Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – JUNHO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações Diárias – JUNHO 2015 – Ligado na Videira – clique no dia desejado:
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1º de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Retrospectiva da Organização – 1Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Efésios 4:15, 16
A organização da Associação Geral marcou o fim de uma era na história adventista. Os adventistas do sétimo dia deixaram um formato quase desprovido de estrutura para assumir outro levemente hierárquico.
Os White (líderes “não oficiais” da igreja) estavam bem satisfeitos com a nova organização. Os dois tinham vivenciado bem de perto a condição caótica do adventismo durante o fim dos anos 1840 e início da década de 1850. Por isso, nunca deixaram de elogiar a autoridade da igreja exercida de maneira adequada.
Ellen White escreveu uma de suas declarações mais fortes sobre o valor da organização em 1892. Olhando para o passado, recordou: “Enfrentamos uma luta difícil para estabelecer a organização. Apesar de o Senhor dar testemunho após testemunho sobre o assunto, a oposição era ferrenha e precisava ser enfrentada vez após vez. Mas sabíamos que o Deus de Israel estava nos conduzindo e guiando mediante Sua providência. Engajamo-nos na obra de organização, e prosperidade marcante resultou desse movimento de avanço. […]
O sistema de organização demonstrou ser um grande sucesso. […] Não permita que ninguém abrigue o pensamento […] de que podemos prescindir da organização. Foi-nos necessário bastante estudo e muitas orações pedindo sabedoria, as quais sabemos que Deus respondeu, para criar essa estrutura. Ela foi erguida sob a orientação divina. […] Não deixe nenhum de nossos irmãos se enganar e tentar lançá-la por terra, pois você acarretará uma condição com a qual não sonhou. Em nome do Senhor, eu lhe declaro que ela precisa permanecer, ser fortalecida, estabelecida e consolidada. […] Que todos sejam extremamente cautelosos e não inquietem a mente com coisas que Deus ordenou para nossa prosperidade e sucesso no avanço de Sua causa” (Carta 32a, 1892).
Deus acredita na organização, e eu também. A propagação do evangelho eterno e dos outros ensinos de Apocalipse 14 a todo o mundo não aconteceu por acidente. Os adventistas desenvolveram a organização para fazer avançar a missão denominacional. Foi isso que aconteceu. O sucesso da decisão de criar uma Associação Geral, em maio de 1863, para servir de órgão coordenador, deixaria absolutamente surpresos aqueles que votaram a favor de tal passo. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Retrospectiva da Organização – 2Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho que o Espírito Santo entregou aos seus cuidados. Atos 20:28, NTLH
A força propulsora por trás da iniciativa de organização era um complexo integrado de ideias. Uma das mais importantes era a crescente compreensão da missão da igreja, baseada na Bíblia. Em 1861, alguns líderes da denominação concluíram que precisavam alcançar o mundo e, em 1863, a recém-formada comissão diretiva da Associação Geral começou a discutir o envio de um missionário para terras estrangeiras. Uma visão mais ampla da missão levou a um reconhecimento mais abrangente da necessidade de desenvolver uma organização adequada para custear essa missão. Em suma, Tiago White e outros passaram a perceber gradualmente que nenhum esforço missionário significativo poderia ser realizado sem um sistema racional e eficaz de apoio financeiro.
Uma segunda realidade que ajudou Tiago e seus companheiros de fé a expandir seu conceito de estrutura da igreja foi a necessidade de manter a unidade doutrinária. Em 1864, ele contrastou os bons frutos da organização adventista do sétimo dia com a “condição miseravelmente confusa daqueles que rejeitam a organização”.
George Butler desenvolveu essa linha de raciocínio um pouco mais em 1873, quando escreveu: “Somos um povo completamente organizado, e nossa organização não se baseia em meras aparências, mas em um sólido fundamento. Depois de lutar contra todo tipo de influência interna e externa, agora somos uma unidade, falamos a mesma coisa de um oceano a outro, e não é fácil nos quebrar em pedaços.”
A questão doutrinária, é claro, estava fortemente ligada à missão. Como os membros se encontravam unidos na doutrina, mostravam-se dispostos a se unir na missão de levar a mensagem aos extremos dos Estados Unidos e, futuramente, a todo o mundo.
Por fim, foi a missão da igreja que exigiu uma estrutura eclesiástica adequada. Conforme Tiago White observou repetidas vezes: “Não foi a ambição de criar uma denominação que levou à organização, mas, sim, a pura necessidade do caso.”
Para Tiago, em 1871, a marca de um sistema adequado era ver “a engrenagem funcionando bem”. Ao mesmo tempo, os primeiros adventistas buscavam basear suas estruturas organizacionais em um fundamento que se encontrasse em harmonia com os ensinos bíblicos sobre os princípios subjacentes à natureza e missão da igreja. No longo prazo, a organização consistiu num subproduto da compreensão bíblica da igreja de seu papel de advertência ao mundo no tempo do fim antes do segundo advento. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Bons e Velhos Tempos Eram Terríveis – 1Acaso, não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médico? Jeremias 8:22
Certa vez, C. P. Snow escreveu: “Ninguém, em sã consciência, escolheria nascer em uma época passada, a menos que tivesse a certeza de que pertenceria a uma família próspera, desfrutaria ótima saúde e conseguiria aceitar estoicamente a morte da maioria de seus filhos.”
Para ser claro, os bons e velhos tempos não eram, nem de perto, tão maravilhosos quanto a nostalgia faz parecer. A expectativa de vida ao nascer [nos Estados Unidos] era de 32 anos em 1800, 41 em 1850, 50 em 1900 e 67 em 1950. A expectativa de vida atual das mulheres nos Estados Unidos é de cerca de 80 anos, e a dos homens, um pouco inferior. Por que a mudança? A resposta é simples: melhores hábitos, saneamento e assistência médica.
Os hábitos de saúde da maioria das pessoas no século 19 deixavam muito a desejar. Os abastados engoliam grandes quantidades de alimento com toda rapidez e, para piorar, boa parte do que comiam não era saudável. As frutas e verduras eram evitadas por muitos, pois acreditavam que uma epidemia mortal de cólera, de 1832, fora ocasionada pelas frutas. Além disso, muitos suspeitavam que as frutas e verduras causavam prejuízos maiores às crianças. Noções básicas de nutrição eram desconhecidas. Além disso, até mesmo os bons alimentos costumavam ser encontrados em péssimas condições, por causa do processamento antihigiênico e da falta de refrigeração.
É claro que a alimentação era apenas parte do problema da saúde. O hábito de tomar banho, por exemplo, também era insatisfatório. A maioria se banhava raramente, e algumas autoridades afirmavam que o norte-americano comum nos anos 1830 nunca havia tomado um banho na vida. Em 1855, a cidade de Nova York tinha apenas 1.361 banheiras para seus 630 mil habitantes. Em 1882, somente cerca de 2% das casas de Nova York tinham água encanada.
Em 1872, quando Ellen White recomendou às “pessoas que estão com saúde” a tomar “pelo menos dois banhos por semana” (T3, p. 70), estava à frente no aspecto de cuidados pessoais com a saúde. Quando lemos os escritos de Ellen White e de outros reformadores de saúde de sua época, precisamos avaliá-los naquele contexto de ignorância, doença e morte. Podemos louvar ao Senhor por vivermos em dias melhores. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Bons e Velhos Tempos Eram Terríveis – 2Também haverá um lugar fora do acampamento, para onde irás. Dentre as tuas armas terás um porrete; e, quando te abaixares fora, cavarás com ele e, volvendo-te, cobrirás o que defecaste. Deuteronômio 23:12, 13
Talvez você ache o texto de hoje estranho para um devocional, mas a verdade é que Deus se importa com todos os aspectos de nossa vida. Se os seres humanos tivessem seguido as instruções das Escrituras para a saúde ao longo da história, milhões de vidas teriam sido salvas de doenças e epidemias. Caso tais vidas fossem as de seus queridos, você agradeceria ao Senhor por textos como este de Deuteronômio.
O saneamento básico era um dos problemas de saúde nos Estados Unidos no meio do século 19. Até mesmo lares de classes média e alta tinham privadas do lado de fora. A cidade de Nova York, por exemplo, só contava com 10.388 banheiros internos, em 1855. E o vazamento de latrinas coletivas contribuía para a proliferação de bactérias nos lençóis freáticos.
As cidades não cuidavam do lixo. A maior parte acabava nas ruas, para os suínos esbanjarem livremente. Nos anos 1840, Nova York contava com milhares de porcos que ajudavam a cuidar do problema.
É claro que havia ainda fezes de cavalo em todos os lugares, que, durante o clima úmido, misturavam-se com a lama das ruas, quase todas sem pavimento. Quando o tempo estava seco, isso se transformava em uma poeira rica em substâncias maléficas que soprava sobre todos. Na cidade de Nova York, em 1900, os cavalos depositavam mais de mil toneladas de esterco e quase 16 mil litros de urina nas ruas por dia. H. L. Menken descreveu certa cidade norte-americana como um “fedor sólido”. A vida rural não era muito mais saudável, uma vez que a maioria das casas era cercada por “uma expansão de sujeira e estrume”.
Os “bons e velhos tempos” eram uma época de ignorância, a qual cobrava um alto preço em vidas humanas. Por exemplo, a epidemia de febre amarela que ocorreu em 1878, em Memphis, Tennessee, matou 5.150 pessoas, de uma população de 38.500. As pessoas atribuíam a febre amarela e outras epidemias ao ar ruim, que as autoridades chamavam de “miasma”. Por isso, muitos tinham o costume de dormir em quartos mal ventilados ou completamente fechados, a fim de conservar a saúde.
Obrigado, Deus, pelas coisas simples da vida, como a água limpa e o ar puro. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Bons e Velhos Tempos Eram Terríveis – 3Nisto, chegou uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Ela havia gastado com os médicos tudo o que tinha, mas ninguém havia conseguido curá-la. Lucas 8:43, NTLH
Durante a maior parte do século 19, se você adoecesse, com certeza não sentiria vontade de ir a um hospital. A permanência ali costumava ser uma sentença de morte em uma era anterior ao conhecimento dos germes. As epidemias eram visitas regulares naquelas instituições anti-higiênicas, originalmente fundadas para atender os pobres. Na década de 1840, o hospital era o último recurso. As pessoas que tinham condições contavam com atendimento domiciliar.
Infelizmente, a prática médica domiciliar não era muito sofisticada. As doenças eram tratadas como um desequilíbrio nos “humores” corporais. A cura consistia em reequilibrá-los. O primeiro passo nesse processo envolvia extrair parte do “excesso” de sangue, em geral, de 500 ml a um litro. A “purificação” do corpo costumava vir após a sangria. Em geral, os médicos realizavam isso por meio da administração de drogas poderosas, muitas vezes compostas, em parte, por mercúrio e estricnina, substâncias que hoje sabemos serem extremamente venenosas.
No entanto, numa época em que se acreditava que febre, diarreia e vômito eram sintomas de recuperação, tais drogas provocavam o efeito desejado de esvaziar o corpo rápida e violentamente do excesso de fluidos.
As cirurgias não envolviam anestesia. É só nos lembrarmos de Uriah Smith sofrendo a amputação de uma perna na mesa da cozinha, sem nenhum anestésico, apenas segurando a mão da mãe. Mesmo após a cirurgia, a perspectiva de recuperação era pouca, ao se considerar a falta de condições sanitárias.
Quanto estudo era necessário para alguém se tornar um médico? Não era preciso muito. Quatro a oito meses, em instituições que conferiam diplomas em série garantiam a formatura em medicina, mesmo se a pessoa não tivesse concluído o ensino médio. Não surpreende que Oliver Wendell Homes tenha declarado: “Se todos os materiais médicos usados hoje fossem parar no fundo do mar, seria ótimo para a humanidade e péssimo para os peixes.” Edson, filho de Ellen White, tinha um desses diplomas em medicina. Num gracejo sobre sua experiência, disse que o médico “é o vilão, […] e a velha fábrica de médicos em série deveria ser jogada no [rio] Delaware”.
O erro mata. A verdade liberta. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Surgimento dos Reformadores de SaúdeE conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32
É no contexto da ignorância relativa à saúde que presenciamos a ascensão do movimento norte-americano de reforma da saúde durante os anos 1830. Um dos reformadores mais influentes e representativos foi Sylvester Graham. Obtemos um vislumbre de suas ideias em um artigo de 1837 extraído do The Graham Journal. Segundo ele: (1) “os principais alimentos devem ser verduras e frutas”; (2) o pão deve ser feito de farinha não refinada; (3) “pode-se usar um bom creme, em vez de manteiga”; (4) a comida deve ser totalmente mastigada; (5) “carne e peixe […] é melhor omitir”; (6) deve-se evitar gordura, molhos pesados e condimentos apimentados; (7) “todo o tipo de estimulante, como chá, café, vinho, tabaco (em todas as suas formas), cidra, cerveja […] estão proibidos”; (8) “água pura e fresca” é a melhor bebida; (9) “a última refeição do dia deve ser leve” e consumida de três a quatro horas antes de se deitar; (10) “não se deve comer nada entre as refeições”; (11) evite comer demais; (12) “a abstinência sempre é melhor do que tomar remédio”; (13) deve-se dormir cerca de sete horas por dia em um “quarto com ventilação adequada”; (14) evite roupas apertadas; (15) “banhos [até mesmo diários] em água morna ou fria são muito recomendados; (16) “exercitar-se ao ar livre é muito necessário”; e (17) o pão só deve ser consumido de 12 a 24 horas depois de pronto.
Para os reformadores religiosos, as leis de saúde eram divinas. Por isso, Theodore Dwight Weld afirmava: “estas são leis de Deus, assim como ‘Amarás o Senhor de todo o teu coração’ e ‘Amarás o próximo como a ti mesmo.’” Obedecer a essas orientações significava um corpo saudável, ao passo que a desobediência traria enfermidade. A escolha, sugeriu Weld, era “entre obedecer a Deus e resistir a Ele, preservar a vida ou destruí-la, guardar o sexto mandamento ou cometer suicídio”.
Claramente relacionada ao movimento de reforma da saúde e muito compatível com ele foi a ascensão de formas de prática médica que se opunham às técnicas de medicação e sangria da medicina padrão da época. Uma delas, a hidroterapia, recomendava a aplicação interna e externa de água para fins terapêuticos. Os médicos da cura pela água costumavam adotar o sistema de saúde proposto por Graham.
Às vezes, os adventistas acham que a reforma da saúde se originou em nossa igreja. Mas não! Deus ama todas as pessoas e toca o coração de muitas para aliviar os ais de um planeta doente. Graças ao Senhor pela extensão de Sua misericórdia! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen White e os Reformadores de Saúde – 1Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o Seu rosto sobre nós […] para que sejam conhecidos na Terra os Teus caminhos, a Tua salvação entre todas as nações. Salmos 67:1, 2, NVI
Aqueles que têm conhecimento dos conselhos de Ellen White sobre saúde reconhecem que ela estava em harmonia com a maior parte das opiniões dos reformadores de saúde. Logo, estava em boa companhia quando rejeitou o “uso de drogas venenosas”, que, “em lugar de ajudar a natureza, estão de contínuo paralisando os seus esforços” (CBV, p. 126; MS, p. 224).
Em um tom mais positivo, Ellen White apoiou os reformadores na recomendação dos remédios naturais: “Ar puro, luz solar, abstinência, repouso, exercício, regime conveniente, uso de água e confiança no poder divino” (CBV, p. 127).
Os adventistas estavam cientes da concordância de Ellen White com os reformadores de saúde de sua época, assim como de suas contribuições específicas. Por isso, J. H. Waggoner escreveu em 1866: “Não professamos ser pioneiros nos princípios gerais da reforma de saúde. Os fatos em que esse movimento se baseia foram elaborados, em grande escala, por reformadores, médicos e escritores sobre fisiologia e higiene espalhados pela terra. Mas afirmamos que, pelo método da escolha divina [conselhos de Ellen White], a reforma foi mais clara e poderosamente explanada, causando um efeito que não poderíamos esperar de outra fonte.
“Quando consideradas meras verdades fisiológicas e higiênicas, podem ser estudadas por alguns em seu tempo livre e deixadas de lado por outros, como se não houvesse consequências; mas quando a reforma da saúde é colocada no mesmo nível das grandes verdades da terceira mensagem angélica, por sanção e autoridade do Espírito de Deus, e considerada o meio que dará a um povo fraco forças para vencer, além de limpar nosso corpo enfermo e adequá-lo para sermos trasladados, ela se torna parte essencial da verdade presente.”
Uma das contribuições de Ellen White foi a integração da mensagem da reforma de saúde à teologia adventista.
Desde a primeira vez em que ela escreveu sobre o assunto em 1863 até o presente, os adventistas do sétimo dia têm tido um estilo de vida distinto. A longevidade dos adventistas praticantes da reforma de saúde tem sido demonstrada para o mundo. Esse conceito de saúde deve estar presente em todas as áreas de nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen White e os Reformadores de Saúde – 2Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. João 16:12
Os adventistas nem sempre foram reformadores de saúde. Veja o exemplo das carnes imundas. Em novembro de 1850, Tiago White constatou que alguns dos guardadores do sábado estavam “perturbados a respeito da ingestão de carne suína” e que alguns se abstinham dela. Ele não objetava a essa prática, mas declarou: “De forma alguma acredito que a Bíblia ensina que seu uso adequado, na dispensação do evangelho, seja pecaminoso.” Sua verdadeira objeção era a indivíduos que distraíam outros do centro da mensagem: o sábado na perspectiva do tempo do fim.
Anos depois, sua esposa escreveu a uma mulher chamada Curtis, dizendo que a ingestão de carne suína não era prova de fé. Tiago escreveu no verso: “Para que você saiba qual é nossa posição sobre esse assunto, devo dizer que acabamos de abater um porco de 90 quilos.”
Em 1859, Ellen White aconselhou Stephen N. Haskell e outros: “Suas ideias sobre a carne de porco não seriam prejudiciais se vocês as retivessem para si mesmos, mas, em seu julgamento e opinião, os irmãos têm feito dessa questão uma prova, e seus atos têm demonstrado o que vocês creem sobre isso” (T1, p. 206, 207).
Ela prosseguiu afirmando: “Se Deus achar por bem que Seu povo se abstenha da carne de porco, Ele nos convencerá a respeito. […] Se for dever da igreja abster-se da carne de porco, Deus o revelará a mais do que duas ou três pessoas. Ele ensinará a Sua igreja o dever dela.
“Vi que os anjos de Deus não levariam Seu povo mais depressa do que pudesse compreender e agir segundo as importantes verdades que lhe são comunicadas. Mas alguns espíritos inquietos […] anseiam por algo novo e apressam-se […] causando assim confusão e discórdia nas fileiras. Eles não falam nem agem em harmonia com a igreja” (ibid., p. 207).
Ellen White sempre manteve a firme convicção de que Deus estava formando um povo e quando este se unia em determinado assunto (mas não antes disso), Ele o guiaria para o passo seguinte. O progresso até 1863 fora bem claro. Primeiro eles se uniram em doutrina, depois, na organização. Só então ficaram prontos para receber a guia divina acerca da reforma de saúde e de outras questões de estilo de vida. A orientação divina sempre se pauta por uma lógica. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Mas Havia um Reformador de SaúdeO Senhor afastará de ti toda enfermidade. Deuteronômio 7:15
Assim como em tantas outras áreas, José Bates foi pioneiro na reforma de saúde. Em 1821, o capitão abandonou as bebidas destiladas, por perceber que aguardava com mais expectativa sua dose diária do que o alimento. Logo depois, deixou o vinho em 1822, o tabaco em 1823, e todas as outras formas de álcool em 1824. Em 1831, parou de consumir chá e café. Ele escreveu: “Essas substâncias causavam um efeito tão forte em meu organismo inteiro que eu só conseguia descansar ou dormir depois da meia-noite.”
Em seguida, vieram os alimentos cárneos. Ele se recorda: “Em fevereiro de 1843, resolvi que não comeria mais carne. Alguns meses depois, parei de consumir manteiga, gordura, queijo, tortas e bolos recheados.”
Ele ficou atento às vantagens da alimentação vegetariana pela primeira vez em 1820, ao descobrir que dois trabalhadores irlandeses que se alimentavam a base de batata produziam mais do que sete a oito de seus homens consumidores de carne. Mais tarde, escritores como Sylvester Graham o levaram ainda mais longe.
A vida de Bates era uma propaganda dos benefícios da reforma de saúde. Em contraste com quase todos os outros líderes, sua saúde era excepcional. Desde que deixou o mar no fim dos anos 1820, só sabemos de duas ocasiões em que ele adoeceu, provavelmente, de malária.
Aos 79 anos de idade, testemunhou em uma convenção de saúde: “Minhas convicções anteriores eram que, caso me fosse permitido viver até esta idade, eu seria um inválido sofredor, por causa de minha exposição precoce à vida do mar. Contudo, graças a Deus, […] encontro-me completamente livre de incômodos e dores, com a alegre perspectiva de que, se continuar a reforma e abandonar todo erro, eu me apresentarei, com os seguidores remidos do Cordeiro, sem falta perante o trono de Deus.”
No entanto, antes do início da década de 1860, Bates era um reformador de saúde silencioso sobre o assunto. Quando lhe perguntavam por que não fazia uso de determinados alimentos, sua resposta costumeira era: “Já comi demais esse tipo de coisa.” Tiago White relata: “Ele não mencionava seus pontos de vista sobre a alimentação adequada em público naquela época, nem em particular, a menos que lhe perguntassem sobre o assunto.” Entretanto, isso mudou em 1863.
Devemos refletir sobre o elo entre vida saudável e saúde vigorosa. Tal relação não era acidental na vida de Bates e tampouco será na nossa. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Visão da Reforma de SaúdeAcaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus? 1Coríntios 6:19
Dias atrás, destacamos que o conhecimento da verdade é progressivo e que Deus conduz Seu povo passo a passo. Foi assim com a reforma de saúde. Depois que os passos doutrinário e organizacional foram dados, as questões relativas ao estilo de vida (inclusive a reforma de saúde) foram a etapa seguinte no desenvolvimento do adventismo e da verdade presente.
No dia 6 de junho de 1863, apenas quinze dias depois da criação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen White teve uma das visões mais influentes de todo seu ministério. Mais tarde, naquele dia, ela escreveu: “Vi que agora devíamos ter especial cuidado da saúde que Deus nos deu, pois nossa obra ainda não tinha sido realizada. […] Vi que devemos incentivar uma disposição mental cheia de ânimo, esperança e paz, pois nossa saúde depende de fazermos isso. […] Quanto mais perfeita for nossa saúde, tanto mais perfeito será o nosso trabalho.
“Não devemos confiar o cuidado de nós mesmos a Deus, para que Ele zele e cuide daquilo que Ele nos encarregou de vigiar e cuidar. Não é seguro, nem agrada a Deus que violemos as leis da saúde, pedindo então que Ele cuide de nossa saúde e nos livre de doenças, quando estamos vivendo diretamente ao contrário de nossas orações.
“Vi que era um dever sagrado zelar de nossa saúde, e despertar outros para seu dever […]. Temos, porém, o dever de falar e de batalhar contra a intemperança de toda espécie – intemperança no trabalho, no comer, no beber e no uso de medicamentos – indicando-lhes então o grande remédio de Deus: água, água pura, para doenças, para a saúde, para higiene e como um prazer” (ME3, p. 279, 280).
Embora se tratasse de um conselho pessoal para Tiago e Ellen, ele também se aplicava à igreja como um todo. “Vi”, escreveu ela, “que não devemos calar-nos a respeito do assunto da saúde, mas despertar as mentes para ele” (ibid., p. 280).
Foi isso que ela buscou fazer. Desse momento em diante, seu ministério escrito se concentrou consideravelmente na necessidade e no dever de conservar a saúde.
E o momento não poderia ser mais propício. O esposo estava à beira de um derrame debilitador que limitaria seu ministério pelo restante da vida. Além disso, eles haviam perdido dois dos quatro filhos recentemente, e grande parte da liderança da igreja lutava com doenças crônicas.
Nada seria mais necessário naquela época do que a bênção de uma boa saúde. E essa verdade continua válida hoje. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Uma Segunda Visão Sobre a Reforma de SaúdeEle os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dEle. 1Coríntios 6:20, NTLH
“Na visão que me foi dada em Rochester, Nova York, em 25 de dezembro de 1865, foi-me mostrado que nosso povo, os observadores do sábado, têm sido negligentes em agir sob a luz que Deus lhes deu, com respeito à reforma de saúde; que ainda há uma grande obra diante de nós.” (T1, p. 485).
A visão de 1865 indicou que a reforma de saúde não era apenas algo pessoal para os adventistas do sétimo dia, mas tinha desdobramentos sociais e missiológicos. Essa visão revelou que os adventistas deveriam fundar uma instituição de saúde.
De acordo com Ellen White, tal instituição causaria um impacto duplo. Primeiro, afetaria a vida dos adventistas, preparando-os “para o alto clamor do terceiro anjo”, adequando-os para a trasladação (ibid., p. 486). Também, uma melhor condição de saúde capacitaria os fiéis a comunicar melhor sua mensagem aos outros.
O segundo aspecto missiológico da nova instituição de saúde seria o alcance direto a não adventistas: “Quando os descrentes frequentam uma instituição dedicada ao tratamento bem-sucedido de doenças e dirigido por médicos observadores do sábado, são postos sob direta influência da verdade. Tornando-se relacionados com nosso povo e nossa fé, seu preconceito será superado, e eles, favoravelmente impressionados. Colocando-se assim sob a influência da verdade, alguns não apenas obterão alívio para suas enfermidades físicas, mas encontrarão cura para seu coração perturbado pelo pecado. […] Essas preciosas pessoas salvas serão de maior valor do que todos os meios necessários para estabelecer tal instituição” (ibid., p. 493).
Essa era a filosofia de Ellen White para o funcionamento das instituições de saúde. O impacto missiológico estava no centro de seu pensamento. A igreja deveria criar instituições que não só ajudariam seus membros, mas também serviriam de agência para espalhar a terceira mensagem angélica para pessoas de fora da denominação. As instituições atenderiam às necessidades espirituais e morais dos indivíduos, além das físicas.
Vivemos em um mundo despedaçado, mas Deus deseja que encontremos plenitude de todas as formas. Nós, adventistas, temos o privilégio de viver de maneira saudável e, além disso, compartilhar esse estilo de vida com os outros. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Equilíbrio DesequilibradoO Senhor é a força da minha vida. Salmos 27:1, ARC
A visão da reforma de saúde que Ellen White recebeu em 25 de dezembro de 1865 não só colocou em voga o propósito missiológico das instituições médicas adventistas, como também integrou a reforma de saúde à teologia adventista, ao indicar que “a reforma de saúde faz parte da mensagem do terceiro anjo, e está tão intimamente ligada a ela como o braço e a mão estão ao corpo” (T1, p. 486).
Essa ideia foi útil aos adventistas na esfera individual e também imprescindível para criar a conexão evidente entre a questão da saúde e a teologia do tempo do fim defendida pela denominação, demonstrando que, assim como nosso corpo se encontra unido nos aspectos físico, mental e espiritual, o sistema adventista de crenças é um todo integrado, em vez de um “bando” de ideias desconexas.
Os adventistas começaram a conceber a mensagem de saúde como “o braço direito da mensagem”. Isso foi bom. Contudo, alguns pregadores e outros membros empolgaram-se demais com a reforma da saúde.
Por isso, alguns meses depois, Ellen White tomou o cuidado de corrigir qualquer impressão errada que poderia se ter a partir de suas mensagens anteriores. Ela escreveu: “A reforma de saúde está intimamente ligada à obra da mensagem do terceiro anjo, mas não é a mensagem em si. Nossos pregadores deveriam ensinar a reforma de saúde, entretanto, sem fazer dela o tema principal na ordem das mensagens. Seu lugar está posto entre os assuntos que apresentam a obra preparatória para enfrentar os eventos mostrados pela mensagem, entre os quais ela é proeminente. Deveríamos assumir cada reforma com entusiasmo, mas evitando dar a impressão de que somos vacilantes e fanáticos” (ibid., p. 559).
Infelizmente, tem sido difícil para muitos chegar ao equilíbrio na reforma de saúde. Alguns, conforme Tiago White observou, prosseguem rápido demais no assunto, caem no fanatismo e levam opróbrio tanto à igreja quanto ao tema em si. Outros não fazem qualquer avanço.
Ellen White, por sua vez, teve dificuldades ao longo dos anos com aqueles que “escolhem declarações feitas acerca de alguns artigos de alimentação que são apresentados como censuráveis – declarações escritas como advertência e instrução para certos indivíduos que estavam entrando ou tinham entrado num mau caminho. Eles se demoram nessas coisas, tornando-as tão fortes quanto possível, entretecendo seus próprios e censuráveis traços de caráter nessas declarações […] tornando-as assim uma prova e inculcando-as onde só causam dano” (ME3, p. 285).
Senhor, dá-nos equilíbrio em todos os aspectos de nossa vida. Amém. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Espalhando a Mensagem de Saúde – 1Jesus Cristo te dá saúde. Atos 9:34, ARC
Quatro meses após sua segunda visão sobre a reforma de saúde, Ellen White teve a oportunidade de apresentar seu ponto de vista perante a jovem denominação na quarta sessão da Assembleia da Associação Geral em maio de 1866. Em tom vigoroso, ela expressou, diante dos principais ministros, os princípios da reforma de saúde e a importância de aceitá-los e ensiná-los.
Afirmou que a reforma tinha sido pouco praticada até então e que a igreja tinha “uma grande obra diante de nós, muito maior do que temos ideia” a esse respeito do que as pessoas haviam compreendido. O auge de seu apelo foi o chamado aos adventistas do sétimo dia a terem “uma instituição própria” de saúde e cura (T1, p. 486, 487, 492).
Em resposta, a Assembleia da Associação Geral votou várias resoluções. Uma delas reconhecia a importância da reforma de saúde “como parte da obra de Deus de que fomos incumbidos nesta época; comprometemo-nos a viver de acordo com tais princípios e empregar nossos melhores esforços para impressionar os outros quanto à sua importância”.
Uma segunda resolução pedia ao Dr. Horatio S. Lay (provavelmente, o único médico adventista do sétimo dia na época) “para escrever uma série de artigos sobre a reforma de saúde a fim de se publicar na Review”.
É comum que as pessoas sejam bem mais firmes em suas resoluções do que nas ações. Nesse caso, porém, foi o contrário. Embora se possa procurar em vão pela série de artigos de saúde de H. S. Lay, encontra-se algo ainda melhor: o anúncio de que o Dr. Lay seria o editor de uma publicação mensal de dezesseis páginas chamada The Health Reformer [O Reformador de Saúde].
Em sua descrição do periódico, o Dr. Lay afirmou que seu propósito era: “ajudar na grande obra de reformar, tanto quanto possível, os falsos hábitos de vida tão comuns nesta época.” Defenderia a cura de doenças por meio do “uso dos remédios da própria natureza: ar, luz, calor, exercício, alimentos, sono, recreação e assim por diante”.
Os primeiros adventistas levaram a sério a propagação de sua nova visão. Uma vez que muitos deles, na época, sofriam com a saúde debilitada, valorizaram ainda mais o novo entendimento. Alegravam-se, porque Deus os conduzia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Espalhando a Mensagem de Saúde – 2Ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu. Salmos 42:5
A denominação não perdeu tempo em publicar The Health Reformer. O primeiro número foi lançado em agosto de 1866, três meses após a Assembleia da Associação Geral.
Esse primeiro exemplar contava com artigos escritos por um grupo de pastores, pelo Dr. Lay e por Ellen White, que fez o seguinte apelo: “Homens e mulheres devem se informar a respeito da filosofia de saúde” e concluiu, declarando que “a ignorância quanto a esse importante assunto é pecado; a luz está agora a brilhar sobre nós, e estamos sem escusas, caso lhe não demos acolhida e nos tornemos sábios com relação a estas coisas” (HR, agosto de 1866).
Com tantos ministros escrevendo para o periódico, Lay, no segundo número, escreveu uma observação voltada para aqueles que pensavam que “ninguém pode falar sobre saúde, a não ser um doutor em medicina, nem sobre teologia, a não ser um doutor em divindade”. Ele também destacou que todos os artigos passavam por um “exame profissional, sendo endossados antes da apresentação ao leitor”.
Os testemunhos de transformação da saúde foram vários. G. W. Amadon, por exemplo, relatou: “Todos os dias meu coração se expande de alegria à medida que reconheço as bênçãos da questão da saúde […] Posso dizer que estou cem vezes melhor do que quando vivia em aberta transgressão das leis de nosso ser. Hoje, em vez de dores e corizas, com o cérebro congestionado e grande número de enfermidades corporais e mentais, estou, em grande medida, completamente livre. Graças a Deus!”
Isaac Sanborn observou: “Encontro-me totalmente liberto do reumatismo, do qual eu costumava ter crises seguidas tão fortes que não conseguia dar um passo por dias.” Também contou que, embora permanecesse com frequência em ambientes mal ventilados e com temperatura ruim que o expunham a doenças, não tinha um resfriado grave havia mais de dois anos.
Houve também a pérola do homem que disse: “Se fôssemos oferecer um holocausto ao diabo, ele escolheria um porco recheado com tabaco.”
Nosso coração também deve se expandir de alegria ao pensarmos nas alternativas para a boa saúde. É fácil nos esquecermos do período de ignorância e da bênção de uma saúde em dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Retrospectiva da Reforma de SaúdeQue o Deus da esperança os encha de toda alegria. Romanos 15:13, NVI
Minha alma continua acalentada pela declaração que lemos ontem do pioneiro adventista, sobre seu coração se expandir de alegria ao reconhecer as bênçãos da reforma de saúde.
Tal pensamento me transporta para a primeira série evangelística que ministrei. Foi em Corsicanna, Texas, cidade com cerca de 26 mil habitantes em 1968. A igreja adventista local contava com doze membros. Dos doze, quase todos estavam na casa dos 70 anos de idade e só um era homem. Não tenho nada contra os idosos, afinal, faço parte desse grupo. E não tenho nada contra as mulheres, pois minha mãe é mulher. Entretanto, o que um jovem pregador deseja é um auditório cheio de pessoas de todas as idades e gêneros. A boa notícia é que um grupo se reunia a cada noite. Uma mulher não adventista levava cinco colegas de trabalho a cada reunião, mas certa noite, à saída, ela disse:
– Irmão Knight, não virei amanhã, nem vou trazer meus amigos.
– Por quê? – perguntei.
– Não gostei do título do sermão. Você vai me dizer o que não posso fazer.
Eu achava que meu título era uma graça, ou até mesmo extraordinariamente brilhante: “Por que eu não como cobras, ratos e lagartos.”
Quase fiquei sem fala, mas consegui pedir a ela e aos amigos para que voltassem na noite seguinte, pois assim poderiam dizer que aquele sermão fora o melhor que haviam ouvido até então. O único problema é que eu ainda não tinha preparado o sermão e não sabia como cumpriria minha promessa.
Foi uma noite sem dormir, mas entre quatro e cinco da manhã, tudo se encaixou. A mensagem que preguei pode ser resumida assim:
“Deus ama você! E por amá-lo, quer que você seja feliz. E Ele sabe que você não fica feliz quando está doente. Por isso, Ele nos deu algumas ideias de como ser mais felizes.”
Após a pregação, aquela senhora parou com seus amigos e disse: “Irmão Knight, esse foi mesmo o melhor sermão até agora.”
Se foi bom para ela, foi melhor ainda para mim. Graças à intervenção dela, pude mudar minha argumentação, de uma direção negativa, para uma linha positiva.
E o que seria mais positivo e alegre do que uma boa saúde?
Obrigado, Pai, por essa bênção especial. Nosso coração também se expande de alegria. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Um Instituto Próprio de Reforma de SaúdeE quando te vimos enfermo […]? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. Mateus 25:39, 40
A cura desempenhou um papel importante no ministério terreno de Cristo. O mesmo se pode dizer em relação ao adventismo. Hoje, a igreja conta com um sistema de quase oitocentas instituições ligadas à saúde ao redor do mundo.
Essa imensa rede teve sua gênese na visão da reforma de saúde recebida por Ellen White em dezembro de 1865 e em seu apelo para a criação de um instituto com essa finalidade, em maio de 1866. Assim como ocorreu com o periódico Health Reformer, a resposta da igreja foi imediata e vigorosa. Os adventistas inauguraram o Instituto de Reforma de Saúde em Battle Creek, Michigan, no dia 5 de setembro, apenas quatro meses após a Assembleia da Associação Geral.
É claro que sua abertura não foi tão impressionante, “com dois médicos, dois auxiliares de banho, um enfermeiro (sem formação), três ou quatro ajudantes, um paciente, grande número de inconveniências e uma porção generosa de fé no futuro da instituição e nos princípios sobre os quais ela se fundamentava”.
Em uma nota publicada na última página da edição de 11 de setembro da Review, Tiago White se alegrava com a rápida reação da igreja e de seus membros. “Temos somente que volver nossos olhos para a assembleia de maio, menos de quatro rápidos meses atrás. […]
Agora podemos contemplar um lugar elegante, pronto para o funcionamento, com uma equipe de auxiliares a postos, dois números do periódico de saúde já publicados, com uma lista de assinantes que dobrou nas últimas semanas, uma soma de quase 11 mil dólares de reserva para a iniciativa, o instituto aberto, com as operações já iniciadas. Em nenhuma iniciativa realizada por esse povo a mão do Senhor se manifestou de maneira tão evidente quanto nesta.”
O começo do pequeno instituto pode ter sido humilde, mas, durante os 35 anos seguintes, ele se transformaria num dos melhores hospitais do mundo.
Nesse meio tempo, sua simples existência testemunhava da ampliação do senso de missão do povo adventista. A mensagem de Mateus 25:31-46 é que Deus deseja um povo socialmente preocupado com as necessidades dos outros. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Chegada de John Harvey KelloggPorque te restaurarei a saúde e curarei as tuas chagas. Jeremias 30:17
Dinâmico, enérgico e visionário. Estes são os melhores adjetivos para caracterizar o jovem John Harvey Kellogg, que assumiu a liderança do Sanatório de Battle Creek em 1876, aos 23 anos de idade. Ele tinha apenas 1,60 m de altura, mas o que lhe faltava em estatura, sobrava em puro comprometimento com a tarefa a que se propunha a fazer.
A princípio, ele não tinha o menor interesse em ser médico. Ele queria mesmo ser professor. No entanto, depois que Tiago White o patrocinou, bem como a Edson e Willie White, por seis meses de estudos no instituto higiênico-terapêutico do Dr. Trall, em 1872, Kellogg recebeu não só o diploma de médico, mas também o desejo de estudar mais.
Novamente com o auxílio financeiro dos White, passou um ano estudando medicina na Universidade de Michigan, e outro, na escola médica do hospital Bellevue em Nova York, que deveria ser, na época, a faculdade de medicina mais avançada do país. Ao terminar o curso em 1875, disse a Willie White: “Sinto-me uns vinte quilos mais pesado desde que recebi certo pedaço de pele de carneiro de 60 centímetros de comprimento. E é pele de carneiro de verdade, nada daqueles papéis falsificados como o documento higiênico-terapêutico.”
No verão de 1875, ele voltou para Battle Creek e logo começou a trabalhar no Instituto de Reforma de Saúde. No ano seguinte, tornou-se diretor da instituição, sob a condição, imposta por ele mesmo, de que seu mandato duraria apenas um ano. Mal sabia que o lideraria por 67 anos.
Quando ele assumiu, em 1876, o instituto contava com vinte pacientes, mas seis partiram com o ex-administrador e dois outros foram embora depois de virem o médico com cara de menino. Entretanto, Kellogg não se incomodou.
Dentro de poucos meses, ele tinha o dobro do número costumeiro de pacientes e, em 1877, precisou acrescentar mais um prédio. Esse foi o início de um programa de construções que, na virada do século, transformaria o então Sanatório de Battle Creek em um dos maiores e mais conhecidos hospitais dos Estados Unidos.
Em seu tempo livre, Kellogg escreveu cerca de 50 livros, inventou os flocos de milho e a indústria do cereal frio, desenvolveu tecnologia médica de ponta e se tornou um cirurgião famoso no mundo inteiro.
Deus abençoou o pequeno gigante mais do que qualquer um poderia ter imaginado. Ele sempre derrama bênçãos sobre quem está disposto a crescer. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Tempos de Guerra – 1Não matarás. Êxodo 20:13
O adventismo do sétimo dia nascia como denominação organizada quando uma guerra civil devastou os Estados Unidos entre 1861 e 1865. Ela ceifaria mais vidas da população relativamente pequena da nação do que a soma das guerras: da Independência, a Mexicano-Americana, de 1812, a Hispano-Americana, a Primeira e a Segunda guerras mundiais, a da Coreia e a do Vietnã. Contudo, o adventismo não enviou soldados para esse conflito tão importante, que determinaria se os Estados Unidos continuariam a existir como nação unificada e acabaria colocando fim à escravidão.
Por quê? Qual era o problema dos adventistas? Por que eles se afastaram? Tiago White procurou responder a essas perguntas na Review and Herald de 12 de agosto de 1861. Seus primeiros argumentos abordam o fato de que os adventistas eram cidadãos leais dos Estados Unidos. Ele observou: “A escravidão é destacada na palavra profética como o pecado mais negro e condenador desta nação”. Também mencionou que muitas publicações adventistas “haviam sido proibidas nos estados escravagistas”, por seus ensinos contrários à escravidão e que “aqueles dentre nosso povo que foram às urnas na última eleição presidencial, votaram em um homem chamado Abraham Lincoln”. Concluiu: “Não conhecemos nenhum adventista do sétimo dia que nutra a menor simpatia pela secessão.”
Tiago prosseguiu, explicando por que não enviavam soldados. Baseando-se com firmeza nos Dez Mandamentos, escreveu: “a posição que nosso povo assumiu em relação à perpetuidade e santidade da lei de Deus contida nos Dez Mandamentos não está em harmonia com todas as exigências da guerra. O quarto preceito da lei diz: ‘Lembra-te do dia de sábado, para o santificar’. O sexto ordena: ‘Não matarás.’” Sua posição não poderia ter sido mais clara. Os adventistas não se voluntariariam para o serviço militar porque isso os colocaria em posição de escolher transgredir pelo menos dois dos mandamentos do Senhor.
White apenas havia começado a resolver o problema. Contudo, despertou uma posição que afetaria a vida de milhares de jovens adventistas. Nem todos os dilemas morais são tão claros em um mundo de pecado. A igreja necessita de orientação divina em situações como essa.
Senhor, dá sabedoria à Tua igreja, enquanto continuamos a lutar com questões importantes relativas a nosso dever em relação a Ti e aos governos terrenos. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Tempos de Guerra – 2Daí, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Mateus 22:21
Como um cristão deve lidar com o serviço militar?
Foi essa questão que Tiago White levantou em 12 de agosto de 1861. Sua primeira resposta foi bem direta: os adventistas não podiam ser voluntários para servir no exército porque tal ato os colocaria na posição de escolher transgredir pelo menos dois dos Dez Mandamentos.
E se o governo recrutasse à força? E se a pessoa não tivesse escolha, estivesse apenas seguindo as leis da nação?
Para tais perguntas, Tiago White fez uma sugestão inesperada e controversa: “No caso de recrutamento forçado, o governo assume a responsabilidade pela violação da lei de Deus, e seria loucura resistir. Em nossa opinião, aquele que resiste até o ponto de incorrer na lei militar de execução vai longe demais, assumindo a responsabilidade pelo suicídio. […] Para nós, a tentativa de resistir às leis do melhor governo debaixo do céu, que agora luta para extinguir a rebelião mais infernal desde a liderada por Satanás e seus anjos, precisamos repetir, seria loucura.”
Essa foi a resposta de Tiago à questão complexa de como os adventistas podem ser submissos tanto a Deus quanto ao governo. Em suma:
1. Os adventistas são cidadãos leais.
2. Os adventistas não devem se voluntariar para servir o exército, pois isso os faria escolher a transgressão da lei de Deus.
3. No entanto, se forem recrutados à força, a violação da lei se torna responsabilidade do governo, e os adventistas devem se submeter a empunhar armas e a matar, até mesmo no dia de sábado.
O que você acha desses argumentos? Que evidências bíblicas consegue reunir a favor ou contra essa lógica? Como devemos agir quando as ordens do governo conflitam com os mandamentos de Deus?
Precisamos nos lembrar de que, naquela época, os Estados Unidos ainda não tinham aprovado uma lei de recrutamento compulsório. Tratava-se de uma mera possibilidade, mas era algo em que a jovem Igreja Adventista, ainda em 1862, sem a Associação Geral para representá-la junto ao governo, precisava refletir com seriedade, à medida que um conflito hediondo destruiria vidas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Tempos de Guerra – 3Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Romanos 13:1, 2
Esse era o texto bíblico preferido de Adolf Hitler! Ele exigia que essa passagem, ou a de conteúdo semelhante de 1Pedro 2:13, fosse lida pelo menos uma vez por ano em todas as igrejas do Terceiro Reich.
Romanos 13 não deixa dúvida de que os cristãos devem obedecer ao governo. Contudo, perguntamos mais uma vez: O que devemos fazer se uma agência instituída por Deus (o governo) nos ordenar fazer coisas que nos colocam em posição de desobediência a outros ensinos do Senhor? Esse foi o questionamento que atribulou os adventistas durante a Guerra de Secessão – a primeira que precisaram enfrentar como igreja.
O artigo de Tiago na edição de 12 de agosto de 1862 da Review despertou uma reação acalorada. Como ele disse em 26 de agosto: “Vários irmãos se referem a nossos comentários […] de duas semanas atrás com um estilo um tanto quanto exaltado. […] Não é tempo para os cavalheiros cristãos darem lugar a sentimentos de preconceito e praticamente nos acusarem de ensinar a transgressão do sábado e o homicídio. […] Se algum de vocês for recrutado em caráter compulsório e decidir entrar em conflito com o Tio Sam, em vez de obedecer, pode tentar. Não contenderemos com vocês, para evitar que alguns dos não resistentes façam uma pequena guerra antes de vocês serem chamados para lutar pelo país.”
Então, White acrescentou: “Qualquer artigo bem escrito, com o objetivo de lançar luz quanto a nosso dever como povo no que se refere à guerra atual receberá atenção imediata.” O convite desencadeou uma onda de respostas ao longo dos três meses seguintes. Assim, os adventistas debatiam em público, por meio das páginas da Review.
Um tema que emerge nessas discussões é que devemos estudar tais questões controversas, mas importantes, em tempos de paz, quando os sentimentos estão calmos e há tempo para fazer uma pesquisa apropriada. Não foi o caso nessa ocasião. Eles lutavam para encontrar uma resposta em meio a uma crise assolada pelas emoções.
Ajuda-nos, Pai, a usar os tempos de paz em nossa vida individual e coletiva como igreja para nos aproximar de Ti em estudo e oração, a fim de discernirmos melhor qual é Tua vontade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Tempos de Guerra – 4Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos 5:29
Essas foram as palavras e a conclusão dos apóstolos quando se viram diante de um conflito entre as ordens de Deus e as do governo terreno. Contudo, as consequências dessa verdade em relação ao serviço militar não eram claras para os membros da igreja em 1862.
O convite de Tiago White para as pessoas mandarem artigos sobre a posição adequada da igreja em relação ao serviço militar ocasionou um grande volume de respostas e também despertou um amplo espectro de opções.
Em um dos extremos, encontravam-se os pacifistas totais, os quais criam que os cristãos deveriam evitar o serviço militar a todo custo. É provável que tal posicionamento dos membros de Iowa, cuja agitação pacifista agressiva desencadeou a acusação de que o adventismo não era um movimento patriótico, tenha levado à publicação dos pensamentos iniciais de Tiago White sobre o assunto.
No outro extremo, havia os partidários da plena participação na guerra, como Joseph Clarke. Ele escreveu: “Estou muito ansioso para saber qual é o dever acerca da guerra, não tanto por medo de recrutamento compulsório, mas porque quero ver a traição receber sua recompensa merecida.
“Por isso, escrevi ao irmão White, a fim de saber se nos seria permitido unir-nos às fileiras de combate. Meus sonhos se encontram repletos de Gideões, Jeftés e Davis guerreiros. […]
Tenho às vezes desejado estar na posição de Joabe, em seu embate com Absalão, e quase imaginei o momento em que um regimento de guardadores do sábado daria o golpe final a essa rebelião, na força dAquele que sempre ajudou Seu valente povo, quando este guarda Seus estatutos. No inverno passado, a ânsia de ir à guerra foi tão grande que chegou a me prejudicar um pouco.”
Em outro artigo, Clarke escreveu: “Não houve guerra no Céu? Seria assassinato enforcar ou um traidor ou matá-lo a tiros? Não, não! […] Josué e Davi foram assassinos? Deixemos de lado o fanatismo e ajamos como homens.”
Assim prosseguiu o debate, pelo menos até White colocar fim a esses artigos na Review, uma vez que as pessoas já haviam representado adequadamente cada ponto de vista disponível. O acalorado debate indica uma abertura revigorante no início do adventismo, a qual ajudaria no avanço rumo a um consenso sobre temas controversos. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Tempos de Guerra – 5É permitido fazer o bem no sábado. Mateus 12:12, NVI
Foi isso que Jesus disse em relação aos atos de misericórdia no sábado. Tal princípio acabaria desvendando a resposta para o dilema adventista sobre como servir tanto a Deus quanto ao governo terreno em tempos de guerra.
Devemos nos lembrar de que, até março de 1863, não existia lei de recrutamento compulsório nos Estados Unidos. Também é preciso observar que nenhuma nação da época permitia a não combatência.
A lei do serviço militar obrigatório aprovada em 3 de março de 1863 permitia que os recrutados encontrassem substitutos, se pudessem pagar a taxa usada para o governo procurar outra pessoa. A Igreja Adventista ajudava seus membros a conseguir essa quantia. Entretanto, em 4 de julho de 1864, uma revisão na lei permitia que aqueles “contrários, por questão de consciência, ao porte de armas” ficassem isentos da taxa.
Naquela época, a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, recentemente estabelecida, definiu-se como uma denominação não combatente. Em 3 de agosto, o estado de Michigan concedeu esse status à nova denominação. Outros estados fizeram o mesmo. Depois disso, a igreja enviou John N. Andrews com cartas de vários governadores estaduais para requerer o status de não combatente ao governo federal em Washington, D. C. Assim, em setembro de 1864, o governo dos Estados Unidos reconheceu o adventismo como uma igreja não combatente.
Em teoria, isso significava que, caso seus membros passassem pelo recrutamento compulsório, não teriam a obrigação de empunhar armas, nem de matar inimigos. Na prática, porém, a maioria dos recrutados enfrentou oposição e ameaças. O lado positivo é que, até o fim da guerra, os não combatentes passaram a poder servir como médicos tanto na frente de batalha quanto nos hospitais.
Os adventistas ficaram felizes com o acordo, uma vez que os desobrigava de tirar a vida de outros e lhes permitia fazer o bem no sábado.
A partir de então, o papel médico e não combatente se tornou o padrão para os recrutas adventistas do sétimo dia, ao passo que a denominação continuou a ver com maus olhos o serviço voluntário. Na verdade, vários voluntários foram excluídos do rol de membros no fim da guerra civil, muito embora alguns (que provavelmente incluem Ellen White) não tivessem tanta certeza de que essa era a decisão apropriada.
Deus conduz Seu povo não só em questões estritamente espirituais, mas também em áreas ligadas de maneira específica ao mundo. Temos motivo para nos alegrar por Sua orientação em todas as coisas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Retrospectiva do Adventismo em Tempos de GuerraAmai os vossos inimigo. Mateus 5:44
Acho impossível amar os inimigos e sair para tirar a vida deles, ao mesmo tempo. Por isso, no verão de 1961, em meio à crise do Muro de Berlim, enfrentei a ameaça de um tribunal de guerra.
Eu era um soldado treinado de infantaria que, até aquele momento, tinha sido agnóstico convicto. Contudo, durante o primeiro semestre do ano, eu me interessara pelo adventismo e chegara à convicção de que não deveria mais portar armas, nem treinar aos sábados. Eu havia começado a gostar da lógica bíblica por trás da posição denominacional, embora ainda não houvesse me tornado membro da igreja.
Uma boa pergunta é como um jovem que tinha um relacionamento breve e tênue com o adventismo conhecia a posição da igreja sobre o serviço militar? A resposta é simples e direta: a igreja tinha sido clara e consistente em tornar pública sua posição, aconselhando pastores e jovens a esse respeito.
A Associação Geral havia nomeado pastores especiais para as associações locais ajudarem os recrutas a conquistar seus direitos de não combatentes, além de imprimir grande número de publicações sobre o assunto, para a juventude. Havia também a Corporação de Cadetes Médicos, instituição patrocinada por faculdades e colégios adventistas, com o objetivo específico de preparar os adventistas para ocupar posições não combatentes, quando recrutados.
Além disso, circulavam histórias de muitos jovens adventistas ao redor do mundo que haviam sido presos e até martirizados, por se recusarem a empunhar armas ou trabalhar no sábado. Caso não fosse o bastante, havia ainda a história amplamente divulgada do médico Desmond T. Doss, que recebeu uma medalha de honra por salvar a vida de pelo menos 75 feridos na batalha de Okinawa.
Mas o recrutamento compulsório cessou, a divulgação, também, e o adventismo negligenciou o assunto, esquecendo, por fim, sua história. Desde 2007, o exército dos Estados Unidos contava com cerca de 7.500 adventistas voluntários, quase todos (com exceção dos capelães) servindo como combatentes.
Às vezes, a igreja perde sua história de vista e precisa lembrar o que ela representa. Isso também acontece em nossa vida pessoal. Que Deus nos conceda a força de vontade necessária para passar por esse processo com honestidade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Educação nos Bons e Velhos TemposSabes o grego? Atos 21:37
Embora esse versículo possa não parecer muito bom para uma reflexão devocional, ele aborda uma questão interessante.
Nos bons e velhos tempos, a educação não era muito boa. A sociedade só considerava instruído alguém versado em grego e latim antigos e na literatura desses idiomas. A educação tradicional se concentrava nos clássicos da Antiguidade.
Tal educação, é claro, não fazia o menor sentido para as massas, que precisavam trabalhar para obter seu sustento. De fato, a educação formal em escolas não estava aberta para a maioria das pessoas durante grande parte da história, nem mesmo em sua forma mais rudimentar. A escolarização era privilégio, dos poucos que tinham origem rica e nunca se viram forçados a trabalhar para ganhar a vida.
Assim como na questão da saúde, a educação nos bons e velhos tempos era terrível. Por mais de dois mil anos, a educação ocidental enfocou as línguas antigas, as palavras, ideias e os “grandes livros” de sua herança. O prestígio e a longevidade da tradição dificultavam aos educadores adotar abordagens alternativas.
Entretanto, as reformas viriam, chegando ao auge no século 19, justamente quando o adventismo se desenvolvia.
Na vanguarda das reformas educacionais dos anos 1830, estiveram pessoas como Horace Mann, que liderou a batalha em favor da educação básica pública e de qualidade para todas as crianças. Mann e seus amigos tentaram não só tornar a escolarização acessível, mas, também, prática e sadia. Eles sabiam que não fariam muito bem se educassem a mente caso o corpo dos alunos estivesse doente.
À frente na educação superior se encontrava a Oberlin College, que, na década de 1830, eliminou o grego e o latim clássico, centralizou a cosmovisão bíblica e desenvolveu um programa de estudos de trabalhos manuais, a fim de ajudar as pessoas a adquirir habilidades úteis além da instrução teórica, garantindo um equilíbrio entre as esferas mental e física.
A propaganda da Oberlin dizia: “O sistema de educação neste instituto promove o corpo e o coração, bem como o intelecto, pois seu alvo é proporcionar a educação do ser humano completo.”
As ideias educacionais adventistas não surgiram no vácuo. Sempre podemos, até hoje, aprender com a cultura mais ampla, à medida que avaliamos tradições e práticas da perspectiva da cosmovisão bíblica. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 1Certamente, venho sem demora. Amém! Apocalipse 22:20
Para os adventistas do século 21, pode parecer que a educação cristã foi uma parte central da igreja desde seu nascimento. Contudo, isso está longe de ser verdade. Aliás, a educação formal foi o último grande desenvolvimento institucional da denominação. A criação de um rigoroso programa de publicações em 1849, a organização centralizada da igreja em 1863 e a iniciativa da saúde em 1866 precederam os avanços educacionais. Em contrapartida, a Igreja Adventista fundou sua primeira instituição de ensino em 1872 (28 anos após o desapontamento milerita) e só passou a ter um sistema abrangente de educação básica perto de 1900.
Embora o desenvolvimento tardio da escolarização adventista possa surpreender os fiéis de hoje, esse fato se explica pela lógica dos antepassados espirituais, que, acima de tudo, aguardavam o retorno imediato de Jesus. Os grupos religiosos que se concentram na proximidade do fim do mundo não costumam sentir muita necessidade de educar seus filhos além dos conceitos essenciais de persuasão religiosa e das habilidades necessárias para viver por um curto período.
Isso se aplicava à igreja cristã primitiva, bem como aos primeiros adventistas do sétimo dia. O raciocínio era o seguinte: Para que mandar as crianças estudarem se o mundo vai terminar logo, e elas nunca utilizarão o aprendizado obtido com tanta dificuldade? Alguns poderiam interpretar a educação formal dos filhos como falta de fé no caráter imediato do advento. Tais atitudes eram comuns entre os adventistas do sétimo dia.
Em 1862, um membro da igreja escreveu para Tiago White, perguntando se era “correto e consistente para nós, que acreditamos de todo o coração no breve retorno do Senhor, dar uma educação formal a nossos filhos? Se for, devemos enviá-los para uma escola pública, onde aprenderão muito mais mal do que bem?”
White respondeu: “O breve retorno de Cristo não é motivo para deixar de aperfeiçoar a mente. Uma mente bem disciplinada e informada está mais bem capacitada para aceitar e apreciar as sublimes verdades do segundo advento.”
Com tal declaração, ele abriu as portas para o desenvolvimento do sistema de ensino adventista.
Deus deseja que desenvolvamos todos os nossos talentos enquanto esperamos Jesus voltar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Chegada de Goodloe Harper BellEnsina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6
Uma onda de preocupação pela educação adventista ocorreu durante os anos 1850. Tiago White escreveu que não era certo tirar as crianças da escola e “deixá-las soltas a correr nas ruas. ‘Mente vazia é oficina do diabo’”.
Tentativas de fundar instituições adventistas de ensino tinham sido feitas em lugares como Buck’s Bridge, Nova York e Battle Creek. Mas todas falharam. Desanimado no que se refere à educação, Tiago escreveu em 1861: “Fizemos uma tentativa completa de criar uma escola em Battle Creek, sob as circunstâncias mais favoráveis possíveis, e desistimos.”
Por mais sete anos, parecia que o assunto da instrução formal estava morto no adventismo. Até a chegada de Goodloe Harper Bell.
Bell foi a Battle Creek pela primeira vez no inverno de 1866-1867, aos 34 anos de idade, acompanhando um amigo, ao recém-fundado Instituto de Reforma de Saúde. O lugar deve tê-lo impressionado, pois, no ano seguinte, quando precisou de tratamento, retornou.
Isso já era ótimo; mas, para melhorar, Bell ficou em um quarto com um adventista chamado Osborne. Noite após noite, ele ouvia Osborne orar em voz alta por ele, sem saber que o colega de quarto o ouvia. A sinceridade inquestionável do homem afetou tanto a Bell que o educador se uniu à igreja.
Parte de seu tratamento envolvia trabalho físico ao ar livre. Willie White nos conta que, por isso, alguém colocou um serrote nas mãos de Bell e lhe deu a tarefa de serrar madeira para a editora adventista, que ficava ali perto.
Foi ali que ele conheceu Edson White, o filho vivo mais velho de Tiago. Ao descobrir que Bell era professor, Edson comentou que detestava gramática. Em resposta, o educador disse que, quando ensinada de forma adequada, a gramática tornava-se muito interessante.
Esse contato casual levou à contratação de Bell nos meses seguintes pela igreja de Battle Creek. Em 1872, a Associação Geral assumiu a administração da escola. Foi assim que uma pequena instituição se tornou a primeira de um sistema mundial que, em 2013, contava com 5.714 escolas de ensino fundamental, 1.969 instituições de ensino médio e 113 faculdades e universidades.
Deus usa até mesmo estranhos como o irmão Osborne para fazer coisas especiais por Sua obra. Se ele usou Osborne, pode usar a você e a mim se permitirmos que Ele nos conduza. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 2Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Deuteronômio 6:6, 7, NVI
Durante seus 28 primeiros anos de ministério profético, Ellen White não produziu nenhum artigo sobre escolarização ou instrução formal, embora tenha escrito sobre a educação no lar e a responsabilidade dos pais desde 1854.
Isso mudou radicalmente em 1872, quando a escola particular de Bell se transformou na primeira instituição de ensino administrada pela denominação. Sobre isso, ela escreveu “Educação Apropriada”, um de seus textos mais importantes e abrangentes sobre o assunto.
O capítulo “A Devida Educação” é um material influente entre os educadores adventistas porque eles o interpretam corretamente como uma ordem referente ao ideal da educação cristã. Não deixa dúvidas de que os adventistas devem ser “reformadores” educacionais (FEC, p. 44). Parte desse ideal de reforma envolvia ir além da ênfase excessiva nos livros, rumo a uma instrução mais equilibrada, que enfatizasse a “educação física, mental, moral e religiosa da criança” (ibid., p. 15). O conceito de uma educação equilibrada que abarca todo o ser se tornaria um marco dos escritos de Ellen White sobre o assunto ao longo dos 40 anos seguintes.
“A Devida Educação” tem três seções básicas. A primeira postula que a verdadeira educação é o desenvolvimento do autocontrole. Ao passo que as pessoas adestram os animais, os seres humanos devem ser educados como indivíduos, a fim de tomarem decisões morais responsáveis.
A segunda seção, que abrange 25 das 31 páginas do documento, fala da saúde física e da utilidade do trabalho manual em sua ligação com a educação doméstica e escolar. Foi nessa seção que Ellen White ressaltou o fato de que os adventistas são reformadores educacionais.
O terceiro segmento discute brevemente o ensino da Bíblia e as áreas comuns de conhecimento destinadas àqueles que se preparam para o ministério.
Ela não tinha dúvidas quanto à importância da educação. Afinal, “a ignorância não aumenta a humildade ou a espiritualidade” e “Cristo pode ser melhor glorificado por aqueles que O servem inteligentemente. O grande objetivo da educação é habilitar-nos a usar as faculdades que Deus nos deu, de tal maneira que exponha melhor a religião da Bíblia e promova a glória de Deus” (ibid., p. 45). (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 3Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir. Salmos 32:8
Os adventistas do sétimo dia deram um importante passo ao transformar a escola de Bell na primeira instituição de ensino oficial da denominação, em 1872, mas a liderança sabia que era preciso fazer mais. Ainda existia a necessidade de preparar ministros. Até o início dos anos 1870, o jovem que desejasse ser pastor tão somente observava os mais velhos e saía fazendo o mesmo.
Em 1873, Tiago White, ligado em cada avanço do adventismo, se deu conta de que a denominação necessitava fazer algo relativo à capacitação da liderança. Na Assembleia da Associação Geral daquele ano, ele disse: “É provável que não exista, neste momento, um ramo da obra que sofra tanto quanto a educação apropriada dos homens e das mulheres que proclamam a terceira mensagem angélica.” A situação exigia “uma educação mais santificada no ministério! Meu coração se regozija por saber que o Espírito de Deus está movendo o coração de homens instruídos para virem até nosso meio a fim de assumir a liderança da obra [educacional]”.
No entanto, não era só a preparação de ministros que exigia uma visão educacional mais ampla. A denominação também se movimentava aos poucos para a esfera das missões estrangeiras. Por isso, John N. Andrews escreveu em 1873: “Os chamados que vêm de todos os cantos, de pessoas que falam outras línguas, precisam ser respondidos. Não podemos fazer isso em nossas circunstâncias atuais, mas seremos capazes se o Senhor abençoar nossos esforços” em melhorar a escola de Battle Creek. “Adiamos essa tarefa por tempo demais. Não podemos melhorar o passado, porém o tempo que ainda nos resta pode ser aperfeiçoado. […] Pessoas de outras nacionalidades desejam ser instruídas a respeito do” segundo advento.
A liderança reconheceu que precisava fundar uma faculdade, e o fez em 1874. Antes da abertura dessa instituição, George Butler, presidente da Associação Geral, escreveu: “Vemos uma grande obra à nossa frente. […] Reconhecemos que chegará o tempo em que centenas e centenas de missionários sairão desta terra para outras, a fim de anunciar a mensagem de advertência.” Para essa finalidade, a faculdade proposta precisava educar não só pastores, mas também tradutores, editores e outros, que pudessem ajudar no avanço da mensagem do terceiro anjo.
A visão nunca é estática. Deus conduz Seu povo mediante um passo de cada vez. Quando compreendemos um nível de necessidade, Ele nos impulsiona para o seguinte. É isso que acontece em cada aspecto de vidas dedicadas para o Senhor. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 4“Venham, vamos refletir juntos”, diz o Senhor. Isaías 1:18, NVI
Os fundadores de Battle Creek College em 1874 eram extremamente claros quanto a seus objetivos para a nova escola. Desejavam uma instituição que ensinasse a Bíblia, preparasse ministros e missionários e desenvolvesse, em seus alunos, a habilidade de raciocinar com Deus. Sabiam por que estavam criando uma faculdade.
Então veio o problema do corpo docente. Ainda mais básica era a questão sobre onde a jovem denominação poderia encontrar professores e funcionários.
Felizmente, eles tinham entre si pelo menos uma pessoa graduada numa universidade. Sidney Brownsberger havia concluído o programa de estudos clássicos da Universidade de Michigan, em 1869, e logo receberia o grau de mestre da mesma instituição em 1875. Dadas as necessidades da igreja, a formação de Brownsberger e sua dedicação ao adventismo, ele era a escolha evidente para dirigir a nova faculdade, porém, não sabia como colocar em prática as metas dos fundadores.
Willie White conta que, em uma das primeiras reuniões da comissão diretiva da faculdade, sua mãe “leu para eles o testemunho sobre a educação apropriada. Todos ouviram com profundo interesse. Reconheceram que as palavras vinham em tempo oportuno. Também admitiram que elas requeriam uma obra mais ampla do que haviam planejado e que a bela localização” nas redondezas de Battle Creek, “tão próxima e conveniente”, não proporcionava tudo o que era necessário.
“Alguém perguntou: ‘Bem, irmão Brownsberger, o que podemos fazer?’
“Ele respondeu: ‘Não faço a menor ideia de como administrar uma escola como essa. […]’
“Então ficou combinado que a obra da escola seria organizada, seguindo o método comum. A questão dos ofícios manuais seria estudada para que fossem introduzidos [posteriormente]. No entanto, não foram dados passos nessa direção por muitos anos.”
O jovem líder educador fez o que sabia de melhor. A escola que desenvolveu na metade dos anos 1870 tinha, em sua base curricular ideal, um curso tradicional de artes voltado para o latim, o grego clássico e a literatura dessas línguas. Não poderia ser chamada de instituição de “reforma”.
Entretanto, Deus a usou assim mesmo. E nisso encontramos uma boa notícia. Deus nos usa a despeito de nós mesmos.
Muito obrigado, Senhor! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de junhoMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Em Busca de uma Educação Apropriada – 5Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! Provérbios 16:16
Conforme vimos ontem, o Battle Creek College não conseguiu atender às expectativas de seus fundadores. Não havia aulas regulares de ensino religioso, muito menos, matérias obrigatórias. Embora seja verdade que Uriah Smith fizesse de tudo, mancando para lá e para cá, para dar algumas palestras eletivas um tanto quanto tediosas sobre profecia bíblica, parece que não conseguia reunir um bom público.
Os catálogos da instituição divulgavam: “Não há nada nos cursos, nem nas regras e práticas de disciplina que seja denominacional ou sectário. As aulas de Bíblia são totalmente opcionais.” Ainda: “Os administradores desta faculdade não têm nenhuma disposição de insistir com os alunos para adotar visões sectárias, nem de destacá-las.” Essa foi a gênese da educação superior adventista do sétimo dia.
Contudo, as coisas pioraram. Brownsberger deixou sua função em 1881, e a escola o substituiu por Alexander McLearn, que chegara com a vantagem de possuir um nobre diploma de doutor em divindade, mas a desvantagem de não ser adventista, nem um converso recente. Brownsberger podia até não entender a necessidade de uma educação genuinamente adventista, mas McLearn não entendia nem sequer o adventismo.
A instituição fechou as portas para o ano letivo de 1882-1883, sem a certeza de reabrir. Essa foi a primeira tentativa adventista de gerir uma instituição de educação superior. Um dos jornais de Battle Creek chamou o fiasco adventista de “circo do extremo Oeste”.
Foi em meio à confusão da liderança de McLearn que Ellen White transmitiu, apesar das dificuldades, um testemunho chamado “Nosso Colégio”, artigo lido no prédio central do colégio, perante a liderança eclesiástica e educacional da denominação, em dezembro de 1881. E ela não omitiu nenhuma palavra: “Há risco de nosso colégio ser desviado de seu desígnio original” (T5, p. 21).
Esta triste história pode nos ensinar algo importante. É fácil pensar que a igreja passa por um movimento descendente contínuo desde sua fundação, mas a realidade não é essa. A igreja sempre teve problemas e sempre terá. Entretanto, Deus não desiste dela. O Senhor trabalha com pessoas e instituições nada perfeitas, e persiste mesmo quando sentimos vontade de desistir. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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Esse post foi publicado em 06 - Junho, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2017 e marcado , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – JUNHO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

  1. Patanga Cordeiro disse:

    Puxa, fiquei assombrado com o volume de ensinamentos e meditações diárias do site!
    Eu nem imaginava que um site teria tanto conteudo. Foram realmente muitos anos de dedicação para escrever tudo isso.

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