Meditação Matinal – maio de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

1º de maio – Pág. 127 – Demasiados Soldados
Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para Eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra Mim, dizendo: A minha própria mão me livrou. Juízes 7:2.
Estabelecera-se como lei de Israel que, antes de irem à guerra, se fizesse a seguinte proclamação em todo o exército: “Qual é o homem que edificou casa nova e ainda a não consagrou? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro a consagre. E qual é o homem que plantou uma vinha e ainda não logrou fruto dela? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro o logre. E qual é o homem que está desposado com alguma mulher e ainda a não recebeu? vá, e torne-se à sua casa, para que porventura não morra na peleja e algum outro homem a receba.” E os oficiais deviam falar ainda ao povo, dizendo: “Qual é o homem medroso, e de coração tímido? vá, e torne-se à sua casa, para que o coração de seus irmãos se não derreta como o seu coração.” Deuteronômio 20:5-8.
Pelo fato de seu exército ser tão pequeno em comparação com o do inimigo, Gideão se abstivera de fazer a proclamação usual. Ficou surpreso com a declaração de que seu exército era por demais grande. Mas o Senhor via o orgulho e a incredulidade que existiam no coração de Seu povo. Despertos pelos apelos estimulantes de Gideão, alistaram-se com prontidão; mas muitos ficaram cheios de medo quando viram as multidões dos midianitas. Entretanto, caso houvesse Israel triunfado, esses mesmos teriam tomado a glória para si próprios, em vez de atribuírem a vitória a Deus.
Gideão obedeceu à determinação do Senhor, e com coração pesaroso viu vinte e dois mil, ou mais de dois terços de sua força total, partirem para casa. Patriarcas e Profetas, págs. 548 e 549.
O Senhor está disposto a fazer grandes coisas por nós. Não alcançaremos a vitória por meio dos membros, mas pela completa entrega da vida a Jesus. Devemos avançar em Sua força, confiando no poderoso Deus de Israel. Há para nós uma lição na história do exército de Gideão. … O Senhor está agora igualmente disposto a trabalhar mediante os esforços humanos, e a realizar grandes coisas mediante fracos instrumentos. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.
2 de maio – Pág. 128 – Ainda Demasiados
Disse mais o Senhor a Gideão: Ainda há povo demais; faze-os descer às águas, e ali tos provarei; aquele de quem Eu te disser: este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele de quem Eu te disser: este não irá contigo, esse não irá. Juízes 7:4.
O povo foi levado ao lado da água, na expectativa de fazer um avanço imediato ao inimigo. Alguns apressadamente tomaram um pouco de água na mão e a beberam enquanto andavam; mas quase todos se curvaram sobre os joelhos e comodamente beberam da superfície da corrente. Os que tomaram água com as mãos foram apenas trezentos dentre os dez mil; todavia estes foram escolhidos; a todo o resto foi permitido voltar para casa.
O caráter muitas vezes é provado pelo meio mais simples. Aqueles que em tempo de perigo estavam preocupados com suprir suas necessidades, não eram os homens em quem se poderia confiar em uma emergência. O Senhor não tem lugar em Sua obra para os indolentes e condescendentes consigo mesmos. Os homens de Sua escolha foram os poucos que não permitiram que suas necessidades os detivessem no desempenho do dever. Os trezentos homens escolhidos não somente possuíam coragem e domínio próprio, mas eram homens de fé. Não se haviam contaminado com a idolatria. Deus os poderia dirigir, e por meio deles operar o livramento para Israel. O êxito não depende do número. Deus pode livrar tanto com poucos como com muitos. Ele é honrado nem tanto pelo grande número como pelo caráter daqueles que O servem. Patriarcas e Profetas, págs. 549 e 550.
Todos os que desejarem ser soldados da cruz de Cristo devem cingir a armadura e preparar-se para o conflito. Não se devem intimidar por ameaças, nem deixar-se apavorar com o perigo. Devem ser cautelosos nos perigos, embora firmes e bravos no enfrentar o inimigo e no travar a batalha por Deus. A consagração dos seguidores de Cristo deve ser completa. Pai, mãe, esposa, filhos, casas, terras, tudo, deve ser considerado secundário em relação ao trabalho e à causa de Deus. Devem estar dispostos a conduzir-se com paciência, alegria e prazer, onde quer que na providência de Deus forem chamados para sofrer. Sua final recompensa será partilhar com Cristo o trono de glória imortal. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.
3 de maio – Pág. 129 – Seduzido ao Erro
Fez Gideão uma estola sacerdotal; … a estola veio a ser um laço a Gideão e à sua casa. Juízes 8:27.
O povo de Israel, em gratidão pelo seu livramento dos midianitas, propôs a Gideão que ele se tornasse seu rei, e que o trono se confirmasse aos seus descendentes. Essa proposta estava em direta violação dos princípios da teocracia. Deus era o rei de Israel, e para este a colocação de um homem no trono seria a rejeição de seu Soberano divino. Gideão reconheceu este fato; sua resposta mostra quão verdadeiros e nobres eram os seus intuitos. “Sobre vós eu não dominarei”, declarou ele, “nem tão pouco meu filho sobre vós dominará; o Senhor sobre vós dominará.”
Mas Gideão caiu em outro erro, que acarretou desgraça à sua casa e a todo o Israel. O perigo de inatividade que se segue a uma grande luta acha-se muitas vezes repleto de maiores perigos do que o tempo de conflito. A este perigo estava Gideão agora exposto. Um espírito de inquietação o possuiu. Até ali se contentara com realizar o que Deus lhe determinava; mas agora, em vez de esperar guia divina, começou a fazer planos por si mesmo. Havendo os exércitos do Senhor ganho uma assinalada vitória, Satanás redobrara seus esforços para transtornar a obra de Deus. …
Porque lhe houvesse sido mandado oferecer sacrifício sobre a pedra onde o anjo lhe aparecera, concluiu Gideão que ele fora designado para oficiar como sacerdote. Sem esperar a aprovação divina, decidiu-se a arranjar um lugar conveniente, e instituir um sistema de culto semelhante àquele que se levava a efeito no tabernáculo. Com o forte sentimento popular a seu favor, não encontrou dificuldade ao executar seus planos. Patriarcas e Profetas, págs. 555 e 556.
Os que estão colocados nas posições mais elevadas podem-se extraviar, especialmente se sentirem que não há perigo. O mais sábio erra; o mais forte torna-se cansado. … É um solene pensamento que a remoção de uma salvaguarda da consciência, a falha no cumprimento de uma boa resolução, a formação de um hábito errôneo, podem resultar não apenas em nossa própria ruína, mas também na ruína daqueles que puseram em nós sua confiança. Nossa única segurança é seguir aonde os passos do Mestre nos levar, confiar implicitamente na proteção dAquele que diz: “Segue-Me.” SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.004 e 1.005.
4 de maio – Pág. 130 – Antes de a Criança Nascer
… E nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer. Juízes 13:8.
O próprio Deus apareceu à esposa de Manoá e lhe disse que ela teria um filho, e que este seria um grande homem e libertaria a Israel. Deu-lhe então instruções especiais quanto ao seu regime alimentar. … Consideremos isso como instruções dadas a cada mãe no mundo. Se quereis que vosso filho tenha mente bem equilibrada, necessitais equilibrar-vos a vós mesmas. Conservai saudáveis vosso próprio coração e afeições, a fim de poderdes comunicar a vossa descendência mente e corpo saudáveis. Manuscrito 18, 1887.Toda mãe pode compreender seu dever. Pode ela saber que o caráter de seus filhos dependerá muito mais dos hábitos dela antes de nascerem, e dos seus esforços pessoais após seu nascimento, do que de vantagens ou desvantagens externas. … A mãe que é hábil professora de seus filhos deve, antes de seu nascimento, formar hábitos de abnegação e domínio próprio; pois transmite-lhes suas próprias qualidades, seus próprios traços de caráter, fortes ou fracos. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, págs. 218 e 219.
Conselheiros imprudentes insistirão com a mãe quanto à necessidade de satisfazer todo o desejo e inclinação; mas tal ensino é falso e pernicioso. A mãe é colocada por ordem do próprio Deus sob a obrigação mais solene de exercer o domínio de si mesma. E os pais, bem como as mães, acham-se incluídos nesta responsabilidade. Pai e mãe transmitem aos filhos suas características, mentais e físicas, e suas disposições e apetites. Patriarcas e Profetas, pág. 561.
Muitos fazem da temperança assunto de pilhérias. Pretendem que o Senhor não Se interessa com tão insignificantes questões como o que comemos e bebemos. Não tivesse o Senhor cuidado por essas coisas, porém, não Se haveria manifestado à mulher de Manoá, dando-lhe instruções definidas, e recomendando-lhe duas vezes que se guardasse de não as seguir. Temperança, págs. 233 e 234.
O efeito das influências pré-natais é olhado por muitos pais como coisa de somenos importância; o Céu, porém, não o considera assim. … Nas palavras dirigidas à mãe hebreia, Deus fala a todas as mães de todas as épocas. A Ciência do Bom Viver, pág. 372.
5 de maio – Pág. 131 – Compromisso
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? II Coríntios 6:14.
Achando-se a cidade de Zorá próxima do território dos filisteus, Sansão veio a travar relações amistosas com eles. Assim, em sua mocidade surgiram camaradagens cuja influência lhe obscureceu toda a vida. Uma jovem que habitava na cidade filisteia de Timnate, conquistou as afeições de Sansão, e ele decidiu fazer dela sua esposa. A seus pais tementes a Deus, que se esforçavam por dissuadi-lo de seu propósito, sua única resposta era: “Ela agrada aos meus olhos.” Juízes 14:3. Os pais finalmente cederam aos seus desejos, e realizou-se o casamento.
Exatamente quando entrava para a varonilidade, época em que deveria executar sua missão divina – tempo este em que mais do que em todos os outros deveria ser fiel a Deus – ligou-se Sansão aos inimigos de Israel. Não procurou saber se poderia melhor glorificar a Deus estando unido ao objeto de sua escolha, ou se se encontrava a colocar-se em posição em que não poderia cumprir o propósito a ser realizado pela sua vida. A todos os que em primeiro lugar procuram honrá-Lo, Deus prometeu sabedoria; mas não há promessa àqueles que se inclinam a agradar a si mesmos. …
O cristianismo deve ter influência dominante na relação matrimonial; mas dá-se muitas vezes o caso de que os motivos que determinam esta união não se coadunam com os princípios cristãos. Satanás procura constantemente fortalecer o seu poder sobre o povo de Deus, induzindo-os a entrar em aliança com seus súditos; e a fim de realizar isto ele se esforça por despertar paixões impuras no coração. …
Em sua festa nupcial foi levado Sansão à associação familiar com os que odiavam ao Deus de Israel. Quem quer que voluntariamente entre para uma relação tal, sentirá a necessidade de se conformar até certo ponto com os hábitos e costumes de seus companheiros. O tempo assim despendido é mais que desperdiçado. Entretêm-se pensamentos e falam-se palavras que tendem a derribar as fortalezas dos princípios e enfraquecer a cidadela da alma. Patriarcas e Profetas, págs. 562 e 563.
6 de maio – Pág. 132 – Gigante Covarde
Ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. Juízes 13:5.
A promessa de Deus de que por meio de Sansão começaria a “livrar a Israel da mão dos filisteus” (Juízes 13:5), foi cumprida; mas quão tenebroso e terrível é o relato daquela vida que poderia ter sido um louvor a Deus e uma glória para a nação! Se Sansão tivesse sido fiel à vocação divina, ter-se-ia cumprido o propósito de Deus em sua honra e exaltação. Mas ele rendeu-se à tentação, e mostrou-se infiel à sua incumbência; e sua missão cumpriu-se com a derrota, escravidão e morte.
Fisicamente falando, Sansão foi o homem mais forte da Terra; mas no domínio de si mesmo, na integridade e firmeza, foi um dos mais fracos. Muitos tomam erradamente as paixões fortes como caráter forte; mas a verdade é que aquele que é dominado por suas paixões é homem fraco. A verdadeira grandeza do homem é medida pela força dos sentimentos que ele domina, e não pelos sentimentos que o dominam.
O cuidado providencial de Deus estivera com Sansão, a fim de que ele pudesse estar preparado para realizar a obra que fora chamado a fazer. Mesmo no princípio da vida esteve cercado de condições favoráveis para a força física, vigor intelectual e pureza moral. Mas, sob a influência de companheiros ímpios, deixou aquele apego a Deus que é a única salvaguarda do homem, e foi arrastado pela onda do mal. Aqueles que no caminho do dever são levados à prova podem estar certos de que Deus os guardará; mas, se os homens voluntariamente se colocam sob o poder da tentação, cairão mais cedo ou mais tarde.
Justamente aqueles que Deus Se propõe usar como Seus instrumentos para uma obra especial, Satanás, empregando seu máximo poder procura transviar. Ele nos ataca em nossos pontos fracos, procurando, pelos defeitos do caráter, obter domínio sobre o homem todo; e sabe que, se tais defeitos são acalentados, terá bom êxito. Mas ninguém precisa ser vencido. O homem não é deixado só a vencer o poder do mal pelos seus fracos esforços. O auxílio está às mãos, e será dado a toda alma que realmente o desejar. Patriarcas e Profetas, págs. 567 e 568.
7 de maio – Pág. 133 – Qual o Segredo?
Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força. Juízes 16:6.
Os israelitas o tornaram juiz, e governou Israel durante vinte anos. Mas um passo errado prepara o caminho para outro. … Continuou à procura daqueles prazeres sensuais que o estavam atraindo à ruína. Ele “se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque” (Juízes 16:4), não longe de seu próprio lugar de origem. O nome dela era Dalila – “a consumidora”. … Os filisteus observavam vigilantemente os movimentos de seu inimigo; e, quando este se degradou pela sua nova aliança, resolveram por meio de Dalila efetuar sua ruína.
Uma delegação composta de um dos principais homens de cada província filisteia, foi enviada ao vale de Soreque. Não ousavam tentar prendê-lo, enquanto estivesse de posse de sua grande força, antes era seu propósito saber, sendo possível, o segredo de seu poder. Subornaram, portanto, a Dalila, para o descobrir e revelar.
Importunando a traidora a Sansão com suas perguntas, ele a enganou declarando que a fraqueza de outros homens lhe sobreviria se fossem experimentados certos processos. Quando ela punha aquilo à prova, descobria-se o engano. Então ela o acusou de falsidade, dizendo: “Como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração?” … Juízes 16:15. Três vezes Sansão teve a prova mais clara de que os filisteus se haviam coligado com aquela que o encantava, a fim de o destruir; mas, quando fracassava o propósito dela, tratava o caso como simples gracejo, e bania cegamente os seus receios. Patriarcas e Profetas, págs. 564-566.
Na companhia desta feiticeira, o juiz de Israel desperdiçou horas preciosas que deviam ter sido conscienciosamente devotadas ao bem-estar de seu povo. Mas as paixões cegas que fazem até do mais forte um fraco ganharam o controle da razão e da consciência. …
Parecia quase inacreditável a vaidade do juiz de Israel, Sansão. Inicialmente ele não foi tão loucamente enredado a ponto de revelar o seu segredo; mas ele havia andado deliberadamente no caminho do traidor, e suas malhas estavam cada vez mais perto de prendê-lo. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
8 de maio – Pág. 134 – Este é o Segredo
Porque ele não sabia que já o Senhor Se tinha retirado dele. Juízes 16:20.
Dia após dia Dalila insistia com ele, até que “sua alma se angustiou até à morte”; contudo um poder sutil o conservava ao lado dela. Vencido finalmente, Sansão deu a conhecer o segredo: “Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria, e seria como todos os mais homens.” Despachou-se imediatamente um mensageiro aos chefes dentre os filisteus, insistindo que viessem a ela, sem demora. Enquanto dormia o guerreiro, cortaram-lhe as pesadas porções de cabelo. Então, conforme fizera três vezes antes, ela chamou: “Os filisteus vêm sobre ti, Sansão.” Despertando subitamente, pensou em exercer sua força como antes, e destruí-los; mas os braços impotentes recusaram-se a cumprir a sua ordem, e soube que “o Senhor Se tinha retirado dele”. Juízes 16:16, 17 e 20. Depois de ter sido rapado, Dalila começou a molestá-lo e a causar-lhe dor, pondo assim à prova a sua força; pois os filisteus não ousavam aproximar-se dele antes que estivessem completamente convencidos de que seu poder desaparecera. Então o agarraram, e havendo-lhe arrancado os olhos, levaram-no a Gaza. Ali foi preso com correntes  e obrigado a trabalhos pesados.
Que mudança para aquele que fora juiz e campeão de Israel – agora fraco, cego, preso, rebaixado ao trabalho mais servil! Pouco a pouco, tinha violado as condições de sua vocação sagrada. Deus tinha tido muita paciência com ele; mas, quando se entregara tanto ao poder do pecado que traiu o seu segredo, o Senhor Se afastou dele. Não havia virtude alguma em seu longo cabelo, mas este era sinal de fidelidade para com Deus; e, quando sacrificou este símbolo na satisfação da paixão, perdeu também as bênçãos de que ele era um sinal. Patriarcas e Profetas, pág. 566.
Tivesse a cabeça de Sansão sido raspada sem comprometimento de sua parte e sua força teria permanecido. Mas sua conduta havia mostrado desprezo pelo favor e autoridade de Deus tanto quanto se ele tivesse em desprezo por si mesmo cortado seus cabelos. Assim Deus deixou que ele suportasse os resultados de sua própria insensatez. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
9 de maio – Pág. 135 – Colheita Certa
Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Provérbios 1:10.
Sansão tivera em seu perigo a mesma fonte de força que tivera José. Ele podia escolher o certo ou o errado, como desejasse. Mas em vez de se apegar à força de Deus, ele permitiu que as paixões selvagens de sua natureza tivessem pleno curso. O poder de raciocinar fora pervertido, corrompida a moral. Deus havia chamado Sansão para uma posição de grande responsabilidade, honra e prestatividade; mas ele precisava primeiro aprender a governar mediante o aprender a obedecer às leis de Deus. José fora um agente moral livre. O bem e o mal estavam perante ele. Ele podia escolher o caminho da pureza, da santidade e da honra, ou o da imoralidade e degradação. Ele escolheu o caminho certo, e Deus o aprovou. Sansão, sob tentações semelhantes, que ele próprio atraíra a si, deu rédea solta à paixão. O caminho em que entrou terminou em vergonha, desastre e morte. Que contraste com a história de José! SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.007.
Em Sua Palavra o Senhor deu claras instruções ao Seu povo para que não se unisse com os que não têm perante si o temor de Deus. Tais companhias raramente se sentirão satisfeitas com o amor e o respeito que são qualidades do povo de Deus. Procurarão constantemente obter do marido ou da esposa temente a Deus algum favor que envolverá desrespeito para com as normas divinas. Para um homem piedoso, e para a igreja a que ele está ligado, uma esposa mundana ou um amigo mundano é como um espia no campo, que procurará toda oportunidade de trair o servo de Cristo e expô-lo aos ataques do inimigo. …
A história de Sansão encerra uma lição para todos os que ainda não têm o caráter formado, que ainda não entraram no estágio da vida ativa. A juventude que vai para as escolas e os colégios encontrará ali toda espécie de pessoas. Se desejarem passatempo e folguedos, se procurarem afastar o que é bom e unir-se ao que é mau, encontrarão oportunidade. O pecado e a justiça estão diante deles, e podem escolher por conta própria. Mas lembrem-se de que “tudo que o homem semear, isso também ceifará.” SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.006 e 1.007.
10 de maio – Pág. 136 – Deus Se Lembrou
Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová, peço-Te que Te lembres de mim. Juízes 16:28.
No sofrimento e humilhação, como joguete dos filisteus, Sansão aprendeu mais acerca de sua fraqueza do que jamais soubera antes; e as aflições o levaram ao arrependimento. Crescendo-lhe o cabelo, a força lhe voltava gradualmente; seus inimigos, porém, considerando-o um prisioneiro algemado e indefeso, não tinham apreensões.
Os filisteus atribuíram a vitória aos seus deuses; e, exultantes, desafiaram ao Deus de Israel. Foi marcada uma festa em honra a Dagom, o deus-peixe, “protetor do mar”. Das cidades e dos campos, por toda a planície dos filisteus, o povo e seus grandes se congregaram. Multidões de adoradores enchiam o vasto templo e as galerias próximas do teto. Era uma cena de festa e regozijo. Havia a pompa do serviço sacrifical, seguido de música e banquetes. Então, como o máximo troféu do poder de Dagom, foi trazido Sansão. Aclamações de triunfo saudaram o seu aparecimento. O povo e os príncipes zombaram de seu estado miserável, e adoraram o deus que subvertera o “destruidor de seu país”. Depois de algum tempo, Sansão, como se estivesse cansado, pediu permissão para recostar-se de encontro às duas colunas centrais em que se apoiava o teto do templo. Proferiu então silenciosamente a oração: “Senhor Jeová, peço-Te que Te lembres de mim, e esforça-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus.” Com estas palavras, cingiu com os poderosos braços as colunas; e clamando: “Morra eu com os filisteus”, curvou-se e o teto caiu, destruindo em um só fragor toda aquela vasta multidão. “E foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.”
O ídolo e seus adoradores, sacerdotes e camponeses, guerreiros e nobres, foram juntamente sepultados sob as ruínas do templo de Dagom. E entre eles estava o corpo gigantesco daquele que Deus escolhera para ser o libertador de Seu povo. Patriarcas e Profetas, págs. 566 e 567.
A contenda, em vez de ser entre Sansão e os filisteus, era agora, entre Jeová e Dagom, e assim o Senhor foi movido a estabelecer Seu poder e suprema autoridade. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.007 e 1.008.
11 de maio – Pág. 137 – Ela Cumpriu a Promessa
Ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida. I Samuel 1:11.
Elcana, levita do Monte Efraim, era homem de riqueza e influência, e um dos que amavam e temiam ao Senhor. Sua esposa, Ana, era mulher de piedade fervorosa. Meiga e humilde, distinguia-se o seu caráter por um grande ardor e fé elevada.
A bênção tão ansiosamente buscada por todo hebreu era negada a este bom casal; seu lar não se alegrava com vozes infantis; e o desejo de perpetuar seu nome levou o esposo – assim como já havia levado muitos outros – a contrair um segundo casamento. Mas este passo, motivado pela falta de fé em Deus, não trouxe felicidade. Filhos e filhas foram acrescentados à casa; mas a alegria e beleza da sagrada instituição de Deus foram mareadas, e interrompera-se a paz da família. Penina, a nova esposa, era ciumenta e dotada de espírito estreito, e conduzia-se com orgulho e insolência. Para Ana, parecia a esperança estar destruída, e ser a vida um fardo pesado; enfrentou, todavia, a prova com resignada mansidão. …
Ana não proferiu censura alguma. O fardo que ela não podia repartir com amigo algum terrestre, lançou-o sobre Deus. Ansiosamente rogou que lhe tirasse a ignomínia, e lhe concedesse o precioso dom de um filho para o criar e educar para Ele. E fez um voto solene de que, se seu pedido fosse satisfeito, dedicaria o filho a Deus, mesmo desde o seu nascimento. …
A oração de Ana foi atendida; recebeu a dádiva que tão fervorosamente havia rogado. Olhando para o filho, chamou-o Samuel – “pedido a Deus”. I Samuel 1:8, 10, 14-16 e 20. Patriarcas e Profetas, págs. 569 e 570.
Tão logo o pequenino teve idade bastante para ser separado de sua mãe, ela cumpriu o seu solene voto. Ela amava o filho com toda a devoção de um coração maternal; dia a dia suas afeições se entrelaçavam mais intimamente com ele ao ver o desenvolvimento de suas faculdades, e ao ouvir o seu tagarelar infantil; era seu único filho, dom especial do Céu; mas ela o havia recebido como um tesouro consagrado a Deus, e não recuaria de devolver-Lhe o que era do Senhor. A fé fortaleceu o coração da mãe, e ela não se deixou vencer aos apelos da afeição natural. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.008.
12 de maio – Pág. 138 – Propriedade de Deus
Ao Senhor eu o entreguei. I Samuel 1:28.
De Silo, Ana voltou silenciosamente para o seu lar em Ramá, deixando o menino Samuel para ser educado para o serviço da casa de Deus, sob a instrução do sumo sacerdote. Desde o primeiro despontar da inteligência do filho ela lhe ensinara a amar e reverenciar a Deus, e a considerar-se como sendo do Senhor. Por meio de todas as coisas conhecidas que o cercavam, procurou ela elevar seus pensamentos ao Criador. Depois de separada de seu filho, a solicitude da fiel mãe não cessou. Cada dia ele era objeto de suas orações. Cada ano ela lhe fazia, com suas próprias mãos, uma túnica para o serviço; e, subindo com o esposo para adorar em Silo, dava ao menino esta lembrança de seu amor. Cada fibra da pequena veste era tecida com uma oração para que ele fosse puro, nobre e verdadeiro. Não pedia para o filho grandezas mundanas, mas rogava fervorosamente que ele pudesse alcançar aquela grandeza a que o Céu dá valor – que honrasse a Deus e abençoasse a seus semelhantes.
Que recompensa teve Ana! e que estímulo para a fidelidade é o seu exemplo! Há oportunidades de inestimável valor, interesses infinitamente preciosos, confiados a toda mãe. A humilde rotina dos deveres que as mulheres têm considerado como uma fastidiosa tarefa, deve ser encarada como obra grandiosa e nobre. É privilégio da mãe abençoar o mundo pela sua influência, e fazendo isto trará alegria a seu próprio coração. Ela pode fazer retas veredas para os pés de seus filhos, através de claridade e sombra, em direção às alturas gloriosas do Céu. Mas, unicamente quando procura em sua vida seguir os ensinos de Cristo, é que a mãe pode esperar formar o caráter de seus filhos segundo o modelo divino. O mundo está repleto de influências corruptoras. A moda e os costumes exercem forte poder sobre os jovens. Se a mãe falta em seu dever de instruir, guiar e restringir, os filhos naturalmente aceitarão o mal, e se desviarão do bem. Que toda mãe vá muitas vezes ao seu Salvador com a oração: “Ensina-nos o que faremos pela criança.” Atenda ela à instrução que Deus dá em Sua Palavra, e ser-lhe-á dada sabedoria conforme a necessitar. Patriarcas e Profetas, págs. 572 e 573.
13 de maio – Pág. 139 – Tal Pai, Tal Filho
Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Provérbios 6:20.
O que são os pais, em grande parte, hão de ser os filhos. As condições físicas dos pais, suas disposições e apetites, suas tendências morais e mentais são, em maior ou menor grau, reproduzidas em seus filhos.
Quanto mais nobres os objetivos, mais elevados os dotes mentais e espirituais, e mais desenvolvidas as faculdades físicas dos pais, mais bem aparelhados para a vida se encontrarão os filhos. Cultivando a parte melhor de si mesmos, os pais exercem influência no moldar a sociedade e erguer as gerações futuras.
Os pais precisam compreender sua responsabilidade. O mundo está cheio de laços para os pés da juventude. … Não podem discernir os perigos ocultos, ou o terrível fim da senda que se lhes afigura o caminho da felicidade. …
Mesmo antes do nascimento da criança, deve começar o preparo que a habilitará a combater com êxito na luta contra o mal.
A responsabilidade repousa especialmente sobre a mãe. Ela, de cujo sangue a criança se nutre e se forma fisicamente, comunica-lhe também influências mentais e espirituais que tendem a formar-lhe a mente e o caráter. …
Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel. A Ciência do Bom Viver, págs. 371 e 372.
Oxalá cada mãe compreendesse quão grandes são seus deveres e responsabilidades, e quão grande também a recompensa de sua fidelidade. A diária influência da mãe sobre os filhos está-os preparando para a vida eterna ou a eterna morte. Ela exerce no lar um poder mais decisivo do que o pastor no púlpito, ou mesmo do que o rei em seu trono. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.008 e 1.009.
14 de maio – Pág. 140 – Exemplo Perigoso
Não ouviram a voz de seu pai. I Samuel 2:25.
Eli era sacerdote e juiz em Israel. Ocupava as posições mais elevadas e de maior responsabilidade que havia entre o povo de Deus. Como homem divinamente escolhido para os sagrados deveres do sacerdócio, e posto no país como a autoridade judiciária mais elevada, era ele olhado como um exemplo, e exercia grande influência sobre as tribos de Israel. Mas, embora tivesse sido designado para governar o povo, não governava a sua própria casa. Eli era um pai transigente. Amando a paz e a comodidade, não exercia a sua autoridade para corrigir os maus hábitos e paixões de seus filhos. Em vez de contender com eles ou castigá-los, submetia-se à sua vontade e os deixava seguir seu próprio caminho. Em vez de considerar a educação de seus filhos como uma das mais importantes de suas responsabilidades, tratou desta questão como se fosse de pequena relevância. O sacerdote e juiz de Israel não foi deixado em trevas quanto ao dever de restringir e governar os filhos que Deus dera aos seus cuidados. Mas Eli recuou deste dever, porque o mesmo implicava contrariar a vontade de seus filhos, e tornaria necessário puni-los e repudiá-los. …
A maldição da transgressão foi visível nas corrupções e males que assinalaram a conduta de seus filhos. Estes não tinham a devida apreciação do caráter de Deus nem da santidade de Sua lei. Para eles o Seu serviço era uma coisa comum. Desde a infância se haviam acostumado ao santuário e aos seus serviços; mas em vez de se tornarem mais reverentes perderam toda a intuição da santidade e significação do mesmo. O pai não lhes corrigira a falta de reverência para com a sua autoridade; não impedira ao desrespeito deles pelos serviços solenes do santuário; e, quando chegaram à maioridade, estavam cheios dos frutos mortíferos do ceticismo e da rebelião. …
Não há maior desgraça para os lares do que permitir que os jovens sigam o seu próprio caminho. Quando os pais tomam em consideração todo desejo dos filhos, e com estes condescendem no que sabem não ser para o seu bem, os filhos logo perdem todo o respeito para com os pais, toda a consideração pela autoridade de Deus e do homem e são levados cativos à vontade de Satanás. Patriarcas e Profetas, págs. 575, 576 e 579.
15 de maio – Pág. 141 – Faltou Disciplina
Julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. I Samuel 3:13.
Eli era um homem bom, puro quanto à moral; mas era demasiado indulgente. Ele incorreu no desagrado de Deus porque não fortaleceu os pontos fracos do seu caráter. Não queria ferir os sentimentos de ninguém, e não teve a coragem moral necessária para repreender e reprovar os pecados. Amava a pureza e a justiça, mas faltava-lhe força moral suficiente para suprimir o mal. Ele amava a paz e a harmonia, e tornou-se cada vez mais insensível quanto à impureza e ao crime.
Eli era gentil, amável e bondoso, e tinha verdadeiro interesse no serviço de Deus e na prosperidade de Sua causa. Era um homem que tinha poder na oração. Jamais se levantou em rebelião contra as palavras de Deus. Mas era um homem carente; não tinha o caráter necessário para reprovar o pecado e executar a justiça contra o pecador ao ponto em que Deus pudesse depender dele para conservar puro a Israel. Eli não acrescentou a sua fé a coragem e o poder para dizer Não no momento certo e no lugar certo. Testimonies, vol. 4, págs. 516 e 517.
Eli estava familiarizado com a vontade divina. Sabia que espécie de caracteres Deus podia aceitar, e o que Ele condenaria. Entretanto permitiu que seus filhos crescessem com paixões incontroladas, apetite pervertido e moral corrupta.
Eli instruiu os filhos na lei de Deus, e deu-lhes bom exemplo em sua própria vida; mas isto não era todo o dever cumprido. Deus requeria dele, como pai e como sacerdote, que impedisse a vontade pervertida dos filhos. Isso ele deixou de fazer. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.009.
Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever. Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos. Patriarcas e Profetas, pág. 578.
16 de maio – Pág. 142 – Julgamento Adiado
Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. I Samuel 3:12.
Eli tinha errado grandemente em permitir que seus filhos ministrassem no ofício santo. Desculpando a sua conduta, sob um pretexto ou outro, tornou-se cego aos seus pecados; mas chegaram afinal a um ponto em que não mais ele podia cerrar os olhos aos crimes dos filhos. O povo se queixava das suas ações violentas, e o sumo sacerdote ficou pesaroso e angustiado. Não ousou permanecer em silêncio por mais tempo. Mas seus filhos haviam crescido sem a ideia de consideração para com qualquer pessoa a não ser para consigo mesmos; e agora não se preocupavam com quem quer que fosse. Viam a mágoa do pai, mas seus duros corações não se comoviam. Ouviam-lhe as brandas admoestações, mas não se impressionavam, tampouco modificavam sua má conduta, embora advertidos das consequências de seu pecado. Se Eli houvesse tratado com justiça seus ímpios filhos, teriam sido rejeitados do ofício sacerdotal, e punidos de morte. …
Ano após ano o Senhor retardava os Seus ameaçados juízos. Muito se poderia ter feito naqueles anos para remir as faltas do passado; mas o idoso sacerdote não adotou medidas eficazes para corrigir os males que estavam a poluir o santuário do Senhor, e levando em Israel milhares à ruína. A paciência de Deus deu lugar a que Hofni e Finéias endurecessem o coração, e se tornassem ainda mais audazes na transgressão. As mensagens de advertência e reprovação à sua casa foram por Eli dadas a conhecer à nação toda. Por este meio ele esperava até certo ponto contrariar a má influência de sua passada negligência. Mas as advertências foram desatendidas pelo povo, assim como haviam sido pelos sacerdotes. Patriarcas e Profetas, págs. 577 e 582.
Deus condena a negligência que brinca com o pecado e o crime, e a insensibilidade que demora a descobrir sua maléfica presença nas famílias de professos cristãos. Orientação da Criança, pág. 176.
Ele declara os pais responsáveis em grande medida pelas faltas e loucuras de seus filhos. Deus visitou com maldição não apenas os filhos de Eli, mas o próprio Eli, e seu deplorável exemplo deve ser uma advertência aos pais de hoje. Testimonies, vol. 4, pág. 200.
17 de maio – Pág. 143 – Um Pai Fraco
Jamais será expiada a iniquidade da casa de Eli com sacrifício nem com oferta de manjares. I Samuel 3:14.
Eli não dirigiu sua casa segundo as regras de Deus para o governo da família. Seguiu seu próprio juízo. … Muitos estão hoje a cometer erro semelhante. Julgam que conhecem um meio melhor para educar os filhos do que aquele que Deus deu em Sua Palavra. Alimentam neles más tendências, insistindo nesta desculpa: “São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles.” Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se em outros. Patriarcas e Profetas, págs. 578 e 579.
Em contraste com a história da fidelidade de Abraão, e com as palavras de louvor ditas a seu respeito, está o relato de Eli, que manteve seus filhos oficiando enquanto estavam praticando grande iniquidade. Aqui está uma lição para todos os pais. … O mal, sem contenção, foi tolerado por Eli. O resultado foi um pecado que não teria mais propiciação, nem por sacrifícios nem por ofertas. Carta 144, 1906.
Enquanto alguns erros conduziam Eli a aplicação de indevida severidade, ele ia ao extremo oposto. … As faltas de seus filhos foram passadas por alto em sua infância e desculpadas nos dias de sua juventude. As determinações dos pais eram desrespeitadas, e ele não exigia obediência.
Os filhos viram que podiam tomar as rédeas de controle, e aproveitaram a oportunidade. Ao crescerem, perderam todo o respeito pelo fraco pai. Prosseguiram no pecado sem restrição. Ele apelava-lhes, mas suas palavras caíam no vazio. Pecados grosseiros e crimes revoltantes eram por eles cometidos diariamente, até que o próprio Senhor visitou com juízos os transgressores de Sua lei. …
Deus mesmo decretou que para os pecados dos filhos de Eli não deveriam mais ser feitos sacrifícios ou ofertas de expiação. Quão grande, quão lamentável, foi sua queda – homens sobre quem repousavam sagradas responsabilidades, proscritos, postos fora da lei de misericórdia, por um Deus justo e santo. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.009 e 1.010.
18 de maio – Pág. 144 – Exemplo de Humildade
O jovem Samuel servia ao Senhor perante Eli. I Samuel 3:1.
Jovem como era ao ser trazido para ministrar no tabernáculo, tinha Samuel mesmo então deveres a cumprir no serviço de Deus, conforme sua capacidade. Estes eram a princípio muito humildes, e nem sempre agradáveis; mas cumpria-os da melhor maneira que lhe permitia a habilidade, e com coração voluntário. …
Se as crianças fossem ensinadas a considerar a humilde rotina dos deveres diários como o caminho a elas indicado pelo Senhor, como uma escola na qual devem ser preparadas para a realização de um serviço fiel e eficiente, quão mais agradável e honroso lhes pareceria o seu trabalho! Cumprir todo dever como sendo ao Senhor, lança um encanto ao redor da mais humilde ocupação, ligando os obreiros na Terra com os seres santos que cumprem a vontade de Deus no Céu. Patriarcas e Profetas, págs. 573 e 574.
A vida de Samuel desde a meninice tinha sido uma vida de piedade e devoção. Ele havia sido deixado sob o cuidado de Eli em sua juventude, e a bondade do seu caráter conquistou a afeição do idoso sacerdote. Ele era bondoso, generoso, diligente, obediente, respeitoso. O contraste entre a conduta do jovem Samuel e dos próprios filhos do sacerdote era muito marcante, e Eli encontrava refrigério, conforto e bênção com a presença de seu tutelado. Era coisa singular que entre Eli, supremo juiz da nação, e aquela simples criança pudesse existir tão cálida amizade. Samuel era prestativo e afetivo, e nenhum pai amara mais ternamente a um filho tanto quanto Eli a este jovem. Ao sobrevirem a Eli as aflições da idade, Ele sentiu de maneira mais aguda o comportamento desalentador, condenável, indigno, de seus filhos, e buscou em Samuel o conforto e sustento.
Quão tocante é ver jovens e velhos sentindo mútua dependência, o jovem buscando do idoso conselho e sabedoria, o idoso procurando no jovem ajuda e simpatia. Assim é que devia ser sempre. Deus gostaria que os jovens possuíssem qualificações tais de caráter que encontrassem prazer na presença amiga dos idosos, de modo que se unissem nos laços caros da afeição com os que se estão aproximando da beira do túmulo. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.021.
19 de maio – Pág. 145 – Reavivamento
Pecamos contra o Senhor. … Não cesses de clamar ao Senhor, nosso Deus, por nós. I Samuel 7:6 e 8.
Durante este tempo Samuel visitou as cidades e aldeias por todo o país, procurando volver o coração do povo ao Deus de seus pais; e seus esforços não ficaram sem bons resultados. Depois de sofrerem a opressão de seus inimigos durante vinte anos, os israelitas lamentavam “após o Senhor”. Aconselhou-os Samuel: “Se com todo o vosso coração vos converterdes ao Senhor, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao Senhor, e servi a Ele só” (I Samuel 7:3); aqui vemos que a piedade prática, a religião do coração, era ensinada nos dias de Samuel como o foi por Cristo quando Ele esteve na Terra. Sem a graça de Cristo, as formas exteriores da religião eram destituídas de valor para o antigo Israel. Elas são o mesmo para o Israel moderno.
Há hoje necessidade de um tal reavivamento da verdadeira religião do coração como o que foi experimentado pelo antigo Israel. O arrependimento é o primeiro passo que deve ser dado por todos os que desejam voltar a Deus. Ninguém pode efetuar isto por outrem. Devemos individualmente humilhar nossa alma perante Deus, e lançar fora nossos ídolos. Quando houvermos feito tudo o que pudermos, o Senhor nos manifestará a Sua salvação. …
Reuniu-se uma grande assembleia em Mispa. Ali teve lugar um jejum solene. Com profunda humilhação o povo confessou os seus pecados; e, como prova de sua resolução de obedecer às instruções que tinham ouvido, investiram a Samuel com a autoridade de juiz. …
Quando Samuel estava no ato de apresentar um cordeiro como holocausto, os filisteus se aproximaram para a batalha. … Uma terrível tempestade irrompeu sobre a hoste que avançava, e a terra ficou juncada dos cadáveres dos grandes guerreiros. Os israelitas tinham ficado em silencioso pavor, a tremer, com esperança e medo. Quando viram a matança de seus inimigos, souberam que Deus havia aceito o seu arrependimento. … Para as nações bem como para os indivíduos, o caminho da obediência a Deus é o caminho da segurança e da felicidade, enquanto o da transgressão apenas leva ao revés e à derrota. Patriarcas e Profetas, págs. 590 e 591.
20 de maio – Pág. 146 – Como Todas as Nações
Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações. I Samuel 8:19 e 20.
Os hebreus pediram a Samuel um rei como tinham todas as demais nações em torno deles. Preferindo um rei despótico ao sábio e brando governo de Deus mediante a jurisdição de Seus profetas, mostraram grande falta de fé em Deus, e de confiança em Sua providência para lhes dar governadores que os dirigissem. Sendo os filhos de Israel de maneira peculiar o povo de Deus, sua forma de governo era essencialmente diferente do governo das demais nações ao seu redor. Deus lhes dera estatutos e leis, e havia escolhido os seus dirigentes, e esses guias do povo deviam obediência ao Senhor. Em todos os casos de dificuldade e perplexidade, Deus devia ser consultado. Seu pedido de um rei era um procedimento rebelde de afastamento de Deus, seu guia especial. Ele sabia que um reino não seria melhor coisa para o Seu povo. … Se tivessem um rei, cujo coração fosse presunçoso e não reto para com Ele, esse rei os afastaria de Deus, levando-os a se rebelarem contra Deus. O Senhor sabia que ninguém podia ocupar a posição de rei, recebendo as honras devidas ao rei, sem tornar-se exaltado e sentir-se bem aos próprios olhos, enquanto ao mesmo tempo estaria pecando contra Deus. Spiritual Gifts, vol. 4, págs. 65 e 66.
Deus havia separado os israelitas de todos os outros povos, para deles fazer Seu tesouro peculiar. Eles, porém, não tomando em consideração esta alta honra, desejaram avidamente imitar o exemplo dos gentios! E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 607.
21 de maio – Pág. 147 – Nenhuma Desculpa Necessária
E ele lhes disse: O Senhor é testemunha contra vós outros, e o Seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. I Samuel 12:5.
O desejo não satisfeito de poder mundano e de ostentação é tão difícil de sanar hoje como o era nos dias de Samuel. Os cristãos procuram edificar como os mundanos edificam, vestir como vestem os mundanos – na imitação dos costumes daqueles que adoram apenas o deus deste século. As instruções da Palavra de Deus, os conselhos e reprovações de Seus servos, e até mesmo as advertências enviadas diretamente do trono, parecem destituídas de poder para subjugar esta ambição indigna. Quando o coração está alienado de Deus, qualquer pretexto praticamente basta para justificar a desconsideração de Sua autoridade. …
Os homens mais prestativos são raramente apreciados. Os que trabalham mais ativa e altruisticamente pelos semelhantes, e que se têm mostrado instrumentos na obtenção de maiores resultados, são muitas vezes recompensados com ingratidão e negligência. Quando tais pessoas se veem postas de lado, quando seus conselhos são repelidos, desprezados, elas podem sentir que estão sendo vítimas de grande injustiça. Mas aprendam pelo exemplo de Samuel a não se justificarem a si mesmas nem a se vingarem, a menos que o Espírito de Deus, da maneira mais evidente, conduza a tal comportamento. …
A honra creditada àquele que está concluindo sua tarefa é muito mais preciosa do que aplausos e congratulações que recebem os que estão apenas começando, e nem foram ainda testados. …
Quantos que ao se aposentarem numa posição de responsabilidade como juízes podem dizer com respeito a sua pureza: Quem dentre vós me convencerá de pecado? Quem pode provar que eu me afastei do direito para receber propinas? Jamais manchei o meu registro como homem que tem por ofício julgar e fazer justiça. Quem pode dizer hoje o que Samuel disse quando foi posto de lado em Israel porque eles estavam decididos a ter um rei? … Bravo, nobre, juiz! Mas é triste que um homem de tal integridade e retidão tenha de humilhar-se e fazer sua própria defesa. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.013 e 1.014.
22 de maio – Pág. 148 – Preferência do Povo
Eis aí o rei que elegestes e que pedistes. I Samuel 12:13.
Na pessoa de Saul Deus dera a Israel um rei segundo o coração deles. … Garboso em sua aparência pessoal, de nobre estatura e porte principesco, seu parecer estava de acordo com as concepções que tinham da dignidade real; e seu valor pessoal e sua habilidade para dirigir exércitos eram qualidades que consideravam mais bem calculadas para conseguirem o respeito e a honra de outras nações. Pouca solicitude experimentavam quanto a possuir o seu rei aquelas qualidades mais elevadas que unicamente poderiam habilitá-lo a governar com justiça e equidade. Não pediram alguém que tivesse a verdadeira nobreza de caráter, que possuísse o amor e o temor de Deus. Não procuraram o conselho de Deus quanto às qualidades que um governante deveria possuir, a fim de preservar o caráter distintivo e santo deles como Seu povo escolhido. Não estavam a procurar o caminho de Deus, mas o seu próprio caminho. Portanto Deus lhes deu um rei tal como desejavam – rei este cujo caráter era o reflexo do deles. Seus corações não estavam em submissão a Deus, e seu rei também não era dominado pela graça divina. Sob o governo deste rei, obteriam a experiência necessária para poderem ver seu erro, e voltarem à sua fidelidade para com Deus.
Contudo, tendo o Senhor posto sobre Saul a responsabilidade do reino, não o deixou entregue a si mesmo. Fez com que o Espírito Santo repousasse sobre Saul para revelar-lhe suas fraquezas, e sua necessidade de graça divina; e, se Saul tivesse depositado confiança em Deus, teria Deus estado com ele. Enquanto sua vontade foi dirigida pela vontade de Deus, enquanto se entregou à disciplina de Seu Espírito, Deus pôde coroar de êxito os seus esforços. Mas, quando Saul preferiu agir independentemente de Deus, o Senhor não mais pôde ser seu guia, e foi obrigado a pô-lo de parte. Então Ele chamou ao trono “um homem segundo o Seu coração” (I Samuel 13:14); não um que fosse irrepreensível em seu caráter, mas que, em vez de confiar em si, confiaria em Deus, e seria guiado por Seu Espírito; que, ao pecar, sujeitar-se-ia à reprovação e correção. Patriarcas e Profetas, pág. 636.
23 de maio – Pág. 149 – Ninguém Como Ele
Entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele. I Samuel 9:2.
As qualidades pessoais do futuro líder eram de maneira que satisfaziam aquele orgulho íntimo que inspira o desejo de terem um rei. “Entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele.” I Samuel 9:2. De porte nobre e digno, na flor da idade, garboso e alto, tinha ele a aparência de alguém que nascera para governar. No entanto, com tais atrações externas, Saul era desprovido daquelas qualidades mais elevadas que constituem a verdadeira sabedoria. Não tinha aprendido em sua mocidade a dominar suas paixões temerárias e impetuosas; nunca sentira o poder renovador da graça divina. Patriarcas e Profetas, pág. 608.
O Senhor não deixou Saul ser levado a uma posição de confiança sem divina iluminação. Ele estava para ter um novo chamado, e o Espírito do Senhor veio sobre ele. O resultado foi o ser ele mudado num novo homem. O Senhor deu a Saul um novo espírito, outros pensamentos, outros alvos e desejos diferentes daqueles que havia tido até então. Esta iluminação, com o conhecimento espiritual de Deus, colocou-o num terreno vantajoso, e visava unir sua vontade à vontade de Jeová. …
Saul possuía uma mente e influência capazes de governar um reino, se suas faculdades tivessem sido submetidas ao controle de Deus, mas a própria dotação que o qualificara para fazer o bem podia ser usada por Satanás se rendida a seu poder, capacitando-o a exercer vasta influência para o mal. Ele era capaz de ser mais duramente vingativo e mais determinado em perseguir seus intentos não santificados do que o eram outros, em virtude das faculdades superiores de coração e mente que lhe haviam sido dadas por Deus. …
Se confiasse apenas em seu juízo e força, Saul se conduziria impulsivamente e cometeria graves erros. Mas se permanecesse humilde, buscando ser constantemente guiado pela divina sabedoria, e avançando na medida em que a divina providência abrisse o caminho, estaria capacitado a desempenhar os deveres de sua alta posição com sucesso e honra. Sob a influência da divina graça, cada boa qualidade iria se fortalecendo, ao passo que os maus traços da mesma forma iriam perdendo o seu poder. Esta é a obra que o Senhor Se propõe fazer por todos que se consagram a Ele. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.013, 1.016 e 1.017.
24 de maio – Pág. 150 – Correndo na Dianteira de Deus
Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. I Samuel 13:8.
Não foi senão no segundo ano do reinado de Saul que se fez uma tentativa para submeter os filisteus. O primeiro golpe foi desferido por Jônatas, o filho do rei, que atacou e venceu a guarnição deles em Geba. Os filisteus, exasperados por esta derrota, aprontaram-se para um ataque imediato a Israel. Saul fez agora proclamar a guerra. …
Antes que o tempo designado pelo profeta houvesse expirado completamente, ele se tornou impaciente com a demora, e deixou-se desanimar pelas circunstâncias probantes que o cercavam. …
Havia chegado o tempo para a prova de Saul. Ele deveria agora mostrar se confiaria ou não em Deus, e se esperaria pacientemente conforme à Sua ordem, mostrando-se assim ser aquele com quem Deus poderia contar em situações difíceis, na qualidade de governador de Seu povo, ou se seria vacilante e indigno da responsabilidade sagrada que lhe fora entregue. Patriarcas e Profetas, págs. 616-618.
Ao reter Samuel, era propósito de Deus que o coração de Saul fosse revelado, a fim de que outros pudessem saber o que ele faria numa emergência. Saul foi colocado numa posição de prova, mas não obedecera às ordens. Ele entendeu que não faria diferença quem se aproximasse de Deus, ou de que maneira; e, cheio de energia e consideração própria, encaminhou-se para o ofício sagrado.
O Senhor tem suas ações determinadas; e se não são compreendidas e acatadas por aqueles que estão associados com Sua obra, se homens sentem-se livres para desrespeitarem suas ordens, não devem ser mantidos em posição de confiança. Eles não dariam ouvidos ao conselho nem às ordens de Deus através desses instrumentos por Ele apontados. Como Saul, correriam para uma tarefa que lhes não fora indicada, e os erros que cometeriam ao seguir seu humano discernimento colocariam o Israel de Deus onde o seu Líder não Se lhes revelaria. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.014.
25 de maio – Pág. 151 – Seguindo a Própria Conduta
Acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. I Samuel 13:10.
Deus tinha determinado que unicamente os que eram consagrados ao ofício deviam apresentar sacrifícios diante dEle. Mas ordenou Saul “trazei-me aqui um holocausto”; e, cingido como estava de armaduras e armas de guerra, aproximou-se do altar, e ofereceu sacrifício diante de Deus. … Se Saul tivesse satisfeito as condições sob as quais fora prometido auxílio divino, o Senhor teria operado um maravilhoso livramento para Israel, com os poucos que eram fiéis ao rei. Mas Saul estava tão satisfeito consigo mesmo e com sua obra, que saiu ao encontro do profeta como alguém que devesse ser elogiado em vez de reprovado. Patriarcas e Profetas, pág. 618.
Saul procurou defender seu procedimento e acusar o profeta, em vez de reconhecer-se culpado. Há hoje muitos que seguem conduta semelhante. Como Saul, são cegos aos próprios erros. Quando o Senhor procura corrigi-los, recebem a reprovação como se fora insulto e encontram a falta naquele que leva a mensagem divina.
Tivesse Saul se mostrado disposto a ver e confessar o seu erro, esta amarga experiência teria se mostrado uma salvaguarda para o futuro. Posteriormente ele teria evitado os erros que atraíram a reprovação divina. Mas sentindo que era injustamente acusado, estaria, com efeito, pronto a cometer outra vez o mesmo pecado.
A transgressão de Saul mostrou que ele era indigno de assumir responsabilidades sagradas. … Tivesse ele pacientemente suportado o divino teste, a coroa teria sido confirmada a sua casa. Com efeito, Samuel viera a Gilgal para este fim mas Saul havia sido pesado na balança, e fora achado em falta. Precisava ser removido a fim de dar caminho para alguém que consideraria como sagrada a honra e a autoridade divinas. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 1.014 e 1.015.
26 de maio – Pág. 152 – Tempo de Ter Coragem
Disse, pois, Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos; porventura, o Senhor nos ajudará nisto, porque para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos. I Samuel 14:6.
Por causa do pecado de Saul em sua oferta presunçosa, o Senhor não lhe daria a honra de vencer aos filisteus. Jônatas, o filho do rei, homem que temia o Senhor, foi escolhido como instrumento para libertar Israel. Movido por um impulso divino, propôs ao seu pajem de armas que fizessem um ataque secreto ao arraial do inimigo. …
O pajem de armas, que também era homem de fé e oração, incentivou este plano, e juntos retiraram-se do acampamento, secretamente, para que não acontecesse encontrar oposição o seu propósito. Com oração fervorosa ao Guia de seus pais, convieram em um sinal pelo qual poderiam determinar o que fazer. … Aproximando-se da fortaleza filisteia, ficaram à vista de seus inimigos, que, sarcasticamente, disseram: “Eis que já os hebreus saíram das cavernas em que se tinham escondido”; então os desafiaram: “Subi a nós, e nós vo-lo ensinaremos” (I Samuel 14:11 e 12), querendo dizer que puniriam os dois israelitas pela sua audácia. Este desafio era o sinal que Jônatas e seu companheiro tinham concordado aceitar como prova de que o Senhor favorecia seu empreendimento. Saindo agora das vistas dos filisteus, e escolhendo um caminho secreto e difícil, os guerreiros se dirigiram ao cume de uma rocha que tinha sido considerada inacessível, e não estava mui fortemente guarnecida. Assim penetraram no arraial do inimigo, e mataram as sentinelas, que, dominadas pela surpresa e temor, não ofereceram resistência.
Anjos celestiais escudavam a Jônatas e seu auxiliar, anjos combatiam ao seu lado, e os filisteus caíam diante deles. Patriarcas e Profetas, pág. 623.
Estes dois jovens deram mostras de que estavam agindo sob a influência e mando de um General mais que humano. Aparentemente, sua aventura foi temerária, e contrária às regras militares. Mas o ato de Jônatas não foi praticado por precipitação humana. Ele não confiava no que ele e seu pajem de armas por si mesmos poderiam fazer; foi o instrumento que Deus empregou em favor de Seu povo Israel. The Youth’s Instructor, 24 de novembro de 1898.
27 de maio – Pág. 153 – Rei Verdadeiro
Maldito o homem que comer pão antes de anoitecer, para que me vingue de meus inimigos. I Samuel 14:24.
A ordem para abstinência de alimento foi motivada pela ambição egoísta, e mostrou ser o rei indiferente às necessidades de seu povo quando estas estavam em conflito com seus desejos de exaltação própria. Confirmando esta proibição com um juramento solene, Saul se mostrou não somente temerário como também profano. As próprias palavras da imprecação dão prova de que o zelo de Saul era por si mesmo, e não pela honra de Deus. Ele declarou seu objetivo não ser que o Senhor fosse vingado de Seus inimigos, mas “que me vingue de meus inimigos”. …
Durante o dia de batalha, Jônatas, que não tinha ouvido acerca da ordem do rei, ignorantemente transgrediu comendo um pouco de mel quando passava através de um bosque. Saul teve conhecimento disto à tarde. Havia declarado que a violação deste edito seria punida com a morte; e, embora Jônatas não tivesse sido culpado de pecado voluntário, embora Deus lhe tivesse miraculosamente preservado a vida, e houvesse operado por meio dele, o rei declarou que a sentença devia ser executada. Poupar a vida de seu filho teria sido um reconhecimento da parte de Saul de que ele pecara fazendo um voto tão precipitado. Isto seria humilhante ao seu orgulho. “Assim me faça Deus, e outro tanto”, foi a sua terrível sentença; “que com certeza morrerá, Jônatas.” …
Em Gilgal, pouco tempo antes, Saul tomara a ousadia de oficiar como sacerdote, contrariamente ao mandado de Deus. Sendo reprovado por Samuel, obstinadamente justificou-se. Agora, quando sua própria ordem foi desobedecida – embora esta ordem não fosse razoável, e tivesse sido violada por ignorância – o rei e pai sentenciou o filho à morte.
O povo recusou-se a permitir que a sentença de morte fosse executada. Afrontando a ira do rei, declararam: “Morrerá Jônatas, que obrou tão grande salvação em Israel? nunca tal suceda; vive o Senhor, que não lhe há de cair no chão um só cabelo da sua cabeça! pois com Deus fez isso hoje.” I Samuel 14:45. O orgulhoso rei não ousou desrespeitar este unânime veredicto, e a vida de Jônatas foi preservada. Patriarcas e Profetas, págs. 624 e 625.
28 de maio – Pág. 154 – Duas Medidas
Com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Mateus 7:2.
Saul não pôde deixar de sentir que seu filho era preferido a ele, tanto pelo povo como pelo Senhor. O livramento de Jônatas foi uma severa exprobração à precipitação do rei. Teve um pressentimento de que suas maldições cairiam sobre sua cabeça. Não mais continuou a guerra com os filisteus, mas voltou para casa mal-humorado e descontente.
Aqueles que mais prontos estão para desculpar-se ou justificar-se no pecado, são muitas vezes os mais severos ao julgar e condenar os outros. Muitos, como Saul, trazem sobre si o desagrado de Deus, mas rejeitam o conselho e desprezam a reprovação. Mesmo quando convictos de que o Senhor não está com eles, recusam-se a ver em si a causa da perturbação. Alimentam um espírito orgulhoso, jactancioso, ao mesmo tempo em que condescendem em fazer um juízo cruel ou severa censura em relação a outros que são melhores do que eles. …
Frequentemente aqueles que estão procurando exaltar-se são levados a posições em que se revela seu verdadeiro caráter. Assim foi no caso de Saul. Sua conduta convenceu o povo de que a honra e autoridade real eram para ele mais caras do que a justiça, misericórdia, ou benevolência. Assim o povo foi levado a ver o seu erro, por terem rejeitado o governo que Deus lhes havia dado. Tinham trocado o profeta piedoso, cujas orações haviam feito descer bênçãos, por um rei que em seu zelo cego tinha orado rogando uma maldição sobre eles.
Se os homens de Israel não se houvessem interposto a fim de salvar a vida de Jônatas, seu libertador teria perecido pelo decreto do rei. Com que pressentimentos deveria aquele povo posteriormente ter seguido a guia de Saul! Quão amargo lhes seria o pensamento de que ele havia sido posto no trono pelo seu próprio ato! O Senhor suporta por muito tempo os desvarios dos homens, e a todos Ele concede oportunidade para verem e abandonarem seus pecados; mas, conquanto possa parecer que Ele faz prosperar os que desrespeitam a Sua vontade e desprezam Suas advertências, ao Seu tempo certamente tornará manifesta a loucura deles. Patriarcas e Profetas, págs. 625 e 626.
29 de maio – Pág. 155 – Provado de Novo
Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhe poupes. I Samuel 15:3.
O Senhor enviou o Seu servo com uma outra mensagem a Saul. Pela obediência poderia ainda provar fidelidade para com Deus, e dignidade para andar diante de Israel. Samuel veio ao rei e apresentou a palavra do Senhor. …
Os amalequitas foram os primeiros a fazerem guerra a Israel no deserto; e por este pecado, juntamente com seu desafio a Deus e sua aviltante idolatria, o Senhor, por meio de Moisés, pronunciara sentença sobre eles. … Por quatrocentos anos a execução desta sentença fora adiada; mas os amalequitas não se desviaram de seus pecados. O Senhor sabia que este povo ímpio eliminaria da terra, se possível fora, o Seu povo e o Seu culto. Agora era chegada a ocasião para ser executada a sentença, durante tanto tempo retardada.
A paciência que Deus tem exercido para com os ímpios, torna audazes os homens na transgressão; mas o seu castigo não será menos certo e terrível por ser tanto tempo retardado. … Conquanto Ele não Se deleite na vingança, executará juízo sobre os transgressores de Sua lei. É obrigado a fazer isto, para preservar os habitantes da Terra da depravação e ruína totais. A fim de salvar alguns deverá Ele eliminar os que se tornaram endurecidos no pecado. … A severidade da retribuição que aguarda o transgressor pode ser julgada pela relutância do Senhor em executar justiça.
Mas, ao mesmo tempo em que infligia o juízo, Deus Se lembrava da misericórdia. Os amalequitas deviam ser destruídos, mas os queneus, que habitavam entre eles, foram poupados. Este povo embora não estivesse inteiramente livre da idolatria, eram adoradores de Deus, e mantinham amistosas relações com Israel. Dessa tribo era o cunhado de Moisés, Hobabe, que acompanhara os israelitas em suas viagens através do deserto, e, pelo seu conhecimento do território, prestara-lhes valioso auxílio. Patriarcas e Profetas, págs. 627 e 628.
30 de maio – Pág. 156 – Não Merece Confiança
E Saul e o povo pouparam Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente. I Samuel 15:9.
Desde a derrota dos filisteus em Micmas, Saul tinha feito guerra contra Moabe, Amom e Edom, e contra os amalequitas e filisteus; e, para onde quer que volvesse suas armas, ganhava novas vitórias. Recebendo a incumbência contra os amalequitas, proclamou imediatamente a guerra. À sua própria autoridade foi acrescentada a do profeta, e ao chamado para a batalha os homens de Israel congregaram-se sob seu estandarte. Esta expedição não deveria ser iniciada com o propósito de engrandecimento próprio; não deveriam os israelitas receber quer a honra da vitória quer o despojo de seus inimigos. Deviam empenhar-se na guerra unicamente como um ato de obediência a Deus, a fim de executar Seu juízo sobre os amalequitas. Era intuito de Deus que todas as nações vissem a condenação daquele povo que desafiara a Sua soberania, e notassem que foram destruídos pelo mesmo povo que haviam desprezado. …
Esta vitória sobre os amalequitas foi a mais brilhante que Saul alcançou, e serviu para suscitar novamente o orgulho de coração que era o seu maior perigo. O decreto divino que votava os inimigos de Deus à completa destruição, não foi cumprido senão em parte. Ambicionando aumentar a honra de sua volta triunfal, mediante a presença de um cativo real, Saul aventurou-se a imitar o costume das nações em redor, e poupou Agague, o cruel e belicoso rei dos amalequitas. O povo reservou para si o melhor que havia dos rebanhos, das vacas e das bestas de carga, desculpando o seu pecado sob o fundamento de que o gado era reservado para ser oferecido como sacrifício ao Senhor. Era, entretanto, seu propósito fazer uso do mesmo meramente como substituto, a fim de poupar o seu próprio gado.
Saul havia agora sido submetido à prova final. Sua arrogante desconsideração pela vontade de Deus, mostrando sua determinação de governar como um rei independente, provou que não se lhe poderia confiar poder real como representante do Senhor. Patriarcas e Profetas, págs. 628 e 629.
31 de maio – Pág. 157 – Balido Estranho
Arrependo-Me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de Me seguir e não executou as Minhas palavras. I Samuel 15:11.
Enquanto Saul e seu exército marchavam para casa no entusiasmo da vitória, havia profunda angústia no lar do profeta Samuel. Ele havia recebido uma mensagem do Senhor, denunciando o procedimento do rei. … O profeta ficou profundamente magoado pela conduta do rei rebelde, e chorou e orou a noite toda pedindo uma revogação da terrível sentença.
O arrependimento de Deus não é como o do homem. “Aquele que é a Força de Israel não mente nem Se arrepende; porquanto não é um homem para que Se arrependa.” I Samuel 15:29. O arrependimento do homem implica uma mudança de intuitos. O arrependimento de Deus implica uma mudança de circunstâncias e relações. O homem pode mudar sua relação para com Deus, conformando-se com as condições sob as quais pode ser levado ao favor divino; ou pode, de moto próprio, colocar-se fora da condição favorável; mas o Senhor é o mesmo “ontem, e hoje e eternamente”. Hebreus 13:8. A desobediência de Saul mudou sua relação para com Deus; mas as condições de aceitação por parte de Deus ficaram inalteradas – as reivindicações de Deus eram ainda as mesmas; pois nEle “não há mudança nem sombra de variação”. Tiago 1:17.
Com coração dolorido o profeta partiu na manhã seguinte para encontrar-se com o rei, que procedia erradamente. Samuel acariciava a esperança de que, refletindo, pudesse Saul ter consciência de seu pecado, e, pelo arrependimento e humilhação, ser de novo restabelecido ao favor divino. Quando, porém, o primeiro passo é dado no caminho da transgressão, este caminho se torna fácil. Saul, aviltado por sua desobediência, veio ao encontro de Samuel com uma mentira nos lábios. Exclamou: “Bendito tu do Senhor; executei a palavra do Senhor.” Os sons que vinham aos ouvidos do profeta desmentiram a declaração do desobediente rei. Patriarcas e Profetas, págs. 629 e 630.

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