Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – MAIO – Meditações Diárias 2015 – George Knight – Para não Esquecer

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1º de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Formação da doutrina dos dons espirituais – 1A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 1Coríntios 12:28
Quanto à nova compreensão, em 1855, sobre o horário certo para o início do sábado, observamos uma sequência definida de acontecimentos: (1) discordância em relação ao assunto; (2) um minucioso estudo bíblico; (3) concordância generalizada sobre as descobertas do estudo das Escrituras, com alguma discordância por parte dos que defendiam a antiga posição; e (4) uma visão de Ellen White confirmando o resultado da pesquisa bíblica, que trouxe união entre os crentes.
Essa sequência de acontecimentos traz várias observações à nossa mente. Tiago White mencionou uma delas: “A pergunta que surge naturalmente é: Se as visões são dadas para corrigir os errantes, por que ela [Ellen] não viu antes o erro do início do sábado às seis da tarde?” Ele observou: “Em primeiro lugar, sou muito agradecido a Deus por ter corrigido o erro em Seu tempo, não permitindo que uma divisão infeliz existisse em nosso meio a esse respeito. […]
“Não parece ser desejo do Senhor ensinar Seu povo questões bíblicas por meio dos dons do Espírito até que Seus servos tenham pesquisado diligentemente Sua Palavra. Quando isso aconteceu a respeito da hora de início do sábado, a maioria entendeu, mas alguns correram o risco de ficar em desarmonia com o grupo. Então chegou o momento de Deus demonstrar Sua bondade mediante a manifestação do dom de Seu Espírito na realização apropriada de Sua obra. As Sagradas Escrituras nos foram dadas como regra de fé e prática, e recebemos a ordem de estudá-la. […]
“Os dons devem ter seu lugar adequado dentro da igreja. Deus nunca os colocou na frente de tudo e ordenou que olhássemos para eles a fim de sermos guiados no caminho da verdade e para o Céu. Ele engrandece Sua Palavra. As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a lâmpada do ser humano, que o ilumina em seu caminho para o reino. Siga isso, mas, caso se afaste da verdade bíblica e corra o risco de se perder, pode ser que […] o Senhor o corrija e você seja levado de volta à Bíblia”.
Graças a Deus por Seus dons, inclusive o dom de profecia derramado pelo Espírito Santo. Os primeiros adventistas valorizavam o dom, mas procuravam colocá-lo em seu “devido lugar”. Aos olhos deles, a Bíblia era o centro, e os dons apontavam para a revelação de Deus nas Escrituras. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Formação da doutrina dos dons espirituais – 2A revelação das Tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples. Salmos 119:130
Ontem vimos que Tiago White destacou a supremacia da Bíblia como professora dos cristãos quanto a seus deveres. Segundo ele, a função do dom de profecia era não só confirmar as verdades já encontradas nas Escrituras e ajudar a unir o povo de Deus em torno dos ensinos bíblicos, mas também levar as pessoas de volta à Bíblia.
Esse é um ponto importante. Uma das funções apropriadas dos dons espirituais é levar as pessoas de volta à Bíblia. Ao exprimir essa ideia, Tiago chegou a um conceito crucial. Muitos adventistas não compreendem o papel correto dos dons espirituais. Alguns chegam ao ponto de dedicar mais tempo e energia estudando os escritos de Ellen White do que as Escrituras.
Tal conduta é absolutamente contrária à compreensão da obra defendida por Tiago e Ellen White, e por todos os demais pioneiros do adventismo. De acordo com a perspectiva de Ellen, tais pessoas transformam a “luz menor” na “luz maior”, ao relegarem a Bíblia ao segundo plano.
Ela escreveu: “A Palavra de Deus é suficiente para iluminar o espírito mais obscurecido, e pode ser compreendida por todo aquele que sinceramente deseja entendê-la. Mas não obstante isso, alguns que dizem fazer da Palavra de Deus o objeto de seus estudos, são encontrados vivendo em oposição direta a alguns de seus mais claros ensinos. Então, para que tanto homens como mulheres ficassem sem desculpa, Deus deu testemunhos claros e decisivos a fim de reconduzi-los à Sua Palavra que eles negligenciaram seguir” (T5, p. 663, 664; itálico acrescentado).
Ainda: “O irmão J confundiria a mente, buscando fazer parecer que a luz que Deus tem dado mediante os Testemunhos é um acréscimo à Palavra de Deus; mas nisso apresenta a questão sob uma falsa luz. Deus tem julgado adequado trazer desse modo à mente de Seu povo a Sua Palavra” (ibid., p. 663). Em outra ocasião, Ellen White escreveu: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior” (CE, p. 125).
Os pioneiros adventistas eram bem assertivos quanto ao papel de Ellen White como alguém que apontava para a Bíblia, em vez de ser a fonte de doutrinas. Aliás, um dos motivos que me leva a crer que ela foi uma profetisa verdadeira é o fato de sempre direcionar seus leitores a Jesus e à Bíblia. Que sigamos hoje seu conselho! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Formação da doutrina dos dons espirituais – 3E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas […] até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus. Efésios 4:11, 13
Em 1856, Ellen White passou a receber cada vez mais críticas de seus difamadores. Por isso, os guardadores do sábado sentiam a necessidade premente de desenvolver uma teologia dos dons proféticos e integrar tal conceito a todo o seu sistema teológico.
No mês de fevereiro daquele ano, Tiago White escreveu um artigo sobre o assunto. Primeiro, citou vários textos indicando que os dons do Espírito (inclusive o de profecia) continuariam a ser manifestados na igreja até o segundo advento. Em seguida, concentrou-se em Joel 2:28 a 32, observando que o Pentecostes foi apenas um cumprimento parcial e que a verdadeira ênfase de Joel envolvia o derramamento especial do dom de profecia sobre os “sobreviventes” do versículo 32.
White igualava os sobreviventes de Joel 2:32 ao remanescente dos últimos dias de Apocalipse 12:17, que “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. E qual seria o “testemunho de Jesus”? – perguntou Tiago. “Deixaremos o anjo que conversou com João responder a essa pergunta. Ele diz: ‘o testemunho de Jesus é o espírito da profecia’ (Ap 19:10)”. Em conclusão, Tiago subentendeu que uma das marcas da igreja de Deus dos últimos dias seria um reavivamento do dom de profecia, o qual ele acreditava com toda convicção que sua esposa possuía.
Portanto, em 1856, os guardadores do sábado não só estruturaram uma compreensão bíblica do dom de profecia como também a encaixaram no conjunto de passagens apocalípticas que formavam as bases para a autocompreensão e identidade do movimento. O resultado foi que a doutrina dos dons espirituais, por volta da metade dos anos 1850, havia se tornado um dos ensinos bíblicos (assim como o sábado, o santuário, o segundo advento e o estado dos mortos) que começavam a distingui-los no mundo religioso como uma igreja única.
Mais uma vez, porém, em fevereiro de 1856, Tiago escreveu um artigo deixando bem claro que ninguém “tem liberdade de […] descobrir qual é seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. Quem assim o faz, coloca os dons no lugar errado e assume uma posição extremamente perigosa”.
Obrigado, Senhor, pela clareza dos pioneiros quanto à centralidade da Bíblia e ao lugar do dom de profecia. Ajuda-me a ser claro. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Conheça Uriah SmithMas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. Marcos 13:10
Uriah Smith (1832-1903) se tornou um dos adventistas do sétimo dia mais engajados na disseminação da mensagem da igreja pelo mundo, de forma impressa.
Ele começou a vida com dificuldades. Ainda jovem, sua perna esquerda foi amputada entre a coxa e o joelho. Como se isso não bastasse, a operação de 29 minutos foi feita na mesa de cozinha da família, sem anestesia. O único conforto que recebeu foi a mão de sua mãe para segurar. A maioria de nós sabe muito pouco sobre como era viver nos “bons e velhos tempos”.
A mãe de Uriah se tornou milerita, e o garoto foi batizado por um ancião no verão de 1844. A esperança de outubro de 1844 o impressionara profundamente; mas, quando Jesus não voltou, ele deixou o adventismo de lado e foi atrás de seus estudos, educação, para garantir uma boa posição nesta Terra. A preocupação com o Céu, enfatizada pelos adventistas, ficava cada vez mais distante de seus planos.
Aos 16 anos, entrou na Phillips Academy, em Exeter, New Hampshire, uma das escolas secundárias particulares de maior prestígio de sua época. Muitos dos “grandes” da nação haviam entrado como alunos por suas portas. O ambicioso jovem Uriah tinha plenas intenções de ingressar em Harvard depois de se formar. Seu alvo era a carreira letiva em uma das melhores instituições de ensino da nação. Com certeza, ele tinha inteligência para isso.
Entretanto, os planos de Deus para o jovem intelectual eram outros. E os de sua mãe também. Vimos algumas semanas atrás como Annie, irmã de Uriah, fora levada ao adventismo por meio das orações de sua mãe, de um sonho concedido tanto à moça quanto a José Bates e da dinâmica atuação evangelística de Bates. Annie se uniu aos guardadores do sábado em 1852 e, depois disso, o talentoso Uriah também precisou enfrentar a influência dela.
Por fim, em setembro de 1852, aos 20 anos de idade, o jovem Smith concordou em ir a uma reunião adventista, na qual ouviu Tiago e Ellen White explicando o porquê do desapontamento de 1844 e o motivo da opção pelo sétimo dia. Isso o levou a mais de dois meses de estudo intensivo sobre o assunto. A crise veio em dezembro de 1852, com a morte de seu pai. Diante da realidade nua e crua, Uriah se entregou por completo ao Senhor, que o usaria poderosamente.
Senhor, como lutamos para não nos entregarmos por completo a Ti! Ajuda-me hoje a me dar por inteiro para Tua Causa. Usa-me, ó Deus, para ser uma bênção neste dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
O Senhor abençoa UriahEntão, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Mateus 25:20, 21
Uriah Smith realmente era um homem com cinco talentos. Ele estava perto do topo no que se referia a suas habilidades entre os adventistas. Depois de sua conversão, no fim de 1852, dedicou-se à causa adventista pelo resto da vida, mas isso não significa que nunca tenha recebido propostas profissionais que o tentaram em áreas nas quais as recompensas financeiras seriam muito maiores do que poderia almejar, trabalhando para a igreja. Uma dessas oportunidades surgiu um mês após se converter. No entanto, a mente de Uriah estava firmemente direcionada para outro lugar, “a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11:10).
No início de 1853, o jovem sonhador enviou a Tiago White um poema com 3.500 versos, chamado “A Voz de Advertência do Tempo e da Profecia”. Tiago se impressionou tanto que publicou trechos do poema semanalmente ao longo de cinco meses na Review and Herald. Em maio de 1853, Uriah passou a fazer parte da equipe editorial da Review, carreira na qual permaneceu até sua morte, 50 anos mais tarde.
As condições de trabalho eram, na melhor das hipóteses, primitivas. Toda a equipe da Review morava em uma casa, que Tiago havia alugado por 175 dólares por ano, localizada em Rochester, Nova York. Além de ser parcamente mobiliada, com móveis emprestados e meio danificados, também abrigava todo o equipamento de publicações.
Sem salário, a única promessa que tinham era de que não passariam fome. Contudo, aos olhos de alguns, era quase isso, pois a alimentação básica deles consistia de feijão e mingau de cereais. Uriah, porém, com seu otimismo jovial, encarava toda a experiência positivamente. Depois de morar lá por algumas semanas, observou que, “embora não fizesse objeção a comer feijão 365 dias seguidos, protestaria se isso se tornasse uma dieta regular!”
Mesmo com fome, às vezes, todos, inclusive o jovem com uma perna só, estavam dispostos a fazer sacrifícios pela obra que amavam.
Senhor, nós Te agradecemos hoje pelos talentos que deste a cada um de nós. Ajuda-nos a usá-los para Ti, à medida que abres o caminho, ainda que isso nos custe coisas terrenas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Uriah Smith: líder adventistaQuem é fiel no pouco também é fiel no muito. Lucas 16:10
Para dizer o mínimo, as publicações adventistas eram bem primitivas quando Uriah Smith começou a trabalhar com Tiago White. Uma de suas primeiras funções, considerando que não tinham uma guilhotina, era aparar as pontas dos livros, com seu canivete.
Entretanto, isso mudou. Com o passar do tempo, não só os adventistas desenvolveram uma instituição de publicações da melhor qualidade, como também Uriah Smith se tornou o editor-chefe do periódico mais importante da denominação, atuando nessa função de 1855 a 1861, 1864 a 1873, 1877 a 1887 e de 1901 a 1903 – mais de 35 anos ao todo. Nessa função, ele podia moldar o pensamento adventista sobre quase todos os assuntos durante os anos formativos da igreja.
Além de ocupar a mais influente posição editorial durante um período decisivo, Uriah também escreveu alguns dos livros mais importantes da denominação. Os livros Thoughts, Critical and Practical, on the Book of Revelation [Pensamentos Críticos e Práticos Sobre o Livro do Apocalipse], de 1867, e Thoughts, Critical and Practical, on the Book of Daniel [Pensamentos Críticos e Práticos Sobre o Livro de Daniel], de 1873, tiveram grande influência na formação do pensamento adventista sobre as profecias. Mais tarde, as duas obras foram unidas em Daniel and the Apocalipse [Daniel e o Apocalipse], e seu trabalho próspero se tornou a referência sobre o assunto por cerca de 75 anos.
Além de editor e autor, Smith também serviu a igreja na segunda função administrativa mais importante ao longo de quase 25 anos. Foi secretário da Associação Geral nos períodos 1863 a 1881 e 1883 a 1888.
E isso não é tudo. Como não podia orar ajoelhado devido à perna amputada, ele criou uma perna artificial que lhe permitia ajoelhar-se. Ele também inventou e patenteou uma carteira escolar com o apoio das costas dobrável, e um objeto que cumpria a dupla função de bengala e banquinho. Os recursos provenientes de seus livros e invenções o tornaram relativamente próspero em seus últimos anos de vida. Smith entregou tudo ao Senhor, e Deus retribuiu, abençoando o homem de uma só perna que dedicou todos os talentos à Sua causa.
É claro que Uriah enfrentava desafios espirituais. Mais à frente, veremos algumas de suas lutas. No entanto, a boa notícia é que Deus usa pessoas imperfeitas e talentosas como nós. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Conheça John Nevins AndrewsProcura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade. 2Timóteo 2:15
John Nevins Andrews foi o mais influente erudito da Igreja Adventista do Sétimo Dia em sua fase inicial. Mais do que qualquer outra pessoa, ele sentia a necessidade de estudar para se apresentar “a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2:15).
Andrews nasceu em 1829 em Poland, Maine. Quando adulto, sabia ler a Bíblia em sete idiomas e afirmava ser capaz de recitar o Novo Testamento de cor. Sua vida foi de constante aprendizado até sua morte precoce em 1883.
Em conformidade com sua natureza intelectual, aos 15 anos de idade, John Nevins Andrews aceitou a mensagem por meio da leitura de um exemplar do folheto de Thomas Preble sobre o sábado, que chegou às suas mãos logo após ser publicado em 1845. Com vários outros adolescentes, comprometeu-se a guardar o dia especial de Deus antes mesmo que seus pais soubessem disso. Esses meninos passaram a cortar a lenha e a terminar suas tarefas na cozinha na sexta-feira, para “não mais serem transgressores do sétimo dia”. Foi só depois que seus pais se uniram a eles na nova fé.
Andrews conheceu os White em setembro de 1849, quando o casal livrou do fanatismo alguns adultos de sua família e da comunidade. Naquela ocasião, ao reconhecer o impacto maléfico dos ensinos equivocados, o jovem exclamou: “Eu trocaria mil erros por uma verdade!”
Em 1850, John começou a trabalhar como pastor. Em cinco anos, porém, encontrava-se “completamente esgotado” por causa dos estudos intensivos e da agenda cheia. Depois de perder a voz e prejudicar sua visão, foi trabalhar na fazenda de seus pais, para recuperar a saúde. Mesmo nessas condições, não se afastou por completo dos livros. Em 1861, publicou a obra de fôlego History of the Sabbath and First Day of the Week [História do Sábado e do Primeiro Dia da Semana].
Em 1867, tornou-se o terceiro presidente da Associação Geral e, em 1869, foi editor da Review and Herald. Em 1874, foi para a Europa, como o primeiro missionário oficial da denominação em terras estrangeiras. Ellen White escreveu que eles haviam enviado “o homem mais capaz de todas as nossas fileiras” (Ct 2a, 1878).
Não há limites para o quanto Deus pode usar pessoas que dedicam a vida a Ele e ao estudo de Sua Palavra.
Ajuda-nos, Senhor, para que cada um de nós se torne um “obreiro que não tem de que se envergonhar” no que se refere a Ti e às Tuas sagradas Escrituras. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
O menino pregadorBom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Lamentações 3:27
John Loughborough (1832-1924) tinha 16 anos quando sentiu o chamado para pregar. Ele sofria de malária por nove semanas.
Desesperado, finalmente clamou: “Senhor, cura estes calafrios e esta febre, e sairei para pregar assim que tiver forças suficientes para fazê-lo.” Os calafrios cessaram naquele mesmo dia.
John não tinha dinheiro para viajar. Depois de cortar lenha por algumas semanas, conseguiu economizar um dólar. Anos depois, observou: “Aquele dinheiro me levaria aonde eu queria ir, mas e as roupas? O vizinho para quem trabalhei me deu um colete e um par de calças parcialmente gastas; mas, como ele era muito mais alto que eu, essas roupas estavam longe de me servir, mesmo depois de cortar 17 centímetros do comprimento da calça. Para substituir o terno, meu irmão me deu um sobretudo, cuja borda tinha sido cortada.
“Com essa indumentária curiosa e um dólar, decidi ir a algum lugar onde não me conhecessem, e tentar pregar. Caso falhasse, meus amigos não ficariam sabendo; se tivesse êxito, consideraria o fato uma evidência de que era meu dever proclamar a mensagem.”
Na primeira noite fora de casa, deparou-se com uma pequena igreja batista em uma vila repleta de gente. Ele conta: “Eu cantei, orei e cantei mais uma vez. Falei sobre a queda do homem. Em vez de ficar envergonhado como temia, a bênção de Deus veio sobre mim e preguei sem reservas. Na manhã seguinte, fiquei sabendo que havia sete pastores na igreja na noite anterior.
“Na segunda noite, o lugar estava lotado de novo. Acho que eu atraía curiosos que queriam ouvir a pregação de um menino que não tinha nem barba. […] No fim do sermão, o […] pastor se levantou e disse que na noite seguinte começaria uma série de aulas de canto, então minhas reuniões precisariam parar. Então, um senhor chamado Thompson se pôs de pé e falou: ‘Sr. Loughborough, esta escola de canto foi planejada com o objetivo de dar fim a suas reuniões.’” Então Thompson convidou o jovem pregador a transferir seus cultos para um grande prédio escolar que administrava. E mais uma vez o pregador iniciante foi bem-sucedido em circunstâncias nas quais os menos ousados teriam fracassado.
Quanto o Deus da graça é capaz de abençoar até aquela que parece a mais pobre das ofertas quando colocada a Seu serviço! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
O menino e o pastorDa boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor. Mateus 21:16
O jovem pregador, como dá para imaginar, tinha medo de conhecer pastores. Tal temor logo se concretizou quando o ministro que havia cancelado suas reuniões decidiu visitar John em um culto informal com aqueles que estiveram presentes em suas reuniões.
John conta como foi:
– Muito bem – disse o pastor. – Você teve um público e tanto ontem à noite!
– É verdade, e eles pareciam bem interessados – respondi.
– O mais provável é que estivessem curiosos para ouvir um menino pregar, mas eu entendi direito você dizer que a alma não é imortal? – indagou o pastor.
– Foi o que eu disse.
Então ele perguntou:
– Como você explicaria o castigo, a morte que nunca tem fim?
– Fiquei surpreso e disse:
– Nunca vi esse texto bíblico. Metade de sua citação vem da Bíblia, e a outra, do hinário metodista.
– Com toda convicção – ele insistiu – digo-lhe que o que falei está na Bíblia! No capítulo 21 de Apocalipse.
– Acho que você se refere ao capítulo 25 de Mateus. Metade de seu texto está ali. Diz que os ímpios sofrerão um castigo eterno.
– Sim, é verdade, mas o texto que citei está no capítulo 21 de Apocalipse. Empreste-me sua Bíblia e lhe mostrarei – insistiu o pastor.
Para o espanto de todos, ele fez a busca somente para esbarrar em uma confusão. Então, devolveu a Bíblia e se desculpou, dizendo que tinha outro compromisso.
Podemos até rir dessa história um tanto simplória, mas ela reflete que a religião nas áreas rurais e fronteiriças dos Estados Unidos no século 19 era bem primitiva. Os pregadores das áreas campestres costumavam ser autodidatas. E isso se aplicava tanto aos adventistas quanto a seus críticos. Dentro de tal contexto, o conhecimento da Bíblia costumava sair vitorioso.
Muita coisa mudou desde então, mas não a importância de se conhecer a Bíblia. A Palavra de Deus é um dom especial do Céu. No entanto, quantos em nossa era mais esclarecida continuam tão ignorantes de sua mensagem quanto o pastor da história! Não há momento melhor do que hoje para transformar o estudo contínuo das Escrituras em parte de nosso cotidiano. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
John Norton Loughborough conhece J. N. AndrewsA lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma. Salmos 19:7
O pregador adventista John Norton Loughborough guardou o domingo por três anos e meio até que conheceu um pregador que guardava o sábado. Os ex-mileritas sabiam que vários defensores da teoria da porta fechada tinham tendências ao fanatismo. Além disso, contaram a Loughborough que o grupo que ele estava prestes a conhecer, além de guardar o sábado, gritava e fazia barulho quando se reunia.
Ele não estava muito ansioso para encontrar esses indivíduos, mas certo homem chamado Orton lhe disse: “O pessoal do sétimo dia está fazendo reuniões na avenida Mount Hope, 124.” E o convidou para comparecer.
John Loughborough recusou o convite, mas Orton respondeu: “Você tem um dever a cumprir. Alguns do seu rebanho se uniram aos adventistas sabatistas, e você precisa tirá-los dessa heresia. Eles lhe darão uma chance de falar. Então, prepare seus textos e mostre em dois minutos que o sábado foi abolido.”
Com esse desafio ecoando em seus ouvidos, Loughborough “preparou seus textos” e se dirigiu para a reunião dos guardadores do sábado, acompanhado de amigos guardadores do domingo.
O jovem pregador nunca mais seria o mesmo. Não houve fanatismo, nem demonstrações barulhentas na reunião; além disso, um pastor chamado John Nevins Andrews selecionou as mesmas passagens sobre a lei e o sábado que John Loughborough havia listado, e as explicou. Além de Andrews falar dos mesmos textos, Loughborough notou que ele o fez na mesma ordem. Aquilo foi demais para ele. John Loughborough aceitou o sábado em setembro de 1852 e se tornou um pregador dessa mensagem.
Ele seria pioneiro da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Califórnia e na Inglaterra, atuaria como pastor e administrador em várias partes dos Estados Unidos e publicaria a primeira história dos adventistas do sétimo dia em 1892: The Rise and Progress of Seventh-Day Adventists [Surgimento e Progresso dos Adventistas do Sétimo Dia], revisada em 1905 e lançada com o novo título de The Great Second Advent Movement [O Grande Movimento do Segundo Advento].
Ellen White declarou, em dado momento, que não há fim para a utilidade da pessoa que dedica sua vida a Deus. Esse foi o caso de John Loughborough. E o mesmo pode acontecer em nossa experiência também. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Centro em Battle CreekHavia na igreja de Antioquia profetas e mestres. Atos 13:1
Todo movimento tem um centro. A igreja apostólica organizava sua missão aos gentios a partir de Antioquia, na Síria.
A pequena cidade de Battle Creek se transformou na sede da Igreja Adventista do Sétimo Dia durante o século 19. De lá, publicações e missionários se espalharam para os confins da Terra, à medida que o adventismo compreendia sua responsabilidade de pregar as três mensagens angélicas ao mundo.
Os adventistas guardadores do sábado iniciaram a obra em Battle Creek quando, em 1852, o itinerante José Bates visitou a então vila de dois mil habitantes. Sua chegada ali o colocou em um dilema. Em geral, ele começava a evangelizar uma nova região, entrando em contato com os membros da congregação adventista do primeiro dia, mas não havia nenhuma em Battle Creek. Então, conforme John Loughborough relatou, Bates foi aos correios e perguntou quem era o homem mais honesto da cidade. O funcionário o encaminhou para David Hewitt.
O intrépido evangelista encontrou a família Hewitt tomando o desjejum e logo disse ao chefe da casa que, como as pessoas o consideravam o homem mais honesto da cidade, tinha verdades para partilhar com ele. Começando no desjejum e se estendendo até a tarde, Bates “lhes expôs a terceira mensagem angélica e o sábado”, mensagem que aceitaram antes que o sol se pusesse.
O batismo de Hewitt foi o início da congregação de guardadores do sábado em Battle Creek. Em 1855, quatro dos conversos de Bates – Dan Palmer, J. P. Kellogg, Henry Lyon e Cyrenius Smith – reuniram recursos para que se construísse uma editora na cidade. Alguns deles chegaram a vender a própria fazenda a fim de custear a iniciativa.
Battle Creek se transformou na sede do adventismo pelo resto do século. Conforme veremos, diversas instituições adventistas surgiriam ali. E no centro da vida da comunidade estava o Tabernáculo Dime [igreja construída em 1879 com dimes, moedas de dez centavos de dólar, enviadas por adventistas de toda a denominação]. Com capacidade para quatro mil pessoas sentadas, constituía um grande monumento para a denominação que contava com 15 mil membros em todo o mundo. No tabernáculo, seriam realizadas as assembleias gerais da igreja.
Assim como doações sacrificiais do povo de Deus financiaram o crescimento em Battle Creek, elas têm servido para o avanço da igreja. Sem sacrifício, não há progresso. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Quem quer organizar a igreja?Proclamareis liberdade na terra a todos os seus moradores. Levítico 25:10
Alguém queria organizar a igreja? Com certeza, Tiago White e José Bates, não, no fim dos anos 1840. Ambos haviam pertencido à Conexão Cristã, grupo religioso no qual liberdade significava não ter restrições por parte de estruturas eclesiásticas, nem de qualquer organização superior à congregação local.
Um de seus pastores mais importantes escreveu, no início da década de 1830, que a Conexão Cristã havia surgido simultaneamente em diversas partes dos Estados Unidos no início do século 19, “não com o objetivo de estabelecer doutrinas distintivas e peculiares, mas para garantir a indivíduos e igrejas mais liberdade e independência em relação a questões de fé e prática, bem como para retirar a autoridade de credos humanos e as algemas de modos e formas prescritos, a fim de fazer da Bíblia o único guia, atribuindo a cada indivíduo o direito de ser um expositor da Palavra e de julgar por si mesmo quais são suas doutrinas e exigências e, no viver diário, seguir mais de perto a simplicidade dos apóstolos e cristãos primitivos”.
Um historiador do movimento resumiu em 1873 a ardente independência dos conexionistas: “Quando perguntamos a que grupo eles pertenciam, a resposta era: ‘A nenhum’. ‘A que denominação vocês pertencem?’ ‘A nenhuma.’ ‘Que nome partidário vocês assumirão?’ ‘Nenhum.’ ‘Então o que vocês farão?’ ‘Continuaremos como começamos: seremos cristãos. Cristo é nosso líder; a Bíblia, nosso único credo, e serviremos a Deus livres da rede do sectarismo.’”
Podemos dizer que os membros da Conexão Cristã eram antiorganizacionais. Eles aceitavam a necessidade de estrutura no nível local, mas consideravam cada igreja ou congregação um corpo independente. O que unia as várias vertentes de conexionistas era, em grande medida, seus periódicos. E o nome de sua primeira publicação não poderia ser outro, senão Herald of Gospel Liberty [Arauto da Liberdade do Evangelho]. A segunda estratégia para manter uma vaga união era realizar reuniões desses cristãos com ideias parecidas.
Foi esse tipo de organização – periódicos e conferências – que Bates e White levaram para os primeiros guardadores do sábado. Eles não viam a necessidade de mais estruturas.
É importante destacar que a liberdade é algo bom. Conforme veremos, porém, isso não é tudo o que a Bíblia ensina sobre o assunto. Os primeiros adventistas descobriram que Deus guia todas as iniciativas à medida que as necessidades surgem.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Organização babilônicaNa sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da Terra. Apocalipse 17:5
Ao contrário dos conexionistas, a maioria dos adventistas mileritas não era contrária à organização da igreja. Em contrapartida, não tinham o desejo de formar uma estrutura eclesiástica. Afinal, o Senhor voltaria em breve e não haveria necessidade disso. Por isso, os cristãos mileritas procuraram permanecer em suas denominações enquanto testemunhavam da fé adventista e aguardavam o retorno de Cristo.
Isso funcionou bem até o verão de 1843, quando muitas congregações começaram a excluí-los, por causa da agitação crescente e constante acerca do advento que se aproximava. Conforme vimos, essa atitude agressiva levou Charles Fitch a proclamar a queda de Babilônia e a necessidade de que os cristãos saíssem das várias denominações. O conflito e a perseguição resultantes da rejeição da mensagem do advento levaram muitos a concluir que as igrejas estavam, de fato, desempenhando o papel de Babilônia – cidade opressora do povo de Deus no Antigo Testamento.
Um pregador milerita que sentiu a forte impressão de proclamar a mensagem de deixar as denominações foi George Storrs. Ele escreveu que a Babilônia “é a velha mãe, e todas as suas filhas [as denominações protestantes] […] são reconhecidas pela semelhança familiar, um espírito dominador e arrogante; tal espírito suprime a livre busca pela verdade e a livre expressão de nossas convicções acerca do que é verdadeiro”. Os indivíduos necessitavam abandonar as denominações porque, de acordo com Storrs, “não temos o direito de permitir que nenhum homem ou grupo de homens domine sobre nós dessa maneira. Permanecer em um corpo organizado assim […] é permanecer em Babilônia”.
Para Storrs, a religião organizada (tanto católica quanto protestante) tinha uma história repleta de intolerância e perseguição. Ele chegou a concluir: “Nenhuma igreja pode ser organizada por invenção humana. O que a torna Babilônia é o fato de ser um movimento organizado”.
Tal mensagem, associada à dolorosa experiência dos fiéis sob as várias igrejas, deixaram na maioria dos mileritas uma impressão tão forte que seus grupos acharam impossível se organizar no fim dos anos 1840 e início da década de 1850.
Esse foi o caso dos guardadores do sábado. No entanto, logo eles descobririam que “Babilônia” tem mais de um significado na Bíblia.
Senhor, ajuda-nos a ver com clareza mesmo em períodos confusos. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Ausência de estrutura não significa ausência de problemasQuando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina. 1Timóteo 1:3
No início da igreja cristã, havia uma estrutura formal mínima, mas provavelmente os primeiros cristãos não sentiam necessidade disso. No entendimento deles, Jesus logo voltaria. Entretanto, Cristo não regressou. Isso resultou em problemas na igreja, os quais requeriam atenção. As epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo e Tito) serviram para manter a ordem nas congregações.
O adventismo passou por uma experiência semelhante. Desde setembro de 1849, encontramos Tiago White solicitando auxílio financeiro para os pregadores itinerantes do movimento e abordando a necessidade de “suspender” certa mulher “da comunhão”. Então, em março de 1850, no contexto dos comentários sobre um indivíduo a quem ele não acreditava que Deus chamara para ser pregador itinerante, Tiago escreveu sobre a necessidade de prosseguirem em “ordem evangélica”.
Parece que a esposa de Tiago tinha preocupações semelhantes. Em dezembro de 1850, ela escreveu: “Vi que tudo no Céu se encontra em perfeita ordem. Disse o anjo: ‘Olha, Cristo é o cabeça; avançai em ordem, avançai em ordem. […] Ele também disse: ‘Contempla e vê como é perfeita e bela a ordem no Céu; segue-a.’” Perto da conclusão, ela observou: “se Israel [isto é, a igreja] progredisse de maneira constante, segundo a ordem bíblica, seria tão poderoso quanto um exército com estandartes” (Man. 11, 1850).
As preocupações iniciais de Tiago e Ellen White quanto à organização pareciam ser essencialmente as mesmas. Temiam representantes desordeiros, fanáticos e desautorizados. No início dos anos 1850, houve um rápido crescimento no número de indivíduos atraídos pela lógica da pregação dos guardadores do sábado. Em três anos, o número de adeptos ao movimento saltou de cerca de cem para mais de 2 mil, em 1852.
O crescimento é bom, porém, traz consigo problemas e desafios. Por exemplo, sem estrutura além da congregação, os grupos dispersos de guardadores do sábado teriam sido presas fáceis de fanáticos e pregadores sem autorização.
Pai, ajuda-nos a apreciar o valor da estrutura em Tua obra, bem como em nossa vida pessoal. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Ordenação de líderesA razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí. Tito 1:5, NVI
Em 1851, os problemas entre as crescentes congregações de guardadores do sábado levaram o casal White a crer que o movimento exigia sua presença pessoal de tempos em tempos para corrigir os abusos. Nos anos seguintes, a Review traria relatos deles com títulos como “Nossa Viagem ao Leste”. Durante as jornadas, os White lidavam repetidas vezes com questões de fanatismo e ordem eclesiástica dentro das congregações. Por exemplo, a respeito de uma conferência realizada em Medford, Massachusetts, no fim de 1851, Tiago declarou: “a dificuldade da reunião foi a ordem da igreja, apontar os erros de S. Smith e de H. W. Allen, bem como a importância da ação da igreja [exclusão da comunhão] para corrigir o rumo de alguns irmãos.”
Em vários lugares, durante a mesma viagem, Tiago relatou a exclusão de pessoas que haviam “se tornado vítimas do poder encantador do espiritualismo”, a repreensão do fanatismo e de “espíritos opositores” e a fala sobre “a ordem do evangelho e a perfeita união entre os irmãos, sobretudo daqueles que pregam a Palavra”.
Em 1851, a viagem para o Leste também foi significativa porque seus registros fornecem a primeira informação sobre a nomeação de oficiais de igrejas locais. Lemos, portanto, que, em certa reunião, “foi escolhido um grupo de sete (ver At 6) para cuidar das necessidades dos pobres”.
Anteriormente, naquele mesmo ano, a Review relatou pela primeira vez uma ordenação entre os guardadores do sábado. Em julho, “o irmão [Washington] Morse foi separado pela imposição de mãos para administrar as ordenanças da casa de Deus. O Espírito Santo Se manifestou. […] O lugar ficou […] glorioso”.
Em 1852, os guardadores do sábado começavam a se ver cada vez menos como um “rebanho disperso” e mais como uma igreja. Com a reinterpretação da porta fechada, passaram a reconhecer que tinham uma missão mais ampla, que ia além dos limites do milerismo. Tais percepções acrescentariam peso à decisão dos guardadores do sábado de criarem uma organização mais bem estruturada.
Senhor, dia a dia, enquanto lemos e meditamos, vemos Tua igreja despertando aos poucos para responsabilidades cada vez maiores. Ajuda-nos a ver que esse despertamento não foi apenas algo que aconteceu 150 anos atrás, mas um processo que precisa ocorrer em nossa vida pessoal à medida que Tu nos guias progressivamente, de maneira individual. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Lobos entre ovelhasSei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Atos 20:29, 30, NVI
O maior problema que os guardadores do sábado enfrentavam no início dos anos 1850 era não possuir um mecanismo sistemático de defesa contra os impostores. Praticamente qualquer um que quisesse podia pregar em suas congregações. Grandes setores do adventismo não possuíam uma ortodoxia ou mesmo moralidade ministerial, enfrentando a crise do ministério por autonomeação.
O problema se tornara evidente para todas as denominações ex-mileritas antes que se organizassem no fim dos anos 1850 e início da década de 1860. Um leitor escreveu, em 1850, a um periódico adventista do primeiro dia reclamando sobre um “falso ensino”: “Faz três semanas que um homem chamado José Bates chegou aqui ao púlpito, professando ser um pregador adventista. […] Nós o entrevistamos e descobrimos que sua ‘mensagem’ era o sábado, ou sétimo dia, e a porta fechada”.
O editor, Himes, respondeu: “O capitão Bates é um velho amigo nosso e, pelo que sabemos, uma pessoa melhor do que a maioria de seus companheiros, mas não temos confiança em seus ensinos. Ele não deve ser tolerado nem por um instante.”
O problema que os grupos religiosos de ex-mileritas enfrentavam dizia respeito a limites. Assim como Bates se sentia livre para fazer evangelismo nas congregações guardadoras do domingo, estas se dispunham a retribuir o favor. Piores ainda eram os impostores maliciosos, cujo principal objetivo era se aproveitar financeiramente dos santos.
Em 1853, os guardadores do sábado deram dois passos para proteger suas congregações dos “falsos” irmãos. Primeiro, seus pastores mais proeminentes adotaram o plano de conceder aos pregadores aprovados um cartão, “recomendando-lhes à comunhão do povo do Senhor por toda parte”. Dois líderes reconhecidos assinavam e datavam os cartões. John Loughborough recebeu um desses em janeiro de 1853, com os nomes de Tiago White e José Bates.
O segundo método para a certificação dos líderes foi a ordenação. No fim de 1853, começaram a ser feitas ordenações de pregadores itinerantes (ainda não existiam ministros designados a congregações) e diáconos, ao que parece, os únicos oficiais das igrejas locais naquela época.
Obrigado, Pai, por proveres meios de proteção à Tua igreja na Terra, para nossa segurança. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
A ordem do Evangelho – 1Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. 1Coríntios 14:33, ARC
“Porque Deus não é Deus de confusão”. Você nunca teria certeza disso se baseas-se sua opinião ao visitar algumas congregações adventistas do sétimo dia, em 1853.
O movimento crescera com rapidez, mas carecia de ordem. Muito embora tivessem avançado quanto à ordem, ainda eram bem vulneráveis, realidade evidente no relato de Ellen White da viagem que ela e Tiago fizeram para o Leste, naquele ano. Ela conta: “Foi uma jornada trabalhosa e um tanto quanto desanimadora. Muitos dos que aceitaram a verdade não eram santificados no coração e na vida. Elementos de contenda e rebelião estavam em atividade, e era necessário ocorrer um movimento de purificação da igreja” (LS, p. 150, 151).Por isso, não é difícil entender por que ela e o marido fizeram chamados à “ordem do evangelho”, em dezembro de 1853.
Tiago liderou a iniciativa por uma melhor organização em uma série de artigos publicada na Review, com o título “Ordem do Evangelho”. Em 6 de dezembro, ele destacou: “Esse era um assunto de grande importância para a igreja [cristã] primitiva” e “não pode ter menor importância nos últimos dias de perigo. […] Se a ordem do evangelho era tão significativa a ponto de Paulo refletir sobre ela em suas epístolas às igrejas, não deve ser deixada de lado pelo povo de Deus desta época. Cremos que ela tem sido muito negligenciada, e a atenção da igreja deve se voltar a esse assunto. Esforços vigorosos devem se dirigir à concretização da ordem do evangelho, da melhor forma possível. […]
“É um fato lamentável que muitos de nossos irmãos adventistas tenham fugido a tempo do cativeiro das igrejas, as quais, de forma coletiva, rejeitaram a doutrina do advento, para entrar em uma Babilônia ainda maior que a anterior. Eles têm negligenciado demais a ordem do evangelho. […]
“Muitos, no zelo por sair da Babilônia, aderiram a um espírito impetuoso e desordeiro e logo se encontraram em uma perfeita Babel de confusão. […] Deus não chamou Seu povo para sair da confusão das igrejas a fim de que ficassem sem qualquer disciplina.”
É difícil chegar a um feliz meio-termo neste mundo pecaminoso. Encontrar uma posição entre o controle opressor e a liberdade desordenada faz parte do delicado equilíbrio na história da igreja. No entanto, Deus guia Seu povo não só em questões de doutrina, mas também rumo a uma administração eficaz. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
A ordem do Evangelho – 2Tudo, porém, seja feito com decência e ordem. 1Coríntios 14:40
Levar ordem e unidade de ação a um rebanho crescente, formado por fiéis independentes e, às vezes, cheios de opinião própria era o desafio que Tiago White enfrentava no início dos anos 1850. Muitos dos guardadores do sábado criam que qualquer tipo de restrição provinda de uma igreja organizada equivalia à opressão babilônica. Foi isso que levou White a conclamar a ordem do evangelho em dezembro de 1853. Em seu primeiro artigo sobre o assunto, ele afirmou: “Supor que a igreja de Cristo se encontra livre de regras e disciplinas é fanatismo em seu mais alto grau.”
No segundo artigo, convidou os crentes a analisar os métodos expostos no Novo Testamento e enfatizou a importância da unidade de sentimento e ação. “A fim de que haja união e ordem dentro da igreja, é da mais elevada importância que aqueles que professam ser mestres religiosos estejam em perfeita união. […] O contrário geraria divisão e confusão em meio ao precioso rebanho. Aquele que ingressa na obra do ministério evangélico deve ser chamado por Deus, um homem santo e experiente.”
Tal declaração abriu caminho para o terceiro artigo, que falou da seleção, qualificação e ordenação de pastores, uma vez que “em nada o evangelho tem sofrido mais do que pela influência de falsos mestres”.
“Podemos dizer, pela experiência de muitos anos, que o motivo de maior sofrimento da verdade presente é em consequência daqueles que Deus nunca enviou e tomam para si a obra de ensinar. […] Irmãos, continuaremos a nos lamentar” pela influência desastrosa de pregadores autodesignados “e não fazer esforços para impedi-los? Que Deus não permita!” De acordo com o Novo Testamento, a igreja deve tomar cuidado ao escolher e ordenar ministros.
No quarto e último artigo da série, Tiago enfatizou o papel da igreja como um todo na ordem do evangelho: “Os esforços, cuidados e responsabilidades por essa grande obra não repousam apenas sobre alguns pregadores. […] Toda a igreja deve aprender a sentir que parte da responsabilidade pela boa ordem e salvação das almas recai sobre cada um de seus membros.” Ele enfatizou, de maneira especial, a necessidade de que os membros sustentassem seus ministros por meio das orações e finanças.
Às vezes, não compreendemos o peso do último artigo de Tiago White. Digo que, se esperarmos os pastores terminarem a obra sozinhos, levará um pouco mais do que a eternidade para concluí-la. Cada um de nós tem sua responsabilidade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
A ordem do Evangelho – 3É necessário […] que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar. 1Timóteo 3:2
No fim de dezembro de 1853, Ellen White se uniu publicamente ao marido, no apelo à ordem do evangelho. Baseando seus sentimentos numa visão recebida em sua última viagem com Tiago para o Leste, em 1852, escreveu: “O Senhor tem mostrado que a ordem evangélica tem sido demasiado receada e negligenciada. A formalidade deve ser banida, mas por fazê-lo a ordem não deve ser negligenciada.”
“Há ordem no Céu. Havia ordem na igreja quando Cristo esteve na Terra, e depois que Ele partiu a ordem foi estritamente observada entre os Seus apóstolos. E agora nestes últimos dias, quando Deus está levando Seus filhos à unidade da fé, há mais real necessidade de ordem que jamais antes; pois, ao passo que Deus une os Seus filhos, Satanás e seus anjos maus estão muito ocupados procurando evitar essa união e buscando destruí-la” (PE, p. 97).
Ela tinha uma preocupação especial com a nomeação de pastores: “Homens de vida não santificada e não qualificados para ensinar a verdade presente entram no campo sem ser reconhecidos pela igreja ou pelos irmãos em geral, e o resultado é confusão e desunião. Alguns possuem uma teoria da verdade e podem apresentar argumentos, mas há falta de espiritualidade, discernimento e experiência” (ibid., p. 97, 98).
Tais “mensageiros enviados de moto-próprio”, censurou ela, “são uma maldição para a Causa”, sobretudo, para as “almas honestas [que] neles põem sua confiança”, achando que estão em harmonia com a igreja. Por causa dos ministros problemáticos autonomeados, “é muito mais penoso para o espírito dos mensageiros de Deus ir a lugares onde estão os que exercem essa má influência, do que iniciar o trabalho em campos novos” (ibid., p. 99).
Em decorrência dos problemas, Ellen White fez o seguinte apelo: “a igreja devia sentir sua responsabilidade e vigiar cuidadosa e atentamente a vida, as qualificações e a conduta geral dos que professam ser ensinadores.” A solução, acrescentou, incluía descobrir na Palavra de Deus os princípios da ordem do evangelho e “impor as mãos” somente “sobre aqueles que tenham dado plena prova de que receberam o chamado de Deus” (ibid., p. 100, 101).
A liderança da igreja é uma pesada responsabilidade. Precisamos levá-la a sério, tanto no que se refere às qualificações necessárias quanto à sua prática.
Que Deus ajude Sua igreja à medida que tenta achar seu caminho em meio a um mundo despedaçado. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Divisão no arraialEstás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes. 2Timóteo 1:15
No início de 1854, Tiago e Ellen White já tinham uma opinião bem definida sobre a necessidade de mais ordem e estrutura entre os guardadores do sábado. Além de considerar tal medida importante, Tiago também acreditava que o movimento não progrediria muito sem ela. Por isso, escreveu em março que Deus estava “esperando Seu povo se endireitar e, na ordem evangélica, elevar o estandarte da piedade, antes que Ele acrescente muitos outros a nossas fileiras”.
O fato de os adventistas guardadores do sábado enfrentarem suas primeiras divisões organizadas na época sem dúvida reforçava a convicção de Tiago sobre o assunto. No início de 1854, dois pastores, H. S. Case e C. P. Russell haviam se voltado contra o casal White. No outono daquele ano, lançaram a própria publicação, Messenger of Truth [Mensageiro da Verdade], a qual esperavam que não só rivalizasse a Review and Herald como também colocasse um número significativo de fiéis sob sua influência.
Concomitantemente à ascensão do partido dos “mensageiros”, ocorreu a apostasia de dois dos quatro pregadores do sétimo dia em Wisconsin. J. M. Stephenson e D. P. Hall começaram a promover o ponto de vista de um milênio temporal e da era vindoura que propunha uma segunda chance de conversão durante o milênio. Logo os dois pastores de Wisconsin se uniram aos “mensageiros” em sua oposição à liderança do casal White.
Com tantas pessoas insubordinadas na época, não causa surpresa o aumento de artigos sobre a compreensão crescente dos princípios bíblicos relacionados à ordem na igreja e à ordenação de líderes aprovados entre os guardadores do sábado durante a segunda metade da década de 1850. Deus é bom!
Ele até ajuda Seu povo a aprender com as divisões e os problemas que ocorrem em seu meio. Foi assim com a igreja primitiva. O resultado é que temos as excelentes cartas pastorais de Paulo a Timóteo e Tito, delineando os princípios bíblicos de organização. Além disso, as epístolas escritas por Paulo, Tiago, Pedro, Judas e João repreendem os ensinos errôneos dos separatistas. Sem a orientação divina para os problemas que tais falsos mestres continuam a suscitar, a igreja empobreceria mais a cada era.
Ajuda-nos, Pai, a perceber com mais clareza como Tu usas até mesmo as situações problemáticas, para o crescimento de Tua igreja. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
O congregacionalismo é o melhor caminho?Áquila e Priscila os saúdam afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se reúne na casa deles. 1Coríntios 16:19, NVI
José Bates se uniu aos White na preocupação com a ordem evangélica. Em harmonia com suas raízes restauracionistas, ele afirmava que a organização eclesiástica bíblica deveria ser restaurada antes do segundo advento. Ele argumentava que, durante a Idade Média, os “transgressores da lei” “haviam pervertido” elementos essenciais do cristianismo como o sábado e a organização eclesiástica bíblica. Deus havia usado os adventistas do sétimo dia para restaurar o sábado e estava “perfeitamente claro” em sua mente “que Deus usaria os guardadores da lei como instrumentos para restaurar […] uma ‘igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga’. […] Tal união entre fé e perfeita ordem eclesiástica nunca existiu desde os dias dos apóstolos. Está evidente que ela deve ocorrer antes do segundo advento de Jesus […], na restauração de todas as coisas”.
Como Bates cria na recuperação da ordem apostólica da igreja, não abria espaço para nada que não pudesse ser encontrado no Novo Testamento. Nesse período inicial, Tiago White defendia uma opinião semelhante. Por isso, escreveu em 1854: “ao dizer ordem da igreja ou do evangelho, nos referimos à ordem na associação e disciplina da igreja ensinada no evangelho de Jesus Cristo pelos escritores do Novo Testamento.” Alguns meses depois, ele falou sobre o “perfeito sistema de organização, anunciado no Novo Testamento, por inspiração divina. […] As Escrituras apresentam uma estrutura perfeita”.
White, Bates e outros estavam convictos de que todos os aspectos da organização eclesiástica deveriam estar explicitamente citados na Bíblia. Foi por isso que J. B. Frisbie chegou a argumentar contra qualquer nome de igreja, exceto o mencionado por Deus nas Escrituras. Conforme ele defendeu, “Igreja de Deus […] é o único nome que o Senhor julgou adequado dar à Sua igreja”.
Com uma compreensão tão literal, não causa espanto descobrir que os primeiros líderes adventistas discutiam os deveres dos diáconos e anciãos ou bispos nos termos propostos por Paulo e, o que nos deixa um pouco mais confusos, definiam “igreja” como “uma congregação particular de crentes”, dadas as implicações de Atos 15 e o papel supervisor de Paulo e seus auxiliares. No entanto, era assim que as coisas aconteciam. O congregacionalismo foi a estrutura favorecida pelos guardadores do sábado na metade da década de 1850.
Obrigado, Senhor, por nossas igrejas locais. Ajuda-nos a nunca esquecer o papel importante que elas desempenham em Tua obra.
(Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
O congregacionalismo não bastaAo passar pelas cidades, entregavam aos irmãos, para que as observassem, as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém. Atos 16:4
A igreja apostólica descobriu que algumas questões transcendiam a congregação local e necessitavam de uma decisão proveniente de uma estrutura coordenadora mais ampla. No concílio de Atos 15, anciãos e apóstolos se reuniram para decidir como fazer congregações judaicas e gentílicas desenvolverem um relacionamento satisfatório. A assembleia tomou decisões válidas para todas as igrejas.
Os primeiros adventistas também descobriram que não conseguiam resolver todas as questões somente na igreja local. Se, na primeira metade da década de 1850, os guardadores do sábado criaram estruturas e cargos dentro das igrejas locais, na segunda parte, eles se concentraram no que significaria “união” para elas.
Pelo menos quatro assuntos forçariam líderes como Tiago White a olhar para a organização da igreja de maneira mais abrangente. A primeira, sobre a propriedade legal, sobretudo, da editora e dos prédios da igreja. A última coisa que ele queria era a responsabilidade de ter uma editora em seu nome.
O segundo tópico que motivou sua reflexão foi a questão do pagamento dos pastores. Essa era uma situação especialmente difícil, uma vez que os ministros guardadores do sábado não serviam a congregações locais específicas naquela época, mas viajavam de igreja em igreja, como evangelistas itinerantes. O apoio financeiro aos pregadores se complicava pelo fato de que os adventistas não recolhiam o dízimo, nem contavam com outra forma de angariar recursos para pagá-los.
O terceiro motivo que levou White a pensar numa forma mais ampla de organização da igreja envolvia a distribuição dos pregadores. Em 1859, Tiago escreveu que, enquanto comunidades como Battle Creek costumavam ter vários pastores atuando de uma vez, outras permaneciam “destituídas, sem ouvir uma pregação por três meses”. Quer todos gostassem, quer não, em 1859, Tiago White agia como um supervisor na distribuição geográfica e no pagamento dos pregadores, mas sem qualquer estrutura oficial para respaldar seus esforços. Tal sistema o deixava vulnerável a críticas relativas a má administração e apropriação indevida de recursos.
O quarto problema estava ligado à transferência de membros, sobretudo quando a pessoa fora excluída de uma igreja e desejava entrar em outra.
As igrejas necessitavam de um sistema e de ordem a fim de seguir em frente unidas. Isso porque vivemos em um mundo imperfeito, com pessoas nada perfeitas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
23 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Crise no ministérioAssim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho. 1Coríntios 9:14
Os pastores podem até tratar das coisas celestiais, mas até eles necessitam de alimento material, e isso tem um custo.
Como pagar os ministros na denominação em desenvolvimento foi uma questão que se transformou em crise na metade dos anos 1850. Um dos casos foi a situação do jovem John Nevins Andrews, que posteriormente serviu a igreja como seu principal erudito, primeiro missionário oficial em terras estrangeiras e presidente da Associação Geral. Contudo, na metade da década de 1850, a exaustão e as privações o forçaram se afastar do ministério ainda aos vinte e poucos anos. No outono de 1856, ele trabalhava como balconista na loja de seu tio em Waukon, Iowa.
Aliás, Waukon se transformava rapidamente em uma colônia de apáticos adventistas guardadores do sábado. Outro ministro influente que encontrou refúgio em Waukon em 1856 foi John Loughborough, o qual ficara, em suas palavras, “um pouco desanimado com as finanças”.
O casal White reverteu temporariamente a crise no ministério adventista, fazendo uma viagem perigosa a Waukon, no meio do inverno, com o objetivo de despertar a adormecida comunidade guardadora do sábado e recuperar os ministros desertores.
No entanto, isso não mudou a realidade financeira. Por exemplo, durante os três primeiros meses de trabalho após deixar Waukon, Loughborough recebeu casa e comida, um casaco de pele de búfalo que valia cerca de 10 dólares e mais 10 dólares em dinheiro. O problema estava longe de uma solução. A Sra. Loughborough deve ter chegado a essa conclusão.
Tiago White escreveu: “Estou cansado de ver declarações de necessidade entre nossos pregadores e apelos por recursos na Review. Estou cansado de publicá-los. Esses apelos inespecíficos para todos, e não a alguém em particular, não chegam a lugar nenhum, só servem para encher papel e incomodar o leitor. Tais coisas prejudicam a Review e são uma mancha à causa.”
Os obreiros cristãos não vivem só de pão, mas necessitam dele. A esposa e os filhos também. Paulo é claro ao afirmar: os “que pregam o evangelho que vivam do evangelho.”
Como? A resposta é óbvia: com a contribuição de cada um de nós.
Ao provermos recursos para seu sustento, participamos da bênção do ministério deles. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Como conseguir recursos?No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando. 1Coríntios 16:2
O angariamento de recursos para a obra dos adventistas guardadores do sábado era uma questão central na metade dos anos 1850. Samuel H. Rhodes de Brooksfield, Nova York, tornou-se, sem saber disso, o catalisador do diálogo para a criação de um plano nesse sentido, ao enviar dois dólares para a Review, em dezembro de 1856, dizendo a Tiago White que acreditava no que dizia 1 Coríntios 16:2, sobre o dever de separar dinheiro para a causa do Senhor a cada domingo.
White ficou empolgado com as possibilidades desse plano. “Recomendamos a todos os cristãos uma análise cuidadosa desse texto. É evidente que se trata de uma obra individual que ‘cada um’ deve realizar no temor de Deus.” Se todos os adventistas fizessem como Rhodes, “o tesouro do Senhor estaria cheio de recursos para o avanço da preciosa causa da verdade”.
Três semanas depois, outra pessoa enviou dinheiro para a Review, citando o mesmo texto. White observou: “é impossível criar um plano melhor do que o apresentado pelo apóstolo.” “Apeguem-se a ele”, desafiou os leitores. Entretanto, como Brian Strayer destaca, eles “não se apegaram”. Em abril de 1858, White escreveu: “desânimos repetidos estão entristecendo e desencorajando nossos pregadores.” Alguns “se mudaram na expectativa de ser sustentados pelos irmãos […] mas estes, com frequência, têm falhado em seu dever”. Por isso, vários ministros “estão afundados na pobreza, saúde fragilizada e desencorajamento”.
Nessa época, Tiago White, um tanto desesperado, pensou num segundo plano, apelando a que enviassem equivalente aos impostos anuais. “Contudo”, observa Strayer, “se os adventistas já haviam demonstrado relutância em adotar o plano de 1 Coríntios 16, pareciam ainda mais hesitantes em responder ao plano do imposto eclesiástico”. Três semanas depois, White disse que Satanás “exultava” por causa da falta de um programa bem-sucedido para financiar a igreja.
Diante disso, em 1858, a congregação de Battle Creek, formou um grupo de estudo, para pesquisar na Bíblia um plano de apoio financeiro ao ministério. Sob a liderança de John Andrews, o grupo desenvolveu um conceito que seria adotado no início de 1859.
Às vezes nos esquecemos de como aqueles que nos antecederam lutaram com questões que nunca nos incomodaram. A verdade pura e simples é que estamos sobre os ombros deles, beneficiando-nos, a cada dia, de suas provas e soluções. E podemos aprender com suas dificuldades. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de maio Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Benevolência sistemáticaCada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. 2Coríntios 9:7
Em fevereiro de 1859, Tiago White anunciou, com alegria, os resultados que o grupo de estudo havia descoberto sobre como custear a obra da igreja. Ele apresentou um conceito conhecido como “benevolência sistemática”, que daria a todos os membros a oportunidade de fazer doações regulares para o sustento da igreja.
Bem convicto de que tal plano provinha de Deus, White enfatizou 1 Coríntios 16:2 a fim de justificar ofertas semanais, e textos como 2 Coríntios 9:5-7, que lançam o princípio de colher o que foi semeado, e de que o Senhor ama quem dá com alegria.
White não só anunciou o novo plano de benevolência sistemática, como também estabeleceu diretrizes. Homens de 18 a 60 anos de idade deveriam dar de cinco a 25 centavos de dólar por semana, ao passo que mulheres da mesma faixa etária contribuiriam com dois a dez centavos. Todos deveriam acrescentar de um a cinco centavos a cada 100 dólares de propriedades que tivessem.
Seguindo 1 Coríntios 16:2, os fundos da benevolência sistemática eram recolhidos a cada manhã de domingo, quando os tesoureiros visitavam os membros, com suas salvas de ofertas e o livro de registro da benevolência sistemática.
Como você já deve imaginar, isso não foi recebido com entusiasmo por todos. Porém, dois anos depois, Tiago White mostrou o lado animador da situação ao escrever: “todos esperam” o tesoureiro, “preparam-se para recebê-lo e o encontram de mãos abertas e sentimento benevolente”. Escreveu ainda: “ninguém se sente mais pobre, mas todos ficam felizes depois de depositar as pequenas quantias no tesouro.”
Entretanto, o uso dos recursos se tornou um problema. A princípio, White sugeriu que cada congregação decidisse por si. Depois, propôs que cada igreja tivesse pelo menos cinco dólares em caixa para auxiliar os pregadores visitantes e enviasse o restante para o evangelismo em Michigan.
A benevolência sistemática, ou o que muitos conheceriam no futuro como “irmã Betsy”, foi um passo à frente, mas ainda estava bem aquém das necessidades da igreja. Além disso, em 1859, os guardadores do sábado ainda careciam de uma maneira sistemática de usar os recursos para pagar os pastores.
A maioria de nós agradece porque nos dias atuais o tesoureiro da igreja não bate à nossa com um livro de registros em mãos. Deus nos conduziu a um sistema melhor, menos invasivo e mais adequado para prover recursos à Sua igreja. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Dízimo: um sistema superiorTragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em Minha casa. Ponham-Me à prova, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3:10, NVI
É interessante notar que os primeiros debates sobre a benevolência sistemática não citavam Malaquias 3:8-10, nem os escritores da Review enfatizavam as bênçãos provenientes da fidelidade ao dar.
O que eles salientavam era o fato de a benevolência sistemática ter natureza indolor e não requerer sacrifícios. Na verdade, era tão indolor e sem sacrifícios que não custeava de maneira adequada as necessidades da igreja em crescimento.
Só aos poucos os guardadores do sábado aceitaram o sistema de dízimos. Parece que alguns haviam pensando sobre isso em 1859, mas Tiago White estava convicto de que a benevolência sistemática era superior ao “sistema israelita de dízimos”.
As coisas começaram a mudar em fevereiro de 1876, quando Dudley Canright publicou uma série de artigos na Review, colocando Malaquias 3:8-11 em destaque. Anunciando que os dízimos eram o plano bíblico para o sustento dos pastores, foi enfático em declarar: “Deus requer que o dízimo, ou um décimo de toda a renda de Seu povo seja dado para o sustento de Seus servos em seus labores.” Ele continuou observando: “o Senhor não diz que você deve dar um décimo para mim, mas que a décima parte pertence a Ele.” Uma vez que o dízimo já pertence a Deus, os cristãos estão meramente devolvendo para Ele. Canright também ressaltou as bênçãos e a recompensa de dizimar. “Tenho total convicção de que a bênção especial do Senhor contempla aqueles que se mostram dispostos e liberais na devolução” de seu dízimo.
O sistema de dízimos obteve êxito no apoio financeiro à igreja, ao passo que a benevolência sistemática havia falhado. Na Assembleia da Associação Geral em 1876, Canright estimou que, se todos os membros devolvessem o dízimo com fidelidade, a tesouraria receberia 150 mil dólares por ano, em vez de apenas 40 mil.
Canright continuou a apelar à Associação Geral que aprovasse o sistema de dízimos, o que aconteceu em outubro de 1876. É claro que, nessa época, a igreja já contava com uma estrutura organizacional para atuar como o “depósito” de Malaquias 3, coletando e distribuindo os recursos.
Senhor, agradecemos Tua orientação até mesmo nas questões financeiras da igreja. Valorizamos as bênçãos sobre os que seguem o plano bíblico dos dízimos e das ofertas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Redefinição de BabilôniaChamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a Terra. Gênesis 11:9
Por volta da metade de 1859, Tiago White estava pronto para lançar a iniciativa final rumo à organização formal da denominação. “Carecemos de um sistema”, exclamou em 21 de julho. “Muitos de nossos irmãos estão dispersos. Guardam o sábado, leem a Review com algum interesse, mas, além disso, fazem muito pouco ou nada, por falta de um método unido de ação entre eles.” Para remediar a situação, ele convocava reuniões regulares em todos os estados, a fim de dar um direcionamento para as atividades dos guardadores do sábado.
Ele escreveu: “Estamos cientes de que tais sugestões não serão bem recebidas por todos. Os cautelosos em excesso ficarão assustados e logo advertirão seus irmãos a tomarem cuidado e não se aventurarem tão longe. Enquanto isso, o irmão Confusão bradará: ‘Oh, isso parece Babilônia! Estão seguindo a igreja caída!’. O irmão Preguiça dirá: ‘A causa é do Senhor, e o melhor que temos a fazer é deixá-la nas mãos dEle, que cuidará de tudo’. ‘Amém’, dizem o Amante-deste-mundo, o Indolente e o Egoísta. Já o Avarento fala: ‘se Deus chama homens para pregar, que saiam e preguem, pois Ele cuidará de todos […]’; enquanto Coré, Datã e Abirão estão prontos a se rebelar contra aqueles que sentem o peso da causa [por exemplo, Tiago White] e que cuidam das almas como quem deverá prestar contas por elas, a ponto de levantarem o clamor: ‘Vocês carregam um fardo pesado demais.’”
Tiago expressou do modo mais descritivo possível o fato de que estava cansado de ouvir o clamor “Babilônia” toda vez que falava de organização. “O irmão Confusão comete o erro mais crasso ao chamar de Babilônia algo que está em harmonia com a Bíblia e com o bom senso. Uma vez que Babilônia significa confusão, nosso irmão errante tem a própria palavra estampada em sua testa. E nos aventuramos a dizer que não há ninguém debaixo do céu mais merecedor da marca da Babilônia do que aquele que professa a fé adventista, mas rejeita a ordem bíblica.”
Nessa época, Tiago estava muito preocupado com a saúde do movimento adventista do sétimo dia. Em seu apelo por organização, redefiniu Babilônia, de “opressão” para “confusão”, palavra que descrevia adequadamente a situação em 1859.
Às vezes, é importante se posicionar e enfatizar nossas convicções bíblicas. Deus ainda usa homens e mulheres equilibrados e de convicção piedosa, assim como fez com Tiago White, a fim de ajudar Sua igreja a voltar para os trilhos. Que o Senhor nos dê coragem para erguer a voz no momento apropriado. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Pensamentos grandiososNão havendo profecia, o povo se corrompe. Provérbios 29:18
Pensamentos pequenos levam a resultados medíocres. A maioria dos adventistas guardadores do sábado nos anos 1850 pensava pequeno. No entanto, a posição estratégica de Tiago White no adventismo lhe possibilitou uma maneira diferente de enxergar as coisas.
Para Tiago, em 1859, o adventismo do sétimo dia estava confuso e exigia uma estrutura. Além disso, de acordo com seu pensamento, a igreja precisava compreender o crescimento da missão confiada a ela. Tiago também havia descartado sua maneira literalista de interpretar a Bíblia, deixando de crer que as Escrituras deveriam mencionar explicitamente cada aspecto da organização da igreja. Então, argumentava: “Não devemos temer um sistema que não se oponha à Bíblia e seja aprovado pelo bom senso.”
Portanto, Tiago havia chegado a uma nova hermenêutica. Passara do princípio de interpretação que defende a aprovação mediante uma menção explícita nas Escrituras, para uma aprovação de tudo que não contradiz a Bíblia.
Essa mudança de pensamento foi essencial para os passos criadores da organização eclesiástica que ele defenderia durante a década de 1860.
No entanto, essa revisão da maneira de interpretar o colocou em oposição àqueles que continuavam a defender uma abordagem literalista à Bíblia, exigindo que esta declarasse com todas as letras qualquer coisa que a igreja se propusesse a aceitar.
Para reagir a essa mentalidade, White observou que, em nenhuma parte, a Bíblia dizia que os cristãos deveriam ter um periódico semanal, uma editora a vapor, construir prédios de adoração, nem publicar livros. Ele prosseguiu afirmando que a “igreja viva de Deus” necessitava avançar com oração e bom senso.
Tiago White pensava grande. Ele pode não ter começado assim, mas, à medida que compreendeu a tarefa à frente da igreja, sua visão o forçou a ter pensamentos grandiosos e criativos.
Deus seja louvado por isso! Sem grandes pensadores como Tiago White, o adventismo do sétimo nunca teria ido além do canto nordeste dos Estados Unidos.
O Senhor ainda chama grandes pensadores para levar Sua igreja avante. E Ele pede a cada um de nós que tenhamos pensamentos mais grandiosos sobre aquilo que podemos fazer por Sua obra na Terra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
29 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
A escolha de um nomeUm bom nome é melhor do que um perfume finíssimo. Eclesiastes 7:1, NVI
É difícil entender como um movimento com um crescimento tão grande existiu por quase duas décadas sem um nome. Entretanto, essa foi a história dos adventistas guardadores do sábado. Alguns achavam que escolher um nome igualaria o movimento às outras igrejas. Além disso, que texto bíblico manda as igrejas terem nome?
O último questionamento é verdadeiro, mas aquilo que a Bíblia não ordenou, o governo exigiu quando a igreja, dona de propriedades, precisou se transformar em pessoa jurídica. A crise do nome resultou da necessidade de transformar em empresa a editora adventista de Battle Creek, Michigan. No início de 1860, Tiago White recusava continuar a assumir a responsabilidade pelos aspectos financeiros da instituição. Os guardadores do sábado precisavam fazer algo para manter as propriedades da igreja de “maneira adequada”.
Tal sugestão acarretou reação vigorosa. Muito embora Tiago reconhecesse que a igreja não poderia se transformar em pessoa jurídica a menos que tivesse um nome. R. F. Cottrell escreveu que ainda acreditava que “seria errado ‘fazer um nome para nós mesmos’, uma vez que este seria o fundamento de Babilônia”.
Tiago White foi totalmente contrário à sugestão de Cottrell de que o Senhor cuidaria da propriedade da igreja, declarando que “é perigoso deixar para Deus aquilo que Ele nos encarregou de fazer”. Mais uma vez, usou o argumento crucial de que “nem todo dever cristão está listado nas Escrituras”.
Em 1860, uma assembleia dos guardadores do sábado tomou três votos: a transformação da editora em pessoa jurídica, a “organização da propriedade da igreja”, no que se refere às congregações locais, e a escolha de um nome para a denominação.
Muitos desejavam que fosse “Igreja de Deus”, mas a liderança destacou que já havia grupos demais com esse nome. Enfim, David Hewitt sugeriu o nome adventistas do sétimo dia. Sua proposta foi aprovada, e muitos delegados reconheceram que era um nome “expressivo de nossa fé e posição [doutrinária]”.
Ellen White permaneceu em silêncio durante o debate, mas posteriormente declarou sua exuberante opinião. Após as reuniões, escreveu: “O nome adventista do sétimo dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé. […] Como uma flecha na aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo” (T1, p. 224). Grande é o valor de um “bom nome”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
30 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
Enfim organizadosE, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor. Atos 14:23
Embora o conceito de ordem e estrutura da igreja não esteja ausente do Novo Testamento, esse não era um assunto preferido para muitos adventistas.
O tempo havia chegado. Em abril de 1861, os guardadores do sábado criaram uma comissão, recomendando a formação de associações distritais ou estaduais para supervisionar as atividades da igreja nas respectivas regiões.
As reações foram enérgicas, sobretudo nos estados do Leste. Tiago White relatou em agosto que “os irmãos da Pensilvânia votaram contra a organização, e a causa em Ohio foi terrivelmente abalada”. Ele resumiu a situação: “Em nossa viagem para o Leste, até aqui temos prosseguido com dificuldade, enfrentando a influência de uma tola incerteza sobre a organização. […] Estamos em muitos lugares, mas somos pouco mais do que fragmentos partidos, ainda espalhados e ficando mais fracos.”
Ellen White era da mesma opinião. No mesmo mês, ela declarou: “Foi-me exposto que alguns temiam que nossas igrejas se tornassem Babilônia caso se organizassem; mas aqueles no centro do Estado de Nova York têm sido uma babilônia perfeita, uma confusão. A menos que as igrejas sejam tão organizadas que possam impor a ordem, nada têm pelo que esperar; se desfarão em fragmentos.” Ela achava deplorável a falta de “coragem moral” e o excesso de “silêncio covarde” por parte dos pastores que criam na organização, mas nada falavam. Suas palavras não deixavam dúvidas de que havia chegado o momento de eles “se unirem” sobre a questão (T1, p. 270-272).
O momento para a ação chegara. Na reunião geral dos fiéis de outubro de 1861, o primeiro item na pauta era a “maneira apropriada de organização das igrejas”. Uma das contribuições centrais da sessão foi a “recomendação” de que as igrejas no estado de Michigan se unissem sob o nome de Associação dos Adventistas do Sétimo Dia de Michigan. Tiago White se encheu de alegria. Para ele, isso era “um sinal de dias melhores”. No ano seguinte, mais sete associações foram estabelecidas.
O que o diabo mais gosta de fazer é semear confusão. E ele consegue ter mais êxito nessa tarefa em meio a um grupo desorganizado. Infelizmente, o valor da organização só costuma ser valorizado depois que ela acaba.
Obrigado, Senhor, por aquilo que nos deste. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
31 de maioMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias 2015
A Associação GeralHá somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação. Efésios 4:4
Embora a formação de associações estaduais tenha sido útil, essa medida não solucionou todos os problemas administrativos. Quem, por exemplo, coordenaria o trabalho delas ou distribuiria os pastores pelas diferentes regiões? Joseph Harvey Waggoner levantou essa questão de maneira impetuosa em junho de 1862. Ele escreveu: “Não acredito que reconheceremos plenamente os benefícios da organização até ser resolvido o assunto” de uma associação geral ou mais ampla. Vários leitores da Review responderam à proposta de Waggoner com declarações de apoio durante o verão de 1862.
Sem uma estrutura geral para representar todo o corpo de crentes, John Andrews argumentou: “Seremos lançados a um estado de confusão toda vez que houver necessidade especial de ação conjunta. Nos lugares em que a obra de organização se iniciou da maneira adequada, ela tem produzido bons frutos; por isso, desejo vê-la completa, de modo que garanta todos os seus benefícios, não só para cada igreja, mas para todo o corpo de irmãos e para a causa da verdade.”
B. F. Snook observou que sentimentos sectários já haviam se desenvolvido dentro da jovem denominação, e a única maneira de conferir unidade ao movimento era por meio de uma “associação geral”.
Como você já deve imaginar, Tiago White estava entusiasmado com essas declarações. Em sua opinião, a Associação Geral deveria ser “o grande órgão regulador” das associações estaduais, a fim de garantir “ação unida e sistema em todo o corpo de crentes”. O dever da Associação Geral seria “delinear o plano geral de ação a ser seguido pelas Associações estaduais”. Logo, “se a Associação Geral não tiver autoridade mais elevada do que as associações estaduais, não vemos muita utilidade para ela”. Sua função seria coordenar a obra da igreja em todo o seu espectro geográfico.
A Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia organizou uma reunião para esse propósito, de 20 a 23 de maio de 1863 em Battle Creek. Esse passo de importância crucial abriu caminho para uma igreja unida que, com o tempo, levaria as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 até os confins da Terra. A extensão do programa missionário adventista nunca se realizaria por meio de um grupo de igrejas desconexas ou associações com interesses distintos.
Senhor, muito obrigado pela união e a força que vêm da organização. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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Esse post foi publicado em 05 - Maio, Meditação Matinal 2017 e marcado , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – MAIO – Meditações Diárias 2015 – George Knight – Para não Esquecer

  1. Marinaldo N. Farias disse:

    Excelentes essas meditações! Deus seja louvado!

  2. Vicente Miranda dos Santos disse:

    Que tesouro temos em nossas mãos! Assim como João, precisamos atender a ordem do anjo: “comer” as verdades aí contidas, tão necessárias para estes dias finais… Vicente Miranda. Goiânia – GO.

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