Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 12 – Morte e Ressurreição – 3º Trimestre – 13 a 20 de setembro de 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 11 – Sábado. 3º Trimestre – 6 a 13 de setembro de 2014

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Meditação Matinal – Meditações Diárias – Ligado na Videira – setembro 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus

1º de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Cuidando dos irmãos mais novos – Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações. Mateus 28:19
Você já observou a quantidade de pessoas que entram para a igreja e, em pouco tempo, desaparecem completamente? Isso o incomoda? Deveria. Há irmãos que chegaram, estiveram pouquíssimo tempo entre nós e sumiram sem deixar qualquer vestígio na igreja. Não foram objeto de nosso interesse.
É claro que o processo de evangelismo tem muito a ver com esse índice de “mortalidade infantil” de novos cristãos. Quando nossa preocupação dominante é batizar para alcançar alvos ou tem a ver com “números”, isso revela que estamos realmente preocupados conosco mesmos, e não com o destino eterno das pessoas. Roy Allan Anderson, um dos grandes evangelistas adventistas, observou que, em última análise, o que conta “não é quantos entram no tanque batismal, mas quantos entram pelos portões do reino de Deus”. O processo evangelístico manipulativo que pressiona pessoas a aceitar o batismo como um vendedor de carros faz com um comprador em potencial condiciona a apostasia precoce.
O processo evangelístico não pode entender seu alvo meramente em termos de “uma resposta ao apelo”, “vir à frente” ou “ser batizado”. O alvo do evangelismo não é alcançar decisões, mas fazer discípulos. O propósito bíblico da pregação é ajudar os candidatos ao reino a entender o significado e as implicações de ser um membro do corpo de Cristo. Se o batismo esgota todo o projeto evangelístico, estamos prostituindo o pleno significado da grande comissão (Mateus 28:19 e 20).
Contudo, como membro da igreja local, você tem uma parte em cimentar a decisão dos novos conversos. Aprenda a assimilar os que estão entrando para a igreja, e faça-os se sentirem parte da família de Deus. Segundo pesquisadores, cada novo membro deveria se identificar com pelo menos cinco amigos na igreja, nos primeiros seis meses de sua nova experiência. Esse período é crucial. Se eles não se sentirem imediatamente membros do corpo, desanimarão. Irão voltar para suas velhas amizades. Seja um mentor espiritual. Ajude os novos membros a se tornar discípulos de Cristo, a descobrir os dons recebidos e a utilizá-los. Ore com eles e por eles. Estimule-os para o desenvolvimento missionário. Adote-os. Estude com eles, fortaleça-os na fé. Se possível, convide-os para uma refeição em sua casa. Você será o maior beneficiado. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
2 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Somente para líderes – Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, [...] e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. Filipenses 2:10-11
Nossa reflexão de hoje não exclui ninguém. É inclusiva. Todos nós, no lar, no trabalho ou na igreja, exercemos bem ou mal a “função” da liderança. Todos somos líderes. Liderança não tem a ver com “posição”, cargos ou títulos, mas com a “função”. Liderança tem que ver com o serviço que prestamos a outros. Ela está mais relacionada com a influência que é exercida do que com assentar-se em cadeiras de couro ou ostentar títulos pomposos.
Henry Ross Perot, empresário do Texas, foi candidato à presidência dos Estados Unidos em 1992 e 1996. Perot era candidato independente. Em debates, Bill Clinton e George Bush, seus oponentes, o acusavam de não ter “experiência”. Com sarcasmo, Perot ironizava: “Vocês estão corretos. Não tenho nenhuma experiência nos becos sem saída criados pelo governo, pelos quais ninguém assume responsabilidade por nada, e todos acusam a todos. Não tenho experiência em criar o pior sistema de escola pública e a sociedade mais violenta do mundo industrializado. Não tenho qualquer experiência em administrar uma dívida pública de trilhões de dólares. Não tenho qualquer experiência em gastar dez anos para resolver problemas de dez minutos”. Então acrescentava: “Mas tenho muita experiência em realizar e ter as coisas feitas”.
Perot tinha a história ao seu lado. Brilhante empresário realizador, é um dos homens mais ricos da América. Um livro foi publicado sobre sua ação quando, em 1978, pessoalmente resgatou dois de seus funcionários que haviam sido feitos reféns em Teerã, no Irã, liderando um grupo pequeno de voluntários treinados para a ação. Perot é um extraordinário líder, que não tem experiência em fazer alardes políticos, mas que está acostumado a agir. O teste da liderança não é prometer, mas fazer.
Jesus é o supremo exemplo de verdadeira liderança. Sem utilizar marketing, propaganda, “vitrines”, “conchavos” e “promessas de campanha”, realizou a maior operação de resgate do Universo e exerce influência incomparável sobre milhões. Segundo uma clássica definição de liderança, “quando a simples lembrança de um homem é suficiente para levar-nos a dar o melhor de nós, estamos diante de um grande líder”. Então, Jesus é insuperável. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
3 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Impressionar ou influenciar? – E quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos. Mateus 20:27-28
Você é um líder em sua igreja? O que isso significa? Você pensa em liderança em termos de um cargo? Você já viu em algum jornal, na seção de classificados, o seguinte anúncio: “Procuram-se líderes”? Claro que não. Os classificados procuram médicos, carpinteiros, enfermeiras, pedreiros ou cozinheiras. A lista é infindável. Mas não existe anúncio procurando líderes. Por quê? Porque liderança não é um título, mas uma função. A ironia é que, no fundo, todos os anúncios de empregos estão procurando nada menos que líderes em diferentes áreas.
Muitos pensam em liderança em termos da habilidade de alcançar uma posição. Portanto, vivem permanentemente em busca de status, de cargos de chefia ou títulos. Pensam que uma vez lá, isso faz deles líderes. Uma coisa que os líderes em qualquer posição devem decidir é se desejam impressionar ou influenciar. Se você quer apenas impressionar, então títulos, símbolos exteriores de poder e posição podem lhe satisfazer. Mas essa é uma forma muito pobre de se viver. Influenciar, do ponto de vista cristão, é a impressão positiva que se faz baseada no serviço. E você pode influenciar sem ter qualquer título.
Dentre os tópicos de nossas fixações, o poder é um dos mais fortes. Pensamos que ele nos tornará importantes. Junto ao poder estão os seus “primos” sucesso e fama, que pensamos nos farão seguros e felizes. É necessário, contudo, que nossos ideais sejam reorientados, mudando nosso paradigma. Precisamos deixar de olhar a cultura secular, para focalizar nAquele que em Sua breve visita ao planeta Terra marcou para sempre a vida de milhões de pessoas. Seu estilo solidário de vida e serviço revolucionou para sempre nossa percepção de grandeza. Em apenas três anos e meio, Jesus Cristo encarnou os princípios vitais de liderança que transcendem tempo, espaço e cultura.
Jesus observou que o poder baseado em cargos é filosofia pagã (v. 25). Lembre-se: não há segurança nesse tipo de poder, porque ele é um atributo do tempo e das circunstâncias. Com o tempo, mudam as circunstâncias, e o poder é afinal subvertido. Você será tão forte e tão grande como aquilo pelo que você se ergue. Viva hoje para servir, ajudar e influenciar as pessoas na direção de Cristo e de Seu reino. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
4 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O líder perfeito – Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. João 7:46
Qual teria sido o maior líder de todos os tempos? Por todos os critérios de avaliação, Jesus Cristo reina supremo. Seu estilo de liderança encarnou todas as virtudes e nenhum defeito. Muitos livros publicados nos últimos anos focalizam, de forma analítica, Seus surpreendentes métodos. Jesus viveu menos de 34 anos. Suas atividades públicas não excederam a três anos e meio. Cercou-se de um pequeno grupo de seguidores, nenhum deles cujo nome merecesse um lugar na história.
Contudo, pouco depois de Sua morte, o movimento que Ele iniciara se expandiu grandemente, chegando a alcançar pessoas improváveis. Em alguns séculos, o império que O crucificara curvou-se aos Seus pés. Após dois mil anos, Seus seguidores somam mais de um bilhão de pessoas, e a cada ano milhões de novos cristãos são acrescentados. A organização que Ele fundou, a igreja, possuiu ramificações em todas as partes do mundo, sem qualquer sinal de decadência. Jesus inspirou tamanho grau de lealdade em Seus seguidores que o poder de sacrifício de milhões deles é incalculável.
Que métodos de liderança Ele adotou? Aqueles que consideram Jesus irrelevante para a vida moderna estão mortalmente enganados. Quem, além dEle, conseguiu produzir impacto tão permanente? Muitos executivos estão persuadidos de que os princípios de Jesus podem ser aplicados em qualquer área da vida: no escritório, na escola, na fábrica ou nos negócios. Considere Seu estilo: Jesus Cristo foi um grande planejador. Estava preparado. Escolheu Seus colaboradores cuidadosamente. Para preencher um cargo-chave, eliminou todos os obstáculos e alistou Saulo de Tarso. Ensinou e treinou. Foi absolutamente íntegro. Enfrentou a corrupção imediatamente. Nunca prometeu o que não poderia cumprir. Foi humilde. Soube valorizar a colaboração. Demonstrava prontidão em Suas respostas. Sabia como repreender. Desencorajou a bajulação e as disputas internas por posições. Foi um servo. Não vivia ansioso. Evitou a arrogância ou a megalomania. Era justo e imparcial. Aceitou os riscos de Sua missão. Cuidou das crianças e dos fracos. Deixou que os resultados falassem por Ele. Era inspirador. Nunca tentou servir a dois senhores. Imite-O em Sua vida e atividades, e você ficará surpreso com os resultados. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
5 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O líder modelo – Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. João 17:18
O legado de Jesus Cristo como líder constitui uma inspiração para todos, e Seu estilo de liderança deve ser colocado em prática por todos Seus seguidores. Ele foi o líder modelo: o mais revolucionário, capaz, solidário, dedicado e eficiente. Trabalhou com um grupo pouco promissor de “associados”, mas, apesar de severas disfunções, saíram para realizar com sucesso a tarefa para a qual Ele os havia treinado. E eles fizeram isso por uma razão básica: estar com Ele outra vez. Jesus os cativara.
Jesus apresenta dois aspectos decisivos em Seu perfil de líder. Primeiro, Ele triunfou sobre a grande tentação de usar Seus dons para benefício próprio. No deserto, Satanás ofereceu-Lhe várias “oportunidades de negócios”. Embora relacionadas com Seus dons, elas não estavam relacionadas com Sua missão. Seus dons foram usados para servir e ministrar aos outros. Ali estava alguém dotado com poder ilimitado. Ele poderia ter feito literalmente qualquer coisa. Contudo, não construiu nenhum templo nem sinagoga. Não se valeu de “vitrines”. Não entrou em nenhuma aventura comercial que poderia ter financiado Seu projeto. Sua missão era específica, e Ele Se manteve radicalmente fiel a ela.
Segundo, Jesus legou-nos o exemplo de Seu imperturbável contato com o “Chefe”. É claro que os líderes devem ouvir as pessoas e circunstâncias. Contudo, em primeiro lugar, devem definir quem é o “chefe”. Para muitos, o chefe é o espelho. Para outros, é o “cliente”. Jesus, em Sua encarnação, sabia quem era Seu “Chefe”. Encontrava-Se com Ele diariamente para alinhar Sua agenda e desempenho. Esse compromisso era inegociável. Nada o interrompia.
E você, já passou pelo “deserto da tentação” para definir como usar seus dons em uma liderança eficaz? Que palavras positivas melhor descreveriam você? Quem você é no dia a dia? Uma ponte? Um tijolo? Uma alavanca? Uma lâmpada? Uma chave? Você sabe quem é o “Chefe”? Tem tempo para Ele? Líderes necessitam desse encontro vital. O “Chefe” pode oferecer uma “vista aérea” das coisas, que tornará sua missão mais efetiva. Se você de fato reconhece que Deus ocupa esse lugar, irá se comunicar com Ele consistentemente para ouvir conselhos e reorientar suas prioridades. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
6 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O poder e as pessoas – 1 – Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós. Mateus 20:25-26
Pergunte a executivos e a pessoas que disputam ou ocupam posições de poder, e eles negarão ter interesse no poder em si. Muitos dirão que gostam de “assumir responsabilidade” ou de “partilhar suas qualidades de liderança”. Diversos políticos gostam de referir-se ao seu interesse em “educação”, “bem-estar social”, “saúde”, “responsabilidade fiscal”, mas poder? Nunca. Contudo, é do poder que eles costumam gostar. Alguns, como Lloyd Blankfein, um executivo norte-americano, insistem que estão apenas “fazendo a obra de Deus”.
Mauk Mulder, psicólogo holandês, procurou entender o que orienta a busca masculina por posições. Ele analisou ainda a atitude dos homens quanto à “negação do poder”. Suas descobertas foram utilizadas por Frans de Waal, renomado estudioso dos primatas, em seu livro Chimpanzee Politics
(A Política dos Chimpanzés). Para ele, os homens, como os chimpanzés machos, são parecidos na luta para chegar ao “topo” ou ser o “macho alfa”. Mas os chimpanzés, claro, não precisam preencher formulários nem dar entrevistas; por isso, não precisam mentir acerca de seus motivos. Para Waal, a luta humana por poder é uma razão de desespero pouco conhecida e estudada.
O livro de Waal observa que, em qualquer sociedade primata, os chimpanzés formam bandos para destronar o líder. Dois ou três se associam contra o “alfa” atual. Isso o deixa nervoso. O líder tenta, então, conter a hostilidade, fazendo todo tipo de concessões. Ele monitora os opositores e impede o contato entre eles, utilizando a estratégia da divisão, chegando a partilhar alimento e outras regalias. Observando fotos de chimpanzés do mesmo tamanho, o dominante parece muito maior porque ele eriça o pelo e caminha como um bípede, tudo na tentativa de deixar claro quem é o mandachuva.
Esses rituais de domínio não são estranhos entre os humanos. Pior ainda quando encontrados na igreja. Porém, Jesus disse que as práticas comuns entre os pagãos não são uma alternativa para os filhos do reino. Aqueles que se orientam pelo desejo de grandeza, em qualquer nível da igreja, e se valem de esquemas e manipulações para chegar ao “poder” ou se manter nele são um escárnio ao nome de Cristo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
7 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O poder e as pessoas – 2 – Perguntou-lhe Ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no Teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita, e o outro à Tua esquerda. Mateus 20:21
Como vimos ontem, as pessoas em geral gostam de negar seu interesse pelo poder. A própria psicologia gira ao redor do tema com terminologia complicada para camuflar os motivos sociais e as desigualdades evidentes entre as pessoas de um mesmo grupo. A verdade inevitável é que não só gostamos do poder, mas gostamos de fazer mesuras àqueles que julgamos terem “chegado lá”. Isso, claro, se não estivermos competindo com eles.
Para constatar uma das mais estarrecedoras evidências de quão importante o poder é considerado e o que ele significa para os homens, basta observar como muitos reagem quando o perdem. Considere a atitude de Richard Nixon, deposto da presidência dos Estados Unidos no escândalo de Watergate. Veja como sua reação é descrita por jornalistas norte-americanos no livro The Final Days (Os Últimos Dias): “Entre soluços, Nixon estava inconsolável [...]. Caiu de joelhos [...]. Inclinou-se e esmurrou o carpete com os punhos, gritando: ‘O que eu fiz? O que aconteceu?’” No livro mencionado ontem, A Política dos Chimpanzés, o autor observa que os macacos têm o mesmo tipo de reação. Segundo Frans de Waal, quando o chimpanzé macho mais velho, no grupo que ele estudava, estava em perigo de perder sua posição para outro macho, sua reação era inusitada. No meio do confronto, o animal repentinamente se deixava cair da árvore como uma maçã podre. Ele se contorcia no chão, gemendo tristemente, esperando ser consolado pelo resto do grupo.
Curiosamente, pessoas que perdem suas posições assumem um comportamento infantil como uma criança de quem se toma um brinquedo. Se os homens se tornam tão perturbados pela perda de cargos, não deveríamos, em sinceridade, reconhecer o “motivo do poder” por trás das máscaras e nos arrependermos? Os homens são seres hierárquicos. Onde quer que se reúnam, em instituições seculares ou, muitas vezes, na própria igreja, eles se organizam verticalmente. Sem isso, eles parecem infelizes. Mas, de acordo com Cristo, isso é deplorável entre Seus seguidores. Para Ele, a grandeza real é definida em termos de serviço humilde, sem palco, sem plateias e sem holofotes. Do contrário, estaremos servindo a nós próprios, embora pretendendo servir a Ele. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
8 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Herodes, Pedro e Tiago – Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão; e, tocando ele o lado de Pedro, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa! Então, as cadeias caíram-lhe das mãos. Atos 12:7
Em Atos 12, encontramos três histórias interligadas. Na primeira, o rei Herodes, que está no trono, mostra-se decidido a eliminar a igreja nascente. Aparentemente ele tem o poder nãos mãos, já manchadas pelo sangue de Tiago (v. 2). Em sua mentalidade política, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender Pedro (v. 3).
No fim do capítulo, Herodes cai ferido pelo anjo do Senhor, “comido de vermes” (v. 23), no momento em que ele parecia um ser divino para si mesmo e diante de sua corte e seu povo. Uma triste paródia da divindade (v. 22). Em seu orgulho e vaidade, Herodes resolveu “brincar de Deus” e se tornou um monumento do que representa a ilusão do poder. Os seres humanos continuam simplesmente humanos, não importa sua pretensão.
Pedro, condenado a morrer, aparece exausto e abandonado, por trás de sólidos muros, ligado por algemas a dois guardas, e vigiado por sentinelas postados nas portas de ferro da prisão (v. 6). Mas Pedro não fora esquecido por seus irmãos e irmãs. Aqui surge a realidade da igreja, a comunidade do Espírito, fundamentada sobre a oração. Pedro também não fora abandonado por Deus, que envia um anjo, ferindo de sono os guardas, eliminando as correntes e conduzindo o apóstolo para fora, despercebido de todos.
Tiago aparece num contraponto do texto bíblico, completamente nas sombras. Há apenas algumas palavras em estilo telegráfico. A história de Tiago sugere que a história da igreja não é apenas uma cadeia de vitórias e libertações como sugerem pregadores atuais. Da mesma forma, a vida humana é, por vezes, marcada por sofrimento, perplexidades, derrotas e morte.
Por que Pedro foi liberto e não Tiago? Não temos resposta conclusiva. Mas podemos entender que, no fim, não há nenhum esquecimento da parte de Deus, apenas participação no mistério da vida e morte de Jesus Cristo. A história de Tiago não é “deletada” como se não houvesse valor nela. Os antigos pais da igreja cunharam a expressão: “O sangue dos cristãos é a semente da igreja.” Esse é o ponto que Lucas deseja enfatizar. A narrativa conclui com uma inequívoca nota de triunfo: “Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (v. 24). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
9 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O trono perdido – O qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos e fazendo-O sentar à Sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir [...] E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, O deu à igreja, a qual é o Seu corpo, a plenitude dAquele que a tudo enche em todas as coisas. Efésios 1:20-23
Em 1979, o papa João Paulo II visitaria os Estados Unidos. Os detalhes e protocolos de preparação para a visita estavam na pauta do dia. O plano requeria precisão. Em Chicago, a maior arquidiocese católico-romana do país, os oficiais que estavam preparando a chegada do pontífice descobriram estarrecidos que o trono papal havia sumido. É costume na Igreja Romana manter-se em cada arquidiocese uma sala do trono para o caso de uma visita do papa. Mas, uma vez que nenhum papa jamais visitara Chicago e a esperança de uma visita dessa natureza fora abandonada, a sala do trono, na gestão do cardeal John Cody, havia sido transformada em uma sala de reuniões. Por isso, na semana da visita papal, os oficiais envolvidos nos preparos entraram em pânico, sem saber o que acontecera com o trono. Finalmente, a cátedra papal foi encontrada numa sala de objetos descartados, num colégio católico próximo.
O incidente tem uma dose de humor. Contudo, ele também relembra que a igreja pode perder não apenas a “sala do trono” e o trono. Como aconteceu por vezes em sua história, a igreja pode perder até mesmo o único e legítimo candidato a ocupar essa posição. Quem está entronizado em sua igreja? Algum líder humano? Quem se assenta no trono da vida individual dos membros de sua congregação? Quem controla o estilo de vida e as decisões diárias de sua igreja? Quem ou o que está entronizado e reina em sua vida?
O Novo Testamento insiste na suprema soberania de Jesus Cristo como Aquele que, pela cruz, foi feito o exclusivo Senhor da igreja. Imagine se a igreja “cristianizasse” todas as suas reuniões. Imagine se ninguém aparecesse com agenda pessoal, tentando manipular outros ou lutando para ser o centro e ter seus projetos aprovados. Isso certamente revolucionaria a igreja. Quando Hitler tentou subordinar a igreja a ele, na Alemanha, Karl Barth, conhecido teólogo, reagiu: “A igreja tem apenas um Führer [líder], e esse não é Adolf Hitler.” Pense nisso! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
10 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O dom supremo – Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. 1Coríntios 13:13
O que é realmente importante na vida? Qual o bem supremo? O que é essencial e merece absorver nossa lealdade e comprometimento? Pessoas de todas as épocas têm feito essas perguntas a si mesmas. Muitos têm considerado a fé como a grande virtude. Contudo, no texto de hoje, Paulo leva-nos à essência do cristianismo. Mencionando a fé, a esperança e o amor, ele conclui: “O maior destes é o amor.”
Em 1 Coríntios 13, encontramos a sublime anatomia do amor. O amor é comparado com uma lista dos dons altamente considerados nos dias do apóstolo, como falar em línguas, profetizar e exercer caridade. O amor é maior do que todos esses dons, porque o fim é maior que o meio. Deus é amor, e o propósito final do amor é tornar o homem mais semelhante a Deus.
Depois dessa constatação, o apóstolo analisa o amor. Aqui nos deparamos com seus ingredientes. Inicialmente, vemos o que ele é: paciente e benigno. Então, o que ele não é: invejoso, leviano, vaidoso, indecente, egoísta. Imagine viver com pessoas movidas por um amor como esse ou, melhor ainda, ser uma pessoa motivada por essa grande força! Imagine um lar, uma igreja e uma escola assim, em que a preocupação básica das pessoas é o bem dos outros!
Paciência, bondade, generosidade, humildade, cortesia, altruísmo… O amor é um princípio que invade cada área da vida. O amor tem relação com aquilo que conhecemos. O teste real da religião não está no reino do desconhecido, mas dentro dos relacionamentos diários. Por isso, se não amamos aqueles que vemos, como amaremos a Deus, que não vemos? (ver 1Jo 4:20). O amor é o hálito de Deus que transforma as coisas ordinárias. O amor é bondoso, diz Paulo. Bondade é o amor em ação, a maneira como Cristo viveu. O amor não busca os interesses próprios. Segundo Jesus, a felicidade não é encontrada em “ganhar” e “acumular”, mas em ofertar e servir. Assim, podemos ver que dois terços da humanidade, ou mais, estão correndo na pista errada.
Finalmente, Paulo apresenta a defesa do amor. Por que ele é maior? Porque o amor permanecerá para sempre. Tudo mais é temporário e passageiro. Você pode pensar em algo que vai durar para sempre, exceto o amor? O amor está ligado com a vida e com próprio Deus. O amor é o teste da religião. Na cena do juízo final, em Mateus 25, a pergunta será: “Você amou?” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
11 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Reavivamento e reforma – Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. 2Crônicas 7:14
Qual é a maior necessidade da igreja hoje? Mais recursos? Novos programas? Meios de comunicação mais eficientes? Acesso mais amplo às mídias? Membros influentes? Ao contrário da cultura imediatista que nos cerca, Ellen White considera que a maior e mais urgente necessidade da igreja é um “reavivamento da verdadeira piedade” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 121). No mesmo contexto, ela faz duas observações cruciais: (1) buscar o reavivamento deve ser nossa “primeira ocupação”; (2) se estivesse em seu poder, Satanás impediria a possibilidade de qualquer reavivamento.
Alguns enfatizam reforma sem reavivamento. O foco é colocado exclusivamente em mudanças exteriores, que facilmente se degeneram em legalismo. Outros insistem em reavivamento sem reforma, que se torna em fé morta. Os dois polos da elipse devem ser mantidos juntos. Iniciamos com verdadeiro reavivamento, com as suas três marcas básicas: (1) retorno às Escrituras, (2) espírito de oração e (3) fervor missionário. Tais elementos devem ser acompanhados, então, de mudanças reais na vida.
No momento, fala-se muito de “reavivamento e reforma”, o que pode facilmente ser entendido como mais um programa da igreja. O problema é julgar que, porque estamos falando de “reavivamento e reforma”, estamos automaticamente participando dessa esperada realidade. É mais ou menos como alguém que, convencido de que precisa praticar atividades físicas, compra uma esteira ergométrica. Então, feliz com a iniciativa, a instala no quarto e passa a contemplá-la com entusiasmo. Às vezes, até a liga e fica observando, deitado, a esteira correr sozinha, planejando que algum dia ele irá se exercitar. Nesse caso, a esteira não faz qualquer diferença concreta. Na realidade, pode até tornar sua condição mais perigosa, porque dá à pessoa uma “impressão positiva”. A impressão de se ter o que realmente não se possui.
Ellen White adverte ainda que reavivamento e reforma serão experiências fundamentalmente individuais e acontecerão sob a ministração do Espírito Santo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
12 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Quem é o meu próximo? – Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores? Lucas 10:36
Em resposta à pergunta do doutor da lei, Jesus contou a parábola do bom samaritano. Se perguntarmos “quem é o meu próximo?”, claramente estamos indicando que deve haver aqueles que não são considerados próximos. Com tal pergunta, o escriba requeria uma regra para a discriminação. Mas Jesus não lhe oferece isso.
Jesus responde com uma história: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e veio a cair em mãos de salteadores” (Lc 10:30). Semimorto e coberto de sangue, é impossível identificá-lo. Quem é ele? Qual seria seu nome e profissão? Seria rico ou pobre? Era filho de quem? Judeu ou samaritano? Essas são perguntas que gostamos de fazer. Jesus, porém, não Se preocupa com esses detalhes. O homem estava inteiramente nas mãos “do outro”. Por ali passaram um sacerdote e um levita, depois das atividades religiosas no templo, em Jerusalém. Viram o homem em necessidade, mas seguiram adiante. Na sequência, poderíamos esperar que o herói fosse um leigo israelita. Jesus, contudo, introduz uma figura completamente inesperada: um samaritano. Em Seus dias, os samaritanos não eram vistos como bons.
Esse é o único “não religioso” da história. Com isso, Jesus desfere um poderoso golpe em todo preconceito e complexo de superioridade. A ação do samaritano é a perfeita representação do amor ao próximo. “Compadeceu-se dele” (v. 33). Utilizou as provisões de sua viagem para servir ao desconhecido. Levou-o para uma estalagem, “tratou dele” (v. 34) e prometeu cobrir gastos adicionais. Note, então, a pergunta: “Qual dos três foi o próximo?” Você percebe o que Jesus está dizendo? O próximo não é o que recebe a ação, mas aquele que a pratica. O sacerdote e o levita eram apenas personagens, encenando a religião. Segundo Jesus, nós não escolhemos quem é nosso próximo, apenas agimos ou não como tal. A questão fica definida para sempre.
“Qual dos três foi o próximo?” O mestre da lei evita mesmo pronunciar a desprezada palavra “samaritano” e utiliza uma evasiva: “O que agiu com misericórdia.” Ele recebeu a resposta não esperada: demonstre misericórdia mesmo aos inimigos, como o samaritano. E isso é possível apenas quando a vida é dominada pelo princípio do amor, a evidência de que conhecemos o segredo da vida eterna. Segundo Jesus, a questão real não é “quem é o meu próximo?”, mas “quem sou eu?”. Sou pessoa ou personagem? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
13 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Perfeitos como Deus? – Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos [...]  para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? [...] Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. Mateus 5:43-48
Esse é o contexto imediato do conhecido texto que nos recomenda ser perfeitos como Deus. Observe a palavra “portanto”. Ela indica a importância do contexto, pois aquilo que se anuncia no verso 48 é uma conclusão daquilo que o precede. E o que vem antes? Uma descrição de Deus. Note, porém, que não temos aqui uma descrição da natureza de Deus, mas de Seu modo de agir em relação às pessoas, amigos e inimigos. Ele demonstra misericórdia a todos. “Deus é amor”, diz 1 João 4:16. Além disso, “Deus não faz acepção de pessoas” (At 10:34). Ele revela bondade para bons e maus. Essa é a suprema essência da maturidade, que é o significado da palavra “perfeito” na língua original. É esse tipo de perfeição que Jesus espera ver em Seus discípulos. Como vimos, essa conclusão é confirmada em Lucas 6:36, a passagem paralela, ao dizer: “Sede misericordiosos, assim como o vosso Pai é misericordioso.”
Perfeccionistas estão fora de foco quanto ao significado bíblico de perfeição. Esse não tem nada que ver com impecabilidade moral absoluta. A perfeição à qual Jesus convida Seus seguidores não é alcançada com ações meritórias, mas apenas por uma atitude de amor e misericórdia em relação a todos. Em resumo, o termo “perfeito”, em Mateus, não significa impecavelmente perfeito, porque isso, queiramos ou não, só será alcançado na glorificação, embora esse ideal seja desejável e mereça nossos esforços. Ser perfeito refere-se à nossa integridade e maturidade como discípulos de Cristo. Como Warren W. Wiersbe observa, “o Pai ama Seus inimigos e procura transformá-los em filhos, e devemos auxiliá-Lo nessa tarefa”.
Mateus 5:48 é o clímax dos conselhos de Cristo à Sua audiência de religiosos que confiavam nas exterioridades, na letra da lei, sem demonstrar interesse em seu espírito. É claro que a pretensão de obter perfeição moral com base em normas e regulamentos é muito mais fácil do que exercer misericórdia e amor, como Deus. Você quer ter como alvo de sua vida a perfeição divina? Peça hoje a Deus para ajudá-lo a amar os outros assim como Ele ama. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
14 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Partilhar para sobreviver – Agora, reconheço que em toda a terra não há Deus, senão em Israel. 2Reis 5:15
Quando nossa filha era ainda pequena, líamos para ela, todas as noites, a coleção As Belas Histórias da Bíblia, de Arthur Maxwell. Nossa favorita era a história da menina cativa, serva na casa de Naamã, o comandante da Síria que sofria com a lepra. A heroína anônima superou qualquer síndrome de amargura ou ressentimento contra o agressor e o conduziu à cura e salvação. Lembro-me de que minha filha, com os olhos grandes e bem abertos, costumava dizer encantada depois de nossa apresentação: “Mas ela é tão pequena!”
Inicialmente Eliseu repreendeu o desempenho confuso do rei Jorão na conversa com Naamã: “Deixai-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel” (v. 8). Naamã, afinal, descobriu não apenas o profeta, mas, por meio dele, o próprio Deus de Israel. Embora relutante em banhar-se no insignificante Jordão, ele compreendeu que seu orgulho quanto aos rios de Damasco era completamente infundado. Pense agora na pequena menina. Houvesse ela escondido sua lâmpada, negado sua fé e deixado de dizer o que sabia, a história provavelmente seria outra. Nunca teríamos ouvido a respeito dela. O impacto não foi apenas para Naamã, mas para ela própria. Porque o testemunho missionário é tanto um meio para transformar como para ser transformado. Ele não afeta apenas a pessoa a quem se ministra, mas também afeta quem testemunha. Como vimos outro dia, a única distinção dessa garota era sua fé em Deus, e essa é precisamente a única razão pela qual ela entrou para a história sagrada. Seu exemplo sobreviveu para sempre como uma tocha brilhante.
Querido irmão, a única forma de manter sua fé viva e expandi-la é partilhando-a. Leia as três listas de dons registradas no Novo Testamento (Rm 12:6-8; 1Co 12:8-10; Ef 4:11). Aí são relacionados 21 dons espirituais diferentes. Mas essas listas não esgotam as possibilidades. Esses eram os dons no 1º século. O Senhor, certamente, acrescentou outros, necessários ao contexto atual. Determine os dons mais significativos para você. Ore para que o Senhor lhe mostre o que lhe foi conferido. Ore para encontrar seu lugar de serviço na igreja. Ouça o que outros dizem a respeito de seus dons. Lembre-se, ainda, de que Deus pode acrescentar a você outros dons.
Então, bem-vindo à maior aventura na qual você já se envolveu. Quais são os limites para seu testemunho? Não existem. Você é quem vai determiná-los. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
15 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O poder do perdão – Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Efésios 4:32
Corrie ten Boom foi uma cristã holandesa. Em 1940, no calor da Segunda Guerra Mundial, os nazistas invadiram e ocuparam os Países Baixos, estabelecendo enormes restrições à liberdade. Por muitos anos, Corrie e familiares haviam estado envolvidos na igreja local, em serviços de caridade em favor de crianças desabilitadas. Mas, em 1943, a família ten Boom tornou-se ativa no movimento da resistência. Descobertos pela polícia secreta do nazismo, em fevereiro de 1944, Corrie, o pai e outros membros da família foram presos por ajudar judeus a escapar do Holocausto. O pai de Corrie morreu dez dias depois, na prisão. Corrie e a irmã Betsie foram enviadas para o campo de concentração de Ravensbrück, onde apenas Corrie sobreviveu.
Ela escreveu vários livros, incluindo sua autobiografia O Refúgio Secreto. O título do livro deveu-se ao pequeno esconderijo que a família construiu em casa para ocultar fugitivos. No livro, Corrie narra sua dramática libertação, no fim do mesmo ano, graças a um erro providencial. As mulheres de sua idade foram todas executadas uma semana depois. Corrie diz em seu livro: “Deus não tem problemas. Apenas planos.” Depois de liberta, ela voltou aos Países Baixos, onde organizou centros de reabilitação a serviço dos sobreviventes dos campos de concentração, a pessoas desabrigadas e sem emprego. Viajou, como palestrante, por mais de 60 países. Aos 85 anos, estabeleceu-se na Califórnia, onde faleceu aos 91.
Corrie, em suas palestras e escritos, focalizava o evangelho com ênfase no perdão. Em outro livro, ela narra que, em 1947, numa palestra na Alemanha, foi abordada por um ex-guarda do campo de concentração, conhecido por seu sadismo e crueldade. Ela sentiu-se relutante em perdoá-lo.
Mas, afinal, escreveu: “Por um longo tempo seguramos as mãos um do outro, o antigo guarda e a antiga prisioneira. Nunca tinha experimentado o amor de Deus de forma tão intensa.” Na mesma passagem, Corrie escreveu que em sua experiência pós-guerra, em contato com outras vítimas da brutalidade nazista, apenas aqueles que foram capazes de perdoar foram os que melhor puderam reconstruir a própria vida. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
16 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
O perigo da justiça própria – Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos. João 9:39
Jesus representou uma extraordinária inversão para muitos em Seus dias. Embora Sua mensagem tenha exercido apelo sobre alguns fariseus, e Ele tivesse alguns amigos entre eles, as narrativas dos evangelhos frequentemente apresentam Suas devastadoras advertências e críticas a esta classe, como no clássico capítulo 23 do Evangelho de Mateus. Os fariseus eram as celebridades religiosas dos dias de Cristo. Especialistas na arte de externalizar a religião e com o tempo, eles passaram a ser identificados como hipócritas consumados. Mas, em última análise, os fariseus representam não o pior, mas o “melhor” que o homem pode alcançar em sua justiça própria, independentemente de Deus.
É fácil para o leitor moderno aplaudir a severa repreensão de Cristo aos fariseus, e, sem perceber, tornar-se vítima da mesma atitude deles. Como certo professor de uma escola cristã que, depois de contar a parábola do fariseu e do coletor de impostos, disse para as crianças em sua classe, ao concluir: “Bem, crianças, agora vamos inclinar a cabeça e agradecer a Deus porque nós não somos como o fariseu.” Facilmente podemos pensar que nós “não somos como o fariseu”, ou como aquele professor. Tal é a condição infecciosa e enganadora do orgulho espiritual em todos nós.
Por outro lado, “publicanos” modernos podem se julgar superiores, criticando e desprezando os outros pelo rigorismo e conservadorismo deles, orando mais ou menos assim: “Graças te dou, ó Deus, porque eu sou livre da obediência da Tua lei, ou de qualquer outra norma.” Neste caso, eles são apenas objetos de outro tipo de engano. Tenho visto acalorados debates entre “conservadores” e “liberais” na igreja. Mas, no fundo, eles são iguais, e vítimas do mesmo pecado: o orgulho. Cada grupo tem o próprio método para agradar a Deus. Os “conservadores” sabem que o método é fazer. Os “liberais” pensam que nada têm a fazer, e julgam que, por isso, são livres da obediência e do compromisso.
Devemos lembrar que Jesus não condena ou salva classes: fariseus, os “bandidos”, ou publicanos, os “mocinhos”. Ele alcança pessoas, aqueles que reconhecem sua condição e humildemente se deixam alcançar por Sua graça. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
17 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Grande é o que serve – Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos Céus. Mateus 18:4
Naquela tarde de sábado, a comissão de nomeações havia escolhido os oficiais para o novo período na igreja em que eu servia como pastor. Domingo pela manhã, recebi uma ligação irada. “Eu pensava que você era meu amigo”, dizia a voz alterada do outro lado da linha. “Por dez anos, servi como ancião nessa igreja, e você não me reelegeu.” Respondi, então, com a voz mais calma que pude encontrar: “Caro irmão, você está confuso em dois aspectos. Primeiramente, a escolha de oficiais para a igreja é feita pela comissão de nomeações, que você certamente ajudou a escolher, e não pelo pastor. Em segundo lugar, você está se esquecendo de que na igreja não temos cargos vitalícios.”
Encontramos igrejas divididas por lutas internas por posições. Tenho pensado muitas vezes sobre o que realmente leva alguns a agir como “donos” da igreja, ou proprietários de cargos nela. Certamente, quando agimos assim, não estamos seguindo a Jesus Cristo, que modelou outro tipo de grandeza. É um privilégio servir a Deus em algumas funções, mas realmente não precisamos de cargo algum para servir a Ele. Liderança nada tem que ver com “títulos”, mas com desempenho real. Lembra-se da princesa Diana, da Inglaterra? Quando divorciou-se, ela não perdeu em nada a capacidade de influenciar. Seu ex-marido tinha o título, mas era ela que tinha o poder da liderança.
O supremo exemplo de liderança baseada no serviço, contudo, é encontrado em Jesus Cristo. Sua breve visita ao planeta Terra marcou a vida de milhões de pessoas. Seu estilo de vida revolucionou para sempre nossa percepção de grandeza. Em apenas três anos e meio de vida pública, Ele encarnou os princípios vitais de liderança, que transcendem tempo, espaço e cultura, e que representam um desafio extraordinário para Seus seguidores. Jesus nos ensinou que a liderança autêntica é baseada em integridade e serviço em benefício dos outros. Como Ele responde à questão da grandeza em Seu reino? Por meio do princípio da humildade. O princípio pelo qual somos admitidos no reino de Deus continua em operação no serviço que prestamos a Ele. Arrogância, egoísmo e pretensões humanas nos desqualificam tanto para a entrada como para o serviço no reino dos Céus. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
18 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Em busca de um pastor – Acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam. 1Tessalonicenses 5:12
A meditação de hoje é um texto que traduzi e adaptei. Trata-se da ficção de uma igreja que teria feito entrevistas com vários candidatos e, então, descreve o perfil dos entrevistados, para que outras igrejas não percam tempo com esses desclassificados:
Noé: Tem a experiência de 120 anos de pregação, mas sem nenhum converso, exceto alguns membros da própria família. Não agradaria a Associação.
Moisés: Gagueja ao falar e sua congregação anterior afirma que ele se exaspera com facilidade. Além disso, já é muito velho.
Salomão: Tem a fama de sábio, mas falha em praticar aquilo que prega.
Elias: Personalidade depressiva e inconstante. É conhecido por desanimar-se sob pressão e deixar-se intimidar sob ameaças femininas.
Oseias: Vida familiar em sérias dificuldades. Seria um embaraço para a igreja.
Jeremias: Muito emotivo e alarmista. Uma personalidade problemática. Incomoda as pessoas com suas lamentações.
Amós: Suas origens não o recomendam. Vem da zona rural, e julgamos que é melhor que ele continue colhendo figos bravos.
João Batista: Diz ser batista, mas não tem muito tato com as pessoas e veste-se como um hippie. Deixaria os membros constrangidos.
Pedro: Desequilibrado emocionalmente. Além disso, ouvimos dizer que ele anda negando a Cristo publicamente.
Paulo: Também falta-lhe tato. Muito duro no que diz e escreve. Além do mais, sua aparência não o recomenda. Seus sermões são muito longos.
Timóteo: Apresenta algum potencial, mas é ainda muito jovem.
Jesus: Tende a ofender os membros, especialmente os tradicionais e eruditos. Além disso, é muito controverso e falta-Lhe diplomacia. Chegou mesmo a criar mal-estar entre os membros de nossa comissão administrativa com Suas perguntas desconcertantes.
Judas: Esse foi o único que julgamos adequado para a função pastoral. Prático, veste-se com requinte. Demonstra habilidade na administração dos recursos; preocupa-se com os pobres e é bem relacionado.
Isso me faz pensar: Que tipo de pessoas temos valorizado? Quem temos considerado apto a realizar a obra de Deus? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
19 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
É fácil demolir – Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Colossenses 3:14
Todos sabemos, por experiência e observação, quão fácil é destruir. Com apenas um martelo ou uma marreta, uma pessoa sem qualquer treino ou habilidade especial pode, em relativamente pouco tempo, demolir um monumento, uma peça de arte ou uma edificação que exigiram enorme esforço, gênio e tempo para serem construídos. Destruir é fácil, difícil é construir e edificar, realizando o que, na maioria das vezes, exige paciência, habilidade, compromisso e perseverança. O mesmo é verdade no nível espiritual. É muito fácil ficar ao lado do caminho, espalhando farpas, criticando e demolindo pessoas, reputações e esforços dedicados. A crítica, aberta ou dissimulada, tem o efeito de um ácido corrosivo.
Encontramos na igreja pelo menos quatro tipos básicos de críticos. Primeiramente, há o descontente crônico, para quem nada de positivo existe ou é visto. Em segundo lugar, encontramos o tipo tradicionalista, para quem qualquer mudança ou inovação é razão de queixa, descontentamento e resistência. Lembro-me, em determinada igreja onde fui pastor, da dificuldade para mudarmos do antigo hinário Cantai ao Senhor para o novo Hinário Adventista. Isso era simplesmente inaceitável para alguns. Em terceiro lugar, há o tipo reformador impaciente. Ao contrário do segundo, deseja reformas radicais e imediatas. Finalmente, conhecemos o tipo manipulador, em permanente busca de visibilidade, de “sair bem na foto”. Ele deseja ser o centro da atenção e do comando, e, se alguém é visto como rival, esforços e falta de escrúpulos não serão medidos para eliminar o obstáculo.
Todos esses tipos assumem, em geral, a “mentalidade de morcego”, vendo o mundo sempre de cabeça para baixo. Qual deles é o pior tipo? É difícil dizer. Todos eles, cada um ao próprio “estilo”, são uma fonte de desânimo para líderes e membros que tentam fazer o melhor.
“Faço o melhor que sei e posso”, disse Abraão Lincoln sob a agressão das críticas, no calor da guerra civil norte-americana. “Se afinal eu estiver certo, não importa o que disseram. Se der errado, não faria diferença se dez mil anjos jurassem que eu estava certo.” Essa é uma excelente filosofia para se conviver com os críticos profissionais. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
20 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Discipulado radical – Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Mateus 10:34
Algumas coisas na vida não podem ser enfrentadas com neutralidade. A cruz de Cristo é uma delas. A vida e a morte de Jesus estabelecem uma distinta fronteira entre dois reinos, duas lealdades irreconciliáveis, dois estilos de vida em conflito. Um é construído sobre o princípio do obter, ganhar e guardar; o outro, sobre a motivação de ofertar, entregar e sacrificar. Qualquer pessoa fora do relacionamento com Ele e com os valores de Seu reino encontra nisso o maior dos absurdos.
Deploravelmente, a fronteira entre Cristo e o reino deste mundo tem sido obscurecida porque a própria pregação cristã muitas vezes falseia quem na verdade Ele é. Temos um Cristo mais ou menos como aquele das representações artísticas em que Ele é sempre um infante adormecido no colo da virgem ou o Cristo morto, inerte. Nos dois casos, Ele não tem realidade concreta. Ele entra na história e sai dela, mas não vive. Trata-se de um Cristo pálido, “moderado”, bem comportado, inofensivo. Nesse caso, não estamos olhando para o Cristo das Escrituras, mas para um deus que é criação humana. Esse é um Cristo conveniente. O Jesus Cristo dos evangelhos entra em nossa história e prega uma mensagem de radical e absoluta descontinuidade com os valores da sociedade secular e o mundo religioso de Seus dias.
Foi Jesus um subversivo? De fato, Ele subverteu as convenções do mundo religioso de Seu tempo, mas não por meio da força. Sua mensagem, contudo, não tem limites de tempo ou espaço. Ela chega à nossa “religião burguesa”. Impiedosamente Jesus expõe nossas máscaras, idolatrias disfarçadas, interesses divididos, falta de compromisso e adoração do “eu”, mesmo quando pretendemos servir a Deus. Ele disse não ter vindo trazer paz, mas espada. O que isso quer dizer? A “espada” não é a intenção, mas o resultado. Onde Jesus Cristo é realmente recebido, uma espada de separação se ergue entre os que O aceitam e os que O rejeitam ou simulam tê-Lo aceito.
Fé real inclui uma absoluta renúncia de todos os obstáculos para lançar mão de Cristo. Fé nEle é uma paixão que nos leva a abandonar incondicionalmente tudo, pelo amor revelado no Salvador. Observe Paulo. Sua aceitação de Cristo levou-o a rejeitar como “refugo” tudo o que fora antes considerado importante. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
21 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Dos loucos e das rodas – O deserto [...] exultará e florescerá. Isaías 35:1
No fim do século 19, a capital de Minas Gerais, Ouro Preto, estava de mudança. Belo Horizonte ou Barbacena? Perdeu Barbacena. Os políticos da época, para “compensar”, construíram lá um grande hospital para pessoas mentalmente perturbadas. Ironicamente, o hospício foi construído na fazenda que pertencera a Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira. Barbacena ficou conhecida como a “cidade dos loucos”.
Para Barbacena afluíam milhares deles, levados no que ficou conhecido como “o trem dos loucos”. Seres humanos, alguns deles em condições hoje plenamente controláveis, eram apinhados no hospício da cidade, cuja população chegou a cinco mil pacientes. Sem leitos para todos, muitos ficavam em um vasto salão, forrado com capim, dormindo entre dejetos, moscas e ratos. Todos os dias pela manhã os serventes recolhiam os cadáveres dos que haviam falecido à noite. Aquele foi um colossal campo de concentração, monumento à ignorância e à crueldade humana. Historiadores calculam que entre 60 e 65 mil pessoas morreram naquele holocausto sombrio.
Os tempos mudaram. Novas informações e avanços na ciência e na revolução terapêutica colocaram um ponto final nesse capítulo escuro de nossa história. Hoje, as pessoas ainda ali internadas são principalmente casos de atendimento social – pessoas que não têm para onde ir. Parte do velho hospício abriga um pequeno museu, memória distante do triste passado. Barbacena hoje é conhecida como a Cidade das Rosas, pois produz flores belíssimas, exportadas para muitas partes do mundo. Essa troca evoca o caráter simbólico da transformação.
Estamos todos aguardando o dia em que nosso pequeno planeta, o ponto escuro do Universo, alienado de Deus, e que se tornou o lar de todas as alienações, a maioria sob a pretensão de sanidade, será transformado. Aguardamos o momento em que voltaremos ao estado original do jardim de Deus. Até lá, amigo, pense no bem que você pode fazer hoje, particularmente às pessoas fracas, àqueles que não podem se defender. Seja um benfeitor, um advogado deles. Transforme o ambiente em que você vive ou trabalha num lugar em que algumas rosas podem, teimosamente, germinar e florescer. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
22 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Milagres – Eu sou o SENHOR, o Deus de todos os viventes; acaso, haveria coisa demasiadamente maravilhosa para Mim? Jeremias 32:27
Milagres só seriam impossíveis se Deus não existisse. Mas, como Ele existe, coisas extraordinárias acontecem quando Ele quer. Mulheres estéreis podem conceber, o mar pode se abrir, um cajado torna-se uma serpente, o fogo pode não consumir, muros podem cair ao som de trombetas, o ferro pode flutuar, a boca de leões famintos pode permanecer fechada, uma fornalha aquecida sete vezes mais torna-se local de passeio, mortos podem ressuscitar, pessoas podem caminhar sobre as águas, o pão pode ser multiplicado, água pode ser transformada em vinho, um jumento pode falar, analfabetos podem se expressar em idiomas estrangeiros, a picada de uma serpente mortal se torna inofensiva, exércitos poderosos são vencidos, pessoas inexplicavelmente escapam de prisões. A lista é infindável.
Corrie ten Boom havia sido transferida para o campo de concentração para mulheres de Ravensbrück, a 90 quilômetros de Berlim, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu aprisionamento se dera porque sua família escondia judeus, fugitivos do nazismo, em sua casa. Quando as mulheres entravam no campo, eram conduzidas a um chuveiro, onde recebiam a ordem de se despir. Suas roupas e todas as posses pessoais eram então confiscadas. Corrie tinha uma Bíblia sob a roupa, e sua perda lhe seria extremamente dura. Antes de tirar a roupa, ela pediu permissão para ir ao toalete. Foi conduzida a um que tinha um dreno. Embrulhou a Bíblia em uma peça de sua roupa, e a colocou naquele buraco cheio de baratas, pensando em recuperá-la depois. Foram-lhe dadas então as roupas da prisão, sob as quais ela escondeu novamente sua Bíblia.
Na saída, dois soldados estavam à porta do chuveiro, revistando mulheres. Ela sabia que não poderia escapar da investigação. O volume sob as vestes era facilmente observável. Desesperada, ela orou: “Senhor, cerca-me com Teus anjos. Esses guardas não podem me ver.” Um inexplicável sentimento de paz lhe sobreveio. Corrie passou pelas portas e pelos guardas como se realmente fosse invisível.
Muitas vezes na vida somos visitados por medo, tempos incertos, desesperos de toda ordem, e não precisamos ter a pretensão de que somos invulneráveis. Mas o Senhor, em Seu permanente e infalível amor, garante que estará conosco e proverá livramento. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
23 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Lutero e a descoberta do evangelho – Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus. 2Coríntios 5:21
Martinho Lutero, desde sua ordenação, em 1507, passou a viver num estado de profunda depressão. Mortificava-se, jejuava e se autoflagelava, na tentativa de tornar Deus favorável a ele. Como escreveria mais tarde, quando ouvia falar no nome de Jesus, preferiria ter ouvido o nome do diabo. Cristo lhe parecia um severo juiz, assentado sobre o arco-íris pronto para punir Suas criaturas. Lutero foi salvo de sua intensa agonia quando fez três descobertas, todas elas relacionadas com o evangelho.
Lutero havia aprendido que a justiça divina é retribuitiva. Assim, para ele, a justiça de Deus seria basicamente o princípio pelo qual Ele nos condena. Por isso, ele disse odiar a palavra justiça. Preparando suas aulas sobre os Salmos, ele se deparou com dois textos. Os Salmos 31:1 e 71:2 dizem o mesmo: “Livra-me por Tua justiça.” Então, pensou: “Como pode a justiça de Deus livrar alguém, se ela é condenatória?” Lendo, em Romanos 1:17, que “a justiça de Deus se revela no evangelho”, ele ficou furioso: “Já não é suficiente que Deus nos esmague com a lei? Ele ainda nos ameaça com o evangelho?” Finalmente, Lutero entendeu que a justiça divina é primariamente redentora. Justiça não é o que Deus exige, mas aquilo que Ele nos oferece.
Em segundo lugar, Lutero entendeu que o significado de “justificar” tornara-se confuso pelo latim. No grego, “justificar” significa “declarar justo”, “perdoar”, “atribuir justiça”. No latim, “justificar” significa um longo processo, em que primeiro o homem, pelo próprio esforço, com alguma assistência divina, deve alcançar um estado interior de justiça. Só então Deus o justifica. Nesse caso, Deus não justifica o “ímpio” (Rm 4:15), mas o “justo”. A santificação, nessa interpretação, havia se tornado um pré-requisito para a justificação.
Lutero finalmente entendeu o princípio bíblico da substituição. Na cruz, Jesus tomou nosso lugar, recebeu a punição que era nossa e agora nos oferta Sua justiça por meio da fé. É a partir daí que as obras aparecem na vida cristã, não como a base da salvação, mas como resultado dela. Não praticamos as boas obras para que sejamos salvos, mas porque já experimentamos a salvação. Amigo leitor, quando você recebe a Cristo, Deus o recebe nEle.
Ele não olha para você, mas para Cristo em você. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
24 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Doze homens comuns – Escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos. Lucas 6:13
Doze homens sem qualquer notoriedade viviam fora do sistema religioso dos dias de Cristo. Despojados de talento natural, eram inclinados a enganos, compreensões equivocadas, atitudes erradas, lapsos de fé, sérias falhas. Numa palavra, eram disfuncionais. Nenhum deles escapava dessa avaliação. Mesmo Jesus observou que eles eram lentos em aprender e espiritualmente bloqueados (Lc 24:25).
Do ponto de vista político, eles variavam consideravelmente. Um deles era um antigo zelote, um revolucionário determinado a subverter o governo romano. Outro era um ex-coletor de impostos, considerado um traidor da nação em favor de Roma. Pelo menos quatro deles, quem sabe sete, eram pescadores, amigos entre si, vindos de Cafarnaum. Provavelmente se conheciam desde a infância. Os outros talvez fossem camponeses ou artesões.
A maioria deles tinha vindo da Galileia, um região de agricultura por onde passavam rotas comerciais do mundo antigo.
Apesar dessas enormes desvantagens, o impressionante é que Jesus tenha escolhido esses verdadeiros “fracassados” para se tornarem Seus continuadores. A característica mais impressionante deles é não terem nada de extraordinário. Jesus os escolheu e treinou. Ensinou como orar, como perdoar e como servir em humildade. Jesus deu a eles instrução moral e falou-lhes sobre o futuro. Ele os empregou como Seus instrumentos para curar os doentes, expulsar demônios e realizar obras poderosas. Três deles chegaram a ter uma rápida visão de Sua glória (Mt 17:1-9).
O curso de teologia foi intensivo. Mas o sucesso de Jesus não foi imediato. Na noite da traição, todos os discípulos O abandonaram e fugiram (Mt 26:56). Do ponto de vista humano, o programa de treinamento foi um fracasso monumental. Aparentemente os discípulos esqueceram tudo o que haviam aprendido. De fato, o senso de fracasso deles foi tão profundo que, por algum tempo, eles voltaram para suas antigas vocações. Mesmo nisso não pareciam ter muito sucesso (Jo 21:3, 4).
Mas a história não estava terminada. Encorajados pelo encontro com o Cristo ressuscitado, eles voltaram ao chamado apostólico. Transformados pelo Pentecostes, o trabalho que eles posteriormente iniciariam continua até hoje. Eles são a prova viva do que Deus pode fazer por pessoas comuns como nós. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
25 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Estou convosco – Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim. Daniel 12:4
Em geral, lemos um livro iniciando com a introdução. O livro do profeta Daniel, contudo, é a conclusão que nos ajuda a entender seu significado. No capítulo 12, várias vezes o profeta indica que o livro foi escrito para o tempo do fim (v. 1, 4, 8, 9).
O livro de Daniel está dividido em duas seções. Na primeira metade, do capítulo 1 ao 6, temos a parte histórica. Na segunda metade, do capítulo 7 ao 12, encontramos a seção profética. As profecias nos falam do tempo do fim. A seção histórica nos diz como estar preparados para o tempo do fim. As histórias da primeira metade são ilustrativas do tipo de caráter necessário para enfrentar as últimas cenas da história humana. Assim, as narrativas da fornalha ardente ou de Daniel na cova dos leões não são apenas para serem contadas para as crianças na hora de dormir. Daniel e seus três amigos revelam uma firmeza que será necessária nos últimos atos do grande conflito.
Conformidade continua sendo o grande inimigo dos servos de Deus. Isso significa ser igual a todos no falar, cantar, pensar, vestir-se e divertir-se. Globalização, em muitos aspectos, é o instrumento da Babilônia moderna, um sistema que nivela todo mundo. Os três hebreus, enfrentando o desafio da fornalha, e Daniel, enfrentando a ameaça dos leões, ousaram ser diferentes. Eles demonstram um tipo de compromisso que não negocia na mesa do inimigo. Quando o dever é claro, não fazemos perguntas acerca do preço ou das consequências da obediência. Tais histórias também relembram que a hora mais escura para os filhos de Deus ainda é meio-dia para Ele.
Você já ouviu dizer que “no tempo de angústia estaremos sozinhos”? Preste atenção nas boas-novas: isso não é verdade! Deus não pretende abandonar Seus filhos no momento mais difícil da jornada. “Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve [...]; mas, naquele tempo, livrar-se-á o teu povo” (Dn 12:1, ARC). Cristo aqui é descrito como estando em pé, em posição de ação. “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei” (Sl 91:15). Nas palavras do próprio Cristo, “eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Nos dias de angústia também? Ouça-O outra vez: “Todos os dias.” (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
26 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Afinal, Deus existe? – Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Salmos 14:1
Parece que falar mal de Deus está na moda. Dizer “não creio em Deus” parece sofisticado, evoluído, progressista, científico, liberado. Além disso, testemunhamos hoje um estranho fenômeno: o ateísmo militante, “missionário”. O que vemos não é o ceticismo filosófico tradicional nem o racionalismo posterior ao iluminismo. A espécie de ateísmo verificada hoje parece irada com Deus, “evangelista”, zelote, determinada a ver Deus morto e sepultado.
Veja-se, por exemplo, Richard Dawkins, considerado ícone do ateísmo atual, autor de Deus: Um Delírio. Para ele, a própria ideia de Deus “tem o mesmo efeito de um pano vermelho para um touro”. Sua mensagem consiste em “esclarecer” que Deus não passa de invenção de pessoas desiludidas. Dawkins afirma categoricamente a intenção de seu livro: “Os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o tiverem terminado.”
Esse “ateísmo fundamentalista” suscitou respostas. Uma delas veio com o livro O Delírio de Dawkins, de Alister McGrath e Joanna McGrath. Alister, antes um ateu como Dawkins, também professor de Oxford, e a esposa, professora na Universidade de Londres, escreveram a obra juntos. Eles uniram seus conhecimentos em diversas áreas da ciência para oferecer uma resposta cristã à acusação ateísta de Dawkins.
O casal McGrath, conforme especialistas, desmantela os argumentos de Dawkins, sobretudo o argumento de que a ciência automaticamente conduz as pessoas ao ateísmo. Dawkins não apresenta evidências científicas claras, apenas defende “religiosamente” a improbabilidade de Deus. Segundo a avaliação da revista Publishers Weekly, destinada ao mercado editorial, “os autores de O Delírio de Dawkins atacam o flanco do fundamentalismo ateísta de Dawkins e conseguem afastá-lo do campo de batalha”. O livro de Dawkins passa a ser visto como pouco mais que um ajuntamento de factoides exagerados para alcançar impacto máximo e fragilmente organizados para sugerir que constituem um argumento.
Por que então o ateísmo tem hoje tanto sucesso, particularmente entre estudantes? Não é pela força da enfermidade, mas por causa da fraqueza dos pacientes. Podemos provar a existência de Deus? Não. Mas o ateísmo também não pode provar que Ele não existe. A questão é: para onde apontam as evidências? Aqui reside a força do cristianismo. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
27 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
De volta à luz – Vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro. Apocalipse 7:9
Em 12 de outubro de 2010, o mundo assistiu ao início do resgate de 33 mineiros que haviam sido soterrados por 69 dias na mina San José, no deserto de Atacama, no Chile.
Depois de um trágico desabamento, os mineiros ficaram completamente isolados do mundo, a 700 metros de profundidade. Permaneceram ali sem luz, com ventilação precária, suportando um calor de 40 ºC, com 800 toneladas de terra bloqueando a saída e apenas com alguns víveres de emergência. Um bilhete enviado das profundezas por um estreito cano de ar indicou ao mundo que eles estavam vivos.
Um acampamento instalou-se no local, apropriadamente chamado de “Acampamento Esperança”. Com a solidariedade internacional, a difícil tarefa teve início. Cápsulas especiais foram fabricadas para a operação Fênix, nome bem escolhido por sua referência ao pássaro mitológico que renascia das cinzas. O lento e cuidadoso trabalho movia de início oito toneladas de terra por dia, o que sugeria uma demora de meses para se completar a operação. Quanto tempo os mineiros presos resistiriam?
Por um duto vertical, as cápsulas de resgate começaram a descer, às 23h05. O presidente do Chile, autoridades nacionais, familiares e equipe médica estavam presentes. A atenção focalizava os 16 resgatadores voluntários que desciam nas apertadas cápsulas, um a um, para trazer os mineiros, um de cada vez. Florêncio Ávalos foi o primeiro a ser resgatado das trevas, escolhido por seu debilitado estado de saúde. Finalmente, veio o último, o líder do grupo, Luis Urzúa, seguindo a rigorosa prática da Marinha, em que o líder é o último a deixar o navio. Urzúa foi saudado pelo presidente Sebastian Piñera: “Cumpriste teu dever de chefe de turno.” A liderança cooperativa, amizade, perseverança e solidariedade haviam triunfado.
Nossa imaginação move-se dessa cena de heroísmo humano para outro salvamento, infinitamente superior e glorioso. Nesse resgate, milhões de seres celestiais que pacientemente empenharam, por séculos, todo o serviço de inteligência do Universo sob a liderança do próprio Jesus Cristo receberão, das profundezas das trevas do planeta Terra, os que se deixarem resgatar. Que grande celebração ocorrerá! (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
28 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Cuide do seu corpo – Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3João 1:2
Minha esposa, que é enfermeira, estava recentemente estudando para um exame de atualização. Ela interrompeu a leitura e comentou: “Com a enorme complexidade do corpo humano, feito de vários órgãos e pequenas partes, é um milagre que mais gente não esteja doente.” Considerando o número de coisas que pode dar errado com o intrincado e detalhado mecanismo humano, é realmente um milagre que o corpo, mesmo sob o assédio de toda sorte de abusos, continue, na maioria das pessoas, funcionando. Lembrei-me do longo período em que sofri uma dor insuportável chamada “neuralgia do trigêmeo”. Três diminutos nervos vindos da cabeça para a face, quando comprimidos por uma artéria fora de sua rota, provocam uma dor equivalente a dez partos.
Regularmente nós não sentimos a saúde. Percebemos a falta dela. Por isso, às vezes somos tão negligentes e descuidados. A saúde é um tesouro valioso que deve ser cuidadosamente preservado. Deus proveu-nos de um corpo com força e resistência invejáveis. Pense no coração, juntas, pulmões, rins, fígado, pâncreas… Isso para não falar do cérebro, sangue, músculos e nervos. Pense agora na quantidade de gordura, açúcar, corantes e outros absurdos que ingerimos sem qualquer consideração.
E o estilo de vida sedentário? John Stark, um morador de Boston, com 52 anos, era a pessoa com melhor condicionamento físico em seu trabalho, mesmo se comparado com outros entre 20 e 40 anos. Ele descobrira em uma pesquisa científica realizada por japoneses que, em média, as pessoas andam de três mil a cinco mil passos por dia. Ele continuou seu estudo sobre a questão e descobriu que, para permanecer saudável e com melhor sistema imunológico, uma pessoa necessita andar 10 mil passos diários, uma distância média de 8 quilômetros. Com a ajuda de um pedômetro, pequeno aparelho para contar os passos, Stark descobriu que ele andava uma média de 20 mil passos por dia. Como morava no quarto andar de um prédio sem elevador, ele estava constantemente subindo e descendo as escadas para fazer as compras, passear com o cachorro, ir ao banco, correio e chegar ao metrô. Andar fazia parte de sua vida, com surpreendente resultado positivo.
Que tal começar hoje a cuidar melhor de seu corpo? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
29 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
Lâmpada e cura – Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos. Salmos 119:105
Se você fizer um levantamento dos seus erros e acertos na vida cristã, descobrirá que eles estão relacionados com sua distância ou proximidade da Palavra de Deus. As Escrituras nos foram dadas, entre outras razões, para nos iluminar e curar. João Crisóstomo, um dos grandes vultos do cristianismo nos primeiros séculos, observou que, assim como o nosso corpo, o corpo de Cristo, a igreja, está sujeito a muitas enfermidades. Remédios, dieta apropriada, clima adequado e adequado repouso ajudam a restaurar nossa saúde física. Mas como podemos ser espiritualmente curados? Ele responde: “O único meio e a única cura nos foram dados, e esse é o estudo da Palavra. Esse é o melhor instrumento, a melhor dieta, o melhor clima; ela está no lugar do remédio e da cirurgia; quer ela seja necessária para anestesiar ou amputar, esse método deve ser utilizado; sem a Palavra, nada mais dá qualquer resultado.”
Para Martinho Lutero, o grande reformador, é possível sobreviver espiritualmente sem todas as coisas, exceto a Palavra de Deus. Diante da Dieta de Worms, ele recusou-se a se retratar, afirmando: “Minha consciência está cativa à Palavra.” Condenado, concluiu mais tarde: “Ainda que eu tivesse que perder meu corpo e minha vida por essa causa, eu não poderia separar-me da Palavra de Deus.” De fato, foi a proclamação da Palavra divina que estabeleceu a Reforma. Como ele diria: “Eu simplesmente ensinei, preguei e escrevi a Palavra de Deus. Além disso, não fiz mais nada. E, enquanto eu dormia [...], a Palavra enfraqueceu o papado tão poderosamente como jamais o fizera qualquer príncipe ou imperador. Eu não fiz nada. A Palavra fez tudo sozinha.”
Fico impressionado pela tradição de reverência pela Palavra de Deus que cobre os séculos da história cristã. Faltariam tempo e espaço para falar de uma legião de cristãos que, desde os dias dos apóstolos até os tempos atuais, consistentemente afirmaram seu compromisso com as Escrituras. Certamente, houve exceções e desvios dessa norma, mas o consenso cristão tem sido de magnificar a importância do estudo da Palavra de Deus. Querido irmão, faça um plano sério de estudo da revelação divina em Sua Palavra. Memorize textos bíblicos, repita-os e ore citando-os. Fale deles aos outros. Tenha um caderno, anote suas descobertas. Maior envolvimento trará maior aprendizado. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)
30 de setembroMeditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira
À imagem de Deus – Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27
Aparentemente, todo mundo está preocupado com sua “imagem”. Políticos empregam “criadores de imagem” para promovê-los. Empresas buscam a “imagem certa” para seus negócios. Outros se vestem com roupas de grife para comunicar uma “imagem positiva”. Em todos esses usos, a “imagem” passou a significar a ilusão de algo que é apresentado como se fosse um substituto da essência, daquilo que realmente é.
Há mais de três décadas, uma marca de cigarro experimentava um declínio nas vendas. Os homens evitavam o produto por causa da imagem do cigarro, primariamente tida como feminina. Na tentativa de mudar essa percepção, uma massiva campanha de marketing reconstruiu a imagem da marca. Passou-se a falar do homem que fumava esse cigarro, focalizando a figura de um imponente cowboy solitário, acendendo o cigarro na pausa do trabalho. A realidade essencial não mudou. O cigarro continuou o mesmo, com todos os danos potenciais. Mudou-se apenas a ilusão, a “imagem” foi alterada. O resultado é que essa marca tornou-se a mais vendida nos Estados Unidos e no mundo.
Deus criou o ser humano à Sua imagem, diz o texto de hoje. Teólogos, ao longo dos séculos, têm discutido o significado da imagem de Deus. Em termos simplificados, contudo, a imagem de Deus no ser humano representa tudo o que é exclusivo na humanidade e que coloca o ser humano acima do resto da criação. De certa forma, o homem e a mulher passaram a partilhar fagulhas da essência divina. Em Gênesis 9:6, tirar a vida de alguém é descrito em termos severamente condenatórios. Isso porque a vida humana reflete a imagem de Deus. A severidade de tal julgamento pode estender-se a todas as atitudes que destroem a imagem divina no homem.
No teto da Capela Sistina, Michelangelo escolheu como peça central de sua grande obra o preciso instante em que Deus desperta o homem. O corpo muscular de Adão repousa inerte. Sua mão se ergue ligeiramente na direção do Deus. Michelangelo captura, então, algo do extraordinário momento em que Deus se inclina e toca o homem, injetando nele a energia viva de Seu fôlego. O pecado desfigurou a humanidade, mas o que sobrou é suficiente para que, pela graça divina, o ser humano seja completamente restaurado. Esse processo pode começar ou continuar hoje mesmo, sem os enganos da noção humana de “imagem”. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição – Ligado na Videira)

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 10 – A Lei de Deus – 3º Trimestre, 30 de agosto a 6 de setembro de 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 9 – Nossa Missão – 3º Trimestre – 23 a 30 de agosto de 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 8 – A Igreja – 3º Trimestre – 16 a 23 de agosto de 2014

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Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 7 – Viver Como Cristo – 3º Trimestre – 9 a 16 de agosto de 2014

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