Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – Filipe como missionário – 3º trimestre, 29 de agosto a 5 de setembro de 2015

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Pedro e os gentios – 3º trimestre, 22 a 29 de agosto de 2015

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Missões transculturais – 3º trimestre, 15 a 22 de agosto de 2015

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Jesus: o Mestre das missões – 3º trimestre, 8 a 15 de agosto de 2015

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Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – SETEMBRO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações DiáriasSETEMBRO 2015Ligado na Videira – clique no dia desejado:
[T01][Q02][Q03][S04][S05][D06][S07][T08][Q09][Q10][S11][S12][D13][S14][T15][Q16][Q17][S18][S19][D20][S21][T22][Q23][Q24][S25][S26][D27][S28][T29][Q30] – ou leia na sequência abaixo:
1º de setembro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 2Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR. Deuteronômio 8:3
Embora todos concordemos que a Bíblia é importante, como é difícil tentar resolver nossas dificuldades teológicas sem citar a opinião de “especialistas”! Tanto Uriah Smith quanto George Butler fizeram apelos a essa fonte de autoridade em 1888. conquanto a maioria dos pastores adventistas concordasse com a liderança, o elemento de reforma dentro do adventismo levantou um coro de objeções.
E. J. Waggoner demonstrava bastante lucidez nesse aspecto. Quando Butler usou a opinião de um especialista para resolver a questão de Gálatas, o mais jovem o refutou usando seu ponto mais vulnerável: “De nada me importa”, argumentou Waggoner, “o que diz o homem. Quero saber o que Deus diz.não ensinamos palavras de seres humanos como doutrinas, mas a Palavra do Senhor. Tenho certeza de que você não citaria Greenfield caso fosse capaz de encontrar um argumento nas Escrituras”.
Caso os adventistas começassem a depender da opinião de autoridades, declarou Waggoner: “Poderíamos muito bem nos tornar papistas, pois a essência do papado é reduzir a fé à opinião de um homem”. Os adventistas do sétimo dia “devem ser protestantes de fato, testando todas as coisas somente à luz da Bíblia”.
Além da tentação de recorrer a autores do cristianismo em geral para apoiar diversas posições, eles também contavam com os próprios escritores de peso.
William C. White observou que alguns ministros adventistas atribuíam “igual importância às citações das Escrituras e aos comentários do pastor Smith” porque Ellen White havia elogiado o livro Daniel and the Revelation [Daniel e o Apocalipse]. Afinal, argumentavam alguns pastores, ela não dissera que Smith “teve a ajuda de anjos do Céu em sua obra”?
Essa é uma lição interessante da história adventista. Muitas vezes, as pessoas argumentam em favor da aceitação da autoridade de alguém porque Ellen White recomendou seus escritos ou disse que o indivíduo tinha a verdade.
Essa não era a posição dos reformadores de Mineápolis, nem da própria Ellen White. Todos eles diriam que, a despeito do tanto de verdade que alguém possuísse, só seria possível confirmar algum de seus ensinos em particular depois de ir à Bíblia e examinar o tema por completo.
Tal conselho continua a ser excelente. Ou, como eu gosto de dizer, o décimo primeiro mandamento é “Nunca confiarás em um teólogo”. Todas as ideias precisam ser verificadas nas Escrituras.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 3Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Marcos 7:8, NVI
O terceiro uso inválido da autoridade humana durante a era de 1888 estava ligado a recorrer à tradição adventista para resolver uma questão. Repetidas vezes, tanto Smith quanto Butler usaram o argumento de que a posição adventista sobre Gálatas e Daniel era a mesma havia 40 anos e, por isso, não deveria ser mudada. Smith chegou a ponto de afirmar que, se os pontos de vista tradicionais estivessem errados, ele seria forçado a renunciar ao adventismo.
Ellet J. Waggoner e Alonzo T. Jones rejeitavam o apelo à tradição adventista. Joseph H. Waggoner apoiava o filho. Ele escreveu: “Há muito acredito que há um erro grave a crescer entre nós, a saber, considerar que a denominação deve se apegar a um ponto de vista porque foi exposto por um indivíduo ou até mesmo por uma editora, pelo simples fato de ter sido publicado por eles. […] A exposição das Escrituras não pode depender” da autoridade da tradição. “Ela só pode ser resolvida por meio da investigação ponderada, do raciocínio justo e todos devem ter direitos iguais de expressar a própria opinião”.
Como de costume, Ellen White estava ao lado dos reformadores. Advertiu: “Como povo, certamente corremos grande risco se não vigiarmos a todo tempo ou se considerarmos que nossas ideias, por serem há muito defendidas, consistem em doutrinas bíblicas infalíveis em cada um de seus pontos, medindo a todos pela regra de nossa interpretação da verdade das Escrituras. Esse é nosso perigo e seria o maior dos males que poderia nos acometer como povo” (Man. 37, 1890).
A tradição é um assunto interessante. Até mesmo os adventistas mais puristas conseguem perceber que outros cristãos estão errados ao dependerem de suas tradições. Afinal, em alguns casos, tais tradições são claramente equivocadas. Por isso, afirmamos, eles devem buscar a Bíblia.
Entretanto, a tradição adventista costuma ser avaliada de modo um pouco diferente. Os pioneiros, nos diz a lógica, não tinham a verdade?
Sim, podemos responder, mas não era toda a verdade livre de qualquer traço de erro. O único teste genuíno da tradição ou de qualquer outra fonte de autoridade é comparar o ensino com a posição bíblica a respeito do assunto.
Em suma, a tradição adventista não é, em si, melhor do que a tradição de qualquer outro grupo religioso. É sempre à Bíblia que devemos apelar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 4Foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas 3
Batalhar pela fé não era uma das carências dos líderes adventistas dos anos 1880. O problema deles não era batalhar, mas fazê-lo da forma correta.
A última categoria de autoridade humana usada pelo grupo de Smith e Butler em sua tentativa de preservar o adventismo tradicional foi a iniciativa de votar uma declaração em forma de credo que cimentaria a teologia pré-1888, impedindo que fosse alterada no futuro.
A liderança da Associação Geral havia tentado votar uma declaração como essa na Assembleia de 1886, mas falhou quando não conseguiu o consenso da comissão teológica do lado considerado certo em relação a Gálatas e Daniel 7.
Um dos problemas dos credos é a tendência de colocar assuntos marginais de interesse da época ao lado das doutrinas fundamentais da Bíblia, no papel de marcos da fé. Depois de estabelecidos em forma de credo, é quase impossível contrariá-los no futuro, uma vez que as pessoas interpretam qualquer mudança como a destruição da fé mantida pelos antigos.
Nas reuniões de Mineápolis, houve a tentativa de fazer resoluções em forma de credo tanto no tocante aos dez chifres quanto à lei em Gálatas. Por exemplo, em 17 de outubro, G. B. Starr propôs um voto sobre os dez chifres. “Eu gostaria”, disse ele, “de definir de uma vez por todas esta questão para que não volte a ser debatida”. O auditório respondeu com “brados de ‘amém, amém’”.
Contudo, Waggoner e os White conseguiram resistir a essa medida. Ellen escreveu que ela e “Willie […] precisaram vigiar todos os pontos, para que não fossem feitos votos, nem passassem resoluções que seriam prejudiciais à obra futura” (Ct 82, 1888).
Em 1892, ela declarou: “A igreja pode aprovar resolução após resolução para extinguir as discordâncias de opiniões, mas não podemos forçar a mente e a vontade, acabando assim com os desacordos. Tais resoluções podem até esconder a discórdia, mas não a eliminam, nem estabelecem concordância perfeita.” Por isso, ela sugeriu que certa “tolerância cristã” da variação de crenças era necessária. Em contrapartida, “as grandes verdades da Palavra de Deus são expressas com tanta clareza que ninguém precisa errar em sua compreensão”. O problema acontece com aqueles que transformam “meras elevações […] em montanhas e […] criam barreiras entre os irmãos” (Man. 24, 1892).
Pai, ajuda-nos a não ser especialistas em detalhes sem importância. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos a Ellen White – 1Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a Palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. 1Pedro 1:24, 25
Os líderes da Associação Geral haviam falhado na tentativa de resolver, por meio da autoridade humana, as questões teológicas que a igreja enfrentava. Entretanto, eles achavam que um “testemunho” de Ellen White sobre as questões controversas seria ainda melhor. Afinal, seus escritos não provinham de Deus?
Butler, em particular, estava bastante empolgado com a possibilidade desse tipo de decisão. Entre junho de 1886 e outubro de 1888, ele escreveu uma série de cartas que revelam uma pressão cada vez maior para que Ellen White interpretasse definitivamente a questão da lei em Gálatas. Caso houvesse conseguido, poderia escrever um livro chamado Como Pressionar um Profeta.
Usando a psicologia positiva, começou a pedir uma resposta de forma branda. Em 20 de junho de 1886, escreveu reclamando que os ensinos de Jones e Waggoner não estavam em harmonia com o ensino tradicional adventista.
Então Butler passou a apelar, discretamente incitando-a a dar a resposta adequada: “Anos atrás, ouvi que você recebeu luz sobre a lei adicionada, no sentido de estar ligada ao sistema típico, não à lei moral. Acho que, de alguma forma, essa questão deve ser esclarecida. Seria uma grande decepção para muitos de nossos irmãos da liderança serem obrigados a ver o ensino generalizado da ideia de que a lei adicionada […] corresponde à própria lei moral.”
Em 23 de agosto, o presidente da Associação Geral foi um pouco mais aberto quanto ao assunto. Depois de observar que a questão estava criando controvérsia, foi bem específico ao dizer que, nos anos 1850, a liderança adventista havia adotado a interpretação da lei cerimonial. Ele sugeriu que escreveria um tratado sobre o assunto. Por fim, deu a entender que sabia muito pouco sobre qual era a opinião dela, dando à Sra. White a oportunidade de colocar um selo de aprovação sobre a perspectiva “verdadeira” que ele acabara de lhe descrever.
No entanto, Butler enfrentava um grande problema. Como forçar, manobrar, convencer ou exigir que um profeta faça algo? Boa pergunta. Veremos um pouco mais sobre essa resposta amanhã. Enquanto isso, precisamos começar a refletir seriamente sobre a relação entre o dom de profecia moderno e a Bíblia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos a Ellen White – 2Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. Romanos 15:4
Ontem vimos o presidente Butler em sua tentativa de manobrar Ellen White a “criar” um testemunho para resolver a controvérsia de Gálatas. Ele não conseguiu ir muito longe até 23 de agosto de 1886. Por volta de 16 de dezembro, sua paciência com a profetisa silenciosa havia se deteriorado rapidamente. O plano de votar uma resolução em forma de credo na Assembleia da Associação Geral havia falhado, e ele começou a sentir-se desesperado pela falta de cooperação de Ellen White. Butler, então, disparou: “Estamos esperando há anos ouvir de você sobre o assunto [de Gálatas], ciente de que a agitação só terminaria em debate.” Doze dias depois, ele disse claramente que “nada, a não ser um testemunho do Céu” o faria mudar de ideia.
Em março de 1887, Butler estava em um melhor estado de espírito, depois de haver tomado conhecimento da repreensão de Ellen White a Waggoner e Jones por terem tornado públicas suas opiniões controversas. Interpretando que alguns de seus comentários indicavam de que lado ela estava no embate sobre Gálatas e, na expectativa de que ela diria as coisas que ele considerava certas, lembrou-a de que havia escrito diversas vezes para ela sobre o assunto, mas não recebera resposta.
Certo de que agora Ellen White se posicionaria publicamente do lado dele, Butler ficou ao mesmo tempo magoado e chocado quando ela escreveu, em abril de 1887, que a carta de repreensão aos dois homens mais jovens não significava que a posição dos líderes era a correta.
Após essa “traição”, ele não desperdiçou mais tinta pedindo a opinião de Ellen White sobre o assunto. Em vez disso, fantasmas de desastre teológico, traição profética e conspiração começaram a crescer em sua mente, levando-o, por fim, ao colapso nervoso e à volumosa carta de 1º de outubro de 1888, na qual a atacou por não ter a resposta certa.
E tudo isso diante dos repetidos conselhos de Ellen White de que o assunto não tinha importância e deveria ser deixado de lado.
Eis uma pergunta para cada um de nós: Quanto de nossas preferências pessoais dominam nosso pensamento ao estudarmos a Bíblia e os conselhos de Ellen White? Pense sobre isso. Seja honesto!
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de setembro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos a Ellen White – 3Procurem no livro do Senhor e leiam. Isaías 34:16, NVI
Conforme observamos ao longo dos últimos dias, George Butler, presidente da Associação Geral, tentou manobrar Ellen White a dar uma resposta definitiva às questões bíblicas e teológicas com que estava lidando, uma vez que não contava com evidências suficientes do “livro do Senhor” para defender seus argumentos.
A sequência de cartas de Butler é bem interessante quando se leva em conta como muitos adventistas veem a obra de Ellen White. Muitos de nós já desejamos, em silêncio ou verbalmente, que ela ainda estivesse viva em nossos dias para que pudéssemos perguntar-lhe qual é o “verdadeiro” significado de determinada passagem bíblica. Na série de correspondências enviadas por Butler, encontramos a resposta dela a essa abordagem: silêncio, frustrante silêncio. Os líderes da Associação Geral queriam que a Sra. White agisse como uma espécie de polícia teológica ou juíza exegética. É significativo notar que foi justamente isso que ela se recusou a fazer.
Ellen White se negou a resolver o impasse bíblico por meio de um apelo a seus escritos e foi além: em 24 de outubro, deixou subentendido aos delegados das reuniões de Mineápolis que fora providencial a perda do testemunho a J. H. Waggoner no qual ela supostamente resolvera a questão de Gálatas de uma vez por todas nos anos 1850. “Deus tem um propósito para isso. Ele quer que nos voltemos para a Bíblia e busquemos evidências nas Escrituras” (Man. 9, 1888; itálico acrescentado).
Em outras palavras, ela estava mais interessada no que a Bíblia tinha a dizer sobre o assunto do que naquilo que havia escrito. Para Ellen White, os testemunhos não deveriam se transformar na palavra de autoridade final em questões bíblicas, nem tomar o lugar das Escrituras. Ela enfatizou esse aspecto com todo vigor no início de 1889, na publicação do Testemunho 33, o qual traz uma extensa seção sobre o papel de seus escritos. Precisamos nos familiarizar com esse texto. Que tal lê-lo hoje ou no próximo sábado? (ver T5, p. 654-691).
Ellen White deixou claro que seus escritos tinham o objetivo de reconduzir as pessoas à Palavra de Deus (p. 663) e ajudá-las a entender os princípios bíblicos. Ela nunca os considerou um comentário divino sobre as Escrituras, mas isso nem sempre ficava tão evidente para seus companheiros adventistas. E muitos ainda não entenderam esse fato nos dias de hoje.
Ellen White nunca deixou de conduzir as pessoas ao “livro do Senhor” e a Jesus. Ela não apontava para si mesma, nem para os próprios ensinos como a fonte de autoridade. Esse é o melhor testemunho que temos da validade de seu dom.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos a Ellen White – 4Receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Atos 17:11
Os fiéis bereanos estudavam as Escrituras meticulosamente para descobrir a verdade. Era exatamente isso que Ellen White queria que a liderança da igreja fizesse no fim da década de 1880. No entanto, a maioria estava procurando respostas nos escritos dela para resolver os dilemas bíblicos, em vez de fazer a própria parte investigando as Escrituras. Foi esse problema que ela tentou resolver. Seus “seguidores” confusos podem ter falhado em convencê-la a “produzir” um testemunho sobre o impasse de Gálatas, mas sentiam uma onda de gratidão por terem escritos seus publicados sobre o assunto, sobretudo porque ela parecia ter identificado a lei em Gálatas no livro Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem (Sketches From the Life of Paul, 1883). Por meio de registros em diários, sabemos exatamente quais páginas alguns indivíduos leram na Assembleia de 1888.
Em 24 de outubro, J. H. Morrison usou a obra na tentativa de demonstrar a validade da interpretação da lei cerimonial. Ele leu a página 73 do livro em questão para os delegados: “Ele [Paulo] descreve a visita que fez a Jerusalém para garantir uma resolução das próprias questões que agora estavam agitando as igrejas da Galácia, quanto a se os gentios deveriam submeter-se à circuncisão e guardar a lei cerimonial”. Em seguida, Morrison citou a página 190 na qual Ellen White analisa a natureza dos problemas dos gálatas: “Tendo ganho esta posição, eles [os cristãos judaizantes] os induziram [os cristãos da Galácia] a retornar à observância da lei cerimonial como um elemento essencial à salvação. A fé em Cristo e a obediência à lei dos Dez Mandamentos eram considerados fatores de menor importância.” Morrison também leu um trecho da página 69, no qual a Sra. White fala sobre o jugo mencionado em Atos 15:10 e Gálatas 5:1: “Esse jugo não era a lei dos Dez Mandamentos, como asseveravam aqueles que se opõem aos reclamos da lei; mas Pedro se referia à lei das cerimônias.”
Depois de apresentar essas evidências, Morrison se assentou e os tradicionalistas devem ter acreditado que haviam dado o assunto por encerrado. Afinal, tinham uma citação de Ellen White. Logo, estavam certos, e Waggoner e Jones, errados, com base no comentário da profetisa sobre a Bíblia.
Contudo, conforme veremos amanhã, não foi essa posição que Ellen White assumiu.
Guia-nos, Pai, enquanto meditamos na importante questão da autoridade religiosa e da relação entre os dons do Espírito e a Bíblia.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de setembro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos a Ellen White – 5E todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei. Neemias 8:3
Ontem vimos que J. H. Morrison leu trechos da obra Paulo, o Apóstolo da Fé e da Coragem, de Ellen White, com o objetivo de dar por encerrada a discussão sobre Gálatas, confirmando que o livro faz menção à lei cerimonial, não à moral. As citações pareciam ensinar tal posicionamento. Morrison e seus amigos tinham certeza de que haviam comprovado seu argumento com base no “comentário divino” de Ellen White sobre as Escrituras.
Entretanto, essa não foi a posição que a Sra. White assumiu. Naquela mesma manhã (antes da apresentação de Morrison), ao falar sobre o impasse de Gálatas, ela disse: “Não posso me posicionar até ter estudado a questão” (Man. 9, 1888). Foi nesse contexto que ela observou ser providencial o fato de não ter conseguido encontrar seu testemunho a J. H. Waggoner sobre o assunto. Alguns o teriam usado indevidamente para afastar as pessoas do estudo da Palavra de Deus.
Ellen White tinha luz a dividir com os delegados da Associação Geral sobre a questão de Gálatas, mas essa luz, afirmou ela diversas vezes, era que eles precisavam estudar a Bíblia e não depender de nenhuma outra forma de autoridade enquanto buscavam compreender o significado das Escrituras. Ela enfatizou com todo vigor esse ponto em sua última mensagem registrada em Mineápolis: “Um Apelo ao Estudo Mais Profundo da Palavra.”
Ao que tudo indica, o uso de trechos do livro sobre Paulo por Morrison para comprovar seu argumento não a impressionou. Não temos nenhum indício de que ela considerou a questão resolvida por esse método, nem que tenha citado os próprios escritos em Mineápolis a fim de decidir qualquer das controvérsias teológicas, históricas ou bíblicas. Seus escritos tinham propósitos, mas um deles era não assumir uma posição superior à das Escrituras por meio de um comentário infalível.
A Sra. White refletiu essa mesma atitude vinte anos mais tarde, no dilema sobre o “sacrifício diário” de Daniel 8, polêmica baseada, mais uma vez, em seus comentários. E de novo ela disse ao povo que não usasse suas publicações daquela forma.
Na verdade, para impedir que as pessoas usassem seus escritos sobre a lei em Gálatas, ela eliminou tais declarações quando revisou o material sobre Paulo para publicar Atos dos Apóstolos em 1911. Ela estava falando sério sobre a necessidade de as pessoas recorrerem à Bíblia.
A questão da autoridade é de suprema importância. Que Deus nos ajude a estudar Sua Palavra com o objetivo de descobrir Sua verdade e Sua vontade para nossa vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Autoridade da BíbliaPois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 2Timóteo 3:16, NTLH
Waggoner, Jones e os White estavam em harmonia quanto à maneira adequada de resolver dilemas teológicos. Todos defendiam que a Bíblia é o único fator determinante para as crenças cristãs. Por isso, uniram-se contra as tentativas dos tradicionalistas de usar qualquer outra forma de autoridade para resolver impasses bíblicos.
Ellen White foi bastante insistente quanto à necessidade de estudar a Bíblia para resolver disputas teológicas. Por exemplo, em abril de 1887, ela escreveu para Butler e Smith: “Queremos evidências bíblicas para todos os pontos em que avançarmos. Não desejamos apoiar pontos com declarações, como fez o pastor Canright” (Ct 13, 1887). Em julho de 1888, ela expôs sua posição da forma mais clara possível, quando publicou na Review que “a Bíblia é a única regra de fé e doutrina” (RH, 17 de julho de 1888).
Em 5 de agosto de 1888, ela instruiu seus leitores: “Examinem as Escrituras com cuidado para discernir qual é a verdade”, acrescentado que “a verdade em nada perde pela investigação detalhada. Deixem a Palavra de Deus falar por si, que ela seja a própria intérprete”. “A Palavra de Deus é a grande detectora de erros; acreditamos que a ela os equívocos devem ser levados. A Bíblia necessita ser o padrão para todas as doutrinas e práticas. […] Não devemos aceitar a opinião de ninguém sem antes compará-la com as Escrituras. Nela se encontra a autoridade divina, a qual é suprema em questões de fé. É a palavra do Deus vivo que deve decidir todas as controvérsias” (Ct 20, 1888, itálico acrescentado).
Ellen White também enfatizou essa mensagem em sua última fala em Mineápolis: “As Escrituras devem ser seu objeto de estudo, então saberão que têm a verdade. […] Vocês não devem acreditar em qualquer doutrina simplesmente porque outra pessoa diz ser verdade. Não creiam porque o pastor Smith, o pastor Kilgore, o pastor Van Horn ou o pastor Haskell dizem ser verdade, mas porque a voz de Deus o declarou em Seus oráculos vivos” (Man. 15, 1888). Ela poderia muito bem ter acrescentado o próprio nome à lista, dada a posição que assumira durante as reuniões.
Senhor, muito obrigado por Tua Palavra na Bíblia. Hoje desejamos dedicar mais uma vez nossa vida ao estudo diário das Escrituras com mais persistência e energia.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Vitória em MineápolisE isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações. 2Timóteo 3:17, NTLH
Vários pastores levaram a sério o apelo de Ellen White em Mineápolis em prol do estudo pessoal da Bíblia. Em 2 de novembro de 1888, William C. White escreveu: “Muitos saem desta reunião determinados a estudar as Escrituras como nunca antes e isso resultará em pregações mais claras.”
R. DeWitt Hottel escreveu em seu diário que uma de suas primeiras atividades depois de ir embora de Mineápolis e voltar para casa foi “ler o livro do irmão Butler sobre Gálatas, bem como a resposta do irmão Waggoner. Também li a Bíblia”. Parece que Hottel comparou as conclusões dos dois homens com as Escrituras.
Outra história de sucesso foi a de J. O. Corliss, que examinou a Palavra de Deus e obteve resultados gratificantes: “Nunca recebi tanta luz nesse mesmo intervalo de tempo e a verdade nunca me pareceu tão boa quanto agora. Sozinho, estudei sobre as alianças e a lei em Gálatas. Cheguei a minhas conclusões sem consultar ninguém, a não ser o Senhor e Sua santa Palavra. Creio agora que a questão está clara em minha mente e consigo ver beleza e harmonia na posição do doutor [Waggoner] sobre a lei em Gálatas.”
Parece que nem todos desconsideraram Ellen White em Mineápolis. Durante a Assembleia da Associação Geral de 1889, ela afirmou: “[Estou] agradecida por ver entre nossos irmãos ministros a disposição em examinar as Escrituras por si mesmos” (Man. 10, 1889).
No início dos anos 1890, a Associação Geral organizou cursos anuais para os ministros, em resposta ao apelo em Mineápolis para que os pastores adventistas se tornassem estudantes mais dedicados da Bíblia. As reuniões de 1888 destacaram a inabilidade deles de interagir com as Escrituras. O dominador George Butler não era mais presidente da Associação Geral, e a administração de O. A. Olson fez o possível para capacitar os ministros da denominação a estudarem melhor a Palavra.
Dada a importância da Bíblia, uma das perplexidades da igreja do século 21 é o fato de não dedicarmos muito tempo às Escrituras. A maioria de nós passa mais tempo em frente à televisão do que diante de uma Bíblia aberta. Hoje é o dia de mudar esse padrão de conduta.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de setembro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Fracasso em MineápolisAchadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração. Jeremias 15:16
É bom comer as palavras de Deus. Entretanto, às vezes, preferimos ingerir as de outras pessoas. Tal pensamento nos conduz de volta à questão da autoridade em Mineápolis. Embora os desdobramentos da assembleia tenham incluído sucessos, também envolveram fracassos. Talvez o mais óbvio tenha sido a tentação contínua de depender de opiniões humanas. Todavia, em 1894, não eram mais as palavras de autoridade de Butler e Smith que causavam problema, mas as de Jones. Sem dúvida, os repetidos endossos de Ellen White a ele e a Waggoner em Mineápolis e em outras ocasiões predispuseram a mente de muitos a aceitar tudo aquilo que eles dissessem ou escrevessem. Por exaltarem a Cristo e pelo poder das forças adventistas que se alinharam contra eles, foi necessário que ela “gritasse a plenos pulmões” seu apoio a eles, para que fossem ouvidos.
Sua voz não passou despercebida. Em 1894, Stephen N. Haskell foi obrigado a admitir para ela que fora “absolutamente necessário defender Alonzo e Waggoner ao longo desses anos”. “Mas”, acrescentou, “o país inteiro ficou em silêncio quanto a qualquer tipo de crítica em relação a eles. Essa batalha foi travada, e a vitória, obtida”.
Naquele momento, porém, a denominação enfrentava o problema contrário: os membros e líderes da igreja “estavam aceitando tudo que eles [Jones e William W. Prescott] diziam praticamente como se fosse inspirado por Deus”. F. M. Wilcox chegara a uma conclusão semelhante. Escrevendo em Battle Creek, constatou: “Houve um tempo em que muitos dos princípios expostos pelo irmão Jones eram alvo de oposição; mas, nos últimos tempos, as pessoas têm se apegado às palavras dele quase como se fossem palavras de Deus.”
Logo, por volta de 1894, os adventistas estavam diante de uma nova crise de autoridade. Ellen White comentou: “Alguns de nossos irmãos têm olhado para esses ministros e os colocado no lugar que Deus deveria ocupar. Aceitam todas as palavras que saem de seus lábios sem buscar cuidadosamente o conselho divino para si” (Ct 27, 1894).
Será que um dia nós vamos aprender? Uma das mais importantes lições da Assembleia da Associação Geral em 1888 envolve autoridade – a verdade é que a Palavra de Deus é a autoridade suprema. Necessitamos deixar de confiar em palavras de seres humanos e de ler a Bíblia por intermédio dos olhos deles.
Ó Deus, ajuda-nos!
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de setembro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Profeta e os MensageirosToma contigo Marcos e traze-o, pois me útil para o ministério. 2Timóteo 4:11
De tempos em tempos, os profetas e apóstolos da Bíblia recomendavam indivíduos que seriam uma bênção especial para a igreja. Ellen White não foi diferente nesse sentido. O apoio mais frequente que ela fez ao longo de seu ministério envolveu Waggoner e Jones. Em muitos momentos, ela os defendeu por sua mensagem focada em Cristo.
No entanto, as repetidas recomendações significam que ela concordava com tudo que eles ensinavam – mesmo em relação à lei e ao evangelho?
Deixemos que a própria Sra. White responda. No início das reuniões de Mineápolis, ela escreveu que o anjo que a guiava “estendeu os braços em direção ao Dr. Waggoner e a você, pastor Butler, dizendo exatamente o seguinte: ‘Nenhum [tem] toda a luz sobre a lei; nenhuma das duas posições é perfeita’”. Embora o contexto dessa declaração seja a Assembleia da Associação Geral em 1886, Ellen White conservava a mesma posição em 1888 (Ct 21, 1888).
No início de novembro, ela disse aos delegados em Mineápolis que algumas das coisas que Waggoner havia exposto sobre a lei em Gálatas não se harmonizavam com seu próprio entendimento do assunto. Posteriormente, na mesma fala, ela afirmou: “Não considero corretas algumas das interpretações das Escrituras feitas pelo Dr. Waggoner” (Man. 15, 1888).
William C. White confirmava a posição de sua mãe. De Mineápolis, escreveu para a esposa que “grande parte do que o Dr. W. ensina estava de acordo com o que” sua mãe havia “presenciado em visão”. Isso levou alguns a concluir que “ela endossa todos os seus pontos de vista [e que nenhuma] parte de seus ensinos discorda [da mãe] e de seus testemunhos. […] Posso provar que tudo isso é [falso]”.
Ellen White validava constantemente o cerne daquilo que Jones e Waggoner apresentavam sobre a justiça de Cristo. Entretanto, uma análise dos escritos dos dois revela uma série de pontos teológicos dos quais ela diferia.
Eles, porém, apontavam para a direção correta ao buscarem exaltar a Jesus e a justificação pela fé, em vez da justificação pela observância da lei.
Mesmo recebendo endosso profético, as pessoas continuavam sendo falíveis. Tudo deve ser avaliado à luz da Bíblia.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Dois Tipos de Justificação – 1Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? […] Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. Mateus 19:16, 17
Ao longo dos anos, os adventistas têm ouvido bastante sobre a justificação pela fé na Assembleia da Associação Geral de 1888. Mas o que exatamente Jones e Waggoner ensinavam? E quais posições de Smith e Butler precisavam ser corrigidas? Dedicaremos vários dias a encontrar respostas para essas perguntas.
Talvez a melhor maneira de introduzir o assunto seja por meio dos editoriais de Uriah Smith na Review em janeiro de 1888. Em 3 de janeiro, no texto intitulado “O Ponto Principal”, ele afirmou que o objetivo dos pioneiros adventistas era divulgar a última proclamação do segundo advento e “conduzir almas a Cristo por meio da obediência a esta verdade final de prova. Este era o ponto objetivo de todos os seus esforços; e o fim que buscavam só era considerado alcançado quando almas se convertiam a Deus e eram levadas a buscar, por meio da obediência esclarecida a todos os seus mandamentos, o preparo pelo Senhor dos céus”. Smith ligou “o ponto principal” à terceira mensagem angélica ao enfatizar a palavra guardam de Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Precisamos parar um pouco e pensar sobre isso. Como as pessoas vão a Cristo? Pela obediência, conforme defendia Smith? Ou por algum outro método?
Essa ênfase aparece mais uma vez no último editorial de janeiro de 1888: “Condições para a Vida Eterna.” Ele baseou seus comentários na pergunta do jovem rico a Cristo: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” De acordo com Smith, a resposta da Bíblia poderia ser resumida em uma proposição como “arrepender-se, crer, obedecer e viver”. Essa, afirmava ele, fora a resposta de Jesus. Afinal, Cristo dissera ao jovem rico: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.”
Smith continuou observando que “o problema da justificação dos fariseus” é que eles ainda não haviam alcançado um teor aceitável de “caráter moral” em relação à “lei moral”.
Seguindo a falsa orientação de José Bates sobre o significado da história do jovem rico, Smith e os seus estavam imersos em legalismo. Eles ainda não haviam descoberto a relação entre lei e evangelho do Novo Testamento.
Alguns de nós, e me incluo nesse meio, lutam fortemente com a mesma tendência. No entanto, permaneçamos firmes. Foi para isso que serviu 1888.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Dois Tipos de Justificação – 2Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado? Tiago 2:21
A relação entre fé e obediência está no âmago do tema da justificação. Ontem vimos Uriah Smith argumentando, no início de 1888, que a obediência era a chave para a salvação. Sua principal ilustração vinha da história do jovem rico. O que Smith não conseguiu perceber é que, mesmo guardando os mandamentos, o jovem rico ainda assim se afastou de Cristo.
Smith e seus colegas acreditavam na justificação pela fé. Não havia como ser diferente, já que tal ensino está na Bíblia. Entretanto, eles baseavam sua compreensão na tradução de Romanos 3:25 da King James Version, que transmite uma ideia equivocada. Ela se assemelha à Almeida Revista e Corrigida, a qual afirma que a justiça de Cristo teria em vista a “remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus”. Por isso, J. F. Ballenger escreveu: “Para remir os pecados do passado, a fé é tudo. Quão precioso é o sangue que apaga todos os nossos pecados e transforma o passado em um registro limpo! Somente a fé nos permite apropriar-nos das promessas de Deus. Todavia, o dever presente cabe a nós cumprir. […] Obedeça à voz de Deus e viva, ou desobedeça e morra.”
Por acreditarem que a justificação pela fé lidava com pecados do passado, Smith, Butler e seus amigos ensinavam que, para manter a justificação após a conversão, era necessária a “justificação pelas obras”. Citando Tiago, Ballenger escreveu: “Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado?” “Quando obedecemos, tal ato, aliado à fé, garante nossa justificação.”
Para esses adventistas, a justificação não era somente pela fé, mas pela fé, acrescida das obras.
Era precisamente dessa teologia que Waggoner e Jones discordavam. Em um editorial de janeiro de 1888 da revista Signs chamado “Diferentes Tipos de Justificação”, Waggoner, argumentando contra Smith, notou que não era possível melhorar a justiça moral dos escribas e fariseus, porque “eles confiavam nas próprias obras e não se submetiam à justiça de Deus”. Na verdade, afirmou, a justiça deles “não era justiça de fato”. Eles simplesmente tentavam “cobrir um pano sujo e rasgado colocando por cima mais retalhos imundos”.
Como somos salvos? E como as obras se relacionam com a salvação? Essa foi a essência do embate em Mineápolis. Também foi o conflito entre Paulo e seus adversários em Romanos e Gálatas.
Pai, dá-nos entendimento sobre este assunto de importância crucial à medida que refletirmos sobre ele dia após dia.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Dois Tipos de Justificação – 3Os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Isaías 64:6, NVI
São mesmo? Essa foi a posição de Waggoner diante da ênfase de Smith e seus amigos na justificação pelas obras. Ele escreveu: “A justiça humana não vale nem um pouco mais depois que o homem é justificado do que antes.” O cristão justificado “viverá pela fé”. Portanto, “aquele que tem mais fé viverá de forma mais justa”. Isso é verdade porque Cristo é “o Senhor, justiça nossa”. Para Waggoner, a fé era tudo, e a equação fé + obras = justificação encontrava raízes no “espírito do anticristo”.
Jones se posicionou firmemente ao lado de Waggoner. Em maio de 1889, por exemplo, ele disse a seus ouvintes que a lei não era o lugar para buscar justiça. Todos “os nossos atos de justiça são como trapo imundo”.
Smith se opôs a tais comentários. Um mês depois, ele disparou a artilharia em Jones em um artigo da Review chamado “Nossa justiça”. Comentou que alguns dos assinantes da Review estavam caindo nas mãos daqueles que queriam invalidar a lei, fazendo comentários sobre nossa justiça ser como “trapos imundos”. O editor continuou dizendo que “a perfeita obediência à [lei] desenvolve justiça perfeita e só há uma forma de obter a justificação”. Declarou: “Não devemos ficar assentados, sem fazer nada, como uma massa inerte nas mãos do Redentor. […] ‘Nossa justiça’ […] provém da harmonia com a lei de Deus. […] E ‘nossa justiça’ não pode, neste caso, ser um trapo imundo.” Existe, concluiu ele, uma justificação “a ser garantida por meio da prática e do ensino dos mandamentos”.
Quando esse artigo foi publicado, Ellen White estava pregando que a fé deve preceder as obras. Em uma reunião campal em Rome, Nova York, quando as pessoas não conseguiram conciliar o discurso dela com o artigo de Smith, sua resposta foi que o irmão Smith “não sabe do que está falando; ele vê árvores como se fossem homens andando”. Ela destacou que somente pelo fato de Jesus e Sua justiça serem centrais à salvação, isso não significa que descartamos a lei de Deus (Man. 5, 1889). Para Smith, a irmã White escreveu que ele estava em um caminho que o levaria a um precipício, e que estava “caminhando como um cego” (Ct 55, 1889).
Como está sua visão espiritual? Temos clareza sobre a relação existente entre fé e obras, lei e graça? Talvez não, mas essa foi a ênfase de 1888. As respostas vêm à medida que seguimos a orientação de Deus neste pedaço da história adventista.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Dois Tipos de Justificação – 4Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Romanos 3:20
Esse ensino da Bíblia parece bem evidente. A função da lei é exaltar o ideal de Deus e apontar para nosso pecado quando falhamos em alcançar esse ideal. O texto bíblico de hoje afirma com toda clareza que a lei não tem poder nenhum para salvar.
Tudo isso é verdade. Entretanto, se eu realmente creio que a justificação é pela graça mediante a fé, sem obras da lei, então o que acontece com a lei? Boa pergunta!
Foi o medo de que a diminuição da importância da lei acabaria eliminando a observância do sábado que preocupou Smith, Butler e seus apoiadores na era de 1888.
Ouçamos o que Butler tinha a dizer a esse respeito. Em um artigo chamado “A Justiça da Lei Cumprida por Nós”, ele observou: “Há um sentimento que prevalece em quase todos os lugares”, o qual é agradável, mas perigoso, “‘só creia em Cristo e tudo ficará bem’. […] Jesus faz tudo.” Tal ensino, proclamava ele, “é uma das heresias mais perigosas do mundo”. O grande objetivo da terceira mensagem angélica é enfatizar “a necessidade da obediência à lei de Deus. ‘Os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’”. O mundo cristão, acrescentou Butler, estava perdendo rapidamente essa verdade, e os adventistas precisavam anunciá-la.
Esse era o problema. Alguns temiam que o excesso de Cristo e Sua justiça acabaria com a lei, a obediência e a necessidade de justiça humana.
Tal temor se encontrava no âmago da reação aos ensinos de Jones e Waggoner em Mineápolis.
Os dois lados tinham perspectivas bem diferentes. Para os reformadores, as palavras-chave eram “Cristo”, “fé”, “justificação pela fé” e termos ligados à justiça de Cristo. Já o grupo de Smith e Butler enfatizava o “esforço humano”, as “obras”, a “obediência”, a “lei”, os “mandamentos”, “nossa justiça” e a “justificação pelas obras”.
Essas duas ênfases continuam a ser bem distintas dentro do adventismo mais de 120 anos depois de Mineápolis. Elas precisam se excluir? Por quê? Ou, por que não?
Que posição você assume a respeito dessas questões? Pense bem. Discuta com seus familiares e amigos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Visão de Waggoner Sobre Salvação – 1Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Efésios 2:8, 9
A primeira coisa a destacar na teologia de Waggoner é que os seres humanos não podem fazer nada para ganhar a salvação. “Nossa salvação”, escreveu ele, “se deve totalmente à infinita misericórdia de Deus por meio dos méritos de Cristo”. Deus “não espera que os pecadores desejem o perdão, antes disso faz um esforço para salvá-los”. Essa é uma verdadeira boa-nova, mas se trata de um evangelho bem distante da visão de Uriah Smith, de que a obediência leva os seres humanos a Deus. Pelo contrário, de acordo com Waggoner, o Deus da graça vai em busca dos perdidos indignos. O Senhor toma a iniciativa da salvação.
O segundo pilar da teologia de Waggoner é que ninguém consegue se tornar bom por meio da obediência à lei, porque “a lei não tem nem uma partícula de justiça sequer para conceder ao ser humano”. Ele afirmava que “a pessoa só é capaz de fazer coisas boas depois que ela se torna boa. Portanto, os atos realizados por um pecador não têm efeito nenhum para justificá-lo. Pelo contrário, provindos de coração mau, tais atos são maus e só acrescentam à soma de seus pecados”. Todavia, observou, “os fariseus não estão extintos; existem muitos em nossos dias que têm a esperança de alcançar a justificação por meio das próprias boas obras”.
De acordo com Waggoner, Deus nunca apresentara a lei como um caminho para chegar ao Céu. Tanto Waggoner quanto Jones criam que a função da lei era não só “tornar conhecido o pecado”, como também “levar as pessoas a Cristo, a fim de serem justificadas pela fé”.
Ele assegurava: “Uma vez que os melhores esforços de um ser humano pecador não têm o menor efeito em produzir justificação, é óbvio que a única maneira de consegui-la é por meio de um presente.” Nossas tentativas de alcançar a justiça são como procurar cobrir o próprio corpo nu com “trapos imundos”. Mas “descobrimos que, quando Cristo nos cobre com o manto de Sua justiça, Ele não fornece uma roupa para encobrir o pecado; em vez disso, leva o pecado embora”. Na verdade, quando aceitamos a justiça de Cristo, nossos “pecados são anulados”.
Senhor, muito obrigado pelo manto de Cristo. Depois de tentar inutilmente por anos, finalmente estamos prontos para nos entregar e aceitar Teu dom sem restrições. Amém.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Visão de Waggoner Sobre Salvação – 2Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:12, 13
Waggoner afirmava que, quando uma pessoa aceita a justificação pela fé em Cristo, ela se torna parte da família de Deus. “Observe”, escreveu ele, “que é pela justificação mediante Sua graça que nos tornamos herdeiros. […] A fé em Cristo Jesus nos torna filhos de Deus; por isso, sabemos que todo aquele que foi justificado pela graça do Senhor, ou seja, foi perdoado, é um herdeiro de Deus”.
Entretanto, a justificação e a adoção na família de Deus não eram a soma total da salvação para Waggoner. Longe disso: “O Senhor não nos adota como filhos por sermos bons, mas para nos tornar bons.”
Na mesma ocasião em que Deus justifica e adota os indivíduos para Sua família, Ele os transforma em um novo ser. Tais pessoas, acrescenta Waggoner, não estão mais sob a condenação, mas “são novas criaturas em Cristo, que devem andar em novidade de vida, não mais ‘debaixo da lei’, mas ‘debaixo da graça’”. No momento da justificação, Deus dá ao pecador convertido “um novo coração”. Logo, “é correto dizer que ele é salvo”.
É importante notar que Waggoner costumava falar sobre a justificação pela fé e o novo nascimento de uma vez. Isso é bem apropriado, pois ambos acontecem no mesmo momento. Em outras palavras, quando a pessoa é justificada, ela também nasce de novo pelo Espírito Santo. Logo, a justificação e a transformação da natureza acontecem simultaneamente.
Em consequência, ser considerado justo, de acordo com Waggoner, não é um fato consumado. As pessoas justificadas pensam diferente e desejam agir de maneira diferente sob a orientação de Deus. É claro que, quando falham e confessam o erro, a graça divina está lá para perdoá-las mais uma vez.
A adoção na família de Deus para indivíduos que nasceram fora dela (ver Ef 2:1-3) é uma bela promessa.
Obrigado, Senhor, porque podemos fazer parte de Tua família.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Visão de Waggoner Sobre Salvação – 3E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2Coríntios 5:17
O ensino da nova “criatura” (ARA) ou “criação” (NVI) em Cristo é poderoso. Ele aparece em todo o Novo Testamento, mas recebe destaque especial nos escritos de Paulo.
Waggoner fez uso desse tema, observando que, no momento em que as pessoas são justificadas, elas também nascem mais uma vez como um novo ser e são adotadas na família de Deus.
Ele afirmou: “A diferença entre um justo e um pecador é muito mais do que a mera diferença de crenças. É mais do que uma contagem arbitrária da parte de Deus. Trata-se de uma distinção real. […] Deus nunca declara alguém justo simplesmente por reconhecer a verdade. Existe uma mudança verdadeira e literal de um estado de pecado para a justiça, explicando o motivo para Deus fazer tal declaração.” De forma simples, a pessoa justificada vive de maneira diferente do que o pecador, porque o Senhor a transforma em uma nova criatura no momento da justificação.
Para Waggoner, a justificação, o novo nascimento e a adoção eram o princípio da caminhada cristã. Opondo-se aos proponentes da santidade, os quais defendiam uma forma de santificação “sem qualquer mudança de hábito da parte do indivíduo”, ele considerava que a “santidade” sem uma obediência que levasse à transformação da vida era uma “ilusão”.
O salvo, segundo Waggoner, vive em conformidade com a lei de Deus. Ele escreveu: “É tão impossível amar a Deus sem manifestar esse sentimento em ações quanto viver sem respirar.” A vitória sobre o pecado vem do poder interior do Espírito na vida do cristão. Somente aqueles que obtêm a vitória sobre o pecado, defendia ele, entrarão no reino eterno.
Conforme podemos constatar, Waggoner não era contrário à lei e à obediência, mas era totalmente oposto à ideia de que a lei e a obediência estavam no centro da experiência de justificação. Não! Tal lugar pertence somente a Cristo e à Sua justiça.
No entanto, dentro da esfera da justiça de Cristo, a pessoa recém-nascida espiritualmente sente, por necessidade, o desejo de andar com Deus e de guardar Sua lei.
A ordem dos fatores é crucial. Primeiramente vem a salvação. Depois, a obediência. Se invertermos isso, esbarramos no legalismo.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
E a Aliança? – 1Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel. […] Na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei. Hebreus 8:8, 10
Uma aliança religiosa é um acordo entre Deus e seres humanos, no qual Deus promete abençoar aqueles que O aceitarem e se comprometerem com Ele.
Essa é uma boa definição. No entanto, o que exatamente ela quer dizer? Quais são suas consequências? Tais questionamentos dividiram a comunidade adventista nos anos 1880.
Smith e Butler tinham uma resposta para a questão da aliança. Era simples: “Obedeça e viverá.” Aqueles que obedecessem teriam a vida eterna. Logo, sua ênfase estava na lei, na obediência e na justificação pessoal.
Entretanto, Waggoner virou a equação “obedeça e viverá” de cabeça para baixo. Primeiro, afirmava ele, vinha a justificação e a vida em Cristo, só depois a obediência. Portanto, podemos dizer que sua fórmula era “viva [em Cristo] e [então] obedecerá”.
Da perspectiva de Waggoner, o problema crucial da velha aliança é que “ela não fazia provisão para o perdão dos pecados”. Todavia, a nova aliança coloca no centro a justificação pela fé em Cristo. Trata-se de uma aliança da graça, na qual cristãos nascidos de novo têm a lei de Deus no coração. “Andar na lei”, ele afirmava, será um estilo de vida natural para aqueles que nasceram na família de Deus e têm a lei no coração.
Os adventistas de 1888 estavam preocupados com a aliança. E deveriam mesmo. Afinal, o que seria mais importante do que a salvação? Nada! Comparados com a salvação, um carro novo, uma casa melhor e até mesmo a vida terrena não têm nenhum valor.
Não devemos culpar os adventistas de mais de um século atrás pela agitação que demonstraram quando alguém questionou sua ideia de salvação e da missão da igreja. Cada um de nós deve se preocupar profundamente com as mesmas questões. Vivemos em um mundo caótico, cheio de doenças e morte. Essa confusão durará para sempre? De que modo Deus pode salvar pessoas problemáticas em um mundo caótico? Essas são as perguntas que compõem a crença religiosa. As respostas a elas estimularam a criação da Igreja Adventista e estarão ligadas a seu destino final.
Pai, ajuda-nos a aprender a pensar o que Tu pensas. Ajuda-nos a entender os assuntos mais importantes da Bíblia e da vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
E a Aliança? – 2Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel. […] Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais Me lembrarei. Jeremias 31:31, 34
Ellen White e Waggoner estavam em total harmonia no que se refere às alianças. A abordagem dela ao assunto das alianças, escrita no fim dos anos 1880, faz uma boa síntese da visão de ambos sobre o tema.
Ela escreveu: “As condições do ‘velho concerto’ eram: Obedece e vive – ‘cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles’ (Ez 20:11; Lv. 18:5); mas ‘maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei’ (Dt 27:26). O ‘novo concerto’ foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. ‘Este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração. […] Porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados’ (Jr. 31:33, 34, ARC).
“A mesma lei que fora gravada em tábuas de pedra é escrita pelo Espírito Santo nas tábuas do coração. Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia os nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os ‘frutos do Espírito’. Mediante a graça de Cristo viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou” (PP, p. 372).
O conceito da aliança da graça abalou muitos dos adventistas tradicionalistas, com sua ênfase da velha aliança na primazia da obediência. O foco de Waggoner na fé em Cristo minava a teologia voltada para a lei, muito embora, conforme vimos, Waggoner, Jones e Ellen White atribuíssem um lugar de proeminência para a lei em sua teologia. Para eles, porém, a obediência fluía de uma relação de salvação com Jesus, em primeiro lugar.
Para que lado corre esse “fluxo” em sua vida? Tenho a impressão de que há adventistas demais preocupados com o próprio desempenho – como estão se saindo –, em vez de se interessarem, em primeiro plano, por Cristo e por aquilo que Ele já fez em seu lugar.
Hoje é o melhor dia de todo o restante de sua vida para inverter o “fluxo” e começar uma caminhada de nova aliança com Deus.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Doutrina e o Amor CristãoAmados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. […] Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 1João 4:11, 12
Suponho que, se pudéssemos ganhar a salvação pelos próprios méritos, teríamos motivos para sentir orgulho de nossas realizações e até mesmo para tratar os outros como se fossem “inferiores”, até com um pouco de repugnância, porque não conseguiram chegar a nosso alto nível de conquistas.
Entretanto, não é isso que acontece. Todos nós falhamos e continuamos a fazê-lo.
Somente o amor divino nos resgata. Levando em conta essa realidade, a única reação possível é amar a Deus e as pessoas ao nosso redor. O amor é a única resposta apropriada a um Deus que nos salva, a despeito de nós mesmos.
Isso não quer dizer que a doutrina não é importante. Ellen White, por exemplo, tinha profundo interesse pela compreensão correta da Bíblia e da doutrina cristã. Contudo, ela desejava que o estudo da Bíblia e os debates doutrinários fossem feitos dentro do contexto do amor cristão.
Ela alertou: “Corremos o risco de que nossos ministros estejam se demorando demais nas doutrinas […] quando a própria alma deles necessita de religiosidade prática” (Ct 37, 1887).
Em 1890, D. T. Jones (secretário da Associação Geral) escreveu para William White: “Tanto sua mãe quanto o Dr. Waggoner dizem que os pontos de doutrina não são o problema, mas o espírito demonstrado pelas pessoas que se opõem a essas questões às quais eles são contrários. Tenho plena liberdade de reconhecer que o espírito não tem sido o de Cristo. […] Tenho pensado bastante sobre o assunto e me perguntado por que temas de tão pouca importância prática causaram tamanha perturbação e divisão. […] O objetivo na mente de sua mãe e do Dr. Waggoner não era trazer essas questões à tona e forçá-las sobre todos, mas ensinar a doutrina da justificação pela fé e o Espírito de Cristo, na tentativa de converter as pessoas a Deus.”
Esse é o ponto crucial! Encaremos a realidade: quando nosso “cristianismo” nos leva a agir sem amor, não estamos sendo cristãos de verdade, mesmo se estivermos corretos quanto a todas as doutrinas. Todavia, quando reconhecemos que Cristo, mediante a graça de Deus, de fato nos resgatou do abismo do pecado, nossa reação é amar. A falta de amor revela que ainda precisamos ser resgatados.
Ajuda-nos, Pai, a aceitar Tua graça para que nos tornemos um canal do Teu amor.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Deixe Jesus Entrar – 1Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai […] a fim de poderdes […] conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus. Efésios 3:14, 18, 19
A ênfase de Ellen White em Mineápolis não foi um ensino novo sobre algum aspecto da teologia adventista, mas um apelo para que o adventismo exaltasse e praticasse o cristianismo básico. “Minha preocupação durante a assembleia”, escreveu ela, “foi apresentar Jesus e Seu amor a meus irmãos, pois vi evidências nítidas de que muitos não tinham o espírito de Cristo” (Man. 24, 1888).
“A fé em Cristo como a única esperança do pecador tem sido deixada de lado, não só dos discursos proferidos, mas também da experiência religiosa de muitos dos que afirmam crer na terceira mensagem angélica. Nesta reunião, testemunhei que a luz mais preciosa a brilhar das Escrituras vinha da apresentação do grandioso tema da justificação de Cristo ligada à lei, que sempre deve ser mostrado ao pecador como sua única esperança de salvação. […]
“O padrão para o caráter é a lei divina. A lei é a detectora do pecado. Por meio da lei, o pecado se torna conhecido. Mas o pecador é constantemente atraído a Jesus pela manifestação maravilhosa de Seu amor, uma vez que Ele Se humilhou para morrer de forma vergonhosa sobre a cruz. Que estudo sublime é esse! Anjos têm lutado e avidamente ansiado por compreender o maravilhoso mistério. Trata-se de um estudo que sobrecarrega até mesmo a mais elevada inteligência humana, compreender que o homem caído e enganado por Satanás, assumindo o lado de Satanás no conflito, possa se amoldar à imagem do Filho do Deus infinito. Que os seres humanos podem ser como Ele, por causa da justiça de Cristo dada aos homens e que Deus ama as pessoas – caídas, mas redimidas – assim como amou Seu Filho. […]
“Esse é o mistério da piedade. Essa imagem do mais alto valor deve ser colocada em cada discurso, exibida no corredor da memória, proferida pelos lábios humanos, praticada por aqueles que provaram e viram que o Senhor é bom. Devemos meditar sobre ela e usá-la como base para toda exposição” (ibid.).
Deixe Jesus entrar. Se Ellen White pudesse nos dar apenas um conselho em relação às reuniões de 1888, seria esse. Que escolhamos deixá-Lo entrar agora mesmo.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Deixe Jesus Entrar – 2Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e Se entregou por nós. Efésios 5:1, 2, NVI
“Teorias secas são apresentadas enquanto almas preciosas estão famintas pelo Pão da Vida. Não é esta a pregação necessária, nem a que será aceita pelo Deus do Céu, pois é desprovida de Cristo. A imagem divina de Cristo deve ser apresentada ao povo. […]
“Ele deve ser exaltado perante os seres humanos. Quando isso é mostrado às pessoas, o mérito das criaturas se reduz à insignificância. Quanto mais os olhos se demoram nEle, quanto mais Sua vida, Suas lições e Sua perfeição de caráter são estudadas, mais terrível e repugnante o pecado parecerá. Por meio da contemplação, o homem pode admirá-Lo e se atrair mais a Ele. Assim, ficará encantado e desejoso de ser como Jesus, até se assemelhar à Sua imagem e ter a mente de Cristo. Como Enoque, ele andará com Deus. Sua mente estará cheia de pensamentos de Jesus. Ele será o melhor Amigo. […]
“Estude Cristo. Estude Seu caráter, traço por traço. Ele é o Padrão que devemos copiar em nossa vida e em nosso caráter para que não falhemos em representar a Jesus, apresentando ao mundo uma cópia espúria. Não imite nenhum homem, pois os seres humanos são defeituosos em hábitos, fala, maneiras e caráter.
“Permita-me apresentar-lhe o Homem Jesus Cristo. Você deve conhecê-Lo individualmente como Salvador antes de poder estudá-Lo como padrão e exemplo. […]
“Todos aqueles que afirmam ser seguidores de Cristo têm a obrigação de seguir Seus passos, imbuir-se de Seu Espírito e, assim, apresentar ao mundo Aquele que veio a nosso planeta representar o Pai. […]
“Exaltar a Cristo como nossa única fonte de força, apresentar Seu amor incomparável ao assumir a culpa dos pecados humanos e imputar a própria justiça aos homens não elimina a lei de maneira alguma, nem diminui sua dignidade. Pelo contrário, coloca-a no devido lugar, onde uma luz apropriada brilha e a glorifica. […] A lei só é completa e plena no grande plano da salvação quando apresentada à luz do Salvador crucificado e ressurreto” (Man. 24, 1888).
Ao ouvir Ellen White, o pensamento que vem à mente é que Jesus nunca é demais. Isso é verdade. Ele é a única coisa no mundo que você pode querer sem nenhum comedimento.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Refletindo Jesus – 1Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também. João 13:15
O humilde e amável Jesus é um exemplo digno de ser seguido, mas que os seres humanos “normais” não são tentados a imitar. É aí que entra a graça transformadora e o novo nascimento. Deus quer tomar seres humanos normais e transformá-los em novas criaturas – em cristãos que refletem Seu caráter de amor.
Esse foi outro tema das pregações de Ellen White em Mineápolis. Em 20 de outubro, ela apresentou um sermão que o jornal da cidade, chamado Tribune, disse ter levado muitos às lágrimas. Ela própria afirmou ter ouvido vários testemunhos emocionados de seus ouvintes.
Ela disse ao público: “Só é possível ser um cristão frutífero e ter o conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se você for cristão na prática, se estiver progredindo o tempo todo na vida divina. Isso é muito importante. Muitos parecem pensar que assim que entram nas águas, recebem o batismo e seu nome é escrito no livro da igreja, a obra está completa.”
Pelo contrário, “se eles não levarem para casa a religião prática, logo perderão tudo. […] É importante que, a todo tempo, acrescentemos graça sobre graça e, se trabalharmos no plano da soma, Deus operará no plano da multiplicação” à medida que desenvolve Sua “imagem moral” em Seus seguidores.
“Todo o universo celestial estava interessado na grande obra” de Cristo. “Todos os mundos que Deus criou observam para ver como a batalha entre o Senhor da luz e da glória e os poderes das trevas terminará. Aqui está Satanás, que busca, com todas as suas forças, ocultar o verdadeiro caráter de Deus, para que o mundo não o compreenda e, revestindo-se de uma falsa justiça, opera em muitos que professam ser cristãos, mas que representam o caráter do inimigo, em vez do caráter de Jesus Cristo. Eles distorcem a imagem de meu Senhor. Distorcem o caráter de Jesus toda vez que carecem de misericórdia e de humildade” (Man. 8, 1888).
“Deus é amor” (1 João 4:8). Cristo veio demonstrar esse amor em Sua vida e morte. Deseja que sejamos como Ele, que O deixemos desenvolver Sua “imagem moral” em nós.
Toma-me hoje, Senhor. Ajuda-me não só a desejar Tua dádiva, como também aceitá-la e colocá-la em prática em minha vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Refletindo Jesus – 2Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. 1João 3:14
Será que realmente amamos nossos irmãos? Ainda mais aqueles que nos causam aversão? O amor aos outros membros da igreja era um problema central do adventismo na era de 1888.
Em 21 de outubro, Ellen White disse aos delegados da Associação Geral: “Aqueles que amam a Deus de verdade devem manifestar longanimidade de coração, julgamento e justiça a todos com quem entram em contato, pois é assim que o Senhor age. Não há nada de que Cristo necessite tanto quanto agentes que sentem a necessidade de representá-Lo. Falar e pensar mal dos outros arruína a alma. Isso tem sido comum nesta assembleia. Não há nada de que a igreja careça mais do que a manifestação de um amor semelhante ao de Cristo. Quando os membros da igreja se unem em relacionamentos santificados, cooperando com Cristo, Ele vive e opera neles.
“Nossos olhos necessitam ser ungidos com colírio celestial, a fim de vermos quem somos e quem deveríamos ser. Esse poder provido em Cristo é suficiente para nos capacitar a atingir o elevado padrão da perfeição cristã.
“Devemos manter Jesus, nosso padrão, sempre diante de nós. Isso é e sempre será verdade presente. Foi contemplando a Jesus e apreciando as virtudes de Seu caráter que João se tornou um com seu Mestre em espírito. […] E a ele foi confiada a obra de falar do amor do Salvador e do amor que Seus filhos devem demonstrar uns pelos outros. ‘A mensagem que ouvistes desde o princípio é esta’, escreveu ele, ‘que nos amemos uns aos outros. […] Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos.’
“O Senhor tem palavras claras para aqueles que, assim como os fariseus, se gabam de sua piedade, mas cujo coração se encontra destituído do amor de Deus. Os fariseus se recusaram a conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviara. Não corremos nós o risco de fazer a mesma coisa que os fariseus e os escribas?” (Man. 8a, 1888; itálico acrescentado).
Não é coincidência que Cristo (Mt 5:43-48; 19:21) e Ellen White (PJ, p. 67-69, 316, 384) coloquem juntos o conceito de perfeição e amor em várias ocasiões. Refletir o caráter moral de Deus não significa o que você come, nem mesmo aquilo em que você crê. Em vez disso, é ser semelhante ao Deus que é amor.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Refletindo Jesus – 3Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus. 2Coríntios 7:1
“A pior coisa que existe – a mais grave – é a falta de amor e de compaixão uns pelos outros”, disse Ellen White aos delegado da assembleia de 1888. “Essa é a luz que o Senhor me apresentou e gostaria de lhes dizer que se já houve um tempo em que devemos nos humilhar perante Deus, esse tempo é agora. […]
É obra estudada de Satanás manter o amor de Cristo longe de nosso coração. […] Há muitas cerimônias e formas. O que desejamos é o amor de Cristo, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Quando isso acontecer, haverá uma derribada como a dos muros de Jericó diante dos filhos de Israel. Mas há muito egoísmo e desejo de supremacia em nossas fileiras. […]
“O que Deus e Jesus estão fazendo? […] Estão purificando o santuário. Bem, devemos nos unir [a Eles] nesta obra e purificar o santuário de nossa alma de toda injustiça para que nosso nome seja escrito no livro da vida do Cordeiro, para que nossos pecados sejam apagados quando chegar o tempo de refrigério na presença do Senhor. […]
“Você não tem tempo para exaltar o eu, mas [somente] para elevar Jesus. Oh, eleve-O! Como podemos fazer isso? […] Que o Deus do Céu faça Seu poder descer ao nosso coração, a fim de que tenhamos o caráter correto, o coração puro e saibamos trabalhar em prol dos enfermos [e] sofredores. […]
Assim que passamos a amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a nós mesmos, Deus opera por meio de nós. Como permanecer de pé no tempo da chuva serôdia?” Somente se tivermos Seu amor.
O amor de Cristo no coração faz mais para converter os pecadores do que todos os sermões que você pregar. Precisamos obter o amor de Cristo, para podermos estudar a Bíblia e saber o que dizem as Escrituras. […] Agora, irmãos, podemos jogar fora o lixo que está à porta de nosso coração […] pois não temos tempo a perder” (Man. 26, 1888, itálico acrescentado).
Essa é a verdade. Hoje é o dia da nossa salvação. Busquemos a Deus com humildade.
Pai que estás no Céu, nos últimos dias percebi como nunca antes a centralidade absoluta do amor no cristianismo. Ajuda-me hoje mesmo a ser um canal mais frutífero de Teu amor na família, no meu local de trabalho e em todas as áreas da vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Lei e o EvangelhoO homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus […] pois, por obras da lei, ninguém será justificado. Gálatas 2:16
Conforme vimos nos últimos dias, Ellen White estava um pouco frustrada com o adventismo da era de 1888 – e com razão. Com o foco em corrigir a doutrina, conservar a tradição da igreja e ser bons adventistas, muitos haviam esquecido o real sentido do evangelho, tanto na teoria quanto na prática. Imitando os fariseus de outrora, tiveram um comportamento nada cristão uns com os outros, mesmo ao debater a lei de Deus e outros bons ensinos adventistas.
Clamando com o coração, em 24 de outubro, Ellen White disse aos delegados mais uma vez: “O que queremos é a verdade de Jesus. Sempre que vier algo para fechar as portas à verdade [sobre Jesus], impedindo-a de entrar, vocês ouvirão minha voz onde quer que for, seja na Califórnia, na Europa ou em qualquer lugar onde estiver, porque Deus me deu luz e meu alvo é deixá-la brilhar.
“Tenho visto almas preciosas que aceitariam a verdade [do adventismo] se afastarem por causa da maneira que a verdade tem sido tratada, porque Jesus não está nela. E é isto que venho suplicando a vocês o tempo todo: queremos Jesus” (Man. 9, 1888, itálico acrescentado).
Um ano e meio depois, ela continuava lutando com os ministros adventistas para “abrirem o coração e deixarem o Salvador entrar”. Ela disse aos pastores reunidos para a escola bíblica para pastores da Associação Geral que, quando saíssem das reuniões, deveriam estar “tão cheios da mensagem” do evangelho que teriam a sensação de fogo dentro dos ossos, até que não conseguiriam ficar em silêncio. Todavia, caso exprimissem seus sentimentos, as pessoas diriam: “Você está empolgado demais, dando importância exagerada a esse assunto, sem pensar o bastante na lei; você deve pensar mais na lei; não fique recorrendo o tempo inteiro à justiça de Cristo, em vez disso se baseie na lei.”
A esses “bons” sentimentos adventistas, ela respondeu: “Deixe a lei cuidar de si mesma. Temos trabalhado na lei até ficarmos tão secos quanto os montes de Gilboa, sem orvalho ou chuva. Confiemos nos méritos de Jesus Cristo de Nazaré. Que Deus nos ajude para que nossos olhos sejam ungidos com colírio, a fim de conseguirmos ver” (Man. 10, 1889). É bom ficarmos empolgados com algumas coisas, se o fizermos com o espírito correto.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de setembroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Justificação Pela Fé e a Terceira Mensagem Angélica – 1Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Apocalipse 14:12
Conforme vimos, em 1888, a diferença entre o conceito evangélico e adventista sobre a salvação havia se tornado um problema. O ponto forte dos adventistas estava ligado às crenças distintivas, mas o ponto fraco era o grande ensino evangélico que os fundadores compartilhavam com os outros cristãos.
Ao contrário de alguns líderes de sua época, focados nas obras, Waggoner reconhecia que a igreja havia se afastado da doutrina histórica da salvação. Ellen White proferiu a mesma verdade ao expressar sua surpresa por descobrir que alguns achavam que Jones e Waggoner ensinavam uma “estranha doutrina”, quando, na verdade, a “mensagem” deles não era “uma nova verdade, mas a mesma que Paulo e o próprio Cristo ensinaram” (Man. 27, 1889).
O comentário de Waggoner de que sua interpretação da lei e do evangelho refletia a de Paulo, Lutero e Wesley se tornou ainda mais esclarecedor quando ele acrescentou que “era um passo para mais perto do coração da terceira mensagem angélica”. Ellen White defendia o mesmo ponto de vista. Ao mesmo tempo em que alguns temiam que a igreja estivesse se concentrando “demais na questão da justificação pela fé”, vários lhe haviam escrito, “perguntando se a mensagem de justificação pela fé é a mensagem do terceiro anjo”. Ela respondeu que “em verdade, é mesmo a terceira mensagem angélica” (RH, 1º de abril de 1890).
Tal declaração tem confundido alguns. O que exatamente ela quis dizer? Analisaremos esse assunto ao longo dos próximos dias.
Enquanto isso, devemos nos lembrar de que Apocalipse 14:12 é um texto central na história adventista: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Reconhecendo o uso adventista desta passagem como uma descrição de sua denominação, um repórter de Mineápolis sugeriu que “uma presunção sem tamanho ou uma fé sublime os leva a aplicar esse texto a si mesmos”.
Os adventistas, é óbvio, consideravam essa interpretação uma “fé sublime”. E ambos os lados, na crise de 1888, passaram a perceber, cada vez mais claramente, que suas diferenças estavam ligadas ao significado de Apocalipse 14:12.
A propósito, esse é um bom texto bíblico para memorizar enquanto meditamos em seu sentido e em suas implicações.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de setembro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Justificação Pela Fé e a Terceira Mensagem Angélica – 2Felizes os que lavam as suas vestes, e assim têm direito à árvore da vida e podem entrar na cidade pelas portas. Apocalipse 22:14, NVI
Os primeiros adventistas eram grandes guardadores dos mandamentos – às vezes por bons motivos, às vezes por razões nem tão boas assim.
Esse lado ligado às obras do sistema adventista de crenças desempenhou um papel crucial na compreensão pré-1888 de Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
A interpretação desse versículo fora bem consistente antes de 1888. Tiago White criou um modelo para o conceito em abril de 1850. Ele sugeriu que o versículo tinha três pontos principais de identificação.
Ele mostrava: (1) um povo que deveria ser perseverante, apesar do desapontamento dos anos 1840, aguardando o retorno de Jesus; (2) um povo que “vencera a besta, sua imagem e sua marca e recebera o selo do Deus vivo, ao guardar ‘os mandamentos de Deus’”; e (3) um povo que “guarda a ‘fé’”, um conjunto de crenças em coisas como “o arrependimento, a fé, o batismo, a ceia do Senhor, o lava-pés dos santos” e assim por diante. Uma parte de guardar a fé, enfatizava ele, envolvia “guardar os mandamentos de Deus”. Observe que Tiago White conseguiu encaixar a obediência à lei de Deus em duas das três partes do versículo.
Dois anos depois, ele foi ainda mais preciso: “A fé em Jesus deve ser guardada, bem como os mandamentos de Deus. […] Além de mostrar a distinção entre os mandamentos do Pai e a fé do Filho, isso também mostra que a fé em Jesus a ser guardada envolve necessariamente os dizeres de Cristo aos apóstolos. Abarca todas as exigências e doutrinas do Novo Testamento.”
John N. Andrews tinha a mesma opinião, afirmando que “a fé em Jesus […] deve ser guardada da mesma maneira que os mandamentos de Deus”.
R. F. Cottrell escreveu que a fé em Jesus “é algo que pode ser obedecido ou guardado. Portanto, concluímos que tudo que devemos fazer para ser salvos do pecado pertence à fé em Jesus”.
Conforme observamos antes, guardar é importante. Entretanto, seria verdade que “tudo que devemos fazer para ser salvos do pecado pertence à fé em Jesus”? Pense sobre isso. Discuta o assunto e ore a esse respeito.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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Publicado em 09 - Setembro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2015 | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

1º de setembro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

1º de setembro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 2Não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR. Deuteronômio 8:3
Embora todos concordemos que a Bíblia é importante, como é difícil tentar resolver nossas dificuldades teológicas sem citar a opinião de “especialistas”! Tanto Uriah Smith quanto George Butler fizeram apelos a essa fonte de autoridade em 1888. conquanto a maioria dos pastores adventistas concordasse com a liderança, o elemento de reforma dentro do adventismo levantou um coro de objeções.
E. J. Waggoner demonstrava bastante lucidez nesse aspecto. Quando Butler usou a opinião de um especialista para resolver a questão de Gálatas, o mais jovem o refutou usando seu ponto mais vulnerável: “De nada me importa”, argumentou Waggoner, “o que diz o homem. Quero saber o que Deus diz.não ensinamos palavras de seres humanos como doutrinas, mas a Palavra do Senhor. Tenho certeza de que você não citaria Greenfield caso fosse capaz de encontrar um argumento nas Escrituras”.
Caso os adventistas começassem a depender da opinião de autoridades, declarou Waggoner: “Poderíamos muito bem nos tornar papistas, pois a essência do papado é reduzir a fé à opinião de um homem”. Os adventistas do sétimo dia “devem ser protestantes de fato, testando todas as coisas somente à luz da Bíblia”.
Além da tentação de recorrer a autores do cristianismo em geral para apoiar diversas posições, eles também contavam com os próprios escritores de peso.
William C. White observou que alguns ministros adventistas atribuíam “igual importância às citações das Escrituras e aos comentários do pastor Smith” porque Ellen White havia elogiado o livro Daniel and the Revelation [Daniel e o Apocalipse]. Afinal, argumentavam alguns pastores, ela não dissera que Smith “teve a ajuda de anjos do Céu em sua obra”?
Essa é uma lição interessante da história adventista. Muitas vezes, as pessoas argumentam em favor da aceitação da autoridade de alguém porque Ellen White recomendou seus escritos ou disse que o indivíduo tinha a verdade.
Essa não era a posição dos reformadores de Mineápolis, nem da própria Ellen White. Todos eles diriam que, a despeito do tanto de verdade que alguém possuísse, só seria possível confirmar algum de seus ensinos em particular depois de ir à Bíblia e examinar o tema por completo.
Tal conselho continua a ser excelente. Ou, como eu gosto de dizer, o décimo primeiro mandamento é “Nunca confiarás em um teólogo”. Todas as ideias precisam ser verificadas nas Escrituras.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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2 de setembro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias

2 de setembro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 3Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens. Marcos 7:8, NVI
O terceiro uso inválido da autoridade humana durante a era de 1888 estava ligado a recorrer à tradição adventista para resolver uma questão. Repetidas vezes, tanto Smith quanto Butler usaram o argumento de que a posição adventista sobre Gálatas e Daniel era a mesma havia 40 anos e, por isso, não deveria ser mudada. Smith chegou a ponto de afirmar que, se os pontos de vista tradicionais estivessem errados, ele seria forçado a renunciar ao adventismo.
Ellet J. Waggoner e Alonzo T. Jones rejeitavam o apelo à tradição adventista. Joseph H. Waggoner apoiava o filho. Ele escreveu: “Há muito acredito que há um erro grave a crescer entre nós, a saber, considerar que a denominação deve se apegar a um ponto de vista porque foi exposto por um indivíduo ou até mesmo por uma editora, pelo simples fato de ter sido publicado por eles. […] A exposição das Escrituras não pode depender” da autoridade da tradição. “Ela só pode ser resolvida por meio da investigação ponderada, do raciocínio justo e todos devem ter direitos iguais de expressar a própria opinião”.
Como de costume, Ellen White estava ao lado dos reformadores. Advertiu: “Como povo, certamente corremos grande risco se não vigiarmos a todo tempo ou se considerarmos que nossas ideias, por serem há muito defendidas, consistem em doutrinas bíblicas infalíveis em cada um de seus pontos, medindo a todos pela regra de nossa interpretação da verdade das Escrituras. Esse é nosso perigo e seria o maior dos males que poderia nos acometer como povo” (Man. 37, 1890).
A tradição é um assunto interessante. Até mesmo os adventistas mais puristas conseguem perceber que outros cristãos estão errados ao dependerem de suas tradições. Afinal, em alguns casos, tais tradições são claramente equivocadas. Por isso, afirmamos, eles devem buscar a Bíblia.
Entretanto, a tradição adventista costuma ser avaliada de modo um pouco diferente. Os pioneiros, nos diz a lógica, não tinham a verdade?
Sim, podemos responder, mas não era toda a verdade livre de qualquer traço de erro. O único teste genuíno da tradição ou de qualquer outra fonte de autoridade é comparar o ensino com a posição bíblica a respeito do assunto.
Em suma, a tradição adventista não é, em si, melhor do que a tradição de qualquer outro grupo religioso. É sempre à Bíblia que devemos apelar.
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