Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – Companheiros de armas – 1º trimestre, 13 a 20 de fevereiro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – clique aqui.

Para a Meditação Matinal de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações Matinais de Ellen White, clique aqui.

Ignore os anúncios abaixo.

Publicado em Comentário da Lição, Ligado na Videira | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Os ensinos de Jesus e o grande conflito – 1º trimestre, 6 a 13 de fevereiro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – clique aqui.

Para a Meditação Matinal de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações Matinais de Ellen White, clique aqui.

Ignore os anúncios abaixo.

Publicado em Comentário da Lição, Ligado na Videira | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 6 – Vitória no deserto – 1º trimestre, 30 de janeiro a 6 de fevereiro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – clique aqui.

Para a Meditação Matinal de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações Matinais de Ellen White, clique aqui.

Ignore os anúncios abaixo.

Publicado em Comentário da Lição, Ligado na Videira | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 5 – O conflito continua – 1º trimestre, 23 a 30 de janeiro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – clique aqui.

Para a Meditação Matinal de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações Matinais de Ellen White, clique aqui.

Ignore os anúncios abaixo.

Publicado em Comentário da Lição, Ligado na Videira | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Meditação Matinal

FEVEREIRO – clique no dia desejado:
[S01][T02][Q03][Q04][S05][S06][D07][S08][T09][Q10]
[Q11][S12][S13][D14][S15][T16][Q17][Q18][S19][S20]
[D21][S22][T23][Q24][Q25][S26][S27][D28][S29]
JANEIRO – clique no dia desejado:
[S01][S02][D03][S04][T05][Q06][Q07][S08][S09][D10]
[S11][T12][Q13][Q14][S15][S16][D17][S18][T19][Q20]
[Q21][S22][S23][D24][S25][T26][Q27][Q28][S29][S30]
[D31]
Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.
Leia o Comentário da Lição da Escola Sabatina 2016 – clique aqui.

1° de fevereiro
Pág. 38
Adão Como Rei no Éden
Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; … e Deus… disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre… todo animal que rasteja pela terra. Gên. 1:27 e 28.
Adão foi coroado rei no Éden. A ele fora dado domínio sobre toda coisa viva que Deus havia criado. O Senhor abençoou Adão e Eva com inteligência, como não havia dado a qualquer outra criatura. Ele tornou Adão o legítimo soberano de todas as obras de Suas mãos. Testimonies, vol. 1, pág. 1.082.
Criados para serem a “imagem e glória de Deus” (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. … Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador. Favorecidos com elevados dotes espirituais e mentais, Adão e Eva foram feitos um pouco menores do que os anjos (Heb. 2:7). Educação, pág. 20.
Nossos primeiros pais, se bem que criados inocentes e santos, não foram colocados fora da possibilidade de praticar o mal. Deus os fez como entidades morais livres, capazes de apreciar a sabedoria e benignidade de Seu caráter, e a justiça de Suas ordens, e com ampla liberdade de prestar obediência ou recusá-la. Deviam desfrutar comunhão com Deus e com os santos anjos; antes, porém, que pudessem tornar-se eternamente livres de perigo, devia ser provada sua fidelidade. No início mesmo da existência do homem, um empecilho fora posto ao desejo de satisfação própria, paixão fatal que jaz à base da queda de Satanás. A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. … Deus pôs o homem sob a lei, como condição indispensável de sua própria existência. Ele era um súdito do governo divino, e não pode haver governo sem lei. …
Enquanto permanecessem fiéis a Deus, Adão e sua companheira deveriam exercer governo sobre a Terra. Deu-se-lhes domínio ilimitado sobre toda a coisa vivente. O leão e o cordeiro brincavam pacificamente em redor deles, ou deitavam-se-lhes aos pés. Os ditosos pássaros esvoaçavam ao seu redor, sem temor; e, ao ascenderem seus alegres cantos em louvor ao Criador, Adão e Eva uniam-se a eles em ações de graças ao Pai e ao Filho. Patriarcas e Profetas, págs. 48-50.
2 de fevereiro
Pág. 39
O Governo Perdido
O Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer. Dan. 4:17.
Entre os seres inferiores, Adão se achara como rei, … mas, transgredindo ele, foi despojado deste domínio. O espírito de rebelião a que ele próprio havia dado entrada, estendeu-se por toda a criação animal. Assim, não somente a vida do homem, mas a natureza dos animais, as árvores da floresta, a relva do campo, o próprio ar que ele respirava, tudo apresentava a triste lição da ciência do mal. Educação, págs. 26 e 27.
Não somente o homem mas também a Terra tinha pelo pecado vindo sob o poder do maligno. … Ao ser criado, foi Adão posto no domínio da Terra. Mas, cedendo à tentação, foi levado sob o poder de Satanás. “Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” II Ped. 2:19. Quando o homem se tornou cativo de Satanás, o domínio que exercera passou para o seu vencedor. Assim Satanás se tornou o “deus deste século”. II Cor. 4:4. Ele usurpou aquele domínio sobre a Terra, que originalmente fora dado a Adão. Patriarcas e Profetas, pág. 67.
Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele, arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era, pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele confiou ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo. Ao atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo permaneceu ainda, de direito, o Rei. …
Os reinos deste mundo eram oferecidos a Cristo por aquele que se revoltara no Céu, com o fim de comprar-Lhe a homenagem aos princípios do mal; mas Ele não seria comprado. …
Jesus obteve a vitória por meio da submissão e fé em Deus, e diz-nos mediante o apóstolo: “Sujeitai-vos pois a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” Tia. 4:7. Não nos podemos salvar do poder do tentador; ele venceu a humanidade …; mas “torre forte é o nome do Senhor; para ela correrá o justo, e estará em alto retiro”. Prov. 18:10. O Desejado de Todas as Nações, págs. 129 e 130.
3 de fevereiro
Pág. 40
Cristo, o Segundo Adão
Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo. I Cor. 15:22.
A queda do homem encheu o Céu todo de tristeza. … O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída. Seu coração moveu-se de infinita compaixão ao erguerem-se diante dEle os ais do mundo perdido. Entretanto o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador. Em todo o Universo não havia senão um Ser que, em favor do homem, poderia satisfazer as suas reivindicações. Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderia fazer expiação por sua transgressão. Ninguém, a não ser Cristo, poderia redimir da maldição da lei o homem decaído, e levá-lo novamente à harmonia com o Céu. Cristo tomaria sobre Si a culpa e a ignomínia do pecado – pecado tão ofensivo para um Deus santo que deveria separar entre Si o Pai e o Filho. Cristo atingiria as profundidades da miséria para libertar a raça que fora arruinada. …
O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; … foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa. … Oh, que mistério da redenção! o amor de Deus por um mundo que O não amou! … Durante séculos eternos, mentes imortais, procurando entender o mistério daquele amor incompreensível, maravilhar-se-ão e adorarão. Patriarcas e Profetas, págs. 63 e 64.
Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, ligado com Deus e por Ele amado, começou onde começou o primeiro Adão. …
Cristo foi tentado por Satanás por Satanás de maneira cem vezes mais severa do que Adão, e sob circunstâncias cada vez mais difíceis. O enganador apresentou-se como anjo de luz, mas Cristo lhe resistiu à tentações. Redimiu a queda infeliz de Adão, e salvou o mundo. … Viveu segundo a lei de Deus, e honrou-a num mundo de transgressão, revelando Satanás ao universo celeste e a todos os filhos e filhas de Adão, para que por Sua graça a humanidade pudesse observar a lei de Deus.
A vitória de Cristo foi tão completa quanto a falha de Adão. Assim podemos resistir à tentação, e forçar Satanás a afastar-se de nos. Meditações Matinais 1953, págs.
4 de fevereiro
Pág. 41
O Rei Invisível de Israel
Desceste sobre o monte Sinai, do céu falaste com eles e lhes deste juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. Nee. 9:13.
Através de todas as páginas da história sagrada, nas quais o trato de Deus com Seu povo escolhido se acha registrado, há indícios frisantes do grande EU SOU. Nunca deu Ele aos filhos dos homens manifestações mais claras de Seu poder e glória do que quando foi reconhecido como o único governador de Israel, e deu a lei a Seu povo. Ali estava um cetro empunhado por mão não humana; e as majestosas saídas do Rei invisível de Israel eram indescritivelmente grandiosas e terríveis.
Em todas estas revelações da presença divina, a glória de Deus se manifestava por meio de Cristo. Não somente por ocasião do advento do Salvador, mas através de todos os séculos após a queda e promessa de redenção, “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo”. II Cor. 5:19. Cristo era o fundamento e centro do sistema sacrifical, tanto da era patriarcal como da judaica. Desde o pecado de nossos primeiros pais, não tem havido comunicação direta entre Deus e o homem. O Pai entregou o mundo nas mãos de Cristo, para que por Sua obra mediadora remisse o homem, e reivindicasse a autoridade e santidade da lei de Deus. Toda a comunhão entre o Céu e a raça decaída tem sido por meio de Cristo. Foi o Filho de Deus que fez a nossos primeiros pais a promessa de redenção. Foi Ele que Se revelou aos patriarcas. … foi … Ele que deu a Israel a lei. Por entre a tremenda glória do Sinai, Cristo declarou aos ouvidos de todo o povo os dez preceitos da lei de Seu Pai. Foi Ele que deu a Moisés a lei gravada em tábuas de pedra. …
Jesus era a luz de Seu povo – a luz do mundo – antes que viesse à Terra sob a forma humana. O primeiro raio de luz a penetrar a sombra em que o pecado envolveu o mundo, veio de Cristo. E dEle tem vindo todo raio da luz celestial que tem incidido sobre os habitantes da Terra. No plano da redenção, Cristo é o Alfa e o Ômega – o Primeiro e o Derradeiro. Patriarcas e Profetas, págs. 366 e 367.
5 de fevereiro
Pág. 42
Nosso Governador nos Céus
Nos Céus, estabeleceu o Senhor o Seu trono, e o Seu reino domina sobre tudo. Sal. 103:19.
Os três hebreus foram chamados a confessar a Cristo em face de uma fornalha ardente. Havia-lhes sido ordenado pelo rei caírem de joelhos e adorarem a imagem de ouro que ele erguera, e foram ameaçados de que, se o não fizessem, seriam lançados vivos na fornalha ardente, porém eles responderam: “Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; Ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” Dan. 3:16-18. Review and Herald, 3 de maio de 1892.
Quando em oração a Deus a posição indicada é prostrado de joelhos. … Mas tal ato era preito que só devia ser prestado a Deus – o Soberano do mundo, o Dominador do Universo; e esses três hebreus recusaram-se a dar essa honra a qualquer ídolo, mesmo que fosse de ouro puro. Ao fazer assim, estariam, para todos os efeitos, a prostrar-se ao rei da Babilônia. … Sofreram o castigo. … Mas Cristo veio pessoalmente e andou com eles no meio do fogo e nada de mal lhes sucedeu. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 312.
Este milagre operou uma admirável mudança na mente do povo. A grande imagem de ouro, levantada com tanta pompa, foi esquecida. O rei publicou um decreto pelo qual qualquer pessoa que falasse contra o Deus destes homens seria morto. …
Estes fiéis hebreus possuíam grande habilidade natural, haviam desfrutado da mais elevada cultura intelectual e ocupavam uma posição de honra; mas tudo isto não os levou a se esquecerem de Deus. Suas faculdades se renderam à santificadora influência da graça divina. … Em seu admirável livramento, foram exibidos, perante aquela vasta multidão, o poder e a majestade de Deus. O próprio Jesus Se colocou ao seu lado na fornalha ardente e, pela glória de Sua presença, convenceu o orgulhoso rei de Babilônia de que não podia ser outro senão o Filho de Deus. … Pelo livramento de Seus servos fiéis, o Senhor declara que tomará o lado dos oprimidos e subverterá todos os poderes terrenos que procurarem espezinhar a autoridade do Deus do Céu. A Santificação, págs. 30 e 40.
6 de fevereiro
Pág. 43
Deus Conosco
Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Mat. 1:23.
Desde os dias da eternidade o Senhor Jesus Cristo era um com o Pai; era “a imagem de Deus”, a imagem de Sua grandeza e majestade, “o resplendor de Sua glória”. Foi para manifestar essa glória que Ele veio ao mundo. Veio à Terra entenebrecida pelo pecado, para revelar a luz do amor de Deus, para ser “Deus conosco”. … Nosso pequenino mundo é o livro de estudo do Universo. O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que “os anjos desejam bem atentar”, e será seu estudo através dos séculos sem fim. Mas os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico. Ver-se-á que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. À luz do Calvário se patenteará que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que “não busca os seus interesses” (I Cor. 13:5) tem sua fonte no coração de Deus. …
Jesus poderia haver permanecido ao lado de Seu Pai. Poderia haver retido a glória do Céu, e as homenagens dos anjos. Mas preferiu entregar o cetro nas mãos de Seu Pai, e descer do trono do Universo, a fim de trazer luz aos entenebrecidos, e vida aos que estavam prestes a perecer. …
Esse grande desígnio havia sido representado em tipos e símbolos. A sarça ardente em que Cristo apareceu a Moisés, revelava Deus. … O Deus todo-misericordioso velou Sua glória num símbolo por demais humilde, para que Moisés pudesse olhar para ela e viver. Assim na coluna de nuvem de dia e na de fogo à noite, Deus Se comunicava com Israel, revelando aos homens Sua vontade e proporcionando-lhes graça. A glória de Deus era restringida, e Sua majestade velada, para que a fraca visão de homens finitos a pudesse contemplar. Da mesma maneira Cristo devia vir no “corpo abatido” (Filip. 3:21), “semelhante aos homens”. … Sua glória estava encoberta, Sua grandeza e majestade ocultas, para que pudesse atrair a Si os tentados e sofredores. O Desejado de Todas as Nações, págs. 19-23.
7 de fevereiro
Pág. 44
O Reino Ameaçado
Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-Lo para O proclamarem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte. João 6:15.
Sentado na relva da planície, ao crepúsculo de uma tarde de primavera, o povo comeu do alimento que Cristo provera. … O milagre dos pães tocou a todos naquela vasta multidão. … Poder algum humano poderia criar, de cinco pães de cevada e dois peixinhos, alimento bastante para saciar milhares de criaturas famintas. E disseram uns aos outros: “Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” João 6:14. … Pode satisfazer todo desejo. Pode derribar o poder dos odiados romanos. … Conquistar as nações, e dar a Israel o domínio longamente ambicionado.
Em seu entusiasmo, o povo estava disposto a coroá-Lo imediatamente Rei. Vêem que Ele não faz nenhum esforço para atrair a atenção ou conquistar honras para Si. … Temem que não venha nunca a reclamar Seus direitos ao trono de Davi. Consultando-se entre si, concordaram em apoderar-se dEle por força, e proclamá-Lo rei de Israel. …
Jesus vê o que está em andamento e compreende, como eles não o podem fazer, o resultado desse movimento. … Violência e insurreição seguir-se-iam a qualquer esforço para O colocar no trono, e prejudicar-se-ia a obra do reino espiritual. O plano deveria ser impedido sem demora. Chamando os discípulos, Jesus ordena-lhes que tomem o barco e voltem imediatamente para Cafarnaum. …
Cristo manda então à massa que se disperse; e tão incisiva é Sua maneira, que não Lhe ousam desobedecer. … o régio porte de Jesus, porém, e Suas breves e serenas palavras de ordem, aquietam o tumulto, frustrando-lhes os desígnios. NEle reconhecem poder superior a toda terrena autoridade, e, sem uma réplica, submetem-se.
Quando a sós, Jesus “subiu ao monte para orar à parte”. … Rogava poder para revelar aos mesmos o divino caráter de Sua missão, a fim de que Satanás não lhes cegasse o entendimento e pervertesse o juízo. … Em angústia e lutas de alma, orava pelos discípulos. … Suas esperanças, tão longamente acariciadas, baseadas numa ilusão popular haviam de lhes trazer a mais dolorosa e humilhante decepção. Em lugar de Sua exaltação ao trono de Davi, haveriam de testemunhar-Lhe a crucifixão. Essa deveria, na verdade ser Sua coroação. O Desejado de Todas as Nações, págs. 377-379.
8 de fevereiro
Pág. 45
Um Cortejo Real
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu Rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta. Zac. 9:9.
Quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta Zacarias assim predisse a vinda do Rei de Israel. … Cristo estava seguindo o costume judaico nas entradas reais. … Logo que Ele Se sentou no jumentinho, um grande grito de triunfo atroou nos ares. A multidão aclamou-O como o Messias, seu Rei. … Não podiam abrir o cortejo triunfal com bandeiras reais, mas cortavam ramos de palmeira, os emblemas de vitória da natureza, e os agitavam no ar com altas aclamações e hosanas. …
Nunca dantes, em Sua vida terrestre, permitira Jesus essa demonstração. Previa claramente o resultado. Levá-Lo-ia à cruz. Era, porém, Seu desígnio apresentar-Se assim publicamente como Redentor. Desejava chamar a atenção para o sacrifício que Lhe devia coroar a missão para com o mundo caído. …
Nunca dantes vira o mundo um cortejo triunfal como esse. Não se assemelhava ao dos famosos conquistadores da Terra. Não fazia parte daquela cena nenhuma comitiva de lamentosos cativos, como troféus da bravura real. Achavam-se em torno do Salvador os gloriosos troféus de Seus serviços de amor pelo homem caído. Estavam os cativos a quem resgatara do poder de Satanás, louvando a Deus por sua libertação. Os cegos a quem restituíra a vista, abriam a marcha. Os mudos cuja língua soltara, entoavam os mais altos hosanas. Saltavam de alegria os coxos por Ele curados. … Os leprosos a quem purificara, estendiam na estrada as vestes incontaminadas, ao mesmo tempo que O saudavam como Rei da glória. … Lázaro, cujo corpo provara a corrupção no sepulcro, mas que então se regozijava na força da varonilidade gloriosa, conduzia o animal que Jesus montava. …
Aquela cena de triunfo era designada pelo próprio Deus. Fora predita pelo profeta, e o homem era impotente para impedir os Seus desígnios. O Desejado de Todas as Nações, págs. 569-572.
Mais facilmente poderiam os sacerdotes e dirigentes procurar privar a Terra da brilhante face do Sol, do que expulsar do mundo os raios da glória do Sol da Justiça. A despeito de toda oposição, o reino de Cristo era reconhecido pelo povo. Spirit of Prophecy, vol. 3, págs. 14 e 15.
9 de fevereiro
Pág. 46
O Rei de Jerusalém
Belo e sobranceiro, é a alegria de toda a Terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Sal. 48:2.
Do cimo do Monte das Oliveiras, Jesus olhava sobre Jerusalém. Lindo e calmo era o cenário que diante dEle se desdobrava. … Os raios do Sol poente iluminavam a brancura de neve de suas paredes de mármore e punham reflexos no portal de ouro, na torre e pináculo. Qual “perfeição da formosura”, levantava-se ele como o orgulho da nação judaica. Que filho de Israel poderia contemplar aquele cenário sem um estremecimento de alegria e admiração?! Entretanto, pensamentos muito diversos ocupavam a mente de Jesus. “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” Luc. 19:41. Por entre o universal regozijo de Sua entrada triunfal, enquanto se agitavam ramos de palmeiras, enquanto alegres hosanas despertavam ecos nas colinas, e milhares de vozes O aclamavam Rei, o Redentor do mundo achava-Se oprimido por súbita e misteriosa tristeza. Ele, o Filho de Deus, o Prometido de Israel, cujo poder vencera a morte e do túmulo chamara a seus cativos, estava em pranto, não em conseqüência de uma mágoa comum, senão de agonia intensa, irreprimível.
Suas lágrimas não eram por Si mesmo. … Chorava pela sorte dos milhares de Jerusalém – por causa da cegueira e impenitência daqueles que Ele viera abençoar e salvar. …
Conquanto Lhe fosse recompensado o bem com o mal e o Seu amor com o ódio (Sal. 109:5), Ele prosseguiu firmemente em Sua missão de misericórdia. Jamais eram repelidos os que buscavam a Sua graça. … Mas Israel se desviara de seu melhor Amigo e único Auxiliador. Os rogos de Seu amor haviam sido desprezados, Seus conselhos repelidos, ridicularizadas Suas advertências. …
Quando Cristo estivesse suspenso da cruz do Calvário, teria terminado o tempo de Israel como nação favorecida e abençoada por Deus. … Quando Cristo olhava sobre Jerusalém, achava-se perante Ele a condenação de uma cidade inteira, de toda uma nação – sim, aquela cidade e nação que foram as escolhidas de Deus, Seu tesouro peculiar.
A longanimidade de Deus para com Jerusalém apenas confirmou os judeus em sua obstinada impenitência. … Seus filhos tinham desdenhado a graça de Cristo. O Grande Conflito, págs. 17-22 e 28.
10 de fevereiro
Pág. 47
Rei da Glória
Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas. Sal. 24:7 e 8.
Cristo veio à Terra como Deus em forma humana. Ele ascendeu ao Céu como Rei dos santos. Sua ascensão foi digna do seu exaltado caráter. Partiu como o Poderoso na batalha, um conquistador, levando cativo o cativeiro. Foi acompanhado pelo exército angélico, em meio a vivas e aclamações de louvor e cântico celestial. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.053.
Os discípulos não somente viram o Senhor em ascensão, mas tiveram o testemunho dos anjos de que Ele havia ido ocupar o trono de Seu Pai no Céu. … O brilho da escolta celestial e a abertura das portas gloriosas de Deus para recebê-Lo não eram para ser discernidos por olhos mortais. Tivesse o caminho de Cristo para o Céu sido revelado aos discípulos em toda a sua inexprimível glória, e eles não teriam suportado a cena. …
Seus sentidos não deviam ser assim obcecados com as glórias do Céu, para que não perdessem de vista o caráter de Cristo na Terra, o qual deviam copiar em si mesmos. Deviam conservar distintamente diante de seu espírito a beleza e majestade de Sua vida, a perfeita harmonia de todos os Seus atributos, e a misteriosa união do divino e do humano em Sua natureza. … Sua visível ascensão do mundo estava em harmonia com a mansidão e quietude de Sua vida.
Que fonte de alegria para os discípulos o saber que tinham semelhante Amigo no Céu para pleitear em seu favor! Mediante a visível ascensão de Cristo, toda a sua visão e contemplação do Céu está mudada. … Agora olham para ele como o seu futuro lar, onde mansões estavam-lhes sendo preparadas pelo seu amante Redentor. A oração se revestira de novo interesse, visto que era uma comunhão com o seu Salvador. …
Eles tinham um evangelho para pregar – Cristo em forma humana, um Homem de dores; Cristo em humilhação, tomado por mãos ímpias e crucificado; Cristo ressurreto e assunto ao Céu, introduzido à presença de Deus, para ser o Advogado do homem; Cristo a voltar com poder e grande glória nas nuvens do céu. Spirit of Prophecy, vol. 3, págs. 254, 255, 262 e 263.
11 de fevereiro
Pág. 48
Governador Sobre Todas as Nações
E reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és o Altíssimo sobre toda a Terra. Sal. 83:18.
Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade.
A cada nação que tem subido ao cenário da atividade, tem sido permitido que ocupasse seu lugar na Terra, para que se pudesse ver se ela cumpriria o propósito do “Vigia e Santo”. Dan. 4:17. … Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e com esta rejeição operassem a sua própria ruína, todavia era manifesto que o predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus movimentos.
Esta lição é ensinada por meio de uma maravilhosa representação simbólica exibida ao profeta Ezequiel (capítulos 1 a 10). …. Algumas rodas, cruzando-se entre si, eram movidas por quatro criaturas viventes. … As rodas eram tão complicadas em seu arranjo que à primeira vista pareciam estar em confusão: mas moviam-se em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustidos e guiados pela mão que estava sob as asas dos querubins, impeliam aquelas rodas; acima delas, sobre o trono de safira, estava o Eterno; e em redor do trono um arco-íris – emblema da misericórdia divina. Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado jogo dos acontecimentos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos querubins ainda dirige os negócios da Terra. …
A história das nações que, uma após outra, têm ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. … Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito. Educação, págs. 173, 176-178.
12 de fevereiro
Pág. 49
Limite para a Paciência de Deus
Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a Tua lei está sendo violada. Sal. 119:126.
Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. Os edifícios, grandes e pequenos, eram derrubados. Os sítios de recreio, teatros, hotéis e mansões suntuosas eram sacudidos e arrasados. Muitas vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados enchiam o espaço.
Os anjos destruidores, enviados por Deus, estavam atuando. A um simples toque, os edifícios tão solidamente construídos que os homens os consideravam a prova de qualquer perigo, ficavam reduzidos a um montão de escombros. Nenhuma segurança havia em parte alguma. … Não posso descrever as cenas terríveis que me foram apresentadas. Dir-se-ia que a paciência divina se tivesse esgotado, e houvesse chegado o dia do juízo.
O anjo que estava ao meu lado me disse, então, que poucas pessoas reconhecem a maldade imperante no mundo atual, especialmente nas grandes cidades. Declarou que o Senhor determinou um dia em que a Sua ira castigará os transgressores pelo persistente menosprezo da Sua lei. … A suprema soberania de Deus, o caráter sagrado da Sua lei, devem ser manifestados aos que obstinadamente se recusam a obedecer ao Rei dos reis. Os que preferem permanecer infiéis serão feridos pelos juízos misericordiosos, a fim de que, se possível for, cheguem a despertar e aperceber-se da pecaminosidade do seu procedimento. … Conquanto o divino Governador suporte com paciência a maldade, não pode ser enganado, e não silenciará para sempre. Sua supremacia, Sua autoridade como Governador do Universo devem ser finalmente reconhecidas, e vindicados os justos reclamos da Sua lei. Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 329 e 330.
Há, porém, limites até para a longanimidade de Deus, e muitos estão ultrapassando tais limites. Sobrepujaram os limites da graça, e, portanto Deus deve intervir e reivindicar Sua honra.
Quando vier o Senhor para exercer vingança, virá também como protetor de todos os que conservaram pureza de fé, e se guardaram incontaminados do mundo. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 62 e 64.
13 de fevereiro
Pág. 50
Qualificando-se Para o Reino
Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Mar. 10:15.
Cristo não reconhece qualquer distinção étnica, cor ou classe como necessários para que alguém se torne súdito do Seu reino. A admissão ao Seu reino não depende de riqueza ou de superior hereditariedade. Mas os que são nascidos do Espírito são súditos de Seu reino. É o caráter espiritual que será reconhecido por Cristo. O Seu reino não é deste mundo. Seus súditos são os que participam da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. E esta graça é-lhes dada por Deus. Cristo não encontra súditos já habilitados para o Seu reino, mas Ele os qualifica pelo Seu divino poder. Os que morreram em ofensas e pecados são revividos para a vida espiritual. As habilidades que Deus lhes deu para santos propósitos são refinadas, purificadas e exaltadas, e eles são levados a formar caracteres segundo a semelhança divina. …
Cristo atrai-os para Si mediante invisível poder. Ele é a luz da vida, e os inspira com o Seu Espírito. Ao serem atraídos para dentro da atmosfera espiritual, vêem que eles têm sido feitos o divertido objeto das tentações de Satanás, e que têm estado sob o seu domínio; mas quebraram o jugo das concupiscências carnais, e recusaram ser servos do pecado. … Compreenderam que mudaram de comandante, e receberam as suas ordens dos lábios de Jesus. Como o servo olha para o seu senhor, e como a serva para a sua senhora, essas pessoas, atraídas pelas cordas do amor de Cristo, olham constantemente para Aquele que é o Autor e Consumador de sua fé. Contemplando a Jesus, obedecendo as Suas ordens, cresceram no conhecimento de Deus e de Jesus Cristo a quem Ele enviou. Assim tornam-se mudados em sua imagem de caráter para caráter, até que ficam distintos do mundo, e deles pode ser escrito: “Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” I Ped. 2:9 e 10. Review and Herald, 26 de março de 1895.
14 de fevereiro
Pág. 51
Filiação
Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome. João 1:12.
Quando o pecado de Adão imergiu a raça em desesperançada miséria, Deus Se poderia haver separado dos seres caídos. Poderia havê-los tratado como os pecadores merecem. Poderia haver ordenado aos anjos celestes que derramassem sobre o mundo os cálices de Sua ira. Ter removido esta negra mancha de Seu Universo. Não o fez, no entanto. Em vez de os banir de Sua presença, aproximou-Se ainda mais da raça caída. Deu Seu Filho para se tornar osso de nossos ossos e carne de nossa carne. “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós, … cheio de graça e de verdade.” João 1:14. Por Sua relação humana para com os homens, Cristo os atraiu bem achegados a Deus. Revestiu Sua natureza divina da vestidura humana, e demonstrou perante o universo celeste, perante os mundos não caídos, quanto Deus ama aos filhos dos homens.
O dom de Deus ao homem excede a toda estimativa. Não foi retida coisa alguma. Deus não permitiria que se dissesse que Ele poderia haver feito mais ou revelado à humanidade maior amor. No dom de Cristo, deu Ele todo o Céu. Manuscrito 21, 1900.
A filiação divina não é qualquer coisa que obtenhamos por nós mesmos. Unicamente aos que recebem Cristo como seu Salvador, é dado o poder de tornarem-se filhos e filhas de Deus. O pecador não pode, por nenhum poder a ele inerente, livrar-se do pecado. … Mas a promessa de filiação é feita a todos quantos “crêem no Seu nome”. João 1:12. Todo aquele que vai ter com Jesus em fé, receberá perdão. Review and Herald, 3 de setembro de 1903.
Deus ia ser manifesto em Cristo, “reconciliando consigo o mundo”. II Cor. 5:19. O homem se tornara tão degradado pelo pecado que lhe era impossível, por si mesmo, andar em harmonia com Aquele cuja natureza é pureza e bondade. Mas Cristo, depois de ter remido o homem da condenação da lei, poderia comunicar força divina para se unir com o esforço humano. Assim, pelo arrependimento para com Deus e fé em Cristo, os caídos filhos de Adão poderiam mais uma vez tornar-se “filhos de Deus”. I João 3:2. Patriarcas e Profetas, pág. 64.
Quando uma alma recebe a Cristo, recebe também o poder de viver a vida de Cristo. Parábolas de Jesus, pág. 314.
15 de fevereiro
Pág. 52
Filhos e Filhas Adotivos
Nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que Ele nos concedeu gratuitamente no Amado. Efés. 1:5 e 6.
Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados foi feito o concerto, segundo o qual, todos os que fossem obedientes, todos os que mediante a abundante graça provida se tornassem santos no caráter e sem mácula diante de Deus por se apropriarem dessa graça, deviam ser filhos de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.114.
Tudo devemos à graça, abundante graça, graça soberana. A graça no concerto ordenou nossa adoção. A graça no Salvador, efetuou nossa redenção, regeneração e adoção a co-herdeiros de Cristo. Manifeste-se aos outros esta mesma graça. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 506.
Ao crermos plenamente que somos Seus por adoção, podemos ter um antegozo do Céu. … Temos afinidade com Ele, e com Ele podemos manter doce comunhão. Obtemos clara visão de Sua compaixão e bondade, e nosso coração é quebrantado e abrandado pela contemplação do amor que nos é concedido. Sentimos de fato um Cristo permanente na vida. E nós permanecemos nEle, e sentimo-nos em família com Jesus. … Temos um compreensivo senso do amor de Deus, e repousamos em Seu amor. Nenhuma linguagem pode descrevê-lo, pois está além do entendimento. Somos um com Cristo, nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Temos a garantia de que quando Aquele que é a nossa vida Se manifestar, também nós nos manifestaremos com Ele em glória. Com forte confiança podemos chamar a Deus de nosso Pai. SDA Bible Commentary, vol. 3, págs. 1.147 e 1.148.
Todos quantos nasceram na família celestial, são em sentido especial irmãos de nosso Senhor. O amor de Cristo liga os membros de Sua família, e onde quer que esse amor se manifeste, aí se revela a relação divina.
O amor aos homens é a manifestação do amor de Deus em direção à Terra. Foi para implantar esse amor, fazer-nos filhos de uma família, que o Rei da Glória Se tornou um conosco. E quando se cumprirem as palavras que disse ao partir: “Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei” (João 15:12); quando amarmos o mundo assim como Ele o amou, então Sua missão por nós está cumprida. Estamos aptos para o Céu; pois o temos no coração. O Desejado de Todas as Nações, págs. 638 e 641.
16 de fevereiro
Pág. 53
O Preço da Compra
Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Heb. 9:12.
Toda pessoa é preciosa, porque foi comprada pelo precioso sangue de Jesus Cristo. Testimonies, vol. 5, pág. 624.
Alguns falam da dispensação judaica como um período destituído de Cristo, sem misericórdia e sem graça. A estes se aplicam as palavras de Cristo aos saduceus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” Mat. 22:29. O período da dispensação judaica foi de maravilhosas manifestações do poder divino. …
O próprio sistema de sacrifícios foi planejado por Cristo, e dado a Adão como típico de um Salvador vindouro, que havia de levar os pecados do mundo, e morrer por sua redenção. …
O sangue do Filho de Deus era simbolizado pelo sangue da imolada vítima, e Deus queria que fossem conservadas idéias claras e definidas entre o santo e o comum. O sangue era sagrado, porquanto por meio do sangue do Filho de Deus unicamente podia haver expiação de pecado. O sangue era usado também para purificar o santuário dos pecados do povo, tipificando assim o sangue de Cristo, que é unicamente o que pode purificar do pecado. Signs of the Time, 15 de julho de 1880.
Nosso Salvador declara que trouxe do Céu a vida eterna, como um dom. Ele devia ser levantado na cruz do Calvário a fim de a todos atrair a Si. Como trataremos então a comprada herança de Cristo? Deve ser-lhes mostrada brandura, apreciação, bondade, simpatia e amor. Então podemos trabalhar para ajudar-nos e beneficiar-nos uns aos outros. Temos nesta obra mais que uma fraternidade humana. É-nos dado o companheirismo dos anjos. Eles cooperam conosco na obra de esclarecer a elevados e humildes. …
Cristo deliberou em concílio com o Pai, nada poupar, por custoso que fosse, não reter coisa alguma, por mais elevado que fosse seu valor, para livrar o pobre pecador. Ele daria o Céu inteiro a essa obra de salvação, de restaurar a imagem moral de Deus no homem. … Ser filho de Deus é ser um com Cristo e beneficiar as pessoas a perecer em seus pecados. Carta 10, 1897.
17 de fevereiro
Pág. 54
Descendentes de Abraão
E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa. Gál. 3:29.
De Abraão está escrito que “foi chamado o amigo de Deus” (Tia. 2:23), “pai de todos os que crêem”. Rom. 4:11. …
Alta honra aquela a que Abraão foi chamado, para ser o pai do povo que durante séculos foram os guardas e preservadores da verdade de Deus para o mundo, sim, daquele povo por meio do qual todas as nações da Terra seriam benditas no advento do Messias prometido. Patriarcas e Profetas, págs. 140 e 141.
Abraão era honrado pelas nações circunvizinhas como um poderoso príncipe, e chefe sábio e capaz. Ele não excluía de seus vizinhos a sua influência. Sua vida, bem como caráter, em assinalado contraste com a dos adoradores de ídolos, exercia uma influência eloqüente em favor da verdadeira fé. Sua fidelidade para com Deus era inabalável, enquanto sua afabilidade e beneficência inspiravam confiança e amizade, e sua grandeza sem afetação impunha respeito e honra.
Não considerava sua religião como um tesouro precioso a ser guardado cuidadosamente, e unicamente desfrutado pelo seu possuidor. A verdadeira religião não pode assim ser tida; pois tal espírito é contrário aos princípios do evangelho. Enquanto Cristo habita no coração, é impossível esconder a luz de Sua presença, ou que aquela luz se enfraqueça. Ao contrário, tornar-se-á cada vez mais resplandecente, enquanto, dia após dia, os brilhantes raios do Sol da justiça dissipam as névoas do egoísmo e do pecado que envolvem a alma.
O povo de Deus são os Seus representantes na Terra, e é Seu desígnio que eles sejam luzes nas trevas morais deste mundo. Espalhados por todo o país, nas cidades, vilas e aldeias, são eles as testemunhas de Deus, os condutos pelos quais Ele comunicará a um mundo incrédulo o conhecimento de Sua vontade e as maravilhas de Sua graça. É Seu plano que todos os que são participantes da grande salvação, sejam para Ele missionários. A piedade dos cristãos constitui a norma pela qual os mundanos julgam o evangelho. Provações pacientemente suportadas, bênçãos recebidas com agradecimento, mansidão, bondade, misericórdia, e amor, manifestados habitualmente, são as luzes que resplandecem no caráter perante o mundo, revelando o contraste com as trevas que vêm do egoísmo do coração natural. Patriarcas e Profetas, págs. 133 e 134.
18 de fevereiro
Pág. 55
Cidadãos do Céu
Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus. Efés. 2:19.
O povo de Deus – o verdadeiro Israel – embora disperso por todas as nações, não são na Terra senão peregrinos, cuja cidadania está nos Céus. Patriarcas e Profetas, pág. 447.
A condição para ser admitido na família do Senhor é sair do mundo, separando-se de todas as suas influências contaminadoras. O povo de Deus não deve ter ligação alguma com a idolatria em qualquer de suas formas. Eles devem atingir uma norma mais elevada. Devemos separar-nos do mundo, e então Deus declara: “Eu vos receberei como membros de Minha família real, filhos do celeste Rei.” Como crentes na verdade devemos ser diferentes, na prática, do pecado e dos pecadores. Nossa cidadania está no Céu.
Devemos compreender com mais clareza o valor das promessas que Deus nos fez e apreciar mais profundamente a honra que nos foi dada por Ele. Deus não poderia conceder aos mortais mais elevada honra do que adotá-los em Sua família, dando-lhes o privilégio de chamá-Lo Pai. Não há degradação em nos tornarmos filhos de Deus. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 481.
Somos estrangeiros e peregrinos neste mundo. Devemos esperar, vigiar, orar e trabalhar. Toda a mente, toda a alma, todo o coração, e toda a força, foram comprados pelo sangue do Filho de Deus. Não devemos julgar ser nosso dever usar uma roupa de peregrino justamente de tal cor, justamente de tal formato, mas vestes asseadas e modestas que a Palavra inspirada nos ensina dever usar. Se nosso coração estiver unido com o de Cristo, teremos o mais intenso desejo de ser revestidos de Sua justiça. Nada será colocado sobre a pessoa para atrair a atenção ou criar controvérsia.
Cristianismo – quantos há que não sabem o que ele é! Não é algo posto no exterior. É uma vida ornada com a vida de Cristo. Significa estarmos usando as vestes da justiça de Cristo. Quanto ao mundo, dirão os cristãos: Não nos intrometeremos na política. … Somos estrangeiros e peregrinos e olhamos para uma cidade que tem fundamento e cujo construtor e autor é Deus. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 130 e 131.
19 de fevereiro
Pág. 56
A Prova de Lealdade
Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele. João 14:21.
É essencial que cada súdito do reino de Deus seja obediente à lei de Jeová. … O fato de que a lei é santa, justa e boa, deve ser testificado perante todas as nações, línguas e povos, aos mundos não caídos, aos anjos, serafins e querubins. Os princípios da lei de Deus foram mostrados no caráter de Jesus Cristo, e aquele que coopera com Cristo, tornando-se participante da natureza divina, adquirirá o caráter divino, e tornar-se-á uma ilustração da divina lei. …
Quanto mais estudamos os atributos do caráter de Deus como revelados em Cristo, mais vemos aquela justiça sustentada no sacrifício que sofreu a penalidade da lei … para que o homem pudesse ter outra oportunidade. … Os que são obedientes à lei do governo de Deus durante este breve período de graça, em meio a todas as influências contrárias dos agentes satânicos, serão pronunciados no Céu como leais filhos do Senhor dos Exércitos. …
Tanto pela criação como pela redenção somos propriedades do Senhor. Somos do modo mais absoluto súditos Seus, e responsáveis perante as leis do Seu reino. Que ninguém alimente o engano de que o Deus do Céu e da Terra não tem lei pela qual controlar e governar os Seus súditos. Somos dependentes em tudo que desfrutamos. O alimento que comemos, a roupa que vestimos, o ar que respiramos, a vida que usufruímos dia a dia, tudo nos vem de Deus. Estamos sob a obrigação de ser governados por Sua vontade, de conhecê-Lo como nosso supremo Governador. …
Temos um débito de gratidão para com Deus pela revelação de Seu amor em Jesus Cristo; e como inteligentes instrumentos humanos, devemos revelar ao mundo a espécie de caráter que resulta da obediência a cada exigência da lei do governo de Deus. Em perfeita obediência a Sua santa vontade, devemos manifestar adoração, amor, alegria e louvor, e assim honrar e glorificar a Deus. É somente desta maneira que podemos revelar ao mundo o caráter de Deus em Cristo, e tornar manifesto aos homens que felicidade, paz, segurança e graça vêm da obediência à lei de Deus. Review and Herald, 9 de março de 1897.
20 de fevereiro
Pág. 57
Primeiro Deus
Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos 5:29.
A mensagem que temos de apresentar não é de molde a nos sentirmos acanhados em declará-la. Seus defensores não devem procurar encobri-la, esconder-lhe a origem e o desígnio. Como pessoas que fizeram votos solenes a Deus, e foram comissionadas como mensageiros de Cristo, mordomos dos mistérios da graça, achamo-nos sob a obrigação de declarar fielmente o inteiro conselho de Deus.
Não devemos tornar menos destacadas as verdades especiais que nos separaram do mundo, e nos têm tornado o que somos; pois se acham plenas de interesses eternos. Deus nos concedeu luz relativamente às coisas que estão tendo lugar atualmente, e pela pena e de viva voz, temos de proclamar a mensagem ao mundo. Obreiros Evangélicos, pág. 288.
O sábado é a prova do Senhor, e homem algum, seja ele rei, sacerdote ou governador, está autorizado a interpor-se entre Deus e o homem. Os que procuram servir de consciência para seus semelhantes, colocam-se acima de Deus. Os que se acham sob a influência de uma religião falsa, que observam um dia de descanso espúrio, rejeitarão a mais positiva evidência acerca do sábado verdadeiro. Procurarão obrigar os homens a obedecer às leis de sua própria criação, leis que são diretamente opostas à lei de Deus. … A lei da observância do primeiro dia da semana é produto de uma cristandade apóstata. … Em caso algum lhe deve o povo de Deus prestar homenagem. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 397.
A bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja evangélica e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi, neste último conflito, confiada a nossas mãos. … Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um “Assim diz o Senhor”, não deve ser posto à margem por um “Assim diz a igreja”, ou um “Assim diz o Estado”. A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres. Atos do Apóstolos, págs. 68 e 69.
21 de fevereiro
Pág. 58
Acima dos Reinos Terrestres
Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos Céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos Céus. Mat. 5:19.
As qualidades que brilham mais intensamente nos reinos do mundo, não têm lugar no reino espiritual de Cristo. Aquilo que é altamente exaltado entre os homens, e leva exaltação ao seu possuidor, como etnia, linhagem, posição ou riqueza, não é estimado no reino espiritual. O Senhor diz: “Aos que Me honram, honrarei.” I Sam. 2:30. No reino de Cristo os homens são distinguidos de acordo com sua piedade. …
O reino do Céu é de uma ordem mais alta do que qualquer reino terrestre. Se havemos de desfrutar uma posição mais alta ou mais baixa, isto não será determinado por nossa linhagem, riqueza ou educação, mas pela natureza da obediência mostrada para com a Palavra de Deus. Os que têm estado a agir por egoísmo, e ambição humana, que têm lutado por ser o maior, que se têm atribuído a si mesmos importância, que se têm considerado acima da obrigação de confessar falhas e erros, não encontrarão lugar no reino de Deus. Se os homens serão honrados como membros da real família de Deus, será determinado pela maneira em que enfrentam o teste e a prova a que Deus os submete nesta vida. Os que não têm sido abnegados, que não têm mostrado simpatia pelos sofrimentos de outros, que não têm cultivado os preciosos atributos do amor, que não têm manifestado paciência e mansidão nesta vida, não serão mudados quando Cristo vier. …
O caráter que manifestarmos agora decidirá nosso futuro destino. Encontraremos a felicidade do Céu pondo-nos em conformidade com a vontade de Deus, e se os homens se tornarem membros da família real no Céu, será porque para eles o Céu começou na Terra. … Os justos levarão toda graça, aptidão preciosa e santificada, para as cortes do alto, e trocarão a Terra pelo Céu. Deus sabe quem são os súditos leais e fiéis de Seu reino na Terra, e os que fizerem Sua vontade aqui no mundo tal como é feita no Céu, serão tornados membros da família real de cima. Review and Herald, 26 de março de 1895.
22 de fevereiro
Pág. 59
Bênçãos Através da Obediência
Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração, está a Tua lei. Sal. 40:8.
Que Deus é o nosso Deus! Ele governa Seu reino com diligência e cuidado; e construiu um muro – os Dez Mandamentos – em torno de Seus súditos, a fim de os preservar dos resultados da transgressão. Exigindo obediência às leis de Seu reino, Deus dá a Seu povo saúde e felicidade, paz e alegria. Ensina-lhe que a perfeição de caráter por Ele exigida só pode ser alcançada familiarizando-nos com Sua Palavra. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 454.
O verdadeiro pesquisador que se esforça por ser semelhante a Jesus na palavra, na vida e no caráter, contemplará seu Redentor, e, pela contemplação é transformado à Sua imagem, porque almeja a mesma disposição de Espírito que havia em Cristo Jesus, e por ela ora. … Ele almeja a Deus. A história de seu Redentor, o imensurável sacrifício que fez, enche-se de significação para ele. Cristo, a Majestade do Céu, tornou-Se pobre, para que pela Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos; não ricos meramente de dotes, mas ricos de realizações.
Essas são as riquezas que Cristo deseja ardentemente que Seus seguidores possuam. Ao ler o verdadeiro pesquisador da verdade a Palavra, e abrir a mente para recebê-la, almeja a verdade de todo o coração. O amor, a piedade, a ternura, a cortesia, a delicadeza cristã, que serão os elementos nas mansões celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam, apossam-se de sua alma. Seu propósito é firme. Está determinado a permanecer do lado da justiça. A verdade achou caminho para o coração e ali está implantada pelo Espírito Santo, que é a verdade. Quando a verdade se apossa do coração, dá o homem segura evidência disso, tornando-se um mordomo da graça de Cristo. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 121 e 122.
Cada mordomo tem um trabalho especial a fazer para o avanço do reino de Deus. … Os talentos da fala, memória, influência, propriedade, devem ser acumulados para a glória de Deus e o avanço de Seu reino. Ele abençoará o devido uso de Seus dons. Conselhos Sobre Mordomia, pág. 116.
23 de fevereiro
Pág. 60
Despenseiros da Graça de Deus
Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. I Ped. 4:10.
O conhecimento da graça de Deus, as verdades de Sua Palavra, bem como os dons temporais – tempo e meios, talentos e influência – constituem todos um legado da parte de Deus, para serem empregados para glória Sua e salvação dos homens. Coisa alguma pode ser mais ofensiva a Deus, que está constantemente outorgando Seus dons ao homem, do que vê-lo de forma egoísta apegado a esses dons, sem nada devolver ao Doador. Jesus está agora no Céu preparando mansões para os que O amam; sim, mais que mansões, um reino que nos há de pertencer. Todos, porém, quantos hão de herdar essas bênçãos, precisam partilhar da abnegação e sacrifício de Cristo para o bem de outros.
Jamais houve maior necessidade de diligente e abnegado labor na causa de Cristo, do que agora, quando as horas do tempo de graça se estão rapidamente a encerrar, e a derradeira mensagem de misericórdia tem de ser dada ao mundo. …
Tudo quanto os homens recebem da generosidade divina, pertence ainda a Deus. Tudo quanto Ele tem concedido das coisas valiosas e belas da Terra, é colocado em nossas mãos para provar-nos, para sondar a profundidade de nosso amor por Ele, e de nossa apreciação de Seus favores. Sejam os tesouros da riqueza ou da inteligência, devem ser depositados como oferta voluntária aos pés de Jesus. …
Seja o que for que devolvamos a Deus é, pela Sua misericórdia, posto em nosso favor como mordomos fiéis. … Os anjos de Deus, cujas percepções não foram obscurecidas pelo pecado, reconhecem os dons do Céu como concedidos com a intenção de que os mesmos sejam devolvidos de tal maneira que acrescentem a glória do grande Doador. O bem-estar do homem está ligado à soberania de Deus. A glória de Deus é a alegria e a bênção de todos os seres criados. Quando buscamos promover-Lhe a glória, estamos procurando para nós mesmos o máximo bem que nos é possível receber. … Deus pede a consagração de toda faculdade, todo dom que dEle recebestes, a Seu serviço. Quer que digais com Davi: “Tudo vem de Ti, e da Tua mão To damos.” I Crôn. 29:14. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 328-333.
24 de fevereiro
Pág. 61
Despenseiros da Verdade
Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que Ele tem feito à minha alma. Sal. 66:16.
Onde quer que haja vida há crescimento e progresso; no reino de Deus há constante intercâmbio – dar e receber – receber e devolver ao Senhor o que é Seu. Deus trabalha com todo verdadeiro crente, e a luz e bênçãos recebidas são dadas outra vez no trabalho que o crente faz. Assim a capacidade de receber é ampliada. Ao repartir alguém os dons celestiais, está abrindo espaço para que novas correntes de graça e verdade fluam da fonte viva para a alma. Maior luz, ampliados conhecimentos e bênçãos, lhe pertencem. Nesta obra, que toca a cada membro da igreja, está a vida e o crescimento da igreja. Aquele cuja vida consiste em receber sempre e nunca dar, logo perde a bênção. Se a verdade não flui dele para outros, ele perde sua capacidade de receber. Precisamos repartir as dádivas do Céu se quisermos bênçãos renovadas. Testimonies, vol. 6, pág. 448.
Partilhando o conhecimento da verdade, ele aumentará. Todos os que recebem no coração a mensagem do evangelho, almejarão proclamá-la. O amor de Cristo, de origem celeste, precisa encontrar expressão. Os que se revestiram de Cristo relatarão sua experiência, descobrindo passo a passo a direção do Espírito Santo – sua sede e fome de conhecimento de Deus e de Jesus Cristo, a quem enviou, o resultado de esquadrinhar as Escrituras, suas orações, sua agonia de alma e as palavras de Cristo a eles: “Teus pecados te são perdoados.”
É antinatural que qualquer pessoa mantenha em secreto estas coisas; e quem está possuído do amor de Cristo não o fará. Na mesma proporção em que o Senhor os tornou depositários da verdade sagrada, será seu desejo que outros recebam a mesma bênção. Divulgando os ricos tesouros da graça de Deus, ser-lhes-á concedido mais e mais da graça de Cristo. Terão o coração de uma criancinha em sua simplicidade e obediência irrestrita. Sua alma almejará a santidade e ser-lhes-á revelado sempre mais dos tesouros da verdade e da graça, para serem dados ao mundo. Parábolas de Jesus, págs. 124 e 125.
25 de fevereiro
Pág. 62
Despenseiros de Força
Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. Mar. 12:30.
A cada homem se concedem dons individuais denominados talentos. Alguns consideram esses dons como sendo limitados a certos homens que possuem muita inteligência e são dotados de capacidade mental superior. Mas Deus não limitou a concessão de Seus talentos a uns poucos favorecidos. A cada um é concedida alguma dotação especial, pelo que será ele responsabilizado pelo Senhor. Tempo, raciocínio, recursos, força, faculdades mentais, bondade de coração – tudo são dons de Deus, concedidos em confiança para serem usados na obra de abençoar a humanidade. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.100.
No capital da força foi confiado aos homens um talento precioso para o trabalho. Isso é de mais valor do que qualquer depósito no banco, e deve ser mais altamente avaliado. … É uma bênção que não se pode comprar com ouro nem prata, casas ou terras; e Deus exige que seja usada sabiamente. Ninguém tem o direito de sacrificar esse talento à influência corrosiva da inatividade. Todos são tão responsáveis pelo capital da força física como pelo capital dos meios.
A lição essencial da operosidade, satisfeita nos necessários deveres da vida, tem ainda de ser aprendida por muitos dos seguidores de Cristo. Requer mais graça, mais severa disciplina de caráter trabalhar para Deus na qualidade de mecânico, negociante, advogado ou agricultor, introduzindo os preceitos do cristianismo nas ocupações comuns da vida, do que desempenhar as funções de reconhecimento missionário no campo de ação. Requer vigorosa fibra espiritual introduzir a religião na oficina de trabalho e no escritório dos negócios, santificando os pormenores da vida diária, e ordenando toda transação segundo a norma da Palavra de Deus. Mas é isso que o Senhor exige. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 278-280.
26 de fevereiro
Pág. 63
Despenseiros de Influência
Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes, seja sarado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus. Heb. 12:12-15.
Estas palavras devem nos ensinar a ser muito cuidadosos no modo de apanharmos o fio de nossa fé, por nos demorarmos em nossas dificuldades até que se tornam grandes aos nossos olhos, e aos olhos de outros, a ponto de não podermos ler a nossa vida interior, o nosso coração. Todos devem se lembrar de que a conversação tem grande influência para o bem ou para o mal. … Não permitais que o inimigo use vossa língua. … Não exerçais influência que quebre o apego a Deus por parte de qualquer pessoa tremente. …
As graças do Espírito de Cristo devem ser estimadas e reveladas pelos filhos e filhas de Deus. Por sua humildade, paciência, o desejo de ser semelhantes a Jesus, por se conformarem com Sua vontade mediante Suas Lições na vida diária, eles O honram. …
“Vós sois lavoura de Deus.” I Cor. 3:9. Como alguém sente prazer em cultivar um jardim, assim também Deus sente alegria em Seus filhos e filhas crentes. Um jardim exige constante trabalho. As ervas devem ser eliminadas; novas plantas devem ser colocadas; os galhos que se desenvolvem muito rapidamente precisam ser podados. Desta forma o Senhor trabalha em benefício de Seu jardim; é assim que Ele cuida de Suas plantas. Ele não sente prazer em qualquer desenvolvimento que não revele as graças do caráter de Cristo. O sangue de Cristo fez dos homens e das mulheres o precioso objeto de Deus. Quão cuidadosos não devíamos ser a fim de não desarraigar as plantas que Deus colocou em Seu jardim! Algumas plantas são tão fraquinhas, que quase não têm vida alguma, e por estas Deus toma cuidado especial.
Em todas as vossas transações com o vosso semelhante deveis ter em mente sempre que estais tratando com propriedade de Deus. Sede bondosos; compassivos; corteses. Exercitai toda faculdade que Deus vos deu, a fim de tornar-vos exemplos para os outros. … Deixai que Aquele que conhece o coração e os seus caprichos tenha condições de tratar convosco em misericórdia, porque haveis mostrado misericórdia, compaixão e amor. Review and Herald, 24 de agosto de 1897.
27 de fevereiro
Pág. 64
Como Reis
E nós, na qualidade de cooperadores com Ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. II Cor. 6:1.
Muitos que se declaram cristãos, não o são. … Deus não leva para o Céu senão aqueles que primeiro se fizeram santos neste mundo mediante a graça de Cristo, aqueles em quem Ele possa ver a Cristo exemplificado. …
“O Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.” Tia. 5:11. … Ele olha com piedade para a Sua redimida herança. Está pronto para perdoar os seus pecados se se entregarem a Ele e Lhe forem leais. Para ser justo, e ainda justificador do pecador, Ele lançou a punição do pecado sobre o Seu único Filho. … Por amor de Cristo Ele perdoa os que O temem. Não vê neles a indignidade do pecado; neles reconhece a semelhança  de Seu Filho, em quem crêem. Somente deste modo pode Deus ter prazer em qualquer de nós. “A todos que O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no Seu nome.” João 1:12.
Não fosse pelo sacrifício expiatório de Cristo, e nada haveria em nós que pudesse deleitar a Deus. Toda bondade natural do homem é de nenhum valor a Seus olhos. Ele não tem prazer em qualquer homem que retenha sua velha natureza, não sendo assim renovado no conhecimento e graça a ponto de ser um novo homem em Cristo. Nossa educação, nossos talentos, nossos meios, são dons a nós confiados por Deus, a fim de que possa provar-nos. Se os usamos para glorificação própria, Deus diz: “Não posso deleitar-Me neles, pois Cristo morreu por eles em vão.” …
A fim de adornar a doutrina de Cristo nosso Salvador, precisamos ter a mente que havia em Cristo. Nossos gostos e desprazeres, nosso desejo de ser os primeiros, de favorecer a nós mesmos com prejuízo de outros, devem ser vencidos. A paz de Deus precisa dominar em nosso coração. Cristo tem de ser em nós um princípio vivo, atuante. …
Mediante vossa obediência a Deus, respeitai-vos a vós mesmos como a possessão adquirida de Seu Filho amado. Procurai exaltar a Cristo. Esta tarefa dura tanto quanto a eternidade. … Esqueceremos nós, como filhos e filhas de Deus, nosso real nascimento? Não honraremos antes a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo? Não manifestaremos as virtudes dAquele que nos chamou das trevas para a Sua gloriosa luz? Review and Herald, 24 de agosto de 1897.
28 de fevereiro
Pág. 65
Uma Parte no Reino de Cristo
Assim como Meu Pai me confiou um reino, Eu vo-lo confio, para que comais e bebais à Minha mesa no Meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel. Luc. 22:29 e 30.
Que promessa esta! Os fiéis de Cristo devem participar com Ele no reino que Ele recebeu de Seu Pai. Este é um reino espiritual, no qual os que são mais ativos em servir aos seus irmãos são considerados os maiores. Os servos de Cristo, sob Sua direção, devem administrar os negócios de Seu reino. Devem comer e beber à Sua mesa, isto é, devem ser admitidos a íntima união com Ele.
Os que procuram distinção mundana e glória, cometem triste engano. É o que se nega a si mesmo, dando a outros a preferência, que se assentará junto de Cristo em Seu trono. Aquele que lê o coração vê o verdadeiro mérito de Seus humildes e abnegados discípulos, e porque são dignos, coloca-os em posição de honra, embora não compreendam sua dignidade e não procurem honra. …
Deus não atribui valor a vanglórias e exibições externas. Muitos que nesta vida são olhados por outros como superiores, um dia verão que Deus avalia o homem de acordo com sua compaixão e abnegação. … Os que seguem o exemplo dAquele que andou fazendo o bem, que ajudam e abençoam os seus semelhantes, procurando sempre erguê-los, são à vista de Deus infinitamente mais elevados do que os egoístas que se exaltam a si mesmos.
Deus não aceita os homens em virtude de suas habilidades, mas porque buscam a Sua face e desejam o Seu auxílio. Deus não vê como vê o homem. Ele não julga segundo a aparência. Ele examina o coração e julga com justiça. …
Ele aceita os Seus humildes e despretensiosos seguidores, e com eles comunga; pois neles vê o mais precioso material, que resistirá à prova da tempestade e da tormenta, do calor e da pressão. Nosso objetivo em trabalhar para o Mestre deve ser a glorificação do Seu nome na conversão de pecadores. …
Regozijemo-nos de que o Senhor não meça os obreiros em Sua vinha por sua cultura ou pelas vantagens de educação que tenham tido. A árvore é julgada por seu fruto. O Senhor cooperará com os que cooperam com Ele. Review and Herald, 4 de julho de 1907.
[Por não existir 29/02/1974, para hoje, repetimos 1º/01/1974
1° de janeiro
Pág. 7
Boas Novas do Reino
E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino. Mat. 4:23.
“E Ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus.” Mat. 5:2 e 3. Como um ensino estranho e novo, estas palavras caem nos ouvidos da multidão admirada. Semelhante doutrina é contrária a tudo que ouviram dos sacerdotes e rabinos. Nela não vêem coisa alguma que lisonjeie seu orgulho ou lhes alimente as ambiciosas esperanças. Irradia, porém, deste novo Mestre um poder que os conserva como que presos. Dir-se-ia que a doçura do amor divino transcendesse de Sua presença, como da flor o perfume. …
Mas na multidão que cercava Jesus, alguns havia que tinham a intuição de sua pobreza espiritual. … Havia pessoas que, na presença de Sua pureza, se sentiam desgraçadas, miseráveis, pobres, cegas e nuas (Apoc. 3:17); e estas almejavam “a graça de Deus, … trazendo salvação a todos os homens”. Tito 2:11.
Dos humildes de espírito, diz Jesus: “Deles é o reino dos Céus.” Mat. 5:3. Este reino não é, como esperavam os ouvintes de Cristo, um domínio temporal e terreno. Cristo estava a abrir aos homens o reino espiritual de Seu amor, Sua graça, Sua justiça. … Seus súditos são os humildes de espírito, os mansos, os perseguidos por causa da justiça. Deles é o reino dos Céus. Conquanto não se tenha ainda realizado plenamente, iniciou-se neles a obra que os tornará “idôneos para participar da herança dos santos na luz”. Col. 1:12.
Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e força olhando a Jesus. … Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois, fracos, incapazes e em desespero, nosso compassivo Salvador irá grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 6-9.

Publicado em 02 - Fevereiro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2016 | Marcado com , , , , , | 4 Comentários

Meditação Matinal

JANEIRO – clique no dia desejado:
[S01][S02][D03][S04][T05][Q06][Q07][S08][S09][D10]
[S11][T12][Q13][Q14][S15][S16][D17][S18][T19][Q20]
[Q21][S22][S23][D24][S25][T26][Q27][Q28][S29][S30]
[D31]
Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.
Leia o Comentário da Lição da Escola Sabatina 2016 – clique aqui.

1° de janeiro
Pág. 7
Boas Novas do Reino
E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino. Mat. 4:23.
“E Ele passou a ensiná-los, dizendo: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos Céus.” Mat. 5:2 e 3. Como um ensino estranho e novo, estas palavras caem nos ouvidos da multidão admirada. Semelhante doutrina é contrária a tudo que ouviram dos sacerdotes e rabinos. Nela não vêem coisa alguma que lisonjeie seu orgulho ou lhes alimente as ambiciosas esperanças. Irradia, porém, deste novo Mestre um poder que os conserva como que presos. Dir-se-ia que a doçura do amor divino transcendesse de Sua presença, como da flor o perfume. …
Mas na multidão que cercava Jesus, alguns havia que tinham a intuição de sua pobreza espiritual. … Havia pessoas que, na presença de Sua pureza, se sentiam desgraçadas, miseráveis, pobres, cegas e nuas (Apoc. 3:17); e estas almejavam “a graça de Deus, … trazendo salvação a todos os homens”. Tito 2:11.
Dos humildes de espírito, diz Jesus: “Deles é o reino dos Céus.” Mat. 5:3. Este reino não é, como esperavam os ouvintes de Cristo, um domínio temporal e terreno. Cristo estava a abrir aos homens o reino espiritual de Seu amor, Sua graça, Sua justiça. … Seus súditos são os humildes de espírito, os mansos, os perseguidos por causa da justiça. Deles é o reino dos Céus. Conquanto não se tenha ainda realizado plenamente, iniciou-se neles a obra que os tornará “idôneos para participar da herança dos santos na luz”. Col. 1:12.
Todos os que têm a intuição de sua profunda pobreza de alma e vêem que em si mesmos nada possuem de bom, encontrarão justiça e força olhando a Jesus. … Ele vos ordena que troqueis a vossa pobreza pelas riquezas de Sua graça. Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. Qualquer que tenha sido vossa vida passada, por mais desanimadoras que sejam vossas circunstâncias presentes, se fordes a Jesus exatamente como sois, fracos, incapazes e em desespero, nosso compassivo Salvador irá grande distância ao vosso encontro, e em torno de vós lançará os braços de amor e as vestes de Sua justiça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 6-9.
2 de janeiro
Pág. 8
Pelos Pecadores Somente
Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Tito 2:11.
Pela desobediência às ordens de Deus, o homem caiu sob a condenação de Sua lei. Esta queda exigiu que a graça de Deus se manifestasse em favor dos pecadores. Jamais teríamos conhecido o significado da palavra “graça” se não tivéssemos caído. Deus ama os anjos sem pecado, os quais fazem o Seu serviço e são obedientes a Suas ordens; mas Ele não lhes concede graça. Esses seres celestiais nada sabem de graça; jamais necessitaram dela, porque jamais pecaram. Graça é um atributo de Deus, imerecidamente manifestado para com os seres humanos. Nós não o procuramos, mas ele foi enviado a nossa procura. Deus Se regozija em outorgar esta graça a cada um que a deseje. A todos nós Ele apresenta termos de misericórdia, não porque sejamos dignos, mas porque somos completamente indignos. Nossa necessidade é a qualificação que nos dá a certeza de que receberemos esse dom.
Mas Deus não usa a Sua graça para tornar a Sua lei sem efeito, ou para que ocupe o lugar de Sua lei. … A graça de Deus e a lei do Seu reino estão em perfeita harmonia; andam de mãos dadas. Sua graça torna possível aproximarmo-nos dEle em fé. Recebendo-a, e deixando que ela atue em nossa vida, testificamos da validade da lei; exaltamos a lei e tornamo-la gloriosa vivendo os seus princípios mediante o poder da graça de Cristo; e mediante a obediência perfeita e de coração à lei de Deus, testemunhamos do poder da redenção perante o universo do Céu, e perante o mundo apóstata que está tornando vã a lei de Deus.
Deus nos ama, não porque O houvéssemos amado primeiro; pois “sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8), Cristo morreu por nós, fazendo plena e abundante provisão para nossa redenção. Embora por nossa desobediência tivéssemos merecido o desprazer e a condenação, Ele não nos abandonou, não nos deixou a lutar com o poder do inimigo em nossa força finita. Anjos celestiais batalham por nós; e cooperando com eles, podemos ser vitoriosos sobre as forças do mal. Confiando em Cristo como nosso Salvador pessoal, podemos ser “mais do que vencedores, por Aquele que nos amou”. Rom. 8:37. Review and Herald, 15 de setembro de 1896.
3 de janeiro
Pág. 9
No tempo Indicado por Deus
Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho… para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Gál. 4:4 e 5.
Assim, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém. “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.” A Providência havia dirigido os movimentos das nações, e a onda do impulso e influência humanos, até que o mundo se achasse maduro para a vinda do Libertador. …
O engano do pecado atingira sua culminância. Todos os meios para depravar a alma dos homens haviam sido postos em operação. Contemplando o mundo, o Filho de Deus viu sofrimento e miséria. Viu, com piedade, como os homens se tinham tornado vítimas da crueldade satânica. Olhou compassivamente para os que estavam sendo corrompidos, mortos, perdidos. … Ficara demonstrado perante o Universo que, separada de Deus, a humanidade não se poderia erguer. Novo elemento de vida e poder tinha de ser comunicado por Aquele que fizera o mundo. Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová levantar-Se e assolar os habitantes da Terra. … Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. … Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina. Através de todos os séculos, de todas as horas, o amor de Deus se havia exercido para com a raça caída. Não obstante a perversidade dos homens, os sinais da misericórdia tinham sido constantemente manifestados. E, ao chegar à plenitude dos tempos, a Divindade era glorificada derramando sobre o mundo um dilúvio de graça vivificadora, o qual nunca seria impedido nem retido enquanto o plano da salvação não se houvesse consumado.
Satanás rejubilava por haver conseguido rebaixar a imagem de Deus na humanidade. Então veio Cristo, a fim de restaurar no homem a imagem de seu Criador. Ninguém, senão Cristo, pode remodelar o caráter arruinado pelo pecado. Veio para expelir os demônios que haviam dominado a vontade. Veio para nos erguer do pó, reformar o caráter manchado, segundo o modelo de Seu divino caráter, embelezando-o com Sua própria glória. O Desejado de Todas as Nações, págs. 32-37.
4 de janeiro
Pág. 10
A Mensagem do Primeiro Advento
Foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.  Mar. 1:14 e 15.
Ao viajar Jesus pela Galiléia ensinando e curando, multidões a Ele se juntavam das cidades e vilas. Muitas vezes Se via obrigado a ocultar-Se do povo. O entusiasmo subia a tal ponto, que se tornavam necessárias precauções, não fossem despertados os receios das autoridades romanas quanto a qualquer insurreição. Nunca dantes houvera um período assim para o mundo. O Céu baixara aos homens. Almas famintas e sedentas que haviam longamente esperado a redenção de Israel, deleitavam-se agora na graça de um misericordioso Salvador. …
Assim a mensagem evangélica, segundo era anunciada pelo próprio Salvador, baseava-se nas profecias. O “tempo” que declarava estar cumprido, era o período de que o anjo Gabriel falara a Daniel. … “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dan. 9:25), sessenta e nove semanas, ou quatrocentos e oitenta e três anos. A ordem para restaurar e edificar Jerusalém, confirmada pelo decreto de Artaxerxes Longímano (Esd. 6:14; 7:1), entrou em vigor no outono de 457 a.C. Daí, quatrocentos e oitenta e três anos estendem-se ao outono de 27 d.C. Segundo predição dos profetas, esse período devia chegar ao Messias, o Ungido. No ano 27, Jesus recebeu, em Seu batismo, a unção do Espírito Santo, e pouco depois começou Seu ministério. Foi então proclamada a mensagem: “O tempo está cumprido.”…
O tempo da vinda de Cristo, Sua unção pelo Espírito Santo, Sua morte, e a pregação do evangelho aos gentios, foram definidamente indicados. … O Salvador falara por intermédio de todos os profetas. “O Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir.” I Ped. 1:11. … Como a mensagem do primeiro advento de Cristo anunciava o reino de Sua graça, assim a de Sua segunda vinda anuncia o reino de Sua glória. O Desejado de Todas as Nações, págs. 232-234.
5 de janeiro
Pág. 11
Um Reino Espiritual
Respondeu Jesus: O Meu Reino não é deste mundo.  João 18:36.
O reino de Deus não vem com aparência exterior. O evangelho da graça de Deus, com seu espírito de abnegação, não se pode nunca harmonizar com o do mundo. Os dois princípios são antagônicos. …
Mas hoje, no mundo religioso, existem multidões que, segundo crêem, trabalham pelo estabelecimento do reino de Cristo como um domínio terrestre e temporal. Desejam tornar nosso Senhor o governador dos reinos deste mundo, o governador em seus tribunais e acampamentos, em suas câmaras legislativas, seus palácios e centros de negócios. Esperam que Ele governe por meio de decretos, reforçados por autoridade humana. Uma vez que Cristo não Se encontra aqui pessoalmente, eles próprios empreenderão agir em Seu lugar, para executar as leis de Seu reino. O estabelecimento de tal reino era o que desejavam os judeus ao tempo de Cristo. Teriam recebido Jesus, houvesse Ele estado disposto a estabelecer um domínio temporal, impor o que consideravam como sendo leis de Deus, e fazê-los os expositores de Sua vontade e os instrumentos de Sua autoridade. Mas Ele disse: “O Meu reino não é deste mundo.” João 18:36. Não quis aceitar o trono terrestre. …
Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembléias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo. … Aí está o único poder capaz de erguer a humanidade. E o instrumento humano para a realização dessa obra é o ensino e a observância da Palavra de Deus. …
Hoje, como no tempo de Cristo, a obra do reino de Deus não se acha a cargo dos que reclamam o reconhecimento e apoio dos dominadores terrestres e das leis humanas, mas dos que estão declarando ao povo, em Seu nome, as verdades espirituais que operarão, nos que as recebem, a experiência de Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gál. 2:20. O Desejado de Todas as Nações, págs. 509 e 510.
6 de janeiro
Pág. 12
Reinos Terrestres Diferentes
Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? Mar. 4:30.
Cristo encontrou corrompidos os reinos do mundo. Depois de haver sido expulso do Céu, Satanás construiu aqui na Terra sua norma de rebelião, e procura por todos os meios ganhar os homens para essa norma. … Seu propósito era estabelecer um reino que fosse governado por suas próprias leis e promovido com os seus próprios recursos, independente de Deus; e tão bem-sucedido foi, que quando Cristo veio ao mundo para estabelecer um reino, examinou os governos dos homens, e disse: “A que assemelharemos o reino de Deus?” Mar. 4:30. Nada havia na sociedade civil que Lhe permitisse uma comparação. …
Em marcante contraste com o erro e a opressão tão universalmente praticados, estavam a missão e a obra de Cristo. … Ele planejou um governo que não usasse a força; Seus súditos não conheceriam a opressão. Ele não viera como um feroz tirano, mas como o Filho do homem; não para conquistar as nações com férreo poder, mas “para pregar boas novas aos quebrantados”, para “curar os quebrantados de coração”; para “proclamar libertação aos cativos”; e para “pôr em liberdade os algemados”; para “consolar todos os que choram”. Isa. 61:1 e 2. Ele veio como o divino Restaurador, trazendo para a humanidade oprimida e espezinhada a rica e abundante graça do Céu, a fim de que pelo poder de Sua justiça o homem, caído e degradado como estava, pudesse participar da divindade. …
Cristo ensinou que Sua igreja é um reino espiritual. Ele mesmo, o “Príncipe da Paz”, (Isa. 9:6) é a cabeça de Sua igreja. Em Sua humana pessoa, habitada pela divindade, estava representado o mundo. O grande fim de Sua missão era ser uma oferta pelo pecado do mundo, de modo que pelo derramamento do sangue, fosse feita expiação por toda a humanidade. Com o coração sempre tocado com o sentimento de nossas enfermidades, o ouvido sempre aberto ao clamor da humanidade sofredora, a mão sempre pronta para salvar o desencorajado e desesperado, Jesus, nosso Salvador, “andou fazendo o bem”. Atos 10:38.
E todos os que são membros do reino de Cristo, representá-Lo-ão no caráter e na disposição. Review and Herald, 18 de agosto de 1896.
7 de janeiro
Pág. 13
A Insígnia do Reino de Cristo
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. João 1:29.
A Daniel foi dada uma visão de ferozes bestas, representando os poderes da Terra. Mas a insígnia do reino do Messias é um cordeiro. Ao passo que os reinos da Terra regem-se pela ascendência de poder físico, Cristo devia banir toda arma carnal, todo instrumento de coerção. Seu reino devia ser estabelecido para exaltar e enobrecer a humanidade caída. SDA Bible Commentary, vol. 4, pág. 1.171.
Para Adão, a oferta do primeiro sacrifício foi uma cerimônia dolorosíssima. Sua mão deveria erguer-se para tirar a vida, a qual unicamente Deus podia dar. … Ao matar a inocente vítima, tremeu com o pensamento de que seu pecado deveria derramar o sangue do imaculado Cordeiro de Deus. Esta cena deu-lhe uma intuição mais profunda e vívida da grandeza de sua transgressão, que coisa alguma a não ser a morte do amado Filho de Deus poderia expiar. E maravilhou-se com a bondade infinita que daria tal resgate para salvar o culpado. Patriarcas e Profetas, pág. 68.
Os tipos e sombras do sistema sacrifical, com as profecias, deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. … Unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. Pela transgressão dessa lei trouxe o homem o pecado ao mundo, e com o pecado veio a morte. Cristo tornou-Se a propiciação do pecado do homem. Ele ofereceu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro, ao sacrifício que Ele faria. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo. …
A lei e o evangelho estão em perfeita harmonia. Um sustenta o outro. Em toda a sua majestade a lei confronta a consciência, levando o pecador a sentir sua necessidade de Cristo como propiciação do pecado. O evangelho reconhece o poder e imutabilidade da lei. “Eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei”, declara Paulo. Rom. 7:7. A intuição do pecado, acentuada pela lei, impele o pecador para o Salvador. Em sua necessidade pode o homem apresentar o poderoso argumento fornecido pela cruz do Calvário. Pode ele reclamar a justiça de Cristo, pois é comunicada a todo pecador arrependido. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 237-241.
8 de janeiro
Pág. 14
O Reino de Deus no Coração
Porque o reino de Deus está dentro de vós. Luc. 17:21.
O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos – extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração. O Desejado de Todas as Nações, pág. 509.
Alguns dos fariseus se chegaram a Jesus, perguntando quando “havia de vir o reino de Deus”. Luc. 17:20. Mais de três anos se tinham passado, desde que João Batista dera a mensagem que, qual toque de clarim, soara através da Terra: “É chegado o reino dos Céus.” Mat. 3:2. E até então esses fariseus não tinham visto indicação alguma do estabelecimento do reino. …
Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o reino de Deus está dentro de vós.” Luc. 17:20 e 21. O reino de Deus começa no coração. Não busqueis, aqui e ali, manifestações de poder terrestre para assinalar-lhe a vinda. O Desejado de Todas as Nações, pág. 506.
As obras de Cristo não somente atestavam ser Ele o Messias, como indicavam a maneira por que se havia de estabelecer Seu reino. … O reino de Deus não vem com aparência exterior. Vem mediante a suavidade da inspiração de Sua Palavra, pela operação interior de Seu Espírito, a comunhão da alma com Ele que é sua vida. A maior manifestação de Seu poder se observa na natureza humana levada à perfeição do caráter de Cristo. …
Quando Deus deu Seu Filho ao nosso mundo, dotou os seres humanos com riquezas imperecíveis – riquezas diante das quais as entesouradas fortunas dos homens desde o princípio do mundo nada são. Cristo veio à Terra e esteve perante os filhos dos homens com o acumulado amor da eternidade, e esse é o tesouro que, mediante nossa ligação com Ele, devemos receber, revelar e comunicar. A Ciência do Bom Viver, págs. 36 e 37.
9 de janeiro
Pág. 15
Semelhante a Grão de Mostarda
O reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda… o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos. Mat. 13:31 e 32.
O embrião, contido na semente, cresce pelo desenvolvimento do princípio vital que Deus nele implantou. Seu desenvolvimento não depende de meios humanos. Assim é com o reino de Cristo. Há uma nova criação. Os princípios de desenvolvimento são diretamente opostos aos que regem os reinos deste mundo. Governos terrenos prevalecem pelo emprego da força; pelas armas mantêm o seu domínio, mas o fundador do novo reino é o Príncipe da paz. … Cristo implanta um princípio. Implantando a verdade e a justiça, frustra o erro e o pecado. …
A princípio, o reino de Cristo parecia humilde e insignificante. Comparado com os reinos terrestres, dir-se-ia ser o menor de todos. O direito de Cristo a ser rei, era ridicularizado pelos governantes deste mundo. Todavia, o reino do evangelho possuía vida divina nas poderosas verdades confiadas a Seus seguidores. E como foi rápido o seu crescimento! Que amplitude de influência! Quando Cristo pronunciou essa parábola, era o novo reino representado apenas por uns camponeses galileus. … Mas o grão de mostarda deveria crescer e estender seus ramos por todo o mundo. Quando passassem os reinos terrestres, cuja glória enchia então os corações, o reino de Cristo perduraria ainda como uma vasta e forte potência.
Assim a obra da graça no coração é pequena ao princípio. É dita uma palavra, um raio de luz projetado na alma, exercida uma influência que é o início da nova vida; e quem pode medir os resultados? …
Nesta última geração, a parábola do grão de mostarda deve alcançar notável e triunfante cumprimento. A pequena semente tornar-se-á uma árvore. A última mensagem de advertência e misericórdia deve ir “a toda nação, e tribo, e língua, e povo” (Apoc. 14:6), para “tomar deles um povo para o Seu nome” (Atos 15:14); e a Terra será iluminada por Sua glória. [Apoc. 18:1.] Parábolas de Jesus, págs. 76-79.
10 de janeiro
Pág. 16
Semelhante ao Fermento
O reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. Mat. 13:33.
Na parábola do Salvador, o fermento é usado para representar o reino de Deus. Ilustra o poder vivificante e assimilador da graça de Deus. …
A graça de Deus precisa ser recebida pelo pecador antes de ele ser tornado apto para o reino da glória. Toda cultura e educação que o mundo pode oferecer, fracassarão em fazer de um degradado filho do pecado, um filho do Céu. A energia renovadora precisa vir de Deus. … Como o fermento, misturado à farinha, opera do interior para o exterior, assim é pela renovação do coração, que a graça de Deus atua para transformar a vida. …
O fermento oculto na farinha atua invisivelmente para submeter toda a massa a seu processo levedante; assim o fermento da verdade opera secreta, silente e persistentemente para transformar a pessoa. As inclinações naturais são abrandadas e subjugadas. São implantadas novas idéias, novos sentimentos, novos motivos. … Uma nova norma de caráter é proposta – a vida de Cristo. A mente é mudada; as faculdades são estimuladas à ação em novas esferas. … A consciência é despertada. ….
O coração daquele que recebe a graça… de Deus, transborda de amor a Deus e àqueles por quem Cristo morreu. O eu não luta por nenhum reconhecimento. … É bondoso e ponderado, humilde no conceito próprio; contudo é cheio de esperança, sempre confiante na graça e no amor de Deus. …
A graça de Cristo deve reger o temperamento e a voz. Sua operação será vista na polidez e terna consideração manifestada de irmão para com irmão, em palavras bondosas e encorajadoras. Há no lar uma presença angélica. A vida exala um suave perfume que ascende a Deus como incenso santo. O amor manifesta-se em afabilidade, cortesia, clemência e longanimidade. O semblante transforma-se. A presença de Cristo no coração, transparece na face dos que O amam e guardam Seus mandamentos. … Efetuando-se estas mudanças, os anjos rompem em cantos enlevantes, e Deus e Cristo Se regozijam pelos seres moldados à semelhança divina. Parábolas de Jesus, págs. 96-102.
11 de janeiro
Pág. 17
Estabelecidos Pela Morte de Cristo
Levando Ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados.  I Ped. 2:24.
No mesmo tempo em que esperavam [os discípulos de Cristo] ver o Senhor ascender ao trono de Davi, viram-nO ser agarrado como malfeitor, açoitado, escarnecido, condenado e suspenso à cruz do Calvário. …
O que os discípulos haviam anunciado em nome do Senhor, era correto em todos os pormenores, e os acontecimentos preditos estavam mesmo então a ocorrer. “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo” (Mar. 1:15) – havia sido a sua mensagem. … E “o reino de Deus”, que eles declararam estar próximo, foi estabelecido pela morte de Cristo. Este reino não era, como eles haviam sido ensinados a crer, um domínio terrestre. Tampouco devia ser confundido com o reino futuro… eterno, no qual “todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão”. Dan. 7:27. Conforme é usada na Bíblia, a expressão “reino de Deus” designa tanto o reino da graça como o de glória. …
O reino da graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem. … Contudo, não foi efetivamente estabelecido antes da morte de Cristo. Mesmo depois de entrar para o Seu ministério terrestre, o Salvador, … poderia ter-Se recusado ao sacrifício do Calvário. No Getsêmani, a taça de amarguras tremia-Lhe na mão. Ele poderia naquele momento ter enxugado o suor de sangue da fronte, abandonando a raça criminosa para que perecesse em sua iniqüidade. Houvesse Ele feito isto, e não teria havido redenção para o homem caído. Quando, porém, o Salvador rendeu a vida, e em Seu último alento clamou: “Está consumado”, assegurou-se naquele instante o cumprimento do plano da redenção. Ratificou-se a promessa de libertamento, feita no Éden, ao casal pecador. O reino da graça, que antes existira pela promessa de Deus, foi então estabelecido.
Destarte, a morte de Cristo – o próprio acontecimento que os discípulos encararam como a destruição final de suas esperanças – foi o que as confirmou para sempre. … O acontecimento que os enchera de pranto e desespero, foi o que abrira a porta da esperança a todo filho de Adão, e no qual se centralizava a vida futura e a felicidade eterna de todos os fiéis de Deus, de todos os séculos. O Grande Conflito, págs. 345-348.
12 de janeiro
Pág. 18
Seus Princípios de Governo
Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom. Rom. 7:12.
A lei de Deus, pela sua própria natureza, é imutável. É uma revelação da vontade e caráter do Autor. Deus é amor, e Sua lei é amor. Seus dois grandes princípios são amor a Deus e amor ao homem. … O caráter de Deus é justiça e verdade; esta é a natureza de Sua lei. …
No princípio, o homem foi criado à imagem de Deus. Estava em perfeita harmonia com a natureza e com a lei de Deus; os princípios da justiça lhe estavam escritos no coração. O pecado, porém, alienou-o do Criador. Não mais refletia a imagem divina. O coração estava em guerra com os princípios da lei de Deus. … Mas “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (João 3:16), para que o homem pudesse reconciliar-se com Ele. Mediante os méritos de Cristo, pode aquele se restabelecer à harmonia com o Criador. O coração deve ser renovado pela graça divina; deve receber nova vida de cima. Esta mudança é o novo nascimento. …
O primeiro passo na reconciliação com Deus, é a convicção de pecado. … “Pela lei vem o conhecimento do pecado.” Rom. 3:20. A fim de ver sua culpa, o pecador deve provar o caráter próprio pela grande norma divina de justiça. É um espelho que mostra a perfeição de um viver justo, habilitando o pecador a discernir seus defeitos de caráter. A lei revela ao homem os seus pecados. … Declara que a morte é o quinhão do transgressor. Unicamente o evangelho de Cristo o pode livrar da condenação ou contaminação do pecado. Deve ele exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. …
No novo nascimento o coração é posto em harmonia com Deus, ao colocar-se em conformidade com a Sua lei. Quando esta poderosa transformação se efetua no pecador, passou ele da morte para a vida, do pecado para a santidade, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. … E a linguagem da alma será: “Oh! Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” Sal. 119:97. …
Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica. O Grande Conflito, págs. 467-469.
13 de janeiro
Pág. 19
Nossa Melhor Escolha
Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mat. 6:33.
O povo que escutava as palavras de Cristo, aguardava ainda ansiosamente qualquer anúncio do reino terrestre. Enquanto Jesus lhes descerrava os tesouros do Céu, a questão principal em muitos espíritos, era: Em que maneira podemos, ligando-nos a Ele, aumentar nossas perspectivas terrenas? Jesus mostrou como, fazendo das coisas do mundo sua suprema ansiedade, eles se assemelhavam às nações pagãs que os rodeavam. …
“Todas essas coisas”, disse Jesus, “os gentios do mundo buscam.” Luc. 12:30. … Eu vos vim revelar o reino de amor e de justiça e paz. Abri o coração para receberdes este reino, e tornai o servir a esse reino o vosso principal interesse. Conquanto seja um reino espiritual, não temais que vossas necessidades quanto a esta vida não sejam consideradas. Se vos entregais ao serviço de Deus, Aquele que tem todo o poder no Céu e na Terra proverá o que necessitardes.
Jesus não nos dispensa da necessidade do esforço, mas ensina que devemos fazer dEle o primeiro e o último e o melhor em todas as coisas. Não nos devemos empenhar em nenhum negócio, seguir nenhum empreendimento, buscar prazer nenhum que impeça a operação de Sua justiça em nosso caráter e vida. Tudo quanto fizermos, devemos fazê-lo de coração, como ao Senhor.
Enquanto andou aqui na Terra, Jesus, mediante o conservar perante os homens a glória de Deus, e o subordinar todas as coisas à vontade do Pai, dignificou a vida em todos os seus pormenores. Se Lhe seguirmos o exemplo, a promessa que nos dá é de que nos “serão acrescentadas” todas as coisas necessárias a esta vida. A pobreza ou a riqueza, a doença ou a saúde, a simplicidade ou a sabedoria – tudo se acha providenciado na promessa de Sua graça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 98 e 99.
As dificuldades não terão força para impedir aquele que está determinado a buscar primeiro o reino de Deus e Sua justiça. Na força conquistada pela oração e estudo da Palavra, ele buscará a virtude e abandonará o vício. Olhando para Jesus… o crente voluntariamente encarará o escárnio e a irrisão. E são prometidos auxílio e graça suficientes para cada circunstância, por Aquele cuja palavra é a verdade. Seus eternos braços envolvem a alma que se volta para Ele em busca de auxílio. Em Seu cuidado podemos descansar seguros. Atos dos Apóstolos, pág. 467.
14 de janeiro
Pág. 20
Condições de Entrada
Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. João 3:3.
Na entrevista com Nicodemos, Jesus desdobrou o plano da salvação, e Sua missão no mundo. O Desejado de Todas as Nações, pág. 176.
Foi diretamente ao ponto, dizendo solene, mas bondosamente: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.” João 3:3. … Erguendo a mão em solene e calma dignidade, acentuou a verdade com mais firmeza: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” João 3:5. …
O coração, por natureza, é mau. … A fonte do coração se deve purificar para que a corrente se possa tornar pura. Aquele que se esforça para alcançar o Céu por suas próprias obras em observar a lei, está tentando o impossível. Não há segurança para uma pessoa que tenha religião meramente legal, uma forma de piedade. A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza. Tem lugar a morte do eu e do pecado, e uma vida toda nova. Essa mudança só se pode efetuar mediante a eficaz operação do Espírito Santo. … Como os movimentos do vento, não pode ser explicada. …
Se bem que o vento seja invisível, seus efeitos são vistos e sentidos. Assim a obra do Espírito sobre a alma revelar-se-á em cada ato daquele que lhe experimentou o poder salvador. Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. … A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus. …
Como Nicodemos, devemos estar prontos a entrar na vida pela mesma maneira que o maior dos pecadores. Além de Cristo “nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4:12. O Desejado de Todas as Nações, págs. 168-175.
15 de janeiro
Pág. 21
Pela Graça de Deus
Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Rom. 3:24.
Em muitas parábolas Cristo usa a expressão “o reino dos Céus”, para designar a obra da graça divina no coração dos homens. … O reino da graça foi instituído imediatamente depois da queda do homem, quando fora concebido um plano para a redenção da raça culpada. Existiu ele então no propósito de Deus e pela Sua promessa; e mediante a fé os homens podiam tornar-se súditos seus. O Grande Conflito, pág. 347.
O exercício da força é contrário aos princípios do governo de Deus; Ele deseja unicamente o serviço de amor. … Conhecer a Deus é amá-Lo; Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás. Essa obra, unicamente um Ser, em todo o Universo, era capaz de realizar. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus, podia torná-lo conhecido. …
O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Foi a revelação “do mistério que desde tempos eternos esteve oculto”. Rom. 16:25. Foi um desdobramento dos princípios que têm sido, desde os séculos da eternidade, o fundamento do trono de Deus. … Deus não ordenou a existência do pecado. Previu-a, porém, e tomou providências para enfrentar a terrível emergência. Tão grande era Seu amor pelo mundo, que concertou entregar Seu Filho unigênito “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16. O Desejado de Todas as Nações, págs. 22 e 23.
Tão logo houve pecado, houve um Salvador. Cristo sabia que teria de sofrer, e contudo tornou-Se o substituto do homem. Tão logo Adão pecou, o Filho de Deus Se apresentou como garantia para a humanidade apenas com tanto poder para desviar a maldição pronunciada sobre o culpado como quando morreu sobre a cruz do Calvário.
Que amor! Que prodigiosa condescendência! O Rei da glória Se dispõe a humilhar-Se pela humanidade caída! Ele colocaria os Seus pés nos passos de Adão. Tomaria a natureza do homem caído e empenhar-Se-ia em luta com o forte inimigo que triunfou sobre Adão. Ele venceria a Satanás, e assim abriria o caminho para libertar da infelicidade oriunda da falha e queda de Adão, a todos que nEle cressem. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.084 e 1.085.
16 de janeiro
Pág. 22
Veste Real
Foi-Lhe dado que Se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. Apoc. 19:8.
A parábola das bodas [Mat. 22:1-14] apresenta-nos uma lição da mais elevada importância. … Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. … O linho fino, diz a Escritura, “é a justiça dos santos”. Apoc. 19:8. A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado, é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal.
A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden. Viviam eles em perfeita conformidade com a vontade de Deus. … Luz bela e suave, a luz de Deus, envolvia o santo par. … Ao entrar o pecado, porém, cortaram sua ligação com Deus, e desapareceu a luz que os cingia. Nus e envergonhados, procuraram suprir os vestidos celestiais, cosendo folhas de figueira para uma cobertura. Parábolas de Jesus, págs. 307-311.
Não podemos prover-nos de vestes de justiça por nós mesmos, pois diz o profeta: “Todas as nossas justiças, são como trapo da imundícia.” Isa. 64:6. Não existe em nós coisa alguma com a qual possamos vestir o caráter, de modo que não apareça sua nudez. Temos de receber as vestes da justiça tecidas no tear do Céu – com efeito, a pura veste da justiça de Cristo. Review and Herald, 19 de julho de 1892.
Deus fez ampla provisão para que permanecêssemos perfeitos em Sua graça, nada faltando, aguardando o aparecimento de nosso Senhor. Estais prontos? Estais trajando as vestes nupciais? Estas vestes não cobrirão o engano, impureza, corrupção ou hipocrisia. O olho de Deus está sobre vós, como discernidor dos pensamentos e intenções do coração. Podemos esconder nossos pecados dos olhos dos homens, mas nada podemos ocultar de nosso Criador. Testimonies, vol. 5, págs. 220 e 221.
Ensinem-se os jovens e crianças a escolher para si aquela veste real tecida nos teares celestiais – o “linho… puro e resplandecente” (Apoc. 19:8), que todos os santos da Terra usarão. Tal veste – o próprio caráter imaculado de Cristo – é livremente oferecida a todo ser humano. Mas todos os que a recebem, a receberão e usarão aqui. Educação, pág. 249.
17 de janeiro
Pág. 23
Uma Herança no Céu
Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos Céus para vós outros. I Ped. 1:4.
Cristo estava ensinando, e, como de costume, reuniram-se em redor outras pessoas, além dos discípulos. … Havia muitos, porém, que ansiavam a graça do Céu unicamente para servir a seus propósitos egoístas. Reconheciam o maravilhoso poder de Cristo de expor a verdade em clara luz. … Não lhes concederia também poder para seu proveito material?
“E disse-Lhe um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.” Luc. 12:13.
No meio da solene instrução que Cristo dera, este homem revelou sua disposição egoísta. Podia apreciar aquela habilidade do Senhor que serviria à promoção de seus negócios temporais; porém, as verdades espirituais não lhe impressionavam a mente nem o coração. … Jesus… lhe estava abrindo os tesouros do amor divino. O Espírito Santo com ele pleiteava para que se tornasse herdeiro do tesouro “incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar”. I Ped. 1:4. … seus olhos estavam fixos na Terra. …
A missão do Salvador na Terra estava próxima do fim. Restavam-Lhe poucos meses para concluir aquilo a que viera, isto é, estabelecer o reino de Sua graça. Contudo, a cobiça humana tentava desviá-Lo de Sua obra para resolver a contenda sobre um pedaço de terra. Mas Jesus não podia ser distraído de Sua missão. Retrucou: “Homem, quem Me pôs a Mim por juiz ou repartidor entre vós?” Luc. 12:14. Cristo disse, com efeito: Não Me compete a Mim a tarefa de decidir controvérsias de tal espécie. Viera com outro propósito, isto é, pregar o evangelho e assim despertar os homens para o senso das realidades eternas. …
Quando enviou os doze, disse: “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos Céus.” Mat. 10:7. Não tinham que resolver as questões temporais do povo. Sua obra era persuadir os homens para que se reconciliassem com Deus. Nesta obra consistia seu poder para abençoar a humanidade. O único remédio para os pecados e sofrimentos dos homens é Cristo. Unicamente o evangelho de Sua graça pode curar os males que amaldiçoam a sociedade. … Ele, unicamente, substitui o cobiçoso coração do pecado pelo novo coração de amor. Parábolas de Jesus, págs. 252-254.
18 de janeiro
Pág. 24
Amorável Convite
Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Mat. 11:28.
Assim buscou Cristo ensinar aos discípulos a verdade de que no reino de Deus não há fronteiras territoriais, nem classes sociais; que eles deviam ir a todas as nações, levando-lhes a mensagem do amor do Salvador. Atos dos Apóstolos, pág. 20.
Cristo afasta a parede de separação, o amor-próprio, o separatista preconceito de nacionalidade, e ensina amor a toda a família humana. … Ele nos ensina a considerar a toda alma necessitada como nosso semelhante, e o mundo como o nosso campo. Como os raios do Sol penetram até aos mais afastados recantos do globo, assim designa Deus que a luz do evangelho se estenda a toda alma sobre a Terra. O Maior Discurso de Cristo, pág. 42.
Em todo o mundo homens e mulheres olham atentamente para o Céu. De almas anelantes de luz, de graça, do Espírito Santo, sobem orações, lágrimas e indagações. Muitos estão no limiar do reino, esperando somente serem recolhidos. …
Crentes de todos os séculos têm tomado parte na incumbência dada aos primeiros discípulos. Todos os que receberam o evangelho, receberam a sagrada verdade para repartir ao mundo. Os fiéis de Deus têm sido sempre destemidos missionários, consagrando seus recursos para a honra de Seu nome, e sabiamente usando seus talentos em Seu serviço. …
Todo o que haja recebido a Cristo é chamado a trabalhar pela salvação de seus semelhantes. “O Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem!” O dever de fazer este convite inclui a igreja toda. Todo o que tenha ouvido o convite, deve fazer ecoar a mensagem pelas colinas e vales, dizendo: “Vem.” Apoc. 22:17. …
Longamente tem Deus esperado que o espírito de serviço se apodere de toda a igreja, de maneira que cada um trabalhe para Ele segundo sua habilidade. Quando os membros da igreja de Deus fizerem a obra que lhes é indicada nos necessitados campos nacionais e estrangeiros, em cumprimento da comissão evangélica, todo o mundo será logo advertido, e o Senhor Jesus retornará à Terra com poder e grande glória. Atos dos Apóstolos, págs. 109-111.
19 de janeiro
Pág. 25
Envolve o Mundo Todo
Pede-Me, e Eu te darei as nações por herança e os confins da Terra por tua possessão. Sal. 2:8.
“O campo é o mundo.” Mat. 13:38. Compreendemos melhor o que essa declaração abrange do que o fizeram os apóstolos que receberam a comissão de pregar o evangelho. O mundo todo é um vasto campo missionário. Obreiros Evangélicos, pág. 27.
A terrível condição do mundo pareceria indicar que a morte de Cristo fosse quase vã, e que Satanás tivesse triunfado. … Mas não temos sido enganados. Não obstante a aparente vitória de Satanás, Cristo está levando avante Sua obra no santuário celeste e na Terra. …
A solene e sagrada mensagem de advertência precisa ser proclamada nos campos mais difíceis, e nas cidades mais pecaminosas, em todos os lugares onde a luz da grande tríplice mensagem não tem ainda raiado. Cada pessoa deve ouvir o último convite para as bodas do Cordeiro. De vila a vila, de cidade a cidade, de país a país tem de ser proclamada a mensagem da verdade presente, não com exibições exteriores, mas no poder do Espírito. Obreiros Evangélicos, págs. 26 e 27.
Antes que o homem possa pertencer ao reino de Cristo, seu caráter precisa ser purificado do pecado e santificado pela graça de Cristo. … Cristo anseia por manifestar Sua graça, e estampar o Seu caráter e imagem no mundo inteiro. Foram-Lhe oferecidos os reinos deste mundo por aquele que se revoltou no Céu, para comprar-Lhe a adesão aos princípios do mal; mas Ele veio para estabelecer um reino de justiça, e não Se deixaria comprar; não abandonaria o Seu propósito. A Terra é Sua herança adquirida, e Ele quer que os homens sejam livres, puros e santos. … Embora Satanás trabalhe por meio de seres humanos a fim de embaraçar os propósitos de Cristo, há todavia triunfos a serem alcançados mediante o sangue derramado em favor do mundo, e que levarão glória a Deus e ao Cordeiro. O Seu reino se estenderá, e envolverá o mundo todo. … Cristo não ficará satisfeito até que a vitória seja completa. Mas o fruto do “trabalho da Sua alma Ele verá e ficará satisfeito”. Isa. 53:11. “Temerão o nome do Senhor desde o poente e a Sua glória, desde o nascente do Sol.” Isa. 59:19. Review and Herald, 18 de agosto de 1896.
20 de janeiro
Pág. 26
Embaixadores do Reino
De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. II Cor. 5:20.
Desde Sua ascensão, Cristo, a grande Cabeça da igreja, tem levado avante Sua obra no mundo mediante embaixadores escolhidos, por meio dos quais fala aos filhos dos homens, e atende-lhes às necessidades. A posição dos que foram chamados por Deus para trabalhar por palavra e doutrina em favor do levantamento de Sua igreja, é de extrema responsabilidade. Cumpre-lhes rogar, a homens e mulheres, da parte de Cristo, que se reconciliem com Deus. …
Os ministros de Cristo são os guardas espirituais do povo confiado ao seu cuidado. Sua obra tem sido comparada a dos vigias. Nos tempos antigos colocavam-se muitas vezes sentinelas nos muros das cidades, onde, de posições vantajosas, podiam observar importantes pontos a ser guardados, e dar aviso da aproximação do inimigo. De sua fidelidade dependia a segurança de todos os que se achavam dentro dessas cidades. …
O Senhor declara a todos os ministros: “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca e lha anunciarás da Minha parte.” Ezeq. 33:7. … Estas palavras do profeta declaram a solene responsabilidade que repousa sobre os que são designados como vigias da igreja, mordomos dos mistérios de Deus. …
Têm os sentinelas sobre os muros de Sião o privilégio de viver tão perto de Deus, e ser tão susceptíveis às impressões de Seu Espírito, que Ele possa operar por meio deles, para avisar os pecadores do perigo que correm, indicando-lhes o lugar de segurança. Obreiros Evangélicos, págs. 13-15.
O coração do verdadeiro ministro está cheio do intenso desejo de salvar almas. … Ele vela pelas almas como quem deve dar conta delas. Com os olhos fixos na cruz do Calvário, contemplando o Salvador suspenso, confiando em Sua graça, crendo que Ele estará com ele até o fim, como sua proteção, sua fortaleza, sua eficiência, ele trabalha para Deus. Com rogos e convites, misturados com a segurança do amor de Deus, ele busca conquistar almas para Jesus, e no Céu é contado entre os que são “chamados, e eleitos, e fiéis”. Apoc. 17:14. Atos dos Apóstolos, pág. 371.
21 de janeiro
Pág. 27
O Exército do Senhor
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.  Efés. 6:13.
A força de um exército mede-se especialmente pela eficiência dos homens que lhe compõem as fileiras. Um general capaz instrui seus oficiais a exercitarem todos os soldados para o serviço ativo. Procura desenvolver o mais alto grau de eficiência da parte de todos. Se ele devesse depender apenas dos oficiais, nunca poderia esperar dirigir com êxito uma campanha. Ele conta com os serviços leais e infatigáveis de cada homem em seu exército. A responsabilidade repousa em grande parte sobre aqueles que compõem as fileiras.
E assim se dá no exército do Príncipe Emanuel. Nosso General, que jamais perdeu uma batalha, espera de cada um que se alistou sob Seu estandarte, serviço fiel e voluntário. No conflito final que agora se trava entre as forças do bem e as do mal, espera Ele que todos, tanto membros leigos como pastores, tomem parte. Todos os que se alistaram como soldados Seus, devem prestar fiel serviço como homens bem dispostos, com um vivo reconhecimento da responsabilidade que sobre eles repousa individualmente. Obreiros Evangélicos, pág. 351.
Nem todos os que entram para o exército chegam a ser generais, capitães, sargentos ou mesmo cabos. Nem todos têm o cuidado e a responsabilidade de dirigentes. Há duros trabalhos de outras espécies para serem feitos. Uns devem cavar trincheiras e construir fortificações; outros, ocupar o lugar de sentinelas, e outros, ainda, levar mensagens. Conquanto haja poucos oficiais, são necessários muitos soldados para formar as linhas e fileiras do exército; todavia o êxito depende da fidelidade de cada soldado. A covardia ou a traição de um só homem pode produzir a derrota do exército inteiro. Obreiros Evangélicos, págs. 84 e 85.
Há fervente trabalho a ser feito por nós individualmente, se quisermos combater o bom combate de fé. Interesses eternos estão em jogo. Temos de cingir a armadura da justiça, precisamos resistir ao diabo, e temos a segura promessa de que ele fugirá de nós. A igreja deve promover firme campanha, fazer conquistas para Cristo, libertar pessoas do poder do inimigo. Deus e os santos anjos estão empenhados nesta luta. Procuremos agradar Aquele que nos alistou como soldados. Testimonies, vol. 5, pág. 395.
22 de janeiro
Pág. 29
Um Cinturão de Verdade
Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade. Efés. 6:14.
Não há absolutamente outra salvaguarda contra o mal senão a verdade. Nenhum homem em cujo coração não habite a verdade, pode ficar firme pelo direito. Só há um poder capaz de nos tornar e manter firmes: é o poder de Deus, comunicado a nós pela graça de Cristo. Carta 20, 1903.
Há na igreja muitos que contam por certo que compreendem aquilo em que crêem, mas que, até surgir uma discussão, ignoram sua fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos de ver quão confusas são suas idéias do que têm aceito como verdade. …
O Senhor chama todos os que crêem em Sua Palavra, para que despertem do sono. Tem vindo uma preciosa luz, apropriada aos nossos dias. É a verdade bíblica, mostrando os perigos que se acham mesmo impendentes sobre nós. Essa luz nos deve levar a um diligente estudo das Escrituras, e a um mais atento exame crítico das posições que mantemos. É vontade de Deus que todos os fundamentos e posições da verdade sejam acurada e perseverantemente investigados, com oração e jejum. Os crentes não devem ficar em suposições e mal definidas idéias do que constitui a verdade. Sua fé deve estar firmemente estabelecida sobre a Palavra de Deus, de maneira que, quando o tempo de prova chegar, e eles forem levados perante os concílios para responder por sua fé, sejam capazes de dar uma razão para a esperança que neles há, com mansidão e temor. …
Os ensinamentos errôneos da teologia corrente têm feito milhares sobre milhares de céticos e infiéis. Há erros e incoerências que muitos denunciam como sendo ensinos da Bíblia, mas que não passam, em realidade, de falsas interpretações da Escritura. … Em vez de criticar a Bíblia, busquemos, por preceito e exemplo, apresentar ao mundo as verdades, sagradas e doadoras de vida, a fim de que possamos anunciar “as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”. I Ped. 2:9. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 312-315.
A verdade permanece firmemente estabelecida na Rocha eterna – um fundamento que a tempestade e a tormenta jamais logram mover. … Não arriemos a bandeira da verdade… para unir à mensagem para estes últimos dias qualquer coisa que tenda a ocultar os aspectos peculiares de nossa fé. Testimonies, vol. 8, pág. 162.
23 de janeiro
Pág. 29
Uma Couraça para Segurança
E vestindo-vos da couraça da justiça. Efés. 6:14.
Devemos pôr cada peça da armadura, e então ficar firmes. O Senhor nos honrou, escolhendo-nos como Seus soldados. Lutemos bravamente por Ele, mantendo o direito em toda transação. … Ponde como couraça essa divinamente protegida justiça que é privilégio de todos usar. Isto protegerá vossa vida espiritual. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.119.
Amplas providências foram tomadas para todos os que sincera, fervorosa e ponderadamente, se dedicam à obra de aperfeiçoar a santidade no temor de Deus. Força, graça e glória foram providas por meio de Cristo, para serem levadas por anjos ministradores aos herdeiros da salvação. Ninguém é tão baixo, tão corrupto e vil, que não possa encontrar em Jesus, que morreu por ele, força, pureza e justiça, se abandonar seus pecados, deixar sua conduta de iniqüidade, e volver-se de todo o coração para o Deus vivo. Ele  está a espera de todos para tirar-lhe a vestimenta manchada e poluída pelo pecado e cobri-los com o branco e resplandecente manto da justiça. Testimonies, vol. 2, pág. 453.
Os verdadeiramente justos, que sinceramente amam e temem a Deus, cobrem-se do manto da justiça de Cristo tanto na prosperidade como na adversidade. Renúncia própria, sacrifício pessoal, benevolência, bondade, amor, paciência, magnanimidade e confiança cristã são os frutos diários produzidos por aqueles que estão verdadeiramente ligados com Deus. Seus atos podem não ser publicados ao mundo, mas eles mesmos estão diariamente lutando contra o mundo e ganhando preciosas vitórias sobre a tentação e o mal. Santificação, pág. 11.
Todos os que se vestiram da justiça de Cristo estarão perante Ele como escolhidos, e fiéis e leais. Satanás não tem poder para arrancá-los da mão do Salvador. Nenhuma alma que em penitência e fé reclame a Sua proteção, permitirá Cristo que passe para o poder do inimigo. Profetas e Reis, pág. 587.
Cada qual terá uma luta intensa para vencer o pecado no próprio coração. Às vezes essa obra é muito penosa e desanimadora; pois ao vermos os nossos defeitos de caráter, pomo-nos a considerá-los, em vez de olhar para Jesus e revestir-nos das vestes da Sua justiça. Todo aquele que entrar na cidade de Deus pelas portas de pérola, fá-lo-á como vencedor, e sua maior conquista terá sido a do próprio eu. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 381.
24 de janeiro
Pág. 30
Sapatos do Evangelho para uma Missão de Paz
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz. Efés. 6:15.
Vivemos em meio de uma epidemia de crime, diante da qual ficam estupefatos os homens pensantes e tementes a Deus em toda parte. … Cada dia traz seu doloroso registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas. Cada dia testifica do aumento da loucura, do assassínio, do suicídio. Quem pode duvidar que instrumentos satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo?
E enquanto o mundo se acha cheio desses males, o evangelho é tantas vezes apresentado de maneira tão indiferente, que não produz senão uma fraca impressão na consciência ou vida das pessoas. Há por toda parte corações clamando por qualquer coisa que não possuem. Anelam um poder que lhes dê domínio sobre o pecado, um poder que os liberte da servidão do mal, que lhes proporcione saúde, vida e paz. A Ciência do Bom Viver, págs. 142 e 143.
O evangelho é uma mensagem de paz. O cristianismo é um sistema religioso que, recebido e obedecido, espalharia paz, harmonia e felicidade por toda a Terra. A religião de Cristo ligará em íntima fraternidade todos os que lhe aceitarem os ensinos. O Grande Conflito, pág. 47.
A paz de Cristo provém da verdade. É harmonia com Deus. O mundo está em inimizade com a lei de Deus; os pecadores acham-se em inimizade com seu Criador; e, em resultado, em inimizade uns com os outros. … Os homens não podem fabricar a paz. Os projetos humanos para purificação e reerguimento dos indivíduos ou da sociedade, deixarão de produzir a paz, visto como não atingem o coração. O único poder capaz de criar ou perpetuar a verdadeira paz, é a graça de Cristo. Quando esta é implantada no coração, expelirá as más paixões que causam luta e dissensão.
A fisionomia dos homens e mulheres que andam e trabalham com Deus, exprime a paz do Céu. São circundados da atmosfera celeste. Para essas pessoas começou o reino de Deus. O Desejado de Todas as Nações, págs. 304, 305 e 312.
O Senhor logo vem. Falai sobre isto, orai sobre isto, crede nisto. Fazei-o parte da vida. … Cingi a armadura cristã, e estai certos de que vossos pés estejam calçados com a “preparação do evangelho da paz”. Efés. 6:15. Testimonies, vol. 7, pág. 237.
25 de janeiro
Pág. 31
Um Estudo Para Defesa
Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Efés. 6:16.
Satanás vigia sua oportunidade de apoderar-se das preciosas graças, quando estamos desapercebidos, e teremos um renhido conflito com as forças das trevas para conservar essas graças ou readquirir uma graça celeste caso, por falta de vigilância, a venhamos a perder. … Porém, … é privilégio dos cristãos alcançar de Deus força para conservar todo precioso dom. A oração fervente e eficaz será considerada no Céu. Quando os servos de Cristo tomam o escudo da fé como sua defesa, e a espada do Espírito para combater, há perigo no acampamento do adversário. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 158 e 159.
Em meio às armadilhas a que estão expostos, todos necessitam defesas fortes e dignas de confiança em que descansar. Muitos neste século corrupto têm tão pouco suprimento da graça de Deus, que em muitos casos sua defesa é derrubada ao primeiro assalto, e ferozes tentações tomam-nos cativos. O abrigo da graça pode manter a todos invencíveis pelas tentações do inimigo, embora rodeados das mais corruptoras influências. Mediante firme, inamovível confiança em Deus, suas virtudes e nobreza de caráter podem brilhar, e, embora rodeados do mal, nenhuma mancha será deixada em sua virtude e integridade. Spiritual Gifts, vol. 3, págs. 145 e 146.
A obra de vencer o mal deve ser feita mediante a fé. Os que entram no campo de batalha acharão que devem cingir toda a armadura de Deus. O escudo da fé será sua defesa, habilitando-os a ser mais que vencedores. Coisa alguma servirá, a não ser isto: fé no Senhor dos exércitos, e obediência às Suas ordens. Vastos exércitos, providos de quaisquer outros recursos, de nada servirão no último grande conflito. Sem fé, um exército de anjos não poderia ser auxílio. Somente a fé viva torná-los-á invencíveis, e os habilitará a estar em pé no dia mau, firmes e imóveis, conservando inalterável até ao fim o princípio de sua confiança. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 182 e 183.
26 de janeiro
Pág. 32
Um Capacete para Proteção
Tomai também o capacete da salvação. Efés. 6:17.
Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e misericórdia, e estudemos Sua maravilhosa obra no grande plano de redenção. Então, nossa percepção da verdade tornar-se-á mais e mais clara, e nosso desejo de pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e mais santo. A alma que descansa na pura atmosfera de santa meditação será transformada pela comunhão com Deus mediante o estudo das Escrituras. Parábolas de Jesus, pág. 60.
A mente precisa ser educada e disciplinada para amar a pureza. Cumpre estimular o amor pelas coisas espirituais; sim, cumpre estimulá-lo, caso queiras crescer na graça e no conhecimento da verdade. … Os bons propósitos são justos, mas não se demonstrarão de nenhum préstimo, a menos que sejam resolutamente executados. Muitos se perderão enquanto esperam e desejam ser cristãos; não fizeram, porém, nenhum esforço sincero; portanto, serão pesados nas balanças e achados em falta. A vontade precisa ser exercida na devida direção: Serei um cristão de todo o coração. Conhecerei o comprimento e a largura, a altura e a profundidade do amor perfeito. Escutai às palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.” Mat. 5:6. São tomadas por Cristo amplas providências para satisfazer a alma que tem fome e sede de justiça. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 243.
Devemos meditar nas Escrituras, pensando sóbria e sinceramente nas coisas que pertencem a nossa salvação eterna. A misericórdia e o amor infinitos de Jesus, o sacrifício feito em nosso favor, pedem a mais séria e solene reflexão. Devemos deter-nos sobre o caráter de nosso Redentor e Intercessor. Cumpre-nos buscar compreender o significado do plano da salvação. Meditar acerca da missão dAquele que veio salvar Seu povo de seus pecados. Mediante a constante contemplação dos temas celestes, nossa fé e amor mais se robustecerão. Nossas orações serão mais e mais aceitáveis a Deus, porque serão mais e mais impregnadas de fé e amor. Serão mais inteligentes e fervorosas. Haverá mais constante confiança em Jesus, e tereis viva experiência diária na boa vontade e poder de Cristo para salvar perfeitamente todos quantos por Ele se chegam a Deus. Review and Herald, 12 de junho de 1888.
27 de janeiro
Pág. 33
Uma Espada para Batalha
E a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Efés. 6:17.
Deus proveu meios abundantes para o êxito na luta contra o mal que há no mundo. A Bíblia é a armadura com que nos podemos equipar para a luta. Nossos lombos devem estar cingidos com a verdade. Nossa couraça deve ser de justiça. Na mão devemos ter o escudo da fé, e na cabeça o capacete da salvação; e com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, devemos abrir caminho por entre as obstruções e embaraços do pecado. Atos dos Apóstolos, pág. 502.
O primeiro Adão caiu; o segundo Se apegou a Deus e Sua Palavra sob as mais difíceis circunstâncias, e Sua fé na bondade, misericórdia e amor de Seu Pai não vacilou por um só momento. “Está escrito”, era Sua arma de resistência, e é a espada do Espírito que todo ser humano deve usar. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.129.
Nestes dias de perigo e corrupção, os jovens acham-se expostos a muitas provas e tentações. Muitos estão a navegar num porto perigoso. Precisam de um piloto; mas desdenham receber o muito necessitado auxílio, julgando que são competentes para dirigir seu barco, e não reconhecendo que ele está prestes a dar num recife oculto, o qual lhes poderá causar o naufrágio da fé e da felicidade. … Muitos têm a disposição de ser impetuosos e obstinados. Não levaram a sério o sábio conselho da Palavra de Deus; não batalharam contra o próprio eu nem obtiveram preciosas vitórias; e sua vontade orgulhosa e inflexível os desviou do caminho do dever e da obediência. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 100.
Grandes coisas se esperam dos filhos e filhas de Deus. Olho aos jovens de hoje, e meu coração anseia por eles. Que possibilidades estão abertas, diante deles! Se buscarem sinceramente aprender de Cristo, Ele lhes dará sabedoria, como a deu a Daniel. … Procurem os jovens apreciar o privilégio que lhes pode caber, de ser dirigidos “pela infalível sabedoria de Deus.” … “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” Sal. 111:10. “Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.” Prov. 3:6.
Procure a juventude apreciar o privilégio que pode ser seu, de ser dirigida pela infalível sabedoria de Deus. Tomem como conselheira a Palavra da verdade, e tornem-se peritos no uso da “espada do espírito”. Satanás é um general sábio; mas o humilde, devotado soldado de Jesus Cristo pode vencê-lo. Review and Herald, 28 de fevereiro de 1888.
28 de janeiro
Pág. 34
O Campo de Batalha
Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efés. 6:12.
O mundo caído é o campo de batalha do maior conflito que o universo celeste e as potências terrestres já presenciaram. Foi designado como teatro da grande luta que se havia de travar entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Toda criatura humana desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode ocupar terreno neutro. Os homens, ou hão de aceitar ou rejeitar o Redentor do mundo. Todos são testemunhas, quer seja a favor, quer contra Cristo. Ele chama os que se acham sob Sua bandeira para que se empenhem com Ele na luta como fiéis soldados, de modo a herdarem a coroa da vida. General Conference Bulletin, vol. 3, n° 2, 1899, pág. 33.
Há diariamente batalhas a ferir. Grande luta vai em andamento em torno de toda pessoa, entre o príncipe das trevas e o Príncipe da vida. … Como instrumentos de Deus tendes de entregar-vos a Ele, de modo que Ele delibere e dirija e batalhe por vós com a vossa cooperação. O Príncipe da vida está à frente de Sua obra. Importa que esteja convosco em vossa luta diária com o próprio eu, para que sejais fiéis aos princípios; para que, ao lutar pela supremacia, a paixão seja subjugada pela graça de Cristo; para que saiais mais que vencedores por aquele que vos amou. Jesus esteve no mesmo terreno. Conhece o poder de toda tentação. Sabe exatamente como enfrentar cada emergência, e como vos guiar através de cada caminho perigoso. Review and Herald, 19 de julho de 1892.
Deus terá um povo zeloso de boas obras, que permanecerá firme entre as corrupções deste século degenerado. Haverá um povo que se apegará tão firmemente à força divina, que estará à prova de toda tentação. As más sugestões dos provocantes cartazes talvez lhes procurem falar aos sentidos e corromper a mente; todavia achar-se-ão tão unidos a Deus e aos anjos, que serão como os que não vêem e não ouvem. Têm a fazer uma obra que ninguém poderá fazer por eles, a qual é combater o bom combate da fé e lançar mão da vida eterna. …
A mocidade possuirá tão firmes princípios, que as mais fortes tentações de Satanás não os afastarão de sua aliança. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 397 e 398.
29 de janeiro
Pág. 35
Lealdade, Uma Obrigação
Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. II Tim. 2:3.
Somos soldados de Cristo; e dos que se alistam em Seu exército espera-se que façam trabalho penoso, trabalho que lhes exija as energias ao máximo. Precisamos compreender que a vida de um soldado é de esforço agressivo, de perseverança e resistência. Por amor de Cristo devemos suportar as provas. Não estamos empenhados em batalhas simuladas. Testimonies, vol. 6, pág. 140.
Decidi, não em vossa própria força, mas na força e graça de Deus, que consagrareis a Ele agora, mesmo agora, cada faculdade e cada habilidade. Seguireis então a Jesus porque Ele habita em vós, e não perguntareis onde, ou que recompensa será concedida. …
Quando morrerdes para o eu, quando vos renderdes a Deus, para fazer o Seu trabalho, para deixar que a luz que vos foi dada brilhe em boas obras, não trabalhareis sozinhos. A graça de Deus está a postos para cooperar com cada esforço para iluminar os ignorantes e os que não sabem que o fim de todas as coisas está às portas. Mas Deus não fará vossa obra. A luz pode brilhar em abundância, mas a graça dada só converterá vossa alma na medida em que ela vos desperte para cooperardes com os agentes divinos. Sois chamados para pôr a armadura cristã e entrar no serviço de Deus como soldados ativos. O poder divino deve cooperar com o esforço humano para quebrar a magia do encantamento mundano que o inimigo lançou sobre as pessoas. Testimonies, vol. 8, págs. 55 e 56.
O Senhor nos honrou escolhendo-nos como Seus soldados. Lutemos bravamente por Ele, mantendo o direito em toda transação. Retidão em todas as coisas é essencial para os embates da vida. Ao insistir-vos na vitória sobre vossas próprias inclinações, pelo Seu Espírito Ele vos ajudará a ser circunspectos em toda ação, a fim de não dardes ao inimigo ocasião de falar mal da verdade. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.119.
Somos soldados de Cristo. Ele é o Capitão da nossa salvação, e nós estamos sob as Suas ordens e regulamentos. Devemos usar a Sua armadura; devemos apenas ser comandados sob a Sua bandeira. … Devemos conservar toda a armadura de Deus, e trabalhar como quem está à vista do universo celestial. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 296 e 297.
30 de janeiro
Pág. 36
Ordens de Marcha
Dize aos filhos de Israel que marchem. Êxo. 14:15.
A história dos filhos de Israel foi escrita para ensino e admoestações de todos os cristãos. Quando os israelitas eram surpreendidos por perigos e dificuldades, e seu caminho parecia impedido, abandonava-os a fé, e murmuravam contra o chefe que Deus lhes designara. … A ordem divina, foi: “Avançai!” Não deviam esperar até que o caminho se aplainasse, e pudessem compreender inteiramente o plano para seu livramento. A causa de Deus é progressiva, e Ele abrirá um caminho diante de Seu povo. …
Tempos há em que a vida cristã parece cercada de perigos, e difícil se afigura o cumprimento do dever. A imaginação pinta ruína pela frente, escravidão e morte por trás. Todavia a voz de Deus fala claramente acima de todos os desânimos: “Avançai!” Cumpre-nos obedecer a esta ordem, seja qual for o resultado, mesmo que nossos olhos não logrem penetrar as trevas, e sintamos frias ondas envolverem-nos os pés. …
Os que julgam ser-lhes impossível submeter-se à vontade de Deus e confiar-Lhe nas promessas até que tudo se aclare e aplaine diante deles, nunca se submeterão, absolutamente. Fé não é certeza de conhecimento; é “o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. Heb. 11:1. Obedecer aos mandamentos de Deus, eis a única maneira de obter-Lhe o favor. “Avançai”, deve ser a divisa do cristão. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 450-452.
Um progresso contínuo em conhecimento e virtude, eis o desígnio de Deus a nosso respeito. Sua lei é o eco de Sua própria voz, a todos fazendo o convite: “Subi mais alto; sede santos, mais santos ainda.” Podemos avançar cada dia na perfeição do caráter cristão. Obreiros Evangélicos, pág. 274.
Pondo a nossa confiança em Deus, devemos avançar constantemente, fazendo o Seu trabalho com abnegação, com humilde confiança nEle, confiando-nos às Suas providências tanto nós mesmos como tudo quanto se relaciona com o nosso presente e futuro, retendo firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim, lembrando que não recebemos as bênçãos do Céu pelos nossos merecimentos, mas pelos méritos de Cristo e nossa aceitação da abundante graça divina pela fé nEle. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 128.
31 de janeiro
Pág. 37
A Vitória
Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. I Cor. 15:57.
Vitórias não são ganhas por cerimônias ou aparatos, mas pela absoluta obediência ao mais alto General, o Senhor Deus do Céu. Aquele que confia neste Líder jamais conhecerá derrota. Testimonies, vol. 6, pág. 140.
Na maior parte dos problemas da vida, com os seus corrosivos cuidados diários, suas dores de cabeça, sua irritação, são o resultado de um temperamento incontrolado. … O governo do eu é o melhor governo do mundo. Com o pôr o ornamento de um espírito manso e quieto, noventa e nove por cento dos problemas que tão terrivelmente amargam a vida seriam evitados. … O homem natural precisa morrer, e o novo homem, Jesus Cristo, deve tomar posse da alma, de modo que o seguidor de Jesus possa dizer em verdade: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” Gál. 2:20.
O eu é difícil de ser dominado. A depravação humana em diferentes formas não é facilmente levada em sujeição ao Espírito de Cristo. Mas todos devem ser impressionados com o fato de que a menos que esta vitória seja ganha por meio de Cristo, não há esperança para eles. A vitória pode ser alcançada, pois nada é impossível com Deus. Pela assistência de Sua graça, todo temperamento mau, toda depravação humana, podem ser vencidos. … Podeis ser vencedores se quiserdes, em nome de Cristo, assumir a tarefa decididamente. Testimonies, vol. 4, págs. 348 e 349.
As tentações de Satanás são maiores agora do que nunca, pois ele sabe que o seu tempo é curto, e que muito breve todos os casos estarão decididos, ou para a vida ou para a morte. Não é tempo de nos deixarmos vencer pelo desânimo nem de sucumbir sob as provações; devemos sobrepor-nos a todas as nossas aflições, e confiar inteiramente no todo-poderoso Deus de Jacó. … Sua graça é suficiente em todas as nossas provações; e conquanto sejam maiores do que nunca antes, podemos todavia vencer toda tentação, se retivermos absoluta confiança em Deus, e pela Sua graça sairemos vitoriosos. …
Quando nos assaltarem tentações e provações, vamos a Deus, e com verdadeira agonia de alma oremos a Ele. Não nos despedirá Ele vazios, mas nos dará graça e força para vencer e quebrar o poder do inimigo. Primeiros Escritos, pág. 46.

 

 

 

 

 

Publicado em 01 - Janeiro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2016 | Marcado com , , , , , | 5 Comentários

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 4 – Conflito e crise: os juízes – 1º trimestre, 16 a 23 de janeiro de 2016

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira clique aqui.

Para a Meditação Matinal de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações Matinais de Ellen White, clique aqui.

Ignore os anúncios abaixo.

Publicado em Comentário da Lição, Ligado na Videira | Marcado com , , , , , | 4 Comentários