Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Salvação, 19 a 26 de julho de 2014 (Lição 4 – 3º trimestre)

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Comentário da Lição da Escola Sabatina (Ligado na Videira) – O Espírito Santo, 12 a 19 de julho de 2014 (Lição 3 – 3º trimestre).

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Comentário da Lição da Escola Sabatina (Ligado na Videira) – O Filho, 5 a 12 de julho de 2014 (3º trimestre)

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Meditações Diárias – Meditação Matinal – julho 2014 – Ligado na Videira – Amin Rodor – Encontros com Deus

1º de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Permanecei Firmes no Senhor – Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei, deste modo, firmes no Senhor. Filipenses 4:1
Eu me sentiria muito mais desencorajado com o problema do desentendimento entre cristãos se não soubesse que essa síndrome tem feito parte da comunidade dos crentes desde o início da igreja. As igrejas primitivas estiveram longe de ser um reduto de pessoas perfeitas. Cristãos em lugares como Corinto, Galácia, Roma e Tessalônica enfrentaram problemas de relacionamentos precisamente como aqueles que vivem hoje em inúmeras cidades e vilas ao redor do mundo. Mesmo Filipos, uma comunidade cristã admirável, sofreu com o desentendimento entre irmãos (Fp 4:2)
Em seu estilo típico, antes de tratar com uma dificuldade, Paulo inicia afirmando um princípio geral. Assim, prepara o caminho para seu apelo à integridade da vida cristã. O texto de hoje estabelece um desses princípios básicos. A solução de problemas que surgem da desarmonia entre cristãos nos desafia a “permanecer firmes no Senhor” e não satisfazer as imposições do “eu”. Antes o apóstolo havia escrito: “Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fp 1:27). A ideia de “permanecer firme” é um dos tópicos favoritos do apóstolo Paulo, como indicado em outros de seus escritos (1Co 16:13; Gl 5:1; 1Ts 3:8; 2Ts 2:15).
O que representa “permanecer firme”? Isso significa seguir os ensinos de Cristo. Receber Sua Palavra. Aceitar Suas prioridades. Buscar e viver Sua vontade. Amar as pessoas. Aqueles que se comprometerem com essas coisas terão menos dificuldade em se relacionar com outros membros da família de Deus. E não é de surpreender que o próximo problema que o apóstolo trata na Epístola aos Filipenses, depois de apelar para que eles “permaneçam firmes”, é a questão do relacionamento entre aquelas duas irmãs de nomes curiosos (4:2).
E você, em que “permanece firme”? No Senhor ou naquilo que lhe agrada? Você permanece firme no Senhor ou honrando tradições e formalidades? Permanece firme no Senhor ou com os amigos de seu “clube”? Essas três alternativas que contrariam o propósito de “permanecer firme no Senhor” são obstáculos à solução de desarmonias na igreja. Que nada o impeça de permanecer firme no Senhor! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
2 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Desentendimento Entre Irmãos – Rogo a Evódia e rogo a Síntique, pensem concordemente, no Senhor. Filipenses 4:2
Desentendimento entre irmãos não é exclusividade das igrejas atuais. Quem eram “Evódia e Síntique”, mencionadas no texto de hoje? Além dos nomes diferentes, algumas observações iniciais podem ser mencionadas.
Essas eram duas mulheres na igreja de Filipos, o que é indicado pelos nomes femininos. Elas não são mencionadas em nenhum outro lugar das Escrituras. Os detalhes específicos da discórdia entre elas não são oferecidos. Paulo as aconselha a alcançar a harmonia. “Rogo”, ele diz. Não há nenhuma repreensão nem pose clerical na atitude do apóstolo. Ele apela à consciência delas, ao coração.
Impressiona-me aquilo que o apóstolo não faz. Ele não apresenta nenhum “seminário” com um programa “passo a passo” sobre “como deixar desentendimentos em cinco dias”. Ele não acrescenta nenhuma advertência ou ameaça. Você não o vê dizendo: “Dou duas semanas para resolverem o problema de vocês…” Também não diz: “Se vocês não se acertarem, eu…” Não há nenhum moralismo nem pieguice.
Paulo trata da questão com dignidade e graça. Embora expressando sua preocupação, evidente na palavra traduzida por “rogo”, ele não tenta “administrar” a situação a distância. Algumas versões traduzem as palavras de Paulo de maneira diferente: “Eu apelo” ou “por favor”. Repetindo o verbo, ele dá a impressão de que há erro nos dois lados. Nisso encontramos um princípio para tratar com as desarmonias entre pessoas ou grupos. É preciso reconhecer que certa medida de culpa é encontrada nos dois lados. Assim, a solução nunca é unilateral. Os dois lados devem ser encorajados a ver suas falhas e encontrar um meio-termo.
E qual é o meio-termo? Paulo sugere: “Pensem concordemente, no Senhor.” Da mesma forma que o verso anterior indica que devemos “permanecer firmes no Senhor” (v. 1), esse verso mostra que devemos buscar harmonia nEle. Os dois lados devem focalizar Cristo em busca de solução. Ao nos tratar com graça e perdão, Ele nos desafia a estender graça e perdão aos outros. Ao longo dos séculos, estas duas irmãs da igreja primitiva, Evódia e Síntique, são símbolos de pessoas que viveram em desentendimento. Isso é tudo o que sabemos sobre elas. Agora, pense nisto: se sua vida tivesse que ser descrita em uma frase, como no caso dessas mulheres, qual seria essa frase? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
3 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Homem Morto Andando – Porque, na esperança, fomos salvos. Romanos 8:24
“Homem morto andando” é a gíria utilizada pelos guardas das prisões norte-americanas ao escoltarem um prisioneiro no corredor da morte, em sua última caminhada da cela para a câmara de execução. O significado é que os últimos passos do sentenciado são, na verdade, os passos de um morto. Isso me faz pensar que essa realidade não se limita aos condenados à pena capital. Milhões de pessoas em nosso mundo são apenas mortos caminhando. O óbito não foi reconhecido por nenhum médico e nenhuma certidão lavrada, mas eles apenas são mortos andando.
Quando isso acontece? Acontece quando uma pessoa perde a esperança ou o propósito da vida. Quando os dias se escurecem e as noites se tornam solitárias, nos vales ou montanhas, onde tudo perdeu o significado. Esses são sentimentos comuns diante de grandes perdas, tragédias e desencantos que, com um toque cruel, relembram quão pequenos nós somos. A perda da esperança é tão trágica quanto a perda da fé.
O Novo Testamento utiliza a palavra esperança em vários contextos: “Abraão, esperando contra a esperança, creu” (Rm 4:18). “Gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:2). “A esperança não confunde” (Rm 5:5). Devemos nos alegrar em esperança (ver Rm 12:12). As Escrituras trazem esperança (ver Rm 15:4). “Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:27). A certeza da salvação confirma nossa esperança (ver 1Ts 5:8). Cristo nos gerou de novo para uma esperança viva (ver 1Pe 1:3). A esperança nEle leva-nos à vida purificada (ver 1Jo 3:3). No extraordinário texto de hoje, Paulo nos relembra de que, “na esperança, fomos salvos” (Rm 8:24).
Encontramos algumas situações nas Escrituras em que as circunstâncias pareciam negar qualquer possibilidade de esperança. Quando chegou a Jairo a notícia de que sua filha havia morrido, seus amigos disseram, meneando a cabeça: “Já não adianta mais” (ver Mc 5:35). Na morte de Lázaro, Maria, uma das irmãs, em pranto convulso, parece recriminar Jesus: “Você chegou tarde” (ver Jo 11:21). Nos dois casos, o domínio de Jesus é irresistível. A Jairo, Ele disse: “Não temas, crê somente” (Mc 5:36). A Maria, afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). É como se Ele dissesse: “Você ainda não entendeu? Eu não apenas sou o pão, a água, a luz… Eu sou a vida.” Nossa esperança está em mãos poderosas e capazes. Não deixe que nada roube sua esperança nEle. Do contrário, não passamos de um morto andando. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
4 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Aquele que está em Pé… – Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. 1 Coríntios 10:11, 12
As oportunidades para a tentação são quase incontáveis. E, uma vez que a natureza humana não está melhorando, e nenhum de nós é imune às inclinações corruptas, precisamos tomar a advertência de Paulo seriamente e vigiar as avenidas que conduzem ao pecado. As Escrituras oferecem vários conselhos para tratarmos com as tentações.
Devemos evitá-las. O conhecido salmo 1 nos adverte contra os estágios progressivos da tentação. Devemos evitar “andar”, “deter-nos” e finalmente “assentar-nos” na vereda da impiedade (v. 1, 2). A melhor forma de evitar o pecado é evitando as circunstâncias que nos conduzem a ele. Ficar longe de lugares e pessoas por meio dos quais as tentações nos assediam.
Devemos fugir do poder das tentações. É preciso fugir da impureza (1Co 6:18), da idolatria (1Co 10:14), da cobiça do materialismo (1Tm 6:10, 11), bem como das paixões de nossa natureza (2Tm 2:22).
Tentações crônicas devem ser confessadas, suplicando a ação purificadora de Deus. Algumas tentações representam lutas interiores que relembram quão caídos realmente somos. Em lugar de negá-las, devemos apresentá-las a Cristo. Apenas Ele tem o poder de purificar a mente.
Finalmente, devemos resistir até que o inimigo nos abandone. Quando tentado, Jesus valeu-Se da Palavra, e o diabo O abandonou (Mt 4:1-11). Tiago nos aconselha a fazer o mesmo (Tg 4:7). A resistência tem início quando fortalecemos a mente com as Escrituras. Temos a promessa de que, afinal, as tentações não serão maiores que nossa possibilidade de resistência (1Co 10:13).
As tentações vêm de duas direções: do interior, das imperfeições de nossa natureza, e do exterior, das imperfeições do ambiente em que vivemos, sob domínio do inimigo. Ellen White adverte: “Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás [...] devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. [...] De outra maneira, os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas” (Atos dos Apóstolos, p. 518). As tentações são personalizadas, adaptadas a cada pessoa. Ore hoje para que, quando você tiver o desejo, o Senhor tire a oportunidade, e para que, quando você tiver a oportunidade, Ele lhe tire o desejo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
5 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O que Haveremos de Receber? – Então, Lhe falou Pedro: Eis que nós tudo deixamos e Te seguimos; que será, pois, de nós? Mateus 19:27
A pergunta de Pedro é antecedida pela narrativa do moço rico, a quem Jesus desafiara: “Vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu” (Mt 19:21). Impressionados com a ideia de um “tesouro”, os discípulos pensam na recompensa deles. E, por meio de Pedro, perguntam: “E ‘nós’ que abandonamos tudo, o que haveremos de receber?” Quão humana é a questão! Por trás dela está a noção judaica da recompensa baseada no mérito.
Em oposição a essa mentalidade, Jesus conta a parábola dos trabalhadores na vinha (Mt 20:1-16). Na história, os primeiros concordaram em trabalhar por um denário, salário diário comum na Palestina. Nenhum outro acerto de pagamento foi feito com os trabalhadores da terceira, sexta, nona e undécima hora, exceto que eles ganhariam o que “fosse justo” (v. 4). No fim do dia, o acerto começa com os que trabalharam menos. A eles é dado um denário. “Se a proporção for mantida”, pensaram os primeiros, “o emprego foi muito lucrativo.” Porém, esqueceram-se do que fora combinado e “murmuraram” contra o empregador (v. 11).
De todas as parábolas de Cristo, essa parece ser a mais desconcertante. Sindicato algum concordaria com sua ética. A história de Jesus, contudo, é a respeito de Deus e de como Ele age com base em Sua graça. Os primeiros trabalhadores revelam “espírito de empregado”: mereciam o quanto fizeram. Esqueceram-se de que estavam desempregados e provavelmente assim permaneceriam por todo o dia. Do segundo grupo em diante não havia qualquer acerto; estavam à mercê daquele que os empregara. E acabaram ganhando o mesmo que os outros. Esse é precisamente o ponto central da parábola. Jesus estabelece uma verdade espiritual. Deus opera com base na graça, não em termos de nossa compreensão da justiça. Jesus contrastou os trabalhadores com espírito mercantilista, que trabalham pelo salário, com aqueles que confiam na graça.
O último grupo de trabalhadores poderia raciocinar: “Que extraordinário! Recebemos o salário de um dia pelo trabalho de uma hora! Para que trabalhar mais?” Nesse caso, não seriam em nada diferentes do espírito dos outros. Mas, tocados pela bondade imerecida, eles devem ter pensado: “Que pena! Não tivemos tempo para trabalhar mais para um Senhor assim!” A graça nos motiva a fazer o máximo, nunca o mínimo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
6 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Nascer de Novo – A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3
O requerimento do novo nascimento é universal. Se não entendermos isso, tudo o mais será obscuro. Não há nenhum substituto para esse requisito. Serviço, tempo, posição, cargo, filiação religiosa, tradição, nada disso pode ser colocado em seu lugar. George Whitefield, um dos maiores pregadores do evangelho de todos os tempos, apresentou 300 sermões com base nesse texto. Incomodado, um líder de sua igreja perguntou: “Por que tanta ênfase no novo nascimento?” Whitefield se limitou a olhar para o homem e responder: “Porque você tem que nascer de novo.”
Nicodemos foi a Jesus coberto pelo véu da noite. Certamente ele sabia da oposição dos altos escalões do judaísmo a esse novo mestre. Assim, arranjou um encontro com o jovem Rabi em lugar distante, talvez receoso de colocar em perigo sua reputação. Esse é um dos primeiros encontros do evangelismo pessoal de Jesus. Na presença de Cristo, o mestre judeu se sentiu desarmado, fascinado e aceito pelo estranho Galileu. Ele iniciou com uma palavra de afirmação: “Sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus” (v. 2). O que Nicodemos não tinha a mínima ideia é de que ele não estava diante de um novo profeta, mas na presença do próprio Deus. Em seu método sem rodeios, Jesus atacou direto a jugular do problema. Sem confirmar, negar, refutar ou mesmo reconhecer as palavras de Nicodemos, Ele respondeu à pergunta que não foi feita: “Você tem que nascer de novo.”
Que poderoso golpe no castelo de teologia daquele homem. Jesus o confrontou com a futilidade de sua religião baseada em mérito humano. Nicodemos teria ficado feliz se Jesus tivesse exigido dele obras meritórias mais rígidas ou uma nova conexão partidária, melhor que o partido dos fariseus. Ao contrário de qualquer obra, nascer de novo é algo inteiramente inesperado. Algo que ele não poderia produzir. Nada no judaísmo se comparava a isso.
Como a maioria de nós, Nicodemos não entende que Jesus não está pedindo o impossível, mas oferecendo o inimaginável. Novo nascimento não é primariamente o que Deus pede, mas aquilo que Ele oferece. Para nossa concepção e nascimento natural, não entramos com nenhuma contribuição. Assim é com o nascimento do alto, um evento capaz de nos libertar da concha fossilizada em que vivemos. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
7 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Parto Demorado – E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna. João 3:14, 15
Nicodemos percebeu que, se estava entendendo Jesus corretamente, ele deveria recomeçar da estaca zero. Ser judeu, fariseu, membro do Sinédrio, ser reconhecido como escriba, nada disso teria qualquer valor diante de Deus. O desconhecido Rabi calmamente lhe disse que ele estava fora do reino, alienado de Deus.
O mestre fariseu havia iniciado dizendo: “Nós sabemos” (v. 2). Mas, ao longo da conversa, sua ignorância ficou evidente. Jesus deixou claro que novo nascimento significa nova criação. Como seres humanos, depois da queda, não nascemos totalmente vivos. A dimensão espiritual que morreu no Éden precisa ser recriada. A carne transmite apenas a fraqueza da condição humana. O Espírito transmite o poder de Deus. Mesmo com nossas melhores aspirações, não podemos ir muito além do nível material, de realização pessoal ou relacionamentos. Mas, operando nesse nível, não há qualquer esperança para nós.
O verso 9 registra as últimas palavras de Nicodemos. A partir daí é Jesus quem domina a conversa e partilha com o doutor das Escrituras as Suas convicções. Nicodemos saiu marcado daquele encontro. Ele é o discípulo da noite, relutante, como muitos que querem seguir a Jesus, mas têm reservas e temem aquilo que “os outros dirão”. Três anos e meio ainda se passariam para que ele reagisse. Ele não teve um nascimento rápido. Foi um parto demorado.
Em João 7:50-52, Nicodemos reaparece, arriscando uma defesa em favor de Jesus. Finalmente, em João 19:38-42, quando se decide, Jesus já está morto. Com José de Arimateia, ele retira o corpo inerte de Cristo, desafiando os antigos líderes e colegas do judaísmo. A luz daquele encontro noturno haveria de brilhar sobre a cruz do Calvário, relembrando a Nicodemos a enigmática referência à serpente do deserto. O Espírito Santo ilumina sua mente, e ele percebe que ali está o antítipo, levantado entre o céu e a terra, para salvar homens e mulheres.
Nicodemos solicita o corpo de Cristo e, num tributo final Àquele que ele seguira a distância, como observa Roberto Badenas, cobre de perfume as feridas que sua covardia havia ajudado a abrir. Na presença da morte, ele finalmente entende a figura do novo nascimento. É feito uma nova pessoa. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
8 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A Mulher que Amava o Dinheiro – Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé. 1 Timóteo 6:10
Exceto por Sua ênfase no reino de Deus, Jesus falou mais sobre dinheiro do que sobre qualquer outro assunto. Considerando o caráter espiritual de Sua missão, isso parece surpreendente. Nos lábios de Cristo, contudo, o dinheiro não é tratado como um mero meio de troca, neutro, como na ideologia capitalista. Jesus atribui ao dinheiro personalidade, tratando-o pelo nome próprio aramaico, Mamon, o deus da riqueza, um poder controlador. Para Jesus, o dinheiro é um deus rival ao Deus verdadeiro.
Em 1916, Hetty Green morreu como uma pessoa qualquer que enfrenta agruras financeiras. Sempre fora extremamente atenta à economia doméstica. Seus gastos com roupas e comida eram muito restritos. Viúva, quando seu filho de 14 anos contraiu uma infecção na perna, ela o levou em primeiro lugar para tentar atendimento em uma clínica gratuita para a população carente. Posteriormente, o rapaz teve a perna amputada. Mas a Sra. Green, por estranho que pareça, possuía imensa fortuna em dinheiro e ações. De fato, ela era uma especialista em investimentos. Ao morrer, a Sra. Green estava entre as 40 pessoas mais ricas dos Estados Unidos, possuindo 200 milhões de dólares. Em termos atuais, sua fortuna seria de 17 bilhões. Entre os livros escritos sobre ela, um deles tem o seguinte título: Hetty Green: A Mulher que Amava o Dinheiro.
O dinheiro pode escravizar as pessoas. Pode congelar o coração e paralisar as mãos. Por dinheiro, as pessoas mentem, roubam, se vendem, matam, traem e se corrompem. Pela ganância ao dinheiro, as pessoas se tornam completamente desfiguradas e nunca satisfeitas em ajuntá-lo.
Seu relacionamento com as finanças, em grande medida, revela quem você realmente é. Mostra em que você confia. O dinheiro age como um deus. Para as pessoas, em geral, o sucesso financeiro é visto como o fim de todos os problemas. Assim, ao dinheiro é atribuído o poder de Deus. Mas, segundo Jesus, o dinheiro é um falso mestre. Por isso, Ele nos alerta de que é impossível servir a dois senhores. Não há como agradar a Deus e a Mamon (Mt 6:24).
Olhe ao redor hoje. Há alguém a quem você pode ministrar os recursos que Deus lhe confiou? Quando Jesus nos recomendou servir aos pobres, não foi apenas por eles, mas por nós mesmos, para nos proteger da avareza. Lembre-se, a generosidade no uso do dinheiro demonstra que aquilo que possuímos não nos possui. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
9 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quem Sou Eu? – E [Gideão] lhe disse: Ai, Senhor meu! Com que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai. Juízes 6:15
Começando com Moisés, a alegação de incapacidade na tentativa de escapar do chamado divino se revela uma característica de diversos profetas do Antigo Testamento. O primeiro instinto de Moisés foi apelar para sua inadequação: “Quem sou eu para ir a Faraó?” (Êx 3:11). Com essas palavras, ele estabelece o modelo do profeta relutante. Muitos outros tentaram fugir ao desafio de ser porta-vozes de Deus. A maioria duvidava da possibilidade de execução de uma tarefa. Outros não desejavam falar o que as pessoas não gostariam de ouvir. Em alguns casos, a magnitude da missão, comparada à insignificância de suas habilidades, os deixou paralisados.
A Josué, sucessor de Moisés, Deus repete cinco vezes, em oito frases, para ser forte e não se intimidar pelas circunstâncias (Js 1:2-9). O guerreiro Gideão, no texto de hoje, insiste com Deus: “Com que livrarei a Israel?” Jeremias responde ao chamado divino com uma desculpa comum: “Ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança” (Jr 1:6). O clássico Jonas tenta o impossível: fugir da presença de Deus, num navio, em direção oposta a Nínive (Jn 1:3).
“Quem sou eu?”, pergunta Moisés a Deus. O Senhor, porém, não responde explicando quem era Moisés, mas dizendo quem Ele é. Em todos os casos, o sucesso não dependia dos talentos dos que foram chamados, mas do poder de Deus. O poder divino não se manifesta controlando os eventos, mas capacitando aqueles que foram chamados para tratar com os eventos e circunstâncias além de sua capacidade.
O Altíssimo está ao lado daqueles que duvidam da habilidade própria. Ele os ajuda a vencer o medo e a enfrentar os gigantes. Deus promete estar com o homem e a mulher enfraquecidos por enfermidade ou por um acidente, tentando sobreviver. Deus promete estar com aqueles que estão se perguntando: “Quem sou eu?” Em resposta a Moisés, Deus utiliza na linguagem original três palavras de difícil tradução, em geral vertidas como: “Eu Sou o que Sou” (Êx 3:14). Uma dessas palavras, ehyeh, é utilizada dois versos antes (v. 12), com um significado claro: “Eu serei contigo.” Afinal, o que conta não é quem você é, mas quem é Deus. Lembre-se: uma pessoa com Deus é maioria. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
10 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O Senhor O Fortalecerá – Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, bem como os livros, especialmente os pergaminhos. 2 Timóteo 4:13
Paulo é o autor de 13 dos 27 livros do Novo Testamento. Ele redigiu palavras que nos inspiram e desafiam. Escreveu palavras que nos confortam e fortalecem. Mas escreveu também outras palavras, como as do último capítulo da segunda carta a Timóteo. Essas são singulares. O que as torna exclusivas é o fato de que são as últimas palavras do apóstolo.
Ele estava na prisão pela segunda vez. Não sabemos exatamente a razão deste aprisionamento. Agora, ele não foi mais colocado em uma prisão especial. De acordo com fontes antigas, ele estava aprisionado na Prisão Mamertina, em Roma. O local de aprisionamento era numa cela abaixo do chão, um tipo de porão. Evidentemente, sua defesa no tribunal não tinha sido bem-sucedida. Paulo estava certo de que a morte estava próxima. Ele escreveu o último capítulo ao amigo Timóteo, fazendo alguns pedidos.
Charles Swindoll escreveu uma paráfrase imaginária dessa passagem das Escrituras, ajudando-nos a entender como Paulo estaria se sentindo. Ele talvez quisesse dizer algo mais ou menos assim: “Eu preciso da minha capa, que deixei na casa de Carpo, em Trôade. Você não terá dificuldade em encontrá-la. É uma capa velha, mas esteve nas minhas costas durante muitos invernos. Ela foi molhada pelas chuvas do Mediterrâneo, pelas neves das montanhas da Panfília. Tornou-se cinzenta e amarronzada com a poeira da Via Ápia. Manchada com o meu sangue no apedrejamento em Listra. A capa está surrada, Timóteo, mas, com a chegada do inverno, eu preciso dela para me aquecer. Preciso também dos meus livros. Você se lembra, eu os lia nos rigores de muitas viagens. Também preciso dos pergaminhos, minha posse mais preciosa. Preciso do conforto dos Salmos, da fortaleza dos profetas, da percepção e sabedoria de Salomão. Esses pergaminhos vão aquecer-me o coração e trazer esperança neste lugar desolado. O tempo de minha partida está próximo. Portanto, não demore.”
Talvez você esteja sentindo a aproximação do inverno em sua vida. Estação do frio, de ventos gelados soprando sobre seus ombros. Estação em que você se sente isolado e desencorajado. Talvez esperando o conforto de amigos que demoram. Leia as últimas palavras de Paulo: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças” (v. 17). Ele ajudará e fortalecerá você também. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
11 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O mau Testemunho do Rei – Tendo lido o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Acaso, sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra? Notai, pois, e vede que procura um pretexto para romper comigo. 2 Reis 5:7
Teria a garota hebreia na casa de Naamã testemunhado a cura de algum leproso? Difícil dizer. Provavelmente não. Mas ela agiu em absoluta confiança. Impressionado com o testemunho dela, o comandante buscou o rei da Síria, que lhe deu uma carta de recomendação para o rei de Israel. Naamã partiu levando considerável tesouro. Segundo os cálculos de alguns, seria o equivalente a 60 mil dólares em presentes. Há coisas que o dinheiro pode comprar, mas ele é absolutamente impotente diante dos grandes desafios da vida. O preço que Naamã teria que pagar para ser curado da lepra seria muito maior do que sua arrogância poderia imaginar.
Naamã foi a Jorão, rei de Israel, com a carta de seu rei. Ao ler a carta, Jorão não sabia o que fazer. Que extraordinário contraste com a pequena serva hebreia! Com todo seu poder político, ele se mostra impotente diante da situação. Seu preparo para ser rei nada lhe ensinara sobre uma questão assim. Poder e posição não poderiam tratar com uma emergência dessa natureza. Apenas o homem de Deus poderia assumir o controle. Jorão encenou seu espetáculo patético. A carta provavelmente não fizera menção ao profeta. Isso revelou a desconexão do rei com a fé israelita. Jorão, o rei, é um tipo de muitos membros da igreja e muitos de seus líderes. Diante de crises, reais ou imaginárias, eles apenas se desesperam, revelando o verdadeiro caráter. Correndo de um lado para o outro, assustados, demonstram apenas capacidade para fazer barulho, alienados dos recursos da fé. Em vez de ver na dificuldade uma oportunidade para o Deus do Céu, o rei agiu como um louco, lamuriando-se e vendo fantasmas imaginários. Um péssimo testemunho diante dos pagãos!
Os deuses da Síria eram impotentes diante da lepra. Para piorar, o rei de Israel não sabia onde encontrar a solução. Aqui nos deparamos com o que pode ser considerado o fundamento da religião da Bíblia, algo não encontrado no reino das religiões comparadas: apenas o Altíssimo é capaz de apresentar soluções reais para problemas reais. Apenas Ele pode purificar alguém da lepra do pecado e da culpa. Por isso, apenas Ele merece a aliança do coração humano. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
12 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
“Porém Leproso” – Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o SENHOR dera vitória à Síria; era ele herói da guerra, porém leproso. 2 Reis 5:1
Naamã é introduzido na história bíblica nos melhores termos. Um grande homem, general militar de fama. Pertencia ao círculo íntimo do rei da Síria, a mais poderosa nação do período. Líder valente e respeitado, um conselheiro cuja palavra e sabedoria eram buscadas. Se a narrativa parasse aí, Naamã poderia até despertar inveja. Mas, depois dos títulos honrosos, o escritor bíblico acrescenta: “porém leproso”. A lepra era, então, o pior dos flagelos. Contra ela não havia qualquer remédio ou esperança.
A biografia humana também pode começar com belos títulos e elogios, citando posição, fama, riqueza e educação. Mas, no final, o carimbo é o mesmo: “leproso!” Isso é dito de todos sem qualquer exceção, a despeito de qualquer pretensão de superioridade. Para Ellen G. White, o pecado é uma lepra “profundamente arraigada, mortal e impossível de ser purificada por poder humano” (O Desejado de Todas as Nações, p. 266).
Diante da orientação profética de banhar-se no Jordão, Naamã ficou inicialmente contrariado. Preferiria os belos rios de Damasco. De modo semelhante a Naamã, quando estamos diante da única solução para nosso mal, também gostamos de nos apegar a nossos “rios de Damasco”. Esses são os rios da cultura, da educação, da arte, da sofisticação, da filosofia, da religiosidade e dos recursos humanos.
A descrição feita pelo Novo Testamento sobre o estado humano debaixo do pecado não é nada animadora. Doze palavras negativas sugerem a total falência e ruína de nossa condição: depravada, endurecida, cega, vaidosa, obscurecida, inimiga, enganosa, vã, carnal, corrompida, corrupta e contaminada.
Os fariseus subestimavam seu estado real, externalizando o pecado, como se esse fosse apenas um problema do comportamento e não um estado. Legalismo e perfeccionismo são o resultado direto dessa ilusão. O legalista tenta a justificação por meio de atos meritórios. O perfeccionista se envaidece de irrisórias realizações da conduta. Comparativamente, tais alternativas equivalem à tentativa ridícula de tentar curar leucemia com aspirina. Seria como tratar os sintomas da doença, esquecendo-se de sua causa. A compreensão correta da salvação começa com uma compreensão correta do pecado. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
13 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A Última Partida – Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. 1 Coríntios 9:25
Depois desse último mês de extenuantes competições eliminatórias entre adversários, uns fortes, outros mais fracos, apenas dois grupos sobraram e se enfrentam hoje. Muitos já voltaram para casa. O retorno antecipado de alguns era previsto. Outros foram vítimas da famosa “zebra”. Quem são os finalistas? Escrevendo este texto no fim de 2012, não faço a menor ideia. Brasil e Argentina? Brasil e Itália? França e Inglaterra? E os outros, México, Alemanha, Espanha? Na Copa de 1950, o último jogo foi entre Brasil e Uruguai, no “templo” do Maracanã. Precisando apenas do empate, o Brasil foi derrotado pelo gol de um uruguaio chamado Obdulio Varela, de quem não se tem hoje qualquer notícia. Duzentos mil torcedores no estádio contemplaram, em lágrimas e silêncio, uma derrota absurda. Diz-se que o “silêncio” do Brasil era estrondoso.
Torcidas gritam, choram, soltam foguetes, buzinam nas ruas, embriagam-se e alguns chegam a morrer. Qual das religiões provoca êxtase semelhante? Mas tudo isso se esgota rapidamente. Os “ídolos” do futebol passam, e a maioria é logo esquecida. Glória seguida de esquecimento é uma receita fatal. Dizem que enlouquece. Onde estão aqueles que vimos brilhar nos gramados de ontem? No ano que vem, daqui a cinco ou dez anos, onde estarão os de hoje? Em 20 anos, tudo o que é visto e sentido hoje estará esquecido. O trabalho enorme dos campeonatos leva ao nada. Rubem Alves, que utiliza seu talento de psicanalista para analisar o futebol, está certo. Os campeonatos são como trens que chegam sempre à mesma estação para fazer a mesma viagem, que levará à mesma estação para a mesma viagem!
No texto de hoje, Paulo usa uma metáfora retirada dos esportes e aplicada à grande “partida” da vida. Nela, para sair-se vitorioso, autodisciplina é fundamental. Isso envolve contato permanente com a Palavra, a encarnada e a escrita. Também exige consciência de nossa participação na maratona. Exige consciência do valor do alvo, que deve ser bem conhecido para se evitar toda distração. Numa charge antiga, duas figuras olham de Marte para a Terra, observando toda a movimentação das pessoas. “O que quer toda essa gente tão ocupada?”, pergunta um ET. “Elas estão indo”, o outro responde, “com um único problema: não sabem para onde.” Isso se aplica a você? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
14 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O Jogo não Está Terminado – Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Lucas 19:10
Em 1929, num campeonato de futebol americano, o Georgia Tech enfrentava o time da Universidade da Califórnia. Durante a partida, um dos jogadores tomou a bola, mas, confuso, correu na direção errada, marcando um gol contra o próprio time. No intervalo, os jogadores dirigiram-se para o vestiário, antecipando o que o técnico iria dizer. O moço que cometera o engano colocou uma toalha ao redor da face. Chorava em soluços, envergonhado.
Quando o time se preparava para voltar ao campo, para o segundo tempo, o técnico surpreendeu a todos, anunciando que a mesma formação seria mantida. Os mesmos jogadores voltariam para o fim da partida. Todos deixaram o vestiário, exceto o autor do vexame. Ele não se atreveria. O técnico olhou para trás, viu que o rapaz continuava em lágrimas e o chamou. “Técnico”, disse o jovem com a voz embargada, “não posso mais jogar. Eu o envergonhei e trouxe desgraça para o time. Não posso enfrentar os torcedores novamente.” Então o técnico colocou o braço no ombro do rapaz e disse: “Levante-se e entre em campo. O jogo está apenas na metade.”
Ao ler esse relato, pensei: “Que líder extraordinário!” Ao refletir na história de Adão, Abraão, Jacó, Moisés, Elias, Sansão, Jonas, Pedro, Marcos, Maria Madalena e um incontável número de outros fracassados, lembro-me dos braços divinos que os envolveram em suas crises e derrotas, animando-os e reabilitando-os. Por isso, há esperança para todos nós. Talvez você esteja hoje lendo este texto sob o terrível peso de fracassos e falhas, sob olhares acusadores e críticos. Você pode ter a consciência culpada e, como o publicano da parábola de Jesus, temer até mesmo levantar os olhos. Mas lembre-se de que a pior derrota não é aquela em que o inimigo nos vence e nos lança no chão, mas quando ele consegue nos convencer de que para nosso caso não há esperança.
Ouça agora mesmo a voz de Cristo falando ao seu coração: “Levante-se, entre novamente em campo. A partida ainda não está terminada.” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
15 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Fé e Obediência – Dizendo-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo. João 9:7
A cura do cego de nascença em João 9 provavelmente acontece depois da Festa dos Tabernáculos, enquanto Jesus está em Jerusalém. Um pouco antes, Ele havia declarado ser a luz do mundo (Jo 8:12). Em seguida, Ele demonstrou isso de modo concreto. Esse sinal ilustra a aplicação positiva e prática de um princípio: Jesus não tratou apenas de ideias abstratas, mas especialmente das implicações reais.
Teorias que não sejam práticas não têm valor. Os discípulos preocupavam-se com questões teológicas: “Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9:2). Jesus está interessado na pessoa.
Reafirmando ser a luz do mundo (9:5), Ele “cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego” (v. 6). Em nenhum outro milagre encontramos um tratamento tão pouco ortodoxo como esse. João parece focalizar o toque de Cristo para enfatizar Seu interesse pessoal no cego. O toque da mão amiga reafirma a confiança. O barro em seus olhos relembra a própria criação e indica que algo é feito por ele. Isso o estimula a crer em Jesus. Depois de Seu procedimento, Jesus o envia para lavar-se na fonte de Siloé, localizada ao sul da cidade. A fonte ficava a uma distância considerável da área do templo, onde o cego provavelmente estaria. Aquele homem poderia desconsiderar a ordem de Cristo e continuar assentado, mas cego para sempre. Ele poderia ter-se melindrado e considerado tudo aquilo uma zombaria de seu estado. Contudo, não há qualquer indicação desse tipo de atitude. O milagre parecia tão extraordinário que facilmente o cego poderia ter se desanimado.
O texto de hoje é um curto sumário. Note a sequência dos verbos: “Foi, lavou-se e voltou vendo.” A fé nas Escrituras é, por vezes, sinônimo de obediência. De fato, a crença torna-se fé no ponto da ação. Veja, por exemplo, o relato sobre a fé manifestada pelos personagens citados em Hebreus 11.
De diferentes formas, eles agiram “pela fé”, quer oferecendo sacrifício, construindo uma arca, saindo em peregrinação, desafiando as evidências ou deixando o Egito. Frequentemente, nós queremos “ver para agir”. Nesse caso, então, não precisaríamos de fé. Desejo que neste dia sua crença se revele fé verdadeira por meio de ações práticas realizadas no poder de Deus. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
16 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Politicamente Incorreto – 1 – Então, os vizinhos e os que dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado pedindo esmolas? João 9:8
A cura do cego criou verdadeira comoção. Quatro grupos surgiram em cena: os vizinhos, os fariseus, os pais do ex-cego e o próprio homem curado. A curiosidade dos vizinhos clamava por uma explicação. Alguns chegaram a sugerir que não era ele, mas alguém parecido, um dublê, ao estilo de Hollywood. O caráter do rapaz que fora cego começou a revelar-se. Ele mesmo dizia: “Sou eu” (v. 9). Se ele fosse como muitos, imagino, teria ficado calado. “Não é necessário que eu explique ou diga nada. Afinal, já há muita oposição a esse Jesus. Por que vou me meter em problema?”, ele poderia desculpar-se. Isso seria o “politicamente correto”. Mas ele tomou outra direção e explicou o que acontecera. Para ele não era suficiente ter recuperado a visão; ele queria agradecer a Deus. Os olhos haviam sido abertos, agora ele desejava abrir os lábios. Então disse: “Fui, lavei-me e estou vendo” (v. 11).
Os fariseus, representantes do poder religioso, foram chamados porque o milagre fora realizado num sábado. Eles repetiram o interrogatório (v. 13-17), e o rapaz não mudou uma vírgula de seu testemunho (v. 15). Os fariseus disseram ao rapaz: “Esse homem não é de Deus, porque não guarda o sábado” (v. 16). Então pediram a opinião do ex-cego: “Que dizes tu a respeito dEle?” (v. 17). Que extraordinária oportunidade para sair do caso. Diante dos “delegados da teologia”, ele poderia dizer que não sabia de nada, que não O vira. Mas outra vez demonstrou-se politicamente incorreto. Sua posição ficou ainda mais clara. Ele não fugiu ao debate. Não usou aquele tipo de diplomacia comum aos que não querem se envolver. Manifestou sua clara opinião: “É profeta” (v. 17).
Insatisfeitos, os fariseus chamaram os pais, que confirmaram que o rapaz era filho deles e que fora cego, mas disseram nada saber dAquele que efetuara a cura. Em um comentário feito por João, autor do evangelho, há uma explicação para a resposta dos pais: “Isto disseram seus pais porque estavam com medo” (v. 22). Falta de coragem é a atitude que impede milhões de testemunhar. Esses pais haviam sofrido com os problemas do filho. Haviam suportado as pedras e as setas da teologia da época, afirmando que fora em punição que Deus lhes dera um bebê cego. Não seria essa a oportunidade para proclamarem os feitos de Deus? Não seria um dia de alegria e testemunho? Mas não foi isso que fizeram. O medo paralisa as pessoas e as faz calar. Não tenha medo de falar o que deve ser dito hoje. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
17 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Politicamente Incorreto – 2 – Ele retrucou: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. João 9:25
Jesus havia restaurado a visão do cego de nascença. Os vizinhos tentaram alterar os fatos, dizendo que se tratava de outra pessoa. Os fariseus buscaram dissuadi-lo quanto à realidade do milagre: “Não acreditaram [...] que ele fora cego e agora via” (v. 18). O argumento deles era teológico: “Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais?” (v. 16). Os pais mostraram-se atemorizados. Eles sabiam da decisão de que “se alguém confessasse ser Jesus o Cristo fosse expulso da sinagoga” (v. 22). Assim, apresentaram evasiva digna de quem está em cima do muro: “Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo” (v. 21).
E ele falou por si mesmo. O moço curado por Jesus foi chamado segunda vez. Ele já dera extraordinário testemunho de coragem. Nesse encontro, os fariseus descobriram um tipo inesperado de firmeza. Insistiram com a pergunta: “Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?” (v. 26). Imagine a cena: homens barbudos e de faces longas, vozes alteradas pelo ódio e preconceito, desconcertados pelo dilema que eles haviam criado, apertavam o cerco ao rapaz. Cego por toda a sua vida, pobre, ainda não familiarizado completamente com a experiência da visão, diante dos poderosos representantes da religião, o rapaz facilmente poderia ter se deixado confundir. Sua reação, contudo, foi demolidora. Nunca consegui ler a história sem deixar de rir. O humor aqui é fascinante. Meio sem paciência, ele respondeu: “Já vo-lo disse, e não atendestes.” A parte final da resposta paralisou as celebridades religiosas: “Por que quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar-vos Seus discípulos?” (v. 27). Os perseguidores de Jesus não acreditaram no que estava acontecendo.
Arrogantes, eles se diziam discípulos de Moisés, mas, quanto a Jesus, não sabiam nem de onde era Ele (v. 29). O golpe do ex-cego, salpicado de ironia, foi devastador: “Nisto é de estranhar que vós não saibais donde Ele é” (v. 30). A lógica do moço é irrepreensível: “Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se este Homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito” (v. 32, 33). Isso já era demais. Os fariseus explodiram. Diante deles estava uma convicção inegociável, consciente da ação divina em sua vida. E assim é com todo aquele que sentiu o toque da graça divina. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
18 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
A Pior Cegueira – Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. João 9:39
O fim da história do cego é comovente. Raios e trovões estalam sobre sua cabeça ao desafiar os poderosos opositores de Cristo. Agora eles também são seus inimigos. As palavras finais dos líderes religiosos ao ex-cego estão imersas em arrogância: “Tu és nascido todo em pecado e nos ensinas a nós? E o expulsaram” (Jo 9:34). O processo de expulsão de alguém da sinagoga era um dos mais temidos flagelos da época. Equivalia a eliminar alguém do reino dos vivos. Contatos comerciais, relacionamentos e qualquer benefício que o judaísmo pudesse prover estavam todos eliminados. E, uma vez que o conceito de salvação dos judeus estava edificado em termos de participação na comunidade do povo do concerto, tal excomunhão significava colocar isso em perigo.
Mas essas não foram considerações que pudessem intimidar o rapaz e torná-lo desonesto com suas convicções. Ele havia ganhado a visão. A própria vida lhe fora devolvida. Novos horizontes e novas possibilidades começaram a se divisar. Ele não poderia negar o que acontecera com ele. A resistência dos inimigos de Cristo lhe era incompreensível. Como eles não podiam ver? Que tipo de religião monstruosa era essa que levava as pessoas a fazer objeções a Deus?
Sua última cena no texto está no nível do sublime. Jesus ouviu que ele fora expulso. “Encontrou-o” (v. 35). Encontro casual? Não, o texto sugere que Jesus estivera procurando por ele. Ele necessitava de uma palavra de afirmação.
Anteriormente, o ex-cego iniciara a caminhada para o poço de Siloé, sem saber exatamente o que estava adiante. Sua vida de aflição o tornara apático. Mas por que não? Por que não obedecer? O que ele tinha a perder? Agora ele está ali, frente a frente com seu Benfeitor. Visão restaurada. Vida reorientada. “Crês tu no Filho do homem?” (v. 35). Poucas vezes Jesus foi assim tão direto. “Quem é, Senhor, para que eu nEle creia?” Eu, “é o que fala contigo” (v. 37). “Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e O adorou” (v. 38). Nada poderia impedir sua completa submissão. Jesus então revelou Sua missão: Ele veio ao mundo para que os que não veem vejam, e os que pensam que veem se tornem cegos. A condenação está precisamente aí.
A luz veio ao mundo, mas muitos preferiam as trevas. E você? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
19 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O Pródigo do Antigo Testamento – Veio a palavra do SENHOR a Jonas [...]: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até Mim. Jonas 1:1, 2
A história de Jonas pode ser descrita em quatro movimentos: correndo de Deus, correndo para Deus, correndo com Deus e correndo à frente de Deus. O livro tem início com a ordem divina a Jonas na forma imperativa: “Levanta-te” (v. 2, ARC). Em seguida, somos informados de que “Jonas se levantou” (v. 3, ARC), mas para fugir em desobediência. Em vez de dirigir-se para Nínive, que estava no leste, ele partiu para Társis, uma colônia fenícia, no oeste. De acordo com o mapa conhecido nos dias de Jonas, o profeta escolheu fugir para o ponto mais distante na direção oposta: uma viagem de quase um ano. Jonas viu Nínive como uma missão impossível. Ele tentou “fugir da presença do Senhor” (v. 3). Como isso seria possível? Não diz o Salmo 139:7-12 que é impossível fugir da onipresença divina? Fugir de Deus, aqui, significa desertar, abandonar o posto de dever.
Em sua fuga, aonde foi Jonas? O profeta começou a descer: para Társis, para um navio (v. 3), para o porão do navio (v. 5), para o fundo do mar, para o ventre de um peixe (2:6). Todo aquele que resolve fugir de Deus também está descendo. Mas, “quando, dentro de mim, desfalecia [...], lembrei-me do Senhor”, disse o profeta (2:7). No ventre do peixe, meio morto, assustado, com algas marinhas enroladas em seu pescoço e cabeça, na escuridão, confuso e desorientado, com o estômago dando voltas de enjoo pelos movimentos e pelo odor insuportável, Jonas cai em si e tem o mesmo ímpeto do filho pródigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu Pai.” O extraordinário é que Deus, em Sua glória e graça, Se compadece de nossa insanidade e rebelião. Ele não coloca obstáculos ao nosso retorno.
“Falou, pois o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra” (v. 10). Que língua falam os peixes? Não sei, mas Deus Se fez entendido por essa criatura. Aquele que comanda o Universo e tem nas mãos todas as chaves, Aquele que é o guia das estrelas e que segura em Suas mãos o mar e a terra não tem problemas, apenas planos.
Poderíamos pensar que Deus tivesse esquecido o projeto original. Mas o perdão divino, a graça e a salvação não são escusas para a desobediência. A salvação não anula a responsabilidade da obediência, apenas dá a ela nova motivação. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
20 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Jonas – 1 – Veio a palavra do SENHOR, segunda vez, a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que Eu te digo. Jonas 3:1, 2
Jonas está no ponto de partida novamente. A ordem é a mesma. Se alguém tem que mudar nesta história, este é Jonas. Não é Deus que Se curva para ajustar Sua vontade aos nossos caprichos. Jonas, claro, poderia continuar em sua rebelião, mas três dias no ventre do peixe foram suficientes para fazê-lo pensar duas vezes antes de nova tolice. “Levantou-se Jonas” (Jn 3:3, ARC), desta vez para obedecer. Aqui encontramos o profeta correndo com Deus. Ele iniciou sua série evangelística: “Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída!” (v. 4, NTLH). Jonas falou com o poder dos apóstolos no Pentecostes. Quem não seria tocado?
“Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor” (v. 5). Nínive era famosa por sua impiedade, inimiga clássica de Israel, mas não estava além do alcance divino. O próprio rei ficou tão impressionado que, assentado sobre cinzas, resolveu dar sua contribuição ao reavivamento, emitindo um decreto. Veja os versos finais do capítulo 3. Deus Se arrependeu? As circunstâncias mudaram, não Ele.
Imagine o sucesso do evangelista Jonas, no poder do Espírito, falando com a convicção de quem estivera morto e revivera. Como você administra o sucesso? Ellen White observa que o copo cheio é que é difícil de ser conduzido, não o vazio. Então, o profeta passa a correr à frente de Deus. Qual é o problema de Jonas? Ele teve sucesso! Não é isso irônico? Em vez de se alegrar com o que o Senhor havia feito, ele prefere concentrar-se no medo de ser visto como um falso profeta. Ele está preocupado com a própria imagem. Perde de vista algo infinitamente maior: o valor das pessoas.
Muitos são como Jonas. Tão preocupados e absortos em contemplar o próprio umbigo, deixam de ver o que está acontecendo ao redor. Além disso, como é fácil esquecer as lições experimentadas, nos iludirmos e voltarmos para os velhos enganos. Jonas afirmou: “Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? [...] Sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade” (Jn 4:2). Ele dominava a teologia correta sobre Deus, mas estava descontente porque a graça divina havia sido aplicada, segundo ele, às pessoas erradas. Será que às vezes também agimos assim? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
21 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Jonas – 2 – Ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver. Jonas 4:3
Na história de Jonas, nós temos uma curiosa mistura entre o exato conhecimento teológico, a obstinada autovindicação e a exagerada
preocupação com a própria reputação. Qual é a causa desse comportamento?
Observe, no capítulo 4, a concentração de pronomes da primeira pessoa: “eu”, “meu” e “me” (v. 2-4). O fato de Jonas estar muito preocupado consigo mesmo é, em última análise, uma das grandes causas de seu comportamento. Quem está muito preocupado consigo não pode ver os outros e suas necessidades.
Além disso, corremos todos o mesmo risco de cair na intolerância do exclusivismo, julgando que somos os donos de Deus, da verdade e da salvação. Complexo de superioridade e presunção denominacional podem acabar fechando as portas para muitos corações. Se o evangelista Jonas parece exasperar-se com o sucesso, o perigo de outros é atribuir o sucesso a si mesmos. Mas, no fim, o pecado é o mesmo: egolatria.
Como Elias, Jonas pede que o Senhor tire sua vida. A resposta de Deus vem na forma de uma pergunta, marcada por sua brevidade e caráter suave. Deus age como nós deveríamos agir com pessoas de natureza rebelde. O Senhor aqui nos ensina o Seu método. Esta é outra lição difícil de aprender. Deus Se comporta como um pai sábio que procura remover a rebelião de sua criança. A cena relembra o encontro do pai da parábola do filho pródigo com o filho mais velho. Nenhuma ameaça, nenhuma instrução doutrinária, nenhum moralismo vazio. O Senhor apenas convida Jonas à reflexão: “Pense e veja se o seu comportamento é razoável!”
Jonas está fora da cidade, como uma criança amuada, em seu “dodói” e hipersensibilidade. O Senhor faz nascer uma planta miraculosa, que não tem duração longa (4:6). Isso irrita o profeta ainda mais. A lição se estabelece num contraste formidável entre o profeta (“você”) e Deus (“Eu”). “Você tem piedade de uma planta, Eu tenho piedade de Nínive”, ensina Deus. Quando o livro termina, a questão permanece aberta. O que acontece com Jonas? Qual é sua reação final? Permanece rebelde ou cai em si novamente? O livro não esclarece. Talvez essa conclusão seja intencional. Isso transporta o interesse do leitor para si mesmo. Então a questão crucial não é como Jonas reagiu, mas como você reage aos atos divinos. Em ira e rebelião ou em amor e serviço? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
22 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quando Fores Adorar – 1 – A minha casa será casa de oração. Lucas 19:46
Para Henry H. Halley, ministro e autor evangélico na primeira metade do século 20, a maior fraqueza do protestantismo é a ausência dos membros nas reuniões da igreja. Isso, contudo, é agravado pela atitude de muitos dos que ainda frequentam os cultos, enfadados e negativos.
Por que tanta relutância em relação à igreja? A lista das razões pode ser longa, todas iniciadas com um “se”: “se o coral cantasse melhor”; “se a pianista tocasse mais alto”; “se a música fosse mais animada”; “se voltássemos a cantar os hinos antigos”; “se o pregador falasse apenas 20 minutos”; “se os bancos fossem mais confortáveis”; “se o serviço de som fosse melhor”; “se tivéssemos ar-condicionado”, etc. Pode você identificar-se com essas desculpas? O problema não está com a igreja, mas com a má compreensão dela.
A igreja não é primariamente um lugar para o qual vamos com a finalidade de sermos entretidos. Não é um local em que uma plateia se assenta de braços cruzados para assistir a um show. A igreja não apresenta um espetáculo aos sentidos, em que alguns “atores” devem se esforçar para agradar pessoas mal-humoradas. A igreja não é um lugar em que pessoas com carrancas de desaprovação dizem ao pregador que não estão gostando de seu desempenho. A igreja não é um parque de diversões para distrair pessoas enfadadas.
A igreja é primariamente um lugar de culto. Em nosso texto de hoje, Jesus disse: “A Minha casa será casa de oração.” A igreja, note bem, não é um lugar aonde você vai primariamente para receber qualquer coisa. Em vez disso, você vai oferecer seu louvor e sua adoração, oferecer a vida a Deus e aos outros, em serviço alegre e voluntário. Alguns perguntam: “O que tem a igreja para me oferecer?” Se tal pergunta não é feita em palavras, ela é manifestada em nossa atitude consumista, camuflada de cristianismo.
Acostumados a nos assentar passivamente diante da TV, vemos a igreja com o mesmo espírito. Mas, se estamos buscando um espetáculo, a igreja não pode competir com Hollywood, que, além de contar com tecnologia, recursos e estímulos para anestesiar os sentidos, manipula a natureza caída que se alimenta daquilo que é oferecido. A mensagem da igreja é precisamente contrária à nossa natureza básica, que precisa ser redimida e transformada. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
23 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quando Fores Adorar – 2 – Deus é Espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade. João 4:24
Gostaria de fazer algumas sugestões que poderiam tornar mais significativa sua ida à igreja para a adoração:
- Comece orando na noite anterior à sua ida à igreja. Ore para que Deus fale a você pessoalmente por meio do sermão, da música, do estudo das Escrituras ou de qualquer outro aspecto do culto. Ore para que o pregador seja livre no Espírito. Livre do medo, da insegurança humana, das distrações.
Ore para que a Palavra de Deus o alcance com poder, de forma clara, oportuna, efetiva e redentora. Ore pela conversão de alguém.
- Vá à igreja para ter um encontro com Deus. Você percebeu quantos itens na lista dos “ses”, de ontem, estavam relacionados com Deus? Exatamente. Nenhum deles. Isso acontece porque permitimos que o culto esteja centralizado em nós. O culto tornou-se o que nós queremos, focalizado naquilo que nos satisfaz. O culto verdadeiro está relacionado com Deus. Vá à igreja com alegria, júbilo (Sl 100:2, 4), reverência e gratidão. Há pessoas que realmente vão à igreja para adorar, não para se distrair, ficar nos corredores, no saguão, nos degraus ou nas salas dos departamentos. Outras pessoas vão à igreja, mas nunca chegam até ela.
- Antes de ir à igreja, faça uma lista de pelo menos dez coisas pelas quais você louva a Deus. Leve a lista com você. Quando chegar o instante da oração, medite nesses dons divinos. Reconheça que Deus é bom, que “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1:17). O louvor convida a presença de Deus. Leia 2 Crônicas 5:11-14. Imagine o espetáculo, como descrito nesse texto. O louvor convida a presença da glória de Deus. Mude o foco dos problemas ou das situações da vida para Aquele que resolve os problemas e muda situações adversas.
- Leve caneta e papel para a igreja. Faça anotações. Não fique apenas assentado, esperando receber o alimento na boca. Leve sua Bíblia. Procure as passagens. Escreva os pontos e ideias principais do sermão. Isso ajudará você a ficar conectado. Faça um sumário do sermão para enviar a alguém que não tenha ido à igreja. Isso aumentará sua habilidade de ouvir Deus falando a você e abençoará outros.
Com certeza, a adoração fará muito mais sentido em sua vida. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
24 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quando Fores Adorar – 3 – Quão amáveis são os Teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! Salmos 84:1
Tenho hoje mais algumas sugestões para você aproveitar ao máximo sua experiência de adoração na igreja:
- Escolha os bancos na primeira metade da igreja. Por que muitos competem pelos últimos bancos? Indo ao teatro, no campo de esportes ou em qualquer espetáculo, as pessoas procuram se assentar o mais próximo possível do palco. As primeiras cadeiras custam mais caro. Os mais interessados querem estar perto da ação. Na igreja, muitos agem de forma inversa. Observadas as exceções, como pais com crianças pequenas e pessoas enfermas, os últimos lugares podem significar desinteresse ou falta de compromisso. Como professor, raríssimas vezes vi bons alunos nos últimos bancos. Se você se assentar atrás, possivelmente terá sua atenção distraída. Vá para a frente, onde aquilo que desvia a atenção é mínimo. Lá você pode ver melhor, ouvir melhor e receber a bênção que o Senhor tem para você.
- Pense em ser uma bênção para os outros, em vez de meramente buscar uma bênção para você. Peça que Deus o desperte para alguém que necessite de um sorriso, um abraço, uma palavra de encorajamento, uma oração. Não fique satisfeito em sair do culto até que você tenha tornado a ida de alguém à igreja significativa para ela. Isso é precisamente o que dá sentido à igreja. A igreja não é o carpete, um sistema de som perfeito, computador, apresentação multimídia. A igreja tem que ver com pessoas preocupadas em servir e abençoar. Não espere por outros. Tome a iniciativa!
- Finalmente, quando você for à igreja, vá em atitude de perdão e aceitação. Procure, pela graça divina, desintoxicar-se do ódio, da hostilidade, da rejeição e da amargura contra outros irmãos e irmãs. Lembre-se, nosso inimigo não é nenhum ser humano. Por menos que gostemos de algumas pessoas, elas também são vítimas dele. Segundo Jesus, “se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt 5:23, 24). Isso é difícil? Sem dúvida. Gostaria que Ele não tivesse dito isso. Mas Ele disse, e não posso mudar Sua ordem.
Em Toronto, quando pastor, a caminho da igreja, todos os sábados minha esposa lia na Bíblia Viva o salmo 84. Esse texto era nossa antessala para o culto, e ele pode servir de incentivo para você também. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
25 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Você Amou? – Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me. Mateus 25:35, 36
O teste final da religião não é a “religiosidade”, mas o amor. O Evangelho de Mateus (25:31-46) descreve a cena do julgamento final. Assentado no grande trono branco, Jesus Cristo reunirá todas as nações ao Seu redor. Naquele dia, a questão não será: “Você creu?” A pergunta mais importante vai ser: “Você amou?” Não há nisso nenhuma contradição com a fé. A questão real é se nossa fé nos levou ao amor. Em última análise, o fundamental não é em que eu acreditei, mas se aquilo em que eu disse crer pôde me transformar e levar à prática do amor.
Você entende? Naquele terrível dia de julgamento, Jesus nem mesmo mencionará o que, em geral, consideramos “grandes pecados”. Pecado é transgressão da lei, mas o fim da lei é o amor. Negar o amor é negar o Espírito de Jesus. Esta é a evidência final de que nós nunca O conhecemos ou de que Ele jamais viveu em nós. Negar o amor significa que Ele nunca inspirou nossas ações, nunca motivou nossa vida, apesar de nossas pretensões e “discursos religiosos”.
Negar o amor é afirmar que vivi para mim e pensei apenas em mim. Vivi como se Jesus não tivesse vivido e morrido. Assim será na presença do Filho do homem: Sua humanidade há de julgar nossa desumanidade! O espetáculo será terrível quando Seus olhos penetrarem cada um, e todos se sentirem como despidos, diante daquele olhar, sem nenhum esconderijo ou máscara. Ali nos encontraremos novamente com aqueles que amamos ou aqueles que ignoramos, negligenciamos e desprezamos. Nenhuma testemunha será necessária. Nenhuma acusação. As palavras que ouviremos naquele dia não virão da teologia, mas da vida. Não da igreja nem da religião, mas daqueles com quem nossos caminhos cruzaram. Nem mesmo da Bíblia, mas dos copos de água e do alimento que servimos em nome de Cristo.
Jesus afirma: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor” (Jo 13:35). O apóstolo João declara: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1Jo 3:14). No primeiro texto, o amor revela quem somos, a nossa identidade. No outro, o amor revela onde estamos. Mostra se passamos da morte para a vida ou se permanecemos no reino das trevas e da morte. Em relação à prática do amor, quem é você e onde você está? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
26 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Poder Sobre o Demônio – Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao Seu encontro, um homem possesso de espírito imundo. Marcos 5:1, 2
Jesus e os discípulos cruzaram o Mar da Galileia para o lado oriental. Foram oito quilômetros em noite tempestuosa. Ao chegar ao território dos gentios e desembarcar, Jesus Se confronta com um endemoninhado, vivendo entre sepulcros, banido de todo convívio social. A tradição judaica acreditava que os cemitérios, pântanos e desertos eram regiões habitadas pelos demônios. Marcos 5:2-7 descreve a condição do homem abandonado. Seu estado não é apenas de insanidade, mas de possessão. Que valor se poderia atribuir a alguém assim? Aqui revela-se a suprema especialidade de Cristo: ver além das aparências e circunstâncias. “Quando, de longe, [o endemoninhado] viu Jesus, correu e O adorou” (v. 6). Curiosamente, o homem nada falou. Os demônios falaram em lugar dele. Mas Jesus não deixou passar despercebido o pedido de ajuda da criatura desamparada. O real inimigo à Sua frente era um velho conhecido. Um colecionador de fracassos em encontros anteriores.
“Qual é teu nome?”, Jesus interroga (v. 9). Entre os rabis havia a crença de que, para se ganhar poder sobre o demônio e autoridade para o exorcismo, era necessário conhecer-lhe o nome. Essa não é, contudo, a razão de Cristo. Segundo o verso 8, Ele já havia ordenado que os demônios deixassem o homem. Ao perguntar o nome do poder opressor, Jesus deseja estabelecer uma distinção entre a identidade do ser humano e as forças malignas. Tão completamente esse poder o havia subjugado que o homem tornara-se incapaz de se ver ou agir separado dele.
“Legião” era uma lembrança da presença de um poder estrangeiro na Palestina. Jesus, então, permite que os demônios tomem posse de uma manada de porcos (v. 11, 12), confirmando para o homem que ele está livre, tais forças estão separadas, vistas longe dele. Sua identidade está plenamente restaurada, como vemos na cena final do relato (v. 15-20). Jesus então o comissiona como um missionário improvável entre os gentios. Observe a sequência: Jesus toma o barco e retorna à margem ocidental (v. 18). Parece que Ele fora ali apenas para recuperar esse homem e voltar. Um perfeito símbolo de Sua vinda a nós, cruzando o abismo que nos separava dEle. Como Calvino observa, todos nós, “nus e desfigurados, vagamos sem rumo, até que Ele nos restaure à sanidade”. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
27 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Poder Sobre a Enfermidade – Tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dEle, por entre a multidão, tocou-Lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada. Marcos 5:27, 28
De volta ao lado ocidental do Mar da Galileia, Jesus Se depara com o pedido de Jairo. A necessidade era urgente. Na presença de Cristo, Jairo se despe de toda a dignidade, cai aos pés do Senhor e suplica que Ele salve da morte sua filha (Mt 5:22, 23). Jesus não responde, mas põe-se a caminho (v. 24). O texto acrescenta que uma grande multidão o segue, apertando-O e atrasando Sua caminhada.
No meio daquela multidão, encontra-se alguém cujo destino seria mudado para sempre pela aparente demora de Cristo. O contraponto na história é de extraordinária beleza. Encontramos no relato uma mulher anônima, por 12 anos vítima de uma hemorragia não curada pelos muitos médicos que ela consultara. Isso lhe custara tudo quando possuía (Mc 5:25-28; Lc 8:43). Tímida, fraca e exaurida das forças pelo mal crônico, era a própria natureza da enfermidade que a deprimia. O fluxo de sangue a tornava cerimonialmente impura (Lv 15:25). A doença, portanto, tinha um caráter embaraçoso. Era um enorme fardo emocional para qualquer mulher na cultura judaica.
Provavelmente ela se sentia grandemente envergonhada para expressar seu pedido verbalmente, na presença de outros, ou mesmo dirigir-se a um rabi com esse tipo de necessidade.
Mas ali está a grande oportunidade de sua vida. A providência divina a havia colocado na presença do grande Médico. Ela planeja tocar a orla da veste de Cristo (Lc 8:44). Era o mais fácil? Ou porque, marcada por um cordão azul, símbolo da identidade de um israelita, a orla do manto era o lugar mais sagrado? (Lv 15:38). Não sabemos. Ela se aproxima, por trás, determinada. Prostrada, estende a mão e toca a orla de Seu manto. Esse, contudo, não é um toque casual. No mesmo instante, ela está curada! Jesus para o cortejo e pergunta:
“Quem Me tocou?” (v. 30). Ela se sente aterrorizada. Pensou que seria punida ou exposta? Jesus queria apenas que ela soubesse que fora notada. Ele queria que ela fosse libertada de qualquer superstição. Com isso, Ele diz à mulher: “Não foi você quem Me tocou. Fui Eu quem tocou você.” Suas palavras são as mais ternas e doces: “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz” (v. 34). A cura fora irreversível. A narrativa indica o tributo de Cristo às pessoas em necessidade. Isso inclui você. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
28 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Poder Sobre a Morte – Tomando-a pela mão, disse: ‘Talitá cumi!’, que quer dizer: ‘Menina, Eu te mando, levanta-te!’. Marcos 5:41
A narrativa final do capítulo 5 de Marcos, tratando da ressurreição da filha de Jairo, é o último milagre da trilogia. Enquanto Jesus ainda conversava com a mulher curada de hemorragia, chega a informação de que a menina havia morrido (v. 35). Uma vez que a morte é algo definitivo, Jairo é aconselhado a não incomodar mais o Mestre. Jesus, que já manifestara Seu poder sobre os demônios e sobre a enfermidade, está prestes a tornar evidente que a morte também não é desafio para Ele. Ignorando a notícia, Ele age com a naturalidade de quem está em pleno controle. “Não temas, crê somente” (v. 36), Ele diz. Essa é uma expressão comum nos lábios divinos, introduzindo os momentos em que Deus Se manifesta de forma explícita.
Em nenhum momento, Jairo tenta dissuadir Jesus de reassumir a jornada para encontrar sua filha morta. Ao chegarem, Jesus presencia o alvoroço dos que choram (v. 37). Ao dizer que a menina não está morta, apenas dorme (v. 39), Ele provoca escárnio na audiência (v. 40), que não entende Suas palavras. Nas Escrituras, a morte é comparada a um sono; contudo, não é da doutrina do estado dos mortos que Jesus está falando aqui. A morte dessa menina não seria um sono demorado. Logo Ele iria trazê-la de volta à vida. Por isso, Ele Se refere à tragédia da morte da garota em termos de um breve cochilo.
Apenas três discípulos e os pais da criança recebem permissão para entrar no quarto em que ela está, pálida e imóvel. Jesus toma sua mão e lhe fala em aramaico, a língua que Ele normalmente usava: “Levanta-te!” Seu toque e a Sua ordem não encontram qualquer resistência. Instantaneamente comunicam vida: “Imediatamente, a menina se levantou.” Os grilhões da morte se partem como uma poderosa antecipação do fim glorioso daqueles que O receberam. Em Sua presença, então, a morte se torna, de fato, apenas um sono. Em Cristo, todos os medos humanos podem ser transformados em confiança, certeza e esperança.
Para todos nós que vivemos depois de Sua ressurreição, o reencontro com nossos queridos que morreram em Cristo é apenas uma questão de tempo. Como diz o hino, “é só um pouco mais, um pouquinho mais”. A morte está realmente vencida. Um dia, muito em breve, em Seu retorno glorioso, Ele a aniquilará de forma plena e final para toda a humanidade. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
29 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Poder Absoluto – Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele. Atos 10:38
Esse texto do livro de Atos é um sumário da obra de Cristo. Ele é bem ilustrado pelos três milagres do capítulo 5 do Evangelho de Marcos, que enfocamos nos últimos dias: a libertação do endemoninhado geraseno, a cura da mulher com fluxo de sangue e a ressurreição da filha de Jairo. Esses relatos envolvem dois elementos comuns: impureza cerimonial e situações impossíveis.
Primeiramente, observe como todos eles estavam relacionados com impureza cerimonial: há contato com túmulo, sangue e cadáver. Para os judeus, ninguém poderia tocar nesses símbolos de deterioração e morte. Quem o fizesse tornava-se impuro. Jesus, contudo, Se eleva acima dos tabus do cerimonialismo. Ele os reverte. Em Ageu 2:10-19, os sacerdotes consultados indicam que o santo era menos “contagioso” do que o impuro. Enquanto a santidade não poderia ser “passada” de um objeto para outro ou de uma pessoa para outra, a impureza poderia. Jesus contradiz essa compreensão comum. É Ele quem comunica purificação e cura, sem ser contaminado pelas fontes de impureza.
Em segundo lugar, os três casos citados constituíam situações além de qualquer esperança humana. O endemoninhado, “ninguém conseguia prendê-lo” (Mc 5:3, 4, NTLH). A própria referência à “legião” dá testemunho da incrível vantagem numérica das forças invasoras. Mas tal vantagem é apenas aparente diante do soberano poder de Jesus. No caso da mulher enferma, o texto demonstra a natureza incurável de seu mal. Ela gastara seus recursos sem que ninguém pudesse ajudá-la. Jesus a cura e, referindo-se a ela como “filha”, a inclui na família messiânica, formada por aqueles que encontram nEle o caminho para Deus. Finalmente, a menina morta constitui o extremo de todas as desesperanças, que aparentemente a coloca além do poder de Jesus. Como nos outros casos, porém, a própria morte não representa um obstáculo para Sua soberania. Por meio do toque e da palavra Ele lhe restaura a vida.
Devemos ter em mente que essas não são primariamente histórias a respeito do endemoninhado, da mulher enferma ou da menina morta. Essas são histórias a respeito de Cristo, de Seu absoluto poder e de Sua graça. Tais histórias contêm fortes sugestões para os que as leem hoje: todos aqueles que O ouvem e buscam são transformados e experimentam os dons do reino de Deus, do qual Cristo é o divino representante. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
30 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Jesus Parou – Parou Jesus e disse: Chamai-o. Marcos 10:49
Jesus havia completado Seu ministério na Galileia. Ele avança rumo à antiga cidade de Jerusalém para o último ato do drama. Ao passar por Jericó, a 25 quilômetros de distância, Sua jornada é subitamente interrompida pelos gritos do cego Bartimeu, assentado à margem do caminho. Sabendo que a multidão que passa é liderada por Jesus, ele começa a fazer um grande alvoroço. “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim” (v. 47), ele grita. Acima do barulho da multidão, Jesus ouve o pedido de socorro.
A ação verbal aqui é de poderosa eloquência: “Parou Jesus” (v. 49). Mestre na arte de parar em tributo à pessoa em necessidade, Ele interrompe a jornada em completa atenção a esse cego, marginalizado dentro do sistema social e religioso. De acordo com o dogma da retribuição, esses desafortunados estavam pagando os pecados de seus pais ou os próprios pecados. O exercício do sacerdócio fora proibido aos cegos e deformados (Lv 21:17-21), mas aquilo que era algo específico, apenas em relação ao sacerdócio, foi generalizado. Entre os fariseus, havia a crença de que eles não eram obrigados a ter piedade dessas pessoas. Alguns chegavam a se orgulhar de atirar-lhes pedras. No caso dos essênios, uma seita do judaísmo, os cegos e portadores de deficiências físicas eram excluídos de suas comunidades. Não eram considerados dignos de ajuntar-se à guerra escatológica entre os eleitos contra as hostes de Belial e muito menos partilhar do banquete messiânico.
Aqui Jesus Se eleva acima das regras religiosas inventadas para segregar seres humanos. Com esse ato, Jesus está dizendo: “Você conta. Você tem valor.” Extraordinário! Com tempo limitado para Sua estupenda missão, nunca O encontramos apressado. Em nenhuma circunstância está ocupado demais. Nunca afetado ou “graduado”, que não pudesse parar para atender a quem O buscasse. Em Jesus, não encontramos a frase comum hoje: “Falo com você depois.”
“Chamai-o”, é Sua ordem. A multidão que fora incapaz de fazer o cego calar-se, agora passa a encorajá-lo: “Tem bom ânimo; [...] Ele te chama” (v. 49). Esse é Seu último milagre relatado em Marcos. A sombra da cruz já se projeta sobre Ele, a caminho de Jerusalém, onde a traição, o abandono e as últimas gotas do cálice O aguardam. Ainda assim, Ele toma tempo para esse pobre fragmento humano. Que estímulo extraordinário para buscá-Lo!
Que grande estímulo para atender os que nos buscam em necessidade! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
31 de julho – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Que Queres Que Eu Te Faça? – Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Marcos 10:51
Essa é uma pergunta muito estranha para ser feita a um cego que clama por misericórdia. Você pensaria que Jesus já sabe o que ele deseja. Além da desabilidade física, Bartimeu carregava o pesado fardo do estigma religioso. Vagava a esmo em Jericó, imerso em trevas. Assim, para ele, a pergunta de Jesus parece soar como um novo golpe em uma ferida antiga. “Será que esse Jesus está brincando ou sendo sarcástico?”, poderia ter pensado Bartimeu. Contudo, ele se eleva acima de qualquer melindre e responde seguro, como se realmente cresse que Jesus não soubesse: “Mestre, que eu torne a ver.” Jesus lhe diz: “Vai, a tua fé te salvou” (v. 52). E logo seguiu a Jesus pelo caminho.
Segundo um especialista, a recuperação da visão depois do prolongado convívio com as trevas representa uma experiência perturbadora. A pessoa sente dor de cabeça e no estômago, tonteiras e enjoos, além do incômodo da luz. Quem tem essa experiência é quase compelido a pensar que ver não é o que imaginava. Pense agora em Bartimeu. Apertado no meio da multidão, tenta orientar-se com o velho cajado, enquanto a outra mão busca proteger os olhos da luz que o fere. Na hora de voltar para casa, ele não sabe o caminho. Daquele momento em diante, o que iria fazer? Agora ele deve trabalhar, entrar na competição da vida, mas ele não tem nenhuma profissão, não sabe fazer nada. Ainda depende das pessoas, que agora já não o querem ajudar. Em uma palavra, Bartimeu não está bem. Qual é seu problema? Ele pode ver! Ele se sentia seguro nas trevas, mas a visão o desorienta.
Você percebe? A visão tem um preço. Podemos, afinal, entender que a pergunta de Jesus não é tão estranha, mas é difícil de ser respondida. Muitos preferem as trevas, porque se sentem seguros e confortáveis na escuridão. Não ver, às vezes, é conveniente. “Que queres que Eu te faça?”, Ele nos pergunta, porque a visão não é imposta. Jesus nos desafia a ver a realidade sobre Deus e sobre nós mesmos, enxergando as distorções que devem ser corrigidas em nossa vida. Você pode responder: “Obrigado, Senhor! Não preciso de nada. Eu não enxergo, mas está tudo bem.” Ou você pode dizer como Bartimeu: “Senhor, eu quero ver. Abre-me os olhos para que eu veja as coisas que tenho evitado por muito tempo. Mestre, eu quero ver, pois só assim posso ser Teu discípulo e contemplar a Ti, que és a luz do mundo. Abre-me os olhos, Senhor!” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)

Comentário da Lição da Escola Sabatina (Ligado na Videira) – Nosso Amado Pai Celestial, 28 de junho a 5 de julho de 2014 (3º trimestre).

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Ligado na Videira – Lição 13: O Reino de Cristo e a Lei (21 a 28 de junho) – Cristo e Sua Lei – 2º trimestre – abril – maio – junho – 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Ligado na Videira – Lição 12: A Igreja de Cristo e a Lei (14 a 21 de junho) – Cristo e Sua Lei – 2º trimestre – abril – maio – junho – 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – Ligado na Videira – Lição 11: Os Apóstolos e a Lei (7 a 14 de junho) – Cristo e Sua Lei – 2º trimestre – abril – maio – junho – 2014

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Meditações Diárias – Meditação Matinal – Ligado na Videira – Junho 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

A Vantagem das DesvantagensMeditações Diárias 2014 – 1º de junho – Ligado na Videira
Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele. 2 Crônicas 32:7
Enquanto era senador pelo estado de Massachusetts, em 1954, John F. Kennedy seria submetido a uma cirurgia para corrigir um problema na coluna. Passaria seis meses de cama. Ele pensou no que faria, naquele período, e planejou escrever um livro. De fato, durante esse tempo escreveu Perfis de Coragem, no qual ele mergulha na história norte-americana para encontrar modelos de encorajamento para estimular e inspirar a nação.
O livro de Crônicas foi escrito nesse espírito. Encontramos nas histórias dessa porção da Bíblia perfis de coragem, modelos espirituais para incentivar o povo de Deus em todos os tempos. O ambiente do verso de hoje é aproximadamente o ano 701. A Assíria está no poder. O pequeno reino de Judá está ameaçado pelo poderoso império, com suas tropas lideradas pelo feroz Senaqueribe, que avança vitorioso. Nos registros de seus feitos, encontrados em 1845 pela arqueologia, constata-se que, em sua campanha contra Judá, Senaqueribe conquistou 46 cidades fortificadas e fez 200 mil cativos na marcha em direção a Jerusalém. Ele parece invencível, e o cerco começa a apertar.
A arqueologia descobriu também quadros gravados em barro retratando a crueldade da Assíria. Os quadros apresentam cativos com os olhos vazados, mãos decepadas ou presos com anzóis e argolas nos narizes, como animais. Judá se sente esmagado pela ameaça do terrível inimigo que se aproxima. Deve-se lembrar que, pouco mais de 20 anos antes, o reino de Israel, formado pelas dez tribos do norte, com a capital em Samaria, havia sido devastado pela Assíria. Assim, a história não está do lado de Judá. Inicialmente, Ezequias tenta apaziguar o inimigo, enviando a Senaqueribe ouro e prata (2Rs 18:13-16), mas a estratégia não funciona.
Ezequias, afinal, entende, em sua desvantagem, que a seu lado está um extraordinário recurso: o Deus Altíssimo. Com Senaqueribe “está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras” (2Cr 32:8). Estão as circunstâncias hoje o amedrontando? Você se sente em desvantagem contra forças inimigas que o cercam e oprimem? Volte-se para o Senhor, Ele é sua grande vantagem. Deixe seus conflitos em mãos capazes. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
A Arrogância Precede a RuínaMeditações Diárias 2014  2 de junho – Ligado na Videira
Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram [...] e clamaram ao céu. 2 Crônicas 32:20
Senaqueribe não tinha qualquer dúvida de sua vitória. Em tom arrogante, Ele mandava recados por seus oficiais: “Nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum pôde livrar o seu povo, [...] quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus” (2Cr 32:15). Em sua carta, afirmava: “Assim como os deuses das nações, [...] também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo das minhas mãos” (v. 17). Porém, Ezequias, o grande reformador, sabia que “há Alguém maior” (v. 7), muito superior a Senaqueribe. O “Golias” assírio não estava enfrentando um hebreu qualquer. “Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus” (v. 8).
Cego pela arrogância, Senaqueribe e seus generais desconheciam os infinitos recursos do Deus de Judá. Eles haviam destruído os impotentes deuses das outras nações, mas aqueles eram meros ídolos. Mesmo a derrota de Samaria não servia de evidência, porque o reino do norte fora destruído primariamente por sua apostasia e infidelidade. Assim, as vitórias anteriores da Assíria não provavam nada. Senaqueribe agora lutava contra o Deus verdadeiro. Ezequias e Isaías subiram ao templo. Eles oraram pela intervenção divina. Nós sabemos que “a oração é a solução de todos os problemas”. Ezequias agiu como uma criança que leva seu brinquedo partido ao pai para ser consertado. Ele levou seus receios à presença dAquele que comanda o Universo.
O desfecho da história do confronto entre Senaqueribe e Ezequias é formidável. Em resposta à oração, “o Senhor enviou um anjo que destruiu todos os homens valentes, os chefes e os príncipes no arraial do rei da Assíria; e este, com o rosto coberto de vergonha, voltou para a sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, os seus próprios filhos ali o mataram à espada” (2Cr 32:21). Todo o exército da Assíria foi desbaratado por um único anjo. Senaqueribe voltou para a Assíria humilhado e, ironicamente, morreu na casa do seu deus, em vergonha.
Está você olhando ao redor e não consegue ver nenhuma solução? Não se deixe abater. Lembre-se, um único anjo liquidou o poder do inimigo. E Deus estaria disposto, se necessário, a enviar todos os anjos do Céu em seu socorro. Em Deus encontramos toda a proteção para nossas lutas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Cartas Perante o SenhorMeditações Diárias 2014 – 3 de junho – Ligado na Videira
Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do SENHOR, estendeu-a perante o SENHOR. 2 Reis 19:14
Antes de chegar a Jerusalém, Senaqueribe havia conquistado as maiores cidades de Judá. Agora, tendo sitiado Laquis, uma das últimas fortalezas, ele envia oficiais a Jerusalém com uma devastadora mensagem para o povo: “Em que confiais? [...] Acaso não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor, nosso Deus, nos livrará das mãos do rei da Assíria?” (2Cr 32:10, 11). Ele busca uma rendição fácil.
A estratégia psicológica é perfeita. Em ameaça, Senaqueribe reconta a história. As chances, as aparências e as possibilidades estão ao seu lado. Ele tem maior exército. Sua máquina militar, além de vantagem numérica, tem mais recursos. O prestígio dos sucessos anteriores dão a ele e às suas tropas a impressão de invencibilidade. Em sua arrogância, o rei assírio relembra: “Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos das terras? Acaso, puderam, de qualquer maneira, os deuses das nações daquelas terras livrar o seu país das minha mãos?” (v. 13). Em outras palavras: “Quem é o Deus que poderá livrar vocês das minhas mãos? Olhem o que aconteceu aos outros povos!”
O texto bíblico acrescenta outro elemento ao cerco de Senaqueribe: “Senaqueribe escreveu também cartas, para blasfemar do Senhor, Deus de Israel, e para falar contra Ele, dizendo: Assim como os deuses das nações de outras terras não livraram o Seu povo das minhas mãos, assim também o Deus de Ezequias não livrará o Seu povo das minhas mãos” (2Cr 32:17). E você, já recebeu cartas do inimigo? Elas vêm de muitas formas: crises familiares, traumas em relacionamentos, o cerco de enfermidades, perda de um ente querido, falta de recursos, perda de um amor, acusações e críticas injustas.
Você já recebeu cartas dos “senaqueribes” da vida? Essas mensagens repetem em coro: “Quem é o Deus que pode livrá-lo?” A reação de Ezequias é extraordinária: “Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do Senhor, estendeu-a perante o Senhor”
(2Rs 19:14). Ezequias olha para além de seu trono e do trono de Senaqueribe. Volta sua atenção para Deus, “entronizado acima dos querubins” (v. 15). Pela fé, ele entra na presença do Deus infinito, com a carta do inimigo nas mãos. Ali ele entende o tamanho minúsculo do problema diante da grandeza do Altíssimo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Em Descompasso com a MultidãoMeditações Diárias 2014 – 4 de junho – Ligado na Videira
O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro [...]Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente. Daniel 3:1, 6
A estátua de ouro, no capítulo três de Daniel, segue a história do sonho do rei Nabucodonosor, no capítulo anterior. Você se lembra do sonho sobre a grande estátua e da interpretação divina de que Babilônia seria apenas a cabeça de ouro? O capítulo dois do livro termina com Nabucodonosor reconhecendo que o Deus de Daniel é o “Senhor dos reis, e o revelador de mistérios” (Dn 2:47). No terceiro capítulo, o ambiente é outro. Segundo alguns, dezoito anos haviam se passado. Outros pensam que haviam transcorrido de cinco a seis anos. O que fica claro é que a impressão anterior de Deus havia se desvanecido da consciência do rei. Permanecera apenas a perturbadora memória da natureza temporária de seu reino.
A interpretação divina do sonho assegurava que Babilônia era apenas a cabeça de ouro, sucedida por outros reinos, simbolizados por outros metais inferiores. A imagem erguida na planície de Dura, contudo, era toda de ouro, da cabeça aos pés, indicando a rebelião de Nabucodonosor contra o decreto do Altíssimo. O rei estava determinado a fazer seu império durar para sempre. Que extraordinária representação da natureza humana, que facilmente se esquece das impressões feitas por Deus! A aceitação da verdade divina hoje não garante que amanhã não voltemos às antigas atitudes.
A ordem do rei era clara: todos deveriam se ajoelhar ao som da música.
A fornalha ardente era visível à multidão reunida na planície como instrumento de intimidação. Apocalipse 13:11-18 usa os elementos de Daniel 3 para ilustrar um teste universal sobre a questão da lealdade no clímax da história. Novamente “Igreja e Estado” se unirão para forçar o culto idólatra: a adoração da besta e de sua imagem. Na planície de Dura, todos se ajoelharam. Todos menos três hebreus, que permaneceram de pé. Vivemos na época do comportamento globalizado e da conformidade universal. Costuma-se fazer o que todos fazem e pensar como todos pensam. Esse é o poderoso instrumento de Babilônia, tanto antiga quanto moderna. Aproxima-se o tempo quando o Senhor espera que novamente Seus seguidores desafiem as forças do engano que estarão unidas em desafio a Deus. Três homens não se curvaram, não se dobraram nem se deixaram intimidar. Eles também não se queimaram! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Cristianismo Moderado?Meditações Diárias 2014 – 5 de junho – Ligado na Videira
Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer. Lucas 17:10
Moderação em termos de crescimento espiritual não é virtude cristã. Foi a filosofia grega que supervalorizou os méritos da “moderação”, não o cristianismo. Conforme o teólogo escocês Peter Taylor Forsyth observou: “Não há excesso em amar a Deus. Não há excesso em crer nEle. Não há excesso na santidade. Verdadeira fé nEle é sempre imoderada e absoluta.” Isso significa que não há limites para nosso compromisso e dedicação a Jesus Cristo. Estaremos sempre aquém em amá-Lo, conhecê-Lo, crer nEle e servi-Lo. Sempre aquém, ainda, em nossa resposta ao Seu convite à santidade. Em outras palavras, haverá sempre “muita terra para ser conquistada”.
O erro perfeccionista não é ser radical, mas não ser radical o bastante, e contentar-se com muito pouco. Perfeccionistas, por causa de sua compreensão superficial de pecado, facilmente se sentem “triunfantes e vitoriosos”. Cometem o engano de se julgarem espiritualmente superiores, vítimas da síndrome do “já alcancei”. Concluem que, em algum momento, alcançarão um estágio de impecaminosidade absoluta e serão tão santos que não mais precisarão de Cristo. O perigo dessa atitude é que aqueles infectados por ela tornam-se inconscientes da malignidade do mal radicado dentro deles.
Entender que não há limite para nossa consagração a Ele abre espaço para a humildade e a despretensão. A consciência da graça ajuda-nos a entender que não merecemos nenhum tratamento especial. Continuamos “servos inúteis”. Isso também nos ajuda a ver que, quando julgamos estar alcançando o alvo, este se projeta para mais distante. Assim, o avanço deve ser permanente, sem nenhuma bandeira de chegada para ser agitada. Como Ellen White indica, o eco da voz divina chega a nós dizendo “mais alto”. Qual deve ser nossa resposta? “Mais alto ainda, Senhor.” Tal atitude torna difícil cairmos na armadilha do “cristianismo moderado”, que se satisfaz com muito pouco.
Observe: o alvo do crescimento cristão não é determinado por qualquer agenda perfeccionista, com motivações falsas. Foi Jesus quem estabeleceu o cenário para a resposta cristã radical, que nos convida a tomar a cruz e morrer diariamente. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
EscolhasMeditações Diárias 2014 – 6 de junho – Ligado na Videira
Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência. Deuteronômio 30:19
Todos nós reconhecemos o valor e a importância das escolhas. O que esquecemos, em geral, é o fato de que as pequenas escolhas condicionam as grandes. Além disso, a sequência das escolhas determina a direção da vida.
Se você deseja ir para o norte, não se chega lá fazendo escolhas na direção do sul, seguindo precisamente para o sentido oposto. Essa verdade é muito simples, mas crucial. Muitos julgam que chegarão a determinado propósito, seja ele a felicidade no casamento, a realização profissional, um curso de estudos, uma vida saudável ou o objetivo maior de todo verdadeiro cristão, a vida eterna, simplesmente por “desejarem” chegar lá. Porém, o desejo não se realiza independentemente de nossas decisões diárias e da direção adotada.
Medite na realidade do seguinte texto: “Podem-se tomar num momento decisões que determinem a condição de uma pessoa para sempre. [...] Por um ato momentâneo da vontade podeis colocar-vos no poder de Satanás; será preciso, porém, mais que um momentâneo ato da vontade para quebrar-lhe as cadeias e atingir uma vida mais alta e santa. Pode-se formar o desígnio, começar a obra, mas sua realização requererá labuta, tempo e perseverança, paciência e sacrifício. O homem que se afasta de Deus deliberadamente em plena luz verificará, quando desejar voltar, que cresceram cardos e espinhos na senda a palmilhar e ele não precisa se surpreender nem desanimar se é compelido a caminhar longamente com os pés dilacerados e a sangrar” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje, p. 322).
Tenho observado com frequência a realidade do que aí está dito. Ao longo da vida, tenho visto pessoas que por uma única escolha definiram uma direção e, no caminho, os obstáculos se avolumaram, fazendo do percurso de volta um trajeto de elevado custo pessoal. “Voltar é muito difícil”, dizia-me um amigo, depois de muitos anos de afastamento de Deus. Tenho ouvido outros dizerem: “Esta não era minha intenção. Nunca planejei chegar a este ponto.” O problema é que não são as intenções, mas as escolhas que determinam os resultados. As escolhas, em geral, seguem as mesmas leis da agricultura: (1) colhemos o que plantamos; (2) colhemos num outro tempo; (3) colhemos muito mais do que semeamos. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder Destrutivo de uma PaixãoMeditações Diárias 2014 – 7 de junho – Ligado na Videira
O amor [...] não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses. 1 Coríntios 13:4, 5
A cultura moderna fez do romance uma idolatria, caricatura e contrafação do amor verdadeiro. Respiramos um clima de novela em todas as partes. Música, arte e literatura tornaram-se veículos desta força poderosa que domina as pessoas. O amor romântico pode distorcer a percepção da realidade. Há muitas formas em que ele funciona como um tipo de fuga. No livro Counterfeit Gods (Deuses Falsos), Timothy Keller fala de Sally, uma bela mulher presa na armadilha de relacionamentos abusivos, mas tolerados por serem julgados essenciais.
Com frequência, ouvimos casos de homens com mais de 50 anos que abandonam sua família por uma mulher muito mais jovem no esforço desesperado de esconder a realidade de seu envelhecimento. Há também casos em que um homem considera uma mulher fascinante até que a tenha, e então perde completamente o interesse por ela. Neste caso, a mulher é simplesmente um tipo de “comodidade” necessária para ajudá-lo a sentir-se poderoso e desejável.
Os temores, as inseguranças e a sequidão interior fazem do romance um narcótico, uma forma de nos medicar das enfermidades emocionais. O objeto da paixão torna-se um tipo de “salvador”. E não há limites para as enormes tolices nas letras de canções populares. De alguém “apaixonado” é dito que “ele adora o chão em que ela caminha”. E ficamos deslumbrados com tais pieguices desconexas. Podemos idealizar ou idolatrar o objeto do romance, mas, inevitavelmente, ele entrará em declínio e deterioração como todas as coisas em que confiamos cegamente.
Embora uma dimensão de paixão e romance seja parte da vida, essa não pode ser a base de um relacionamento sadio. Se romance fosse o fundamento do amor verdadeiro, não veríamos o dilúvio de traições, separações e divórcios testemunhado em nossa cultura. Jamais se ouviu falar tanto de romance, e as pessoas não são mais felizes por isso. De fato, os destroços dos romances estão à direita e à esquerda. Enquanto o amor real é altruísta, esquece-se de si e se sacrifica pelo bem da pessoa amada, o romance é basicamente egoísta. Veja a enorme ênfase dada ao “eu” nas letras de músicas que falam de paixão.
Valorize hoje as expressões do amor altruísta e fuja da frustração que sobra das aventuras românticas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Amor Pode Esperar – 1Meditações Diárias 2014 – 8 de junho – Ligado na Videira
Foge, também, dos desejos da mocidade. 2 Timóteo 2:22 ARC
Imagino que muitos de meus leitores sejam jovens solteiros, para quem, numa cultura de indulgência, o sexo pré-marital seja uma das maiores tentações. Se você leva a sério seu compromisso com Cristo, gostaria de fazer duas considerações. Primeira: você deve decidir com antecedência seu tipo de namoro. Se você deixar para decidir quando as emoções estiverem fora de controle, você já terá perdido a batalha. Segunda: lembre-se ainda de que estudos indicam que o sexo pré-marital aumenta consideravelmente a chance do sexo extraconjugal tanto para você como para o futuro cônjuge.
Quais são os argumentos em geral usados para a defesa do sexo leviano?
- “Todo mundo está fazendo.” Isso não é verdade. Mas, ainda que fosse, esse é um argumento precário. Suponhamos que 90% das pessoas desenvolvam úlceras. Deveria a Associação Médica reescrever os textos de medicina ou tentar persuadir os outros 10% de que úlcera é algo bom para a saúde?
- “Sexo pré-marital foi aceito em muitas culturas. Assim, valores morais dependem da cultura.” O argumento é tão fraco como o anterior. Joseph Daniel Unwin, erudito inglês, estudou 80 civilizações dos últimos quatro mil anos. Ele impressionou-se com fato de que as escolhas sempre foram: promiscuidade sexual e declínio, ou disciplina sexual e criatividade. Segundo ele, qualquer sociedade é livre para escolher uma das alternativas, mas não há liberdade quanto aos resultados. A promiscuidade da década de 1960 está hoje cobrando um enorme preço das pessoas, famílias e governos.
- “Sexo é uma necessidade como ar, água e alimento.” Você não pode viver sem ar, água e alimento. Mas, creia, você pode viver sem sexo. Respirar, beber e alimentar-se, usualmente, não ferem outras pessoas. Por outro lado, o sexo pré-marital é capaz de magoar profundamente e destruir vidas.
- “Repressão sexual prejudica o psiquismo.” O sociólogo Herbert J. Miles, PhD, estudioso da sexualidade humana, indica que não há qualquer evidência séria de que a abstinência do sexo pré-marital seja prejudicial à vida emocional normal ou que seja perigoso para o sucesso no casamento. A verdade é precisamente o oposto.
O sexo praticado de modo contrário à orientação divina deixa marcas físicas, emocionais e espirituais. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Amor Pode Esperar – 2Meditações Diárias 2014 – 9 de junho – Ligado na Videira
Fugi da prostituição. 1 Coríntios 6:18 ARC
Os argumentos em defesa do sexo descomprometido entre jovens são vários e, sem dúvida, têm exercido considerável impacto. Essa lógica distorcida tem três fortes aliados: (1) inexperiência e curiosidade da juventude, (2) força da propaganda e (3) o poder da inclinação sexual. Além dos argumentos discutidos no texto de ontem, analise ainda o engano de outras teorias que tentam validar o sexo pré-marital:
- “Muitas autoridades recomendam.” Escolha qualquer curso de conduta que você queira seguir e você encontrará “autoridades” para endossar sua escolha. Cada autoridade tem predisposições pessoais. É importante que você determine “quem” disse isso e “por quê”.
- “Se você não transigir, há outros que o farão.” Se um candidato a ser seu companheiro de vida se utilizasse desse tipo de conversa, estaria automaticamente desqualificado. Ao vê-lo partir, você não terá perdido nada.
- “Precisa-se experimentar o casamento para ver se há compatibilidade.” Esse é o argumento “experimente antes de comprar”. A questão é realmente simples: Como você pode testar o casamento se você não tem casamento? Como você vai testar o casamento num relacionamento em que faltam os elementos básicos do matrimônio: compromisso, determinação para se resolver as dificuldades e vontade incondicional? Na realidade, o namoro é uma fase de experiência em que o teste deve começar pela observação séria do caráter, da convivência familiar, da responsabilidade com a vida, do trabalho, entre outras responsabilidades. Se você fizer do sexo o “teste” para o casamento, estará escolhendo a base errada para uma construção dessa magnitude.
- “Um simples papel não fará diferença.” Essa é a conversa de quem não quer compromisso sério. De fato, o que importa não é o “papel”, mas o que ele representa: compromisso, lealdade e determinação. O que aconteceria a um aluno que fosse apenas “ouvinte” ou “visitante” em algumas aulas na universidade? Com que determinação ele enfrentaria os exames, leituras, trabalhos, estágios e exigências? Na primeira dificuldade, estaria fora. Não há nada mágico no papel, mas a confiança, o respeito mútuo, a dedicação sem limites e a comunicação verdadeira são possíveis apenas em um ambiente de envolvimento. A cerimônia do casamento e o compromisso social e legal que estão envolvidos desenvolvem a disposição para um relacionamento exclusivo e duradouro.
Lembre-se: o amor pode esperar, mas a concupiscência é impaciente. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Só Para HomensMeditações Diárias 2014 – 10 de junho – Ligado na Videira
Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Efésios 5:28
Há alguns anos, James Dobson, conhecido psicólogo cristão norte-americano, advertiu: “O mundo ocidental se encontra na grande encruzilhada de sua história, e nossa sobrevivência será determinada pela presença ou omissão da liderança masculina em milhões de lares. Os esposos seguram a chave para a preservação da família.”
O problema na cultura moderna é que os homens estão sendo desqualificados para sua missão no lar. Desde a adolescência, eles são apresentados a um distorcido conceito de masculinidade. Quase que universalmente, são vítimas do que Anthony Campolo considera a “Síndrome de Don Juan”. Desde o ensino médio, o rapaz aprende a sentir grande satisfação em persuadir uma longa sucessão de garotas a se apaixonar por ele, enquanto ele permanece emocionalmente distante. Ele se orgulha de sua habilidade de submeter as meninas e vê cada uma como um troféu a ser conquistado. Entre os rapazes, o “herói” é aquele que mais conquistas faz. A popularidade de um adolescente é determinada pelo número de garotas que ele conquista.
O clássico Don Juan, contudo, é uma figura patética da literatura, um personagem que nunca experimenta o verdadeiro amor. Seus imitadores modernos, seduzidos por esse tipo patológico de “poder”, se tornam famintos por mais conquistas, estabelecendo um estilo de relacionamento truncado com o sexo oposto. A partir desse padrão, torna-se difícil que os homens se realizem num relacionamento exclusivo. Suas “conquistas” superficiais podem produzir falso senso de poder, mas o efeito disso sobre a personalidade
masculina é devastador, bloqueando a possibilidade de compromisso duradouro na vida adulta. O que é verdade no namoro se estende para o casamento.
Como agravante, na avaliação de Willard Waller, sociólogo contemporâneo, os homens se tornam vítimas daquilo que ele chama de “o princípio do menor interesse”. Isto é, os homens descobrem que, quanto menos envolvimento emocional manifestam, mais poder eles têm sobre as esposas. Para muitos maridos, amar a esposa profundamente significa perder seu poder de dominar. Assim, eles preferem poder em lugar de amor, precisamente o contrário daquilo que as Escrituras ensinam. E as mulheres, por serem as que mais investem no relacionamento, tornam-se objeto de humilhação e degradação. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Ainda Só Para HomensMeditações Diárias 2014 – 11 de junho – Ligado na Videira
Segui [...] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14
Outra armadilha para os homens hoje, dificilmente discutida, é a pornografia. Os homens se tornaram alvo do assédio da cultura pornô. Considerada pela revista Time como “Aids moral”, a pornografia está atualmente disponível em todas as partes, especialmente na internet. As estatísticas são alarmantes. Estamos diante de uma indústria mundial de bilhões de dólares, com milhões de sites pornográficos. O número aumenta a cada dia, com milhares de novas páginas acrescentadas.
Registra-se uma busca diária de mais de 100 milhões de acessos, além dos milhões de e-mails pornográficos enviados diariamente. Milhares desses sites oferecem pornografia infantil. A cada ano, uma infinidade de filmes pornográficos são produzidos. Milhões deles são alugados em locadoras, nas seções de “conteúdo adulto”. Isso sem se levar em conta os canais “adultos” disponíveis na TV por assinatura. A face mais sombria da humanidade caída está se mostrando. Os homens foram narcotizados e levados a um ponto de paralisia diante do bizarro, anormal e repulsivo.
Qual o impacto da pornografia sobre os homens? Como qualquer droga, ela cria dependência, gerando a “lei do retorno decrescente”: doses maiores para o mesmo resultado. A pornografia tem poder de destruir a família porque ela destrói a capacidade de dar e receber amor. Amor e sexo passam a ser vistos como sinônimos, sendo reduzidos ao nível de “diversão”.
As mulheres são diminuídas a algo menor que um ser humano. A cultura pornô gosta de referir-se a elas como objetos, vendo-as apenas em termos de partes do corpo, “brinquedos” para validar a noção doentia de masculinidade. Talvez a face mais obscura da pornografia seja convencer os homens de que as mulheres gostam de ser tratadas assim. Aqueles que são expostos a essa força demoníaca serão marcados por ideias erradas a respeito do casamento, do amor, do sexo e das mulheres.
Cristãos devem viver por um código pessoal de pureza e santidade. A porta da pornografia foi fechada a eles pelas mãos marcados por cravos. Ellen White, em um poderoso texto, observa: “Deus escolheu os homens desde a eternidade para serem santos. [...] O eco de Sua voz chega a nós, dizendo: ‘Mais santos, ainda mais santos.’ E nossa resposta deve ser: ‘Sim, Senhor, mais santos ainda’” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 908). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Altar de MilhõesMeditações Diárias 2014 – 12 de junho – Ligado na Videira
Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:21
Depois de alguns anos de expectativas, controvérsias e gastos formidáveis, o Brasil testemunha o início da Copa. O futebol é considerado o circo do mundo. Nenhum outro esporte é capaz de provocar tanta paixão, alegria ou tristeza. Para milhões, ele dá sentido à vida, mas acaba custando a vida de muitos. É o assunto dos fins de semana e provoca, nas segundas-feiras, acaloradas discussões nas fábricas, bares e escritórios, entre outros lugares. Os estádios assemelham-se a grandes templos em que se manifesta uma devoção quase religiosa. Pode-se concluir que o futebol é a “fé professada por milhões”.
Como Rubem Alves observa, o futebol é “a grande religião ecumênica”, acabando com diferenças e nivelando todos como torcedores. As paixões geradas pelo mundo da bola deveriam ser objeto de análise psiquiátrica, tal o caráter misterioso e complexo de suas manifestações. Conflitos de torcidas não são raridade, fazendo aflorar os mais fortes instintos que moram nos homens.
Conta-se que um palmeirense fanático, que odiava corintianos, já velho, em agonia, esperava apenas o apito final, terminando o jogo para ele. Chama o filho e, com voz tremula, lhe diz: “Filho, estou morrendo. Quero que você faça a minha última vontade. Vá até a torcida organizada do Corinthians, leve minha fotografia e inscreva-me como sócio.” O filho achou que o velho já começava a ficar mentalmente avariado. Tentou dissuadi-lo, mas o pai foi irredutível. Assim, decidiu fazer sua vontade. Foi e voltou com a carteirinha de sócio. O velho, vendo o próprio rosto na carteira, sorriu satisfeito e disse: “Ah, a suprema alegria de ver um corintiano morrer…” A piada de mau gosto aqui ilustra uma conduta que, no mínimo, nos intriga.
Especialistas em crescimento da igreja falam do desinteresse e tédio das audiências religiosas em países secularizados. Contudo, tal conclusão é questionável. Observei, numa das Copas, como os “frios” alemães pulavam em frenesi infantil com a vitória de seu time. Não seria isso a evidência de interesse mal orientado? Quem nos dera poder transferir um pouco do entusiasmo do futebol para as coisas sérias da vida! Muitas causas legítimas seriam beneficiadas pela paixão que anima os torcedores. Já pensou se tal fervor fosse aplicado na real eliminação da pobreza, no atendimento às crianças desamparadas, em educação, saúde, segurança e punição de corruptos? Oriente sua empolgação às causas que merecem toda a sua energia. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Meteoros e EstrelasMeditações Diárias 2014 – 13 de junho – Ligado na Videira
Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente. Daniel 12:3
Nosso verso de hoje é um dos meus preferidos. Foi escrito por um amigo, há muito tempo, na contracapa de minha Bíblia. Ao longo dos anos, esse texto tem sido uma fonte de inspiração. Quando você ouve falar em estrelas, em que pensa? Em Hollywood e a sua “calçada da fama”? Nos esportes? Na televisão? Na música popular? Todos esses segmentos da vida moderna, com uma enorme quantidade de “estrelas”, parecem capturar a imaginação de milhões, fascinados com o “sucesso” delas. Veja, no texto a seguir, a realista análise do colunista norte-americano Ben Stein:
“Eu não penso mais nas estrelas de Hollywood como importantes. [...] Como pode um homem ou mulher que ganha salários astronômicos e vive em luxo insano realmente ser uma estrela, no mundo em que vivemos, se por ‘estrela’ queremos dizer alguém brilhante, um herói, alguém que seja um exemplo? Estrelas verdadeiras não vivem passeando em limusines [...] enquanto usam garotas vietnamitas para fazer suas unhas. Elas podem até ser pessoas interessantes, mas, para mim, não são mais heróis. Uma estrela real [...] é o soldado em Bagdá, que vê uma garotinha brincando com uma granada que não explodira, perto de seu posto de guarda. Ele empurra a menina para o lado e se joga sobre a granada para receber a explosão. [...] Há outras estrelas no firmamento: [...] policiais; paramédicos que cuidam de pessoas acidentadas; professores; enfermeiras que se entregam inteiramente ao serviço, cuidando de enfermos ou crianças autistas, o tipo de homens e mulheres que trabalham em hospícios e alas de câncer. Penso nos bombeiros correndo nas escadas do World Trade Center quando as torres caíam. Agora você conhece minha ideia de um estrela real. [...] Deus é real, não ficção. [...] Abandonamos a insanidade humana quando deixamos de ser os ‘diretores do filme de nossa vida’, e a entregamos ao controle de Deus. Cheguei à conclusão de que a vida vivida para ajudar outros é a única vida que vale a pena.”
As patéticas “estrelas” que conhecemos não passam de meteoros que logo caem na escuridão e se apagam. Deus quer você como Sua estrela real, utilizando o extraordinário dom da vida a serviço daquilo que vale mais do que a própria vida. Então, você brilhará para sempre. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
A Era dos EspectadoresMeditações Diárias 2014 – 14 de junho – Ligado na Videira
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações. Mateus 28:19
Vivemos hoje na era dos espectadores. Os estádios e salas de espetáculos encontram-se superlotados. Neles a maioria simplesmente observa, de preferência nos primeiros lugares, o desempenho de uns poucos. Com a televisão, o fenômeno ganhou proporções epidêmicas. A era dos espectadores invadiu os lares. Várias horas por dia, milhões de pessoas, com os olhos vidrados, partilham de um estranho ritual: mudas, passivas, têm a mente anestesiada e emoções à mercê da tela.
Deploravelmente, sob tais influências, desenvolvemos um cristianismo de espectadores profissionais. Ficamos assentados nas igrejas como se estivéssemos apenas assistindo a outro espetáculo, realizado por uma minoria. Os espectadores do cristianismo se tornam frios, distantes, cínicos, estéreis e improdutivos. E, por uma psicologia perversa, julgam que dão sua “contribuição”, criticando ou fazendo sugestões de “cátedra” sem nunca entrar na arena, suar a camisa e manchar sua face com a poeira do combate.
Jesus a ninguém chamou para ocupar a posição de espectador. Ele ensinou: “Ide [...] e fazei discípulos” (Mt 28:19). “Sereis Minhas testemunhas” (At 1:8). Seus discípulos são tratados como “embaixadores” (2Co 5:18-20). “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). Diante da clareza do Novo Testamento quanto à responsabilidade cristã, omissão e inatividade missionária não são apenas aberta desobediência, mas grosseira rebelião.
Seria deplorável julgar que os pastores e oficiais da igreja são os únicos responsáveis pela missão cristã, enquanto os demais, cerca de 91%, permanecem como meros observadores. Em um texto revelador, Ellen White afirma: “A obra de Deus na Terra nunca poderá ser terminada a não ser que os homens e as mulheres que constituem a igreja concorram ao trabalho e unam os seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja” (Obreiros Evangélicos, p. 351, 352). Ela também diz: “Sobre [...] a enfermeira-missionária, o médico cristão, o cristão individualmente, seja ele comerciante ou fazendeiro, profissional ou mecânico – sobre todos repousa a responsabilidade. É nossa obra revelar aos homens o evangelho de Sua salvação. Toda empresa em que nos empenhemos deve ser um meio para esse fim” (A Ciência do Bom Viver, p. 148).
Querido irmão e irmã, esse convite se estende a você. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Valor da VirgindadeMeditações Diárias 2014 – 15 de junho – Ligado na Videira
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus. Mateus 5:8
Na cultura hedonista atual, orientada pelo prazer, a pureza tornou-se “virtude negativa”, motivo de chacota e zombaria. Contudo, é precisamente porque os cristãos se orientam por normas diferentes que podemos falar do valor da virgindade. Há mais de duas décadas, veio-me às mãos um texto intitulado “The Value of Virginity” (O Valor da Virgindade). Tenho partilhado o desafio desses dez princípios com centenas de jovens, rapazes e moças, que resolveram viver na contramão do cinismo da cultura popular. Traduzi o texto com alguma liberdade e o compartilho com você:
“Ela [a virgindade] honra a sabedoria e o desígnio da ordem criada.
Ela é um símbolo exclusivo de aliança com Jesus Cristo.
Ela considera a pureza como um precioso tesouro para ser preservado e protegido.
Ela rejeita a zombaria que trata a inocência como se fosse ignorância.
Ela preserva para uma pessoa exclusiva e amada aquilo que apropriadamente lhe pertence no devido tempo.
Ela rejeita a noção de que o amor e o relacionamento requerem expressão sexual para sua realização.
Ela ganha domínio sobre a sensualidade, abrindo assim a possibilidade de maior realização da sexualidade humana.
Ela repele a tentativa de invasão da alma, a qual a perda da castidade permite.
Ela caminha a vereda que evita contrair outros traços poluidores e decadentes de um mundo em decomposição.
Ela exercita o autocontrole, que, por sua vez, promove o pleno sentimento de valor próprio.”
A pureza apresentada por Cristo como uma das credenciais dos filhos do reino reflete a linguagem do Salmo 24:4-6, descrevendo os que são qualificados a entrar no santuário, na presença de Deus. Pureza de coração não se limita à pureza e integridade moral, mas esse é um aspecto fundamental. Você deseja encarnar tal virtude em sua vida? Reconheça sua vulnerabilidade. Decida com antecedência a natureza de seus relacionamentos. Tenha coragem para dizer “não” a qualquer tipo de pressão que coloque em risco sua paz com Deus. Para aqueles que já ultrapassaram limites, Deus permite retorno em qualquer ponto da estrada. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Como Eles MorreramMeditações Diárias 2014 – 16 de junho – Ligado na Videira
Até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. Gênesis 3:19
Tod Benoit, graduado em engenharia pela Universidade de Massachusetts, teve a ideia de escrever um livro com um sumário da vida, morte e também com a identificação do que ele chama de “endereços permanentes” de diversas celebridades. Grandes nomes da música, do cinema, da televisão, da literatura, da política, dos esportes, além de algumas personalidades infames como Al Capone, o conhecido gângster de Chicago, figuram na obra. O resultado foi um livro com o título Onde Eles Estão Enterrados? Como Eles Morreram?, enfocando mais de 240 “ícones” de todos esses campos da realização humana.
Comprei o livro num aeroporto, talvez porque sempre tive a curiosidade de saber o que afinal aconteceu com algumas personalidades sobre as quais li ou mesmo ouvi falar. Para cada pessoa, Tod acrescenta uma biografia reduzida, cheia de fatos desconhecidos, uma descrição detalhada da morte e indicações específicas para a localização do túmulo. O autor chega a revelar alguns de seus segredos para descobrir onde alguém está enterrado. O livro, longe de ser vulgar, está envolto numa atmosfera de respeito pelos seus figurantes. De certa forma, ele é marcado também por uma aura de tristeza, ao se testemunhar que pessoas que foram tão famosas em seu tempo, cercadas de glamour, riqueza e prestígio, passaram para sempre. O elemento trágico do livro é seu denominador comum: todos eles morreram. São representantes de todos nós.
A maioria dos sete bilhões de pessoas vivendo hoje no planeta, dentro de um relativamente curto espaço de tempo, terá passado sem deixar vestígios. Face ao realismo do que espera a todos, ilusões, vaidades e orgulho não têm qualquer fundamento. Anthony Campolo observa que a vida era melhor quando era medida pelas antigas ampulhetas, em lugar do relógio. Os ponteiros do relógio, que continuam girando ao redor do mostrador, dão a ilusão de que o tempo é interminável. Com as ampulhetas, podia-se ver a areia cair, sem retornar. A areia não continua para sempre. A parte superior ficará, em determinado momento, completamente vazia. E a areia do tempo desaparecerá. Tenha em mente que a vida é feita de tempo. Cada dia fazemos um “saque” de nossa “conta”. O “capital” está progressivamente diminuindo. Nessa conta não fazemos depósito, apenas retirada. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Moinhos de VentoMeditações Diárias 2014 – 17 de junho – Ligado na Videira
Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria. Provérbios 8:5
Ainda espero escrever um livro de memórias com o título mais ou menos assim: Pessoas que Encontrei e Coisas que Aconteceram Comigo. Seria sobre pessoas e situações entre o cômico e o trágico. Olhando para trás, em reminiscências, não posso senão sorrir levemente e menear a cabeça, com certa complacência e incredulidade.
Conheci, ainda adolescente, um grupo que apresentava uma interminável lista dos erros e apostasias da igreja. As mulheres usavam apenas vestimentas de mangas longas e saias tocando o chão. Como pastor, encontrei defensores das mais diversas teorias. Para alguns, o uso da barba era obrigatório para os homens. Houve inclusive quem advogasse a poligamia. No início de meu trabalho, em uma das igrejas de meu distrito, deparei-me com um ancião que, nos cultos que ele convocava em madrugadas frias, advertia as mulheres a não usar roupas vermelhas. Era pecado! Encontrei alguns que marcaram datas para o retorno de Cristo, com cálculos nada convincentes.
Em meu percurso, encontrei os que pregavam contra pasta de dentes, sabonete e perfumes. Conheci os defensores da “dieta do Éden”: tudo o que nasce debaixo a terra, como batata e mandioca, deveria ser cortado do cardápio. Para outros, a oração seria ouvida somente se fosse proferida de joelhos. Encontrei também os “hebraístas”, para quem o nome “Jesus” não deve ser usado, apenas “Yehoshua”.
Certa vez fui convidado a avaliar um autor fixado em ideias disparatadas sobre o Apocalipse. Sua “contribuição” era alertar contra as sociedades secretas, o significado esotérico do olho na nota do dólar e coisas misteriosas conhecidas por ele. Um outro me dizia que já havia chegado à perfeição. Seu único pecado era ainda comer chocolate. Outro insistia que o Espírito Santo é o anjo Gabriel. E aqueles para quem usar camisa fora da calça seria pecado?
Encontrei ainda outros… Não posso me lembrar dessas figuras sem deixar de associá-las com o personagem do clássico Dom Quixote, de Cervantes, lutando contra dragões imaginários, que não passavam de moinhos de vento. Facilmente podemos nos tornar tão fixados no desnecessário e perder de vista o essencial! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Venha Antes do InvernoMeditações Diárias 2014 – 18 de junho – Ligado na Videira
Apressa-te a vir antes do inverno. 2 Timóteo 4:21
Clarence Edward Macartney foi um grande pregador presbiteriano na primeira metade do século 20. Por 30 anos, antes do início do inverno, na Filadélfia, ele pregou o mesmo sermão, baseado nas palavras de Paulo a Timóteo: “Venha antes do inverno.” Há algumas coisas que nunca poderão ser realizadas se não forem feitas “antes do inverno”. No hemisfério norte, depois do outono, as árvores que vimos floridas logo começam a perder a folhagem. Cada novo outono traz o sentimento da preciosidade das oportunidades da vida, de sua beleza, mas também de sua brevidade. Cada outono é como se vozes estivessem a clamar aos sentidos para percebermos a aproximação do inverno.
Macartney mencionava em seu sermão três dessas vozes que nos apelam com urgência. Primeiramente, a voz da transformação do caráter. Você pode ser transformado, mas há estações favoráveis para isso. Os metais, enquanto em estado líquido, em alta temperatura, podem receber qualquer forma. Mas depois de frios, eles se recusam a ser moldados. As oportunidades passam. A segunda é a voz dos relacionamentos. Timóteo, ao receber o apelo de Paulo, não se demorou em Troas. Quando o inverno chegasse, as rotas marítimas pelo Mediterrâneo seriam fechadas. Ele não queria correr o risco de chegar a Roma depois da execução do amigo.
Macartney contava o testemunho de um estudante de medicina que ouviu seu sermão. Ele foi para o quarto e o teto parecia lhe dizer: “Antes do inverno.” O rapaz escreveu então uma carta para a mãe e a enviou pelo correio. Era aquele tipo de carta que faria qualquer mãe feliz. Poucos dias depois, recebeu um telegrama: “Venha depressa, sua mãe está morrendo.” Tomou o primeiro trem para Pittsburgh, chegou a tempo para ver o último sorriso da mãe. Sob o travesseiro dela, encontrou a carta que escrevera. Ele chegara “antes do inverno”.
A terceira é a voz de Cristo, convidando homens e mulheres a se achegarem a Ele “antes do inverno”. As Escrituras dizem para você vir hoje. Por que tal urgência? Porque a vida é incerta e porque hoje o solo de seu coração pode estar suscetível. Hoje você pode estar quase persuadido a receber Jesus Cristo e entrar em Seu reino. Mas, se você adiar e deixar para o próximo mês ou o ano que vem, seu coração pode endurecer, e a voz do Espírito perder seu efeito. Assim, venha hoje mesmo, “antes do inverno”. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quem Precisa de Igreja?Meditações Diárias 2014 – 19 de junho – Ligado na Videira
E as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mateus 16:18
A julgar pelo próprio índice de frequência à igreja no mundo ocidental, não seria difícil diagnosticar que ela encontra-se hoje, em muitas circunstâncias, em crise. Isso para não mencionar os cultos de oração e reuniões evangelísticas. A seguir, analise comigo algumas escusas que tenho ouvido, as quais são usadas por pessoas que deixam de frequentar a igreja:
“Alguém me ofendeu.” Essa desculpa, em geral, inicia a lista. “Alguém ou a igreja ofendeu meus sentimentos, e não desejo mais voltar lá.” Outra frase comum é esta: “A igreja está cheia de hipócritas.” O grande problema da igreja é que ela é feita de pessoas como você e eu. Se tirássemos dela todas as pessoas, os problemas desapareceriam, mas também a igreja deixaria de existir. Lembre-se de que os cristãos não seguem os cristãos. Eles seguem a Cristo.
“Não sou suficientemente bom para ir à igreja.” Isso equivale a um enfermo dizer: “Estou muito doente para ir ao hospital.” “A igreja parece morta. Os cultos são cansativos e não recebo nada lá.” Essa argumentação parece assumir que a principal razão para ir à igreja seria encontrar diversão ou mesmo receber alguma coisa. Em vez disso, vamos à igreja primariamente para oferecer a Deus nosso louvor e gratidão.
“Ando muito ocupado ultimamente.” Esse é precisamente o propósito do sábado. Libertar-nos da tirania e escravidão das rotinas da vida. Essa desculpa diz, em outras palavras, que estamos muito ocupados para Deus.
“Estou doente.” Em alguns casos, isso é verdade. Contudo, queira Deus que não nos tornemos tão enfermos como às vezes dizemos estar para não ir aos cultos. Então, certamente saberíamos o que significa estar doente.
“Estou tão cansado aos sábados.” Curioso é que dificilmente estamos cansados para fazer compras ou assistir aos programas preferidos na TV. As pessoas em geral fazem aquilo que elas querem ou que consideram importante.
“A igreja é muito longe de minha casa.” Se Jesus esteve disposto a “viajar” milhões de anos-luz do Céu à Terra para nos visitar e salvar, certamente podemos encontrar uma forma de chegar à igreja para agradecer-Lhe e ter comunhão com Ele.
Que tal estar na igreja no próximo sábado? Não deixe para decidir isso na última hora. Tome a decisão agora mesmo: “Estarei lá!” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Radicalmente ComprometidosMeditações Diárias 2014 – 20 de junho – Ligado na Videira
Porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia. 2 Timóteo 1:12
Jesus inaugurou um reino cuja ética, valores, prioridades, interesses e princípios não são apenas diferentes, mas antagônicos aos valores, princípios e práticas do reino deste mundo. Ele estabeleceu uma contracultura. Na vida de Seus seguidores, os valores, os interesses e a ética do reino de Deus invadem o presente. Alteram a vida e a perspectiva das coisas, levando-os a viver de modo revolucionário. Nossa esperança e lealdade ao reino de Deus devem ter efeito prático na vida diária, tanto no lar quanto na escola ou no trabalho.
Para Paulo, em Efésios 2:6, não foi apenas Cristo quem ressuscitou. Aqueles que creem e esperam nEle também ressuscitaram com Ele. Não foi apenas Cristo quem ascendeu ao Pai. Por meio de Sua graça, Deus “nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. Os discípulos de Cristo não são apenas Seus “fãs” ou admiradores. Como diz Kyle Idleman, no livro Não um Fã, “esta é a senha errada”. Aos fãs, Ele dirá afinal: “Não vos conheço.” Seus discípulos e verdadeiros seguidores são pessoas radicalmente comprometidas. Eu gosto da palavra “radical”. Ela fala de algo que desce à raiz. Num tempo em que quase tudo tornou-se superficial, no nível da epiderme, Cristo espera que Seus seguidores manifestem compromisso incondicional com Ele.
A religião cristã não limita a pessoa a estar na igreja aos sábados pela manhã. Nas Escrituras, encontramos um elemento comum na vida de todos aqueles que realmente foram comprometidos com sua fé. Tal compromisso foi radical e afetou cada aspecto da vida. Noé, Abraão, Elias, Daniel e todos os profetas, João Batista, os apóstolos e Paulo, todos viveram suas convicções e por elas foram às últimas consequências. Para Ellen White, a fé em Cristo não é uma teoria entre muitas outras, mas o centro da vida. É uma convicção que domina e afeta todas as outras.
Numa das invasões de Napoleão, um jovem saltou à sua frente com uma espada em punho. Intrigado, o grande imperador perguntou ao moço o que ele pretendia com aquele ato de aparente insanidade. “Nada”, disse o rapaz, “eu só queria que o senhor soubesse de que lado eu estou.” E você, querido leitor, de que lado você está? O que demonstra sua vida? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Ver e EntrarMeditações Diárias 2014 – 21 de junho – Ligado na Videira
Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3
Em Seu encontro com Nicodemos, Jesus afirmou duas verdades fundamentais. Em primeiro lugar, declarou que aquele que não nascer de novo não pode “ver” o reino de Deus (v. 3). Porque “o que é nascido da carne é carne” (v. 6). Nessa condição é impossível entender as coisas de Deus. “O homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura” (1Co 2:14). Em segundo lugar, Jesus ensinou que aquele que não nascer de novo não pode “entrar” no reino de Deus (v. 5). A primeira afirmação tem que ver com a visão; a segunda, com o acesso.
As palavras de Cristo quanto ao novo nascimento desmentem dois conceitos presentes em nossa cultura. Primeiramente, elas subvertem a noção otimista que caracteriza o ser humano moderno, a qual insiste que as pessoas são essencialmente boas, ou seja, elas podem se aperfeiçoar se lhe forem dadas condições ideais. Para a mentalidade comum, a doutrina do pecado e da depravação natural do homem é um exagero religioso. Ao mesmo tempo, Jesus desarma o conceito oposto, a visão pessimista da vida, segundo a qual nada pode ser mudado, tudo estaria determinado pela ação de forças externas. Em outras palavras, jogamos com cartas marcadas, onde tudo já está decidido. Jesus disse que não. Deus está acima de todas as forças deterministas.
Jesus disse ainda que o novo nascimento é do alto, como indicado por algumas versões. A mudança do coração é obra de Deus. Não é alcançada por decisão pessoal ou recursos humanos. Assim como a criação, segundo a narrativa do Gênesis, foi obra exclusiva de Deus, da mesma forma é a regeneração: “Eu lhes darei um coração novo” (Ez 36:26, NTLH). Porque o homem está morto em delitos e pecados (Ef 2:1), apenas Deus, pela Palavra (Jo 1:1), pode recriar, à semelhança do que fez na primeira criação, também pela Palavra (Sl 33:6).
Ellen White indica que “para levantar os espiritualmente mortos, criar novos gostos, novos motivos, se requer uma manifestação tão grande de poder como para se levantar alguém da morte física” (Review and Herald, 12 de março de 1901). No livro O Desejado de Todas as Nações, ela observa: “Quando a alma se rende inteiramente a Cristo, novo poder toma posse do coração. Opera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana” (p. 324). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quando o Microfone Estiver DesligadoMeditações Diárias 2014 – 22 de junho – Ligado na Videira
Servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens. Efésios 6:7
Na noite de abertura da assembleia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, em Utrecht, na Holanda, cantou o coral de juvenis de uma escola nas Filipinas. O solista do coral não tinha mais que 13 anos. Podemos imaginar as longas horas de ensaio, os preparativos, as incontáveis recomendações e toda expectativa para aquela noite. Ele e seus pais deveriam estar orgulhosos com a oportunidade de cantar para representantes da igreja mundial. Tudo parecia pronto. Mas o imprevisto aconteceu. Por alguma razão, o microfone do solista permaneceu desligado durante toda a sua apresentação.
O desapontamento desse adolescente certamente não pode ser calculado. Ele cantou com a alma, mas não pôde ser ouvido pela grande audiência. Talvez ele tenha sonhado com essa ocasião e pensado nela como algo que faria parte de sua biografia. Sua grande oportunidade, contudo, foi perdida. Seu dia “sob o sol” foi estragado por uma desconhecida dificuldade técnica. Essa seria uma razão suficiente para amargura e ressentimento.
Há nesse incidente uma clara aplicação espiritual. Contudo, pense nela à luz do texto de hoje. O apóstolo Paulo havia adotado como diretriz filosófica de seu ministério prestar todo serviço “como ao Senhor”. Escrevendo aos tessalonicenses, ele menciona: “Jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros” (1Ts 2:6). “Servindo como ao Senhor”: este foi o princípio que orientou a vida cristã de Paulo, neutralizando a orientação básica para a fama e a aparência, algo que infecta todos nós.
Lembre-se dessas palavras quando você tiver feito todo o trabalho e ninguém notar. Quando você construir um projeto e outra pessoa, de mais avantajado ego, receber o crédito. Quando você levar o fardo e enfrentar o “calor do dia”, mas seu nome não for mencionado na lista de agradecimentos e louvores. Quando você trabalhar em alguma esquina escura, e as fotografias tiradas não incluírem você.
Lembre-se dessas palavras do apóstolo quando, em seu serviço a Cristo, seu microfone permanecer “desligado” e você não for ouvido. Essas são ocasiões para se orar por graça, poder e resistência. Ocasiões para compreender que Aquele a quem realmente servimos não nos perde de vista. A motivação de nosso serviço não é receber louvor humano, mas agir em gratidão Àquele que fez Seu melhor por nós. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Perdidos na IgrejaMeditações Diárias 2014 – 23 de junho – Ligado na Videira
Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. Hebreus 3:7, 8
“Crer em Deus” não é algo incomum. Periodicamente pesquisas são feitas em relação à crença religiosa. Com leves alterações, os resultados são praticamente os mesmos. Em geral, cerca de 90% dizem que “acreditam” em Deus. A maioria, contudo, não sabe muito bem no que crê. Alguns se referem a “um poder” ou “ser superior”, ou “o grande espírito”. Em linguagem irreverente, alguns fazem referência ao “cara lá de cima”. Crer em Deus é um grande negócio e boa política. Qual foi a última vez que você ouviu um político dizer que é ateu? A questão real, contudo, é que diferença tal crença faz na vida dos que dizem crer nEle?
Mais perturbador ainda seria saber até que ponto pessoas que se dizem cristãs são realmente afetadas em termos de compromisso com sua fé. Em 1940, Rod Bell, presidente da Comunidade Batista Fundamental, considerava que apenas 50% dos evangélicos norte-americanos poderiam ser seriamente considerados cristãos. Um pouco mais tarde, Bob Gray julgava que 75% dos cristãos batizados estão perdidos. Wallie Amos Criswell afirmou que estaria grandemente surpreso se ele encontrasse 25% dos cristãos no Céu, e Billy Graham, o famoso evangelista, alguns anos atrás, elevou o índice dos perdidos dentro das igrejas para 85%. Mais recentemente ainda, Aiden Wilson Tozer, outro destacado pastor norte-americano, subiu esse percentual para 90%. Se a percepção desses líderes religiosos está correta, estamos diante de uma grande tragédia. Milhões de perdidos dentro da igreja! A questão se torna mais complexa quando pensamos em termos da pregação do evangelho. Como os perdidos dentro da igreja partilharão o conhecimento de Cristo com os perdidos de fora da igreja?
Qual é a explicação para tal fenômeno? Certamente a lista de razões poderia ser extensa e variada. Ellen White, entretanto, colocou o indicador num ponto muito sensível, que nos deveria fazer pensar seriamente: “Lembrem-se os pastores e o povo de que a verdade do evangelho, quando não salva, leva à ruína. A pessoa que se recusa a escutar dia a dia os convites da misericórdia, cedo poderá ouvir os mais urgentes apelos sem que uma emoção lhe agite o coração” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 134). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Pense Nisto…Meditações Diárias 2014 – 24 de junho – Ligado na Videira
Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. 1 Coríntios 16:13 ARC
Gostaria de fazer hoje algumas sugestões para sua vida espiritual, com aplicações práticas, e ao mesmo tempo convidar você a pensar nelas seriamente. A vida cristã não é nenhum piquenique. Os cristãos devem ter consciência disso e se portar de forma adulta diante das dificuldades.
- Seu tamanho será avaliado pelo tamanho do obstáculo capaz de desencorajá-lo.
- Planeje com antecedência. Um grande problema para os cristãos é que, em geral, eles deixam para tomar decisões espirituais no momento das crises e da tentação. Isso significa que, na maioria das vezes, já será muito tarde.
- Apenas quando você se esquecer de si é que poderá realizar o que realmente será valioso e o fará ser lembrado. Jesus inverteu a pirâmide do poder, indicando que os verdadeiramente grandes são os que servem.
- Não viva para impressionar. Busque influenciar: esse é o segredo das vidas úteis.
- Muitos que planejam buscar a Deus às 11h morrem às 10h30. Portanto, tenha senso de urgência nas questões espirituais.
- Não ore por fardos leves. Peça a Deus ombros fortes.
- Infinitamente melhor que conhecer fatos sobre Deus é conhecê-Lo pessoalmente. Jesus chegou a dizer que esse é o princípio da vida eterna (Jo 17:3).
- Experiência não é o que acontece com você, mas o uso que você faz daquilo que acontece com você.
- Quando você estiver na direção errada, lembre-se: Deus permite retorno em qualquer ponto da estrada.
- Para ouvir a voz de Deus, diminua o volume do mundo ao seu redor.
- Mantenha a cabeça e o coração na direção certa, e você não terá que se preocupar com os pés.
- Se você não evitar as iscas do diabo, terminará no anzol dele. Assim, aprenda a ver o tentador por trás das tentações.
- Quando você tiver a “impressão” de que já sabe tudo, lembre-se de que isso é apenas impressão.
- Quando Deus lhe parecer distante, pergunte-se: Quem se afastou?
- Será difícil tropeçar se você se mantiver de joelhos.
- Deus lhe dá oportunidades; o sucesso depende do uso que você faz delas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Pela Graça de DeusMeditações Diárias 2014 – 25 de junho – Ligado na Videira
Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus [...] preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:10
Complexos de inferioridade ou superioridade não são sentimentos estranhos a um grande número de cristãos. Quando, na igreja, uma pessoa tem um dom particular que outros não possuem e se torna vaidosa, ela se esquece de que todos os dons são dádivas da graça e da soberania divina. Se, por outro lado, alguém julga não possuir dom nenhum ou se omite em utilizar o dom que tem, por julgá-lo desnecessário, isso equivale a pensar que ele sabe mais que Deus.
O apóstolo Paulo, na igreja de Corinto, teve que tratar com esses sentimentos. Primeiramente, ele dirigiu-se às vítimas do complexo de inferioridade. “Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser” (1Co 12:15, 16). Paulo, entretanto, ridiculariza tal ideia com um poderoso golpe: o que seria do corpo se todos os membros fossem mãos ou olhos? (v. 17). Claro, ele não apenas pareceria estranho, mas não funcionaria.
A seguir, o apóstolo trata com o complexo oposto. “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (v. 21). Cada parte do corpo é de vital importância. É precisamente essa diversidade que torna o corpo uma unidade extraordinária. Assim é também na igreja. Afinal, como afirma o apóstolo, “Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como Lhe aprouve” (1Co 12:18). Se você é “cabeça” ou “pé”, louve a Deus e atue como parte do corpo, desempenhando fielmente sua função, pois foi Ele quem escolheu seu dom e o confiou a você.
Muitas pessoas têm noções erradas sobre a humildade. Verdadeira humildade não é a moça bonita julgar-se feia nem o rapaz inteligente julgar-se um incapaz. Humildade real é atribuir a Deus o seu dom, seja ele qual for. Você não é mais responsável por sua beleza ou inteligência do que é responsável pela cor dos olhos. Segundo o texto de hoje, “somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras”. E o grande desafio da vida é descobrir nosso lugar no corpo e cumprir esse chamado. Pense hoje nas palavras de Paulo: “Pela graça de Deus, sou o que sou” (1Co 15:10). Esse é o grande obstáculo ao orgulho e a sentimentos de inferioridade. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
A Vitória em CristoMeditações Diárias 2014 – 26 de junho – Ligado na Videira
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Gálatas 5:24
Na Idade Média, um grupo de homens e mulheres dentre o movimento monástico oriental concluiu que, para realmente ser discípulo de Cristo, não é necessário apenas tomar consciência daquilo que atrai as pessoas a Deus. Eles desejaram conhecer também o inimigo, aquilo que os separava dEle. Sentiram-se compelidos a ver o pecado em sua forma concreta, buscando entender sua natureza destrutiva. Para serem específicos, compilaram uma lista daquilo que chamaram de “inimigos mortais”, mais tarde introduzidos no cristianismo ocidental como “os pecados mortais”, em número de sete: orgulho, inveja, ira, indolência, ganância, concupiscência e gula. Na compreensão original daqueles santos, esses eram considerados “os pecados mortais”, não porque fossem mais graves ou mais ofensivos a Deus. Eles eram “mortais” porque eram vistos como pecados seminais, originadores de outros pecados. Eram considerados o “ventre” em que todos os outros pecados são concebidos e gerados. O orgulho era visto como a raiz da vanglória, da arrogância e da hipocrisia. Da inveja erguem-se a maledicência, a falta de misericórdia ou consideração pelos outros. A ira leva à violência, ao assassinato, à crueldade e à vingança. Da ganância, emergem a avareza, o roubo, a idolatria, a corrupção, a falta de escrúpulos e a traição. Da concupiscência, nascem a impureza, a lascívia, os desejos desordenados e os pecados da carne. A gula é responsável pela intemperança e cobiça. Finalmente, da indolência ou preguiça surgem a malícia, o rancor, a covardia e o desespero.
Ficou impressionado com o catálogo, seus desdobramentos e sua psicologia? Escrevendo aos Gálatas (5:19-21), Paulo apresenta uma lista ainda maior e mais aterradora. Não é por acaso que o pecado é um conceito-chave nas Escrituras. Desconsiderá-lo, diminuir sua seriedade ou minimizar sua gravidade é perder de vista a única chave explanatória para as mazelas humanas. Não fosse por Cristo, teríamos toda razão para desanimar. Mas os que “são de Cristo crucificaram a carne, com as suas paixões”. Acomodar-nos ao pecado, com a ideia de que nada pode ser feito, significa concluir que o diabo é mais forte do que Cristo. Você já deve ter ouvido: quando o diabo procurar desanimá-lo, lembrando-o de seu passado, relembre-o do futuro dele. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Membros ou Discípulos?Meditações Diárias 2014 – 27 de junho – Ligado na Videira
A saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho. Efésios 3:6
O Novo Testamento nunca se refere àqueles que se unem à igreja como “membros”, no sentido em que a palavra é utilizada hoje. Somos “membros” do corpo de Cristo, em sentido orgânico, mas não como “membros” em termos de “afiliados”, participantes de uma agremiação ou de um tipo de clube.
O termo membro, em sentido bíblico, expressa a ideia de unidade, respeito, cooperação e solidariedade. Você já observou que em um corpo saudável os membros nunca estão em luta interna ou em competição? Imagine: os dedos dos pés passam a maior parte da vida apertados, sob pressão e peso, em uma atmosfera menos que recomendável, sendo vistos apenas por poucas pessoas. Mas nunca ouvimos dizer de artelhos inconformados que quisessem ser joelho ou nariz.
Você pode imaginar por que a igreja, às vezes, é fraca, perdendo sangue em lutas internas, “mordidas” e ataques de uns aos outros? Num corpo, os membros são mais que mero ajuntamento de partes. Cada parte vive para a preservação da outra. Já pensou se um pé fosse amputado porque pisou no outro? E se os dentes fossem arrancados porque morderam a língua? Ao contrário disso, eles pertencem a uma unidade. A língua, embora tenha o poder da fala, não diz: “Vamos nos livrar desses dentes.” Imagine se alguns membros se aliassem contra o resto do corpo, como às vezes acontece na igreja. Dentro do “clube maior”, com frequência encontramos a existência de “clubinhos” ou “guetos”, afirmando: “Eu sou de Pedro, eu sou de Paulo, eu sou de Apolo”, ou mesmo “sou melhor que todos, pois eu sou de Cristo”, em pretensa superioridade espiritual.
Muitos estão satisfeitos pensando na igreja como uma agremiação, com algumas regras fixas, em que os “afiliados” devem assistir a algumas reuniões, fazer contribuições periódicas e viver “mais ou menos” de acordo com as normas do clube. Jesus eliminou essa hipótese, referindo-Se a Seus seguidores não como “membros”, mas como discípulos (Mt 10:24, 25; Jo 8:31; 13:35, etc.). Assim, os discípulos de Cristo são “membros” apenas quando isso é entendido em termos bíblicos. Unidos organicamente ao corpo, parte uns dos outros, sob a autoridade de Cristo, que é a cabeça da igreja (Ef 1:22, 23). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Não é Irônico?Meditações Diárias 2014 – 28 de junho – Ligado na Videira
Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33
Li, traduzi e adaptei, faz algum tempo, a página que incluo para a meditação de hoje.
Não é irônico…
Que uma nota de 20 reais nos pareça tão valiosa quando a colocamos na salva da oferta, mas tão insignificante na lanchonete, na pizzaria ou no supermercado?
Que nos incomodemos, ficando frustrados e enfadados, quando o culto demora 15 minutos a mais, mas não contemos o tempo diante de novelas, filmes e de nossos programas prediletos da TV?
Que sejamos capazes de ler livros de contos, romances e aventuras, durante grande parte da noite, mas não tenhamos tempo nem paciência para dedicar à leitura de dois capítulos das Escrituras ou para a lição da Escola Sabatina?
Que em casas de espetáculos, campos de esportes ou shows que apreciamos escolhamos os primeiros lugares, mas na igreja busquemos os últimos assentos, pois aí, pensamos, “quanto mais longe melhor”?
Que nos enchamos de entusiasmo e excesso de alegria ante a perspectiva de pequenos negócios, compras, venda de algum item, promoção no trabalho ou mesmo pela vitória de nosso time de futebol, mas nos tornemos um bloco de gelo, indiferentes e distantes, quando se trata das coisas do reino de Deus?
Que estejamos sempre muito “ocupados”, “cansados” ou “doentes” para ir aos cultos, mas sempre encontremos tempo e dificilmente estejamos cansados ou doentes para conversar com amigos, frequentar festas ou participar de passeios?
Que assistindo a um filme, diante das fantasias e tolices de Hollywood, não conversemos nem permitamos que outros conversem perto de nós, mas na igreja, na presença do Criador do Universo, reverência e silêncio não pareçam coisas importantes?
Que digamos não entender partes da Bíblia e desistamos de tentar compreendê-las, mas, em relação a “fofocas”, não tenhamos qualquer dificuldade em fazer perguntas e “pesquisar” todos os detalhes da questão?
Não é irônico que todos queiram ir para o Céu e assumam que chegarão lá, a despeito do que creem, pensam, dizem, fazem e vivem? Realmente, tudo isso me parece muito irônico! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
A Graça do DoutorMeditações Diárias 2014 – 29 de junho – Ligado na Videira
No meio de uma geração pervertida e corrupta [...] resplandeceis como luzeiros no mundo. Filipenses 2:15
Faz algum tempo, o jornal Washington Post publicou um artigo de três páginas com o seguinte título: “A Graça Salvadora do Doutor”. Era um tributo ao famoso neurocirurgião pediátrico adventista Ben Carson. O médico que realizava 400 cirurgias por ano e havia salvo a vida de um incrível número de crianças apresentava ele próprio um quadro de agressivo câncer de próstata que estaria em estágio avançado.
Sua cirurgia estava marcada no Hospital Universitário Johns Hopkins, onde o Dr. Carson era diretor de neurocirurgia pediátrica, professor de cirurgia neurológica, oncologia, e cirurgia plástica e pediátrica. O artigo informava que milhares de telefonemas, cartas e e-mails de ex-pacientes do Dr. Carson chegavam de todas as partes do mundo. “Você não pode morrer”, dizia Shirley Howard, presidente da Fundação Infantil Contra o Câncer. “Nós precisamos de você aqui para curar nossas crianças com tumores no cérebro.”
O artigo fazia referência à extraordinária atitude do Dr. Carson. Falava de seu calor humano e da calma que irradiava de seu interior. Mencionava como os pacientes se sentiam acalmados de seus piores temores ao conversar com o médico que se demonstrava inteiramente interessado neles. O artigo ainda fazia referência ao senso de humor e sorriso fácil do Dr. Carson.
Detalhes da cirurgia do Dr. Carson estão no livro Mark: The Gospel of Jesus, de William G. Johnsson. Operado, ele foi miraculosamente poupado. No dia seguinte à publicação do artigo mencionado inicialmente, o mesmo jornal publicou outro artigo. Esse segundo texto relatava que dias antes de sua cirurgia, Carson se esquecera do próprio drama para aceitar o desafio de operar Carolina Shear, de 15 anos, internada com dores de cabeça que aumentavam em gravidade. A cirurgia para aliviar a pressão do cérebro de Caroline incluía complexas manobras na base do crânio. Na entrevista concedida ao jornal, dias depois de sua recuperação, a garota foi questionada: “O que você acha do Dr. Carson?” Ela respondeu: “Ele é muito humilde. Se você se encontrasse com ele em um supermercado, não imaginaria que é esse cirurgião de fama internacional.” Então concluiu: “Por sua maneira de agir, é a pessoa mais parecida com Deus que você pode encontrar.” Curiosamente, isso é o que Jesus espera de todos os Seus discípulos. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Em que Posição Orar?Meditações Diárias 2014 – 30 de junho – Ligado na Videira
O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu. Lucas 18:13
Na oração modelo (Mt 6:9-15), Jesus nada disse sobre a formalidade exterior da posição. Para alguns, só se pode orar ajoelhado. Isso tem sido razão para longos debates e mau testemunho. Se alguns visitantes da igreja testemunharem a atitude hostil de certos defensores do “genuflexismo”, provavelmente sairão intrigados com o superficialismo deles, imaginando se vale a pena voltar. São de estarrecer qualquer um as absurdas idolatrias das formas, que perdem de vista a essência do cristianismo. O impressionante é que, ao nos concentrarmos em periféricos, perdemos de vista o que é importante. Acabamos coando mosquitos imaginários e engolindo camelos do tradicionalismo (Mt 23:24).
No que diz respeito à oração, se as circunstâncias permitirem, podemos nos ajoelhar. Contudo, mais importante do que os joelhos curvados, que é o significado etimológico da palavra genuflexo, é ter a vontade e o espírito curvados diante de Deus, símbolos da verdadeira submissão. Se a igreja em sua liturgia, porém, decidiu que algumas orações sejam realizadas com os adoradores em pé ou assentados, não há nada errado com isso. Jesus não disse que Seus discípulos serão conhecidos pela posição exterior da oração, mas pelo amor fraternal (Jo 13:35). O bizarro é que até mesmo sobre a oração, precisamente o que nos deveria unir, podemos ser levados a estar divididos.
Pelo formalismo e fervor cego, muitos se esquecem de que nossa vida é a verdadeira oração de resposta a Deus. A maneira como vivemos é a nossa oração. Oração não é simplesmente o que dizemos quando juntamos as mãos, fechamos os olhos ou nos curvamos de joelhos. Essa não é a realidade da verdadeira oração. O essencial é a maneira como vivemos, não como oramos. Qual, então, é a posição certa na oração? Isso é secundário e periférico. O que faz diferença é o ardente desejo de comunicar-se com Deus. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)

Meditações Diárias – Meditação Matinal – Maio 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus – Ligado na Videira

Para Quem Você Trabalha? – Meditações Diárias 2014 – 1º de maio – Ligado na Videira
Servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens. Efésios 6:7
A carreira de Moisés como líder começa com um bem-intencionado ato de violência, mas, em vez de gratidão por seu interesse, ele foi confrontado com ressentimento. Seus 40 anos à frente do povo hebreu foram marcados pelo mesmo espírito por parte daqueles a quem ele fora chamado para servir. Moisés os guiou para a liberdade, mas o povo reclamou. A liberdade, além de fazer muitas exigências, é imprevisível. Eles foram alimentados de modo miraculoso, mas os israelitas se queixavam de que o alimento era sempre o mesmo. Nostalgicamente, suspiravam pelas panelas de carne, cebola, alho e melão do Egito (Nm 11:15). Tinham saudade dos feitores egípcios? Reclamavam porque na liberdade tinham que tomar decisões?
Onde Moisés encontrou força para vencer as frustrações de sua missão? Harold Kushner conta a história de um rabino que foi a um hospital fazer visitas a membros de sua congregação. Lá descobriu que duas pessoas já haviam tido alta na tarde anterior. Provavelmente estivessem irados com ele, porque não os visitara antes. Dois outros estavam dormindo. Um outro tinha o quarto cheio de visitantes, e a visita do rabino seria considerada uma intrusão. A última paciente tomou 20 minutos queixando-se de suas dores e outras aflições e, por isso, disse que não acreditava mais em Deus.
Frustrado, o pobre rabino concluiu que perdera seu tempo, considerando as demandas de seu trabalho. Caminhando para o estacionamento, passou por um prédio de escritórios. O guarda de segurança o cumprimentou. O rabino parou e perguntou o que ele estava fazendo ali. Era domingo. Tudo estava fechado; os prédios, vazios. O rapaz lhe disse que era pago para ficar de guarda e perguntou o que ele estava fazendo, vestido de terno e gravata, em uma tarde tão quente. “Para quem você trabalha?”, quis saber. O rabino quase disse o nome de sua congregação. Mas tirou do bolso um cartão e disse: “Aqui estão meu nome e telefone. Eu lhe pagarei cinco dólares por semana para você me telefonar toda segunda-feira de manhã, lembrando-me de perguntar a mim mesmo para quem eu trabalho.”
Esse era o segredo de Moisés. Ele sabia para quem trabalhava. Ele não estava trabalhando para ganhar reconhecimento ou apreciação do povo. Ele trabalhava para Deus. O único Deus, não os ingratos israelitas, julgaria se ele cumprira ou não seu chamado. E você sabe, em sentido final, para quem você trabalha? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quando Jesus Voltará?Meditações Diárias 2014 – 2 de maio – Ligado na Videira
Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá. Mateus 24:44
Quando irá Jesus Cristo retornar à Terra? Até agora ninguém apresentou uma data correta. E não foi por falta de tentativas. Nos anos 80, alguém escreveu um livro intitulado 88 Razões Por Que o Arrebatamento Será em 1988. O livro foi vendido em grande quantidade, mas o Senhor não Se impressionou com aquelas razões. Elas não eram convincentes. E, como você pode imaginar, o livro não está mais à venda.
Ao longo da história, tem havido muitas tentativas de determinar uma data para o retorno de Jesus. Os mileritas marcaram a data de 1843/1844 e sofreram um grande desapontamento. Charles T. Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, estava absolutamente certo de que o retorno de Cristo se daria em 1914. Depois dele, Joseph Rutherford, seu sucessor, predisse o retorno do Senhor para 1925. Tais datas passaram, Russell e Rutherford morreram e não viram suas predições se realizarem. Mais recentemente, Harold Kamping, um presbiteriano, presidente da Family Radio, nos Estados Unidos, depois de vários cálculos complexos, marcou o retorno de Jesus primeiro para 1994 e posteriormente 2011. E estava errado nas duas vezes.
A lista desses cálculos é enorme, e dois fatos são evidentes: primeiramente, os matemáticos apocalípticos não se convencem de seus erros e, em segundo lugar, para alguns descrentes cada falha é uma prova de que o cristianismo é falso. Contudo, essas predições falsas não destroem a veracidade do segundo advento. Na verdade, o fracasso dessas tentativas apenas comprova a veracidade das palavras de Jesus: “não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24:42), ou “não vos compete conhecer tempos e épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (At 1:7). Apesar dessas advertências, de quando em quando surgem novos “especialistas”, com “novas evidências” e “novas descobertas de chaves”.
Talvez a tentativa de estabelecer a data do retorno de Cristo esteja, em parte, baseada no desejo de se estar preparado pelo menor período de tempo possível. Isto é, sabemos que Ele só irá voltar, digamos, por volta de dezembro de 2015, então deixaremos para pensar nisto quando o tempo estiver bem próximo. Quando voltará Jesus a segunda vez? Não sabemos. A certeza é quanto ao evento, não sobre quando ele acontecerá. Nosso chamado não é para “descobrir” a data do segundo advento, mas estarmos preparados para ele, quando acontecer, cedo ou tarde. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Preserve a FéMeditações Diárias 2014 – 3 de maio – Ligado na Videira
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. 2 Timóteo 4:7
Essas extraordinárias palavras de Paulo ganham maior sentido quando consideramos o contexto delas. Ele escreve em circunstâncias extremamente desfavoráveis. Em Roma, em seu último encarceramento, falta-lhe o mínimo conforto. O clima da execução paira no ar. No “corredor da morte”, ele examina sua trajetória desde seu chamado por Cristo e imortaliza seu testemunho final. As palavras são sublimes: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” Nada de incerto. Nenhuma dúvida. Nenhum desânimo ou ressentimento.
Observe ainda: “Demas [...] me abandonou” (v. 10); “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males.” E, falando da igreja em Roma, ele observa: “Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes, todos me abandonaram” (v. 16). Demas é mencionado em duas outras epístolas (Cl 4:14; Fm 24),
indicado como um coobreiro, alguém do círculo íntimo do apóstolo, mas que deserta, “amando o presente século”. Alexandre é mencionado noutro texto (1Tm 1:20). Um membro da igreja blasfemador, que “lhe causou grandes males”. Talvez tendo apresentado acusações contra o apóstolo perante o império, precipitando sua condenação. Pior ainda, dos irmãos de Roma, ninguém o assistiu. Na Epístola aos Romanos, no capítulo 16, 30 pessoas e seus familiares são mencionadas por nome. Mas todas o abandonaram!
Paulo está escrevendo a um amigo, Timóteo, e faz referência a outro coobreiro, Marcos, indicando que Lucas permanecera ao seu lado (2Tm 4:11). O que Paulo está dizendo? Que você pode preservar a fé apesar daqueles que o desapontam. Apesar dos Demas, dos Alexandres e dos indiferentes. Paulo ainda está afirmando outra coisa: você pode manter a fé em comunhão com os Timóteos, os Marcos e os Lucas da igreja. Você já os viu em sua igreja?
Finalmente, observe os versos 17 e 18: “Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças [...]. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o Seu reino celestial.” Você pode preservar a fé, apesar daqueles que o desapontam. Mantenha-se em associação com aqueles que não o decepcionam. Acima de tudo, você pode preservar a fé por causa do Senhor Jesus Cristo. Sua graça o assistirá. Sua presença infalível o acompanhará. Ele derramará Seu poder sobre você e o protegerá até a entrada final em Seu reino. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus é MelhorMeditações Diárias 2014 – 4 de maio – Ligado na Videira
Tendo-Se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Hebreus 1:4
A Epístola aos Hebreus foi escrita como um estímulo, uma “palavra de exortação” (Hb 13:22). É um sermão destinado aos cristãos do 1º século.
A maioria da audiência da carta era de origem judaica e havia sido cristã por algum tempo. Eles se lembravam da pregação dos apóstolos, dos milagres experimentados e da poderosa ação do Espírito Santo. Nos primeiros anos, eles haviam sofrido insultos, perseguições, confiscação de propriedades e tinham sido banidos das sinagogas. Progressivamente, eles se cansaram. Ficaram desanimados. Com o passar do tempo, corriam o risco de se tornarem vítimas do pessimismo crônico.
O perfil desses cristãos apresenta grande correspondência com os cristãos modernos. Também nós, às vezes, tornamo-nos deprimidos, desanimados, frustrados e pessimistas quanto ao resultado de termos aceitado a Cristo. Pela negligência da fé, passamos à descrença. Da descrença passamos ao endurecimento do coração. Desse ponto em diante, facilmente chegamos à dúvida sistemática, e a renúncia pública de Cristo está apenas a um passo.
Portanto, a exortação aos hebreus aplica-se também a nós, que muitas vezes olhamos a vida cristã como que através de vidraças partidas. O argumento central da Epístola aos Hebreus é que Jesus é melhor do que tudo o que aqueles antigos cristãos haviam conhecido antes no judaísmo.
Jesus é uma revelação melhor do que aquela dada aos pais. Seu nome é melhor do que o nome de todos os patriarcas. Ele é um líder melhor que Moisés, um sacerdote melhor que Arão. Trouxe um sacerdócio superior ao sacerdócio levita. Ele estabeleceu um concerto melhor. O evangelho é melhor que a lei. O Calvário é melhor que o Sinai. Seu sangue é melhor que o sangue de touros, bodes e ovelhas. Em Cristo, esperamos um país melhor do que a Canaã do sonho israelita. Esperamos a nova Jerusalém, do alto, melhor que a velha cidade, capital do judaísmo.
Em suma, Jesus Cristo é melhor para você também. Ele é superior a tudo o que você tenha deixado. Nada pode se comparar à Sua excelência. Não olhe para trás em saudosismo. Ele é superior a tudo o que você já conheceu. E não importa quanto ou o que lhe ofereçam, Jesus cobre qualquer oferta. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Tão Grande Nuvem de TestemunhasMeditações Diárias 2014 – 5 de maio – Ligado na Videira
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta. Hebreus 12:1
A nuvem de testemunhas mencionada no texto de hoje, qualificada como “tão grande”, é formada pelos heróis da fé relacionados no capítulo 11. A vida deles e suas vitórias são o grande encorajamento para a carreira da fé.
A metáfora é tirada dos esportes do mundo antigo. O autor imagina o cristão como um atleta, fazendo os preparativos para a corrida num estádio da antiguidade, com os espectadores assentados, elevando-se por todos os lados, em longas filas. O atleta, antes de iniciar a maratona, momentaneamente levanta o rosto para ver a multidão de faces que o cerca como uma nuvem. Ele vê os grandes atletas do passado observando-o. Cada um deles, apesar das limitações e desabilidades, terminou o percurso proposto.
Nessa fração de segundos, aquele que está para iniciar o trajeto toma consciência de que aqueles não são espectadores comuns, mas veteranos da mesma corrida. É como se os fiéis de todas as eras, a vida deles e a memória de suas vitórias estivessem assentados naqueles bancos, fixando intensamente o olhar naquele que inicia agora. Hebreus 11:39 nos diz que os vencedores do passado ainda não receberam a promessa; portanto, não são eles de fato. É o silencioso testemunho da fidelidade de sua vida, a memória de seu desempenho, pela fé, que serve de desafio e inspiração.
Todos nós temos apenas uma vida. Uma única e grande oportunidade para alcançar a excelência no serviço da cruz. As testemunhas tiveram seu dia de verão, elas correram bem. Agora é nossa vez. Esse é o cenário de Hebreus 11 e 12. Dois mil anos não enfraqueceram o poder de apelo desta cena. Nas Olimpíadas antigas, os atletas amarravam pesos em suas pernas e corpo. No dia da corrida, livravam-se deles e sentiam que quase podiam voar. “Desembaraçando-nos de todo peso e do pecado”, diz o texto de hoje. O peso aqui se refere a qualquer item de natureza supérflua que poderia reter aquele que corre.
Observe mais uma vez que alguns dos heróis mencionados são relacionados pela fraqueza que eles venceram. Alguns deles foram nuvens escuras
que se tornaram prata reluzente. Eles são a permanente lembrança de que Deus convoca a todos, eu e você inclusive. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus Cristo: LibertadorMeditações Diárias 2014 – 6 de maio – Ligado na Videira
Indo para Nazaré, [...] Lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre Mim, pelo que Me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-Me para proclamar libertação aos cativos. Lucas 4:16-18
Esse discurso é considerado a apresentação do “programa de trabalho” do ministério de Cristo. Ao contrário de promessas vazias que ouvimos, Jesus cumpriu rigorosamente tudo o que dEle fora escrito. Um pouco depois, respondendo sobre Sua identidade aos discípulos de João Batista, Ele diz: “Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho” (Lc 7:22, cf. At 10:38).
No Evangelho de Lucas, a obra de Cristo é vista em termos de libertação. Libertação do diabo, do pecado, das enfermidades e das tradições humanas. Lucas organiza parte de seu evangelho para apresentar a libertação que nos visitou em Cristo. Leia com atenção a cura do leproso descrita no capítulo 5, versos 12-14. Os rabis tinham verdadeira paixão em relacionar doenças a causas morais. A lepra, símbolo do pecado, era considerada um flagelo de Deus. Por sua natureza repulsiva, resultava em isolamento físico, social e psicológico.
O rabinismo, contudo, mostrava-se impotente diante da lepra. Em seus escritos, não encontramos nenhuma prescrição, nenhum remédio e, ainda pior, nenhuma simpatia. Alguns fariseus se orgulhavam de atirar pedras nas vítimas da doença. Essa era a lógica desumana levada ao extremo. Esse leproso aproxima-se de Cristo. Já ouvira alguém falar a respeito dEle. É a chance de sua vida. “Prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: ‘Senhor, se quiseres, podes purificar-me’” (v. 12). Que espetáculo! Não há nada em que ancorar seu pedido. “Se quiseres”, ele roga. Entrega-se inteiramente nas mãos do Senhor. O pedido sugere um senso de absoluta falta de valor. Envergonhado de sua impureza, ele não tem nada do seu lado. Nada senão a graça! A resposta de Cristo me deixa estarrecido. Ele se dirige a esse desfigurado fragmento humano, e em terna misericórdia responde: “Quero, fica limpo” (v. 13). Então, estende a mão poderosa para tocá-lo, quebrando as regras da sociedade. O toque é um símbolo de Sua infinita bondade.
Querido leitor, você precisa hoje de algum tipo de libertação? Busque-O agora mesmo. Em resposta, Ele dirá a você: “Quero, sê livre.” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus Cristo Sem Cruz?Meditações Diárias 2014 – 7 de maio – Ligado na Videira
Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me. Marcos 8:34
Um dos enigmas com que o leitor dos evangelhos se depara é a maneira sistemática com que Jesus evitou a publicidade. Ele realizou milagres extraordinários, mas consistentemente insistiu em permanecer na penumbra. Vez após vez, Ele buscou silenciar o entusiasmo das testemunhas de Seus atos poderosos. Mesmo demônios foram impedidos de falar o que sabiam a Seu respeito (ver, por exemplo, Mc 1:34, 44; 3:12; 5:43; 7:36; 8:26).
Não parece curioso? Qual é a razão dessa atitude antipublicitária? Afinal, quando se quer atrair seguidores, a técnica comum é encorajar a “visibilidade” e atrair os holofotes. Observe, por exemplo, aqueles que declaram realizar milagres hoje. Eles não tentam manter seus alegados milagres em sigilo. Ao contrário, shows de TV são articulados para fazer propaganda. Se, após um desses pregadores eletrônicos orar e alguém, por acaso, se sentir melhor de sua artrite, o milagreiro sorri satisfeito. Chama as câmeras para focalizar a “cura”. Se um pequeno alívio, que poderia ser atribuído a muitas causas, merece toda essa algazarra, imagine o que Jesus não poderia ter feito depois de ressuscitar alguém comprovadamente morto?
Nós esperaríamos que o Enviado de Deus tirasse o maior proveito de Seus poderes. Seria o caso de convocar uma entrevista coletiva com a imprensa. Na pior das hipóteses, deveria encorajar aqueles que Ele curou a divulgar os fatos. Ao contrário, Jesus dá ordens específicas para que nada fosse dito. E quando havia um “vazamento” da informação, e as multidões O buscavam, Ele procurava um lugar solitário para Se isolar. Isso não é estranho? De fato, não conheço ninguém assim. Muitas pessoas, mesmo quando não fizeram nada digno de atenção, buscam receber o “crédito” e desejam que seus supostos “feitos” sejam divulgados.
A explicação para tal atitude “politicamente incorreta” de Jesus é que em Seus dias prevalecia entre os judeus a expectativa de um Messias conquistador, que traria libertação política. Ele não permitiu que tais ideias tomassem o imaginário popular. Ele não seria um Libertador sem a cruz. Ele já havia deixado isso claro no deserto da tentação (Mt 4:8, 9). É na cruz que Sua identidade é plenamente revelada. Toda tentativa de evitar a cruz, a dEle ou a nossa, é obra do tentador. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Fanáticos e FanatismosMeditações Diárias 2014 – 8 de maio – Ligado na Videira
Tudo o que não provém de fé é pecado. Romanos 14:23
Quando servi ao Departamento de Jovens da antiga União Este Brasileira, visitei um de nossos colégios. Encontrei-me, então, com um jovem que já conhecia de outro lugar. Ele estava com o cabelo comprido, tocando os ombros. Cumprimentei-o e perguntei-lhe se estava tudo bem. Com aparente ódio e sarcasmo na voz, ele me disse que não estava nada bem. Estava sendo expulso do colégio. “Por quê?”, eu quis saber. Ele se limitou a dizer: “Este lugar está cheio de fanáticos.” Estava sendo expulso pelo comprimento de seu cabelo, que ele se negava a cortar.
Disse-lhe, tentando fazê-lo pensar: “É possível que você esteja certo, e este colégio tenha mesmo muitos fanáticos. Mas eu gostaria que você se lembrasse de que existem os fanáticos do cabelo curto e existem os fanáticos do cabelo comprido.” Fanáticos e fanatismos podem se disfarçar sob muitas máscaras. Fanáticos dos vestidos compridos. Fanáticos dos vestidos curtos. Fanáticos contra a moda. Fanáticos a favor da moda. Fanáticos contra os adornos. Fanáticos a favor dos adornos. Fanáticos do vegetarianismo. Fanáticos a favor da carne. Fanáticos do legalismo. Fanáticos do liberalismo.
Qual a diferença entre eles? Basicamente, nenhuma. Todos sofrem da mesma enfermidade. Todos eles têm o próprio método de salvação. Uns se julgam superiores porque não fazem determinadas coisas. Outros se julgam superiores precisamente porque as praticam. Nossa tragédia é sempre atribuir fanatismo àqueles que discordam de nós, sem reconhecer o próprio fanatismo. E, assim, excluímos do círculo de nosso amor aqueles a quem impomos nossos julgamentos, e passamos a viver isolados em guetos dentro ou fora da igreja.
A verdadeira religião não nos torna críticos ou juízes de ninguém. Curiosamente, os fanáticos da “esquerda”, que se veem como “abertos” e “progressistas”, são os que provavelmente menos reconhecem seu “fanatismo”. Gostam de rotular os outros de “legalistas” e “radicais”. Estes, por outro lado, às vezes até corretos no que fazem, têm a motivação errada, sem entender que “o que não provém da fé é pecado”. Seus métodos, na maioria das vezes, apenas fecham as portas para a influência deles. A verdade é que nossa doença é muito pior do que imaginamos. Necessitamos de cura muito mais séria e radical do que supomos. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Êxito no CasamentoMeditações Diárias 2014 – 9 de maio – Ligado na Videira
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja. Efésios 5:25
O casamento não terá sucesso por causa de boas intenções, do “brilho e das cores” das coisas acumuladas, da casa, dos aparelhos, da conta bancária ou da marca do carro. Essas coisas podem ter seu lugar, mas são de valor relativo. Efésios 5:21-25 revela o segredo de um casamento bem-sucedido. Embora o texto faça referência “aos maridos”, ele inclui as esposas porque trata com pessoas em relacionamento.
Os rabis diziam: “Maridos, amai vossa esposa como a vós mesmos.” Os escritores clássicos da antiguidade, advertindo que os maridos amassem suas esposas, poderiam escolher entre três palavras: eros, o amor físico, philéin ou storggeo, termos para expressar a afeição dentro do círculo familiar. Mas Paulo não usou nenhuma dessas palavras conhecidas. Ele escolheu um termo tipicamente cristão: agape. “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja.” O amor é aqui qualificado por um paradigma. Amor totalmente abnegado, que busca não a própria satisfação, mas o supremo bem da pessoa amada: “Como Cristo amou.” E nós sabemos como Cristo amou!
Você pode imaginar a revolução que veríamos nos lares, entre os casais, se os cônjuges manifestassem amor assim? O amor romance, amor paixão, tão decantado na lírica das canções e das novelas, falha porque é um tipo de amor basicamente egoísta, centralizado no “eu”. Nele, quando se diz “eu amo você”, o que se está frequentemente dizendo é: “Eu amo a mim mesmo e estou usando você.” Tudo que esteja centralizado no egoísmo humano está destinado a falhar.
Sem Deus, seu casamento está programado para ruir, sobrando apenas fotos amareladas. O casamento sem o amor cujo parâmetro é a cruz é concentrado no “eu”, na realização pessoal, nos desejos pessoais, e vai falhar, porque a filosofia egoísta é suicida. Amar uma pessoa, segundo as Escrituras, significa ser uma bênção para ela, cuidando, ministrando e servindo de forma prática. Isso não depende primariamente de “romance”. É precisamente isso que multidões não entendem. O casamento só pode sobreviver se as pessoas envolvidas nele estiverem dispostas a levar a cruz, colocando os interesses da pessoa amada antes dos seus. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Ensina a Criança…Meditações Diárias 2014 – 10 de maio – Ligado na Videira
E, até quando envelhecer, não se desviará dele. Provérbios 22:6, ARC
Aprendemos das Escrituras que os pais devem ensinar as crianças. Mas em que caminho devem elas andar? Se os primeiros sete anos constituem o período fundamental para a orientação religiosa e para o fundamento da própria personalidade, a questão é: O que deve ser ensinado nesse período? Talvez seis princípios básicos extraídos da Palavra de Deus possam ajudar os pais no grande desafio de instruir os filhos e integrar à vida deles noções que formam a base da superestrutura da fé:
1. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento” (Mc 12:30). Estão seus filhos aprendendo a amar a Deus de forma suprema? Estão aprendendo a confiar nEle e dirigindo-se a Ele quando amedrontados, ansiosos e solitários? Estão aprendendo a apreciar e memorizar as Escrituras e a orar?
2. “Amarás o teu próximo” (Mc 12:31). Estão suas crianças aprendendo a se identificar com os outros, sendo solidários com os que sofrem? Seu exemplo nisso é fundamental.
3. “Ensina-me a fazer a Tua vontade, pois Tu és o meu Deus” (Sl 143:10). Estão eles aprendendo a obedecer aos pais, em preparo para a futura obediência a Deus? Sabem respeitá-los? São gratos a Deus e aos pais?
4. “Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos” (Ec 12:13). Estão eles aprendendo a ser verdadeiros e honestos? Eles entendem, de modo compatível com a idade, o significado do sábado? Estão eles aprendendo sobre a insignificância do materialismo? Estão sendo ensinados sobre o significado e importância da família?
5. “Mas o fruto do Espírito é disciplina própria” (Gl 5:22, 23). Estão seus filhos sendo instruídos a conter impulsos, cumprir responsabilidades e ser controlados no uso do dinheiro, devolvendo a Deus o que Lhe pertence?
6. “Aquele que se humilha será exaltado” (Lc 14:11). Seus filhos estão aprendendo a imensa diferença entre a autoestima e o orgulho? Verdadeira humildade é atribuir a Deus qualquer vantagem que julgamos ter: aparência, inteligência, recursos. Aqui se pode incluir a questão: Estão as crianças aprendendo a se curvar em reverência diante do Deus do Universo?
Claro que cada um desses princípios mereceria um livro, mas cabe a você, como pai, mãe ou educador, buscar o conselho divino, orar e se preparar para sua missão. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder das MãesMeditações Diárias 2014 – 11 de maio – Ligado na Videira
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. Provérbios 22:6
A psicóloga norte-americana Laura Schlessinger, em seu programa de rádio, contou a história de uma mãe que encontrou uma revista pornográfica escondida enquanto fazia faxina no quarto do filho adolescente. Mais tarde, assentou-se com o rapaz e, para horror dele, começou a virar as páginas. Uma a uma, ela passou a apontar as gravuras. “Esta menina é irmã de alguém”, disse ela ao moço. “E esta é filha de alguém. É assim que você me imagina em meu quarto? É isso que você gostaria que sua irmã estivesse fazendo?” Quando terminou, ela tinha mudado a perspectiva do rapaz. Então ordenou que ele jogasse aquilo fora e o admoestou a nunca trazer aquele lixo para casa.
O que ela fez? Aquela mãe havia humanizado as mulheres naquela revista. Ela tentara dar outra face àquelas garotas. Ela buscara fazer com que o filho atribuísse certa medida de valor, dignidade e respeito àquelas mulheres, vendo-as como as pessoas por quem ele tinha respeito. De fato, ela dera às mulheres da revista mais dignidade do que elas davam a si mesmas.
Anos mais tarde, diz Schlessinger, o rapaz foi à sua mãe e começou a narrar como, em uma viagem com amigos da universidade, havia visitado um prostíbulo. Ela o interrompeu e disse com expressão séria na face: “Há coisas que uma mãe não necessita saber.” Mas o filho insistiu que havia algo que ele precisava lhe contar. Ele contou como fora a visita ao lugar. Cada rapaz tomou uma garota. No quarto, ele observou que aquele aposento era decorado como quarto de menina, como o de sua irmã. Ele viu a fotografia de sua família na penteadeira, as fotos dela, de seus irmãos e pais nas paredes. De sua memória, emergiram as poderosas palavras da mãe, anos antes. “Esta moça é filha de alguém… irmã de alguém.” Ele não pôde ficar naquele lugar por nem mais um segundo.
Mais tarde, no carro, quando os outros rapazes falavam da aventura, esse moço apenas contou o que a mãe lhe ensinara anos antes. “Mãe”, disse o rapaz, “eles ficaram paralisados e, por um longo tempo, não disseram nem uma palavra.” Aquela mãe havia gravado com ferro em brasa a consciência do filho, demonstrando-lhe que cada pessoa tem infinito valor, porque foi criada à imagem de Deus. Para Ellen White, depois de Deus, a influência das mães para o bem é a maior força conhecida. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Tributo aos PaisMeditações Diárias 2014 – 12 de maio – Ligado na Videira
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. Êxodo 20:12
O primeiro mandamento da primeira tábua da lei ordena lealdade Àquele que é o Autor da vida. O primeiro mandamento da segunda tábua determina que honremos os pais, aqueles que geraram a vida. A conexão entre esses dois mandamentos é evidente. Lealdade é um tipo de honra, e honra é uma forma de lealdade.
O mandamento bíblico usa a palavra “honra” em lugar de “respeito”. Honrar e respeitar podem ser palavras sinônimas em língua portuguesa, mas, na linguagem da Bíblia, honrar não é apenas ter alguém em alta consideração. O mandamento que exige honra determina que os filhos se comportem de maneira que reflita a posição deles. O quinto mandamento é suplementado por Levítico 19:3: “Cada um temerá a sua mãe e a seu pai” (ARC).
“Temer” aqui tem o significado de reverência. A tradição judaica traduzia reverência com o significado literal de “não tomar o lugar reservado aos pais”. Não se “assentar” na cadeira deles. Não pretender autoridade superior à deles, não contradizer suas palavras. A honra é demonstrada em atos de bondade e cuidado, enquanto reverência significa abster-se de atos que diminuam o papel dos pais ou os embaracem em público.
Honramos nossos pais quando os tratamos com respeito, ao falar, ao responder e ao nos dirigirmos a eles. Nós os honramos quando manifestamos gratidão e apreciação, quando nos asseguramos de que suas necessidades estão sendo satisfeitas, principalmente no momento em que eles já não podem cuidar deles próprios. Cuidar dos pais assim como eles cuidaram de nós no início da vida não é apenas cortesia recíproca, mas revela nobreza de caráter. Honramos nossos pais quando os servimos sem murmurar, sem ressentimentos e sem lhes lançar em rosto aquilo que fazemos por eles. Honramos nossos pais mantendo-nos conectados e nos comunicando com eles.
O quinto mandamento não diz que os filhos devem honrar os pais apenas se eles “merecerem” ou se forem pais perfeitos.
O mandamento não diz que devemos honrar os pais apenas se “sentirmos” que devemos fazê-lo ou se formos reconhecidos e recompensados. O mandamento diz apenas: “Honra teu pai e tua mãe.” Ponto final! A palavra hebraica para honra é kavod, que é derivada do termo kavad, que significa “pesado”. Honrar pai e mãe não é responsabilidade leve. Mas precisamente isso é o que o Senhor espera. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Relógio da VidaMeditações Diárias 2014 – 13 de maio – Ligado na Videira
Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Tiago 4:14
O renomado evangelista Henry Feyerabend contava a história de um pastor que, ao anoitecer, dirigia em uma movimentada estrada. Ele estava feliz porque o trabalho ia bem. Na manhã seguinte, sairia de férias com a esposa. No outro lado da pista, na direção contrária, avançava um ônibus. Nenhum dos dois motoristas sabia que a tragédia estava apenas alguns segundos adiante. O ônibus se desgovernou, cruzou a pista e se chocou de frente com o carro do pastor.
Dias depois, ele faleceu sem ter voltado à consciência. Em sua Bíblia, foi encontrada uma folha em que ele copiara os versos seguintes: “O relógio da vida só para uma vez, / E homem algum tem poder mesmo de imaginar / quando os ponteiros vão deixar de girar. / Cedo ou tarde? Impossível saber. / Agora é o único tempo que tendes à mão. / Não confieis no amanhã, / Pois o relógio poderá estar parado então.”
No relógio da vida, não somos nós que damos corda ou trocamos a bateria. Por isso, os ponteiros podem parar a qualquer instante, sem qualquer aviso. O texto de hoje relembra: “Não sabeis o que sucederá amanhã.” Dos meus tempos do ginásio, trago na memória o pequeno poema: “A vida é o dia de hoje. / A vida é ai que mal soa. / A vida é sombra que foge, / A vida é nuvem que voa. / A vida é sonho tão leve, / que se desfaz como a neve, / e que como o fumo se esvai. / A vida dura um momento, / mais leve que o pensamento, / e como o vento se vai.”
Somos criaturas de um dia só, “o hoje”. O tempo que temos chama-se “agora”. O amanhã existe apenas nos calendários. Contar com ele é planejar com o que realmente não existe, e muito menos nos pertence. Com frequência, o diabo não sugere que deixemos de tomar decisões importantes: mudar de rota, arrepender-nos, orar, estudar as Escrituras, ajudar e servir, perdoar ou pedir perdão, expressar amor e gratidão às pessoas com quem convivemos hoje. De fato, ele chega mesmo a sugerir que é necessário que essas coisas sejam feitas. Com uma única observação: “Não precisa ser hoje. Você ainda tem muito tempo.” Como alguém disse, se você quiser fazer Deus rir, conte a Ele sobre seus planos para o amanhã. Pode ser que o amanhã não venha para você ou para aquela pessoa com quem você deveria fazer acertos hoje. Então, nada poderá fazê-lo ouvir o que você gostaria de lhe dizer. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Posso Trabalhar Com Você TambémMeditações Diárias 2014 – 14 de maio – Ligado na Videira
Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. 1 Coríntios 1:27
Em Sua vida, Jesus fez precisamente o oposto daquilo que normalmente nós esperaríamos. Às vezes, observo para mim mesmo: “Se Ele tivesse me consultado quanto ao Seu nascimento, eu teria sugerido que Ele, com Seu poder, estalasse os dedos e criasse uma avançada ala de obstetrícia num hospital ultramoderno. Claro, Ele não me consultou e nasceu numa estrebaria.” “Para aumentar Seu impacto”, eu penso, “Ele poderia ter nascido num grande centro.” Em vez disso, Ele escolheu a pequena Belém. Por quê? Porque, dessa forma, ninguém seria intimidado pelas circunstâncias e lugar de Seu nascimento. Fosse Ele cercado de realeza, pompa e sofisticação, isso já excluiria milhões de seres humanos do convívio com Ele.
Observe Seus pais. A gravidez de Maria foi considerada suspeita. Além disso, a venerada pureza de sangue da tradição judaica foi desconsiderada por Ele. Sua genealogia foi comprometida por Rute, a moabita, e Raabe, uma cananeia de má reputação. As pessoas se orgulham de ancestrais reais, da força genética de suas raízes. Mas esse surpreendente Jesus descarta essas banalidades, assegurando que a maioria das pessoas não se afastaria por causa de origens glamorosas.
Jesus sempre viu as pessoas por um ângulo diferente. Se Ele me tivesse consultado, eu não aprovaria nenhum dos discípulos que Ele escolheu. Provavelmente eu teria despedido Pedro na primeira semana de trabalho. Suas reações e atitudes indicam que ele era um tipo disfuncional. A impulsividade certamente diminuía sua utilidade em pelo menos 50%. Contudo, Jesus o manteve no grupo e ainda o tratou com certa distinção.
Sabe o que Jesus estava dizendo com esse grupo de seguidores pouco encorajador? Ele estava dizendo: “Se eu posso trabalhar com esses, posso trabalhar com você também.” Jesus não trabalhou com os critérios das grandes corporações. Ele não agiu pelas normas de seleção das consultorias, como normalmente faríamos. Seu critério na escolha de pessoas está além dos limites de qualquer lógica humana. Mas isso é absolutamente compatível com Sua natureza e visão. Seu grupo de associados seria motivo de riso para qualquer departamento de Recursos Humanos moderno. Mas é precisamente aí que Ele abre espaço para milhões de pessoas comuns. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Não Se Glorie o Forte em Sua ForçaMeditações Diárias 2014 – 15 de maio – Ligado na Videira
Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor. Jeremias 9:23, 24
Cassius Clay, ou Muhammad Ali, o famoso campeão mundial de boxe na categoria dos “pesos-pesados”, morou na cidade de Berrien Springs, onde está localizada a Universidade Andrews, mantida pela Igreja Adventista. Curioso é que sua propriedade estava ao lado da casa de um amigo brasileiro, que na época estudava na Andrews. Ali era então famoso, conhecido como “The Greatest” (O maior), ou “Number One” (Número Um). Algumas vezes, indo visitar nossos amigos, olhávamos através dos portões de ferro, na tentativa de ver o celebrado ícone da cultura esportiva. Nunca o vimos. Dizia-se que ele tinha, próximo à sua casa, num celeiro, um ringue para treinos, cercado com capas de revistas de todo o mundo, artigos de jornais e outros troféus de seus tempos de glória. Das 61 lutas de sua carreira, ganhou 56.
A última vez que vi Muhammad Ali, na televisão, foi na abertura dos Jogos Olímpicos nos Estados Unidos, há alguns anos. Como um dos atletas mais famosos do século 20, ele foi escolhido para acender a tocha em Atlanta. Estava consideravelmente desfigurado, envelhecido e em avançado estágio do mal de Parkinson. Mãos trementes, passos arrastados e voz quase inaudível. Um estranho contraste com o grande atleta de outros tempos, forte e sorridente, um campeão invencível, absolutamente seguro de si, tendo nas mãos medalhas de inúmeras vitórias.
É diante da incerteza de nossos triunfos que o texto de hoje faz uma sábia sugestão: “Não se glorie [...] o forte na sua força.” Nossos idolatrados troféus são, em sua maioria, atributos do tempo e das circunstâncias. Como o tempo e as circunstâncias mudam, eles estão destinados a ser subvertidos. Você tem um corpo forte que os outros não podem desafiar? Isso mudará. Você tem beleza física que pode ser utilizada para impressionar outros? Tempo e gravidade serão os anjos vingadores de tal atributo. Você é esperto o suficiente para manipular as pessoas? O que acontecerá quando você estiver muito velho ou cansado demais para usar sua esperteza? Você se gloria em cargos e posições? Eles também vão passar.
Verdadeira grandeza vem apenas como resultado do conhecimento de Deus e de seus derivados: amor, solidariedade e serviço. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quando Deus Não Deixa Lugar Para a DúvidaMeditações Diárias 2014 – 16 de maio – Ligado na Videira
Pedi, e dar-se-vos-á. Mateus 7:7
Sei que nem sempre Deus nos dá o que pedimos. Mas, por experiência própria, também sei que por vezes Suas respostas não deixam dúvida quanto à origem delas, a menos que não queiramos ver.
Faz algum tempo, minha esposa viajou para os Estados Unidos. Eu e nossos dois filhos nos uniríamos a ela quando as aulas terminassem. Compramos as passagens, e Mike, o garoto com a Síndrome de Down, era o mais entusiasmado com a viagem, contando os dias para ver a mãe.
Não me ocorreu que Mike, então com 17 anos, precisaria de uma autorização especial da mãe para o embarque. Tínhamos um encontro marcado com uma enorme dor de cabeça. Chegamos ao aeroporto, fizemos o check-in, despachamos a bagagem e nos dirigimos ao serviço de imigração. “O garoto não pode deixar o país sem uma autorização da mãe”, disse o homem da lei. A complicação era maior do que pensara. Indicaram que eu poderia tentar resolver a situação no escritório da Polícia Federal, na extremidade do aeroporto. A essa altura, tínhamos apenas uma hora para solucionar o impasse.
Fomos ao local indicado. Depois da longa fila, expliquei a situação. Nada feito. Ter uma declaração da mãe ou a autorização de um juiz era o exigido. Naquela altura, eram dificuldades idênticas. O pior era ver o pequeno Mike, desconsolado, sem entender o que estava acontecendo. Triste, assentado na sala da Polícia, ele me perguntava: “Pai, por que eles não deixam eu ir ver minha mãe?” Realmente não via qualquer solução. Começamos a andar na direção da companhia aérea para tentar retirar as malas já despachadas. Paramos no meio da multidão. Nós três nos unimos em círculo e oramos. Ocorreu-me então voltar e perguntar se a autorização de qualquer juiz serviria. Disseram que sim.
Para encurtar uma longa história, telefonei para o diretor do Unasp, que entrou em contado com o diretor do curso de Direito. Este conhecia o juiz de Mogi Mirim, a sede da comarca. Naquele momento, o juiz estava em Artur Nogueira, cidade vizinha ao Unasp. Às 19h30, ele ainda estava no Fórum. Resultado: às 19h45, a autorização do juiz, por fax, estava na Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos. Tínhamos então exatos 15 minutos para tomar o voo. Chegamos no último minuto e viajamos.
Milagre? Não tenho dúvida. Você está precisando de um? Confie em quem não pode falhar. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Anjo do SenhorMeditações Diárias 2014 – 17 de maio – Ligado na Videira
O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Salmos 34:7
O contexto deste conhecido salmo é um capítulo escuro na vida de Davi. Para escapar da morte, ele precisou simular loucura. Todo o texto, contudo, é um cântico de louvor à bondade de Deus. O cantor de Israel sabia que a vida não é nenhum passeio no parque: “Muitas são as aflições do justo.” Sua análise final, porém, é positiva: “Mas o Senhor de todas o livra” (v. 19).
O termo anjo significa “mensageiro”. Alberto Magno, teólogo do século 13, calculou o número deles em 399.920.004. Para seu famoso discípulo, Tomás de Aquino, os anjos são “mais que qualquer população de carne e sangue”. É impossível saber quantos anjos existem, mas o fato é que eles aparecem nas Escrituras, em diversas circunstâncias, e a força deles pode dar cumprimento a qualquer tarefa.
Segundo Ellen White, devemos conhecer melhor a missão desses nossos influentes amigos junto ao trono de Deus. Como fiéis emissários, identificam-se conosco em toda a caminhada da vida. Eles alertaram Adão e Eva quanto ao perigo de Satanás. Depois da queda, chegaram a se oferecer para morrer em nosso lugar (Primeiros Escritos, p. 151, 152).
Pela presença deles, o Céu se aproxima da Terra. Os anjos nos conhecem e estão familiarizados com cada detalhe de nossa história pessoal. Em simpatia, buscam ajudar, proteger e salvar. No sombrio vale do sofrimento, quando tudo parece incerto e inseguro, pudéssemos ver além do véu, presenciaríamos esses majestosos seres inclinados sobre nós. “Anjos do Céu estão atravessando a Terra de alto a baixo, de lado a lado, buscando confortar os tristes, proteger os que estão em perigo, conquistar o coração dos homens para Cristo” (O Desejado de Todas as Nações, p. 478). Ellen White adverte ainda que “em toda assembleia de negócio ou prazer, em toda reunião de culto, há mais ouvintes do que os que podem ser vistos pelos olhos naturais” (Parábolas de Jesus, p. 176).
Eles resistem aos anjos maus, e terríveis são os confrontos entre os dois exércitos (Primeiros Escritos, p. 152). “A Seus anjos Deus dará ordens a teu respeito, para que te guardem”, diz o salmista (Sl 91:11). Eles nos protegem de perigos que nem chegamos a perceber. O anjo da guarda assinala nosso lugar de repouso na morte (Educação, p. 305). Ele será o primeiro a saudar, na manhã da ressurreição, os que dormiram em Cristo, num caloroso abraço de boas-vindas à vida eterna. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Perdidos, Mas Não EsquecidosMeditações Diárias 2014 – 18 de maio – Ligado na Videira
Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? Lucas 15:4
Lucas 15 é o capítulo conhecido como o “evangelho dentro do evangelho”. Jesus apresenta uma resposta à acusação que Lhe é feita pelos austeros fariseus: “Este recebe pecadores e come com eles” (Lc 15:2). Ele, então, conta três parábolas. Essas histórias não são primariamente uma exposição do evangelho, mas uma defesa dele. Elas representam a poderosa teologia de Cristo diante daqueles para quem a graça de Deus parecia um desperdício, aqueles que se sentiam indignados face à afirmação de que Deus Se interessa pelos pecadores. Para esse grupo, Jesus conta a parábola da ovelha perdida (Lc 15:3-7), a parábola da moeda perdida (v. 8-10) e a parábola do filho perdido (v. 11-32).
Como você se sente quando perde qualquer coisa considerada valiosa? Jesus utiliza um conceito que facilmente podemos compreender e com o qual logo nos identificamos. É óbvio que as pessoas se sentem frustradas, deprimidas e tristes quando perdem aquilo a que dão valor e se alegram quando encontram o que foi perdido. A estupenda revelação que Jesus faz é de que Deus também Se sente assim. Essas são histórias de Deus na linguagem dos homens. Tais parábolas têm uma estrutura comum: elas enfatizam a tragédia da perda, a diligência da busca e a alegria do encontro. A lição é clara em cada caso. Os bens perdidos não foram esquecidos e não perderam seu valor, o que é indicado pela busca. No caso da ovelha, a proporção é uma em cem; no caso da moeda perdida, uma em dez; e, no caso do filho perdido, um em dois.
Viajando de ônibus de Toronto, no Canadá, para a cidade de Nova York, fizemos uma parada em um terminal rodoviário na cidade de Buffalo. Chamou-me a atenção um enorme mural, tomando toda a parede, com fotografias de pessoas desaparecidas. Homens, mulheres, rapazes, moças e principalmente crianças. Todos eles, filhos, filhas, esposos, esposas, pais, netos de alguém. Acima das fotos, escrito em letras bem grandes: “Perdidos, mas não esquecidos.” Não pude deixar de fazer a associação daquele quadro com essas histórias de Jesus. Pessoalmente Deus Se envolveu na busca daquilo que foi perdido. Toda a inteligência do Universo concentrada na tarefa de resgatar o que se extraviou. Você, querido leitor, é o objeto dessa inestimável busca! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Na Direção do País DistanteMeditações Diárias 2014 – 19 de maio – Ligado na Videira
Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante. Lucas 15:13
A terceira história de Lucas 15, a parábola do filho pródigo, é a mais longa, mais conhecida, mais amada e mais citada das parábolas de Jesus. Mas, infelizmente, é pouco entendida. Ela representa a pincelada magistral no quadro que Jesus pinta de Deus. “Certo homem tinha dois filhos” (v. 11), Ele iniciou Sua história. “O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe” (Lc 15:12). Tal pedido implica um desejo de morte, uma vez que na cultura oriental apenas com a morte do pai a herança estaria disponível. Em alguns dias, o filho transformou tudo em dinheiro e partiu. Isso significa que ele não pretendia voltar.
O pai poderia ter obrigado o filho a ficar. Mas isso adiantaria? O rapaz já estava emocionalmente distante. Esse é o ponto vulnerável do amor: ele pode ser rejeitado. O rapaz estava decidido a buscar a felicidade longe. A tragédia é que frequentemente buscamos a felicidade em lugares em que ela não pode ser encontrada. Nas buscas erradas da vida, já estamos permitindo que os fios dos ventos comecem a tecer a capa de nossos maiores desacertos.
Para onde a fantasia do moço o levou? Segundo Jesus, ao “país distante”. Onde fica tal país? Geograficamente, o “país distante” ficava entre os gentios, caracterizado pelos valores e moralidade pagãos. Espiritualmente, “o país distante” é a inconsciência de Deus. Viver como se Ele não existisse.
O jovem da história de Jesus fez da vida um carnaval. Viveu dias alegres e noites deslumbrantes, mas tinha um encontro marcado com o desastre. Gradualmente ele desceu ao seu inferno. As amizades duraram enquanto durou o dinheiro. Note a sequência: ele perdeu todo o dinheiro, começou a passar necessidade e ninguém lhe dava nada (Lc 15:14-16). Sua aparência radiante de príncipe tornou-se imersa em depressão e tristeza. Suas roupas custosas se converteram em trapos. As leis, os conselhos e a sabedoria desprezados tornam-se anjos vingadores. A história desse filho é nossa biografia. Todos nos desviamos como ovelhas desgarradas. Em nossa cegueira e rebelião, tentamos criar paraísos precários: felicidade baseada em idolatrias, prazeres e aquisições, para descobrir o sabor amargo do desencanto. Porque, afinal, o país distante nunca poderá ser nosso lar! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Caindo em SiMeditações Diárias 2014 – 20 de maio – Ligado na Videira
Então, caindo em si, disse: [...]Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai. Lucas 15:17, 18
O filho da parábola foi empregado por um gentio para apascentar porcos, uma atividade nem mesmo imaginável para um judeu. A guarda do sábado, conforme indica a lei, dificilmente poderia ser observada agora. Seu estágio final no país distante sugere completa apostasia de sua identidade, que aparece aqui desfigurada e esquecida. Nesse ponto, vem-nos à mente o quadro comum, que pinta o jovem mal vestido, assentado, com a cabeça pendida nos joelhos, cercado de porcos. Muito pouco sobrou do rapaz que saíra da casa do pai.
O ponto de retorno na parábola é extraordinário. Jesus diz que o moço “caiu em si”. Isso significa que, quando ele abandonou o pai, o jovem estava “fora de si”. Todo abandono de Deus é uma forma de insanidade. Está fora de si todo aquele que busca ser feliz longe de Deus, em seus pobres substitutos. Essa busca é uma forma de demência, pois o “país distante” será sempre “terra estranha”. Ele havia saído de casa pensando: “Tenho que ser eu mesmo.” Mas descobriu que a verdadeira identidade não é encontrada longe. Ainda distante, ele se lembrou de seu pai, de seu amor e bondade. Fragmentos de memórias vieram à sua lembrança. Essa é a base de toda iniciativa de retorno. A graça já estava operando.
Note, sua decisão não é voltar à sua vila ou mesmo ao antigo lar, mas voltar para o seu pai. É a distância, na companhia dos porcos, que ele chega a compreender a glória do amor paterno. Ele admite ter perdido o status de filho. Imagina-se como um simples empregado, mas afinal lar é lar. “Levantar-me-ei”, ele diz para si mesmo. Não há lugar mais difícil para o qual retornar do que aquele em que falhamos. Os lugares de nossos fracassos são lugares cruéis. Voltar seria obrigar-se a se deparar com a própria vergonha. Seria voltar com o cheiro dos porcos, com os trapos de seu fracasso. Mas ele está certo de que seu pai o receberá.
Nessa parábola, Jesus não trata o pecado com leviandade. Ele pinta suas trágicas consequências. Mas Ele não pode aceitar que a separação de Deus seja um ato de sanidade. Ele acredita que com cada pessoa pode se repetir a experiência do pródigo: “caindo em si…”. Esse é o extraordinário otimismo de Cristo. O judaísmo tinha fé no arrependimento: “Deus nos ama porque nos arrependemos.” Cristo ensina o contrário: “Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 189). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Pai do PródigoMeditações Diárias 2014 – 21 de maio – Ligado na Videira
Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. Lucas 15:20
O pai da parábola de Jesus viu de longe o filho que se aproximava. A implicação é extraordinária: ele esperava o filho. Dia após dia, nunca deixou de esperar. Apenas amor paterno genuíno poderia reconhecer o filho sob os farrapos que cobriam aquele andarilho distante. O amor tem bons olhos. O pai discerniu seu filho ao longe. O filho estava ainda distante para expressar arrependimento, como os judeus esperariam, mas a graça do pai já se revelava presente e atuante. Para os judeus, bem como para os cristãos medievais, Deus vem em nossa direção apenas quando caminhamos em direção a Ele.
Para entender a história, devemos lembrar que no Oriente um homem idoso, respeitado, não deveria correr publicamente. Tal ato era considerado inapropriado e indigno. Mas esse pai, tomado de compaixão, desconsiderou todos os protocolos e etiquetas de sua cultura. Correu ao encontro de seu filho. Aqui encontramos o elemento redentivo da história. Correndo, lançou-se ao pescoço do filho, “beijou-o ternamente” ou “muitas vezes”. Os dois significados são possíveis. O pai queria ter certeza de que seria o primeiro na vila a encontrar-se com seu filho, para protegê-lo de críticas ou de atitudes hostis e julgadoras. O pai não queria correr o risco de que seu filho fosse desencorajado pela zombaria ou desdém de outros e acabasse desistindo.
O gesto do pai deixou os observadores da vila atônitos. Ele se lançou ao pescoço desse estranho, vestido em trapos e o cobriu de beijos. O pai segurou o rapaz e o apertou contra o peito, impedindo que ele caísse de joelhos, posição de subserviência. Ele nem mesmo permitiu que o filho completasse o discurso que havia ensaiado. A confissão do filho que retorna é sufocada por bondade infinita.
Surpreendentemente, o pai não pronunciou nenhuma palavra ao filho. Mas as ações diziam tudo. Ordenou que os servos trouxessem a melhor veste, roupa festiva, usada em grandes ocasiões. Colocou-lhe nas mãos um anel. Não apenas como ornamento, mas um anel-sinete, símbolo de autoridade. Colocou-lhe sandálias nos pés, porque apenas os servos andavam descalços. O que esse pai está dizendo é que todas as marcas do país distante deveriam ser apagadas. Tudo perdoado. Tudo esquecido. Amigo leitor, é assim que você concebe Deus? Pois é assim que Ele é. Aquele que recebe, aceita e perdoa os que voltam! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Como é DeusMeditações Diárias 2014 – 22 de maio – Ligado na Videira
Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. Lucas 15:32
Nossas definições de Deus, na maioria das vezes, falam mais de nós mesmos do que de Deus. Não raro, elas interpretam mal a Deus. Em Lucas 15, Jesus conta três parábolas em resposta à acusação que Lhe é feita: “Este recebe pecadores” (Lc 15:2). Assim, Ele subverte a doutrina de Deus da teologia farisaica. Segundo Jesus, Deus não exige reforma e santificação como condição para aceitar os que O buscam. Ele não espera transformação moral nem mesmo nosso arrependimento para nos receber.
Isso lhe parece ofensivo? Observe as palavras de Ellen White: “Os judeus ensinavam que o pecador devia arrepender-se antes de lhe ser oferecido o amor de Deus. [...] Conforme sua suposição, [Jesus] não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem se ter arrependido. [...] Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura” (Parábolas de Jesus, p. 189). Arrependimento, santificação e reforma não são a base da aceitação por Deus, mas o resultado dela.
Em comovente simplicidade, Jesus descreve como é Deus, Sua bondade, Sua graça e infinita misericórdia. Esse é o Deus a quem Jesus representou. O Deus que recebe os envergonhados, cegos, leprosos, surdos e imundos. Que não nega a culpa, mas perdoa e cura. Querido amigo, encontra-se você no “país distante”? Sua jornada parece ter chegado ao fim, numa viela aparentemente sem saída? Está você desanimado, deprimido pelos descaminhos da vida que o levaram a viver longe do Pai, imaginando que não há esperança para seu caso? Aqui está o Deus que Jesus veio revelar. Aquele que “justifica o ímpio” (Rm 4:5). Ele purifica e restaura. Não apenas nos ofereceu roupas de puro linho, mas “deu o Seu filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16).
Aqui está o Deus do evangelho, que celebra e Se regozija com a volta dos perdidos. Corre ao encontro deles. Estende Seus braços eternos para recebê-los e abraçá-los. Esse Deus não coloca nenhum obstáculo aos que retornam. Agora mesmo, pode torná-lo nova criatura, um novo homem ou uma nova mulher. Ele pode dizer-lhe neste mesmo instante, com júbilo que invade o Universo: “Bem-vindo ao lar, meu querido. Estava esperando você!” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Irmão Mais Velho – 1 – Meditações Diárias 2014 – 23 de maio – Ligado na Videira
Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Lucas 15:29
Devemos notar que o irmão mais velho é parte importante da parábola de Jesus. No primeiro nível, ele reflete a atitude dos murmuradores fariseus, a audiência primária, para quem a graça divina oferecida aos “publicanos e pecadores” é um desperdício. Em um nível mais profundo, o filho mais velho representa um grupo que está mais perto de nós: as vítimas do legalismo, os “perfeitos”, marcados por complexo de superioridade.
Traços de seu caráter começam a aparecer nas entrelinhas da narrativa. O texto diz que o pai “repartiu os bens entre os dois” (Lc 15:12, NTLH). Será que ele também recebeu sua parte? Na cultura oriental, se esperaria que o filho mais velho reagisse à demanda de seu irmão e rejeitasse qualquer participação nela. Mas seu silêncio indica que suas relações com o pai não eram as melhores. Além disso, se esperaria que ele entrasse verbalmente na história e assumisse o tradicional papel de conciliador. É na última cena, contudo, que sua máscara cai. Ao chegar em casa e ouvir o som da celebração, ele não procura o pai para ter uma explicação. Ele fala com os servos (v. 25, 26). Qualquer filho normalmente entraria em casa para alegrar-se com o pai. As dificuldades seriam resolvidas depois.
O filho mais velho é um emblema daqueles que estão distantes, embora dentro de casa. Ele humilha e desacata publicamente seu pai, que, saindo, procura “conciliá-lo” (v. 28). O filho mais velho faz apenas queixas. Não usa nenhum título de tratamento respeitoso (v. 29, 30). Ele demonstra o espírito de um escravo: “Tenho trabalhado há tantos anos e nunca recebi um cabrito” em pagamento para “alegrar-me com meus amigos”. Sua comunidade emocional está fora da família. Ele ainda insulta seu pai, afirmando nunca ter transgredido seus mandamentos. Contudo, viola o mandamento da honra devida aos pais. Ele se limita a tratar seu irmão como “esse teu filho”, negando assim qualquer relacionamento com o irmão e com o pai. Ele acusa o irmão de gastar os bens com meretrizes. Como ele sabe? Provavelmente é o que ele teria feito. A diferença entre ele e o irmão mais novo é que, enquanto aquele é um “pecador confesso”, ele é “um santo hipócrita”. Tal doença é de cura mais difícil. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Irmão Mais Velho – 2 – Meditações Diárias 2014 – 24 de maio – Ligado na Videira
Vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Lucas 15:30
O discurso do irmão mais velho, na parábola do filho pródigo, é o extravasar de rancor e rebelião reprimidos. A festa, a essa altura, havia parado. A música e a dança tinham cessado. Pesado silêncio paira no ar. Os convidados esperam uma violenta reação paterna. Contudo, pela segunda vez no dia, o pai se humilha. Sua resposta explode em profunda paciência. Ele poderia silenciar o filho e fazê-lo entrar. Se necessário com a ajuda de alguns servos, caso sua autoridade não fosse suficiente.
Mas o pai esquece a omissão de um tratamento respeitoso, a amargura, a arrogância, o insulto, a distorção dos fatos e as acusações injustas. Ao contrário, não há nenhuma crítica ou rejeição em sua resposta. Em agudo contraste, ele inicia com um título afetivo e conciliatório: “filho”. Esse pai ansiou ter os dois filhos em casa na sua festa de celebração. Ele afirma que os direitos de seu filho mais velho estão plenamente garantidos, mesmo quando a graça foi estendida ao pródigo. O pai garante: “Tudo o que é meu é teu” (Lc 15:31). “O retorno do irmão não afeta em nada sua posição.” Gentilmente, o pai o lembra de que o pródigo é seu irmão, e, por isso, ele deveria agir como membro da família.
A inesperada oferta de amor diante do ato de pública humilhação tem sua contrapartida na cruz. O Deus descrito por Jesus na parábola transcende a divindade mesquinha, vingativa e autoritária que é fruto de nossa criação. O Deus de Jesus não necessita possuir nada, nem controlar ninguém. O que Ele tem Ele oferece. Para Ele, a única resposta satisfatória é aquela que brota do amor. O irônico na parábola é que, quando a cortina desce sobre o drama, o filho mais novo, que estava fora, termina dentro da casa do pai. O mais velho, que pretendia estar dentro, permanece fora. O filho mais novo, o “mau caráter” da narrativa, entra na festa de seu pai, enquanto o “bom”, o “santo”, permanece fora, alienado.
Essa é uma séria advertência às vítimas do legalismo, os que estão fora da lei enquanto pretendem guardá-la, os que se julgam “muito bons”. Membros da igreja com a “síndrome do irmão mais velho”, justos e superiores aos próprios olhos, correm o risco de serem apenas escravos de seu personagem, sem serem pessoas autênticas. Eles se esquecem de que, perante Deus, “o que fazemos” é menos importante do que o motivo “por que fazemos”. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Admitir a Doença é Fundamental Para a CuraMeditações Diárias 2014 – 25 de maio – Ligado na Videira
Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Romanos 5:18
Se a primeira verdade que aprendemos nas Escrituras a respeito do homem é que ele é um ser criado por Deus (Gn 1:26-28), a segunda verdade fundamental acerca do ser criado é que ele, pela entrada do pecado, alienou-se do Criador (Gn 3:5). Em consequência da queda, toda a posteridade de Adão herdou os resultados de seu pecado e a inclinação pecaminosa. As Escrituras afirmam que Adão foi criado à “semelhança de Deus” (Gn 5:1, 2), mas Adão gerou filhos “à sua semelhança, conforme a sua imagem” (Gn 5:3). Tal ruptura entre o homem e Deus não é uma ilusão ou mito. Não pode ser desconsiderada por qualquer ginástica psicológica. A queda, em sua enorme abrangência, envolveu todos os homens.
A humanidade tornou-se como um rio poluído em sua fonte. Os pecadores não são meramente pessoas que deixam de fazer o que é certo. Eles se tornaram inimigos, colocando seus esforços na direção oposta a Deus. Estão no campo adversário. Desde a queda, o homem natural não pode pensar direito, sentir direito, ver direito nem agir direito. O pecado perverteu e desorganizou toda a raça. Do ponto de vista humano, o pecado é incurável, com o agravante de que ele é o único tipo de enfermidade que leva a vítima a fugir do Médico.
O ser humano tornou-se como um navio cujo leme está fixo, amarrado no ângulo errado. Esta desordem moral e espiritual cobre toda a história humana, sendo perpetuada e expandida em cada geração. Não importa quão ignorantes as pessoas sejam, elas sempre sabem como pecar. Universalmente, os homens “são filhos da ira” (Ef 2:3), “filhos da desobediência” (Ef 5:6). Estão “mortos” em “delitos” (Ef 2:5).
Mas “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5:20). Se, em Adão, todos fomos expulsos do Éden e morremos; em Cristo, fomos resgatados e reconduzidos ao paraíso. Deus seja louvado por isso!
Em Cristo, pela justificação, somos livres da culpa do pecado; pela santificação, livres do poder do pecado; na glorificação, seremos libertos da presença do pecado. Em sentido final e absoluto, o pecado realmente não tem existência própria, porque não foi criado por Deus. Ele há de desaparecer assim como uma sombra desaparece na presença da plenitude de luz. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus Cristo, Nosso SubstitutoMeditações Diárias 2014 – 26 de maio – Ligado na Videira
Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21
Esse é o meu texto preferido das Escrituras. Nele encontramos um sumário da doutrina da salvação. Encenações sobre a paixão de Jesus, filmes sobre esse tema ou mesmo milhares de sermões erradamente colocam toda ênfase nos sofrimentos físicos de Cristo, como se esse fosse o elemento central da cruz. A agonia experimentada por Jesus não tem que ver primariamente com mera tortura física. Jesus Cristo morreu na cruz, mas não da cruz. Ele agonizou e morreu sob a condenação do pecado. Sobre Ele, como nosso substituto, foi colocado todo o pecado da humanidade.
O salário do pecado é a morte (Rm 6:23), morte eterna. Jesus pendeu na cruz como nosso substituto. Ele recebeu a condenação que merecíamos. Ele sofreu os horrores da segunda morte sozinho, abandonado por Deus, declarado pecado por nós. Ele experimentou aquilo que os pecadores perdidos e os demônios vão experimentar afinal. Na queda, Adão, o nosso representante, condenou a todos. “Por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos” (Rm 5:18). Isso significa morte e condenação. No primeiro Adão, fomos infectados, expulsos do Éden, e a morte passou a todos (Rm 5:12). Mas Jesus Cristo é nosso substituto. Substituição não significa transferência do caráter moral do pecado para Ele. Não significa que Jesus se tornou moralmente pecaminoso ou culpado. Jesus é declarado pecado. O que isso significa é que a sentença do pecador é cancelada, porque a dívida foi atribuída a Cristo e paga por Ele. Ao ser declarado pecado, Jesus tinha pecado sobre Ele, mas não nEle. Da mesma forma, quando O aceitamos e somos declarados justos, temos justiça sobre nós, mas não em nós.
A Ele é atribuído o pecado de todos. Isso é o que parte Seu coração, em horror e agonia. Como já vimos, quando você O vê sangrando, despido e abandonado na cruz, e pergunta “quem é Esse?”, é tentado a responder: “Esse é o Filho de Deus.” Mas essa resposta é um engano. Na realidade, ali está você, na pessoa de Seu representante. Na cruz, Cristo tem nossa face. Os espinhos, símbolo de maldição (Gn 3:18), colocados sobre Ele, na forma de uma coroa, representam a maldição que nos pertencia. Mas isso não é tudo: Ele morreu pelo pecado, para que nós, pelo Seu poder, possamos morrer para o pecado e viver para Ele. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Desanimado?Meditações Diárias 2014 – 27 de maio – Ligado na Videira
Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. 1 Coríntios 1:26
Você está desanimado por sentir-se inadequado e incapaz para os propósitos de Deus em sua vida? Antes de desistir, pense na história das pessoas a seguir.
José era um sonhador inicialmente visto como um alienado. Moisés era “pesado de língua”. Davi não se ajustava à sua armadura. Abraão era muito velho. Miriã, dada à fofoca. Arão era muito tímido. Lucas não era da linhagem de Israel. Pedro era temperamental, agressivo, disfuncional e, às vezes, medroso. João gostava de resolver as coisas na base de “raios e trovões”. Noemi era viúva, além de amarga. Rute não tinha o pedigree adequado. Paulo tinha o gênio difícil. Jonas fugiu da missão. Marta era muito ocupada com os periféricos. Gideão e Tomé duvidavam diante das evidências. Salomão, às vezes, não vivia o que pregava. Marcos desistiu no meio de uma jornada missionária. Elias sofria de depressão e fugiu de uma mulher. Jeremias era muito negativo. Onésimo, além de escravo, era fugitivo. Zaqueu era desonesto. Timóteo, além de muito jovem, sofria de úlcera no estômago.
E Judas? Será que ele foi muito pior do que Pedro? Na noite em que Pedro também traiu a Jesus, facilmente teríamos dois suicidas, não fosse o olhar redentor da graça, voltado para ele. Qual a diferença entre Judas e Pedro? Judas não era íntegro. Resolveu se excluir, embora certamente houvesse perdão também para ele. Mesmo depois do beijo traidor, Jesus o chama de “amigo” (Mt 26:50), na tentativa de fazê-lo pensar e cair em si.
Não mencionei que Moisés também tinha o “estopim curto” e gostava de apresentar desculpas para se omitir ao chamado divino. E o que falar de Davi, com seu duplamente qualificado fracasso moral? A galeria dos “heróis” da fé é enorme. Contudo, diferentemente de outros “patrões”, o Senhor está mais interessado em sua disponibilidade do que em sua habilidade ou inabilidade. Afinal, se você se identifica com alguns desses “improváveis” da lista, lembre-se: Deus pode perdoar e habilitar você. Se Ele pôde usar esses “disfuncionais”, poderá usar você também. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Cego de Um Olho e Surdo de Um OuvidoMeditações Diárias 2014 – 28 de maio – Ligado na Videira
Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Colossenses 3:14
Conflitos, desentendimentos e desarmonias entre as pessoas estarão conosco no lar, na igreja e no trabalho enquanto a depravação do pecado poluir a humanidade. Devemos lembrar, contudo, que há algo no nome do Senhor Jesus Cristo capaz diluir a hostilidade e o espírito de revanche.
Charles Spurgeon, conhecido pregador do século 19, em Londres, na Inglaterra, tinha um amigo pastor, Newman Hall, que escreveu um livro intitulado Come to Jesus (Venha a Jesus). Outro pregador publicou um artigo no qual ridicularizava Hall. Este, pacientemente, tolerou a ofensa por algum tempo. Mas, quando o ataque ganhou popularidade, Hall assentou-se e escreveu uma carta de protesto. Sua resposta estava cheia de retaliações, linguagem irônica, sarcasmo e revanche. Superava qualquer coisa no artigo que o atacava. Antes de enviar a carta, o Dr. Hall levou-a para que Spurgeon desse sua opinião.
Spurgeon leu a carta cuidadosamente e a entregou de volta a seu autor. Afirmou que era perfeita e que o autor do artigo ofensivo merecia uma resposta como aquela. “Mas”, acrescentou o grande pregador, “nela falta uma única coisa”. Depois de uma pausa, Spurgeon continuou: “Sob sua assinatura, você deve escrever as palavras ‘Autor de Venha a Jesus’”. Os dois homens se olharam por alguns minutos. Então, Hall rasgou sua carta. Aquela carta, ele entendeu, era inapropriada diante do nome de Cristo. Imprópria para o homem que escrevera um livro sobre ir a Jesus.
Você tem pessoas difíceis em sua vida? Um inimigo a quem você não pode perdoar? Alguém o difamou e o ofendeu? Você se considera um cristão e sabe do que foi perdoado por Ele? O mesmo Charles Spurgeon pregou um poderoso sermão, com o título “Cego de um Olho e Surdo de um Ouvido”. O texto foi-me enviado por um amigo, para ser traduzido, e tem sido uma bênção extraordinária para mim. Segundo Spurgeon, se o atacarem ou falarem de você, não vá atrás, não busque saber, não tire satisfação. Isso não é para seu benefício. Para Spurgeon, não devemos ver ou ouvir tudo o que falam a nosso respeito. Razão? Nós somos essencialmente piores do que tudo aquilo que puderem falar de nós. Assim, eles não estão completamente errados! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
As Escolhas de DeusMeditações Diárias 2014 – 29 de maio – Ligado na Videira
Depois, subiu ao monte e chamou os que Ele mesmo quis, e vieram para junto dEle. Então, designou doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar. Marcos 3:13, 14
Desde o início de Seu ministério na Galileia, Jesus Cristo foi uma figura altamente controversa. Ele não observava o sábado como as celebridades religiosas. Era amigo dos pecadores. Era pouco ortodoxo com relação ao formalismo e tradições. Desconsiderou as cerimônias e superstições do sistema religioso dominante. Sistematicamente Ele expôs a religião farisaica ao ridículo, acusando seus personagens de coarem mosquitos e engolirem camelos, preocupados com ciscos, enquanto tinham a visão impedida por estacas. Repreendeu o exibicionismo dos que se desfiguravam ao jejuarem para garantir o louvor dos homens e oravam em praças públicas para serem vistos e aplaudidos.
Ao selecionar os continuadores de Sua missão, Ele não escolheu um único rabi, escriba, fariseu, saduceu, levita ou sacerdote. Os escolhidos foram retirados de ocupações simples: pescadores, camponeses e um coletor de impostos. A escolha dos doze apóstolos parece ser Seu manifesto contra o judaísmo institucional. Era sua forma de dizer que Ele não reconhecia os líderes religiosos de então. Note ainda que Ele escolheu doze, não sete, dez ou vinte. O número em si era cheio de importância simbólica. Israel, as doze tribos do passado, havia apostatado. A religião deles havia sido prostituída pelo legalismo e a arrogância do tradicionalismo, baseada em mera descendência física. A escolha dos doze era a reivindicação messiânica de Jesus. Em Sua autoridade, Ele estabeleceu um novo Israel, um novo culto e um novo concerto. Um novo reino, onde o que conta é proximidade com o Rei.
Se você visitar as catedrais da Europa ou do Canadá, terá a impressão de que os apóstolos originais eram figuras colossais, ao vê-los imortalizados nos vidros estanhados, em estátuas e pedestais, como se fossem um tipo de deus romano. Essa é a maneira como a canonização e a arte os desumanizaram. Mas a verdade é que os apóstolos originais eram pessoas comuns e perfeitamente humanas. Qual a virtude deles? Aquilo que estava no coração: integridade e sinceridade, que os agudos olhos do Mestre não deixaram de perceber. Tais apóstolos, exceto Judas, representam para nós um enorme encorajamento. Com a escolha desses “improváveis”, Jesus nos está dizendo: “Se posso trabalhar com esses, posso trabalhar com você também.” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quem é o Seu Deus?Meditações Diárias 2014 – 30 de maio – Ligado na Videira
Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:21
William Temple certa vez afirmou: “Sua religião é aquilo que você pensa quando está sozinho.” Em outras palavras, o verdadeiro deus de seu coração é aquilo que ocupa seu pensamento, sem qualquer esforço, quando nada demanda sua atenção. Aquilo em que você realmente tem prazer em pensar. Com o que você se ocupa mentalmente com frequência? Com o que você sonha acordado? Sucesso? Carreira? Bens materiais, uma casa nova, um carro? Um relacionamento com uma pessoa em particular? Não creio que “sonhos” ocasionais sejam uma indicação de idolatria. É a frequência, a constância do “sonho” que conta. Pergunte a você mesmo: “Em que penso habitualmente, na privacidade de meu coração?” Qual é, realmente, o amor de seu coração? Provavelmente aí esteja seu ídolo. Outra maneira de discernir o verdadeiro amor de nosso coração é observar em que gastamos a maior parte de nosso tempo vago.
Ainda outro teste pode ser este: em que você gasta seu dinheiro? Segundo Jesus, nosso coração está onde é colocado nosso tesouro. Seu dinheiro, normalmente, flui sem muita dificuldade em direção àquilo com o que você realmente se importa, e a realidade demonstra que os cristãos modernos são tão materialistas como qualquer outra pessoa em nossa cultura. Isso deixa suas digitais no uso que fazemos do dinheiro. Segundo Paulo, se Deus e Sua graça são aquilo que você mais ama, você encontrará formas de utilizar o dinheiro em serviço solidário, altruísta (2Co 8:7-9). A maioria de nós, contudo, tende a gastar mais em roupa, amenidades preferidas ou em símbolos de status. Nosso estilo no uso do dinheiro revela o que adoramos.
Finalmente, um teste adicional de idolatria é encontrado em como as coisas espirituais realmente afetam nossos planos no nível concreto. Em sua vida, qual é o impacto daquilo em que você diz crer? Você pode afirmar que acredita no segundo advento, mas como isso afeta suas “construções” físicas e metafóricas? Muitos de nossos projetos facilmente revelam em que realmente cremos. Em muitos casos, aquilo que pregamos ou em que dizemos acreditar não exerce qualquer influência real. Mas, claro, podemos utilizar discursos ou motivações falsas para justificar a idolatria prática, seja ela pessoal ou corporativa. Mas que discurso podemos apresentar ao Deus que conhece as mais secretas intenções? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Instrumentos da GraçaMeditações Diárias 2014 – 31 de maio – Ligado na Videira
Cantou o Galo. Então, voltando-Se o Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes Me negarás, antes de cantar o galo. Lucas 22:60, 61
No contexto de Sua última noite, Jesus faz uma solene advertência ao arrogante discípulo: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22:31, 32). O que estaria Jesus dizendo com essas palavras enigmáticas? Confuso, Pedro tenta articular uma resposta, afirmando sua lealdade, sugerindo que Cristo estava errado: “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte” (v. 33). No próximo verso, Jesus menciona a tríplice traição, antes que o galo cantasse naquela noite (v. 34).
A sequência dos eventos é rápida. Então, encontramos Pedro ao redor do fogo aceso no pátio da casa de Caifás. Distante, ele testemunha em silêncio o que fazem com o Mestre. As chamas da fogueira dançam na noite e iluminam sua face. “Este é um deles”, diz uma voz rouca. O atônito discípulo muda de lugar. O clima de morte paira no ar. Duas outras vezes ele é reconhecido. Finalmente, Pedro não apenas O nega, ele O amaldiçoa. A negação de Pedro estala na face de Cristo pior que as bofetadas de Seus inimigos.
Nesse instante, depois de mentir e amaldiçoar, quando sua torpeza e deslealdade estão consumadas, “estando ele ainda a falar” (v. 60), ouve soar nas trevas da fria madrugada o canto de um galo, como o toque de clarim longo e melancólico. Uma espada lhe atravessa a alma.
Agora observe a sequência imediata no verso 61: “Então, voltando-Se o Senhor, fixou os olhos em Pedro.” Jesus usa dois instrumentos aparentemente insignificantes para redimir o fracassado discípulo: um galo e um olhar. O galo, uma avezinha comum, teve só uma função: fazer Pedro olhar para Jesus. Pense nas circunstâncias: amarrado, com os lábios inchados, debilitado, em que pensava Ele? Em não expor Pedro. Jesus não poderia dirigir-Se a Seu discípulo ou chamá-lo. Isso significaria colocar sua vida em risco, além de evidenciar sua vergonha e traição. Nesse momento não há nenhuma palavra, apenas um olhar no qual Jesus concentra toda a graça do Universo. Aquele olhar queima Pedro por dentro. Ele sente que, embora tenha falhado, sendo vergonhosamente desleal, nada é capaz de fazer o Senhor deixar de amá-lo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)

Meditações Diárias – Meditação Matinal – Abril 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus – Ligado na Videira

O Poder da PalavraMeditações Diárias 2014 – 1º de abril
Assim será a palavra que sair da Minha boca: [...] fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que a designei. Isaías 55:11
Minha proximidade inicial com a Igreja Adventista era apenas geográfica. Nossa casa, numa pequena cidade no interior norte do Espírito Santo, ficava exatamente ao lado do prédio da igreja. Inicialmente os membros, na maioria de origem alemã, reuniam-se em uma casa nos fundos do terreno. Tenho a vaga lembrança de ter assistido a uma reunião naquele local e de assentar-me em um banco sem encosto. O prédio atual foi construído depois por um grupo que veio de Baixo Guandu.
Lembro-me de, naquele período, ter estudado em três escolas. Não sei exatamente em que ordem, mas imagino que primeiro foi no Grupo Escolar. Depois, por alguma razão, na Escola Adventista, vizinha de minha casa. Então fui para a Escola Paroquial, próximo à Igreja Matriz, no alto de um morro. Por algumas influências na escola católica, fui feito coroinha, um daqueles meninos que ajudam o padre a rezar a missa, repetindo frases em latim e balançando o incensário.
Meu primeiro contato com as Escrituras, contudo, aconteceu na Escola Adventista de forma curiosa. O certificado escolar tinha a gravura de uma árvore. Sob suas copas, estava desenhado um pequeno riacho. Logo abaixo,
havia um texto bíblico: “O justo será como árvore plantada junto a ribeiros de água” (Sl 1:3). As palavras poéticas do salmista e o próprio quadro enchiam minha imaginação. Creio que o Espírito Santo, o grande intérprete do evangelho, já estava me impressionando.
Mais tarde, quando cursava o antigo ginásio, um de meus irmãos começou a namorar uma moça que viera do colégio adventista de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Era filha da família Krüger, líderes da igreja adventista local. Na casa dela, ele aprendia as doutrinas bíblicas.
Em nossa casa, as repetia. “O sábado bíblico”, “o estado dos mortos”, tudo isso me impressionava muito. Depois vieram os estudos bíblicos formais e a influência de uma família adventista vizinha. A irmã Selma Dan nos ensinava falando com sotaque pesado. Estudando sobre o anticristo e o misterioso número 666, como a família Dan entendia, tomei minha decisão. Com a mudança para Taguatinga, em Brasília, alguns meses depois de meu batismo, o contato com outros cristãos adventistas e as oportunidades de participar na igreja confirmaram meu chamado espiritual. E tudo começou com um texto bíblico no boletim escolar! (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Novo Homem em CristoMeditações Diárias 2014 – 2 de abril
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:24
Karl Marx referia-se ao “novo homem” que deveria emergir do triunfo da ideologia comunista. Isso aconteceria depois do triunfo histórico dos oprimidos sobre os opressores. A criação do novo homem, para Marx, era vista puramente em termos materialistas. O “novo homem e a nova sociedade” seriam possíveis apenas pela derrota do capitalismo. Os meios de produção como fábricas e terras, por exemplo, não deveriam ser propriedade de uma pessoa, mas de toda a sociedade. No marxismo, para se chegar ao “novo homem”, é imperativo que se transformem primeiro as condições externas dos oprimidos.
A história, contudo, não está do lado da visão marxista do homem. Em cada lugar em que sua revolução foi vitoriosa, quer na Rússia, na China ou em Cuba, o que se verificou não foi o surgimento do “novo homem”, mas o surgimento do “novo opressor”.
Qual o problema do marxismo? Ele é vítima de uma visão superficial do homem, não levando em conta a doutrina bíblica do pecado. O conceito cristão do “novo homem” repousa na compreensão paulina do homem, como escravizado pelo pecado e feito livre por meio da obra redentora de Cristo. A autoemancipação do marxismo falha porque espera, ao mesmo tempo, muito e muito pouco: muito do homem, que consistentemente transforma sua capacidade criativa em fins destrutivos; e muito pouco ou nada de Deus, o qual vem de além da esfera do homem para oferecer nova direção e possibilidades.
Desde seu início, o cristianismo opera uma revolução isenta de utopias, que começa no interior e alcança o exterior. O Novo Testamento faz referências a escravos, sem encorajar demandas de classe e revolução. Dos senhores, não é exigido que libertassem seus servos. Contudo, encontramos um denominador comum extraordinário: “Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo” (1Co 7:22, ARC). O sentido essencial desta verdade teve profundo efeito prático na vida dos cristãos.
Na conversão, recebemos uma nova identidade que se coloca acima de todas as outras. Assim, antes de sermos brancos ou negros, ricos ou pobres, educados ou sem estudo, somos novas criaturas em Jesus Cristo, e isso passa a ser a nossa orientação primária, mais importante que todas as outras identificações, e nos consideramos irmãos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Açucarando o EvangelhoMeditações Diárias 2014 – 3 de abril
Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, pois o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 2 Coríntios 11:13, 14
Faz alguns anos, o U.S. News & World Report publicou, como artigo de capa, o tópico sobre a espiritualidade no mundo atual, informando que a religião, em muitas partes do mundo, tomou um manto de psicologia popular. Muitas congregações crescem oferecendo uma teologia açucarada, com uma dieta light de sermões preocupados com temas como “realização pessoal”, como ser “melhor parceiro”, “melhor empregado”, “melhor chefe” e “amigo” e até como “perder peso”. Mesmo admitindo que alguns desses tópicos possam ser uma preocupação da igreja, eles não podem ser o foco central da pregação.
Muitos pregadores modernos têm enfatizado unilateralmente os atributos da misericórdia, perdão e amor de Deus, mas negligenciado igual ênfase em Sua justiça, santidade e inimizade contra o pecado. Poderia ser que, na tentativa de agradar as pessoas e nos tornarmos simpáticos aos que queremos alcançar, estejamos comprometendo os ensinos das Escrituras? É evidente que, como o contexto em que pregamos muda, devemos fazer ajustes em nossa forma de apresentar o evangelho, mas isso não muda sua essência. Enquanto métodos de comunicação podem variar, o fundamento da verdade bíblica deve permanecer inalterável.
Em nossa pregação, não mudamos Deus nem Sua verdade. Devemos manter em equilíbrio dois polos da proclamação cristã; de um lado, manter a identidade, o caráter bíblico do conteúdo proclamado; de outro, manter a relevância, que é o relacionamento da revelação com o contexto humano atual. Muitos querem ser relevantes sem ter identidade bíblica. Outros querem reter a identidade, mas no processo deixam de ser relevantes. Os dois perigos são reais. A preocupação com a relevância tende a levar à “contextualização pragmática” do evangelho, conduzindo à utilização de recursos estranhos à Palavra de Deus. O outro perigo é a tentativa de ser “bíblico” e cair na bibliolatria, respondendo a perguntas que ninguém está fazendo. Ou tentar responder, no século 21, a questões do século 19. De qualquer maneira, devemos entender que o único evangelho capaz de satisfazer às necessidades humanas é o evangelho real, ministrado em sua fórmula original, sem açucaramentos ou diluições. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Uma Ilha no Tempo  – Meditações Diárias 2014 – 4 de abril
Havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:2, 3
O mundo moderno é uma extensão da Babilônia espiritual. Essa não é apenas uma invenção do gênio humano, mas de forças malignas sobrenaturais cujo objetivo é anuviar a mente e anestesiar a percepção das pessoas. Vivemos em meio ao caos generalizado, em que muitos não percebem até que ponto estão sendo afetados. Os seres humanos se tornaram quase como robôs. Dormindo pouco, lutando em meio ao tráfego, enfrentando pressões bizarras de todos os ângulos, não é de admirar que estatísticas indiquem que uma em cada cinco pessoas é hoje diagnosticada mentalmente enferma. Mais do que em qualquer outro tempo, necessitamos redescobrir o poder restaurador do sábado.
Diferentemente do batismo, santa ceia ou lava-pés, o sábado é um símbolo instituído por Deus no início da história humana. Ele vem da perfeição original e traz o hálito do Éden, anterior ao pecado. Foi dado como presente de Deus, no clímax da criação, para os primeiros seres humanos. Deveria estender-se a toda a humanidade. No esquema da criação, a obra de Deus se move do espaço para o tempo, e o tempo está dividido entre tempo comum e tempo especial. O tempo comum flui para o tempo especial. Nessa lógica, a criação não é um fim em si mesma: o ser humano não encontra realização plena nos dias do tempo comum, naquilo que possa fazer ou realizar. O alvo final da atividade semanal e da vida não é encontrado do primeiro ao sexto dia da semana. O clímax é o repouso do ser humano na presença do Criador.
O sábado é um perpétuo memorial de que ninguém alcança seu propósito no trabalho como se fosse um animal de carga. O alvo final da vida é a comunhão com Deus. Isso é indicado pelo fato de que o ser humano foi criado apenas no sexto dia. O sábado é o sétimo dia da semana, mas o primeiro dia de existência de Adão e Eva. Eles repousaram, então, não porque estivessem cansados. Repousaram para comungar com o Criador. Em Sua presença, iriam alinhar suas prioridades. Hoje não é diferente. Os olhos precisam ser abertos para que vejamos o que é fundamental. É o homem em rebelião que busca realização independentemente de Deus, como se a vida se esgotasse nos dias do tempo comum. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Barnabé, Filho de ExortaçãoMeditações Diárias 2014 – 5 de abril
José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Atos 4:36, 37
Dos inúmeros e anônimos pregadores das boas-novas na igreja primitiva, apenas alguns poucos emergem claramente das páginas do Novo Testamento. Barnabé é um dos poucos missionários que antecederam Paulo acerca de quem sabemos algo. Mas o pouco que conhecemos dele sugere sua importância. Judeu da diáspora, viveu em Chipre, mas tornou-se um dos mais primitivos discípulos em Jerusalém.
Seu nome era José, mas passou a ser chamado de Barnabé pelos apóstolos. O termo “Barnabé” é interpretado por Lucas como “filho de exortação”. Ele é descrito como “cheio do Espírito” (At 11:24). Curiosamente, Barnabé, em todas as cenas bíblicas em que aparece, é sempre uma figura de apoio, sempre a serviço de outros:
É ele quem introduz Paulo à igreja, depois da conversão deste (At 9:27). Provavelmente foi o primeiro a reconhecer o potencial do apóstolo.
É enviado pelos apóstolos para apoiar o trabalho em Antioquia, enquanto o cristianismo era pregado aos gentios em nova escala (At 11:22).
É enviado, com Paulo, de Antioquia a Jerusalém em uma missão de misericórdia (At 11:29, 30).
Ajudou Paulo na primeira viagem missionária, partindo de Chipre (At 13 e 14). De fato, Barnabé foi o líder original, embora Paulo tome o papel principal posteriormente.
No Concílio de Jerusalém, é ele quem defende as reivindicações dos cristãos gentios (At 15:1-32).
Ele acompanhou Paulo a Antioquia, em envolvimento missionário (At 15:35).
Na segunda viagem missionária, Barnabé aconselhou que levassem João Marcos, que havia desertado anteriormente. Como Paulo se recusasse a fazê-lo, Barnabé acompanhou o jovem Marcos em uma dupla missionária, impedindo que ele desistisse de seu chamado (At 15:36-40).
Barnabé continuou a serviço do evangelho, o que é indicado pelas referências que Paulo faz a ele como alguém conhecido dos gálatas (Gl 2:1, 9, 13), dos coríntios (1Co 9:6) e dos colossenses (Cl 4:10). Segundo a tradição, Barnabé foi martirizado no ano 61 a.C. Como vemos no texto de hoje, ele colocou suas posses à disposição da igreja. A fragrância de sua vida chega até nós. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Aprendei de MimMeditações Diárias 2014 – 6 de abril
Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve. Mateus 11:28-30
Nessa exclusiva referência a respeito de Si como “humilde de coração”, Jesus nos apresenta a chave para o descanso que Ele nos oferece. Vivemos na cultura da “autopromoção”, da “defesa dos próprios direitos”, da “preocupação em ser o primeiro”, de “ganhar por intimidação”, da incansável busca por “tronos” e uma dúzia de outras agendas a serviço do eu. O que não entendemos é que tal atitude é precisamente o que mais destrói nossa paz. Estamos tão ocupados em nos defender, promover-nos ou manipular outros em nosso favor que nos programamos para uma nova guerra a cada dia. Mas o egoísmo pode ser muita coisa, menos algo novo:
A Grécia dizia: “Seja sábio, conheça a si mesmo.”
Roma ordenava: “Seja forte e se discipline.”
O judaísmo insistia: “Seja bom e se ajuste à lei.”
O hedonismo seduzia: “Busque o prazer e se satisfaça.”
A educação orienta: “Seja hábil, expanda seu universo.”
A psicologia motiva: “Seja confiante e se autoafirme.”
O materialismo apregoa: “Seja possessivo, realize-se em possuir.”
O humanismo ensina: “Seja capaz, creia em si mesmo.”
O orgulho afirma: “Seja superior, promova os interesses pessoais.”
Jesus Cristo ensinou-nos algo diferente: “Seja altruísta, vença o egoísmo, subjugue a inclinação de explorar os outros e ‘tirar vantagem em tudo’. Seja generoso, porque, afinal, são os mansos que herdarão a terra.” Quando eu penso neste surpreendente Jesus e em Sua desafiadora atitude, tão em descompasso com nossa natureza, eu não posso deixar de balançar a cabeça e sorrir. Em nossa sociedade “ganhe-tudo-o-que-você-pode”, o conceito de vitória sobre o egoísmo e ser aquele que serve é considerado uma piada ou tolice.
Paulo, depois de exortar os filhos do reino a nada fazer por partidarismo, considerar os outros superiores a si mesmo, não ter em vista o que é próprio, senão também o que é dos outros (Fp 2:3, 4), desafia-os a nutrir o mesmo sentimento encontrado em Jesus: “Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-Se; mas esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser servo” (Fp 2:6, 7, NVI). (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Os que Nasceram Duas VezesMeditações Diárias 2014 – 7 de abril
Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5
William James, em seu clássico The Varieties of Religious Experience (As Variedades da Experiência Religiosa), aplica a metáfora dos dois nascimentos para pessoas religiosas. Os que nascem “uma vez” são pessoas que atravessam a vida sem nunca experimentar complicações em sua fé. Eles podem ter dificuldades financeiras, desapontamentos, mas nunca atravessam tempos que realmente parecem contradizer sua experiência religiosa. A compreensão que eles têm de Deus, quando chegam à velhice, não é diferente do que aprenderam sobre Ele na infância.
Para James, os “nascidos duas vezes” são pessoas que atravessam enormes crises, chegando mesmo a perder a fé para então recuperá-la. E a nova fé é muito diferente daquela que foi perdida. Em vez de experimentarem apenas dias de céu azul, algumas vezes o Sol parece lutar para sair da tempestade, embora sempre consiga reaparecer. Deus, conforme eles apresentam, parece mais real. Ele não é simplesmente o “paizão” que sempre mantém os filhos “seguros e secos”. Ao contrário, Deus os capacita a prosseguir através da noite escura de um mundo perigoso. Esses são como um osso que quebra e depois de curado é mais forte no lugar em que se partiu. A fé manifestada por eles é mais forte do que antes, porque em algum momento aprenderam que podem depender de Deus e assim sobreviver às perdas e tragédias. Depois das desilusões, a fé é mais forte porque testemunhou que muito de sua antiga confiança eram apenas deuses falsos.
Imagino que os salmos foram escritos por pessoas que tiveram que lutar para descobrir onde Deus estava escondido na vida delas, e não por aqueles para quem Deus era muito óbvio. Presente, mas não óbvio. O salmo 30 é um exemplo disso. Atribuído a Davi, ele foi escrito por alguém recuperado de séria enfermidade, alguém liberto de um fosso de opressão, cercado de inimigos por todos os lados. Ele vai ao templo não como o adorador superficial, acostumado a repetir suas frases mecânicas. Ele, que se julgava inabalável (v. 6), descobriu que a caminhada com Deus não é um passeio no parque. Em tempos de grande tribulação, ele perdeu a fé simplória, substituindo-a por uma compreensão profunda de Deus, que aqui se revela em louvor e agradecimento. Ele aprendeu que o choro não dura para sempre. A alegria, cedo ou tarde, triunfa. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Vós Sois a Luz do MundoMeditações Diárias 2014 – 8 de abril
Vós sois a luz do mundo. [...] Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:14, 16
Percebemos o que Jesus está dizendo? “Para que vejam as vossas boas obras.” Não boas opiniões, boas ideias religiosas, teorias, discursos nem palavras que impressionem.
Sandra, uma moça atraente que se tornou adventista, resolveu que não mais teria namorados de fora da igreja. Em decepção, desabafou mais tarde que os rapazes da igreja, pelo menos aqueles com quem ela se relacionara, não eram diferentes dos “pagãos” que conhecera. Eles podiam até pretender ser diferentes, podiam defender ideias cristãs, mas para ela era impossível ver qualquer diferença.
Eu sou a “luz do mundo”, mas, se trapaceio em meus negócios, exploro os outros e tiro vantagens deles, se roubo, minto, dou informações falsas, não pago minhas dívidas, calunio e não controlo meu temperamento, então eu “desligo” a luz, crio um “apagão”. O argumento de Jesus é simples, mas extraordinário: o valor da luz está no seu contraste com as trevas. Quando a luz deixa de iluminar, ela não apenas perde o seu valor, mas deixa de existir como luz. Jesus falou de ações concretas, não de propaganda religiosa. É precisamente isso que o mundo está esperando dos cristãos.
O Adventist Kettering Medical Center, em Ohio, foi edificado sobre o poder do testemunho cristão. O milionário Eugene Kettering buscou uma instituição com quem se associar para construir um estabelecimento médico de alta qualidade. Escolheu os adventistas. A Igreja Adventista enviou então George Nelson para trabalhar com o Sr. Kettering no projeto. Esses dois homens, embora de origens diferentes, tinham algo em comum: devoção à honra e à excelência. Depois de alguns encontros, o Sr. Kettering foi ao escritório do irmão Nelson e, casualmente, deixou sobre sua mesa o primeiro cheque. Quando Nelson viu o cheque, mais tarde, ele estava em seu nome, no valor de 1,2 milhão de dólares.
Muitos anos depois, um pouco antes de Eugene Kettering morrer, George Nelson o visitou. Perguntou-lhe por que, em tão pouco tempo de relacionamento, havia confiado a ele tal soma de dinheiro. “George”, respondeu o Sr. Kettering, “eu confiava em você mais do que confiava em mim.” Que poderoso testemunho! Lembre-se: sem caráter cristão, não há testemunho cristão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quem Eu Seria Se Pudesse SerMeditações Diárias 2014 – 9 de abril
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele. 1 João 3:2
Quem Eu Seria se Pudesse Ser é o curioso título de um livro que vi na vitrine de exposição na Fundação Síndrome de Down, em Campinas, onde levamos nosso filho Mike para algumas de suas terapias. O livro, que adquiri posteriormente, trata da “viagem imperfeita” e das fronteiras, muitas delas insuperáveis, de pessoas limitadas por alguma disfunção intelectual.
Desde o nascimento de nosso filho com a Síndrome de Down, observo seu desenvolvimento, às vezes muito lento. Muitas vezes, testemunho seu enorme desejo de aprender. Observamos seu incansável trabalho em encher cadernos e mais cadernos, copiando exercícios que ele não entende, ou simplesmente escrevendo seus pequenos arabescos, em sua formidável tentativa de acompanhar as outras crianças. Pergunto-me, em algumas ocasiões: Quem seria ele, não fosse sua enorme limitação? Em casa, temos sido abençoados pelo Mike. Seu jeito de anjo, sua inocência, sua bondade, seus comentários ingênuos e sua forma de ver as coisas nos surpreendem de diversas maneiras. Temos com ele uma regra muito clara: para um ser limitado, amor ilimitado.
Por outro lado, todos nós tornamo-nos disfuncionais em relação ao plano original de Deus. Ao nascer, Mike foi diagnosticado como portador da “trissomia vinte um”. Em linguagem simplificada, podemos dizer que isso afeta cada célula de seu corpo. Assim somos nós, completamente afetados em cada “célula” de nossa estrutura espiritual. Nosso desenvolvimento em viver a vontade de Deus é muitas vezes lento e reticente. Por vezes, quase desanimador. Mas Jesus é um grande otimista!
Lembre-se, Deus também tem uma regra imutável em relação às nossas debilidades: amor e paciência ilimitados. Se não desanimarmos e permitirmos que Deus atue, Ele aperfeiçoará a boa obra que iniciou em nós (ver Fp 1:6).
Sua graça finalmente triunfará suprema, e seremos afinal aquilo que Ele projetou. O texto de hoje sugere um contraste entre o que é conhecido e aquilo que vamos ser. Somos agora “filhos de Deus”, mas o pleno significado disso ainda está no futuro. Ainda aguardamos a revelação daquilo que seremos em nosso estado final: “Transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem” (2Co 3:18). (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quão Grande És Tu!Meditações Diárias 2014 – 10 de abril
Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome! Pois expuseste nos Céus a Tua majestade. Salmo 8:1
Uma dificuldade séria do homem moderno é que ele gasta muito tempo no ambiente das coisas “criadas” pelas próprias mãos: carros, trens, escolas, shopping centers, aviões e eletrônicos. E, como tem domínio dessas coisas, ele se julga muito grande. Assim, não é por acaso que a vida se torna enfadonha e pouco inspiradora. Alienamo-nos do contato com as coisas criadas por Deus, as quais impressionavam nossos ancestrais e os levavam a responder com reverência às belezas insuperáveis da ordem criada.
Pense no sentimento de fascínio ao contemplar um céu estrelado longe das luzes artificiais da cidade. Imagine a reverência, quase temor, suscitada pelos raios, relâmpagos e poderosos trovões. Coloque-se diante do espetáculo das incansáveis ondas do mar, que se quebram na praia em um entardecer. Essas coisas ajudam a ver, de uma perspectiva diferente, tanto nós próprios como o mundo. Há quase um século, o teólogo alemão Rudolf Otto escreveu o clássico The Idea of the Holy (A Ideia do Sagrado). Otto sugere que o ser humano tem fome do Sagrado. Existe nisso um elemento quase estarrecedor. Encontrar o Sagrado é encontrar-se com uma realidade tão grande que nos faz tomar consciência de nossa embaraçosa pequenez. Isso acontece, segundo Otto, não porque sejamos pequenos, mas porque o Sagrado é muito grande, numa escala desconhecida. Talvez por isso, Tomás de Aquino, quando perguntado por que depusera a pena e deixara de escrever, respondeu que ele tivera uma visão do Santo, e isso o fazia sentir que tudo o que escrevera não passava de palha.
Na próxima vez que você for ao zoológico, observe a relativa pouca atenção dada aos animais pequenos. Contudo, observe as filas dos que querem ver o leão, o tigre, o elefante e o gorila. Por quê? Talvez porque, mesmo sem entender, nós nos sintamos afirmados ao ver que há criaturas maiores e mais fortes do que nós. Seres que não criamos e que, naturalmente, escapam ao nosso domínio. A mensagem é tanto humilhante como confortadora: nós não somos o poder final. Isso nos ajuda a entender nosso lugar no Universo. Considere a suprema grandeza de Deus, em meio às suas dificuldades, e pense nisto: “Não diga a Deus que você tem grandes problemas. Diga aos seus problemas que você tem um grande Deus.” (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Você e o DinheiroMeditações Diárias 2014 – 11 de abril
Ao Senhor pertence a Terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Salmo 24:1
Deus provê para cada pessoa dois elementos básicos: tempo e talentos. Esta é a estrutura da vida. O tempo é igual para todos. Os talentos são diferentes de pessoa para pessoa. O dinheiro, em grande medida, é o resultado da combinação do tempo e do talento. Tempo e talento não podem ser acumulados, mas juntos podem produzir algo que pode: o dinheiro. Assim, de maneira real, o dinheiro representa parte do tempo e do talento utilizados para adquiri-lo. O desperdício do dinheiro, além de ser desperdício do talento e do tempo, é o desperdício da própria vida.
O plano de Deus para nos libertar da atração fatal do dinheiro é ensinar-nos a não permitir que aquilo que possuímos venha a nos possuir. Quando falamos dos planos de Deus para a vida, devemos lembrar que eles não podem ser entendidos pelo homem natural (2Co 2:14). Tais planos não lhe parecem razoáveis porque (1) o homem é criatura finita e não pode entender plenamente os caminhos de Deus; e (2) Deus veste Seus planos em mistério e não os revela em todos os detalhes para que desenvolvamos um relacionamento de fé com Ele.
Nas Escrituras, aprendemos que os dízimos pertencem ao Senhor (Ml 3:8-10). Por meio da devolução sistemática e fiel daquilo que Ele separou como um símbolo, Ele nos ensina os princípios básicos de Seu reino:
Submissão: “Não só de pão viverá o homem” (Mt 4:4).
Dependência: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino” (Mt 6:33).
Obediência: “Dai [...] a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21).
Prioridade: “Onde está o teu tesouro [...]” (Mt 6:21).
Lealdade: “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24).
Confiança: “Não andeis ansiosos” (Mt 6:25).
Compromisso: “Fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28:19).
O dízimo é baseado em convicção teológica. Sem a doutrina da criação, ele não tem fundamento sólido. O dízimo pode parecer um absurdo lógico. Em última instância, ele representa a rejeição do egoísmo e a libertação da tirania das coisas. Porque pertence ao Senhor, Ele é santo, como o sábado. Porque Jesus só menciona o dízimo uma única vez (Mt 23:23), alguns sugerem que lhe falta base no Novo Testamento. Jesus mencionou a necessidade da conversão, também, apenas uma vez (Jo 3:3), e ninguém contestaria o imperativo dela com base na estatística. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus, o Senhor da VidaMeditações Diárias 2014 – 12 de abril
Fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais [...]. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome. João 20:30, 31
Cada evangelho teve uma audiência primária específica. Em grande medida, isso determinou seu conteúdo. Mateus escreveu para judeus; Marcos, para romanos; Lucas, para grupos de gregos convertidos à fé cristã. João foi escrito, no fim do 1º século, para a igreja. Destinava-se a uma geração de cristãos que não haviam conhecido a Cristo. Cristãos que estavam se perguntando: Quem é Jesus Cristo? O texto de hoje indica o propósito desse evangelho. João está dividido em duas partes. Na primeira seção, capítulos 1 a 12, o evangelho trata dos atos de Jesus. João não usa a palavra “milagre”. O que Jesus realiza são “sinais”. Os sinais são como parábolas que apontam para uma realidade além de si mesmas. Os sinais em João suscitam a pergunta: Quem pode realizar obras assim? E sugere a resposta: Apenas Deus!
João registra sete sinais. Todos eles com características exclusivas desse evangelho. No primeiro, Jesus transforma água em vinho (2:1-12), o que trata da questão da qualidade. O segundo sinal é a cura do filho de um oficial do rei, que estava a uma distância acima de 32 quilômetros (4:43-54).
Distância não é problema para Ele. O terceiro é a cura do paralítico de Betesda (5:1-8), inválido por 38 anos. Tempo não está fora de Seu poder e controle. O quarto sinal (6:1-13) é a multiplicação de pães para uma grande multidão. Quantidade não é obstáculo para o Senhor. No quinto sinal, Jesus anda sobre o mar (6:16-21). Forças naturais Lhe obedecem. Depois Ele cura um cego de nascença (9:1-11). Este sinal tem que ver com o acaso.
Ele é superior às forças cegas e perplexidades da vida. Finalmente, é descrita a ressurreição de Lázaro (11:17-44). Jesus Cristo é maior que a morte. Leia o contexto desses casos. Observe que João intensifica a dimensão do problema para enaltecer Aquele que é a solução. Lázaro, por exemplo, não apenas estava morto; ele já estava em decomposição.
Tais sinais cobrem todas as áreas da vida. Você está buscando qualidade? Ele é a resposta. Seu problema tem que ver com distância, tempo, quantidade, forças naturais, acaso ou a própria morte? Jesus Cristo veio a nós e entrou em nossa história para dar sentido a nossa existência. Creia e tenha vida em Seu nome! (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Na Pessoa de Nosso SubstitutoMeditações Diárias 2014 – 13 de abril
Então, Pilatos O entregou para ser crucificado. João 19:16
A justiça divina foi satisfeita na pessoa de nosso substituto. Tal princípio provê a chave que abre a compreensão para o mistério que cerca aquelas passagens relacionadas à morte de Cristo. De fato, Sua paixão seria inexplicável sem essa chave explanatória. Sem esse princípio interpretativo, a morte de Jesus não seria apenas um absurdo, mas uma monstruosa injustiça.
Por que seria torturado e condenado o inocente Filho de Deus? No jardim do Getsêmani, Ele diz aos guardas: “Deixai ir estes” (Jo 18:8). Com isso, Jesus indica que é Ele que deve ser preso. Por quê? Da mesma forma, no julgamento perante o Sinédrio, quando a sentença condenatória é passada, acusado de blasfêmia, Ele guarda silêncio (ver Mt 26:63). Jesus não argumenta, nunca tenta Se defender. Veja-O perante Pilatos: Ele não responde às acusações. Cinco vezes, contudo, Pilatos, confuso, pronuncia que Jesus é “inocente”, “justo” ou “sem culpa”. Mas, ainda assim, Ele é condenado à morte. Como entender tal contradição? Nenhum tribunal com um mínimo senso de justiça validaria tal sentença.
Há apenas uma explicação: Jesus é ao mesmo tempo justo e culpado. Como Deus encarnado, Ele é absolutamente inocente das acusações que Lhe são atribuídas. Ao mesmo tempo, como substituto dos pecadores, Ele é aos olhos de Deus culpado de todas essas acusações. Em Si mesmo, Ele é inocente, mas culpado como nosso substituto. Jesus assume nosso lugar de modo consciente. Assim, nós estávamos lá em Suas cadeias. Perante o trono da justiça divina, nós merecíamos tal condenação. Nós, eu e você, éramos os verdadeiros culpados dos crimes atribuídos a Ele: rebelião, insurreição, blasfêmia, sedição. Mas, como nosso substituto, Ele diz: “Deixai ir estes.” Ele não diz: “Deixai-Me ir.” Você entende? Como nosso representante, tudo o que Lhe é atribuído é verdade. Então a sentença de morte contra Ele, afinal, não é injusta, porque aquela era nossa sentença.
Olhando para a cruz, ao vê-Lo despido, em vergonha e humilhado, podemos perguntar: “Quem é esse?” Você pode ser tentado a responder: “Esse é o Filho de Deus.” Errado. Esse é você e também sou eu na pessoa de nosso representante. Como nosso substituto, a Ele é imputada a culpa de todos os crimes, traições, de todos os desvios que você possa imaginar – de todos, em todos os tempos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
TitanicMeditações Diárias 2014 – 14 de abril
Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição. 1 Tessalonicenses 5:3
Completa-se hoje 102 anos do naufrágio do Titanic, o colosso dos mares. Por muito tempo, creu-se que aquela noite era a mais improvável para o desastre. O mar “estava como um gramado” calmo, as estrelas mais brilhantes do que nunca. Investigações recentes, contudo, têm argumentado que aquelas aparências eram enganadoras. Vários fatores se combinaram para a tragédia. O frio e a clareza do céu refletido no espelho das águas criaram uma miragem que tornou quase impossível que se percebesse o perigo.
Aliada a esses fatores, encontramos a arrogância da autoconfiança. Essa é a única explicação do motivo pelo qual o Titanic, que recebeu diversas advertências pelo telégrafo quanto à presença de icebergs, não alterou sua rota. Informado do perigo, o capitão Smith optou por manter a mesma direção e velocidade, confiante de que o navio estava acima de qualquer ameaça.
Quando o grito “iceberg logo à frente” soou, uma manobra foi feita para desviar o Titanic, mas já era muito tarde. Aproximadamente às 23h45, aconteceu a colisão. O gelo abriu um rombo no casco do navio, e a água passou a jorrar para dentro dos compartimentos.
Foi apenas quando a água gelada começou a invadir as cabines e os salões de jogos que a irreversibilidade da situação ficou evidente. Engenheiros calculam que, uma hora após o choque, mais de 25 mil toneladas de água tenham inundado o Titanic. Por volta de 1h30 da madrugada, a proa estava totalmente submersa. A popa inclinou-se num ângulo de 45 graus, e o peso da estrutura fez a embarcação rachar-se entre a terceira e a quarta chaminés. Os passageiros nos barcos lançados ao mar testemunharam horrorizados o navio descer para o mergulho sem retorno, engolido pelas águas escuras e gélidas do Atlântico Norte. Às 2h20, o gelado Atlântico silenciou as vozes e gritos de 1.500 pessoas que tiveram, então, seu destino selado. O Titanic, a pérola da White Star Line, o gigante de 269 metros de comprimento e 46 mil toneladas, obra-prima de 7,5 milhões de dólares, um tributo à engenharia náutica, tido como insubmersível pelos especialistas, não concluiu sua primeira viagem. Tal tragédia lembra-nos do perigo de se confiar nas aparências. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Que Te Falta?Meditações Diárias 2014 – 15 de abril
Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta. Marcos 10:21
Essa é a narrativa do jovem que vai a Jesus e diz: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Mc 10:17). “Por que me chamas bom?” (v. 18). Essa é a resposta de Cristo, buscando desarmá-lo e forçá-lo a pensar. “Em que sentido Eu lhe pareço bom?” Então Ele leva o rapaz a extrair uma resposta dos próprios recursos. O jovem conhecia os mandamentos e os guardava desde a infância, mas isso não lhe dera nenhuma segurança espiritual, o que sugere um problema em sua religião.
Não há qualquer razão para pensar que ele fosse um hipócrita ou arrogante. Jesus aceita sua sinceridade e nada diz em contrário à sua afirmação. O moço tinha buscado viver pelas regras, contudo sentia-se vazio e, mais que isso, fora do círculo da vida eterna, alienado de Deus. Ser bom guardador da lei não fora suficiente. Ele sentia que havia algo mais a ser experimentado, mas não sabia precisamente o que era. Para muitos, a vida cristã é uma questão de alvos e a realização deles. Algo que deve ser vivido de acordo com algumas metas. Esse jovem havia alcançado seus alvos. “Que farei?” Ele pensa que conhece o método. Para ele, salvação é uma questão de “fazer”. Aí reside o problema.
O texto de hoje, diz que Jesus olhou para o jovem e “o amou”. Seu coração se enterneceu. Esse moço não era uma fraude. Era sincero, e Jesus buscou libertá-lo das algemas, dizendo: “Só uma coisa te falta.” Então, segue uma sequência de cinco imperativos: “Vai, vende [...], dá [...]; vem e segue-Me” (v. 21). O terceiro e quarto imperativos são separados por uma promessa: “E terás um tesouro no Céu.” Jesus intencionou que esse fosse o momento da grande libertação. “Vem e segue-Me”: aí está a ênfase e a resposta de sua busca. Jesus buscou satisfazer a necessidade mais profunda, libertá-lo da vida mesquinha e das garras do poder que o fazia viver numa concha. Havia, no centro da existência, um ídolo que necessitava ser desalojado. “Ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste” (v. 22).
O que ele queria? Um “remédio doce”? E você, querido irmão ou irmã, o que lhe parece difícil deixar para ser um verdadeiro discípulo de Cristo? Provavelmente, aí está seu ídolo. O chamado para romper com nossas idolatrias deve ser visto como um ato libertador. Lembre-se: por Jesus, realmente não deixamos nada que, afinal, não seja para nosso bem permanente. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Incomparável Jesus CristoMeditações Diárias 2014 – 16 de abril
E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Filipenses 2:11
O impacto de Jesus sobre a história e a vida de homens e mulheres é inigualável. Muitos governantes, líderes militares, políticos, gênios, artistas, filósofos e teólogos vieram e se foram. Alguns entraram para a história. Mas todos eles estão soterrados nas areias do tempo. Apenas Cristo permanece tão atual como o jornal que vai sair amanhã. Sua pessoa inspirou milhares de livros e músicas. Seu lugar entre todos os nomes é insuperável.
James Allan Francis escreveu uma belíssima página sobre Jesus Cristo, com o título “Uma Vida Solitária”:
“Ele nasceu numa vila obscura, filho de uma camponesa. Cresceu em outra vila, onde trabalhou numa carpintaria até os 30 anos. Então, por três anos, foi um pregador itinerante. Nunca escreveu um livro. Nunca assumiu qualquer posição. Nunca teve uma família ou possuiu uma casa. Ele não cursou uma faculdade. Nunca visitou uma cidade grande. Nunca viajou mais de 350 quilômetros além do lugar onde nascera. Não fez qualquer uma daquelas coisas que normalmente associamos com grandeza. Tinha apenas 33 anos quando a maré da opinião pública se ergueu contra Ele. Seus amigos O abandonaram. Foi entregue aos inimigos e suportou o escárnio de um julgamento injusto. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto morria, Seus executores disputavam Seu manto, Sua única propriedade. Depois de morto, foi colocado em um túmulo emprestado pela piedade de um amigo.
“Dezenove séculos vieram e se foram. Hoje Ele permanece como o personagem central da humanidade, o líder de todo avanço humano. Todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não tiveram sobre a vida dos homens neste planeta o impacto que teve essa única vida solitária.”
De muitas maneiras, Seus inimigos têm tentado transformá-Lo em um mito e descaracterizar Sua identidade exclusiva. Filmes e canções irreverentes, produtos da ficção humana, surgem de tempos em tempos. Nisso eles não ficam muito longe dos Seus inimigos clássicos: Anás, Caifás, o Sinédrio, Herodes, Pilatos, fariseus e saduceus. Mas Jesus permanece e tem a última palavra sobre a vida e a morte. Seja hoje uma testemunha dEle, onde você estiver. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
BarrabásMeditações Diárias 2014 – 17 de abril
Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás. Mateus 27:16
Os quatro evangelhos fazem referência a Barrabás, uma figura misteriosa que surge em conexão com o julgamento de Cristo. A tradição a seu respeito é reticente. Prisioneiro, ele aguardava a execução. Desejando libertar Jesus, talvez influenciado pela mensagem de sua esposa, Pilatos sugere uma escolha entre os dois: Jesus ou Barrabás? Ele é colhido por uma estarrecedora surpresa: “Solte-nos Barrabás”, grita a multidão.
Qual é a razão para uma escolha como essa? Os líderes religiosos daquele tempo sabiam que poderiam prender Barrabás novamente, quando necessário. Mas como poderiam silenciar alguém como Jesus Cristo? Como parar um Homem que, sem qualquer arma, representava um perigo revolucionário capaz de subverter o judaísmo e todo o Império Romano? O que fariam com Alguém cujas armas eram Suas novas ideias sobre Deus e as pessoas, capazes de explodir as velhas categorias religiosas? Barrabás poderia explorar seus conterrâneos, mas ele não ameaçava governar a vida de ninguém. Por outro lado, Jesus apresentou um reino que governa de dentro para fora. Sem imposição, conduz a uma lealdade superior à vida e à morte.
Naquela tarde da Páscoa, três ladrões, talvez do mesmo grupo, deveriam ser crucificados: Dimas, Gestas e Barrabás. Barrabás é liberto no último instante, e Jesus é crucificado em seu lugar. Aqui nós temos a mais perfeita ilustração do princípio da substituição. A história de Barrabás é a história da salvação por meio da morte de Jesus Cristo. Seu nome, “Bar Abba”, significa “filho do pai”. Como ele, todos nós, filhos do pai Adão, somos culpados de rebelião e sedição contra Deus, ladrões de Sua glória, assassinos de nós próprios e de outros, prisioneiros do pecado. Barrabás, no corredor da morte, apenas aguardava a execução. Ele deve ter olhado para as palmas de suas mãos, imaginando como seria a dor dos cravos rasgando a carne, dilacerando a cartilagem e os ossos. Ouviu então o sinistro barulho da chave abrindo a pesada porta de ferro. Ouviu os passos dos guardas. “Chegou minha hora”, pensou. Sua cabeça estava pesada e confusa.
Parecia até ouvir seu nome gritado por enorme multidão. Ainda não sabia exatamente o que estava acontecendo. Abismado, ouviu que estava livre: “Pode ir para casa.”
Isso é substituição: Jesus tomou nosso lugar. Ele foi feito pecado para que sejamos feitos justiça de Deus. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Outro Tipo de Rei Meditações Diárias 2014 – 18 de abril
Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: És Tu o rei dos judeus? João 18:33
Educado por Roma, Pilatos era um homem que pensava de modo prático. Tudo o que ele queria era uma resposta simples. Preto no branco, breve. Do estilo verdadeiro ou falso. Não posso deixar de pensar que Pilatos estava estarrecido. À sua frente, encontrava-se Jesus, enfraquecido pela noite anterior de abusos, lábios inchados, marcados por sangue ressecado. Desacompanhado, sem qualquer comitiva em Seu favor. Certamente não havia nada nEle que parecesse real. Ridicularizado, coroado com espinhos, com filetes de sangue vivo ainda a escorrer, uma jocosa capa vermelha, Sua posição não parecia adequada a um rei. Mas o Homem intrigava o procurador.
Os olhos de Pilatos haviam sido treinados pelo que já vira acerca de reis. Mas a experiência passada não o havia preparado para Jesus. Ele sabia apenas de reis mantidos pelo sangue e pela espada. Um rei sem aparente poder não fazia sentido para Pilatos. Sem dúvida, ele estava familiarizado com a saga de assassinatos e traições que caracterizava Herodes e seus sucessores. Ele deveria conhecer melhor ainda Tibério César, que não hesitara em mandar matar seus rivais. A história dos césares que haviam precedido Tibério deveria ser familiar a Pilatos. É nesse contexto que ele pergunta se Jesus é um rei.
Diante dessa realidade, não poderia haver resposta simples que não produzisse mal-entendido ainda maior acerca da verdade. Muito preconceito deveria ser antes removido da cabeça de Pilatos. Jesus testou o homem que o julgava: “Essa pergunta é tua, ou outros te falaram a Meu respeito?” (v. 34, NVI). Embaraçado, Pilatos mudou de estratégia. “Que fizeste?”, ele perguntou (v. 35). A resposta de Jesus o deixou ainda mais perplexo: “O Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim, para que não fosse Eu entregue aos judeus” (v. 36). “Meu reino não é deste mundo!” Não há nenhum domínio para ser protegido. Nenhuma fronteira para ser guardada. Nenhum exército a ser treinado. Nenhuma submissão a ser imposta. Um reino sem coerção. Este é o reino de Cristo. Este é o reino da graça!
Jesus desmente a ideia de que o poder começa no final do cano de uma arma, com a ponta de uma espada ou com imposições. Para Ele, o poder vem pela submissão a Deus. De fato, nos lábios de Cristo, o reino de Deus não é primariamente um lugar, mas um relacionamento com a pessoa do Rei. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Seu Lugar Junto à CruzMeditações Diárias 2014 – 19 de abril
E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-Lhe a cruz. Marcos 15:21
Os dias de Sua popularidade estavam no passado. Depois da ceia naquela quinta-feira, Jesus começa a sentir a intensidade e o peso do pecado, como substituto do homem culpado. No Getsêmani, Ele antecipa os horrores da segunda morte. Grossas gotas de sangue brotam dos poros, em resultado da extrema angústia. Sua convulsão é testemunhada apenas pelo silêncio das velhas oliveiras. Sua hora chegou! Preso, é submetido a cinco julgamentos irregulares, sob acusações ridículas. A essa altura, Jesus já deveria estar em estado crítico: sem alimento, água, em pé por muitas horas, esbofeteado, açoitado, coroado de espinhos. Finalmente, colocam sobre Ele a cruz (Jo 19:17), pelo menos a haste horizontal (patibulum), com um peso que podia variar de 15 a 30 quilos. Isso se prova muito para ele.
A caminho do Calvário, grandemente enfraquecido, a pele e os músculos dos ombros dilacerados, Jesus cai. A multidão O aperta.
Nenhuma fisionomia amiga. Os discípulos haviam fugido. Deus abandonado por Deus! Um homem que passa, talvez parando por curiosidade para ver a causa da comoção, é subjugado por mãos rudes e obrigado a tomar a cruz. Qual teria sido a reação inicial de Simão? Seu olhar se cruza com o olhar do Condenado. Simão observa melhor Seu semblante pálido, hematomas nos olhos, lábios inchados, fios de sangue ressecado marcando Sua face. No Homem, há algo que prende sua atenção. Ellen White sugere que Jesus nunca parecera tão belo, com a dignidade de um rei no trono.
Simão ligou-se ao drama do Universo no momento em que as portas do Céu se fecharam, impedindo que os anjos interviessem em missão de socorro. Quem era o homem ao lado de Cristo? Um judeu da diáspora, um prosélito que fora a Jerusalém para a Páscoa, como tantos outros (At 2:10)? Qual a impressão final do Calvário sobre ele, que inicialmente era apenas um curioso? Certamente o Espírito Santo lhe iluminou a alma. Seu testemunho alcançou depois a família. Por que haveria Marcos de mencionar seus filhos, Alexandre e Rufo, não fossem eles conhecidos na igreja de Roma, como indicado em Romanos 16:13? A história de Simão é representativa. Ela é um convite para nossa identificação com a cruz. Depois disso, nunca mais seremos os mesmos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder de Sua Ressurreição – 1 – Meditações Diárias 2014 – 20 de abril
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 1 Coríntios 15:17
Na penumbra que conduzia à sepultura, as mulheres que iam visitá-Lo, no domingo cedo, provavelmente se apegavam a uma tênue esperança. Um perfume distante de lírio, mirra e aloés enchia o ar. Os lençóis que O haviam envolvido estavam marcados por manchas escuras de sangue. Do interior, contudo, vinha uma torrente de luz, como um sol que nasceu para nunca mais se pôr. “Ele não está aqui.” As palavras do anjo ecoaram como a voz de mil trombetas. Jesus voltara da morte. “Meu Senhor, que manhã!”, diz o hino negro spiritual.
A ressurreição de Jesus é a mais estupenda antecipação da fé. Não mais sofrimento nem derrota. Não mais separação. Nossas palavras são incapazes de capturar esse momento. John Masefield conta a história de uma mulher viúva que presenciou a execução de seu filho. Tudo o que lhe resta então é orar. E sua oração centraliza-se na esperança da vida eterna: “Preciso de repouso [...]. Repouso das coisas quebradas. Coisas tão partidas para serem consertadas.” Apenas o Deus da ressurreição é adequado para as coisas partidas que desafiam consertos. Abraçar a ressurreição de Jesus é crer na presença de uma realidade maior que a vida, capaz de iluminar o presente e o futuro.
A respeito da ressurreição, os cristãos creem em quatro verdades revolucionárias. Duas delas serão consideradas a seguir. As outras duas serão vistas no texto de amanhã. Primeiramente, ela é central, como afirma Paulo (1Co 15:16-19). Sem ela, tudo seria escuridão e morte. O desespero teria a palavra final, e nossa pregação seria loucura. Foi a ressurreição que projetou a igreja e levou o Novo Testamento a ser escrito. Ela confere credenciais à pregação. Confere poder para realizarmos obras de amor e compaixão
em nome de Cristo. Se não cremos nela, não somos Seus discípulos.
Em segundo lugar, a ressurreição é confortadora. Sem ela, na presença da morte, não veríamos significado em nada. O apóstolo Paulo afirma que Jesus é “as primícias dos que dormem” (1Co 15:20). Ele é o penhor da vida para todos os que adormeceram nEle. Esta é nossa confiança e nossa certeza, nossa fortaleza e refúgio. Ao depositar nossos queridos, amigos e parentes na sepultura, ainda podemos cantar. As palavras de Cristo ressoam em meio à dramática realidade: “Porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo 14:19). Porque Ele vive, a morte não é o ponto final. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder de Sua Ressurreição – 2 – Meditações Diárias 2014 – 21 de abril
Para O conhecer, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me com Ele na Sua morte. Filipenses 3:10
Grandes homens podem nos ensinar a morrer com dignidade, mas apenas Jesus Cristo nos ensina a morrer com esperança. A morte morreu naquela sexta-feira quando Ele pendeu a cabeça. O atestado de óbito da morte foi emitido, no domingo, quando Ele partiu seus grilhões. Afinal, o coro de milhões de vozes entoará um cântico que encherá o Universo com uma nota de desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:55). Tragada para sempre terá sido a morte pela vitória.
A ressurreição de Cristo, como vimos ontem, é central, o fundamento da esperança cristã. Mais ainda, ela é confortadora; os que dormem nEle não estão esquecidos pelo Senhor. Além disso, a ressurreição constitui um desafio. Ela nos deixa com a tarefa de “contar a história”. Essa foi a primeira missão das mulheres que ouviram da ressurreição. Esse magnífico evento deve criar em nós o desejo de partilhar com os outros o seu poder, que subverte os poderes da morte. Em nossos encontros, em geral, falamos de tudo: economia, esportes, clima, pratos prediletos, entre outras coisas. De alguma forma, contudo, permitimos que o mundo nos convença de que religião é algo de caráter “privado”, e deveríamos silenciar em relação a ela. Mas Deus colocou no DNA humano a busca de significado, o desejo de uma conexão com o transcendente. A certeza de que Cristo ressuscitou deve operar em nós uma ressurreição similar, trazendo nova esperança e novo poder.
Finalmente, as boas-novas da ressurreição significam poder. Tal poder levou a igreja primitiva a sair de seu esconderijo, abandonando o medo e a perplexidade. Como afirma o texto de hoje, Paulo passou a viver no poder da ressurreição. Jesus havia voltado da morte. Para nós, como para aqueles primeiros cristãos, há poder para viver com confiança. Existe algo no que esperar, em que nossa busca por permanência, afinal, é satisfeita plenamente, em meio ao caos da presente era. Assim como todos morremos no primeiro Adão, os que O recebem vivem no Segundo Adão. Aleluia, glória ao Cordeiro que foi morto e vive! Há poder para vivermos livres das dúvidas, do medo e das forças que nos oprimem. O poder da ressurreição representa libertação, certeza da vida eterna, triunfo sobre a solidão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder da GraçaMeditações Diárias 2014 – 22 de abril
Mas ide, dizei a Seus discípulos e a Pedro, que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como Ele vos disse. Marcos 16:7
Pedro vira Jesus muitas outras vezes antes, em diferentes circunstâncias. Ele O tinha visto Se levantar e acalmar a tempestade com uma única palavra. Ele próprio fora resgatado quando afundava nas águas da noite tempestuosa. Pedro tinha visto Jesus estender as mãos e, com um toque, curar leprosos. Pedro testemunhara a cena em que Jesus tinha ressuscitado um morto, enterrado havia quatro dias. Estivera com Jesus no monte da transfiguração e vira Sua glória. Havia pessoalmente visto Jesus submetendo e expulsando demônios. Mas nada disso o havia convertido.
Agora, em imenso contraste, Aquele que repreendera os ventos, curara leprosos, ressuscitara mortos e fora glorificado no monte está ali, à sua frente, sozinho, sofrendo o abuso dos homens, acusado e desprezado. Na providência divina, o cantar de um galo chama a atenção de Pedro para Cristo, e os olhares se cruzam. Jesus tentara antes chamar a atenção de Pedro para conduzi-lo a uma compreensão realista de si, de sua autossuficiência e arrogância. Mas a tentativa não surtira qualquer efeito. Agora, é o olhar de Jesus que o toca e comove. Não há nenhuma repreensão ou acusação naquele olhar. Isso faz o que nada tivera poder de realizar. Esse é o poder inexplicável da graça. Mais bela e poderosa do qualquer outro recurso, a graça nos constrange, subjuga, persuade e transforma.
Certamente o olhar de Cristo alcançara Pedro, mas ele tinha que ser restaurado diante dos outros do grupo. Pedro ainda sente-se curvado sob um enorme fardo de vergonha e remorso. As mulheres vão ao sepulcro. “Ele não está aqui”, diz um anjo (Mc 16:6). No verso seguinte, Pedro é nominalmente mencionado. Jesus queria encontrar-Se com ele. Como você acha que Pedro teria se sentido ao ouvir isso? Jesus, o líder extraordinário, estava erguendo Seu discípulo. Em 1 Coríntios 15:4 e 5, Paulo sugere que, antes de Jesus aparecer a qualquer outro, Ele teve uma audiência a sós com Pedro. Na privacidade desse encontro, Pedro teve a oportunidade de dobrar-se perante Cristo e pedir perdão por todos os anos de cegueira. E lá, só eles dois, Jesus restaura Pedro completamente. “Pedro, Eu o perdoo. Eu havia orado por você. Agora, vá e testemunhe de Mim.”
Esse perdão e também esse desafio são colocados diante de nós hoje. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Resultado da GraçaMeditações Diárias 2014 – 23 de abril
À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo: Israelitas, por que vos maravilhais disto [...] como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar? Atos 3:12
A evidência da conversão de Pedro se revela no livro de Atos. Ele vai ao templo com João. Encontram-se com um homem coxo e, em nome de Cristo, o curam. Então, “todo o povo correu atônito para junto deles” (v. 11). Pedro está no meio do círculo, sob holofotes, com o troféu da cura ao seu lado. Depois de tanto tempo ansiando poder, fama, prestígio, buscando ser o primeiro, tentando ser notado, chega a oportunidade. O irônico é que, quando ele tem a oportunidade, não tem mais o interesse. Pedro é outro homem. Desvia o foco da atenção de si para Jesus: “Por que fitais os olhos em nós?” (v. 12). O espetáculo aqui não é a cura do coxo, mas a cura de Pedro. Transformado, ele aprendera qual é o lugar do discípulo.
O desdobramento da história aparece em Atos 4. Pedro e João são encarcerados “até ao dia seguinte” (v. 3). Dentro de algumas horas, ele teria outro encontro com Caifás. Da última vez, seu desempenho fora um vexame. Mas, agora, ele podia dizer com convicção que seria diferente. “No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas com o sumo sacerdote Anás, Caifás [...] e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote” (At 4:5, 6). A reunião seria com os pesos-pesados do judaísmo. Um grupo poderoso, capaz de intimidar, tendo ainda nas mãos o sangue de Jesus.
“Mandaram trazer Pedro e João diante deles e começaram a interrogá-los:
‘Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?’” (v. 7, NVI). O circo está novamente montado. Com brilho de ódio nos olhos, eles não podem ocultar as intenções. A resposta vem de Pedro: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: ‘Tomai conhecimento [...] de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em Seu nome é que este [coxo] está curado perante vós’” (v. 8-10).
Incrível! Pedro e João, cercados pelos poderosos representantes do Sinédrio, não retrocedem um milímetro. Caifás provavelmente pensou que poderia fazer a história daquela noite no pátio de sua casa se repetir. Pedro fala, mas note a qualificação: “cheio do Espírito Santo”. A graça divina dera à sua voz um tom de autoridade e poder que fez estremecer o Sinédrio. Precisamente o que Deus quer fazer conosco. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Que Jesus Fez Por VocêMeditações Diárias 2014 – 24 de abril
Cristo em vós, a esperança da glória. Colossenses 1:27
Recentemente, comprei um pequeno livro curiosamente intitulado 101 Things Jesus Has Done for You (101 Coisas que Jesus Fez por Você), escrito por Jessica Inman. O livro é um tipo de celebração daquilo que as Escrituras testemunham que Jesus Cristo fez por nós. Em cada página, há um texto bíblico e um pequeno comentário. Claro, essas “101 coisas” não poderiam esgotar tudo o que Jesus fez e faz por nós.
De fato, tudo o que Jesus fez por nós não caberia em nenhuma lista. Deus colocou em nossa galáxia um símbolo de Cristo: o Sol. O que o Sol é para a Terra, Jesus é para nossa vida. Sem Ele, a vida não seria possível. Quando Cristo Se torna o centro de nossa vida, o contentamento substitui nossa ansiedade, nossos medos e inseguranças. Em consequência, três dos mais eficientes inimigos da alegria são subvertidos:
1. Cristo nos liberta da visão limitada e amplia nossos horizontes. Isso nos assegura nova confiança. Algemas que nos prenderam por muito tempo são partidas. O que grandemente nos incomodava ganha outro significado e pode ser visto com a marca de Deus em nós, uma característica particular de Sua graça. Mais ou menos como o “espinho na carne” de Paulo (2Co 12:7-10).
Então, como o apóstolo, experimentamos força e vitória na fraqueza.
2. Cristo nos liberta de nossa preocupação com a opinião dos outros. Isso eleva o nível de nosso contentamento e senso de adequação. As “observações” e críticas vindas de outras pessoas não serão tão importantes. Charles Cooley, sociólogo moderno, formulou uma lei interessante. Segundo ele, “nós não somos quem pensamos ser, mas somos o que pensamos que a pessoa mais importante em nossa vida pensa a nosso respeito”. Quem é a pessoa mais importante em sua vida? Se Jesus ocupa tal lugar, você experimentará libertação e segurança inigualáveis. O que Ele pensa a seu respeito? Olhe para o Calvário. Para Ele, você é alguém único, especial, tão valioso, tão importante, que Ele morreu para que você viva. O que outros possam pensar já não será mais o ponto de referência.
3. Jesus Cristo acalma nossos temores em relação ao futuro. Isso provê esperança incomparável e certeza nos desafios diários. E o amanhã? Cristo já o conhece; assim, Ele não pode ser tomado de surpresa. Não sabemos o que nos aguarda no futuro, mas sabemos com quem podemos aguardar o futuro. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Debaixo do SolMeditações Diárias 2014 – 25 de abril
Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Eclesiastes 2:11
A revista americana Forbes devotou o número comemorativo de seu 75º aniversário, em 1992, a um único tópico: “Por que nos sentimos tão mal quando temos tudo para nos sentir tão bem?” Observando que os norte-americanos vivem, do ponto de vista material, melhor que qualquer outro povo ao longo da história, a revista convidou 11 observadores da cultura moderna para analisar a razão de tão alto índice de depressão, ansiedade, desajustes e suicídios. A causa dominante foi atribuída à alarmante perda dos valores absolutos e do próprio significado da vida.
Peggy Noonan, jornalista da rede de televisão CBS e escritora de discursos dos presidentes Ronald Regan e George Busch, observou que “somos a primeira geração que esperou encontrar a felicidade aqui na Terra, e essa busca tornou-nos grandemente infelizes”. Materialismo, realização profissional e financeira, relacionamentos e prazer são em geral as avenidas comuns percorridas por milhões de pessoas na tentativa de serem felizes. Nessa busca, o homem moderno transformou seu mundo em um grande parque de diversão. Tal sociedade deveria ser a última a sentir-se enfadada, angustiada e deprimida, mas esse não é o caso.
Salomão inicialmente tentou toda sorte de experimentos na busca da felicidade. Leia o capítulo 2 de Eclesiastes. Ele empreendeu grandes obras, edificou casas, plantou vinhas, fez jardins e pomares. Construiu açudes, comprou servos, possuiu bois e ovelhas. Amontoou prata, ouro e tesouros. Proveu-se de cantores, cercou-se de “mulheres e mulheres” (v. 4-9). Com que resultado? Ele descobriu aquilo que os psicólogos hoje chamam de “lei do retorno decrescente”. Como qualquer droga, o prazer exige doses cada vez maiores para produzir a mesma satisfação, e no final traz apenas o desespero e o desencanto. Salomão conclui, então, que “nenhum proveito havia debaixo do sol” (v. 11).
Salomão inicialmente buscou propósito “debaixo do sol”, expressão que ocorre 29 vezes no livro de Eclesiastes, para descobrir que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada “além do sol”, nAquele que transcende a vida aqui. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Judas, o TraidorMeditações Diárias 2014 – 26 de abril
Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem? Lucas 22:48
De minha infância, trago memórias das celebrações da Páscoa, entre católicos, na maioria descendentes de italianos, em uma pequena cidade do interior capixaba. Lembro-me das cenas vívidas de linchamento de um boneco de pano, personificando Judas, espancado, apedrejado e dilacerado pelos participantes do cortejo. Judas é realmente o mais notório apóstolo de Cristo. Seu nome aparece sempre como o último em cada lista bíblica dos doze, nos evangelhos. Em cada caso, ao seu nome é acrescentada uma qualificação: “Aquele que O traiu.” Judas é o maior exemplo de fracasso em toda a história humana. Transformou em perfídia um dos mais sublimes gestos de amor: o beijo. Sua história escura é um sinistro exemplo das profundezas do mal de que o coração humano é capaz. Ele gastou três anos com Jesus, mas seu coração progressivamente se tornou um pedaço de granito.
Enquanto os outros 11 apóstolos representam para nós um enorme encorajamento, exemplificando como pessoas comuns podem ser usadas por Deus, Judas é uma solene advertência. Ele serve de alerta acerca do potencial maligno da indiferença espiritual, de privilégios desperdiçados e de oportunidades negligenciadas. Judas é a clássica ilustração de que vícios alimentados podem endurecer o coração.
Aqui está um homem que se aproximou do Salvador tanto quanto era possível. Desfrutou de Sua influência e testemunhou de forma íntima o que Cristo ensinou. Contudo, permaneceu em descrença, intocável, selando seu destino eterno de maneira irreversível.
Judas começou exatamente onde os outros iniciaram. Mas não chegou a desenvolver fé verdadeira e sincera. De modo contrário aos outros, ele não foi realmente transformado. Progressivamente se tornou mais e mais um filho do inferno. Daquilo que o Novo Testamento ensina sobre ele, aprendemos duas lições básicas. Primeiramente, sua vida nos relembra de que é possível estar perto de Cristo, em associação com Ele, mas viver essa experiência de modo superficial. Nesse caso, em vez de sermos transformados pela verdade, somos endurecidos por ela. Em segundo lugar, Judas nos relembra de que, a despeito da enormidade das traições humanas e atentados contra Deus, Seu propósito não pode ser subvertido. Os piores atos humanos, de maneira misteriosa, cooperam para que Seu soberano propósito prevaleça. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Maior Resgate da HistóriaMeditações Diárias 2014 – 27 de abril
Não se turbe o vosso coração [...]. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. [...] Voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:1-3
A revista Time, na edição de 19 de junho de 1995, em seu artigo de capa, intitulado “O Escape do Piloto”, conta a dramática história do capitão da força aérea norte-americana Scott O’Grady. Na guerra da Bósnia, ele tivera seu avião abatido por um míssil inimigo. Antes de descer para o mergulho fatal, ao sul de Bihac, O’Grady conseguiu ejetar-se do avião F-16.
No solo, usando o equipamento de sobrevivência, ele encontrou um rádio transmissor PRC-112. Por causa do mau tempo, O’Grady conseguiu fazer um só contato com outro piloto norte-americano, o capitão Thomas Hanford, indicando sua sobrevivência e localização aproximada. A partir daí, teria início o pesadelo de uma longa espera. Caçado pelos inimigos, fugitivo em um território desconhecido, solitário, com frio e faminto, alimentando-se de folhas, raízes e pequenos insetos, O’Grady se perguntava se alguém estaria preocupado com sua sorte.
As horas se arrastavam com lentidão, sem qualquer sinal de ajuda externa. O que o capitão Scott O’Grady não sabia é que, enquanto isso, a maior potência militar do planeta estava mobilizada para seu resgate. A inteligência militar norte-americana reunida no Pentágono, com o interesse direto do então presidente Bill Clinton, planejava cada detalhe da operação.
Finalmente, na madrugada de 8 de junho, seis dias depois da queda, Scott O’Grady foi resgatado em uma operação de precisão cirúrgica. Sua localização exata havia sido determinada com a ajuda de satélites, e ele foi transportado para casa a salvo.
O maior resgate de todos os tempos, contudo, encontra-se no futuro. Ao longo da história, os cristãos têm aguardado com paciência o retorno de Jesus. A esperança do segundo advento baseia-se em promessas específicas das Escrituras Sagradas. A fé nesse evento, como apresentada nos mais primitivos credos do cristianismo, é a afirmação da certeza de que Deus está no controle do Universo, é responsável por Sua criação e absolutamente fiel à Sua Palavra empenhada. “Virei outra vez” é a frase-chave da promessa. Desde que foram pronunciadas pelo Senhor, essas palavras têm ardido no coração de incontáveis cristãos, como tocha em meio a densa escuridão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Lendas e BoatosMeditações Diárias 2014 – 28 de abril
A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa. Provérbios 19:5
Enquanto vivi no Canadá, veio-me às mãos um texto que traduzi. Trata-se, aparentemente, de uma bela mensagem de ânimo e motivação. O texto refere-se a um momento crítico na vida da águia que a força a tomar uma decisão drástica. Veja o relato:
“A águia, o pássaro que mais vive em sua espécie, chega até 70 anos. Mas, aos 40 anos, uma águia depara-se com uma crise extraordinária. Ela deve então escolher renovar-se ou morrer. Aos 40 anos, suas garras estão compridas e flácidas. Ela já não consegue caçar ou segurar o alimento. Seu bico torna-se longo e curvo. Suas asas, pesadas em razão das penas velhas, estão apertadas contra o peito. Uma alternativa é deixar-se morrer. A outra é recolher-se nas alturas de um pico solitário. Aí a águia comprime-se contra o paredão e inicia um processo de renovação que dura 150 dias. Primeiramente, ela raspa o bico contra a parede até arrancá-lo e espera que o novo bico nasça. Então, ela arranca as garras enfraquecidas para que outras, novas e possantes, as substituam. Finalmente, ela retira suas penas velhas para que outras robustas surjam no lugar. Cinco meses depois, a águia inicia, como nova, o que se chama de voo da renovação, para viver mais 30 anos!”
Extraordinário, não? Usei essa ilustração uma ou duas vezes, fazendo as aplicações óbvias para a vida cristã, que com a rotina se desgasta e envelhece. Pensei em incluí-la neste livro, com esse mesmo objetivo. Mas descobri um sério problema com a narrativa: ela não é verdadeira! Busquei várias fontes, consultei livros e especialistas, mas consistentemente tais fontes apresentam as incorreções científicas e lógicas que tornam a história improvável. A mais evidente: como poderia a águia sobreviver cinco meses sem o bico? Em resumo, é pura lenda.
Às vezes, penso seriamente sobre a origem das “lendas”. E o que dizer dos boatos tão comuns sobre pessoas que conhecemos? Como devemos agir diante de inverdades que destroem vidas e reputações? Não creio que a ilustração da águia, embora uma lenda, possa causar grandes males, mas esse não é o caso de outras “estórias” inventadas, ampliadas ou maldosamente divulgadas pela maledicência dos que se julgam superiores por terem informações “privilegiadas”. Diante de um boato, pergunte-se: É verdadeiro? É necessário? A quem interessa? (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quando o Sucesso FalhaMeditações Diárias 2014 – 29 de abril
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:5
Voando de Toronto para Orlando, onde iria servir como tradutor para a língua portuguesa do evangelismo via satélite do pastor Mark Finley, não pude deixar de observar dois casais assentados do outro lado do corredor. As esposas iam juntas na cadeira detrás. As crianças, também juntas, estavam em bancos mais distantes. Na frente, iam os dois homens, na posição paralela ao meu assento.
Aparentemente, eram sócios que estavam saindo de férias. Mas aqueles homens pareciam distantes da família. Tinham os computadores abertos e discutiam os investimentos feitos, analisando detalhes administrativos da empresa. Pareciam estar em uma viagem de negócios, embora todos vestidos para visitar a Disney World. Pensei comigo: Qual será o significado das férias para essas esposas e filhos? Hoje, anos depois, ainda penso neles: Como estariam?
Para muitos, a magia do casamento é o sucesso financeiro. Imagine quantos cônjuges se tornam alienados um do outro e dos filhos, perseguindo a “borboleta dourada” ou a “mosca azul” do sucesso profissional e econômico, julgando que isso dará estabilidade ao casamento. E, no processo, o que realmente acontece?
Recentemente, conheci um livro extraordinário de Steven Berglas, intitulado The Success Syndrome (A Síndrome do Sucesso). O livro aponta os perigos interpessoais, emocionais e psicológicos do sucesso na sociedade moderna. Berglas observa que o “sucesso” representa, muitas vezes, o início do comprometimento moral das pessoas que lutam para alcançar o “topo” da pirâmide. A ironia é que, quando chegam lá, elas realmente chegaram ao fundo do poço em sua vida familiar, moral e espiritual. Com frequência, os filhos, o cônjuge e a família de modo geral são destruídos e deixados para trás como fragmentos abandonados à margem da estrada. Não é estranho que aquilo que julgamos ser a chave da felicidade se torne precisamente a causa de nossa infelicidade e destruição?
Por isso, as Escrituras são tão enfáticas: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.” O texto não sugere preguiça, falta de esforço, dedicação ou planejamento. Tudo o que é sugerido é que devemos ter um profundo senso do que é prioritário. As primeiras coisas em primeiro lugar. Devemos nos lembrar de que todo o sucesso alcançado fora de casa não compensará o fracasso no próprio lar. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
PrioridadesMeditações Diárias 2014 – 30 de abril
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Salmo 127:1
O salmo 127 trata de algumas das preocupações universais do ser humano: construir, proteger, realizar. Não realizar nada, não construir e não proteger seriam atitudes consideradas insensatas. Contudo, a mensagem central desse salmo é que não há sacrifício nem trabalho humano que sejam capazes de substituir a presença de Deus.
O verso 2 não sugere que o esforço no trabalho seja errado. O que é errado é deixar Deus de fora de nossos esforços. Se o Senhor não é incluído como o fundamento daquilo que fazemos, o que fazemos não passa de árvore marcada para cair. Tudo aquilo que tem base falsa, a despeito de nossa dedicação e ansiedade, não passa de futilidade. É correr atrás do vento!
O ser humano, sem a assistência divina, facilmente pode perder o senso do que é importante. Passa a confundir o ouro verdadeiro com lata e perde o que realmente tem significado. O que ganharão afinal os homens de negócios que trabalham desde manhã até a noite e, para completar a rotina, ainda levam trabalho para casa? Alienação e distanciamento da família? Saúde debilitada? Vida abreviada? O que edificarem será com grande probabilidade mal gasto por aqueles que nada fizeram.
Ironicamente, o salmo 127 é um dos poucos salmos atribuídos a Salomão, o velho rei de Jerusalém que, em parte de sua vida, esqueceu-se do que era prioritário. Edificou casas, plantou vinhas, entregou-se a diversões, construiu palácios e acumulou riquezas (Ec 2:3-11). Mas sua edificação, tanto literal quanto figurativa, foi destruída. Seu reino pereceu em ruínas. Seus casamentos se tornaram uma desastrosa negação de Deus e uma enorme fonte de frustração.
O que aconteceria se hoje, em vez de atolar-se em trabalho, você se desse ao luxo de completar o dia com outras atividades que talvez não lhe tragam resultados imediatos? Que tal se você, neste dia, reservasse tempo para almoçar com o cônjuge, fizesse um piquenique com os filhos, visitasse seus pais ou alguém idoso ou enfermo? Difícil? Pense no seguinte: em dez anos, tais atividades serão as mais lembradas. Os negócios e preocupações que lhe parecem tão importantes hoje terão desaparecido, e você não terá deles a mínima lembrança. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)

Meditações Diárias – Meditação Matinal – Março 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

Daniel, Servo do AltíssimoMeditações Diárias 2014 – 1º de março
Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus. Daniel 6:5
Daniel é um daqueles personagens da Bíblia que nos impressionam por sua fidelidade a Deus. Na abertura do livro, somos informados de que “resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei” (Dn 1:8). Embora alguns gostem de enfatizar a segunda parte do texto, discutindo a preocupação com a dieta alimentar, o que me impressiona é a primeira seção, focalizando sua decisão que antecede as prováveis dificuldades na corte de Babilônia. Daniel não é do tipo de deixar decisões importantes para o momento da tentação. Quando ela chega, ele já sabe o que fazer. Outro aspecto do caráter de Daniel é evidente no texto de hoje. Mesmo sob a observação de inimigos, nada pode ser encontrado contra ele.
O capítulo 3 do livro de Daniel é paralelo com o capítulo 6. Primeiro, três figuras solitárias, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, os amigos de Daniel, erguem-se na planície de Dura, enfrentando a ameaça da fornalha ardente. Uma pergunta comum é: Onde estava Daniel então? Não sabemos, e isso realmente não importa. Quando sua hora de teste chega, ele se comporta à altura de seus amigos. Daniel sabia da ameaça dos inimigos. Em 30 dias, ninguém poderia fazer nenhuma petição a qualquer deus, apenas ao rei (ver Dn 6:7). Não se trata de um pecado que ele não quer cometer, mas de um dever que ele não pode deixar de cumprir. Seus amigos se recusaram a prestar homenagem idolátrica. Daniel, por sua vez, recusa-se até mesmo a omitir ou ocultar sua adoração ao Deus verdadeiro.
Os inimigos contavam com a integridade de Daniel. E não foram decepcionados. O que faria você no lugar dele? Alguns, provavelmente, encontrariam razão para racionalizar a conduta, pensando: “Fecharei a janela; afinal, Jesus não disse que é assim que devemos orar?”
Outros poderiam se desculpar da seguinte maneira: “Poço orar mentalmente. Por que me expor ao perigo?” Mas a questão é outra: Por quanto tempo Daniel orava daquela forma? Provavelmente por mais de 60 anos. Sua atitude não era nova, muito menos uma encenação para impressionar. Mudar naquele momento seria equivalente a adotar a essência do decreto: submissão ao capricho humano. Este exemplo da história bíblica brilha como modelo de uma lealdade que não negocia nem transige. Representa um poderoso desafio à nossa fé, por vezes tão vacilante e incerta. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Monumentos Sobre a AreiaMeditações Diárias 2014 – 2 de março
Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:24
Não muito longe de Lincoln, no estado do Kansas, um estranho grupo de estátuas se ergue em um velho cemitério. Um fazendeiro local chamado John Davis erigiu-as. Quando a esposa faleceu, ele encomendou os serviços de um profissional para esculpir uma estátua dele e da esposa assentados em um banco. Não satisfeito, ele encomendou uma segunda estátua. Esta era dele mesmo ajoelhado junto à sepultura de sua esposa. Insatisfeito ainda, ele encomendou uma terceira. Desta vez, de sua esposa ajoelhada junto à sua futura sepultura. John Davis gastou quase 250 mil dólares em suas estátuas. Quando era solicitado a ajudar alguma causa comum na pequena cidade, um hospital, uma escola ou um parque para crianças, ele se tornava hostil, alegando que a cidade nunca fizera nada por ele.
John Davis morreu aos 92 anos, pobre, dependendo da caridade pública. Em seu funeral, poucas pessoas compareceram. Apenas um indivíduo parecia realmente triste – Horace England, o escultor. Hoje, as estátuas erigidas por Davis estão curiosamente afundando no solo petrolífero do Kansas, vítimas do tempo, do vandalismo e do desinteresse. Tais estátuas são a triste lembrança de uma vida gasta em preocupações egoístas e fúteis.
E você, o que está construindo? Onde está colocando o fundamento de suas construções? Jesus encerra o Sermão da Montanha contando a parábola das duas casas, uma sobre a rocha e outra sobre a areia (Mt 7:24-27). A parábola ilustra a obediência ou a desobediência à Sua Palavra. Nossa opção não é entre construir ou não construir. Todos estamos “construindo”. Não há como fugir disso. O verdadeiro alicerce na parábola é a obediência. Obediência é a prova final de nossa fé. Como é fácil aprender um vocabulário religioso, textos bíblicos e hinos ficando limitados à aparência da construção sobre a areia.
Os dois homens da história tinham elementos em comum. Eles queriam construir uma casa, e ambos a fizeram de forma a parecer bela e forte. Porém, quando veio o julgamento – a tempestade – uma delas caiu. Qual a diferença? O alicerce. Precisamente aquilo que não podemos ver. Nos dias de sol, as duas casas podem parecer iguais. Mas os ventos, as chuvas e os rios revelarão onde construímos. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Vizinhos que Nunca se Encontraram – 1 – Meditações Diárias 2014 – 3 de março
Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele. Lucas 16:19, 20
Dives, que em latim significa “homem rico”, e Lázaro eram vizinhos. Diariamente passavam um pelo outro no portão da casa do rico. Mas, ao que parece, os dois realmente nunca se encontraram. A razão é reveladora: Dives vivia tão absorvido com seu indulgente estilo de vida que nunca notou a presença do pobre homem. Lázaro, como os pobres em geral, era “invisível”.
Muitos têm tentado usar essa parábola em apoio à teoria de um inferno em que as pessoas queimam eternamente, desenvolvendo assim uma precária geografia do Céu e do inferno. Porém, segundo Romanos 6:23, “o salário do pecado é a morte”. Não é uma “vida no inferno”. Esse texto diz ainda que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna”. Vida eterna e morte eterna são colocadas em contraste; do contrário, nós teríamos dois tipos de vida eterna: uma no Céu e outra no inferno.
Jesus está usando linguagem figurativa. Termos como “sede”, “ponta do dedo”, “água”, “língua” e “seio de Abraão” não podem ser entendidos literalmente. Jesus utiliza noções comuns que haviam adentrado o judaísmo pós-exílico, sob a influência da filosofia grega, para ensinar uma lição básica: todos nós temos apenas uma oportunidade para servir, e essa é enquanto estamos vivos. Por esse caminho passamos apenas uma vez. Não há nenhuma possibilidade de retorno. Todo bem deve ser feito enquanto a porta da vida está aberta.
Essa é a única parábola em que um nome é atribuído ao personagem. Ironicamente, Lázaro significa “Deus é minha ajuda”. Cínicos poderiam zombar não do nome, mas do próprio Deus, que aparentemente não serve de ajuda aos milhões de famintos do mundo. O problema, contudo, não está com Deus, mas com Seus “mordomos”. Deus criou um mundo com alimento suficiente para todos, mas o mundo não tem o suficiente para a ganância de todos. Enquanto muitos não têm o que comer, quase 50% da população em países ricos é obesa. Os livros mais vendidos nesses países têm que ver com dieta. Como emagrecer. Não parece realmente irônico que acusemos a Deus dos desequilíbrios criados pelo próprio homem? Os Dives do mundo continuam sem se encontrar com os vizinhos pobres e indiferentes à sorte e à miséria deles. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Vizinhos que Nunca se Encontraram – 2 – Meditações Diárias 2014 – 4 de março
Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. Lucas 16:22
Jesus não economiza palavras para descrever o quadro. Lázaro, sobrevivendo de magra caridade, “jazia cheio de chagas”, indicando que ele era desabilitado, dependendo de outros para movê-lo. “Cães lambiam as suas úlceras” (v. 21), ele era incapaz mesmo de se proteger. Faminto, desejava alimentar-se das migalhas de pão que caíam da mesa do rico. No Oriente, pedaços de pão serviam tanto de garfo como de guardanapo, e eram jogados ao chão depois do uso.
A morte de Lázaro não surpreende ninguém. Seu enterro nem mesmo é descrito. Na sabedoria convencional dos judeus, a miséria na terra era resultado da desaprovação divina. O destino de Lázaro, entretanto, é o “seio de Abraão”. Reversão maior não poderia ser imaginada. Dives, o rico, também morre. Funeral custoso é realizado com o luxo adequado à sua riqueza, mas não há nenhum anjo para transportá-lo. Na próxima cena, encontramos Dives no Hades – na tradição grego/judaica, o lugar de tormento. O abismo entre os dois é maior do que aquele criado pela riqueza contrastante com a miséria da cena anterior.
Para os que querem literalizar a parábola, uma questão é interessante: deveriam explicar se o Céu e inferno estão próximos o suficiente para que haja diálogo entre um lado e outro. Na realidade, esses detalhes sugerem apenas um aspecto prático da vida, não uma teologia ou doutrina sobre o estado dos mortos.
Como se Lázaro fosse seu escravo, Dives pede ao “pai Abraão” que o mande trazer-lhe água e depois solicita que o envie a advertir seus cinco irmãos, que caminham para a mesma direção (v. 24-28). Há milhões que são imitadores do homem rico: “Eu creria se Deus fosse mais claro.” Assim, Deus é considerado culpado pela incredulidade deles. A resposta de Abraão é demolidora: “Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos” (v. 29). Se não crerem nesses, não crerão “ainda que ressuscite alguém dos mortos” (v. 31). A lógica de Abraão é confirmada pela ressurreição de outro Lázaro (Jo 11). Em lugar de crerem, o milagre tornou-se razão para endurecimento adicional. Deus fala por meio de Sua criação, da história, da Palavra escrita e da Palavra encarnada, Jesus Cristo. Não necessitamos de nada mais. O que realmente precisamos é de um coração sensível. Nosso problema não é revelação insuficiente, mas fé insuficiente. Afinal, não é a riqueza que exclui Dives do Céu, mas sua incredulidade. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Repensando a ParábolaMeditações Diárias 2014 – 5 de março
Porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Lucas 16:28
A força da mensagem contida na parábola do rico e Lázaro tocou a vida de Albert Schweitzer. Ele viu a África como um mendigo, jazendo nos portões da Europa. Como médico cristão, dedicou-se em serviço de compaixão no continente africano. O propósito dessa parábola, como vimos, não é oferecer uma doutrina sobre o estado dos mortos, mas chamar nossa atenção para a oportunidade de utilizar nossos recursos para servir enquanto temos vida.
A dramática narrativa foi provavelmente precipitada pela atitude dos fariseus, que “amavam o dinheiro” (Lc 16:14, NTLH). Quando esses “piedosos” atores ouviram que, segundo Jesus, é impossível “servir a Deus e às riquezas” (v. 13), eles O ridicularizaram (v. 14). Jesus conta então essa história (v. 19-31). O drama em três atos nos estarrece. Primeiro, Jesus descreve o contraste dos estilos de vida dos personagens. Lázaro, o mendigo, permanece “invisível” em sua miséria. O rico vive de modo indulgente, em suas roupas e banquetes.
Hoje, mais que nunca, o uso egoísta das posses levanta barreiras. Socialites aparecem em festas extravagantes, com vestes de grifes de preços assombrosos, ou gastos patológicos com luxos para animais de estimação. No segundo ato do drama, os personagens surgem por ocasião da morte. Lázaro está próximo de Abraão, o pai de Israel. Dives teve funeral suntuoso, talvez até tenha sido declarado feriado. Mas foi para o hades – segundo a crença popular, o local de castigo. Não que ele fosse irreligioso, pois até clama ao “pai Abraão” (v. 24). Talvez tivesse sido um bom praticante da religião. Contudo, viveu sem amor, cavando fundas valas ao redor de si. A terceira cena é o diálogo entre o rico e Abraão. Os pedidos são negados, e Abraão afirma uma verdade universal: aqueles que são surdos à voz de Deus em Sua revelação não serão convencidos por milagres e sinais.
Qual o pecado de Dives? Nunca ter notado Lázaro. Qual é o nosso? Cada ano, entre 15 a 20 milhões de pessoas morrem de fome e enfermidades relacionadas a ela. Cerca de 12 milhões são crianças com menos de 5 anos.
A cada ano, 250 mil crianças se tornam cegas por falta de vitaminas. Você passa por muitas delas a caminho do trabalho, escola, igreja ou em sua porta. Você as vê? Nosso pecado é que simplesmente não fazemos nada. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Santos que Estão em… – Meditações Diárias 2014 – 6 de março
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus. Efésios 1:1
Paulo inicia algumas de suas epístolas com este tratamento. Mesmo escrevendo à problemática igreja de Corinto, marcada por enormes dificuldades, divisões e heresias, o apóstolo chama seus membros de “santos” (1Co 1:2; 2Co 1:1). Mas, afinal, santos não são pessoas que já morreram e que em vida alcançaram tamanha preeminência espiritual que mereceram esse título?
Segundo a Igreja de Roma, Frei Galvão (1739-1822) é o único santo nascido no Brasil. Ele foi canonizado em 2007. De acordo com essa compreensão, para que alguém seja declarado santo, são necessários pelos menos dois milagres confirmados. Também há um longo e rigoroso escrutínio de conduta para que se determine se o candidato se qualifica para o título.
Talvez nenhuma palavra bíblica tenha sofrido mais deformação do que o termo “santo”. Mesmo no dicionário, o vocábulo é definido como aplicável a uma pessoa oficialmente reconhecida por excelência moral. O irônico é que as Escrituras nada sabem a respeito dessa crendice religiosa. Apenas na pequena Epístola aos Efésios, em nove ocasiões Paulo dirige-se a seus leitores chamando-os de “santos”. Observe: eles são santos vivos, não mortos, apesar de outrora terem estado mortos em “delitos e pecados” (Ef 2:1-3). Também é evidente que eles jamais realizaram qualquer milagre, embora tenham experimentado o grande milagre da fé em Cristo como Salvador (Ef 2:4-10).
Nas Escrituras, as palavras hebraicas kadosh e kadesh ou as gregas hagios e hagiazo ocorrem centenas de vezes, sendo traduzidas como santo, santidade, santificação, santificar. O significado básico desses termos é: “colocar de lado”, “separar”, “colocar à parte” para o uso de Deus e de Seu serviço. Um objeto, instituição e pessoa tornam-se santos pelo fato de pertencerem a Deus e a Seus propósitos.
Você que recebeu Jesus como seu Salvador foi separado para Seu serviço. Nesse sentido, você é santo. Vivendo em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Recife, Brasília ou em qualquer outra cidade, grande ou pequena, você é considerado santo. Como você pretende viver hoje diante dessa revolucionária verdade bíblica? Lembre-se também do seguinte: nós não avançamos para a santidade, como se ela estivesse no futuro, mas avançamos em santidade hoje! (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Mão na ParedeMeditações Diárias 2014 – 7 de março
No mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real. Daniel 5:5
Daniel 5 é o último capítulo histórico do livro que enfoca Babilônia. Ele descreve as horas finais do império. A invasão medo-persa já estava em processo. Essa narrativa das Escrituras veste-se de um pesado manto de solenidade. Belsazar ocupa o trono em lugar de seu pai, Nabonido, como corregente. Embriagado, ele manda trazer os utensílios sagrados de ouro e prata que Nabucodonosor, seu avô, havia tirado do templo do Altíssimo em Jerusalém.
O único registro de Belsazar nas Escrituras aparece nesse quadro insolente e blasfemo. Insolência e blasfêmia estão a um passo do orgulho e da arrogância. No capítulo 4, Nabucodonosor fora visitado pelo julgamento divino. Belsazar conhecia a história de seu avô, de sua humilhação e final conversão, mas isso não exerceu qualquer efeito sobre ele. Na presença de seus convidados, ele encenou sua insanidade final. Bêbados “deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro de madeira e de pedra” (v. 4). Essas seis classes de deuses falsos mencionados relembram a abominação da idolatria de Babilônia, tema que reaparece no Apocalipse.
Naquele momento, uma misteriosa mão começou a escrever “defronte do candeeiro”. A cena é aterradora. Os dedos dançavam enigmáticos sob a luz trêmula na parede. “Então se mudou o semblante do rei, os seus pensamentos o turbaram, as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro” (v. 6). A arrogância desaparecera. Em seu lugar surgiram todos os sintomas do terror e do medo. A mesma mão que escrevera na pedra proibindo a idolatria, agora escrevia na “parede caiada” o julgamento dos idólatras. Essa era a última noite na história de Belsazar: “Pesado [...] e achado em falta” (v. 26). Ciro já havia desviado o curso do Eufrates. Naquele momento, ele invadia a cidade pelo leito seco do rio.
Há sempre uma última noite para tudo e todos. A última festa, a última dança, o último filme, o último cigarro, o último drinque, a última refeição, o último prazer. A natureza humana, contudo, sob a narcótica ação do pecado, facilmente se esquece disso, como Belsazar se esqueceu do que testemunhara na vida do avô. Ore hoje por discernimento espiritual e permaneça em estado de alerta. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Dia das MulheresMeditações Diárias 2014 – 8 de março
Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27
No registro do Gênesis, a mulher é o clímax da obra criadora de Deus. Com ela, Deus encerra Sua atividade. Depois da criação dela, tudo é “muito bom”. Levando-se em conta que na mente hebraica o “melhor é o fim” (Ec 7:8), a criação só está completa quando a graça feminina aparece em cena. Você já imaginou um mundo sem as mulheres? Como seria a realidade sem a doçura, a meiguice e o jeito incomparável delas? Bem, a dificuldade começaria com o fato de que, sem elas, nenhum de nós existiria. Um mundo sem mães, esposas, irmãs, noivas, namoradas e amigas é inviável.
Os homens gostam de divulgar que eles possuem 23 milhões de neurônios, enquanto as mulheres possuem “somente” 19 milhões. Que diferença isso faz? Exatamente nenhuma. As mulheres, como Stephen Kanitz observa, compensam essa diferença de neurônios processando informação de modo diferente dos homens. Os homens pensam de forma sequencial, etapa por etapa, comparando o fato com regras preestabelecidas, com conclusões “sim-não”, “certo-errado”. As mulheres raciocinam em paralelo, avaliam dezenas de variáveis. Tudo feito ao mesmo tempo. Por isso, dizemos que elas são “intuitivas”. A questão é que elas simplesmente processam informação mais rapidamente. São mais abrangentes. Sabe-se hoje que as mulheres possuem 13% mais conexões entre os neurônios do que os homens. Nisso a diferença de neurônios é compensada. Por esse motivo, as mulheres conseguem cuidar de diversas coisas ao mesmo tempo.
As mulheres costumam ser menos dogmáticas e mais conciliatórias. Em brigas de casais, os homens normalmente discutem causa e efeito.
As mulheres geralmente discutem sentimentos e emoções. Já ouviram que as mulheres “não sabem administrar”? Ainda segundo Kanitz, as 400 maiores entidades nacionais beneficentes são mais bem administradas do que a maioria das empresas brasileiras. Razões? Clareza de propósito, ética, motivação de funcionários, etc. Mas a razão principal é que a maioria dessas entidades beneficentes é administrada por mulheres. Aí elas conseguem demonstrar seu estilo feminino de administrar, com sensibilidade, percepção e empatia. Hoje, agradeça a Deus o clímax de Sua obra criadora. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Deus e os DeusesMeditações Diárias 2014 – 9 de março
Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino. Daniel 1:20
O livro de Daniel apresenta um claro conflito entre Deus e os deuses, entre a verdadeira e a falsa adoração. Nos versos iniciais do livro, Jerusalém e Babilônia aparecem em confronto. Esse é um tipo de polarização que ocorrerá no tempo do fim. O livro indica que a vitória pontual de Babilônia acontece apenas por permissão divina: “O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá” (v. 2). Nabucodonosor é apenas um instrumento do juízo divino contra Israel. Mero contraponto de uma história muito mais ampla.
Em meio às complexas linhas dos eventos, mesmo diante da vitória de Babilônia e do fato de os utensílios sagrados do templo divino terminarem dessacralizados num templo pagão, Deus continua no controle. Daniel e seus amigos são representantes do triunfo divino. Levados a Babilônia, eles não se deixam seduzir pelo inimigo. Os esforços para “aculturá-los” são inúteis. Eles “resolveram firmemente” resistir aos assédios babilônicos. Em um teste posterior, em “inteligência e sabedoria”, são dez vezes mais bem-sucedidos que todos os magos e encantadores do reino. Surpreendentemente, no capítulo 2, diante de seu sonho enigmático, Nabucodonosor, que já constatara a superioridade dos hebreus, convoca primeiro os “magos, encantadores e feiticeiros” de seu reino (Dn 2:2). Por quê? A rebelião humana se opõe a Deus mesmo diante das maiores evidências.
Outro aspecto curioso é que Babilônia e o sonho de seu rei tinham um antecedente histórico. Faraó, no antigo Egito, também tivera um sonho (Gn 41:1). Ele também havia confiado em seus “magos e sábios” (v. 8) para que o mistério fosse desvendado. Nos dois casos, contudo, os recursos humanos em oposição a Deus foram envergonhados, demonstrando sua impotência patética. Nos dois casos, os deuses falsos não podiam explicar nada. Os representantes da sabedoria do homem tiveram sua oportunidade, mas tudo que puderam demonstrar foi tolice e incapacidade. O Altíssimo não apenas vê o futuro, mas controla a história. Tanto José (Gn 41:16) quanto Daniel (Dn 2:28) apontam para Deus como o único que pode revelar o desconhecido. Afinal, constatamos o triunfo de Deus a despeito das aparências adversas. A vitória pertence ao Senhor. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Na Contramão… – Meditações Diárias 2014 – 10 de março
Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. João 7:46
O livro Jesus para Presidente, de Roland Merullo, escrito de uma perspectiva não religiosa, apresenta a extraordinária ficção de Jesus Cristo como candidato à presidência dos Estados Unidos. O surpreendente nessa “candidatura” são os métodos políticos de Cristo, se é que os podemos chamar de “políticos”. Sua simplicidade, sinceridade e desconcertante transparência são radicalmente diferentes de tudo aquilo que conhecemos dos políticos profissionais e de sua forma de comportamento. De uma maneira divertida, irreverente e às vezes emocionante, o livro inicia com os tipos que Jesus escolhe para Seu comitê: um jornalista cético, a família disfuncional, a namorada secular, o chefe materialista. São as pessoas menos prováveis, mas que afinal se tornam inteiramente comprometidas com Jesus.
De certa forma, o livro reflete o Cristo que encontramos nas narrativas dos evangelhos. Reflete Sua desconsideração sistemática por aquelas coisas que usualmente consideramos tão importantes e Sua rejeição dos símbolos exteriores do poder: dinheiro, posição, aparência, sofisticação e grifes, entre outras coisas. Jesus nunca “dourou a pílula” para persuadir alguém a aceitá-Lo e segui-Lo. Ao contrário, até parece que Ele colocava empecilhos ao discipulado. “Quem quiser ser Meu discípulo tome sua cruz e siga-Me”, Ele disse. “Aquele que não abandonar pai, mãe e irmãos não pode ser Meu discípulo”, também afirmou.
Seus ensinos e Sua ética são verdadeiros paradoxos para nós. Que rei se sacrificaria por seu povo? Reis e governantes costumam ser dominados pela sedução do poder. Por isso, muitas vezes sacrificam seus súditos. Que tipo de rei lavaria os pés de seus servos como fez Jesus? Que governante livremente se associaria com os mais humildes membros da sociedade? Há pessoas em posição de poder secular e também religioso que mantêm a “mística da liderança”, traduzida por distância e afastamento.
Qualquer um que conversasse com Jesus sairia grandemente intrigado. A pessoa ficaria consideravelmente perturbada por Sua lógica desafiadora e em razão de Sua perspectiva das coisas. Não é por acaso que Jesus exerce sobre milhões de pessoas como você e eu um extraordinário fascínio. Isso porque, no fundo, somos impressionados pela sinceridade, pureza, honestidade, transparência, integridade e coerência acima de qualquer interesse e vantagens pessoais. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Sob Tua PalavraMeditações Diárias 2014 – 11 de março
Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-Lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes. Lucas 5:4, 5
Jesus pregou de muitos púlpitos. No lago de Genesaré, também conhecido como Mar da Galileia, Seu púlpito foi um barco. Os pescadores haviam retornado da noite extenuante de mãos vazias e lavavam as redes. “Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-Se, ensinava do barco as multidões” (v. 3). Agostinho observa que essa é a primeira ocasião em que o “pescador” está na água, e os “peixes” em terra.
O foco da narrativa do chamado dos discípulos em Lucas é diferente da descrição de Mateus (4:18-11) e Marcos (1:16-20). É provável que pelo menos sete dos discípulos fossem pescadores (Jo 21:1-3). Jesus já os conhecia e era conhecido deles. Haviam viajado juntos de Cafarnaum para a Galileia (Mc 1:21-39). Tinham estado juntos no milagre de Caná (Jo 2:1). Provavelmente eles seguissem Jesus em “tempo parcial” entre uma pescaria e outra. Agora eles estão diante do chamado para o serviço de “tempo integral”.
Em breve, serão desafiados a se tornar “pescadores de homens” (v. 10). Há, porém, uma lição fundamental que devem aprender de início. Jesus ordena a Pedro que navegue para águas profundas e lance a rede. A reação de Pedro é a palavra do especialista, do pescador experimentado, diante da ordem de um carpinteiro: pesca de rede não se realiza de dia e em alto-mar, quando os peixes estão escondidos da luz, nas águas claras da Galileia. Pedro deve ter visto o contrassenso do pedido. Absurdo? Ridículo? Ele simplesmente agiu: “Sob a Tua palavra lançarei a rede.”
Provavelmente você já tenha ouvido ordens divinas em diferentes áreas da vida: nos negócios, no casamento, nos estudos, nos relacionamentos ou nas diversões. Talvez tenha ficado oscilando entre as “evidências” e a obediência. O que Deus pede, às vezes, pode parecer contrário à experiência, à prática e à inclinação. Contudo, Ele está acima de nossas fracas percepções, conhecimento e senso comum. Apenas quando Lhe obedecemos, mesmo contrariando a “lógica”, podemos experimentar o sucesso. Veja a conclusão do relato (v. 6, 7): “apanharam grande quantidade de peixes”, “rompiam-se-lhes as redes”, encheram dois barcos “a ponto de quase irem a pique”. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Tomé, o Pessimista – 1 – Meditações Diárias 2014 – 12 de março
Então Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos. Vamos também nós para morrermos com Ele. João 11:16
Ao contrário de Pedro, que sempre ocupa o primeiro lugar nas listas dos apóstolos, Tomé aparece no grupo liderado por Filipe. Em duas listas, ele é o último relacionado (Mc 3:16-19; Lc 6:14-16). Ou então é referido em lugares secundários (Mt 10:2-4; At 1:13).
Aparentemente, ele manifestava uma personalidade negativa, tendendo à melancolia, talvez mais vítima do pessimismo do que da dúvida. No Evangelho de João, Tomé também é chamado Dídimo (Jo 11:16), palavra aramaica para “gêmeo”. Provavelmente ele tivesse um irmão (ou irmã) gêmeo, mas isso não é indicado nas Escrituras.
Mateus, Marcos e Lucas não apresentam detalhes sobre ele. O pouco que sabemos de Tomé vem do Evangelho de João. Parece que ele costumava estar sempre na esquina escura da vida. Alguém que tendia a antecipar o pior. Apesar disso, com aquilo que é dito sobre ele em João surge um perfil admirável. O texto de hoje o descreve no clima da enfermidade e morte de Lázaro. Maria e Marta enviam um mensageiro para comunicar a tragédia a Jesus. Observe o contraponto: antes de Jesus deixar Jerusalém, indo para a região além do Jordão, os judeus haviam tentado apedrejá-Lo (Jo 10:31). Quando os discípulos percebem que Jesus planeja voltar, relembram o perigo: “Ainda agora os judeus procuravam apedrejar-Te, e voltas para lá?” (Jo 11:8).
Mas Seus amigos em Betânia, a 3 quilômetros de Jerusalém, estavam numa emergência. Nada impediria que Ele fosse em socorro deles. É aqui que se abre perante nós um impressionante traço do caráter de Tomé. Seu espírito de liderança e sua coragem tornam-se evidentes. Tomé eleva-se acima do medo do grupo e diz com firmeza: “Vamos também nós para morrer com Ele.” Pessimismo?
Certamente. Um otimista teria dito: “Vamos lá, vai dar tudo certo!” Tomé não vê outra coisa senão desastre à frente. Mas, se o Senhor vai morrer, ele diz: “Vamos juntos para morrer com Ele.” Temos que admirar sua determinação. Tomé tinha a coragem para ser leal face ao perigo. Para otimistas, a coragem é sempre mais fácil.
O quadro me emociona. Tomé, em sua devoção a Cristo, não tem plano “B”. Ele não podia imaginar a vida sem Cristo. Seu compromisso é incondicional. “Se Ele vai morrer, é melhor morrer com Ele do que ficar para trás”, pensava Tomé. Este é um exemplo de coragem e zelo que desafia indecisos discípulos modernos. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Tomé, o Pessimista – 2 – Meditações Diárias 2014 – 13 de março
Mas ele respondeu: Se eu não vir nas Suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no Seu lado, de modo algum acreditarei. João 20:25
Em seu amor e devoção por Cristo, Tomé, como tantos discípulos ao longo da história, é quase anônimo, preso pelas circunstâncias que envolvem sua personalidade tímida. Sua dedicação, por isso, é pouco vista, exceto em situações críticas, quando seu “eu real” é revelado. No capítulo 14 do Evangelho de João, nos deparamos novamente com seu pessimismo crônico. Jesus está de partida para a casa do Pai, mas anuncia que voltará. O caminho para Ele, contudo, é conhecido pelos Seus (v. 4). A reação de Tomé é quase infantil: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” (v. 5). Essencialmente, Tomé está dizendo: “Nós nunca chegaremos lá. Melhor seria que tivéssemos morrido antes; assim, não O veríamos partir. Agora, como vamos encontrá-Lo?” Tomé estava preparado para morrer com Cristo, mas não para viver sem Ele.
Um pouco depois, seus piores receios se realizaram. Jesus fora crucificado! Ressuscitado, Ele aparece aos apóstolos, devastados pela tragédia. Jesus vem a eles através de portas fechadas, como Ele vem a nós muitas vezes. Mas Tomé “não estava com eles” (Jo 20:24). Onde estaria? Tão pessimista, deprimido e melancólico, provavelmente estivesse arrasado, amargando sozinho sua miséria. Quando finalmente ele aparece, os outros tentam consolá-lo: “Vimos o Senhor.” É por causa de sua reação que Tomé recebeu a alcunha de “incrédulo”. Mas não sejamos tão severos com ele. Os outros também, de início, duvidaram da ressurreição (Mc 16:10-14). Oito dias depois, Jesus reaparece ao grupo. Nesse momento, dirige-Se a Tomé em suave repreensão: “Vê as Minhas mãos” (Jo 20:27).
Jesus sabia que Tomé era assim por natureza. Ele não ignora que Seu discípulo ainda estava paralisado pela dor, solidão, depressão e tristeza. Entretanto, Ele conhecia a sinceridade de sua devoção. Jesus também sabe de nossas fraquezas, incertezas e dúvidas. Ele é paciente com os pessimistas. Tomé se lança a Seus pés e pronuncia um belíssimo tributo: “Senhor meu e Deus meu!” (v. 28). Segundo a tradição, Tomé foi missionário na Índia, onde morreu transpassado por uma espada. Livrou-se afinal de seu pessimismo? Talvez. Mas isso não importa. Jesus não deixou de amá-lo e o aceitou como ele era. Isso é graça! (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Por Experiência PessoalMeditações Diárias 2014 – 14 de março
O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros. 1 João 1:3
No início de 1999, quando eu era pastor da Igreja Adventista Portuguesa de Toronto, tive a triste oportunidade de assistir ao funeral de Pedro A. Mitchell, 29 anos, filho do pastor C. Mitchell, que liderava uma igreja adventista no centro de Toronto, não muito longe de minha igreja. O sermão fúnebre foi pronunciado pelo pastor V. Kerr, então oficial do Departamento da Escola Sabatina na Associação de Ontário. Era impossível não perceber a emoção de Kerr. Também era notório o tom de autoridade de sua mensagem. Qual era o segredo? O pastor Kerr, poucos meses antes, havia perdido o próprio filho, Ben, assassinado por policiais norte-americanos. Por puro preconceito de cor, numa perseguição absurda de automóvel, a polícia matou o rapaz, que ia para o Oakwood Adventist College a fim de estudar teologia.
A aplicação é muito simples: a autoridade do que comunicamos como cristãos será sempre proporcional ao conhecimento pessoal e à experiência de primeira mão daquilo que queremos comunicar. É precisamente por isso que Jesus Cristo nos chamou para sermos Suas testemunhas, como enfatizado em Atos 1:8: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra.” A testemunha fala daquilo que presenciou, viu ou ouviu. Em outras palavras, Cristo não precisa primariamente de defesa ou de serviços de advocacia, mas do testemunho daqueles que O conhecem de maneira íntima, pessoal e experiencial. Do contrário estaremos apenas falando de uma teoria abstrata, pálida, sem poder, autoridade ou credencial.
É como na conhecida história dos dois sujeitos que recitaram o salmo 23, com diferentes resultados. Um impressiona pela arte da interpretação, o outro leva às lágrimas e à reflexão pela emoção da voz. Qual a diferença? Um conhecia o salmo do Pastor, o outro conhecia o Pastor do salmo! (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Vê as Minhas MãosMeditações Diárias 2014 – 15 de março
E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as Minhas mãos. João 20:27
Do ponto de vista estrutural, as mãos representam os mais intrincados componentes físicos. Em nenhuma outra parte do corpo há tantos itens reunidos em espaço tão pequeno. As duas mãos somam um total de 54 ossos, representando mais de um quarto dos ossos do corpo. A rede de nervos para detectar calor, tato e a dor é das mais complexas. São centenas de terminais nervosos por centímetro quadrado, a maioria concentrada nas pontas dos dedos. A sensibilidade ali é extraordinária.
Muitas mãos deixaram suas digitais nas páginas das Escrituras. Há mais de 1.400 citações sobre as mãos na Bíblia, além de muitos outros textos que se referem a elas. Curiosamente a Bíblia fala mais sobre as mãos do que sobre o coração. No início da narrativa bíblica, as mãos de Adão e Eva nos expulsaram do Éden, registrando a introdução da grande tragédia humana. As mãos de Caim marcaram de sangue as origens da raça. As mãos de Noé e Abraão deixaram um testemunho de fé e obediência. As mãos covardes de Balaão se ergueram para espancar um animal indefeso. As mãos de Daniel são símbolo de coragem não conformista. As mãos gananciosas de Judas se estenderam para receber o preço da traição. As suaves mãos da pecadora anônima ungiram Jesus para a sepultura. As mãos de Pilatos foram lavadas de modo covarde e omisso.
A passagem de hoje representa o convite de Cristo ao vacilante discípulo: “Vê as Minhas mãos.” O que vemos nelas? Serviço, como na comovente cena do lava-pés. Mãos caridosas, que tocaram os intocáveis, cegos, aleijados, leprosos, tratando-os como príncipes. Mãos poderosas, levantadas para repreender os ventos e as águas. Mãos incansáveis em toques de cura, perdão, restauração. Uma das cenas mais tocantes do evangelho aparece quando Jesus toma a orelha de Malco, que fora prendê-Lo, e a restaura. Como você acha que aquele homem se sentiu depois?
As mãos de Cristo foram, sobretudo, mãos sofredoras, rasgadas pelos cravos. Dilaceradas quando O levantaram na cruz. As mãos do Senhor contam a história do maior amor do Universo. Mãos infalíveis! Nas palavras de um velho hino, nelas Ele escreveu seu nome. Nelas podemos deixar nossa oração, nossos caminhos e descaminhos, nossos pecados, nossas depressões, traumas e incertezas. Então toda nossa história estará nas mãos certas. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Compromisso Tem PreçoMeditações Diárias 2014 – 16 de março
Se alguém quiser vir a Mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo. Lucas 14:26
Os cristãos dos Estados Unidos se sentiram repreendidos quando Billy Graham leu pela primeira vez uma carta escrita por um jovem universitário norte-americano convertido ao comunismo no México. O propósito da carta era explicar à sua noiva a razão pela qual ele estava rompendo o compromisso com ela. Ele afirmava:
“Nós, comunistas, temos um alto índice de baixas. Somos alvejados, enforcados, linchados, aprisionados e mortos, ridicularizados e despedidos de nossos empregos. De todas as formas, nossa vida é tornada desconfortável. Uma considerável percentagem de nós é morta ou aprisionada. Vivemos na pobreza. Devolvemos ao partido cada centavo que não é absolutamente necessário para a sobrevivência. Nós, comunistas, não temos tempo nem dinheiro para filmes, concertos. Não temos tempo nem dinheiro para restaurantes, casas decentes ou carros novos. Nossa vida é governada por um grande e dominante ideal: a luta pelo comunismo mundial.
“Nós, comunistas, temos uma filosofia de vida, a qual nenhuma soma de dinheiro poderia comprar. Temos uma causa pela qual lutar. Subordinamos todos os pequenos ideais e a nós próprios a esse grande movimento da humanidade. Se nossa vida pessoal parece difícil, somos adequadamente recompensados pelo pensamento de que cada um de nós está contribuindo para algo novo, verdadeiro e melhor. Sou mortalmente zeloso pela causa comunista. Ela é a minha vida, meu negócio, minha religião, meu passatempo, minha namorada, minha esposa, minha amante, meu pão e minha carne. Eu trabalho nela durante o dia e sonho com ela durante a noite.
Portanto, eu não posso manter nenhuma outra amizade, nenhum amor, nem mesmo uma conversa sem relacionar isso com essa força. Eu avalio as pessoas, livros, ideias e ações de acordo com seu efeito sobre a causa comunista. Já estive aprisionado por minhas ideias e estou pronto para comparecer diante do pelotão de fuzilamento.”
Isso é o que chamo de compromisso. Com a causa errada, é verdade, mas compromisso. Se a causa comunista foi capaz de merecer tal lealdade, quanto mais Cristo deveria merecer de Seus discípulos amor, zelo e pleno compromisso! (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Somos EmbaixadoresMeditações Diárias 2014 – 17 de março
De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 2 Coríntios 5:20
William Bontrager, da agência Pastores Para a Paz, é um ex-juiz norte-americano que se tornou ministro do evangelho. Ele escreveu este belo texto: “Por dez anos, eu pratiquei a lei, buscando justiça. Não a encontrando, concorri ao cargo de juiz e fui eleito, esperando fazer justiça. Por cinco anos, servi como juiz. Nas segundas-feiras de manhã, eu separava pessoas da comunidade e as enviava para a prisão. Nas segundas-feiras à tarde, eu separava casamentos. Nas terças-feiras, separava pais dos filhos em cortes de família. Nas quartas e quintas-feiras, eu separava homens de negócios. Nas sextas, eu separava pessoas e as mandava para instituições de tratamento psiquiátrico. Nos fins de semana, eu chorava. Chorava por justiça, chorava por misericórdia, por relacionamentos, chorava por Jesus Cristo, mas na lei não havia lugar para nada disso.
“Desde então, tornei-me um ministro da reconciliação e tenho visto pessoas curadas da ira, da amargura, do ressentimento. Tenho visto relacionamentos serem restaurados, e litígios, resolvidos. Tenho visto monumentos para a glória de Deus serem erguidos das discórdias e dos conflitos que arderam por muitos anos. Tenho visto reavivamento em vidas e em igrejas. Tenho visto pessoas irem a Cristo e serem plenamente reconciliadas com Deus, com elas próprias e com os outros” (CMA Report, abril/maio de 1989, p. 5, 6).
Bontrager realizou seu maior anseio, tornando-se embaixador do evangelho da paz. No Calvário, Jesus Cristo ergueu a bandeira branca da paz entre Deus e os homens, e fomos aceitos no Amado (Ef 1:6). Agora Ele nos envia como Seus representantes, assim como costumavam fazer os antigos romanos. O império possuía dois tipos de províncias: as Senatoriais, que eram províncias pacíficas, tendo aceito o governo romano, e as Imperiais, inclinadas a insurreições e rebelião. A essas era necessário que o império enviasse embaixadores. Nosso mundo é uma “província imperial” em rebelião contra Deus. Por isso, no texto de hoje, Paulo descreve os seguidores de Cristo como embaixadores da parte dEle.
Em seu trabalho, hoje, na fábrica, no escritório, entre vizinhos, na escola, na oficina, no consultório, no hospital, no lar e na igreja, haja como instrumento de reconciliação. Pelo Espírito de Deus, ajude as pessoas em sua busca de paz, propósito na vida e realização espiritual. Você será o maior abençoado. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Opção Pelos PobresMeditações Diárias 2014 – 18 de março
O que oprime ao pobre insulta Aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. Provérbios 14:31
Escrevi minha tese doutoral sobre a Teologia da Libertação e sua relação com os pobres. Esse foi um movimento teológico forte da década de 1960 à década de 1980. O caráter político dos discursos dos teólogos da libertação chegava a advogar a luta de classes como única forma de mudança social. Para eles, a teologia deve assumir uma “opção preferencial pelos pobres”, contrariando a teologia tradicional que sempre tomou o partido da classe dominante. Apesar das inconsistências da Teologia da Libertação, concluí que havia nela verdades inegáveis.
Seria engano pensar que os pobres estão do lado de Deus simplesmente por serem pobres. Mas, sem dúvida, o Deus das Escrituras Sagradas está do lado dos necessitados e nos convoca ao serviço em favor deles. Jesus, segundo Seu sermão apresentado em Lucas 4:16-30, veio como libertador dos pobres e opressos. Tradicionalmente, essa referência tem sido “espiritualizada”. Jesus Cristo, porém, legou a Seus seguidores um inegável exemplo de solidariedade aos necessitados. Os pobres realmente estão na tela de Seu radar como prioridade de atenção e serviço.
Viv Grigg, da Nova Zelândia, sentiu-se compelido pela solidariedade de Jesus em relação aos necessitados. Foi identificar-se com os pobres nas favelas de Manila, nas Filipinas. Uma noite, sob o teto precário onde morava, Viv copiou, à mão, em pequenos cartões, cada verso da Bíblia que trata do interesse de Deus pelos pobres. Identificou 245 referências, que passaram a acompanhá-lo como incentivo à meditação. Escreveu depois o livro Companion to the Poor (Na Companhia dos Pobres), com uma provocadora observação: “Onde Jesus é encontrado e conhecido hoje? Para encontrá-Lo devemos ir onde Ele está. [...] Tal busca invariavelmente nos levará ao coração da pobreza, pois Jesus sempre vai ao ponto da mais profunda necessidade. Onde está o sofrimento, Ele estará cuidando das feridas. Sua compaixão eternamente O conduz às necessidades humanas.”
Lembrei-me então de um texto de Ellen White que diz algo assim: “Para andar nos passos de Jesus, não precisamos ir à Palestina. Nós O encontramos junto ao leito dos enfermos e nas favelas onde está o sofrimento humano. Aí encontramos Suas pegadas, e O seguimos” (ver “Este Dia Com Deus”- Meditação Matinal 1980, p. 66). (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Deuses ModernosMeditações Diárias 2014 – 19 de março
Não terás outros deuses diante de Mim. Êxodo 20:3
Cinco dos deuses do paganismo clássico receberam diferentes versões ao longo da história e acabaram se tornando as bizarras divindades da sofisticada cultura moderna.
Marte era o deus da guerra. Hoje, incalculáveis recursos humanos são colocados a serviço desse deus insano. Guerras são criadas ou mantidas para assegurar que as engrenagens do sistema econômico continuem em movimento. Milhares de jovens, crianças e pessoas inocentes são sacrificadas por nada. Guerras mantêm a indústria bélica e inspiram a indústria cinematográfica a propagar a adoração à violência. Sem elas, generais e exércitos seriam desnecessários.
Baco era deus do vinho, versão romana do grego Dionísio, que prometia conforto, diversão e excitamento na vida. Hoje milhões de seus seguidores são escravos do álcool. Adoram seu deus em garrafas de formatos exóticos, com líquidos coloridos. Deploravelmente o próprio cristianismo adotou essa idolatria absurda. Milhares de cristãos buscam escusas para justificar seus rituais de dependência não assumida. Nessa categoria de adoração, podemos incluir as drogas e toda sorte de deuses químicos, divindades de fumaça e agulhas.
O antigo Mamon era o deus da riqueza. Por dinheiro, as pessoas sacrificam praticamente tudo: relacionamentos, família, filhos, saúde, honestidade e a própria consciência. A insanidade é tão absurda que se arruína a saúde em busca do dinheiro, então gasta-se o dinheiro para se tentar recuperar a saúde. O dinheiro é o deus buscado pelas multidões. Suas catedrais estão espalhadas por todos os lugares.
Vênus é a deusa do amor, do sexo, do prazer, da sedução. “Amor” aqui é referência ao amor conveniente, pervertido. Vênus assumiu novas formas, mas sua adoração continua mais intensa do que nunca. Hoje ela governa a indústria do cinema, da pornografia, da prostituição, das “artes”, novelas e música. Respiramos seu clima, com o sacrifício da pureza, integridade e fidelidade.
Finalmente, Minerva é a deusa da sabedoria. A sedutora deusa do intelecto insinua que a sabedoria humana é suficiente. A idolatria intelectual está presente hoje na academia, nas universidades e escolas de todos os níveis.
Milhões colocam sua fé nessas divindades contrafeitas, mas, na verdade, há apenas um Deus capaz de satisfazer nossas buscas e necessidades. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Efeitos do PecadoMeditações Diárias 2014 – 20 de março
Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. Romanos 3:23
Todas as heresias resultam de um inadequado senso do pecado. Errar no diagnóstico é o primeiro passo para se errar no tratamento de um mal. Os fariseus externalizavam o pecado, concebendo-o apenas em termos de ações do comportamento, e não como uma doença maligna e sistêmica. Para Ellen White, o pecado é “uma lepra, profundamente enraizada, mortal e impossível de ser purificada pelo poder humano”.
Jesus elevou a ética humana ao limite supremo. Segundo ele, pecado não é apenas o que fazemos (1Jo 3:4), mas igualmente o bem que deixamos de fazer (Tg 4:17), incorrendo nos “pecados de omissão”. O pecado ainda está relacionado com a motivação daquilo que fazemos (Rm 14:23). Isso significa que podemos fazer coisas certas pela razão errada, e uma motivação falsa envenena boas ações. Essas “boas ações”, contudo, não enganam a Deus.
Por causa dessa desordem moral e espiritual, todos, exceto Cristo, nascem “em pecado”, e em pecado são concebidos (Sl 51:5). Somos “filhos da ira” (Ef 2:3), “filhos da desobediência” (Ef 5:6). Naturalmente andamos nos desejos de nossa carne, e fazendo a vontade da carne, “mortos em nossos delitos” (Ef 2:3-5). No livro de Romanos, Adão é descrito como o cabeça da velha era, o tempo da ira e da morte (Rm 5:12-21). De Adão, afirma Ellen White, nada recebemos “senão a culpa e a sentença de morte” (Orientação da Criança, p. 475). Segundo ela, o egoísmo profundamente arraigado em nosso ser “nos veio por herança” (Historical Sketches, p. 138, 139).
Pela conversão, recebemos o princípio de uma nova orientação. Então, duas naturezas coabitarão em nós em conflito permanente. Nos cristãos, a velha natureza não reina, mas existe. Lembre-se: santificação não é glorificação. Em nenhum ponto da jornada cristã deixaremos de depender de Cristo. Sempre haverá necessidade de constante avanço. John Wesley acusou a santificação vicária, uma santificação que toma o lugar de Cristo, como a obra-prima do diabo. Alguns cristãos julgam que em algum momento, eles atingirão uma condição de impecabilidade absoluta, e voltarão, em carne pecaminosa, à condição do Éden. Puro engano! Embora os pecados voluntários devam ser vencidos, nosso defeito congênito será corrigido apenas no retorno de Cristo. Nessa ocasião, será totalmente banido. Lembre-se ainda de que, embora todo pecado seja imperfeição, nem toda imperfeição é vista por Deus como pecado. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Igreja não é um PalcoMeditações Diárias 2014 – 21 de março
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos Céus. Mateus 5:20
“Quando fizerem o bem, tenham o cuidado para que seu gesto não vire peça de teatro. Pode até ser um bom espetáculo, mas Deus não vai aplaudir. Quando for ajudar alguém, não chame atenção para você mesmo. Você já viu gente assim em ação, tenho certeza – eu os chamo atores. Eles vão orar nas esquinas, como se elas fossem palcos, atuando para o público, interpretando para as multidões. Eles recebem aplausos sim, mas é tudo. Quando você ajudar alguém, não pense na impressão que vai causar. Apenas ajude – com simplicidade e discrição. É assim que Deus, que o criou com todo amor, faz. Ele age nos bastidores para ajudar você” (Mt 6:1-4, A Mensagem).
Nessa seção do Sermão da Montanha, Jesus adverte quanto ao perigo da hipocrisia, o pecado de usar a religião para esconder nossa verdadeira face. Hipócrita, na definição de Cristo, não é alguém que fica aquém dos ideais divino. Hipócrita é aquele que usa a máscara religiosa para ocultar sua identidade real e para autopromoção. No original grego, “hipócrita” significa “ator”. Hipócrita é aquele que busca “visibilidade”, que troca o alvo de agradar a Deus pelo objetivo idólatra de ganhar aplauso humano. Como os fariseus, cuja religião era praticada visando ao louvor dos observadores, e não à glória do Senhor. Depois de apresentar a Seus discípulos uma justiça superior, Jesus passa a advertir quanto aos perigos da encenação religiosa. Ele muda o foco da justiça em sentido positivo, para a “justiça” em sentido formal e exterior, que transforma a religião em um show de ostentação.
Como sabemos, uma falsa motivação pode prostituir bons atos. Isto é, podemos fazer as coisas corretas pela motivação errada, apenas para “sair bem na foto”. A tentativa de viver de acordo com esse tipo de “justiça”, cuja motivação é a busca de aplauso dos homens, destrói a importância de qualquer desempenho religioso. Nessa narrativa de Mateus (6:1-18), Jesus discute os três atos principais da piedade judaica: esmolas, oração e jejum, virtudes recomendáveis, mas corrompidas pela hipocrisia. O que Ele diria hoje de restrições de dieta, “zelo” missionário, música e contribuições para a igreja? Tudo isso, bom em si, pode tornar-se apenas um bom espetáculo sem o aplauso de Deus. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Quando o Fogo não QueimouMeditações Diárias 2014 – 22 de março
Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. Daniel 3:17, 18
A atitude de “desobediência civil” dos três hebreus não passou despercebida. Aquele tipo de gente que gosta de mostrar quão “leais” eles são foram fazer suas arengas ao rei. Eles envenenaram a situação, dizendo ao monarca: “Esses hebreus estão praticamente debochando de você, não dando a mínima para sua estátua, para os seus deuses e para suas ordens” (ver Dn 3:12).
Tive a oportunidade de servir aos jovens da antiga União Este Brasileira. Tinha então um amigo com um extraordinário senso de humor, que, para desmistificar a teimosia de Nabucodonosor, costumava referir-se a ele como “Nabuco”.
Pois bem, “Nabuco” ficou irritadíssimo. Mandou trazer os hebreus. Mas esses não se deixaram intimidar. Curioso é que não há nada de fanático ou arrogante na atitude deles. Eles haviam ido até onde era possível ir a boa consciência. Foram mesmo até a planície. Mas, no momento certo, a consciência bradou: “Nem mais um passo além.” Eles reconhecem a autoridade do rei, mas a lealdade final deles pertencia ao Rei dos reis. “Nabuco” deve ter dito: “Rapazes, parece que vocês não entenderam bem a situação. Vamos começar tudo de novo. Desta vez é pra valer.” O tema do livro aparece novamente aqui: “E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v. 15).
Impressiona-me a serenidade da resposta: “Quanto a isto não necessitamos de te responder” (v. 16). A decisão de lealdade já havia sido tomada muito antes. A resposta é polida e firme: “Não precisamos mais perder tempo.” Note, se você esperar o momento da crise para pensar no que vai fazer, aí, provavelmente, já terá perdido a batalha.
Os três hebreus estavam preparados para as consequências finais. Eles não tinham nenhum plano alternativo. Deus não os libertou imediatamente, mas resolveu andar com eles no fogo: “Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? [...] Eu, porém, vejo quatro” (v. 24, 25). Esse é um chamado veemente à não conformidade com a maioria. Para a glória de Deus, o testemunho desses homens tem brilhado como uma joia rara, servindo de estímulo aos fiéis que viriam depois. A vitória deles é uma prefiguração da vitória dos que se mantêm leais a Deus contra as seduções de Babilônia. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Na Cova dos LeõesMeditações Diárias 2014 – 23 de março
Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Daniel 6:16
A atitude de Daniel face às ameaças é a mesma de seus três amigos hebreus. Na hora mais difícil, eles declararam quem possuía a lealdade deles. A verdadeira profundidade do teste de Daniel registrado no capítulo 6 é entendida quando consideramos a idade do profeta. Aqui encontramos um homem com aproximadamente 80 anos enfrentando um teste precipitado por sua firmeza em se recusar a conformar-se à pressão da maioria ou da tradição.
Daniel estava preparado para as últimas consequências de sua decisão. Ele provavelmente sabia muito bem o que estava envolvido em sua atitude de “não conformidade”. Não tinha nenhuma estratégia de fuga. Sua decisão o conduzia à cova dos leões.
No mundo antigo, leões eram conservados em covas, semialimentados, como forma de descarte rápido de pessoas indesejáveis. Mas, para o rei Dario, Daniel não era descartável. Entristecido, percebeu que fora enredado numa trama calculada. Ele “passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música” (v. 18).
Na manhã seguinte, bem cedo, pessoalmente ele se dirigiu à cova dos leões e fez uma extraordinária pergunta: “Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?” (v. 20) Aqui, como já vimos, está o tema central do livro: “Quem é o Deus que poderá salvá-lo?” Salvação em situações extremas é a especialidade do Deus do Céu.
Quer isso dizer que Deus age sempre assim? Não. Mas a fé verdadeira permanece inalterável mesmo quando os ventos sopram contrários. De Daniel, aprendemos que as crises não moldam o caráter, apenas o revelam. Aqueles que consistentemente falham nos pequenos testes estão se preparando para falhar nos grandes testes. Como explicar o caráter excepcional desse antigo profeta?
Stephen N. Haskell, um pioneiro adventista, observa que Daniel foi produto de um lar temente a Deus. Tinha sido educado tão fielmente que as ondas das provas a ele impostas se partiram como furiosas ondas do mar que se partem num rochedo. Para Haskel, Daniel tivera uma mãe piedosa, que conhecia a profecia concernente à destruição de sua cidade e sabia que as crianças hebreias seriam um dia levadas para uma corte pagã. Assim Daniel foi educado em seu lar. Então, quando o tempo veio, ele estava preparado. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Em tempos de CriseMeditações Diárias 2014 – 24 de março
No dia em que eu clamei, Tu me acudiste e alentaste a força de minha alma. Salmo 138:3
O reverendo Martin Luther King, líder da luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos, não podia dormir naquela noite. Na cama, repensava as ameaças feitas contra ele e a família, temendo ser assassinado. Desceu para a cozinha e assentou-se à mesa, sentindo-se terrivelmente solitário. Seus pais estavam muito longe. Ele não queria partilhar suas ansiedades com a esposa, sabendo que isso a tornaria ainda mais preocupada. Nada do que ele aprendera nas universidades o havia preparado para aquele momento.
King inclinou-se na mesa, enterrando sua face nas mãos. Chorando, ele orou: “Senhor, devo confessar que estou fraco. Temo estar no fim de minhas forças. Nada me foi deixado. Não posso enfrentar isso sozinho.” Em meio ao desespero de sua oração, ele ouviu uma voz que o chamava pelo nome, com clareza inequívoca: “Martin Luther, erga-se pela justiça, erga-se pela verdade. Eu estarei com você até o fim.” Martin Luther King sabia que ele havia ouvido a voz de Jesus Cristo. Alarmado, ele permaneceu assentado à mesa, repetindo: “Ele prometeu nunca me abandonar. Nunca estarei sozinho. Ele prometeu nunca me deixar só!”
A promessa que temos de Cristo é de que Ele nunca nos abandonará. Sabemos por experiência que não há limites para o cerco das dificuldades. Talvez distanciamento do esposo ou esposa. Inabilidade de se comunicar com os filhos adolescentes. Um chefe opressivo. Colegas de trabalho insensíveis. Uma dor persistente. Uma doença incurável. Uma decisão difícil.
A perda de significado na vida. Sentimento de solidão. Envelhecimento. Recursos insuficientes. A perda de uma afeição. A frustração de um subemprego ou, pior ainda, a agonia do desemprego. O trauma de um divórcio.
A perda de um ente querido. E a lista é quase infindável.
O salmista aprendeu que Deus trabalha melhor nas nossas sombras. Deus pode escolher não retirar todos os inimigos e fardos que nos oprimem, mas Ele promete fortalecer-nos para desafiar nossos gigantes. Sua infalível promessa é que nunca seremos chamados a enfrentar sozinhos nada que a vida possa jogar sobre nós. Sua gloriosa pessoa ergue-se ao nosso lado na escuridão que nos envolve. Que Ele lhe faça ouvir hoje: “Estou contigo.”
Que o Senhor lhe dê o conforto inigualável que vem de Sua promessa. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Ninguém FezMeditações Diárias 2014 – 25 de março
Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dEle com cântico. Salmo 100:2
Quero refletir com você sobre um antigo texto que provavelmente lhe seja conhecido:
“Há muito tempo, viveram quatro cristãos cujos nomes eram: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém. Certo dia, Alguém pediu que voluntários ajudassem nos trabalhos da igreja. Para Todo Mundo, Alguém deveria fazer alguma coisa. Realmente, Qualquer Um poderia ajudar, mas Ninguém fez nada. Assim, Alguém ficou irritado por aquilo que era trabalho de Todo Mundo, Ninguém ou Qualquer Um. Na visão de Todo Mundo, Qualquer Um ajudaria, mas Alguém se deu conta de que Ninguém havia feito. Todo Mundo acabou acusando Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um deveria ter feito.”
De fato, essa é uma história bastante comum, que costuma se repetir.
Certo dia, Todo Mundo percebeu que as salas do departamento infantil, o teto e as janelas da igreja necessitavam de reparos. Os bancos precisavam ser envernizados, o telhado pingava, e o sistema elétrico também necessitava de atenção. Todo Mundo novamente sabia que Alguém deveria fazer alguma coisa…
Certo dia, Alguém soube que as contas da igreja, água, luz, seguro e zeladoria estavam atrasadas por falta de recursos. Além disso, Todo Mundo sabia que Alguém deveria se interessar por pessoas pobres ou afastadas da igreja…
Pense nisso. Onde você entra nessa história? Quais são as necessidades que você conhece, as quais todos sabem que alguém deveria fazer alguma coisa e, de fato, qualquer um poderia ajudar, mas que ninguém o faz? Você seria capaz de quebrar este círculo e mudar as coisas ao redor? Quer você recusar-se a ser apenas mais um como Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um ou Ninguém, cada um esperando, indiferentemente, que outros participem, enquanto eles mesmos nada fazem? Verdadeiro amor e discipulado autêntico são muito mais que palavras vazias, conversa, críticas, “observações inteligentes” ou boas intenções. Serviço genuíno e compromisso real demandam ação e envolvimento.
Conta-se que em um programa beneficente de uma igreja foi pedido que todos levassem um copo de suco de uva e o colocassem no barril que estaria disponível para a coleta. Alguém pensou que poderia levar apenas um copo de água e colocar junto com o suco; afinal, ninguém perceberia a diferença. No momento de servirem o suco, abriram a torneira e… surpresa! Saiu apenas água. Todos haviam tido a mesma ideia. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Nem Só de PãoMeditações Diárias 2014 – 26 de março
Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Mateus 4:4
Vivemos hoje sob o permanente assédio da propaganda, algo sem precedentes na história humana. Sua artilharia troveja pesadamente, com força persuasiva, dizendo-nos o que comprar, usar, comer ou vestir, além de dizer-nos o que é prioritário. A indústria da propaganda, ponta de lança do consumismo, criou uma lista enorme de necessidades falsas, que as pessoas buscam satisfazer. E, por ironia, à medida que buscamos satisfazer as necessidades artificiais, criadas pela propaganda, mais vazios nos tornamos das necessidades reais.
Jesus consistentemente nos advertiu contra o perigo da fome materialista.
“Não só de pão vive o o homem”, Ele nos diz. Pelo que você lutará hoje? Pense. O que realmente é importante? De acordo com Cristo, questões espirituais devem ter precedência sobre as de caráter material. Em análise final, as coisas materiais, embora várias delas necessárias, não podem satisfazer a alma humana. A vida é muito mais do que as meras comodidades oferecidas no mercado. As pessoas que amamos e que nos amam são mais importantes do que roupas de grife, carros sofisticados ou móveis novos. Realmente não vale a pena ter essas coisas se, para obtê-las, sacrificamos o convívio familiar ou aquilo que é realmente essencial.
Karl Marx, em sua crítica ao cristianismo, afirmou que “a religião é o ópio dos povos”. Estava errado! Para Jesus Cristo, a verdade é outra. O materialismo é o grande narcótico que anestesia as pessoas contra a realidade de nossa verdadeira condição, transitoriedade e mortalidade. Impede-nos de ver as coisas que realmente têm importância final. Em última análise, em nossa ânsia pelas coisas, estamos apenas correndo atrás do vento.
O materialismo condiciona as pessoas a ver a vida presas dentro dos limitados horizontes da pequena concha em que vivem, incapazes de perceber qualquer coisa acima desse nível. Por desejarem sempre mais, tal insatisfação faz delas pobres. Tudo o que o materialismo consegue é alimentar a espiral do desejo de aquisição, que é insaciável. Agostinho estava correto ao afirmar o seguinte: “Quem tem Deus tem tudo; quem não tem Deus não tem nada. E aquele que tem Deus e tem tudo, realmente, não tem mais do que aquele que tem Deus e não tem nada.” Reflita nisto em sua luta pela vida. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Propósito de Deus Para a IgrejaMeditações Diárias 2014 – 27 de março
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como Lhe aprouve. 1 Coríntios 12:14-18
O desígnio de Deus para a igreja é unidade na diversidade. Sua intenção nunca foi “uniformidade”, como se todos fossem igualados por um uniforme. Assim como o corpo não é formado de partes iguais, o propósito divino é permitir que cada membro seja diferente, com uma função única a cumprir. O resultado de nossa vida em unidade, com todas as diferenças, é muito melhor do que quando nos isolamos ou nos associamos apenas àqueles que são iguais a nós.
As diferenças podem nos levar a uma melhor compreensão de Deus e Sua forma de administrar. Podemos desafiar e estimular uns aos outros, o que é melhor do que julgar e entrar em conflito interno. Podemos aprender uns com os outros. Melhor que decidir “quem está certo” é aprender a, juntos, descobrir “o que é certo e melhor”. Se chegássemos ao ponto onde aceitássemos a diversidade como parte do propósito divino, e eliminássemos a competição e a comparação entre os vários “membros”, certamente nosso desempenho seria muito mais eficiente, e nosso testemunho muito mais poderoso.
O texto ainda indica que Deus colocou cada parte do corpo onde Ele desejou que ela estivesse: onde Ele sabia que ela poderia funcionar melhor. Além disso, Deus dá a cada membro do corpo o dom que esse necessita para cumprir sua missão. Quando deixamos de reconhecer isso, quando competimos ou invejamos os outros, estamos afirmando que nós sabemos mais do que Deus. A única pessoa que você pode ser realmente é você mesmo. Em competição ou inveja, colocamos obstáculos ao desígnio de Deus. Como no corpo, devemos aprender a melhor nos comunicar com os outros membros, sermos mais solidários e mais interessados em nosso cuidado. Tanto os membros mais visíveis como os mais ocultos devem ser igualmente apreciados e preservados. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Alegria em ServirMeditações Diárias 2014 – 28 de março
Mais bem-aventurado é dar que receber. Atos 20:35
Albert Schweitzer nasceu na Alemanha, em 1875, e morreu na África, em 1965. Filho e neto de pastores, obteve seu doutorado em teologia na Universidade de Strasbourg, em 1899. Fez também estudos avançados em música. Era considerado um dos melhores intérpretes de Bach, além de uma autoridade na construção de órgãos.
Aos 30 anos, desfrutava de posição invejável em uma das mais notáveis universidades europeias. Ao entrar em seu escritório, certa manhã, encontrou um anúncio: “Necessita-se de um médico-missionário para a África.” Lamentou não ser um médico, mas, então, planejou sua vida: em seis anos estaria formado em medicina, renunciaria à sua posição como professor de teologia e iria para a África, que ele via como o mendigo Lázaro, da parábola de Jesus, jazendo faminto nos portões da Europa. Ele começou a estudar medicina em 1905. Dentro de alguns anos, foi para Gabão, África Francesa, como médico-missionário.
Inicialmente atendia seus pacientes, 40 deles por dia, num antigo galinheiro. Apesar dos obstáculos, clima hostil, falta de recursos, higiene precária e dificuldades com a língua, não desanimou. Além dos serviços médicos, ensinava o evangelho com ilustrações extraídas da natureza. Na primeira guerra mundial, foi enviado para um campo de concentração, na França. Depois da guerra, voltou para o Gabão, mantendo, como ele dizia, “o olhar para a humanidade”. Escreveu a conhecida obra teológica A Busca do Jesus Histórico e tornou-se famoso em círculos intelectuais, mas isso não o desviou de seu projeto missionário. Com os direitos autorais de seus livros, doações e recitais de órgão que apresentava na Europa, conseguiu recursos para construir um hospital de serviço humanitário. Em 1952, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
Emocionado, Albert descrevia o que lhe trazia a maior alegria em seu trabalho. Alguém em sofrimento era levado ao hospital. Ele acalmava a pessoa dizendo que a colocaria para dormir, para operá-la. Depois da cirurgia, assentava-se ao lado do paciente esperando que ele acordasse e recuperasse a consciência. Lentamente, o enfermo abria os olhos e murmurava maravilhado: “Não tenho mais dor!” Essa era sua grande recompensa. Segundo Jesus, não há nenhum retorno material que possa trazer maior satisfação às profundezas do coração humano do que o serviço desinteressado por outros. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Maravilhosa GraçaMeditações Diárias 2014 – 29 de março
Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; [...] e Deus [...] atendeu-lhe a súplica. 2 Crônicas 33:12, 13
O texto de hoje refere-se a Manassés, um dos mais ímpios governantes de Judá. Sua biografia é escura. Ele reedificou os altares pagãos “nos altos” que seu pai Ezequias havia destruído. Dessacralizou o templo do Senhor em Jerusalém, edificando altares idólatras “a todo o exército do Céu”, nos átrios da casa de Deus. “Queimou seus filhos como oferta [...], praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para O provocar à ira. Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus” (2Cr 33:6, 7). Curiosamente, Manassés teve o reinado mais longo da história de Israel e Judá. Em seu caráter e conduta, ele foi pior que os amorreus, conhecidos pela perversidade e brutalidade (2Rs 21:11; 2Cr 33:9).
O Senhor enviou profetas para adverti-lo, mas em resposta Manassés executou alguns deles. Assim, a advertência teve o mesmo efeito de um risco na água. Manassés parecia inalcançável. Deus permitiu então que viessem os oficiais da Assíria e capturassem o rei, sem qualquer tratamento respeitoso. Puseram ganchos em seu nariz e o prenderam com correntes (33:11). Manassés foi tratado como um novilho levado para o matadouro. A humilhação não poderia ser maior. Um tratamento de choque para despertar o ímpio rei de Judá. No “país distante”, contudo, ele “caiu em si”. O escritor de 2 Reis não faz qualquer referência à impressionante mudança na vida de Manassés, mas encontramos o registro no segundo livro de Crônicas.
Em sua angústia, ele suplicou ao Senhor. Fosse Deus como nós, sabemos qual seria a resposta. Mas a graça divina não conhece limites. “Deus Se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino” (2Cr 33:13). Graça incompreensível! Depois de seu arrependimento, Manassés buscou reparar os estragos que havia causado em Jerusalém e Judá (v. 15, 16). Houve, contudo, um lugar que ele não pôde mudar: o coração de seu filho. O jovem Amon fora endurecido pelo mau exemplo e pecados do pai. Tornou-se incapaz mesmo de dar atenção à nova vida de obediência dele (v. 21-25). Esse é um lado sério do pecado: embora Deus perdoe, isso não garante que fiquemos livres das consequências de nossos descaminhos. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Mulher e o GarfoMeditações Diárias 2014 – 30 de março
Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos Céus e nova Terra, nos quais habita justiça. 2 Pedro 3:13
Há algum tempo, li a história de uma mulher que foi diagnosticada com uma doença terminal e teria pouco tempo de vida. Ela entrou em contato com o pastor e solicitou uma visita. O pastor foi vê-la. Durante o encontro, ela ofereceu informações gerais de sua experiência como cristã, testemunhou de sua fé e amor por Jesus. Afinal, mencionou detalhes de seu funeral: que hinos gostaria que fossem cantados e que textos bíblicos gostaria que fossem lidos.
Quando o pastor se preparava para sair, ela se lembrou de algo importante. “Há um último detalhe de que gostaria que o senhor se lembrasse”, continuou a mulher. “Desejo ser enterrada com um garfo em minha mão direita.” Tal pedido deixou o pastor intrigado. A mulher então passou a explicar: “Durante o tempo em que frequentei refeições sociais, observava que, depois dos pratos principais terem sido servidos, alguém inevitavelmente dizia: ‘Guarde o seu garfo.’ Era o meu momento favorito, porque sabia que algo melhor estava por vir, como bolos especiais, tortas ou sorvetes. Assim, eu desejo que as pessoas que assistirem ao funeral fiquem curiosas e queiram saber o significado do garfo. Então, gostaria que o senhor explicasse isso para elas, e as aconselhasse a guardar o ‘garfo’ para aquilo que nos espera.”
No funeral, as pessoas que passavam próximo ao corpo viam o garfo colocado na mão direita da mulher. O pastor ouviu de muitos a mesma pergunta. Finalmente, durante o sermão de despedida, ele falou então da conversa que tivera com aquela irmã alguns dias antes. Contou o que o garfo simbolizava para ela. O pastor disse que desde então não podia esquecer o garfo. Provavelmente aquelas pessoas também não se esqueceriam desse fato. O pastor encerrou sua mensagem, afirmando: “Da próxima vez que você segurar um garfo, lembre-se de que o melhor ainda está para vir.”
E você, irmão ou irmã, está descontente com as coisas ao redor? Dificilmente vemos um jornal em que pessoas não estejam clamando por justiça. Dói ver o tapete vermelho da corrupção estendido em todas as partes e notar o que isso custa a crianças e pessoas inocentes. Você está descontente com a enfermidade, a dor, a morte, traições, as distorções e as perplexidades da vida? Lembre-se: o melhor está à frente. Um garfo pode ser um bom símbolo do banquete que o aguarda. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Cristo, Tudo em TodosMeditações Diárias 2014 – 31 de março
No qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos. Colossenses 3:11
O apóstolo Paulo alcançou um vislumbre da suprema excelência de Jesus Cristo. Ele pregou o evangelho com tal convicção que pagãos ignorantes e imorais foram transformados em sinceros seguidores do Senhor Jesus. Em poucos meses, eles aprenderam a viver em autêntica comunidade, porque aprenderam que em Cristo todas as barreiras e separações haviam caído. Esse é o evangelho que os cristãos modernos necessitam recuperar: a grandeza, a supremacia, a soberania, o brilho, a plenitude e o esplendor de Cristo. Essa é a única esperança para acender a chama do reavivamento e reforma na igreja. A igreja necessita de uma reconversão a Jesus. Além da ênfase nEle como Salvador e Senhor, entender que Ele é muito mais.
Jesus Cristo é para nós: Pastor. Advogado. Mediador. O Noivo. O Conquistador. O Leão. O Cordeiro. O Sacrifício. O Maná. A Rocha Ferida. A Água Viva. O Alimento. A Bebida. A Terra Prometida. A Nova Jerusalém, o lugar de nossa habitação. O Santuário. O Sábado. O Jubileu. A Pedra de Esquina. A Videira. Nossa Festa. O Aroma. A Âncora. A Sabedoria. Nossa Paz. Nosso Consolo. Nossa Cura. Nossa Alegria. Nossa Glória. Nosso Poder. Nossa Força. Nosso Tesouro. Nossa Vitória. Nossa Redenção. O Profeta. A Ressurreição. O Sacerdote. Nosso Redentor. Nosso Irmão. Nossa Paz. Nosso Abrigo. Mestre. O Guia. O Libertador. A Vida. Nosso Príncipe. Nosso Capitão. O Amado. Nossa Visão e Luz. O Iniciador. O Consumador. O Sol. A Estrela da Manhã.
Ele é o mesmo “ontem, hoje e sempre”; contudo, Ele é novo a cada manhã. Ele está infinitamente além de tudo o que se possa dizer a Seu respeito. Ele é sobretudo o nosso Rei, nosso Juiz e a Testemunha Verdadeira. Por essa razão, os cristãos não seguem cristãos, eles seguem a Cristo. Os cristãos não pregam a si mesmos ou acerca de Cristo, eles proclamam a Cristo. Os cristãos não proclamam sobre os telhados: “venham à igreja”, eles proclamam sobre as montanhas: “venham a Cristo”. Os cristãos não apontam para os valores da cultura, eles indicam o encarnado, crucificado, ressurreto, entronado, exaltado, triunfante, glorificado, reinante Senhor, Jesus Cristo, o Rei, o Messias. O Cristo muito além do Sol. Ele prometeu acompanhar você hoje. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)

Meditações Diárias – Meditação Matinal – Fevereiro 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

A Pequena ServaMeditações Diárias 2014 – 1º de fevereiro
Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. 2 Reis 5:2
Em uma de suas constantes invasões a Israel, os sírios levaram cativa uma pequena garota, talvez entre 12 e 14 anos. Teriam seus pais e irmãos sido exterminados ou vendidos como escravos? Além do fato de ela ser uma cativa em terra estranha e distante, nada mais sabemos dela. Não sabemos nem mesmo seu nome, a que tribo pertencia ou a cidade de origem. Mais uma vez, contudo, no cenário bíblico, um papel maior é desempenhado por um figurante menor.
Essa garota anônima não apenas nos surpreende. Ela toca nossas emoções. Sua vida havia sido arruinada. E quem era o responsável? O marechal de campo Naamã, o supremo comandante militar. Estrangeira, escrava, mulher, ela se encontrava na prateleira inferior da estrutura social da Síria. Tinha tudo para se tornar amarga, cínica e dominada por ressentimentos. Porém, como ela responde quando ouve que aquele que lhe causara tamanha dor está ferido de lepra? Ela não diz: “Oh, lepra, hein? É por isso que eu vi aquelas manchas terríveis. É um caso sem esperança. Dançarei em sua sepultura.” Nesse drama, ela se destaca por sua fé em Deus. Certamente, essa humilde garota hebreia não sabia o que sua piedade, precisamente sua única distinção, haveria de realizar. Jamais poderia imaginar que sua história fosse imortalizada nos escritos sagrados.
À mercê de seus senhores pagãos, ela deve ter tido formidáveis questões em sua mente juvenil. Ela poderia ter rejeitado sua fé e suas raízes. Os pais, entretanto, piedosos israelitas, não haviam sido negligentes. No coração daquela criança, eles implantaram para sempre o temor do Senhor. Ela poderia ter escondido sua fé, mas não fez isso. Ela a usa. Que extraordinário encorajamento para todo aquele que se julga humilde e incapaz, limitado por circunstâncias adversas! A história dessa menina é a permanente lembrança de que, pela fé, podemos ser instrumentos de bênção para o mundo. Ela não busca revanche. Simplesmente confia nAquele que julgará todas as coisas. Ela perdoa Naamã. Torna-se um instrumento de cura e salvação. Com palavras que expressam simpatia, compaixão, convicção e fé, ela diz: “Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra” (v. 3). Ela faz, afinal, aquilo que toda a Bíblia nos ensina fazer. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
As Demoras de DeusMeditações Diárias 2014 – 2 de fevereiro
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. João 11:21
Em seu livro From Death to Birth (Da Morte Para o Nascimento), Edmond Stanley traz um poema sobre a traumática experiência de Victor. Depois de ser traído pela esposa, ele vaga pelas ruas, sem rumo, até encontrar-se num lugar deserto nos limites da cidade. Enquanto lágrimas caem de seus olhos, Victor olha para o sol poente, no horizonte distante. Sozinho, ele olha então para cima e clama: “Senhor, estás aí?” E o firmamento lhe responde: “Endereço desconhecido.”
Quase todos nós, durante a vida, temos enfrentado um tipo ou outro de turbulência. Talvez um período de crise pessoal. Um telefonema no meio da noite com más notícias. Um acidente. Os traumas de uma separação. Golpes aparentemente cegos. Ou talvez um período de perplexidade, em que julgamos que nunca poderíamos emergir do vale da sombra da morte, momentos em que todos os suportes da vida parecem ruir.
Há ocasiões em que, na tentativa de encontrar sentido em meio ao caos, oramos: “Pai, estás aí?” Esperamos e esperamos… E nossas orações parecem voltar com o envelope fechado e carimbado: “Endereço desconhecido.” Como sobreviver às aparentes demoras de Deus? Como sobreviver àquelas situações desconcertantes, em que Deus parece muito atrasado?
Maria e Marta mandaram um recado urgente: “Senhor, está enfermo aquele a quem amas” (Jo 11:3). O que você acha que Jesus deveria ter feito? Ele só chega a Betânia quatro dias depois. Por que não veio imediatamente? Ou por que não curou o amigo a distância, como já fizera? Quando Ele finalmente aparece, Maria Lhe diz: “O Senhor chegou muito tarde. Muito atrasado.” Atrasado? Não segundo o cronograma de Deus. Você pode extrair algum conforto dessa história e de seu desfecho? Havia um motivo para a demora de Jesus. Lázaro já estava em decomposição, e seus inimigos não poderiam negar esse fato. O incidente provaria quem Ele realmente é, tanto para os que sofriam em Betânia como para Seus seguidores ao longo da história, inclusive você hoje. Respondamos às “demoras” de Deus com fé, aguardando os desdobramentos finais.
Ellen White afirma: “Como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança” (O Desejado de Todas as Nações, p. 32). Ele é sempre o Deus da hora certa. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Magia Não Está na TorneiraMeditações Diárias 2014 – 3 de fevereiro
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela. Efésios 5:25
Thomas Edward Lawrence nasceu em agosto de 1888, em Gales, no Reino Unido. Tornou-se famoso como militar da inteligência britânica durante a Revolução Árabe, na Primeira Guerra Mundial. Especialista em guerrilhas no deserto, sua missão no Oriente era unir as facções árabes para derrotar o Império Turco. Sua biografia foi popularizada por Hollywood no filme Lawrence da Arábia, produzido em 1962.
Durante a guerra na Arábia, Lawrence estabeleceu forte amizade com muitos xeiques. Depois que a guerra terminou, ele levou alguns desses amigos ilustres à Inglaterra para demonstrar sua gratidão pelo apoio que recebera. Seus amigos árabes ficaram deslumbrados.
Segundo a lenda, na última noite da visita, Lawrence ofereceu aos nobres visitantes qualquer coisa que quisessem levar no retorno para seus lares no deserto. Então os xeiques o conduziram a um dos quartos do suntuoso hotel que os hospedara em Londres. Entraram no banheiro e apontaram para as torneiras na pia. Disseram-lhe que aquele era o presente desejado. Acostumados com a aridez do deserto, onde a água era uma luxo raro, julgaram que as torneiras seriam um presente extraordinário, e a solução mágica para um enorme desafio.
Eles julgavam que a magia da água corrente estava nas torneiras, sem perceber que as torneiras eram o menos importante. Não entendiam que por trás delas estava todo um sistema de suporte, encanamentos, tanques, reservatórios, filtros e energia.
Pense nessa história em relação ao casamento moderno. Muitos veem o casamento em termos da festa, das roupas, da lua de mel, da casa ou apartamento onde vão morar, da realização profissional e financeira. Muitos associam o sucesso do casamento com o desempenho sexual, e esta parece ser uma ilusão dominante, alimentada por filmes, livros e novelas. Mas o segredo do casamento não está no que se pode ver. A visão materialista do casamento, a confusão entre o fundamental e o periférico, é precisamente o que cria os maiores fracassos. Há diversas pessoas que investem muito naquilo que pode produzir tão pouco retorno. Amor sacrificial, o amor inspirado em Deus, é a única base segura para o casamento. É preciso colocar, como Cristo fez, o interesse da pessoa amada acima dos interesses pessoais.
Do contrário, é como achar que basta ter a torneira para ter água. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Utilizar o Que Nos Foi ConfiadoMeditações Diárias 2014 – 4 de fevereiro
A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade. Mateus 25:15
Quando tinha 13 anos, Dwight L. Moody (1837-1899) deixou os estudos em Massachusetts para trabalhar. Aos 17, ele se mudou para Boston e tornou-se assistente de seu tio em uma sapataria. Converteu-se pela influência de um professor de Bíblia na Igreja Congregacional que frequentava. Mais tarde, tornou-se representante de vendas na área de Chicago com um negócio de considerável sucesso. Mas seu coração estava no evangelismo. Em 1860, abandonou suas atividades comerciais e entregou-se de tempo integral à pregação do evangelho.
De início, Moody não obteve muito sucesso, mas progressivamente suas campanhas iniciaram um extraordinário despertamento espiritual por onde ele passava. Estima-se que mais de 2,5 milhões de pessoas assistiram às suas reuniões. Durante sua vida, Moody cobriu 1,6 milhão de quilômetros com suas pregações. Um de seus biógrafos chega a afirmar que ele desviou 500 mil pessoas do inferno. Numa visita à Inglaterra, no fim da reunião, ele orou e em seguida dirigiu-se à porta de saída para se despedir das pessoas. Uma mulher da aristocracia aproximou-se e lhe disse: “O senhor cometeu três erros gramaticais em sua oração.” Em seu estilo direto, Moody respondeu: “Em primeiro lugar, eu não estava falando com a senhora. Em segundo lugar, eu sou um homem de um talento só, mas estou utilizando este único talento da melhor forma que sei e posso. E a senhora?”
No Evangelho de Mateus (25:14-30), Jesus contou a parábola dos talentos, indicando que o preparo para Seu retorno não significa espera passiva e improdutiva. Ao contrário, Ele deve ser aguardado em atividade responsável, em harmonia com o que é esperado. Essa parábola contrasta dois comportamentos. O que é colocado em contraste são as atitudes, não o número de talentos. Todos receberam talentos, embora não em proporções iguais: um recebeu cinco, outro dois e outro um. Dois pontos devem ainda ser considerados.
Primeiro, ninguém pode alegar que não recebeu talento nenhum. E, segundo, não podemos ser iguais no número de talentos, mas podemos ser iguais na dedicação, fidelidade e fervor. Assim, a parábola serve de advertência e conforto: Deus não espera os mesmos resultados de todos, mas deseja o mesmo envolvimento e compromisso. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Torres InacabadasMeditações Diárias 2014 – 5 de fevereiro
Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Lucas 14:28
Grandes líderes têm sempre apresentado as exigências do discipulado. Giuseppe Garibaldi ofereceu aos seus seguidores fome e morte pela liberdade da Itália. Winston Churchill falou de sangue, suor e lágrimas na luta contra o nazismo. Contudo, nenhum líder fez demandas tão radicais quanto Jesus. Ele fala em amá-Lo mais que ao próprio pai, mãe, mulher e filhos. Convida-nos a “tomar a cruz” e “renunciar a tudo” (Lc 14:25-27, 33).
Por que haveria Jesus de colocar exigências tão estritas? Na verdade, não é que Ele esteja desencorajando o discipulado, mas advertindo-nos contra o falso, para que conheçamos o verdadeiro. Jesus nunca “dourou a pílula”, fazendo “ofertas” sem indicar o que está envolvido nelas. Não encontramos nEle as famosas “promoções” que em letras pequenas escondem o engano do que é “ofertado”.
Na seção que segue os textos mencionados, Jesus sugere que fechemos as portas para balanço e façamos um claro inventário do “custo e benefício”.
A partir do verso 28, entre as condições dois e três do discipulado, aparecem duas pequenas parábolas. Jesus extrai as ilustrações do senso comum. Se um homem decide construir uma torre, ele deve primeiro avaliar o custo. É necessário sentar, considerar o projeto e então decidir se ele pode completá-lo. Torres inacabadas, em diferentes sentidos, são vistas em todas as partes. Não ir além do fundamento é um convite à frustração e ao escárnio (v. 29, 30). Parábola semelhante aparece a seguir (v. 31, 32). Não é normalmente fácil, com dez mil soldados, vencer uma força invasora que ataca com 20 mil. Um rei em tal posição deve pensar sério. Há aqui um apelo ao realismo. A proporção é de dois contra um.
As duas histórias são semelhantes, mas elas ensinam verdades levemente diferentes. O construtor da torre é de certa forma livre para construir ou não, dependendo de sua escolha. Mas o rei da parábola de Jesus enfrenta uma emergência. Ele está vendo seu país ser invadido e deve pensar rápido. Na primeira parábola, Jesus diz: “Sente-se e faça os cálculos para ver se você pode Me seguir.” Na segunda história, a sugestão é um pouco diferente: “Sente-se e veja se você pode recusar minha oferta.” Nos dois casos a decisão é nossa. O que não podemos escolher são os resultados. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Vida Não Relacionada Com a MorteMeditações Diárias 2014 – 6 de fevereiro
Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8:32
Todas as coisas do mundo natural perecem. As riquezas levantam voo. A fama é apenas um fôlego. O amor humano é incerto e limitado. A juventude, a saúde e o prazer, todos eventualmente nos abandonam. Portanto, se todas as coisas terminam em pó e desapontamento, elas não podem ser o bem final da existência nem as prioridades que absorvem toda nossa atenção e energia.
Necessitamos de vida não relacionada com a morte. Um tipo de bem que se ergue acima das coisas temporais e passageiras.
Alguns julgam que somos apenas resultado do acaso e, por isso, a vida não tem qualquer propósito. Assim, eles se entregam ao momento. Mas essa filosofia não é consistente. C. S. Lewis a analisa com lógica incrível: “Você poderia imaginar os peixes reclamando do mar pelo fato de eles estarem molhados? Se eles fizessem isso, esse fato indicaria que eles nem sempre foram criaturas aquáticas. Se somos meramente produto de um universo material, como explicar a realidade de que nunca estamos completamente felizes aqui?”
Algo dentro de nós grita por uma paz que nunca experimentamos. Sentimos saudades de um lugar onde nunca estivemos. Desejamos uma conexão que não sabemos explicar. Estas são as marcas de nossa origem. Criados por Deus, estamos longe de nosso lar, perdidos em um país distante. Blaise Pascal observou: “Quem se sentiria infeliz por não ser um rei, exceto um rei deposto? Todas as nossas misérias provam a nobreza de nossas origens. Somos filhos de Deus, mas perdemos o contato com nosso Pai.”
Jesus veio para buscar e salvar o que se perdera. Não é por acaso que Ele falou do caráter libertador da verdade, como afirma o texto de hoje.
A verdade, que é o próprio Jesus Cristo, nos libertará do vazio interior, das distorções da autoestima, da solidão, da falta de propósito e do medo da morte. Julie Cameron, de Noranda, na Austrália, diagnosticada com câncer terminal, escreveu em março de 1999, pouco antes de morrer: “Cristo é tudo para mim. Ele é o meu Consolador; meu Protetor; meu Conhecimento; a Música de minha vida; meu Conselheiro; a Luz; a Rocha na qual me ergo; meu constante Companheiro; Aquele que me ouve; Ele é o Mestre; o Grande Artista; a minha Segurança. Ele é a Sombra que me segue [...]. Ele é o maior Autor, pois escreveu o Livro da Vida.” (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Você Gosta de Ganhar?Meditações Diárias 2014 – 7 de fevereiro
A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. Provérbios 15:1
Você é daqueles que gostam de discutir só para ouvir o som de sua “maravilhosa voz”? Você gosta de ganhar todas as discussões, mesmo com as pessoas que você mais ama, esposa, esposo, filhos, amigos? Muitos têm a ideia de que ganhar com base na argumentação é reduzir a outra pessoa ao completo silêncio, diminuí-la e humilhá-la. Significa tornar evidente que as ideias ou contribuições dela não valem nada. Ganhar dessa forma significa perder um relacionamento. Ganhar assim é roubar da outra pessoa sua humanidade, sua singularidade. Palavras matam. Palavras de rejeição, de ódio e de negação assassinam ou desabilitam a pessoa para a vida. Podem deixar cicatrizes como as feridas causadas por uma pistola.
Numa avenida movimentada, um casal já está atrasado para o jantar na casa de amigos. O endereço é desconhecido. Antes de sair, porém, a esposa havia consultado um mapa. Ele dirige o carro, e ela o orienta. Pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele “tem certeza” de que é à direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados,
ela deixa que ele decida. Ele vira à direita, para perceber, então, que estava enganado. Com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e graciosamente diz que não há problema em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: “Querida, se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, por que não insistiu um pouco mais?” Ela responde: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite. E algo que aprendi em minha vida de casada com você é que a melhor maneira de ganhar uma discussão é evitando-a. Por isso, tolero suas pequenas impertinências, pois você é muito maior do que elas.”
Belíssimo exemplo. Essa história, intitulada “Ser feliz ou ter razão”, aparece no livro A Arte de Lidar com Pessoas. Ela oferece uma verdadeira aula de habilidade na arte do relacionamento humano. Quanta energia é gasta apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de termos ou não. Quase todos nós sofremos da síndrome de “ter razão” e “impor ideias” a todo custo, desconsiderando o resultado final sobre as pessoas com quem convivemos. Busque hoje, pelo poder de Deus, a graça de ser tolerante. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Ressurreição de PedroMeditações Diárias 2014 – 8 de fevereiro
Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu Me amas? Pedro entristeceu-se por Ele ter dito, pela terceira vez: Tu Me amas? E respondeu-Lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as Minhas ovelhas. [...] Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-Me. João 21:17, 19
Você se sente um caso perdido, sem esperança em relação à fé? Duvida de que Deus possa lhe perdoar mais uma vez? Também pode ser que você conheça “um caso perdido”. Segundas e terceiras chances não estão, em geral, disponíveis no ambiente de trabalho, na escola, em comunidades ou mesmo em famílias e na igreja. Uma queda ou duas, no máximo, e você está fora do jogo.
Felizmente, Deus age de outra maneira, como vemos no caso de Pedro. Por iniciativa dele, alguns dos discípulos decidiram pescar. Ao romper do dia, um estranho caminhando na praia perguntou se tinham alguma coisa para comer. Eles não haviam pescado nada durante a noite. Então receberam a ordem: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v. 6). A autoridade na voz não deixou qualquer dúvida. Teriam eles se lembrado do que acontecera três anos e meio antes? (Lc 5:4-9). “É o Senhor!”, João explode de contentamento (v. 7). Acostumado a não pensar duas vezes, Pedro lança-se ao mar para o encontro de sua vida, a quase 100 metros de distância. O desjejum já estava pronto. Peixe assado e pão. Inicialmente Jesus perguntara se havia alguma coisa para comer, sugerindo que a refeição dependia dos discípulos. Então operou o milagre da pesca para recebê-los com a “mesa pronta”. O que Ele estava dizendo? A pesca é apenas um símbolo. Ele será responsável pelo sucesso de Sua causa. Seus discípulos, incluindo Pedro, devem apenas confiar nEle.
Em tudo isso, Jesus estava restaurando Seu discípulo falido, atraindo-o para Si. O teste é se Pedro O ama. Às vezes, eu me pergunto: O que é necessário para reabilitarmos um irmão caído? Quanto tempo ele terá que ficar de “quarentena”? Que “evidências” precisamos ter de que “já se emendou”? Por que temos tanta relutância em aceitar que as pessoas podem mudar? Por que insistimos em definir, mesmo aqueles que mais amamos, em termos de seu passado e de suas falhas? Não seria o caso de que é precisamente a nossa aceitação da pessoa que cria o ambiente para a mudança? Consistentemente, Jesus não mudou as pessoas para aceitá-las. Ele as aceitava primeiro para então operar as mudanças. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Segue-MeMeditações Diárias 2014 – 9 de fevereiro
Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-Me. Mateus 19:21
Um estudo relativamente recente da revista Psicologia Hoje analisou a influência do dinheiro na vida das pessoas. Uma das conclusões é que as pessoas mais preocupadas com o dinheiro têm menos probabilidade de se envolver em relacionamento afetivo satisfatório. Elas tendem a ser perturbadas por constantes ansiedades, preocupações e solidão. A história do jovem rico mencionado no texto de hoje reflete a tragédia de alguém que pensava possuir a riqueza, mas, ao contrário, era sua riqueza que o possuía. Era difícil para ele abrir mão de seu ídolo para receber o dom da vida eterna que lhe era oferecida por Cristo.
Seu “deus” era um enorme obstáculo em linha direta de colisão com o Deus verdadeiro. Em uma sociedade na qual a riqueza e a prosperidade eram vistas como sinal de aprovação e aceitação por parte de Deus, a afirmação de Jesus espanta os discípulos: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (v. 24).
A salvação é sempre um dom, inteiramente gratuito, baseado absolutamente na graça divina. A dificuldade está na aceitação do dom, uma vez que nos agarramos aos substitutos precários.
Qual é a tragédia do moço rico? Não é apenas a questão de que ele “amou mais o dinheiro”. Na realidade, ele não reconheceu um bom “investimento” quando a oportunidade lhe bateu à porta. O que Jesus está dizendo é que a recompensa será infinitamente desproporcional ao custo do discipulado. Se você está preocupado com o que custa servir a Jesus, isso não é nada em comparação ao que o espera se você fizer a escolha certa. Seja lá o que for que você “perca” seguindo a Cristo, Ele pessoalmente Se encarrega de fazer a compensação. O que lhe prometem os negócios, circunstâncias e benefícios? Ele cobre a oferta.
Do ponto de vista terreno, o jovem rico era o “primeiro”, havia “vencido na vida”, parecia um “sucesso”. Mas, no momento da decisão crucial acerca de Cristo, ele fez a escolha que o excluiu da verdadeira riqueza. A palavra utilizada para “perfeito” (teleios) não significa perfeição moral, ética ou impecabilidade, mas maturidade. Jesus está dizendo a ele e a nós: “Você quer agir como adulto, com maturidade e lucidez? Vá, liberte-se de seus ‘brinquedinhos’; venha e siga-Me.” (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Qual É Sua Motivação?Meditações Diárias 2014 – 10 de fevereiro
Respondeu Satanás ao Senhor: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Jó 1:9
Os pais de Bill Borden, da aristocracia britânica, fizeram fortuna em negócios imobiliários em Chicago e na mineração de prata no Colorado. Em 1908, aos 21 anos, o jovem Borden já possuía uma fortuna, em termos atuais, equivalente a 40 milhões de dólares. Bem apessoado, inteligente, educado e popular, em 1912, aos 25 anos, o milionário tomou duas decisões que se tornaram notícia. Ele doou toda sua fortuna: a metade para a pregação do evangelho, nos Estados Unidos, e a outra metade para as missões além-mar. Em segundo lugar, ele decidiu servir como missionário entre os muçulmanos, primeiro no Egito, para aprender o árabe, e depois em uma remota região na China.
Para o público, os jornais da época e mesmo para muitos cristãos, tais decisões pareciam um desperdício incrível, especialmente quando ele morreu de meningite cerebroespinhal pouco depois de ter chegado ao Cairo. Aparentemente ele havia jogado fora o dinheiro, a carreira e a vida. Com que propósito? O que leva uma pessoa a voltar as costas a tudo que a maioria julga importante e viver em obediência ao que crê ser a vontade de Deus para sua vida? Qual é a recompensa desse tipo de investimento?
O livro de Jó relata a fascinante história da fidelidade de um homem. Quando Deus o apresenta como exemplo de integridade, Satanás responde de modo desafiador: “Porventura, Jó debalde teme a Deus?” A palavra aqui traduzida por “em vão”, “debalde” ou “inutilmente” é chave para toda a história. O diabo insinua que todo serviço a Deus não é senão um negócio vantajoso. “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra Ti na Tua face” (Jó 1:11). O ataque vai direto ao coração da questão: Por que as pessoas servem a Deus? Tal acusação é poderosa, desconcertante e muito atual. Por que servimos a Cristo? Cínicos argumentam que a dedicação a Deus é condicionada por aquilo que podemos receber.
Satanás feriu Jó numa sequência impiedosa: os bens, a família e, finalmente, ele próprio. O patriarca da dor e do sofrimento, sem que soubesse, torna-se um espetáculo para o Universo que observa em silêncio o desdobramento do drama. Jó revela a pureza de sua motivação, e o diabo não aparece mais no livro. Você e eu podemos desmentir as acusações do inimigo. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Sem DistinçãoMeditações Diárias 2014 – 11 de fevereiro
Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. Tiago 2:1, ARC
Com frequência, relatórios evangelísticos que apresentam conquistas de uma iniciativa missionária deixam as melhores histórias para o fim. E referências então são feitas aos conversos das “melhores classes” que foram batizados. Você já ouviu ou apresentou relatórios assim? Quão profundamente essa mentalidade está enraizada na igreja?
Vivemos em uma sociedade orientada pela produção, na qual a importância das pessoas é medida pelo que fazem, quanto podem produzir ou quanto ganham. Como nos relacionamos, porém, com irmãos que não podem devolver grandes valores de dízimos ou ofertas? Às vezes, penso que isso não seja algo consciente. Mas, mesmo assim, atribuímos maior valor a pessoas importantes e ricas do que o fazemos com irmãos pobres e destituídos, que financeiramente podem contribuir com muito pouco. Contudo, o valor essencial de um ser humano não é baseado em quanto ele produz ou ganha. Não é definido por sua posição na escala social. Tal valor está ancorado no fato de que ele é membro da espécie humana, criado à imagem de Deus e amado por Ele. Isso é tudo, nada mais.
O problema da preferência é tão antigo quanto o cristianismo. Tiago trata dele em sua epístola. E usa a ilustração de dois homens que entram em uma reunião da igreja, um rico e um pobre, e então descreve a atitude contrastante dos que os recebem (Tg 2:2, 3). Para o apóstolo, tal tratamento baseado em acepção significa que nos tornamos juízes, sendo movidos por maus pensamentos (v. 4)
De onde teria o apóstolo tirado essas ideias? Tiago tinha aprendido bem com o Mestre. A atitude de Jesus em relação às pessoas foi radicalmente oposta à mentalidade elitista. E não era por acaso que “a grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). Ele foi amigo dos pobres e marginalizados. Amigo do povo comum e dos que não tinham amigos. Ele tocou os intocáveis de Seus dias e os tratou a todos como príncipes. Também nesse aspecto, Ele foi uma exata representação de Deus, “que não faz acepção de pessoas” (At 10:34). No clima classista da cultura moderna, a igreja e os cristãos têm uma exclusiva oportunidade de representar o Deus a que servem, colocando-se acima das distinções de etnia, gênero, nacionalidade, posição social, riqueza, educação. Essas distinções são absolutamente irrelevantes aos olhos do Altíssimo. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Servindo Por AmorMeditações Diárias 2014 – 12 de fevereiro
Pois o amor de Cristo nos constrange. 2 Coríntios 5:14
Para muitos críticos, o cristianismo funciona à base da intimidação e do medo. Num recente livro que li, o autor parece convencido de que todo o edifício do pensamento cristão é construído sobre a ideia do inferno. “Retire-se a noção do inferno, e o cristianismo acaba”, ele afirma. E conclui: “Sem o inferno, todas as doutrinas e dogmas perdem seu sentido. Sem o perigo do inferno, por que alguém iria se converter?” Para ele, o medo é a única força cristã.
Outros imaginam que a grande motivação é o desejo de recompensa. Dostoiévski observa: “Não é Deus que os homens procuram. São os milagres que Ele pode fazer.” Talvez isso explique o fenômeno do crescimento das igrejas que exploram a teologia da prosperidade, oferecendo às pessoas precisamente aquilo que elas desejam: saúde física, dinheiro, sucesso material.
De fato, medo de punição e desejo de recompensa são grandes forças motivadoras. Mas elas não são as únicas. O amor e a graça são forças incomparavelmente maiores e mais fortes para o comportamento humano. Deus não usa como instrumentos de motivação ameaças ou a sedução de recompensas para ganhar nosso coração. Paulo entendeu isso ao afirmar que “o amor de Cristo nos constrange”. O símbolo do cristianismo é uma rude cruz, onde se concentrou o amor do Universo, e não um trono ou uma coroa. Quando entendemos a graça de Deus, que nos aceita e perdoa, que nos trata com dignidade quando não temos dignidade, e compreendemos que Deus morreu por nós quando ainda éramos inimigos (Rm 5:8), não podemos senão amá-Lo. Por isso, Jesus observou: “Se me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Aqueles que são motivados por medo ou recompensa se comportam como escravos. São mesquinhos, contando centavos e segundos, sempre mal-humorados naquilo que doam ou fazem. Mas Cristo nos libertou de tal condição. Ele nos chama de amigos (Jo 15:14).
Você realmente ama alguém? O que você faria por essa pessoa? Eu tenho visto pessoas trabalharem arduamente. Tenho visto pais passarem noites em claro por um filho. Mas o espantoso é que eles não se sentiam escravos. Trabalhavam com brilho nos olhos e alegria na face. Quando realmente amamos alguém, servir a essa pessoa, longe de ser um fardo, é sempre um privilégio e uma oportunidade para aquele que ama. Como você serve a Cristo? Como escravo ou como a um amigo querido? (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Lugar Mais SeguroMeditações Diárias 2014 – 13 de fevereiro
Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima. Hebreus 10:25
Há uma interessante estatística que li acerca de como se manter seguro no mundo atual. As sugestões são coloridas com humor:
Evite dirigir ou estar em automóveis. Eles são responsáveis por 20% dos acidentes.
Cuidado enquanto você está em casa: 17% de todos os acidentes acontecem aí.
Esteja alerta ao caminhar em ruas e calçadas. Saiba que 14% dos desastres acontecem a pedestres.
Evite viajar de avião, trem ou navios, pois 16% de todos os acidentes envolvem essas formas de transporte.
O restante dos acidentes, somando 33%, ocorrem nos hospitais. Assim, sobretudo, evite os hospitais.
Mas, continua o texto, “você ficará feliz em saber que de todas as mortes apenas 0,01% ocorrem durante serviços de culto na igreja, e essas estão relacionadas com desordens físicas anteriores”. Assim, conclui tal artigo, o lugar mais seguro para você, em qualquer circunstância, é a igreja.
Humor à parte, a recomendação é válida por razões inquestionáveis. No contexto do verso bíblico de hoje, encontramos quatro admoestações aos cristãos: (1) cheguemo-nos com coração verdadeiro (v. 22); (2) guardemos firme a confissão de nossa esperança (v. 23); (3) consideremos uns aos outros (v. 24); e, finalmente, (4) não deixemos de congregar-nos (v. 25). As duas primeiras estão relacionadas com o fato de que alguns cristãos hebreus corriam o risco de, abandonando a “realidade”, que é Cristo, voltarem para as sombras do judaísmo. As duas últimas são advertências aos cristãos em relação à igreja. O cristianismo nunca é uma experiência solitária. De fato, as Escrituras desconhecem cristianismo fora do corpo coletivo de Cristo.
Se a decisão de seguir a Cristo é individual, a caminhada cristã envolve os outros membros do corpo. Se o cristianismo deve ser mantido, expandido e partilhado, reunir-nos na igreja é experiência insubstituível. A vida da fé, em condições normais, presume a igreja, a associação e o envolvimento nela, lar e refúgio dos cristãos. Sucumbir às várias pressões da vida e deixar de se congregar na igreja é cortejar o fracasso espiritual. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Razões Para Não PecarMeditações Diárias 2014 – 14 de fevereiro
A cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Tiago 1:15
Enquanto fazia uma semana de oração em uma igreja brasileira que se reunia em um templo evangélico alugado, na área de Washington, nos Estados Unidos, encontrei no quadro de anúncios dos donos do prédio uma página intitulada: “35 Razões Para Não Pecar”. Achei o texto de uma extraordinária beleza e simplicidade, além de inspirador. Transcrevo abaixo algumas daquelas razões do artigo. “Não devo pecar”:
Porque um pequeno pecado leva a pecados maiores.
Porque meu pecado ofende e entristece a Deus, que tanto me ama.
Porque meu pecado coloca um enorme fardo sobre mim e sobre os que mais amo.
Porque o pecado sempre me faz menor do que aquilo que Deus espera que eu seja.
Porque outros, incluindo minha família, sofrerão as consequências de meus pecados.
Porque o pecado faz os inimigos de Deus se regozijarem e zombarem dEle.
Porque o pecado me engana e leva-me a crer que “ganhei”, quando na verdade perdi.
Porque o pecado me desqualifica para a liderança espiritual.
Porque os supostos benefícios de meu pecado nunca haverão de superar suas consequências.
Porque o pecado traz um prazer momentâneo, mas perda eterna.
Porque meu pecado pode influenciar outros a pecar.
Porque meu pecado impede outros de conhecer a Cristo.
Porque é impossível pecar e ao mesmo tempo ser guiado pelo Espírito.
Porque o pecado rouba minha reputação e o poder de meu testemunho.
Porque o pecado misturado com o serviço torna as coisas de Deus sem gosto.
Porque meu pecado é adultério com o mundo.
Porque nunca posso realmente saber com antecedência quão severo será o custo que meu pecado há de exigir.
Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida.
Talvez você hoje esteja para tomar uma séria decisão diante de um pecado que o assedia. Reconsidere as razões para não pecar. Lembre-se de que Cristo morreu pelos seus pecados para que você morra para o pecado. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Resistindo à Tentação SexualMeditações Diárias 2014 – 15 de fevereiro
Nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Gênesis 39:9
Como descrito e demonstrado por filmes e pela TV, o sexo parece a suprema preocupação na mente das pessoas hoje. A distorção oposta seria tratar o sexo como algo pecaminoso e perverso. O sexo é criação divina e apropriado quando é vivido no contexto do casamento. Quando o tiramos dos limites de seu desígnio, destruímos sua beleza e propósito. Isso é mais ou menos como a história do garotinho que tirou um peixe do aquário para brincar com ele. Logo, porém, descobriu que o peixe se diverte apenas no ambiente da água. O princípio é verdadeiro em relação ao sexo, destinado a ser desfrutado no contexto de um compromisso único e exclusivo.
A história de José pode trazer ajuda a jovens lutando com a tentação sexual. As Escrituras afirmam que José “era formoso de porte e de aparência” (Gn 39:6). Isso não passou despercebido à senhora Potifar, que finalmente deixou de rodeios e passou ao assédio direto (v. 7). O primeiro princípio é este: todo mundo é belo de forma e aparência para alguém. Isso quer dizer que não são apenas os vistos como belos que terão que lidar com a tentação. Cedo ou tarde, você se defrontará com o desafio.
Segundo, defina suas normas antes de ser assediado pela tentação. Porque José já havia tomado sua decisão, como indicado no texto de hoje, ele não ficou à mercê da senhora Potifar. Se você não estabelecer as normas pessoais a respeito do sexo, alguém tomará a decisão por você.
O princípio número três aparece no verso 10: “Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela” (NTLH). Isso quer dizer: evite a proximidade com a tentação. José conhecia os truques da senhora Potifar e sabia de sua vulnerabilidade pessoal. Ele decidiu não se aproximar dela. Ele sabia que precisava ficar tão longe da tentação quanto possível. Cortejar o perigo é preparar-se para a queda.
Finalmente, quando tudo o mais não der certo, fuja. José sabia que chegara o momento em que nenhum argumento iria funcionar. Você certamente deve orar, e a oração é arma poderosa, mas às vezes você tem que colocar “asas” a serviço da oração. José tinha o que chamamos de “compromisso radical”. Não me atrevo a dizer que isso seja fácil. Mas é o que significa ser um discípulo de Cristo. E o Senhor honrará sua determinação e firmeza. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Reproduzir Perfeitamente o Caráter de CristoMeditações Diárias 2014 – 16 de fevereiro
Toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Mateus 7:17
Falar de perfeccionismo é facilmente arriscar-se a ser mal compreendido e acusado de não crer na santificação, em um estilo de vida natural, na importância da saúde ou em qualquer outra ação dentro da área do crescimento cristão. Ainda pior do que isso é ser utilizado por outros para justificar um modelo de cristianismo descompromissado. Mas não é disso que estamos falando. Sem santificação, ninguém verá a Deus. A saúde deve ser preservada como um valioso tesouro, e o estilo de vida natural é um ideal a ser seguido. Contudo, o que se discute é que essas coisas podem facilmente tomar o lugar de Cristo, além de promover complexo de superioridade.
Um dos textos de Ellen White mais utilizados por perfeccionistas está no livro Parábolas de Jesus, página 69: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.” A expressão “reproduzir perfeitamente” tem sido tomada como sinônimo de impecabilidade, como se os cristãos devessem se tornar uma duplicação de Cristo. Para muitos, o “caráter” torna-se o substituto de Cristo, assim como a lei se torna Seu substituto para os legalistas. Tenho conhecido pessoas que pensam “reproduzir perfeitamente” o caráter de Cristo seguindo a “dieta do Éden”, ou seja, comendo apenas ervas e frutos que deem semente – o que exclui todo o resto, inclusive verduras e alimentos que nascem sob a terra. Para outros, isso significa não usar perfume, sabonete, desodorante, pasta de dentes. Há uma infinidade de ideias derivadas de noções equivocadas da perfeição/santificação.
Defensores de ideias perfeccionistas, contudo, nada têm que ver com o que Ellen White realmente escreveu. Todo o contexto da passagem mencionada está falando do serviço ao próximo, do interesse em sua salvação, de esquecer-nos de nós mesmos e ajudar outros. Nesse contexto, o cristão perfeito é aquele que ama e se preocupa com seus semelhantes, como Jesus, que não viveu para Si. À página 67, Ellen White menciona que “o objetivo da vida cristã é a frutificação – a reprodução do caráter de Cristo no crente”. Então ela menciona que essa frutificação tem que ver com o fruto do Espírito (Gl 5:22, 23; p. 67, 68). É mais fácil ser superficial e “discutir teorias religiosas” do que ser cristão e refletir o verdadeiro caráter de Cristo, de amor incondicional e serviço. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Para Mim, o Viver é…Meditações Diárias 2014 – 17 de fevereiro
Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Filipenses 1:21
Algumas das peças literárias mais poderosas da história foram escritas por líderes aprisionados. Parece que há algo no confinamento – talvez a incerteza ou mesmo os abusos sofridos – que faz o prisioneiro focalizar a mente em convicções fundamentais. Mas, enquanto muitos autores aprisionados assumem uma atitude de mártir, atacando o sistema e aqueles que os aprisionam, Paulo soa radicalmente diferente.
A Epístola aos Filipenses é uma das chamadas “Cartas da Prisão”. O apóstolo parece sentir no ar o pesado clima da execução (1:23), provavelmente em Roma. Mas no que ele se concentra? Paulo focaliza a vida centralizada em Cristo, cuja marca é a alegria. Como cristãos que vivem hoje em liberdade e desfrutam de oportunidades, facilmente podemos nos concentrar em pontos periféricos que, embora atrativos, têm pouco valor. Corremos o risco de perder a perspectiva daquilo que é essencial. Pense em como você completaria a frase a seguir: “Para mim, o viver é…” Observe algumas alternativas e a consequência lógica de cada uma:
Para mim, o viver é dinheiro… e morrer é deixar tudo para trás.
Para mim, o viver é fama… e morrer é rapidamente ser esquecido.
Para mim, viver é poder… e morrer é perder tudo.
Para mim, viver é possuir… e morrer é partir de mãos vazias.
Quando o dinheiro é o objetivo da vida, estamos destinados a viver subjugados ao medo de perdê-lo, o que nos transforma em paranoicos, desconfiados. Quando a fama é o alvo, nós nos tornamos competitivos, envenenados pela inveja. Se orientados pelo poder, nós nos tornamos servos de nós mesmos, vaidosos e arrogantes. Quando o viver é possuir, acabamos sendo possuídos pelo materialismo, escravizados pela ambição de ter, para quem “o suficiente nunca é suficiente”. E assim os falsos deuses nos destroem.
“Para mim, o viver é Cristo” porque apenas Ele nos satisfaz, quer tenhamos ou não, sejamos conhecidos ou anônimos, quer vivamos ou morramos. A boa-nova: a morte não tira nada de nós. Ela apenas fixa para sempre o que já é nosso em Cristo. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Para Ganhar a CristoMeditações Diárias 2014 – 18 de fevereiro
Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo [...], por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. Filipenses 3:7, 8
No livro Not a Fan (Não um Fã), Kyle Idleman observa que aquilo que estamos dispostos a deixar por Cristo indica o grau de nosso compromisso com Ele. Mostra se somos reais seguidores ou apenas fãs, torcedores. Esse critério, quando aplicado a Paulo, não nos deixa com qualquer dúvida de sua entrega radical.
A busca de um respeitado modelo para ser imitado no judaísmo certamente conduziria ao erudito de Tarso. Na “crista da onda” de fama internacional, Saulo encontra-se com o verdadeiro “rival” de sua perfeição. No caminho para Damasco, ele é subitamente ferido por uma luz que nunca mais seria esquecida. A voz que o chama pelo seu nome tem o som de muitas águas: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 22:7). No chão, ferido pela luz intensa, o fariseu tem seu primeiro vislumbre da justiça perfeita. Pela primeira vez em sua vida, ele sente-se envergonhado. Suas vestes de justiça própria não passam de “trapos imundos”. Todos os seus troféus, placas e impressionantes honras terrenas não passam de realizações ridículas.
Um vislumbre de Cristo é suficiente para convencê-lo de que ele havia gasto a vida na estrada errada, para o destino errado e pela razão errada. Todos os paradigmas de Saulo são alterados num instante; e sua vida, transformada completamente. O que estava na direita passa para a esquerda e o que estava na esquerda passa para a direita. Ele entende quão enganado estivera. A visão do crucificado é devastadora para sua antiga fome de aplauso terreno e busca de justiça humana. Ele sentiu-se completamente falido, reduzido à “estaca zero”. Orgulhoso de suas realizações, ele se vê despido, nu espiritualmente. Tendo no passado estabelecido a norma para a avaliação de outros, Saulo agora se vê um patético fracasso.
Às vezes, penso que as pessoas “perfeitas” ou “superiores”, mesmo que sejam bem-intencionadas, substituíram Jesus Cristo pelo “desenvolvimento do caráter” ou por dietas legalistas e santidade enferma, “respirando ameaças de morte” contra a igreja e os que discordam delas, buscando ilusoriamente “vencer como Jesus venceu”, como se estivessem competindo com Ele. Diante da visão de Cristo, quem não se envergonha de sua justiça farisaica? (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Cristãos e o ConsumismoMeditações Diárias 2014 – 19 de fevereiro
Os mercadores destas coisas, que, por meio dela, se enriqueceram, conservar-se-ão de longe, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando. Apocalipse 18:15
O consumo não é algo novo. Pode ser visto como o uso legítimo de recursos para a sobrevivência. Esse não é o caso do consumismo, que surgiu na esteira da Revolução Industrial, tornando-se um estilo de vida dominante em nossos dias. Até então, exceto pela elite rica, o consumo era baseado em necessidade. Luxos e gastos desnecessários eram tipicamente condenados, vistos como extravagâncias supérfluas.
A cultura atual, contudo, apresenta o quadro global de uma febre feroz e incontrolável para se ter e consumir. O poder de consumo é visto como um símbolo de superioridade social, sublinhando status profissional e econômico, mantendo distinção entre “aqueles que podem” e “aqueles que querem”. Consumir é fashion, é ter estilo. Os hábitos de compra foram transformados, e extravagâncias parecem necessidades. O comércio, por meio da publicidade, conseguiu controlar as pessoas, ditando a elas o que vestir e comer, que tipo de móveis precisam comprar e como é o carro que devem ter. A propaganda passou a controlar o pensamento, e os produtos passaram a ser não apenas desejáveis, mas indispensáveis.
Para se criar a economia consumista, o crédito dos consumidores teve que ser expandido. O efeito disso foi o grande aumento do endividamento sobre pessoas e famílias. As consequências dessa Babilônia ainda não foram avaliadas em toda sua extensão. Desenvolveu-se até uma “religião materialista”. Se no passado a resposta a questões essenciais, como “Quem somos nós?”, vinha das Escrituras, hoje ela vem do mercado: “Somos o que consumimos.” As pessoas são subjugadas pela sensação do consumo compensatório: consumir para sentir alívio do estresse. Consumir para sentir-se bem. A lógica é mais ou menos esta: “Se desejo, eu devo possuir. Se devo possuir, é porque eu necessito. E, porque necessito, eu mereço. Então farei qualquer coisa para possuir o que necessito e mereço.”
A força da propaganda consumista é alicerçada em promessas falsas. Mas as Escrituras não têm boas-novas para o consumismo. O Apocalipse 18 antecipa o colapso do comércio, da propaganda enganosa, das fraudes e mentiras. Descubra a vontade de Deus para sua vida, e confie em Suas promessas infalíveis. Aprenda a relativizar a voz da cultura e seus apelos. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Graça Para TodosMeditações Diárias 2014 – 20 de fevereiro
[Jesus] deixou a Judeia, retirando-Se outra vez para a Galileia. E era-Lhe necessário atravessar a província de Samaria. João 4:3, 4
Nicodemos e a mulher samaritana são personagens exclusivos do quarto evangelho. Os dois apresentam um quadro de extraordinário contraste. Ele é um líder da austera teologia farisaica, o melhor da moralidade da época, membro da sofisticada elite. O encontro com Cristo acontece de noite, com entrevista marcada. Jesus confronta Nicodemos com uma demanda: “É necessário nascer de novo” (ver Jo 3:3). A samaritana, por outro lado, é uma religiosa quase completamente ignorante, adúltera, marginalizada dentro do sistema social e religioso dos judeus. Encontra-se com Cristo de dia. Ela não suspeita de nada. Toma o Filho de Deus por um judeu comum. Jesus a confronta com uma oferta: “Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo 4:14).
Inicialmente, temos a impressão de estar lendo histórias sobre Nicodemos e a samaritana anônima. Contudo, essas narrativas são essencialmente sobre Jesus e o amor de Deus revelado nEle. Os extremos humanos estão aqui representados, assim como está representada a grande oferta de Deus, que se estende a todos. Os personagens humanos são nossos representantes. Neles, fica claro que a graça de Deus é para todos. Ninguém é excluído. Aqui o ministério de Jesus repreende a justiça própria de Nicodemos, bem como a indulgente promiscuidade da samaritana. Mas o que vemos, afinal, é o triunfo da graça divina.
Na conversa com a mulher, junto ao poço de Sicar, Jesus rompe com dois costumes do comportamento judaico. Primeiramente, os homens não conversavam em público com as mulheres. Em segundo lugar, os judeus rejeitavam qualquer contato com samaritanos (Jo 4:9). Os samaritanos eram judeus híbridos, considerados “vermes imundos” pelo judaísmo. Essa era uma hostilidade que se arrastava por séculos de história.
Cristo Se elevou acima de tabus, preconceitos e mentalidade de gueto para alcançar essa criatura falida. Jesus era mestre em encontrar ouro na lama. Quando ela hesita em Lhe conceder o insignificante favor de um gole de água, dever sagrado entre os orientais, Ele desarma o preconceito dela. Desconsiderando a recusa, faz-lhe uma oferta fascinante. No início da narrativa, é ela quem tem a água, e Jesus a sede. No fim, a mesa se inverte: Ele tem a água, e ela a sede. Esse sempre é o desfecho de nosso encontro com Deus. Nossa falência pode passar por inesperada mudança de rota. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Sinos do CéuMeditações Diárias 2014 – 21 de fevereiro
Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti. 2 Timóteo 1:5
James Dobson, conhecido psicólogo cristão que trabalhou no Hospital para Crianças em Los Angeles, conta a história de um garoto afro americano, de cinco anos, que nunca seria esquecido por ele. O garotinho estava internado, morrendo de câncer no pulmão, uma terrível enfermidade, especialmente em seu estágio final. Os pulmões se tornam cheios de fluidos, e o paciente fica incapaz de respirar, sentindo-se como se estivesse morrendo afogado. A experiência, segundo Dobson, é grandemente perturbadora, particularmente para uma criança pequena. O garotinho era filho de mãe cristã. Ela o amava grandemente e permanecia ao seu lado em meio ao doloroso cortejo da enfermidade. A mãe o colocava em seu colo e conversava suavemente com ele acerca de Deus e do Céu. Instintivamente ela o estava preparando para os momentos finais que se aproximavam.
Gracie Schaeffler, enfermeira do garoto naquele dia, entrou em seu quarto e o ouviu falar de “sinos do Céu”. Ele balbuciava, como se conversasse com sua mãe: “Os sinos estão tocando, mãe, eu posso ouvir.” A enfermeira julgou que ele estivesse tendo alucinações. Voltou um pouco depois e novamente ouviu a criança falar de “sinos tocando”. A senhorita Gracie, à tarde, contou para a mãe do menino que ele tivera alucinações, falando coisas que não existem, provavelmente por causa da dor. A mãe, que no momento estava com a criança no colo, o apertou ainda mais contra o peito. Com um sorriso, disse: “Não, senhorita Schaeffler. Ele não está alucinando. Eu o ensinei que, quando amedrontado, quando ele não pudesse respirar, focalizasse um canto no quarto e tentasse escutar cuidadosamente; ele ouviria os sinos do Céu tocando para ele. É disso que ele estava falando.” Aquela preciosa criança faleceu no colo de sua mãe, naquela mesma noite, ainda falando dos “sinos dos anjos”.
Tenho grande admiração por pais e mães que ensinam os filhos a confiar no Senhor. Não importa o que a vida venha a jogar sobre eles ou que circunstâncias tiverem que atravessar, tais crianças, por pequenas que sejam, saberão que não estão sozinhas nem desamparadas. Esse ponto de referência espiritual será a maior herança que os pais podem deixar a seus filhos. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
A Importância da IntegridadeMeditações Diárias 2014 – 22 de fevereiro
Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Atos 5:3
Integridade, por definição do dicionário, é o “estado de ser completo, inteiro”. A integridade é irmã gêmea da “sinceridade”, expressão latina, sine cera (sem cera), utilizada para descrever os móveis sem reparos cosméticos e corretivo feitos com cera, para ocultar defeitos. Tanto a integridade quanto a sinceridade são consideradas hoje virtudes em extinção, porque elas são antíteses do espírito dos tempos. Nossa cultura gravita ao redor do sucesso a qualquer preço, vantagens imediatas e propaganda enganosa em todas as áreas. Para muitos, imediatismo e consumismo transcendem os valores permanentes. O que conta é o momento, o aqui e agora.
Pessoas íntegras nada têm a esconder ou ocultar. Nada a temer. Integridade não é primariamente o que fazemos, mas o que somos, e o que somos orienta o que fazemos. A importância crucial da integridade está no fato de que ela exerce grande influência. Acredita-se que 89% do que as pessoas aprendem são determinados por aquilo que observam. Aquilo que os filhos, alunos e liderados testemunham, em última análise, é o que realmente conta. Está acima das palavras e discursos que ouvem. De modo curioso, as pessoas tendem a investir, desproporcionalmente, mais esforço, tempo e recursos na imagem do que na integridade. Imagem é o que as pessoas pensam que somos. Integridade é o que realmente somos. E o que as pessoas são por fora nem sempre coincide com aquilo que elas são por dentro.
O texto de hoje relembra a história de Ananias e Safira, dois membros hipócritas da igreja primitiva. O pecado deles não foi primariamente avareza, mas falta de integridade. Tentaram simular o que não eram. O que aconteceu não foi disciplina eclesiástica, mas julgamento divino. O que aconteceria se Deus tratasse assim a insinceridade dos cristãos modernos? Provavelmente a igreja teria menos membros.
Alguém observou que “a medida do caráter real de um homem é aquilo que ele faria se soubesse que nunca seria pego”. Ananias e a esposa não imaginaram que sua insinceridade seria descoberta. Os resultados foram trágicos. No julgamento, anjos darão testemunho de nossos segredos. “Deus há de trazer a juízo todas as obras, [...] quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Zelo Sem EntendimentoMeditações Diárias 2014 – 23 de fevereiro
Porque lhes dou testemunho que têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Romanos 10:2
“Zelo por Deus sem entendimento” é igual a fanatismo. E a igreja, ao longo de sua história, tem sido palco desse triste espetáculo. O próprio Paulo fora vítima da enfermidade. Ele confessa: “Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno; e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam. Muitas vezes, os castiguei por todas as sinagogas, obrigando-os até a blasfemar. E, demasiadamente enfurecido contra eles, mesmo por cidades estranhas os perseguia” (At 26:9-11). Ele também diz: “Na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (Gl 1:14).
Charles Kingsley Barrett observa que “nenhuma nação se entregou a Deus com tal devoção e mais zelo do que Israel”, mas Paulo conheceu esse zelo em forma superlativa, respirando “ameaças de morte” contra aqueles de quem discordava. Contudo, todo o zelo do mundo não tem qualquer valor sem o conhecimento para guiá-lo. João Calvino corretamente afirmou que “é melhor, como Agostinho diz, ir para o Céu mancando do que correr com toda velocidade e poder na direção errada”.
Zelo sem entendimento é o vício, não a virtude, de muitos que se consideram cristãos. Deploravelmente, parece que cada congregação tem exemplos dessa realidade. Alguns são imitadores do Saulo de Tarso antes de seu encontro com Jesus Cristo, cheios de justiça própria e orgulho espiritual. E que conhecimento lhes falta? O mesmo que estava ausente em Paulo em sua experiência primitiva: o conhecimento de que eles não são autossuficientes, mas dependentes dos méritos de Jesus Cristo. Tal conhecimento traz consigo um humilde reconhecimento de nossas fraquezas e do poder do pecado, além da colossal percepção do poder de Deus.
Aqueles que pensam que sabem, diz Lutero, causam sérios e infindáveis problemas, mas “aquele que sabe que não sabe é gentil e submisso para ser guiado”. Deus deseja que tenhamos zelo, mas esse deve ser um ardor pleno de conhecimento – conhecimento de nossa fragilidade e de nossa arrogante tendência de procurar ser Deus para os outros. Esse conhecimento enche nosso zelo da doçura da graça de Cristo. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Jesus, O CentroMeditações Diárias 2014 – 24 de fevereiro
Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus. João 3:36
Jacob Neusner, um rabino moderno, especialista no judaísmo do período primitivo da era cristã, dedica um de seus livros, Um Rabino Conversa Com Jesus, à questão sobre como ele teria respondido a Jesus. Neusner se apresenta demonstrando grande admiração por Jesus Cristo. Admite que os ensinos de Cristo, como o Sermão da Montanha, o deixam impressionado. Ele admite ainda que Jesus teria suscitado seu interesse a ponto de, provavelmente, levá-lo a se unir às multidões que O acompanhavam. Contudo, Neusner conclui que ele teria rompido com o Galileu. Segundo sua concepção, Jesus toma um importante passo “na direção errada” quando muda o foco da Torá para Si mesmo como a autoridade central. Para o rabino Neusner, Jesus faz uma demanda que só Deus pode fazer.
“Respeitosamente, isso é demais para mim”, ele diz.
Jesus diverge de todos os outros mestres que conhecemos. Por que as pessoas não se ofendem com Buda, Confúcio ou Maomé? Eles não afirmaram ser Deus, como Jesus o fez. Jesus não esteve “procurando” a verdade ou a “recomendando”. Ele apontou para Si mesmo como a verdade. Constantemente falou de Si mesmo e essa autocentralização na mensagem de Cristo é reveladora. Jesus sabia que a cruz exerceria um grande magnetismo sobre as pessoas: “Quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” (Jo 12:32). Ao atrair homens e mulheres, contudo, eles não seriam primariamente atraídos a Deus, o Pai, ou à igreja, à verdade ou à justiça, mas ao próprio Cristo. De fato, é apenas por Seu intermédio que podemos, verdadeiramente, nos aproximar de Deus, da igreja, da verdade e da justiça.
O centro da vida cristã não é nenhum outro senão Jesus Cristo. Todas as coisas, incluindo aquelas relacionadas com Ele, são eclipsadas por Sua pessoa. O astro luminoso no centro de nosso sistema planetário é uma metáfora dessa verdade espiritual. Sem o Sol a vida não poderia existir.
Devemos observar ainda a convergência entre aquilo que Cristo oferece e aquilo que Ele é. Ele não apenas oferece o pão, Ele é pão. Isso também se aplica à água, à verdade, ao caminho, à luz, à ressurreição e à vida. Devemos notar que não podemos ter os dons sem o Doador. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Quem é o Líder do Lar?Meditações Diárias 2014 – 25 de fevereiro
Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura. Colossenses 3:19
O sociólogo Willard Waller formulou o “princípio do menor interesse”. Em termos simples, o princípio de Waller se resume nisto: em qualquer relacionamento, aquele que ama mais exerce menor poder, e aquele que exerce maior poder manifesta menor amor. Imagine um casamento no qual o esposo não ama profundamente a esposa, enquanto ela o ama verdadeiramente. Agora faça a pergunta: Nesse tipo de arranjo, quem dita os termos do relacionamento? Quem é o “chefe”? Quem tem o poder? A resposta é óbvia. Ela fará qualquer coisa por ele, mas, uma vez que ele não está muito envolvido, não se importará muito com ela. Ele está na posição de poder. O oposto também é verdade. Quando a esposa está menos envolvida emocionalmente, e o marido realmente a ama, ela terá o poder.
Na igreja, em seminários sobre casamento, frequentemente surge a questão: Quem é o cabeça do lar? Em geral, quem faz essa pergunta está realmente querendo saber: Quem é que manda? Quem é o chefe? Deixe-me saber: Você já fez essa pergunta alguma vez? Se você é realmente um cristão, essa é a pergunta errada. O ponto não é saber “quem é o mestre”. A pergunta fundamental é: Quem é o que serve? Se você é realmente um cristão, a questão não é definir quem é o primeiro, mas quem é o último. Quando você faz as primeiras perguntas, está reproduzindo a mesma pergunta tola que Tiago e João fizeram a Cristo: “Mestre, quem se assentará à Tua mão direita, e quem se assentará à esquerda?” Quem terá o poder? O homem que realmente ama a esposa não desejará dominá-la com seu poder.
Jesus amou-nos a tal ponto que esteve disposto a abrir mão de Seu poder e tornar-Se um servo (Fp 2:5-8). Se o homem ama a esposa, ele estará disposto a desistir de seu poder e tornar-se seu servo. Da mesma forma, a esposa é instruída a ser submissa a seu marido. Mas que esposa teria dificuldade em se tornar submissa a um homem que realmente está disposto a ser seu servo? O casamento ideal é aquele no qual o marido diz à esposa: “Querida, meus sonhos, minhas esperanças e minhas aspirações não significam muito para mim. Eu estou feliz em me sacrificar para vê-la feliz.” Em retorno, a esposa diria: “De jeito nenhum, querido! Meus sonhos e minhas aspirações não significam nada para mim, contanto que eu o faça feliz!” Sobre isso, eles até podem ter um desentendimento! (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
Os Métodos de DeusMeditações Diárias 2014 – 26 de fevereiro
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Jeremias 29:11
“Deus ouviu minhas orações.” Quando as pessoas me dizem isso, imagino que elas estão querendo dizer que Deus lhes deu o que pediram. Contudo, será que Deus só ouve nossas orações quando Ele nos concede o que queremos? Com frequência, esquecemos que ao Ele dizer “não” ou “espere” temos respostas divinas tão misericordiosas como Seu “sim”.
Respondemos aos filhos dando-lhes não apenas o que querem, mas o que julgamos ser o melhor para eles. De maneira infinitamente superior, porque as respostas de Deus são sempre corretas, justas, sábias e melhores, Ele com frequência responde às nossas orações concedendo o que a longo prazo se provará o melhor para nós.
Uma das dificuldades com as orações é que elas, na maioria das vezes, são apenas sugestões. Trazemos as respostas prontas, esquecendo-nos de que Deus trabalha com Seus métodos. Naamã, o leproso, queria ser curado. Imaginou que seu pedido deveria ser respondido em termos de um grande show, um espetáculo aos sentidos. Ficou irado quando o profeta simplesmente mandou que ele mergulhasse sete vezes no Jordão. Paulo, por três vezes, pediu que Deus retirasse dele seu “espinho na carne”, entendido por muitos como sendo uma visão precária. Não seria do interesse do próprio Senhor ter um homem como Paulo atuando nas melhores condições? Deus lhe respondeu de maneira inesperada, apenas indicando que Seu “poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Considere esta extraordinária oração de Blaise Pascal: “Não te peço, Senhor, por saúde ou enfermidade, vida ou morte, mas apenas que Tu disponhas de minha saúde ou enfermidade, de minha vida ou de minha morte para a Tua glória [...]. Somente Tu sabes o que é melhor para mim [...]. Concede-me ou tira de mim, mas apenas faze a minha vontade aceitar a Tua vontade. Eu sei apenas, Senhor, que devo seguir-Te e não Te ofender. Fora isso, eu não sei o que é bom ou ruim em qualquer outra coisa. Eu não sei o que é melhor para mim, saúde ou enfermidade, riqueza ou pobreza, ou qualquer outra coisa no mundo. Tal discernimento está além do poder dos homens ou dos anjos, e está escondido entre os segredos de Tua providência, a qual eu adoro, mas não procuro compreender.” (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Chamado do InsignificanteMeditações Diárias 2014 – 27 de fevereiro
Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a Teu servo, pois sou pesado de boca e pesado de língua. Êxodo 4:10
Essa seção do segundo livro das Escrituras (Êx 4:8-16) aparece como um intervalo entre as vibrantes cenas no drama do êxodo. Aqui nós encontramos em Moisés aquele tipo de fraqueza que muitos escritores e biógrafos oficiais tentam esconder acerca de seus heróis. Esse é um relato estranho e embaraçoso na história de Moisés. De minha infância, eu trazia outra concepção dele. Em minha mente, tinha um daqueles quadros que ilustram as histórias da Bíblia, em que Moisés aparece quase como uma personificação do próprio Deus. Uma figura expressiva de terrível autoridade. Em pose dramática, dignamente barbado, imperturbável, com os olhos fitos no horizonte, segurando as tábuas da lei, como se a própria autoridade dos mandamentos dependesse de sua autoridade. Um verdadeiro super-homem do Sinai!
Assim ele foi imortalizado no mármore por Michelangelo. O próprio Sigmund Freud foi impressionado com essa visão de Moisés. Em seu livro Moisés e o Monoteísmo, o líder hebreu se ergue como um símbolo dos temores da infância. Pelos teólogos da libertação, Moisés foi descrito como um grande libertador, símbolo de força revolucionária.
Mas a leitura desses textos do êxodo destrói qualquer fantasia acerca de Moisés. Aqui, ele aparece cheio de lamúrias e queixas. Com infindáveis desculpas. Cheio de autopiedade. Questionando, incrédulo quanto à libertação de seu povo, apresenta uma série de escusas. Ele não era nada mais que um velho pastor do deserto. Então com 80 anos, sem qualquer posse ou influência, considera que esse sonho de libertação parece uma utopia, se não for uma insanidade. Enquanto o Senhor aparece cheio de esperança, Moisés é o realista da história – apenas quer ser deixado em paz.
O chamado de Moisés é, sem dúvida, o chamado do insignificante. O chamado do insuficiente. Confesso que, algumas vezes, lendo o relato bíblico, eu me identifiquei com Moisés. Ele conhecia a incredulidade de seu povo. Ele conhecia suas limitações. Contudo, Moisés estava passando por alto o elemento central de seu chamado. Ele esteve, pelo menos inicialmente, desconsiderando Aquele que pode arranjar circunstâncias e mudar situações. Afinal, o problema de Moisés não era nenhum problema para o Todo-poderoso, e um dos nossos problemas é não entender isso. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)
O Poder dos Que Não têm PoderMeditações Diárias 2014 – 28 de fevereiro
Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. Êxodo 4:12
Moisés tentara suas melhores desculpas para “cair fora”. Primeiro, ele tentou o que chamo de “escusa sociológica”, baseada no conhecimento que se tem dos outros. “Mas eis que não crerão” (Êx 4:1). Afinal, por mais de 400 anos, ao que sabemos, Yahweh não falara diretamente com ninguém. Além disso, na última vez que tentara ajudar seu povo, seus irmãos o ameaçaram. Por 40 anos, ele andara desaparecido. A “Polícia Federal do Egito” o tinha na lista dos “mais procurados”. Moisés tinha suas razões. A incredulidade, contudo, não era só do povo, mas dele próprio.
“Que é isso que tens na mão?”, Deus pergunta para que Moisés pense. O seu cajado de pastor, símbolo de suas insignificantes realizações em quatro décadas. O produto de sua fracassada ocupação no deserto de Midiã. Não havia nada de especial naquela vara que agora passa a ser interpretada como o símbolo da competência para a tarefa que o Senhor vai lhe atribuir. Aqui nós temos uma repreensão a todos os que pensam que Deus trabalha apenas com pessoas de talentos extraordinários. O cajado é de Moisés, mas o poder é de Deus. Outros sinais seriam acrescentados.
A segunda desculpa, que chamo de “escusa psicológica”, é baseada no conhecimento que temos de nós mesmos. Moisés alega ser “pesado de língua” (v. 10). Os 40 anos sem ter com quem falar significativamente haviam feito dele um desabilitado vocal. “Arranje outro”, ele disse nas entrelinhas. Moisés, contudo, precisava aprender que, com o Senhor, desabilidade ou limitação não é sinônimo de desqualificação. O Altíssimo é o poder dos que não têm poder.
Curioso é que, em lugar de fazer outro milagre para curá-lo de suas dificuldades, o Senhor envia para a batalha o velho Moisés com sua língua pesada. Yahweh não quer intervir em favor de Seu povo com um poderoso e eloquente orador. Ele apenas supre Moisés com outra limitação: um velho sacerdote de 83 anos, Arão, seu irmão. É com essa dupla da “melhor idade”, no mínimo curiosa, que o Senhor vai cumprir Seu propósito colossal. Onde começa o poder de Moisés? Quando ele abandona as desculpas. Quando entende que o poder não é seu. O êxodo não depende dele. A palavra é de Deus. Os recursos são de Deus. A libertação é do Senhor. Ela não vem do homem, não importa quem seja o homem. O poder não depende da habilidade, mas da disponibilidade. (clique aqui para ver o Comentário da Lição da Escola Sabatina)

Meditações Diárias – Meditação Matinal – Janeiro 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

As Coisas Novas de DeusMeditações Diárias 2014 – 1º de janeiro
Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Isaías 43:18
Em uma rápida leitura do verso de hoje, poderíamos concluir que Israel estava sendo convidado a esquecer-se de seu passado negativo. Não deveria se lembrar dos capítulos escuros, de fracassos, idolatria, prostituição e desvios da vontade de Deus. Sem dúvida, havia na história do povo escolhido muito para ser esquecido.
Contudo, em uma leitura mais atente, os versos 16 e 17 parecem indicar, pelas referências às intervenções divinas, que o que deveria ser esquecido era o passado positivo, e isso pode parecer mais confuso. Deveriam se esquecer do êxodo, da travessia do Mar Vermelho e da vitória sobre o arrogante Faraó?
Todos nós temos um passado negativo que deve ser esquecido. Falhas, desvios ou ocasiões em que fomos vítimas inocentes dos caprichos da vida. Muitos vivem em casas muradas, amedrontados por fantasmas do “ontem”. Nenhum avanço é possível enquanto estamos olhando a vida pelo retrovisor, perdendo novas oportunidades. Por outro lado, há o perigo de nos tornarmos prisioneiros do passado positivo, em que o sucesso, realizações e mesmo bênçãos concedidas tornam-se grandes obstáculos para qualquer avanço. Assim como há os que vivem assustados pelas experiências do passado negativo, há também os que são prisioneiros em palácios de recordações, nostalgia e saudosismo, sem nada esperar do futuro. Vivem acomodados naquilo que “aconteceu”. Isso é uma realidade em muitas áreas da vida. No casamento ou na vida profissional.
O verso 19 sugere outra realidade: “Eis que faço coisa nova”. A questão não é simplesmente esquecer o passado, mesmo que ele seja positivo, mas não permitir que o passado nos limite, como se Deus não tivesse nada mais para fazer por nós. Desse ponto de vista, o texto de Isaías que nos orienta a não nos lembrarmos “das coisas passadas” tem um extraordinário apelo para nós neste primeiro dia do ano. As coisas novas de Deus não nos permitem ficar acomodados. Não importa o que Ele já tenha feito em seu favor, você ainda não viu nada. Isso é verdade não por causa de nossa criatividade, mas por causa dEle, que sempre Se excede no que faz. Olhe com confiança para o que está à sua frente. Ele fará coisas novas por você, em sua vida espiritual, em seu casamento, família, atividades, estudos e realizações. Creia, o melhor está à frente!
Rumo ao DesconhecidoMeditações Diárias 2014 – 2 de janeiro
Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, [...] e partiu sem saber aonde ia. Hebreus 11:8
Abraão figura no Antigo Testamento como exemplo de fé. Estabelecido e bem-sucedido em Ur dos Caldeus, ele ouve o chamado divino: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei” (Gn 12:1-3).
O próximo verso diz: “Partiu, pois, Abraão, como lho ordenara o Senhor” (v. 4). Imagine o que estava envolvido em tal decisão. Abraão, a essa altura, não era nenhum jovem. Precisaria cortar os laços, as amizades e as conexões.
Seria preciso sair da área de conforto. Do ponto de vista do senso comum, uma inconsequência. Sair sem destino certo. Fundar uma nação? Essa era uma dificuldade adicional: ele não tinha filhos, com a agravante de que sua esposa era estéril. Contudo, Abraão levou adiante seu projeto de obediência. Deixou Ur. E Deus honrou Seu lado do compromisso.
No início de um novo ano, em certa medida, como Abraão, não sabemos para onde estamos indo. Nenhum de nós tem o poder para prever dez minutos adiante. Cada dia será um “país” ainda não visitado, no qual devemos entrar. Doze meses para serem explorados. Todos nós somos pioneiros da vida. Andamos e ao mesmo tempo abrimos a picada. Nesse segundo dia do ano, olhamos para o futuro, sem saber o que o amanhã nos reserva. Não podemos dizer se ele vai nos sorrir ou se vai nos trazer perdas, desapontamentos e desencantos. A distância, o futuro parece ter as mãos escondidas, e não sabemos se ele vai nos ofertar flores ou espinhos.
Há alguma forma de termos segurança? Como enfrentar o desconhecido? Como o salmista, podemos dizer: “Tu és o meu Deus. Nas Tuas mãos, estão os meus dias” (Sl 31:14, 15). Se você estiver disposto a reconhecê-Lo como seu Deus e nas mãos dEle colocar seu futuro, Ele cuidará de você. Não sabemos o que o futuro nos reserva, mas sabemos quem governa o futuro. Não sabemos o que nos aguarda o amanhã, mas sabemos que Deus já está lá. Creia que Ele guiará você. O terreno à frente poderá estar minado, mas o Altíssimo não conhece surpresas ou imprevistos. Entregue a Ele sua vontade, mesmo fraca e dividida. Fique perto dEle. Ouça com atenção Sua voz. Observe Seus sinais. Obedeça ao que você já conhece de Sua vontade. Ele será sua sombra, à direita e à esquerda, sua fortaleza e escudo.
Terrores e males não o assustarão. Sob Suas asas, você estará protegido.
Plus UltraMeditações Diárias 2014 – 3 de janeiro
Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo. Filipenses 3:13, 14
Durante grande parte da Idade Média, a Espanha foi a senhora dos mares. Por possuir vastas terras em colônias nas duas costas do Mediterrâneo, ela julgou que não havia mais nada para ser conquistado. Tal mentalidade foi imortalizada em moedas espanholas do período. Numa das faces, foi cunhada a imagem das Colunas de Hércules, na extremidade oriental do Estreito de Gibraltar, que segundo a mitologia fora construída pelo próprio Hércules, o herói grego. Ao redor da figura das colunas, estava a inscrição latina Nec Plus Ultra, significando literalmente “não mais além”.
Aquelas colunas fixavam não apenas o limite geográfico além do qual nada mais se esperava descobrir, mas determinavam também uma disposição mental de acomodação ao que já fora realizado. Com o tempo, Colombo e outros exploradores surgiram, dominados pela paixão de descobrir o que deveria haver além das Colunas de Hércules. Com grandes riscos, eles partiram para singrar “mares nunca dantes navegados”. O resultado é história. Encontraram novas fronteiras, novos mundos, novos continentes, novas civilizações. Convencida de seu engano, a Espanha emitiu novas moedas. Nestas permaneceram as Colunas de Hércules, mas mudou-se a inscrição para Plus Ultra, “mais além”.
“Mais além” representa um estado de espírito, de busca permanente, de insatisfação com nossas realizações. Representa o desejo de perseguir novos horizontes, de expandir limites, de superar antigas expectativas consagradas pelo uso, mas, por outro lado, desatualizadas pela mão ferruginosa do tempo e das circunstâncias. Plus Ultra representa, sobretudo, uma marca de Deus no ser humano. Um aspecto indomável do espírito humano em suas tentativas de superar-se, de estabelecer novos “recordes”, na busca da excelência e do aprimoramento. Evidentemente, não precisaríamos mudar nada se o mundo, as circunstâncias e nós próprios não mudássemos. As mudanças constantes ao redor e em nós impõem a necessidade de novos experimentos, novos horizontes, novas estratégias, que melhor se ajustem às mudanças.
Devemos lembrar-nos de que, na vida, as fronteiras reais não são definidas pelos pontos cardeais, leste ou oeste, norte ou sul. Elas estão onde quer que nos deparemos com um novo desafio. Deus o convida a enfrentar o novo ano a partir dessa perspectiva.
O Futuro Não Depende de IsaqueMeditações Diárias 2014 – 4 de janeiro
Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto. Gênesis 22:2
Abraão entra na história bíblica como um ilustre anônimo. Uma noite, o Senhor o leva para fora de sua tenda e manda que ele olhe para o céu, o firmamento estrelado (Gn 15:5), indicando que sua descendência seria incontável como aqueles milhões de pontos luminosos. Promete-lhe incontáveis gerações. Reis viriam dele. Diz-lhe que o próprio Messias nasceria de sua linhagem (Gn 17:4-8). Para Abraão isso era confuso, visto que ele não tinha nenhum filho, e a esposa, para complicar, era estéril. Mais desconcertante ainda é que, depois disso, Deus tornou-Se estranhamente silencioso acerca da questão. Pelo que indica a Bíblia, Ele não tocou mais no assunto.
O tempo passou. Sara atingiu a menopausa, e eles sabiam o que isso significava. O que antes era difícil tornara-se impossível. Abraão tinha 100 anos; Sara, 90. Ainda não tinham nenhum filho. É apenas no capítulo 21 que encontramos o relato em que Sara concebe: “Deu à luz um filho a Abraão na sua velhice” (Gn 21:2, 3). O milagre acontece. Uma criança nasce, contrariando as leis naturais. Abraão agora julgava entender a Deus. O futuro parecia assegurado.
Mas você sabe que a história não termina aí. No capítulo 22, Deus volta a Abraão. Sem qualquer advertência, sem qualquer preparo, sem mesmo uma introdução ou explicação, simplesmente entrega uma pequena mensagem: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, [...] oferece-o ali em holocausto.” Você pode imaginar o estado mental desse homem? Afinal, aquele era Isaque, o filho da promessa, de quem o futuro dependia. E não há qualquer registro de que Deus tenho dito: “Abraão, Eu sei que isso pode lhe parecer confuso. Mas confie em Mim. Eu sei o que estou fazendo.” Não há nada deste gênero.
Você vê o que Deus está dizendo a Abraão por meio desse evento? E o que Ele também está dizendo a todos nós? O que o Senhor está demonstrando é que o futuro realmente não depende de Isaque, mas dEle. E Deus diz o mesmo a você, em meio às questões e quebra-cabeças da vida. O futuro não depende dos “Isaques”: familiares, emprego, conta bancária, recursos, saúde ou os amores que nutrimos e em que confiamos. Esses podem nos trair e abandonar. Seu futuro não depende de seus “Isaques”, mas de Deus. Essa é uma grande lição a aprender!
Ver o Que Já ExisteMeditações Diárias 2014 – 5 de janeiro
Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água. Gênesis 21:19
Para um grande número de pessoas, a religião é primariamente uma coleção de crenças que deve ser aceita ou uma série de rituais e
fórmulas. A religião real, contudo, é uma forma de ver. Ela não muda os fatos do mundo em que vivemos, mas transforma nossa maneira de ver e interpretar esses fatos. As circunstâncias podem permanecer as mesmas, porém nossa leitura delas é alterada, permitindo-nos experimentar uma libertação antes desconhecida e viver em outro nível da existência.
O capítulo 21 de Gênesis narra a história de Agar, a concubina de Abraão, que havia concebido um filho do patriarca, naquela tentativa de sua esposa de “ajudar” o plano divino. Mas agora, dominada pela inveja e ciúme, Sara resolve se livrar de Agar e de seu filho. Banidos, os dois estão errantes, perdidos no deserto de Berseba, sem água. A criança está a ponto de morrer de sede. Em desespero, a mãe coloca o menino à sombra de um arbusto e se afasta para não ver o desfecho do drama. Então o texto bíblico acrescenta que Agar “levantou a voz e chorou” (v. 16). “Deus ouviu a voz do menino” (v. 17). Quando as Escrituras dizem que Deus “viu” ou “ouviu” alguém em desespero, isso invariavelmente significa que Ele está para agir. Em nossa percepção, qual deveria ser a ação divina? Esperaríamos que Ele criasse um oásis com palmeiras verdes e uma cascata de águas cristalinas e refrescantes. Mas não é isso que lemos. Deus não realizou um milagre em nossos termos.
“Abrindo-lhe os olhos, viu ela um poço de água” (v. 19). Deus, ao que parece, não criou recursos que não existiam antes. O milagre se operou em Agar, para que ela visse o poço que passara despercebido. Assim, o mundo que momentos antes havia sido visto como árido e cruel, sem qualquer esperança, agora parece viável, oferecendo sustento à vida. O poço estivera lá todo o tempo. O mundo nunca fora inteiramente cruel e sem esperança, mas, até que Deus lhe abrisse os olhos, Agar via a vida apenas como uma futilidade. Talvez este seja seu problema hoje. Pela atitude negativa e desespero, podemos não enxergar os recursos disponíveis. Ore para que Deus lhe abra os olhos. Se não pudermos ver, então até mesmo os milagres, para não falar dos “poços” ao redor, passarão despercebidos.
Harpas nos SalgueirosMeditações Diárias 2014 – 6 de janeiro
Às margens dos rios de Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas. Salmo 137:1, 2
O contexto deste salmo é o exílio babilônico. Da antiga glória restara apenas devastação. Ecos distantes relembravam em lamentos nostálgicos os dias do passado, quando Jerusalém fora escolhida pelo Senhor para o lugar de Sua habitação. Sião é o nome poético de Jerusalém, da qual nada sobrara, senão um imenso vazio. Junto às águas de Babilônia, o país do cativeiro, os israelitas se assentavam e choravam.
Para esses israelitas, o pranto era mais que uma saudosa lembrança; ele expressava a tragédia do ideal perdido. Os vitoriosos babilônios, indiferentes ou cínicos, abriam ainda mais a ferida. “Ouvimos que vocês israelitas são bons cantores”, diziam com escárnio. “Celebrem para nós a majestade e a proteção do seu Deus.” Mas os desolados e confusos exilados haviam pendurado suas harpas, e apenas conseguiam expressar uma queixa fúnebre: “Como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?” (v. 4). Eles se recusaram a cantar, e as harpas permaneceram mudas. Perderam, contudo, uma oportunidade de testemunhar. Cantando, teriam demonstrado aos opressores que nem tudo estava perdido. Deus não fora conquistado. A última palavra ainda não fora dita.
Está você vivendo no “país distante” das derrotas, apertado por nostalgias? Os israelitas poderiam ter demonstrado que a presença de Deus não está limitada por geografia ou circunstâncias, porque, afinal, “nada nos pode separar do amor de Deus” (Rm 8:38, NVI). Aprenda a levar louvor aos lugares de opressão. Talvez seja no lar, entre parentes incrédulos. No local de trabalho, onde você se sente solitário, ou no exílio de suas depressões. Outros acham difícil cantar o “cântico do Senhor” na terra estranha dos desapontamentos, das perdas e perplexidades.
Mais que ninguém, Jesus viveu em terra estranha. Porém, Ele recusou pendurar Sua harpa nos salgueiros de Seu exílio. Ele deve ter cantado em muitas circunstâncias da vida, mas apenas uma vez o Novo Testamento registra que Ele cantou. Sabe quando? Na noite escura de Sua grande prova (Mt 26:30). Lembre-se disso sempre e anime-se.
Tudo é VaidadeMeditações Diárias 2014 – 7 de janeiro
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Eclesiastes 1:2
Na arte ocidental, a vaidade é frequentemente representada por um pavão. Na Bíblia, ela é simbolizada por uma prostituta, Babilônia, pesadamente coberta de joias e adornos. Na alegoria secular, a vaidade é entendida como um dos vícios humanos. Na Renascença, a vaidade foi representada por uma mulher reclinada num sofá, com um espelho, penteando os cabelos. Outros símbolos da vaidade incluem joias, moedas de ouro, uma carteira e frequentemente a figura da própria morte.
Em sentido bíblico original, a “vaidade” não se referia primariamente à obsessão pela aparência, mas à falta final de significado dos esforços humanos. Omnia Vanitas, tudo é vaidade, tornou-se, contudo, um objeto da arte. Em sua lista dos Sete Pecados Mortais, Hyeronymus Bosch representa a vaidade como uma mulher da burguesia se admirando num espelho, sustentado pelo próprio diabo. Por trás dela, encontra-se uma caixa de joias aberta. A famosa pintura de Vermeer, A Garota com um Brinco de Pérola, também é considerada um símbolo do pecado da vaidade, com uma jovem se adornando diante de um espelho, sem qualquer outro atributo alegórico positivo.
Talvez a mais impressionante peça de arte retratando a vaidade humana seja o quadro de C. Allan Gilbert. Uma bela e bem vestida mulher da nobreza está assentada em seu toucador, repleto de objetos ligados à luxúria, perfumes e cosméticos, iluminada por uma vela à direita. Mas o quadro é no fundo uma ilusão de ótica. Bem observado, ele é uma caveira, que reflete a moça, aparentemente enamorada de sua figura no espelho. No filme O Advogado do Diabo, Satanás, representado por Al Pacino, observa que “a vaidade é seu pecado favorito”.
Todas essas obras artísticas servem para advertir seus observadores sobre a natureza efêmera da juventude e da beleza, bem como da brevidade da vida humana e da inevitabilidade da morte. Salomão utiliza a palavra “vaidade” 35 vezes ao falar da vida “debaixo do sol”. O termo significa vazio, futilidade, vapor, aquilo que desaparece rapidamente sem deixar vestígios. Se do ponto de vista humano a vida parece fútil, por outro lado, resgatada por Deus, ela pode ter um extraordinário significado, servindo aos Seus propósitos e exaltando Sua glória. A escolha desse significado, somos nós que fazemos.
Olhando Para JesusMeditações Diárias 2014 – 8 de janeiro
Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2
Em 1954, nos Jogos do Império Britânico, em Vancouver, na corrida de 1.600 metros, dois grandes atletas competiam: Roger Bannister e John Landy. Landy, na frente, era seguido por Bannister, a uma curta distância. Os dois campeões se aproximavam da chegada. A multidão se levanta eletrizada. Landy sabia que seu competidor estava logo atrás, buscando alcançá-lo, mas onde estava ele?
Precisamente antes da chegada, Landy volta sua cabeça para localizar o competidor. Bannister, aproveitando esse momento psicológico, arremessou-se pelo outro lado, num último esforço. Uma estátua em Vancouver perpetuou esse instante no granito. Ela retrata um atleta rompendo com o peito a fita de chegada, enquanto o outro, a centímetros de distância dele, tem sua cabeça voltada para trás.
Hebreus 11 menciona uma “nuvem de testemunhas” formada por veteranos da mesma corrida como que encorajando seus sucessores. Hebreus 12:1 desafia os que correm a deixar toda distração de lado. O verso 2, então, enfatiza o maior de todos os estímulos: “olhando para Jesus”. Apenas três palavras, mas nelas está o segredo da vida.
Precisamos seguir em frente, olhando sempre para Jesus nas Escrituras. Olhando para Jesus crucificado como nosso substituto. Olhando para Jesus ressuscitado para encontrar segurança em Seu nome. Olhando para Jesus glorificado como nosso advogado. Olhando para Jesus revelado pelo Espírito Santo para, em comunhão com Ele, ter a purificação de nosso coração poluído e receber a iluminação de nossas trevas. Para experimentar a transformação da vontade rebelde e desenvolver resistência para enfrentar os assaltos do mundo, da carne e do diabo.
Venceremos olhando para Jesus, não para nós mesmos nem para nossos pensamentos, desejos e propósitos. Para Jesus, não para a piedade. Para Jesus, não para a posição na igreja ou para as doutrinas que professamos. Para Jesus, não para os irmãos, pois ao seguir seres humanos podemos errar o caminho. Para Jesus, não para os obstáculos da jornada. Para Jesus, não para tesouros temporais. Para Jesus, não para os pecados. Para Jesus, não para a lei. Para Jesus, não para as provações, a depressão ou as tristezas.
Como prosseguiremos? Olhando para Jesus hoje, outra vez e sempre!
A Mulher de LóMeditações Diárias 2014 – 9 de janeiro
Lembrai-vos da mulher de Ló. Lucas 17:32
Essas palavras foram pronunciadas pelos lábios de Jesus e soam como uma estranha advertência. O contexto trata dos últimos dias e de Seu retorno. Jesus então une isso a dois personagens do Antigo Testamento: Noé e Ló. Os contemporâneos de Noé e Ló eram grandes pecadores, mas Jesus não mencionou os pecados deles. Curiosamente, Ele faz referência às atividades ordinárias da vida: comer, casar, plantar, edificar (Lc 17:26-32). Esse é o aspecto central da questão. Consumidos pela marcha rotineira das coisas, eles estavam muito ocupados e não perceberam o que estava acontecendo. A advertência de Jesus não é contra as coisas comuns da vida, mas contra o perigo de torná-las nossa prioridade.
Assim vivia a Sra. Ló, absorvida pelas rotinas. Quando Ló armou suas tendas na direção de Sodoma (Gn 13:12), eles não tinham a menor ideia do que os aguardava lá. Na próxima vez que os encontramos, a família de Ló está bem instalada em Sodoma. As nuvens do julgamento estavam se formando sobre a cidade. Gênesis 19 descreve como Ló recebeu dois mensageiros divinos em sua casa (v. 12). Eles ordenam que ele reúna a família e saia. Ló tentou persuadir genros e filhas, mas eles não creram nele. Ló vivera muito tempo em Sodoma e perdera sua autoridade espiritual.
Finalmente Ló, a esposa e duas filhas solteiras são quase arrastados para fora, com o imperativo: “Não olhes para trás” (v. 17). As ordens divinas têm duas características: elas são objetivas e são claras. Mas a Sra. Ló desconsiderou a advertência. Olhou para trás e foi convertida numa estátua de sal (v. 26). “Lembrai-vos da mulher de Ló”, diz Cristo. O pecado básico da Sra. Ló é o pecado da desobediência. Seu olhar não é mera curiosidade, mas o resultado de muitos anos de rebelião contra Deus. Seu coração ainda estava em Sodoma, e ela não soube apreciar a nova chance.
Olhar para trás é sinal de uma mente dividida. A Sra. Ló chegou perto da salvação. Havia sido levada para fora de Sodoma e colocada no caminho do escape. Ela estava quase lá, nos portões de Zoar, a cidade de refúgio. Bastava dar alguns passos mais. Porém, “olhou para trás” e pereceu com a cidade condenada. Esta é a tragédia do “quase”. Quase salvo, completamente perdido. Quase dentro, completamente fora. Os que estiverem quase salvos não serão em nada diferentes dos que estiverem completamente perdidos.
Permanecer PreparadoMeditações Diárias 2014 – 10 de janeiro
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir. Mateus 25:13, ARC
Na parábola das dez virgens, a diferença entre os dois grupos é o preparo feito pelas prudentes. Todas elas têm lâmpadas, mas apenas a metade faz a provisão do óleo. Não que as dez não estejam exteriormente preocupadas: todas estavam aguardando o noivo. Além disso, todas se tornaram sonolentas (v. 5). A parábola não trata de crentes e descrentes, mas de duas atitudes diferentes entre os seguidores de Cristo. Embora sejam aparentemente iguais, é a crise que torna as diferenças evidentes. As loucas não tinham o óleo, a provisão do Espírito, a fé em Cristo. Fé fortalecida pela oração, confirmada pela vida de obediência. A demora foi o teste.
A demora do retorno de Cristo dificilmente pode ser explicada. O significado e o propósito de tal demora estão ocultos aos nossos olhos. Apenas parcialmente podemos entendê-la. Mas de que outra forma, senão por meio da demora, poderíamos ter sido incluídos? Se não fosse a demora, como poderíamos aprender a virtude da perseverança? Conheço indivíduos que gostam de acusar a igreja pela demora do retorno de Cristo. Tivesse Cristo voltado na década de 1890, como eles insistem, o que teria sido deles próprios?
Demorando o noivo, “foram todas tomadas de sono e adormeceram” (v. 5). Na hora mais escura, quando o sono era mais pesado e as forças estavam em seu menor nível de resistência, veio o noivo. Mas, na parábola de Jesus, a meia-noite não é sinal de desastre, mas a hora quando o Céu virá aos seres humanos para oferecer-lhes paz e felicidade afinal. No desfile, as tochas bailam em alegria. O cortejo segue em direção à casa da celebração.
As que não têm óleo, quando chegam ao local do banquete, deparam-se com a porta fechada. À luz do dia, as prudentes e as loucas parecem iguais. É à meia-noite que se estabelece a diferença que sempre existira, mas não podia ser claramente vista.
O ponto central da parábola é claro: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.” Nessa parábola, o retorno do Senhor é marcado por duas características: primeiro, o caráter repentino; segundo, o caráter inesperado quanto ao tempo. Como nos preparar? Esse é o tema de muitas orações,
pregações e hinos. Mas há algo mais importante do que se preparar para a vinda de Jesus. De fato, mais importante do que se preparar é permanecer preparado. Este é o grande desafio!
Acordando Com LiaMeditações Diárias 2014 – 11 de janeiro
Ao amanhecer, viu que era Lia. Gênesis 29:25
Jacó, no idealismo de seu amor quase idolátrico por Raquel, julgou que, se ele a tivesse, tudo estaria resolvido em sua vida. Na noite de sua grande fantasia, ele vai para a câmara nupcial pensando ter a mulher de sua paixão. Contudo, de manhã, “viu que era Lia”. Essa é uma miniatura das desilusões humanas, experimentadas desde o Éden. O que isso quer dizer? No fim, significa que, não importa onde coloquemos nossa esperança, “ao amanhecer”, encontraremos sempre Lia, nunca Raquel.
Provavelmente, ninguém, em tempos recentes, coloca a questão melhor do que C. S. Lewis, em seu clássico Cristianismo Puro e Simples: “A maioria das pessoas, se elas realmente aprenderam a olhar dentro de seu coração, saberia que aquilo que elas profundamente desejam é algo que nunca terão neste mundo. Há toda sorte de coisas que este mundo nos oferece, mas essas coisas nunca cumprem suas promessas completamente. Os anseios que surgem em nós quando amamos pela primeira vez ou quando pensamos em algum país distante [...] são anseios que nenhum casamento, nenhuma viagem ou aprendizado podem realmente satisfazer.”
Lewis não está falando aqui de casamentos malsucedidos ou planos que dão errado. De fato, ele está se referindo ao melhor. O melhor que podemos alcançar será sempre, por uma razão ou outra, sonhos incompletos. Se, como Jacó, você coloca todas as esperanças na pessoa com quem você se casa, você a esmagará com suas expectativas. Nenhuma pessoa pode dar à sua alma tudo aquilo que você anseia. Isso se aplica também às carreiras profissionais, negócios, posses e qualquer outra coisa que seja parte de nossos melhores planos neste planeta. Você pode pensar ter “Raquel” em seus braços, mas a realidade tem sua forma de fazê-lo despertar com “Lia”.
O grande problema é esperar muito daquilo que nunca pode corresponder às nossas expectativas. Então você pode condenar-se, acusar outras pessoas ou amaldiçoar o mundo, tornando-se amargo, cínico e vazio. Ou você poderá, como C. S. Lewis sugere, no fim do capítulo, reorientar o foco de sua vida em direção a Deus. Lewis conclui: “Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para outro mundo, algo sobrenatural e eterno.”
A Prova do PerfilMeditações Diárias 2014 – 12 de janeiro
Estando já manifestos como carta de Cristo, [...] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. 2 Coríntios 3:3
Oito enfermeiras foram assassinadas em Chicago, faz algum tempo, no apartamento onde viviam. A única sobrevivente, agitada, descreveu as características do assassino ao desenhista da polícia. Escondida debaixo de uma cama, ela pôde observar detalhes do agressor. O “retrato falado” foi espalhado pela cidade, entre policiais, nos hospitais, terminais do metrô e aeroporto.
Não demorou muito, um médico que atendia em um pronto-socorro ligou para os detetives, dizendo que estava tratando de um sujeito que se parecia com o homem do desenho. Assim, Richard Speck foi preso e, posteriormente, condenado. Hoje, centenas de desenhistas forenses, com a ajuda de computadores, trabalham em centrais de polícia em todo o mundo. São cada vez mais utilizados como poderosos aliados da lei, compondo perfis que facilitam a identificação de pessoas procuradas.
Retratos falados normalmente descrevem a fisionomia de criminosos. O Novo Testamento também apresenta um “retrato falado”. Porém, ele não descreve o perfil de procurados pela polícia. Pelo contrário, fornece características, linhas e contornos que identificam os discípulos de Jesus. Os cristãos são marcados por fé e conversão, reúnem-se na igreja, são dirigidos pelo Espírito Santo e permanecem em Cristo (At 11:21-29); agem como luz e sal (Mt 5:13-16); manifestam na vida o fruto do Espírito, que se desdobra em alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5:22, 23). A mais importante característica deles, segundo Jesus, é o amor: “Nisto, conhecerão todos que sois Meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35). Essa é a essência do caráter cristão, que Deus espera ver reproduzido na igreja.
Muitos gostam de insistir em insignificantes atos do desempenho humano como se esses fossem os traços mais importantes do perfil cristão. A dieta alimentar é um bom exemplo. Embora recomendável em si, não é o centro do ensinamento bíblico. Não é por acaso que Ellen White observa: “Muitos que se chamam cristãos são meros moralistas humanos” (Parábolas de Jesus, p. 315). Para ela, a “última mensagem de graça a ser dada ao mundo é uma revelação do caráter do amor divino” (ibid., p. 415). Ser moralista é infinitamente mais fácil do que seguir a Cristo de fato.
Mostra-me Tuas MãosMeditações Diárias 2014 – 13 de janeiro
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. Eclesiastes 9:10
Nas profundezas do ventre materno, a mão humana está formada por volta do quarto mês de gravidez. Depois do nascimento, nenhuma outra parte do organismo está tão associada ao comportamento humano. Com as mãos, trabalhamos, brincamos, amamos, curamos, aprendemos, comunicamos, expressamos sentimentos, construímos, criamos obras de arte. Quando nenhuma palavra no mundo é capaz de dizer o que queremos, as mãos se encarregam de dar o recado.
Do ponto de vista mecânico, as mãos representam um dos mais complexos instrumentos de todo o corpo. Composta de músculos, ligamentos, tendões, ossos e fibras nervosas altamente sensíveis, as mãos são capazes de executar milhares de tarefas com precisão. Para fazer o mais simples movimento, elas colocam em funcionamento um intrincado mecanismo. Elas podem substituir os olhos, os ouvidos e a própria voz. Cega e surda, Helen Keller é um exemplo famoso da imensa capacidade das mãos. Graças à espantosa sensibilidade de suas mãos, ela pôde comunicar-se com o mundo, descobrir a beleza da vida e tornar-se uma pessoa atuante e culta.
A medida de importância de qualquer parte do corpo é determinada pela área do cérebro reservada para seu uso. As mãos têm dois dos maiores espaços do cérebro, na área conhecida como córtex motor. Do nascimento à morte, as mãos quase nunca estão quietas ou cansadas. No período de vida de uma pessoa, as mãos se estendem e flexionam as articulações dos dedos pelo menos 25 milhões de vezes. Cada pessoa tem mãos diferentes de todas as outras. As pontas dos dedos com intrincadas linhas em relevo são responsáveis pelas impressões digitais, que só se desfazem pela decomposição. Elas dão a cada um sua identidade inteiramente única, inimitável e mais permanente do que todos os outros sinais que nos distinguem.
As mãos têm, contudo, outras marcas: bondade, serviço, graça. Como são suas mãos? Misericordiosas? Acusadoras? Impiedosas? Livres ou escravas de diferentes algemas? A quem servem elas: a Cristo ou ao diabo? São elas ternas? Mãos de oração? A cada dia as mãos estão escrevendo nossa biografia. O que as suas estão escrevendo? No texto de hoje, Salomão usa as mãos como metáfora. Deus nos dá as oportunidades; o sucesso depende do uso que fazemos delas. E as mãos têm aí um importante papel.
Mensageiros da MisericórdiaMeditações Diárias 2014 – 14 de janeiro
Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação? Hebreus 1:14
Provavelmente você já terá visto um antigo quadro em que duas crianças estão colhendo flores ao longo de um caminho, na encosta acidentada de uma montanha. Muito abaixo, espumeja em fúria a brava correnteza, perdendo-se na profundeza do abismo. O perigo salta aos olhos, e a possibilidade do desastre é evidente. Mas com indescritível expressão, por trás dos pequenos, ergue-se a majestosa figura de um anjo. Suas mãos estendidas denotam a prontidão com que podem agir. A bela fisionomia parece concentrar todo o interesse do Universo no objeto de seu cuidado.
O ministério dos anjos em nosso planeta é um claro ensino das Escrituras. Como mensageiros celestiais, os anjos são poderosos coobreiros de Deus na execução de Seus desígnios e vontade. Quando cercado pelos poderosos exércitos da Síria, Eliseu viu miríades de anjos, invisíveis aos olhos naturais, mas nem por isso menos reais. “Mais são os que estão conosco” (2Rs 6:16), exclamou o profeta, quando a cortina que separa o visível do invisível foi levantada. Fortes anjos aguardavam em silêncio o desfecho da crise. Anjos estiveram com Daniel na escura cova dos leões, quando tudo parecia perdido. Eles ampararam a Cristo em vários momentos de Seu ministério. Uma velha gravura retrata Jesus no Getsêmani, com a cabeça recostada no peito de um poderoso anjo. O Criador sendo confortado por uma de Suas criaturas. O quadro é de indescritível beleza!
Um anjo libertou Pedro da prisão romana. A forte escolta e as portas aferrolhadas são impotentes diante do emissário angélico. Paulo, sem amigos, riqueza ou posição, teve-os como assistentes. Todos esses momentos da história sagrada nos lembram de que não estamos sozinhos. “Na experiência de todos surgem ocasiões de profundo desapontamento – dias em que só predomina a tristeza, e é difícil crer que Deus é ainda o bondoso benfeitor dos seus filhos na Terra; dias em que o dissabor mortifica a alma, de maneira que a morte pareça preferível à vida. [...] Pudéssemos em tais ocasiões discernir com intuição espiritual o significado das providências de Deus, veríamos anjos procurando salvar-nos de nós mesmos, esforçando-se para firmar nossos pés num fundamento mais firme que os montes eternos; e nova fé, nova vida jorrariam para dentro do ser” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 162).
Enfrente os GigantesMeditações Diárias 2014 – 15 de janeiro
Não to mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. Josué 1:9
Faz alguns anos, num boletim de formatura da Faculdade de Teologia, transcrevi um belíssimo texto intitulado “A Fraternidade dos Não Envergonhados”. Posteriormente, escrevi-o como desafio numa carta para o meu filho Luccas, que interrompera o curso no seminário para passar um ano estudando alemão na Áustria. Creio que essas palavras deveriam ser o compromisso de cada cristão. Pessoalmente, elas me têm servido de estímulo em muitas circunstâncias:
Minha decisão está tomada. Sem olhar para trás, sem demorar-me ou permitir ser governado por vantagens pessoais, planos pequenos, sonhos infundados ou fantasias infantis.
Meu alvo é o Céu. Meu caminho é estreito. Meus companheiros são poucos. Meu Guia é confiável. Minha decisão é clara.
Eu não posso encolher-me diante do sacrifício, ser intimidado pela adversidade, negociar na mesa do inimigo, ponderar diante do apelo de popularidade ou vagar pelos caminhos da mediocridade.
Não desistirei nem me calarei até vê-Lo exaltado. Em oração, absolutamente decidido, permanecerei no longo corredor do serviço de Cristo.
Sou discípulo de Jesus Cristo. Lutarei enquanto tiver tempo, estarei comprometido com Ele até as últimas consequências, partilharei o que sei, servirei até que Ele venha.
E, quando vier para buscar os Seus, Ele não terá nenhuma dificuldade em reconhecer-me.
Um dos mais belos lemas do Antigo Testamento está expresso nas palavras seguintes: “Sê forte no Senhor.” Em situações desfavoráveis, reis, profetas e líderes de Israel foram desafiados a ser fortes em Deus. No início do século
20, em meio à gigantesca crise surgida da apostasia do Dr. John Harvey Kellogg, Arthur Daniells, então presidente da Associação Geral, assentado em desânimo no portão de sua casa, em Washington, recebeu uma carta enviada da Austrália por Ellen White. Nela, a voz profética aos adventistas encorajava Daniells a manter-se em seu posto. “Enfrente o gigante”, ela dizia. Daniells era desafiado a não se deixar amedrontar pelas circunstâncias. Quais são seus gigantes hoje? Enfrente-os no Senhor, e você verá que muitos não passam de gigantes de papel. Não são nada diante do Deus altíssimo.
Em Tempos de DificuldadesMeditações Diárias 2014 – 16 de janeiro
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. [...] Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo. Salmo 23:1, 2, 4
O salmo 23 é talvez o capítulo mais conhecido das Escrituras. Para milhões de pessoas, judeus e cristãos, esse é seu texto favorito. Nosso filho Mike o leva em sua Bíblia, digitado em letras bem grandes. É seu “sermão especial”, diz ele, e o recita de cor. Esse salmo tem enxugado muitas lágrimas e provido conforto para um número incontável de homens, mulheres, jovens e crianças.
Há, porém, algo que passa despercebido para a maioria de seus leitores. Observe algumas das linhas: “O Senhor é o meu pastor [...]. Ele me faz repousar [...]. [Ele] refrigera-me a alma [...]. [Ele] guia-me pelas veredas da justiça” (v. 1-3). Então, lemos: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam [...]. [Tu] unges-me a cabeça com óleo” (v. 4, 5).
Percebeu? Inicialmente, o salmista fala acerca de Deus e usa o pronome na terceira pessoa. Nesse caso, o autor sagrado fala a respeito do Senhor. Contudo, o pronome muda para a segunda pessoa, estabelecendo um tratamento direto. Em tempos difíceis, quando crises e inseguranças se tornam reais, ele fala com Deus, em diálogo, não a respeito de Deus.
Em tempos de prosperidade, tenho observado que muitos estão dispostos a afirmar suas ideias positivas a respeito de Deus. Falam sobre Ele. Quando circunstâncias difíceis surgem nas curvas da vida, contudo, eles entram em colapso, desespero e pânico. Concluem, de muitas formas, que “Deus não existe”. O autor do salmo 23 nos ensina, porém, que a verdade é precisamente o oposto. Quando as coisas vão bem, quando andamos em “pastos verdes”, Deus pode ser apenas uma noção abstrata. Deus é “Ele”, um Criador remoto, distante. Cremos nEle como cremos no Polo Norte. É algo intelectual, que nunca visitamos ou vimos. Mas quando as águas se turvam, quando nos encontramos envolvidos por ameaças e incertezas, caminhando no “vale da sombra da morte”, então é o momento em que Deus Se torna real. Não é mais uma abstração, um “Ele”. Deus então Se torna Alguém com quem conversamos, um “Tu” em diálogo íntimo.
Quem é Deus para você hoje? Apenas “Ele”, de quem você fala, ou Alguém com quem você se relaciona em confiança?
A Tirania dos SonhosMeditações Diárias 2014 – 17 de janeiro
Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador. Joel 2:25
No livro The Seasons of a Man’s Life (As Fases na Vida de um Homem), o psicólogo Daniel Levinson propõe que cada homem adulto passa por uma série de fases específicas, as quais envolvem crises pessoais que governam suas emoções e atitudes, e até mesmo modelam seu comportamento. Uma dessas fases acontece na metade da vida. Ele identifica essa crise como a fonte de muitas das infelicidades das pessoas. Levinson se refere a isso como a “tirania dos sonhos”.
Sem limitar essas fases aos homens, creio que todos iniciam sua jornada com sonhos de como a vida será – sonhos de amor, felicidade, fama, sucesso e fortuna. Esses sonhos, às vezes, significam o desejo de um futuro melhor que o presente ou simplesmente representam nossas expectativas e esperanças. O problema é que, muitas vezes, a vida não “entrega” aquilo que foi sonhado. Em determinado ponto da existência, pode-se concluir que nunca veremos a realização de nossos sonhos. Muitas vezes, isso gera um sentimento de fracasso, vazio, falta de sentido ou mesmo culpa.
De modo contrário às histórias infantis, como Branca de Neve e Cinderela, que terminam com o clássico “felizes para sempre”, a realidade tem sua forma cruel de desmentir os sonhos. O problema daquelas historinhas é que elas têm apenas um capítulo, enquanto a realidade da vida revela os desdobramentos de muitos capítulos. Tenho encontrado pessoas em “capítulos” avançados, algumas cujo casamento eu realizei ou pude presenciar como convidado. Diante de divórcios, separações e mesmo ódio entre eles, pergunto-me onde estão aquelas pessoas que deixaram a igreja com brilho nos olhos? E o que dizer de crianças e jovens promissores que cresceram para trazer desespero aos que os amam? Ou outros que andaram em círculos? Ou, ainda, pessoas que iniciaram algum projeto promissor para terminarem desiludidas e fracassadas? A realidade demonstra que “príncipes e princesas” se tornam sapos. Sonhos viram pesadelos.
Contudo, podemos nos libertar da tirania de velhos sonhos e sonhar novamente. Israel fora arrasado por pragas, resultado de sua infidelidade. Praticamente nada sobrara da antiga glória. O texto de hoje, contudo, garante que o Senhor restituiria os anos que haviam sido consumidos. Com Deus, você pode sonhar novamente!
Novas CriaturasMeditações Diárias 2014 – 18 de janeiro
Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17
Pessoas podem ser transformadas. Essa é uma verdade que atravessa as Escrituras desafiando o determinismo. Veja o exemplo de Judá, filho de Jacó, no fim de Gênesis. Judá foi um dos que maquinaram a morte de José. Embora não fosse o mais velho, ele aparece como líder entre seus irmãos. Poderia tê-los dissuadido do grande pecado que estavam para cometer, mas ele se omite. José é lançado em um poço e vendido para o Egito. Com calculada frieza, todos eles, com a aprovação de Judá, mentem para o pai, com uma túnica encharcada em sangue falso.
Considere agora Judá e seus irmãos, na presença de José, quando os fios de uma história que parecia encerrada aparecem em uma nova trama. José é uma desconhecida autoridade do Egito. Para testá-los, ele aprisiona Benjamim, seu único irmão da mesma mãe. Judá se adianta para representar os outros que estão aterrorizados. Fala de seu envelhecido pai e revela quanto ele ama o filho mais novo, cuja mãe morrera em seu nascimento. Descreve o custo emocional que fulminaria o patriarca se o filho mais jovem não voltasse. Judá usa a palavra “pai” catorze vezes, em dezesseis versos (Gn 44:19-34). A eloquência de seu apelo é comovente. Ele menciona a idade avançada do pai, mantido vivo como que por uma linha tênue. Propõe substituir o jovem (v. 33), como um tipo do próprio Messias, que viria de sua linhagem.
O que transformara sua vida? Antes insensível, agora desesperadamente tenta evitar um novo golpe sobre o pai. A ação do Espírito Santo o tornara substancialmente amadurecido, sábio e compassivo. Ele próprio sofrera a dor da perda de um filho (Gn 38:6-10). Ele entendeu o que suas ações de 20 anos antes haviam causado. Ele sabia que seu pai ainda demonstrava favoritismo, amando Benjamim mais do amava ele e os outros irmãos. Mas isso não provoca mais sua ira. Ele sabia que nunca iria mudar o pai. Ele apenas tinha poder sobre as próprias ações. Judá aprendera a perdoar e amar seu pai, colocando as necessidades dele em lugar das suas. Judá era um novo homem, e isso teve poderoso efeito sobre José, que começou a perceber como Deus estivera guiando cada detalhe de eventos confusos.
Querido leitor, não importa quem você seja hoje, você pode ser transformado em uma nova criatura, uma pessoa inteiramente nova.
Em Que Você Se Gloria?Meditações Diárias 2014 – 19 de janeiro
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14
Nos dias em que o Novo Testamento foi escrito, três nações se destacavam: os gregos se gloriavam no conhecimento, na força do intelecto, na filosofia humana; os romanos se gloriavam no poder, na força militar e na organização; os judeus se gloriavam no mérito da origem étnica, nas tradições religiosas de sua herança e nos sinais exteriores da religião como garantia espiritual.
No texto de hoje, o apóstolo Paulo sugere outra realidade na qual se gloriar. Paulo, o brilhante rabi, já experimentara toda a lisonja com a qual a carne pode seduzir e aliciar alguém: membro do Sinédrio, fariseu dos fariseus, zeloso, irrepreensível segundo a justiça que há na lei. Mas agora, converso a Cristo, ele conclui de forma surpreendente: “Nada, a não ser a cruz”! Por que alguém no mundo da igreja primitiva haveria de querer gloriar-se na cruz? Nos dias de Paulo, a punição capital entre os gregos era o envenenamento, a cicuta; entre os romanos, a decapitação; para os judeus, o apedrejamento. A cruz era reservada para os piores, como símbolo de vergonha e opróbrio. Por que haveria o apóstolo de gloriar-se na cruz? Pelo menos por cinco razões:
A cruz expressa a largura e profundidade do pecado. Muitos têm ideias erradas sobre a salvação porque têm ideias erradas sobre o pecado, e o diagnóstico errado leva à prescrição errada.
A cruz não apenas revela quem nós somos, governados pelo pecado, mas revela também quem é Deus. Faz-nos ver Sua graça e amor ilimitados.
A cruz é a única solução para o dilema humano. Como Naamã, o leproso, gostamos de olhar para a direção errada, os nossos “rios de Damasco”.
Paulo gloriava-se na cruz por causa de seu poder transformador. “Pela cruz”, diz ele, “o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.” Conforme Gálatas 6:15, pela cruz recebemos poder para ser novas criaturas.
Finalmente, a cruz é símbolo de serviço. Na cruz, pelo amor sacrificial, Jesus estabeleceu a norma de serviço. Seus discípulos são chamados a servir, produzir frutos e não viver em ociosidade improdutiva.
Todas as razões humanas para “gloriar-se” não passam de vaidade diante da glória que provém da cruz do Salvador.
A Ironia da CompetiçãoMeditações Diárias 2014 – 20 de janeiro
Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Filipenses 2:3
“Fama” e “fortuna” são a essência do “sonho americano” difundido hoje por todas as partes. Nessa mentalidade, desenvolvemos a síndrome do individualismo, a “cultura do eu”, acompanhada do espírito de competição. Essa mentalidade, injetada em nossas veias desde a infância, ensina-nos a ver os outros como objetos, degraus para alcançar nossas fantasias de sucesso, ou como obstáculos a serem superados. Não é por acaso que milhões de pessoas se sentem solitárias.
Tratamos todos como estranhos ou, pior ainda, como inimigos. Porque não conhecemos o frentista, o vendedor, o mecânico, a mulher atrás do balcão, suspeitamos que todos eles fazem parte de uma conspiração para nos enganar e tirar proveito. Assim, somos envenenados por um permanente espírito defensivo, o que destrói a possibilidade de nos relacionarmos positivamente e testemunhar nos encontros com as pessoas. As interações são marcadas por desconfiança e suspeita.
Mais grave ainda é quando aplicamos essa mentalidade aos círculos mais íntimos. Porque queremos ser o “número 1″ em tudo, competimos com todos, às vezes até dentro da família e na igreja, inibindo o espírito de abnegação e serviço. Já observou as camisetas que as pessoas usam, representando seu time, escola, classe ou grupo? Todos querem ser os melhores. Nas viagens em família, quando as crianças eram pequenas, às vezes parávamos em um parque e elas corriam para um brinquedo para gritar: “Cheguei primeiro, ganhei.” Parece que não estamos felizes se não deixarmos alguém para trás, negando assim o espírito de Cristo.
A expressão “uns aos outros”, no texto de hoje, é o termo grego allelous, que ocorre 54 vezes no Novo Testamento, com ênfase no relacionamento fraterno. Se praticássemos apenas a metade deles veríamos uma extraordinária transformação entre nós. Observe algumas ocorrências: “Não nos julguemos mais uns aos outros” (Rm 14:13); “Não mintais uns aos outros” (Cl 3:9); “Não faleis mal uns dos outros” (Tg 4:11); “Não vos queixeis uns dos outros” (Tg 5:9); “Ameis uns aos outros” (Jo 13:34; ver 1Jo 4:7, 11); “Acolhei-vos uns aos outros” (Rm 15:7); “Sede, antes, servos uns dos outros” (Gl 5:13); “Cooperem uns com os outros” (1Co 12:25); “Levai as cargas uns dos outros” (Gl 6:2).
Prazer na MisericórdiaMeditações Diárias 2014 – 21 de janeiro
O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Miqueias 7:18
Deus é justiça, mas as Escrituras nunca dizem que Ele “tem prazer” na justiça. Sabedoria e poder também são atributos essenciais de Deus, mas a Bíblia nunca diz que Ele “tem prazer” na sabedoria ou no poder. Se Deus fosse apenas justiça, então não haveria esperança para ninguém. Um quadro desse contraste é pintado na parábola do filho pródigo (Lc 15). O irmão mais velho tem “prazer em justiça”, mas o pai do pródigo se alegra na misericórdia.
Se você tem qualquer dúvida da misericórdia divina, leia novamente as páginas do Antigo Testamento. Israel com frequência transitou pelo caminho da apostasia. No livro de Juízes, encontramos um repetido ciclo:
A (apostasia), B (“bordoadas”), C (conversão), seguidos por D (novos desvios), para recomeçar o ciclo novamente. Mas o elemento constante nessas narrativas é a incansável permanência da misericórdia. O mesmo se repete na vida de pessoas. Pense em Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Jonas, Pedro e tantos outros. Jeremias 2:19 enfatiza: “A tua malícia te castigará, e as tuas iniquidades te repreenderão; sabe, e vê que mau e quão amargo é deixares o Senhor, teu Deus, e não teres temor de Mim, diz o Senhor Deus.” De fato, Deus fala por meio de nossos fracassos, indicando que mesmo aí Ele não nos perdeu de vista.
Você já ouviu que é fácil se perder? Não é bem assim que as Escrituras descrevem o caminho para baixo. A vereda do abandono de Deus é áspera e pedregosa. Inicialmente temos que desconsiderar a voz do Espírito apelando, acendendo luzes vermelhas e disparando alarmes. Então teremos que passar sobre o corpo ferido de Cristo, atravessado no caminho como grande obstáculo à perdição. Teremos que resistir aos açoites e advertências de nossas falhas e fracassos. E, em tudo isso, teremos que nos deparar com o desafio da misericórdia divina, que nos constrange com Sua graça incompreensível. Você está se sentindo distante de Deus? Enquanto você desce vales, cruza desertos e se fere em espinhos, Aquele que tem prazer na misericórdia espera você “cair em si” e voltar!
No celular de um rapaz que morreu no incêndio de uma casa noturna em Santa Maria, RS, um bombeiro encontrou mais de cem ligações vindas da mesma pessoa. “Mãe”, registrava o visor. Verifique a tela de sua consciência. As chamadas de Deus para você continuam insistindo.
O Escárnio da Vida Sem DeusMeditações Diárias 2014 – 22 de janeiro
Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração. O coração dos sábios está na casa do luto, mas o dos insensatos, na casa da alegria. Eclesiastes 7:2, 4
O livro de Eclesiastes é incluído na categoria da literatura bíblica de sabedoria. No hebraico, seu título significa “Palavras do Pregador”. O título em português é derivado do grego. Curiosamente o termo “eclesiastes” vem da mesma raiz da palavra para “igreja”, em referência àquele que fala a uma assembleia, um pregador. Eclesiastes representa uma visão realista, quase cruel da vida.
Francis Schaeffer, apologista cristão contemporâneo, observou que, se tivesse uma hora para falar a alguém sobre Cristo, ele falaria os primeiros 45 minutos sobre a ausência de significado da vida sem Deus. Essa é precisamente a abordagem de Eclesiastes. O livro pergunta de várias formas sobre qual é o propósito da existência humana. O que dá significado à vida? Se no fim todos morrem, qual a diferença entre justiça e impiedade? A seriedade com que esse tópico é tratado torna o livro de Eclesiastes relevante e atual. Não é por acaso que a expressão “debaixo do sol” aparece 29 vezes, indicando que afinal não existe qualquer esperança para o homem “debaixo do sol”. Nossas lutas, sonhos, trabalhos, realizações, relacionamentos e ambições são apenas exercícios de futilidade. Com a morte, aparentemente, tudo perde o significado. É tudo uma questão de tempo. Com uma agravante: a vida na Terra tem curtíssima duração.
Para nos despertar da alienação patológica, Salomão coloca valor precisamente nas coisas que tentamos evitar. O que o sábio afirma no texto de hoje é contrário ao pensamento comum. Nós gostamos de festas, risos, banquetes e carnaval porque essas coisas nos ajudam a escapar da realidade. Por que a casa do funeral é melhor? Porque ali somos forçados a refletir, o que de outra forma não faríamos.
Salomão está levando em consideração a vida como um todo. Isso não significa ser pessimista ou eliminar a alegria da vida, mas descobrir onde a verdadeira alegria e felicidade são encontradas em base permanente. Ao dizer que “debaixo do sol tudo é vaidade”, o sábio está nos relembrando de que a verdadeira satisfação é experimentada apenas nAquele que está acima do sol.
Desafio aos Fãs de JesusMeditações Diárias 2014 – 23 de janeiro
Para O conhecer, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me com Ele na Sua morte. Filipenses 3:10
É quase impossível crer que as mãos que estão manchadas de sangue, quando as encontramos pela primeira vez, escrevessem palavras tão ternas. Podemos dizer que este é o credo de Paulo, seu “manifesto”. Não mais orientado pela confiança na carne, sua paixão consumidora agora é conhecer a Jesus Cristo intimamente, partilhar do poder de Sua ressurreição e conformar-se com Ele em Sua morte.
Se, por um lado, a compreensão da verdadeira justiça humilha a justiça farisaica de muitos, por outro lado, a determinação de Paulo envergonha a superficialidade e falta de compromisso de outros. Muitos são “fãs”, “torcedores” de Jesus, para quem Ele é apenas uma “opinião”, sem qualquer impacto essencial. O lado oposto do legalismo é a inumerável multidão daqueles cuja fé não vai além da epiderme. Eles se entusiasmam em defender a “graça” e o “perdão”, mas se afastam quando o tópico é obediência, aquilo que Calvino classificou como “a face séria do evangelho”. Liberais, em geral, gostam muito de enfatizar a justificação, mas emudecem diante da santificação, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). Como Calvino ainda observa, “Deus não justifica aqueles que Ele não pode santificar”. Dizer aceitar a Cristo como Salvador, mas rejeitá-Lo como Senhor, pela falta de compromisso, representa apenas “graça barata”, nas palavras de Dietrich Bonhoeffer.
Nós temos a tendência de definir “fé” em termos de crença. Segundo Tiago, aquele que apenas “crê”, mas não chega a praticar sua fé, está no mesmo nível do demônio (Tg 2:19). As boas-novas, contudo, estão no fato de que o Senhor convida legalistas e fãs ao arrependimento. Nos evangelhos, Jesus diz “crê em Mim”, mas com frequência Ele também diz “segue-Me”. Os dois aspectos da fé verdadeira devem ser mantidos juntos, em equilíbrio. Uns dizem crer sem seguir, outros dizem seguir sem realmente crer nEle, uma vez que colocaram substitutos falsos em Seu lugar. Os legalistas devem crer em Jesus, não na lei, no “desenvolvimento do caráter” ou nas “leis de saúde”. Caráter e cuidado com a saúde são o resultado, nunca a base. Os liberais devem aprender a seguir a Jesus, e assim “conformar-se com Ele em Sua morte”; caso contrário, continuarão como “fãs”.
No Princípio Criou DeusMeditações Diárias 2014 – 24 de janeiro
No princípio, criou Deus os Céus e a Terra. Gênesis 1:1
É interessante que a Bíblia, o texto definitivo dos cristãos, nunca discute a existência de Deus nem busca apresentar provas da criação. As Escrituras apenas afirmam essas verdades. Em seu primeiro verso, “no princípio criou Deus os Céus e a Terra”, encontramos respostas para questões fundamentais: (1) Quando? “No princípio.” Isso sugere que o Universo ou a matéria não são eternos; a história não é circular. (2) Quem? “Deus”, não o acaso, conforme sugerem várias teorias hoje disponíveis no mercado.
(3) Como? “Criou”, ou seja, pelo método da criação. Não pela evolução nem pelo Big Bang ou algo semelhante. O verbo hebraico utilizado aqui para “criar” tem apenas Deus como sujeito. Significa criação do nada, por Sua palavra. (4) O quê? “Os Céus e a Terra.” A criação mencionada no Gênesis tem que ver com nosso sistema, não com o Universo como um todo.
Há, contudo, algo de sinistro no fato de que precisamente o livro da Bíblia designado a prover respostas para as questões humanas mais básicas (origem, propósito e destino) é exatamente aquele cuja credibilidade tem sido mais ferozmente atacada. Sem o Gênesis, entretanto, toda a Bíblia se torna completamente sem sentido. Não podemos, é claro, explicar a criação em termos científicos. Mas a teoria da evolução também não é ciência. É apenas uma “filosofia científica” que exige muita fé.
O que encontramos nas Escrituras são verdades reveladas inacessíveis à razão humana desajudada e inalcançáveis por seus métodos de pesquisa. A criação, como a encarnação de Jesus, a ressurreição, a ascensão e o segundo advento são objetos da revelação. Tendo por séculos resistido aos mais intensos ataques, a Bíblia continua afirmando sua mensagem fundamental: “No princípio criou Deus.” Ela pinta o quadro de um extraordinário paraíso, perdido por causa do pecado. Além de qualquer dúvida, as Escrituras esclarecem o caminho que este planeta tomou, e quanto custou esse desvio.
Então, com uma imensa seta indicadora, a Palavra de Deus aponta para o Calvário e a cruz em que Jesus morreu para corrigir a queda. Finalmente, nas mais vivas tonalidades, as Escrituras descrevem a restauração, quando se estabelecem o “novo Céu e a nova Terra”, onde viverão os santos do Altíssimo. E, o melhor, as mais gloriosas boas-novas do Universo registradas na Bíblia afirmam que quem quiser pode fazer parte dessa realidade renovada.
Brinde de PescadorMeditações Diárias 2014 – 25 de janeiro
Ele [Deus] mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Tiago 1:13, 14
Você já foi enganado alguma vez? Eu já. Comprei produtos, algumas vezes, baseado puramente em propaganda mentirosa. Só depois descobri que aquilo que adquirira era uma fraude. A propaganda, em grande parte, é feita de engano: lança a isca para que peixes abocanhem o anzol. Rubem Alves reconhece a “sabedoria psicanalítica” dos estratagemas da propaganda. Claro que não é possível pescar usando como isca um pedaço de ferro. Só é isca aquilo que as pessoas desejam. Peixe deseja minhoca, e, ao se aproximar do anzol coberto com o que deseja, se falasse, poderia exclamar: “Oh, um brinde do pescador!” E o desastre está feito… Assim é conosco. O que você deseja? Dinheiro? Poder? Sexo? Posses? Conforto? Prazer? Diversão? A base da tentação é a mesma para todos: desviar-nos da vontade de Deus. As formas variam e estão relacionadas com aquilo que desejamos. Essa é a isca no anzol.
As tentações vêm de duas direções: de dentro e de fora. As de dentro têm que ver com nossa natureza caída, naturalmente inclinada para o mal. Essas são despertadas pelas outras, as que vêm do exterior. Pela Palavra, Jesus venceu as tentações vindas de fora: “Está Escrito.” Essa continua sendo nossa fortaleza.
As tentações interiores, relacionadas com nossa natureza pecaminosa, segundo a sugestão do texto bíblico de hoje, podem ser vencidas pela poderosa ação divina, sob dois aspectos. O verso 18 fala do que Deus realiza em nós, isto é, a experiência do novo nascimento. Por meio dele, Deus implanta em nós uma segunda natureza. Agora, aquilo que estava na esquerda passa a estar na direita, e o que estava na direita passa a estar na esquerda.
O novo nascimento é ação inteiramente da graça de Deus.
A segunda estratégia aparece no verso 12: “Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança.” Isso também se realiza pela graça, mas com nossa participação: “Suportar com perseverança.” Na primeira, Deus entra com tudo; na segunda, nós também entramos com tudo. Nosso tudo é igual a zero, mas isso é a indicação de nossa determinação. E Deus honrará nossa “contribuição” fortalecendo-a contra o mal que nos assedia. Ore em sinceridade: “Senhor, quando tenho o desejo, tira a oportunidade. Quando tenho a oportunidade, remove o desejo.”
A Base do PerdãoMeditações Diárias 2014 – 26 de janeiro
Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Mateus 18:21
Em minha coleção de memórias, guardo duas fotografias que recebi de um irmão do interior de Goiás. Em uma, ele aparece de terno e gravata. Na outra… Bem, leia a história. Eu havia terminado o curso de teologia e, sem chamado, fui colportar na divisa de Goiás com o Pará. O grupo adventista ali era muito pequeno, formado talvez de 20 pessoas. Resolvi, enquanto colportava, fazer uma semana de oração. Na terça-feira, preguei sobre Romanos 12:17, 19 e 20: “Não torneis a ninguém mal por mal; [...] não vos vingueis a vós mesmos; [...] se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; [...] porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.”
Recebi, naquele fim de semana, uma mensagem via telégrafo vinda da então Missão Bahia-Sergipe. Era meu chamado. Deveria comparecer logo à sede da Missão. No sábado à noite, na pequena pensão, preparava-me para sair no domingo cedo. Então, aparece o irmão José, com as fotos. Ele explicou: numa sociedade, fora roubado pelo sócio e perdera tudo que possuía. Planejou a vingança para aquela semana. Disfarçado, como representado numa das fotos, vestido de saco, um enorme chapéu de palha e com quatro litros de gasolina, atearia fogo na casa do antigo sócio enquanto todos dormissem. Mas o Espírito de Deus falou ao seu coração naquela terça-feira.
Abandonou a ideia da vingança e veio dar-me as fotos. Uma era a representação. Quanto à outra, a de terno, disse: “Sou eu agora.”
Em seu livro Cristianismo Puro e Simples, C. S. Lewis observa que, dos ensinos de Cristo, o amor ao próximo é a virtude cristã mais impopular. Ele esclarece: “O próximo inclui o inimigo.” E assim “nos confrontamos com o terrível dever de perdoar nossos inimigos”. Os rabis, numa má interpretação de Amós 1:3, limitavam o perdão a três vezes. Pedro, conhecendo algo a respeito de Cristo, dobra o número, acrescenta mais um e pergunta: “Até sete?”
Jesus retira o perdão dos limites da matemática. Isso é possível apenas quando realmente tomamos consciência do quanto fomos perdoados por Deus. É nesse contexto que Ele conta a parábola do credor incompassível (Mt 18:2-35). A dívida maior é a sua dívida com Deus. A menor, a dívida de outros com você, em comparação, é insignificante. Se você é incapaz de perdoar, pergunte-se: “Entendi claramente aquilo pelo que fui perdoado?”
Remetente: Jesus CristoMeditações Diárias 2014 – 27 de janeiro
De longe Se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.
Jeremias 31:3
Imagine em suas mãos uma carta cujo remetente é Jesus Cristo:
Querido(a) _________________,
Primeiro, gostaria que você soubesse que Eu o conheço. Vi você nascer. Ouvi seu primeiro choro e contemplei o primeiro sorriso, já esquecidos por todos. Testemunhei seus primeiros passos, as primeiras quedas, os primeiros arranhões e a inocência inicial, que tornava tudo encantador a você. Vi as marcas da vida se acumularem enquanto você avançava. Algumas superficiais, outras mais profundas, que apenas você e Eu conhecemos. Sei de seus sonhos. Alguns castelos que se desfizeram, desilusões. Sei dos “príncipes que viraram sapos”. Algumas cicatrizes foram resultado de suas próprias escolhas, outras vieram de onde você menos esperava. De pessoas que não o amavam ou de outras que disseram amar você. Vi seu pranto, aberto ou reprimido. Coloquei suavemente minha mão em seu ombro muitas vezes. Talvez você nem tenha percebido.
Amei e amo você, porque você é único. Minha criatura especial. Capaz de coisas que só você pode realizar de forma tão exclusiva como são suas digitais. Você é singular. Sua forma de rir, chorar, pensar, agir e reagir é única. Vi você ganhar ou pensar que havia ganhado em algumas situações. Outras vezes, vi você perder ou pensar que havia perdido. No fundo, você gostaria de recomeçar tudo. Começar do marco zero. Iniciar com páginas em branco. Você pode! Isso lhe é garantido por Minha graça. Algumas marcas talvez fiquem, mas você pode tomar outra direção.
Não deixe ninguém desanimar você nem dizer que “não tem jeito”. Não deixe ninguém capturar você com filosofias, opiniões, promessas vazias e palavras que soam bonitas. Não permita que os poderes deste mundo escuro subjuguem seu coração. Lembre-se, você pode morrer para o pecado e assentar-se comigo nos lugares celestiais. Pense naqueles cravos enferrujados que Me transpassaram as mãos. Os cravos relembram o seu grande valor. Você é a razão de Meu sacrifício; é precioso o suficiente para que Eu suportasse o Calvário. Por você, Meu sangue escorreu para lhe dar nova vida. Os cravos relembram você a tomar sua cruz e seguir-Me. Lembre-se de que, afinal, não foram os cravos que Me prenderam à cruz; foi meu amor por você.
Seu amigo, Jesus.
A Batalha Pertence ao SenhorMeditações Diárias 2014 – 28 de janeiro
Chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor. Êxodo 14:10
Israel estava fora do Egito, mas a capacidade do inimigo de levar o povo de Deus de volta ainda deveria ser destruída. O próprio Faraó comanda a perseguição aos ex-escravos. Cavalos egípcios e suas carruagens formam um espetáculo terrível. Faraó provavelmente julgou que uma formidável demonstração de poder significaria uma rápida rendição. Em desespero, o povo começa a murmurar, considerando a relativa segurança do Egito melhor que a distante e talvez incerta terra prometida. Reação natural de antigos escravos. Todos nós, além de libertação externa, precisamos de libertação interna para que os vínculos com o passado sejam completamente eliminados.
Êxodo 14:13-15 registra cinco pequenas frases que constituem a mensagem divina com significado especial para os temerosos santos de todas as épocas. Primeiro: “Não temais.” Deus começou aqui porque é nesse ponto que o povo estava emocionalmente. Medo é nossa primeira reação diante do poder do inimigo. O medo nos paralisa e nos torna irracionais. Somos, contudo, chamados para descansar nAquele para quem nada é “difícil demais” (Jr 32:17, NVI). “Não temas” é uma frase comum nas manifestações de Deus. Deus é o mesmo ainda hoje, acalmando-nos em nossos espantos. Uma estatística informa que encontramos nas Escrituras a expressão “não temas” 366 vezes. Não é extraordinário? Uma para cada dia do ano, e uma adicional para os anos bissextos.
A segunda frase segue logicamente o primeiro comando: “Aquietai-vos.” A libertação do medo resulta em calma. A ordem não foi para Israel lutar. Ativismo é a idolatria da cultura moderna. Corremos afobados, em ansiedade. Tentamos resolver os problemas com a própria força, os próprios recursos e a própria sabedoria, desconsiderando que Deus existe. Estar quieto significa mais do que passividade, mas total dependência dAquele que tem todos os recursos. Significa “sair do caminho” e permitir que Deus seja Deus. Crer e esperar Sua intervenção, observando atentamente Seus sinais. Se você crê que está no lugar para onde Ele o guiou, permaneça calmo. Há fardos que podemos levar em submissão a Deus, mas há outros muito grandes e pesados para nossas forças. O Altíssimo não Se esqueceu de você.
A Libertação do SenhorMeditações Diárias 2014 – 29 de janeiro
O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis. Êxodo 14:14
O verso de hoje é a terceira frase divina no drama do êxodo. Ela envolve uma promessa. Como Israel, com frequência sofremos de “brancos” e nos esquecemos de quem é Deus. Olhe para trás, considere as intervenções divinas e espere dEle coisas maiores. Em Seu conhecimento da fragilidade humana, Deus deseja que aprendamos que “a salvação vem do Senhor”. Ele deseja que aprendamos a confiar nEle, o Alfa e o Ômega, Aquele que sustenta o mundo no espaço e que Se tornou responsável por nós. Assim, nossas batalhas se tornam Suas batalhas. Deus tem um código de honra inalterável: ninguém que confie nEle chora sozinho. Quando você chora, Ele sente o gosto do sal em Seus lábios. “Confie em Mim, confie em Mim”, Ele apela a você.
“O Senhor pelejará por vós” é o quarto comando, baseado na promessa anterior. Êxodo 13:18 sugere que Israel havia trazido armas: “Arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito.” Mas as armas do Egito não deveriam ser utilizadas. Nesse momento, os israelitas não precisam lutar. Essa não é a batalha deles. A quinta ordem aparece como uma instrução: “Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êx 14:15). Aqui está a parte humana. Israel deveria cruzar o mar. O povo fora antes instruído a ficar calmo. Queixa, lamento, murmuração e desespero não trariam nenhum resultado. Israel não deveria falar nem lutar porque Deus não precisa de nossas palavras ou armas. Em silêncio, o povo veria a libertação. Como já vimos, há coisas que não podemos fazer, e Deus não espera que as façamos. Ele prometeu fazê-las por nós. Por outro lado, há aquelas coisas que podemos fazer. Deus espera que as façamos, e Ele não prometeu fazê-las em nosso lugar.
Chegou você ao seu “Mar Vermelho”, onde não há saída aparente? Deus fará por você o que Ele prometeu. No verso 19, temos o incrível desfecho da história: “Então o anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e ia para trás deles.” Nas Escrituras, Deus é sempre descrito como líder, alguém que vai adiante. Mas aqui Ele Se coloca atrás. Talvez esse seja o único texto em que Deus Se põe na retaguarda. Por quê? Porque era lá que estava o problema. Onde está seu problema? Em seu lar, no trabalho, nas emoções, na saúde, nos hábitos, nos negócios, nos relacionamentos? Ele estará lá com você e por você.
As Primeiras Coisas em Primeiro LugarMeditações Diárias 2014 – 30 de janeiro
Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Lucas 12:20
Em janeiro de 1984, o senador Paul Tsongas, de Massachusetts, anunciou que estava deixando a política e não buscaria reeleição. Tsongas era um político em trajetória ascendente, favorito para a reeleição, e tinha sido mencionado como um candidato potencial para, no futuro, concorrer à presidência do país. Poucas semanas antes do anúncio, Tsongas descobrira que tinha uma forma de câncer linfático incurável.
A doença não o forçou a sair do Senado, mas o forçou a encarar a realidade da própria mortalidade. Ele não poderia fazer tudo o que talvez desejasse realizar. Então, o que realmente ele gostaria de fazer com o tempo que lhe restava? Concluiu que a coisa que ele mais desejava era estar com a família e ver os filhos crescerem. Isso, para ele, era mais importante do que participar na elaboração das leis da nação ou deixar seu nome em algum livro de história. Logo depois que sua decisão foi anunciada, um amigo lhe escreveu uma nota, congratulando Tsongas por definir corretamente suas prioridades. A nota dizia: “No leito de morte, ninguém jamais disse: ‘Eu gostaria de ter gasto mais tempo nos meus negócios.’”
Definir o que é prioritário na vida é um dos maiores imperativos. Coisas consideradas importantes hoje podem sofrer mudança radical quando as circunstâncias são alteradas e passamos a ver o que não víamos antes. No texto de hoje, Jesus usa a palavra “louco” ou “tolo” para descrever o homem que não incluíra Deus em seus planos. Mas o termo grego aphron não tem o sentido corriqueiro de tolice. No Antigo Testamento, a palavra “tolo” é usada para descrever aquele que rejeita o conhecimento e os conselhos divinos. É tolo aquele que planeja a vida como se Deus não existisse ou como se ele mesmo fosse eterno. A parábola envolve 11 pronomes possessivos.
Curiosamente, Jesus faz o julgamento do ponto de vista do pragmatismo materialista. Ele não menciona o reino de Deus ou as coisas eternas. Ironicamente, Ele diz: “E o que tens preparado, para quem será?” Isso redobra a tolice desse homem. O que lhe custou perda eterna seria deixado nas mãos de um herdeiro negligente. Frequentemente na vida, aprendemos muito tarde a considerar aquilo que realmente é importante. Faça uma avaliação de suas prioridades hoje mesmo.
Sabendo Uma Coisa e Fazendo OutraMeditações Diárias 2014 – 31 de janeiro
Disse mais Josafá ao rei de Israel: Consulta primeiro a palavra do Senhor. 1 Reis 22:5
Esta é uma das mais estranhas narrativas da Bíblia. O contexto é a guerra siro-efraimita, naquele momento em trégua por três anos. Ao longo do conflito, o reino do norte havia perdido várias de suas cidades para a Síria. Acabe, rei de Israel, decide então resgatar Ramote-Gileade, uma das cidades perdidas. Ele visita Josafá, rei de Judá, no sul, e o convida para participar de seu projeto.
No texto de hoje, Josafá decide que era necessário, antes, consultar o Senhor. Acabe, porém, temendo o que um profeta de Deus pudesse dizer para desencorajar a aliança, convida 400 de seus profetas, que, ele tinha certeza, seriam favoráveis à empreitada. Josafá não se impressiona muito com o circo criado pelos falsos profetas: “Não há aqui ainda algum profeta do Senhor para o consultarmos?” (v. 7). O velho profeta Micaías é levado diante dos dois monarcas.
Então toma lugar o que considero uma demonstração da extraordinária contradição da natureza humana. Josafá pergunta ao profeta do Senhor, preto no branco: Afinal, “iremos [...] à peleja ou deixaremos de ir?” (v. 15). A resposta, depois de alguns contrapontos, vem como uma clarinada fúnebre: “Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor” (v. 17). O veredito do Senhor está em clara oposição à mensagem dos profetas falsos. Acabe e seu exército tinham um encontro marcado com o desastre, onde ele próprio perderia a vida, apesar da tentativa de disfarce.
O paradoxo é que Josafá, o homem que queria ouvir a mensagem de Deus, age como se Ele não tivesse dito nada. Em palavras trágicas, o escritor sagrado registra: “Subiram o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade” (v. 29). Josafá dirige-se para uma batalha que ele já sabia estar perdida. Acabe morreu por uma flecha extraviada, e seu sangue foi lambido por cães. Josafá voltou humilhado para ser repreendido por sua rebeldia (2Cr 19:2).
Qual é nosso verdadeiro problema ao perseguir veredas que já sabemos serem “caminhos de morte”? Incredulidade? Rebelião? Insegurança? Receios? Estaria você, hoje, com os sintomas da “síndrome de Josafá”, pensando em contrariar a luz que já tem sobre determinada questão e, como o rei de Judá, sabendo uma coisa, mas fazendo outra? A história não está do lado da desobediência. Ao desobedecermos voluntariamente, também colheremos os resultados.