Meditação Matinal

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Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.

1° de novembro
Pág. 311
Recompensa ou Dom?
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. Rom. 6:23.
O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos. Mas pela desobediência, suas faculdades foram pervertidas, e o egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se cativo de Satanás, e assim teria permanecido para sempre se Deus não tivesse intervindo de modo especial. Era desígnio do tentador frustrar o plano divino quanto à criação do homem, e encher a Terra de miséria e desolação.
Por natureza estamos alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição em palavras como estas: “Mortos em ofensas e pecados” (Efés. 2:1); “toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco”, “não há nele coisa sã.” Isa. 1:5 e 6. Somos retidos nos laços de Satanás, “em cuja vontade” (II Tim. 2:26) estamos presos. Deus deseja curar-nos, libertar-nos. Mas como isto requer uma completa transformação, uma renovação de nossa natureza toda, é necessário rendermo-nos inteiramente a Ele.
A luta contra o próprio eu é a maior batalha que já foi ferida. A renúncia de nosso eu, sujeitando tudo à vontade de Deus, requer luta; mas a alma tem de submeter-se a Deus antes que possa ser renovada em santidade. …
Deus não força a vontade de Suas criaturas. Não pode aceitar homenagem que não seja prestada voluntária e inteligentemente. Uma submissão meramente forçada impediria todo verdadeiro desenvolvimento do espírito ou do caráter; tornaria o homem simples máquina. Não é este o propósito do Criador. Ele deseja que o homem, a obra prima de Seu poder criador, atinja o desenvolvimento mais elevado possível. Propõe-nos a altura da bênção à qual nos deseja levar, por meio de Sua graça. Convida-nos a entregar-nos a Ele, a fim de que possa efetuar em nós a Sua vontade. A nós compete escolher se queremos ser libertados da escravidão do pecado, para participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Caminho a Cristo, págs. 17, 43 e 44.
2 de novembro
Pág. 312
Considerando o Preço
Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Filip. 3:7.
Moisés renunciou a um reino em perspectiva; Paulo, às vantagens da riqueza e honra entre seu povo, para levarem uma vida de pesados encargos no serviço de Deus. A muitas pessoas a vida destes homens parece ser de renúncia e sacrifício. Foi realmente assim? …
A Moisés era oferecido o palácio dos Faraós e o trono do rei; mas os prazeres pecaminosos que fazem com que os homens se esqueçam de Deus, prevaleciam naquelas cortes senhoris, e em lugar deles escolheu “riquezas duráveis e justiça”. Prov. 8:18. Em vez de se ligar às grandezas do Egito, preferiu unir a vida ao propósito divino. Em vez de dar leis ao Egito, por direção divina deu-as ao mundo. Tornou-se o instrumento de Deus em transmitir ao homem aqueles princípios que são a salvaguarda tanto do lar como da sociedade, e que são a pedra fundamental da prosperidade das nações – princípios hoje reconhecidos pelos maiores homens do mundo como o fundamento de tudo que é melhor nos governos humanos.
A grandeza do Egito jaz no pó. Passaram-se seu poderio e civilização. Mas a obra de Moisés jamais poderá perecer. Os grandes princípios de justiça para estabelecer os quais ele viveu, são eternos. …
Com Cristo na peregrinação do deserto, com Cristo no monte da transfiguração, com Cristo nas cortes celestiais, foi a sua vida abençoada na Terra e honrada no Céu.
Paulo também era em seus múltiplos trabalhos protegido pelo poder mantenedor de Sua presença. “Posso todas as coisas”, disse ele, “nAquele que me fortalece.” Filip. 4:13. … Quem poderá calcular os resultados dos trabalhos de Paulo, para o mundo? De todas estas benéficas influências que aliviam o sofrimento, que confortam a tristeza, que restringem o mal, que erguem a vida de sua condição egoísta e sensual, e a glorificam com a esperança da imortalidade, quanto se deve aos trabalhos de Paulo e de seus cooperadores, quando, com o evangelho do Filho de Deus, fizeram sua silenciosa viagem da Ásia às praias da Europa?
Qual o valor de uma vida que serviu de instrumento de Deus para colocar em ação tais influências abençoadoras? O que não valerá na eternidade testemunhar os resultados de um tal trabalho? Educação, págs. 68-70.
3 de novembro
Pág. 313
Olhar e Viver
E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna. João 3:14 e 15.
O levantamento da serpente de bronze [Núm. 21:4-9] deveria ensinar a Israel uma importante lição. Não poderiam salvar a si mesmos dos efeitos fatais do veneno em seus ferimentos. Apenas Deus os poderia curar. Contudo exigia-se-lhes mostrar fé no meio que Ele provera. Deviam olhar, a fim de viverem. A sua fé é que era aceitável diante de Deus; e, olhando a serpente, mostravam a sua fé. Sabiam que não havia virtude na serpente mesma, mas era ela um símbolo de Cristo; e a necessidade de fé em Seus méritos era-lhes assim apresentada ao espírito. Até ali muitos haviam trazido suas ofertas a Deus, e entendiam que assim fazendo efetuavam uma ampla expiação por seus pecados. Não depositavam sua confiança no Redentor vindouro, de quem essas ofertas eram apenas um tipo. O Senhor queria agora ensinar-lhes que seus sacrifícios em si mesmos, não tinham mais poder nem virtude do que a serpente de bronze, mas deviam, como aquela, dirigir a mente a Cristo, a grande oferta pelo pecado. …
Os israelitas salvaram a própria vida olhando para a serpente levantada. Aquele olhar envolvia fé. Viviam porque acreditavam na palavra de Deus, e confiavam no meio provido para o seu restabelecimento. Assim o pecador pode olhar a Cristo, e viver. Recebe perdão pela fé no sacrifício expiatório. Diferente do símbolo inerte e inanimado, Cristo tem poder e virtude em Si mesmo para curar o pecador arrependido.
Conquanto o pecador não possa salvar-se a si próprio, tem algo que fazer para conseguir a salvação. “O que vem a Mim”, disse Cristo, “de maneira nenhuma o lançarei fora.” João 6:37. Mas devemos ir a Ele; e, quando nos arrependemos de nossos pecados, devemos crer que Ele nos aceita e perdoa. A fé é dom de Deus, mas a faculdade de exercê-la é nossa. A fé é a mão pela qual a alma se apodera das ofertas divinas de graça e misericórdia. …
Jesus empenhou Sua palavra; Ele salvará todos os que a Ele se chegarem. Embora milhões que necessitam ser curados rejeitem Sua misericórdia que é oferecida, nenhum dos que confiam em Seus méritos será deixado a perecer. Patriarcas e Profetas, págs. 430-432.
4 de novembro
Pág. 314
Quando Satanás é Impotente
Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido. Sal. 34:18.
Satanás sabe que os que buscam o perdão e a graça de Deus os obterão; por isto apresenta diante deles os seus pecados para os desencorajar. Ele está sempre buscando ocasião contra os que estão procurando obedecer e apresentar o melhor e mais aceitável serviço a Deus, fazendo parecer corruptas todas essas iniciativas. Mediante astúcias sem conta, as mais sutis e mais cruéis, procura ele assegurar a sua condenação.
O homem não pode, em sua própria força, enfrentar as acusações do inimigo. Com suas vestes manchadas de pecado e em confissão de culpa, ele está perante Deus. Mas Jesus, nosso Advogado, apresenta uma eficaz alegação em favor de todo aquele que, pelo arrependimento e fé, confiou a guarda de sua alma a Ele. Ele defende sua causa, e mediante os poderosos argumentos do Calvário, derrota o seu acusador. Sua perfeita obediência à lei de Deus deu-Lhe poder no Céu e na Terra, e Ele reclama de Seu Pai misericórdia e reconciliação para com o homem culpado. Ao acusador do Seu povo Ele declara: “O Senhor te repreenda, ó Satanás. Estes são os que foram comprados com o Meu sangue, tição tirado do fogo.” E aos que nEle descansam em fé, Ele dá a certeza: “Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade, e te vestirei de vestidos novos.” Zac. 3:4.
Todos os que se vestiram da justiça de Cristo estarão perante Ele como escolhidos, e fiéis e leais. Satanás não tem poder para arrancá-los da mão do Salvador. Nenhuma alma que em penitência e fé reclame a Sua proteção, permitirá Cristo que passe para o poder do inimigo. Sua palavra está empenhada: “Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.” Isa. 27:5. A promessa dada a Josué é dada a todos: “Se observares as Minhas ordenanças … te darei lugar entre os que estão aqui.” Zac. 3:7. Anjos de Deus caminharão ao lado deles, mesmo neste mundo, e eles estarão afinal entre os anjos que circundam o trono de Deus. Profetas e Reis, págs. 586 e 587.
5 de novembro
Pág. 315
Para o Faminto e Sedento
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Mat. 5:6.
Oxalá pudésseis conceber os ricos suprimentos de graça e poder que aguardam vossa procura! Os que têm fome e sede de justiça serão satisfeitos. Precisamos maior fé reivindicando de Deus todas as bênçãos necessárias. Testimonies, vol. 5, pág. 17.
A força adquirida na oração a Deus, unida com o esforço individual em educar a mente para responsabilidade e vigilante cuidado, prepara a pessoa para os deveres diários e conserva em paz o espírito em todas as circunstâncias, por difíceis que sejam. As tentações que estamos diariamente expostos tornam a oração uma necessidade. Para que possamos ser guardados pelo poder de Deus mediante a fé, os desejos da mente devem estar de contínuo subindo em silenciosa oração suplicando auxílio, luz, força e conhecimento. Mas reflexão e oração não podem tomar o lugar do intenso e fiel aproveitamento do tempo. Oração e trabalho são ambos requeridos no aperfeiçoamento do caráter cristão. Testimonies, vol. 4, pág. 459.
Precisamos viver uma vida dupla – vida de pensamento e de ação, de oração silenciosa e diligente trabalho. … Deus requer que sejamos cartas vivas, conhecidas e lidas por todos os homens. A alma que, mediante diária e fervorosa oração, se volve a Deus em busca de forças, apoio, poder, terá aspirações nobres, claras percepções da verdade e do dever, elevados desígnios de ação, e constante fome e sede de justiça. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 376.
Compreendamos a fraqueza da humanidade, e vejamos onde o homem falha em sua suficiência própria. Seremos então cheios do desejo de ser justamente o que Deus espera que sejamos: puros, nobres, santificados. Teremos fome e sede da justiça de Cristo. Ser semelhante a Deus será o desejo da alma. Este é o desejo que encheu o coração de Enoque. E dele lemos que andou com Deus. Ele perscrutou o caráter de Deus com um propósito. Não traçou o seu próprio caminho nem determinou sua própria vontade. … Procurou conformar-se com a imagem divina. SDA Bible Commentary, vol. 1, pág. 1.087.
Não há desculpa para a apostasia ou desânimo, porquanto todas as promessas de graça celestial se dirigem aos que têm fome e sede de justiça. A intensidade de desejo representada pela fome e sede é um penhor de que será concedido o suprimento almejado. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 193.
6 de novembro
Pág. 316
De Todo o Vosso Coração
Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração. Jer. 29:13.
Muitos confiam numa suposta esperança, sem base real. A fonte não está purificada, portanto as correntes que dela procedem não são puras. Limpai a fonte, e puras serão as águas. Se reto for o coração, corretas hão de ser vossas palavras, vosso vestuário, vossas ações. Falta a verdadeira piedade. Eu não desonraria meu Mestre a ponto de admitir que seja cristã a pessoa descuidosa, frívola, que não ora. Não; o cristão alcança a vitória sobre os pecados que o espreitam, sobre suas paixões. Há remédio para a alma enferma de pecado. Esse remédio está em Jesus. Precioso Salvador! Sua graça é suficiente para o mais fraco dos seres; e o mais forte precisa também possuir Sua graça, do contrário perecerá.
Vi como essa graça poderia ser obtida. Ide ao vosso quarto e, ali a sós, rogai a Deus: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.” Sal. 51:10. Sede fervorosos, sede sinceros. A oração fervente pode muito. À semelhança de Jacó, lutai em oração. Angustiai-vos. Jesus, no jardim, suou grandes gotas de sangue; deveis fazer um esforço. Não deixeis vosso aposento enquanto vos não sentirdes fortes em Deus; então, vigiai, e enquanto vigiardes e orardes vos será possível manter em sujeição esses maus assaltos, e a graça de Deus pode e há de aparecer em vós.
Longe de mim que eu cesse de vos admoestar. Jovens amigos, buscai ao Senhor de todo o vosso coração. Ide com zelo, e quando sentirdes sinceramente que sem o auxílio de Deus perecereis, quando anelardes por Ele como o cervo brama pelas correntes das águas, então o Senhor presto vos fortalecerá. Então a vossa paz sobrepujará todo o entendimento. Se esperais salvação, precisais orar. … Rogai a Deus que em vós opere completa reforma, que os frutos do Seu Espírito habitem em vós. … É privilégio de todo cristão fruir as profundas atuações do Espírito de Deus. Uma doce paz celestial penetrará a mente, e dar-vos-á prazer meditar em Deus e no Céu. Deleitar-vos-eis nas gloriosas promessas de Sua Palavra. Mas sabei primeiro que destes os primeiros passos no caminho da vida eterna. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 51 e 52.
7 de novembro
Pág. 317
“Não Vem de Vós”
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efés. 2:8.
O apóstolo desejava que aqueles a quem estava escrevendo lembrassem que deviam revelar em sua vida a gloriosa mudança neles efetuada pela transformadora graça de Cristo. Deviam ser luzes no mundo, exercendo influência contrária à influência dos agentes satânicos, mediante o seu caráter purificado e santificado. Deviam ter sempre em mente as palavras: “Não sois de vós mesmos.” I Cor. 6:19. Não podiam mudar o coração. E quando por seus esforços pessoas fossem tiradas das fileiras de Satanás para tomar posição ao lado de Cristo, não deviam atribuir-se a si mesmos qualquer crédito pela transformação realizada. Review and Herald, 10 de maio de 1906.
Deus convida a todos que quiserem, para que venham e bebam da água da vida graciosamente. O poder de Deus é o elemento eficaz na magna obra de alcançar a vitória sobre o mundo, a carne e o diabo. Está em harmonia com o plano divino que sigamos cada raio de luz dado por Deus. O homem não pode realizar nada sem Deus, e Deus ordenou o Seu plano de tal modo que nada se realize na restauração da humanidade sem a cooperação do humano com o divino. A parte que se requer que o homem sustente é imensuravelmente pequena, embora no plano de Deus seja justamente a parte necessária para que a obra seja um sucesso. Manuscrito 113, 1898.
A grande mudança que se vê na vida de um pecador que se converte não é efetuada por qualquer bondade humana. …
Aquele que é rico em misericórdia concedeu a nós Sua graça. Ascendam, pois, a Ele, louvor e agradecimentos, porque Ele Se tornou nosso Salvador. Que o Seu amor, de que nosso coração e mente estão cheios, fluam de nossa vida em ricas correntes de graça. Quando estávamos mortos em ofensas e pecados, Ele nos fez reviver para vida espiritual. Trouxe graça e perdão, enchendo nossa alma com nova vida. Assim passa o pecador da morte para a vida. Agora ele assume seus novos deveres no serviço de Cristo. Sua vida torna-se fiel e forte, cheia de boas obras. “Eu vivo”, disse Cristo, “e vós vivereis.” João 14:19. …
Não haverá segunda oportunidade. Agora, enquanto se chama hoje, se ouvirmos a voz do Senhor e nos voltarmos inteiramente para Ele, Ele terá misericórdia de nós e nos perdoará abundantemente. Review and Herald, 10 de maio de 1906.
8 de novembro
Pág. 319
Paz Restaurada
Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Col. 1:2.
Cristo é o “Príncipe da Paz” (Isa. 9:6), e é Sua missão restituir à Terra e ao Céu a paz que o pecado arrebatou. “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” Rom. 5:1. Todo aquele que consente em renunciar ao pecado, e abre o coração ao amor de Cristo, torna-se participante dessa paz celestial.
Não há outra base de paz senão essa. A graça de Cristo, recebida no coração, subjuga a inimizade; afasta a contenda, e enche o coração de amor. Aquele que se acha em paz com Deus e seus semelhantes, não se pode tornar infeliz. Em seu coração não se achará a inveja; ruins suspeitas aí não encontrarão guarida; o ódio não pode existir. O coração que se encontra em harmonia com Deus partilha da paz do Céu, e difundirá ao redor de si sua bendita influência. O espírito de paz repousará qual orvalho sobre os corações desgostosos e turbados pelos conflitos mundanos.
Os seguidores de Cristo são enviados ao mundo com a mensagem de paz. Quem quer que seja que, pela serena, inconsciente influência de uma vida santa, revelar o amor de Cristo; quem quer que, por palavras ou ações, levar outro a abandonar o pecado e entregar o coração a Deus, é um pacificador. …
O espírito de paz é um testemunho de sua ligação com o Céu. Envolve-os a suave fragrância de Cristo. O aroma da vida, a beleza do caráter, revelam ao mundo que eles são filhos de Deus. Vendo-os, os homens reconhecem que eles têm estado com Jesus. O Maior Discurso de Cristo, págs. 27 e 28.
A graça de Cristo deve estar ligada a cada aspecto do caráter. … O crescimento diário na vida de Cristo cria na alma um céu de paz; em semelhante vida há contínua produção de fruto. … Na vida daqueles que são resgatados pelo sangue de Cristo, a abnegação se revelará constantemente. Ver-se-ão a bondade e a justiça. A paz, a experiência interior tornarão a vida cheia de piedade, fé, mansidão, paciência. Esta deve ser nossa experiência diária. Devemos formar um caráter isento de pecados – caráter torna do justo na graça de Cristo. Conselhos Sobre Saúde, págs. 633 e 634.
9 de novembro
Pág. 319
União com Cristo
Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências. Rom. 13:14.
Para efetuar a salvação dos homens, Deus emprega diferentes instrumentos. Fala-lhes por Sua Palavra e por Seus ministros, e por meio do Espírito Santo envia-lhes mensagens de advertência, reprovação e instrução. Esses meios são designados a iluminar a compreensão do povo, a revelar-lhes seus deveres e seus pecados, e as bênçãos que podem receber; a despertar neles o senso de carência espiritual, a fim de que vão a Cristo e nEle encontrem a graça de que necessitam. …
Cada indivíduo, por seu próprio ato, ou afasta Cristo de si por recusar apreciar o Seu Espírito e seguir o Seu exemplo, ou entra em pessoal união com Cristo pela renúncia, fé e obediência. Cada um de nós precisa escolher a Cristo por si mesmo, porque Ele nos escolheu primeiro. Esta união com Cristo deve ser formada por aqueles que estão naturalmente em inimizade com Ele. É uma relação de completa dependência, na qual deve entrar o orgulhoso coração. Essa é uma aprimorada obra, e muitos que professam ser seguidores de Cristo, nada sabem a seu respeito. Nominalmente aceitam o Salvador, mas não como o dominador de seu coração. …
Renunciar à própria vontade, talvez a escolhidos objetos de afeição ou estima, requer esforço, ante o qual muitos hesitam e vacilam e voltam atrás. Contudo esta batalha tem de ser travada por todo coração que esteja verdadeiramente convertido. Precisamos guerrear contra as tentações de dentro e de fora. Precisamos obter a vitória sobre o eu, crucificar as afeições e concupiscências; e então começar a união da alma com Cristo. … Depois que esta união é formada, ela só pode ser preservada mediante contínuo, fervente e penoso esforço. Cristo exerce o Seu poder para preservar e guardar esta sagrada união, e o dependente, desajudado pecador, deve fazer a sua parte com incansável energia, ou Satanás, mediante seu cruel e astuto poder, o separará com Cristo. …
Vosso nascimento, vossa reputação, vossa riqueza, vossos talentos, virtudes, piedade, vossa caridade… não formarão um laço de união entre vossa alma e Cristo. Vossa conexão com a igreja… não será de qualquer valor, a menos que creiais em Cristo. Não basta crer a respeito dEle. Precisais descansar inteiramente em Sua salvadora graça. Testimonies, vol. 5, págs. 46-49.
10 de novembro
Pág. 320
Que é a Glória de Deus?
Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo.  II Cor. 4:6.
A glória de Deus é Seu caráter. Enquanto estava no monte, fervorosamente intercedendo com Deus, Moisés orou: “Mostra-me, peço-Te, a Tua glória.” Em resposta Deus declarou: “Farei passar toda a Minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia e Me compadecerei de quem Eu Me compadecer.” Êxo. 33:18 e 19.
A glória de Deus – o Seu caráter – fora então revelada. “E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado.” Êxo. 34:7.
Esse caráter revelou-se na vida de Cristo. Para que Ele, por Seu exemplo, condenasse o pecado na carne, tomou sobre Si a semelhança da carne pecaminosa. Constantemente contemplava Ele o caráter de Deus; revelava continuamente esse caráter ao mundo.
Cristo deseja que os Seus seguidores revelem em sua vida este mesmo caráter. Em Sua oração intercessória pelos discípulos, Ele declarou: “Eu lhes tenho transmitido a glória (caráter) que Me tens dado, para que sejam um, como Nós o somos; Eu neles, e Tu em Mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu Me enviaste e os amaste como também amaste a Mim.” João 17:22 e 23.
Hoje é ainda Seu propósito santificar e purificar Sua igreja, “para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”. Efés. 5:27. Nenhum dom maior do que o caráter que Ele revelou pode Cristo pedir a Seu Pai que conceda àqueles que nEle crêem. Que amplitude há em Seu pedido! Que plenitude de graça tem o privilégio de receber cada seguidor de Cristo! …
Quem dera que apreciássemos mais plenamente a honra a nós conferida por Cristo! Tomando Seu jugo e aprendendo dEle, tornamo-nos como Ele em aspiração, mansidão e humildade, na fragrância do caráter. Signs of the Times, 3 de setembro de 1902.
11 de novembro
Pág. 321
Percepção Santificada
Naquele dia, olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel. Isa. 17:7.
Os tesouros da eternidade foram confiados à guarda de Jesus Cristo, para dar a quem Ele queria; mas quão triste é que tantos perdem rapidamente de vista a preciosa graça que lhes é oferecida pela fé nEle! Ele concederá os tesouros celestes aos que crerem nEle, olharem a Ele, e nEle permanecerem. Ele não teve por usurpação ser igual a Deus, e não conhece restrição nem controle no outorgar os tesouros celestes a quem quiser. Não exalta nem honra aos grandes do mundo, lisonjeados e aplaudidos; mas convida Seu povo escolhido, peculiar, que O ama e serve, a que vão a Ele e peçam, e Ele lhes dará o pão da vida, e doar-lhes-á a água da vida, a qual será neles uma fonte que salta para a vida eterna.
Jesus trouxe a nosso mundo os acumulados tesouros de Deus, e todos os que nEle crerem são adotados como herdeiros Seus. Ele declara que grande será a recompensa dos que sofrerem por amor de Seu nome. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 138.
Este mundo é apenas pequenino átomo no vasto domínio sobre o qual Deus preside, e no entanto esse pequeno mundo caído é mais precioso às Suas vistas que os noventa e nove que não se desviaram do aprisco. Se nEle pusermos a nossa confiança, não deixará Ele que nos tornemos vítima das tentações de Satanás. Deus quer que cada alma por quem Cristo morreu se torne uma parte da vinha, ligada com o tronco original, e dela extraia a nutrição. Nossa dependência de Deus é absoluta, e nos deve conservar bem humildes; e, por causa de nossa dependência dEle, nosso conhecimento dEle será grandemente aumentado. Deus quer que removamos toda espécie de egoísmo, e a Ele nos acheguemos, não como donos de nós mesmos, mas como uma possessão adquirida do Senhor. Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 324 e 325.
Deus honrará e susterá toda alma leal, sincera, que estiver procurando andar diante dEle na perfeição da graça de Cristo. … Podemos nós com viva, santificada percepção apreciar a força das promessas de Deus, e aplicá-las a nós mesmos, individualmente, não porque sejamos dignos, mas porque Cristo é digno; não porque sejamos justos, mas porque, por fé viva, imploramos a justiça de Cristo em nosso favor? Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 108.
12 de novembro
Pág. 322
A Essência e a Substância
Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. I Ped. 5:10.
Quando a verdade é recebida, promove radical mudança na vida e no caráter, pois religião significa a presença de Cristo no coração; e onde Ele está, a alma prossegue em atividade espiritual, sempre crescendo em graça, sempre prosseguindo para a perfeição. …
Não é nenhuma prova real de serdes cristãos o se agitarem vossas emoções e vosso espírito pela verdade; a questão é: Estais vós crescendo em Cristo, vossa cabeça viva? É a graça de Cristo manifestada em vossa vida? Deus dá sua graça aos homens, para que eles desejem mais dessa graça. A graça de Deus atua sempre no coração humano, e quando é recebida, aparece a prova na vida e no caráter do que a recebe; pois será vista a vida espiritual em desenvolvimento vindo do interior. A graça de Cristo no coração promoverá sempre vida espiritual, e será feito progresso espiritual. … Não vemos as plantas crescerem no campo, e todavia estamos certos de que elas crescem; e não podemos conhecer nossa própria força espiritual e nosso crescimento? …
A essência e a substância de toda a questão da graça cristã e experiência estão contidas no crer em Cristo, no conhecer a Deus e a Seu Filho a quem Ele enviou. Mas é aqui onde muitos falham, pois falta-lhes fé em Deus. Em vez de desejarem ser postos em associação com Cristo em Sua abnegação e humilhação, estão sempre procurando a supremacia do eu. …
Oh, se O amásseis como Ele vos amou, não fugiríeis a uma experiência nos capítulos escuros dos sofrimentos do Filho de Deus! … Quando contemplamos a humilhação de Cristo, considerando Sua abnegação e sacrifício, enchemo-nos de assombro ante a manifestação do divino amor pelo homem culpado. Quando por amor de Cristo somos chamados a passar por provas de natureza humilhante, se temos a mente de Cristo, sofreremos com mansidão, não nos ressentindo com a injúria nem resistindo ao mal. Manifestaremos o espírito que havia em Cristo. …
Devemos tomar o jugo de Cristo, trabalhar como Ele trabalhou pela salvação da humanidade perdida; e os que são participantes de Seus sofrimentos serão também participantes de Sua glória. Review and Herald, 24 de maio de 1892.
13 de novembro
Pág. 323
Louvai a Deus!
As benignidades do Senhor mencionarei e os muitos louvores do Senhor, consoante tudo o que o Senhor nos concedeu, e a grande bondade para com a casa de Israel. Isa. 63:7.
Quando o senso da benignidade do Senhor está de contínuo refrigerando o espírito, será revelado na fisionomia por uma expressão de paz e alegria. Será manifestado nas palavras e em obras. E o generoso Espírito Santo de Cristo, atuando no coração, dará lugar na vida a uma convertedora influência sobre outros. …
Não temos razão de falar da bondade de Deus e proclamar o Seu poder? Quando os amigos são bondosos para conosco nós apreciamos o prazer de lhes sermos gratos por sua bondade. Quanto mais devemos contar como alegria e agradecer ao Amigo que nos tem dado todo o bem e todo dom perfeito! Cultivemos, então, em cada igreja, o espírito de gratidão a Deus. Eduquemos os lábios para louvarem a Deus no círculo da família. … Declarem nossas dádivas e ofertas a nossa gratidão pelos favores recebidos cada dia. Em tudo devemos mostrar a alegria do Senhor e tornar conhecida a mensagem da divina graça salvadora. …
Davi declara: “Amo o Senhor, porque Ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os Seus ouvidos.” Sal. 116:1 e 2. … A bondade de Deus em ouvir e responder orações põe-nos sob a pesada obrigação de expressar nossos agradecimentos pelos favores a nós concedidos. Devemos louvar a Deus mais do que fazemos. As bênçãos recebidas em resposta à oração devem ser prontamente reconhecidas. …
Magoamos o Espírito de Cristo por nossas queixas e murmurações. Não devemos desonrar a Deus pela lamentosa relação de provas que parecem pesadas. Todas as provas que são recebidas como educadoras produzirão alegria. A inteira vida religiosa será levantada, elevada, enobrecida, perfumada com boas palavras e obras. Review and Herald, 7 de maio de 1908.
Que a paz de Deus reine em vossa alma. Então haverá força para dividir com todos os sofredores, e vos regozijareis em ter a graça para resistir. Louvai ao Senhor; falai de Sua bondade; dizei de Seu poder. Adoçai a atmosfera que vos circunda a alma. … Louvai, de coração, alma e voz, Aquele que é a saúde para a vossa enfermidade, vosso Salvador, e vosso Deus. The Youth’s Instructor,  27 de dezembro de 1900.
14 de novembro
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Nada Retém
Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente. Sal. 84:11.
“Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes, O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?” Rom. 8:32. Apreciemos o sacrifício que Deus fez em nosso favor. Jamais haverá um tempo em que nos serão mais bem-vindos os dons de Sua graça do que agora. Cristo deu Sua vida pelos homens, para que pudessem saber como os amou. Ele não quer que alguém pereça, mas deseja que todos venham a arrepender-se. Todos os que se rendem a Sua vontade podem ter a vida que se mede pela vida do Filho de Deus. … A espada da justiça caiu sobre Ele, para que eles ficassem livres. Morreu, para que vivessem. …
Devemos ficar firmes ao lado dos princípios da Palavra de Deus, lembrando-nos de que Deus está conosco para nos dar força que nos permita enfrentar cada experiência. Mantenhamos sempre os princípios da justiça em nossa vida, para que no nome do Senhor prossigamos de força em força. … Devemos estimar como muito preciosa a obra que o Senhor está promovendo por meio do Seu povo que guarda os mandamentos, e que, mediante o poder de Sua graça, tornar-se-á mais forte e mais eficiente com o passar do tempo. O inimigo está procurando obscurecer o discernimento do povo de Deus e enfraquecer sua eficiência. Mas se trabalharem como o Espírito de Deus os dirigir, abrir-se-ão portas de oportunidade diante deles para a edificação dos lugares antigamente assolados. Sua experiência será de constante crescimento em segurança e poder até que o Senhor desça do Céu com poder e grande glória para colocar o Seu selo do triunfo final em Seus fiéis.
O Senhor deseja ver a obra da mensagem do terceiro anjo levada avante com crescente eficiência. Assim como Ele tem trabalhado em todos os séculos para dar coragem e poder a Seu povo, também neste século Ele anseia por levar a triunfante cumprimento os Seus propósitos por Sua igreja. Ele ordena que os santos avancem unidos, indo da força para força maior, da fé para aumentada fé na justiça e verdade de Sua causa. Review and Herald, 11 de janeiro de 1912.
15 de novembro
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Controle do Pensamento?
Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. I Ped. 1:13.
Poucos compreendem ser um dever exercer domínio sobre os pensamentos e imaginações. É difícil manter a mente indisciplinada fixa em assuntos proveitosos. Se, porém, os pensamentos não forem devidamente empregados, a religião não pode florescer na alma. O espírito deve preocupar-se com as coisas sagradas e eternas, ou, do contrário, há de nutrir pensamentos frívolos e superficiais. Tanto as faculdades intelectuais como as morais devem ser disciplinadas, e pelo exercício hão de se revigorar e aumentar.
A fim de entender direito esta questão, cumpre-nos lembrar que nosso coração é naturalmente depravado, e somos incapazes, por nós mesmos, de seguir uma reta direção. É unicamente pela graça de Deus, aliada ao mais fervoroso esforço de nossa parte, que nos é possível obter a vitória. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 544.
Toda tendência errada pode, pela graça de Cristo, ser reprimida, não de maneira débil, irresoluta, mas com firmeza de propósito, com grandes resoluções de tornar Cristo o modelo. Dai vossas afeições àquilo que Jesus amou, e afastai-vos das coisas que não fortalecem os retos impulsos. Com decidida energia procurai aprender, e melhorar o caráter dia a dia. Precisais de firmeza de propósito para vos segurar e ser aquilo de que Deus Se agrada que sejais. Youth’s Instructor, 21 de abril de 1888.
O intelecto, do mesmo modo que o coração, deve ser consagrado ao serviço de Deus. Ele tem direito a tudo quanto há em nós. Por inocente e louvável que lhe pareça, o seguidor de Cristo não deve condescender com qualquer satisfação, nem meter-se em qualquer empreendimento, que uma esclarecida consciência mostre que lhe viria enfraquecer o ardor e diminuir a espiritualidade. Todo cristão deve trabalhar para repelir a onda de mal, e salvar nossa juventude das influências que a arrastariam à ruína. Deus nos ajude a forçar nosso caminho contra a corrente. Mensagens aos Jovens, pág. 397.
16 de novembro
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Em Dívida
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. Mat. 6:12.
Uma grande bênção é aqui solicitada sob condição. Nós mesmos afirmamos essas condições. Pedimos que a misericórdia de Deus para conosco seja medida pela misericórdia que mostramos a outros. Cristo declara que esta é a regra pela qual o Senhor tratará conosco: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” Mat. 6:14 e 15. Maravilhosos termos! Mas quão pouco são compreendidos ou acatados. Um dos pecados mais comuns, e que é seguido dos resultados mais perniciosos, é a tolerância de um espírito não disposto a perdoar. Quantos não abrigam animosidade ou espírito de vingança, e então curvam a cabeça diante de Deus e pedem para serem perdoados assim como perdoam. Certamente não podem possuir o verdadeiro senso do que esta oração importa, ou não a tomariam nos lábios. Dependemos da misericórdia de Deus cada dia e cada hora; como podemos então agasalhar amargura e malícia para com o nosso próximo pecador!
O fato de que estamos em grande obrigação para com Cristo coloca-nos sob o mais sagrado dever para com aqueles por cuja redenção Ele morreu. Devemos manifestar para com eles a mesma simpatia, a mesma terna compaixão e amor altruísta que Cristo mostrou para conosco. Testimonies, vol. 5, pág. 170.
Aquele que não perdoa, obstrui o próprio conduto pelo qual, unicamente, pode receber misericórdia de Deus. Não deve pensar que, a menos que os que nos prejudicaram, confessem o mal, estamos justificados ao privá-los de nosso perdão. É dever deles, sem dúvida, humilhar o coração pelo arrependimento e confissão; cumpre-nos, porém, ter espírito de compaixão para com os que pecaram contra nós, quer confessem quer não suas faltas. Não importa quão cruelmente nos tenham ferido, não devemos acariciar nossos ressentimentos, simpatizando com nós mesmos pelos males que nos são causados; mas, como esperamos nos sejam perdoadas nossas ofensas contra Deus, cumpre-nos perdoar a todos os que nos têm feito mal. …
Ao aproximar-nos de Deus, eis a condição que temos de satisfazer ao pisar o limiar – que, recebendo misericórdia de Sua parte, nos entreguemos a nós mesmos para revelar a outros Sua graça. O Maior Discurso de Cristo, págs. 113-115.
17 de novembro
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Na Escola de Cristo
Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os Meus olhos. Sal. 32:8.
Aquele que procura com diligência adquirir a sabedoria das escolas humanas deve lembrar-se de que outra escola também o reclama como estudante. Cristo foi o maior ensinador que o mundo já viu. Trouxe ao homem conhecimentos diretos do Céu. …
Na escola de Cristo, os estudantes nunca se formam. Entre os discípulos há tanto adultos como jovens. Os que dão atenção às instruções do divino Mestre adiantam-se constantemente em sabedoria, correção e nobreza de alma, e assim preparam-se para entrarem naquela escola superior onde o adiantamento continuará por toda a eternidade.
A Sabedoria Infinita põe perante nós as grandes lições da vida – lições do dever e da felicidade. Estas são muitas vezes difíceis de aprender, mas sem elas não podemos fazer progressos reais. … É neste mundo, por entre provações e tentações, que devemos adquirir habilitação para a sociedade dos puros e santos. Os que se tornam tão absortos em estudos menos importantes, que deixam de aprender na escola de Cristo, estão incorrendo numa perda infinita. …
Na religião de Cristo, há uma influência regeneradora, que transforma o ser todo, levantando o homem acima de todo vício degradante e vil, elevando os pensamentos e desejos para Deus e o Céu. … Toda faculdade e todo atributo de que o Criador dotou os filhos dos homens devem ser empregados para Sua glória, e nessa atividade encontra-se o mais puro, santo e agradável exercício. Ao mesmo tempo que ao princípio religioso é dado o supremo lugar, todo passo progressivo dado na aquisição do saber ou na cultura do intelecto é um passo no sentido da assimilação do divino pelo humano, do infinito pelo finito. …
O que segue a guia divina encontrou a única fonte verdadeira de graça salvadora e real felicidade, e alcançou o poder de comunicar a felicidade a todos em redor de si. … O amor a Deus purifica e enobrece todo gosto e desejo, intensifica toda afeição e abrilhanta todo prazer digno. Habilita o homem a apreciar e desfrutar tudo que é verdadeiro, bom e belo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 50-53.
18 de novembro
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Dia de Exame
Examina-me, Senhor, e prova-me. Sal. 26:2.
Senhor leva os homens a situações em que lhes possa provar a força moral e revelar os motivos de suas ações, de maneira que desenvolvam o que é bom em si mesmos, e afastem de si o que não presta. É vontade de Deus que Seus servos se familiarizem com o mecanismo moral do próprio coração. Para isso fazer, permite freqüentemente que o fogo da aflição os assalte, a fim de que sejam purificados. …
A graça genuína está disposta a ser provada; se relutamos em ser esquadrinhados pelo Senhor, nossa condição é na verdade séria. Deus é o refinador e purificador de almas; no calor da fornalha separa-se para sempre a escória da prata e do ouro verdadeiros do caráter cristão. Jesus observa a prova. Sabe o que é preciso para purificar o precioso metal a fim de que Lhe reflita a glória do divino amor. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 474 e 475.
Eu vos exorto: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé.” II Cor. 13:5. Provai-vos a vós mesmos. A fim de conservar o calor e a pureza do amor de Cristo, necessitais de constante suprimento da graça divina. …
Neste tempo de lutas e provações, precisamos de todo o apoio e consolação que podemos derivar de princípios justos, convicções religiosas estabelecidas, certeza íntima do amor de Cristo e rica experiência nas coisas divinas. Só chegaremos à estatura perfeita de homens e mulheres em Cristo Jesus em resultado de um crescimento constante na graça divina. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 16 e 17.
Não é fora das provas mas em meio a elas que o caráter cristão se desenvolve. O achar-se exposto à repulsa e oposição leva o seguidor de Cristo a maior vigilância e mais fervente oração ao poderoso Ajudador. Severa prova resistida pela graça de Deus desenvolve a paciência, a vigilância, a resistência e uma profunda e permanente confiança em Deus. A vitória da fé cristã consiste em que ela capacita seu seguidor a sofrer e ser forte; a submeter-se e assim conquistar; a morrer em todo o tempo e contudo viver; a levar a cruz, e assim alcançar a coroa de glória. Atos dos Apóstolos, págs. 467 e 468.
19 de novembro
Pág. 329
Por que Praticar Boas Obras?
Somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Efés. 2:10.
Nossa aceitação por parte de Deus só é certa por meio de Seu amado Filho, e as boas obras são apenas o resultado da atuação do Seu amor que perdoa o pecado. Não representam crédito para nós, e não há nenhum acordo feito conosco pelo qual possamos reivindicar uma parte na nossa salvação em virtude de nossas boas obras. Salvação é dom gratuito ao crente, a ele concedido apenas por amor de Cristo. A alma turbada pode encontrar paz por meio de Cristo, e sua paz estará em proporção a sua fé e confiança. Ele não pode apresentar suas boas obras como razão para a salvação de sua alma.
Não são, porém, as boas obras, de nenhum valor? É o pecador que comete pecado cada dia impunemente, considerado por Deus com a mesma benevolência que Ele dispensa àquele que pela fé em Cristo procura trabalhar em sua integridade? As Escrituras respondem: “Somos feitura dEle, criados em Jesus Cristo para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efés. 2:10. Em Seu divino arranjo, por Seu imerecido favor, o Senhor ordenou que as boas obras sejam recompensadas. Somos aceitos por meio dos méritos de Cristo somente; e os atos de misericórdia, as obras de caridade que realizamos, são frutos de fé; e tornam-se bênçãos para nós, pois os homens devem ser recompensados segundo as suas obras. É a fragrância dos méritos de Cristo que faz com que nossas boas obras sejam aceitáveis a Deus, e é a graça que nos capacita a fazer as obras pelas quais Ele nos recompensa. Nossas obras em si mesmas não possuem nenhum mérito. Depois de havermos feito tudo que nos é possível fazer, somos considerados servos inúteis. Não merecemos nenhum agradecimento da parte de Deus. Só fizemos o que era nosso dever fazer, e nossas obras não poderiam ter sido realizadas na força de nossa própria natureza pecadora.
O Senhor nos ordena aproximarmo-nos dEle, e Ele Se aproximará de nós; e aproximando-nos dEle, recebemos a graça pela qual fazemos as obras que serão recompensadas por Sua mão. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.122.
O trabalho de amor brota da obra de fé. … Conquanto seja certo que nossas ocupadas atividades não asseguram a salvação em si mesmas, é certo também que a fé que nos une a Cristo impelirá à atividade. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.111.
20 de novembro
Pág. 330
Vigiar
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.  Mar. 14:38.
Muitos estão hoje dormindo, como estavam os discípulos. Não estão vigiando e orando para não entrar em tentação. Testimonies, vol. 8, pág. 100.
Esteja cada pessoa alerta. O adversário está em vosso rastro. Sede vigilantes, examinando diligentemente, não aconteça que alguma hábil armadilha cuidadosamente escondida vos pegue desprevenidos. Que os descuidados e indiferentes despertem, não suceda venha o dia do Senhor sobre eles como um ladrão de noite. Muitos se afastarão do caminho da humildade, e, pondo de lado o jugo de Cristo, entrarão em estranhos caminhos. …
Aquele que triunfa precisa vigiar, pois com embaraços mundanos, erro e superstição, Satanás procura tirar de Cristo os Seus seguidores. Não é bastante que evitemos deslumbrantes perigos e arriscadas e inconsistentes aventuras. Devemos conservar-nos juntos de Cristo, andando no caminho da abnegação e sacrifício. Estamos numa região do inimigo. Aquele que foi expulso do Céu desceu com grande poder. Com todo artifício concebível e com todo o engano ele está procurando levar cativas as pessoas. A menos que estejamos constantemente em guarda, cairemos presa fácil de seus inumeráveis enganos. Testimonies, vol. 8, págs. 99 e 100.
Advertências, admoestações, promessas, tudo nos pertence, a nós para quem já são chegados os fins dos tempos. “Não durmamos como os demais; pelo contrário vigiemos e sejamos sóbrios.” I Tess. 5:6.
Vigiai contra a furtiva aproximação do inimigo, contra os hábitos antigos e inclinações naturais, pois do contrário eles se firmarão; forçai-os a recuar, e vigiai. Vigiai os pensamentos, os planos, para que não se centralizem no eu. Vigiai sobre as pessoas que Cristo comprou com o Seu sangue. Vigiai cada oportunidade de fazer-lhes bem. Testimonies, vol. 6, pág. 400.
Se vos aproximardes de Jesus e procurardes honrar vossa profissão mediante uma vida bem ordenada e conversação santa, vossos pés serão guardados de se desviarem para os caminhos proibidos. Se tão-somente vigiardes e continuamente estiverdes em oração, se fizerdes tudo como se estivésseis na presença imediata de Deus, então estareis livres de ceder às tentações, e podereis esperar ser conservados puros, imaculados e santos até ao fim. Se retiverdes firmemente o princípio de vossa confiança até ao fim, vossos caminhos serão estabelecidos em Deus, e aquilo que a graça começou, a glória coroará no reino de nosso Deus. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 38 e 39.
21 de novembro
Pág. 331
Guardados de Tropeços
Ora, Aquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória. Judas 24.
Nestes derradeiros dias, quando prevalece a iniqüidade e o amor de muitos esfria, Deus terá um povo que Lhe glorifique o nome, e se imponha como reprovador da injustiça. São um “povo peculiar”, leal à lei de Deus, quando o mundo buscar invalidar Seus preceitos; e quando o poder de Deus para converter atua através de Seus servos, os exércitos das trevas se arregimentam em acérrima e resoluta oposição. … Haverá constante conflito desde o momento de nossa determinação de servir ao Deus do Céu, até sermos libertos deste presente século mau. Não haverá trégua neste conflito. …
Nossa obra é de natureza ativa, e como fiéis soldados de Jesus, devemos levar a bandeira ensangüentada às próprias fortalezas do inimigo. … Se consentirmos em depor as armas, em arraigar a ensangüentada bandeira, em nos tornarmos cativos e servos de Satanás, podemos ser libertos do conflito e do sofrimento; mas esta paz só será ganha com a perda de Cristo e do Céu. Não podemos aceitar a paz em tais condições. Que haja guerra, guerra até o fim da história da vida, antes que paz em virtude de apostasia e pecado.
A obra da apostasia começa em alguma secreta rebelião no íntimo contra as reivindicações da lei de Deus. Desejos profanos, ambições ilegais, são nutridos e praticados, e incredulidade e trevas separam a pessoa de Deus. Se não vencermos esses males, eles nos vencerão. … A condescendência com o orgulho espiritual, com desejos profanos ou pensamentos maus, ou qualquer coisa que nos separe da íntima e sagrada associação com Jesus, põe em perigo nossa vida. … Temos de combater “o bom combate da fé”, se quisermos tomar “posse da vida eterna”. I Tim. 6:12. Somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para salvação”. I Ped. 1:5. Se o pensamento de apostasia vos é molesto… então “aborrecei o mal e apegai-vos ao bem”. Rom. 12:9. E crede nAquele que é capaz de guardar-vos de cair, e pode apresentar-vos sem faltas diante da presença de Sua glória com excedível alegria. Review and Herald, 8 de maio de 1888.
22 de novembro
Pág. 332
Confirmados
Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra. II Tess. 2:16 e 17.
O Salvador tornava cada ato de cura uma ocasião para implantar princípios divinos na mente e na alma. Esse era o desígnio de Sua obra. Comunicava bênçãos terrestres, para que pudesse inclinar o coração dos homens ao recebimento do evangelho de Sua graça.
Por três anos, os discípulos tiveram diante deles o maravilhoso exemplo de Jesus. Dia a dia, andavam e falavam com Ele, ouvindo-Lhe as palavras de ânimo ao cansado e oprimido, e assistindo às manifestações de Seu poder em favor do doente e do aflito. Ao chegar o tempo em que devia deixá-los, deu-lhes graça e poder para levar avante Sua obra em Seu nome. Deviam irradiar a luz de Seu evangelho de amor e cura. …
A obra que os discípulos fizeram, também nós devemos fazer. Todo cristão deve ser missionário. Cumpre-nos, em simpatia e compaixão, servir aos que necessitam de auxílio, buscando com abnegado zelo aliviar as misérias da humanidade sofredora. … O Salvador Se identifica com todo filho da humanidade. … Seus seguidores não devem se sentir separados do mundo que está a perecer em volta deles. Fazem parte da grande teia da humanidade, e o Céu os considera como irmãos dos pecadores da mesma maneira que dos santos. … Por tudo que nos confere vantagem sobre outros – seja educação, seja refinamento, nobreza de caráter e instrução cristã, seja experiência religiosa – achamo-nos em dívida para com os menos favorecidos; e, tanto quanto esteja em nosso poder, cumpre-nos servi-los. Se somos fortes, devemos apoiar as mãos dos fracos. …
Aquele que se torna um filho de Deus deve, daí em diante, considerar-se como um elo na cadeia descida para salvar o mundo, um com Cristo em Seu plano de misericórdia, indo com Ele a buscar e salvar o perdido.
O mundo necessita de uma demonstração prática do que a graça de Deus pode fazer para restaurar aos homens sua perdida realeza, dando-lhes o governo de si mesmos. Não há nada de que o mundo tanto precise como do conhecimento do poder salvador do evangelho revelado em vidas semelhantes à de Cristo. A Ciência do Bom Viver, págs. 20, 104, 105, 132 e 133.
23 de novembro
Pág. 333
Alegria em Partilhar
Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em Sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria! I Tess. 2:19 e 20.
Deus poderia haver realizado Seu desígnio de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas a fim de desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, é-nos preciso partilhar de Sua obra. A fim de participar da alegria dEle – a alegria de ver almas redimidas por Seu sacrifício – devemos tomar parte em Seus labores para redenção delas.
Jesus via em cada alma alguém a quem devia ser feito o chamado para Seu reino. Aproximava-Se do coração do povo, misturando-Se com ele como alguém que lhe desejava o bem-estar. Procurava-o nas ruas públicas, nas casas particulares, nos barcos, na sinagoga, às margens do lago e nas festas nupciais. Ia-lhe ao encontro em suas ocupações diárias, e manifestava interesse em seus negócios seculares. Levava Suas instruções às famílias, pondo-as assim, no próprio lar, sob a influência de Sua divina presença. A poderosa simpatia pessoal que dEle emanava, conquistava os corações. …
Era pelo contato pessoal e a associação, que Jesus preparava os discípulos. Ensinava-os, às vezes, sentado entre eles na encosta da montanha; outras, às margens do lago, ou caminhando em sua companhia, revelava-lhes os mistérios do reino de Deus. Não pregava, como fazem os homens hoje em dia. Sempre que os corações se achassem abertos para receber a divina mensagem, desdobrava as verdades do caminho da salvação. Não ordenava a Seus discípulos que fizessem isso ou aquilo, mas dizia: “Segue-Me”. Nas jornadas através de campos e cidades, levava-os consigo, para que vissem como ensinava o povo. …
O exemplo de Cristo de ligar-Se aos interesses da humanidade deve ser seguido por todos quantos pregam Sua palavra, e todos quantos receberam o evangelho de Sua graça. … Não somente do púlpito é tocado o coração dos homens pela verdade divina. Outro campo de labor existe, mais humilde, talvez, mas igualmente prometedor. Encontra-se no lar do humilde, e na mansão do grande; na mesa hospitaleira, e em reuniões de inocente entretenimento. … Aonde quer que formos, devemos levar conosco Jesus, e revelar a outros que precioso é nosso Salvador. O Desejado de Todas as Nações, págs. 142, 151 e 152.
24 de novembro
Pág. 334
A Deus Seja a Glória
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. II Cor. 4:7.
Todas as boas qualidades que os homens possuem são dom de Deus; suas boas ações são realizadas pela graça de Deus mediante Cristo. Visto que tudo devem a Deus, a glória do que quer que sejam ou façam, a Ele pertence somente; não são senão instrumentos em Suas mãos.
Mais que isto – conforme ensinam todas as lições da história bíblica, é coisa perigosa louvar ou exaltar o homem; pois se alguém vem a perder de vista sua inteira dependência de Deus, e a confiar em sua própria força, é certo que cairá. O homem está a lutar com adversários mais fortes do que ele. … É impossível a nós, em nossa própria força, sustentar o conflito; e o que quer que desvie de Deus a mente, o que quer que leve à exaltação própria ou presunção, está certamente a preparar o caminho para a nossa derrota. O conteúdo da Bíblia visa a inculcar desconfiança na força humana e incentivar a confiança no poder divino. Patriarcas e Profetas, pág. 717.
Nosso Pai celestial não enviou anjos do Céu para pregar aos homens a salvação. Abriu-nos as preciosas verdades de Sua Palavra, e implantou-nos no coração a verdade, para que possamos dá-la, aos que estão em trevas. Se de fato provamos os preciosos dons de Deus em Suas promessas, devemos comunicar a outros esse conhecimento. …
Devemos trabalhar individualmente como se repousasse sobre nós uma grande responsabilidade. Devemos manifestar incansável energia, tato e zelo nesta obra, e assumir o encargo, sentindo o perigo no qual se acham nossos vizinhos e amigos. Devemos trabalhar como Cristo trabalhou. Devemos apresentar a verdade como é em Jesus, para que não se ache em nossas vestes o sangue de pessoas. Ao mesmo tempo devemos sentir inteira dependência de Deus e confiança nEle, pois sabemos que nada podemos fazer sem o auxílio de Sua graça e poder. Paulo pode plantar e Apolo regar, mas Deus, unicamente, pode dar o crescimento. Manuscrito 79, 1886.
Nosso dever, nossa segurança, nossa felicidade e utilidade, assim como nossa salvação, convidam a cada um de nós a usarmos da maior diligência para assegurarmos a graça de Cristo. Review and Herald, 8 de janeiro de 1884.
25 de novembro
Pág. 335
A Ceifa
Para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.  Efés. 2:7.
Ninguém pode dar em seu coração e vida lugar para a corrente da bênção de Deus fluir em direção a outros, sem que receba em si mesmo uma preciosa recompensa. …
A graça de Cristo no coração desenvolve traços de caráter opostos ao egoísmo – traços que refinarão, enobrecerão e enriquecerão a vida. Atos de bondade praticados em segredo, ligarão corações entre si, unindo os mais estreitamente ao coração dAquele de quem provém todo generoso impulso. As pequeninas atenções, os pequenos atos de amor e sacrifício, os quais exalam da vida tão suavemente como o aroma se desprende da flor – constituem parte importante das bênçãos e felicidade da vida. E verificar-se-á por fim que a negação do próprio eu para o bem e a felicidade dos outros, embora humilde e não louvada aqui, é reconhecida no Céu como o sinal de nossa união com Ele, o Rei da  glória, que era rico, e contudo Se tornou pobre por amor de nós.
Os atos de bondade podem ser praticados em oculto, mas não se podem esconder os resultados sobre o caráter do que os pratica. Se, como seguidores de Cristo, trabalhamos com sincero interesse, o coração achar-se-á em íntima correspondência com Deus, e o Seu Espírito, operando em nosso espírito, despertará, em resposta ao divino toque, as sagradas harmonias da alma.
Aquele que dá crescentes talentos aos que sabiamente desenvolveram os dons que lhes foram confiados, agrada-Se de reconhecer o serviço de Seu povo crente no Amado, mediante cuja graça e força eles agiram. Aqueles que houverem buscado o desenvolvimento e a perfeição do caráter cristão mediante o exercício de suas faculdades em boas obras hão de, no mundo por vir, ceifar aquilo que semearam. A obra iniciada na Terra há de atingir sua consumação naquela vida mais elevada e santa que se perpetuará por toda a eternidade. O Maior Discurso de Cristo, pág. 81-83.
Aquele que é “rico para com todos os que O invocam” (Rom. 10:12), disse: “Dai, e ser-vos á dado.” … Luc. 6:38. … E todo sacrifício, feito em Seu serviço, será recompensado segundo “as abundantes riquezas da Sua graça”. O Desejado de Todas as Nações, pág. 179.
26 de novembro
Pág. 336
O Mundo Espera
Porque todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus. II Cor. 4:15.
A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo. Desde o princípio tem sido plano de Deus que através de Sua igreja seja refletida para o mundo Sua plenitude e suficiência. Aos membros da igreja, a quem Ele chamou das trevas para Sua maravilhosa luz, compete manifestar Sua glória. A igreja é a depositária das riquezas da graça de Cristo; e pela igreja será a seu tempo manifesta, mesmo aos “principados e potestades nos Céus” (Efés. 3:10), a final e ampla demonstração do amor de Deus. …
A igreja é a fortaleza de Deus, Sua cidade de refúgio, que Ele mantém num mundo revoltado. …
Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do Céu têm sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção. É o cenário de Sua graça, na qual Se deleita em revelar Seu poder de transformar corações. Atos dos Apóstolos, págs. 9-12.
Assim como os raios do Sol penetram até aos mais remotos recantos do globo, assim é desígnio de Deus que a luz do evangelho alcance a toda pessoa da superfície da Terra. … Na atualidade, quando o inimigo está atuando como nunca antes para monopolizar o espírito de homens e mulheres, deveríamos estar trabalhando com atividade crescente. Diligentemente, desinteressadamente devemos proclamar a última mensagem de misericórdia nas cidades – nos caminhos e valados. Todas as classes devem ser alcançadas. Ao trabalharmos, havemos de deparar nacionalidades diversas. Nenhuma delas deve ser passada por alto, sem que seja advertida. O Senhor Jesus foi dádiva de Deus ao mundo inteiro – não às classes mais altas tão-somente, nem tão pouco a uma só nacionalidade, com exclusão das outras. Sua graça salvadora circunda o mundo. Todo que quiser pode beber da água da vida. Um mundo todo está à espera de ouvir a mensagem da verdade presente. Review and Herald, 14 de novembro de 1912.
27 de novembro
Pág. 337
Cristo Espera
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mat. 24:14.
O evangelho de Cristo é, de princípio a fim, o evangelho da graça salvadora. Ele é uma idéia distintiva e dominante. Será um auxílio aos necessitados, luz para os olhos cegos à verdade, e guia às almas em busca do verdadeiro fundamento. Salvação plena e perpétua acha-se ao alcance de toda alma. Cristo espera e almeja dar perdão, e comunicar a graça gratuitamente oferecida. Ele vela e espera. Dizendo como disse ao cego de Jericó: “Que queres que te faça?” Mar. 10:51. Tirar-te-ei os pecados; lavar-te-ei em Meu sangue.
Em todas as estradas da vida há almas a serem salvas. Os cegos estão tateando nas trevas. Comunicai-lhes a luz, e Deus vos abençoará como colaboradores Seus.
Necessitamos mais zelo na causa de Cristo. A solene mensagem da verdade deve ser dada com uma intensidade capaz de impressionar os descrentes com o fato de que Deus está cooperando com os nossos esforços de que o Altíssimo é a fonte viva de nossa força. Evangelismo, págs. 552, 553 e 697.
É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo frutos para Sua glória, quão rapidamente não seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 213.
É chegado o tempo em que, por intermédio dos mensageiros de Deus, o rolo do livro se abrirá ao mundo. A verdade contida na primeira, segunda e terceira mensagens angélicas, tem de ir a toda nação, tribo, língua e povo; ela deve iluminar as trevas de todo continente, e estender-se às ilhas do mar. Não deve haver dilação nessa obra.
Nossa divisa deve ser: Para a frente, sempre para a frente! Anjos do Céu irão adiante de nós, a preparar-nos o caminho. Nosso cuidado pelas regiões distantes nunca poderá ser deposto enquanto a Terra inteira não for iluminada com a glória do Senhor. Obreiros Evangélicos, pág. 470.
28 de novembro
Pág. 338
O Universo Espera
Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa. Luc. 14:23.
Nesta pequena Terra manifesta todo o universo celeste o maior interesse; pois Cristo pagou preço infinito pelas almas que aqui habitam. Parábolas de Jesus, pág. 176.
Tudo que há no Universo apela aos que conhecem a verdade a consagrarem-se sem reservas à proclamação da mesma, tal como lhes foi revelada na mensagem do terceiro anjo. … A operação de agentes satânicos convoca todo cristão a permanecer em seu posto.
A obra que nos foi confiada é importante, e nela se precisam homens sábios, abnegados, homens que compreendam o que significa dedicar-se a desinteressados esforços para salvar almas. Mas não há necessidade do serviço de homens mornos; pois homens tais Cristo não pode usar. Necessitam-se homens e mulheres cujo coração se comova ante o sofrimento humano e cuja vida dê prova de que estão recebendo e comunicando luz, vida e graça.
O povo de Deus deve aproximar-se bem de Cristo, em abnegação e sacrifício, tendo como único alvo dar a todo o mundo a mensagem de misericórdia. Alguns trabalharão de um modo, e outros doutro, conforme o Senhor os chamar e guiar. Mas devem todos lutar juntos, procurar fazer do trabalho uma unidade perfeita. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 294.
A igreja não regredirá enquanto os membros buscarem auxílio do trono da graça, para não falharem no cooperar na grande obra de salvar as almas que se encontram à beira da ruína. …
O universo celeste aguarda instrumentos consagrados por meio dos quais Deus possa comunicar-Se com Seu povo, e por meio dele com o mundo. Deus operará por meio de uma igreja consagrada, cheia de abnegação, e revelará Seu Espírito de maneira visível e gloriosa, especialmente neste tempo, quando Satanás está trabalhando de maneira magistral a fim de enganar as almas, tanto dos ministros como do povo. …
Não despertará a igreja para sua responsabilidade? Deus espera para comunicar o Espírito do maior Missionário que o mundo já conheceu aos que trabalharem num espírito de consagração abnegada e pronta ao sacrifício. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 117.
29 de novembro
Pág. 339
Filhos de Deus
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é. I João 3:2.
“Amados, agora somos filhos de Deus.” Pode acaso qualquer honra mundana ser igual a isto? Que mais elevada posição podemos ocupar do que sermos chamados filhos do Infinito Deus? Testimonies, vol. 4, pág. 365.
Que estupendo pensamento, que condescendência intolerável, que admirável amor, serem homens finitos aliados ao Onipotente “Deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu nome.” João 1:12. “Amados, agora somos filhos de Deus.” João 3:2. Pode acaso qualquer honra mundana ser igual a isto?
Representemos a vida cristã como ela em realidade é; tornemos alegre, convidativo e interessante o caminho. Podemos fazê-lo, se quisermos. Podemos encher a mente de vívidos quadros das coisas espirituais e eternas, e assim fazendo, ajudar a torná-las reais a outras mentes. A fé vê Jesus como Mediador, à destra de Deus. A fé contempla as mansões que Ele foi preparar para os que O amam. A fé vê as vestes e a coroa, tudo preparado para os vencedores. A fé ouve os hinos dos remidos, e traz próximo as glórias eternas. Precisamos achegar-nos bem a Jesus em obediência de amor, caso queiramos ver o Rei em Sua beleza. Temperança, págs. 212 e 213.
Ter associação com o Pai e Seu Filho Jesus Cristo é ser enobrecido e elevado, e participar de alegrias indizíveis e plenas de glória. O alimento, o vestuário, posição social e riqueza, tudo pode ter o seu valor; mas ter ligação com Deus e ser participante de sua divina natureza é de inapreciável valor. Nossa vida deve estar escondida com Cristo em Deus; e embora ainda não se tenha manifestado “o que haveremos de ser”, sabemos que “quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar”, “seremos semelhantes a Ele, porque assim como é O veremos”. I João 3:2. A principesca dignidade do caráter cristão brilhará como o sol, e os raios de luz da face de Cristo se refletirão nos que se têm purificado a si mesmos como Ele é puro. O privilégio de tornar-se filho de Deus é adquirido por baixo preço, mesmo que este preço fosse o sacrifício de tudo que possuímos, mesma a própria vida. Testimonies, vol. 4, pág. 357.
30 de novembro
Pág. 340
À Vista do Alvo
Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filip. 3:14.
“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.” I Cor. 9:24 e 25. … Aqueles que se empenhavam na carreira para obter um prêmio que era considerado honra especial, eram temperantes em todas as coisas, de modo que os músculos, o cérebro e todo o seu corpo se achassem na melhores condições. … Um apenas recebia a recompensa. Na carreira celestial todos podemos correr, e todos receber o prêmio. Não há incerteza, não há risco nessa questão. Cumpre revestir-nos das graças celestes e, com os olhos voltados para a coroa da imortalidade, manter o Modelo sempre diante de nós. … A vida humilde, abnegada de nosso divino Senhor, devemos conservar sempre em vista. E então, ao buscarmos imitá-Lo, olhos fitos na recompensa, podemos correr com segurança essa carreira. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 184 e 185.
Se homens pagãos, que não eram controlados por consciência esclarecida, que não tinham o temor de Deus diante de si, podiam submeter-se à privação e à disciplina do treinamento, negando a si mesmos toda condescendência meramente por uma coroa de substância perecível e os aplausos da multidão, muito mais o cristão que está empenhado numa corrida da esperança da imortalidade, deve estar disposto a negar-se estimulantes e condescendências contrárias à saúde, que degradam a moral, debilitam o intelecto e levam as faculdades mais elevadas à sujeição de apetites e paixões animais. …
Com intenso interesse Deus e os anjos celestiais anotam os esforços abnegados, sacrificadores e penosos dos que se empenham na corrida cristã. …
A todos que concordam plenamente com as condições da Palavra de Deus, e têm o senso de sua responsabilidade em preservar o vigor físico e as atividades do corpo, de modo que tenham mente bem equilibrada, saudável moral, a corrida não é incerta. Eles podem ganhar o prêmio, e conquistar e usar a coroa de glória imortal que não murcha. Testimonies, vol. 4, págs. 34 e 35.

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Esse post foi publicado em 11 - Novembro, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

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