Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – JULHO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações Diárias – JULHO 2015Ligado na Videira – clique no dia desejado:
[Q01][Q02][S03][S04][D05][S06][T07][Q08][Q09][S10][S11][D12][S13][T14][Q15][Q16][S17][S18][D19][S20][T21][Q22][Q23][S24][S25][D26][S27][T28][Q29][Q30][S31] – ou leia na sequência abaixo:
1º de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 6Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo. Ezequiel 36:26
Não são apenas os seres humanos que necessitam de um coração novo. Às vezes, as instituições também. Foi isso que aconteceu com a educação adventista enquanto buscava encontrar seu papel adequado dentro da igreja, durante as décadas de 1870 e 1880.
Ontem concluímos com o poderoso chamado de Ellen White à reforma no cambaleante Battle Creek College em dezembro de 1881. Ela temia que a instituição tivesse se “desviado de seu desígnio original. […] Por um ou dois anos passados, tem havido certo esforço para moldar nossa escola de acordo com outros colégios. […] A influência moral e religiosa não deve ser deixada para trás” (T5, p.21).
“Se uma influência mundana tiver que dominar nossa escola, seja ela então vendida aos mundanos, e assumam eles o total controle; e os que investiram seus recursos nessa instituição estabelecerão outra escola para ser dirigida, não de acordo com o plano das escolas populares, nem segundo a vontade de diretores e mestres, mas de acordo com o plano especificado por Deus. […]
“Deus declarou ser desígnio Seu possuir na região um colégio em que a Bíblia tenha seu devido lugar na educação da juventude” (ibid., p. 25, 26).
Em seu duro discurso, Ellen White deu ênfase específica ao papel da Bíblia e à necessidade de voltar ao rumo dos objetivos dos fundadores.
Ela proclamou: “Pouca atenção tem sido dispensada à educação de jovens para o ministério. Esse era o principal objetivo no estabelecimento do colégio” (ibid., p. 22).
Ellen White não era contrária as artes e à ciência. Ao invés disso, defendia o estudo dos campos mais amplos de conhecimento, “aprendendo ao mesmo tempo os reclamos de Sua Palavra” (ibid., p. 21). O grande problema era o estudo dos livros “apenas”. “Essa espécie de educação pode ser obtida em qualquer colégio da região” (ibid., p. 22). Ela incentivava um aprendizado mais abrangente, que analisasse tudo com base em uma perspectiva bíblica. “Como poderoso meio de educação, a Bíblia não tem rival”, uma vez que desafia os alunos “a lidar com problemas difíceis” e amplia a compreensão de sua mente (ibid., p. 24). Seu chamado era para que a educação adventista voltasse aos trilhos.
Obrigado, Pai, pela voz profética em nossa história. Ajuda-nos a ouvir essa mesma voz neste dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 7Para a árvore pelo menos há esperança: se é cortada, torna a brotar, e os seus renovos vingam. Jó 14:7, NVI
Na primavera de 1882, a jovem árvore da educação adventista não foi apenas podada; ela foi cortada. No entanto, esse passo drástico não foi em vão. Do toco, brotariam ramos em várias direções, que revitalizariam o sistema e ajudariam imensamente na busca por uma educação apropriada. O Battle Creek College reabriria no outono de 1883, com a resolução de ser mais fiel à sua missão. E faria progressos significativos nessa direção durante a década de 1880.
Talvez, porém, ainda mais importante seja o fato de que os ex-líderes da escola de Battle Creek tenham ido para diferentes partes do país. Eles aprenderam lições que os ajudariam a fortalecer a educação adventista.
Goodloe Harper Bell se estabeleceu em Massachussets, onde fundou a South Lancaster Academy, na primavera de 1882, a qual se transformou posteriormente no Atlantic Union College.
Sidney Brownsberger, por sua vez, foi para o Oeste, onde, em abril de 1882, fundou a Healdsburg Academy, instituição que se transformou no Healdsburg College, e depois, no Pacific Union College. Brownsberger resolveu não cometer os mesmos erros. Começou a administração em Healdsburg com uma filosofia educacional bem diferente da que havia seguido em sua obra em Battle Creek. Depois de sua experiência em Michigan, decidiu “nunca mais ingressar [em nenhum emprego denominacional] sem a base dos Testemunhos”.
Nas propagandas e nos catálogos de Healdsburg durante os anos da gestão de Brownsberger, ganhava destaque o fato de que a escola procurava proporcionar uma educação equilibrada entre teoria e prática, parte mental e física. Em suma, além de acadêmicos, ele prepararia seus formandos para o mercado de trabalho. Mais do que isso, a escola fora projetada “para prover instrução especialmente adaptada ao trabalho de rapazes e moças que desejam se preparar para entrar no ministério”. A instituição de reforma, Healdsburg College, exerceria uma boa influência sobre a de Battle Creek.
É possível, sim, aprender depois de velho. E, com a ajuda de Deus, pessoas e instituições podem se reformar a fim de se aproximarem mais de seus ideais. Esse foi o início, mas a verdadeira revolução na educação adventista ocorreria durante os anos 1890. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Reflexões Sobre Estilo de Vida e Doutrina – 1Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos. Salmos 25:4, NVI
Ellen White desempenhou um papel mais ativo na área das práticas do estilo de vida adventista do que na formação de doutrinas. Na formação doutrinária, o procedimento consistia em estudar a Bíblia até que se chegasse a um consenso. Nesse momento, ela às vezes recebia uma visão que confirmava o consenso e ajudava aqueles que ainda tinham dúvidas sobre se as conclusões do grupo eram corretas. Logo, podemos conceber que o envolvimento dela na formação de doutrinas se encontrava na confirmação, em vez de na iniciação.
Não se pode dizer o mesmo de sua participação no ramo do estilo de vida adventista. Por isso, é importante reconhecer algumas diferenças entre as esferas do estilo de vida e da doutrina.
Muito embora os adventistas do século 21 tenham a tendência de igualar a magnitude das questões doutrinárias e de estilo de vida, esse não era o posicionamento dos fundadores da denominação.
Talvez a diferença dissesse respeito ao fato de que as doutrinas definem uma denominação. Portanto, entre os primeiros adventistas guardadores do sábado, a doutrina era uma questão crucial, que recebia muita atenção. Em contrapartida, os itens relativos ao estilo de vida tendiam a constituir preocupações secundárias. Muitas questões de estilo de vida não são determinantes básicos da identidade de uma denominação, porém, maneiras de viver que facilitam a missão de espalhar a mensagem doutrinária.
Partindo dessa perspectiva, podemos entender que a reforma de saúde capacita as pessoas a se tornarem melhores testemunhas, permitindo que os indivíduos curados cheguem à condição de compreender melhor o evangelho. De igual modo, a educação cristã facilita tanto o desenvolvimento de membros da igreja quanto de pregadores do evangelho. Os dízimos e a doação que envolve sacrifício levam as pessoas a refletir sobre o caráter daquele que amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho, além de possibilitar o avanço da missão de Deus na Terra.
Senhor, valorizamos tanto o todo doutrinário quanto as opções de estilo de vida que transformaram os adventistas do sétimo dia em um povo único. Ajuda-nos a compreender melhor o papel de cada um desses elementos em nossa vida individual e coletiva. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Reflexões Sobre Estilo de Vida e Doutrina – 2Andai como filhos da luz. Efésios 5:8
Quando se chega ao cerne da questão, só há dois caminhos nos quais podemos andar: na luz ou nas trevas. A Bíblia é clara a esse respeito. Mas o que é luz?
Muitos de nós agimos como se a doutrina correta ou mesmo o estilo de vida bíblico fossem a luz. Errado! Cristo é a luz. A religião gira em torno de nosso relacionamento com Ele. Dentro desse centro se encontra o problema do pecado e da solução divina na cruz de Cristo.
Tanto a doutrina quanto o estilo de vida são questões secundárias. Afinal, você pode crer em todas as doutrinas certas, adotar o estilo de vida correto e ainda assim se perder. A salvação está ligada a seu relacionamento com Deus por intermédio de Jesus. As doutrinas não são um fim em si mesmas, porém um meio para entender melhor a Deus e amá-Lo efetivamente. De igual forma, o estilo de vida aponta para um propósito maior. Por exemplo, a reforma de saúde permite que tenhamos a mente mais clara para compreender a doutrina e conhecer melhor a Deus, levando-nos a amar mais plenamente o Senhor e o próximo.
Em todas as épocas, a opinião dos fundadores do adventismo nas esferas do estilo de vida e da doutrina não foi idêntica. Por isso, eles se esforçaram ao máximo para definir com precisão as doutrinas, ao passo que a maioria das questões ligadas ao estilo de vida ficaram de lado, até que a necessidade ou mesmo uma crise os forçou a se posicionar.
Os adventistas preencheram de várias maneiras o vácuo resultante do estilo de vida. Às vezes, chegavam a uma posição por meio do estudo da Bíblia e de conferências quando surgiam crises. Em outras ocasiões, Ellen White tomou a frente em mencionar o assunto, apontando para a solução e demonstrando como tal solução se encaixava no quadro mais amplo das três mensagens angélicas, como no caso da reforma de saúde. Por outro lado, o método da pesquisa bíblica predominou em aspectos como o serviço militar e a devolução dos dízimos.
Uma vez que Ellen White costumava aplicar princípios bíblicos à vida cotidiana da igreja e a seus membros, ao longo dos anos, seus conselhos passaram a assumir, cada vez mais, o centro dos debates sobre o estilo de vida adventista.
Pai, guia-nos, ajudando-nos a entender como as várias partes do todo de nossa fé estão relacionadas umas às outras e à nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
As reuniões Campais – 1Sete dias celebrarás a festa ao Senhor, teu Deus, no lugar que o Senhor escolher. Deuteronômio 16:15
Os antigos israelitas pontilhavam o ano religioso com uma série de festas, nas quais as pessoas saíam de casa e viajavam, a fim de se encontrarem para vários dias de edificação religiosa.
Embora não encontremos um paralelo idêntico às festas judaicas na era cristã, as reuniões campais compartilhavam muitas características com essas festividades bíblicas. As campais desempenharam um importante papel nos reavivamentos norte-americanos do início do século 19, ocorridos nos movimentos metodista e milerita. No entanto, a primeira campal convocada especificamente pelos adventistas do sétimo dia ocorreu em Wright, Michigan, em setembro de 1868.
O anúncio desse evento na Review, publicado em 18 de agosto, afirmava: “Essa reunião não foi convocada com o propósito de passarmos alguns dias em recreação e futilidade. Nem foi planejada para ser uma novidade, com o fim de atrair os ociosos e curiosos que não seriam alcançados de outra maneira. Nem desejamos meramente atrair grande número de pessoas, a fim de fazer uma demonstração de nossa força. Temos em mente um objetivo bastante distinto.
“Desejamos reunir o máximo possível de irmãos, tanto pastores quanto leigos, bem como o máximo de pessoas não convertidas que se interessem pela reunião, para que lhes façamos algo de bom.
“Queremos que todos aqueles que vierem tenham o propósito de buscar a Deus. Desejamos que nossos irmãos compareçam a fim de buscar uma nova conversão. Queremos que nossos pregadores sejam um exemplo digno de imitação.
“Também desejamos que o maior número de pessoas sem interesse em Cristo, ou pelo menos sem conhecimento da verdade presente, convertam-se ao Senhor, alegrando-se na luz de Sua verdade.”
O propósito da reunião campal era a edificação e instrução dos santos, a conversão dos membros da igreja que necessitavam passar por esse processo e a apresentação da mensagem do terceiro anjo para aqueles que não a haviam aceitado ou nem mesmo ouvido falar dela.
Em suma, a campal deveria ser uma festa espiritual de primeira grandeza, feita pelos adventistas para toda a comunidade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
As Reuniões Campais – 2Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Lucas 2:41, NTLH
As campais no início do adventismo eram acontecimentos empolgantes. As pessoas ouviam boas pregações, encontravam velhos amigos, saíam da rotina, compravam publicações adventistas e recebiam uma bênção espiritual. A reunião campal anual era uma experiência incrível.
A primeira reunião campal oficial, que ocorreu em Wright, Michigan, do dia 1º a 7 de setembro de 1868, estabeleceu o padrão para as que viriam depois. Duas tendas redondas de 18 metros abrigavam as reuniões gerais, enquanto as pessoas ficavam em tendas menores. Como ainda não havia a opção de comprar uma barraca barata em um hipermercado, os editores da Review deram instruções sobre a construção de tendas simples para famílias e igrejas.
No total, foram 22 tendas para igrejas, em geral, com os quartos separados por cobertores ou colchas, a fim de que as famílias tivessem um pouco de privacidade. Em outras tendas, havia uma corda no meio para que os participantes pendurassem cobertores e fizessem a separação entre os sexos.
Famílias e amigos cozinhavam em fogueiras. Sentavam-se em troncos para comer em círculos, proporcionando excelentes oportunidades para comunhão. Devia ser um ótimo momento para as crianças, mas também era o ponto alto do ano para os adultos.
É claro que as coisas não eram tão confortáveis quanto em casa. E um pouco mais de privacidade não faria mal a ninguém. Além disso, era necessário fazer certo sacrifício financeiro, ao se somar os custos da viagem e o tempo sem trabalhar, mas os primeiros adventistas acreditavam que tais convocações valiam a pena, apesar dos gastos e dos inconvenientes.
A realização de uma reunião campal por ano se consolidou após a que aconteceu em Wright. No ano seguinte, sete estados fizeram a sua. Depois disso, elas se espalharam para todos os lugares do mundo adventista.
Elas ainda acontecem. Com vigor em alguns lugares e definhando em outros, mas sempre são uma bênção. Se você não participa de uma campal há tempos, faça o esforço. Você será abençoado. O adventismo estaria em melhor condição hoje se houvesse um reavivamento dessa bênção anual.
Ajuda-nos, Senhor, a aproveitar mais todas as oportunidades que Tu nos dás para recebermos bênçãos ao longo do dia, da semana e do ano. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
7 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
As Reuniões Campais – 3O Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas. Isaías 25:6
Na Bíblia, “coisas gordurosas” são coisas boas, representam bênçãos espirituais e o cumprimento das promessas de Deus. O Senhor fala de banquetes com coisas gordurosas não só no Antigo Testamento, mas também da grande festa celestial dos redimidos no fim dos tempos. Enquanto isso, os primeiros adventistas consideravam as reuniões campais uma festa de coisas gordurosas.
Na que aconteceu em 1868, Ellen White fez o que chamaríamos hoje de discurso de abertura. Ela falou sobre as necessidades do povo do advento e preparou a mente dos participantes para a festa espiritual que viria em seguida. De acordo com Uriah Smith, ela “colocou os irmãos na linha de pensamento correta desde o princípio”. E “aqueles que não haviam reconhecido antes a necessidade de uma reunião como aquela, se é que havia alguém assim, devem ter mudado de opinião assim que os objetivos da campal foram expostos com tamanha clareza”.
Ou, conforme Joseph Clarke relatou: “O testemunho da irmã White foi tão poderoso que nos fez sentir como os discípulos ao perguntarem ‘Senhor, sou eu?’. Foi cheio de advertências”, insistindo com as pessoas quanto às possibilidades das reuniões e “para falarem de coisas celestiais”, em vez de terrenas.
Os cultos eram fundamentais em Wright: Tiago pregou seis vezes; Ellen, cinco; John Andrews, quatro e Nathan Fuller, uma. Smith relatou que todas as mensagens “brilhavam com o fogo da verdade presente”.
Depois disso, todos os estados queriam a presença de Tiago e Ellen a cada ano. Eles faziam o melhor que podiam para comparecer, sacrificando muitos dias entre agosto e outubro para esse propósito, por anos.
A reunião campal em Wright contou com trezentas pessoas dormindo em barracas, além de várias centenas em casas da região, totalizando mil participantes ao longo da semana. No fim de semana, é claro, os números subiram muito, chegando a 2 mil e é provável que houvesse atingido 3 mil, caso não tivesse chovido tão forte.
As campais posteriores eram realizadas próximas às cidades, para beneficiar o grande número de não adventistas esperados, a fim de ouvir a mensagem do terceiro anjo e outras verdades. É possível que a mais bem-sucedida tenha sido a campal de Groveland, na qual cerca de 20 mil pessoas se reuniram no domingo para ouvir Ellen White falar sobre temperança.
Que oportunidade! Que bênção! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Pensando nas MissõesTomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão. Atos 28:28
A verdade é que os primeiros adventistas do sétimo dia não pensavam muito em missões. Criam que a comissão do tempo do fim de levar o evangelho a todo o mundo (Mt 24:14; Ap 10:11; 14:6) fora cumprida pelos protestantes, no início do século 19, e pelos mileritas, no começo dos anos 1840. Acreditavam na porta fechada em relação a missões nacional e internacional. A única que pensavam empreender se restringia aos mileritas desapontados, que precisavam ser consolados e informados sobre a terceira mensagem angélica.
Embora Ellen White tenha recebido uma visão em 1848 sobre parte da obra adventista funcionando como um raio de luz que clareava todo o mundo, e algumas outras que apontavam para missões abrangentes, os guardadores do sábado, não tinham entendimento ou interesse nas consequências de tais revelações.
A fase da porta fechada terminou em 1852, quando perceberam que estavam equivocados. Daquele momento em diante, Tiago White proclamou que eles tinham uma “porta aberta” para pregar o sábado e a terceira mensagem angélica a todos, quer houvessem participado do movimento milerita, quer não.
A porta para as missões se abrira um pouco, mas não muito. Ainda demoraria quase um quarto de século (1874) para os adventistas do sétimo dia enviarem o primeiro missionário além-mar. Nesse meio tempo, a abordagem dos guardadores do sábado em relação às missões prosseguia na velocidade de uma evolução, não de uma revolução.
Embora tenham surgido alguns chamados à missão durante os anos 1850, também houve várias sugestões de motivos para a igreja não enviar missionários.
Uma das soluções mais curiosas para o assunto da missão foi proposta por Uriah Smith em 1859. A demora do advento de Cristo levava alguns a fazer questionamentos de cunho missionário. Certo leitor da Review perguntou se a mensagem do terceiro anjo precisava sair dos Estados Unidos. O editor Smith respondeu que talvez isso não fosse necessário, uma vez que os Estados Unidos eram formados por pessoas de todas as nações. Caso a mensagem chegasse a um representante de cada grupo linguístico, seria o suficiente para dizer que ela se espalhara a todas as línguas e nações.
Senhor, como Tu és paciente enquanto nos guias passo a passo em nossa visão limitada! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Michael Belina CzechowskiVá e proclame o Reino de Deus. Lucas 9:60, NVI
As missões adventistas do sétimo dia no exterior aconteceram a despeito da atitude dos adventistas. A circulação de publicações foi um dos meios para isso, à medida que imigrantes as enviavam para a terra natal, e outros, para amigos que moravam em outros países.
O resultado disso é que os adventistas dos Estados Unidos sabiam da existência de conversos na Irlanda no início dos anos 1860. Em 1864, a África contava com pelo menos dois crentes na terceira mensagem angélica, e logo um deles levaria a mensagem para a Austrália.
Quer gostasse disso, ou não, a recém-organizada Igreja Adventista do Sétimo Dia enfrentava o desafio de uma missão mundial. Os conversos de outros países pediam incessantemente a visita de missionários.
Como em tantas outras ocasiões, Tiago White esteve à frente daqueles que vislumbraram uma missão mais ampla para a denominação. Um mês antes da organização da Associação Geral em maio de 1863, ele escreveu na Review que “nossa mensagem é mundial”. Alguns meses antes disso, Tiago havia destacado a necessidade de enviar um missionário para a Europa. Em junho, a Review relatou:
“A comissão diretiva da Associação Geral pode enviar um missionário [B. F. Snook] para a Europa antes do fim de 1863”.
Embora a organização contasse com uma equipe tão pequena que não conseguiu liberar Snook de suas atividades da época, havia um pregador mais ansioso por fazer a viagem.
Em 1858, Michael Belina Czechowski (ex-padre católico polonês, que havia se convertido ao movimento adventista sabatista em 1857) escreveu: “Como eu gostaria de visitar minha terra natal, cruzando as grandes águas, para contar tudo às pessoas sobre a volta de Jesus e a gloriosa restituição e como eles devem guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Apesar disso, Czechowski era novo na fé, e alguns achavam que ele tinha certas instabilidades. O resultado foi que os adventistas do sétimo dia se recusaram a enviá-lo. Frustrado, o criativo polonês pediu aos adventistas do primeiro dia que custeassem suas despesas. Eles o fizeram; mas, quando chegou à Europa, Czechowski pregou a mensagem do sétimo dia.
A igreja é cheia de pessoas interessantes, e Deus consegue usar todos nós, a despeito de nossas óbvias limitações. Graças ao Pai por Sua graça que nos capacita. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Missão de Czechowski na EuropaAssim como o Pai Me enviou, Eu também vos envio. João 20:21
M. B. Czechowski era uma figura interessante, para dizer o mínimo. Depois de conseguir ser custeado em sua missão por um grupo adventista do primeiro dia, partiu para a Itália, onde começou a pregar as doutrinas dos adventistas guardadores do sábado. Sua partida ocorreu no dia 14 de maio de 1863, dez anos antes do envio do primeiro missionário para terras estrangeiras pelos adventistas do sétimo dia.
Durante catorze meses, ele trabalhou em vilas valdenses nos alpes italianos. Lá, batizou vários fiéis e fundou o primeiro grupo de adventistas guardadores do sábado fora dos Estados Unidos.
Contudo, uma oposição esmagadora o forçou a ir para a Suíça em 1865, onde passou a visitar as pessoas de casa em casa, pregar em auditórios públicos, publicar e vender folhetos e editar um periódico chamado L’Evangile Eternal [O Evangelho Eterno]. Quando partiu dali, em 1868, deixou cerca de 40 conversos batizados congregando-se em vários grupos.
Sem saber ao certo o que Czechowski estava ensinando, mas presumindo que ele fora “excluído” pelos adventistas do sétimo dia, seus patrocinadores adventistas do primeiro dia discorriam com eloquência sobre suas virtudes e continuavam a angariar recursos para ele, “dizendo em uma só voz: Vá e Deus seja contigo”.
E foi isso que ele fez, pregando a mensagem dos guardadores do sábado na Romênia, na Hungria e em outras partes da Europa. Perto de sua morte na Áustria, em 1876, ele já havia lançado as bases da futura atividade adventista do sétimo dia em boa parte da Europa oriental e meridional.
No fim de 1869, a Igreja Adventista do Sétimo Dia descobriu qual era a natureza da missão europeia de Czechowski e percebeu a providência divina naquilo que ele vinha fazendo. Na Assembleia da Associação Geral de 1870, os líderes da denominação reconheceram de maneira específica a mão de Deus em sua missão: “Por causa de nossos temores de confiar dinheiro ao irmão Czechowski e de nossa falta de cuidado em aconselhá-lo com paciência quanto a seu uso apropriado, Deus usou nossos opositores ferrenhos para fazer a obra avançar. […] Reconhecemos a mão do Senhor nisso.”
Conforme veremos dentro de um tempo, a missão de Czechowski levou de maneira direta ao envio de John N. Andrews, o primeiro missionário oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em 1874.
Gradual e relutantemente, os adventistas do sétimo dia despertavam para a abrangência de sua missão. Entretanto, não pareciam ter muita pressa. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Na Distante CalifórniaPeçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a Sua colheita. Mateus 9:38, NVI
A primeira atividade missionária fora do nordeste dos Estados Unidos aconteceu na distante Califórnia, um estado separado do restante da república por mais de 2.400 Km de deserto, florestas e montanhas. O ermo entre as duas partes da nação não só era extenso, mas difícil e perigoso de se atravessar.
No século 19, membros da igreja ou material impresso da denominação chegavam a um novo lugar muito antes que a igreja desenvolvesse qualquer atividade ali. Em 1859, Merritt G. Kellogg (meio-irmão mais velho de John Kellogg) chegou a San Francisco após uma viagem de seis meses por trem, carroça e carro de boi. É provável que ele tenha sido o primeiro adventista no estado.
Dois anos depois, Kellogg (membro leigo) fez uma série de conferências em San Francisco e batizou 14 pessoas. Quatro anos depois, o grupo de fiéis decidiu enviar 133 dólares para Battle Creek, para custear as despesas de viagem de um pastor, mas a igreja não tinha ninguém para enviar.
Em 1867, Kellogg voltou para o Leste por alguns meses, a fim de obter um diploma de médico no instituto higiênico-terapêutico do Dr. Trall. Enquanto estava lá, participou da Assembleia da Associação Geral, na qual apelou para que um missionário fosse enviado à Califórnia. “Mas quem iria?”– Tiago White perguntou.
Em resposta, John Loughborough falou dos sonhos e das fortes impressões que vinha tendo sobre fazer reuniões em tendas na Califórnia. A liderança logo concordou que ele deveria ir. Entretanto, John deveria se aventurar sozinho? Afinal, observou Tiago, Cristo enviou os discípulos de dois em dois. Naquele momento, D. T. Bourdeau se levantou e declarou que sentia a convicção de ser a hora para uma mudança; por isso, ele e a esposa haviam ido à assembleia com tudo o que tinham já empacotado. Estavam prontos para ir aonde a igreja os mandasse.
Assim, os dois pregadores adventistas chegaram a San Francisco em julho de 1868. Lá encontraram uma carta de Ellen White instruindo-os a não serem sovinas em sua obra na Califórnia. Mas onde eles deveriam armar a tenda evangelística? O aluguel de um lote em San Francisco era muito mais do que poderiam pagar. Eles oraram, e Deus responderia.
A dedicação dos pioneiros me deixa pasmo. Quantos de nós iríamos a uma Conferência Geral com tudo o que temos, prontos para mudar e ir aonde o Senhor dirigisse? (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Sonhos Para a CalifórniaO Senhor […] enviará o Seu anjo adiante de você. Gênesis 24:7, NVI
Deus opera de maneiras misteriosas. Semanas antes da chegada de Loughborough e Bourdeau a San Francisco, um jornal de Nova York chegou à Califórnia com a notícia de que dois evangelistas estavam prestes a viajar para lá, a fim de fazer reuniões religiosas numa grande tenda.
O artigo chamou a atenção de um grupo de cristãos em Petaluma, uma vila cerca de 60 Km ao norte de San Francisco. Eles oraram para que o Senhor abençoasse os evangelistas.
Dentre os fiéis de Petaluma, havia um homem chamado Wolf. Em sonho, ele viu dois homens acendendo um fogo com uma luz brilhante, mas os pastores locais tentavam apagar as chamas. A tentativa dos ministros, porém, só fazia o fogo queimar com mais intensidade. No sonho, Wolf também descobriu que os dois homens eram os mesmos mencionados pelo jornal de Nova York e que os cristãos de Petaluma deveriam ajudá-los. Por isso, enviou um deles para procurar os pregadores na fervilhante San Francisco. Em uma cidade com 150 mil pessoas, ele não sabia exatamente por onde começar. Resolveu ir ao porto. Chegando lá, perguntou se havia chegado alguém nos últimos dias com uma grande tenda e anotou o endereço. Dentro de uma hora, encontrou os dois evangelistas.
Sem contar a Loughborough e Bourdeau sobre o sonho, convidou-os para irem a Petaluma, onde poderiam jantar com o Sr. Wolf, que diria ao grupo se aqueles eram os homens com os quais ele havia sonhado. De fato, eram eles. Então, o grupo de Petaluma organizou as reuniões na tenda. Cerca de 40 pessoas compareceram. Mas logo o número cresceu para 200, e depois, para 400. Em pouco tempo, foi necessário deixar erguidas as divisórias da tenda, a fim de que as pessoas do lado de fora conseguissem ouvir os sermões.
Não demorou muito para que começasse a oposição predita no sonho. Pastores locais e até mesmo os líderes do grupo de cristãos que haviam levado os evangelistas adventistas para Petaluma começaram a trabalhar contra eles, especialmente depois de pregarem a doutrina do sábado.
Mesmo assim, ao serem encerradas as reuniões, vinte pessoas haviam aceitado os ensinos, e foi organizado um grupo. Em pouco tempo, os dois organizaram mais oito ou nove grupos em Santa Rosa e noutras partes da região de Sonoma.
Deus trabalhou de forma misteriosa. E Ele continua a agir assim. O Senhor opera de maneiras que não entendemos. Não estamos sozinhos em nossos esforços por Ele nesta Terra. Deus ainda envia anjos adiante de nós. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de julho Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Seguidores de Czechowski Descobrem a ReviewPassa para a Macedônia e ajuda-nos. Atos 16:9
O sonho de Paulo com o chamado macedônico por missionários foi espelhado inúmeras vezes na história adventista. Foi isso que aconteceu com os conversos europeus de Czechowski.
Esse homem peculiar, que tanto fez para introduzir a presença adventista na Europa, nunca mencionou sua igreja de origem. Quando lhe perguntavam onde ele havia aprendido aquilo que ensinava, sua resposta era: “Na Bíblia.” Até onde seus conversos sabiam, eles eram as únicas pessoas do mundo que acreditavam nos ensinos das Escrituras daquela maneira, mas a ignorância não durou para sempre. Certo dia, Albert Vuilleumier, um dos fiéis suíços, encontrou um exemplar da Review and Herald num quarto que Czechowski ocupara durante uma visita recente. O inglês de Vuilleumier não era perfeito, mas ele entendeu o bastante para descobrir que existia, nos Estados Unidos, um grupo religioso que ensinava os mesmos pontos de vista de Czechowski.
Por causa dessa descoberta, Uriah Smith, editor da Review, recebeu uma carta vinda da Europa. Os surpresos líderes em Battle Creek responderam, convidando um dos fiéis da Suíça e seu representante europeu para a Assembleia da Associação Geral em 1869. Foi assim que James Erzberger chegou aos Estados Unidos. Ele era recém-convertido. Estudante de teologia, estava se preparando para o ministério quando conheceu os guardadores do sábado. Depois de examinar as crenças deles, logo se convenceu.
Embora Erzberger tenha chegado tarde para comparecer à assembleia, permaneceu por 15 meses no país, morando, na maior parte do tempo, na casa de Tiago e Ellen White. Sua permanência foi uma temporada de estudos, na qual aperfeiçoou o inglês e compreendeu mais plenamente a mensagem. Voltou para a Suíça como o primeiro pastor adventista do sétimo dia ordenado da Europa.
Czechowski ficou incomodado com o contato dos suíços convertidos com a igreja nos Estados Unidos, e partiu para a Romênia, onde fundou os primeiros grupos de guardadores do sábado no país.
A experiência na Suíça provocou um forte debate sobre a missão dos adventistas nos Estados Unidos e levou a um clamor para que um missionário fosse enviado à Europa. Os chamados da “Macedônia” ainda ecoam. E Deus ainda precisa de pessoas que respondam. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Despertar Para as Missões Estrangeiras – 1Todos os confins da Terra […] se voltarão para o Senhor. Salmos 22:27, NVI
O contato com os suíços mudou o adventismo para sempre. O povo que, no passado, fora contrário às missões estrangeiras, logo se colocou em um caminho que acabaria levando a mensagem até os confins da Terra.
Embora Erzberger não tenha conseguido chegar a tempo para a Assembleia da Associação Geral em 1869, as consequências de sua visita foram ricas em significado.
Naquela assembleia, aconteceu a criação da Sociedade Missionária Adventista do Sétimo Dia. O ato que a criou declara o seguinte: “O objetivo dessa sociedade será enviar as verdades da terceira mensagem angélica a terras estrangeiras e às partes distantes de nosso país, por intermédio de missionários, periódicos, livros, folhetos etc.” Ao introduzir a resolução, Tiago White observou que a igreja recebia “pedidos quase que diários para enviar publicações a outras terras”.
Alguns meses depois, Andrews reconheceu a providência de Deus na obra de Czechowski. Em 1871, a Assembleia da Associação Geral votou “fazer o que estiver a nosso alcance para ajudar a espalhar a verdade” para os países da Europa.
Ellen White fazia sua parte para incentivar as iniciativas missionárias da denominação. Em dezembro de 1871, ela teve uma visão na qual os adventistas do sétimo dia tinham “verdades de importância vital”, as quais “testariam o mundo”. Por isso, jovens adventistas deveriam aprender “outras línguas, para Deus poder usá-los como meios de comunicação de Sua verdade salvadora às pessoas de outras nações” (LS, p. 203, 204).
Além de enviar suas publicações para povos estrangeiros, “pregadores vivos” deveriam ser mandados também. Ela afirmou: “Temos a necessidade de missionários em outras nações para pregar a verdade.” A “mensagem de advertência” adventista deveria ser dada “a todas as nações”, para que a luz de sua verdade as testasse. “Não podemos perder nem um minuto sequer”, escreveu. “Se fomos descuidados neste ponto, então já passou da hora de redimirmos o tempo com toda avidez, para que o sangue das almas não seja encontrado em nossas vestes.” “Isso exigirá despesas consideráveis, mas os gastos não devem, de maneira nenhuma, impedir a realização dessa obra” (ibid., p. 205, 206).
O adventismo se transformava de novo. Dessa vez, a mudança envolvia a abertura dos olhos missionários. O Deus que sempre conduz Seu povo continuava a guiá-lo passo a passo.  (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Despertar Para as Missões Estrangeiras – 2A Terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. Isaías 11:9
Apesar de, até 1872, alguns dos principais pastores adventistas ainda pregarem que já se cumprira a obra de levar o evangelho a todo o mundo, dada em Mateus 24:14, o ímpeto pelas missões continuou a ganhar força entre os adventistas. Entretanto, o problema era onde encontrar pessoas instruídas. Em 1873 e 1874, tal dificuldade levou à abertura da primeira faculdade da denominação.
No verão de 1873, além de solicitar a criação de uma faculdade, Tiago White insistiu que John Andrews fosse à Suíça no outono, a fim de atender ao pedido pelo envio de um missionário. Em novembro, White convocou uma sessão especial da Associação Geral para discutir a questão, mas nada aconteceu.
Na assembleia de novembro de 1873, Tiago fez uma exposição de Apocalipse 10 em ligação com as missões estrangeiras. Naquele ano, ele havia aplicado as ordens encontradas em Apocalipse 14:6 de pregar do evangelho eterno a todo o mundo, e em Apocalipse 10:11, de profetizar “outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (ARC) à comissão mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia após o desapontamento milerita. Essas duas passagens, e a de Mateus 24:14, acabariam por impulsionar as missões adventistas, levando-as a todos os extremos da Terra, à medida que a denominação procurasse cumprir o que entendia como seu papel profético.
Em janeiro de 1874, Tiago White criou o primeiro periódico missionário adventista, True Missionary [Missionário Verdadeiro], incentivando o envio de missionários ao exterior. Ellen White compartilhava da mesma visão do marido. Em abril de 1874, ela teve um “sonho impressionante” que ajudou a superar a oposição que ainda existia às missões. “Suas ideias sobre a obra nesta era são muito limitadas”, disse-lhe o mensageiro angelical. “Sua casa é o mundo. […] A mensagem se espalhará com poder a todas as partes do planeta, chegando ao Oregon, à Europa, à Austrália, às ilhas oceânicas, ou seja, a todas as nações, todas as línguas e todos os povos.” Como consequência, ela apelou por mais fé, que se expressaria em ações (LS, p. 208-210).
“Mais fé.” Isso era necessário naquela época. E continua a ser hoje.
Pai, aumenta nossa fé para discernirmos Tua vontade para nossa vida(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Andrews Vai Para a EuropaJejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Atos 13:3
Quando as coisas finalmente acontecem, em geral, o processo é rápido. Foi assim com as missões adventistas. Em agosto de 1874, a Associação Geral votou o envio de John Andrews para a Europa “assim que possível”. Um mês depois, ele partiu para a Suíça como o primeiro missionário oficial adventista do sétimo dia em terras estrangeiras. Ele chegou ali no dia 16 de outubro.
Na Suíça, Andrews encontrou várias pequenas congregações de guardadores do sábado em funcionamento – fruto do trabalho de Czechowski e Erzberger. Andrews doutrinou de forma mais completa esses fiéis durante os primeiros encontros. Além disso, dois meses após sua chegada, soube da existência de congregações na Prússia e na Rússia. Então, convenceu-se de que havia “cristãos guardadores do sábado na maioria dos países da Europa”. Seu plano era desenvolver esses grupos-base já existentes.
Como encontrá-los? Para responder a essa pergunta, ele colocou em prática o que, para mim, parece um plano incerto. Sua esperança era alcançá-los, publicando seu desejo de se corresponder com eles “nos jornais de maior circulação da Europa”. E a grande surpresa foi que a abordagem missionária do anúncio funcionou com certo sucesso. Em pouco tempo, os adventistas do sétimo dia tinham missões na Inglaterra, Escandinávia e Alemanha, além da Suíça. A partir dessas bases, a mensagem adventista poderia alcançar as demais nações da Europa.
Os líderes das novas missões eram, em geral, imigrantes europeus de primeira geração que haviam se convertido ao adventismo nos Estados Unidos e foram incentivados a voltar para seus países de origem. Além de conhecer o idioma e a cultura, tais pessoas quase sempre tinham a vantagem de contar com um grupo de conhecidos, com quem podiam iniciar o ministério.
Conforme já observamos diversas vezes, Deus conduz Seu povo passo a passo. A primeira etapa (1844-1850) do desenvolvimento das missões adventistas proporcionou tempo para a edificação de uma plataforma doutrinária. A segunda (1850-1874) permitiu o surgimento de uma base administrativa nos Estados Unidos para o apoio ao programa de missões estrangeiras. E a terceira (1874-1889) permitiria maiores avanços na Europa e em outras partes do mundo ocidental, a fim de que o adventismo se preparasse para levar a mensagem a todo o planeta nos anos posteriores a 1890. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Amadurecimento das Missões – 1A que é semelhante o Reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grãos de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore. Lucas 13:18, 19
No início dos anos 1880, as missões europeias haviam chegado à adolescência. Vários fatores sugeriam o aumento da importância das missões para a denominação.
Um deles foi uma série de visitas de líderes adventistas proeminentes, enviados pela Associação Geral para conhecer as várias missões europeias entre 1882 e 1887. O primeiro a fazer isso foi Stephen N. Haskell, em 1882. Haskell recomendou a publicação em mais idiomas e ajudou os europeus a desenvolverem uma estrutura de organização mais funcional.
Mais importantes, porém, foram as visitas de George Butler (presidente da Associação Geral), em 1884, e de Ellen White e seu filho (William C. White), de 1885 a 1887. Além de fortalecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia na Europa, tais visitas demonstraram o interesse da denominação no programa missionário. Pouco a pouco, o adventismo se transformava em uma igreja mundial.
O segundo conjunto de indicadores do crescente amadurecimento das missões europeias foram os desenvolvimentos na parte organizacional. O principal deles foi a primeira reunião geral dos obreiros das diferentes missões adventistas do sétimo dia na Europa, em 1882, “para consultas a respeito das diversas necessidades da causa”. Intimamente ligado ao desenvolvimento do Concílio Europeu dos Adventistas do Sétimo Dia se encontra o início da publicação de periódicos alemães, italianos e romenos em 1884. Já existia um em francês desde 1879.
Fora da Europa, os adventistas fundaram missões custeadas pela Associação Geral entre os protestantes europeus na Austrália e na Nova Zelândia, em 1885, e na África do Sul, em 1887. É interessante observar que todos esses países já contavam com membros leigos antes da chegada dos missionários oficiais.
Essas novas missões logo se uniriam aos Estados Unidos e à Europa como bases para o envio de missionários a outras nações, para a etapa seguinte do desenvolvimento das missões adventistas: levar as três mensagens angélicas a todas as nações do mundo. Essa etapa, que começou por volta de 1889, foi um desdobramento lógico do desenvolvimento da interpretação adventista das passagens que se referem a toda nação, língua e povo (Ap 14:6; 10:11; Mt 24:14).
A esperança do adventismo é a missão cumprida. “Vem, Senhor Jesus” era a oração dos primeiros adventistas. “Vem, Senhor Jesus, vem depressa” continua a ser nossa prece diária. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Amadurecimento das Missões – 2A estes Doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios… Mateus 10:5
“Muitas vezes se questionou por que o adventismo do sétimo dia escolheu a Europa central […] como primeiro campo das operações de missões estrangeiras”, escreveu B. L. Whitney em 1886, no primeiro parágrafo de Historical Sketches of the Foreign Missions of Seventh-day Adventists [Esboço Histórico das Missões Estrangeiras dos Adventistas do Sétimo Dia]. Parte da resposta se deve à “missão preparatória de Czechowski”, porém houve mais do que isso.
John Andrews fez um esclarecimento crucial ao questionamento de Whitney em sua primeira carta depois de chegar à Europa. Ele escreveu: “Creio com toda firmeza que Deus tem muitas pessoas na Europa prontas para obedecer a Sua santa lei e reverenciar o sábado, além de aguardar Seu Filho voltar no céu. Vim aqui para dar minha vida à proclamação dessas sagradas verdades.”
Em outras palavras, Andrews acreditava que sua tarefa era apresentar as doutrinas adventistas àqueles que já eram cristãos. Não se tratava de uma missão geral do cristianismo aos pagãos. A responsabilidade pelos últimos ficou fora do escopo das missões adventistas até a década de 1890.
Borge Schantz resume com precisão o procedimento adventista entre 1874 e 1890 ao observar que “a missão aos não cristãos era aprovada e louvada” pelos adventistas, mas “era considerada uma tarefa de que outras sociedades missionárias evangélicas podiam se encarregar. Depois que as pessoas fossem levadas a Cristo, os adventistas do sétimo dia estavam comprometidos a lhes dar a última advertência” e compartilhar as doutrinas distintivas adventistas.
Tal abordagem surgiu da compreensão adventista do dever de chamar as pessoas a “sair de Babilônia”. Tiago White expressara abertamente esse ponto de vista ao escrever que os adventistas necessitavam de um espírito missionário “não para levar o evangelho aos pagãos, mas para estender a mensagem de advertência a todas as esferas do cristianismo corrompido”. Esse procedimento ecoava os primeiros esforços missionários de Paulo, que pregava antes aos judeus, e só depois, aos gentios.
Senhor, muito obrigado pela luz. Assim como deste à Tua igreja uma visão mais ampla no decorrer do tempo, rogamos que amplies e aprofundes nossa visão pessoal também. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Quando as Coisas Dão CertoCada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. 1Pedro 4:10, NVI
Às vezes, as coisas dão certo. Tudo parece sair como Deus deseja. Esse foi o caso de John Gottlieb Matteson. Nascido na Dinamarca em 1835, imigrou com os pais para Wisconsin em 1854, levando consigo uma boa formação, mas também o ceticismo tão comum em sua terra natal. Ele se considerava um livre pensador, e um de seus passatempos favoritos era desconcertar pregadores.
No entanto, até mesmo livres-pensadores ardilosos podem ter um ponto fraco. Foi isso que aconteceu quando Matteson ouviu um pregador falar entusiasmado sobre a beleza do Céu. Por ter sido criado na atmosfera das “igrejas estatais mortas do velho continente”, ele “nunca conhecera uma religião viva”. Tal experiência levou a acontecimentos que culminaram em uma mudança total em 1859, conforme ele próprio recorda: “Sozinho na floresta encontrei Jesus como meu Salvador pessoal.” Após sua conversão, Matteson sentiu o chamado para pregar, o que começou a fazer, mesmo sem conhecer a Bíblia muito bem. Deus o abençoou desde o início com pessoas que responderam à sua sinceridade tão evidente. Em 1860, ele se matriculou em um seminário batista em Chicago e foi ordenado pastor em 1862.
As coisas ficaram ainda melhores. Em 1863, Matteson aceitou a mensagem adventista do sétimo dia. Sua congregação pediu que pregasse sobre sua nova fé, e ele o fez com alegria, durante seis meses. O resultado foi que todos se uniram à Igreja Adventista do Sétimo Dia, com exceção de uma família.
Sendo um pregador eficaz, Matteson fundou igrejas de dinamarqueses e noruegueses nos estados do meio-oeste. Em 1872, teve a ideia de publicar um periódico no idioma de seus conversos. Advent Tidende foi o primeiro periódico adventista do sétimo dia em uma língua diferente do inglês nos Estados Unidos.
Logo exemplares foram enviados à Escandinávia, onde pessoas se converteram, e os novos fiéis não tardaram em escrever para os Estados, pedindo o envio de um missionário. Matteson aceitou o chamado em 1877 e, ao longo dos 11 anos seguintes, trabalhou plantando igrejas na Dinamarca, na Noruega e na Suécia. Organizou a primeira Associação fora dos Estados Unidos (a Dinamarquesa, em 1880) e também fundou a primeira editora fora do país. Em seu ministério, conduziu cerca de 2 mil pessoas à fé que amava.
Obrigado, Pai, por tamanhas bênçãos no passado. Rogamos que elas também sejam derramadas no presente. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Quando as Coisas Não Dão CertoFui estrangeiro, e vocês não me acolheram. Mateus 25:43, NVI
Como vimos ontem, os acontecimentos na vida de John Matteson funcionaram bem. No outro extremo do espectro se encontra o caso de Hannah More.
Assim como Matteson, More tinha uma excelente formação para a época. E, como ele, possuía excelente potencial para contribuir para o adventismo.
Ávida estudante da Bíblia, ela havia memorizado o Novo Testamento. Tinha experiência no trabalho cristão como professora, administradora de escola, missionária do Comitê Americano de Chamados a Missões Estrangeiras, em meio às distantes tribos cherokee e choctaw, em Oklahoma. Também serviu como missionária no oeste da África, custeada pela Associação Missionária Norte-Americana.
Em 1862, ela conheceu Stephen Haskell, que a encheu de bons livros adventistas, inclusive History of the Sabbath [História do Sábado], de John Andrews. Depois de voltar para a África, aceitou o adventismo por meio de leituras. Essa foi a parte boa de sua história.
Rejeitada por sua antiga comunidade por causa do adventismo, viajou até Battle Creek, na primeira metade de 1867, com a esperança de encontrar conforto e trabalho junto aos companheiros de fé. Aí começa a parte ruim da história.
Tendo chegado a Battle Creek quando os White estavam em viagem, Hannah não conseguiu encontrar emprego, nem um lugar para morar entre os membros da igreja. Ignorada pelos adventistas, acabou encontrando um lar com uma ex-colega de missões, no norte de Michigan.
Apesar de tudo, Hannah não desistiu de sua fé. Os White, dando-se conta da tragédia, começaram a se corresponder com ela, prometendo ajudá-la a se mudar para Battle Creek, mas isso não chegaria a acontecer. Hannah More adoeceu em fevereiro e descansou em 2 de março de 1868. Segundo a perspectiva de Ellen White, “ela morreu como mártir do egoísmo e da cobiça dos professos guardadores dos mandamentos” (T1, p. 674).
Anos mais tarde, quando os adventistas tentavam introduzir-se no campo das missões estrangeiras, Ellen White escreveu: “Oh, quanto necessitamos de nossa Hannah More para ajudar-nos agora a chegar a outras nações! Seu vasto conhecimento de campos missionários nos daria acesso a outras línguas das quais não nos é possível agora aproximar. Deus trouxe essa dádiva […] mas não a apreciamos.” (T3, p. 407, 408).
Pai, perdoa-nos. Ajuda-nos a ter um coração como o Teu. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Família e MissãoEm ti serão benditas todas as famílias da Terra. Gênesis 12:3
O texto de hoje nos lembra, em alguns aspectos, de um “outro” James Bond. Seu irmão, Seth, foi um dos primeiros adventistas da Califórnia, em 1872, fruto do ministério de John Loughborough. Com os bolsos cheios de folhetos, seu primeiro alvo missionário foi James, fazendeiro no vale central da Califórnia.
Encontrou o irmão arando o campo com um carro puxado por dez mulas, mas não perdeu tempo. Falou sobre sua nova fé ali mesmo, prosseguiu no celeiro e continuou dentro de casa. A esposa de James, Sarah, era batista devota e suportou aquilo por alguns dias, até perder a paciência. Finalmente, depois de dizer a Seth que ela e o esposo gostavam de sua visita, deixou claro que se não parasse de falar sobre o tal do sábado, era melhor procurar outro rumo.
Seth respondeu:
– Sarah, se você conseguir me mostrar um só texto no Novo Testamento que sugira que devemos guardar o primeiro dia da semana, não falarei mais nada.
– Isso é fácil – foi a resposta dela.
Fazendo James interromper o trabalho de aragem até encontrarem uma passagem, Sarah e seu esposo leram o Novo Testamento juntos. Quatro dias depois, chegaram ao último versículo de Apocalipse, mas sem um texto em mãos.
No sábado pela manhã, James Bond saiu de casa, alimentou e amordaçou as mulas, preparando-se para arar a terra. Voltou, tomou o café da manhã, fez o culto familiar e retornou para o celeiro. Por volta das 9 horas, sua esposa viu o arado desocupado no campo. Com medo de que ele houvesse se machucado, correu apenas para descobrir que o marido estava sentado em uma caixa, lendo folhetos sobre o sétimo dia. Naquele momento, eles se tornaram guardadores do sábado.
Posteriormente, após um apelo de Ellen White, esse pai de onze filhos se tornou médico. Cinco de seus filhos se tornaram pastores e sete deles serviram como missionários em terras estrangeiras.
Dois, Frank Starr Bond e Walter Guy Bond, foram pioneiros das missões adventistas na Espanha em 1903. Walter perderia a vida ali 11 anos depois, aos 35 anos de idade. Ao que tudo indica, foi vítima de envenenamento. Ambos passaram pelas provações de Paulo, ao serem apedrejados e expulsos de vilas. Tenho interesse pessoal por esta história porque minha esposa (Elizabeth Bond) é neta de Frank e bisneta de James.
As famílias fazem a diferença! O modo como os filhos se relacionam com Deus, com a igreja e com o serviço é influenciado, em grande medida, pelos pais. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de julho Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
George KingAssim será a palavra que sair da Minha boca: não voltará para Mim vazia, mas fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que a designei. Isaías 55:11
George King queria ser pregador. Só havia um problema: ele não sabia pregar. Sua gagueira e falta de educação formal convenceram Tiago White de que ele não tinha o dom da pregação. No entanto, Ellen White, com coração maternal, convenceu Richard Godsmark, um fazendeiro nas proximidades de Battle Creek, a recebê-lo durante o inverno, para que ele fizesse uma tentativa na primavera.
Com o incentivo de Godsmark, o jovem King passava seu tempo livre pregando para as cadeiras vazias da sala de estar, até que chegou o dia do sermão experimental. “Desastre” é a única palavra para descrever bem a experiência. Naquela ocasião, Godsmark sugeriu a King que pregasse de outra maneira – vendendo livros de porta em porta. Como resultado, ele começou a espalhar livrinhos e assinaturas de Signs of the Times. Na primeira semana, o total de vendas foi de apenas 62 centavos de dólar, mas King gostou do trabalho.
Em contrapartida, esse colportor que desejava pregar queria que todas as três mensagens angélicas fossem levadas às pessoas. Por isso, no outono de 1880, convenceu os administradores da editora adventista em Battle Creek a encadernar os livros de Uriah Smith sobre Daniel e o Apocalipse em um só volume, para que pudesse vendê-los. Se a obra contivesse ilustrações dramáticas das bestas e dos outros símbolos abordados, ele tinha certeza de que os venderia com facilidade.
Os administradores não estavam tão certos assim, mas encadernaram alguns exemplares. O sucesso de King surpreendeu a todos. No ano seguinte, a editora lançou uma nova edição de Daniel and the Revelation [Daniel e o Apocalipse] belamente ilustrada.
Levando em conta o crescente sucesso de King e seu entusiasmo em recrutar outros, mais pessoas entraram no campo.
A colportagem se tornou mais uma maneira de alcançar as pessoas ao redor do mundo. Elas compravam os livros e se uniam à igreja após lê-los.
A promessa de Deus a Isaías se cumpria. Assim como Ele envia a chuva para abençoar as plantações e alimentar os seres humanos, a palavra impressa sai para converter pessoas. Antes de concluir, gostaria de contar que comprei meu primeiro livro cristão de um colportor.
A moral da história de George King? O fato de não saber pregar não significa que Deus não possa nos usar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de julho Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Quadrilátero AdventistaQue o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1Tessalonicenses 5:23, NVI
No conceito bíblico do ser humano, Deus se interessa por sua saúde total. Ele não se preocupa apenas com a saúde espiritual das pessoas, mas também com seu bem-estar mental e físico. É por isso que encontramos as dimensões de cura e ensino no ministério de Jesus.
O desdobramento missionário dessa teologia leva a um programa que não só toca a natureza espiritual dos indivíduos, como também visa atender às suas necessidades mentais e físicas. Assim, com o tempo, desenvolveu-se aquilo que gosto de chamar de quadrilátero missionário adventista.
A origem desse quadrilátero ocorreu em Battle Creek, onde a igreja fundou seu ministério de publicações no início dos anos 1850, a estrutura de Associação, em 1861, sua instituição médica inicial, em 1866, e a primeira instituição educacional, em 1872. Talvez a liderança adventista não tivesse plena consciência do que fazia, mas tais instituições proporcionavam uma abordagem à missão que atendia às necessidades de todo o ser, formando um modelo para a missão.
Com isso em mente, não devemos considerar acidental o fato de os adventistas terem exportado o quadrilátero para a Califórnia, o primeiro campo missionário. As coisas se formalizaram um pouco mais quando, em fevereiro de 1873, os 238 membros de sete igrejas organizaram a Associação Californiana.
O passo seguinte ocorreu em 1874 e 1875, com a publicação de Signs of the Times e a formação da Pacific Seventh-day Adventist Publishing Association [Associação Publicadora Adventista do Sétimo Dia do Pacífico], hoje conhecida como Pacific Press, em Oakland. Em 1878, surgiu o Rural Health Retreat [Retiro Rural de Saúde], hoje o hospital Santa Helena, na parte norte do estado. Por fim, fundaram em 1882 o que se tornou o Healdsburg College, futuramente chamado de Pacific Union College.
As missões na Europa seguiram o mesmo padrão durante os anos 1870 e 1880. A partir de 1890, o quadrilátero se espalhou pelo mundo, à medida que o adventismo começou a tentar melhorar a vida das pessoas das mais diversas maneiras.
Deus tem uma mensagem para o povo da Terra e essa mensagem não é apenas teológica. Está ligada a uma vida mais saudável, a um pensamento mais claro e à responsabilidade social.
Agradecemos-Te, Senhor, pelo equilíbrio da mensagem e da missão. Ajuda-nos a ter uma vida equilibrada hoje. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 1Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu autoridade para as fazeres? Marcos 11:28
Com que autoridade? Essa é uma boa pergunta. Devemos fazê-la e refletir em todas as suas facetas, não só em relação a Cristo, mas também no que se refere à liderança de Sua igreja na Terra.
Nem todos ficaram felizes com a formação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia nos anos 1860. Os opositores mais ferrenhos foram o primeiro presidente e secretário da recém-organizada Associação de Iowa, respectivamente B. F. Snook e W. H. Brinkerhoff.
Eles se opunham fortemente à organização da igreja e fizeram uma campanha de críticas e desafetos contra a liderança geral da igreja, em especial, a Tiago e Ellen White. Em julho de 1865, os membros da Associação de Iowa votaram a substituição de Snook por George Butler. Posteriormente, Snook e Brinkerhoff saíram da denominação e levaram alguns membros com eles, formando um grupo chamado Marion Party. Ao contrário da maioria das ramificações que saíram do adventismo do sétimo dia, Marion Party não desapareceu. Hoje o conhecemos como Igreja de Deus (do Sétimo Dia). A rebelião de Marion seria a última cisão significativa na denominação até o início do século 20.
Dez anos depois da fundação da Associação Geral, Tiago White continuava a louvar os resultados da organização: “Quando levamos em conta o início pequeno e a forma obscura que essa obra começou, bem como a agilidade e a solidez de nosso crescimento, a perfeição e a eficiência de nossa organização, percebemos que uma grande obra já foi realizada. […]Ao olharmos para todas essas coisas e vermos como Deus nos fez prosperar, nós que estamos ligados a este trabalho podemos dizer: ‘Que maravilhas o Senhor operou!’”
Contudo, apesar dos elogios, nem tudo ia bem. Havia tensões dentro do arraial adventista sobre a natureza e a abrangência da autoridade da Associação Geral, sobretudo no que se refere às Associações estaduais. Tais tensões atingiram um ponto crítico em 1873.
E elas ainda não desaparecem mais de um século depois. Portanto, é conveniente analisarmos o assunto dentro da história adventista.
Obrigado, Senhor, por teres dado a nós a vontade de servir, a cabeça para pensar e o coração para sentir. Ajuda-nos a usar todos esses elementos ao máximo, no relacionamento contigo e com Tua igreja. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 2Tendo Jesus convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade. Lucas 9:1
Nenhum cristão que acredita na Bíblia duvida do fato de que Cristo deu autoridade a Seus doze discípulos, porém temos dificuldades com a autoridade concedida em nossos dias.
As tensões sobre o assunto dentro do adventismo ficaram patentes em 1873, quando Tiago White enfrentou a questão. Primeiro, declarou abertamente suas convicções: “Expressamos sem hesitar nossa firme convicção de que nossa organização ocorreu por providência divina direta”. Afirmou também que a “mão orientadora” de Deus poderia ser vista conduzindo-os para uma organização que depois de “mais de dez anos não revelou defeitos que exijam mudanças”. White também fez uma observação de defesa ao discutir o papel da Associação Geral.
Em particular, Tiago escreveu: “É simplesmente um insulto a nosso sistema de organização” deixar o presidente (George Butler) e outros membros da administração da Associação Geral fazer todo o trabalho nas reuniões campais do estado e, então, “não demonstrar a devida consideração pela posição e decisão deles nas questões importantes das Associações estaduais”.
Nesse tom, White observou: “Nossa Associação Geral é a maior autoridade terrena de nosso povo, e foi criada para se encarregar de toda a obra nessa região e em todos os outros países.” Por isso, “espera-se que os líderes de nossas Associações estaduais e instituições […] respeitem os administradores da Associação Geral, considerando-os homens nomeados para fazer a supervisão geral da causa em todas as suas ramificações e em cada um de seus interesses”.
Tiago prosseguiu, reivindicando que representantes da Associação Geral estivessem presentes em cada convocação administrativa das associações estaduais. Disse a seus leitores que desconsiderar o papel adequado dos líderes da Associação Geral era “um insulto à ação providencial de Deus para conosco e um pecado de grande magnitude”.
Devemos ter em mente que Tiago White disse algo bem significativo ao afirmar que a “Associação Geral é a maior autoridade terrena” no adventismo, refletindo os sentimentos anteriores de sua esposa.
Sabemos que o contexto imediato dessa declaração se refere às associações locais. No entanto, quais são suas consequências para a vida da igreja e até mesmo para nossa vida pessoal? Trata-se de um assunto de extrema importância, uma vez que nosso Senhor é um Deus de ordem, não de confusão. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 3Cristo é o cabeça da igreja. Efésios 5:23
O esclarecimento costuma vir pela argumentação entre duas partes. Esse foi o caso enquanto a igreja lutava com a questão da autoridade da Associação Geral.
É possível que, aproveitando a deixa do pronunciamento de Tiago White sobre o assunto, George Butler, presidente da Associação Geral desde 1871, também tenha decidido escrever sobre o poder ligado à sua função.
“Nunca houve nenhum grande movimento neste mundo sem um líder e, pela própria natureza das coisas, isso não pode ocorrer”, Butler afirmou em seu discurso à liderança, em novembro de 1873, na Assembleia da Associação Geral. Argumentou que, embora Cristo seja o cabeça da igreja, não é “irrelevante” atrapalhar um indivíduo que Deus chamou para liderar Sua causa. Butler não tinha dúvidas de que Tiago White havia desempenhado um papel semelhante ao de Moisés e que, em todas as questões de ordem prática, era correto “dar preferência ao julgamento [de White]”.
Ao passo que Butler escrevia abertamente para apoiar Tiago White como o verdadeiro líder da Igreja Adventista, sem dúvida, ao mesmo tempo, procurava fortalecer a própria posição.
Em resposta, os delegados da Associação Geral registraram a seguinte resolução: “Endossamos plenamente a posição do artigo sobre liderança lido pelo irmão Butler. Exprimimos nossa firme convicção de que nossa falta de consideração à mão orientadora de Deus na seleção de Seus instrumentos para nos conduzir nesta obra tem resultado em perdas graves para a prosperidade da causa, e em dano espiritual para nós.” A resolução foi concluída com o compromisso de “fielmente […] levar em conta” os princípios que Butler havia declarado.
As afirmações abrangentes acerca da liderança individual feitas por Butler deixaram o casal White desconfortável, não só porque Butler colocara Tiago no papel de Moisés, mas também porque viram o perigo da glorificação dos líderes humanos.
Tiago sentiu necessidade de rebater as observações de Butler em público na Signs e na Review. Ele não deixou dúvidas de que Cristo é o cabeça da igreja e nunca havia nomeado nenhum discípulo em particular para dirigir os assuntos de Sua igreja.
Senhor, em nosso papel de membros e líderes de Sua igreja, ajuda-nos a nunca perder de vista que é Cristo quem está no comando. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 4E pôs as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, O deu à igreja, a qual é o Seu corpo. Efésios 1:22, 23
É fácil partir para uma visão elevada ou inferiorizada demais da liderança da igreja. Ontem, notamos que Butler errou por elevá-la em excesso.
Ellen White se uniu ao marido na oposição à perspectiva de Butler. Afirmou que ele, em defesa de seu estilo independente de liderança e de seus modos um tanto quanto dominadores, desenvolvido suas ideias sobre liderança para “benefício próprio”. Ela prosseguiu, negando a validade de seu princípio de liderança exercida por uma só pessoa.
Todavia, embora rejeitasse a autoridade de um só indivíduo como líder, defendia as prerrogativas da Associação Geral como corpo. Escreveu para Butler: “Você não parecia ter percepção verdadeira do poder que Deus tinha dado à Sua igreja na voz da Associação Geral. […] Quando esse poder que Deus colocou na igreja é atribuído a um homem, e ele é investido com a autoridade de ser julgamento para outras mentes, então a verdadeira ordem bíblica é alterada. […] Nunca foi a intenção de Deus que Sua obra levasse o timbre da mente e do julgamento de um homem” (T3, p. 492, 493).
Reconhecendo que, por necessidade, Tiago liderara a igreja durante seus anos iniciais, Ellen prosseguiu dizendo que depois que os adventistas estabeleceram a organização, “era tempo apropriado para meu marido deixar de atuar […] para suportar as responsabilidades e levar os fardos pesados” (T3, p. 501).
Em um panfleto contendo a carta de Ellen a Butler, Tiago anexou um trecho sobre liderança, no qual observou que “nunca havia professado ser líder em nenhum sentido diferente daquele dado a todos os ministros de Cristo”.
Logo, Tiago e Ellen White foram firmes na defesa do poder da Associação Geral como um corpo, e contrários ao tipo de poder individualista proposto por Butler.
A maioria dos adventistas do sétimo dia de hoje não pensa muito sobre a questão da autoridade da igreja. Só expressamos aquilo de que gostamos ou não na liderança.
Esse assunto é de fundamental importância tanto na Bíblia quanto em nossa história. É certo que nos faria bem analisar o que é a autoridade da igreja e qual impacto ela deve exercer sobre nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 5Falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo, que é a cabeça. Efésios 4:15, NTLH
Às vezes, só aprendemos depois de levarmos uns tombos. Foi assim com o presidente da Associação Geral, George Butler. Tanto Ellen quanto Tiago White, pessoas a quem ele respeitava profundamente, opuseram-se a ele quanto à ideia da liderança individualista; por isso, Butler se arrependeu, deixou a presidência, comprou e queimou todos os exemplares disponíveis de seu livro Leadership [Liderança], cerca de 960, e, na Assembleia da Associação Geral em 1875, propôs que a igreja invalidasse o endosso anterior de suas ideias sobre liderança.
Contudo, em vez de tomar uma decisão apressada sobre esse assunto tão importante, os delegados escolheram uma comissão para estudar a questão. Na assembleia de 1877, com base no relatório da comissão, foi votada a revogação da aprovação de todas as partes do tratado de Butler que ensinavam “que a liderança do corpo se confina a um homem”. A reunião de 1877 também votou que “a mais elevada autoridade entre os adventistas do sétimo dia, depois de Deus, se encontra na vontade de um grupo de pessoas, conforme expressas nas decisões da Associação Geral, quando esta age dentro da jurisdição que lhe é própria, e tais decisões devem ser aceitas por todos sem exceção, a menos que se demonstre haver conflito com a Palavra de Deus e com os direitos da consciência individual”.
Assim, a partir de 1877, Butler e Tiago White, que se alternaram no posto da presidência da Associação Geral entre 1869 e 1888, concordaram, com a autoridade da Associação Geral como um corpo.
Infelizmente, embora fosse algo inevitável, os delegados da Associação Geral provenientes das Associações locais só se encontravam em poucas semanas por ano. O resultado natural disso era que os adventistas olhassem para o presidente da Associação Geral e para os membros de sua comissão diretiva menor, em busca de liderança. Isso ocorreu mais quando figuras enérgicas como Butler e White ocuparam a presidência. Ambos tinham a tendência de centralizar a autoridade nas próprias mãos, inclinando-se, na prática, para o estilo de liderança individual proposto por Butler.
Nesse fato, encontramos uma lição importante que afeta a todos nós. Não importam nossas crenças mentais sobre liderança, quase todos nós nos sentimos tentados a “assumir o controle”.
Pai, ajuda-nos a lidar com nossas inclinações naturais. Faze-nos líderes melhores. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 6Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Apocalipse 2:29
Alguns de nós parecemos ter verdadeira dificuldade de ouvir. Butler, o presidente da Associação Geral, parecia sofrer desse mal. Ellen White o aconselhou diversas vezes, bem como a Tiago, sobre os perigos de um estilo de liderança centralizado em um indivíduo.
Sua frustração com Butler chegou ao grau máximo, por volta da assembleia da Associação Geral de 1888. Logo depois das reuniões, ela escreveu: “O pastor Butler […] já está no cargo por três anos a mais do que deveria, e agora toda a humildade, e mansidão de espírito o deixaram. Ele acha que sua posição lhe concede tanto poder que sua voz é infalível” (Ct 82, 1888).
Após mais três anos, ela declarou: “Espero que nunca mais haja o menor incentivo, por parte de nosso povo, para depositar nossa confiança em seres humanos finitos e errantes como aconteceu com o pastor Butler, pois os ministros não são como Deus, e se confiou demais no pastor Butler no passado. […] É por serem incentivadas a esperar que um homem pense por elas e lhes sirva de consciência que as pessoas são agora tão ineficientes e incapazes de permanecer firmes no posto de seu dever como fiéis sentinelas de Deus” (Ct 14, 1891).
Era mais fácil para Butler aperfeiçoar suas ideias sobre a teoria de liderança da igreja baseada em “grandes homens” na esfera verbal do que colocá-las em prática. Levando em conta a natureza humana, trata-se de um problema perene com o qual aqueles que se encontram em posições de liderança continuam a lutar.
Esse triste fato da vida também levou Ellen White a fazer algumas declarações acerca da autoridade da Associação Geral nos anos 1890. Ela mencionou o assunto em várias ocasiões ao longo dessa década. Por exemplo, em 1891, escreveu: “Fui obrigada a assumir a posição de que não foi a voz de Deus que se ouviu na administração e nas decisões da Associação Geral. Foram elaborados métodos e planos que o Senhor não sancionou, mas o pastor Olsen [presidente da Associação Geral, de 1888 a 1897] fez parecer que as decisões da Associação Geral eram a voz de Deus. Muitas das posições assumidas, anunciadas como a voz da Associação Geral, têm sido a voz de um, dois ou três homens que a estavam desencaminhando” (Man. 33, 1891).
Não é fácil ouvir quando os ouvidos não estão funcionando. Temos a tendência de assumir uma postura crítica em relação aos administradores que Ellen White precisou confrontar; mas, nesse processo, é importante nos lembrarmos de nossa falta de ouvidos em tantas coisas que o Espírito tem tentado nos dizer. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da Associação Geral – 7Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Ele cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Hebreus 13:17, NVI
Qual seria a autoridade apropriada para os líderes? Ontem ouvimos Ellen White reclamar sobre o estilo de administração da Associação Geral de uma determinada época, que representava somente a autoridade do presidente. Cinco anos depois, ela comentou: “O caráter santo da causa de Deus não é mais reconhecido no centro da obra. A voz de Battle Creek, que tem sido considerada a autoridade para aconselhar como o trabalho deve ser conduzido, não é mais a voz do Senhor” (Ct 4, 1896). Uma análise criteriosa de tais declarações indica que se referiam a momentos em que a Associação Geral não agia como um corpo representativo, quando sua autoridade para tomar decisões se centralizava em uma só pessoa ou em poucos indivíduos, ou ainda quando deixava de seguir princípios confiáveis.
Tal conclusão se alinha com as afirmações de Ellen White ao longo do tempo. Ela foi específica quanto a isso em um manuscrito lido perante os delegados da Assembleia da Associação Geral realizada em 1909, na qual reagiu às atividades separatistas de A. T. Jones, que trabalhava para minar a autoridade da Associação Geral, na tentativa de voltar ao modelo congregacional de administração da igreja.
Ela disse aos delegados: “Por vezes, quando um pequeno grupo de homens, aos quais se acha confiada a direção-geral da obra, tem procurado, em nome da Associação Geral, executar planos imprudentes e restringir a obra de Deus, tenho dito que não poderia por mais tempo considerar a voz da Associação Geral, representada por esses poucos homens, como a voz de Deus. Mas isso não equivale a dizer que as decisões de uma Associação Geral composta de uma assembleia de homens representativos e devidamente designados, de todas as partes do campo, não deva ser respeitada. Deus ordenou que os representantes de Sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Assembleia Geral, devam ter autoridade. O erro que alguns estão em perigo de cometer, é dar à opinião e ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens, a plena medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua igreja, no juízo e voz da Associação Geral reunida para fazer planos para a prosperidade e avançamento de Sua obra” (T9, p. 260, 261).
No conselho de muitos, há sabedoria. Devemos acrescentar que o equilíbrio do conselho de pessoas com perspectivas diversas e de diferentes regiões geográficas também leva a escolhas bem pensadas. As decisões de uma igreja mundial são dotadas de proteções implícitas que não estão disponíveis a indivíduos e congregações.  (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
31 de julhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Retrospectiva Sobre a Autoridade da IgrejaO que ligares na Terra terá sido nos Céus; e o que desligares na Terra terá sido desligado nos Céus. Mateus 16:19
Essas foram as palavras de Cristo ao fundar Sua igreja na Terra, mas as pessoas as traduzem e interpretam de várias formas. A versão Almeida Revista e Corrigida, por exemplo, traduz: “tudo o que ligares na terra será ligado nos céus”, fazendo parecer que o Céu ratifica tudo aquilo que a igreja decide na Terra. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje leva essa linha de pensamento ainda mais além, ao verter a passagem por: “o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na Terra será permitido no céu.”
Tais interpretações perdem de vista o que Jesus estava dizendo. O tempo verbal no grego indica, com toda clareza, que devemos traduzir a locução verbal do texto de hoje por “terá sido ligado”. Logo, Cristo declara que a igreja na Terra coloca em prática as decisões do Céu. Não é o Céu que ratifica as decisões da igreja. Tal diferença não é nada sutil. E, na história da igreja, as duas traduções levaram a dois pontos de vista sobre a autoridade eclesiástica.
O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia interpreta corretamente a passagem ao observar que “estender o significado de ‘ligar’ e ‘desligar’ à autoridade de ditar o que os membros da igreja podem crer e o que podem fazer, em matéria de fé e prática, é ler nessas palavras de Cristo mais do que Ele queria dizer com elas e mais do que os discípulos entenderam por elas. Deus não sanciona essa reivindicação.
“Os representantes de Cristo na Terra têm o direito e a responsabilidade de ‘ligar’ o que foi ‘ligado no Céu’ e ‘desligar’ o que foi ‘desligado no Céu’, isto é, exigir ou proibir tudo aquilo que as Escrituras revelam claramente. Entretanto, ir além disso é substituir a autoridade de Cristo, […] tendência que o Céu não tolera nos que foram designados para a supervisão dos cidadãos do reino dos Céus na Terra.”
Nos últimos devocionais, meditamos sobre a autoridade da igreja porque esse é um assunto bíblico importante que nos afeta a todos e porque a maioria reflete muito pouco a esse respeito. Em vez de apenas aceitar ou rejeitar a autoridade eclesiástica, precisamos compreender tanto sua base teológica quanto suas limitações e seu propósito.
Sejamos gratos, pois não estamos sozinhos em nossa vida cristã. Pertencemos a uma igreja que nos dá orientações dentro dos preceitos da Bíblia. Uma liderança eclesiástica equilibrada é mais um motivo que temos para louvar a Deus. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

Publicado em 07 - Julho, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2015 | Marcado com , , | Deixe um comentário

1º de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

Em Busca de uma Educação Apropriada – 6Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo. Ezequiel 36:26
Não são apenas os seres humanos que necessitam de um coração novo. Às vezes, as instituições também. Foi isso que aconteceu com a educação adventista enquanto buscava encontrar seu papel adequado dentro da igreja, durante as décadas de 1870 e 1880.
Ontem concluímos com o poderoso chamado de Ellen White à reforma no cambaleante Battle Creek College em dezembro de 1881. Ela temia que a instituição tivesse se “desviado de seu desígnio original. […] Por um ou dois anos passados, tem havido certo esforço para moldar nossa escola de acordo com outros colégios. […] A influência moral e religiosa não deve ser deixada para trás” (T5, p.21).
“Se uma influência mundana tiver que dominar nossa escola, seja ela então vendida aos mundanos, e assumam eles o total controle; e os que investiram seus recursos nessa instituição estabelecerão outra escola para ser dirigida, não de acordo com o plano das escolas populares, nem segundo a vontade de diretores e mestres, mas de acordo com o plano especificado por Deus. […]
“Deus declarou ser desígnio Seu possuir na região um colégio em que a Bíblia tenha seu devido lugar na educação da juventude” (ibid., p. 25, 26).
Em seu duro discurso, Ellen White deu ênfase específica ao papel da Bíblia e à necessidade de voltar ao rumo dos objetivos dos fundadores.
Ela proclamou: “Pouca atenção tem sido dispensada à educação de jovens para o ministério. Esse era o principal objetivo no estabelecimento do colégio” (ibid., p. 22).
Ellen White não era contrária as artes e à ciência. Ao invés disso, defendia o estudo dos campos mais amplos de conhecimento, “aprendendo ao mesmo tempo os reclamos de Sua Palavra” (ibid., p. 21). O grande problema era o estudo dos livros “apenas”. “Essa espécie de educação pode ser obtida em qualquer colégio da região” (ibid., p. 22). Ela incentivava um aprendizado mais abrangente, que analisasse tudo com base em uma perspectiva bíblica. “Como poderoso meio de educação, a Bíblia não tem rival”, uma vez que desafia os alunos “a lidar com problemas difíceis” e amplia a compreensão de sua mente (ibid., p. 24). Seu chamado era para que a educação adventista voltasse aos trilhos.
Obrigado, Pai, pela voz profética em nossa história. Ajuda-nos a ouvir essa mesma voz neste dia.    (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | 1 comentário

2 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

Em Busca de uma Educação Apropriada – 7Para a árvore pelo menos há esperança: se é cortada, torna a brotar, e os seus renovos vingam. Jó 14:7, NVI
Na primavera de 1882, a jovem árvore da educação adventista não foi apenas podada; ela foi cortada. No entanto, esse passo drástico não foi em vão. Do toco, brotariam ramos em várias direções, que revitalizariam o sistema e ajudariam imensamente na busca por uma educação apropriada. O Battle Creek College reabriria no outono de 1883, com a resolução de ser mais fiel à sua missão. E faria progressos significativos nessa direção durante a década de 1880.
Talvez, porém, ainda mais importante seja o fato de que os ex-líderes da escola de Battle Creek tenham ido para diferentes partes do país. Eles aprenderam lições que os ajudariam a fortalecer a educação adventista.
Goodloe Harper Bell se estabeleceu em Massachussets, onde fundou a South Lancaster Academy, na primavera de 1882, a qual se transformou posteriormente no Atlantic Union College.
Sidney Brownsberger, por sua vez, foi para o Oeste, onde, em abril de 1882, fundou a Healdsburg Academy, instituição que se transformou no Healdsburg College, e depois, no Pacific Union College. Brownsberger resolveu não cometer os mesmos erros. Começou a administração em Healdsburg com uma filosofia educacional bem diferente da que havia seguido em sua obra em Battle Creek. Depois de sua experiência em Michigan, decidiu “nunca mais ingressar [em nenhum emprego denominacional] sem a base dos Testemunhos”.
Nas propagandas e nos catálogos de Healdsburg durante os anos da gestão de Brownsberger, ganhava destaque o fato de que a escola procurava proporcionar uma educação equilibrada entre teoria e prática, parte mental e física. Em suma, além de acadêmicos, ele prepararia seus formandos para o mercado de trabalho. Mais do que isso, a escola fora projetada “para prover instrução especialmente adaptada ao trabalho de rapazes e moças que desejam se preparar para entrar no ministério”. A instituição de reforma, Healdsburg College, exerceria uma boa influência sobre a de Battle Creek.
É possível, sim, aprender depois de velho. E, com a ajuda de Deus, pessoas e instituições podem se reformar a fim de se aproximarem mais de seus ideais. Esse foi o início, mas a verdadeira revolução na educação adventista ocorreria durante os anos 1890. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui) 

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | Deixe um comentário

3 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

Reflexões Sobre Estilo de Vida e Doutrina – 1Mostra-me, Senhor, os Teus caminhos. Salmos 25:4, NVI
Ellen White desempenhou um papel mais ativo na área das práticas do estilo de vida adventista do que na formação de doutrinas. Na formação doutrinária, o procedimento consistia em estudar a Bíblia até que se chegasse a um consenso. Nesse momento, ela às vezes recebia uma visão que confirmava o consenso e ajudava aqueles que ainda tinham dúvidas sobre se as conclusões do grupo eram corretas. Logo, podemos conceber que o envolvimento dela na formação de doutrinas se encontrava na confirmação, em vez de na iniciação.
Não se pode dizer o mesmo de sua participação no ramo do estilo de vida adventista. Por isso, é importante reconhecer algumas diferenças entre as esferas do estilo de vida e da doutrina.
Muito embora os adventistas do século 21 tenham a tendência de igualar a magnitude das questões doutrinárias e de estilo de vida, esse não era o posicionamento dos fundadores da denominação.
Talvez a diferença dissesse respeito ao fato de que as doutrinas definem uma denominação. Portanto, entre os primeiros adventistas guardadores do sábado, a doutrina era uma questão crucial, que recebia muita atenção. Em contrapartida, os itens relativos ao estilo de vida tendiam a constituir preocupações secundárias. Muitas questões de estilo de vida não são determinantes básicos da identidade de uma denominação, porém, maneiras de viver que facilitam a missão de espalhar a mensagem doutrinária.
Partindo dessa perspectiva, podemos entender que a reforma de saúde capacita as pessoas a se tornarem melhores testemunhas, permitindo que os indivíduos curados cheguem à condição de compreender melhor o evangelho. De igual modo, a educação cristã facilita tanto o desenvolvimento de membros da igreja quanto de pregadores do evangelho. Os dízimos e a doação que envolve sacrifício levam as pessoas a refletir sobre o caráter daquele que amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho, além de possibilitar o avanço da missão de Deus na Terra.
Senhor, valorizamos tanto o todo doutrinário quanto as opções de estilo de vida que transformaram os adventistas do sétimo dia em um povo único. Ajuda-nos a compreender melhor o papel de cada um desses elementos em nossa vida individual e coletiva. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui) 

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | 1 comentário

4 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

Reflexões Sobre Estilo de Vida e Doutrina – 2Andai como filhos da luz. Efésios 5:8
Quando se chega ao cerne da questão, só há dois caminhos nos quais podemos andar: na luz ou nas trevas. A Bíblia é clara a esse respeito. Mas o que é luz?
Muitos de nós agimos como se a doutrina correta ou mesmo o estilo de vida bíblico fossem a luz. Errado! Cristo é a luz. A religião gira em torno de nosso relacionamento com Ele. Dentro desse centro se encontra o problema do pecado e da solução divina na cruz de Cristo.
Tanto a doutrina quanto o estilo de vida são questões secundárias. Afinal, você pode crer em todas as doutrinas certas, adotar o estilo de vida correto e ainda assim se perder. A salvação está ligada a seu relacionamento com Deus por intermédio de Jesus. As doutrinas não são um fim em si mesmas, porém um meio para entender melhor a Deus e amá-Lo efetivamente. De igual forma, o estilo de vida aponta para um propósito maior. Por exemplo, a reforma de saúde permite que tenhamos a mente mais clara para compreender a doutrina e conhecer melhor a Deus, levando-nos a amar mais plenamente o Senhor e o próximo.
Em todas as épocas, a opinião dos fundadores do adventismo nas esferas do estilo de vida e da doutrina não foi idêntica. Por isso, eles se esforçaram ao máximo para definir com precisão as doutrinas, ao passo que a maioria das questões ligadas ao estilo de vida ficaram de lado, até que a necessidade ou mesmo uma crise os forçou a se posicionar.
Os adventistas preencheram de várias maneiras o vácuo resultante do estilo de vida. Às vezes, chegavam a uma posição por meio do estudo da Bíblia e de conferências quando surgiam crises. Em outras ocasiões, Ellen White tomou a frente em mencionar o assunto, apontando para a solução e demonstrando como tal solução se encaixava no quadro mais amplo das três mensagens angélicas, como no caso da reforma de saúde. Por outro lado, o método da pesquisa bíblica predominou em aspectos como o serviço militar e a devolução dos dízimos.
Uma vez que Ellen White costumava aplicar princípios bíblicos à vida cotidiana da igreja e a seus membros, ao longo dos anos, seus conselhos passaram a assumir, cada vez mais, o centro dos debates sobre o estilo de vida adventista.
Pai, guia-nos, ajudando-nos a entender como as várias partes do todo de nossa fé estão relacionadas umas às outras e à nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui) 

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | Deixe um comentário

5 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

As reuniões Campais – 1Sete dias celebrarás a festa ao Senhor, teu Deus, no lugar que o Senhor escolher. Deuteronômio 16:15
Os antigos israelitas pontilhavam o ano religioso com uma série de festas, nas quais as pessoas saíam de casa e viajavam, a fim de se encontrarem para vários dias de edificação religiosa.
Embora não encontremos um paralelo idêntico às festas judaicas na era cristã, as reuniões campais compartilhavam muitas características com essas festividades bíblicas. As campais desempenharam um importante papel nos reavivamentos norte-americanos do início do século 19, ocorridos nos movimentos metodista e milerita. No entanto, a primeira campal convocada especificamente pelos adventistas do sétimo dia ocorreu em Wright, Michigan, em setembro de 1868.
O anúncio desse evento na Review, publicado em 18 de agosto, afirmava: “Essa reunião não foi convocada com o propósito de passarmos alguns dias em recreação e futilidade. Nem foi planejada para ser uma novidade, com o fim de atrair os ociosos e curiosos que não seriam alcançados de outra maneira. Nem desejamos meramente atrair grande número de pessoas, a fim de fazer uma demonstração de nossa força. Temos em mente um objetivo bastante distinto.
“Desejamos reunir o máximo possível de irmãos, tanto pastores quanto leigos, bem como o máximo de pessoas não convertidas que se interessem pela reunião, para que lhes façamos algo de bom.
“Queremos que todos aqueles que vierem tenham o propósito de buscar a Deus. Desejamos que nossos irmãos compareçam a fim de buscar uma nova conversão. Queremos que nossos pregadores sejam um exemplo digno de imitação.
“Também desejamos que o maior número de pessoas sem interesse em Cristo, ou pelo menos sem conhecimento da verdade presente, convertam-se ao Senhor, alegrando-se na luz de Sua verdade.”
O propósito da reunião campal era a edificação e instrução dos santos, a conversão dos membros da igreja que necessitavam passar por esse processo e a apresentação da mensagem do terceiro anjo para aqueles que não a haviam aceitado ou nem mesmo ouvido falar dela.
Em suma, a campal deveria ser uma festa espiritual de primeira grandeza, feita pelos adventistas para toda a comunidade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui) 

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | Deixe um comentário

6 de julho – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

As Reuniões Campais – 2Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém para a Festa da Páscoa. Lucas 2:41, NTLH
As campais no início do adventismo eram acontecimentos empolgantes. As pessoas ouviam boas pregações, encontravam velhos amigos, saíam da rotina, compravam publicações adventistas e recebiam uma bênção espiritual. A reunião campal anual era uma experiência incrível.
A primeira reunião campal oficial, que ocorreu em Wright, Michigan, do dia 1º a 7 de setembro de 1868, estabeleceu o padrão para as que viriam depois. Duas tendas redondas de 18 metros abrigavam as reuniões gerais, enquanto as pessoas ficavam em tendas menores. Como ainda não havia a opção de comprar uma barraca barata em um hipermercado, os editores da Review deram instruções sobre a construção de tendas simples para famílias e igrejas.
No total, foram 22 tendas para igrejas, em geral, com os quartos separados por cobertores ou colchas, a fim de que as famílias tivessem um pouco de privacidade. Em outras tendas, havia uma corda no meio para que os participantes pendurassem cobertores e fizessem a separação entre os sexos.
Famílias e amigos cozinhavam em fogueiras. Sentavam-se em troncos para comer em círculos, proporcionando excelentes oportunidades para comunhão. Devia ser um ótimo momento para as crianças, mas também era o ponto alto do ano para os adultos.
É claro que as coisas não eram tão confortáveis quanto em casa. E um pouco mais de privacidade não faria mal a ninguém. Além disso, era necessário fazer certo sacrifício financeiro, ao se somar os custos da viagem e o tempo sem trabalhar, mas os primeiros adventistas acreditavam que tais convocações valiam a pena, apesar dos gastos e dos inconvenientes.
A realização de uma reunião campal por ano se consolidou após a que aconteceu em Wright. No ano seguinte, sete estados fizeram a sua. Depois disso, elas se espalharam para todos os lugares do mundo adventista.
Elas ainda acontecem. Com vigor em alguns lugares e definhando em outros, mas sempre são uma bênção. Se você não participa de uma campal há tempos, faça o esforço. Você será abençoado. O adventismo estaria em melhor condição hoje se houvesse um reavivamento dessa bênção anual.
Ajuda-nos, Senhor, a aproveitar mais todas as oportunidades que Tu nos dás para recebermos bênçãos ao longo do dia, da semana e do ano. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui) 

Publicado em Meditação Matinal 2015 | Marcado com , | Deixe um comentário