido apreço às aptidões que lhe foram dadas por Deus! Podeis, por Cristo, subir a escada do progresso, e pôr cada faculdade sob o domínio de Jesus. … Em vossa própria força nada podeis fazer; mas, na graça de Jesus Cristo, podeis empregar vossas faculdades de tal maneira que produzam o máximo bem para vossa própria vida, e a máxima bênção à vida dos outros. Apegai-vos a Jesus, e haveis de fazer diligentemente as obras de Cristo, e receber afinal a recompensa eterna. The Youth’s Instructor, 20 de setembro de 1894.
26 de outubro
Pág. 305
Uma Prescrição Divina
A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. II Tess. 1:12.
Muitos anseiam crescer na graça; oram sobre o assunto e ficam surpresos quando suas orações não são atendidas. O Mestre tem-lhes dado uma obra a fazer por meio da qual eles crescerão. De que vale orar quando há necessidade de trabalhar? A questão é: Estão eles buscando salvar almas por quem Cristo morreu? O crescimento espiritual depende de transmitirmos a outros a luz que Deus nos deu. Deveis estar dispostos a fazer o melhor no trabalho ativo de bem, e somente o bem, em vossa família, em vossa igreja, e entre vossos vizinhos.
Em lugar da crescente ansiedade com o pensamento de que não estais crescendo na graça, fazei justamente todo dever que se vos apresente, impressionai-vos com a situação espiritual dos perdidos e por todos os meios concebíveis buscai salvá-los. Sede bondosos, corteses, compassivos; falai humildemente da bem-aventurada esperança; falai do amor de Jesus; dizei de Sua bondade, Sua misericórdia, e Sua justiça; e cessai de lastimar quanto a se estais ou não crescendo. As plantas não crescem mediante algum esforço consciencioso. … A planta não está em contínua apreensão acerca de seu crescimento; cresce simplesmente sob a supervisão de Deus. The Youth’s Instructor, 3 de fevereiro de 1898.
Se consagrarmos o coração e a mente ao serviço de Deus, fazendo a obra que Ele nos incumbiu de fazer, e andando nos passos de Jesus, nosso coração se tornará numa harpa sagrada, cujas cordas todas louvam e agradecem o Cordeiro enviado de Deus para tirar os pecados do mundo. …
O Senhor Jesus é nossa força e felicidade, o grande celeiro do qual, em qualquer ocasião, os homens podem tirar força. Ao estudá-Lo, ao falar dEle, tornamo-nos mais e mais capacitados para imitá-Lo – à medida que nos aproveitamos de Sua graça e recebemos as bênçãos que nos oferece, temos alguma coisa com que auxiliar a outros. Cheios de gratidão, comunicamos aos outros as bênçãos que de graça nos têm sido concedidas. Assim recebendo e repartindo, crescemos em graça. Signs of the Times, 22 de outubro de 1896.
27 de outubro
Pág. 306
Não Há Lugar Para Ociosos
Quem não é por Mim é contra Mim; e quem comigo não ajunta espalha. Luc. 11:23.
Como deve nossa luz brilhar para o mundo a não ser por nossa coerente vida cristã? Como pode o mundo saber que pertencemos a Cristo se nada fazemos por Ele? … Não há terreno neutro entre os que trabalham ao máximo de sua capacidade para Cristo e os que trabalham para o adversário das pessoas. Todo aquele que permanece como um indolente na vinha do Senhor não está apenas sem fazer nada ele mesmo, mas está criando embaraços para os que estão procurando trabalhar. Satanás procura ocupar todos os que não estão fervorosamente se esforçando para garantir sua própria salvação e a de outros. … Quando quer que o cristão esteja fora de guarda, este poderoso adversário faz súbito e violento ataque. A menos que os membros da igreja sejam ativos e vigilantes, serão vencidos por seus ardis. Testimonies, vol. 5, págs. 393 e 394.
Muitos que deviam tomar atitude decisiva do lado da justiça e da verdade, manifestaram fraqueza e indecisão, que incentivaram os assaltos de Satanás. Os que deixam de crescer na graça, não se esforçando por atingir o mais alto padrão da perfeição divina, serão vencidos. …
Neste tempo de lutas e provações, precisamos de todo o apoio e consolação que podemos derivar de princípios justos, convicções religiosas estabelecidas, certeza íntima do amor de Cristo e rica experiência nas coisas divinas. Só chegaremos à estatura perfeita de homens e mulheres em Cristo Jesus em resultado de um crescimento constante na graça divina. Testemunhos Seletos, págs. 16 e 17.
É a obra que fazemos ou deixamos de fazer que fala com tremendo poder sobre nossa vida e destino. Deus requer de nós que aproveitemos toda oportunidade que nos é oferecida para sermos úteis. Negligenciar isto é perigoso para nosso crescimento espiritual. Temos uma grande obra para ser feita. Não passemos em ociosidade as horas preciosas que Deus nos deu a fim de aperfeiçoarmos o caráter para o Céu. Não precisamos ficar inativos ou ociosos nesta obra, pois não temos um só momento para gastar sem um propósito ou objetivo. Deus nos ajudará a vencer nossos erros se a Ele orarmos e nEle crermos. Podemos ser mais do que vencedores por Aquele que nos amou. Testimonies, vol. 3, pág. 540.
28 de outubro
Pág. 307
Nos Deveres Necessários da Vida
Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. Atos 20:24.
Vossa força espiritual e vosso crescimento na graça serão proporcionais ao trabalho de amor e de boas obras que fizerdes alegremente por vosso Salvador, o qual nada reteve; nem mesmo a vida, para que fôsseis salvos. …
Somente nossas boas obras são salvarão qualquer de nós, mas não podemos ser salvos sem elas. E depois de havermos feito tudo que podemos fazer, no nome e na força de Jesus Cristo devemos dizer: “Somos servos inúteis.” Luc. 17:10. Testimonies, vol. 4, pág. 228.
Se tendes no coração as riquezas da graça de Cristo, não as conservareis para vós mesmos uma vez que a salvação dos homens depende do conhecimento do caminho da salvação, o qual estais em condições de dar. As pessoas talvez não vão ter convosco para vos falar dos anseios de seu coração; muitos, porém, estão famintos, insatisfeitos; e Cristo morreu para que pudessem ter as riquezas de Sua graça. Que fareis para que possam participar das bênçãos que fruís? … Review and Herald, 6 de janeiro de 1910.
O crescimento na graça manifesta-se na aumentada aptidão para trabalhar por Deus. Aquele que aprende na escola de Cristo saberá como orar, e como falar pelo Mestre. Reconhecendo que lhe falta sabedoria e experiência, colocar-se-á sob a disciplina do Grande Mestre, sabendo que só assim poderá alcançar a perfeição no serviço de Deus. E dia a dia se tornará mais habilitado a compreender as coisas espirituais. Cada dia de diligente tarefa o encontra, ao seu término, mais apto a ajudar os outros. Review and Herald, 29 de abril de 1909.
A lição essencial da operosidade, satisfeita nos necessários deveres da vida, tem ainda de ser aprendida por muitos dos seguidores de Cristo. Requer mais graça, mais severa disciplina de caráter trabalhar para Deus na qualidade de mecânico, negociante, advogado ou agricultor, introduzindo os preceitos do cristianismo nas ocupações comuns da vida, do que desempenhar as funções de reconhecimento missionário no campo de ação. Requer vigorosa fibra espiritual introduzir a religião na oficina de trabalho e no escritório dos negócios, santificando os pormenores da vida diária, e ordenando toda transação segundo a norma da Palavra de Deus. Mas é isso que o Senhor exige. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 279.
29 de outubro
Pág. 308
“Pequenas Oportunidades”
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. Ecles. 9:10.
Coisa alguma despertará tanto um abnegado zelo e dará amplitude e resistência ao caráter como empenhar-se em trabalho para benefício de outros. … Mas ninguém precisa esperar até que seja chamado para um campo distante, para começar a ajudar a outros. Portas de serviço se acham abertas por toda parte. Acham-se por todo lado ao redor de nós os que necessitam de auxílio. A viúva, o órfão, o doente e o moribundo, o magoado, o abatido, o ignorante e o desprezado acham-se por onde quer que formos.
Devemos sentir ser nosso especial dever trabalhar pelos que se encontram em nossa vizinhança. Pensai como podereis melhor ir em socorro dos que não têm nenhum interesse nas coisas religiosas. Ao visitardes vossos amigos e vizinhos, mostrai interesse em seu bem-estar espiritual, da mesma maneira no que respeita ao temporal. Falai-lhes de Cristo como um Salvador que perdoa o pecado. Convidai os vizinhos para vossa casa, e lede-lhes partes da preciosa Bíblia, e de livros que lhes explicam as verdades. Convidai-os a se unirem convosco em cânticos e orações. Nessas pequeninas reuniões, o próprio Cristo estará presente, segundo prometeu, e os corações serão tocados pela Sua graça. … Muitos lamentam estar vivendo uma vida monótona. Eles próprios podem tornar sua vida mais ativa e influente, se quiserem. Os que amam a Cristo de coração, entendimento e alma, e a seu próximo como a si mesmos, têm um campo vasto em que empregar sua capacidade e influência.
Ninguém passe por alto as pequenas oportunidades, esperando por uma obra maior. Talvez executásseis com êxito o trabalho pequeno, mas falhásseis redondamente ao tentar fazer um outro maior, e caísseis em desânimo. É fazendo segundo as vossas forças o que vos vem à mão que haveis de desenvolver capacidade para uma obra de mais vulto. …
Nos campos em que as condições são tão objetáveis e desanimadoras que muitos para lá não estão dispostos a ir, assinaladas mudanças se têm operado pelos esforços de obreiros prontos a se sacrificarem. Paciente e perseverantemente eles trabalharam, não confiando no poder humano, mas em Deus, e Sua graça os susteve. Quanto de bem foi assim realizado, jamais será conhecido neste mundo, mas benditos resultados se verão no grande porvir. A Ciência do Bom Viver, págs. 151-154.
30 de outubro
Pág. 309
Por que Provações?
Assentar-Se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao Senhor justas ofertas. Mal. 3:3.
Aqui está o processo, o refinador e purificador processo, a ser levado a cabo pelo Senhor dos Exércitos. A obra é sobremodo difícil para a alma, mas é somente por meio deste processo que as escórias e impurezas podem ser removidas. Nossas provas são absolutamente necessárias para levar-nos para mais perto de nosso Pai celestial, em obediência a Sua vontade, para que possamos dedicar ao Senhor uma oferta em justiça. Deus nos deu cada uma de nossas habilidades e talentos para que os aproveitemos. Precisamos de uma nova e viva experiência na vida divina, a fim de fazermos a vontade de Deus. Nenhum acúmulo de experiência passada bastará para o presente, ou nos fortalecerá para vencermos as dificuldades que surgem em nosso caminho. Precisamos ter nova graça e renovada força diária para sermos vitoriosos. …
Abraão, Moisés, Elias, Daniel, e muitos outros, foram todos severamente provados mas não da mesma maneira. Cada um tem seus testes e provas individuais no drama da vida, mas exatamente a mesma prova raramente vem duas vezes. Cada um tem sua própria experiência, peculiar em seu caráter e circunstâncias, para realizar determinada obra. Deus tem uma obra, um propósito, na vida de cada um de nós. Cada ato, por pequeno que seja, tem seu lugar em nossa experiência. …
Oxalá pudessem todos sentir que cada passo que dão tem uma durável e controladora influência sobre sua própria vida e a de outros. Oh, quanto necessitamos, então, de comunhão com Deus! Que necessidade de divina graça para dirigir cada um de nossos passos e nos mostrar como alcançar um caráter cristão!
Os cristãos terão de passar por novas cenas e novas provas, onde sua passada experiência não pode ser suficiente guia. Precisamos aprender do divino Mestre não menos agora do que em qualquer outro período de nossa vida, e até mesmo mais. E quanto mais experiência adquirimos, quanto mais perto chegamos da pura luz do Céu, mas discerniremos em nós mesmos o que necessite de reforma. … O caminho do justo é um caminho progressivo, de força em força, de graça em graça, de glória em glória. A divina iluminação aumentará cada vez mais, correspondendo com nossos movimentos para a frente, qualificando-nos para enfrentar as responsabilidades e emergências diante de nós. Review and Herald, 22 de junho de 1886.
31 de outubro
Pág. 310
“A Plenitude de Deus”
E conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. Efés. 3:19.
Deus conclama os que conhecem Sua vontade, a serem praticantes de Sua Palavra. Fraquezas, indiferença e indecisão convidam os assaltos de Satanás; e os que permitem que esses traços de caráter aumentem, serão irremediavelmente tragados pelos vagalhões da tentação. …
Todo meio de graça deve ser diligentemente aproveitado, para que o amor de Deus possa dominar mais e mais a vida, “para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo; cheios de frutos de justiça.” Filip. 1:10 e 11. Vossa vida cristã tem de assumir formas vigorosas e rijas. Podereis alcançar a alta norma que vos é apresentada nas Escrituras, e tereis de fazê-lo, se quiserdes ser filhos de Deus. Não podeis ficar parados; tereis de, ou avançar ou retroceder. Deveis ter conhecimento espiritual, para que possais “perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo”, “para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus”. Efés. 3:18 e 19. …
Quereis ter um crescimento cristão restrito, ou fareis sadio progresso na vida religiosa? Onde há saúde espiritual aí há crescimento. O filho de Deus cresce à plena estatura de homem ou mulher em Cristo. Não há limite para seu desenvolvimento. …
Temos grandes vitórias a ganhar, e um Céu a perder, se não as alcançarmos. Tem de ser crucificado o coração carnal; pois sua tendência é para a corrupção moral, cujo fim é a morte. Coisa alguma senão as vivificantes influências do evangelho pode ajudar a alma. Orai para que as poderosas energias do Espírito Santo, com todo o seu poder vivificador, restaurador e transformador possam atuar como uma corrente elétrica sobre a alma atacada de paralisia, fazendo com que cada nervo estremeça com nova vida, restaurando o homem todo, de seu estado terreno, morto e sensual, para o de perfeita saúde espiritual. Tornar-vos-eis assim participantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção que há no mundo pela concupiscência; e em vossa alma se refletirá a imagem daquele por cujas feridas fostes curados. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 96-100.

 

Publicado em 10 - Outubro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário