Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – FEVEREIRO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

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1º de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates Se Torna ReligiosoBusquei ao SENHOR, e Ele me respondeu. Salmos 34:4, ARC
O pai Bates era um homem religioso que tentara, sem sucesso, criar seu filho para ser uma pessoa espiritual. Em 1807, uma das ondas de reavivamento do Segundo Grande Despertamento mexeu com o jovem Bates, mas o interesse durou pouco, pois a carreira no mar levou sua vida para outro rumo.
Todavia, o mar tem uma forma de fazer os olhos dos marinheiros se voltarem para Deus, sobretudo quando viajam em pequenos barcos de madeira. Como Bates expressou posteriormente: a única coisa no mar turbulento “que nos separava da eternidade tinha a espessura de uma tábua”. Segundo ele, suas primeiras inquietações religiosas surgiram quando percebeu essa barreira de separação. No meio de um furacão furioso de quatro dias, que fez as ondas chegarem até a altura do topo dos mastros, o jovem capitão desesperado fez duas coisas: lançou 40 toneladas de ferro ao mar e deu o passo inédito de pedir ao cozinheiro do navio que orasse.
O cozinheiro não era o único em oração. Prudy, esposa de Bates, também orava. Além disso, achando que o esposo levava romances e novelas demais nas viagens, Prudy acrescentou um Novo Testamento e outras publicações cristãs à bagagem dele. Por meio delas, o Espírito Santo fez Sua obra. Logo Bates perdeu o interesse em ler simplesmente como passatempo e começou a devorar livros como Rise and Progresso of Religion in the Soul [Crescimento e Progresso da Religião na Alma], de Philip Doddridge. O capitão de 32 anos estava se tornando religioso, mas temia que seus oficiais e subalternos descobrissem e zombassem dele.
O ponto de virada aconteceu por ocasião da morte de um marinheiro chamado Christopher. Por ser o capitão, era dever de Bates supervisionar o funeral, mas ele sentia-se muito indigno para isso.
Bates fez o melhor que pôde. Quatro dias depois do sepultamento, entregou a vida a Deus: “Prometi ao Senhor que eu O serviria pelo resto da vida”.
O sentido do enterro de Christopher afetou não só a Bates. Ele usou o acontecimento para tocar seus tripulantes também. No domingo seguinte, fez um sermão sobre a vida eterna.
Bates recordava sua conversão como “a pérola de grande valor, equivalente a mais riquezas do que minha embarcação é capaz de conter”. Observou também qual era seu único desejo: “Poder ensinar [aos outros] o caminho da vida e da salvação”.
E foi isso que ele fez. Tal missão dominou o restante de sua existência.
Servimos a um Deus poderoso, capaz de transformar nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
2 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Um Reformador à SoltaEsquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR. Lamentações 3:40
Em sua última viagem (a que ele fez depois de se converter), Bates acreditava que era seu dever não só converter marinheiros ao cristianismo, mas também se certificar de que eles se comportassem como cristãos, mesmo antes de sê-lo.
Por isso, no pôr do sol de 9 de agosto de 1827 (o dia em que partiram), Bates reuniu a tripulação e explicou as regras da viagem. Deve ter sido um choque para os rudes homens do mar que se encontravam diante dele. Além de não xingar, deveriam demonstrar respeito uns pelos outros usando o nome próprio de cada um, em vez de apelidos. Mais radical ainda era a regra que proibia a saída da embarcação aos domingos, quando o navio estivesse no porto. Em vez disso, proclamou o capitão, “guardaremos o sábado” abordo do navio.
A maioria deles ficou assentada, em silêncio, estupefata diante das declarações. Alguns exprimiram opiniões contrárias, mas o que podiam fazer? Afinal, já estavam no mar para uma jornada que provavelmente duraria um ano e meio.
Entretanto, a bomba de verdade ainda não havia tinha sido lançada. The Empress [A Imperatriz], anunciou Bates, seria um navio temperante. Não haveria licor nem bebidas embriagantes a bordo e, se pudesse, ele os convenceria a nunca beber, nem mesmo em terra firme. Naquele instante, Bates se ajoelhou, dedicando a si mesmo e os marinheiros a Deus.
Sem dúvida, foi uma viagem bem diferente para os tripulantes. Não sabemos tudo o que sentiram, mas uma exclamou que eles estavam “começando muito bem”. Pelo menos um deles achava que, na verdade, estavam começando muito mal.
Durante a viagem, Bates começou a entender mais sobre o sábado, ele leu pelo menos duas vezes a obra de Seth Williston, Five Discourses on the Sabbath [Cinco Discursos Sobre o Sábado]. Após a primeira leitura, Bates declarou não saber que a Bíblia tinha tanto a dizer sobre o assunto. Observou que, logicamente, “ele fora alterado para o primeiro dia da semana”, em lembrança ao dia em “nosso Salvador se levantou triunfante da sepultura”. Algumas semanas mais tarde, escreveu: “Quanto mais leio e reflito sobre este dia santo [domingo], mais me convenço da necessidade de santificá-lo por completo”.
O cristianismo fez a diferença na vida de Bates. Mudou tudo. O mesmo deve acontecer conosco depois de encontrarmos Cristo e O recebermos como Salvador e Senhor. Seguir Seus passos deve nos levar a uma vida radicalmente distinta do mundo ao nosso redor. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates Descobre a Reforma SupremaNós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, nos quais habita justiça. 2Pedro 3:13
Bates deparou-se pela primeira vez com o ensino sobre o breve retorno de Cristo por intermédio de um pastor local, mas a ideia não progrediu muito em sua mente até 1839. No outono daquele ano, ouviu a respeito de Guilherme Miller, que pregava o retorno de Cristo para ocorrer por volta de 1843.
Quando apresentou objeções à ideia, alguém lhe disse que Miller usava bastante as Escrituras para comprovar seu ponto de vista. Logo Bates começou a frequentar uma série de reuniões adventistas e ficou “muito surpreso ao descobrir que era possível alguém mostrar qualquer coisa sobre o tempo da segunda vinda do Salvador”. Ao voltar para casa da primeira palestra, declarou à esposa: “Esta é a verdade.”
Seu passo seguinte foi ler um livro que em português seria: “Evidências das Escrituras e da História sobre a Segunda Vinda de Cristo, por Volta do Ano de 1843”, de Guilherme Miller. Bates aceitou os ensinos de Miller de todo o coração, sendo, assim, o primeiro dos que mais tarde se tornariam adventistas do sétimo dia.
Logo o milerismo dominou a vida de Bates, tomando o tempo que ele antes devotava às reformas sociais. Nessa época, alguns de seus amigos lhe perguntaram por que ele não frequentava mais as reuniões de temperança e as sociedades abolicionistas. Ele dizia: “Ao aceitar a doutrina da segunda vinda do Salvador, encontrei o suficiente para engajar todo o meu tempo no preparo para tal acontecimento e ajudar os outros a fazer o mesmo. Além disso, todos os que aceitassem essa doutrina se tornariam necessariamente defensores da temperança e da abolição da escravatura.”
Bates continuou dizendo a seus amigos que “muito mais poderia ser realizado ao se trabalhar na fonte” do problema. Afinal, os vícios que as várias sociedades de reforma tentavam erradicar eram consequências de uma vida pecaminosa, mas o retorno de Cristo resultaria na “obliteração súbita e completa de todo mal”. Por isso, para Bates, o milerismo se transformou na “reforma suprema”. Ele concluiu que “uma humanidade corrupta era incapaz de reformar a corrupção”. O breve advento de Cristo seria a única solução real e permanente.
Desde o início, Bates foi um líder no milerismo. Foi um dos dezesseis que convocaram a primeira reunião geral do movimento em 1840 e o presidente da assembleia que ocorreu em maio de 1842.
Deus dirigiu a vida de Bates passo a passo. Ele faz o mesmo com você e comigo. Nosso papel é não correr à frente, mas seguir Sua direção dia após dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
4 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Tiago WhiteVeio a palavra do SENHOR a Jonas[…] dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até Mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR. Jonas 1:1-3
Alguns de nós ouvem o chamado do Senhor para pregar a Palavra, mas não nos sentimos tão dispostos a fazê-lo. Esse foi o caso de Tiago White, a segunda pessoa fundamental para a fundação do adventismo do sétimo dia.
Tiago nasceu em Palmira, Maine, em 4 de agosto de 1821. Ele conta: “Batizei-me aos quinze anos e me uni à igreja [Conexão] Cristã. Contudo, aos vinte, eu havia afundado meu espírito no estudo e no ensino […]. Nunca caí no pecado comum de profanidade, não usei tabaco, chá ou café, nem levei aos lábios um copo de bebida alcoólica. Todavia, eu amava este mundo mais do que a Cristo e o mundo por vir, e adorava a educação, em vez de adorar o Deus dos Céus.”
O jovem Tiago ouvira falar sobre o milerismo, mas considerava o movimento um “fanatismo alucinado”. No estado de espírito em que se encontrava, ficou chocado ao ouvir sua mãe, em quem confiava, expressar uma opinião favorável à doutrina adventista. Ele não estava preparado para o impacto que isso teria sobre ele, em parte porque já havia feito planos para a própria vida, mas a convicção da verdade foi algo que não conseguiu evitar.
Ele relata: “Ao voltar para Deus, senti a forte convicção de que deveria renunciar aos meus planos mundanos e me entregar à obra de advertir o povo a se preparar para o dia do Senhor. Eu amava os livros em geral; mas, durante o período de apostasia, não tinha tempo para o estudo das Sagradas Escrituras, nem gosto por fazê-lo. Por isso, era ignorante quanto às profecias.”
De maneira mais específica, Tiago White sentiu-se impressionado a visitar os alunos da turma em que lecionava em uma escola pública. “Orei para ser poupado desta tarefa”, escreveu, “mas não senti nenhum alívio.” Naquele estado de espírito, foi trabalhar nos campos do pai, “na esperança de que conseguisse dar vazão aos sentimentos que me faziam sofrer”.
Entretanto, não conseguiu. Então Tiago orou pedindo alívio a Deus, sem o sentir. Por fim, “meu espírito se levantou em rebelião contra o Senhor e, impensadamente, disse: ‘Eu não irei’.” Batendo o pé, pôs fim ao assunto e prosseguiu com a vida.
A experiência de Tiago White não é diferente da de alguns de nós. Ouvimos o chamado de Deus para fazer isto ou aquilo, mas batemos o pé e resistimos.
Deus, porém, não desiste. Ele tem um plano para cada um. Qual é o plano dEle para você hoje? E o mais importante: Como você reagirá à vontade divina? (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Pregador a Despeito de Si MesmoConjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus[…]: Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 2Timóteo 4:1, 2
Na meditação de ontem, vimos Tiago White resistindo ao chamado de Deus. Ele conta: “Finalmente resolvi que cumpriria meu dever.” Logo em seguida, “a doce paz de Deus fluiu para minha mente e o Céu parecia brilhar a meu redor. Levantei as mãos e louvei ao Senhor com voz de triunfo”. Suas lutas com as ambições terrenas não terminariam naquele momento; mas, pelo menos, ele estava caminhando na direção correta.
O testemunho de Tiago causou impacto desde o início. Em certo lugar, uma mulher reuniu uns 25 vizinhos não cristãos, e ele deu seu testemunho e, então, se prostrou para orar. “Fiquei surpreso ao descobrir que aqueles 25 pecadores se prostraram comigo. Só consegui chorar. Todos eles choraram junto.”
Tiago obtinha sucesso, mas sentia-se constantemente dividido entre suas ambições terrenas e o chamado de Deus para pregar o breve advento. Escreveu que “a luta era ferrenha”. Após uma ocasião em que se “sentiu envergonhado” porque sua pregação fora pobre por falta de conhecimento da Bíblia, ficou chocado ao ouvir alguns de seus ouvintes chamarem-no de “Ancião White”. “A palavra Ancião”, relembra ele, “cortou meu coração. Senti-me confuso e quase paralisado.”
As coisas prosseguiram relativamente bem até ele tentar falar na presença de dois pregadores que não haviam aceitado a doutrina do advento. Após vinte minutos, ele ficou “confuso e constrangido e se assentou”. Naquele momento, constatou: “Eu finalmente abri mão de tudo por Cristo e pelo evangelho, encontrando enfim paz e liberdade.”
Além da entrega, Tiago percebeu que, se queria ser um pregador bem-sucedido, precisava se preparar para a tarefa. Para isso, ele nos conta que comprou publicações adventistas, leu-as com cuidado e estudou a Bíblia. Também falava em público à medida que Deus abria o caminho.
Podemos encontrar uma lição para todos nós na experiência de Tiago White. É claro que nem todos somos chamados para o ministério pastoral, mas Deus convida cada um para usar os talentos que nos deu. Alguns passam por uma batalha contínua de aceitação. A boa notícia é que o Senhor não perde a paciência conosco. Assim como Ele fez com Tiago, continua a trabalhar em nós a fim de poder trabalhar por meio de nós. Nossa oração diária deve ser para que Deus nos mostre Sua vontade e a aceitemos em nossa vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
6 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ninguém Disse que Seria FácilVocê, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. 2Timóteo 4:5, NVI
Ninguém disse que fazer a vontade de Deus seria fácil. Pelo menos não foi para o pregador Tiago White. Para começar, ele era pobre. Tiago lembra que, ao sair para “o grande campo de colheita, não tinha cavalo, sela, rédea, nem dinheiro”, mas sentia que devia ir. “Eu havia gastado o dinheiro recebido no último inverno em roupas necessárias, na ida a reuniões do segundo advento e na compra de livros. No entanto, meu pai me ofereceu um cavalo para o inverno e o Ancião Polley me deu uma sela com o acolchoado gasto e vários pedaços de uma velha rédea.”
Sim, Tiago White era pobre, mas foi, assim mesmo. Contudo, nem todos ficavam felizes com sua chegada. Em um lugar, ele relata que uma bola de neve quase atingiu sua cabeça enquanto orava. Então veio um dilúvio delas, acompanhado do barulho de uma turba com a qual precisou gritar. Ele recorda: “Minhas roupas e a Bíblia também ficaram molhadas com os flocos derretidos de uma centena de bolas de neve.”
O desafio era o que fazer. Ele concluiu: “Não havia tempo para lógica, então fechei a Bíblia e descrevi os terrores do dia do Senhor. […] Arrependei-vos e convertei-vos” foi seu apelo. No fim da reunião, quase cem pessoas creram.
Deus nunca disse que seria fácil. No entanto, só porque ir é difícil, não significa que a bênção divina não repousa sobre nós. O jovem pregador Tiago White aprendeu a crescer a despeito das dificuldades. Nesse processo, ele desenvolveu abordagens inovadoras para falar à mente e ao coração das pessoas.
Em certo lugar barulhento, onde encontrou dificuldades até mesmo para subir ao púlpito, as primeiras palavras que o público ouviu de seus lábios foi uma canção em alto e bom som:
“Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Vereis o Senhor voltando
Não tardará,
Com o som de canções
Com o som de canções
Com o som de canções
Ecoando pelo ar”.
Além de acalmar a multidão, o cântico expressou a esperança da breve chegada do advento, à qual ele dedicou sua vida. Deus nunca nos disse que seria fácil seguir Jesus, mas Ele nos promete bênçãos sem limites quando o fazemos. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
7 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça Ellen WhiteLembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade. Eclesiastes 12:1
“Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra.
Voltei-me para ver o povo do advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Então, olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada” (PE, p. 14). Essas palavras registram parte da primeira visão celestial de Ellen G. Harmon, aos dezessete anos, em dezembro de 1844.
Ellen e sua irmã gêmea eram as mais novas de uma família de oito filhos em Gorham, Maine. Elas nasceram em 26 de novembro de 1827. O pai era chapeleiro e, depois de um tempo, levou a família para morar em Portland, Maine.
Foi em Portland que, aos nove anos de idade, Ellen sofreu um acidente que a afetou profundamente. Atingida no rosto por uma pedra jogada por uma colega de classe, ficou à beira da morte por várias semanas. Após certo tempo, conseguiu se recuperar, mas a experiência a deixou com a saúde tão fragilizada que não pôde continuar a frequentar a escola. Isso a afligiu ao longo da maior parte de sua vida.
Todavia, a incapacidade de obter escolarização formal não impediu sua educação informal. Seus relatos autobiográficos revelam uma jovem com mente inquiridora e natureza sensível. O tamanho de sua biblioteca pessoal na época de sua morte indica que era uma pessoa versada em vários assuntos.
Sua sensibilidade transparecia não só no relacionamento com as outras pessoas, mas também com Deus. Na verdade, mesmo uma leitura casual de sua autobiografia leva à conclusão de que ela era uma pessoa fervorosa na religião desde suas lembranças mais antigas.
O pensamento de que Jesus poderia voltar dentro de alguns anos foi um choque para a pequena Ellen. Ela ouviu falar sobre esse ensino pela primeira vez aos oito anos, quando, a caminho da escola, pegou um pedaço de papel no qual havia a mensagem de que Cristo poderia voltar em poucos anos. “Fui tomada pelo terror”, escreveu. “Uma impressão tão profunda se formou em minha mente […] que mal consegui dormir por várias noites e eu orava continuamente para estar pronta quando Jesus viesse” (LS, p. 20, 21).
Sua experiência na juventude nos ajuda a ver que algumas coisas que tememos podem acabar se transformando na esperança de nossa vida, sobretudo quando passamos a entender melhor o caráter de Deus. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
8 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen Luta com DeusEu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! Marcos 9:24
A jornada religiosa não é igualmente aprazível para todos. Isso se aplica em especial àqueles de natureza sensível. E a jovem Ellen era uma pessoa sensível.
Vimos que ela foi “tomada pelo terror” quando criança, depois de ler pela primeira vez sobre a proximidade do advento. Seu temor da segunda vinda se originava de várias fontes. Uma delas era a sensação de indignidade. “Havia em meu coração o sentimento de que eu nunca conseguiria me tornar digna de ser chamada de filha de Deus. […] Parecia-me que não era boa o bastante para entrar no Céu” (LS, p. 21).
Ellen lutou com esses medos durante anos. Duas falsas crenças agravaram seu problema. A primeira era crer que precisava ser boa – ou até mesmo perfeita – para que Deus a aceitasse. A segunda era que se estivesse verdadeiramente salva, teria um sentimento de êxtase espiritual.
Suas trevas emocionais começaram a se dissipar durante o verão de 1841, quando participou de uma reunião campal metodista em Buxton, Maine. Em um sermão, ouviu que nem todos os esforços pessoais têm valor para conquistar o favor divino. Ela percebeu que “somente por meio da ligação com Jesus, mediante a fé, o pecador se transforma em um filho de Deus, cheio de fé e esperança” (LS, p. 23).
Daquele momento em diante, fervorosamente pediu perdão por seus pecados e se esforçou para entregar-se ao Senhor por completo. “Tudo o que meu coração expressava era: ‘Ajuda-me, Jesus; salva-me ou perecerei!’” “De repente”, ela nos conta, “o fardo me deixou e meu coração ficou leve” (ibid.).
No entanto, ela pensou que aquilo era bom demais para ser verdade. Por isso, tentou reassumir parte da aflição e da culpa que sempre a haviam acompanhado. Conforme ela mesma expressou: “Parecia-me que eu não tinha direito nenhum de me sentir jubilosa e feliz” (ibid.). Só aos poucos Ellen compreendeu as maravilhas da plenitude da graça redentora de Deus.
A despeito do novo entendimento, ela continuou a lutar com as dúvidas, pois não sentia o êxtase que acreditava ser necessário experimentar caso estivesse salva de verdade. Em decorrência disso, continuou a temer que não fosse perfeita o suficiente para encontrar Seu Salvador durante o advento.
A reação de Ellen parece familiar? Muitos de nós temos dificuldade em crer que o evangelho realmente seja tão bom quanto Deus afirma. No fim, a solução não se encontra nos sentimentos, mas em entender, de fato, como são as promessas divinas.
Ajuda-nos hoje, Senhor, em nossa descrença. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
9 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen Crê no Advento – 1Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:2, 3
Ellen Harmon ouviu Guilherme Miller pela primeira vez em uma série em Portland, Maine, em março de 1840. Quando ele voltou para uma segunda sequência de encontros, em junho de 1842, ela participou com alegria.
Ellen aceitara a mensagem de Miller, mas não conseguia escapar do medo incessante de não ser “boa o suficiente”. Além disso, a ideia de Deus torturando as pessoas num inferno eterno a atormentava.
Enquanto Ellen se encontrava nesse estado mental, a mãe sugeriu que ela se aconselhasse com Levi Stockman, pastor metodista que havia aceitado o milerismo. Stockman aliviou a mente de Ellen ao lhe contar “acerca do amor de Deus por Seus filhos errantes; disse que, em vez de Se alegrar em sua destruição, Ele almeja atraí-los a Si com fé e singela confiança. Ele se demorou a falar do grande amor de Cristo e do plano da redenção”.
“Vai em paz, Ellen”, ele disse, “volte para a sua casa confiante em Jesus, pois Ele não retirará Seu amor de todo aquele que O busca verdadeiramente” (T1, p. 30).
A conversa foi um dos grandes pontos de virada na vida de Ellen Harmon. Daquele momento em diante, ela começou a ver em Deus “um Pai bondoso e terno, em vez de um tirano austero, que constrange os seres humanos à obediência cega”. Seu coração “correu em direção a Ele com amor profundo e fervoroso. A obediência à Sua vontade [então] parecia uma alegria; era um prazer estar a Seu serviço” (LS, p. 39).
A nova compreensão de que Deus é um Pai carinhoso ajudou a jovem Ellen de diversas maneiras. Uma delas foi entender a natureza do inferno, assunto que analisaremos mais à frente.
A visão de Deus como Pai bondoso também a ajudou a aguardar o segundo advento com alegria e entusiasmo. Ela percebeu que não tinha nada a temer; na verdade, entendeu que tinha tudo a esperar.
E que esperança bendita! Quantas vezes nós, no século 21, ficamos tão envolvidos em nossa vida cotidiana a ponto de falharmos em compreender a magnitude das promessas da segunda vinda de Jesus! Por melhores que sejam as coisas dadas a nós por nosso Pai bondoso aqui na Terra, a Bíblia nos revela que aquilo que está por vir será infinitamente melhor.
Podemos ser gratos por ter um “Pai bondoso”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
10 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Ellen Crê no Advento – 2Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. 1Tessalonicenses 4:16-18
Que palavras consoladoras! Elas soaram alegremente para a jovem Ellen Harmon. Depois de descobrir que Deus é um “Pai bondoso”, ela se encheu de energia para anunciar a segunda vinda aos outros.
Por isso, indo contra sua índole naturalmente tímida, ela começou a orar em público, a compartilhar, nas reuniões metodistas, sua crença no poder salvador e no breve retorno de Jesus e a ganhar dinheiro para comprar materiais impressos e, assim, espalhar a doutrina adventista.
Essa última atividade era especialmente difícil para Ellen. Por causa da saúde fragilizada, precisava se assentar apoiada na cama para tricotar meias, ganhando 25 centavos por dia. Sincera ao extremo, sua convicção se demonstrava em todos os aspectos da vida. Isso levou muitos de seus amigos à fé em Jesus.
Não era só Ellen que demonstrava zelo pela mensagem do advento pregada por Miller, mas também seus pais e irmãos. No entanto, a igreja metodista, da qual eram membros, ensinava que Cristo só voltaria após mil anos de paz e abundância. A denominação não apreciava a agitação constante do ensino sobre o breve retorno de Jesus. Por isso, em setembro de 1843, a família Harmon foi expulsa do rol de membros dessa igreja.
Tal experiência refletiu a de muitos outros adventistas em vários lugares, que se recusaram a permanecer em silêncio sobre o assunto da volta de Jesus.
Ellen e a maioria dos outros mileritas não se deixavam abater pela expulsão das diferentes denominações. Afinal, eles criam que Jesus viria dentro de poucos meses, acabando com todos os seus problemas. Com essa esperança em mente, os crentes mileritas mantinham suas reuniões para se encorajarem, à medida que o momento predito se aproximava. A alegria lhes enchia o coração. Conforme Ellen expressou posteriormente, o ano de 1844 foi o “mais feliz de sua vida” (LS, p. 59).
Ao olhar para o passado, percebemos que aqueles fiéis estavam errados quanto à data do advento, mas não em relação à esperança. A bendita esperança do advento de Jesus continua a ser uma alegria que enche nosso coração de expectativa. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
11 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Povo da Bíblia – 1Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. 2Timóteo 3:16
A questão mais básica para qualquer grupo religioso é a autoridade. Aqueles que deram início ao movimento adventista do sétimo dia não tinham dúvidas a esse respeito. Conforme expressou Tiago White, no início de 1847, “a Bíblia é uma revelação perfeita e completa. É nossa única regra de fé e prática”.
Os guardadores do sábado, conforme veremos nos próximos dias, desenvolveram suas crenças doutrinárias distintivas com base no estudo das Escrituras. Isso nem sempre ficava claro para seus críticos. Por exemplo, em 1874, Miles Grant argumentou em World’s Crisis (Mundo em Crise, um dos principais periódicos dos adventistas do primeiro dia): “Os adventistas do sétimo dia afirmam que o santuário purificado no fim dos 1.300 [2.300] dias mencionados em Daniel 8:13, 14 é o Céu e que tal purificação começou no outono de 1844 d.C. Se alguém quiser saber por que eles creem dessa maneira, a resposta é que as informações vieram por intermédio de uma das visões da senhora E. G. White”.
Uriah Smith, editor da publicação adventista do sétimo dia Review and Herald, respondeu vigorosamente à acusação: “Já foram escritos centenas de artigos sobre o assunto [do santuário]. Entretanto, em nenhum deles as visões são abordadas como autoridade sobre a questão, ou como a fonte de onde foi tirado qualquer ponto de vista que defendemos. Nenhum pregador se refere a elas ao abordar o tema. O apelo é invariavelmente à Bíblia, na qual há amplas evidências da perspectiva que adotamos sobre o assunto.”
Deve-se destacar que Smith fez uma declaração que qualquer pessoa disposta a investigar a literatura adventista do sétimo dia da época pode comprovar. Paul Gordon fez isso com o tema do santuário, na obra The Sanctuary, 1844 and the Pioneers [O Santuário, 1844 e os Pioneiros] (1983). Suas descobertas apoiam a afirmação de Smith.
Os fatos sobre o caso são que, embora muitos adventistas posteriores tenham demonstrado a tendência de depender da autoridade de Ellen White ou da tradição adventista, os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia.
Os adventistas do sétimo dia de todas as regiões do mundo precisam prestar atenção a esse fato em sua busca pelo adventismo genuíno da história. A boa notícia é que Deus nos deu as palavras da vida em Seu Livro. Podemos nos alegrar hoje com o salmista, que declarou: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
12 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Povo da Bíblia – 2Receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Atos 17:11
Ellen White estava em plena harmonia com seu esposo e com Bates no que se refere à centralidade da Bíblia. Em seu primeiro livro (1851), ela escreveu: “Recomendo-vos, caros leitores, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática” (PE, p. 78). E, 58 anos depois, diante da Assembleia da Associação Geral, de 1909, ela disse, com a Bíblia nas mãos: “Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro.” Suas últimas palavras em uma Assembleia da Associação Geral da igreja refletem o sentimento de seu ministério ao longo de mais de seis décadas.
Em 1847, Tiago White abordou a questão do papel único da Bíblia na formação doutrinária adventista, afirmando que as Escrituras são “nossa única regra de fé e prática”. Ele acrescentou: “As visões verdadeiras são dadas para nos conduzir a Deus e a Sua palavra escrita; mas aquelas que introduzem uma nova regra de fé e prática, separada da Bíblia, não podem provir do Senhor e devem ser rejeitadas”.
Quatro anos depois, mais uma vez ele deixou o tópico bem claro: “Todo cristão, portanto, tem o dever de considerar a Bíblia uma regra perfeita de fé e ação. Precisa orar com fervor para ser auxiliado pelo Espírito Santo na busca de toda a verdade das Escrituras e por seu dever completo. Não tem a liberdade de se afastar da Palavra para descobrir seu dever por intermédio de qualquer um dos dons. […] A Bíblia precisa estar à frente, e os olhos da igreja devem se voltar para ela, como a regra de conduta e base da sabedoria.’”
Em suma, os primeiros adventistas do sétimo dia rejeitavam a tradição, a autoridade da igreja e mesmo os dons como fontes para suas doutrinas. Com isso em mente, é importante nos perguntarmos em que posição nós, adventistas (tanto na esfera individual quanto coletiva), nos encontramos no que se refere à autoridade. Em muitos casos, parece que estamos enfraquecidos em relação à Bíblia.
O dia de hoje é o melhor momento para reverter esse problema. Agora mesmo, ao orar, meu desejo é que você refaça o compromisso de estudar as Escrituras com seriedade todos os dias. Que tal começar com os evangelhos, as cartas de Paulo ou Salmos?
O mais importante, porém, não é o ponto de partida de seu estudo, mas, sim, que, no espírito dos pioneiros adventistas, você se comprometa a estudar a Palavra de Deus todos os dias por no mínimo meia hora. Sei que interferirá em seu tempo na frente da televisão, mas isso não será nada mal. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
13 de fevereiro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Porta FechadaE, saindo elas [as virgens néscias] para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta. Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Mateus 25:10-12
Alguns símbolos bíblicos adquirem mais de um significado ao longo do tempo. Esse foi o caso da porta fechada no adventismo pós-milerita, no fim dos anos 1840.
Anteriormente, vimos que, desde 1836, Miller definiria a porta fechada de Mateus 25:10 como o fim do tempo da graça para a humanidade. Isto é, antes de Cristo voltar, todos os seres humanos já terão tomado uma decisão favorável ou contrária à salvação.
Miller relacionou o segundo advento à data de outubro de 1844; por isso, defendia que o tempo da graça encerraria nessa época. Ele continuou a apoiar tal opinião após o desapontamento de outubro. Por exemplo, em 18 de novembro de 1844, ele escreveu: “nós [terminamos] nossa obra de advertir os pecadores. […] Deus, em Sua providência, fechou a porta; a única coisa que podemos fazer é encorajar uns aos outros a sermos pacientes”.
Esse não era o único ponto de vista sobre os confusos acontecimentos do outono de 1844. Josué V. Himes, desde 5 de novembro, concluíra que nenhuma profecia havia se cumprido em outubro de 1844. Se esse fosse o caso, então a porta da graça não teria se fechado, e o povo de Deus ainda precisava anunciar a mensagem da salvação.
Por mais estranho que nos pareça hoje, foram as diferentes interpretações sobre o sentido da “porta fechada” que separaram as várias ramificações do adventismo a partir de 1845. Para entender esse assunto, é importante saber que, até o início de 1845, a expressão “porta fechada” havia adquirido dois significados:
O fim do tempo da graça; e o cumprimento de uma profecia em outubro de 1844.
Com isso em mente, podemos pensar nos adventistas de Albany que seguiram Himes como os “adventistas da porta aberta” e nos espiritualizadores fanáticos e nos guardadores do sábado que estavam surgindo como “adventistas da porta fechada”.
Nesse meio tempo, a tarefa teológica dos guardadores do sábado, no fim da década de 1840, era separar-se de seus primos fanáticos no segmento do adventismo que defendia a porta fechada. Isso só seria possível por meio de mais estudo da Bíblia e da orientação divina. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
14 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Nova Luz Sobre o Santuário – 1Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. Daniel 8:14
Nunca devemos nos esquecer de que aqueles que se tornariam adventistas do sétimo dia defendiam a teoria da porta fechada. Isto é, eles acreditavam que a profecia de Daniel 8:14 havia se cumprido em outubro de 1844. Eles não tinham dúvidas quanto à data. Os intérpretes historicistas de Daniel sempre concordaram, de modo geral, que a profecia das 2.300 tardes e manhãs se cumpriria entre 1843 e 1847. A controvérsia não era em relação à data, mas, sim, ao que aconteceria no fim do período profético. Em outras palavras, havia um consenso generalizado sobre a interpretação do número simbólico ligado à data, mas ampla discordância no tocante à interpretação dos outros dois símbolos proféticos de Daniel 8:14.
A tarefa teológica que os adventistas precisavam realizar após o desapontamento de outubro era desvendar o significado do santuário e da purificação.
Conforme observamos anteriormente, Miller interpretara que o santuário era a Terra e a purificação seria pelo fogo, por ocasião do segundo advento. Estava claro que esse ponto de vista havia falhado. É importante reconhecer que alguns expressaram dúvidas sobre a interpretação de Miller antes mesmo do desapontamento de outubro de 1844. Josiah Litch, por exemplo, escreveu, em abril de 1844: “Não foi provado que a purificação do santuário, a qual deve acontecer no fim dos 2.300 dias, seja a vinda de Cristo e a purificação da Terra.” Mais uma vez, observou, enquanto lutava para compreender o sentido do texto, que eles provavelmente estavam “errados quanto ao evento que marcava seu fim”.
Essa linha de pensamento ganhou força logo depois do desapontamento de 1844. Joseph Marsh reconheceu, no início de novembro: “Admitimos alegremente que erramos no que se refere à natureza do evento que esperávamos ocorrer […]; mas não podemos admitir que nosso grande Sumo Sacerdote não tenha realizado naquele dia tudo que o tipo nos dá justificativa para acreditar.”
Podemos extrair uma lição aqui. Às vezes, temos mais certeza sobre determinada interpretação das Escrituras do que deveríamos. Precisamos ser humildes e fazer nossa parte ao estudar a Palavra de Deus.
Ajuda-nos, Pai, a manter a mente aberta à Tua orientação, à medida que estudamos Tua Palavra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
15 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Nova Luz Sobre o Santuário – 2Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem. Hebreus 8:1, 2, NVI
Anos depois do acontecimento, Hiram Edson escreveu sobre uma experiência que afirma ter vivenciado em 23 de outubro de 1844, o dia após o desapontamento: “Comecei a sentir que poderia haver luz e auxílio para nós naquela aflição. Disse a alguns de meus irmãos: ‘Vamos ao celeiro.’ Entramos ali, fechamos as portas e nos prostramos perante o Senhor.
“Oramos com fervor, pois sentíamos nossa necessidade. Continuamos em oração sincera até recebermos o testemunho do Espírito de que nossa oração fora aceita, a luz seria dada e nosso desapontamento seria explicado e esclarecido de maneira satisfatória. Após o desjejum, disse a um de meus irmãos [provavelmente Owen R. L. Crosier]: ‘Vamos sair e animar alguns de nossos irmãos’.
“Começamos a caminhar e, enquanto passávamos por um grande campo, fui parado no meio dele. O Céu parecia aberto a meus olhos. Eu via com distinção e clareza que, em vez de nosso Sumo Sacerdote sair do santíssimo no santuário celestial para vir à Terra no décimo dia do sétimo mês, no fim das 2.300 tardes e manhãs, Ele entrou pela primeira vez no segundo compartimento do santuário e que tinha uma obra a realizar no santíssimo antes de voltar à Terra.”
As memórias de Edson são bem conhecidas entre os adventistas do sétimo dia. Alguns pensam que foi dessa “visão” que a igreja tirou a doutrina do santuário. No entanto, precisamos nos perguntar: As visões ou os insights dele (ou de qualquer outra pessoa) são um alicerce apropriado para fundamentar uma doutrina? E se o adventismo não contasse com o relato da experiência de Edson? Faria alguma diferença? Nenhuma!
Hiram continuou seu relato contando que ele, Crosier (que estava morando com ele parte do tempo) e o Dr. Franklin B. Hahn estudaram o tema do santuário na Bíblia. Crosier fez uma pesquisa aprofundada. Edson e Hahn concordaram em custear a publicação das descobertas.
Isso é importante. A experiência de Edson no máximo apontou para uma interpretação possível do significado do santuário, mas somente o estudo da Bíblia foi capaz de prover um fundamento sólido.
Sempre devemos basear todos os nossos ensinos no estudo da Bíblia. Sempre! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
16 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Nova Luz Sobre o Santuário – 3Eles servem num santuário que é cópia e sombra daquele que está nos Céus, já que Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo: “Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte”. Hebreus 8:5, NVI
Ontem conhecemos Owen R. L. Crosier, o amigo de Hiram Edson que dedicou tempo a um estudo intensivo e abrangente da Bíblia sobre o significado do santuário e da purificação que aconteceria no fim das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Em Day Dawn [Raiar do Dia], material publicado por Edson e Hahn, Crosier explicou suas descobertas de maneira sistemática. Uma de suas primeiras conclusões foi que a interpretação de Miller estava equivocada, visto que “a palavra santuário não pode se aplicar à Terra por nenhum princípio existente”. Crosier certamente tinha uma concordância em mãos quando observou que “a palavra santuário ocorre 104 vezes na Bíblia, 100 delas no Antigo Testamento […] e 4 no Novo, todas elas na epístola aos Hebreus”.
Mais adiante em seu artigo, Crosier conclui que o santuário de Daniel 8:14 não podia ser o santuário judaico, pois este fora “irrecuperavelmente destruído”. “Todavia, embora o santuário judaico tenha deixado de ser o santuário 1.800 anos atrás, algo mais existia no fim dos 2.300 dias para receber o título de santuário e, no fim do período, passar por uma mudança expressa pela palavra ‘purificado’, ‘justificado’, ‘vindicado’ ou ‘declarado justo’.”
Crosier observou que o livro de Hebreus deixa algo claro: “Após a ascensão, Cristo entrou no lugar do qual o santuário judaico era uma figura, um modelo ou tipo e este foi o local de Seu ministério durante a dispensação do evangelho.” Hebreus revela inquestionavelmente: “‘Temos um Sumo Sacerdote como esse, o qual Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus e serve no santuário.’ Esse não é o único texto do Novo Testamento no qual a palavra santuário é encontrada, mas os outros três se referem ao santuário judaico. Agora podemos ter segurança ao afirmar que não há autoridade bíblica para chamar qualquer outra coisa de santuário na dispensação do evangelho, além do local do ministério de Cristo no Céu, desde o momento de Sua ascensão ao Pai até Sua segunda vinda.”
Podemos agradecer a Deus hoje por Jesus ser nosso sumo sacerdote no santuário celestial. “Portanto, Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles” (Hb 7:25, NVI). Amém! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
17 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Nova Luz Sobre o Santuário – 4Ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25, NVI
Crosier começou a escrever sobre o santuário celestial em março de 1845, mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que ele apresentou sua interpretação mais completa sobre o assunto em um artigo chamado “The Law of Moses” [A Lei de Moisés].
Podemos resumir da seguinte forma as conclusões mais importantes encontradas em “The Law of Moses”: (1) Existe um santuário literal no Céu. (2) O santuário hebraico era uma representação visual completa do plano da salvação, que seguia o modelo do santuário celestial. (3) Assim como os sacerdotes terrenos tinham um ministério em duas fases no santuário do deserto, Cristo tem um ministério de duas etapas no santuário celestial. A primeira etapa começou no lugar santo após Sua ascensão e a Segunda, em 22 de outubro de 1844, quando Jesus passou do primeiro compartimento do santuário celestial para o segundo. Logo, o dia antitípico ou celestial do Dia da Expiação começou nessa data. (4) A primeira etapa do ministério de Cristo está ligada ao perdão, ao passo que a segunda envolve o apagamento dos pecados e a purificação tanto do santuário quanto dos crentes. (5) A purificação de Daniel 8:14 era do pecado; portanto, seria efetuada pelo sangue, não pelo fogo. (6) Haveria um intervalo de tempo entre o início do ministério de Jesus no santíssimo e o segundo advento.
Os resultados do estudo da Bíblia, realizado por Crosier, responderam às perguntas sobre a identidade do santuário e a natureza da purificação. Além disso, mostraram o que havia acontecido no fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8:14.
O artigo de Crosier não passou despercebido por aqueles que se tornariam líderes dos adventistas guardadores do sábado. Já em maio de 1846, José Bates recomendou a abordagem de Crosier sobre o santuário, considerando-a “superior a qualquer material do tipo disponível”.
No ano seguinte, Ellen White escreveu: “O Senhor me mostrou em visão, mais de um ano atrás, que o irmão Crosier tem a luz verdadeira acerca da purificação do santuário […] e que era de Sua vontade que o irmão Crosier escrevesse o ponto de vista que nos mostrou em Day-Star Extra, no dia 7 de fevereiro de 1846” (WLF, p. 12).
Podemos ser gratos a Deus não só porque tem um plano para salvar Seu povo do pecado, mas também porque esse plano está sendo levado a efeito por meio do ministério de Cristo em nosso favor no Céu. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
18 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Nova Luz Sobre o Santuário – 5Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos Céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores. Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; Ele entrou no próprio Céu, para agora Se apresentar diante de Deus em nosso favor. Hebreus 9:23, 24, NVI
A profecia de Daniel 8:14 sobre a purificação do santuário, no fim das 2.300 tardes e manhãs, era de grande importância para os adventistas da porta fechada. Por isso, não é de se espantar que encontremos outras pessoas além de Hiram Edson, Owen R. L. Crosier e Franklin B. Hahn preocupadas com a identidade do santuário, o sentido da purificação e o que de fato ocorreu na conclusão da profecia dos 2.300 dias.
Outros estudiosos que publicaram sobre o assunto incluem Emily C. Clemons, que editou um periódico, na metade de 1845, chamado Hope Within the Veil [Esperança Além do Véu]; e G. W. Peavey, o qual ensinava, em abril de 1845, que Cristo havia “terminado a obra tipificada pelas ministrações diárias antes do décimo dia do sétimo mês e que, naquela data, entrara no santo dos santos”.
Peavey também percebia uma conexão entre Daniel 8:14, Hebreus 9:23, 24 e Levítico 16. Ele concluiu que o lugar santíssimo do santuário celestial necessitava ser purificado pelo sangue de Cristo no dia antitípico da expiação. No entanto, ele acreditava que a purificação do santuário celestial havia acontecido em 22 de outubro de 1844, ao passo que Crosier e seus amigos consideravam a expiação um processo inacabado que havia começado naquela data. A interpretação de Crosier foi a adotada pelos adventistas guardadores do sábado.
As primeiras visões de Ellen Harmon também abordaram o tema do santuário. No início de 1845, ela relatou uma visão na qual viu “o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se” no início da segunda fase do ministério celestial de Cristo (PE, p. 55).
Embora essa visão esteja em harmonia com as conclusões de Crosier e outros estudiosos da Bíblia, devemos nos lembrar de que Ellen Harmon não tinha preeminência nem autoridade sobre o adventismo da época. Era basicamente desconhecida das principais figuras ligadas ao desenvolvimento da teologia do santuário. Para eles, Ellen era apenas uma menina de 17 anos, afirmando ter visões em meio às vozes conflitantes do adventismo da porta fechada; que, na época, estava literalmente infestado de gente dizendo ter dons carismáticos.
Devemos louvar a Deus por sempre estar disposto a guiar nossa mente enquanto buscamos conhecer Seu maravilhoso plano de redenção. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
19 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Primeira Visão de Ellen White – 1E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Joel 2:28
Em dezembro de 1844, Ellen Harmon estava orando com mais quatro mulheres na casa da Sra. Haines, em Portland, Maine. “Enquanto estávamos orando”, conta Ellen, “o poder de Deus veio sobre mim como nunca havia sentido antes” (LS, p. 64).
Durante a experiência, ela relata: “Pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento […], mas não o pude achar, quando uma voz me disse: ‘Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.’ Com isto olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado num lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada. Tinham uma luz brilhante colocada por trás deles no começo do caminho, a qual um anjo me disse ser o ‘clamor da meia-noite’ [a pregação de que 22 de outubro seria a data do cumprimento de Daniel 8:14].
“Essa luz brilhava em toda extensão do caminho e proporcionava claridade para seus pés, para que não tropeçassem. Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros.
“Mas logo alguns ficaram cansados e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava. […]
“Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. A luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. […]
“Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do Homem. Todos nós em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e se tornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grande nuvem branca. […]
“Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem. […] Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: ‘Despertai! Despertai! Despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!’” (PE, p. 14-16). (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
20 de fevereiro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Primeira Visão de Ellen White – 2E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão. Atos 2:17
É surpreendente notar que a primeira visão de Ellen White não abordou o tema do santuário, nem de sua purificação. Em vez disso, seu objetivo era encorajar os desapontados adventistas mileritas, oferecendo-lhes segurança e consolo. De maneira mais específica, proporcionava instrução em várias frentes.
Primeiro, a visão indicava que o movimento de 22 de outubro não havia sido um erro. Pelo contrário, em 22 de outubro houve o cumprimento de uma profecia. Por isso, era uma “luz brilhante” atrás deles, para ajudá-los a se orientar e a guiá-los rumo ao futuro. É interessante saber que Ellen Harmon havia abandonado a crença na mensagem de outubro de 1844 no mês anterior à sua primeira visão. Portanto, o que ela viu era contrário a seus pensamentos pessoais.
Segundo, a visão revelava que Jesus continuaria a dirigi-los, mas eles precisavam manter os olhos fitos nEle. Logo, o adventismo tinha dois focos de orientação: o acontecimento de outubro na história passada e o direcionamento contínuo de Jesus no futuro.
Terceiro, a visão parecia sugerir que demoraria mais do que o esperado para Cristo voltar.
Quarto, era um erro grave abandonar a experiência passada do movimento de 1844 e afirmar que ela não viera de Deus. Aqueles que chegassem a essa conclusão se afundariam em trevas espirituais e perderiam o rumo.
A primeira visão de Ellen White proporcionou várias lições positivas. Mas não deixemos de observar uma coisa: ela não mostrou o que havia acontecido em 22 de outubro de 1844. Tal conhecimento ficaria claro por meio do estudo da Bíblia. Em vez de dar explicações específicas, a primeira visão somente ressaltou o fato de que Deus estava guiando um povo a despeito do desapontamento e da confusão. Esse foi o primeiro sinal de Seu cuidado e direcionamento profético por intermédio de Ellen Harmon.
O tema de Deus guiando Seu povo em meio aos perigos e às ciladas da história se transformaria em um dos focos centrais do ministério dela. Ganharia maturidade em cinco obras importantes que acompanham o curso da história do direcionamento divino desde a entrada do pecado, em Patriarcas e Profetas, até a conclusão do plano de Deus, em O Grande Conflito.
Graças ao Senhor por Sua orientação constante! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
21 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Chamado Para TestemunharNão temas; pelo contrário, fala e não te cales. Atos 18:9
Cerca de uma semana após a primeira visão, Ellen recebeu uma segunda, instruindo a contar aos outros adventistas o que Deus lhe havia revelado. Também lhe disse que ela enfrentaria grande oposição.
Ellen hesitou diante do dever. Afinal, raciocinou, sua saúde era frágil, tinha apenas 17 anos e era naturalmente tímida. “Durante vários dias”, explicou mais tarde, “orei para que este encargo fosse removido de mim e posto sobre alguém capaz de o suportar. Não se alterou, porém, minha consciência do dever, e soavam-me continuamente aos ouvidos as palavras do anjo: ‘Torna conhecido a outros o que te revelei’” (VE, p. 65). Ela prosseguiu admitindo que preferia a morte à tarefa a sua frente. Depois de perder a doce paz que lhe sobreviera após a conversão, encontrava-se mais uma vez em desespero.
Não é de se espantar que Ellen Harmon sentisse medo de falar em público. Afinal, a população em geral zombava dos mileritas. Além disso, erros doutrinários graves e várias formas de fanatismo assolavam as próprias fileiras dos mileritas após o desapontamento.
De maneira mais específica, o dom de profecia se tornara especialmente suspeito em 1844, tanto para a sociedade mais ampla quanto para os adventistas mileritas. No verão de 1844, Joseph Smith, o “profeta” mórmon, perdera a vida ao ser atacado por uma multidão, em Illinois. O fim de 1844 e o início de 1845 testemunharam o surgimento de um grande número de “profetas” adventistas de caráter questionável, vários deles atuando em Maine. Na primavera de 1845, os adventistas de Albany votariam que não tinham “confiança em nenhuma mensagem ou visão, nem em sonhos, línguas, milagres, dons extraordinários, revelações” e assim por diante.
Em meio a uma atmosfera como essa, não surpreende que a jovem Ellen Harmon tenha procurado evitar seu chamado ao ministério profético. Contudo, a despeito de seus temores pessoais, ela foi em frente e começou a apresentar o confortante conselho divino aos adventistas confusos.
Mesmo uma rápida consideração sobre suas diversas declarações autobiográficas iniciais revela que ela se deparou com bastante fanatismo e oposição pessoal.
Algumas de suas primeiras visões trataram do fanatismo e da oposição ao dar conselhos e repreensões de natureza particular.
Ó Senhor, ajuda-nos hoje a sermos fiéis no lugar onde nos colocaste e capacita-nos para anunciarmos a mensagem que nos tens dado. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
22 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Sobre o RestauracionismoOs teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável. Isaías 58:12
Por volta de 1800, surgiu nos Estados Unidos um movimento de restauracionismo desejando reformar as igrejas por meio da recuperação de todos os ensinos do Novo Testamento. Os restauracionistas rejeitavam a ideia de que a Reforma era algo que havia acontecido somente no século 16. Em vez disso, ela havia começado nessa época, mas deveria continuar até os últimos vestígios da tradição serem rejeitados e a Bíblia assumir um lugar central dentro da igreja. A tarefa do movimento restauracionista era terminar a Reforma inacabada.
Os restauracionistas defendiam um ponto de vista radical do princípio de sola scriptura. Queriam evidências bíblicas para todas as posições que adotavam. As Escrituras eram o único fundamento para sua fé e prática. O movimento também era contrário aos credos. Uma declaração popular entre seus defensores era: “Não temos outro credo além da Bíblia.”
O espírito do movimento restauracionista abriu caminho para grande parte da agenda teológica da maioria dos protestantes norte-americanos durante o início do século 19. Promovia a atitude de retorno à Bíblia que permeava a mentalidade protestante da época.
Uma das ramificações do movimento restauracionista teve importância especial para os adventistas do sétimo dia: a Conexão Cristã. Tiago White e José Bates (dois dos três fundadores do adventismo) eram membros desse grupo.
Os dois levaram consigo para o adventismo tanto a filosofia centrada na Bíblia, da Conexão Cristã, quanto o alvo de conduzir a igreja de volta a todos os ensinos esquecidos das Escrituras. Estavam convictos de que tal restauração deveria acontecer antes do segundo advento.
A visão restauracionista da história continua a influenciar o adventismo hoje. Veja, por exemplo, as palavras introdutórias da Declaração de Crenças Fundamentais: “Os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo.” Além disso, O Grande Conflito, de Ellen White, baseia-se em um padrão restauracionista, identificando a redescoberta dos ensinos bíblicos perdidos nos primeiros séculos do cristianismo, desde a Reforma até o fim dos tempos.
Nós, adventistas do sétimo dia, temos motivos para agradecer por pertencermos a um movimento que se baseia firmemente nas Escrituras. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
23 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Dons Espirituais e a Bíblia – 1E Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado. Efésios 4:11, 12, NVI
Os primeiros adventistas guardadores do sábado defendiam o ensino bíblico de que os dons espirituais, inclusive o dom de profecia, existiriam na igreja até o segundo advento.
Uriah Smith fez uma ilustração que expressa bem essa ideia. Ele escreveu: “Suponha que estejamos prestes a começar uma viagem. O dono da embarcação nos entrega um livro de instruções, dizendo que ele contém as orientações necessárias para toda a jornada e que se prestarmos atenção a elas, chegaremos com segurança ao destino.
“Depois de partir, abrimos o livro para saber o que ele diz. Descobrimos que o autor alista princípios gerais para nos governarem na viagem e nos instrui o máximo possível, abordando as várias dificuldades que podem surgir, até o fim. Entretanto, também nos fala que a última parte de nossa jornada será especialmente perigosa; que as características da subida estão em constante mudança por causa de areias movediças e tempestades; ‘contudo, para essa parte da viagem’, diz ele, ‘providenciei um piloto que os encontrará e lhes dará as informações que as circunstâncias e os perigos ao redor exigirem; deem ouvidos a ele’.
“Com essas instruções, chegamos ao momento especificado de perigo e, conforme a promessa, o piloto veio a nosso encontro; mas, assim que ele ofereceu seus serviços, alguns dos tripulantes se levantaram contra ele. ‘Temos o livro de instruções original’, protestaram, ‘e isso nos basta. Só nele nos baseamos e em nada mais; não queremos nada de você’.
“Quem está dando ouvidos ao livro de instruções? Aqueles que rejeitam o piloto ou os que o aceitam, conforme o livro orienta? Julguem vocês.
“No entanto, alguns […] podem nos abordar sobre esse ponto da seguinte forma: ‘Então você considera que a senhora White é nosso piloto?’. É para evitar esforços nessa direção que escrevemos essa frase. Não é isso que estamos dizendo. O que afirmamos com distinção é isto: que os dons do Espírito nos são dados para servirem de piloto nestes tempos de perigo e sempre que encontrarmos manifestações genuínas dos dons, em quem quer que seja, temos o dever de respeitá-las. Se não o fizermos, chegamos ao ponto de rejeitar a Palavra de Deus, que nos instrui a aceitá-los”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
24 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Dons Espirituais e a Bíblia – 2A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 1Coríntios 12:28
A Conexão Cristã exerceu forte impacto sobre os primeiros adventistas guardadores do sábado, inclusive em seu ponto de vista sobre os dons espirituais.
Descobrimos a perspectiva conexionista sobre o assunto por meio dos escritos de William Kinkade (nascido em 1783), um dos mais proeminentes teólogos do movimento. Kinkade escreveu em 1829 que, durante a juventude, ele se recusava a “ser chamado de qualquer outro nome além de cristão” e só tinha um livro por “padrão: a Bíblia”.
Ele não tinha dúvidas em relação à autoridade suprema das Escrituras. No entanto, em sua extensa discussão sobre a “restauração da antiga ordem das coisas”, afirmou que não conseguia entender “um pequeno ponto” da mensagem neotestamentária.
Ele argumentou que no centro do Novo Testamento se encontravam os dons espirituais, inclusive “o dom de profecia, mencionado em passagens como 1 Coríntios 12:8-31 e Efésios 4:11-16. Os dons espirituais estavam presentes na antiga ordem das coisas na igreja; todos que se opõem a isso, estão se opondo ao cristianismo. Dizer que Deus fez os dons cessarem é o mesmo que alegar que Ele aboliu a mensagem da igreja neotestamentária. […] Esses dons constituem a antiga ordem de coisas”.
Kinkade defendeu que não se tratava de dons temporários que terminaram com a era apostólica. Em vez disso, “esses dons, conforme expostos nas Escrituras, compõem o ministério evangélico” anunciado no Novo Testamento.
A teologia de William Kinkade sobre o Novo Testamento, da perpetuidade dos dons espirituais, no contexto da Bíblia como única fonte de autoridade, é importante para a compreensão dos primórdios do adventismo do sétimo dia, uma vez que dois dos três fundadores da denominação haviam participado ativamente da Conexão Cristã. Tiago White e José Bates chegaram ao adventismo do sétimo dia vindos de um movimento que defendia tanto a Bíblia como único fator determinante de fé e prática quanto a continuidade dos dons espirituais.
O delicado equilíbrio entre os dois elementos se reflete nos escritos de Tiago White, que define o tom da função apropriada dos dons espirituais na igreja.
Pai, somos gratos porque cuidas tanto de Tua igreja a ponto de derramar sobre ela os dons do Espírito. Ajuda-nos a ser sábios no uso dos Teus dons. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
25 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Os Dons Espirituais e a Bíblia – 3Não atrapalhem a ação do Espírito Santo. Não desprezem as profecias. Examinem tudo, fiquem com o que é bom. 1Tessalonicenses 5:19-21, NTLH
Como é fácil desprezar qualquer pessoa que afirme ter o dom de profecia; afinal, temos a Bíblia. Além disso, várias pessoas com problemas mentais e questionáveis em vários aspectos fizeram tal declaração ao longo da história. À luz dos fatos, é natural duvidar ou até mesmo desprezar.
No entanto, o conselho da Bíblia sobre o assunto é este: “Não atrapalhem a ação do Espírito Santo. Não desprezem as profecias” (1Ts 5:19-21, NTLH).
Desprezar quem afirma ter o dom de profecia não é uma alternativa para os cristãos. Em vez disso, as Escrituras exigem que tais pessoas sejam “examinadas” ou testadas.
Além de nos pedir para avaliá-las, a Bíblia sugere algumas formas de fazê-lo. Uma aparece no Sermão do Monte, no qual Jesus nos ordena: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. […] Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus” (Mt 7:15-17).
Aplicando o texto ao aspirante a profeta, é preciso avaliar os resultados dos princípios que ele advoga e observar se a vida dele reflete a vontade divina.
Outra passagem se encontra em 1 João 4: “Provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus” (v. 1-3).
Devemos nos perguntar: Qual é o testemunho do candidato a profeta a respeito de Jesus? Isaías 8:20 apresenta um terceiro teste: os ensinos da pessoa estão em conformidade com a Bíblia?
Todos esses critérios são importantes, mas o mais crucial é se os profetas apontam para si mesmos e para a própria mensagem ou para Jesus e a Bíblia.
Os primeiros adventistas foram obrigados a usar a Bíblia para avaliar as declarações feitas pela jovem Ellen Harmon e por outros no fim dos anos 1840. E nem sempre era fácil tomar uma decisão. Continua a ser uma tarefa difícil.
Ajuda-nos hoje, ó Pai, a nos tornarmos estudantes zelosos de Tua Palavra a fim de podermos avaliar melhor todas as coisas espirituais. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
26 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Testando os Profetas – 1Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas. […] Pelos seus frutos os conhecereis. Mateus 7:15, 16
Ontem vimos que a Bíblia nos manda testar aqueles que alegam ter o dom profético. Foi exatamente isso que os primeiros adventistas guardadores do sábado fizeram.
Analisemos o exemplo de José Bates: depois de testemunhar Ellen White em visão muitas vezes, declarou ser como “Tomé, duvidoso”. Ele disse: “Não acredito em [suas] visões. Mas se conseguisse crer que o testemunho relatado pela irmã nesta noite é mesmo a voz de Deus para nós, eu seria o homem mais feliz da Terra.”
Afirmou que a mensagem dela o emocionava profundamente, cria que ela era sincera e, de certo modo, foi envolvido pela experiência. “Embora não conseguisse ver nada [nas visões] que militasse contra a Palavra”, escreveu posteriormente, “senti-me excessivamente provado e alarmado. Por muito tempo, [permaneci] indisposto a crer que se tratasse de algo mais do que um estado produzido pela condição debilitada de seu corpo.”
Entretanto, mesmo tendo dúvidas, ele não a rejeitou de imediato. Tendo vindo da Conexão Cristã, pelo menos estava aberto à ideia de que os dons do Espírito Santo, inclusive o de profecia, permaneceriam em atividade na igreja até o retorno de Cristo.
Por isso, Bates decidiu investigar o que Ellen acreditava ser o dom de profecia. “Portanto”, escreveu, “procurei oportunidades na presença de outros, quando sua mente parecia livre de exaltação, fora de reuniões, para questionar e interrogar a ela e aos amigos que a acompanhavam, sobretudo sua irmã mais velha, a fim de tentar chegar à verdade.” Quando ela estava em visão, Bates acrescentou: “Eu ouvia cada palavra e observava todos os movimentos para detectar qualquer engano ou influência hipnótica.”
A experiência de Bates nos mostra um estudo de caso de alguém lutando entre a propensão natural a rejeitar a reivindicação individual ao dom profético e a ordem bíblica para testar tudo e reter o que é bom (1Ts 5:19-21).
Voltaremos à luta de Bates sobre essa questão, mas precisamos ser honestos com nós mesmos. Como estão as coisas comigo? A mente e o coração estão abertos à verdade? Ou estou tão cheio de preconceitos que fico cego às evidências? Que Deus conceda a cada um de nós uma visão clara e um coração aberto em relação ao assunto do dom profético. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
27 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Testando os Profetas – 2Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus. 1João 4:1
O ponto da virada na avaliação de Bates sobre o dom de Ellen White ocorreu em novembro de 1846, em Topsham, Maine, quando ela teve uma visão que incluía dados astronômicos. Por ser um ex-marinheiro, Bates era bem familiarizado com o assunto.
Posteriormente, ele contou a J. N. Loughborough sobre sua experiência em Topsham. Loughborough relatou: “Certa noite, na presença do irmão Bates, que ainda não cria nas visões, a Sra. White teve uma visão na qual logo começou a falar sobre as estrelas. Ela fez uma vívida descrição dos cinturões rosados que viu na superfície de algum planeta e então acrescentou: ‘Vejo quatro luas’. ‘Ah’, disse o irmão Bates, ‘ela está vendo Júpiter.’” Ellen continuou a descrever vários outros fenômenos astronômicos.
Depois que Ellen White saiu da visão, Bates lhe perguntou se já havia estudado astronomia. Ela recorda: “Disse-lhe que não tinha lembrança de já haver visto um livro de astronomia” (VE, p. 88).
Tiago White tinha a mesma opinião a respeito do desconhecimento de Ellen sobre o assunto. “Sabe-se muito bem”, escreveu ele ao relatar a visão de Topsham, no início de 1847, “que ela não tinha nenhum conhecimento de astronomia e não saberia responder nenhuma pergunta sobre os planetas antes de receber essa visão.”
A evidência foi suficiente para o cético Bates. Daquele momento em diante, passou a acreditar firmemente que Ellen tinha o dom divino. Ele concluiu, em abril de 1847, que Deus havia concedido o dom a ela “para confortar e fortalecer seu ‘povo disperso’, ‘dilacerado’ e ‘despedaçado’”, desde o desapontamento de 1844.
Em janeiro de 1848, Bates fez um apelo a seus leitores para que não rejeitassem a obra de Ellen White “por causa de sua juventude, suas enfermidades corporais e sua falta de conhecimento secular”. Afinal, destacou: “A característica de Deus sempre foi usar as coisas fracas deste mundo para confundir as sábias e fortes.” De acordo com Bates, o Senhor a estava usando para “encorajar o pequeno rebanho” numa época em que muitos dos líderes estavam desertando.
“No passado”, observou, “fui lento em acreditar que as visões dessa irmã provinham de Deus. Não me opus a elas porque a Palavra do Senhor é absolutamente clara ao afirmar que seriam dadas visões espirituais a Seu povo nos últimos dias.”
E assim será. Nossa tarefa não é desprezar, mas, sim, testar e provar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
28 de fevereiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Bates Aceita o Sábado – 1Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus. Êxodo 20:8-10
Os adventistas do sétimo dia consideram José Bates o apóstolo do sábado, mas precisamos nos perguntar: Como ele se deparou com esse assunto?
A resposta a essa pergunta tem mais de um desdobramento. Para começar, desde que se tornara cristão, ele guardava o domingo de forma estrita, chegando ao ponto de impor essa posição à tripulação quando foi capitão de um navio.
O segundo aspecto envolve, sem dúvida, seu estudo das profecias. Afinal, um estudioso do livro do Apocalipse não teria dificuldade em perceber que os mandamentos de Deus seriam guardados no tempo do fim (ver Ap 12:17; 14:12).
Entretanto, o que de fato foi determinante para que Bates entendesse que o sábado do Novo Testamento é o sétimo dia, e não o domingo?
É aí que entram os batistas do sétimo dia. O grupo nunca teve uma abordagem evangelística agressiva. Os Estados Unidos tinham apenas 6 mil pessoas dessa denominação em 1840. Por volta do ano 2000, o número havia diminuído para 4.800, uma perda de 20% dos membros em 160 anos. Para ser claro, o evangelismo nunca foi seu ponto forte.
No entanto, houve pelo menos um momento da história em que assumiram uma abordagem mais ativa. Em sua reunião geral de 1841, concluíram que Deus “requeria” o evangelismo sobre o assunto do sábado. Merlin Burt relata que, em 1842, a sociedade de publicações da denominação “começou a divulgar uma série de folhetos com o objetivo de ‘apresentar o sábado’ ao ‘público cristão’”. Mais uma vez, na assembleia geral de 1843, os batistas do sétimo dia decidiram que era seu “dever solene” esclarecer os outros cidadãos sobre o assunto do sábado do sétimo dia.
Seus esforços tiveram resultados positivos. Em sua reunião de 1844, os batistas do sétimo dia agradeceram a Deus porque “um interesse mais profundo e disseminado sobre o assunto havia surgido como nunca antes se ouviu falar em nosso país”.
A história desses batistas nos mostra que a verdade é algo bom, mas também indica que ela não pode fazer nenhum bem caso as pessoas simplesmente se acomodem e não façam nada para disseminá-la.
Foi somente depois de tomarem a decisão consciente de fazer brilhar sua luz sobre o assunto que as coisas começaram a acontecer. Continuamos precisando de decisões assim para fazer a luz brilhar hoje. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)

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Esse post foi publicado em 02 - Fevereiro, Meditação Matinal 2017 e marcado , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – FEVEREIRO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

  1. Bárbara disse:

    Olá, você faz meditações com salmos e trechos bíblicos? Costumo fazer com o salmo 23, me tranquiliza sempre. No começo foi difícil acalmar a mente, agora estou pegando o jeito.

    Visite-me em https://vidagourmetblog.wordpress.com

    • Pambassangue disse:

      to muito agradecido a Deus pela vossa santa paciência. de outro modo seria impossível ter essas ricas meditações. que deus continue vos abençoando

  2. leandroadventista disse:

    Muito linda a história da Igreja Adventista, Fiquei emocionado, Deus abençoe por essas meditações que mostram a nossa história

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