Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – JANEIRO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

Meditação Matinal – Meditações Diárias – JANEIRO 2015 – Ligado na Videiraclique no dia desejado:
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1º de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Pedras MemoriaisAs doze pedras que tiraram do Jordão, levantou-as Josué em coluna em Gilgal. E disse aos filhos de Israel: Quando, no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras?, fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. Josué 4:20-22
Essas não eram meras pedras antigas! Cada uma delas tinha um significado especial. Eram pedras memoriais e cheias de história.
Fisicamente eram bem comuns, parecidas com milhões de outras nos montes da Palestina. Entretanto, aquelas doze pedras apontavam para algo. Elas relembravam a direção de Deus na experiência de Israel.
A Bíblia é um livro histórico baseado em uma série de acontecimentos que foram narrados para apresentar o relato da criação e da redenção. Suas narrativas abarcam um longo período de tempo, passando pelas origens da Terra, a entrada do pecado em nosso mundo, a história do povo de Deus, a encarnação, morte e ressurreição de Jesus, e ainda apresentam profeticamente o desfecho de todo esse drama, anunciando o retorno de Cristo. A Bíblia foi escrita para registrar os atos milagrosos de Deus ao guiar Seu povo.
Quando as igrejas perdem de vista o sentido desses memoriais, é certo que surgirão problemas. À deriva, longe de seu ancoradouro, ficam sem rumo. Na esfera judaico-cristã, a perda da direção começou com o esquecimento do passado – mais especificamente, das antigas orientações divinas.
Sempre que isso acontece, perde-se o senso de identidade. Com isso, desaparecem a missão e o propósito. Afinal, se você não sabe quem é, dentro do plano de Deus, como saberá o que tem a dizer ao mundo?
A história cristã está cheia de grupos religiosos que se esqueceram de onde vieram e, em consequência disso, perderam o direcionamento para o futuro. Tal esquecimento é uma tentação muito real para o adventismo.
Não foi casualmente que, já idosa, Ellen White alertou seus leitores sobre isso. Ela escreveu: “Passando em revista a nossa história, percorrendo todos os passos de nosso progresso até ao estado atual, posso dizer: ‘Louvado seja Deus!’ Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração por Cristo, e de confiança nEle como dirigente. Nada temos a recear no futuro, a não ser que nos esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado” (VE, p. 204).
Conforme veremos em nossa jornada pela história do adventismo, ao longo do ano, nossa igreja tem suas próprias pedras memoriais. Se as negligenciarmos, o risco é todo nosso. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
2 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempos Empolgantes – 1Tu, porém, Daniel, encerra e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará. Daniel 12:4
O historiador Ernest Sandeen afirma que “os Estados Unidos, no início do século 19, estava embriagado pelo milênio”. Cristãos de todas as vertentes criam que estavam às portas do reino de Deus.
O terrível e destruidor terremoto de Lisboa, em 1755, havia direcionado a mente das pessoas para muitos assuntos ligados ao fim do mundo. Entretanto, o estímulo mais importante tinha raízes nos acontecimentos da Revolução Francesa, nos anos 1790. as reviravoltas sociais, políticas e religiosas que estavam acontecendo lembravam o povo das descrições bíblicas do fim do mundo. A violência e a magnitude da catástrofe francesa fizeram os olhos dos eruditos das duas margens do Atlântico se voltarem para as profecias bíblicas de Daniel e Apocalipse.
Em particular, muitos estudiosos da Bíblia desenvolveram um súbito interesse pelas profecias de tempo referentes ao ano de 1798. Em fevereiro daquele ano, o general de Napoleão, Berthier, havia marchado até Roma e destronando o papa Pio VI. Por isso, para muitos eruditos bíblicos, 1798 transformara-se num ponto de referência para relacionar a história secular com as profecias bíblicas. Usando o princípio de que, em profecia, um dia equivale a um ano, interpretaram o aprisionamento do papa como a “ferida mortal” de Apocalipse 13:3 e o cumprimento das profecias dos 1.260 dias/anos de Daniel 7:25 e Apocalipse 12:6, 14 e 13:5.
De acordo com Sandeen, os estudiosos da Bíblia acreditavam que tinham agora um “ponto fixo na cronologia profética de Apocalipse e Daniel. Alguns tinham a certeza de serem capazes de definir a própria posição do desenrolar da cronologia profética”.
Por fim, muitos sugeriram que a profecia de Daniel 12:4  estava se cumprindo. Seiscentos anos antes do nascimento de Cristo, o profeta escrevera: “Tu, porém, Daniel, encerra e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará”. Por causa dos acontecimentos mundiais, a convicção de que o “tempo do fim” havia chegado se tornou muito forte. Como nunca antes, os olhos dos estudiosos da Bíblia “esquadrinharam” as profecias enquanto tentavam obter uma compreensão mais clara dos eventos finais. O fim do século 18 e o início do século 19  testemunharam a publicação de um número sem precedentes de livros sobre profecias bíblicas.
Os eventos previstos nas Escrituras estavam se cumprindo. Além da investigação dos escritos de Daniel como nunca antes, o conhecimento a respeito dessas profecias crescia com rapidez. Era uma época de empolgação profética. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
3 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempos Empolgantes – 2 –  E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mateus 24:14
O estudo das profecias bíblicas não foi a única reação religiosa à Revolução Francesa. Ocorreu também como desdobramento o maior reavivamento religioso da história dos Estados Unidos. Desde os anos 1790, até a década de 1840, o Segundo Grande Despertamento fez mais do que qualquer outro evento na história do país para transformá-lo numa nação cristã.
Com o reavivamento religioso, aconteceu uma onda de reformas sociais e individuais. Muitos acreditavam que as rupturas políticas e tecnológicas do fim do século 18 e início do século 19 haviam começado a proporcionar os instrumentos para a criação do Céu na Terra. Surgiram centenas de movimentos de reforma para o aperfeiçoamento da sociedade humana.
Grupos pró-reforma apareceram em quase todas as áreas imagináveis de interesse do ser humano, no início do século 19. Foi nessa época que as campanhas para abolição da escravatura, das guerras e do consumo de álcool se tornaram fatores importantes da cultura norte-americana. Além disso, surgiram associações para promover a educação pública, um melhor tratamento aos surdos, cegos, doentes mentais e prisioneiros, a igualdade entre sexos e as raças, e assim por diante. Extrapolando a esfera social, era possível encontrar organizações defendendo mudanças pessoais em áreas de reforma moral e saúde, inclusive a Sociedade Vegetariana Norte-americana.
Religiosos e secularizados uniram energias e recursos na esperança de aperfeiçoar a sociedade por meio de um movimento de reforma. No entanto, os religiosos iam além de seus contemporâneos, criando sociedades bíblicas, associações de missões locais e estrangeiras, uniões de escolas dominicais e grupos para promover a santidade do domingo. Pela primeira vez, os cristãos protestantes sentiram a necessidade de pregar o evangelho a todo o mundo.
A ideia era que as reformas e outros aspectos do Despertamento preparariam o mundo para o início do milênio de Apocalipse 20, durante o qual a Terra continuaria a melhorar até o retorno de Cristo no fim dos mil anos.
Foi a um mundo cheio de empolgação pelo início do milênio que Guilherme Miller começou a pregar sua mensagem do advento. Por conta disso, as igrejas de toda parte o recebiam de braços abertos.
Deus preparou o caminho. Ele sempre faz isso. Nossa tarefa é seguir Sua direção. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
4 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Um candidato Improvável ao MinistérioEm resposta, Jesus declarou: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo”. João 3:3, NVI
É em meio à exuberância expectante e esperançosa do Segundo Grande Despertamento que encontramos um candidato pouco provável ao ministério.
Na verdade, quando tinha vinte e poucos anos, Guilherme Miller (nascido em 1782) estava mais interessado em rir dos pregadores do que copiar sua conduta. Os melhores alvos para suas piadas eram seus familiares. Os “favorecidos” por essa atividade incluíam o avô Phelps (pastor batista) e o tio Elihu Miller, da Igreja Batista de Low Hampton.
As imitações das peculiaridades devocionais de seu tio e avô foram fonte de muita diversão para os colegas céticos de Miller. Ele imitava, com “seriedade jocosa”, as “palavras, os tons de voz, os gestos, o fervor e até mesmo a tristeza que manifestavam por alguém como ele”.
Além de fazer graça com os amigos, tais exibições revelavam o estado de espírito do jovem Miller. Assim como outros naquela época de rápidas transições culturais, ele passava por uma crise de identidade. Sem dúvida, parte da rebelião contra a família era um aspecto da eterna luta dos adolescentes para descobrir quem são em relação aos próprios pais.
Entretanto, Guilherme nem sempre fora rebelde com a religião. Durante a infância, havia sido intensamente devoto. A primeira página de seu diário (que começou a escrever durante a adolescência) contém a seguinte declaração: “Aprendi a orar ao Senhor ainda novo”. Trata-se da única frase descrita sobre si na introdução do diário; portanto, deveria ser algo importante para ele como característica distinta.
No entanto, isso não duraria. No início da idade adulta, Miller abandonou o cristianismo e se tornou deísta cético e agressivo, que satirizava não só o avô, mas o próprio cristianismo em si.
Contudo, o velho vovô Phelps nunca desistiu dele. “Não se aflija tanto pelo Guilherme”, dizia, consolando a mãe do rapaz. “Ainda há algo para ele fazer pela Causa de Deus”. E foi isso mesmo que aconteceu. Infelizmente para ela, ainda demoraria para que essa profecia se cumprisse.
Phelps nunca parou de orar por seus filhos e netos. Eis uma lição importante para nós que vivemos no século 21. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hojeclique aqui)
5 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Do Desespero à EsperançaTanto o sábio quanto o insensato têm o mesmo fim. Basta um só dia, e eles são esquecidos. […] O homem morre […]. Viemos do pó e ao pó voltaremos. Eclesiastes 2:15, 16; 3:19, 20, A Mensagem
Miller serviu como capitão durante a Guerra Anglo-americana (1812-1814), e tal experiência proporcionou um ponto de virada em sua vida. Mesmo antes de o conflito começar, ele tinha dúvidas sobre suas crenças deístas.
Ao mesmo tempo, ele começou a refletir sobre o significado da morte. Em 28 de outubro de 1814, escreveu para a esposa, falando sobre um amigo que havia morrido: “Não falta muito e, assim como Spencer, eu também deixaria de existir. Que pensamento solene!”
Os fatos difíceis da vida empurravam o capitão Miller em direção à fé que rejeitara com tanto vigor no passado. No entanto, ele ainda tinha uma esperança. Caso conseguisse encontrar patriotismo verdadeiro nas fileiras do exército, poderia concluir que sua fé no deísmo não estava equivocada. Contudo, escreveu: “Mas os dois anos de serviço militar foram suficientes para me convencer de que eu estava errado nesse aspecto também”. O retrato negativo da natureza humana encontrado na Bíblia parecia mais correto do que sua perspectiva deísta, a qual ensina que a natureza humana é, em princípio, boa e justa; porém, Miller não conseguia comprovar tal fato na história. “Quanto mais eu lia, mais assustadoramente corrupto o caráter do ser humano se apresentava. Não conseguia encontrar nenhum momento positivo na história. Os conquistadores e heróis pareciam demônios em forma humana. […] Comecei a desconfiar de todas as pessoas”.
A crise final de Miller em relação ao deísmo está ligada ao que parece ter sido um ato divino na história, durante a batalha de Plattsburg, em setembro de 1814. Nela, o “arremedo de um exército” norte-americano derrotou as forças superiores de membros regulares do exército britânico, alguns dos quais haviam vencido Napoleão fazia pouco tempo.
Os Estados Unidos estavam certos da derrota. Miller concluiu: “Um resultado tão surpreendente e contrário a todas as probabilidades me pareceu obra de uma força mais poderosa do que a humana”.
Assim como o autor de Eclesiastes, Miller foi forçado pelas dificuldades da vida a olhar mais uma vez para Deus. A boa notícia é que as dificuldades ainda continuam a desempenhar a mesma função em nossos dias. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
6 de janeiro – Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Deus Opera de Maneira InesperadaDe sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. Romanos 10:17, ARC
A rejeição das incongruências do deísmo por parte de Miller não significa que ele tenha ficado empolgado em se tornar cristão. No entanto, ele começou a frequentar a igreja. Pelo menos quando sentia vontade.
O ponto de virada em sua vida ocorreu em maio de 1816, quando ele se pegou “no ato de tomar o nome de Deus em vão”. Ele havia adquirido esse hábito no exército, porém, chegara à convicção de que era errado.
Tal incidente pode parecer insignificante para a maioria das pessoas, mas a temática da religião incomodou a mente de Miller por um tempo. O resultado foi que isso desencadeou uma crise em sua vida. Posteriormente, ele escreveu: “No mês de maio de 1816, senti a culpa do pecado. Que horror me encheu a alma! Esquecia-me de comer. Os céus me pareciam bronze, e a terra era como ferro. Permaneci assim até outubro, quando Deus me abriu os olhos.”
Aconteceram duas coisas em setembro de 1816 que predispuseram Miller para uma crise em outubro. A primeira foi a celebração da batalha de Plattsburg. Enquanto se preparavam para um momento de “grande alegria”, os veteranos assistiram a um sermão na noite anterior à grande festa. Eles voltaram profundamente reflexivos. A oração e o louvor haviam substituído a descontração e a euforia da dança à medida que se lembravam das circunstâncias da amarga batalha e de sua vitória “surpreendente”.
O segundo evento ocorreu no domingo seguinte. A mãe de Miller descobriu que ele faltava à igreja sempre que o pastor não estava na cidade. Em tais ocasiões, um dos diáconos lia com dificuldades um sermão.
Miller cometeu o “erro” de insinuar que, se pudesse fazer a leitura, ele sempre estaria presente. Assim, ele, ainda deísta, passou a receber convites para apresentar os sermões que os diáconos escolhiam. No dia 15 de setembro de 1816, Miller leu um sermão que o emocionou a ponto de sentar-se no meio da mensagem.
Algumas semanas depois, ele escreveu: “Deus abriu meus olhos, ó minh’alma, que Salvador descobri em Jesus!” Tal descoberta impulsionou o recém-converso a estudar a Bíblia com regularidade. Dentro de pouco tempo, ele percebeu: as Escrituras “se tornaram meu deleite e em Jesus encontrei um amigo”.
Deus opera milagres. O fato de tomar alguém cético como Miller e levá-lo à conversão por meio da leitura de um sermão em voz alta é uma verdadeira maravilha. Servimos a um Deus que usa infinitas maneiras para realizar Sua vontade. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
7 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Homem da PalavraLâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos. Salmos 119:105
Embora tivesse feito várias leituras durante seu período deísta, ao se converter ao cristianismo em 1816, Miller se tornou essencialmente um homem de um livro só: a Bíblia. Alguns anos depois, ele escreveu a um jovem amigo pastor: “Você deve pregar a Bíblia, provar todas as coisas pela Bíblia, falar da Bíblia, exortar segundo a Bíblia, orar conforme a Bíblia, amar a Bíblia e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que os outros também a amem.”
Em outra ocasião, ele declarou que as Escrituras são “um tesouro que o mundo não é capaz de comprar”. Além de trazer paz e “firme esperança no futuro”, “sustenta a mente” e “provê uma arma poderosa para derrubar a infidelidade”. Também “fala sobre os acontecimentos futuros e revela quais são os preparativos necessários para estar pronto”. O desejo de Miller era que os jovens pastores estudassem a Bíblia, em vez de serem doutrinados em “algum credo sectário”. “Eu os faria estudar as Escrituras por si mesmos. […] Caso não tenham opinião própria, eu lhes imprimiria a mente de outro escreveria ‘beatos’, em sua testa e os enviaria como escravos!”
Além de levar outros à Bíblia, Miller praticava o que pregava. Foi seu estudo intensivo das Escrituras que o levou a conclusões surpreendentes. Sua abordagem era completa e metódica. Sobre seu estudo inicial da Palavra de Deus, ele comentou que começou com Gênesis e lia cada versículo. Só prosseguia “à medida que o significado das diversas passagens era desvendado, para que eu me livrasse dos empecilhos a respeito de qualquer misticismo ou de quaisquer contradições”. Explicou: “Sempre que encontrava algo enigmático, minha prática era comparar com textos correlatos. Com a ajuda de Cruden, examinei todos os textos da Bíblia nos quais havia alguma palavra importante em partes obscuras. Então, ao deixar cada uma ter sua importância própria no assunto do texto, caso minha visão sobre ela harmonizasse com todas as passagens correlatas nas Escrituras, deixava de ser uma dificuldade.”
O estudo da Bíblia por parte de Miller foi intensivo e também extensivo. Da primeira vez, levou cerca de dois anos no que parece ter sido um estudo em tempo integral. A partir de então, ele se deu por convencido “de que [a Bíblia] é sua própria intérprete”, trata-se de um “sistema de verdades reveladas de maneira tão clara e simples que mesmo o tolo não tem necessidade de se confundir”.
Podemos agradecer a Deus porque Ele continua a nos guiar por Sua Palavra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
8 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Descoberta SurpreendenteEle me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. Daniel 8:14
Miller não evitava os textos que alguns consideram as partes mais infrutíferas das Escrituras, como as cronologias. “Tinha plena convicção de que ‘toda a Escritura é inspirada por Deus e útil’, que ela veio a existir não pela vontade do ser humano, mas foi escrita à medida que homens santos eram movidos pelo Espírito Santo, para nosso aprendizado, a fim de que, por meio da perseverança e do consolo da Bíblia, pudéssemos ter esperança. Por isso, conseguia enxergar nos trechos cronológicos das Escrituras uma porção da Palavra de Deus tão digna de nossa séria consideração quanto qualquer outra.”
“Senti, portanto, que, na tentativa de compreender o que Deus, em Sua misericórdia, achou apropriado nos revelar, eu não tinha o direito de passar por cima dos períodos proféticos. Percebi que os acontecimentos preditos para se cumprir em dias proféticos haviam se estendido por muitos anos literais; como em Números 14:34 e Ezequiel 4:4-6, Deus havia designado um ano para cada dia. […] Só conseguia considerar o tempo simbólico, atribuindo um ano para cada dia, em conformidade com a opinião de todos os comentários protestantes tradicionais. Caso conseguíssemos, então, obter alguma pista quanto a seu momento de início, veio-me à mente que poderíamos ser guiados até o momento provável de seu fim. Como Deus não nos faria uma revelação inútil, eu as interpretei como relativas ao tempo em que esperaríamos confiadamente pela vinda” de Cristo.
Miller interpretou a purificação do santuário, em Daniel 8:14, como a purificação da Terra pelo fogo por ocasião do segundo advento. Uma vez que os eruditos bíblicos concordavam, de modo geral, que a data de início dos 2.300 dias era 457 a.C., ele concluiu, em harmonia com diversos autores que escreveram sobre o tema, que a profecia de Daniel se cumpriria por volta de 1843.
A diferença de opinião quanto a Daniel 8:14 não se referia ao tempo; mas, sim, à natureza do evento. Por volta de 1818, Miller chegou à conclusão surpreendente de que “dentro de cerca de 25 anos […] todas as questões presentes seriam terminadas; todo o orgulho e poder, toda a pompa e vaidade, maldade e opressão chegariam ao fim; em lugar dos reinos deste mundo, o tão desejado e pacífico reino do Messias seria estabelecido”.
A volta de Jesus continua a ser a maior de todas as esperanças, o acontecimento que produzirá alegria suprema. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
9 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Descoberta EmpolganteFui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; […] na tua boca [será] doce como mel. Apocalipse 10:9
Apocalipse 10 é um interlúdio fascinante entre a sexta e a sétima trombetas.
O soar da sétima trombeta está relacionado aos acontecimentos do segundo advento, quando “o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Ap 11:15, NVI).
O ponto central do capítulo 10 é o “livrinho”. No versículo 2, o tempo verbal indica que ele será aberto no fim dos tempos. O Antigo Testamento nos fala somente de um livro que ficaria selado até o tempo do fim: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber [sobre o livro de Daniel] se multiplicará” (Dn 12:4).
É interessante constatar que o livro de Daniel só tem duas partes nas quais se afirma explicitamente que permaneceriam seladas até o tempo do fim. Uma delas está ligada à profecia dos 1.260 anos no capítulo 12 (ver v. 7-9). A outra é Daniel 8:26, versículo em que lemos: “A visão das tardes e das manhãs que você recebeu é verdadeira; sele porém a visão, pois refere-se ao futuro distante” (NVI). Joyce Baldwin observa que “o motivo para Daniel ter mantido seladas suas duas últimas visões é que elas ainda não eram relevantes (8:26; 12:9)”. Como Leon Wood destaca em seu comentário sobre Daniel: “uma vez que a única menção”, no capítulo 8, “à tarde e manhã é feita no versículo 14, a referência [no v. 26] deve ser às 2.300 tardes e manhãs.”
Também é importante notar que Gabriel diz duas vezes na visão do capítulo 8 que ela se estenderia até o “tempo do fim” (v. 17, 19). Na explicação do anjo, três dos quatro símbolos de Daniel 8 se cumpriram na história (v. 20-25) e apenas um deles (as 2.300 tardes e manhãs) é deixado para se cumprir no tempo do fim (v. 26).
Miller observou essas coisas. Por isso, pôde apresentar uma linha do tempo no periódico Signs of the Times [Sinais dos Tempos], de maio de 1841, na qual Apocalipse 10 havia se cumprido com o livrinho sendo aberto. Realmente sua abertura foi doce como o mel. “Nem preciso expressar a alegria que encheu meu coração diante da maravilhosa perspectiva” do breve retorno de Jesus.
A mensagem do livrinho foi recebida com doçura. Todavia, Miller, como a maioria de nós, apegava-se às partes da profecia que imaginava compreender e pulava todo o resto. Assim, ele não chegou à conclusão de que a abertura das profecias do livrinho terminaria trazendo amargura e desapontamento (Ap 10:8-10).
Senhor, ajuda-nos a aprender a ler com ambos os olhos abertos. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
10 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Interpretação de MillerNenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; […] mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. 2Pedro 1:20, 21, ARC
Miller não estava sozinho em sua compreensão da profecia. A interpretação profética se divide em três escolas principais. Os preteristas consideram que o cumprimento profético ocorreu por volta da época em que a mensagem foi escrita.
Para esse grupo, o livro do Apocalipse, por exemplo, estaria falando principalmente de acontecimentos que ocorreram no fim do primeiro século da era cristã.
O futurismo, uma segunda escola, defende que a maior parte das profecias apocalípticas acontecerá dentro de um curto espaço de tempo pouco antes do segundo advento. A popular série Deixados para Trás baseia-se no futurismo.
A terceira perspectiva, o historicismo, considera que o cumprimento das profecias iniciou no tempo do profeta, continua ao longo do espectro da história e chegará ao clímax na segunda vinda.
A melhor ilustração da compreensão das profecias pelos historicistas se encontra em Daniel 2, cujo cumprimento começou durante a época de Nabucodonosor e Daniel, estendeu-se ao longo dos três impérios que dominaram o mundo mediterrâneo até as divisões de Roma, e chegará ao fim com o reino de Deus. As visões de Daniel 7-9 e 10-12 retomam o modelo historicista, assim como Apocalipse 12.
Miller era historicista, assim como a igreja apostólica e quase todos os comentaristas protestantes até a metade do século 19. Embora o futurismo e o preterismo captem aspectos importantes das profecias bíblicas, não foram usados pela maior parte dos intérpretes do Apocalipse até a Reforma de Lutero. A partir de então, alguns comentaristas tentaram fugir do que consideravam interpretações historicistas problemáticas. De acordo com a perspectiva deles, temas como o grande dragão vermelho e a meretriz precisavam ser revisados. No fim do século 19 e início do século 20, houve uma adesão súbita ao futurismo e ao preterismo, parcialmente como resposta às falhas do milerismo que se evidenciaram.
No entanto, as lacunas da interpretação milerita não mudam a perspectiva historicista de Daniel 2, nem mesmo o princípio dia/ano, tão entretecido em Daniel 9 que os tradutores da Revised Standard Version verteram o versículo 24 por “setenta semanas de anos”, a despeito de o hebraico só trazer “setenta semanas”. O acréscimo foi necessário até para indivíduos que não criam nas profecias preditivas, a fim de que pudessem entender o sentido de uma profecia que afirma se estender da época da restauração de Jerusalém até o Messias. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
11 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Pecado do Estudo da BíbliaFilho do homem, Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel […]. Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares […], esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Ezequiel 3:17, 18
A descoberta de Guilherme Miller em 1818, de que Jesus voltaria à Terra “em aproximadamente 25 anos o encheu de alegria”. Que boa notícia!
Contudo, ele observou: “Senti o peso da responsabilidade com toda força a respeito de meu dever para com o mundo.” Se o fim estava próximo, era importante que todas as pessoas soubessem.
Miller supôs que suas conclusões sobre o advento seriam recebidas com oposição entre os “descrentes”, mas não tinha dúvida de que os cristãos de todas as partes as aceitariam com alegria. Entretanto, temia apresentar suas descobertas, “para que, havendo a possibilidade de estar errado, não fosse um instrumento para iludir muitos”. Por isso, passou mais cinco anos (1818-1823) em estudo contínuo da Bíblia. Quando eliminava uma objeção em relação ao advento, outra lhe vinha à mente. Uma delas foi a declaração de que “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe”. Sobre o período de cinco anos, Miller afirmou em 1845: “Surgiram mais objeções em minha mente do que foram levantadas por meus oponentes desde então; e não sei de nenhuma objeção que tenha sido levantada sem antes haver passado em minha mente.” No entanto, depois de continuar o estudo, sentiu a convicção de que podia responder a todas com a Bíblia. Assim, após sete anos de estudo, ele estava plenamente convencido de que Cristo voltaria “por volta do ano de 1843”.
Naquele período, Miller relata que “o dever de apresentar as evidências da proximidade do advento aos outros voltou a pesar sobre mim com grande força”.
Em decorrência disso, ele começou a declarar mais abertamente suas opiniões em conversas particulares com vizinhos e com o pastor. Para seu espanto, porém, “poucos […] demonstravam interesse ao ouvir”.
Miller continuou a estudar a Bíblia e, quanto mais o fazia, mais sentia a convicção do dever de contar aos outros. “Vá e conte ao mundo do perigo que ele corre”, era a mensagem que o perseguia dia e noite.
Contudo, essa era a última coisa que ele queria fazer. Como muitos de nós, Miller amava estudar a Bíblia, mas lhe faltava a vontade de testemunhar. Esse é o pecado do estudo da Bíblia. Todos sentimos a tentação de transformar a prática num fim em si mesma, em vez de usá-la para nos motivar à ação. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
12 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Cuidado com o que Prometeu a DeusEntão, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem. Por isso, Eli disse a Samuel: Vai deitar-te; se alguém te chamar, dirás: Fala, SENHOR, porque o Teu servo ouve. 1Samuel 3:8, 9
Às vezes, nós não queremos ouvir. Esse foi o caso de Guilherme Miller. Embora escutasse com distinção a ordem de advertir o mundo, ele não desejava fazê-lo.
“Fiz tudo a meu alcance para evitar a convicção de que algo me era exigido; eu achava que, ao falar abertamente sobre o assunto, estaria cumprindo meu dever, e Deus levantaria os meios necessários para a realização da obra. Orava pedindo que algum ministro percebesse a verdade e se dedicasse a divulgá-la.”
Ah, essa é uma solução ótima! Encontrar um pastor para fazer nosso trabalho. Cheguei à conclusão de que se a igreja depender só dos pastores para “terminar a obra”, demorará um pouco mais do que a eternidade. A verdade sobre as boas-novas é que Deus chama cada um de nós a desempenhar nossa parte.
No entanto, era justamente isso que o homem Guilherme Miller não queria fazer. Em sua tentativa de testemunhar por procuração, ele acabou chegando à desculpa de Moisés: “Eu disse ao Senhor que não estava acostumado a falar em público, que não reunia as qualidades necessárias para conquistar a atenção das pessoas” e assim por diante. Contudo, não conseguia ter alívio. Por mais nove anos, Miller lutou contra a convicção de que tinha uma tarefa a cumprir para Deus. Até que, em certo sábado de 1832, ele se assentou em sua escrivaninha para examinar os detalhes de um ensino bíblico. De repente, sentiu-se tomado pela crença de que precisava fazer algo pelo Senhor.
Em agonia, exclamou que não era capaz de ir. “Por que não?”, foi a resposta. Então ele repetiu para si mesmo todas as desculpas esfarrapadas.
Por fim, sua aflição ficou tão grande que ele prometeu a Deus que cumpriria seu dever caso recebesse o convite para falar em público sobre o tema da volta de Jesus. Com isso, suspirou aliviado. Afinal, ele tinha 50 anos de idade, e ninguém nunca o pedira para pregar sobre o assunto até então. Enfim, sentiu-se livre. Dentro de meia hora, porém, ele recebeu justamente esse convite. Miller teve, então, um ímpeto de raiva por ter prometido algo ao Senhor. Sem responder, saiu de casa furioso. Depois de lutar com Deus e consigo mesmo por cerca de uma hora, finalmente concordou em pregar no dia seguinte. Aquele sermão foi o início de um dos ministérios mais bem-sucedidos do século 19.
Moral da história: Tome cuidado com o que promete a Deus. Ele pode ter muito mais planos para sua vida do que você ousa sonhar. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
13 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Mensagem Poderosa em Roupagem ComumDisse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o SENHOR. Eis que passava o SENHOR; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do SENHOR, porém o SENHOR não estava no vento; depois do vento, um terremoto, […] e, depois do fogo, um cicio tranquilo e suave. 1Reis 19:11, 12
Com frequência, Deus usa as coisas comuns da vida. E isso é bom, pois quase todos nós somos comuns. Assim era Guilherme Miller.
A experiência de Timothy Cole, pastor da congregação Conexão Cristã, em Lowell, Massachusetts, ilustra este fato. No fim da década de 1830, ouviu falar sobre o sucesso notável de Miller como reavivador da igreja e o convidou para fazer uma série de reuniões em sua igreja. Ele foi receber o evangelista de sucesso na estação de trem, esperando um cavalheiro vestido com roupas da moda, cujo porte se equiparasse à sua reputação. Cole observou atentamente os passageiros desembarcarem, mas não viu ninguém que correspondesse a isso. Até que um senhor simples, tremendo de paralisia, desceu do vagão de passageiros. Para o espanto de Cole, o “velhinho” era Miller. Ele logo se arrependeu de tê-lo convidado. Concluiu que alguém com aquela aparência não poderia saber muito sobre a Bíblia.
Visivelmente constrangido, Cole conduziu Miller pela porta dos fundos de sua igreja e, depois de lhe mostrar o púlpito, assentou-se em meio à congregação. Miller não gostou, mas deu continuidade ao culto. No entanto, Cole se impressionou com a pregação. Depois de quinze minutos, ele se levantou da congregação e assentou-se atrás do pregador. Miller pregou durante uma semana e voltou no mês seguinte para uma segunda série. O reavivamento foi um sucesso, e até o próprio Cole se converteu ao ponto de vista milerita.
A realidade pura é que Deus é capaz de fazer coisas extraordinárias com pessoas comuns. O Maine Wesleyan Journal caracterizou Miller como um “fazendeiro comum”, porém capaz de “cativar a atenção do auditório por uma hora e meia a duas”. Não era o homem, mas a mensagem. A fala de Miller era sincera, lógica e bíblica. E ele também tinha uma veia humorística. Em certa ocasião, quando criticado por suas crenças, ele disse ao público: “Alegaram que sou louco e que fiquei sete anos em um hospício; caso houvessem dito que eu fiquei em um mundo louco por 57 anos, eu seria obrigado a admitir minha culpa.”
Um homem comum com uma mensagem poderosa. Deus o usou. Ele pode usá-lo também, caso você permita. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
14 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Clamor da Meia-noiteMas, à meia-noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! Mateus 25:6, ARC
Era natural que Miller e seus seguidores fossem atraídos pelo grande sermão de Jesus sobre o advento, encontrado em Mateus 24 e 25. No entanto, a parábola das dez virgens, em Mateus 25:1-13, lhes chamava a atenção de maneira especial. Eles viam o próprio movimento e sua mensagem nessa passagem.
Eles interpretavam as dez virgens como a humanidade em geral, no tempo da graça. As cinco virgens prudentes representavam os que creem em Deus, ao passo que as néscias representavam os incrédulos. As lâmpadas eram a Palavra de Deus e o óleo simbolizava a fé.
Para eles, o casamento era o ponto principal da parábola. Era o momento em que Cristo, o noivo, apareceria nas nuvens do céu. As bodas eram o grande evento para o qual toda a história convergia. A chegada do noivo era a esperança que os motivava ao sacrifício dos próprios recursos para custear a pregação.
Para os mileritas, a sonolência das virgens apontava para a apatia e a ignorância tanto de cristãos quanto de descrentes acerca da proximidade e do momento do advento.
Miller escreveu: “O ‘clamor da meia-noite’ é o atalaia […], que, mediante a Palavra de Deus, descobre o tempo revelado e imediatamente proclama a mensagem de advertência: ‘Eis o noivo! Saí ao seu encontro!’” Em outras palavras, o clamor da meia-noite era o último chamado ao despertamento, a fim de que as pessoas ficassem prontas para a chegada do Noivo divino.
Entretanto, nem todos responderiam. Segundo a perspectiva de Miller, a reação à proclamação do clamor da meia-noite produziria uma divisão entre prudentes e néscios, entre aqueles que aceitariam a mensagem e se preparariam para o Noivo que se aproximava e aqueles que continuariam a dormir.
No segundo momento, os prudentes entrariam no reino com o Noivo. Para o restante, porém, a porta seria fechada. Miller entendeu o fechamento da porta como o fim do tempo da graça para os seres humanos.
Por isso, sua mensagem era tão urgente. As pessoas precisavam receber a advertência para que pudessem se preparar para o maior de todos os acontecimentos.
Essa mensagem continua a ser importante em nossos dias. Miller pode ter se equivocado em relação ao momento do segundo advento, mas esse evento continua a ser a grande esperança da humanidade. E a função do povo de Deus ainda é acordar os pecadores adormecidos para a realidade final de que nosso mundo não durará para sempre. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
15 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Napoleão da ImprensaVi outro anjo […] dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo. Apocalipse 14:6, 7
O homem que levou o adventismo ao conhecimento do grande público não foi Guilherme Miller, mas Josué V. Himes, pastor da Conexão Cristã que aprendera as habilidades de jornalista com William Lloyd Garrison, o líder do movimento de libertação dos escravos. Em seu primeiro encontro com Miller, em novembro de 1839, Himes se convenceu de sua mensagem, mas se espantou com o fato de não ser ainda conhecida.
– Você realmente acredita nesta mensagem? – perguntou Himes.
– Com certeza. Caso contrário, eu não a pregaria – disse Miller.
– Mas o que você está fazendo para difundi-la por todo o mundo?
– Tudo que posso – foi a resposta de Miller.
– Bem, mas ela ainda está escondida. Há pouco conhecimento sobre o assunto, depois de tudo o que você já fez. Se Cristo vier dentro de alguns anos, como você acredita, não se deve perder tempo em dar a advertência à igreja e ao mundo, com o ímpeto de um trovão.
– Sei disso, irmão, sei disso. No entanto, Himes, o que um velho fazendeiro pode fazer? Tenho procurado ajuda. Eu quero ajuda.
Com a entrada de Himes, o milerismo assumiu uma dinâmica que não tinha antes. Com sua explosão de energia e criatividade, entre 1840 e 1844, Himes colocou o movimento a todo vapor.
Nathan Hatch, importante historiador das religiões nos Estados Unidos, descreveu os esforços de publicação de Himes como um “ataque de mídia sem precedentes” e “uma inédita avalanche de comunicações”. Um dos críticos de Himes o chamava de “Napoleão da imprensa”.
Dentro de um curto espaço de tempo, Himes deu início aos periódicos The Midnight Cry [O Clamor da Meia-Noite] e Signs of the Times [Sinais dos Tempos], que levaram a mensagem do advento aos confins da Terra, e publicou um número sem-fim de livros e folhetos. Em poucos anos, com tecnologia relativamente primitiva, ele distribuiu milhões de impressos. Himes era o relações públicas, e Miller, o homem das ideias. Ambos foram fundamentais para conferir dinamismo ao movimento.
A boa notícia é que Deus precisa de todos nós. Cada um tem algum talento que pode usar para a glória dEle. Na verdade, hoje mesmo, o Senhor chama você para dedicar mais uma vez sua vida e suas habilidades a Ele e à Sua obra na Terra. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
16 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Uma Mensagem UrgenteIde, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes. Mateus 22:9
Os cristãos mileritas sentiam a urgência de advertir o mundo sobre a vinda de Cristo. Um dos principais instrumentos que eles utilizavam eram as reuniões campais, uma forma de agrupamento usada pelos metodistas e outros desde 1800.
A iniciativa para a primeira reunião campal milerita ocorreu na cidade de Boston, em maio de 1842. O ano de 1843 se aproximava rapidamente, e a maior parte do mundo ainda precisava ser advertida.
L. C. Collins expressou a fé de muitos, quando escreveu: “Tenho forte fé na vinda de Cristo em 43. Não faço planos para nada além desta data, a não ser a glória. […] Entretanto, com tão pouco tempo para despertar as virgens sonolentas e salvar almas, devemos trabalhar; trabalhar noite e dia. Deus nos enviou com pressa, para dar o último convite e necessitamos de trabalhar com fervor, instando para que entrem, a fim de que a casa se encha. […] Homens fortes em Israel estão se reunindo para nos ajudar. O clamor da meia-noite ainda deve ser soado e ecoar por todos os vales, colinas e planícies. Um tremor assombroso precisa atingir os pecadores de Sião. A crise deve chegar antes que a porta da misericórdia se feche para sempre contra eles. Todos precisam sentir que é agora ou nunca.”
Um senso de urgência e responsabilidade repousava severamente sobre os mileritas por volta da metade de 1842. Um dia depois que Collins escreveu sua carta, teve início a grande reunião geral de Boston, com José Bates na direção. Naquela ocasião, não só foi votada a realização de reuniões campais, como também nomeada uma comissão para coordená-las. O principal objetivo dos encontros seria “despertar os pecadores e purificar os cristãos ao soar o clamor da meia-noite”.
Alguns mileritas achavam que a ideia de fazer tais reuniões era um pouco presunçosa. Afinal, uma reunião campal era uma grande iniciativa. “O quê?”, questionavam. “Um pingo de adventistas realizando uma reunião campal? Eles mal conseguem fazer reuniões nos lares!” No entanto, a palavra-chave é que eles iriam “tentar”, a despeito das aparências.
Deus lhes recompensou a fé. Josiah Litch estimou que de 500 a 600 pessoas se converteram a Deus durante as duas primeiras reuniões campais adventistas.
Há uma lição a ser aprendida. Não são as aparências exteriores que contam, mas, sim, as bênçãos de Deus. E Ele continua desejoso de abençoar aqueles que dão um passo de fé e se dispõem a “tentar”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
17 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Zeloso Charles FitchPois o zelo da Tua casa me consumiu. Salmos 69:9
Em 1838, uma publicação dos sermões de Miller sobre o segundo advento chegou às mãos de Charles Fitch, pastor presbiteriano e proeminente abolicionista.
Em 5 de março, ele escreveu a Miller: “Estudei com um interesse irresistível que nunca senti por outro livro, a não ser a Bíblia. Comparei com textos das Escrituras e com a história e não encontrei uma dúvida a respeito da correção de seus pontos de vista.”
Fitch, um homem fiel e de caráter zeloso e sincero, não se satisfez com uma mera leitura inicial. Não demorou muito para que tivesse lido o livro de Miller seis vezes, observando que sua “mente estava grandemente envolta pelo assunto”.
Impulsionado pela mensagem de Miller, ele imediatamente “escreveu e pregou ao povo de Boston” sobre sua nova fé. Depois de pregar seus dois primeiros sermões sobre os ensinos de Miller, no dia 4 de março, escreveu que desejava ser um “atalaia nos muros” e queria “dar o sonido certo à trombeta”.
Num grande passo de fidelidade e ação, Fitch anunciou a Miller que, no dia seguinte, 6 de março, ele havia agendado a leitura de um artigo sobre a doutrina adventista perante a associação ministerial de Boston. Às vezes, porém, o zelo passa à frente do conhecimento e da sabedoria. E foi isso que aconteceu com Charles Fitch, em 6 de março de 1838. O zeloso pregador, que mal tivera tempo de examinar a doutrina para si, ficou intimidado e chocado pela reação que recebeu. Para seus colegas de ministério, aquilo não passava de “fantasia”. “Eles riram muito do assunto”, recorda Fitch, “e não pude deixar de admitir que fui considerado um simplório”. Depois disso, ele desistiu de pregar que o advento estava próximo. Conforme sua avaliação posterior da situação, “o medo dos homens me fez cair em uma armadilha”.
Não por muito tempo. Em 1841, ele estudou de novo os mesmos temas. Posteriormente, tornou-se um dos defensores mais proeminentes do movimento. Foi o único dos principais pregadores do milerismo que não passou pelo desapontamento de outubro de 1844. Enquanto estava em Buffalo, Nova York, no fim de setembro, ele batizou um grupo de crentes no gelado lago Erie, em um dia frio, com ventania. Depois de começar a se dirigir a seu alojamento com as roupas molhadas, voltou duas vezes para batizar mais candidatos. A exposição prolongada o levou à enfermidade e morte em 14 de outubro. Nem mesmo o perigo da morte arrefeceu o zelo desse fiel de 39 anos. Ele sabia que “só dormiria por pouco tempo até ser acordado na manhã da ressurreição”. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
18 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Voz dos AnjosSeguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Apocalipse 14:8
Os mileritas acreditavam estar pregando a primeira mensagem angélica de Apocalipse 14:6, 7: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
Para eles, a “hora do Seu juízo” era o segundo advento. Logo, era equivalente à purificação do santuário, em Daniel 8, e à chegada do Noivo, em Mateus 25. Criam que as três passagens apontavam para o retorno de Jesus.
A princípio, a pregação dessa mensagem parecia inofensiva; mas, com a aproximação da data esperada, aumentou a tensão entre os crentes no advento e os outros cristãos. Precisamos nos lembrar de que, antes de 1843, os mileritas não tinham congregações separadas. Eles cultuavam com os membros de suas igrejas locais, que não criam no adventismo. No entanto, eles não conseguiam simplesmente ficar calados à medida que o momento esperado do advento se aproximava. Essa era a esperança mais acalentada no coração de cada um deles.
Isso era bom. Todavia, muitos dos membros das igrejas que eles frequentavam já haviam ouvido demais sobre o tema, criando o clima para o conflito na época em que começava o que os mileritas acreditavam ser seu último ano na Terra. Com o tempo, muitas congregações concluíram que a única solução parecia ser removê-los do rol de membros e tirar os pastores adventistas dos púlpitos.
Os adventistas reagiram quando Charles Fitch pregou a segunda mensagem angélica: “Caiu a grande Babilônia” (Ap 14:8), “sai dela, povo Meu” (Ap 18:4, ARC). Para eles, qualquer membro de igreja que não estivesse aguardando expectante o breve retorno de Jesus se encontrava verdadeiramente confuso (isto é, em Babilônia).
A segunda mensagem angélica proveu uma justificativa teológica para os adventistas se separarem de suas congregações. E o mais importante: deu-lhes a independência necessária para continuar a estudar a Bíblia à medida que Deus os conduzia da mensagem do segundo anjo para a terceira, nos meses seguintes ao desapontamento de outubro de 1844. O caminho progressivo na verdade nem sempre é livre de obstáculos, mas Deus está conduzindo mesmo quando não conseguimos ver além da confusão terrena. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
19 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
José Bates Invade o SulO meu Deus enviou o Seu anjo, que fechou a boca dos leões. Eles não me fizeram mal algum. Daniel 6:22, NVI
O milerismo não era bem-vindo no sul dos Estados Unidos, uma vez que a maioria dos líderes do movimento milerita era abolicionista. Todavia, convites para o envio de pregadores continuavam a chegar. Na reunião geral dos mileritas, em maio de 1843, foi decidido não enviar oradores para os estados escravocratas por causa do perigo e das dificuldades.
Entretanto, no início de 1844, José Bates sentiu a convicção de que Deus o chamava a ministrar tanto para escravos quanto para seus proprietários. Depois de experimentar um sucesso modesto em Maryland, o intrépido missionário foi desafiado e denunciado por um líder metodista leigo que atacou a “doutrina do advento com violência”. Em meio ao ataque, o homem “começou a falar em nos tirar [da cidade], despachando-nos de trem”.
Bates replicou: “Não pense que percorremos quase mil quilômetros passando por gelo e neve, às próprias custas, para lhes anunciar o clamor da meia-noite sem antes parar e analisar o preço a ser pago. Caso o Senhor não tenha nenhuma outra obra para nós, repousaremos [alegremente] no fundo da baía de Chesapeake ou em qualquer outro lugar até que Ele venha. Mas se Deus tiver mais trabalho para realizarmos, você será incapaz de nos encostar um dedo!”
Em outra ocasião, durante a mesma viagem, um juiz sulista abordou Bates, dizendo que havia pensado que ele era um abolicionista que havia chegado para “levar nossos escravos embora”.
“Sim, senhor juiz”, respondeu Bates. “Sou abolicionista, vim levar seus escravos embora e vocês também!”
Bates sentia-se especialmente satisfeito em poder dar a mensagem aos escravos. Às vezes, ele até preferia ir andando de um compromisso para o outro, a fim de poder conversar com os escravos longe dos ouvidos dos brancos. Ele relatou: “Os pobres escravos festejavam” diante da mensagem do advento, “sobretudo quando descobriam que o Jubileu estava tão próximo. Eles pareciam sorver a mensagem como bois bebendo água e, pelas coisas que ouvi, creio que muitos deles estarão prontos quando Jesus voltar.”
Deus nunca disse que o caminho de nossa vida seria fácil. No entanto, prometeu que, se formos fiéis a Seus desígnios, Ele nos abençoará e será conosco.
Nós, cristãos, podemos louvar a Deus por todas as Suas bênçãos a cada dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
20 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Milerismo Afro-americanoO Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos e […] para pôr em liberdade os oprimidos. Lucas 4:18
O milerismo foi um movimento que predominou entre os brancos do norte dos Estados Unidos, numa época em que a maioria dos negros ainda morava no sul. Contudo, encontramos evidências consistentes de que afro-americanos frequentaram cultos e reuniões campais adventistas. Por volta da metade de 1843, a responsabilidade de realizar um trabalho ativo em meio à população negra se tornou mais evidente para os líderes mileritas. Como resultado, Charles Fitch fez a proposta bem-sucedida de “fazer uma campanha de fundos para um obreiro trabalhar com nossos irmãos de cor”. No dia seguinte, os participantes recolheram recursos para que John W. Lewis, “um pregador negro muito estimado”, trabalhasse em tempo integral “com essa classe tão negligenciada de irmãos nossos, com os quais ele tem uma ligação íntima”.
Em fevereiro de 1844, Himes pôde relatar que “a maioria dos negros havia recebido a doutrina” em Filadélfia. “Um de seus pastores mais eficientes aceitou toda a doutrina e se dedicará por completo a proclamá-la.”
Outro pregador negro que anunciou a mensagem adventista foi William E. Foy, que teve várias visões a partir de 18 de janeiro de 1842. Elas o levaram a crer no breve retorno de Jesus, muito embora, conforme ele mesmo disse, “era contrário à doutrina da breve vinda de Jesus” até receber as visões. Além de acreditar na volta de Cristo, Foy escreveu: “O dever de declarar a meus irmãos as coisas que me foram reveladas e de adverti-los a fugir da ira vindoura pesava grandemente sobre mim.”
Foy resistiu a essa convicção por um tempo, em parte porque a mensagem do advento era “tão diferente” do que o povo esperava e em parte por causa do “preconceito das pessoas contra [aqueles de] minha cor”. No entanto, em meio a uma oração em aflição profunda, ele recebeu a impressão definitiva de que Deus estaria com ele se partilhasse a mensagem. Em resultado, começou a pregar sua nova fé.
A mensagem da esperança adventista sempre encontrou corações receptivos em meio aos oprimidos do mundo, qualquer que seja sua etnia ou cultura. Aqueles que se endurecem a essa verdade são os que constroem seu reino nesta Terra. Precisamos nos lembrar de que todos os habitantes da Terra estão sob a escravidão do pecado e necessitam ser libertos por Aquele que veio livrar os cativos. A esperança do advento é o sonho de liberdade eterna para todas as pessoas. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
21 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Mulheres Adventistas em AçãoE Míriam cantou para elas assim: Cantem ao SENHOR porque Ele conquistou uma vitória gloriosa; Ele jogou os cavalos e os cavaleiros dentro do mar. Êxodo 15:21, NTLH
As mulheres sempre desempenharam uma parte na obra de Deus. Isso também se aplica ao adventismo milerita.
Lucy Maria Hersey, por exemplo, se converteu aos 18 anos de idade e sentiu que o Senhor a estava chamando para pregar o evangelho.
Em 1842, ela aceitou a doutrina de Miller. Pouco depois, acompanhou o pai numa viagem a Schenectady, Nova York, onde um dos crentes pedira a ele que falasse a um grupo de não adventistas sobre as evidências de sua fé. As pessoas “se opunham tanto a mulheres falando em público” que o anfitrião achou melhor que só o pai fizesse a apresentação. No entanto, o sr. Hersey perdeu a voz.
Após um longo silêncio, o anfitrião apresentou Lucy e disse que ela era capacitada a discorrer sobre o assunto. E foi isso que ela fez. A reação foi tão favorável que logo eles precisaram arranjar um auditório maior para acomodar a multidão. Esse foi o início de um trabalho frutífero que resultou na conversão de vários homens que se tornaram pregadores adventistas.
Olive Maria Rice teve ainda mais êxito. Ela se converteu ao milerismo em 1842: “Estou convicta de que o Senhor tem algo mais para mim do que ajudar nas reuniões de oração.” Em março de 1843, Deus já havia abençoado seu trabalho com centenas de conversões. Ela escreveu a Himes: “A todo tempo há quatro ou cinco lugares requisitando meus esforços ao mesmo tempo.”
Rice reconhecia que muitos se opunham a sua obra, por ser mulher, mas declarou: “Não ouso parar pelo único motivo de ser uma irmã. Embora homens possam me censurar e condenar, sinto-me justificada diante de Deus e espero com alegria o dia de prestar contas por assim advertir as pessoas à minha volta.”
Elvira Fasset precisou superar a oposição de seu marido. Ela aprendera que as mulheres não deveriam falar em público. Contudo, depois de ser pressionada por outros, finalmente cedeu e descobriu que o Senhor abençoava seu trabalho. Um dos conversos mais importantes foi seu esposo, que testemunhou o impacto da pregação da esposa e passou a reconhecer a importância da profecia de Joel 2, a qual prediz que nos últimos dias Deus derramaria Seu Espírito sobre as filhas e as servas. Depois disso, o casal Fasset começou a atuar como uma equipe ministerial, pregando juntos a mensagem adventista.
A boa notícia é que Deus chama todos nós para proclamar Sua mensagem. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
22 de janeiro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Ano do Fim do MundoEis que vem com as nuvens, e todo olho O verá. Apocalipse 1:7
“Este ano […] é o último em que Satanás reinará em nossa Terra. Jesus Cristo voltará. […] Os reinos da Terra serão despedaçados. […] O brado de vitória será ouvido no Céu. […] O tempo não mais existirá.” Estas foram as palavras escritas por Guilherme Miller em seu “New Year’s Address to Second Advent Believers” [Discurso de Ano Novo para os Crentes no Segundo Advento], no dia 1º de janeiro de 1843. Enfim o ano do fim do mundo havia chegado.
Como poderíamos esperar, a empolgação era grande; mas eles não tinham certeza do momento do ano em que esperar a segunda vinda. O próprio Miller, ciente de que Cristo dissera que ninguém sabe o dia, nem a hora, era prudente a esse respeito. “Por volta do ano 1843” era o mais preciso que ele podia ser.
Em dezembro de 1842, seus discípulos o pressionavam para ser mais específico. Afinal, Miller concluiu que poderia especificar melhor. Baseando seus cálculos na festa judaica da Páscoa, escreveu que Jesus apareceria nas nuvens do céu em algum momento entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844.
Aqueles que acreditavam ter descoberto alguma fórmula para apontar o dia exato sugeriram várias datas dentro desse período. Miller defendia um cumprimento mais para o fim do ano, pois pensava que a fé dos crentes seria provada.
De fato, o segundo advento não ocorreu em 21 de março de 1844. Os esperançosos admitiram que haviam errado o cálculo da data da Páscoa. Talvez fosse em 21 de abril, mas esse dia também passou. E assim os grupos mileritas passaram por seu primeiro desapontamento, durante a primavera.
O movimento conseguiu não se desintegrar na época porque não havia colocado muita esperança numa data específica. Em contrapartida, os membros sentiam-se desanimados. Eles continuaram a estudar a Bíblia para discernir em que ponto do tempo profético se encontravam. No início do verão, descobriram Habacuque 2:3: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.” Concluíram que estavam passando pelo “tempo da tardança”. Afinal, Mateus 25:5 não ensinava claramente que “o noivo” tardou?
A fé daquelas pessoas tinha uma resiliência admirável. Mesmo assim, estavam desapontadas. Todavia, em vez de desistir, voltaram-se para a Bíblia a fim de descobrir em que ponto da história profética se encontravam. Não era isso que gostariam de estar fazendo, mas ainda hoje é a única opção para aqueles de nós que continuam a clamar: “Até quando, ó Soberano Senhor?” (Ap 6:10, ARA). (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
23 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Movimento do Sétimo MêsO décimo dia deste sétimo mês é o Dia da expiação. Levítico 23:27, NVI
A esperança renasceu entre as fileiras dos desanimados adventistas mileritas, em agosto de 1844, quando um pastor metodista chamado Samuel S. Snow demonstrou, com base na Bíblia, que eles estavam procurando o cumprimento da profecia das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 nas datas erradas.
O próprio Miller havia expressado a lógica da nova interpretação em um artigo no periódico Signs of the Times, em 17 de maio de 1843. Ele argumentou que o primeiro advento de Cristo havia cumprido as festas de primavera do ano cerimonial estabelecido em Levítico 23, mas que as festas do outono, ou do sétimo mês, precisavam estar conectadas ao segundo advento.
A lógica parecia sensata o bastante. Afinal, a oferta das primícias, a morte de Cristo como o cordeiro pascal e o derramamento pentecostal já haviam acontecido, de acordo com o Novo Testamento. No entanto, nenhuma das festas do sétimo mês ligadas ao período da colheita se cumprira durante o Novo Testamento.
Tais fatos levaram Miller a sugerir que seus seguidores deveriam aguardar o sétimo mês do ano religioso judaico para que se cumprisse a profecia que haviam identificado com o segundo advento.
Miller tinha desenvolvido o argumento do sétimo mês em maio de 1843, mas deixou a questão de lado e voltou a defender uma data no primeiro mês ou na Páscoa. Snow, porém, seguiu a lógica de Miller, chegando a sua conclusão natural. Aguardando o retorno de Cristo no fim das 2.300 tardes e manhãs, predisse que Jesus voltaria em 22 de outubro de 1844, o sétimo mês do ano judaico, no Dia da Expiação.
Snow publicou suas descobertas pela primeira vez em The Midnight Cry, no dia 22 de fevereiro de 1844, mas ninguém estava preparado para ouvir. Já em agosto, todos se encontravam prontos para escutar isso com atenção.
O movimento do sétimo mês arrebatou o milerismo. Na edição de 3 de outubro, de The Midnight Cry, George Storrs escreveu: “Pego a pena com um sentimento que nunca experimentei antes. Sem dúvida, em minha mente, o décimo dia do sétimo mês testemunhará a revelação do Senhor Jesus Cristo nas nuvens do céu. Faltam poucos dias para esse acontecimento. […] Agora vem o verdadeiro Clamor da Meia-Noite. O anterior não passava de alarme. Agora o real está soando!
Isso é empolgação de verdade. Como você viveria se acreditasse poder calcular matematicamente que Jesus voltaria em menos de três semanas? É exatamente assim que devemos viver todos os dias. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
24 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Doce e AmargoTomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Apocalipse 10:10
Ah, e como foi doce! Ao escrever em 6 de outubro, o dia em que finalmente aceitou a data de 22 de outubro, Miller exclamou, no artigo de capa de The Midnight Cry, publicado em 12 de outubro: “Vi uma glória no sétimo mês como nunca antes. Embora o Senhor tenha me mostrado a importância típica do sétimo mês um ano e meio atrás [no artigo de maio de 1843], eu ainda não havia reconhecido a força dos tipos. […] Minha alma louva e agradece ao Senhor. Benditos sejam os irmãos Snow, Storrs e outros por seu papel em abrir meus olhos. Estou quase no lar. Glória! Gloria!! Glória!!! Percebo que o tempo está correto. […]
“Minha alma está tão cheia de alegria que mal consigo escrever. […] Vejo que estamos certos. A Palavra de Deus é verdadeira, e minha alma se enche de alegria. Meu coração está repleto de gratidão ao Senhor. Oh, como eu gostaria de gritar! Mas bradarei quando o ‘Rei dos Reis vier’. Parece que os ouço dizer: ‘O irmão Miller é fanático!’ Pois bem, chamem-me do que quiserem; não me importo; Cristo virá no sétimo mês e nos abençoará a todos. Oh, gloriosa esperança! Então eu O verei, serei como Ele é e com Ele estarei para sempre. Sim, para sempre e sempre!”
Nada foi mais doce do que a esperança do breve retorno de Cristo!
Todavia, Ele não veio. E quão amargo foi o desapontamento!
Em 24 de outubro, o líder milerita Josiah Litch escreveu de Filadélfia para Miller e Himes: “O dia é sombrio por aqui. As ovelhas estão dispersas, e o Senhor ainda não voltou.”
Hiram Edson relatou: “Nossas mais acalentadas esperanças e expectativas foram esmagadas e nos sobreveio um espírito de pranto como eu nunca havia experimentado antes. Parecia que a perda de todos os amigos terrenos não se compararia ao que sentíamos. Choramos e choramos até o raiar do dia”.
Um jovem pregador milerita chamado Tiago White escreveu: “O desapontamento com a passagem do tempo foi amargo. Crentes fiéis haviam deixado tudo por Cristo e compartilhado sua esperança como nunca antes. […] O amor de Jesus enchia cada alma […] e com desejo inexprimível oravam: ‘Vem, Senhor Jesus, vem logo’. Mas Ele não veio. E voltar então aos cuidados e perplexidades da vida, diante de toda a zombaria e de todos os insultos dos descrentes que escarneciam como nunca antes era uma prova terrível de fé e perseverança.”
A abertura do livrinho de Daniel foi verdadeiramente doce na boca, mas amarga no estômago. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
25 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
A Orientação DivinaOra, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel. Lucas 24:21
Miller e seus companheiros de fé haviam se enganado em alguns aspectos de sua interpretação e de seu entendimento da Bíblia. Afinal, Jesus não voltou à Terra em 22 de outubro de 1844, nem em nenhuma data dos anos 1840. A pergunta que se impõe é: “Estaria Deus dirigindo um movimento como esse?”
Encontramos a melhor resposta no Novo Testamento. Lá vemos os discípulos interpretando erroneamente as palavras de Cristo sobre Sua crucifixão e a natureza de Seu reino diversas vezes. Foi só depois da ressurreição que eles começaram a entender o que Jesus tentara lhes ensinar. Mas, como não estavam prontos, precisaram passar por um desapontamento avassalador que abalou até mesmo os alicerces de sua crença na orientação divina. Foram necessários estudo e compreensão para conseguirem entender o que lhes havia acontecido.
O fato é que Deus escolhe trabalhar por meio de agentes humanos no plano da salvação. Até mesmo as situações guiadas por Ele têm tanto elementos divinos quanto humanos. E tudo o que concerne à humanidade se encontra manchado com a falibilidade. É assim que Deus tem trabalhado nos seres humanos e por meio deles ao longo da história.
Na situação específica do milerismo, podemos nos perguntar por que Miller não leu o restante de Apocalipse 10, uma vez que cria que a abertura das profecias do livrinho de Daniel refletida naquele capítulo se cumpriria em seus dias. Isto é, se ele acreditava que o livro fora aberto e sua mensagem era doce na boca, por que não percebeu que seria amarga no estômago (v. 10) e que outro movimento surgiria das cinzas da amargura, com uma mensagem mundial para “muitos povos, nações, línguas e reis” (v. 11)? A própria lógica de Miller deveria levá-lo a ver que Deus previra o amargo desapontamento, assim como Jesus predissera o mesmo em relação a Seus discípulos.
E ainda: Se Miller defendia estar pregando a primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7), e muitos de seus seguidores criam estar anunciando a segunda (v. 8), por que eles deixaram de dar a ênfase devida à terceira? (v. 9-12). As três juntas conduzem progressivamente ao segundo advento retratado nos versículos 14-20.
O fato é que Deus escolheu seres humanos falíveis para usar em Sua missão na Terra. A boa notícia é que Ele continua a trabalhar conosco, a despeito de nossas fraquezas. Podemos louvá-Lo e agradecê-Lo por isso! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
26 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempo de Dispersão – 1Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos. João 16:32
Josiah Litch usou palavras cheias de significado bíblico ao escrever, dois dias depois do desapontamento de outubro: “O dia é sombrio por aqui. As ovelhas estão dispersas, e o Senhor ainda não voltou.” Desapontamentos espirituais profundos sempre tendem a provocar desilusão e dispersão dos fiéis.
Foi isso que ocorreu com os adventistas mileritas no fim de 1844 e início de 1845. Eles ficaram desorientados e confusos enquanto tentavam descobrir o sentido de sua experiência. O ápice de sua esperança os havia levado às profundezas do desespero.
É impossível formar um retrato totalmente preciso dos mileritas decepcionados, mas é provável que a maioria tenha abandonado a fé adventista e voltado para suas antigas igrejas ou se deixado arrastar para a descrença.
Aqueles que mantiveram a esperança no breve retorno de Cristo podem ser classificados em três grupos gerais. A grande pergunta que rondava a todos era: “O que aconteceu, se é que aconteceu algo, em 22 de outubro, no encerramento dos 2.300 dias de Daniel 8:14?”
O primeiro grupo identificável a surgir na esteira do desapontamento foi o dos espiritualizadores. Esse setor do adventismo defendia que o movimento estava correto tanto em relação à data quanto ao evento. Isto é, Cristo havia voltado em 22 de outubro. No entanto, Ele fizera uma entrada espiritual no coração dos fiéis, em vez de um retorno visual nas nuvens do céu.
Com essa interpretação, deram um importante passo para longe da interpretação de Miller sobre a Bíblia. Começaram a espiritualizar seu significado, mesmo em passagens que falam obviamente de eventos literais. Com isso, abriram-se a toda espécie de engano. O fanatismo despontou cedo entre os espiritualizadores. Havia quem afirmasse que, como já estavam no reino, encontravam-se necessariamente sem pecado e além do pecado. Alguns dentre o grupo tomaram maridos e esposas “espirituais”, com resultados nada espirituais. Outros defendiam que, como estavam no sétimo milênio, era errado trabalhar. Outros ainda, seguindo a ordem bíblica de que os membros do reino devem ser como criancinhas, descartaram o uso de talheres e passaram a comer com as mãos e a engatinhar. É desnecessário mencionar que ondas de entusiasmo carismático surgiram em meio a suas fileiras.
Precisamos ser cuidadosos e inteligentes ao ler a Palavra de Deus. Espiritualizar o significado claro das Escrituras corresponde a se abrir para um desastre espiritual. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
27 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempo de Dispersão – 2Então, Jesus lhes disse: […] Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. Mateus 26:31
Guilherme Miller temia o fanatismo mais do que qualquer outra coisa. Seu movimento ficara relativamente livre desse problema até outubro de 1844, mas, por volta da primavera de 1845, fanatismos e excessos carismáticos corriam soltos em meio a certos segmentos dos espiritualizadores.
Em abril de 1845, Miller estava extremamente incomodado com essa situação. Naquele mês, ele escreveu a Himes: “Vivemos em uma época estranha. Toda sorte de interpretação fantasiosa das Escrituras é agora prescrita por novos luminares, que refletem seus raios de luz e calor para todos os lados. Alguns deles são estrelas cadentes e outros só emitem luz fraca. Estou cansado dessas mudanças constantes; mas, meu querido irmão, precisamos aprender a ter paciência. Se Cristo voltar nesta primavera, não necessitaremos dela por muito tempo; e se Ele não vier, precisamos de muito mais. Estou preparado para o pior, esperando pelo melhor.”
Infelizmente, o tempo continuou a tardar. Miller e seus seguidores testemunharam algo diferente do “melhor” tão esperado. Um ano e meio depois, já enfermo, escreveu: “Estou tomado pela dor. Tenho sido assolado por dores de cabeça, nos dentes, nos ossos e no coração desde outubro; mas bem mais pela última dor, quando penso em tantos dos amados irmãos do passado que, depois do desapontamento, caíram em fanatismos de toda natureza, deixando os primeiros princípios do aparecimento glorioso de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo.”
Ele não era o único que ficou confuso e perturbado pelo caos de desorientação entre os espiritualizadores no início de 1845. Em maio, Himes observou que “o movimento do sétimo mês [produzira] mesmerismos profundos”.
O problema de todos os mileritas, nesse período, era a questão da identidade. Diferentes setores do movimento sugeriram respostas diversas para ela, mas todos lidavam com as mesmas inquietações.
Expressando da forma mais clara possível, é difícil se manter no caminho certo em períodos de grande perturbação. Sempre foi e sempre será. Nossa oração diária deve ser para Deus nos ajudar a manter os dois pés no chão e a mente tão clara quanto possível, sobretudo em tempos turbulentos. E assim como Miller, na prova devemos esperar pelo melhor, mas preparados para o pior.
Ajuda-nos hoje, ó Pai, a ter uma atitude de equilíbrio e uma prece no coração. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
28 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempo de Dispersão – 3Tudo, porém, seja feito com decência e ordem. 1Coríntios 14:40
Colocar ordem na confusão: era disso que os adventistas precisavam na primavera de 1845. Pelo menos era o que Josué V. Himes pensava. Ele conseguia ver claramente que os espiritualizadores fanáticos levariam o movimento à ruína.
No entanto, o fanatismo não era o único ponto de divergência entre Himes e os espiritualizadores. Ele também discordava quanto ao suposto cumprimento da profecia em outubro de 1844. Conforme vimos antes, os espiritualizadores achavam que isso havia ocorrido – que Jesus entrara no coração deles em 22 de outubro de 1844 e que a profecia das 2.300 tardes e manhãs havia se cumprido, ou seja, eles estariam corretos tanto em relação ao tempo quanto ao evento.
Passado um período, Himes admitiu que o milerismo estivera errado em relação ao tempo, mas correto em relação ao evento que deveria acontecer no fim dos 2.300 dias. Em outras palavras, nenhuma profecia havia se cumprido no dia 22 de outubro, mas eles deveriam continuar a esperar o retorno de Jesus nas nuvens do céu durante os seguintes anos de “tempo controverso”. No processo para chegar a essa conclusão, ele começou a desistir da concepção de profecia defendida por Miller desde novembro de 1844. Eventualmente, afastou as pessoas da interpretação profética que dera força e foco ao evangelismo milerita.
Entretanto, esse resultado final não estava claro para todos durante a primavera de 1845. Tudo que Himes sabia era que eles precisavam fugir dos falsos ensinos dos fanáticos. Foi o mesmo temor que levou Miller, cada vez mais enfraquecido e tomado por dores, à campal de Himes, no fim de abril de 1845. Himes havia convencido Miller a se unir a ele em um congresso planejado para começar no dia 29 de abril, em Albany, Nova York. Lá o grupo majoritário de adventistas se organizou em uma quase denominação, com base doutrinária e abordagem organizacional rudimentar próxima ao congregacionalismo.
O evento em Albany foi positivo no sentido de tentar colocar ordem no caos. Todavia, foi prejudicial ao afastar o segmento do milerismo do modo de interpretar as profecias que deram origem e sentido ao movimento. O maior problema subjacente é que sua principal motivação era se definir em termos daquilo a que eram contrários. Caíram na armadilha de fazer teologia contra as crenças do próximo. E, com isso, vem uma falha de equilíbrio.
Ajuda-nos, Senhor, a manter os olhos em Tua Palavra, em vez de nos concentrarmos nos problemas de quem está ao redor, à medida que procuramos nos orientar ao longo do dia. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
29 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Tempo de Dispersão – 4Pela fé, entendemos. Hebreus 11:3
O entendimento não chega com facilidade. Em especial quando mais precisamos dele, quando nossa confusão abala os alicerces da vida.
É quase impossível para nós, que vivemos mais de 160 anos depois do evento, compreendermos o grau de confusão e caos entre os mileritas após o grande desapontamento de outubro de 1844.
As respostas para o que aconteceu, conforme observamos nos últimos três dias, eram muitas. O segmento espiritualizador defendia que eles estavam corretos quanto ao tempo e ao evento e afirmavam que Cristo tinha vindo no dia 22 de outubro. Os adventistas de Albany, por sua vez, alegavam que erraram quanto ao tempo, mas estavam corretos em relação ao evento que ocorreria no fim das 2.300 tardes e manhãs. Isto é, nenhuma profecia se cumprira em outubro, mas a purificação do santuário correspondia ao segundo advento e ainda estava por acontecer.
Os dois grupos abriram mão de algo essencial. No caso dos espiritualizadores, foi o entendimento literal da Bíblia, ao passo que o grupo de Albany deixou de lado a concepção de profecia defendida por Miller.
No entanto, houve uma terceira posição possível em relação ao cumprimento da profecia dos 2.300 dias em outubro de 1844, a saber, que os mileritas acertaram o tempo, mas erraram o evento. Em outras palavras, a profecia das 2.300 tardes e manhãs se cumprira, mas a purificação do santuário com certeza não correspondia ao segundo advento.
O interessante a respeito dessa terceira abordagem é que não teve muitos adeptos, diferentemente das outras duas propostas. Entretanto, na metade de 1845, milhares se identificavam com as ideias dos espiritualizadores e dos adventistas de Albany, mas a orientação que defendia o acontecimento de alguma coisa em 22 de outubro não teve presença marcante.
No entanto, era deste terceiro posicionamento que surgiriam os adventistas do sétimo dia, que se tornaram o maior dentre os grupos adventistas. Tal acontecimento aguardava três coisas: (1) o surgimento de líderes, (2) a evolução de doutrinas que explicassem a experiência milerita e esclarecesse noções equivocadas e (3) o surgimento de periódicos e estratégias organizacionais capazes de difundir tais ensinos. O restante da jornada deste ano seguirá esse terceiro grupo.
Desde já, porém, podemos ser gratos a Deus por Sua paciência. Ele espera por nós, enquanto procuramos resolver as dificuldades da vida. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
30 de janeiro Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
Conheça José BatesEis que Eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores. Gênesis 28:15
José Bates foi fundamental durante a etapa inicial do adventismo do sétimo dia. Além de estar no centro do desenvolvimento da posição doutrinária do movimento, levou, depois de um tempo, a mensagem do sábado aos outros dois fundadores do movimento. Conforme veremos, Bates, além de ser um dos fundadores do adventismo, foi também seu missionário mais zeloso. Podemos afirmar, sem dúvidas, que não haveria adventismo do sétimo dia da maneira que o conhecemos sem sua liderança pioneira.
Bates nem sempre foi cristão. Ele nasceu em Massachusetts, no dia 8 de julho de 1792, e rejeitou a fé de seu pai no início da vida. Sua cidade natal estava se transformando na capital dos caçadores de baleias dos Estados Unidos, e ele sonhava o tempo inteiro com uma vida de aventuras no mar. Apesar de o pai ter planos para ele, finalmente, lhe deu permissão para partir, na esperança de que uma viagem o “curaria”, mas o efeito foi exatamente o oposto.
Em junho de 1807, pouco antes de completar 15 anos, Bates partiu como assistente de navio numa viagem para a Europa. Suas primeiras experiências no mar poderiam levar uma pessoa mais acanhada a desistir dos sonhos e voltar para casa. Por exemplo, no retorno da viagem da Inglaterra, o jovem caiu no oceano do topo de um dos mastros, perto de um grande tubarão para o qual alguns de seus companheiros estavam jogando iscas. Caso a criatura não tivesse mudado de posição bem naquele instante, a carreira de Bates no mar teria sido bem curta.
Na primavera de 1809, ele teve outra experiência quase fatal quando o navio em que estava atingiu um iceberg, próximo a Newfoundland. Presos no porão de carga do navio, ele e outro marinheiro seguraram-se no escuro, preparados para morrer, enquanto ouviam, de tempos em tempos, “os gritos de alguns dos miseráveis companheiros, no convés acima [deles], suplicando a Deus por misericórdia”.
Anos mais tarde, Bates escreveu sobre suas inquietações espirituais na ocasião: “Oh, que pensamento terrível! Prestes a entregar minha alma e […] descer com o navio naufragado até o fundo do oceano, tão longe de casa e dos amigos, sem a menor […] esperança do Céu.”
O vigoroso jovem recebeu um chamado para despertar, mas ainda não estava pronto para entregar a vida a Deus.
Podemos ser agradecidos porque Deus não desiste. Quão bem-aventurada é a verdade de que Ele continua a trabalhar inclusive por aqueles a quem amamos! (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)
31 de janeiroMeditação Matinal 2015 Ligado na Videira – Meditações Diárias
O Bates PrisioneiroBasta a cada dia o seu próprio mal. Mateus 6:34, NVI
Precisei viver um pouco para finalmente entender esse versículo. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje é ainda mais clara: “Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.”
O grande ponto de virada na vida de Bates ocorreu em 27 de abril de 1810. Naquela noite, uma equipe de recrutadores formada por um oficial e 12 homens entrou na pensão onde ele se encontrava, em Liverpool, na Inglaterra, pegou-o com outros norte-americanos à força e os arrastou, para serem “recrutas” da marinha britânica, embora tivessem documentos comprovando serem cidadãos dos Estados Unidos.
Para nós, esse tipo de abordagem pode parecer algo absolutamente impensável, mas aqueles eram tempos diferentes. A Grã-Bretanha estava no meio de uma guerra mortal contra Napoleão, e a marinha necessitava de homens. Por causa do baixo salário, das péssimas condições de vida, da alimentação pobre e das surras costumeiras, era quase impossível conseguir recrutas suficientes. No início da guerra dos Estados Unidos contra a Grã-Bretanha, em 1812, a marinha britânica contava com cerca de 6 mil norte-americanos. Bates, aos 17 anos, passaria os cinco anos seguintes (1810-1815) como “convidado” do governo britânico. Serviu metade do tempo na Marinha Real e a outra metade ficou como prisioneiro de guerra. As experiências que teve revelam a força de sua constituição. No início da guerra, em 1812, os britânicos enviaram 200 norte-americanos do esquadrão de Bates para guerrear contra os franceses. Somente seis deles se recusaram, incluindo Bates. Sua recusa lhe custou caro.
Em certa ocasião, num conflito com a frota francesa, todos os norte-americanos auxiliaram os britânicos, menos ele, conforme seu relato da ocasião. Por causa dessa intransigência, um oficial britânico o jogou no chão e ordenou-lhe que colocasse cadeias nos próprios pés. Bates respondeu que o faria sem problemas, mas não trabalharia porque era prisioneiro de guerra. Naquele instante, o oficial disse a Bates que, quando começasse a batalha, ele seria “içado no mastro principal para servir de alvo para os franceses”.
O espírito de independência e determinação caracterizou toda a vida de José Bates. Foi justamente essa índole corajosa baseada em princípios que o transformou no tipo de pessoa enérgica o bastante para dedicar-se à edificação de um movimento, que se originou das ruínas do milerismo.
Sigamos seu exemplo! Deus necessita de pessoas como José Bates. (Veja o Comentário da Lição da Escola Sabatina para hoje clique aqui)

 

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Esse post foi publicado em 01 - Janeiro, Meditação Matinal 2017 e marcado , , . Guardar link permanente.

8 respostas para Meditação Matinal 2015 Ligado na Videira – JANEIRO – Meditações Diárias – George Knight – Para não Esquecer

  1. Maria Madalena Assis Moreira disse:

    Agradeço muito a meditacao de janeiro de 2015. Estamos terminando uma meditacao extraordinária escrita pelo nosso querido pastor Amim Rodor e segue em 2015 outra de Jeorge Knight que promete nos surpreender… Que o Senhor tenha uma benção especial para cada um destes dois homens de fé! Obrigada querida equipe da “Mditacao Marinal” pelo sério trabalho que executam de enviar estas mensagens das meditações!

    Um Feliz 2015 a todos vocês! Aproveito para pedir as orações dos irmãos em favor do ministério do meu esposo aqui na África! ( ou seja, nosso ministério )

    Madalena ( esposa de José de Arimateia, pastor do Distrito Central de Nampula-Missao Nordeste-União Moçambicana )

  2. Maria,
    Deus tem sido generoso conosco. Além da salvação ter nos alcançado, nos deu o privilégio de participar da salvação de muitas outras pessoas. O maior de todos os privilégios. Plena alegria!
    Li no Espírito de Profecia que nossos anjos promoverão encontros entre os remidos. Conheceremos e seremos conhecidos da rede de pessoas que participaram das nossas conversões – no meu caso, de meus bisavós. Todos daremos glórias ao Cordeiro que morreu para recebêssemos a vida eterna.
    Uma oração, um hino, uma oferta em dinheiro, um folheto entregue, uma pregação, um blog… quantos desdobramentos!!!
    Findamos mais um ano. Olhando para ele, tenho certeza que Deus nos acompanhará no novo. Será repleto de bênçãos.
    Um dia teremos a alegria de conhecer vocês e os seus. Sejam felizes.
    Contarei sobre vocês aos irmãos de minha igreja (Central de Cascavel, Paraná, Brasil). Mencionaremos seus nomes em nossas preces.
    Deus seja louvado!

  3. maria dos prazeres de araujo ner disse:

    amém irmã, quero oração para José Nery, está sendo cuidador de sua esposa com mal de Halzaimer , e como é duro esta realidade. Abraços e Grata. Que Deus te ilumine sempre. Irmã Prazeres Nery -Boa Vista – Roraima

  4. Irmão desse blog Ligado na Videira. Deus ti abençoe muito por esse canal de bençãos da palavra de Deus. Gosto muito desse blog das meditações das lições. Esse blog e um canal por qual Deus mostra sua palavra. Que voce continua nesse trabalho de levar a mensagem da palavra de Deus nos nossos lares. Deus ti abençoe muito sempre continue. Deus ti abençoe em nome de Jesus.

    • Leandro,
      Agradecemos o carinho e as palavras incentivadoras. Deus seja louvado.
      Que todos os irmãos se apoderem das palavras que aqui postamos. Que seja para cada um deles, onde estiverem, um alento diante das provações por quais passam.
      Um dia, em breve, nossos anjos nos apresentarão. Faremos parte daquela grande multidão de remidos.
      Deus abençoe você, sua família e sua igreja.

      Carlos Bitencourt
      Cascavel-PR

      • Nery disse:

        Olá irmão! grata pelo envio do material. Gostaria de de pedir um grande favor! onde eu encontro comentarios sobre a escola sabatina da semana. Sei que tem o livro da Srª Ellen, mais não consigo encontrar, sou professora da escola sabatina e sinto que devo ter mais informações para poder compartilhar com meus alunos e fico tão triste quando não consigo dar a mensagem fé. Me ceda o endereço pois antes eu sabia mais agora eu não consigo encontrar. Saiba que eu assisto a novo tempo em código aberto e lições da bíblia mais ambos estão com roupagem nova e esta roupagem eu ainda não aprendi entendes? Sabe na verdade a minha sala é muito boa e eu sei que Deus capacita, mais se puder me ajudar eu agradeço. Abraços

        • Nery,
          O livreto “Comentários de Ellen G. White Sobre a Lição da Escola Sabatina” não está disponível pela internet. Você deve adquiri-lo em cpb.com.br
          Nos meus comentários, tenho feito várias citações: https://ligadonavideira.wordpress.com/category/ligado-na-videira-2/a-licao-da-semana/
          Continue cavando mais e mais. O sistema de ensino da Escola Sabatina é ótimo. Sempre somos levados a apreciar mais as Sagradas Escrituras.
          Deus a abençoe.

          Carlos Bitencourt
          Cascavel-PR

          • nome de santo nery disse:

            Obrigada pelo retorno e vou até a livraria da nossa igreja e vou procurar que é mais rápido. Deus te abençoe. Sinceridade! eu devo estar ficando com lacunas de aprendizagem pois fico tão confusa com a leituras mais com a Graça do E. Santo vou me encontrar. Antes as entradas das leituras eram mais fáceis, agora é um pouco complicado mais enfim! estou envelhecendo, abraços em Cristo Jesus. Muita paz

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