Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – AGOSTO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações DiáriasAGOSTO 2015 Ligado na Videira – clique no dia desejado:
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1º de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Aos NegrosDe um só fez Ele todos os povos. Atos 17:26, NVI
O esforço evangelístico adventista em relação aos afro-americanos teve um início lento, em parte, porque o adventismo era uma igreja do Norte, em uma nação amargamente dividida no que se referia à escravidão e à etnicidade. No meio do século 19, quase todos os negros norte-americanos vivam no sul dos Estados Unidos e, até entre a população branca dessa região, o evangelismo da denominação só chegou a um ponto alto no fim dos anos 1870 e início da década de 1880.
Isso não significa que o adventismo do sétimo dia não se importava com a condição deplorável dos afro-americanos. Pelo contrário, a nova igreja foi abolicionista desde o princípio, defendendo que a escravidão africana era o maior pecado dos Estados Unidos. Ellen White aconselhou desobediência à lei federal relativa ao escravo foragido, mesmo que isso significasse ir para a cadeia. Líderes guardadores do sábado como J. P. Kellogg (pai de John Harvey e Merritt G.) e John Byington (primeiro presidente da Associação Geral) operavam estações de rota clandestina de fuga de escravos em suas fazendas, para ajudar os escravos foragidos do sul a chegar em liberdade ao Canadá.
Após a libertação dos escravos durante a Guerra de Secessão, a Associação Geral reconheceu, em 1865: “Um campo agora se abriu no Sul para o trabalho entre os negros, e devemos adentrá-lo conforme nossas habilidades”.
É provável que os primeiros negros adventistas do sétimo dia habitassem no Norte, mas sabemos muito pouco sobre a identidade deles. Foi só quando a denominação começou a entrar no Sul que se deparou com negros em quantidade e em um estado de segregação. Durante os anos 1870, vários adventistas fizeram esforços individuais para ajudar ex-escravos a obter uma educação básica. Um grande passo foi dado quando R. M. Kilgore chegou ao Texas par ajudar a fundar igrejas numa região inflamada por conflitos raciais. Ele sofreu ameaças de linchamento várias vezes e, em determinada ocasião, sua tenda foi incendiada.
Até mesmo o modo de pregar no Sul era problemático. Uma das abordagens envolvia falar tanto a negros quanto a brancos de uma porta aberta que separava dois ambientes. As Assembleias da Associação Geral de 1877 e 1885 discutiram sobre a criação de igrejas separadas para os dois grupos. A maioria dos que exprimiram sua opinião disse que fazer isso não seria nada cristão; mas, quando os evangelistas tentavam pregar a grupos mistos no Sul, brancos boicotavam as reuniões e, às vezes, negros também. O que fazer?
Senhor, transformamos a questão étnica em uma verdadeira crise. Ajuda-nos a perceber que somos um só povo. E capacita-nos a superar os preconceitos de nossa cultura.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Charles KinnyNão pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Gálatas 3:28
Charles M. Kinny se tornou o primeiro pastor afro-americano ordenado da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nasceu escravo na Virgínia em 1855. Após a Guerra de Secessão, aos 10 ou 11 anos de idade, ele partiu rumo ao Oeste com um grupo de ex-escravos que esperavam encontrar oportunidades melhores.
O ponto de virada em sua vida ocorreu em 1878, quando participou de uma série evangelística realizada por John Loughborough em Reno, Nevada. No fim, Kinny, que talvez fosse o único negro, tornou-se um dos sete primeiros membros da nova congregação de Reno.
Enquanto a série de Loughborough estava em andamento, Ellen White visitou a cidade e, no dia 30 de julho, pregou para quatrocentas pessoas sobre as palavras de João: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus” (1 Jo 3:1). Esse texto e o sermão que discorria sobre seus desdobramentos deram a Kinny a certeza e a coragem que lhe permitiram avançar na vida.
Sua experiência de escravo e nômade fora incerta; mas encontrou uma família carinhosa no adventismo. Os membros da congregação de Reno, percebendo sua dedicação, escolheram-no como o primeiro secretário daquela igreja. Entretanto, coisas melhores estavam por vir. A Associação Californiana lhe ofereceu a posição de secretário da Nevada Tract and Missionary Society [Sociedade de Missões e Folhetos de Nevada]. Depois de ele ter sido bem-sucedido nessa função, a Associação entrou em um acordo com os membros da igreja de Reno, em 1883, para custear os estudos de Kinny no recém-fundado Healdsburg College.
Após dois anos de estudo, a liderança da igreja o enviou para Topeka, Kansas, em 1885, para trabalhar entre a crescente população negra daquela cidade. Em 1889, a Associação Geral o destinou para Louisville, Kentucky, ordenando-o ao ministério no mesmo ano. Por mais de duas décadas, Kinny trabalhou no Sul, organizando igrejas de negros. Tornou-se o primeiro grande porta-voz adventista das aspirações afro-americanas.
Assim como em tantas outras coisas no adventismo, os anos 1890 testemunhariam um gigantesco passo adiante na obra entre os negros, por meio do talento de Edson White e da fundação de uma escola em Oakwood.
Senhor, ficamos impressionados com o que fizeste com a vida de Charles Kinny. Toma nossa vida hoje e nos capacita a ser uma bênção para os outros. Amém.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de agosto Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Defensores da TemperançaPara quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho. Provérbios 23:29, 30
Uma das grandes cruzadas ocorridas nos Estados Unidos durante o século 19 foi o movimento de temperança, cujo objetivo era tornar ilegal o consumo e a venda de bebidas alcoólicas. Lyman Beecher, um dos mais influentes pregadores da nação, deu início ao movimento em 1825. “A intemperança”, alardeava ele, “é o pecado de nossa terra […] e se há algo que possa derrotar as esperanças do mundo […] é esse rio de fogo”. Beecher conclamava a uma solução nacional, por meio da proibição de bebidas fortes como objeto de comércio.
Quando o adventismo chegou à sua adolescência, na década de 1870, a campanha geral em prol da temperança passara a abranger a abolição de todas as bebidas alcoólicas. A jovem igreja defendia ativamente o voto em candidatos favoráveis à temperança. Ellen White se preocupava tanto com a questão que chegou a sugerir o passo sem precedentes de ir às urnas no sábado e votar nos defensores da temperança.
Desde então, o adventismo tem oferecido suas propriedades e seus oradores, nos Estados Unidos e no mundo, para ajudar no combate ao alcoolismo. Em 1874, por exemplo, os adventistas emprestaram duas grandes tendas evangelísticas para uma série de reuniões cujo objetivo era fechar os 135 bares de Oakland, Califórnia, sede do programa de publicações adventistas na costa oeste. Tal cooperação estreitou os laços dos adventistas com o “prefeito da cidade, vários pastores, um dos jornais diários e muitos dos principais cidadãos e empresários. […] Depois de tudo organizado, a comissão executiva planejou uma série de reuniões para o grande público, realizadas em nossas grandes e confortáveis tendas. Eles trabalharam noite e dia, até a cidade inteira ser despertada à ação”. O resultado foi uma “vitória gloriosa” pela qual os adventistas receberam crédito parcial nas manchetes dos jornais.
Ellen White esteve à frente dos adventistas na questão da temperança, discursando, muitas vezes, para grandes públicos não adventistas nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Em 1879, os adventistas do sétimo dia criaram a Associação Norte-Americana de Saúde e Temperança, sob a liderança de John Harvey Kellogg.
A cruzada em prol da temperança foi um dos meios que Deus usou para abrir caminho a fim de que a igreja tivesse um impacto mais amplo sobre a cultura de sua época. Em que movimentos de reforma nós (ou eu) deveríamos nos envolver hoje?
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Fim de uma EraPois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. 1Pedro 1:24, 25
Entre 1872 e 1881, a Igreja Adventista do Sétimo Dia testemunharia o descanso de dois de seus três fundadores. O primeiro foi José Bates, que faleceu no Instituto de Reforma de Saúde, de Battle Creek, em 19 de março de 1872, pouco antes de completar 80 anos. O idoso reformador de saúde mantinha um intenso ritmo de trabalho até perto do fim de sua vida. No ano anterior à sua morte, fez pelos menos 100 reuniões públicas, além das que organizava em sua igreja local e das conferências nas quais participava.
O velho guerreiro compareceu a uma de suas últimas Assembleias da Associação Geral um ano antes de sua morte. Com empolgação, relatou: “A reunião anual foi de interesse profundo e inspirador para a causa. Foi animador ouvir o que se realizou no ano decorrido, descobrir a ampla abertura para a obra missionária e os chamados urgentes para o trabalho ministerial nos vastos campos de colheita.” Bates desejava desesperadamente atender ao chamado, mas não podia.
Ele foi à sua última assembleia dois meses antes de falecer, concluindo com uma oração: “Ó Senhor, em nome de Jesus, ajuda-nos, com este querido povo, a cumprir nossa sagrada promessa e que todo o Teu povo remanescente e expectante entre na aliança contigo.”
Se Bates desfrutou boa saúde até o fim da vida, o mesmo não ocorreu com Tiago White. O excesso de trabalho desencadeou uma série de derrames debilitantes desde a metade da década de 1860. Considerando a condição de sua saúde, é absolutamente incrível perceber o quanto ele continuou a realizar. Tiago morreu dois dias depois de completar 60 anos, em 6 de agosto de 1881.
Ellen ficou arrasada. “Tenho a forte opinião”, escreveu para o filho Willie, “de que minha vida era tão entrelaçada e interligada à de meu marido que me é quase impossível ser de algum valor significativo sem ele” (Ct 17, 1881).
Dezesseis anos mais tarde, ela escreveu: “Quanto, porém, lhe sinto a falta! Como almejo suas palavras de conselho e sabedoria! Como desejaria ouvir suas orações unidas às minhas, pedindo luz e guia, sabedoria para planejar e dirigir a obra!” (ME2, p. 259).
É aí que entra a esperança do advento. Assim como Ellen, também aguardamos o reencontro na manhã da ressurreição com nossos entes queridos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Novos ComeçosEsquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o Senhor. Lamentações 3:40
O período entre 1885 e 1900 seria marcado por grandes pontos de virada na história do adventismo. A denominação passaria por mudanças significativas em quase todos os aspectos de sua identidade, a tal ponto que, no início do novo século, parecia ser diferente do que tinha sido até então.
Encabeçando a lista de transformações, está a grande virada na teologia, como desdobramento da Assembleia da Associação Geral de 1888, em Mineápolis. Ela despertou o apelo por uma pregação mais cristocêntrica, para que Cristo fosse o ponto central da mensagem adventista como nunca antes, levando a uma ênfase na salvação pela graça mediante a fé, conceito que a igreja passou a conceber como a justificação pela fé. A antiga ênfase na lei não desapareceu, mas foi reorientada para seu lugar adequado dentro do plano da salvação.
A nova ênfase em Cristo e Sua justiça também contribuiu para que novas personalidades fossem colocadas em evidência dentro do adventismo. Especialmente importantes foram Alonzo Jones, Ellet Waggoner e William Prescott. Jones e Waggoner se tornariam os mais proeminentes pregadores adventistas dos anos 1890. Por exemplo, foram eles que dominaram o púlpito de todas as seis Assembleias da Associação Geral, entre 1889 e 1899. No fim da década, Jones se tornaria o editor da Review and Herald, uma das posições de maior influência dentro da igreja na época.
A década de 1890 também testemunhou uma transformação na perspectiva adventista sobre a natureza divina. Afinal, sempre que se fala sobre salvação por meio de Cristo, é necessário ter a atuação de um Salvador e do Espírito Santo.
Acompanhando a reforma na teologia adventista, ocorreu uma explosão no programa missionário, que finalmente chegou a “toda” nação. Em 1900, a Igreja Adventista do Sétimo Dia era, de fato, mundial.
Outra área de transformações grandiosas foi a educacional. A reforma teológica e a explosão missionária levaram a uma mudança no sistema educacional da denominação, tanto em orientação quanto em sua importância relativa para a igreja. Conforme alguns descobriram, mudar pode ser doloroso, mas também é essencial.
Ó Deus, dá-nos uma mente aberta para vislumbrarmos as transformações do passado à medida que nos conduzes rumo ao futuro.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Novas Questões – 1Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8
Em 1850, os adventistas guardadores do sábado estavam muito empolgados com as novas verdades que haviam descoberto. Eles não paravam de falar, escrever e pregar sobre as doutrinas que os distinguiam como povo: o segundo advento literal, visual e pré-milenar; as duas etapas do ministério de Cristo no santuário celestial; o sábado no contexto do tempo do fim; a imortalidade condicional. Quando observadas pelo prisma das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, tais doutrinas formam um bloco teológico poderoso, digno de ser proclamado em alto e bom som!
Precisamos reconhecer que os adventistas mantinham dois conjuntos de crenças, naquela época. A primeira categoria incluía doutrinas que eles compartilhavam com outros cristãos, como a salvação somente pela graça mediante a fé, a importância da Bíblia como único fator determinante das verdades doutrinárias, o papel histórico de Jesus como Salvador do mundo, o poder da oração intercessória e assim por diante.
A segunda categoria doutrinária consistia das crenças que tornavam os adventistas um povo distinto, que os separavam dos outros cristãos, como o sábado e o ensino sobre o santuário celestial.
Como os adventistas do século 19 viviam em uma cultura predominantemente cristã, tendiam a não enfatizar o que tinham em comum com os outros cristãos. Afinal, por que pregar sobre a graça salvadora aos batistas, ou sobre a importância da oração para os metodistas, se eles já acreditavam nesses ensinos?
Os adventistas achavam que o mais importante era apresentar suas verdades distintivas, pois os outros necessitavam ouvir e aceitar.
Assim, ao chegarem a uma nova vila ou cidade, procuravam o melhor local de reuniões, em geral, um auditório escolar, e desafiavam o melhor pregador da região a um debate público sobre temas como: “qual o dia de descanso?” ou “o que acontece com a pessoa quando ela morre?”
Você já parou para refletir em seu sistema de crenças e em como suas partes se encaixam? Ele é biblicamente válido?
Isso é algo que você deveria fazer. Cada um é responsável por saber por que somos cristãos e adventistas. Eu o desafio hoje a aprofundar seu estudo pessoal da Bíblia.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Novas Questões – 2Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Mateus 16:16
Ontem mencionamos que os primeiros pregadores adventistas sentiam a necessidade de enfocar em assuntos que os distinguiam, como o sábado, em vez de se concentrar nas doutrinas que tinham em comum com os outros cristãos.
O método de entrar em uma comunidade desafiando um pastor proeminente a um debate público parecia dar certo. Afinal, antes do surgimento da televisão, o melhor programa em uma cidade pequena podia ser assistir a dois pregadores discutindo sobre o tempo que as pessoas passariam sofrendo no inferno. De todo modo, os evangelistas adventistas não pareciam ter dificuldades de atrair uma multidão para ouvir sua mensagem.
No entanto, o período de 40 anos dando destaque às verdades adventistas distintivas numa atmosfera de debate, em detrimento das doutrinas cristãs gerais, teve dois efeitos prejudiciais. Em primeiro lugar, favoreceu o desenvolvimento de alguns adventistas bem combativos, traço de personalidade que perturbou a denominação nos acontecimentos ligados às reuniões de 1888.
Além disso, as quatro décadas de ênfase excessiva nos ensinos distintivos, e negligência das doutrinas em comum levaram a uma separação entre os adventistas e os outros grupos cristãos. No meio da década de 1880, a questão havia assumido proporções problemáticas. A igreja fizera um excelente trabalho no que diz respeito à identidade adventista, mas perdera de vista as esferas mais amplas que tornavam o adventismo uma crença cristã.
O adventismo precisava de uma correção de rumo. Dois jovens adultos do oeste dos Estados Unidos – Alonzo T. Jones e Ellet J. Waggoner – deram início a essa correção. A princípio, Jones e Waggoner pareciam fazer um ajuste doutrinário, ao conferir um papel mais destacado a Cristo e à fé, na teologia adventista, e uma posição de menor proeminência à lei.
Entretanto, os líderes da denominação – George Butler e Uriah Smith – viram tal “correção” como um grande terremoto teológico. Consideravam os novos ensinos uma subversão do adventismo histórico, com sua ênfase na lei e nas obras.
Por isso, lutaram com toda a força, que não era pequena, uma vez que exerciam influência direta sobre os pastores de uma denominação que ainda contava com cerca de 25 mil membros em todo o mundo.
Senhor, ajuda-nos a aprender, por meio de nossa história, lições de equilíbrio teológico em nossa caminhada contigo.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Novas Questões – 3Como água fria para o sedento, tais são as boas-novas. Provérbios 25:25
Em 1886, as posições assumidas dentro do debate teológico adventista em andamento já estavam bem visíveis. De um lado, encontravam-se George Butler e Uriah Smith, presidente e secretário da Associação Geral respectivamente. Do outro, os dois recém-chegados editores do Oeste: Alonzo Jones e Ellet Waggoner.
Parece que a única protagonista nesse conflito procurou permanecer neutra, a fim de poder trabalhar com ambas as partes. Entretanto, no início de 1887, Ellen White começou a concluir que os dois mais jovens estavam sendo maltratados numa luta desigual, embora tivessem algo muito importante a ensinar para a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Por isso, em abril de 1887, ela se dedicou a garantir que Jones e Waggoner tivessem a oportunidade de falar na Assembleia da Associação Geral de 1888.
No fim, foi Ellen White quem expressou, da maneira mais clara, o real sentido da mensagem de Jones e Waggoner em 1888. Seu tema principal giraria em torno da reinterpretação de parte de Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
Essa passagem é um texto central na história do adventismo. Ela contém a última mensagem que Deus daria ao mundo antes do segundo advento, que é retratada ocorrendo nos versículos 14 a 20.
O interessante é que ambos os lados no debate adventista acerca de 1888 enfocavam Apocalipse 14:12, mas enfatizavam partes diferentes do versículo. Os tradicionalistas exaltavam “os mandamentos de Deus”, ao passo que os reformadores davam ênfase à “fé em Jesus”. Das reuniões em Mineápolis surgiria uma nova interpretação de Apocalipse 14:12, a qual mudaria para sempre o formato da teologia adventista.
Ellen White sofreu por apoiar Jones e Waggoner. Em dezembro de 1888, ao relembrar a Assembleia da Associação Geral que acontecera pouco tempo antes, declarou: “Meu testemunho foi ignorado, e nunca em minha vida […] fui tratada como naquela conferência” (Ct 7, 1888).
Alguns de nós acham que nos “velhos e bons tempos” tudo ia bem na igreja. Isso não é verdade! O mesmo continua a acontecer hoje. Pessoas boas entram em conflito entre si, e precisam pedir perdão a Deus.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Ellet WaggonerIsto é o Meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Marcos 14:24, NVI
Ellet Joseph Waggoner foi o mais jovem dos principais participantes da Assembleia da Associação Geral em 1888. Nascido em 1855, era filho de Joseph Harvey Waggoner.
Ellet se formou em medicina, na cidade de Nova York, em 1878, mas nunca encontrou na prática médica a realização que almejava. Por isso, ingressou no ministério e recebeu o convite para ser editor assistente do periódico Signs of the Times, em 1884.
O ponto crucial na vida do jovem Waggoner ocorreu numa reunião campal em Healdsburg, Califórnia, em outubro de 1882. Durante o sermão, ele experimentou o que chamou de uma “revelação extrabíblica”.
“De repente”, contou, “uma luz brilhou a meu redor e, para mim, a tenda estava muito mais iluminada do que se o sol do meio-dia estivesse resplandecendo. Vi Cristo pendurado na cruz, crucificado por mim. Foi naquele momento que tive, pela primeira vez, uma certeza clara, que me inundou o ser, de que Deus me amava e Cristo havia morrido por mim”.
Waggoner sabia “que esta luz […] era uma revelação direta do Céu”. Por isso, resolveu ali e naquele momento que “estudaria a Bíblia com base naquela revelação”, a fim de “ajudar os outros a enxergar a mesma verdade”. Por causa desse plano, observou, “sempre que me volto para o Livro Sagrado, encontro Cristo sendo revelado como o poder de Deus para a salvação das pessoas, e nunca encontrei nada além disso”.
Foi a “visão” de Waggoner que o levou a um estudo aprofundado do livro de Gálatas. Levando em conta seu ponto de partida, não é de se espantar que tenha encontrado o evangelho em Gálatas. Tal descoberta o levaria à preeminência no adventismo durante o fim dos anos 1880. Também o colocaria em confronto direto com os líderes – George Butler e Uriah Smith na Assembleia da Conferência Geral de 1888.
Conforme veremos, Waggoner era o mais brando dos participantes dos acontecimentos que giraram em torno dos novos ensinos na era de 1888.
A “visão” da justiça de Cristo sempre transforma nosso pensamento e modo de agir. Todos os dias, precisamos nos perguntar se nosso adventismo foi batizado pela luz proveniente da cruz.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Alonzo JonesAinda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração. Salmos 27:3
“Morto para o mundo e vivo para Ti, ó Deus meu!”
Com essas palavras e as mãos levantadas, o sargento Alonzo T. Jones ascendeu da sepultura batismal das águas em Walla Walla, território de Washington, no dia 8 de agosto de 1874. Durante semanas, ele vinha “buscando fervorosamente ao Senhor”, e alguns dias antes havia recebido “grandes evidências do perdão dos pecados”. Carismático, enérgico, dramático, belo e tendendo aos extremos, Jones se tornou uma figura de liderança nos círculos adventistas durante a década de 1890.
Jones sentia orgulho de seu passado militar. Sua pretensão à glória militar vinha da participação na Guerra Modoc, no norte da Califórnia em 1873, durante a qual ele e seu pelotão “dispararam uma chuva de balas” em direção ao inimigo, no esforço de proteger um oficial ferido.
O destemido Jones passaria o resto da vida disparando “uma chuva de balas” contra de qualquer alvo que reconhecesse como inimigo.
Sua personalidade e estilo confrontador contribuíam muito para antagonizar seus oponentes. Ellen White o advertiu diversas vezes sobre seus comentários duros; mas, para Jones, era praticamente impossível distinguir entre franqueza e rispidez. Ele deixou isso bem claro em 1901, quando alguns contestaram sua candidatura à presidência da Associação Californiana, porque sua “fala direta e franca […] magoava as pessoas”. Jones confessou a veracidade da acusação, mas observou: “Não posso me arrepender disso, pois não passa de puro cristianismo.”
Seus comentários cáusticos ajudaram a definir o tom das reuniões de Mineápolis quando deixou escapar que não era culpa dele a ignorância de Uriah Smith sobre determinados fatos históricos ligados a Daniel 7. Depois de fazer suas pesquisas, Jones sabia que estava correto, e fez questão de deixar isso bem claro.
Embora tal assertividade dirigida a um patriarca da denominação não tenha feito muito para ajudar sua causa, seus modos enérgicos e destemidos sem dúvida o auxiliaram nos salões do Congresso dos Estados Unidos e em todos os outros lugares onde lutou contra as leis dominicais prestes a serem votadas. Jones era um homem que prosperava no calor da batalha. A despeito de seus erros, Deus o usou poderosamente!
Identifico uma lição importante para mim aqui. Mesmo com todos os meus defeitos, Deus ainda é capaz de me usar (e a você também). Embora Ele deseje nos transformar se o permitirmos, o Senhor inicia a obra conosco assim como estamos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça George ButlerPorque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade. Provérbios 24:16
Algumas pessoas simplesmente são mais duronas do que outras. Esse era o caso de George Butler, presidente da Associação Geral em 1888. Em seus melhores momentos, ele conseguia ser bem honesto a respeito de si mesmo. Talvez a autoanálise mais precisa e perceptiva que ele fez foi ao escrever, em 1886: “[Tenho] naturalmente […] ferro demais em minha natureza” e muito pouco do amor de Jesus.
“A escola na qual fui treinado para resistir a todo tipo de influência favoreceu muito a permanência do ferro, tornando-me rígido.”
O último comentário pode nos ajudar a compreender a “dureza” de muitos dos líderes adventistas do século 19. Não era fácil liderar um movimento pequeno e desprezado, que não proporcionava nenhuma segurança terrena e não tinha quase nenhuma instituição para conferir prestígio numa época em que o desapontamento milerita ainda era uma vívida lembrança na sociedade. Somente indivíduos cheios de força de vontade teriam condições de ser bem-sucedidos quando Butler começou a assumir funções administrativas. Uma vontade férrea era imprescindível para a maioria dos adventistas pioneiros antes que o movimento se transformasse em uma religião mais “confortável” e respeitável.
Butler tinha o necessário para sobreviver em meio a uma fase como aquela, mas o preço a pagar foi o “ferro”. Por isso, descreveu-se em 1886 como alguém que pendia “um pouco para o lado brigão”. Sentindo que fora agressivo demais com Waggoner no início do conflito sobre Gálatas, escreveu para Ellen White que “queria ser como Jesus – sábio, paciente, terno, manso de coração [e] franco”, com “amor pela justiça e equidade a todos”. Lamentou o fato de “haver uma porção considerável da natureza humana ainda em mim” e de travar “grandes lutas com o velho homem”. Butler queria que sua velha natureza morresse “de uma vez por todas”.
Todavia, tal desejo demorou a se cumprir. Na experiência dele, assim como acontece com a maioria de nós, o processo de santificação era verdadeiramente uma obra para a vida inteira. Ao escrever para John H. Kellogg em 1905, o idoso Butler começou: “Eu mesmo sou bem teimoso, essa é a verdade. Você acertou em cheio quando disse: ‘É melhor argumentar com um poste do que com Butler depois que ele já tomou sua decisão.’”
Pai, temo que haja um pouco de Butler em mim. Ajuda-me hoje a morrer para o velho eu “de uma vez por todas”.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de agosto Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Carência de HumildadeTomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque Sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Mateus 11:29
Em 1888, Uriah Smith, companheiro de Butler na administração, havia atuado como secretário da Associação Geral desde seu início em 1863, com exceção de três anos. Além disso, Smith estivera ligado ao periódico semioficial do adventismo (a Review and Herald) desde a década de 1850 era editor-chefe havia quase 25 anos.
Além disso, Smith era inquestionavelmente a maior autoridade da denominação, em interpretação profética. Seu livro Thoughts on Daniel and the Revelation [Pensamentos sobre Daniel e o Apocalipse] era um best-seller tanto na igreja quanto fora dela. Ao anunciar sua chegada para as reuniões de 1888, um dos jornais de Mineápolis-Saint Paul escreveu: “O pastor Uriah Smith […] tem a reputação de ser um dos mais capacitados escritores e oradores da conferência, sendo, além disso, um culto erudito.”
Assim como Butler, Smith se considerava guardião da ortodoxia denominacional. Em 1892, declarou sucintamente sua política editorial a respeito de algumas das novas ideias de Alonzo Jones: “Depois de muito estudo e anos de observação na obra, tendo-me estabelecido sobre certos princípios, não estou preparado para ceder diante da sugestão de qualquer novato.” Sem dúvida, esse fora seu posicionamento no que se referia à “nova teologia” de Jones e Waggoner em 1888. Nem Smith, nem Butler tinham a menor inclinação a ceder diante dos ensinos de homens mais jovens da Califórnia. Na verdade, foi exatamente o contrário que aconteceu.
Conforme já observamos, algumas características de Jones e Waggoner não ajudaram na situação. Ellen White escreveu-lhes uma carta em 1887, tentando suavizar o tom agressivo: “O pastor [J. H.] Waggoner tem demonstrado amar discussões e embates. Temo que E. J. [Waggoner] tenha cultivado amor pelas mesmas coisas. Necessitamos agora de boa e humilde religião. E. J. W. precisa de humildade e mansidão. O irmão Jones poderá ser uma força para o bem se desenvolver, a todo instante, a piedade prática” (Ct 37, 1887).
Não necessitamos ser humildes? Uma coisa é cantar um hino para que o Senhor nos torne humildes e mansos. Outra bem diferente é aceitar esse dom.
Senhor, ajuda-nos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Ano de 1888Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Apocalipse 13:11
“Volvamos nossos olhos para o futuro”, escreveu Uriah Smith na introdução do editorial da Review em 1888. “Ano após ano, as perspectivas ficam cada vez mais claras, e as evidências, mais certas de que não seguimos fábulas ardilosamente inventadas ao divulgar o breve retorno do Senhor. As profecias estão convergindo para seu cumprimento. Os acontecimentos se movem com velocidade acelerada. A Palavra de Deus demonstra suas reivindicações de veracidade e conforta todos os humildes fiéis com o pensamento de que a esperança nela fundamentada jamais pode falhar.”
O presidente da Associação Geral, George Butler, partilhava de uma perspectiva semelhante à de Smith. Em janeiro, escreveu: “Temos muitos motivos para agradecer a Deus e nos encher de ânimo ao iniciarmos o ano de 1888”. Observando que os adventistas do sétimo dia “nunca assumiram uma postura na exegese bíblica que os tenha forçado a renunciar”, destacou: “A cada ano, temos mais e mais evidências de que estamos corretos em nossa interpretação dos grandes temas proféticos que nos distinguem como povo.”
Em janeiro de 1888, Alonzo Jones, coeditor de Signs of the Times, defendeu que os acontecimentos ligados à união entre religião e governo nos Estados Unidos estavam no “rumo direto do cumprimento de Apocalipse 13:11-17”, com seu ensino sobre a formação da imagem da besta. Nessa época, os adventistas do sétimo dia estavam empolgados com o segundo advento, pois os acontecimentos sugeriam que eles logo veriam a tão predita lei dominical se tornar realidade.
A interpretação adventista de Apocalipse 13 antevia uma prova final dos últimos dias entre aqueles que honravam o sábado verdadeiro e os que seguiam simbolicamente à besta. Como consequência, os adventistas do sétimo dia prediziam em público, desde o fim dos anos 1840, que acabariam sofrendo perseguição por causa de sua fidelidade ao sábado.
Dentro desse contexto histórico e teológico, não é difícil entender por que Apocalipse 14:12 (“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”) era seu texto-chave, impresso palavra por palavra no topo da Review durante quase um século. Levando em conta essa ênfase, é fácil entender por que eles eram tão sensíveis às leis ligadas ao domingo.
Senhor, somos gratos pelas profecias de Daniel e do Apocalipse. Ajuda-nos a estudá-las com maior afinco.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Perseguição DominicalBem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Mateus 5:10
Ao longo dos anos 1880, as leis relativas ao domingo e à perseguição a quem as descumprisse ganharam força e abrangência. O problema irrompeu de forma explosiva na Califórnia em 1882, quando a questão dominical se tornou um dos principais assuntos nas eleições estaduais. As consequências atingiram os adventistas quando autoridades locais prenderam William C. White por abrir a Pacific Press aos domingos.
Embora a Califórnia logo tenha revogado a lei dominical, a ameaça de legislações semelhantes por toda a nação levou os adventistas do sétimo dia a agir. Talvez o passo mais importante tenha sido a fundação, em 1884, da American Sentinel of Religious Liberty [Sentinela Norte-Americana da Liberdade Religiosa], hoje conhecida como Liberty, para liderar a luta contra as leis dominicais.
O cenário mudou para o estado de Arkansas, em 1885. Entre 1885 e 1887, o estado tinha 21 processos ligados à profanação do domingo. Todos, com exceção de dois, envolviam guardadores do sábado, e as autoridades dispensaram os réus nessas duas exceções sem fiança e suspenderam o caso. Já para os adventistas, a fiança variou entre 110 e 500 dólares, uma multa pesada numa época em que o trabalhador do sexo masculino ganhava cerca de 1 dólar por dia.
Alonzo Jones concluiu: “Não poderia haver demonstração mais clara de que a lei era usada somente como meio de destilar rancor religioso contra uma classe de cidadãos inocentes de qualquer crime, a não ser o de professar uma religião diferente da seguida pela maioria.”
No fim de 1885, a crise das leis dominicais deslocou-se fortemente para o Tennessee, onde as autoridades prenderam vários adventistas no fim dos anos 1880 e início da década de 1890. Alguns, inclusive pastores, ficaram acorrentados em grupo como se fossem criminosos comuns.
A empolgação escatológica dos adventistas se intensificou em 1888, quando o cardeal católico James Gibbons se uniu aos protestantes, endossando uma petição ao Congresso em prol de uma lei federal de observância ao domingo. Os protestantes aceitaram sem hesitar tal ajuda. A publicação Christian Statesman [Estadista Cristão] proclamou: “Sempre que eles [os católicos romanos] estiverem dispostos a cooperar na resistência ao progresso do ateísmo político, alegremente lhes daremos as mãos.”
A liberdade religiosa é um dom de valor incalculável. Devemos valorizá-lo e desfrutá-lo enquanto ainda o temos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Lei Dominical NacionalExerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Apocalipse 13:12
O divisor de águas da questão dominical ocorreu em 21 de maio de 1888, quando o senador de New Hampshire, Henry Blair, propôs um projeto de lei para o Senado norte-americano, no sentido de promover a observância o domingo “como dia de culto religioso”.
O projeto de lei dominical de Blair para todo o país foi o primeiro do tipo a ser aprovado pelo Congresso desde o início do movimento adventista nos anos 1840. Quatro dias depois, ele submeteu a proposta de uma emenda à constituição dos Estados Unidos para cristianizar o sistema nacional de educação pública.
Os adventistas do sétimo dia não ignoraram a importância profética dos projetos de lei de Blair. A empolgação escatológica em relação ao movimento pró-lei dominical foi um dos fatores que contribuiu para o aumento das tensões no período anterior à Assembleia da Associação Geral de 1888.
A crise escatológica criou uma atmosfera emocional diretamente ligada a duas outras questões que viriam à tona nas reuniões de Mineápolis. A primeira dizia respeito à interpretação das profecias, sobretudo as do livro de Daniel. A segunda colocaria em foco a função da lei de Deus no plano da salvação, com os adventistas debatendo sobre seu papel no livro de Gálatas.
É impossível compreender a exaltação emocional dos participantes das reuniões de 1888, sem levar em conta que os adventistas sentiam já estar enfrentando o fim dos tempos, por causa da crise dominical.
Stephen Haskell escreveu pouco antes do início da sessão que a liberdade dos guardadores do sábado logo seria retirada e que em breve eles poderiam ser encontrados dando testemunho nos tribunais e nas prisões.
Com isso em mente, não é difícil perceber por que alguns líderes adventistas reagiram de maneira agressiva e emocional quando Jones e Waggoner começaram a questionar a validade de alguns aspectos da interpretação profética e da teologia da lei predominantes na igreja até então. Segundo seu modo de ver, tais questões ameaçavam o cerne da identidade adventista em um momento de grande crise.
A linha entre uma reação equilibrada e exagerada costuma ser bem tênue. Que o Senhor nos ajude a não só discernir a diferença, como também colocar em prática a maneira mais saudável tanto em nossa vida dentro da igreja quanto na esfera particular.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Polêmica dos Dez ChifresE eis aqui o quarto animal, […] era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. Daniel 7:7
“Bem”, você pode estar pensando, “este não é exatamente o texto ideal para minha meditação diária”. Você está certo. No entanto, há uma história por trás dele que abalou o adventismo nos anos 1880. Tudo começou em 1884, quando a Assembleia da Associação Geral pediu a Alonzo Jones que reunisse informações históricas sobre o cumprimento das profecias, incluindo a dos dez chifres de Daniel 7.
Uriah Smith estava mais do que feliz porque Jones tinha tempo para a tarefa, mas sua animação acabou quando o homem mais jovem divergiu dele quanto à identidade de um dos chifres, sugerindo que a lista tradicional estava errada. As coisas pioraram quando Jones publicou suas descobertas em Signs of the Times. Smith o rebateu na Review and Herald, e o calor da discussão aumentou.
Por que tanto rebuliço por um ponto tão pequeno? Deixemos Smith responder. Conforme ele observou, se mudassem aquilo que havia sido pregado ao longo de 40 anos, as pessoas notariam e diriam: “Ah, então agora vocês descobriram estar enganados em relação àquilo que consideravam um dos pontos mais claros! Então, se lhes dermos tempo suficiente, provavelmente reconhecerão estar enganados quanto a tudo!” Para Smith, com esse golpe, todo o sistema de interpretação profética que incluía a lei federal de guarda ao domingo entraria em colapso.
Jones também discordou sobre a questão dominical, afirmando que “a verdadeira batalha da verdade e pela verdade” ainda não havia começado. Entretanto, a aprovação da lei dominical mudaria tudo. As crenças adventistas do sétimo dia na crise do tempo do fim se tornariam “o principal tema de discussão. […] Então, nossos pontos de vista serão notados pelos grandes da Terra. Todos os pontos serão analisados e desafiados. […] Precisaremos, nesta ocasião […] apresentar um argumento melhor em defesa de nossa fé do que ‘é assim que pregamos por 40 anos’ ou que o bispo Chandler diz que é dessa maneira”.
Foi a crise dominical que transformou um tópico aparentemente sem importância, a identidade de um dez chifres, em algo explosivo. Para Smith e Butler, não parecia ser uma boa hora ficar emendando em público uma interpretação tão antiga das profecias. Um dos fatos da história adventista é que até mesmo uma questão pequena pode abrir espaço para grandes batalhas quando as pessoas se inflamam num confronto que não edifica.
Pai, ajuda-nos a obter a perspectiva correta ao lermos Tua Palavra e lidarmos uns com os outros.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Polêmica da Lei em Gálatas – 1A Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora […] já não estamos mais sob o controle do tutor. Gálatas 3:24, 25, NVI
É mais fácil entender por que essa passagem poderia causar uma verdadeira explosão no meio adventista do que os dez chifres de Daniel 7. Ainda mais, se entendermos que o texto sugere que a lei se tornou desnecessária depois da vinda de Cristo, em vez de compreender que a lei sempre aponta para nossos pecados e, além deles, para o Salvador.
Sem dúvida, Butler e seus amigos temiam a primeira opção. Seria um problema sério se a lei em questão fosse os Dez Mandamentos. Eles contornaram o problema, interpretando que a lei referida em Gálatas é a cerimonial. Logo, compreendiam que a lei cerimonial apontava para Cristo; mas, depois que Ele veio, não necessitamos mais dela.
Então, surgiu Waggoner, em 1884, com o ponto de vista de que a lei mencionada em Gálatas corresponde aos Dez Mandamentos. Os favoráveis a Butler consideraram tal interpretação uma ameaça ao coração da teologia adventista: a continuação da santidade do sábado, com base na lei moral. Por isso, a liderança da igreja via Jones e Waggoner como ameaças a um dos pilares do adventismo.
A igreja defendera a interpretação da lei cerimonial por mais de 30 anos. De acordo com a perspectiva de Butler e Smith, no meio da crise de uma lei dominical, Waggoner vinha com um ensino que minava o próprio fundamento do motivo para guardar o sábado, levando “grande auxílio e conforto” aos inimigos dos adventistas, contrários à lei.
Butler concebia o novo ensino como a “porta de entrada” para um “dilúvio” de mudanças doutrinárias e proféticas que poderiam “acabar entrando” na Igreja Adventista.
Smith partilhava da mesma opinião de Butler. Para ele, “depois da morte do irmão White, a maior calamidade que sobreveio à nossa causa foi quando o Dr. Waggoner publicou seus artigos sobre o livro de Gálatas em Signs of the Times”. Caso a denominação mudasse o posicionamento sobre Gálatas, declarou ele sem rodeios: “Podem parar de contar comigo”, pois “não estou preparado para renunciar ao adventismo do sétimo dia”.
Às vezes, o medo impulsiona mais nossa teologia do que uma leitura cuidadosa da Bíblia. Quando isso acontece, reagimos exageradamente e perdemos a habilidade de ler com clareza.
Pai, ajuda-nos a ler Tua Palavra com ambos os olhos abertos e com as emoções em seu devido lugar.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Polêmica da Lei em Gálatas – 2Todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus. Gálatas 3:26
O fato de Ellen White ter recebido uma visão na qual identificara a lei em Gálatas na década de 1850 complicava ainda mais a controvérsia. Butler e Smith afirmavam que ela havia especificado se tratar da lei cerimonial. Ela respondeu que se lembrava da visão, mas não fizera um registro escrito a seu respeito e, por isso, não conseguia recordar o que havia dito. Também afirmou que o assunto deveria ser deixado de lado, pois não era importante. Para ela, tratava-se de um “mero arremedo” de problema. Sua preocupação não era a lei, mas, sim, “apresentar Jesus e Seu amor a meus irmãos, pois vi evidências marcantes de que muitos não têm o espírito de Cristo” (Man. 24, 1888).
Esse discurso enfureceu Butler e Smith, que passaram a acusar Ellen White de mudar de ideia. E subentendiam que nenhum profeta verdadeiro faria algo assim. Portanto, seu dom profético também foi questionado pela liderança da denominação em uma época já tensa.
Entretanto, essa não foi a primeira vez, na década de 1880, que Smith se incomodara com a profetisa adventista. Em 1882, ele se chateou com um testemunho que o culpou por sua forma de tratar Goodloe Harper Bell, no colégio de Battle Creek. Nessa ocasião, concluiu que nem tudo que Ellen White escrevia vinha de Deus. Seu conselho só seria inspirado se ela dissesse “Eu vi”. Por isso, a menos que mencionasse “Eu vi”, suas cartas, para ele, não passariam de bom conselho. Ou de mau conselho, conforme considerou no caso de Bell.
Na metade dos anos 1880, no calor da controvérsia em torno de Gálatas, Butler se uniu a Smith em sua visão preconceituosa sobre os maus conselhos de Ellen White.
Ela, é claro, tinha sua opinião: “Se as opiniões pré-concebidas ou as ideias particulares de alguns forem reprovadas pelos testemunhos, eles assumem a tarefa de deixar clara sua posição de discriminar os testemunhos, definindo qual seria o julgamento humano da irmã White e qual seria a palavra do Senhor. Tudo o que confirma suas ideias preferidas seria divino, ao passo que os testemunhos de correção de seus erros seriam humanos – as opiniões da irmã White. Dessa maneira, anulam o conselho de Deus pelas próprias tradições” (Man. 16, 1889).
Ó Deus, protege-nos de nós mesmos.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Sons de Batalha em 1886Há na terra estrondo de batalha. Jeremias 50:22
Butler estava decidido, no fim de 1886, a resolver os conflitos sobre a lei em Gálatas e os dez chifres de Daniel 7. Primeiro, escreveu uma série de cartas para garantir que Ellen White ficaria do lado dele. Segundo, preparou um “breve comentário” sobre Gálatas, que, na verdade, consistia de um livro de 85 páginas intitulado The Law in the Book of Galatians [A Lei no Livro de Gálatas], cujo objetivo era se contrapor à posição de Waggoner.
Terceiro, tentou usar a Assembleia da Associação Geral de 1886 para colocar Jones, Waggoner e seus “falsos ensinos” no devido lugar, fazendo, assim, a denominação retornar para o rumo certo. O presidente da Associação Geral entregou a cada participante um exemplar de seu livro. E o mais importante: organizou uma comissão teológica para resolver, de uma vez por todas, as questões debatidas.
No entanto, as esperanças de Butler sobre elaborar uma declaração dogmática que definisse a verdade sobre os temas controversos, sem deixar espaço para dúvidas, foram frustradas. A comissão de nove membros ficou dividida, cinco contra quatro. Butler relatou: “Tivemos uma argumentação de várias horas, mas nenhum dos lados se convenceu.” A dúvida seguinte, notou ele, “foi se deveríamos levar o assunto para a Assembleia e ter um grande embate público a esse respeito.” Sendo um político astuto, percebeu que isso lhe causaria mais problemas.
Tanto Butler quanto Ellen White se recordariam da Assembleia da Associação Geral de 1886 como uma “reunião terrível”. Ele constatou que foi uma das mais infelizes de que participou, ao passo que ela destacou que “Jesus estava triste e ofendido na figura de seus santos”. Ela se incomodou sobretudo com a “rispidez”, o “desrespeito e a falta de amor e simpatia entre os irmãos” (Ct 21, 1888; Man. 21, 1888). A dinâmica das reuniões de Mineápolis já estava pronta.
A maior perda da Assembleia de 1886 foi de Dudley Canright, forte apoiador da posição de Butler sobre a lei. Ao que parece, ele percebeu que a posição tradicional do adventismo era problemática. Reconheceu que Butler e seus amigos “exaltavam a lei acima de Cristo”. Contudo, em vez de adotar o ponto de vista de Waggoner, de que os Dez Mandamentos conduziam os seres humanos a Cristo, Canright abandonou tanto o adventismo quanto a lei e se transformou em um dos antagonistas mais agressivos da denominação.
Não há assunto mais importante do que a exaltação de Jesus.
Guia-nos, Senhor, enquanto meditamos, por meio da história do adventismo, sobre o papel de Cristo em nossa vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen White Tenta Equilibrar as CoisasBem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra. Mateus 5:5
Ellen White estava cada vez mais preocupada com a igreja e com os rumos que ela tomava. Por isso, expressou alguns de seus pensamentos e temores em uma carta a Jones e Waggoner, em 18 de fevereiro de 1887. Ela enfatizou: “Corremos o risco de que nossos ministros estejam se demorando demais nas doutrinas e pregando discursos excessivos sobre questões argumentativas, quando a própria alma deles necessita de religiosidade prática. […] Concentramo-nos muito pouco nas maravilhas da redenção. Necessitamos que tais assuntos sejam apresentados de forma mais completa e contínua. […] Corremos o risco de que mantenhamos os discursos e os artigos impressos como a oferta de Caim, desprovidos de Cristo” (Ct 37, 1887).
Parte da carta era uma repreensão a Jones e Waggoner por tornarem públicas questões polêmicas numa época de crise, e por certos traços de caráter indesejáveis que demonstravam.
Uma cópia da carta reprovando Jones e Waggoner foi enviada a Butler. Exultante com seu conteúdo, ele a interpretou erroneamente como uma confirmação de sua posição sobre a lei. Em estado de euforia, escreveu para Ellen White que havia aprendido a “amar” os dois jovens, observando que sentia pena deles. “Sempre fico com pena daqueles que sofrem tamanho desapontamento.” Apesar da “pena”, Butler alegremente publicou um artigo agressivo na Review de 22 de março, promovendo sua opinião sobre os dois tipos de lei.
Para usar um termo bem brando, Ellen White ficou chateada com Butler pelo uso de sua carta a Jones e Waggoner. Em 5 de abril de 1887, ela disparou uma epístola para Butler e Smith, alegando que a única razão para ter enviado uma cópia de sua carta aos dois homens mais jovens era que eles precisavam ter a mesma cautela ao levar dissensões a público. No entanto, o fato de Butler ter reaberto a batalha publicamente foi apenas mais uma oportunidade para Waggoner contra-argumentar.
À medida que Ellen White começou a entender o caso com mais clareza, ficou mais enérgica em relação aos métodos arbitrários da liderança da Associação Geral. “Precisamos trabalhar como cristãos”, escreveu. Sempre se voltando para as verdades bíblicas, declarou: “Nosso desejo deve ser ficar cheios da plenitude de Deus, além de ter a mansidão e a humildade de Cristo” (Ct 13, 1887).
Tais posturas continuam a ser necessárias para nós.
Senhor, ajuda-nos a ter Tua humildade e Teu espírito, mesmo em tempos de controvérsia teológica.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Espírito dos FariseusHonroso é para o homem o desviar-se de contendas. Provérbios 20:3
Ellen White “discerniu, desde o início do encontro [em Mineápolis], um espírito que a perturbou”, uma atitude que ela nunca vira antes entre os colegas de liderança e pastores. Ela se sentiu incomodada porque era algo “tão diferente do espírito de Jesus, tão contrário ao espírito que deve ser exercido uns para com os outros” (Man. 24, 1888), que ela viria a chamar essa hostilidade de “espírito de Mineápolis” ou “espírito dos fariseus”. A compreensão da atitude exibida em Mineápolis é essencial para compreendermos a dinâmica das reuniões de 1888 e o futuro da história adventista.
Uma descrição completa do espírito de Mineápolis, conforme o retrato feito por Ellen White, teria as características mencionadas a seguir. Primeiro, demonstrava sarcasmo e zombaria em relação aos defensores da reforma da denominação. Alguns, por exemplo, se referiam a Waggoner como o “capacho da irmã White”. Segundo, levava à crítica. Terceiro, muitos manifestavam suspeitas maldosas, ódio e inveja. Quarto, despertava “sentimentos” e atitudes “mordazes”. Quinto, aqueles que o possuíam estavam “embriagados com o espírito de resistência” à voz do Espírito. Sexto, induzia os participantes a falar de maneira calculada para inflamar uns contra os outros a respeito daqueles que defendiam posições doutrinárias contrárias. Sétimo, fomentava contendas e debates doutrinários, em vez de o espírito de Jesus. Oitavo, gerava uma atitude de “jogar com palavras” e “preocupar-se com minúcias” nas discussões doutrinárias. Em suma, o espírito manifesto era “descortês, deselegante e nada cristão”.
Um dos aspectos que mais se destaca no espírito de Mineápolis é que ele resultou do desejo de proteger os antigos “marcos” doutrinários adventistas. Ellen White lastimou o fato de que “uma diferença na aplicação de algumas passagens bíblicas faça os homens esquecerem seus princípios religiosos” (Man. 30, 1889). Ela declarou: “Deus me livre das ideias de vocês […] se recebê-las me tornar tão não cristã em espírito, palavras e obras” (Man. 55, 1890).
A tragédia de Mineápolis foi que, na tentativa de preservar a pureza doutrinária e as interpretações tradicionais das Escrituras, a liderança de Battle Creek perdeu todo seu cristianismo.
Senhor, salva-nos do espírito dos fariseus. Enche-nos do espírito de Jesus em tudo aquilo que tivermos para fazer hoje.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Maior Necessidade do AdventismoBem-aventurado os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Mateus 5:6
“O reavivamento da verdadeira piedade entre nós”, escreveu Ellen White em 1887, “é a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo deve ser nossa primeira ocupação”. Contudo, observou ela, muitos adventistas não estavam preparados para receber a bênção de Deus, e muitos ainda precisavam se converter. “Não há nada que Satanás tema mais, do que a limpeza do caminho do povo de Deus, por meio da remoção de todos os obstáculos, para que o Senhor derrame Seu Espírito sobre uma igreja abatida e uma congregação impenitente” (RH, 22 de março de 1887).
No fim dos anos 1880, Ellen White estava profundamente preocupada com a condição do adventismo. Tantos líderes e membros tinham uma teoria para a verdade, mas não viviam de acordo com ela.
Tal preocupação não era algo novo em seus escritos. Em 1879, ela escreveu: “Bom seria passar cada dia uma hora de reflexão, recapitulando a vida de Jesus da manjedoura ao Calvário. […] Contemplando assim Seus ensinos e sofrimentos, e o infinito sacrifício por Ele feito para redenção da raça humana, podemos revigorar fé, vivificar nosso amor e imbuir-nos mais profundamente do espírito que sustinha nosso Salvador. Caso queiramos afinal ser salvos, todos nós devemos aprender, junto à cruz, a lição de penitência e fé.” Ela prosseguiu dizendo que ansiava “ver nossos pastores se demorarem mais na cruz de Cristo” (T4, p. 374, 375).
A mesma ênfase foi dada durante a Assembleia da Associação Geral de 1883, na qual a Ellen White disse aos ministros reunidos: “Temos de aprender na escola de Cristo. Coisa alguma senão a Sua justiça pode dar-nos direito a uma única das bênçãos do concerto da graça. Por muito tempo desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos porque temos acariciado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tornar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo” (ME1, p. 351).
Mais uma vez, às vésperas do encontro em Mineápolis, ela escreveu: “a ênfase de nossa mensagem deve ser a missão e a vida de Jesus” (RH, 11 de setembro de 1888).
A maior carência do adventismo nos anos 1880 era de Jesus e Seu amor. Essa ainda é nossa principal deficiência.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Identificando o ProblemaProcura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2Timóteo 2:15
Em 5 de agosto de 1888, dois meses antes do início das reuniões da Conferência Geral, Ellen White escreveu uma carta poderosa para os “Caros Irmãos que Se reunirão na Conferência Geral”, colocando o dedo na ferida dos problemas no coração do impasse teológico. Leia a seguir com atenção suas preocupações e os temas que abordou.
“Com a mente humilde e o espírito de Cristo, examinem as Escrituras com cuidado para descobrir qual é a verdade. A verdade em nada perde com a investigação minuciosa. Que a Palavra de Deus fale por si só, que seja a própria intérprete. […]
“Há uma preguiça surpreendente em grande parte de nossa classe de pastores que estão dispostos a deixar outros [isto é, Smith e Butler] examinar as Escrituras por eles; e tomam a verdade dos lábios deles como algo inquestionável, sem saber se é a verdade bíblica pela própria pesquisa individual e pela profunda convicção do Espírito de Deus em seu coração e em sua mente. […]
“Nosso povo precisa compreender as verdades bíblicas de forma mais completa e pessoal, pois certamente será chamado perante concílios; será criticado por mentes aguçadas e críticas. Uma coisa é assentir com a verdade e outra bem diferente é conhecê-la por meio do exame apurado como estudantes da Bíblia. […]
“Muitos se perderão porque não estudaram as Escrituras de joelhos, em oração fervorosa a Deus para que a absorção da Palavra forneça luz a seu entendimento. […]
“Um dos maiores impedimentos ao sucesso espiritual é a grande falta de amor e respeito evidenciados uns pelos outros. […] É obra do inimigo criar um espírito partidário e nutrir sentimentos de separação, mas alguns acham que estão fazendo a obra do Senhor ao fortalecer o preconceito e a inveja entre os irmãos. […]
“A Palavra de Deus é a grande detectora de erros; acreditamos que os equívocos devem ser levados a ela. A Bíblia deve ser o padrão para todas as doutrinas e práticas. Precisamos estudá-la com reverência. Não devemos aceitar a opinião de ninguém sem antes compará-la com as Escrituras. Nela se encontra a autoridade divina, a qual é suprema em questões de fé” (Ct 20, 1888).
Em tais pensamentos, podemos encontrar o rumo para seguir em nossa marcha hoje.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A “Conspiração da Califórnia”Jesus, sabendo o que eles estavam pensando, perguntou: Por que vocês estão pensando assim? Lucas 5:22, NVI
Pensar pode ser bom; mas nem sempre. Sobretudo, quando o pensamento é alimentado por teorias conspiratórias.
Foi esse tipo de pensamento que tomou conta de George Butler e de seus amigos às vésperas da Assembleia da Associação Geral de 1888. O fósforo que pôs fogo na conspiração foi uma carta enviada no fim de setembro por William Healey, um pastor da Califórnia, para Butler, sugerindo que os líderes da igreja no Oeste (Jones, Waggoner, William e Ellen White) haviam elaborado um esquema para modificar a teologia da denominação.
Ao que tudo indica, antes da chegada da carta de Healey, Butler estava emocionalmente estável. Ele não gostava do fato de pontos controversos em Daniel e Gálatas virem à tona, mas as cartas de William e Ellen White enviadas em agosto o haviam convencido da necessidade de permitir que isso acontecesse.
No entanto, o presidente da Associação Geral, já tenso, sentiu-se arrasado ao receber a notícia do que parecia ser uma conspiração organizada poucos dias antes do início das reuniões em Mineápolis. De repente, os acontecimentos dos dois anos anteriores começaram a fazer sentido para ele. O motivo para os White terem pressionado tanto para que a nova teologia de Jones e Waggoner fosse ouvida é que eles estavam todos juntos nessa empreitada. Com certeza, concluiu Butler, tratava-se de uma conspiração das mais perigosas e de uma ameaça às crenças adventistas, as quais já haviam passado pelo teste do tempo.
Tal raciocínio levou Butler a uma correria frenética de última hora para organizar suas forças a fim de resistir àquilo que ele considerava uma coalizão do Oeste, enviando uma série de telegramas e cartas para os delegados, advertindo-os da conspiração e apelando para que “defendessem os marcos antigos”.
Enquanto isso, os White, Waggoner e Jones, bem como os outros delegados da Califórnia, permaneciam na ignorância quanto ao fato de serem vistos como conspiradores, pelo grupo de Battle Creek. Conforme expressou William C. White, ele era “inocente como um cordeiro” acerca daquele desentendimento e isso logo levou a delegação da Califórnia a cair nas mãos dos defensores da teoria da conspiração.
Pensar com sensatez já é difícil, mas quando o raciocínio está manchado com teorias conspiratórias, a tarefa se torna emocionalmente impossível. Precisamos tomar cuidado com esse tipo de pensamento e pedir, em oração, a graça de Deus para nos livrar dele.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Um Líder ConfusoPois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más. Tiago 3:16, NTLH
Que confusão! Essa é a palavra que caracteriza a mente do presidente George Butler, às vésperas da Assembleia da Associação Geral, em 1888. Influenciado pelos pensamentos da “conspiração da Califórnia”, disparou uma carta datilografada de 42 páginas para Ellen White em 1º de outubro, poucos dias antes do início das reuniões, a qual, na melhor das hipóteses, revela um estado de grande confusão mental.
Butler culpou Ellen White pela “exaustão nervosa” que ele estava sofrendo e pelo fato de sua “força cerebral haver esmorecido”. Ele afirmou que deveria “abdicar de todas as posições de responsabilidade na causa”, dizendo que White era o motivo de sua “condição atual mais do que qualquer outra coisa”.
O presidente estava especialmente inflamado em relação à mudança de opinião da Sra. White quanto à natureza da lei de Gálatas. Ele estava, para dizer o mínimo, obcecado com o assunto.
Escreveu: “A abertura dessa questão, como tem acontecido na costa do Pacífico ao longo dos últimos quatro anos, se encontra repleta de mal e somente de mal. Creio firmemente que será motivo de inquietação da mente de muitos dentre nosso povo, despedaçando sua fé na obra como uma unidade. Almas se perderão e desistirão da verdade por causa disso, e haverá uma grande porta aberta para outras inovações entrarem e minarem nossas antigas posições de fé.
“O modo como o assunto tem sido tratado tende a destruir a confiança de nosso povo nos testemunhos. E creio que toda essa questão ajudará ainda mais a minar a confiança em sua obra do que qualquer coisa que já aconteceu até aqui, desde o início desta causa. […] Abalará a fé de muitos dos nossos líderes obreiros nos testemunhos.”
Ele prosseguiu culpando William C. White por boa parte do problema e afirmou que Jones e Waggoner precisavam ser “repreendidos em público”.
Butler acreditava que ele havia sido “ferido na casa de amigos seus”. Com a mente e o coração quebrantados, não compareceu à Assembleia de 1888. E tudo isso, por uma questão que Ellen White lhe dissera não ter importância.
Esses são os fatos. Podemos ficar chocados com Butler, mas quantos de nós nos agitamos por causa de dificuldades teológicas, até nos encontrarmos em um estado semelhante de enfermidade mental e espiritual! Que Deus nos dê a graça de não nos prendermos a minúcias, mas, em vez disso, nos concentrarmos nos grandes temas centrais das Escrituras.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de agosto Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Mensagem de 1888 – 1E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo. João 12:32
Ouvimos muito falar, em nossos dias, sobre a mensagem de 1888. Entretanto, qual é o conteúdo dela? Talvez a melhor síntese se encontre numa carta que Ellen White escreveu alguns anos depois das reuniões de Mineápolis. Leia e ouça com os ouvidos do coração:
“Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus. Muitos perderam Jesus de vista. Deviam ter tido o olhar fixo em Sua divina pessoa, em Seus méritos e em Seu imutável amor pela família humana. Todo o poder foi entregue em Suas mãos, para que Ele pudesse dar ricos dons aos homens, transmitindo o inestimável dom de Sua justiça ao impotente ser humano. Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.
“O Salvador crucificado deve aparecer em Sua eficaz obra como o Cordeiro sacrificado, sentado no trono, para dispensar as inestimáveis bênçãos do concerto, os benefícios que Sua morte concederia a cada alma que nEle cresse. João não podia exprimir em palavras esse amor; era profundo e amplo demais; ele apela à família humana para que o contemple. Cristo intercede pela igreja nas cortes celestiais, lá em cima, rogando por aqueles por quem pagou o preço da redenção – Seu sangue. Os séculos, o tempo, nunca poderão diminuir a eficácia de Seu sacrifício expiatório” (TM, p. 91, 92, itálico acrescentado). Que mensagem!
Os adventistas exaltavam o sábado, o santuário, o estado dos mortos, o segundo advento, mas não exaltavam o suficiente a única Pessoa que dava sentido a todas essas coisas.
Ellen White se uniu a Jones e Waggoner no chamado para que o adventismo mudasse de foco. Você mudou? Se não, por quê?
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Mensagem de 1888 – 2Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Romanos 3:24
Continuamos de onde paramos ontem, na declaração que, sem dúvida, resume melhor a importância da mensagem de Jones e Waggoner em 1888:
“A mensagem do evangelho de Sua graça devia ser dada à igreja em linhas claras e distintas, para que não mais o mundo dissesse que os adventistas do sétimo dia falam na lei, mas não ensinam a Cristo nem nEle creem.
“A eficácia do sangue de Cristo devia ser apresentada ao povo com vigor e poder, para que sua fé se pudesse apropriar de Seus méritos. Como o sumo sacerdote espargia o sangue quente sobre o propiciatório, enquanto a fragrante nuvem de incenso ascendia diante de Deus, assim, ao confessarmos os nossos pecados, e rogarmos a eficácia do sangue expiador de Cristo, devem as nossas orações ascender ao Céu com a fragrância dos méritos do caráter de nosso Salvador. Não obstante nosso demérito, devemos ter sempre em mente que há Um que pode tirar o pecado e salvar o pecador. Todo o pecado reconhecido diante de Deus com um coração contrito, Ele removerá. Tal fé é a vida da igreja. […]
“A menos que torne a ocupação de sua vida contemplar o Salvador levantado, e pela fé aceite os méritos que é seu privilégio suplicar, não mais poderá o pecador ser salvo do que podia Pedro andar sobre as águas, a não ser que conservasse os olhos bem fixados em Jesus. Ora, é o propósito determinado de Satanás eclipsar a visão de Jesus e levar os homens a olhar para o homem, a no homem confiar, e serem educados a esperar auxílio do homem. Por anos tem estado a igreja olhando para o homem, e dele muito esperando, mas sem olhar para Jesus, em quem Se centraliza nossa esperança de vida eterna. Portanto, Deus deu a Seus servos um testemunho que apresentava a verdade como esta é em Jesus, e que é a terceira mensagem angélica, em linhas claras e distintas. […] Este é o testemunho que deve ir por toda a largura e extensão do mundo. Apresenta a lei e o evangelho, unindo os dois num todo perfeito” (TM, p. 92-94, itálico acrescentado).
O pensamento impressionante da mensagem de 1888 era exaltar a Jesus. É impossível exagerar nesse ato. Exalte-O hoje no trabalho, na família, nos esportes, em tudo. Que Ele verdadeiramente seja o Salvador e Senhor de sua vida.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Mensagem de 1888 – 3Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. João 13:35
Nos últimos dois dias, examinamos o cerne da mensagem de 1888 com base em uma carta escrita em 1895. Hoje analisaremos um registro do diário de Ellen White, de fevereiro de 1891:
“Muitos de nossos ministros só fazem sermões, apresentando os assuntos de maneira argumentativa, quase sem mencionar o poder salvador do Redentor. Por nunca terem tomado do Pão vivo do Céu, seu testemunho carece de substância e do sangue salvífico de Jesus Cristo, que purifica de todo pecado. A oferta deles parece a de Caim. […]
“Por que Ele não é apresentado ao povo como o Pão vivo? Porque não mora no coração de muitos que pensam ser seu dever pregar a lei. […] A igreja está faminta do Pão da vida.
“Dentre todos os que se professam cristãos, os adventistas do sétimo dia deveriam ser os primeiros a exaltar Cristo diante do mundo. […] A lei e o evangelho, unidos, convencem do pecado. Embora a lei de Deus condene o pecado, ela aponta para o evangelho, revelando Jesus Cristo. […] Em nenhum discurso devem [a lei e o evangelho] ser separados. […]
“Por que, então, manifesta-se dentro da igreja tamanha falta de amor […]? É porque Cristo não é apresentado constantemente ao povo. Seus atributos de caráter não são levados para a vida prática. […]
“Há o perigo de apresentar a verdade de tal modo que o intelecto é exaltado, deixando a alma dos ouvintes insaciada. É possível apresentar uma teoria correta da verdade, sem manifestar o calor da afeição que o Deus da verdade requer. […]
“A religião de muitos se parece com um pedaço de gelo – frio e congelante. […] Tais pessoas não conseguem tocar o coração dos outros, uma vez que o próprio coração não transborda com o amor bendito que flui do coração de Cristo. Há outros que falam da religião como algo que depende da vontade. Demoram-se no severo dever como se fosse um mestre a governar com cetro de ferro – um mestre rígido, inflexível, todo-poderoso, desprovido do terno e doce amor e da bondosa compaixão de Cristo” (Man. 21, 1891).
Ajuda-nos, Pai, a compreender o sentido do evangelho e o que ele deve operar em nossa vida. Amém.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Na Conferência Geral – 1Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela. Provérbios 18:19, NVI
Nem todas as reuniões da igreja são igualmente agradáveis. Infelizmente, o encontro em Mineápolis caiu no lado negativo desse espectro. O jornal de Mineápolis, em 13 de outubro, alardeou que os adventistas eram “um povo peculiar, que guarda o sábado como se fosse o domingo reverencia os profetas e crê que o fim do mundo está próximo”.
Em 19 de outubro, o jornal relatou que os adventistas “abordam problemas difíceis de teologia com o mesmo ímpeto que um homem enérgico usaria para cortar uma pilha de lenha”. A publicação poderia ter acrescentado que eles, em seu debate teológico, usavam a mesma “delicadeza” de alguém cortando lenha. O espírito agressivo que foi demonstrado era justamente o que Ellen White temia acontecer.
A Assembleia da Associação Geral se reuniu na recém-construída igreja de Mineápolis, entre os dias 17 de outubro e 4 de novembro. Uma semana antes, um concílio pastoral havia ocorrido. Embora os itens administrativos tenham se restringido à assembleia maior, os debates teológicos se estenderam aos dois eventos. Waggoner observou, no fim da sessão, que os três principais itens teológicos da agenda haviam sido os dez reinos de Daniel 7, o papado e a proposta de lei dominical, e “as várias relações entre lei e evangelho, sob o tema geral da justificação pela fé”.
Desses três, o único que não dividiu a liderança adventista em Mineápolis foi a questão da liberdade religiosa. Todos concordavam que o projeto de lei dominical para todo o país representava um sinal terrível da história profética, ligado a Apocalipse 13 e 14. O resultado foi que ninguém questionou os sermões de Alonzo Jones sobre liberdade religiosa.
A assembleia votou três ações ligadas à questão dominical: publicar os sermões de Jones sobre o assunto, custeá-lo em uma viagem para divulgar o tópico e nomeá-lo líder de uma delegação de três pessoas que testemunhariam diante de uma comissão do Senado dos Estados Unidos.
Portanto, no fim da assembleia, Jones estava a caminho de se tornar um defensor da liberdade religiosa em tempo integral, posição na qual daria algumas de suas contribuições mais importantes à Igreja Adventista.
Pai, enche-nos de Teu Espírito, sobretudo em tempos difíceis, para aprendermos a trabalhar juntos de maneira mais eficaz.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Na Conferência Geral – 2Assim, a Lei foi o tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Gálatas 3:24, NVI
O debate sobre os dez chifres de Daniel 7 em Mineápolis não lançou muita luz teológica sobre o assunto. Sua principal contribuição foi o aumento da tensão, quando Smith disse que a mera discussão do tema era “completamente desnecessária” e equivalia a “rasgar em pedaços uma antiga verdade”. Jones alegou que não deveria ser responsabilizado pela ignorância de Smith em relação a determinados temas, ao que Ellen White respondeu: “Não seja tão mordaz, irmão Jones, não seja tão mordaz.”
Em contrapartida, ocorreu avanço teológico genuíno na área da justificação pela fé. Um dos fatos interessantes das reuniões de 1888 foi que, embora os lados opostos tenham começado com ênfase na questão da lei em Gálatas, o principal resultado do debate foi uma nova ênfase na justificação pela fé. Para muitos, é um mistério como isso aconteceu.
Waggoner deve receber o crédito pelo novo rumo que a discussão tomou. Ele fez a escolha estratégica de não só debater a lei em Gálatas, mas também suscitar o tema mais amplo da salvação em termos de lei e evangelho, para depois abordar a epístola dentro desse contexto.
Portanto, mesmo tendo feito pelo menos nove discursos sobre a lei e o evangelho, os cinco ou seis primeiros enfocaram a justificação pela fé. Só depois é que ele tratou mais especificamente de Gálatas. Isso colocou a controvérsia sobre Gálatas em segundo plano, trazendo o tema da salvação para a frente do debate.
De acordo com a teologia de Waggoner, a lei encontrada nos Dez Mandamentos nos leva “para Cristo, a fim de sermos justificados pela fé”. Ellen White o apoiava nesse ponto. Ela disse aos delegados: “Veja a beleza da verdade na apresentação da justiça de Cristo em relação à lei, como nos expôs o doutor. […] [Ela] harmoniza perfeitamente com a luz que Deus aprouve me dar durante todos meus anos de experiência” (Man. 15, 1888).
Waggoner construiu uma ponte entre a lei e o evangelho, esclarecendo a função evangélica dos Dez Mandamentos. A lei continua a desempenhar a mesma função em nossa vida. Além de elevar o ideal de Deus, leva os indivíduos que dEle se afastaram a buscar perdão e justificação em Cristo.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
31 de agostoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Apelos à Autoridade Humana – 1Pois que diz a Escritura? Romanos 4:3
O que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto? Essa foi a pergunta de Paulo enquanto refletia sobre a justificação pela fé no livro de Romanos. Essa também foi a pergunta dos primeiros adventistas guardadores do sábado. Eles eram um povo radicalmente comprometido com a Bíblia, que se recusava a usar a tradição, a autoridade da igreja, o conhecimento acadêmico ou qualquer outra forma de autoridade religiosa para responder a suas inquietações teológicas. Eram o povo da Bíblia.
As coisas haviam mudado entre a liderança adventista do fim dos anos 1880. Na era de Mineápolis, eles tentaram usar pelo menos quatro formas de autoridade humana para resolver as controvérsias teológicas que assolavam a igreja.
A primeira estava ligada às posições de autoridade. Butler, com sua vontade férrea, achava-se particularmente suscetível a essa abordagem. Seu conceito de que os líderes tinham uma “visão mais clara” e uma posição mais importante que a de seus seguidores o predispunha a abusos de autoridade. Ellen White o repreendeu em outubro de 1888 por favorecer aqueles que concordavam com ele, ao passo que via com suspeita os que “não se sentiam obrigados a aceitar suas impressões e as ideias de seres humanos, [agindo] somente como eles agem, [falando] só como eles falam, [pensando] apenas como eles pensam, transformando-se, na verdade, em menos do que máquinas” (Ct 21, 1888).
A abordagem do presidente da Associação Geral ao incentivar os adventistas “a esperar que um homem pense por eles e lhes sirva de consciência” havia, aos olhos da Sra. White, criado muitos indivíduos inseguros que eram “incapazes de se manter firmes na posição do dever” (Ct 14, 1891).
Discordando da posição autoritária em questões bíblicas e doutrinárias, Ellen White destacou, em dezembro de 1888: “não devemos considerar que o pastor Butler ou o pastor Smith são os guardiães das doutrinas adventistas do sétimo dia e que ninguém pode ousar exprimir uma ideia diferente da deles. Meu apelo tem sido: estudem as Escrituras por si mesmos. […] Nenhum ser humano deve servir de autoridade para nós” (Ct 7, 1888; itálico acrescentado).
É assim que deve ser. A Palavra de Deus, encontrada na Bíblia, é a autoridade de todo cristão. Era dessa forma em 1888 e continua a ser hoje. Com isso em mente, como fez o apóstolo Paulo, precisamos iniciar cada dia com a pergunta: “Que diz a Escritura?”
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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Esse post foi publicado em 08 - Agosto, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 e marcado , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – AGOSTO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

  1. Keyla Maria do Nascimento disse:

    Buscar a Deus nas primeiras horas de cada manhã é o primeiro passo para a santificação!

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