Meditação Matinal – Meditações Diárias – Ligado na Videira – agosto 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

1º de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A igreja da meia-noite – Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. Romanos 3:23
Ao lado da igreja em que fui pastor por vários anos, em Toronto, no Canadá, funcionava uma extensão dos Alcoólatras Anônimos. Como os encontros ocorriam tarde, na quarta-feira à noite, algumas vezes, depois de nosso culto de oração, eu fui às reuniões do que passei a chamar de “A Igreja da Meia-Noite”. Os participantes chegavam nas sombras, em vultos cabisbaixos. Mais tarde, eles se levantavam e, num ritual triste, se apresentavam: “Eu sou Manoel, Juan, Pedro, e sou um alcoólatra.”
O impressionante é que, como soube depois, alguns dos que se apresentavam como alcoólatras já haviam deixado de beber fazia cinco, dez ou 20 anos. Mas eles sabiam que o “vírus” do álcool estava lá. Qualquer descuido seria suficiente para o retorno do monstro latente dentro deles.
Por mais de 40 anos como pastor e professor, encontrei muitos “justos” e “santos”, mas raras vezes vi ou ouvi, na igreja, alguém admitir-se pecador. Encontrei muitos que se consideravam “santos” porque haviam deixado de tomar refrigerante, comer chocolate ou comer fora de hora. Por isso, passaram a respirar superioridade espiritual em relação àqueles que não se ajustavam aos seus moldes.
Qual é o problema com os pretensos santos? A noção superficial do pecado. Pecado é visto por muitos apenas como atos do comportamento, em lugar de uma condição sistêmica que afeta cada “célula” de nossa estrutura. Pela conversão, Deus implanta uma nova natureza em nós, mas isso não elimina completamente a velha natureza primária com a qual nascemos. As duas naturezas passam a coexistir. A natureza caída, embora não reine, continua existindo em nós como o “vírus” do alcoolismo naquele que se tornou livre do álcool. É precisamente essa coexistência de duas naturezas no cristão que se torna a base do conflito dentro dele.
Quando, afinal, seremos completamente livres da natureza pecaminosa? Apenas na volta de Jesus, quando Ele fará novas todas as coisas. Até lá, devemos nos lembrar de que santificação não é glorificação. Perfeccionistas, aqueles que defendem a heresia da absoluta impecaminosidade humana, podem não gostar disso, mas enquanto vivermos no planeta não chegaremos a um ponto em que não mais precisemos orar: “Pai nosso, perdoa as nossas dívidas.” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
2 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Letras na areia – Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, […] na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes?. João 8:3-5
Uma mulher apanhada em adultério é levada a Jesus. A mulher é apenas um instrumento para que os fariseus tivessem um motivo concreto para O condenar. Se Jesus a inocentasse, Ele Se colocaria contra a lei de Moisés. Facilmente a opinião popular se voltaria contra Ele. Diriam que não poderia ser um profeta. Se Ele a condenasse, estaria em contradição com a própria doutrina, baseada na compaixão. O dilema parecia insolúvel.
Jesus poderia ter confundido a situação, entrando num debate legal com os opositores, demonstrando a incompetência deles. O apedrejamento em casos de adultério era aplicado aos dois envolvidos (Dt 22:22-24; Lv 20:10). Onde estava o parceiro dela? Era ela casada? Isso deveria ser elucidado, pois a acusação deveria ser feita pelo marido. Em lugar de discutir, contudo, Ele começa a escrever. Antigos eruditos criam que Jesus traçou na poeira sobre o mármore do templo um catálogo dos pecados humanos, em particular os pecados dos acusadores da mulher.
Somente alguém que é líder de si mesmo teria a coordenação e calma para escrever numa circunstância dessas. Como insistem na pergunta sobre Sua opinião, Jesus responde com as conhecidas palavras: “Quem não tem pecado, atire a primeira pedra.” Esse é Seu imperturbável julgamento. Seu golpe é inesperado e de uma lucidez demolidora. Os homens de faces severas se aproximam e veem as letras que dançam na areia. Alguns temem o que Ele escreveu. Outros temem o que Ele poderia escrever. Ninguém os condenara a não ser a consciência deles. No que pensaram? Em seus pecados? No registro dos anjos? No julgamento final? Essa é, talvez, a única ocasião na história em que linchadores fazem uma ponte entre o ódio e a razão.
Jesus os fizera pensar: “Quem não tem pecado?” Quem pode resistir ou enfrentar um desafio dessa natureza? Jesus os autorizou a atirar as pedras na mulher, mas mudou a base do julgamento. Teriam que pensar antes de agir. Se pensássemos em Seu veredicto, veríamos uma transformação na igreja, nas famílias e nas pessoas. Quanta intransigência seria desfeita! A consciência de nossas falhas e culpa infalivelmente nos torna pacientes, tolerantes e compassivos com os outros. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
3 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Nem Eu te condeno – Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. João 8:10, 11
Um a um, os acusadores da mulher abandonaram a cena. Ela é deixada sozinha com Cristo. O diálogo final é fantástico. “Ninguém te condenou?”, Ele pergunta. “Ninguém Senhor!”, exclama a mulher. “Nem Eu te condeno; vai e não peques mais”, afirma Jesus. O único que poderia tê-la condenado não o fez. Não é extraordinário?
Alguns gostam de focalizar a parte inicial da frase “nem Eu tampouco te condeno” como uma justificativa ao pecado. Outros preferem a parte final, “vai e não peques mais”, como exigência de justiça própria. As duas partes da afirmação devem permanecer juntas, com a lembrança de que esse é o julgamento de Cristo, não nosso.
Não havia nenhuma dúvida quanto à culpa da mulher. Jesus não a condena, Ele a aceita. Ele não absolve sua conduta, absolve sua culpa. Ele não inocenta o ato, mas perdoa a pessoa. Jesus é mestre em encontrar ouro na lama. De um otimismo incrível em receber e transformar os culpados.
Nós temos uma enorme dificuldade em aceitar as pessoas, temendo que com isso estejamos aprovando seus pecados. Somos mesmo incapazes de ver a dor no rosto de nossos filhos quando eles erram. Temos pouca confiança. Amamos pouco. Mesmo as pessoas que mais amamos, nós as definimos para sempre em termos de suas carências, por seu passado e pelos seus desvios.
Como você acha que se sentiu essa mulher? Ela talvez tenha suspirado uma prece de gratidão. Prece que só o Espírito pode interpretar. Não sabemos o nome dessa mulher anônima, onde morava ou quem era. Mas podemos estar certos de que, depois do encontro com Cristo, ela nunca mais foi a mesma pessoa. Esse encontro havia marcado sua vida para sempre. Os olhos brilhavam porque ela havia visto e sentido o maior dos milagres. Um milagre mais belo do que todos os milagres da criação. Mais belo que o cântico de um pássaro na tempestade, mais suave que o perfume de flores no quarto de um enfermo. Mais misterioso que o brilho das estrelas. Mais maravilhoso do que a própria vida. O milagre do perdão!
Quem é você hoje? Está você do lado do dedo que acusa? Lembre-se: apenas a graça e o perdão podem fazer aquilo que nenhum outro instrumento é capaz de fazer. A graça pode transformar mesmo os que julgamos não ter qualquer esperança. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
4 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Lições da vida – 1 – Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio. Salmos 90:12
O salmo 90 é uma das mais sublimes composições sobre a vaidade da vida humana. Pudéssemos ver o fim de nossa vida e de muitas das coisas às quais atribuímos valor absoluto, certamente entenderíamos que muitos de nossos esforços e paixões não passam de insanidade. Ficaríamos horrorizados com nossa estupidez. O que podemos aprender de nossa vida e da observação de outras vidas quando, à luz da sabedoria divina, nós nos aplicamos a alcançar um coração sábio? Quero, neste dia, compartilhar com você dez lições que aprendi:
1. Tudo o que temos ao redor é temporário e um dia vai passar. Todas as coisas serão feitas novas pelo Criador. Em uma questão de tempo, os eventos que hoje parecem tão importantes serão vistos de outra perspectiva.
2. Excesso de compromissos e pressão do tempo são os principais assassinos dos relacionamentos. Qualquer relacionamento requer tempo para ser desenvolvido. Isso vale tanto para o relacionamento com Deus como entre esposos e com os filhos.
3. Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado. Busque reprimir a centralização básica no “eu”. Nunca explore nem tire vantagens dos outros. Aproveite as oportunidades para tornar suas amizades mais fortes.
4. O valor humano não depende da aparência, inteligência nem de realizações.
5. A comparação é a base de todo sentimento de inferioridade. No momento em que começamos a examinar os pontos fortes dos outros, em oposição às nossas fraquezas, a autoestima começa a ser abalada. Muitos são como a rã que queria ser boi e acabou explodindo.
6. Como regra geral, nunca arrisque aquilo que você não se pode dar ao luxo de perder.
7. Se você está passando por tempos difíceis, permaneça firme. Isso vai passar. Se você está experimentando dias tranquilos, isso também vai passar. As únicas coisas que permanecem são as que, por natureza, são inabaláveis.
8. Um dos segredos da vida bem-sucedida encontra-se na palavra equilíbrio.
9. Seja cuidadoso nas escolhas, mesmo as pequenas, porque elas condicionam as grandes.
10. Recuse o complexo de vítima. Mude o que pode ser mudado e aceite o inevitável com confiança no poder dAquele que pode todas as coisas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
5 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Lições da vida – 2 – Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Provérbios 3:5
O que você pode aprender na universidade da vida? Pense hoje nestas outras dez lições, além das que vimos ontem:
1. Longe de ser uma quadra de esportes ou um piquenique, a vida é uma sala de aulas. Por isso, reflita sobre suas experiências.
2. Muitos de nossos troféus de hoje estarão na lata de lixo amanhã. Assim, seja comedido em suas celebrações.
3. Em qualquer associação de dois seres humanos, cedo ou tarde, um acaba irritando ou ferindo o outro. Como responder aos atritos da vida? Há pelo menos três alternativas. Alguns internalizam os atritos, enviando-os para um “banco de memórias” e nunca mais os esquecem. Isso cria pressão e resulta em doença. Outra alternativa é tentar resolver os desacertos na base dos músculos ou ferir a outra pessoa verbalmente. Isso causa a morte de casamentos, amizades e sociedades. Finalmente, você pode tomar tempo para conversar, discutir os sentimentos, cuidando para não atacar a dignidade ou o valor da outra pessoa. Esse é o único caminho com resultados permanentes.
4. O corpo humano pode parecer indestrutível quando somos jovens. Contudo, ele não é tão forte assim. Digo sempre ao meu filho: “Se eu não cuidar do corpo, onde vou morar?”
5. Quem se “casa” com os valores de hoje estará viúvo amanhã. Não seja afoito com os modismos.
6. Satanás tentará você em suas áreas frágeis. O que você quer? Sexo, poder, dinheiro, prestígio? É isso que ele vai lhe oferecer.
7. As questões finais da vida são de extremo significado. Até que elas sejam resolvidas, sucesso, fama, dinheiro e realizações acadêmicas estão sobre fundamentos falsos.
8. A busca de significado tem sido a marca da cultura oriental. Misticismo, meditação transcendental, yoga e gurus falham porque buscam respostas dentro do homem, enquanto a resposta verdadeira está fora dele.
9. Imagine-se uma pessoa idosa, olhando para trás, através do tempo. As memórias de maior significado estarão ligadas às pessoas que amamos e que nos amaram, e àquilo que pudemos fazer no serviço de Deus.
10. Finalmente, lembre-se: experiência não é o que acontece com você, mas o uso que se faz com aquilo que acontece com você. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
6 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
De escravo a irmão – Solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas. […]E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta. Filemom 10, 18
Filemom era um próspero cristão em Colossos, na Ásia Menor. Um de seus escravos, Onésimo, fugira. Sob a lei romana, os donos de escravos tinham sobre eles direito de vida e morte. Os escravos não poderiam apelar por justiça para magistrados civis. Para escravos fugitivos não havia nenhum lugar de refúgio. Se pegos, eles eram punidos com a morte. Às vezes, por crucifixão.
Com Filemom, Onésimo conhecera algo a respeito dos cristãos. Talvez conhecesse Paulo, amigo de seu senhor. Fugitivo em Roma, sem qualquer ajuda, Onésimo buscou os cristãos, cuja caridade já testemunhara. Nesse momento, ele se encontra com Paulo, o grande missionário, que estava aprisionado. O fugitivo é convertido pelo apóstolo. Uma situação nova é criada: como escravo pagão, ele poderia escapar de seu senhor, mas poderia o cristão Onésimo permanecer fugitivo? Não sabemos que conversas ele teria tido com Paulo, se ele voluntariamente resolveu voltar ou se o apóstolo o teria persuadido a fazê-lo. O que sabemos é que Onésimo retornou.
A Epístola a Filemom é a carta de Paulo enviada com o escravo, apelando que seu senhor o receba, não mais como escravo, antes “como irmão amado” (v. 16). Se Onésimo havia causado algum dano, o apóstolo pede que isso seja colocado em sua conta (v. 18). Tal atitude reflete o glorioso esplendor da graça de Cristo a quem nossa dívida foi imputada.
Aqui se aplicam as palavras de Paulo em Gálatas, segundo as quais, em Cristo, “não há […] escravo nem livre […]; pois todos são um” (Gl 3:28, NVI).
Se o cristianismo não pôde externamente destruir a escravidão no mundo romano, ele radicalmente a subverteu, destruindo sua base. Os cristãos são uma nova criação e têm uma posição igual, sendo todos de igual origem. Eles são um em Cristo. À luz dessa verdade, todas as diferenças anteriores são eliminadas. O cristianismo gera uma revolução que opera de dentro para fora. Não muda a condição externa da vida para mudar o ser humano, mas muda o ser humano para mudar as condições externas. Que poder seria capaz de transformar um senhor romano e um escravo em irmãos, com direitos e responsabilidades iguais? Conhecemos apenas um: Jesus Cristo. Onde cristãos não se comportam entre si como irmãos e irmãs, o cristianismo deles é apenas uma farsa. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
7 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Necessitamos de amigos – Há amigo mais chegado do que um irmão. Provérbios 18:24
A alma do capitalismo ocidental é marcada pelo individualismo e a competição, que naturalmente geram rivalidade entre as pessoas. Como ser amigo daqueles com quem competimos? Você já observou como é difícil ter amigos ou mantê-los na cultura moderna? Estou falando de amigos reais, não de “colegas” ou meros “conhecidos”. Esses podemos ter em abundância. Amigo, em minha definição, é o irmão ou a irmã que você escolhe. Por isso, no livro de Provérbios, encontramos textos extraordinários sobre a amizade. Um desses texto nos diz que “em todo tempo ama o amigo” (Pv 17:17). Segundo o texto de hoje, “há amigo mais chegado que um irmão”.
Por que temos a necessidade de construir amizades? Por que necessitamos de amigos? Há pelo menos três razões básicas. Primeiramente, necessitamos de amigos porque precisamos de encorajamento. “Melhor é serem dois do que um […]. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro” (Ec 4:9, 10, ARC). Você já experimentou situações em que a presença de um amigo fez toda a diferença?
Em segundo lugar, necessitamos de amigos porque precisamos de conselho. “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Pv 27:5, 6). Em muitas ocasiões, um amigo correrá o risco de ser honesto conosco. Este é um dos testes da amizade. Necessitamos de amigos que não apenas nos aplaudam, mas que sejam também corajosos, nos confrontando com a verdade e nos fazendo ver aquilo que não estamos vendo ou, pior ainda, que não queremos ver.
Em terceiro lugar, necessitamos de amigos porque eles desafiam nosso potencial. “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Pv 27:17). Um bom amigo afia nossa percepção e estimula nosso crescimento mental, intelectual, emocional e espiritual. Tem você amigos assim?
Por outro lado, um problema com a amizade é que ela “soma virtudes e multiplica defeitos”. Milhares de pessoas são desviadas pela influência ou pressão de falsos amigos. Lembre-se: os maus não são amigos, mas cúmplices. Se, para permanecer no “grupo”, você tiver que praticar o erro, esse grupo não é para você. Se não conseguir mudar o grupo, saia dele. Por princípio, seja amigo de todos, mas seja mais amigo dos que são amigos de Deus. Faça bons amigos, mas lembre-se de que o segredo para ter bons amigos é ser um bom amigo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
8 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Raabe – Mandou, pois, o rei de Jericó dizer a Raabe: Faze sair os homens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a terra. Josué 2:3
Raabe é uma intrigante personagem das Escrituras. Ela é introduzida na narrativa bíblica com uma qualificação pouco recomendável: “uma mulher prostituta” (Js 2:1). Estrategicamente, os espias enviados por Josué para analisar Jericó se esconderam em sua casa. Possivelmente imaginassem que ali não despertariam suspeitas. Inserida nos costumes de sua civilização, aquela mulher se beneficiava pessoalmente da malignidade e degeneração que permeavam a cultura pagã. Tinha tudo para em pouco tempo estar soterrada nos escombros da cidade condenada.
Ao contrário do que normalmente esperaríamos de uma mulher assim, no momento crítico ela teve sabedoria. Percebeu o que estava envolvido na crise. Sua ignorância do Deus de Israel não era total: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra […]. Temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós” (Js 2:9, 10). Com o risco da própria vida, Raabe escondeu os espias e os fez prometer seu escape do inevitável destino de Jericó. Ela seguiu as instruções que recebeu, e Josué honrou a promessa de seus enviados.
Sua proteção aos espias envolveu uma mentira. Foi ela justificada por isso? Os fins justificam os meios? Tenho ouvido acaloradas discussões sobre a questão. Mas isso perde de vista o ponto central da história. As Escrituras não aprovam a mentira de Raabe. De fato, ela não é aplaudida por sua ética. Raabe é um positivo exemplo de fé. Sua fé estava apenas iniciando, ainda limitada e obscurecida pelas circunstâncias. Mesmo assim, tal fé operou uma dramática mudança em sua conduta.
Raabe não foi preservada por causa de qualquer obra meritória que tivesse praticado. Ela não é um exemplo do poder de obras humanas. Depois da destruição de Jericó, ela nunca mais é mencionada no Antigo Testamento. Reaparece no Novo Testamento em três passagens, sendo duas delas como um exemplo de fé (Hb 11:31; Tg 2:25). A mais extraordinária referência a ela ocorre no primeiro capítulo de Mateus, na genealogia de Cristo. Na lista dos ancestrais do Messias, inesperadamente nós a encontramos (Mt 1:5) como uma permanente lembrança do que Deus pode fazer para erguer fracassados. Ela aparece como a mais improvável candidata à honra divina e como um poderoso estímulo a todos nós. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
9 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quem são os leigos? – Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. 1 Pedro 2:9
Quem são os leigos? Essa pode parecer uma questão estranha, pois todos sabem quem são eles. Os leigos, de maneira geral, são entendidos como “amadores”, em oposição aos profissionais e experts. Tal definição é corretamente aplicada em relação a todas as áreas do mundo profissional, porém não é verdadeira em relação à igreja, por ser completamente estranha aos ensinos do Novo Testamento. Na igreja, essa noção foi resultado de uma perversão do clericalismo medieval, que introduziu uma distinção radicalmente errônea entre o “clero” e os “leigos”, estes vistos como “seculares”, “mundanos” ou “profanos”.
A palavra leigo no cristianismo não é derivada do dicionário nem do significado popular, mas das Escrituras. No Novo Testamento, o vocábulo vem da raiz grega laós, que significa “povo”. Assim, originalmente, o leigo é todo aquele que pertence ao povo de Deus, sendo visto como um ministro e sacerdote, segundo é indicado no texto de hoje. Embora os pastores tenham uma função específica na igreja, em sentido bíblico todos são leigos, membros do povo de Deus. Há aqueles que gostam de se descrever como “leigos”, nos termos do dicionário ou da tradição, para escapar à responsabilidade atribuída a eles como discípulos de Cristo. Por outro lado, alguns gostam de descrever o pastor como o “profissional”, o “relações públicas” de Deus. Assim, mais de 90% dos membros da igreja delegaram a comunicação do evangelho ao “profissionais”. Mas isso não passa de um abandono do princípio bíblico.
Na igreja cristã, todos são ministros em seu lar, no escritório, no consultório, na oficina, na fábrica ou na escola. Todos são representantes de Deus em meio às atividades comuns da vida. De fato, é precisamente aí que o verdadeiro ministério acontece, não na igreja, no sábado pela manhã. Os “leigos” têm uma malha de relacionamentos muito mais ampla que o pastor, que está relacionado quase exclusivamente com as pessoas da igreja. Esse talvez seja o único caso em que os “leigos” têm desempenho melhor que os “profissionais”. Assim, você é um ministro, um sacerdote para proclamar a luz do conhecimento de Cristo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
10 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O poder da paternidade – Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa). Efésios 6:2
Próximo ao fim de sua vida, John Kingery foi abandonado por sua filha nas proximidades de uma pista de corrida em uma cidade norte-
americana. Enfermo com Alzheimer, ele estava em uma cadeira de rodas, segurando com as mãos trêmulas um pequeno urso de pelúcia.
Quando sua história e fotografia chegaram aos jornais, Nancy Kingery Myatt, outra filha desse velho homem, descobriu o pai que ela havia perdido havia 30 anos, quando ele se afastara da primeira esposa e dos cinco filhos. Ao longo dos anos, contudo, o amor de Nancy pelo pai nunca diminuíra. Para ela, como afirmou, ele nunca havia deixado de ser seu pai. Aos 50 anos, Nancy reencontrou-se com ele, então com 82. Ele não a reconheceu, não sabia quem era ela nem seu nome. Mas nada disso impediu as lágrimas de correrem por sua face, ao rever o pai, perdido por tanto tempo. “Eu não tive um pai por todos aqueles anos”, disse ela, “mas agora eu o tenho e, quanto mais o vejo, mais desejo estar com ele.” O que ouvimos de Nancy Kingery Myatt é o testemunho da simples e interminável fome de uma criança, de qualquer idade, pelo pai que, neste caso, desaparecera.
A história desse pai perdido e encontrado ilustra o duradouro poder da paternidade e o inextinguível impacto dela sobre os filhos, ainda que adultos. Em sua condição, John Kingery nada podia fazer pela filha, nem mesmo abraçá-la, aconselhá-la e manter com ela uma conversação inteligente. Por causa de sua inabilidade, ele fora reduzido à condição básica de pai dessa mulher. E, para Nancy Kingery Myatt, mesmo o pouco que sobrara do pai era significativo para ela.
É você pai? Você pode ser jovem ou idoso. Pode ter apenas um filho ou vários deles. Pode ser um pai excelente, medíocre ou precário. Você pode ser mesmo como o Sr. Kingery, incapaz de responder à vida dos filhos. Mas, pelo simples fato de ser pai deles, você tem um extraordinário poder de influência. Tal poder não vem primariamente de seu desempenho, mas da paternidade em si mesma. Sua escolha não é se você terá o poder e a influência de um pai. Isso você já tem. Sua escolha é quanto ao uso de tal poder e influência. Aos filhos, por outro lado, cabe honrar, dignificar e responder em amor ao pai que ainda têm, apreciando-o como um dom dAquele que é o Pai perfeito. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
11 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O falso evangelho da prosperidade – Alguns foram torturados, […] apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados […], errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Hebreus 11:35-38
Milhões de pessoas foram seduzidas pela pregação de uma heresia recente conhecida como “teologia da prosperidade”. A convicção central do movimento da prosperidade é a ideia de que é plano de Deus que os cristãos, sempre e em cada caso, tenham saúde física, riqueza e sucesso material. Assim, o alvo da vida cristã seria atingir ilimitado bem-estar materialista. Vemos nisso uma radical mudança de ênfase: da providência centralizada em Deus, tradicionalmente afirmada pelo cristianismo, para a prosperidade centralizada no ser humano. A implicação é desastrosa para cristãos pobres e enfermos. Por falta de fé ou por não estarem utilizando as fórmulas corretas para “torcer” o braço de Deus, eles estariam fora do ideal divino.
Neste “evangelho”, Deus é reduzido a um tipo de “gênio da lâmpada” a serviço dos caprichos humanos. Ele e Seu Universo giram ao redor do conforto pessoal. Isso dá a esses pretensos cristãos a “liberdade” de se aproximarem dEle com a imposição de suas fantasias de sucesso e prosperidade, como se realização materialista fosse a marca de verdadeira espiritualidade, e a solução final de todos os problemas do homem. Tudo o que se precisa é “balançar” o dedo atrevido na face de Deus e “reclamar” aquilo que foi “visualizado”, falar “palavras de fé” ou “dar testemunho positivo” para que automaticamente alcancem aquilo que supostamente lhes foi prometido.
O neopaganismo da prosperidade, com base na ignorância da Palavra de Deus, não passa de uma teoria herética, uma versão piorada do hedonismo e materialismo do capitalismo ocidental. O texto de hoje fala de pessoas que não se ajustam às noções fantásticas da prosperidade aqui e agora. A vida delas, com enormes dificuldades, mas em submissão a Deus, envergonha o superficialismo da religiosidade de milhões em busca de “pão e circo”. Ser um discípulo de Cristo não significa que não teremos dias ruins. Significa apenas que, em meio às perplexidades e aos desencantos, podemos olhar além e ver que Deus é bom. O que de fato nunca falha é Sua graça, mesmo em nossos vales de sombras e tribulações. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
12 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Conhecendo a Palavra – Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15
Uma das razões para o êxito da teologia da prosperidade é o desconhecimento das Escrituras. Tanto pregadores quanto suas audiências ignoram os rudimentos da interpretação bíblica. Tais pregadores falam aquilo que as pessoas querem ouvir. A mensagem deles é atrativa para a cultura materialista: casa melhor, no lado certo da cidade; carro novo; negócios lucrativos; roupas de grife; férias exóticas. Basta ouvir os “testemunhos” para ficarmos alarmados. E tudo isso “canonizado” com o uso perverso de textos bíblicos forçados para se ajustar a uma pressuposição completamente estranha à Palavra de Deus. Cria-se assim o ambiente para que a ênfase pragmática e materialista da cultura acabe triunfando. Prova-se então a verdade de que, se a religião não nos transforma, nós a transformaremos para que ela se adapte às nossas opiniões e simpatias.
No texto de hoje, Paulo recomenda o uso apropriado da Palavra. O termo grego traduzido por “manejar” significa “cortar em linha reta”. Isso nos sugere responsabilidade no uso das Escrituras. O pecado mortal dos falsos mestres é o abuso da Palavra de Deus (2Co 2:17). Esse abuso é traduzido como “mercadejar” ou “adulterar”. Devemos lembrar, contudo, que o correto conhecimento da Palavra de Deus não se limita aos ministros. Se as audiências da “prosperidade” tivessem pelo menos uma perspectiva bíblica da vida, não seriam ludibriadas por mensagens tão espúrias.
Pode-se confiar no discurso dos pregoeiros da prosperidade? A mensagem deles não passa em um simples teste bíblico. Promete Deus saúde e cura em qualquer circunstância? Paulo não foi capaz de curar alguns de seus associados: Epafrodito (Fp 2:27), Timóteo (1Tm 5:23) e Trófimo (2Tm 4:20).
Ele mesmo sofreu de uma enfermidade física (Gl 4:13-15). Três vezes orou por libertação, sem receber cura (2Co 12:8-10). Além disso, seria a pobreza sinal de maldição, como alegado pela heresia da prosperidade? Paulo declarou-se pobre, sem nada possuir (2Co 6:10). E Jesus, que não teve onde reclinar a cabeça (Mt 8:20)? Será que eles também não tinham fé? Como harmonizar a ambição da prosperidade com as advertências bíblicas quanto aos perigos da riqueza (Mt 5:24; Lc 12:33, 34; Hb 13:5; Cl 3:5)? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
13 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O chamado dos diferentes – Os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. 1 Coríntios 12:4
O chamado dos doze apóstolos é na realidade o chamado de pessoas de enormes diferenças. O Novo Testamento inclui quatro listas dos doze: Mateus 10:2-4; Marcos 3:16-19; Lucas 6:13-16 e Atos 1:13. Nessas listas, os mesmos doze aparecem. A ordem na qual eles são reunidos também é muito similar. O primeiro nome nas quatro relações é sempre o de Pedro. Ao que parece, o líder natural de todo o grupo. Os doze apóstolos são arranjados em três grupos de quatro:
O grupo um é composto de Pedro, André, Tiago e João.
O grupo dois é sempre formado de Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus.
O grupo três inclui Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, zelote; e Judas Iscariotes.
O primeiro grupo é formado por dois pares de irmãos (Pedro e André, João e Tiago, filhos de Zebedeu). Curiosamente, os grupos parecem relacionados em ordem decrescente, com base no nível de intimidade com Cristo. Os membros do grupo um provavelmente foram os primeiros chamados (Jo 1:35-42). Possivelmente eles haviam estado com o Senhor por um período mais longo. Esses pertenciam ao círculo íntimo de Jesus. Eles são encontrados com Cristo em momentos-chave. Desse grupo, Pedro, Tiago e João aparecem ainda mais próximo a Jesus.
O grupo dois, embora formado de vultos importantes nas narrativas dos evangelhos, não inclui ninguém de perfil destacado. O grupo três aparece ainda mais distante. Eles são raramente mencionados nos registros do ministério de Jesus. O único que melhor conhecemos desse grupo é Judas Iscariotes, mas isso em função de seu ato de traição. Judas Iscariotes é sempre o último nas listas dos evangelhos e qualificado como o traidor. Na lista do livro de Atos, é omitido.
Isso tudo sugere que, mesmo dentro de um grupo pequeno, a variedade é muito grande. As personalidades e interesses eram também diversos. Pedro é agressivo e verbal. João é mais tímido. Nos 12 primeiros capítulos de Atos, ele dificilmente fala. Alguns eram pescadores, outros não sabemos claramente. As preferências políticas também variavam. Simão, o zelote, era um revolucionário. Mateus, um servidor de Roma. A diversidade é quase infindável, mas aqui nós encontramos o fôlego do apelo de Cristo a pessoas tão diferentes.
O que podemos aprender? Há lugar para todos. Ninguém é excluído, a não ser, como Judas, os que decidem se excluir. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
14de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Levi Mateus – Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-Me! Ele se levantou e O seguiu. Mateus 9:9
Sabemos pouco de Mateus, um dos doze apóstolos. Mateus é o nome grego. Marcos (2:14) e Lucas (5:27-29) referem-se a ele como Levi, o nome hebraico. Ao encontrarmos Levi Mateus, pela primeira vez, ele está assentado em sua coletoria. É um coletor de impostos, um publicano, quando Jesus inexplicavelmente o chama. Com esse tipo de credencial, Mateus seria um dos últimos, do ponto de vista humano, a ocupar uma posição de destaque na igreja primitiva.
Os coletores de impostos eram grandemente desprezados pela sociedade judaica. Odiados como traidores e hereges, eram considerados piores que os herodianos, aliados da dinastia de Herodes. Os publicanos compravam dos romanos um tipo de franquia para recolherem impostos. Extorquiam dinheiro de seu povo para alimentar os cofres de Roma e, claro, o próprio bolso. Por isso, eram vistos como ladrões. Escórias da sociedade, eram colocados no mesmo nível das prostitutas (Mt 21:31). Marginalizados e cerimonialmente impuros, eram proibidos de entrar numa sinagoga.
Quem era Levi Mateus? Seu nome hebraico parece indicar que seus pais tinham grandes expectativas para ele na linhagem sacerdotal. Aos 12 anos, ele já teria memorizado o Pentateuco. Seu conhecimento do Antigo Testamento é comprovado em seu evangelho. Teria ele tentado seguir o chamado religioso e fracassado? Teria sido reprovado na escola dos rabis? O fato é que, em lugar de servir a Deus, ele entrou no serviço do imperador romano. Um massivo desapontamento para a família! Seus amigos, como é indicado no banquete que Levi Mateus oferece, eram pessoas de seu grupo (Mt 9:10). Marginalizados como ele, foram convidados para serem apresentados a Jesus.
Não é extraordinário? Interessante ainda é que os diferentes coletores de impostos mencionados nos evangelhos encontraram perdão e aceitação em Cristo. Além de Mateus, encontramos Zaqueu (Lc 19:2) e o publicano mencionado na parábola (Lc 18:10-14), história provavelmente baseada em um incidente real. Levi Mateus abandonou sua profissão de uma vez por todas. Inicialmente um materialista, não relutou em seguir a Jesus. Sua fome espiritual foi satisfeita em Cristo. Seu brilhante talento legou-nos, pela revelação, um dos mais belos livros do Novo Testamento: o evangelho que leva seu nome. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
15 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Lembra-te do dia do sábado – E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:3
Avanços tecnológicos criaram uma era de relacionamentos superficiais. Na sociedade atual, as pessoas vivem oprimidas pela febre da pressa. Tensões, ansiedades e estresse fazem o coração bater mais rápido e elevam a pressão sanguínea. Milhões dependem de remédios para enfrentar as perplexidades do dia, e milhões de outros dependem de comprimidos para poder dormir à noite. O índice de pessoas diagnosticadas como mentalmente enfermas é alarmante. Não menos graves do que os males físicos e emocionais dessa correria insana são as devastadoras consequências sociais, encontradas nas famílias que se desintegram pela crise dos relacionamentos. Ninguém tem tempo para ninguém.
Mais do que em qualquer outro tempo da história, os seres humanos necessitam redescobrir o poder restaurador do descanso do sábado, o tempo separado pelo Criador para repouso físico, mental e espiritual. Tempo especial para comunhão com Deus, com a família e com outras pessoas de nosso relacionamento. A santificação do sétimo dia da semana não é questão insignificante e meramente opcional. O repouso sabático, inaugurado na criação (Gn 2:1-3) e legislado no quarto mandamento da lei de Deus (Êx 20:8-11), encontra-se presente em toda a história bíblica. Jesus Cristo, em vida (Lc 4:16) e na morte (Lc 24:52-54), legou-nos Seu precioso exemplo de observância do sábado.
Na estrutura da criação, o tempo está dividido entre tempo comum, do primeiro ao sexto dia, e tempo especial, no sétimo dia. O tempo comum flui para o tempo especial, relembrando que o homem não se realiza nas coisas rotineiras da vida, mas na presença do Criador, onde pode realinhar sua vida com o propósito original de Deus para ele e ganhar visão sobre aquilo que realmente é importante e prioritário. O mandamento do sábado está baseado no princípio da dependência. O sábado nos relembra que, em última análise, não dependemos do trabalho, da conta bancária ou das realizações seculares, mas de Deus. Não somos nós que guardamos o sábado, mas o sábado é que nos guarda das insanidades humanas presentes na babilônia da sociedade moderna, do consumismo selvagem e do isolamento emocional em que vive a maioria das pessoas hoje. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
16 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Memorial da criação e libertação – Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus. Êxodo 20:9,10
Nas duas versões bíblicas dos Dez Mandamentos (Êx 20; Dt 5), duas ideias básicas convergem no mandamento de repouso, no sétimo dia: o sábado é o memorial da criação (Êx 20:11) e símbolo de libertação (v. 12-15). O sábado é a lembrança semanal de nossas origens e de que fomos libertos de forças desumanizadoras da cultura secular, que em nossos dias representa o velho Egito, a terra do exílio. O sábado permanece como a eterna lembrança de que o ser humano não é resultado do acaso, de forças impessoais. Também nos relembra de que não fomos criados para a servidão das coisas.
O sábado é dia de comunhão. Ele provê oportunidade para nossa necessidade de conexão, de nos reunirmos com a família, sem qualquer pressa, com irmãos e irmãs, em espírito de amor fraternal, de encorajamento mútuo. É dia para tomar-se tempo uns com os outros, para preencher os vazios e necessidades espirituais e emocionais de outros. Além de prover repouso, o sábado é também dia especial para servir. Nosso tempo, pela febre da correria, foi encolhido. Jesus, contudo, é o modelo de um estilo de vida solidário. Visitar enfermos e idosos para levar conforto é parte da observância legítima do sábado.
Jesus Cristo entrou na história do planeta Terra, primariamente, como nosso substituto. Em segundo lugar, como nosso exemplo. NEle as duas linhas de convergências do sábado se reúnem: criação e libertação. Na primeira sexta-feira, no Éden, Deus declarou que Sua obra estava completa e “tudo era muito bom” (Gn 1:31). Na sexta-feira no Calvário, Jesus Cristo, ao pender a cabeça na morte expiatória, declarou num grande brado: “Está consumado” (Jo 19:30). A obra da libertação, como a obra da criação, fora levada ao clímax ideal. Lembre-se ainda de que na primeira sexta-feira, no Éden, o primeiro Adão teve seu lado aberto para a formação de sua noiva (Gn 2:21). Na sexta-feira do Calvário, Cristo, o segundo Adão, teve também o Seu lado rasgado (Jo 19:34) para dar origem à Sua noiva, a igreja. E, nos dois casos, Deus repousou. Em Sua morte, Jesus repousou na sepultura. Aquele que poderia ter ressuscitado logo preferiu passar 24 horas no túmulo. Ele guardara o sábado em vida e o fez também na morte, legando-nos um exemplo sagrado. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
17 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Símbolo de independência – Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Êxodo 20:8
O livro de Gênesis afirma que Deus “abençoou” o sábado. A noção bíblica de bênção é uma das mais ricas das Escrituras. Pela bênção divina, o sábado recebe poder para beneficiar. Por meio dele, a existência humana é enriquecida. Deus também “santificou” o sábado, isto é, separou-o para um fim específico. O sábado não é um feriado nem dia de folga, mas um dia santo. A cultura moderna com seu frenesi fez-nos perder o ritmo essencial da vida. Idolatramos o ativismo e o desempenho. Em nossa orientação para o “sucesso”, fomos seduzidos pelas promessas do “mais”: mais dinheiro, mais reconhecimento, mais satisfação, mais posses.
Assim vivemos sob pressão corrosiva. A “vida de sucesso” nos faz entrar em guerra contra o próprio espírito, o corpo e as emoções, empurrando-nos para além de nossos limites. Orgulhamo-nos de nossa exaustão, como se isso fosse um troféu. Quando mais ocupados, mais importantes nos sentimos. Não estar disponível para a família, esposa, filhos e amigos, não tendo tempo para Deus e para compromissos espirituais, é entendido como virtude e operosidade.
Como vimos, portanto, não somos nós que guardamos o sábado, mas é o sábado que nos guarda. Se corretamente entendido e observado, como símbolo de Cristo, o verdadeiro repouso, o sábado nos guarda das fantasias humanas que nos aprisionam. Guarda-nos das idolatrias da cultura e das forças do mercado ao redor. A observância do sábado é nossa afirmação de dependência do Criador. Quando, ao pôr do sol da sexta-feira, fechamos negócios, desligamos o computador e encerramos as atividades ordinárias, estamos afirmando que nossa vida não depende do trabalho, dos estudos ou da conta bancária. Ao repousar na presença do Criador, essencialmente estamos afirmando que nossa vida depende de Deus.
O desejo de criar uma pausa semanal é o solene reconhecimento de que somos criaturas de Deus e não unidades do crescimento econômico. O sábado restaura nossa identidade real. Ele é também símbolo de libertação das forças que nos oprimem. É dia de comunhão da família, de encontros fraternais. Essa mudança no ciclo semanal rejuvenesce a mente e o corpo. Repouso real não vem com medicamentos para dormir nem com férias exóticas.
Energia sobrenatural é alcançada por meio de repouso sobrenatural, na presença de Deus. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
18 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O sábado no tempo do fim – E os seguiu o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem e receber o sinal na testa ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus. Apocalipse 14:9,10 ARC
Os adventistas creem que a fidelidade ao quarto mandamento representará parte do grande teste no tempo do fim. Lembre-se: a adoração é um conceito central nos capítulos 13 e 14 do Apocalipse. O verbo adorar aparece oito vezes nessa seção. Iremos adorar a Deus ou adorar a besta.
Por que o sábado desempenha um papel de importância no tempo do fim? Por três razões básicas.
Primeira razão: se corretamente entendido, o sábado é a resposta ideal ao evangelho. O evangelho nos ensina que Cristo fez por nós o que não podíamos fazer (Rm 3:21-23). Nada podemos acrescentar ao que Ele fez. O sábado está fundamentado no princípio do repouso, depois da obra completa de Cristo. O sábado é o convite para o descanso no que Cristo fez, não naquilo que nós tentamos fazer. O primeiro “trabalho” dos cristãos é repousar naquilo que Cristo realizou por nós.
Segunda razão: o sábado estabelece um teste ideal de obediência. Todos os outros mandamentos envolvem uma razão lógica para serem obedecidos. O quarto mandamento, contudo, está fundamentado unicamente na Palavra de Deus. O mandamento do sábado é como a “árvore da ciência do bem e do mal”. A única razão para não se comer do fruto proibido era aceitar a autoridade divina. No tempo do fim, vozes humanas, mesmo entre religiosos, estarão insistindo que você se esqueça daquilo que Deus lhe ordenou lembrar. O elemento central, então, será uma questão de autoridade. Com que autoridade você fica? A quem, afinal, você adora?
Terceira razão: o sábado será o elemento central do último teste porque ele é parte de nossa determinação de seguir a Jesus de modo pleno. Jesus guardou o sábado. Ele nos legou o exemplo. Se quisermos segui-Lo, devemos imitá-Lo também nesse aspecto. A insistência do repouso no sábado parecerá algo estranho ou absurdo, mesmo para pessoas consideradas cristãs. Elas terão extrema dificuldade em ver lógica no quarto mandamento. E o diabo saberá explorar essa aparente “falta de lógica”. O engano será tão severo que todas as evidências dos sentidos indicarão que outras vozes parecerão corretas. Apenas aqueles que aprenderam a confiar em Deus verão coerência no aparentemente arbitrário teste de lealdade. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
19 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Informação segura? – Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Salmos 14:1
O que você perguntaria a Deus se O encontrasse pessoalmente? Numa pesquisa feita entre norte-americanos, foram apontadas as principais perguntas. Dos entrevistados, 34% perguntariam: “Qual é meu propósito neste mundo?” 19% iriam querer saber: “Existe vida depois da morte?” 16% questionariam: “Por que coisas ruins acontecem?” 7% iriam perguntar: “Existe vida inteligente noutros planetas?” Finalmente, 6% desejariam ter a seguinte resposta: “Quanto tempo eu viverei?”
O curioso é que as Escrituras proveem resposta para esse tipo de questões.
Pense, por exemplo, nas três primeiras. Não são elas parte dos temas básicos da Bíblia? A dificuldade é que em nossa sociedade “cientificamente orientada” as pessoas abandonaram a única fonte confiável de informação. Muitos buscam respostas nas cisternas falidas do conhecimento humano. O curioso ainda é que a maioria das pessoas aceita teorias fundamentadas meramente na “criatividade humana”, sem qualquer alicerce sólido.
Pense na ironia de nosso precário conhecimento. Em 1963, em Dallas, Texas, o presidente John F. Kennedy foi assassinado. O fato ocorreu em plena luz do dia. Foi registrado por centenas de câmeras. Canais de TV e milhares de observadores, incluindo os bem treinados olhos de centenas de policiais e agentes do serviço secreto americano, estavam lá. Curiosamente, até hoje não se sabe exatamente o que aconteceu. Foi o presidente Kennedy assassinado por uma bala apenas? Ou será que outra bala o feriu, vinda de outra direção? Havia apenas um atirador agindo sozinho? O assassino foi mesmo Lee Oswald, ou o crime foi uma conspiração da CIA ou do FBI, envolvendo Cuba e a máfia? Há ainda os que pensam que Kennedy não morreu. Em outras palavras, algumas décadas depois de um fato publicamente testemunhado, “debaixo do nariz” de tantas pessoas, os especialistas se dividem sobre o que realmente aconteceu.
Não é curioso, contudo, que haja tanto “consenso científico” quando tratamos de eventos com um grau de complexidade infinito como é a origem do Universo e da vida, ocorridos em um passado tão distante de nós? Livros, documentários, revistas e cientistas parecem saber “sem qualquer dúvida” todos os pormenores. Nossos experts ensinam aos estudantes, jovens e crianças todos os detalhes de uma teoria que parece um dogma. O que me impressiona é que muitos não têm dúvida de nada. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
20 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A natureza de Cristo na encarnação – 1 – Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. Lucas 1:35
Segundo as Escrituras, há três formas diferentes pelas quais a vida humana tem início na Terra. Por criação: Adão e Eva (Gn 2:7); por geração: todos os membros da espécie humana (Gn 3:16); e por encarnação: apenas Jesus Cristo (Jo 1:14). Foi Jesus um ser humano real? Esse é o claro testemunho da Bíblia. Jesus assumiu a humanidade. A grande questão é: Que tipo de humanidade Ele assumiu? Também, pelo claríssimo testemunho das Escrituras, Ele foi um conosco, mas não um de nós, não partilhando nossa natureza corrompida e deteriorada pela queda. Se assim fosse, Ele não poderia ser nosso Salvador.
Segundo o texto de hoje, Jesus é único em Seu nascimento. Ele não nasceu como todos nascem. A palavra traduzida como “unigênito” em referência a Ele (Jo 1:14, 18; 3:16, 18) é monogenes, indiscutivelmente significando “único do seu tipo”, “único de sua espécie”, “exclusivo”. Em João 8:46, Jesus desafia Sua audiência: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” Mais adiante, Ele reafirma Sua completa separação do pecado: “Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim” (Jo 14:30). Você conhece alguém que poderia fazer esse tipo de declaração? Em Hebreus, é dito: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto que os Céus” (Hb 7:26).
Jesus não partilhou da desordem moral e espiritual que cobre toda a humanidade e é perpetuada em cada geração, desde a queda original. Para Ellen White, “do primeiro Adão, os homens nada recebem, senão a culpa [consequências da queda], e a sentença de morte” (Orientação da Criança, p. 475). Segundo ela, o egoísmo, profundamente arraigado em nosso ser, “nos veio por herança” (Historical Sketches, p. 138, 139). Para ser o nosso Salvador, Jesus não poderia partilhar do nosso problema (ver Lv 22:20). Ellen White sumariza bem a questão: “Ele [Cristo] deveria tomar Sua posição como o cabeça da humanidade, tomando a natureza mas não a pecaminosidade do homem” (Signs of the Times, 29 de maio de 1901). Os que querem tornar Cristo exatamente como nós, em Seu nascimento, por lógica estão afirmando o reverso: que nós nascemos como Ele. Logo, não precisaríamos de um Salvador. Mas é exatamente essa nossa maior necessidade. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
21 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A natureza de Cristo na encarnação – 2 – Porém todo o que tiver defeito, esse não oferecereis; porque não seria aceito a vosso favor. Levítico 22:20
Esse texto é uma referência às ofertas que tipificavam a vinda de Cristo. Elas deveriam ser absolutamente isentas de qualquer mácula. Exceto por Jesus, todos os demais seres humanos são maculados pela condição pecaminosa. Jesus não poderia ter vindo em nosso estado depravado por duas razões principais: primeiramente, em razão de Sua natureza, visto que Ele nunca deixou de ser Deus; em segundo lugar, por causa de Sua missão, pois Ele assumiu a humanidade para nos redimir. Ellen White observa:“Ele venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás havia obtido a vitória” (The Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901).
Esses textos não estão dizendo apenas que Jesus não cometeu atos pecaminosos, mas que Ele não partilhou de nossa natureza pecaminosa. Ellen White não fez confusão entre os sintomas, os atos de pecado, e a causa de nossas ações pecaminosas. Segundo ela, “nosso coração é naturalmente depravado” (Nos Lugares Celestiais, p. 163). Ela ainda enfatiza: “Como resultado da desobediência de Adão, cada ser humano é um transgressor da lei, vendido sob o pecado” (ibid., p. 144). Também afirma: “O egoísmo está integrado em nossa essência, e isso nos vem por herança” (Historical Sketches, p. 138, 139). “Não devemos ter qualquer dúvida acerca da perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 256). Ele “nasceu sem uma mancha de pecado, embora tenha vindo ao mundo de maneira semelhante à família humana” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 925).
Na assembleia da Associação Geral, em 1895, Alonzo T. Jones, um dos patriarcas do “adventismo histórico”, afirmou que “entre Cristo e nós não existe uma partícula de diferença”. Contudo, sua teoria foi desacreditada por delegados que citaram Ellen White: “Ele [Cristo] é um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 202). Na famosa carta a Baker, a voz profética aos adventistas insiste: “Que cada ser humano seja advertido acerca de tornar Cristo completamente humano, tal como um de nós, pois isso não pode ser” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1129). Fosse Jesus exatamente como nós, Ele seria parte do problema do pecado, não a solução. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
22 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A natureza de Cristo na encarnação – 3 – Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. Romanos 3:23
As Escrituras afirmam a universalidade do pecado: “Não há justo, nem um sequer” (Rm 3:10). “Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis” (Rm 3:12, NVI). “Todos […] estão debaixo do pecado” (Rm 3:9). Todo ser humano é carnal, “vendido à escravidão do pecado” (Rm 7:14). No Antigo Testamento, essa verdade não é menos evidente: “Enganoso é o coração”
(Jr 17:9). Segundo Isaías, “toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas” (Is 1:5, 6). “Todos nós somos como o imundo” (Is 64:6). Mesmo em estágio embrionário, o pecado está presente: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5, ARC).
Esses textos e muitos outros indicam a condição humana. Em seu DNA, a humanidade traz um grave defeito, que é nossa natureza primária pecaminosa. Por Adão, veio a todos “juízo […] para condenação” (Rm 5:18). Somos mortos em delitos (ver Ef 2:1); “filhos da desobediência” (Ef 5:6); “filhos da ira” (Ef 2:3). Fomos infectados pelo vírus do mal, e Adão é descrito como cabeça da velha era da morte (ver Rm 5:12-21). Adão não é apenas um indivíduo que viveu há muito tempo. Ele tem significado corporativo, como o cabeça da “velha humanidade”. Nessa seção de Romanos, o pecado “entrou” e a morte “passou” a todos os homens, pois todos naturalmente nascem em cumplicidade com Adão. Pecado não é apenas uma questão de atos pecaminosos. Esses são apenas os sintomas da condição na qual o homem é nascido. Ninguém precisa receber nenhum curso sobre “como pecar”. Essencialmente, um bebê não é “um anjinho”, como sua mãe carinhosamente o descreve. Como membro da espécie humana, é um pequeno pecador. Ellen White, com extraordinária percepção, classifica o pecado como uma “lepra […] profundamente enraizada, mortal e impossível de ser purificada pelo poder humano” (O Desejado de Todas as Nações, p. 266).
A questão que emerge aqui é muito simples: Teria Jesus partilhado dessa natureza? Ellen White enfatiza: “Não ver o marcante contraste entre Cristo e nós significa que não nos conhecemos a nós mesmos. Aquele que não aborrece a si mesmo não pode entender o significado da redenção” (Review and Herald, 25 de setembro de 1900). Foi precisamente a profundidade de nossa condição que exigiu tão grande Salvador. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
23 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Identidade e missão – Porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim. João 14:30
Jesus não poderia ter assumido nossa natureza pecaminosa em razão de Sua identidade e de Sua missão. Ao conhecer Sua identidade revelada na Bíblia, notamos que, embora em vestes humanas, Ele nunca deixou de ser Deus. Além disso, se Ele partilhasse de nossa condição pecaminosa, da qual veio nos salvar, Sua missão estaria comprometida. Ele seria parte do problema, não a solução dele. Assim, a extensão da identificação de Cristo com a humanidade foi determinada por quem Ele era e por aquilo que Ele veio fazer.
Como Ellen White observa, “o homem não pode fazer expiação pelo homem”, e, se Cristo tivesse vindo em natureza exatamente como a nossa, “Sua condição caída constituiria uma oferta imperfeita” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872). Para Ellen White, ainda, se “por um lado Cristo é um representante perfeito de Deus, por outro, Ele é um espécime perfeito da humanidade sem pecado” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 907). Por isso, Cristo “não necessitou de expiação” (Review and Herald, 21 de julho de 1886).
A afirmação que Jesus faz em relação a Si Mesmo no texto de hoje exclui todos nós. O que está em foco aqui não são Suas ações. Isso não quer dizer apenas que Ele não cometia atos pecaminosos. Significa que em Sua natureza não havia pecaminosidade. Comentando essa passagem, Ellen White observa: “Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que ele possa estabelecer sua base; algum desejo pecaminoso acariciado por meio do qual suas tentações firmam seu poder. Mas Cristo declarou de si mesmo: ‘Aproxima-se o príncipe deste mundo. Ele nada tem em Mim’” (Review and Herald, 8 de novembro de 1887). Um pouco antes, Jesus havia desafiado Sua audiência: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” (Jo 8:46). Alguém que você conhece poderia dizer o mesmo? Diante desse desafio de absoluta ausência de pecado, todos nós, por nascimento e escolhas, estamos desqualificados.
Alegre-se hoje no fato de que Jesus é diferente de você quanto ao pecado. É precisamente aí que reside sua esperança. Argumentar que Jesus foi “exatamente como nós”, conforme afirmava Alonzo Jones, significa dizer que Sua vontade estava em contradição com a vontade de Seu Pai, e isso estaria em conflito com as Escrituras. Nas palavras de Hebreus 7:26, “é de um sumo sacerdote como este que precisávamos: santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos Céus”. Agradeça a Deus a dádiva desse precioso Salvador. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
24 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Como Adão ou como nós? – Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21
O primeiro e o segundo Adão podem ser comparados e contrastados em vários pontos de convergência e divergência. O primeiro Adão saiu perfeito das mãos do Criador, o que incluía impecaminosidade absoluta. O segundo Adão, Jesus Cristo, também veio pela ação do Criador Espírito Santo, como o “ente santo” (Lc 1:35). Como o primeiro, o segundo Adão, em Sua encarnação, foi resultado do poder criador de Deus. Milagres estiveram envolvidos em ambas as origens. Por outro lado, Jesus não veio como um ser humano no Éden. Ele entrou em nossa história em Belém de Judá. Aquele que é sem pecado entrou no mundo afetado pelas limitações do pecado, embora preservando Sua singularidade. Como novo Adão, foi gerado de modo sobrenatural.
Gerado pelo Espírito Santo e tornando-Se filho de Maria, Jesus Cristo assumiu a condição humana física posterior à queda, sendo limitado em cada aspecto, exceto em não possuir propensões pecaminosas. Possuía tanto a santidade da nova criação quanto a deterioração física de quatro mil anos da queda. Nós não O encontramos criado como um homem adulto, como o primeiro Adão, mas como uma indefesa criança, na manjedoura. Afetado, mas não infectado pelo pecado. Como já vimos, Ellen White confirma a comparação entre o primeiro e o segundo Adão: “Jesus Cristo é chamado o Segundo Adão. Em pureza e santidade, conectado com Deus […], Ele começou onde o primeiro Adão havia começado. Ele passou pelo mesmo terreno onde Adão caiu e redimiu a falha de Adão” (The Youth’s Instructor, 2 de junho de 1898). Segundo ela, “Ele venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás havia obtido a vitória” (The Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901). Ellen White observa também que “por causa do seu pecado [de Adão], sua posteridade nasce com inerente propensão para a desobediência. Mas Jesus Cristo foi o unigênito de Deus. Ele tomou sobre Si a natureza humana […]. Ele poderia ter pecado, poderia ter caído, mas nem por um momento houve nEle uma propensão maligna” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1128).
Tentar tornar Cristo tão identificado conosco é obscurecer tanto Sua identidade como Sua missão, pois, como Ellen White observa, “o homem não pode fazer expiação pelo homem”, uma vez que “sua condição caída constituiria uma oferta imperfeita” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872). Destruídos pelo primeiro Adão, fomos restaurados pelo segundo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
25 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Cristo e os cristãos – Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Lucas 5:8
Quando alguns afirmam que Jesus, na encarnação, assumiu a natureza humana degenerada pela queda, sendo exatamente como nós, deveríamos saber a que humanidade eles estão se referindo. Jesus teria nascido com a natureza humana anterior ou posterior à conversão? A lógica exige que seja anterior à conversão, uma vez que, segundo essa teoria, Jesus nasceu como nós. Portanto, todos nascem como Ele. O caráter precário dessa teologia é evidente.
Contudo, mesmo entre Cristo e os cristãos continua havendo uma distância incalculável, porque nem o novo nascimento elimina completamente nossa distorcida natureza básica (Rm 7). Embora a natureza caída não mais reine depois da conversão, ela permanecerá em nós até sermos glorificados, no segundo advento. Desse modo, é um tremendo equívoco tentar explicar a humanidade de Cristo a partir de nossa humanidade. Porque a humanidade caída é a única que conhecemos, nós a tomamos e tentamos aplicá-la a Cristo, sem lembrar que Ele foi a manifestação da verdadeira humanidade, como Deus a planejou. Jesus assumiu a humanidade, mas no sentido intencionado por Deus. “Verdadeira humanidade” não pode ser definida em termos da natureza humana caída como nós a conhecemos em nós mesmos.
O grande erro, portanto, é nos apresentarmos como norma da humanidade e, então, exigir que Cristo deva Se conformar a essa norma. Mas, se a fé cristã é verdadeira, todos nós não passamos de espécimes humanos imperfeitos e corrompidos pelo egoísmo, inclinados ao mal. Ellen White observa que as orações, o louvor e a confissão dos verdadeiros crentes ascendem ao Céu e chegam ao santuário celestial, onde Cristo ministra, “mas passando através dos corrompidos canais da humanidade, eles são tão contaminados que, a menos que purificados pelo sangue, nunca teriam qualquer valor perante Deus” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 6, p. 1078). Isso significa que o melhor de nós ainda necessita de purificação pelo sangue. Contudo, indica Ellen White, Cristo tomou sobre Si a natureza humana, mas nunca precisou de purificação nem de um mediador para tornar Suas orações aceitáveis perante o Pai. Cristo não tinha corrupção inerente, ao contrário dos cristãos, que necessitam constantemente de Seus méritos. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
26 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Semelhante e singular – Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. Romanos 8:3
O que Paulo não disse nesse texto? Primeiramente, ele não disse que Jesus veio em carne pecaminosa, mas em semelhança da carne do pecado. Na língua original, o grego, a palavra usada para semelhança é homoioma.
E semelhança em grego, como em português, é semelhança e não igualdade. A palavra grega para igual é isos (At 11:17). Em segundo lugar, o apóstolo não disse que Deus enviou Seu Filho em semelhança de carne. Isso seria equivalente à heresia docetista, que negava que Jesus veio em carne (1Jo 4:2, 3).
Jesus veio em carne, mas apenas em semelhança de carne pecaminosa.
Ellen White fala da natureza de Cristo de dois aspectos diferentes. Por um lado, ela enfatiza Sua singularidade. Nesses textos, ela deixa claro que, moral e espiritualmente, Jesus não foi infectado pelo pecado. Ele não partilhou de nossa natureza pecaminosa, deteriorada, inclinada para o pecado. Ela declara: “Nunca, de nenhuma forma, deixe a mais leve impressão sobre as mentes humanas que uma mancha ou a inclinação para a corrupção permaneceu sobre Cristo, ou que Ele, de algum modo, tenha cedido à corrupção” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1128, 1129).
Por outro lado, Ellen White também fala da identificação de Cristo conosco, isso é, Sua natureza física foi afetada pelo pecado, partilhando nossa condição enfraquecida, deteriorada, caída e enferma. Note, Jesus não foi infectado pelo pecado, mas afetado pela queda em Sua natureza física. O texto seguinte esclarece essa diferença: “Ao tomar sobre Si mesmo a natureza humana em sua condição caída, Cristo não teve a mínima participação em seu pecado. Ele foi sujeito às enfermidades e fraquezas; […] contudo, não conheceu pecado. Não deveríamos ter qualquer má compreensão quanto à perfeita impecaminosidade da natureza humana de Cristo” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898).
Cristo foi afetado do ponto de vista físico em Sua identificação conosco, como filho de Maria, mas não foi infectado do ponto de vista moral e espiritual em Sua singularidade, como o único de Seu tipo (monogenes), gerado pelo Espírito. A missão de Cristo determinou a extensão de Sua identificação conosco. Se Jesus tivesse nossa natureza pecaminosa, então a justiça da lei permaneceria sem ser cumprida. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
27 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Competindo com Cristo – Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram. Apocalipse 12:11
Cristãos que não suspeitam para onde conduz a ênfase na “natureza caída” de Cristo acharão que esse ensino, embora repetitivo, parece “inocente” e “inócuo”. Contudo, quando começamos a entender a direção dessa teoria, torna-se claro que a ideia da igualdade de Cristo conosco busca estabelecer um ponto fundamental: se Ele foi como nós, então podemos ser como Ele. É aí que a mentalidade perfeccionista se instala, e a igreja se torna palco de lutas internas, sem qualquer avanço no cumprimento de sua missão. “Ser igual a Cristo” torna-se objeto de uma lista superficial de “faça” e “não faça”, de nível epidérmico.
Assim, sob a superfície daquilo que pode parecer algo inocente, está uma mensagem sutil e incendiária: Cristo tinha uma natureza carnal exatamente como a nossa. Se Ele, nessa natureza, desenvolveu um caráter perfeito, nós também podemos ter o mesmo caráter. Então, Cristo deixa de ser nosso substituto para tornar-Se apenas um modelo a ser imitado. Daí em diante, seguem outros passos: (1) quando a igreja aceitar essa mensagem e chegar a um estágio de perfeição sem pecado, o caráter de Cristo será plenamente reproduzido em Seu povo e Ele virá; (2) enquanto a igreja falhar em alcançar tal estado de perfeição, Cristo não voltará; (3) disso surge a autoindicada “missão” dos dissidentes e ministérios independentes: exigir da igreja “reforma”, segundo o modelo deles.
Alguns pontos, contudo, devem ser ressaltados. Primeiramente, como já enfatizamos, para ser nosso Salvador, Jesus não poderia possuir nossa natureza pecaminosa. Em segundo lugar, Ele é primariamente nosso substituto. No que diz respeito à santificação, Ele é nosso modelo. Mas, como Ellen White observa, nunca chegaremos a imitá-Lo perfeitamente, embora isso não deva inibir a busca do ideal. Em terceiro lugar, nós não somos salvos por imitação. Não vencemos como Ele venceu, mas vencemos porque Ele venceu. Em quarto lugar, não estamos competindo com Cristo, como se a salvação e o retorno de Cristo dependessem de esquemas farisaicos de justiça humana.
Nós somos salvos pela aceitação da vitória de Cristo. De fato, os cristãos não estão lutando por vitória; eles já iniciam com a vitória ganha. Assim, não buscamos vitória pessoal para sermos salvos. Nosso sincero desejo de imitá-Lo é resultado de profunda gratidão a Ele, que nos salvou. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
28 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Fogo estranho na igreja – Sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:48
A compreensão errada do conceito bíblico de perfeição e santificação tem trazido muito fogo estranho para a igreja. Alguns estão tentando ser perfeitos em termos de desempenho. Creem que podem alcançar um estágio de impecabilidade absoluta. Alguns ministérios independentes têm seduzido membros da igreja com a falsa ideia de que eles podem chegar, geralmente por meio de dieta alimentar, a um estágio de “perfeição”, em que não precisarão mais de Cristo. Isso é o que John Wesley chamou de “santificação vicária”, que substitui a Cristo, e que não passa da “obra-prima do diabo”.
O Antigo Testamento utiliza, em geral, dois termos para perfeição: tâmim e shalem. Quem são as pessoas descritas como perfeitas? Olhe para Noé
(Gn 6:9), Abraão (Gn 17:1), Jó (1:1), Davi (2Cr 22:8) e Asa (1Rs 15:11-14). Todos eles estavam muito longe de absoluta perfeição moral. Em todos esses casos, a perfeição não é vista em termos de impecabilidade. Os chamados perfeitos foram pessoas marcadas por fraquezas, mas que moveram permanente luta contra o pecado e a carne. Em que eles eram perfeitos? Em sua integridade, compromisso, inteireza de coração, ausência de dolo e hipocrisia. Famintos pela verdade, depositavam absoluta confiança em Deus. Eles não usavam “ombreiras”, julgando-se superiores aos demais. O próprio Jó observa: “Se reto me disser, então, [Deus] me declarará perverso” (Jó 9:20, ARC).
No Novo Testamento, a palavra perfeito, como em nosso texto de hoje, é o termo grego teleios. Seu significado básico é maturidade. A perfeição de Deus, da qual Ele nos convida a participar, tem que ver com Sua forma amadurecida e misericordiosa de tratar a todos. Isso fica claro no contexto imediato do verso de hoje e no texto paralelo, em Lucas 6:36: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.” Assim encontramos a palavra “perfeitos” em Mateus e “misericordiosos” em Lucas, mas a ideia básica é a mesma. Ser perfeito é agir com maturidade, em misericórdia, como Deus.
Podemos ser “perfeitos”? Isso depende do significado que é dado ao termo. A resposta será “não” se definirmos perfeição em termos de impecaminosidade moral absoluta. Mas a resposta será “sim” se a perfeição for definida em termos bíblicos, significando integridade, sinceridade, ausência de dolo e hipocrisia. Se estamos falando de maturidade espiritual e atitude de misericórdia e amor em nossos relacionamentos, então a perfeição em Cristo é possível. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
29 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Poder para não ser usado – Antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens. Filipenses 2:7
Com o pastor Paulo Martini, diretor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, localizado em Engenheiro Coelho, fui a Luanda, capital de Angola, faz alguns anos. Precisávamos fazer acertos com a sede administrativa da Igreja Adventista sobre os esforços evangelísticos em Angola e Moçambique realizados por nossos estudantes de teologia. Durante essa ocasião, o pastor Martini foi convidado para um encontro com o cônsul de Angola, que parecia interessado em reabrir o colégio adventista na Missão do Bongo, fechado por ocasião da guerra civil.
Tínhamos, contudo, um problema: não havíamos conseguido marcar no Brasil nossas passagens de retorno. Os voos estavam lotados. Na entrevista, o pastor Martini explicou a situação ao seu amigo cônsul, que encarregou seu secretário de resolver a questão. Na saída, o secretário telefonou para alguém, dando uma ordem: “Consiga duas passagens de volta para o Brasil no próximo domingo.” Em seguida, deu nossos nomes. Ao desligar, ele observou: “Poder é para ser usado.” Ficou em minha mente o ar de autoridade daquele homem. A companhia aérea, eu soube depois, pertencia ao governo angolano.
“Poder é para ser usado…” Ao recordar essa frase, lembrei-me de minhas classes de cristologia. No caso de Jesus Cristo, na encarnação, a afirmação era outra: “Poder não era para ser usado.” Ellen White comenta que a grande tentação de Jesus era recorrer ao Seu poder: “Cristo deveria ser tentado ao máximo, requerendo todas as Suas faculdades para resistir à inclinação de, quando em perigo, usar Seu poder e livrar-Se, e assim triunfar sobre o poder do príncipe das trevas” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 130). Jesus nunca recorreu à clássica fórmula da insegurança humana: “Você sabe com quem está falando?”
Mesmo na encarnação, Jesus nunca deixou de ser Deus. Em artigos na Review and Herald, de 1872 a 1914, Ellen White afirma 125 vezes que Cristo “vestiu Sua divindade com a humanidade”. Nesses textos, ela diz o que Jesus sacrificou ao tornar-Se homem. Ele abriu mão de Sua glória; de Sua coroa e trono; das cortes reais; de Seu alto comando; de Seu lar celestial. Contudo, ela nunca diz que Cristo tenha abandonado Sua divindade essencial ao adotar a humanidade. Do que Jesus Se esvaziou, de acordo com o texto de hoje? Não de Sua divindade, mas do uso dela. Para Ele era tão difícil permanecer em nosso nível como para nós é difícil elevar-nos acima de nossa realidade degenerada. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
30 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A revelação de Jesus Cristo – Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer. Apocalipse 1:1
O livro do Apocalipse é destinado a encorajar os cristãos de todas as épocas. Quando foi escrito, a igreja estava entrando em sua terceira geração. João era o último dos apóstolos. A igreja estava perseguida e ensanguentada pelos caprichosos imperadores romanos.
Encontrava-se estremecida por heresias que ameaçavam a integridade e pureza de sua mensagem. Precisava de uma nova visão de Jesus. O Apocalipse, ou “Revelação”, abre as cortinas do santuário celestial aos aturdidos cristãos para garantir que Ele não os havia abandonado. Ainda dirigia seu destino.
O Apocalipse fala, em símbolos, de animais misteriosos, dragão, chifres, ventos, trombetas, selos, águia, cavalos, gafanhotos, escorpiões. O número sete aparece muitas vezes: sete castiçais, sete selos, sete trombetas, sete pragas, etc. É um livro de contrastes. Fala da igreja de Cristo e da sinagoga de Satanás. Fala do fruto da árvore da vida e do vinho da ira de Deus. Do mar de vidro e do lago de fogo. Dos selados triunfantes e da multidão dos perdidos. Do selo de Deus e da marca da besta. Fala da ceia das bodas do Cordeiro e da ceia das aves dos céus.
O livro foi escrito numa época de contrastes para os contrastes de nosso tempo. Contrastes religiosos, sociais e morais. Jesus Cristo é o Revelador do Apocalipse e também o seu grande tema. O perfil da igreja é visto no fundo do quadro. João utiliza números exatos nas referências ao Senhor. Ele usa sete vezes o termo Cristo. O termo Jesus, coincidentemente, é citado o dobro de vezes. As menções cristológicas do livro ressaltam a pessoa de Jesus Cristo em três aspectos distintos: (1) Jesus como o Cordeiro, o Salvador, o antítipo dos holocaustos do Antigo Testamento; (2) Sua assistência constante à igreja ao longo do tempo; e (3) Cristo como vencedor, o vitorioso Rei vindouro. Assim, propositadamente, A Revelação de Jesus Cristo ressalta os três aspectos de Sua obra em favor do homem: o Salvador; o Mantenedor, a mão que ampara a igreja; e Cristo como o Vencedor final.
Você está desencantado com a igreja, preocupado com seu destino final? Não fique. Cristo está em meio aos castiçais. Ele é a Rocha na qual a igreja se ergue. Homens falham, mas Sua igreja permanecerá. Porque Ele não falha. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
31 de agostoMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A fantasia do orgulho humano – Bem que eu poderia confiar também na carne […]: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Filipenses 3:4-6
Estamos familiarizados com pessoas grandemente orgulhosas de suas realizações de “desempenho” espiritual, “humildade” ou práticas religiosas que, elas julgam, as colocam a milhares de “anos-luz” de distância dos “mortais comuns”. Era assim que muitos religiosos dos dias de Jesus se viam: “Não sou como os demais homens” (Lc 18:11). Tais pessoas, como diz Soren Kierkegaard, em seu estilo irônico, por se julgarem tão boas e superiores, fariam o próprio Deus Se sentir inseguro dEle próprio, se isso fosse possível. Caso você ainda não tenha se encontrado com um desses, olhe para o espelho. Talvez você se surpreenda.
A arrogância humana é grave porque nos é inconsciente. O apóstolo Paulo, contudo, não se deixou enganar. Sua origem e a lista de seu desempenho estão no nível da excelência. Hebreu de hebreus. Circuncidado, tinha no corpo a marca dos escolhidos de Deus. Era da tribo de Benjamim, o único dos patriarcas que nasceu na terra prometida. Essa era a tribo do primeiro rei. Em batalha, a tribo que tinha o posto de honra. Paulo era da aristocracia judaica. Fariseu, era do grupo dos “separados”, dedicados à meticulosa observância de todas as regras. Observe a sequência progressiva: “Segundo a lei, o zelo, e a justiça…” Ele havia “alcançado”, em comparação com os outros. O registro é impressionante. Nota dez. Verdadeira celebridade!
Saulo de Tarso era reconhecido pelo poderoso Sinédrio como “vencedor”, incomparável em seu zelo. Ganhara todas as “fichas”. Medalhas de Honra. Medalhas de Ouro. Prêmio Nobel da religiosidade. Houvesse revistas e jornais em seu tempo, sua fotografia estaria em todos eles. Houvesse internet, e-mail, Facebook, Google, seu desafio estaria “postado” para vergonha dos “irmãos”. Ele próprio, contudo, não tinha ilusões. Pela sublimidade de Cristo, tudo isso não passava de esterco, segundo o termo empregado na língua original (v. 8). Qual é o segredo de tal percepção de si? A proximidade de Cristo. As montanhas humilham os vales até que se comparem com as estrelas. O problema da “santidade” humana é o ponto de referência. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)

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Esse post foi publicado em 08 - Agosto, Ligado na Videira, Meditação Matinal 2019 e marcado , . Guardar link permanente.

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