Meditação Matinal

JUNHO – clique no dia/página desejado:
[Q01][Q02][S03][S04][D05][S06][T07][Q08][Q09][S10]
[S11][D12][S13][T14][Q15][Q16][S17][S18][D19][S20]
[T21][Q22][Q23][S24][S25][D26][S27][T28][Q29][Q30]

MAIO – clique no dia/página desejado:
[D01][S02][T03][Q04][Q05][S06][S07][D08][S09][T10]
[Q11][Q12][S13][S14][D15][S16][T17][Q18][Q19][S20]
[S21][D22][S23][T24][Q25][Q26][S27][S28][D29][S30]
[T31]

Maravilhosa Graça de Deus.
Meditação Matinal de Ellen White.
Leia o Comentário da Lição da Escola Sabatina 2016 – clique aqui.

Junho
1° de junho
Pág. 158
Exílio do Trono Celeste
Ele, subsistindo em forma de Deus, … assumindo a… semelhança de homens;… a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se, obediente até à morte e morte de cruz. Filip. 2:6-8.
Para avaliar plenamente o valor da salvação, é preciso compreender o que ela custa. Em consequência das ideias limitadas acerca dos sofrimentos de Cristo, muitos estimam em pouco a grande obra de expiação. O glorioso plano da redenção humana foi produzido mediante o infinito amor de Deus o Pai. Neste plano divino vê-se a mais maravilhosa manifestação de amor de Deus para com a raça caída. Um amor tal como o que se revela no dom do amado Filho de Deus, causou pasmo aos santos anjos. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Este Salvador era o resplendor da glória de Seu Pai, e a expressa imagem de Sua pessoa. Possuía majestade divina, perfeição e excelência. Era igual a Deus. “Foi do agrado do Pai que toda a plenitude nEle habitasse.” Col. 1:19. …
Cristo consentiu em morrer no lugar do pecador, para que este, por uma vida de obediência, pudesse escapar da pena da lei de Deus. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 219.
Jesus era a majestade do Céu, o amado Comandante dos anjos, que Se deleitava em fazer a vontade de Deus. Era Ele um com Deus, “no seio do Pai” (João 1:18), e no entanto não julgou dever desejar ser igual a Deus enquanto o homem se achava perdido em pecado e miséria. Baixou de Seu trono, deixou Sua coroa e cetro real, e revestiu de humanidade a Sua divindade. Humilhou-Se até a morte de cruz, a fim de que pudesse o homem ser exaltado a um lugar com Ele, em Seu trono. NEle temos uma oferta completa, um infinito sacrifício, um poderoso Salvador, capaz de salvar perfeitamente todos os que por Ele se chegam a Deus. Com amor vem Ele revelar o Pai, para reconciliar com Deus o homem, para fazê-lo nova criatura, renovado segundo a imagem dAquele que o criou. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 321.
Nosso Pai celestial fez um sacrifício infinito ao dar o Seu Filho para morrer pelo homem caído. O preço pago por nossa redenção deve dar-nos uma exaltada compreensão do que nos podemos tornar por meio de Cristo. Testimonies, vol. 4, pág. 563.
2 de junho
Pág. 159
Condescendência Inigualável
Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo. Heb. 2:14.
Satanás conseguiu levar o homem à queda, e desde esse tempo tem sido sua obra desfigurar no homem a imagem de Deus e estampar nos corações a sua própria imagem. … Ele intercepta cada raio de luz que parte de Deus para o homem, e se apropria do culto que só é devido a Deus. …
Mas o Filho unigênito de Deus olhou a cena e contemplou os sofrimentos e infelicidade do homem. … Considerou os planos pelos quais Satanás atua para apagar da alma todo traço de semelhança com Deus; como ele os leva à intemperança, de modo que sejam destruídas as faculdades morais dadas por Deus ao homem como a dotação mais preciosa, acima de avaliação. Viu como, mediante a satisfação do apetite, as faculdades do cérebro eram destruídas, e o templo de Deus feito em ruínas. … Os sentidos, os nervos, as paixões, os órgãos, eram trabalhados por agentes sobrenaturais na satisfação da mais grosseira e vil sensualidade. A própria marca de demônios era impressa na fisionomia dos homens, e suas faces refletiam a expressão das legiões do mal de que estavam possuídos. Tais eram as perspectivas que o Redentor do mundo contemplava. Que horrível espetáculo para ser visto pelos olhos de infinita pureza! …
A grande condescendência da parte de Deus é um mistério que está além de nossa compreensão. A grandiosidade do plano não pode ser plenamente compreendida, e nem poderia a infinita sabedoria idear um plano que o superasse. Ele só poderia ser bem-sucedido … tornando-Se Cristo um homem e sofrendo a ira que o pecado gerara em virtude da transgressão da lei de Deus. Por meio deste plano o grande, o impressionante Deus, pode ser justo e justificador de todo que crê em Jesus, e que O aceita como Salvador pessoal. Esta é a celestial ciência da redenção, a ciência de salvar os homens da ruína eterna. …
Deus amou o mundo de tal maneira que Se deu em Cristo para o mundo, a fim de sofrer a penalidade da transgressão do homem. Deus sofreu com Seu Filho, como só o Ser divino podia sofrer, a fim de que o mundo pudesse ser reconciliado com Ele. Review and Herald, 22 de outubro de 1895.
3 de junho
Pág. 160
Tentações Incomparáveis
Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim. João 14:30.
Desde o momento em que Cristo entrou no mundo, toda a confederação de agentes satânicos foi posta em atuação a fim de enganá-Lo e vencê-Lo, como Adão havia sido enganado e vencido. …
Quando Cristo nasceu em Belém, os anjos de Deus apareceram aos pastores que vigiavam os rebanhos à noite, e deu-lhes as credenciais divinas de autoridade da criança recém-nascida, a qual, Satanás sabia, viera disputar sua autoridade. Ele ouvira o anjo declarar: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” Luc. 2:11.
Os arautos celestiais despertaram toda a ira da sinagoga de Satanás. Ele seguiu os passos dos que tinham a seu cargo o cuidado do Menino Jesus. Ouviu a profecia de Simeão no recinto do templo: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra; porque os meus olhos já viram a Tua salvação.” Luc. 2:29 e 30. Satanás encheu-se de furor ao ver que o idoso Simeão reconheceu a divindade de Cristo.
O Comandante do Céu foi assaltado pelo tentador. … Desde o momento em que Se tornou uma desajudada criança em Belém, quando os agentes do inferno procuraram destruí-Lo em Sua infância por meio do ciúme de Herodes até que veio à cruz do Calvário, Ele foi de contínuo assediado pelo maligno. Nos concílios de Satanás foi determinado que Ele tinha de ser derrotado. Nenhum ser humano tinha vindo ao mundo e escapado do poder do enganador. Todas as forças da confederação do mal foram postas em Seu rastro. … Satanás sabia que ou vencia ou seria vencido. Sucesso ou derrota envolvia muitíssimo para que ele deixasse de trabalhar com qualquer dos seus instrumentos do mal. O príncipe do mal em pessoa devia conduzir a guerra. …
A vida de Cristo era uma constante guerra contra os instrumentos de Satanás. Satanás arregimentou todas as forças da apostasia contra o Filho de Deus. O conflito aumentava de intensidade e em malignidade, cada vez que a presa lhe era arrebatada das mãos. Review and Herald, 29 de outubro de 1895.
Em nenhuma ocasião houve resposta a suas multiformes tentações. Nem uma só vez Cristo pisou o terreno de Satanás para dar-lhe qualquer vantagem. Satanás nada encontrou nEle que lhe encorajasse as arremetidas. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.129.
4 de junho
Pág. 161
Indescritível Solidão
O lagar, Eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achava comigo. Isa. 63:3.
Jesus atravessou sozinho a infância, a mocidade e os anos varonis. Em Sua pureza e fidelidade, pisou sozinho o lagar, e do povo ninguém havia com Ele. Carregou o tremendo peso da responsabilidade pela salvação dos homens. Sabia que, a menos que houvesse decidida mudança nos princípios e desígnios da raça humana, todos estariam perdidos. Isso era o peso de Sua alma, e ninguém podia avaliar a carga que sobre Ele repousava.
Durante Sua existência, nem a mãe nem os irmãos Lhe tinham compreendido a missão. Os próprios discípulos não O entendiam. Habitara na eterna luz, sendo um com Deus, mas Sua vida na Terra devia ser vivida em solidão. Como um conosco, cumpria-Lhe suportar o fardo de nossa culpa e aflição. O Inocente devia sentir a vergonha do pecado. O Amigo da paz tinha que habitar entre a luta, a verdade com a mentira, a pureza com a vileza. Todo pecado, toda discórdia, toda contaminadora concupiscência trazida pela transgressão, Lhe era uma tortura para o espírito.
Sozinho devia trilhar a vereda; sozinho carregaria o fardo. Sobre Aquele que abrira  mão de Sua glória, e aceitara a fraqueza da humanidade, devia repousar a redenção do mundo. Viu e sentiu tudo isso; firme, porém, permaneceu o Seu desígnio. De Seu braço dependia a salvação da raça caída, e Ele estendeu a mão para agarrar a do Onipotente Amor.
A solidão de Cristo, separado das cortes celestiais, vivendo a vida da humanidade, nunca a compreenderam nem apreciaram devidamente os discípulos. … Quando não mais Jesus Se achava entre eles, e se sentiam na verdade como ovelhas sem pastor, começavam a ver como poderiam ter manifestado para com Ele atenções que Lhe teriam alegrado o coração. …
A mesma falta se manifesta hoje, em nosso mundo. Poucos somente apreciam o que Cristo é para eles. Fizessem-no, no entanto, e o grande amor de Maria seria expressado, a unção liberalmente feita. … Coisa alguma se consideraria demasiado preciosa para Cristo, nenhuma abnegação nem sacrifício grande demais para ser suportado por amor dEle. O Desejado de Todas as Nações, págs. 92, 111 e 565.
5 de junho
Pág. 162
Provação Sem Igual
Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Heb. 4:15.
Depois do Seu batismo, o Filho de Deus entrou no árido deserto, para ser aí tentado pelo diabo. … Durante quarenta dias nada comeu nem bebeu. … Ele compreendia o poder do apetite sobre o homem; e no interesse do homem pecador, suportou o mais penoso teste possível neste ponto. Aqui foi ganha uma vitória que poucos podem apreciar. O poder controlador do apetite depravado, e o mortificante pecado da indulgência para com ele, só podem ser compreendidos pela extensão do jejum que nosso Salvador suportou a fim de que pudesse quebrar o seu poder. … Ele veio à Terra para unir o Seu divino poder com os esforços humanos, a fim de que mediante o fortalecimento e o poder moral que Ele concede, pudéssemos vencer para o nosso próprio benefício.
Oh! Que incomparável condescendência vir o Rei da glória a este mundo entenebrecido e suportar as agonias da fome e as ferozes tentações de um astuto inimigo, para que pudesse obter uma infinita vitória para o homem. Aqui está o amor sem paralelo. …
Não foram apenas as torturas da fome que tornaram os sofrimentos de nosso Redentor tão inexprimivelmente severos. Foi o senso da culpa que resultara da indulgência para com o apetite que trouxera ao mundo tão terríveis ais, o que pesou opressivamente sobre Sua divina alma. …
Com a natureza do homem, e o terrível peso dos pecados deste caindo sobre Si, nosso Redentor sustou o poder de Satanás em relação a esta preeminente tentação, a qual põe em perigo a vida do homem. Se o homem vencesse esta tentação, poderia vencer em todos os outros pontos.
A intemperança jaz na base de todos os males morais conhecidos do homem. Cristo iniciou o trabalho da redenção precisamente onde começara a ruína. A queda de nossos primeiros pais pela indulgência para com o apetite. Na redenção, a negação do apetite é a primeira obra de Cristo. Que estupendo amor Cristo manifestou ao vir ao mundo para levar nossos pecados e enfermidades, e palmilhar a trilha do sofrimento, a fim de que nos pudesse mostrar Sua vida de imaculado mérito, como devemos andar, e vencer como Ele venceu, para que pudéssemos ser reconciliados com Deus. The Suftering of Christ, págs. 10-12.
6 de junho
Pág. 163
Infinito Sacrifício
Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados. Heb. 2:18.
Oh, pudéssemos nós compreender o significado das palavras: Cristo “sofreu, tendo sido tentado”! Conquanto fosse livre de contaminação do pecado, as refinadas sensibilidades de sua santa natureza tinham com o mal um contato indizivelmente penoso para Ele. Embora revestido da natureza humana, Ele enfrentou face a face o ultra-apóstata, e sozinho conteve o inimigo do Seu trono. Nem mesmo por um pensamento Cristo pôde ser levado a render-Se ao poder da tentação. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 927.
Que cena esta, para ser contemplada pelo Céu! Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomar nossa natureza em seu estado deteriorado. Isto foi humilhação maior do que o homem finito pudesse compreender. Deus manifestou-Se em carne. Humilhou-Se. Que assunto para o pensamento, para profunda e sincera contemplação! Tão infinitamente grande que era a Majestade do Céu, e contudo desceu tão baixo, sem perder um átomo de Sua dignidade e glória! Baixou à pobreza e ao mais profundo abatimento entre os homens. Por nossa causa fez-Se pobre, para que nós por Sua pobreza enriquecêssemos. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 253.
O mundo havia perdido o padrão original da bondade e se afundara em universal apostasia e corrupção moral; e a vida de Jesus foi de laborioso e abnegado esforço para trazer de volta o homem ao seu primeiro estado mediante o infundir-lhe o espírito de divina benevolência e amor. Conquanto estivesse no mundo, Ele não era do mundo. Era-lhe uma constante pena ser posto em contato com a inimizade, a depravação e impureza que Satanás havia suscitado; mas Ele tinha um trabalho a fazer – pôr o homem em harmonia com o plano divino, e a Terra em conexão com o Céu – e não considerava nenhum sacrifício como demasiado grande para alcançar o Seu objetivo. Ele “como nós, em tudo foi tentado”. Heb. 4:15. Satanás estava a postos para assaltá-Lo a cada passo, arremessando contra Ele suas mais cruéis tentações; contudo Ele “não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. I Ped. 2:22. Ele “sofreu, tendo sido tentado”, sofreu na proporção da perfeição de Sua santidade. Mas o príncipe das trevas nada achou nEle, nem um simples pensamento ou sentimento de resposta à tentação. Testimonies, vol. 5, págs. 421 e 422.
7 de junho
Pág. 164
Oração de Agonia
Ele, Jesus, nos dias da Sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem O podia livrar da morte. Heb. 5:7.
Ao orardes, queridos jovens, para que não sejais induzidos à tentação, lembrai-vos de que vossa parte não se limita a orar. Cumpre-vos então responder o mais possível a vossa oração, com o resistir às tentações, e deixai ao cuidado de Jesus o que não vos é possível fazer em vosso benefício. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 357.
Eu gostaria de lembrar aos jovens que se adornam … que, por causa dos seus pecados, a cabeça do Salvador ostentou uma humilhante coroa de espinhos. Quando devotais precioso tempo a enfeitar vossa roupa, lembrai-vos de que o Rei da glória usava uma túnica simples, sem costura. Aos que consomem tanto tempo e energia se enfeitando, tende em mente que Jesus esteve muitas vezes cansado de incessante trabalho, e abnegação e sacrifício próprio, a fim de abençoar os sofredores e necessitados. Ele passava noites inteiras em oração nas solitárias montanhas, não por causa de Suas fraquezas e Suas necessidades, mas porque via, sentia, as fraquezas de vossa natureza para resistir as tentações do inimigo naqueles pontos mesmos em que sois agora vencidos. Ele sabia que seríeis indiferentes quanto ao perigo e não sentiríeis necessidade de oração. Foi por isto que Ele derramou Sua oração ao Pai com clamor e lágrimas. Foi para salvar-nos do próprio orgulho e amor da vaidade e dos prazeres em que estais agora envolvidos, e que excluem o amor de Jesus, que aquelas lágrimas foram derramadas. …
Levantar-vos-eis, jovens amigos, e sacudireis essa mortal indiferença e esturpor que vos tem conformado com o mundo? Ouvireis a voz de advertência que vos lembra que a destruição jaz nos passos dos que estão desapercebidos nesta hora de perigo? Testimonies, vol. 3, págs. 378-380.
Muitos de nossos jovens, devido a sua descuidosa desconsideração para com as advertências e reprovações que lhes são feitas, abrem de par em par a porta a Satanás. Tendo a Palavra de Deus como nosso guia, e Jesus como nosso Mestre divino, não precisamos ignorar-Lhe as reivindicações nem os ardis do inimigo. … Não será desagradável a tarefa de obedecer à vontade de Deus, quando nos entregamos inteiramente à direção de Seu Espírito. Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 358.
8 de junho
Pág. 165
Noites Inteiras em Oração
Naqueles dias, retirou-Se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. Luc. 6:12.
A Majestade do Céu, enquanto empenhada em Seu ministério terrestre orava muito a Seu Pai. Frequentemente, ficava de joelhos a noite toda em oração. … O Monte das Oliveiras era o recanto favorito do Filho de Deus para Suas devoções. Muitas vezes depois que a multidão O deixava para o retiro da noite, Ele não descansava, embora estivesse exausto com os esforços do dia. … Enquanto a cidade estava envolta em silêncio, e os discípulos haviam retornado a seus lares a fim de obter refrigério no sono, Jesus não dormia. Suas divinas súplicas subiam do Monte das Oliveiras a Seu Pai, para que os Seus discípulos pudessem ser guardados das más influências que diariamente os assediavam no mundo, e que Sua própria alma fosse fortalecida e reforçada para os deveres e provas do dia seguinte. Toda a noite, enquanto os Seus seguidores estavam dormindo, o seu divino Mestre estava orando. A geada e orvalho da noite caíam sobre Sua cabeça curvada em oração. Seu exemplo foi deixado para os Seus seguidores. …
Ele escolhia o silêncio da noite, quando não haveria interrupção. Jesus curava os enfermos e ressuscitava os mortos. Ele próprio era uma fonte de bênção e força. Ordenava às tempestades, e elas obedeciam. Não Se contaminava na corrupção, era um estranho ao pecado, e contudo orava, e isto muitas vezes com forte clamor e lágrimas. Ele orava por Seus discípulos e por Si mesmo, assim Se identificando com nossas necessidades, com nossas fraquezas e falhas, tão comuns à humanidade. Era um poderoso solicitador, não possuindo as paixões de nossa natureza humana caída, mas rodeado das mesmas enfermidades, tentado em todos os pontos como nós o somos. Jesus suportou sofrimentos que requeriam ajuda e sustento da parte de Seu Pai.
Cristo é nosso exemplo. São os ministros de Cristo tentados e esbofeteados por Satanás? Aquele que não conhecia pecado também o foi. Ele Se voltava para Seu Pai nessas horas de angústia. Ele veio à Terra para que pudesse prover-nos um caminho pelo qual achássemos graça e força para auxílio em tempo de necessidade, mediante o seguir o Seu exemplo em oração fervente e constante. Testimonies, vol. 2, págs. 508 e 509.
9 de junho
Pág. 166
Agonia do Getsêmani
Meu Pai, se é possível, passa de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres. Mat. 26:39.
No Jardim do Getsêmani Cristo sofreu em lugar do homem, e a natureza humana do Filho de Deus vacilou sob o terrível horror da culpa do pecado, até que de Seus lábios pálidos e trêmulos escapou o agonizante clamor: “Pai, se é possível, passa de Mim este cálice.” … Ali teria então morrido a natureza humana, sob o horror do senso do pecado, não tivesse um anjo do Céu fortalecido-O para suportar a agonia. … Cristo estava sofrendo a morte que fora pronunciada sobre os transgressores da lei de Deus.
Terrível coisa é para o pecador não arrependido cair nas mãos do Deus vivo. Isto é provado pela história da destruição do mundo antigo por um dilúvio, pelo registro do fogo que caiu e destruiu os habitantes de Sodoma. Mas nunca isto ficou tão sobejamente provado como na agonia de Cristo, o Filho do infinito Deus, quando Ele suportou a ira de Deus por um mundo pecaminoso. Foi em consequência do pecado, a transgressão da lei de Deus, que o Jardim do Getsêmani se tornou preeminentemente o lugar de sofrimento para um mundo pecador. Nenhum sofrimento, nenhuma agonia, pode comparar-se com o que suportou o Filho de Deus.
O homem não foi feito o suportador do pecado, e jamais conhecerá o horror da maldição do pecado que o Salvador suportou. Nenhum sofrimento pode comparar-se com o dAquele sobre quem caiu a ira de Deus com opressiva força. A natureza humana só pode suportar uma quantidade limitada de provas e testes. O finito só pode suportar uma medida finita, e a natureza humana sucumbe; mas a natureza de Cristo tinha uma capacidade maior para o sofrimento. … A agonia que Cristo suportou, amplia-se e se aprofunda, dando uma medida mais vasta da concepção do caráter do pecado, e o caráter da retribuição que Deus fará cair sobre os que continuam no pecado. O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna por meio de Cristo Jesus para o pecador arrependido e crente.
A espada da justiça foi desembainhada, e a ira de Deus contra a iniquidade caiu sobre o substituto do homem, Jesus Cristo, o Unigênito do Pai. SDA Bible Commentary, vol. 5, pág. 1.103.
10 de junho
Pág. 167
O Desagrado do Pai
Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas. Luc. 22:53.
Enquanto o Filho de Deus Se achava curvado no Getsêmani, em atitude de oração, a angústia de espírito que experimentava forçou-Lhe dos poros um suor como grandes gotas de sangue. Foi ali que O circundou o horror de uma grande treva. Achavam-se sobre Ele os pecados do mundo. Ele estava sofrendo em lugar do homem, como transgressor da lei do Pai. Ali teve lugar a cena da tentação. A divina luz de Deus ia-Lhe fugindo ao olhar, e Ele passando às mãos dos poderes das trevas. Na angústia de Sua alma, jazia prostrado na terra fria. Experimentava o desagrado do Pai. Tomara dos lábios do homem culpado o cálice do sofrimento, e propusera-Se a sorvê-lo Ele próprio, dando em troca ao homem a taça da bênção. A ira que devia ter caído sobre o homem, caía agora sobre Cristo. Foi ali que o misterioso cálice Lhe tremeu na mão.
Jesus havia muitas vezes saído para o Getsêmani com os discípulos a fim de meditar e orar. … Nunca dantes visitara o Salvador aquele lugar com o coração tão cheio de dor. Não era do sofrimento físico que o Filho de Deus recuava. … Os pecados de um mundo perdido estavam sobre Ele, escravizando-O. Foi o senso do desagrado do Pai em consequência do pecado que Lhe rompeu o coração com tão penetrante agonia, e forçou-Lhe da fronte grandes gotas de sangue. …
Não podemos ter senão uma pálida concepção da inexprimível angústia do querido Filho de Deus no Getsêmani, ao experimentar Ele a separação de Seu Pai em consequência de levar sobre Si o pecado do homem. Ele Se fez pecado pela raça humana. O senso da retirada do amor de Seu Pai, arrancou-Lhe da alma angustiada as dolorosas palavras: “A Minha alma está cheia de tristeza até à morte.” “Se é possível, passe de Mim este cálice.” Em seguida, com inteira submissão à vontade de Seu Pai, acrescenta: “Todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres.” Mat. 26:38 e 39. …
O divino Filho de Deus estava desfalecente, moribundo. O Pai mandou um mensageiro de Sua presença para fortalecer o divino sofredor, e fortificá-Lo para trilhar a sangrenta estrada. Pudessem os mortais ter contemplado o espanto e a dor da hoste angélica ao testemunharem eles em silencioso pesar o Pai afastando Seus raios de luz, amor e glória de Seu Filho dileto, e poderiam melhor compreender quão ofensivo é o pecado aos Seus olhos. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 222-225.
11 de junho
Pág. 168
Desamparado Pelo Pai
Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?  Mat. 27:46.
Por um beijo foi Ele [Jesus] entregue nas mãos dos inimigos, e levado às pressas para a sala de um tribunal terrestre. … A hoste angélica contemplou com assombro e dor Aquele que fora a majestade do Céu, e que usara a coroa de glória, usando agora a coroa de espinhos, vítima ensanguentada da ira de uma turba enfurecida, incendida até à loucura pela ira de Satanás. Contemplai o paciente Sofredor! Tem na cabeça a coroa de espinhos. O sangue vital corre-Lhe de toda lacerada veia. …
Maravilha-te, ó Céu, e assombra-te, ó Terra! Eis o opressor e o oprimido! Vasta multidão circunda o Salvador do mundo. Chufas e zombarias misturam-se com as vulgares imprecações de blasfêmias. … Cristo, o precioso Filho de Deus, foi levado para diante, e a cruz colocada nos Seus ombros. A cada passo gotejava-Lhe o sangue das feridas. Comprimido por imensa multidão de cruéis inimigos e insensíveis espectadores, é Ele conduzido à crucifixão. … Ele é pregado à cruz, e pende suspenso entre o Céu e a Terra. … O glorioso Redentor de um mundo perdido, sofria a pena da transgressão do homem contra a lei do Pai. Ele estava prestes a redimir Seu povo com o próprio sangue. …
Oh! já houve acaso sofrimento e dor iguais àqueles que foram suportados pelo moribundo Salvador? Foi o senso do desagrado do Pai que Lhe tornou o cálice tão amargo. Não foi o sofrimento físico que pôs tão rápido fim à vida de Cristo na cruz. Foi o peso esmagador dos pecados do mundo, e o senso da ira de Seu Pai. … A terrível tentação de que Seu Pai O houvesse abandonado para sempre, deu lugar àquele penetrante brado desprendido da cruz: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Mat. 27:46. …
Na agonia da morte, ao depor Ele a preciosa vida, tem de confiar unicamente pela fé nAquele a quem obedecer fora sempre Sua alegria. … Sendo-Lhe negada até a brilhante esperança e confiança no triunfo que obterá no futuro, clama Ele com grande voz: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito.” Luc. 23:46. Ele conhece o caráter do Pai, Sua justiça, misericórdia e grande amor, e submisso, entrega-Se-Lhe nas mãos. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 226-230.
12 de junho
Pág. 169
Os Pecados do Mundo
Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados. Isa. 53:5.
Alguns têm visão limitada quanto à expiação. Pensam que Cristo sofreu apenas pequena parte da pena da lei de Deus; julgam que, ao passo que a ira de Deus foi experimentada por Seu querido Filho, Este tinha, através de todos os Seus dolorosos sofrimentos, a demonstração do amor de Seu Pai e de Sua aceitação; que as portas do sepulcro se achavam iluminadas diante dEle por vívida esperança, e que Ele tinha a constante demonstração de Sua futura glória. Eis um grande engano. A mais intensa angústia de Cristo era o senso do desagrado do Pai. Tão penosa foi Sua agonia mental por causa disto, que o homem não pode ter senão uma apagada concepção a esse respeito.
A história da condescendência, humilhação e sacrifício de nosso divino Senhor, não despertam em muitos nenhum interesse mais profundo … do que o faz a história da morte dos mártires de Jesus. Muitos sofreram a morte por torturas lentas; outros a sofreram mediante crucifixão. Em verdade difere destas, a morte do querido Filho de Deus? … O sofrimento físico, porém, não foi senão pequena parte da agonia do amado Filho de Deus. Os pecados do mundo achavam-se sobre Ele, bem como o senso da ira de Seu Pai enquanto Ele padecia o castigo da lei transgredida. Estas coisas é que Lhe esmagavam a alma divina. Foi o ocultar-se o semblante do Pai – um senso de que Seu próprio e amado Pai O havia abandonado – que Lhe trouxe desespero. A separação causada pelo pecado entre Deus e o homem foi plenamente avaliada e vivamente sentida pelo inocente e sofredor Homem do Calvário. Ele foi oprimido pelos poderes das trevas. Não tinha um único raio de luz a aclarar-Lhe o futuro. … Foi nessa terrível hora de trevas, oculta a face de Seu Pai, legiões de anjos maus a circundá-Lo, pesando sobre Ele os pecados do mundo, que Lhe foram arrancadas dos lábios as palavras: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Mat. 27:46. …
Em comparação com os empreendimentos da vida eterna, todos os outros imergem na insignificância. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 232-234.
13 de junho
Pág. 170
Que Preço!
Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados… mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo. I Ped. 1:18 e 19.
“Sabendo”, diz Pedro, “que não foi mediante coisas corruptíveis, como a prata ou o ouro, que fostes resgatados.” Oh, tivessem sido essas coisas suficientes para comprar a salvação do homem, e quão facilmente isto teria sido realizado por Aquele que diz: “Minha é a prata, e Meu é o ouro.” Ageu 2:8. Mas o transgressor da lei de Deus só poderia ser redimido pelo precioso sangue do Filho de Deus. Testimonies, vol. 4, pág. 458.
Foi mediante infinito sacrifício e inexprimível sofrimento que nosso Redentor pôs a redenção ao nosso alcance. Passou Ele por este mundo, desconhecido e sem receber honras, para que, por Sua maravilhosa condescendência e humilhação, pudesse exaltar o homem de modo a receber este honras eternas e imorredouras alegrias nas cortes celestiais. Durante Seus trinta anos de vida na Terra Seu coração foi moído por inconcebível angústia. A vereda da manjedoura ao Calvário, foi nublada de dor e tristeza. Era um Varão de dores, experimentado nos trabalhos, suportando padecimentos que nenhuma linguagem humana é capaz de descrever. Poderia Ele em verdade ter dito: “Atendei, e vede, se há dor como a Minha dor.” Lam. 1:12. Odiando o pecado com ódio perfeito, todavia cumulou sobre a própria alma os pecados do mundo todo. Sem culpa, sofreu o castigo do culpado. Inocente, ofereceu-Se todavia como substituto do transgressor. A culpa de todo pecado fazia sentir seu peso sobre a divina alma do Redentor do mundo. Os maus pensamentos, as palavras más, as más ações de todo filho e filha de Adão, exigiam que a retribuição caísse sobre Ele, pois tornara-Se substituto do homem. Conquanto não fosse dEle a culpa do pecado, Seu espírito foi ferido e dilacerado pelas transgressões dos homens, e Aquele que não conhecia pecado tornou-Se pecado por nós, para que fôssemos feitos justiça de Deus. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 322.
Que preço elevadíssimo foi esse que Deus por nós pagou! Olhai para a cruz e para a vítima nela dependurada. Olhai para aquelas mãos traspassadas de cravos e para aqueles pés pregados no madeiro. Cristo levou em Seu próprio corpo o nosso pecado. Aquele sofrimento, aquela agonia, representa o preço de nossa redenção. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 77.
14 de junho
Pág. 171
O Valor de Uma Pessoa
Acaso não sabeis … não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. I Cor. 6:19 e 20.
Todos os homens foram comprados por este infinito preço. Derramando toda a riqueza do Céu neste mundo, dando-nos todo o Céu em Cristo, Deus adquiriu a vontade, as afeições, a mente, a alma de todo ser humano. Crentes ou incrédulos, todos os homens são propriedade do Senhor. Parábolas de Jesus, pág. 326.
Somos Seus pela criação e pela redenção. Nosso próprio corpo não nos pertence, para que o tratemos como nos aprouver, para o tornar defeituoso devido a hábitos que levam à decadência, tornando-lhe impossível prestar a Deus um serviço perfeito. Nossa vida e todas as nossa faculdades Lhe pertencem. Ele cuida de nós cada momento; conserva o maquinismo vivo em ação; se fosse deixado ao nosso cuidado dirigi-lo por um momento, morreríamos. Dependemos absolutamente de Deus.
Aprende-se uma grande lição quando compreendemos nossa relação para com Deus e Sua relação para conosco. As palavras: “Não sois de vós mesmos” (I Cor. 6:19), “porque fostes comprados por bom preço” (I Cor. 6:20), devia ser fixada nas recâmaras da memória, para que sempre possamos reconhecer o direito de Deus sobre nossos talentos, nossa propriedade, nossa influência e o nosso eu individualmente. Devemos aprender a lidar com esses dons de Deus no espírito, na alma e no corpo, a fim de que como possessão adquirida de Cristo, possamos prestar-Lhe serviço sadio e agradável. Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 423.
As riquezas da Terra reduzem-se a uma insignificância quando comparadas com o valor de uma simples pessoa por quem nosso Senhor e Mestre morreu. Aquele que pesa os montes e as montanhas em balanças, considera o ser humano como de infinito valor. Testimonies, vol. 4, pág. 261.
Seja a juventude impressionada com a idéia de que não pertence a si mesma. Pertence a Cristo. São a aquisição de Seu sangue, a reivindicação de Seu amor. Vivem porque Ele os guarda com Seu poder. Seu tempo, sua força e suas aptidões pertencem-Lhe, para serem desenvolvidas, exercitadas e empregadas para Ele. A Ciência do Bom Viver, págs. 396 e 397.
15 de junho
Pág. 172
O Sacrifício de Amor
E andai em amor, como também Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave. Efés. 5:2.
Esta é a oferta de uma vida doada em nosso favor, para que pudéssemos ser tudo que Ele desejava que fôssemos – representantes Seus, expressando a fragrância do Seu caráter, Seus próprios puros pensamentos, Seus divinos atributos como manifestados em Sua santificada vida humana, a fim de que outros pudessem contemplá-Lo em Sua humana forma, e… ser conduzidos ao desejo de serem semelhantes a Cristo – puro, incontaminado, inteiramente aceitável a Deus, sem mancha, ou ruga ou coisa semelhante. SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 1.118.
Quão fervorosamente Cristo Se dedicou à obra de nossa salvação! Que dedicação revelou Sua vida, ao procurar valorizar o homem caído, atribuindo a todo pecador arrependido e crente, os méritos de Sua imaculada justiça! Quão incansavelmente trabalhava Ele! No templo e na sinagoga, nas ruas das cidades, na praça, na oficina, junto ao mar, entre as montanhas, pregava Ele o evangelho e curava os doentes. Deu de Si totalmente, a fim de que pudesse efetuar o plano da graça remidora. Review and Herald, 4 de abril de 1912.
Cristo ofereceu Seu corpo quebrantado para readquirir a herança de Deus, para dar ao homem outra prova. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Heb. 7:25. Por Sua vida imaculada, obediência e morte na cruz do Calvário, intercedeu Cristo pela raça perdida. E agora o Príncipe de nossa salvação não intercede por nós como mero peticionário, mas como um Conquistador que reclama a vitória. Seu sacrifício está consumado e como nosso Intercessor cumpre a obra que a Si mesmo Se impôs, apresentando a Deus o incensário que contém os Seus méritos imaculados e as orações, confissões e ações de graças de Seu povo. Perfumados com a fragrância de Sua justiça, sobem como cheiro suave a Deus. A oferenda é inteiramente aceitável, e o perdão cobre todas as transgressões. Parábolas de Jesus, pág. 156.
16 de junho
Pág. 173
O Próprio Céu em Perigo
Farei que um homem seja mais precioso do que o ouro puro e mais raro do que o ouro fino de Ofir. Isa. 13:12.
Quem pode calcular o valor de uma pessoa? Se quiserdes conhecê-lo, ide ao Getsêmani, e vigiai lá com Cristo durante aquelas horas de angústia, quando suava grandes gotas de sangue. Contemplai o Salvador crucificado! Ouvi o brado de desespero: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Mar. 15:34. Vede a fronte ferida, o lado traspassado, os pés perfurados! Lembrai que Cristo tudo arriscou! Para a nossa redenção o próprio Céu esteve em jogo. Meditando junto à cruz, que Cristo teria dado Sua vida por um único pecador, podeis apreciar o valor de uma pessoa.
Se estiverdes em comunhão com Cristo, valorizareis todo ser humano como Ele o fez. Sentireis pelos outros o mesmo profundo amor que Cristo sentiu por vós. Então estareis apto para cativar e não afugentar, atrair e não repelir aqueles por quem Ele morreu. … Quanto maior o pecado deles e mais profunda sua miséria, tanto mais sinceros e ternos serão os esforços para sua recuperação. Discernireis a necessidade dos que sofrem, que pecaram contra Deus e são oprimidos pelo fardo da culpa. Vosso coração transbordará de simpatia por eles, e estender-lhes-eis uma mão auxiliadora. Parábolas de Jesus, págs. 196 e 197.
Cristo e Ele crucificado deve tornar-se o tema de nossos pensamentos e despertar as mais profundas emoções de nossa vida. … É somente pela cruz que podemos estimar o valor da alma humana. É tal o valor de homens por quem Cristo morreu que o Pai Se considera satisfeito com o infinito preço que pagou pela salvação do homem, ao dar o Seu próprio Filho para morrer por sua redenção. Que sabedoria, misericórdia e amor em sua plenitude veem-se aqui manifestados! O valor do homem só é conhecido indo-se ao Calvário. No mistério da cruz de Cristo podemos fazer uma estimativa do homem. Testimonies, vol. 2, págs. 634 e 635.
Quão gloriosas são as possibilidades postas diante da raça caída! Por meio de Seu Filho, Deus revelou a excelência a que o homem é capaz de atingir. Pelos méritos de Cristo, o homem é erguido de seu estado depravado, é limpo e feito mais precioso do que o ouro de Ofir. Signs of the Times, 3 de setembro de 1902.
17 de junho
Pág. 174
O Sacrifício Imensurável do Pai
Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. I João 4:10.
O amor é o princípio básico do governo de Deus no Céu e na Terra, e deve ser o fundamento do caráter cristão. … E o amor será revelado no sacrifício. O plano de salvação foi firmado em sacrifício – um sacrifício tão profundo, amplo e alto, que é incomensurável. Cristo entregou tudo por nós; e os que aceitam a Cristo estarão prontos para sacrificar tudo pela causa de seu Redentor. Parábolas de Jesus, pág. 49.
Quando o pecado de Adão imergiu a raça em desesperançada miséria, Deus Se poderia haver separado dos seres caídos. Poderia havê-los tratado como os pecadores merecem. Poderia haver ordenado aos anjos celestes que derramassem sobre o mundo os cálices de Sua ira. Ter removido esta negra mancha de Seu Universo. Não o fez, no entanto. Em vez de os banir de Sua presença, aproximou-Se ainda mais da raça caída. Deu Seu Filho para se tornar osso de nossos ossos e carne de nossa carne. …
O dom de Deus ao homem excede a toda estimativa. Não foi retida coisa alguma. Deus não permitiria que se dissesse que Ele poderia haver feito mais ou revelado à humanidade maior amor. No dom de Cristo, deu Ele todo o Céu. Manuscrito 21, 1900.
Os que têm professado amar a Cristo, não têm compreendido a relação que existe entre eles e Deus, e ela é ainda fracamente delineada ao seu entendimento. Eles só vagamente discernem a surpreendente graça de Deus em dar Seu Filho unigênito para salvação do mundo. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 134.
Para reaver para Si o homem e assegurar-lhe a eterna salvação, Cristo abandonou a corte celestial e veio à Terra, onde por ele padeceu ignomínia, morrendo para libertá-lo. À vista do preço infinito que pagou pelo seu resgate, como ousará alguém, que professa o nome de Cristo, tratar com indiferença ao mais humilde de Seus discípulos? … Com que paciência, bondade e carinho devem tratar os que foram remidos com o sangue de Cristo! Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 258.
18 de junho
Pág. 175
O Único Resgate Aceitável
Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. O qual a Si mesmo Se deu em resgate por todos. I Tim. 2:5 e 6.
Por meio de Cristo provê-se ao homem tanto a restauração como a reconciliação. O abismo produzido pelo pecado foi transposto pela cruz do Calvário. Foi pago por Jesus um resgate pleno e completo, em virtude do qual o pecador é perdoado e mantida a justiça da lei. Todos os que crêem que Cristo é o sacrifício expiador podem chegar a Ele e receber o perdão dos pecados; pois pelos méritos de Cristo, franqueou-se a comunicação entre Deus e o homem. Deus pode aceitar-me como filho Seu, e eu posso reclamá-Lo como meu Pai amoroso e nEle me regozijar. Temos de polarizar nossas esperanças quanto ao Céu tão-somente em Cristo, porque Ele é nosso substituto e penhor. …
Os melhores esforços que o homem, em suas próprias forças, pode fazer, não têm valor para satisfazer a santa e justa lei que ele transgrediu; mas pela fé em Cristo pode ele alegar a justiça do Filho de Deus como toda-suficiente. Cristo, em Sua natureza humana satisfez as exigências da lei. Suportou a maldição da lei pelo pecador, por Ele fez expiação, para que todo aquele que nEle cresse não perecesse mas tivesse vida eterna. A fé genuína apropria-se da justiça de Cristo, e o pecador é feito vencedor com Cristo; pois ele se faz participante da natureza divina, e assim se combinam divindade e humanidade.
Quem procura alcançar O Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efetuar, segundo Sua boa vontade. … Tudo que o homem pode fazer sem Cristo é poluído pelo egoísmo e pecado; mas aquilo que é operado pela fé é aceitável a Deus. Quando procuramos alcançar o Céu pelos méritos de Cristo, a alma faz progresso. Olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, podemos prosseguir de força em força, de vitória em vitória; pois por meio de Cristo a graça de Deus operou nossa salvação completa. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 363 e 364.
Não podemos avaliar o precioso resgate pago pela redenção do homem caído. O melhor do coração e as mais santas afeições devem dar-se em retribuição por um amor assim tão maravilhoso. Testimonies, vol. 4, pág. 119.
19 de junho
Pág. 176
Dom Inefável de Deus
Graças a Deus pelo Seu dom inefável! II Cor. 9:15.
A revelação do amor de Deus ao homem centraliza-se na cruz. A língua não pode expressar o seu pleno significado; não pode a pena descrevê-lo; a mente do homem não o pode compreender. … Cristo crucificado por nossos pecados, Cristo ressurgido dos mortos, Cristo assunto ao alto, eis a ciência da salvação que devemos aprender e ensinar.
“Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até a morte, e morte de cruz.” Filip. 2:6-8. “É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus.” Rom. 8:34. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Heb. 7:25.
Aqui estão infinita sabedoria, infinito amor, infinita justiça, infinita misericórdia – “profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus”. Rom. 11:33.
É mediante o dom de Cristo que recebemos toda bênção. Por meio desse dom vem a nós dia a dia o inesgotável fluxo da bondade de Jeová. Cada flor, com seus delicados matizes e doce fragrância, é-nos dada para nosso deleite mediante esse dom. O Sol e a Lua foram feitos por Ele; não há uma só estrela que embeleze o céu que Ele não tenha feito. Não há sobre nossas mesas um só artigo de alimentação que Ele não tenha provido para nosso sustento. A assinatura de Cristo está em tudo. Tudo é suprido ao homem por meio de um inexprimível dom, o Unigênito Filho de Deus. Ele foi pregado na cruz para que toda essa graça pudesse fluir para a obra da mão de Deus. Testimonies, vol. 8, págs. 287 e 288.
“As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam.” I Cor. 2:9. Certamente não há ninguém que, contemplando as riquezas de Sua graça, possa deixar de exclamar com o apóstolo: “Graças a Deus pois pelo Seu dom inefável.” II Cor. 9:15. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 327.
20 de junho
Pág. 177
Tão Cara – Todavia Gratuita
Por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens, para a justificação que dá vida. Rom. 5:18.
O dinheiro não a pode comprar, o intelecto não a pode apreender, o poder não pode ter autoridade sobre ela, mas a todos quantos a aceitarem, a gloriosa graça de Deus é gratuitamente dada. Mas os homens podem sentir-lhe a necessidade e, renunciando a toda confiança própria, aceitarem a salvação como um dom. Os que entrarem no Céu não lhe escalarão os muros pela própria justiça, nem suas portas se lhes abrirão por meio de custosas ofertas de ouro ou prata; mas obterão entrada nas muitas mansões da casa do Pai pelos méritos da cruz de Cristo. Review and Herald, 15 de março de 1887.
Para os pecaminosos homens, a mais elevada consolação, a maior causa de regozijo, é que o Céu tenha dado a Jesus para ser o Salvador dos pecadores. … Ele Se ofereceu para colocar-Se no terreno em que Adão tropeçou e caiu; para enfrentar o tentador no campo de batalha e derrotá-lo em favor do homem. Contemplai-O no deserto da tentação. Jejuou quarenta dias e quarenta noites, suportando os mais ferozes assaltos das forças das trevas. Ele pisou o lagar sozinho, dos povos nenhum homem se encontrou com Ele. (Isa. 63:3). Não o fez para Si próprio, mas para que pudesse quebrar as cadeias que retinham a humanidade na escravidão de Satanás. Review and Herald, 15 de março de 1887.
Como Cristo, em Sua humanidade, buscou forças do Pai, a fim de que estivesse habilitado a suportar a prova e a tentação, assim devemos nós fazer. Devemos seguir o exemplo do Filho de Deus, que era sem pecado. Diariamente carecemos de auxílio, graça e poder da Fonte de todo o poder. Devemos lançar nosso espírito indefeso sobre Aquele que está disposto a nos ajudar em todo tempo de necessidade. Muitas vezes nos esquecemos do Senhor. Cedemos ao impulso, e perdemos as vitórias que deveríamos alcançar.
Se somos vencidos, não adiemos o arrependimento, e a aceitação do perdão que nos colocará em terreno vantajoso. Se nos arrependemos e cremos, pertencer-nos-á o purificador poder de Deus. Sua graça salvadora é oferecida gratuitamente. … Sobre cada pecador que se arrepende, os anjos de Deus se regozijam com cânticos de alegria. Pecador algum precisa perder-se. Pleno e gratuito é o dom da graça salvadora. Review and Herald, 31 de maio de 1906.
21 de junho
Pág. 178
Comprada Sem Dinheiro
Sempre dou graças a meu Deus a vosso respeito, a propósito da Sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus. I Cor. 1:4.
Há muitos que esperam por suas próprias obras merecer a graça de Deus. Não reconhecem a própria incapacidade. Não aceitam como dádiva liberal a graça de Deus, antes procuram apoiar-se em justiça própria. Parábolas de Jesus, págs. 245 e 246.
A pérola não nos é apresentada na parábola como uma dádiva. O negociante adquiriu-a pelo preço de tudo que possuía. Muitos indagam a significação disto, pois Cristo é apresentado nas Escrituras como uma dádiva. É uma dádiva, mas somente para aqueles que se Lhe entregam alma, corpo e espírito sem reservas. Devemos entregar-nos a Cristo, para viver uma vida de obediência voluntária a todos os Seus reclamos. Tudo que somos, todos os talentos e habilidades que possuímos, são do Senhor para serem consagrados a Seu serviço. Quando assim nos rendemos inteiramente a Ele, Cristo Se entrega a nós com todos os tesouros do Céu e  adquirimos a pérola de grande preço.
A salvação é um dom gratuito e contudo deve ser comprado e vendido. No mercado que está sob a administração do favor divino, a preciosa pérola é representada como sendo comprada sem dinheiro e sem preço. …
O evangelho de Cristo é uma bênção que todos podem possuir. Os mais pobres tanto como os mais ricos estão em condições de adquirir a salvação; pois soma alguma de riquezas terrenas pode assegurá-la. É obtida pela obediência voluntária, entregando-nos a Cristo como Sua propriedade adquirida. …
Devemos buscar a pérola de grande preço, mas não nos mercados mundanos, ou por meios mundanos. O preço de nós exigido não é ouro nem prata, pois isto pertence a Deus. Abandonai a ideia de que privilégios temporais ou espirituais adquirir-vos-ão a salvação. Deus requer vossa obediência voluntária.
Todas as [Suas] dádivas são prometidas sob a condição de obediência. Deus tem um Céu cheio de bênçãos para aqueles que com Ele cooperarem. Parábolas de Jesus, págs. 116, 117 e 145.
22 de junho
Pág. 179
Graça Bastante Para Todos
Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Rom. 5:17.
Deus tem abundância de graça e poder aguardando nossa demanda. Mas a razão por que não sentimos nossa grande necessidade é que olhamos para nós mesmos, e não para Jesus. Não exaltamos a Jesus nem descansamos inteiramente em Seus méritos. Testimonies, vol. 5, pág. 167.
A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de toda alma crente. As vestes, preciosas e sem mácula, tecidas nos teares do Céu, foram providas para o pecador arrependido e crente, e ele poderá dizer: “Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como o noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com as suas jóias.” Isa. 61:10.
Abundante graça foi provida para que o crente possa manter-se livre do pecado; pois todo o Céu, com seus recursos ilimitados, foi posto à nossa disposição. Devemos servir-nos da fonte da salvação. … Em nós mesmos somos pecadores; mas em Cristo somos justos. Tendo-nos feito justos, mediante a imputada justiça de Cristo, Deus nos pronuncia justos e nos trata como justos. Considera-nos Seus filhos amados. Cristo atua contra o poder do pecado, e onde este abundava, muito mais abundante é a graça. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 394.
Podemos consignar progresso diário no caminho ascendente da santidade, e todavia encontraremos alturas ainda maiores a galgar; mas toda tensão do músculo espiritual, cada esforço do coração e do cérebro, traz à luz a abundância do suprimento de graça que nos é necessário à medida que avançamos. Quanto mais contemplarmos essas riquezas, tanto mais entraremos de posse delas, e tanto mais revelaremos os méritos do sacrifício de Cristo, a proteção de Sua justiça, Seu inexprimível amor, a plenitude de Sua sabedoria, e Seu poder de nos apresentar ao Pai sem mácula ou ruga ou coisa semelhante. Manuscrito 20, 1899.
Vivemos no dia da preparação. Temos de obter pleno suprimento de graça, dos celeiros celestiais. O Senhor tomou providências para as necessidades de cada dia. Review and Herald, 31 de maio de 1906.
23 de junho
Pág. 180
Favor Imerecido
Lembra-Te de mim, Senhor, segundo a Tua bondade para com o Teu povo; visita-me com a Tua salvação. Sal. 106:4.
Graça é favor imerecido, e o crente é justificado sem qualquer mérito seu próprio, sem nenhum direito a alegar a Deus. É ele justificado pela redenção que há em Cristo Jesus, que está nas cortes do Céu como substituto e penhor do pecador. Mas, conquanto seja justificado por virtude dos méritos de Cristo, não é ele livre para praticar a injustiça. A fé opera por amor e purifica a alma. A fé desabrocha e floresce e traz uma colheita de fruto precioso. Onde há fé, aparecem as boas obras. Os doentes são visitados, cuidados os pobres, não se negligenciam os órfãos e as viúvas, são vestidos os desnudos, alimentados os pobres.
Cristo andou fazendo o bem, e quando homens a Ele se unem, amam os filhos de Deus, e a mansidão e a verdade lhes guiam os passos. A expressão do semblante revela sua experiência, e os homens os conhecem como os que estiveram com Jesus e dEle aprenderam. Cristo e o crente tornam-se um, e Sua formosura de caráter se revela naqueles que se acham vitalmente ligados com a Fonte de poder e amor. Cristo é o grande depositário da justificadora justiça e da graça santificante.
Todos a Ele podem ir e receber Sua plenitude. Diz Ele: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.” Mat. 11:28. … Tendes olhado para Jesus, que é autor e consumador de vossa fé? Tendes contemplado Aquele que é pleno de verdade e graça? Aceitastes a paz que só Cristo pode dar? Se não, rendei-vos então a Ele, e pela Sua graça buscai um caráter que seja nobre e elevado. Buscai um espírito constante, resoluto, alegre. Alimentai-vos de Cristo, que é o pão da vida, e manifestareis a Sua amabilidade de caráter e espírito. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 398.
O melhor que puderdes fazer não merecerá o favor de Deus. São os méritos de Jesus que vos salvará; é o Seu sangue que vos purificará. Testimonies, vol. 1, pág. 167.
24 de junho
Pág. 181
Cristo Nossa Justiça
A quem Deus propôs, no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos. Rom. 3:25.
Cristo é chamado “o Senhor justiça nossa”, e pela fé deve cada qual dizer: “O Senhor justiça minha.” Quando a fé se apodera desse dom de Deus, o louvor de Deus estará em nossos lábios, e seremos habilitados a dizer aos outros: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Seremos então capazes de falar aos perdidos acerca do plano da salvação; que enquanto o mundo jazia sob a maldição do pecado, o Senhor apresentou condições de misericórdia ao caído e desesperançado pecador, revelando-lhe o valor e o sentido de Sua graça. Graça é favor imerecido. … Foi a graça que enviou nosso Salvador a buscar-nos, errantes, e restituir-nos ao redil. …
Homem algum pode, olhando para dentro de si, encontrar em seu caráter o que quer que seja que o recomende a Deus, ou lhe assegure aceitação. É unicamente por Jesus, a quem o Pai deu para que o mundo vivesse, que o pecador pode encontrar acesso a Deus. Jesus, unicamente, é nosso Redentor, nosso Advogado e Mediador; nEle reside nossa única esperança de perdão, paz e justiça. É por virtude do sangue de Cristo que a alma, ferida de pecado, pode ser restaurada à santidade. …
À parte de Cristo não temos mérito algum, justiça alguma. Nossa pecaminosidade, nossa fraqueza, nossa imperfeição humana tornam impossível comparecer ante Deus a menos que estejamos vestidos com a imaculada justiça de Cristo. …
Quando correspondeis à atração de Cristo e vos unis a Ele, manifestais fé salvadora. … A fé familiariza a alma com a existência e a presença de Deus e, vivendo só tendo em vista a glória de Deus, cada vez mais discerniremos a formosura de Seu caráter, a excelência de Sua graça. Nossa alma torna-se forte em poder espiritual, pois respiramos a atmosfera do Céu e reconhecemos que Deus está à nossa mão direita para que não nos abalemos. Ascendemos acima do mundo, contemplamos Aquele que é o primeiro entre dez mil, totalmente desejável, e contemplando-O nós nos transformaremos segundo Sua imagem. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 331-335.
25 de junho
Pág. 182
O Lado Brilhante da Religião
Eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. Hab. 3:18.
Todo aquele que ama a Deus deve testificar da preciosidade de sua graça e verdade. Os que recebem a luz da verdade devem alcançar lição sobre lição que os ensine, não a ficar em silêncio, mas a falar uns aos outros muitas vezes. Devem ter em mente as reuniões do sábado, os que amam a Deus e O temem, e pensam em Seu nome, podem ter oportunidade de expressar os seus pensamentos ao falar uns com os outros. …
A Majestade do Céu identifica os Seus interesses com os dos crentes, não importa quão humildes possam ser as condições que os cercam. E quando quer que tenham o privilégio de se reunirem, é próprio que falem uns com os outros, dando expressão à gratidão e amor que é o resultado de pensarem no nome do Senhor. Assim Deus será glorificado no que atentarem e ouvirem, e a reunião de testemunho será considerada a mais preciosa de todas as reuniões; pois as palavras proferidas serão registradas no livro de memórias.
Não deis alegria ao inimigo demorando-vos no lado escuro de vossa experiência; confiai em Jesus mais plenamente para serdes ajudados no resistir à tentação. Se pensarmos e falarmos mais em Jesus, e menos de nós mesmos, podemos ter muito mais de Sua presença. Se estivermos nEle, seremos tão cheios de paz, fé e coragem, e teremos uma experiência tão vitoriosa para contar quando nos reunimos, que outros ficarão refrigerados pelo nosso claro e forte testemunho de Deus. Esses preciosos testemunhos para louvor e glória de Deus, quando sustentados por uma vida semelhante a de Cristo, têm irresistível poder, o qual atua para salvação de pessoas. O lado brilhante e feliz da religião será representado pelos que diariamente se consagram a Deus. Não devemos desonrar o Senhor mediante o referir-nos com lamentos a provas que parecem penosas. Toda prova recebida como educadora produzirá alegria. O papel que a religião desempenha será enaltecido, elevado, enobrecido, com o perfume de boas palavras e boas obras. SDA Bible Commentary, vol. 4, pág. 1.118.
26 de junho
Pág. 183
“Digno é o Cordeiro”!
Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.  Apoc. 5:12.
Não somos dignos do amor de Deus, mas Cristo, nossa segurança, é digno, e capaz de salvar abundantemente todos os que forem a Ele. O Maior Discurso de Cristo, pág. 9.
Cristo Se deleita em tomar material de que, aparentemente, não há esperança – aqueles que Satanás tem degradado, e por cujo intermédio tem operado – e torná-los objeto de Sua graça. Ele Se regozija em libertá-los dos sofrimentos e da ira que há de cair sobre os desobedientes. Obreiros Evangélicos, pág. 516.
Se o inimigo puder levar os desanimados a desviar de Jesus os olhos, a olhar para si mesmos e ocupar-se com sua própria indignidade, em vez de considerar a dignidade de Jesus, Seu amor, Seus méritos e Sua grande misericórdia, ele lhes tirará o os escudo da fé e alcançará seu objetivo; e eles ficarão expostos às suas terríveis tentações. Os fracos, portanto, deverão olhar para Jesus, e crer nEle. Então exercitarão a fé. Primeiros Escritos, pág. 73.
O Filho de Deus deu tudo – vida, amor e sofrimento – por nossa redenção. E será possível que nós, objeto indigno de tão grande amor, Lhe queiramos reter nosso coração? Cada momento de nossa vida temos sido participantes das bênçãos de sua graça, e por esta mesma razão não podemos compreender plenamente as profundezas da ignorância e miséria das quais fomos salvos. Caminho a Cristo, pág. 45.
Muitos cometem em sua vida religiosa um erro sério, por manterem a atenção fixa nos sentimentos próprios, julgando assim seu progresso ou declínio. Os sentimentos não são critério seguro. Não devemos olhar para nosso interior em busca de prova de nossa aceitação para com Deus. Aí nada encontraremos senão para nos desanimar. Nossa única esperança está em olhar a “Jesus, Autor e Consumador da fé”. Heb. 12:2. NEle há tudo quanto possa inspirar esperança, fé e ânimo. Ele é nossa justiça, nossa consolação e regozijo. … O senso de nossa fraqueza e indignidade deve levar-nos, em humildade de coração, a aceitar o sacrifício expiatório de Cristo. Ao nos apoiarmos em Seus méritos, encontraremos descanso, paz e alegria. Ele salva perfeitamente a todos quantos, por meio dele, vão ter com Deus. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 59.
27 de junho
Pág. 184
Mistério de Mistérios
Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. I Tim. 3:16.
Que mistério de mistérios! É difícil apreender nossa razão a majestade de Cristo, o mistério da redenção. A vergonhosa cruz se ergueu, os cravos Lhe perfuraram mãos e pés, a cruel lança Lhe dilacerou o coração, e foi pago o preço da redenção da raça humana. …
A redenção é um tema inesgotável, digno de nossa mais íntima contemplação. Sobrepuja a compreensão do pensamento mais profundo, o alcance da mais vívida imaginação. …
Estivesse Jesus conosco hoje, e nos diria, como disse aos discípulos: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.” João 16:12. Jesus anelava abrir ao espírito dos discípulos verdades vivas e profundas, mas sua terrenalidade, sua compreensão deficiente e enuviada o tornavam impossível. … A ausência de crescimento espiritual fecha a porta aos ricos raios de luz que resplandecem de Cristo. …
Os que têm laborado diligentemente nas minas da Palavra de Deus, e têm descoberto o precioso ouro nos ricos veios da verdade, nos divinos mistérios ocultos desde séculos, exaltarão o Senhor Jesus, a Fonte de toda a verdade, revelando em seu caráter o poder santificante daquilo que crêem. Jesus e Sua graça têm de ser entesourados no íntimo do santuário da alma. Então será Ele revelado em palavras, em oração, em exortação, ao ser apresentada a verdade sagrada. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 403-405.
O mistério da cruz explica todos os outros mistérios. À luz que emana do Calvário, os atributos de Deus que nos encheram de temor e pavor, aparecem belos e atraentes. Misericórdia, ternura e amor paternal são vistos a confundir-se com santidade, justiça e poder. Enquanto contemplamos a majestade de Seu trono, alto e sublime, vemos Seu caráter em suas manifestações de misericórdia, e compreendemos, como nunca dantes, a significação daquele título enternecedor: “Pai nosso.” O Grande Conflito, pág. 652.
28 de junho
Pág. 185
Insondáveis Riquezas
A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo. Efés. 3:8.
Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não afluem para os homens, neste mundo. Se todos recebessem de bom grado, todos seriam cheios de Seu Espírito.
Toda pessoa tem o privilégio de ser um conduto vivo, pelo qual Deus pode comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Nada há que Cristo mais deseje do que agentes que representem ao mundo Seu Espírito e caráter. Não há nada de que o mundo mais necessite que da manifestação do amor do Salvador, mediante a humanidade. Todo o Céu está à espera de condutos pelos quais possa ser vertido o óleo santo para ser uma alegria e bênção para os corações humanos. Parábolas de Jesus, pág. 419.
“Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo … e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.” Efés. 2:4-7.
Tais são as palavras com que “Paulo, o velho”, “Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo”, escrevendo de sua prisão em Roma, procurou expor a seus irmãos aquilo que ele achou a linguagem insuficiente para exprimir em toda a sua plenitude – “as riquezas incompreensíveis de Cristo” (Efés. 3:8), o tesouro de graça gratuitamente oferecido aos caídos filhos dos homens. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 326.
medida que vossa alma anela a Deus, mais e mais encontrareis as infinitas riquezas de Sua graça. Ao contemplardes essas riquezas, passareis a possuí-las, e revelareis os méritos do sacrifício do Salvador, a proteção de Sua justiça, a plenitude de Sua sabedoria, e Seu poder de vos apresentar diante do Pai “imaculados e irrepreensíveis”. II Ped. 3:14. Atos dos Apóstolos, pág. 567.
29 de junho
Pág. 186
“Vede que Grande Amor”
Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus. I João 3:1.
É do coração do Pai que as torrentes da compaixão divina, manifestas em Cristo, fluem para os filhos dos homens. … Deus permitiu que Seu Filho amado, cheio de graça e verdade, viesse de um mundo de indescritível glória para outro mareado e corrupto pelo pecado e obscurecido pela sombra da morte e da maldição. Consentiu em que Ele deixasse Seu amoroso seio e a adoração dos anjos, para sofrer a ignomínia, a injúria, a humilhação, o ódio e a morte. … Foi o peso do pecado, a sensação de sua terrível enormidade e da separação por ele causada entre Deus e a alma, que quebrantaram o coração do Filho de Deus. …
[Deus] sofreu juntamente com Seu Filho. Na agonia do Getsêmani, na morte sobre o Calvário, o coração do infinito Amor pagou o preço de nossa redenção. … Nada menos que o infinito sacrifício efetuado por Cristo em favor do homem caído, é que podia exprimir o amor do Pai pela humanidade perdida. …
O preço pago por nossa redenção, o infinito sacrifício de nosso Pai celestial em entregar Seu Filho para morrer por nós, deveria inspirar-nos ideias elevadas sobre o que nos podemos tornar por meio de Cristo. Quando o inspirado apóstolo João contemplou a altura, a profundidade e a amplidão do amor do Pai para com a raça perdida, foi possuído de um espírito de adoração e reverência; e, não podendo encontrar linguagem apropriada para exprimir a grandeza e ternura desse amor, chamou para ele a atenção do mundo. … Em que grande valor é tido o homem! Pela transgressão tornam-se os filhos dos homens sujeitos a Satanás. Pela fé no sacrifício expiatório de Cristo, os filhos de Adão podem voltar a ser filhos de Deus. Assumindo a natureza humana, Cristo elevou a humanidade. Os homens caídos são colocados na posição em que, mediante a conexão com Cristo, podem na verdade tornar-se dignos do nome de “filhos de Deus”.
Tal amor é incomparável. Filhos do celeste Rei! Preciosa promessa! Tema para a mais profunda meditação! O inigualável amor de Deus por um mundo que O não amou! Caminho a Cristo, págs. 12-15.
30 de junho
Pág. 187
Quanto o Céu Teve de Sofrer?
Eu e o Pai somos um. João 10:30.
Poucos tomam em consideração o sofrimento que o pecado causou a nosso Criador. Todo o Céu sofreu com a agonia de Cristo; mas esse sofrimento não começou nem terminou com Sua manifestação em humanidade. A cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus. Cada desvio do que é justo, cada ação de crueldade, cada fracasso da natureza humana para atingir o seu ideal, traz-Lhe pesar. Quando sobrevieram a Israel as calamidades que eram o resultado certo da separação de Deus – subjugação por seus inimigos, crueldade e morte – refere-se que “se angustiou a Sua alma por causa da desgraça de Israel”. Juí. 10:16. “Em toda a angústia deles foi Ele angustiado; … e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isa. 63:9.
Seu “Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. Rom. 8:26. Enquanto “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rom. 8:22), o coração do Pai infinito condói-se, em simpatia. Nosso mundo é um vasto hospital, ou seja, um cenário de miséria em que não ousamos permitir mesmo que os nossos pensamentos se demorem. Compreendêssemos nós o que ele é na realidade, e o peso que sobre nós sentiríamos seria terribilíssimo. No entanto, Deus o sente todo. Educação, págs. 263 e 264.
Nenhum suspiro se desprende, nenhuma dor é sentida, desgosto algum magoa a alma, sem que sua vibração se faça sentir no coração do Pai. O Desejado de Todas as Nações, pág. 356.
Aquele que conhece a profundidade das misérias e desespero do mundo, sabe por que meio trazer-lhe alívio. … Posto que os seres humanos hajam abusado das misericórdias de que foram objeto, dissipado seus talentos e perdido a dignidade da divina varonilidade, o Criador deverá ser glorificado em sua redenção. Educação, pág. 270.
A fim de destruir o pecado e seus resultados, Ele deu Seu mui dileto Filho, e pôs ao nosso alcance, mediante a cooperação com Ele, levar esta cena de miséria a termo.
Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo! Quão depressa poderia vir o fim – o fim do sofrimento, tristeza e pecado! Educação, págs. 264 e 271.

Anúncios

Sobre Ligado na Videira

Ligado na Videira
Esse post foi publicado em 06 - Junho, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Faça um comentário! Isso é muito importante para nós!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s