Meditação Matinal – março de 2017

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Vidas Que Falam.
Meditação Matinal de Ellen White.

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1º de março – Pág. 66 – Sete Breves Anos
Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava. Gênesis 29:20.
Quão diferente foi sua chegada [a de Jacó] da do mensageiro de Abraão, quase cem anos antes! O servo chegara com um séquito de ajudantes viajando em camelos, e com ricos presentes de ouro e prata; Jacó era um viajante solitário, tendo magoados os pés, sem nada possuir a não ser seu bastão. Como o servo de Abraão, Jacó se deteve ao lado de um poço, e foi aqui que ele se encontrou com Raquel, a filha mais moça de Labão. … Se bem que tivesse vindo desprovido e desacompanhado, poucas semanas mostraram o valor de sua diligência e habilidade, e insistiu-se com ele que ficasse. Foi combinado que devia prestar sete anos de serviço a Labão pela mão de Raquel.
Nos tempos primitivos, exigia o costume que o noivo, antes da confirmação do contrato de casamento, pagasse uma soma de dinheiro, ou seu equivalente em outras propriedades, conforme as suas circunstâncias, ao pai da noiva. Isto era considerado como uma salvaguarda à relação matrimonial. … Mas tomava-se providência para provar aqueles que nada tinham para pagar por uma esposa. Permitia-se-lhes trabalhar para o pai, cuja filha amavam, sendo a duração do tempo determinada pelo valor do dote exigido. Quando o pretendente era fiel em seu trabalho, e provava ser digno em outros sentidos, obtinha a filha como esposa; e geralmente o dote que o pai recebera era dado a ela por ocasião do casamento. …
O antigo costume, se bem que algumas vezes do mesmo se abusasse, assim como o fizera Labão, produzia bons resultados. Quando se exigia do pretendente prestar serviços, a fim de obter a sua noiva, evitava-se um casamento precipitado, e havia oportunidade de provar-se a profundidade de seu afeto, bem como sua habilidade para prover as necessidades de uma família. Em nossos tempos, muitos males resultam de seguir uma conduta oposta. Frequentemente dá-se o caso que pessoas, antes do casamento, têm pouca oportunidade de se familiarizarem com os hábitos e disposições uma da outra, e, quanto ao que se refere à vida diária, são virtualmente estranhas quando no altar unem os seus interesses. Muitos acham, demasiado tarde, que não se adaptam um ao outro, e a desgraça por toda a vida é o resultado de sua união. Patriarcas e Profetas, págs. 188 e 189.
2 de março – Pág. 67 – Questão de Vida e Morte
Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26.
Na grande crise de sua vida, Jacó retirou-se para orar. Estava cheio de um dominante propósito – buscar a transformação de caráter. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
Isto foi em uma região solitária, montanhosa, retiro de animais selvagens, e esconderijo de ladrões e assassinos. Sozinho e desprotegido, Jacó prostrou-se em terra com profunda angústia. … Com ansiosos clamores e lágrimas fez sua oração perante Deus. Subitamente uma mão forte foi posta sobre ele. Julgou que um inimigo estivesse a procurar sua vida, e esforçou-se por desvencilhar-se dos punhos do assaltante.
Nas trevas os dois lutaram pelo predomínio. Nenhuma palavra se falou, porém Jacó empregou toda a força, e não afrouxou seus esforços nem por um momento. Enquanto estava assim a batalhar em defesa de sua vida, a intuição de sua falta lhe oprimia a alma; seus pecados levantavam-se diante dele para o separarem de Deus. Mas, em sua terrível situação, lembrou-se das promessas de Deus, e todo o coração se lhe externou em petições pela Sua misericórdia. A luta continuou até perto do romper do dia, quando o estranho colocou o dedo à coxa de Jacó, e este ficou manco instantaneamente. O patriarca discerniu então o caráter de seu antagonista. Soube que estivera em conflito com um mensageiro celestial, e por isto foi que seu esforço quase sobre-humano não ganhara a vitória. Era Cristo, o “Anjo do concerto”, que Se havia revelado a Jacó. O patriarca estava agora inválido, e sofria a mais cruciante dor, mas não O quis largar. …
Insistiu: “Deixa-Me ir, porque já a alva subiu”; mas Jacó respondeu: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Tivesse sido isto uma confiança vangloriosa e presumida, e Jacó teria sido instantaneamente destruído; mas sua confiança era daquele que confessa sua própria indignidade, e, contudo, confia na fidelidade de um Deus que guarda o concerto. Patriarcas e Profetas, págs. 196 e 197.
Aquilo pelo que Jacó, em vão, lutara em sua própria força, foi ganho pela entrega de si mesmo e uma firme fé. O Maior Discurso de Cristo, pág. 144.
3 de março – Pág. 68 – Tempo de Angústia de Jacó
Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Jeremias 30:7.
Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, então começará este tempo de angústia. Ter-se-á então decidido o caso de toda alma, e não haverá sangue expiatório para purificar do pecado. …
Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra. Assim como Jacó foi ameaçado de morte por seu irmão irado, o povo de Deus estará em perigo por parte dos ímpios, que procurarão destruí-los. E assim como o patriarca lutou toda a noite para conseguir livramento da mão de Esaú, clamarão os justos a Deus dia e noite por livramento dos inimigos que os cercam. …
Quando, em sua angústia, Jacó lançou mão do Anjo, e com lágrimas suplicou, o Mensageiro celeste, a fim de provar-lhe a fé, lembrou-o também de seu pecado, e esforçou-se por escapar dele. Mas Jacó não quis demover-se. Aprendera que Deus é misericordioso, e lançou-se à Sua misericórdia. Fez referência ao arrependimento de seu pecado, e implorou livramento. Ao rever a sua vida, foi impelido quase ao desespero; mas segurou firmemente o Anjo, e com brados ardorosos, aflitivos, insistiu em sua petição, até que prevaleceu.
Tal será a experiência do povo de Deus em sua luta final com os poderes do mal. Deus lhes provará a fé, a perseverança, a confiança em Seu poder para os livrar. Satanás esforçar-se-á por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos são sem esperança; que seus pecados foram demasiado grandes para receberem perdão. Terão uma intuição profunda de seus fracassos; e, ao reverem a vida, perder-lhes-ão as esperanças. Lembrando-se, porém, da grandeza da misericórdia de Deus, e de seu próprio arrependimento sincero, alegarão Suas promessas feitas por meio de Cristo aos pecadores desamparados e arrependidos. Sua fé não faltará por não serem suas orações respondidas imediatamente. Apoderar-se-ão da força de Deus, assim como Jacó lançou mão do Anjo; e a expressão de sua alma será: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares.” Gênesis 32:26. Patriarcas e Profetas, págs. 201 e 202.
4 de março – Pág. 69 – Garantido o Poder
Pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Gênesis 32:28.
Se Jacó não se houvesse arrependido previamente do pecado de obter a primogenitura pela fraude, Deus não poderia ter ouvido sua oração e misericordiosamente preservado sua vida. Assim no tempo de angústia, se o povo de Deus houvesse de ter pecados não confessados, para aparecerem diante deles enquanto torturados pelo temor e angústia, abater-se-iam; o desespero lhes cortaria a fé, e não poderiam ter confiança para pleitearem com Deus seu livramento. Mas, conquanto tenham uma intuição profunda de sua indignidade, não terão faltas ocultas a revelar. Seus pecados ter-se-ão apagado pelo sangue expiatório de Cristo, e eles não os podem trazer à lembrança. …
Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, e permitem que eles permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados ou perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta aos olhos de Deus, e mais certo a vitória do grande adversário.
Contudo, a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. … Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto. …
Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. … É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração. Patriarcas e Profetas, págs. 202 e 203.
5 de março – Pág. 70 – Reunião
Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Efésios 4:32.
Enquanto Jacó estava a lutar com o Anjo, outro mensageiro celeste foi enviado a Esaú. Em sonho viu Esaú seu irmão, que durante vinte anos fora um exilado da casa de seu pai, testemunhou-lhe a dor ao encontrar morta a mãe, viu-o rodeado pelos exércitos de Deus. Este sonho foi relatado por Esaú aos seus soldados, com a ordem de não fazerem mal a Jacó; pois o Deus de seu pai estava com ele.
Os dois grupos finalmente se aproximaram um do outro, conduzindo o chefe do deserto seus homens de guerra, e estando Jacó com suas esposas e filhos, acompanhados dos pastores e servas, e seguidos de longas fileiras de rebanhos e gado. Apoiado em seu cajado, o patriarca saiu para a frente a fim de encontrar-se com o grupo de soldados. Estava pálido e inutilizado em consequência de seu recente conflito, e andava vagarosa e penosamente, parando a cada passo; mas tinha o rosto iluminado por alegria e paz.
À vista daquele sofredor coxo, “Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram”. Gênesis 33:4. Ao olharem para esta cena, mesmo os rudes soldados de Esaú ficaram tocados. Não obstante haver-lhes ele contado seu sonho, não podiam ver a razão da mudança que sobreviera a seu capitão. Posto que vissem a enfermidade do patriarca, mal imaginavam que esta sua fraqueza se tornara a sua força.
Em sua noite de angústia, ao lado do Jaboque, quando a destruição parecia estar precisamente diante dele, ensinara-se a Jacó quão vão é o auxílio do homem, quão destituída de fundamento é toda a confiança na força humana. Viu que seu único auxílio devia vir dAquele contra quem tão ofensivamente pecara. Desamparado e indigno, rogou a promessa de misericórdia de Deus, ao pecador arrependido. Aquela promessa foi a sua certeza de que Deus lhe perdoaria e o aceitaria. Mais facilmente poderiam o céu e a Terra passar do que falhar aquela palavra; e foi isto o que o alentou durante aquele terrível conflito. Patriarcas e Profetas, págs. 198-201.
6 de março – Pág. 71 – Caminhos Separados
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida. João 3:36.
Jacó e Esaú encontraram-se junto ao leito de morte de seu pai. Uma ocasião o irmão mais velho olhara antecipadamente para este acontecimento como uma oportunidade para vingança; seus sentimentos, porém, haviam-se mudado grandemente desde então. E Jacó, satisfeito com as bênçãos espirituais da primogenitura, resignou ao irmão mais velho a herança da riqueza de seu pai – a única herança que Esaú buscava ou apreciava. …
Esaú e Jacó tinham sido instruídos de modo semelhante no conhecimento de Deus, e ambos estavam em liberdade para andar em Seus mandamentos e receber Seu favor; porém, não preferiram ambos fazer isto. Os dois irmãos tinham andado em caminhos diferentes, e suas veredas continuariam a divergir mais e mais uma da outra.
Não houve uma preferência arbitrária da parte de Deus, pela qual ficassem excluídas de Esaú as bênçãos da salvação. Os dons de Sua graça por Cristo são gratuitos a todos. Não há eleição senão a própria, pela qual alguém possa perecer. … Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições.
Esaú havia desprezado as bênçãos do concerto. Dera mais valor aos bens temporais do que aos espirituais, e recebera o que desejava. Foi pela sua própria e deliberada escolha que se separou do povo de Deus. Jacó escolhera a herança da fé. Esforçara-se por obtê-la pela astúcia, traição e falsidade; Deus, porém, permitira que seu pecado operasse a correção ao mesmo. … Os elementos inferiores de seu caráter foram consumidos na fornalha de fogo, o verdadeiro ouro foi refinado, até que a fé de Abraão e de Isaque apareceu aclarada em Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 207 e 208.
7 de março – Pág. 72 – Lar em Dificuldade
Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no. Gênesis 37:4.
O pecado de Jacó e o séquito de acontecimentos que determinou, não deixaram de exercer influência para o mal, influência esta que revelou seu amargo fruto no caráter e vida de seus filhos. Chegando esses filhos à virilidade, desenvolveram graves defeitos. Os resultados da poligamia foram manifestos na casa. Este terrível mal tende a secar as próprias fontes do amor, e sua influência enfraquece os laços mais sagrados. O ciúme das várias mães havia amargurado a relação da família; os filhos cresceram contenciosos, e sem a devida sujeição; e a vida do pai obscureceu-se pela ansiedade e dor.
Houve um, entretanto, de caráter grandemente diverso – o filho mais velho de Raquel, José, cuja rara beleza pessoal não parecia senão refletir uma beleza interior do espírito e do coração. Puro, ativo e alegre, o rapaz dava prova também de ardor e firmeza moral. Escutava as instruções do pai, e gostava de obedecer a Deus. … Morrendo-lhe a mãe, suas afeições prenderam-se mais intimamente ao pai, e o coração de Jacó estava ligado a este filho de sua velhice. Ele “amava a José mais do que a todos os seus filhos”. Gênesis 37:3.
Mas mesmo esta afeição deveria tornar-se causa de perturbações e tristezas. Jacó imprudentemente manifestou sua preferência por José, e isto provocou a inveja dos outros filhos. … O indiscreto presente do pai feito a José, de um manto, ou túnica, de grande preço, … provocou-lhes a suspeita de que ele tencionava preterir seus filhos mais velhos e conferir a primogenitura ao filho de Raquel. Sua maldade ainda mais aumentou ao contar-lhes um dia o menino um sonho que tivera. …
Achando-se o rapaz perante os irmãos, brilhando seu belo rosto pelo Espírito de inspiração, não puderam deixar de admirá-lo; porém não optaram pela renúncia de seus maus caminhos, e odiaram a pureza que lhes reprovava os pecados. O mesmo espírito que atuava em Caim, abrasava-se em seus corações. Patriarcas e Profetas, págs. 208-210.
8 de março – Pág. 73 – Resolução Inspirada
José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro. Gênesis 49:22.
José considerou o ser vendido para o Egito como a maior calamidade que lhe poderia haver sobrevindo; viu, porém, a necessidade de confiar em Deus como nunca o fizera quando protegido pelo amor de seu pai. E Recebereis Poder (Meditações Matinais, 1999), pág. 256.
Jornadeando a caravana para o Sul, em direção das fronteiras de Canaã, o rapaz podia discernir a distância as colinas entre as quais se achavam as tendas de seu pai. Chorou amargamente à lembrança daquele pai amoroso, em sua solidão e aflição. Novamente a cena em Dotã veio diante de si. Viu seus irmãos irados, e sentiu os olhares furiosos que lhe dirigiam. As palavras pungentes, insultantes, que seus aflitos rogos encontraram, estavam a soar-lhe nos ouvidos. Com o coração a tremer olhou para o futuro. Que mudança na situação – de um filho ternamente acalentado para o escravo desprezado e desamparado! …
Mas, na providência de Deus, mesmo esta experiência seria uma bênção para ele. Aprendeu em poucas horas o que de outra maneira anos não lhe poderiam ter ensinado. Seu pai, forte e terno como havia sido seu amor, fizera-lhe mal com sua parcialidade e indulgência. Esta preferência imprudente havia encolerizado seus irmãos, e os incitara à ação cruel que o separara de seu lar. Os efeitos dessa preferência eram também manifestos em seu caráter. Defeitos haviam sido acariciados, que agora deveriam ser corrigidos. …
Então seus pensamentos volveram para o Deus de seu pai. Na meninice fora ensinado a amá-Lo e temê-Lo. Muitas vezes na tenda do pai, ouvira a história da visão que Jacó tivera quando se retirava de seu lar, como exilado e fugitivo. … Sua alma fremiu ante a elevada resolução de mostrar-se fiel a Deus – de agir, em todas as circunstâncias, como convinha a um súdito do Reino do Céu. Serviria ao Senhor com inteireza de coração; enfrentaria as provações de sua sorte, com coragem, e com fidelidade cumpriria todo o dever. A experiência de um dia foi o ponto decisivo na vida de José. Sua terrível calamidade transformara-o de uma criança amimada em um homem ponderado, corajoso e senhor de si. Patriarcas e Profetas, págs. 213 e 214.
9 de março – Pág. 74 – Bendita Sociedade
O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero. … Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos. Gênesis 39:2 e 3.
Chegando ao Egito, José foi vendido a Potifar, capitão da guarda do rei, a cujo serviço ficou durante dez anos. Ali foi exposto a tentações nada triviais. Estava em meio da idolatria. O culto aos deuses falsos era rodeado de toda a pompa da realeza, apoiado pela riqueza e cultura da nação mais altamente civilizada então existente. José, todavia, preservou sua simplicidade e fidelidade para com Deus. As cenas e ruídos do vício estavam ao redor dele; porém, era ele como quem não via e não ouvia. Aos seus pensamentos não permitia ocupar-se com assuntos proibidos. O desejo de alcançar o favor dos egípcios não o poderia fazer esconder os seus princípios. Se tivesse tentado fazer isto, teria sido vencido pela tentação; mas não se envergonhava da religião de seus pais, e não fazia esforços para esconder o fato de ser adorador de Jeová. … A confiança de Potifar em José aumentava diariamente, e finalmente o promoveu a seu mordomo, com amplo governo sobre todas as suas posses. …
A assinalada prosperidade que acompanhava todas as coisas postas aos cuidados de José, não era resultado de um milagre direto; mas sim a sua operosidade, zelo e energia eram coroados pela bênção divina. José atribuía seu êxito ao favor de Deus, e mesmo seu senhor idólatra aceitava isto como o segredo de sua prosperidade sem-par. Sem um esforço perseverante e bem dirigido jamais poderia, entretanto, haver conseguido o êxito. Deus era glorificado pela fidelidade de Seu servo. Era Seu propósito que em pureza e correção o crente em Deus se mostrasse em assinalado contraste com os adoradores de ídolos – para que assim a luz da graça celestial pudesse resplandecer entre as trevas do paganismo.
A gentileza e fidelidade de José ganharam o coração do capitão-mor, o qual veio a considerá-lo como filho, em vez de escravo. O jovem foi levado em contato com homens de posição e saber, e adquiriu conhecimentos de ciências, línguas e negócios, educação necessária para o futuro primeiro-ministro do Egito. Patriarcas e Profetas, págs. 214 e 217.
10 de março – Pág. 75 – Tamanha Maldade?
Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Gênesis 39:9.
É sempre crítico, na vida de um jovem, o período em que ele se separa das influências do lar e seus sábios conselhos, e entra em novos cenários, de experiências decisivas. Mas se ele não se coloca de vontade própria nessas situações de perigo, evitando as restrições paternas; se, sem que o prefira, é colocado em posições perigosas, e então confia de Deus sua força – nutrindo no coração o amor de Deus – será então, pelo poder de Deus, que o colocou nessa posição difícil, guardado de ceder à tentação. Deus estava com José em seu novo lar. José estava no caminho do dever, sofrendo injustiça mas não praticando injustiça. Ele fruiu, pois, o amor e a proteção de Deus, porque introduzia seus princípios religiosos em tudo que empreendia. Carta 3, 1879.
A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus. Até ali ele permanecera incontaminado da corrupção que enchia aquela terra gentílica; mas esta tentação tão súbita, forte e sedutora, como poderia ser enfrentada? José bem sabia qual seria a consequência da resistência. De um lado estavam o encobrimento, os favores e as recompensas; do outro a desgraça, a prisão, a morte talvez. Toda sua vida futura dependia da decisão do momento. Triunfariam os princípios? Seria José ainda fiel a Deus? Com inexprimível ansiedade os anjos olhavam para aquela cena.
A resposta de José revela o poder do princípio religioso. Ele não trairia a confiança de seu senhor na Terra, e, quaisquer que fossem as consequências, seria fiel ao seu Senhor no Céu. Sob o olhar examinador de Deus e dos santos anjos, muitos tomam liberdades de que não se achariam culpados na presença de seus semelhantes; porém, o primeiro pensamento de José foi Deus.
“Como pois faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?” disse ele. Gênesis 39:9.
Se acalentássemos uma impressão habitual de que Deus vê e ouve tudo que fazemos e dizemos, e conserva um registro fiel de nossas palavras e ações, e de que devemos deparar tudo isto, teríamos receio de pecar. Patriarcas e Profetas, pág. 217.
Pág. 76
11 de março – Pág. 76 – Aprendizado na Prisão
Cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram em ferros, até ao tempo em que chegou a sua palavra; a palavra do Senhor o provou. Salmos 105:18 e 19.
A fiel integridade de José levou-o à perda de sua reputação e sua liberdade. Esta é a mais severa prova à qual os virtuosos e tementes a Deus são sujeitos: ver que o vício parece prosperar, enquanto a virtude é pisada no pó. … A religião de José conservou-lhe o gênio amável, a cálida e forte simpatia em relação à humanidade, apesar de todas as suas provas. … Assim que começa sua vida de prisioneiro, põe ele em exercício todo o brilho de seus princípios cristãos; começa tornando-se útil aos outros. … É animoso, pois é um cavalheiro cristão. Deus, sob essa disciplina, o estava preparando para uma posição de grande responsabilidade, honra e préstimo, e ele estava disposto a aprender; foi dócil às lições que o Senhor lhe queria ensinar. Aprendeu a levar o jugo na juventude. Aprendeu a governar, aprendendo primeiro ele mesmo a obedecer. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.097.
Mas o verdadeiro caráter de José resplandece, mesmo nas trevas da masmorra. Ele reteve com firmeza sua fé e paciência; seus anos de serviço fiel foram pagos da maneira mais cruel, todavia isto não o tornou obstinado ou desconfiado. Tinha a paz que vem de uma inocência consciente, e confiava seu caso a Deus. …
Achou uma obra a fazer mesmo na prisão. Deus o estava preparando, na escola da aflição, para maior utilidade, e ele não recusou a necessária disciplina. Testemunhando na prisão os resultados da opressão e tirania, e os efeitos do crime, aprendeu lições de justiça, simpatia e misericórdia, que o prepararam para exercer o poder com sabedoria e compaixão. … Foi a parte que ele desempenhou na prisão – integridade de sua vida diária e simpatia por aqueles que estavam em perturbação e angústia – o que abriu o caminho para a sua prosperidade e honra futura. Todo o raio de luz que derramamos sobre outrem, reflete-se em nós mesmos. Toda palavra amável e cheia de simpatia proferida aos tristes, todo ato feito para aliviar os oprimidos, e todo dom aos necessitados, se é determinado por um impulso justo, resultará em bênçãos ao doador. Patriarcas e Profetas, pág. 218.
12 de março – Pág. 77 – Sempre o Mesmo
Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe. Provérbios 22:29.
Do calabouço José foi levado a governador sobre toda a terra do Egito. Era uma posição de alta honra, e, contudo, assediada de dificuldades e perigo. Ninguém pode ficar a uma elevada altura, isento de perigo. Assim como a tempestade deixa ilesa a humilde flor do vale, ao mesmo tempo em que desarraiga a majestosa árvore no cimo da montanha, assim aqueles que têm mantido sua integridade na vida humilde podem ser arrastados ao abismo pelas tentações que assaltam o êxito e as honras mundanas. Mas o caráter de José resistiu de modo semelhante à prova da adversidade e da prosperidade. A mesma fidelidade que manifestou para com Deus quando estava na cela de prisioneiro, manifestou no palácio dos Faraós. Ele era ainda um estrangeiro em uma terra gentílica, separado de seus parentes, adoradores de Deus; mas cria completamente que a mão divina lhe havia dirigido os passos, e com uma constante confiança em Deus desempenhava fielmente os deveres de seu cargo. Por meio de José a atenção do rei e dos grandes homens do Egito foi dirigida ao verdadeiro Deus; e, embora se apegassem à sua idolatria, aprenderam a respeitar os princípios revelados na vida e caráter do adorador de Jeová.
Como se habilitou José a efetuar um registro tal de firmeza de caráter, correção e sabedoria? – Em seus primeiros anos, havia ele consultado o dever em vez da inclinação; e a integridade, a singela confiança, a natureza nobre, do jovem, produziram frutos nas ações do homem. Uma vida pura e simples favorecera o desenvolvimento vigoroso tanto das faculdades físicas como das intelectuais. A comunhão com Deus mediante Suas obras, e a contemplação das grandiosas verdades confiadas aos herdeiros da fé, haviam elevado e enobrecido sua natureza espiritual, alargando e fortalecendo o espírito como nenhum outro estudo o poderia fazer. A atenção fiel ao dever em todos os postos, desde o mais humilde até o mais elevado, estivera educando toda a faculdade para o seu mais elevado serviço. Aquele que vive de acordo com a vontade do Criador, está a assegurar para si o mais verdadeiro e nobre desenvolvimento de caráter. Patriarcas e Profetas, pág. 222.
13 de março – Pág. 78 – Tudo no Plano de Deus
Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência. Jó 28:28.
A vida acidentada de José não foi um acidente; foi ordenada pela Providência. Como, porém, foi ele capaz de fazer de sua vida um registro de tal firmeza de caráter, retidão e sabedoria? Foi resultado da cuidadosa educação em sua infância. Consultara ele o dever, e não a inclinação; e a pureza e singela confiança do menino, produziu frutos nos atos do homem. Os mais brilhantes talentos de nenhum valor são, a menos que sejam aproveitados; hábitos de diligência e fortaleza de caráter e finas qualidades mentais não vêm por acidente. Deus concede oportunidades; o êxito depende do uso que delas se faça. As oportunidades que a Providência depara têm de ser discernidas com rapidez e aproveitadas avidamente. Testimonies, vol. 5, pág. 321.
Não somente ao povo do Egito, mas a todas as nações ligadas com aquele poderoso reino, Deus Se manifestou por intermédio de José. Desejava torná-lo um portador de luz a todos os povos, e colocou-o como o segundo no trono do maior império da Terra, a fim de que a iluminação celeste se estendesse por perto e por longe. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 477.
Poucos há que se compenetram da influência das pequenas coisas da vida sobre o desenvolvimento do caráter. Nada com que temos de tratar é realmente pequeno. As circunstâncias variadas que deparamos dia após dia, são destinadas a provar nossa fidelidade, e habilitar-nos a maiores encargos. Pelo apego aos princípios nas transações da vida usual, a mente se habitua a considerar as exigências do dever acima das do prazer e da inclinação. Espíritos assim disciplinados não estão a vacilar entre o direito e o que não o é, como a vara a tremer ao vento; são fiéis ao dever porque se educaram aos hábitos de fidelidade e verdade. Pela fidelidade naquilo que é o mínimo, adquirem forças para serem fiéis em coisas maiores. Um caráter reto é de maior valor do que o ouro de Ofir. Sem ele ninguém pode subir a uma altura honrosa. Mas não se herda o caráter. Não pode ser comprado. A excelência moral e as belas qualidades mentais não são o resultado do acaso. Os mais preciosos dons não são de valor algum a menos que sejam aperfeiçoados. Patriarcas e Profetas, págs. 222 e 223.
14 de março – Pág. 79 – Ele Era Semelhante a Cristo
Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme. Gênesis 49:23 e 24.
A vida de José ilustra a de Cristo. Foi a inveja que moveu os irmãos de José a vendê-lo como escravo; tiveram a esperança de impedir que se tornasse maior do que eles. E, quando foi levado para o Egito, lisonjearam-se de que não mais seriam perturbados com os seus sonhos; de que haviam removido toda a possibilidade de sua realização. Mas sua conduta foi dirigida por Deus a fim de levar a efeito o mesmo acontecimento que tencionavam impedir. Semelhantemente os sacerdotes e anciãos judeus estavam invejosos de Cristo, receando que deles atraísse a atenção do povo. Mataram-nO para impedir que se tornasse rei, mas estiveram desta maneira a efetuar este mesmo resultado.
José, mediante seu cativeiro no Egito, tornou-se um salvador para a família de seu pai; contudo, este fato não diminuiu a culpa de seu irmãos. Semelhantemente, a crucificação de Cristo, pelos Seus inimigos, dEle fez o Redentor da humanidade, o Salvador de uma raça decaída, e Governador do mundo inteiro; mas o crime de Seus assassinos foi precisamente tão hediondo como se a mão providencial de Deus não houvesse dirigido os acontecimentos para Sua glória e o bem do homem.
Assim como José foi vendido aos gentios por seus próprios irmãos, foi Cristo vendido aos piores de Seus inimigos por um de Seus discípulos. José foi acusado falsamente e lançado na prisão por causa de sua virtude; assim Cristo foi desprezado e rejeitado porque Sua vida justa, abnegada, era uma repreensão ao pecado; e, se bem que não tivesse a culpa de falta alguma, foi condenado pelo depoimento de testemunhas falsas. E a paciência e humildade de José sob a injustiça e a opressão, seu perdão pronto e a nobre benevolência para com seus irmãos desnaturados, representam o resignado sofrimento do Salvador, pela malícia e maus-tratos de homens ímpios, e Seu perdão não somente aos Seus assassinos, mas a todos que a Ele têm vindo confessando seus pecados e buscando perdão. Patriarcas e Profetas, págs. 239 e 240.
Quem recebe a Cristo com viva fé… leva consigo a atmosfera do Céu, que é a graça de Deus, um tesouro que o mundo não pode comprar. Aquele que está em viva união com Deus pode estar em situações humildes, contudo seu valor moral é tão precioso como era o de José. SDA Bible Commentary, vol. 1, págs. 1.097 e 1.098.
15 de março – Pág. 80 – Mãe Escrava
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6.
Joquebede era mulher e escrava. Sua porção na vida era humilde e seus encargos pesados. Mas, com exceção de Maria de Nazaré, por intermédio de nenhuma outra mulher recebeu o mundo maior bênção. Sabendo que seu filho logo deveria sair de sob seus cuidados, para passar aos daqueles que não conheciam a Deus, da maneira mais fervorosa se esforçou ela por unir a sua alma ao Céu. Educação, pág. 61.
Esforçou-se por embeber seu espírito com o temor de Deus e com o amor à verdade e justiça, e fervorosamente orava para que ele pudesse preservar-se de toda a influência corruptora. Mostrou-lhe a loucura e o pecado da idolatria, e cedo o ensinou a curvar-se e a orar ao Deus vivo, que unicamente poderia ouvi-lo e auxiliá-lo em toda a emergência.
Ela conservou consigo o rapaz tanto quanto pôde; foi, porém, obrigada a entregá-lo quando ele teve aproximadamente doze anos. Foi levado de sua humilde choupana ao palácio real, para a filha de Faraó, e se tornou seu filho. Contudo, mesmo ali, ele não perdeu as impressões recebidas na infância. As lições aprendidas ao lado de sua mãe, não as esquecia. Eram uma proteção contra o orgulho, a incredulidade e o vício, que cresciam por entre os esplendores da corte.
De que grande alcance em seus resultados foi a influência daquela mãe hebreia, sendo ela entretanto uma exilada e escrava! Toda a vida futura de Moisés, a grande missão que ele cumpriu como chefe de Israel, testificam da importância da obra de uma mãe cristã. Não há outro trabalho que possa igualar a este. Em parte muito grande, a mãe tem nas mãos o destino de seus filhos. Ela trata com mentes e caracteres em desenvolvimento, trabalhando não somente para o tempo, mas para a eternidade. Está a semear sementes que brotarão e frutificarão, quer para o bem quer para o mal. Ela não tem a desenhar formas de beleza na tela, ou esculpi-las no mármore, mas imprimir na alma humana a imagem do divino. …
Que toda mãe sinta serem inapreciáveis os seus momentos; sua obra será provada no dia solene do ajuste de contas. Patriarcas e Profetas, págs. 243 e 244.
16 de março – Pág. 81 – A Escolha Certa
Pela fé, Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. Hebreus 11:24 e 25.
Nas escolas do Egito, Moisés recebeu o mais alto preparo civil e militar. De grande atração pessoal, distinto na aparência e estatura, de espírito culto e porte principesco, e de fama como chefe militar, tornou-se o orgulho da nação. Educação, pág. 62.
Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o trono dos Faraós deviam fazer-se membros da sacerdócio; e Moisés, como o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião nacional. … Mas, ao mesmo tempo em que era um estudante ardoroso e incansável, não pôde ser induzido a participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em sua adesão à fé hebreia. Mas ele foi inabalável em sua decisão de não prestar homenagem a não ser ao único Deus. …
Moisés estava em condições para ter preeminência entre os grandes da Terra, para brilhar nas cortes do mais glorioso dentre os reinos e para empunhar o cetro do poder. Sua grandeza intelectual o distingue, acima dos grandes homens de todos os tempos. Como historiador, poeta, filósofo, general de exércitos e legislador, não tem par. Todavia, com o mundo diante de si, teve a força moral para recusar as lisonjeiras perspectivas da riqueza, grandeza e fama. …
Moisés fora instruído com relação à recompensa final a ser dada aos humildes e obedientes servos de Deus, e as vantagens mundanas tombaram na insignificância que lhes é própria em comparação com aquela recompensa. O palácio luxuoso de Faraó e seu trono foram apresentados como um engano a Moisés; sabia ele, porém, que os prazeres pecaminosos que fazem os homens se esquecerem de Deus, achavam-se nos palácios senhoriais. Ele olhava para além do magnífico palácio, para além da coroa do rei, para as altas honras que serão conferidas aos santos do Altíssimo, em um reino incontaminado pelo pecado. Viu pela fé uma coroa incorruptível que o Rei do Céu colocaria sobre a fronte do vencedor. Patriarcas e Profetas, págs. 245 e 246.
17 de março – Pág. 82 – Não Segundo a Vontade de Deus
E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. Atos 7:22.
Moisés supunha que sua educação na sabedoria do Egito o habilitara plenamente para libertar a Israel do cativeiro. Não era ele versado em todas as coisas necessárias para um general de exército? Não tivera as maiores vantagens das melhores escolas do país? – Sim; ele achava que estava em condições de livrá-los. Aplicou-se primeiro ao trabalho procurando granjear o favor de seu povo, reparando suas injustiças. Ele matou um egípcio que afligia um de seus irmãos. Com isto ele manifestou o espírito daquele que foi homicida desde o princípio e demonstrou ser incompetente para representar o Deus de misericórdia, amor e ternura. Transformou sua primeira tentativa num deplorável fracasso. Como muitos outros, perdeu então imediatamente a confiança em Deus e volveu as costas para a obra que lhe fora designada; fugiu da ira de Faraó. Ele inferiu que devido a seu erro… Deus não permitiria que tivesse alguma parte na obra de livrar Seu povo da atroz servidão. Mas o Senhor permitiu essas coisas para que pudesse ensinar-lhe a delicadeza, bondade, longanimidade que todo trabalhador para o Mestre necessita possuir. …
No auge de sua glória humana, o Senhor permitiu que Moisés revelasse a insensatez da sabedoria do homem, a debilidade da força humana, para que pudesse compreender seu total desamparo e sua ineficiência sem ser amparado pelo Senhor Jesus. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 342-344.
Matando o egípcio, Moisés caíra no mesmo erro tantas vezes cometido por seus pais, de tomar nas próprias mãos a obra que Deus prometera fazer. Não era vontade de Deus libertar o Seu povo pela guerra, como Moisés pensava, mas pelo Seu próprio grande poder, para que a glória Lhe fosse atribuída a Ele tão-somente. Todavia, mesmo este ato precipitado foi ainda encaminhado por Deus a fim de cumprir Seus propósitos. Moisés não estava preparado para a sua grande obra. Tinha ainda a aprender a mesma lição de fé que havia sido ensinada a Abraão e Jacó – não confiar na força e sabedoria humanas, mas no poder de Deus, para o cumprimento de Suas promessas. Patriarcas e Profetas, pág. 247.
18 de março – Pág. 83 – Universidade Divina
Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele apanha os sábios na própria astúcia deles. I Coríntios 3:19.
Em seus esforços para habilitar-se a ser cooperadores de Deus, os homens com frequência se colocam em tais posições que os inabilitam completamente para a moldagem e modelação que o Senhor deseja dar-lhes. Não são, pois, portadores, como Moisés, da semelhança divina. Submetendo-se à disciplina de Deus, Moisés tornou-se um instrumento santificado por cujo intermédio o Senhor podia operar. Ele não hesitou em trocar o seu caminho pelo caminho do Senhor, embora este o conduzisse por caminhos estranhos, por sendas ainda não palmilhadas. …
Não foi o ensino das escolas do Egito que habilitou Moisés a triunfar sobre seus inimigos, mas persistente e infalível fé, fé que não faltou sob as mais difíceis circunstâncias. … Moisés procedia como quem vê Aquele que é invisível.
Deus não está à procura de homens de educação perfeita. … O Senhor quer homens que apreciem o privilégio de ser cooperadores de Deus – homens que O honrem prestando implícita obediência a Seus reclamos, a despeito de teorias anteriormente incutidas. …Muitos que estão buscando eficiência para a exaltada obra de Deus mediante o aperfeiçoamento de sua educação nas escolas dos homens, verificarão que deixaram de aprender as mais importantes lições que o Senhor desejava ensinar-lhes. Negligenciando submeter-se às impressões do Espírito Santo, deixando de viver em obediência a todas as reivindicações de Deus, enfraqueceu-se-lhes o poder espiritual. … Ausentando-se da escola de Cristo, esqueceram o som da voz do Mestre, e Ele não lhes pode dirigir a conduta. Os homens podem adquirir todo conhecimento suscetível de ser comunicado pelo professor humano; Deus, porém, deles requer ainda maior sabedoria. Como Moisés, precisam aprender mansidão, humildade de coração e desconfiança do próprio eu. Nosso próprio Salvador, quando suportando a prova pela humanidade, reconheceu que, de Si mesmo, nada podia fazer. Também nós precisamos aprender que, de si mesma, a humanidade não possui força alguma. O homem só se torna eficiente ao partilhar da natureza divina. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 345-347.
19 de março – Pág. 84 – Vale Mais
Porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão. Hebreus 11:26.
Moisés fora estudante. Era bem versado em toda a cultura dos egípcios, mas não era essa a única habilitação de que precisava para preparar-se para a sua obra. Devia ele, na providência de Deus, aprender a ser paciente, a refrear suas paixões. Numa escola de renúncia e obstáculos devia obter uma educação que lhe seria de suma importância. Essas provas o preparariam para exercer um paternal cuidado sobre todos os que careciam de seu auxílio. Nenhum conhecimento, estudo algum, nenhuma eloquência poderia ser substituto dessa experiência em provas, para uma pessoa que teria de vigiar pelas pessoas como as que delas têm de dar contas. Fazendo a obra de um humilde pastor, esquecido de si mesmo e interessado no rebanho entregue aos seus cuidados, devia ele tornar-se habilitado para a mais exaltada obra já confiada a mortais – a de ser pastor das ovelhas das pastagens do Senhor.
Os que, no mundo, temem ao Senhor, têm de ter comunhão com Ele. Cristo é o mais perfeito educador que o mundo já conheceu. Receber dEle sabedoria e conhecimento era para Moisés de mais valor do que toda a cultura dos egípcios. …
A fé que Moisés possuía levava-o a contemplar as coisas invisíveis, as coisas eternas. Deixou as esplêndidas atrações da vida da corte porque o pecado ali prevalecia. Renunciou a um aparente bem presente, que só o lisonjeava para arruinar e destruir. As atrações reais, eternas, é que lhe eram de valor. Os sacrifícios feitos por Moisés não eram sacrifícios reais. Para ele tratava-se de permutar um aparente bem presente, que o lisonjeava, por um bem seguro, elevado e imortal.
Moisés suportou o opróbrio de Cristo, considerando-o mais importante do que do que todos os tesouros do Egito. Cria ele no que Deus dissera e não foi influenciado a desviar-se de sua integridade por nenhuma das censuras do mundo. Andava na Terra como livre homem de Deus. … Contemplava as coisas invisíveis e não vacilava. O galardão da recompensa era-lhe atraente, assim como pode ser também para nós. Tinha familiaridade com Deus. Testimonies, vol. 4, págs. 343-345.
20 de março – Pág. 85 – Vendo o Invisível
Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. Hebreus 11:27.
Tinha Moisés uma profunda intuição da presença pessoal de Deus. Não só olhava através dos séculos, aguardando a manifestação de Cristo na carne, mas viu a Cristo de maneira especial acompanhando os filhos de Israel em todas as suas peregrinações. Deus lhe era real, sempre presente em seus pensamentos. Quando mal compreendido, quando chamado a enfrentar perigo e suportar insultos por amor de Cristo, sofreu-o sem vingança. Moisés cria em Deus como Aquele de quem ele necessitava, e que o ajudaria por causa de sua necessidade. Era-lhe Deus um auxílio presente.
Grande parte da fé que presenciamos é meramente nominal; é rara a fé real, confiante e perseverante. Moisés realizou em sua própria experiência a promessa de que Deus há de ser um galardoador dos que O buscam diligentemente. Tinha ele respeito para com o galardão da recompensa. Aqui está outro ponto que desejamos estudar, acerca da fé: Deus recompensará o homem de fé e obediência. Se essa fé for introduzida na experiência da vida, ela habilitará a quem quer que tema e ame a Deus, a suportar as provas. Moisés era cheio de confiança em Deus porque tinha uma fé que se apropriava das bênçãos. Ele precisava de auxílio, e por ele orou, apoderou-se dele pela fé, e entreteceu em sua experiência a crença de que Deus dele cuidava. Cria que Deus lhe regia a vida, particularmente. Viu e reconheceu a Deus em cada pormenor de sua vida e sentia estar sob o olhar dAquele que tudo via, que pesa os motivos, que prova o coração. Olhava a Deus e nEle confiava quanto à força para atravessar toda forma de tentação sem se corromper. … A presença de Deus era suficiente para conduzi-lo através das situações mais difíceis em que um homem possa ser colocado.
Moisés não só pensava em Deus; ele O via. Deus era a constante visão que tinha presente; nunca Lhe perdeu de vista a face. Via a Jesus como seu Salvador, e cria que os méritos do Salvador lhe seriam imputados. Essa fé não era para Moisés simples conjetura; era uma realidade. Esta é a espécie de fé de que carecemos, fé que há de suportar a prova. Oh! quantas vezes cedemos à tentação porque não mantemos os olhos fitos em Jesus! Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 267 e 268.
21 de março – Pág. 86 – Aprendendo e Desaprendendo
E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Tiago 1:5.
Nos desertos de Midiã, Moisés passou quarenta anos como pastor de ovelhas. Aparentemente afastado para sempre da missão de sua vida, estava recebendo a disciplina essencial para o seu cumprimento. Educação, pág. 62.
Moisés estivera a aprender muito que tinha de desaprender. As influências que o haviam cercado no Egito – o amor de sua mãe adotiva, sua própria posição elevada como o neto do rei, a dissipação de todos os lados, o requinte, a subtileza e o misticismo de uma religião falsa, o esplendor de um culto idólatra, a solene grandiosidade da arquitetura e escultura – tudo deixara profundas impressões em sua mente em desenvolvimento, e modelara, até certo ponto, seus hábitos e caráter. O tempo, a mudança de ambiente e a comunhão com Deus podiam remover estas impressões. Renunciar o erro e aceitar a verdade requeria da parte de Moisés mesmo uma luta tremenda; mas Deus seria seu auxiliador quando o conflito fosse demasiado severo para a força humana. …
A fim de receber o auxílio de Deus, o homem deve compenetrar-se de sua fraqueza e deficiência; deve aplicar seu próprio espírito na grande mudança a ser operada em si; deve despertar para a oração e esforço fervorosos e perseverantes. … Muitos jamais atingem a posição que poderiam ocupar, porque esperam que Deus faça por eles aquilo que Ele lhes deu poder para fazerem por si mesmos. …
Encerrado nas fortificações das montanhas, Moisés estava a sós com Deus. Os templos magnificentes do Egito não mais lhe impressionavam o espírito, com sua superstição e falsidade. Na grandiosidade solene das colinas eternas via ele a majestade do Altíssimo, e em contraste compreendia quão impotentes e insignificantes eram os deuses do Egito. Por toda parte estava escrito o nome do Criador. Moisés parecia achar-se em Sua presença, e à sombra de Seu poder. Ali o seu orgulho e presunção foram varridos. Na simplicidade severa de sua vida no deserto, os resultados do ócio e luxo do Egito desapareceram. Moisés tornou-se paciente, reverente e humilde, “mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (Números 12:3), e, contudo, forte na fé que ele tinha no poderoso Deus de Jacó. Patriarcas e Profetas, págs. 248-251.
22 de março – Pág. 87 – Deus o Enviou
Vem, agora, e Eu te enviarei a Faraó, para que tires o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Êxodo 3:10.
Era vindo o tempo para o livramento de Israel. Mas o propósito de Deus devia cumprir-se de maneira a lançar o desdém sobre o orgulho humano. O libertador devia ir como um humilde pastor, apenas com uma vara na mão; Deus, porém, faria daquela vara o símbolo de Seu poder. …
A ordem divina dada a Moisés encontrou-o sem confiança em si, tardo no falar, e tímido. Sentia-se vencido pela intuição de sua incapacidade de ser o porta-voz de Deus para Israel. Havendo, porém, aceito o trabalho, deu-lhe início com todo o coração, depositando toda a confiança no Senhor. … Deus lhe abençoou a pronta obediência, e ele se tornou eloquente, esperançoso e senhor de si, e bem adaptado para a maior obra que já foi entregue ao homem. Isto é um exemplo do que Deus faz para fortalecer o caráter daqueles que nEle confiam amplamente, e dar-lhes, sem reserva, as Suas ordens.
O homem adquirirá força e eficiência ao aceitar as responsabilidades que Deus põe sobre ele, e procurar de toda sua alma qualificar-se para dela se desincumbir devidamente. Por humilde que seja a sua posição ou limitada a sua habilidade, atingirá a verdadeira grandeza o homem que, confiando na força divina, procura efetuar sua obra com fidelidade. …
Em caminho, quando vinha de Midiã, Moisés recebeu uma advertência assustadora e terrível, a respeito do desagrado do Senhor. Um anjo apareceu-lhe de maneira ameaçadora, como se o fosse imediatamente destruir. Explicação alguma se dera; Moisés, porém, lembrou-se de que havia desatendido um dos mandos de Deus; cedendo à persuasão de sua esposa, negligenciara efetuar o rito da circuncisão em seu filho mais moço. … Em sua missão junto a Faraó, devia Moisés ser colocado em posição de grande perigo; sua vida unicamente podia preservar-se pela proteção de santos anjos. Enquanto vivesse, porém, na negligência de um dever conhecido, não estaria livre de perigo; pois que não poderia estar protegido pelos anjos de Deus.
No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Os anjos não poderão proteger, então, aqueles que estão a desrespeitar um dos preceitos divinos. Patriarcas e Profetas, págs. 251, 255 e 256.
23 de março – Pág. 88 – “Quem é o Senhor?”
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7.
Faraó semeou a obstinação, e obstinação colheu. Ele mesmo pôs no solo a semente. Não havia mais necessidade de que Deus, por algum novo poder, interferisse no seu crescimento, do que havia de interferir Ele no crescimento de um grão de cereal. Tudo que se requer é que a semente seja deixada a germinar e crescer, trazendo fruto segundo sua espécie. A colheita revela a espécie de semente que foi semeada. …
Faraó viu a poderosa atuação do Espírito de Deus; viu os milagres que o Senhor realizou por Seu servo; recusou, porém, obediência ao mandamento do Senhor. O rei, rebelde, indagara orgulhosamente: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel?” Êxodo 5:2. E quando os juízos de Deus sobre ele caíram cada vez mais pesadamente, persistiu na obstinada resistência. Rejeitando a luz do Céu, tornou-se duro, insensível. A providência de Deus estava a revelar-lhe Seu poder, e essas manifestações, não reconhecidas, foram o meio de endurecer o coração de Faraó em relação a maiores luzes. Aqueles que exaltam suas próprias ideias acima da vontade de Deus, claramente especificada, estão a dizer, como fez Faraó: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Cada rejeição da luz endurece o coração e obscurece o entendimento; e assim os homens acham cada vez mais difícil distinguir entre o certo e o errado, e se tornam mais ousados em resistir à vontade de Deus. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.100.
Aquele que cedeu uma vez à tentação, cederá mais facilmente segunda vez. Cada repetição do pecado diminui seu poder de resistência, cega os seus olhos, e suprime a convicção. Cada semente de condescendência, que é semeada, produzirá fruto. Deus não opera milagre para impedir a ceifa. … Aquele que manifesta dura incredulidade, uma obstinada indiferença à verdade divina, não está senão a colher o fruto do que ele próprio semeou. É assim que multidões vêm a escutar, com rígida indiferença, verdades que outrora lhes abalavam a própria alma. Semearam negligência e resistência à verdade, e tal é a colheita que fazem. Patriarcas e Profetas, págs. 268 e 269.
24 de março – Pág. 89 – Endurecimento do Coração
O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este  não deixou ir os filhos de Israel. Êxodo 10:20.
Como endurece o Senhor o coração dos homens? Da mesma forma em que endureceu o coração de Faraó. Deus mandou a esse rei uma mensagem de advertência e misericórdia, mas ele recusou reconhecer o Deus do Céu, e não quis prestar obediência às Suas ordens. Perguntou: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei?” Êxodo 5:2.
O Senhor lhe deu prova de Seu poder, realizando sinais e milagres diante dele. O grande EU SOU tornou conhecidas a Faraó Suas obras poderosas, mostrando-lhe que é o soberano de Céu e Terra, mas o rei preferiu desafiar o Deus do Céu. Não consentiu que se quebrantasse seu orgulhoso e obstinado coração nem mesmo diante do Rei dos reis, para então poder receber a luz, pois estava resolvido a fazer prevalecer sua vontade e levar até ao fim a sua rebelião. Preferiu fazer sua própria vontade e pôr de parte o mandamento de Deus, e a própria evidência que lhe fora dada, de estar Jeová acima de todos os deuses das nações, acima de todos os sábios e mágicos, só serviu para cegar-lhe o espírito e endurecer-lhe o coração.
Tivesse Faraó aceito a prova do poder de Deus, mostrada por ocasião da primeira praga, e ter-lhe-iam sido poupados todos os juízos que se seguiram. Sua resoluta obstinação, porém, exigiu maiores manifestações do poder de Deus, e seguiu-se praga a praga, até que afinal ele foi chamado para contemplar a face desfalecida de seu primogênito, e de seus demais queridos; ao passo que os filhos de Israel, a quem considerara como escravos, ficaram incólumes através das pragas, intocados pelo anjo destruidor. Deus tornou evidente sobre quem repousava o Seu favor, quem era o Seu povo. Carta 31, 1891.
Cada nova evidência do poder de Deus a que o monarca egípcio resistia, levava-o a desafiar mais determinada e persistentemente a Deus. … Este caso é uma clara ilustração do pecado contra o Espírito Santo. “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” Gálatas 6:7. Gradualmente o Senhor retirou Seu Espírito. Removendo dele Seu poder refreador, entregou o rei nas mãos do pior de todos os tiranos: o próprio eu. Review and Herald, 27 de julho de 1897.
25 de março – Pág. 90 – Livres, Afinal!
E conduziu com alegria o Seu povo e, com jubiloso canto, os Seus escolhidos. Salmos 105:43.
Com os lombos cingidos, sapatos nos pés, e cajado à mão, o povo de Israel permanecera em pé, silenciosos, com respeitoso temor, mas expectantes, aguardando o mandado real que lhes ordenaria saíssem. Antes que a manhã raiasse, estavam a caminho. … Naquele dia, completou-se a história revelada a Abraão em visão profética, séculos antes: “Peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também Eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.” Gênesis 15:13 e 14. Patriarcas e Profetas, pág. 281.
Tirando Israel do Egito, o Senhor novamente mostrou Seu poder e misericórdia. Suas maravilhosas obras no livramento da escravidão e Seu modo de proceder para com eles em suas peregrinações pelo deserto, não eram somente para seu próprio benefício. Deveriam ser uma lição objetiva para as nações circunvizinhas. O Senhor Se revelou como Deus sobre toda autoridade e grandeza humanas. Os sinais e maravilhas que operou a favor de Seu povo, revelaram Seu poder sobre a natureza e sobre o maior dos que a adoravam. Deus passou pelo altivo Egito como passará nos últimos dias por toda a Terra. Com fogo e tempestade, terremoto e morte, o grande “Eu Sou” livrou Seu povo; tirou-os da terra da escravidão. Conduziu-os através daquele “grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura”. Deuteronômio 8:15. Fez sair água para eles “da rocha do seixal” (Deuteronômio 8:15), e alimentou-os com “trigo do Céu”. Salmos 78:24. “Porque”, disse Moisés, “a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do Seu olho. Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os e os leva sobre as suas asas, assim, só o Senhor o guiou; e não havia com ele deus estranho.” Deuteronômio 32:9-12. Deste modo atraiu-os a Si para que habitassem sob a sombra do Altíssimo. Parábolas de Jesus, págs. 286 e 287.
26 de março – Pág. 91 – Nuvem e Fogo
Ele estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os alumiar de noite. Salmos 105:39.
“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar.” Êxodo 13:21. … O estandarte de seu Chefe invisível estava sempre com eles. De dia a nuvem guiava as suas jornadas, ou estendia-se como uma cobertura por sobre a multidão. Servia de proteção contra o calor ardente, e pela sua frescura e umidade proporcionava agradável refrigério no deserto ressequido e sedento. À noite, tornava-se em coluna de fogo, iluminando-lhes o acampamento, e assegurando-lhes constantemente a presença divina.
Em uma das mais belas e consoladoras passagens da profecia de Isaías, faz-se referência à coluna de nuvem e de fogo para representar o cuidado de Deus pelo Seu povo, na grande luta final com os poderes do mal: “E criará o Senhor sobre toda a habitação do Monte de Sião, e sobre as suas congregações, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção. E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia; e para refúgio e esconderijo contra a tempestade, e contra a chuva.” Isaías 4:5 e 6. Patriarcas e Profetas, págs. 282 e 283.
No tempo de prova que está perante nós, a divina promessa de segurança cumprir-se-á nos que guardaram a palavra da Sua paciência. Cristo dirá aos que Lhe forem fiéis: “Vai pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” Isaías 26:20. O Leão de Judá, tão terrível com os que Lhe rejeitam a graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de nuvem, que representa ira e terror para o transgressor da lei de Deus, é luz e misericórdia e livramento para os que tenham guardado os Seus mandamentos. O braço enérgico para ferir os rebeldes, será forte para libertar os leais. Todos quantos forem fiéis serão ajuntados. “E Ele enviará os Seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Mateus 24:31. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 11.
27 de março – Pág. 92 – Caminho Seguro
Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. Êxodo 14:15.
Deus, em Sua providência, trouxe os hebreus ao aperto das montanhas, diante do mar, para que pudesse manifestar Seu poder no livramento deles, e humilhar de maneira extraordinária o orgulho de seus opressores. Ele os poderia ter salvo de qualquer outro modo, mas escolheu este, a fim de lhes provar a fé e fortalecer a confiança nEle. O povo estava cansado e aterrorizado; todavia, se se tivessem conservado para trás quando Moisés lhes ordenou avançar, Deus nunca lhes haveria aberto o caminho. Foi “pela fé” que “passaram o Mar Vermelho, como por terra seca”. Hebreus 11:29. Descendo em marcha para a própria água, mostraram que acreditavam na palavra de Deus, conforme fora proferida por Moisés. Fizeram tudo que estava em seu poder, e então o Poderoso de Israel dividiu o mar a fim de preparar um caminho para os seus pés.
A grande lição ali ensinada é para todos os tempos. Frequentemente a vida cristã é assediada de perigos, e o dever parece difícil de cumprir-se. A imaginação desenha uma ruína iminente perante nós, e, atrás, o cativeiro ou a morte. Contudo, a voz de Deus fala claramente: “Avante!” Devemos obedecer a esta ordem mesmo que nossos olhares não possam penetrar nas trevas, e sintamos as frias vagas em redor de nossos pés. Os obstáculos que embaraçam o nosso progresso nunca desaparecerão diante de um espírito que se detém ou duvida. Aqueles que adiam a obediência até que toda a sombra da incerteza desapareça, e não fique perigo algum de fracasso ou derrota, nunca absolutamente obedecerão. A incredulidade fala ao nosso ouvido: “Esperemos até que os impedimentos sejam removidos, e possamos ver claramente nosso caminho”; mas a fé corajosamente insiste em avançar, esperando tudo, em tudo crendo.
A nuvem que era uma grande parede de trevas para os egípcios, para os hebreus era uma grande inundação de luz, iluminando o acampamento todo, e derramando todo o brilho no caminho diante deles. Assim, o trato da Providência traz aos incrédulos trevas e desespero, enquanto à alma confiante é repleta de luz e paz. A senda por onde Deus guia, pode estender-se através do deserto ou do mar, mas é um caminho seguro. Patriarcas e Profetas, pág. 290.
28 de março – Pág. 93 – O Cântico de Moisés e do Cordeiro
O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso, O exaltarei. Êxodo 15:2.
Do mais terrível perigo restara um completo livramento. Aquela vasta e indefesa multidão – escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egito fazendo pressão na retaguarda – vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de ações de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas. …
Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2 e 3. …
Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir-se-ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. …
Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Patriarcas e Profetas, págs. 287-290.
29 de março – Pág. 94 – Queixosos Outra Vez
Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. Êxodo 16:2.
Muitos consideram os israelitas daquele tempo, e admiram-se de sua incredulidade e murmuração, achando que, se tivessem estado em lugar deles, não teriam sido tão ingratos; mas, quando sua fé é provada, mesmo com pequenas aflições, não manifestam maior fé ou paciência do que fez o antigo Israel. Patriarcas e Profetas, pág. 293.
Deus prometera ser o seu Deus, tomá-los para Si como um povo, e guiá-los a uma terra vasta e boa; mas eles estavam prontos a desfalecer a cada obstáculo encontrado no caminho para aquela terra. … Esqueceram-se de sua amarga servidão no Egito. Perderam de vista a bondade e poder de Deus, manifestados em prol deles, em seu livramento do cativeiro. Esqueceram-se de como seus filhos foram poupados quando o anjo destruidor matou todos os primogênitos do Egito. Olvidaram a grande mostra do poder divino no Mar Vermelho. Perderam de memória que, enquanto atravessaram sem perigo pelo caminho que lhes havia sido aberto, os exércitos de seus inimigos, tentando segui-los, foram submersos nas águas do mar. Viam e sentiam unicamente seus incômodos e provações presentes; e, em vez de dizerem: “Deus fez grandes coisas por nós; conquanto tenhamos sido escravos, está a fazer de nós uma grande nação”, falavam eles das dificuldades do caminho e consideravam quando terminaria sua cansativa peregrinação.
A história da vida de Israel no deserto foi registrada para o benefício do Israel de Deus até o final do tempo. O registro do trato de Deus aos errantes no deserto, em todas as suas marchas de um para outro lado, em sua exposição a fome, sede e cansaço, e nas notáveis manifestações de Seu poder em auxílio deles, acha-se repleto de advertências e instruções para o Seu povo, em todos os tempos. A experiência variada dos hebreus era uma escola preparatória para o seu lar prometido em Canaã. Deus quer que Seu povo nestes dias reveja com humilde coração e espírito dócil as provações pelas quais passou o antigo Israel, a fim de que possa instruir-se em seu preparo para a Canaã celestial. Patriarcas e Profetas, págs. 292 e 293.
30 de março – Pág. 95 – Mãos Para o Céu
Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. I Timóteo 2:8.
Por causa da desobediência de Israel e seu afastamento de Deus, foi-lhes permitido sofrer adversidades e chegar a situações angustiosas: foi permitido que seus inimigos os guerreassem, a fim de humilhá-los e levá-los a buscarem a Deus, quando em perturbação e perplexidade. …
Quando Israel foi atacado pelos amalequitas, Moisés deu a Josué instruções para lutar com os seus inimigos. Testimonies, vol. 2, págs. 106-108.
Moisés, Arão e Hur estavam estacionados em uma colina, acima do campo de batalha. Com os braços estendidos para o céu, e segurando a vara de Deus em sua destra, Moisés orava pelo êxito das armas de Israel. Com o prosseguimento da batalha, observou-se que, enquanto suas mãos estavam estendidas para cima, Israel prevalecia; mas, quando se abaixavam, o inimigo era vitorioso. Cansando-se Moisés, Arão e Hur lhe ampararam as mãos até o pôr-do-sol, quando o inimigo foi posto em fuga.
Apoiando Arão e Hur as mãos de Moisés, mostravam ao povo o dever de ampará-lo em seu árduo trabalho, enquanto de Deus recebia a palavra para lhes falar. E o ato de Moisés também era significativo, mostrando que Deus tinha o seu destino em Suas mãos; enquanto nEle depositassem confiança, por eles combateria e lhes subjugaria os inimigos; mas, quando se deixassem de apegar a Ele, e confiassem em sua própria força, seriam mesmo mais fracos do que os que não tinham conhecimento de Deus, e os inimigos prevaleceriam contra eles.
Assim como os hebreus triunfavam quando Moisés estendia as mãos para o céu, e intercedia em favor deles, assim o Israel de Deus prevalece quando pela fé lança mão da força de seu poderoso Auxiliador. Todavia, a força divina deve ser combinada com o esforço humano. Moisés não acreditava que Deus vencesse os adversários deles enquanto Israel permanecesse inativo. Enquanto o grande líder pleiteava com o Senhor, Josué e os seus bravos seguidores faziam os maiores esforços para repelir os inimigos de Israel e de Deus. Patriarcas e Profetas, pág. 299.
31 de março – Pág. 96 – Duas Mãos Para Deus
E nós, na qualidade de cooperadores com Ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. II Coríntios 6:1.
O Senhor deu uma lição importante a Seu povo em todos os séculos quando a Moisés, no monte, deu instruções com respeito à construção do tabernáculo. Naquela obra, exigiu perfeição em cada detalhe. Moisés era versado em todo o saber dos egípcios; tinha conhecimento de Deus, e os propósitos divinos lhe haviam sido revelados em visões; mas não sabia fazer gravações nem bordar.
Israel fora conservado todos os seus dias em cativeiro no Egito, e embora houvesse entre eles homens hábeis, não tinham sido instruídos nas primorosas artes que eram exigidas na construção do tabernáculo. Sabiam fazer tijolos, mas não entendiam do trabalho em ouro ou prata. Como se deveria fazer a obra? …
Então o próprio Deus explicou como o trabalho deveria ser realizado. Indicou por nome as pessoas que desejava fizessem determinados trabalhos. Bezalel devia ser o arquiteto. Esse homem pertencia à tribo de Judá – tribo que Deus Se deleitava em honrar. …
“E eis que Eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado.” Êxodo 31:6. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 59 e 60.
Entre a multidão havia egípcios, que tinham agido como superintendentes dessa obra, e compreendiam cabalmente como devia ela ser feita. Mas a obra não dependia deles. O Senhor uniu-Se aos agentes humanos, dando-lhes sabedoria para trabalharem habilmente. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.
A habilidade nas artes comuns é dom de Deus, o qual provê, tanto o dom, como a sabedoria para o empregar devidamente. Obreiros Evangélicos, pág. 236.
A fim de que o tabernáculo terrestre pudesse representar o celestial, devia ser perfeito em todas as suas partes, e ser, em cada mínimo detalhe, semelhante ao modelo do Céu. Tal é o que se dá com o caráter dos que finalmente são aceitos à vista do Céu. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 60.
Orem os obreiros que se acham hoje ao serviço de Deus, orem pedindo dEle sabedoria e agudo espírito de previsão, a fim de que possam fazer com perfeição o seu trabalho. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.108.

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