Meditação Matinal – abril de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

 

 

 

 

1º de abril – Pág. 97 – Crise em Israel
Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido. E converteram a Sua glória na figura de um boi que come erva. Salmos 106:19 e 20.
Na ausência de Moisés a autoridade judiciária fora delegada a Arão, e uma vasta multidão reuniu-se em redor de sua tenda, com o pedido: “Faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, … não sabemos o que lhe sucedeu.” Êxodo 32:1. A nuvem, disseram eles, … repousava agora permanentemente sobre o monte; não mais dirigiria as suas viagens. …
Tal ocasião crítica exigia um homem de firmeza, decisão e coragem inflexível; um homem que tivesse a honra de Deus em maior conta do que o favor popular, a segurança pessoal, ou a própria vida. Mas o atual líder de Israel não era deste caráter. Arão, com fraqueza, apresentou objeções ao povo, mas sua vacilação e timidez no momento crítico apenas os tornou mais decididos. … Alguns houve que permaneceram fiéis ao seu concerto com Deus; mas a maior parte do povo aderiu à apostasia. …
Arão temia pela sua própria segurança; e, em vez de manter-se nobremente pela honra de Deus, rendeu-se às exigências da multidão. Seu primeiro ato foi ordenar que os brincos de ouro fossem reunidos dentre todo o povo e trazidos a ele, esperando que o orgulho os levasse a recusar tal sacrifício. Voluntariamente, porém, cederam os seus ornamentos; e destes fez um bezerro fundido, à imitação dos deuses do Egito. O povo proclamou: “Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” E Arão vilmente permitiu se fizesse este insulto a Jeová. Fez mais. Vendo com que satisfação o deus de ouro era recebido, construiu um altar diante dele, e fez esta proclamação: “Amanhã será festa ao Senhor.” Êxodo 32:4 e 5. O anúncio foi apregoado por trombeteiros, de grupo em grupo pelo acampamento todo. …
Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma “aparência de piedade”! II Timóteo 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado. Patriarcas e Profetas, págs. 316 e 317.
2 de abril – Pág. 98 – Traição
Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Êxodo 32:21.
Arão esforçou-se por defender-se, alegando o clamor do povo. … Suas desculpas e prevaricações, porém, de nada valeram. …
O fato de que Arão fora muito mais abençoado e honrado do que o povo, foi o que tornou o seu pecado tão hediondo. Foi Arão, “o santo do Senhor” (Salmos 106:16), que fizera o ídolo e anunciara a festa. Foi aquele que fora designado como o porta-voz de Moisés, e a respeito de quem o próprio Deus testificou: “Eu sei que ele falará muito bem” (Êxodo 4:14), foi ele que não pôde sustar os idólatras no seu intento de afronta ao Céu. Aquele por intermédio de quem Deus agira ao trazer juízo tanto sobre os egípcios como seus deuses, ouvira inabalável a proclamação ante a imagem fundida: “Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” Êxodo 32:8. Fora aquele que estivera com Moisés no monte, e ali vira a glória do Senhor, que vira que na manifestação daquela glória nada havia de que se pudesse fazer uma imagem, sim, foi ele que mudou aquela glória na semelhança de um boi. Aquele a quem Deus confiara o governo do povo na ausência de Moisés, foi encontrado a sancionar a sua rebelião. “O Senhor Se irou muito contra Arão para o destruir.” Deuteronômio 9:20. Mas em resposta à fervorosa intercessão de Moisés, sua vida foi poupada; e, com arrependimento e humilhação pelo seu grande pecado, foi restabelecido no favor de Deus.
Se Arão tivesse tido coragem para se pôr do lado do direito, sem se incomodar com as consequências, poderia ter impedido aquela apostasia. Se houvesse inabalavelmente mantido sua fidelidade para com Deus, se houvesse mencionado ao povo os perigos do Sinai, e os tivesse feito lembrar de seu concerto solene com Deus, para obedecerem a Sua lei, ter-se-ia sustado o mal. Mas sua conformação com os desejos do povo, e a calma segurança com que se pôs a executar os seus planos, fizeram com que se atrevessem a ir mais longe, no pecado, do que antes lhes viera à mente fazer. …
De todos os pecados que Deus punirá, nenhum é mais ofensivo à Sua vista do que aquele que incentiva o outro a fazer o mal. Patriarcas e Profetas, págs. 320-323.
3 de abril – Pág. 99 – Face a Face
E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo. Êxodo 33:11.
Depois da transgressão de Israel por fazer o bezerro de ouro, Moisés de novo foi pleitear com Deus em favor de seu povo. … Ele aprendeu por experiência que para ter influência sobre o povo precisava antes ter poder com Deus. O Senhor lê a sinceridade e elevação de propósito do coração de Seu servo e condescende em partilhar sua debilidade mortal, face a face, como um homem fala com seu amigo. Moisés lançou-se a si mesmo e todo o seu fardo sobre Deus e livremente derramou sua alma ante Ele. O Senhor não reprova o Seu servo, mas pára de ouvir suas súplicas. …
A resposta vem: “Irá a Minha presença contigo para te fazer descansar.” Êxodo 33:14. Mas Moisés não sente que deve parar aqui. Ele recebera muito já, mas anseia aproximar-se ainda mais de Deus, a fim de obter maior segurança de Sua permanente presença. Ele conduzira o fardo de Israel; levara o esmagador peso de responsabilidade; quando o povo pecou, ele sofreu mortificante pesar, como se ele próprio fosse culpado; e agora pesa sobre sua alma o senso dos terríveis resultados se Deus deixar Israel em sua dureza de coração e impenitência. … Moisés faz sua petição com tal fervor que a resposta vem: “Farei também isto, que tens dito, porquanto achaste graça aos Meus olhos, e te conheço por nome.” Êxodo 33:17.
Agora, naturalmente, poderíamos esperar que o profeta cessasse de suplicar; mas não; animado pelo sucesso, ele se aventura a ir ainda para mais perto de Deus, com uma santa familiaridade que vai além de nossa compreensão. Agora ele faz um pedido que nenhum ser humano fizera antes: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória.” Êxodo 33:18. Que petição de um homem finito, mortal! Mas ele é repelido? Reprova-o Deus por sua presunção? Não; ouvimos as graciosas palavras: “Eu farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.” Êxodo 33:19. …
Na história de Moisés podemos ver quão íntima comunhão com Deus é privilégio do homem usufruir. Testimonies, vol. 4, págs. 531-533.
4 de abril – Pág. 100 – Fogo Estranho
E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e puseram incenso sobre ele, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara. Levítico 10:1.
Abaixo de Moisés e Arão, Nadabe e Abiú eram os mais preeminentes em Israel. Tinham sido honrados de modo especial pelo Senhor, tendo-se-lhes permitido juntamente com os setenta anciãos verem Sua glória no monte. Sua transgressão não deveria, entretanto, desculpar-se ou ser considerada levianamente. Tudo isto tornava mais ofensivo o seu pecado. Porque os homens receberam grande luz, porque tenham como príncipes de Israel subido ao monte, e hajam alcançado o privilégio de ter comunhão com Deus e demorar-se na luz da Sua glória, não se lisonjeiem eles de que podem depois pecar impunemente; de que, visto terem sido de tal maneira honrados, Deus não será rigoroso no castigo de sua iniquidade. Isto é erro fatal. A grande luz e privilégios concedidos exigem uma retribuição de virtude e santidade correspondente à luz outorgada. Nada menos que isto poderá Deus aceitar. Grandes bênçãos e privilégios nunca devem embalar-nos em segurança ou despreocupação. Nunca devem dar liberdade ao pecado, nem fazer com que os que os recebem entendam que Deus não será exigente com eles. …
Nadabe e Abiú não haviam sido em sua juventude ensinados nos hábitos de domínio próprio. … Hábitos de condescendência própria, durante muito tempo acalentados, alcançaram sobre eles um domínio que mesmo a responsabilidade do mais sagrado mister não teve poder para quebrar. Não haviam sido ensinados a respeitar a autoridade do pai, nem se compenetravam da necessidade de estrita obediência aos mandos de Deus. A mal-entendida indulgência de Arão com os filhos preparou-os para se tornarem objetos dos juízos divinos.
O propósito de Deus era ensinar ao povo que devem dEle aproximar-se com reverência e temor, e da maneira indicada por Ele mesmo. Não pode Ele aceitar uma obediência parcial. Não era bastante que nesta hora solene de culto quase tudo tivesse sido feito conforme Ele determinara. … Ninguém se engane com a crença de que uma parte dos mandamentos de Deus não é essencial, ou que Ele aceitará uma substituição daquilo que exigiu. Patriarcas e Profetas, págs. 359 e 360.
5 de abril – Pág. 101 – Males do Álcool
O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio. Provérbios 20:1.
Nadabe e Abiú nunca teriam cometido aquele pecado fatal, se não se houvessem primeiramente em parte intoxicado pelo livre uso do vinho. Compreendiam que o mais cuidadoso e solene preparo era necessário antes de se apresentarem no santuário, onde era manifestada a presença divina; pela intemperança, porém, perderam a idoneidade para o seu santo ofício. A mente se lhes tornou confusa e embotadas as percepções morais, de modo que não podiam discernir a diferença entre o sagrado e o comum. A Arão e a seus filhos sobreviventes foi feito este aviso: “Vinho nem bebida forte… não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será este entre as vossas gerações; e para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, e para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado.” Levitico 10:9-11. O uso de bebidas alcoólicas tem o efeito de enfraquecer o corpo, confundir a mente e rebaixar a moral. Impede aos homens de se compenetrarem do caráter sagrado das coisas santas ou da vigência das ordens de Deus. Todos os que ocupavam posições de responsabilidade sagrada, deviam ser homens de estrita temperança, para terem mente clara, a fim de discernirem entre o reto e o que o não é, para terem firmeza de princípios, e sabedoria para administrar justiça e mostrar misericórdia.
A mesma obrigação repousa sobre todo seguidor de Cristo. … À igreja de Cristo em todos os tempos é dirigido este aviso solene e terrível: “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” I Coríntios 3:17. Patriarcas e Profetas, págs. 361 e 362.
O caso dos filhos de Arão foi registrado para benefício do povo de Deus, e deve ensinar especialmente aos que se estão preparando para a segunda vinda de Cristo, que a condescendência com o apetite pervertido destrói os finos sentimentos da alma e afeta por tal forma as faculdades de raciocínio dadas por Deus ao homem, que as coisas espirituais e santas, perdem sua santidade. A desobediência parece aprazível em vez de excessivamente pecaminosa. Temperança, pág. 149.
6 de abril – Pág. 102 – Amor Mal Aplicado
E lhes enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Salmos 105:26.
Arão era homem de amável disposição, e a ele Deus escolhera para estar com Moisés e falar por ele. … Deus podia ter escolhido Arão como líder; mas Aquele que conhece os corações, que compreende o caráter, sabia que Arão era inseguro e lhe faltava coragem moral para persistir na defesa do direito sob quaisquer circunstâncias, fossem quais fossem as consequências. O desejo de Arão de ganhar a boa vontade do povo algumas vezes levou-o a cometer graves erros. … A mesma falta de firmeza ao lado do direito em sua família resultou na morte de dois de seus filhos. … Nadabe e Abiú deixaram de mostrar reverência pela ordem de Deus no que dizia respeito ao fogo que deveria ser posto nos incensários com o incenso perante Ele. …
Aqui se vê o resultado de uma disciplina frouxa. Como os filhos de Arão não tivessem sido educados no respeito e reverência para com as ordens de seu pai, porque desrespeitavam a autoridade paterna, não compreendiam a necessidade de seguir de maneira explícita as determinações divinas. … Contrariando as indicações expressas de Deus, eles O desonraram oferecendo fogo comum em lugar de fogo santo. Deus os visitou com Sua ira; saiu fogo de Sua presença e os destruiu.
Arão suportou sua severa aflição com paciência e humilde submissão. Pesar e profunda agonia lhe amarguraram a alma. Ele foi convencido de haver negligenciado o dever. Era sacerdote do Altíssimo, a fim de fazer expiação pelos pecados do povo. Era sacerdote de sua casa, e contudo tinha sido inclinado a deixar passar por alto a insensatez de seus filhos. Havia negligenciado o dever de dirigi-los e educá-los na obediência, abnegação, e na reverência para com a autoridade paterna. Mediante sentimentos de condescendência mal aplicada, deixou de moldar-lhes o caráter com alta reverência pelas coisas eternas. Arão não viu – não mais do que veem muitos pais cristãos agora – que seu amor mal aplicado e sua indulgência para com os seus filhos naquilo que estava errado, preparavam-os para o desagrado certo de Deus. Suas demonstrações de bondade, sem o firme exercício da correção paterna, e sua imprudente amabilidade para com os filhos eram extrema crueldade. Testimonies, vol. 3, págs. 293-295.
7 de abril – Pág. 103 – Almas Subnutridas
Cedo, porém, se esqueceram das Suas obras; não esperaram o Seu conselho; mas deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma. Salmos 106:13-15.
Sempre que seu apetite era restringido os israelitas ficavam descontentes e murmuravam e queixavam-se de Moisés e de Arão, e de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.102.
Deus deu ao povo aquilo que não era para seu máximo bem, porque persistiram em desejá-lo; não queriam satisfazer-se com as coisas que se mostrariam ser para eles um benefício. Seus rebeldes desejos foram satisfeitos, mas foram entregues ao sofrimento das consequências. Comeram sem restrições, e seus excessos foram prontamente punidos. … Grande número foi ceifado pela febre ardente, enquanto os mais culpados entre eles foram feridos logo que provaram o alimento cobiçado. Patriarcas e Profetas, pág. 382.
Deus poderia tão facilmente tê-los provido de carne como de maná; impôs-se-lhes, porém, uma restrição, para o seu bem. Era Seu propósito supri-los de alimento mais adaptado às suas necessidades do que o regime estimulante a que muitos se haviam acostumado no Egito. O apetite pervertido devia ser posto em uma condição mais sadia, a fim de que pudessem usar o alimento originariamente provido ao homem: os frutos da Terra, que Deus dera a Adão e Eva no Éden. Foi por esta razão que os israelitas foram em grande medida privados do alimento cárneo.
Satanás tentou-os a considerar esta restrição como injusta e cruel. Fê-los cobiçar coisas proibidas, porque viu que a satisfação desenfreada do apetite tenderia a produzir a sensualidade, e por este meio o povo poderia ser mais facilmente submetido ao seu domínio. O autor da moléstia e da miséria assaltará os homens no ponto em que ele pode ter o maior êxito. Por meio de tentações que visam o apetite, tem ele, em grande parte, levado homens ao pecado, desde o tempo em que induziu Eva a comer do fruto proibido. Foi por este mesmo meio que levou Israel a murmurar contra Deus. A intemperança no comer e no beber, determinando, como o faz, a satisfação das paixões baixas, prepara aos homens o caminho para desrespeitarem todos os deveres morais. Ao serem assaltados pela tentação, pouco poder têm eles para resistir. Patriarcas e Profetas, pág. 378.
8 de abril – Pág. 104 – Dois Contra Um
Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés? Números 12:8.
Na afeição do povo e honras do Céu, estava ela [Miriã] apenas abaixo de Moisés e Arão. Entretanto, o mesmo mal que a princípio trouxera discórdia no Céu, surgiu no coração desta mulher de Israel, e ela não deixou de encontrar quem com ela simpatizasse em seu descontentamento. …
Houvesse Arão permanecido firme pelo que era reto, e poderia ter reprimido o mal; mas, em vez de mostrar a Miriã a pecaminosidade de sua conduta, compartilhou-lhe os sentimentos, deu ouvidos às suas palavras de queixa, e assim veio a partilhar de seus ciúmes. Patriarcas e Profetas, págs. 382 e 384.
Na designação dos setenta anciãos, Miriã e Arão não tinham sido consultados, e seus ciúmes despertaram-se contra Moisés. … Miriã e Arão nunca haviam conhecido o peso dos cuidados e responsabilidades que repousava sobre Moisés; contudo, visto que tinham sido escolhidos para o auxiliarem, consideraram-se co-participantes seus e na mesma medida, do cargo da liderança, e acharam desnecessária a designação de mais auxiliares. …
“Porventura falou o Senhor somente por Moisés? não falou também por nós?” Números 12:2. Considerando-se igualmente favorecidos por Deus, entenderam ter direito à mesma posição e autoridade. …
Deus escolhera a Moisés, e sobre ele pusera o seu Espírito; e Miriã e Arão, pelas suas murmurações, eram culpados de deslealdade, não somente para com o chefe que lhes fora designado, mas para com o próprio Deus. …
Aquele que pôs sobre os homens a pesada responsabilidade de chefes e instrutores de Seu povo, responsabilizará o povo pela maneira por que tratam os Seus servos. Devemos honrar aqueles a quem Deus honrou. O juízo que caiu sobre Miriã deveria ser uma repreensão a todos os que se entregam à inveja, e murmuram contra aqueles sobre quem Deus põe o encargo de Sua obra. Patriarcas e Profetas, págs. 382-386.
9 de abril – Pág. 105 – O Traço Mais Satânico
Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistir à inveja? Provérbios 27:4.
Suas acusações [de Miriã e de Arão] foram suportadas por Moisés em paciente silêncio. Foi a experiência ganha durante os anos de labuta e espera em Midiã – aquele espírito de humildade e longanimidade ali desenvolvidos – que preparou Moisés para defrontar com paciência a incredulidade e murmuração do povo, e o orgulho e inveja daqueles que deveriam ser seus inabaláveis auxiliadores. Moisés era “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e foi por isto que se lhe conferiu sabedoria e guia divinas mais do que aos outros. Dizem as Escrituras: “Guiará os mansos retamente, e aos mansos ensinará o Seu caminho.” Salmos 25:9. Os mansos são guiados pelo Senhor, porque são dóceis e dispostos a serem instruídos. …
“Então, o Senhor desceu na coluna de nuvem e Se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã. … Assim, a ira do Senhor contra eles se acendeu; e foi-Se.” A nuvem desapareceu do tabernáculo em sinal do desprazer de Deus, e Miriã foi castigada. Ela ficou “leprosa, como a neve”. Números 12:5, 9 e 10. … Agora, com o orgulho humilhado até ao pó, Arão confessou seu pecado, e rogou que sua irmã não fosse deixada a perecer por aquele flagelo repugnante e mortal. Em resposta às orações de Moisés, a lepra foi purificada. Miriã foi, contudo, excluída do acampamento durante sete dias. …
Esta manifestação do desprazer do Senhor destinava-se a ser um aviso a todo o Israel, para reprimir o crescente espírito de descontentamento e insubordinação. Se a inveja e descontentamento de Miriã não houvessem sido repreendidos de maneira assinalada, disto teria resultado um grande mal. A inveja é uma das mais satânicas características que podem existir no coração humano, e uma das mais funestas em seus efeitos. … Foi a inveja que a princípio causou a discórdia no Céu, e a condescendência com a mesma acarretou males indizíveis entre os homens. “Onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” Tiago 3:16. Patriarcas e Profetas, págs. 384 e 385.
10 de abril – Pág. 106 – Relato Contraditório
E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado. Números 13:32.
O Senhor ordenou que Moisés enviasse homens a espionar a terra de Canaã, que daria aos filhos de Israel. … Depois de falarem [os espias] da fertilidade da terra, todos, menos dois, falaram desencorajadamente de sua capacidade de possuí-la. … Ao ouvir o povo este relatório, deu vazão ao seu desapontamento, com amargas reprovações e lamentos. Não esperaram, nem refletiram ou arrazoaram que Deus, que os havia trazido até ali, podia certamente dar-lhes a terra. História da Redenção, págs. 158 e 159.
Calebe abriu caminho entre eles, e sua voz clara, sonora, foi ouvida sobre o clamor de toda a multidão. Ele se opôs à opinião covarde de seus companheiros de espionagem, que haviam enfraquecido a fé e a coragem de todo o Israel. Ele pediu a atenção do povo, e eles contiveram suas queixas por um momento para ouvi-lo. … Mas enquanto ele falava, os espias infiéis interromperam-no, clamando: “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.” Números 13:31.
Esses homens, havendo começado um caminho errado, puseram o coração contra Deus, contra Moisés e Arão, e contra Calebe e Josué. Cada passo que avançavam nesta direção errada fazia-os mais firmes em seu desígnio de desanimar toda tentativa de possuir a terra de Canaã. Distorceram a verdade a fim de levar avante o seu malévolo propósito. Descreveram o clima como sendo insalubre e todo o povo como sendo de gigantesca estatura. …
Isto não foi apenas um mau relatório, mas também uma mentira. Era uma contradição; pois se a terra era insalubre e tinha esgotado os seus habitantes, como tinham podido alcançar tal estatura como a que descreviam? Quando homens em posição de responsabilidade entregam à incredulidade o coração, não há limites ao progresso que farão no mal. … Se tão-somente dois tivessem apresentado um mau relatório, e os dez tivessem-nos encorajado a possuir a terra em nome do Senhor, ainda teriam tomado em conta o conselho dos dois de preferência ao dos dez, porque eram ímpios e incrédulos. Testimonies, vol. 4, págs. 148-151.
11 de abril – Pág. 107 – Por que Esperar?
Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. Números 13:30.
Foi a fé que Calebe depositou em Deus que lhe deu coragem; ela… capacitou-o a permanecer ousada e inflexivelmente na defesa do direito. Da mesma exaltada fonte – o poderoso General dos exércitos do Céu – todo verdadeiro soldado da cruz de Cristo deve receber força e coragem para vencer obstáculos que muitas vezes parecem intransponíveis. … O Colportor-Evangelista, pág. 117.
Aqueles que quiserem cumprir o seu dever precisam estar sempre prontos para proferir as palavras que Deus lhes dá, e não as palavras de dúvida, desencorajamento e desespero. …
Enquanto os duvidosos falam de impossibilidades, enquanto tremem ao pensamento de muros fortificados e gigantes de grande estatura, os fiéis Calebes, aqueles que têm “outro espírito”, venham para a frente. A verdade de Deus, que produz salvação, chegará ao povo, se pastores e professos crentes não lhe embaraçarem o caminho, como fizeram os espias infiéis. …
Instrumentos humanos devem ser empregados nesta obra. Zelo e energia devem ser intensificados. Talentos que se estão enferrujando em virtude da inatividade devem ser impelidos para o serviço. A voz que dissesse: “Espere; não se permita transportar fardos impostos por outros”, seria a voz dos espias covardes. Necessitamos agora de Calebes que abram caminho para a frente – líderes em Israel que com corajosas palavras apresentem um forte relatório em favor de ação imediata. Quando pessoas egoístas, assustadas, amantes da vida fácil, temendo altos gigantes e muros inacessíveis, clamarem por retirada, seja ouvida a voz dos Calebes, embora os covardes estejam com pedras nas mãos, prontos para abatê-los por seu fiel testemunho. Testimonies, vol. 5, págs. 378-383.
É quando o incrédulo lança desprezo sobre a Palavra de Deus que os fiéis Calebes são chamados. É então que eles permanecerão firmes no posto do dever, sem ostentação e sem se desviarem por causa do vitupério. Os espias incrédulos estavam prontos a destruir Calebe. Ele viu as pedras nas mãos daqueles que haviam levado um relatório falso, mas isto não o deteve; tinha uma mensagem, e havia de comunicá-la. O mesmo espírito será manifesto hoje por aqueles que são fiéis a Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 369.
12 de abril – Pág. 108 – Rebelião no Acampamento
Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores. II Pedro 2:10.
Dificilmente poderão os homens cometer maior insulto a Deus do que desprezar e rejeitar os instrumentos que deseja usar para a salvação deles. …
Na rebelião de Coré, veem-se, em um cenário menor, os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu. Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a queixar-se do governo de Deus, e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu. Desde sua queda tem sido o seu objetivo infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento, a mesma ambição de posições e honras. Assim agiu ele na mente de Coré, Datã e Abirã, para suscitar o desejo de exaltação própria, e provocar inveja, falta de confiança e rebelião. Satanás, fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara, fê-los rejeitar a Deus como seu líder. Contudo, ao mesmo tempo em que com sua murmuração contra Moisés e Arão blasfemavam de Deus, estavam tão iludidos que se julgavam justos, e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados.
Não existem ainda os mesmos males que jazem no fundamento da ruína de Coré? O orgulho e a ambição estão espalhados; e, quando são acalentados, abrem a porta à inveja, e a uma luta pela supremacia; a alma é alienada de Deus, e inconscientemente arrastada às fileiras de Satanás. Semelhantes a Coré e seus companheiros, muitos, mesmo dos professos seguidores de Cristo, estão a pensar, projetar e agir com tanta avidez pela exaltação própria que, para o fim de alcançar a simpatia e o apoio do povo, estão prontos a perverter a verdade, atraiçoando e caluniando os servos do Senhor, e mesmo acusando-os dos motivos vis e egoístas que lhes inspira o próprio coração. Reiterando persistentemente a falsidade, e isso contra toda a evidência, chegam finalmente a crer ser ela verdade. Ao mesmo tempo em que se esforçam por destruir a confiança do povo nos homens que por Deus foram designados, acreditam realmente que se acham empenhados em uma boa obra, fazendo em verdade serviço para Deus. …
Por uma condescendência pecaminosa é que os homens dão a Satanás acesso à sua mente, e vão de um grau de impiedade a outro. A rejeição da luz lhes entenebrece a mente e endurece o coração, de modo que… o pecado deixa de lhes parecer pecaminoso. Patriarcas e Profetas, págs. 402-404.
13 de abril – Pág. 109 – Ele Perdeu a Paciência
Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. Tiago 1:4.
Não obstante o fato de Moisés ter sido o mais manso de todos os homens que já viveram sobre a Terra, houve uma ocasião em que ele trouxe sobre si o desprazer de Deus. … As injustas acusações do povo contra ele levaram-no por um momento a esquecer que suas queixas não eram contra ele, mas contra Deus; e em vez de mostrar-se ferido porque o Espírito de Deus recebia insulto, e ele se mostrou irritado, ofendido, e de maneira voluntariosa, impaciente, feriu a rocha duas vezes, dizendo: “Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros?” Números 20:10.
Moisés mostrou grande fraqueza perante o povo. Revelou marcada falta de domínio próprio, um espírito igual ao que possuíam os murmuradores. Ele devia ter sido um exemplo de paciência e tolerância perante aquela multidão que estava agora pronta a desculpar suas faltas, desafeições e murmurações irrazoáveis por conta desta manifestação de erro de sua parte. O maior pecado consistiu em assumir ele o lugar de Deus. A posição de honra que Moisés havia ocupado até aí não lhe diminuía a culpa, mas ao contrário aumentava-a. Aqui estava um homem até então irrepreensível, agora caído. Muitos em posição semelhante haveriam de arrazoar que seu pecado deveria ser desculpado em virtude de sua longa vida de invariável fidelidade. Mas não; era mais grave um homem que tinha sido honrado por Deus mostrar fraqueza de caráter na exibição de paixões do que se ele ocupasse posição de menor responsabilidade. Moisés era um representante de Cristo, mas quão tristemente foi o simbolismo maculado! Moisés havia pecado, e sua fidelidade passada não podia expiar o pecado do presente. … Moisés e Arão teriam de morrer sem entrar em Canaã, ficando sujeitos à mesma punição que caiu sobre os que estavam em posição de menor importância. Eles se curvaram em submissão, embora sua angústia de coração fosse inexprimível; mas seu amor por Deus e sua confiança nEle ficaram inalterados. Apenas poucos compreendem a malignidade do pecado. … O que ocorreu com Moisés e Arão … mostra que não é seguro pecar por palavra, por pensamento ou ação. Testimonies, vol. 4, págs. 370 e 371.
14 de abril – Pág. 110 – Não Há Desculpa Para o Pecado
Depois, O indignaram nas águas de Meribá, e, por causa deles, sucedeu mal a Moisés, pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente. Salmos 106:32 e 33.
Se Moisés e Arão houvessem estado a acalentar uma elevada opinião de si mesmos, ou condescender com um espírito apaixonado, em face da advertência e reprovação divina, sua culpa teria sido muito maior. Mas não se lhes atribuía pecado voluntário nem premeditado; haviam sido vencidos por uma tentação súbita, e sua contrição foi imediata e provinha do coração. O Senhor aceitou seu arrependimento, embora não pudesse remover a punição, por causa do mal que seu pecado poderia fazer entre o povo. …
Deus perdoara ao povo maiores transgressões, mas não podia tratar com o pecado nos dirigentes do mesmo modo que naqueles que eram dirigidos. Honrara a Moisés mais do que a todos os outros homens na Terra. … O fato de que Moisés possuíra tão grande luz e saber, tornara mais grave seu pecado. A fidelidade passada não expiará um mau ato sequer. Quanto maior a luz e os privilégios concedidos ao homem, maior é sua responsabilidade, mais grave a sua falta, mais severo o seu castigo.
Conforme o juízo dos homens, Moisés não era culpado de um grande crime. … Mas, se Deus tratou tão severamente com este pecado em Seu servo mais fiel e honrado, não o desculpará em outros. … Todos os que professam piedade estão sob a mais sagrada obrigação de guardar o espírito, e exercitar o domínio próprio sob a maior provocação. Os encargos colocados sobre Moisés eram muito grandes; poucos homens serão tão severamente provados como ele foi; contudo, isto não lhe permitiria desculpar o pecado. Deus fez amplas provisões para Seu povo; e, se depositarem confiança em Sua força, jamais se tornarão o joguete das circunstâncias. A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás ataca-nos em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer. Patriarcas e Profetas, págs. 419-421.
15 de abril – Pág. 111 – Da Sepultura Para a Glória
Também eu, nesse tempo, implorei graça ao Senhor, dizendo: … Rogo-Te que me deixes passar, para que eu veja esta boa terra que está dalém do Jordão, esta boa região montanhosa e o Líbano. Porém o Senhor indignou-se muito contra mim, por vossa causa, e não me ouviu. Deuteronômio 3:23, 25 e 26.
Nunca, antes que fossem exemplificados no sacrifício de Cristo, foram a justiça e o amor de Deus mais notavelmente demonstrados do que em Seu trato com Moisés. Deus excluiu Moisés de Canaã, a fim de ensinar uma lição que jamais deveria ser esquecida – de que Ele exige estrita obediência, e de que os homens devem acautelar-se em não tomarem para si a glória que é devida a seu Criador. Ele não podia atender a oração de Moisés, de que lhe fosse dado partilhar da herança de Israel; mas não Se esqueceu de Seu servo, nem o abandonou. O Deus do Céu compreendia os sofrimentos que Moisés havia suportado; notara cada ato de serviço fiel durante aqueles longos anos de conflito e provações. No cume de Pisga, Deus chamou Moisés a uma herança infinitamente mais gloriosa do que a Canaã terrestre.
No monte da transfiguração Moisés estava presente com Elias, que fora trasladado. Foram enviados como portadores de luz e glória da parte do Pai a Seu Filho. E assim a oração de Moisés, proferida havia tantos séculos antes, finalmente se cumpriu. Estava ele na “boa montanha” (Deuteronômio 3:25), dentro da herança de seu povo. …
Moisés foi um tipo de Cristo. … Deus achou conveniente disciplinar a Moisés na escola da aflição e pobreza, antes de poder preparar-se para guiar as hostes de Israel para a Canaã terrestre. O Israel de Deus, jornadeando para a Canaã celestial, tem um Capitão que não necessitou de ensino humano para O preparar para a Sua missão de divino Chefe; contudo Ele foi aperfeiçoado pelos sofrimentos; e, “naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. Hebreus 2:18. Nosso Redentor não manifestou nenhuma fraqueza ou imperfeição humana; contudo morreu para obter-nos entrada na Terra Prometida.
“E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo, como Filho sobre a Sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservamos firmes a confiança e a glória da esperança até ao fim.” Hebreus 3:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 479 e 480.
16 de abril – Pág. 112 – Profecia por Dinheiro
Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça. II Pedro 2:15.
Balaão já havia sido um bom homem e profeta de Deus; mas apostatara e entregara-se à cobiça; todavia professava ainda ser servo do Altíssimo. Não ignorava a obra de Deus em prol de Israel; e, quando os enviados comunicaram sua mensagem, bem sabia que era seu dever recusar as recompensas de Balaque, e despedir os embaixadores. Mas arriscou-se a contemporizar com a tentação, e instou com os mensageiros para que ficassem com ele aquela noite, declarando que não poderia dar resposta decisiva antes que houvesse pedido conselho da parte do Senhor. Balaão sabia que sua conduta não poderia prejudicar Israel. Deus estava ao lado deles; e, enquanto fossem fiéis, nenhum poder adverso, da Terra ou do inferno, poderia prevalecer contra eles. Mas seu orgulho fora lisonjeado com as palavras dos embaixadores: “A quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado.” Números 22:6. As seduções de valiosas dádivas e a exaltação em perspectiva provocaram-lhe a cobiça. Avidamente aceitou os tesouros oferecidos, e então, ao mesmo tempo em que professava obediência estrita à vontade de Deus, procurou satisfazer os desejos de Balaque. …
O pecado da cobiça, que Deus declara ser idolatria, dele fizera um servo de ocasião, e, mediante esta única falta, Satanás obteve inteiro domínio sobre ele. Foi isto que causou a sua ruína. O tentador está sempre a apresentar lucros e honras mundanas para aliciar os homens do serviço de Deus. Diz-lhes que são os seus demasiados escrúpulos de consciência que os impedem de alcançar a prosperidade. Assim muitos são induzidos ao risco de saírem do caminho da estrita integridade. Um passo errado torna o outro mais fácil, e eles se tornam cada vez mais presunçosos. Farão e ousarão as mais terríveis coisas quando uma vez se entregaram ao domínio da cobiça e do desejo de poderio. Muitos se lisonjeiam com a ideia de que podem afastar-se da integridade estrita durante algum tempo, … e que, tendo conseguido seu objetivo, podem mudar sua conduta quando lhes aprouver. Esses tais se acham a enredar-se na cilada de Satanás, e raramente escapam. Patriarcas e Profetas, págs. 439 e 440.
17 de abril – Pág. 113 – Dever ou Desejo
Antes, rejeitastes todo o Meu conselho e não quisestes a Minha repreensão. Provérbios 1:25.
À noite o anjo do Senhor veio a Balaão, com esta mensagem: “Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é.” Números 22:12. …
Segunda vez foi Balaão provado. Em resposta às solicitações dos embaixadores, ele se disse possuidor de muita consciência e integridade, afirmando-lhes que nenhuma quantidade de ouro ou prata poderia induzi-lo a ir de encontro à vontade de Deus. Mas anelava condescender com o pedido do rei; e, se bem que a vontade de Deus já se lhe houvesse tornado definidamente conhecida, insistiu com os mensageiros para que ficassem, a fim de que pudesse consultar outra vez a Deus; e isto como se o Ser infinito fosse um homem, para ser persuadido.
À noite, o Senhor apareceu a Balaão e disse: “Se aqueles homens te vieram chamar, levanta-te, vai com eles; todavia, farás o que Eu te disser.” Números 22:20. Até este ponto o Senhor permitiria que Balaão seguisse sua vontade, porque ele estava resolvido a isto. Não procurou fazer a vontade de Deus, mas escolheu seu próprio caminho e então esforçou-se por conseguir a sanção do Senhor.
Há na atualidade milhares que estão seguindo uma conduta semelhante. Não teriam dificuldade em compreender seu dever se este estivesse em harmonia com suas inclinações. Acha-se na Bíblia claramente posto diante deles, ou é evidentemente indicado pelas circunstâncias ou pela razão. Mas porque tais evidências são contrárias aos seus desejos e inclinações, frequentemente as põem de lado, e ousam ir a Deus para saberem o seu dever. Aparentemente com grande consciência, oram demorada e fervorosamente rogando luz. Mas com Deus não se brinca. Ele muitas vezes permite que tais pessoas sigam seus desejos, e sofram o resultado. … Quando alguém vê claramente o dever, não tome a liberdade de ir a Deus com oração para que possa ser dispensado de o cumprir. Antes, deve com espírito humilde e submisso, rogar força e sabedoria divinas para satisfazer as exigências desse dever. Patriarcas e Profetas, págs. 439-441.
18 de abril – Pág. 114 – Dois de Cada Espécie
Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. Lucas 12:15.
Mas a maldição que a Balaão não foi permitido pronunciar contra o povo de Deus, conseguiu finalmente trazer sobre eles, seduzindo-os ao pecado. O Grande Conflito, págs. 529 e 530.
Balaão testemunhou o êxito de seu plano diabólico. Viu a maldição de Deus sobrevir a Seu povo, e milhares caindo sob Seus juízos; mas a justiça divina que puniu o pecado em Israel não permitiu que os tentadores escapassem. Na guerra de Israel contra os midianitas, Balaão foi morto. …
A sorte de Balaão foi semelhante à de Judas, e o caráter deles tem pronunciada semelhança entre si. Ambos estes homens experimentaram unir-se ao serviço de Deus e de Mamom, e defrontaram com malogro completo. Balaão reconhecia o verdadeiro Deus, e professava servi-Lo; Judas cria em Jesus como o Messias, e uniu-se com Seus seguidores. Mas Balaão esperava fazer do serviço de Jeová a escada pela qual adquirisse riquezas e honras mundanas; e, fracassando nisto, tropeçou, caiu, e foi quebrado. Judas esperava pela sua ligação com Cristo conseguir riqueza e posição naquele reino terrestre que, como acreditava, o Messias estava prestes a estabelecer. O malogro de suas esperanças impeliu-o à apostasia e ruína. Tanto Balaão como Judas haviam recebido grande luz e desfrutado privilégios especiais; mas um simples pecado que era acalentado lhes envenenou todo o caráter, e ocasionou a destruição de ambos. …
Um pecado acariciado pouco a pouco aviltará o caráter, levando todas as suas faculdades mais nobres em sujeição ao ruim desejo. A remoção de uma única salvaguarda da consciência, a condescendência com um mau hábito sequer, o descuido das elevadas exigências do dever, derribam as defesas da alma, e abrem o caminho para entrar Satanás e transviar-nos. O único meio seguro é fazer nossas orações subirem diariamente, de um coração sincero, como fazia Davi: “Dirige os meus passos nos Teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.” Salmos 17:5. Patriarcas e Profetas, págs. 451 e 452.
19 de abril – Pág. 115 – Pecados que Deixam Marca
Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia. Provérbios 6:23 e 24.
O crime que atraiu os juízos de Deus sobre Israel foi a licenciosidade. A ousadia de mulheres para enredar as almas não terminou em Baal-Peor. Apesar do castigo que alcançou os pecadores em Israel, o mesmo crime foi repetido muitas vezes. Satanás foi sobremodo ativo para conseguir a completa ruína de Israel. O Lar Adventista, pág. 326.
Balaque, por conselho de Balaão, armou o laço. Israel teria enfrentado bravamente os seus inimigos em batalha e tê-los-ia derrotado, voltando vitorioso; mas quando mulheres chamaram-lhe a atenção e procuraram sua companhia, atraindo-o com seus encantos, não pôde resistir a tentação. Eles foram convidados para festas idólatras, e sua condescendência com o vinho obscureceu-lhes em seguida sua mente deslumbrada. O poder de autocontrole, sua submissão à lei de Deus, não foram preservados. Seus sentidos foram obscurecidos com o vinho, e paixões não santificadas tiveram tão livre caminho, derrubando de tal forma cada barreira, que eles convidaram mesmo a tentação no atendimento a estas festas idólatras. Os que jamais haviam fraquejado na batalha, bravos homens que eram, não protegeram seu caráter para resistir à tentação de transigir com suas paixões mais baixas. … Primeiro corromperam a consciência na luxúria, depois afastaram-se de Deus ainda mais pela idolatria, mostrando assim desprezo pelo Deus de Israel.
Perto do fim da história da Terra Satanás atuará com todo o seu poder da mesma maneira e com as mesmas tentações com que tentou o antigo Israel justamente antes de sua entrada na terra prometida. Ele armará laços para aqueles que dizem guardar os mandamentos de Deus, e que estão quase nos limites da Canaã celestial. Ele usará o seu poder até o máximo a fim de atrair as pessoas, apanhando o povo de Deus em seus pontos mais fracos. …
Agora é dever do povo que guarda os mandamentos de Deus vigiar e orar, examinar diligentemente as Escrituras, esconder a Palavra de Deus no coração, a fim de não pecarem contra Ele com pensamentos de idolatria e práticas vis, e não venha assim a igreja a ficar desmoralizada. Review and Herald, 17 de maio de 1887.
20 de abril – Pág. 116 – O Único Caminho do Sucesso
Não cesses de falar deste livro da lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo a tudo quanto nele está escrito; então farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Josué 1:8.
Se os homens andarem no caminho que Deus lhes tem indicado, terão um conselheiro cuja sabedoria está acima da sabedoria humana. Josué foi um sábio general porque Deus era seu guia. A primeira espada que Josué usou foi a espada do Espírito, a Palavra de Deus. …
Foi porque as mais fortes influências iam ser postas a lutar contra os seus princípios de justiça que o Senhor em misericórdia o animou a não se desviar nem para a direita e nem para a esquerda. Ele devia seguir uma conduta de estrita integridade. … Se não tivesse havido qualquer perigo para Josué, Deus não teria inúmeras vezes animado a ter coragem. Mas em meio a todos os seus cuidados, Josué tinha o seu Deus como guia.
Não pode haver maior decepção para um homem do que pensar que em qualquer de suas dificuldades ele pode encontrar um guia melhor do que Deus, um conselheiro mais sábio em qualquer emergência, um mais forte defensor em qualquer circunstância. …
O Senhor tem um grande trabalho para ser feito em nosso mundo. Ele deu a cada homem a sua tarefa. Mas não deve o homem fazer do homem o seu guia, se não quiser extraviar-se; isto é sempre inseguro. Ao passo que a religião da Bíblia incorpora os princípios de atividade em serviço, há ao mesmo tempo a necessidade de buscar diariamente sabedoria da Fonte de toda sabedoria. Qual foi a vitória de Josué? Ele meditava na Palavra de Deus de dia e de noite. A palavra do Senhor veio a ele pouco antes de haver transposto o Jordão. … Este foi o segredo da vitória de Josué. Ele fez de Deus o seu guia. …
Os que mantêm posição de conselheiros devem ser homens altruístas, homens de fé, homens de oração, homens que não ousem confiar em sua própria humana sabedoria, mas busquem ferventemente luz e entendimento quanto à melhor maneira de conduzir suas atividades. Josué, o comandante de Israel, buscou nos livros de Moisés diligentemente a orientação dada por Deus – Suas ordens, reprovações e restrições – a fim de não agir desavisadamente. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 993.
21 de abril – Pág. 117 – O Aliado Invisível
Serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Josué 1:5.
Estudai cuidadosamente as experiências de Israel em sua viagem para Canaã. Precisamos manter a mente e o coração preparados mediante refrigério da memória com as lições que o Senhor ensinou ao Seu antigo povo. Então os ensinos de Sua Palavra serão para nós, como Ele desejava que fossem para eles, sempre interessantes e impressivos. …
Quando Josué saiu uma manhã pouco antes da tomada de Jericó, apareceu perante ele um guerreiro completamente equipado para batalha. E Josué, perguntou-lhe: “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?” Josué 5:13. Ele respondeu: “Venho agora como Príncipe do exército do Senhor.” Josué 5:14. Se os olhos de Josué tivessem sido abertos como foram os do servo de Eliseu em Dotã, e ele pudesse suportar a cena, teria visto os anjos do Senhor acampados em volta dos filhos de Israel; porque o treinado exército do Céu tinha vindo para lutar pelo povo de Deus, e o Capitão do exército do Senhor estava no comando. Quando Jericó caiu, nenhuma mão humana tocou os muros da cidade, pois os anjos do Senhor derrubaram as fortificações e entraram nas fortalezas do inimigo. Não foi Israel, mas o Capitão do exército do Senhor quem tomou Jericó. Mas Israel teve sua parte a desempenhar a fim de mostrar fé no Capitão de sua salvação.
Há batalhas a serem travadas cada dia. Uma guerra está em processo em cada alma entre o príncipe das trevas e o Príncipe da vida. … Como instrumentos de Deus deveis entregar-vos a Ele, a fim de que Ele possa planejar a batalha e conduzi-la por vós, com vossa cooperação. O Príncipe da vida está na direção de Sua obra. Deve estar convosco em vossa batalha diária contra o eu, a fim de que possais ser fiéis ao princípio; a fim de que a paixão, quando a guerra estiver no auge, possa ser subjugada pela graça de Cristo; para que possais ser mais do que vencedores por meio dAquele que vos amou. Jesus esteve no conflito. Ele conhece o poder de cada tentação. Sabe exatamente como enfrentar cada emergência, e como guiar-vos ao longo de todo o caminho de perigo. Então por que não confiar nEle? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 994 e 995.
22 de abril – Pág. 118 – Só Deus Pode Fazê-lo
Todo o povo gritará com grande grita; e o muro da cidade cairá abaixo. Josué 6:5.
Na tomada de Jericó o poderoso General dos exércitos planejou a batalha com tal simplicidade que nenhum ser humano poderia tomar a glória para si. Mão humana alguma deveria derrubar os muros da cidade, a fim de que não tomasse o homem para si mesmo as honras da vitória. De igual forma hoje nenhum ser humano deve tomar para si a glória da obra que realiza. O Senhor somente deve ser engrandecido. Oh, que os homens vejam a necessidade de procurar as ordens de Deus! …
O Senhor organizou o Seu exército em torno da cidade condenada; nenhuma mão humana devia erguer-se contra ela; os exércitos do Céu derrubariam seus muros, a fim de que somente o nome de Deus tivesse a glória. Esta era aquela orgulhosa cidade cujos poderosos muros haviam incutido terror nos espias incrédulos. Agora na captura de Jericó, Deus declara aos hebreus que seus pais poderiam ter possuído a cidade quarenta anos antes, se tivessem confiado nEle. …
A fraqueza do homem encontrará força sobrenatural e auxílio em todo árduo conflito para realizar as obras da Onipotência; e a perseverança em fé e perfeita confiança em Deus garantirá o sucesso. Enquanto a antiga confederação do mal está arregimentada contra eles, Ele ordena que sejam bravos e fortes e lutem valentemente, pois têm um Céu a ganhar, e têm em suas fileiras mais do que um simples anjo: o poderoso General dos exércitos conduz as forças do Céu. Quando da tomada de Jericó, nenhum dos exércitos de Israel podia vangloriar-se, exercer sua força finita a fim de derrubar os muros da cidade; mas o Capitão dos exércitos do Senhor planejou essa batalha na maior simplicidade, a fim de que o homem não se exaltasse e somente o Senhor recebesse a glória. Deus nos tem prometido poder; e a promessa é para nós e para nossos filhos, e para todos os que estão longe e para aqueles a quem o Senhor nosso Deus chamar. …
Deve haver contínua fé e confiança no Capitão de nossa salvação. Precisamos obedecer as Suas ordens. Os muros de Jericó virão abaixo como resultado da obediência às ordens de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 995 e 996.
23 de abril – Pág. 119 – O Pecado de um só Homem
Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes. Hebreus 13:5.
Acã havia alimentado no coração a cobiça e o engano, até que suas percepções do pecado tinham-se tornado embotadas e ele caiu como fácil presa da tentação. Os que se aventuram a condescender com um pecado desconhecido serão vencidos com mais facilidade na próxima vez. A primeira transgressão abre a porta para o tentador, e gradualmente ele subjuga todas as resistências e toma plena posse do espírito. Acã ouvira as repetidas advertências contra o pecado da cobiça. A lei de Deus, direta e positiva, proibia o roubo e o engano, mas ele continuou a acariciar o pecado. Como não foi contido nem abertamente repreendido, ele se tornou mais ousado; as advertências foram tendo cada vez menos efeito sobre ele, até que sua vida foi presa às cadeias das trevas. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 997.
Vergonha, derrota e morte foram levadas sobre Israel pelo pecado de um só homem. Aquela proteção que lhes havia coberto as cabeças no dia da batalha foi retirada. Vários pecados que são praticados e acariciados por professos cristãos acarretam o desagrado de Deus sobre a igreja. …
A influência que deve ser muitíssimo temida pela igreja não é a dos francos opositores, dos infiéis e blasfemos, mas a dos incoerentes professos de Cristo. Há os que afastam de Israel as bênçãos de Deus e trazem fraqueza à igreja, repreensão que não é facilmente eliminada.
O cristianismo não deve ser meramente mostrado no sábado e exibido no santuário; é para cada dia da semana e para todo lugar. Seus atos devem ser reconhecidos e obedecidos na oficina de trabalho, no lar, nas transações comerciais com os irmãos e com o mundo. …
Melhor é morrer do que pecar; melhor é sofrer necessidade do que enganar; melhor é sofrer fome do que mentir. Todos os que são tentados enfrentem Satanás com as palavras: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos! … Feliz serás, e tudo te irá bem.” Salmos 128:1 e 2. Testimonies, vol. 4, págs. 493 e 495.
24 de abril – Pág. 120 – Não Há Como Esconder de Deus
Já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. Josué 7:12.
O pecado de um homem levou Israel a cair diante do inimigo. Alguma coisa mais do que simplesmente oração foi requerido. Deviam purificar o acampamento de Israel. Manuscrito 12, 1893.
Tendes já considerado por que todos os que estavam relacionados com Acã foram sujeitados à mesma punição da parte de Deus? Foi porque eles não haviam sido disciplinados e educados segundo as indicações da grande norma da lei de Deus. Os pais de Acã haviam educado seu filho de modo que ele se sentisse livre para desobedecer a Palavra do Senhor. Os princípios inculcados em sua vida levaram-no a tratar com seus filhos de tal maneira que eles também ficaram corrompidos. … A punição… revela o fato de que todos estavam envolvidos na transgressão. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 998.
A história de Acã ensina-nos a solene lição de que por causa do pecado de um único homem o desprazer de Deus cairá sobre um povo ou uma nação até que a transgressão seja encontrada e punida. O pecado é corruptor por natureza. Um homem infectado com sua lepra mortal pode comunicar a mancha a milhares. Os que ocupam posições de responsabilidades como guardiões do povo serão infiéis a seus deveres se não investigarem fielmente o pecado e o não reprovarem. …
O amor de Deus jamais conduz a diminuir o pecado; nunca encobrirá ou desculpará um erro não confessado. … Ele tem que ver com todos os nossos atos, pensamentos e sentimentos. Segue-nos, e nos alcança em cada secreto intento. Pela condescendência com o pecado os homens são levados a considerar levianamente a lei de Deus. Muitos escondem dos homens sua transgressão, e se vangloriam de que Deus não será estrito em assinalar a iniquidade. Mas Sua lei é a grande norma de direito, e cada ato da vida deve ser com ela comparado no dia em que Deus trouxer a juízo toda obra, toda coisa secreta, a ver se é boa ou má. Pureza de coração conduzirá a pureza de vida. Toda desculpa para o pecado é inútil. Quem pode pleitear pelo pecador quando Deus testifica contra ele? SDA Bible Commentary, vol. 2, págs. 996 e 997.
25 de abril – Pág. 121 – Demasiado Tarde!
O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Provérbios 28:13.
Acã reconheceu sua culpa, quando era demasiado tarde para que a confissão o beneficiasse. Vira os exércitos de Israel voltarem de Ai derrotados e desanimados; contudo não se apresentou para confessar seu pecado. Vira Josué e os anciãos de Israel curvados em terra, com uma dor demasiado grande para exprimir-se com palavras. Houvesse feito então confissão, e teria dado alguma prova de verdadeiro arrependimento; mas guardou ainda silêncio. Ouvira a proclamação de que um grande crime fora cometido, e ouvira mesmo especificar-se o caráter daquele crime. Seus lábios, porém, estavam fechados. Veio então a investigação solene. Como lhe fremiu a alma de terror, ao ver indicada sua tribo, a seguir sua família e depois sua casa! Mas ainda não proferiu confissão alguma, até que o dedo de Deus se pôs sobre ele. Então, quando o seu pecado não mais poderia ser escondido, admitiu a verdade. Quão frequentemente se fazem confissões semelhantes! Há uma grande diferença entre admitir fatos depois que os mesmos foram provados, e confessar pecados apenas conhecidos por nós mesmos e Deus. Acã não teria confessado seu crime se não tivesse esperado com isso evitar as consequências do mesmo. Mas sua confissão apenas serviu para mostrar que seu castigo era justo. Não havia genuíno arrependimento do pecado, nem contrição, nem mudança de propósito, nem aversão ao mal.
Assim pelos culpados serão feitas confissões quando se encontrarem eles perante o tribunal de Deus, depois de haver sido decidido todo o caso, ou para a vida ou para a morte. … Não será necessário… que a pessoa seja pesquisada, … mas seus próprios lábios confessarão sua vergonha. Os pecados ocultos ao conhecimento dos homens serão então proclamados ao mundo todo. Patriarcas e Profetas, págs. 497 e 498.
Se tendes pecados a confessar, não percais tempo. Estes momentos são ouro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” I João 1:9. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 93.
26 de abril – Pág. 122 – Preço de uma Mentira
Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o Seu prazer. Provérbios 12:22.
De Siquém os israelitas voltaram ao seu acampamento em Gilgal. Aqui foram logo depois visitados por estranha delegação, que desejava entrar em um pacto com eles. Os embaixadores representavam ter vindo de um país distante, e isto parecia confirmar-se pela sua aparência. Suas vestes estavam velhas e gastas, remendadas as suas sandálias, bolorentas as suas provisões, e os couros que lhes serviam de odres de vinho, achavam-se rotos e atados, como que apressadamente reparados em viagem. …
Tais afirmações prevaleceram. … “E Josué fez paz com eles e fez um concerto com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.” Josué 9:14 e 15. Assim se estabeleceu o tratado. …
Mas teria sido melhor aos gibeonitas se houvessem tratado honestamente com Israel. Conquanto sua submissão a Jeová lhes tivesse conseguido a conservação da vida, a fraude acarretou-lhes somente desgraça e servidão. Deus havia tomado disposições para que todos os que renunciassem ao paganismo, e se unissem a Israel, partilhassem das bênçãos do concerto. Estavam incluídos na designação “o estrangeiro que peregrina entre vós”, e com poucas exceções essa classe deveria desfrutar de favores e privilégios iguais aos de Israel. A instrução do Senhor foi: “E quando o estrangeiro peregrinar contigo na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo.” Levítico 19:33 e 34. …
Tal era a posição em que os gibeonitas poderiam ter sido recebidos, não fora o engano a que tinham recorrido. Não era pequena humilhação para aqueles cidadãos de uma “cidade real”, sendo “todos os seus homens valentes”, fazerem-se rachadores de lenha e carregadores de água por todas as suas gerações. Haviam eles, porém, adotado a aparência de pobreza com o fim de enganar, e esta se lhes fixou como distintivo de servidão perpétua. Assim, em todas as suas gerações, sua condição servil testificaria do ódio de Deus à falsidade. Patriarcas e Profetas, págs. 505 e 507.
27 de abril – Pág. 123 – “Dá-me Este Monte”
Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou. … Agora, pois, dá-me este monte. Josué 14:11 e 12.
Antes que entrasse em vigor a distribuição das terras, Calebe, acompanhado pelos chefes de sua tribo, veio à frente com um pedido especial. Com exceção de Josué, Calebe era agora o homem mais velho em Israel. Calebe e Josué eram os únicos entre os espias que haviam trazido uma boa notícia da terra da promessa, animando o povo a subir e possuí-la em nome do Senhor. Calebe lembrou então a Josué a promessa feita naquela ocasião, como recompensa de sua fidelidade: “A terra que pisou o teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor.” Josué 14:6-15. Apresentou portanto o pedido de que o Hebrom lhe fosse dado em possessão. … Seu pedido foi imediatamente satisfeito. A ninguém poderia a conquista daquela gigantesca fortaleza ser com mais segurança confiada. …
A fé de Calebe era agora precisamente o que fora quando seu testemunho havia contradito o mau relato dos espias. Acreditara na promessa de Deus de que Ele poria Seu povo na posse de Canaã, e nisto seguira inteiramente ao Senhor. Suportara juntamente com Seu povo a longa peregrinação no deserto, participando assim dos desapontamentos e trabalhos dos culpados; não apresentou contudo queixa contra isto, mas exaltou a misericórdia de Deus que o preservara em vida no deserto, quando foram eliminados seus irmãos. … O bravo e velho guerreiro estava desejoso de dar ao povo um exemplo que honraria a Deus, e incentivaria as tribos a subjugar completamente a terra que seus pais haviam imaginado invencível. Calebe obteve a herança na qual tinha o coração durante quarenta anos; e, confiando em que Deus estava consigo, “expeliu Calebe dali os três filhos de Enaque”. Josué 15:14. …
Os covardes e rebeldes haviam perecido no deserto; mas os espias justos comeram das uvas de Escol. A cada um deles foi dado segundo sua fé. Os incrédulos viram cumprir-se seus temores. Apesar da promessa de Deus, declararam que era impossível herdar Canaã, e não a possuíram. Mas aqueles que confiaram em Deus, não olhando tanto para as dificuldade a se encontrarem, como para a força de seu Auxiliador todo-poderoso, entraram na boa terra. Patriarcas e Profetas, págs. 511-513.
28 de abril – Pág. 124 – Carros de Ferro
Então, o povo dos filhos de José disse a Josué: Por que me deste por herança uma sorte apenas e um quinhão? Josué 17:14.
Outro pedido com relação à divisão da terra, revelou um espírito grandemente diverso do de Calebe. Foi apresentado pelos filhos de José, da tribo de Efraim juntamente com a meia tribo de Manassés. Em consideração ao seu número superior, essas tribos pediram uma porção dupla de território. O quinhão a eles designado era o mais rico da terra, incluindo a fértil planície de Sarom; porém muitas das cidades principais do vale estavam ainda de posse dos cananeus, e as tribos temiam executar a perigosa tarefa de conquistar suas possessões, e desejavam uma porção adicional de território já conquistado. A tribo de Efraim era uma das maiores em Israel, bem como aquela a que o próprio Josué pertencia; e seus membros naturalmente se julgavam com direito a consideração especial. “Por que me deste por herança só uma sorte e um quinhão”, disseram eles, “sendo eu um tão grande povo?” Josué 17:14-18. Mas nenhum desvio da estrita justiça poder-se-ia obter do inflexível líder.
Sua resposta foi: “Se tão grande povo és, sobe ao bosque e corta para ti ali lugar na terra dos ferezeus e dos refains, pois que as montanhas de Efraim te são tão estreitas.” Josué 17:15.
Sua réplica mostrou a causa real da queixa. Faltavam-lhe fé e coragem para expulsar os cananeus. “As montanhas nos não bastariam”, disseram; “também carros ferrados há entre todos os cananeus que habitam na terra do vale.” Josué 17:16.
O poder do Deus de Israel tinha sido empenhado em favor de Seu povo; e, caso possuíssem os efraimitas a coragem e a fé de Calebe, nenhum inimigo lhes teria feito frente. Seu desejo evidente de excluir dificuldades e perigos, foi com firmeza defrontado por Josué. “Grande povo és e grande força tens”, disse ele; “expelirás os cananeus, ainda que tenham carros ferrados, ainda que sejam fortes.” Josué 17:17 e 18. Assim, seus próprios argumentos voltaram-se contra eles. Sendo um povo grande, como alegavam, eram perfeitamente capazes de seguir seu próprio caminho, como fizeram seus irmãos. Com o auxílio de Deus, não necessitavam temer os carros de ferro. Patriarcas e Profetas, págs. 513 e 514.
29 de abril – Pág. 125 – “Eu e a Minha Casa…”
Escolhei hoje a quem sirvais. Josué 24:15.
Sentindo Josué as debilidades da idade a assaltarem-no, e compreendendo que sua obra logo deveria encerrar-se, encheu-se de ansiedade pelo futuro de seu povo. Foi com um interesse maior do que o de um pai que ele lhes falou, reunindo-se eles mais uma vez em redor de seu idoso chefe. …
Por determinação de Josué, a arca fora trazida de Silo. A ocasião foi de grande solenidade, e este símbolo da presença de Deus aprofundaria a impressão que ele desejava produzir no povo. Depois de apresentar a bondade de Deus para com Israel, ele os convidou em nome de Jeová, a escolherem a quem serviriam. O culto aos ídolos era ainda até certo ponto praticado secretamente, e agora Josué se esforçou por levá-los à decisão de que baniriam de Israel este pecado. … Josué desejava levá-los a servir a Deus, não constrangidamente, mas de livre vontade. …
“Porém eu e a minha casa”, disse Josué, “serviremos ao Senhor.” Josué 24:15. O mesmo zelo santo que inspirava o coração do chefe, comunicou-se ao povo. Seus apelos provocaram a resposta decisiva: “Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses.” …
Josué se esforçou por levar os ouvintes a pesarem bem suas palavras, e absterem-se de votos que não estariam preparados para cumprir. Com profundo fervor repetiram a declaração: “Não, antes ao Senhor serviremos.” Consentindo solenemente com o testemunho contra si mesmos de que escolheram a Jeová, mais uma vez reiteraram seu compromisso de fidelidade: “Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à Sua voz.” … Tendo escrito um relatório deste feito solene, colocou-o juntamente com o livro da lei ao lado da arca. …
A obra de Josué em prol de Israel estava finalizada. Havia seguido inteiramente ao Senhor; e no Livro de Deus ele é chamado: “O servo do Senhor.” O mais nobre testemunho em favor de seu caráter como líder público é a história da geração que fruíra seus labores: “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda viveram muito depois de Josué.” Patriarcas e Profetas, págs. 521, 523 e 524.
30 de abril – Pág. 126 – “Não te Enviei Eu?”
Então, Se virou o Senhor para ele e disse: Vai nessa tua força; … não te enviei Eu? Juízes 6:14.
A Gideão veio o chamado divino para libertar seu povo. Estava ocupado na ocasião a trilhar o trigo. Uma pequena quantidade deste cereal fora escondida, e, não ousando ele batê-lo na eira comum, recorrera a um local próximo do lagar; pois, estando ainda longe o tempo do amadurecimento das uvas, pouca observação se dava agora às vinhas. Enquanto Gideão trabalhava em segredo e silêncio, meditava com tristeza na condição de Israel, e considerava como o jugo do opressor poderia ser quebrado de seu povo.
Subitamente o “Anjo do Senhor” apareceu, e a ele Se dirigiu com estas palavras: “O Senhor é contigo, varão valoroso.” Juízes 6:12.
“Ai, Senhor meu”, foi a resposta, “se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.” Juízes 6:13.
O mensageiro do Céu replicou: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” Juízes 6:14. Patriarcas e Profetas, págs. 546 e 547.
Gideão sentiu profundamente sua insuficiência própria para a grande obra que tinha diante de si. … O Senhor nem sempre escolhe para Sua obra homens de grandes talentos, mas seleciona aqueles a quem Ele pode melhor usar. Indivíduos que podem fazer bom serviço para Deus poderão por algum tempo ser deixados na obscuridade, aparentemente não notados e não empregados pelo Mestre. Mas se fielmente cumprirem os deveres de sua humilde posição, acariciando uma disposição de trabalhar por Ele e por Ele sacrificar-se, a seu próprio tempo o Senhor lhes confiará maiores responsabilidades.
Antes da honra está a humildade. O Senhor pode usar mais eficazmente os que são mais sensíveis de sua própria indignidade e ineficácia. Ele lhes ensinará o exercício da coragem e da fé. Fá-los-á fortes unindo a fraqueza deles com Sua força, e sábios associando Sua sabedoria à ignorância deles. SDA Bible Commentary, vol. 2, pág. 1.003.

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