Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videira – Lição 3 – Suportando a provação – 4º trimestre, 11 a 17 de outubro de 2014

Comentário da Lição da Escola Sabatina Ligado na Videiraclique aqui.

Para a Meditação de hoje, clique aqui.

Para as antigas Meditações de Ellen White, clique aqui.

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

Estamos hospedados num endereço gratuito. Por força disso, eles colocam publicidades. Ignore-as.

1º de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

Em busca de uma benção? – Disse este: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26
Jacó havia lutado com seu irmão, Esaú, durante toda sua vida. Antes do nascimento, “os filhos lutavam no ventre” (Gn 25:22). Quando cresceram, Jacó lutava com Esaú pela atenção e favor do pai, que preferia seu irmão. Poucas coisas ferem mais um filho do que o favoritismo paterno por outro irmão ou irmã. Finalmente, chegou o dia em que Isaque deveria dar a Esaú a bênção da primogenitura, o que, entre outras coisas, incluía a porção dobrada nas propriedades da família.
Fazendo-se passar por seu irmão, Jacó enganou o pai, quase cego. Quando descoberto, Esaú jurou matá-lo (Gn 27:41), o que o obrigou a fugir. Ele nunca mais veria sua mãe, e viveu muitos anos exilado. Por que Jacó agiu assim? Certamente ele sabia que sua encenação seria logo descoberta, e que seu pai nunca lhe daria o que planejara dar ao outro. Tudo o que Jacó conseguiu foi uma afirmação cerimonial. Por que ele perdeu tanto para ganhar tão pouco? Certamente houve razões teológicas, mas quero refletir sobre o lado humano da história. Talvez o que Jacó realmente desejasse fosse ouvir seu pai dizer: “Eu me alegro em você.” Ele ansiava por palavras de aceitação. Tinha o desejo de pertencer. Todos temos essa necessidade de saber que somos especiais e amados. A admiração daqueles que mais amamos é algo que está acima de qualquer recompensa. Ansiamos pela afirmação dos pais, do esposo ou da esposa e também de nossos colegas de trabalho. Isso é fundamental para nosso senso de valor próprio.
A vida de Jacó fora um constante esforço para atrair atenção e ser abençoado.
Ele competiu com Esaú pela aceitação de Isaque. Mais tarde, lutou com Labão para poder casar-se com a bela Raquel. Mas nada funcionava conforme o planejado. Jacó sentia-se perplexo e interiormente vazio. Seus relacionamentos familiares foram todos complicados. Então, naquela noite, lutando com um desconhecido, finalmente percebeu que lutava com Deus. Agarrou-se à oportunidade e recebeu, afinal, aquilo pelo que lutara durante toda sua vida. Isso começou com a mudança de seu nome.
Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10:17). Não importa quem você seja hoje, o seu senso de valor próprio pode tornar-se extremamente elevado, pois, para o Senhor da glória, você é especial e exclusivo, aceito e amado sem reservas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)

2 de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

A fraqueza de Deus – 1 – Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. [...] E o abençoou ali. Gênesis 32:28, 29
Lutero observou que nós usamos máscaras para nos esconder, Deus as usa para Se revelar. Aqui temos um exemplo. O visitante noturno era o próprio Deus disfarçado. Ao perceber isso e clamar pela bênção divina, Jacó estava dizendo: “Aqui está a afirmação do que busquei durante toda minha vida. Eu a procurei na aprovação do meu pai. Busquei-a na beleza de Raquel. Mas é em Ti que ela se encontra. Assim, não posso Te deixar ir sem que me abençoes.” Sem isso, Jacó sabe por experiência, a vida não faz sentido. E, diz o texto, Deus “abençoou-o ali”. A bênção nas Escrituras é sempre algo verbal. Deus deve ter dito alguma coisa ao coração de Jacó. O que teria sido? Talvez algo como a voz de bênção falada do Céu sobre o futuro grande descendente de Jacó: “Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo” (Mt 3:17). Não sabemos as palavras exatas, mas não há nada maior do que a bênção de Deus.
Jacó se afastou como alguém que havia experimentado o evangelho. Aleijado, mas permanentemente satisfeito. Humilhado, mas triunfante. Assim, Jacó saiu vitorioso. Finalmente recebeu a bênção que por tanto tempo desejara em sua vida. Depois disso, seus problemas se tornaram insignificantes. Esaú já não era razão de medo. A bênção divina havia corrigido sua miopia espiritual.
O leitor moderno da biografia de Jacó pode ficar perplexo nesse ponto. Em nenhum episódio de sua vida, ele se saíra como herói. Nunca foi um modelo de virtude. Ao contrário, ele muitas vezes agiu de modo tolo, sendo enganador, incorreto. Ele certamente não merecia a bênção de Deus. Se Deus é santo e justo, por que Ele foi tão gracioso? Por que Ele “simulou” fraqueza e poupou a vida de Jacó, oferecendo indícios de quem Ele é? A resposta viria mais tarde nas Escrituras, quando Jesus Cristo, na noite do Calvário, apareceu como um Homem. Como na noite do Jaboque, Ele Se tornou fraco para nos preservar. Você já ouviu, no fundo de sua alma, as palavras de bênção: “Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo”? Em Cristo, isso nos foi assegurado como inesgotável fonte de alegria e força. Esse é o único remédio contra nossas idolatrias, porque torna os ídolos desnecessários. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)

3 de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

A fraqueza de Deus – 2 – Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia. E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. Gênesis 32:24, 25, ARC
Jacó está de volta para sua terra com o coração imerso em justificados temores. Todo o passado parece desenrolar-se em sua mente como um vídeo assombroso. O que o aguarda? Em sua peregrinação, o caminho o leva ao vale da humilhação e do medo. No passado, fazendo a trilha inversa, ele tivera a visão dos anjos, em Betel. Agora ele segue para o desconhecido. Seus mensageiros voltam com notícias aterrorizantes. Esaú se aproxima com “quatrocentos homens” (Gn 32:6). “Se viesse em paz, por que traria um exército?”, Jacó deve ter se perguntado. Além disso, há o silêncio de Esaú. O irmão não lhe envia nenhuma mensagem. Isso deve ter-lhe sido devastador. Não é por acaso que “Jacó temeu muito e angustiou-se” (v. 7, ARC). Você já ouviu falar da “angústia de Jacó”? Sim, Ele aguarda um massacre!
Então ele ora em agonia: “Ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra e à tua parentela, e te farei bem” (v. 9). As promessas divinas não vêm com um manual ao “usuário”. Ele continua: “Sou indigno de todas as misericórdias” (v. 10). “Livra-me das mãos de meu irmão [...] porque eu o temo” (v. 11).
No vau do Jaboque, Jacó depara-se com seu Getsêmani. Ele enfrenta o terror de estar exposto a algo muito além de si. É aí que Jacó se encontra com a misteriosa figura com quem luta em desespero.
O texto de Gênesis obscurece a identidade do estranho, oferecendo apenas algumas pistas. Primeira: Ele toca Jacó na juntura da coxa. A palavra hebraica significa um leve toque, desabilitando o oponente humano. O que mais Ele não poderia ter feito? Jacó está diante de um enorme poder sobrenatural. Segunda pista: o estranho personagem deveria sair de cena, visto que o Sol raiava. Por quê? Jacó sabia não poder contemplar a face de Deus e viver (Êx 33:20). Ele, afinal, percebe quem é seu rival. É para sua proteção que o desconhecido deve partir!
Jacó, então, não diz o que seria racional: implorar que Deus o deixasse. Ele faz o oposto: “Não te deixarei ir se me não abençoares” (v. 26). Aqui encontramos uma das mais sublimes revelações de Deus, neste quadro de condescendência. Ele Se revela em fraqueza para ajustar-se às Suas confusas criaturas. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)

4 de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

Adoração – Dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Apocalipse 14:7
O livro do Apocalipse descreve as últimas cenas da história, retratando uma grande polarização. De um lado estão os adoradores de Deus e do Cordeiro. Do outro lado, os adoradores da trindade contrafeita: o dragão, a besta que emerge do mar e a besta que surge da terra. Esses falsos adoradores serão aqueles que receberão a marca deste poder em oposição a Deus e a Seu povo.
De fato, nos capítulos 13 e 14 do Apocalipse, a palavra “adoração” aparece nada menos que oito vezes. Esse é o foco do conflito final. Essa é a palavra crucial em toda essa seção do livro. No fim, o teste da verdade para o mundo se centralizará na questão da adoração verdadeira. E isso não é algo novo. No início, Caim e Abel se dividiram sobre a adoração (Gn 4:3-9). No Monte Carmelo, o conflito teve que ver com a adoração (1Rs 18:26-46).
Em Daniel, na planície de Dura, a questão para os três hebreus gravitou entre a adoração ao verdadeiro Deus ou a adoração à imagem erguida por Babilônia. Esta é a cena por trás da ideia da “imagem da besta” no livro do Apocalipse.
Em toda a história da idolatria de Israel, a adoração é o foco do conflito. No deserto, quando Satanás tentou seduzir Jesus, a questão central estava relacionada com a adoração. Realmente, a primeira tábua da lei trata basicamente deste tema. O primeiro mandamento refere-se à lealdade; o segundo, ao culto; o terceiro, à reverência; e o quarto, à obediência. Esses são os elementos essenciais da adoração. Assim, não é de admirar que a questão central nas últimas cenas do planeta Terra seja a adoração: falsa ou verdadeira.
A adoração, nesses termos, está em última análise centralizada na ideia da submissão à vontade de Deus. Embora adoração não se limite à sua presença na igreja, a atitude na igreja revela de que lado você estará, afinal, no conflito. A maneira como tratamos o sagrado, em geral, e o culto na igreja, em particular, em certa medida reflete a maneira como tratamos a Jesus Cristo em nossa vida. Quando você for à igreja na próxima vez, lembre-se: a adoração começa com a reverência. Com frequência ouvimos orações pedindo a presença de Deus no culto. Creio que deveríamos começar a orar pela consciência de Sua presença entre nós. (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)

5 de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

A Trindade contrafeita – Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho [...].Vi emergir do mar uma besta [...].Vi ainda outra besta emergir da terra. Apocalipse 12:3; 13:1, 11
Em Apocalipse 12 e nos capítulos seguintes, nos deparamos com o desfecho do grande conflito cósmico. Nessa última batalha, o dragão, Satanás, um colecionador de derrotas em seus confrontos com Cristo ao longo da história da redenção, não está sozinho. Ele tem ao seu lado dois aliados. Da mesma forma como as Escrituras retratam a Trindade divina – o Pai, o Filho e o Espírito Santo –, o Apocalipse sugere que, no último conflito, haverá o empenho de uma “trindade” contrafeita.
O dragão é a contrafação da primeira pessoa da verdadeira Trindade. No início, ele buscou ser igual a Deus (Is 14:13, 14) e tornou-se o deus deste século (2Co 4:4). O segundo personagem da trindade demoníaca é introduzido em Apocalipse 13:1: a “besta que surge do mar”, contrafazendo a Cristo. Ela é uma imagem do dragão. Como o dragão, ela também tem sete cabeças e dez chifres. Nos evangelhos, Jesus é a imagem do Pai (Jo 14:9, cf. 2Co 4:4; Fp 2:6). Esta contrafação de Jesus tem um “nome de blasfêmia” (Ap 13:5). Blasfêmia na linguagem bíblica é a pretensão de autoridade para perdoar pecados (Mc 2:7). Ao longo da história, tal poder arrogou ter as chaves do reino; por meio do sistema sacramental, instituiu na terra uma contrafação do verdadeiro santuário (Ap 13:6). Seu “ministério” de 1.260 dias proféticos, 42 meses (Ap 13:5), ou três anos e meio, é também uma paródia do ministério de Cristo, em termos de sua duração. Tal poder, como a verdadeira segunda pessoa da Trindade, sofreu um golpe de morte e teve uma “ressurreição” (Ap 13:12).
Então, na besta que surgiu da terra, temos a contrafação do Espírito Santo (Ap 13:11). Como o Espírito Santo dá testemunho de Cristo (Jo 14:16), no Apocalipse essa besta “faz com que a Terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” (Ap 13:12). A besta da terra dá testemunho da segunda pessoa da trindade contrafeita. Como o Espírito Santo, este poder faz fogo descer (v. 13) e engana os que habitam na Terra (v. 14), num “Pentecostes” contrafeito. Quem é esta besta? Olhe ao redor, observe as simulações de milagres e línguas, confundindo as pessoas a respeito de Deus.
Uma grande obra de engano virá sobre a Terra e será capaz de enganar a todos os que não têm o amor pela verdade. E você, onde está? (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)

6 de outubro – Meditações Diárias – Meditação Matinal 2014 – Ligado na Videira

Três espíritos imundos – Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs. Apocalipse 16:3
Os últimos enganos descritos no Apocalipse envergonham nossas ideias provincianas a respeito do tempo do fim. Uma falsa trindade estará em operação: o dragão que busca ser como Deus, a besta do mar e a besta da terra. Quem são eles? O próprio diabo; a igreja de Roma, pretendendo perdoar pecados; e o protestantismo moderno, com sua enorme ênfase em milagres, sinais e prodígios. Ontem vimos algumas das similaridades.
Em Apocalipse 16:13 e 14, a besta da terra ganha outro nome: falso profeta (cf. Ap 19:20). Esse nome descreve seu caráter enganador. Os falsos profetas nas Escrituras erroneamente interpretaram a mente de Deus. Foram os piores inimigos de Seu povo, e os melhores aliados do diabo. Jesus previu as atividades de falsos profetas (Mc 13:33, Mt 24:34, 1Pe 2:1). O Apocalipse 16:13 acrescenta novos elementos ao quadro: da boca do triunvirato satânico, saem três espíritos imundos semelhantes a rãs. “Da boca” significa o próprio hálito, a respiração, a própria essência. Qual o propósito desses espíritos? Eles “vão aos reis de todo o mundo, a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso” (v. 14, NVI).
Você percebe? Assim como a verdadeira Trindade envia, no tempo do fim, três mensagens angélicas de advertência a todo o mundo (Ap 14:6-12), a trindade falsa também tem uma contrafação em sua obra de engano. Portanto, no fim, teremos uma Trindade contra outra trindade. Cada uma estará munida com mensageiros especiais, enviados a todo o mundo. Um grupo com a proclamação do evangelho eterno, o outro com o engano, seduzindo as pessoas para tomarem o lado errado no conflito. Por que “espíritos como de rãs”? As rãs são animais imundos, assim como imundícia é a característica da Babilônia do fim (Ap 17:4, 5). Lembre-se: as rãs representaram o último engano dos magos do Egito. A última obra de contrafação (Êx 8:1) antes do êxodo. Os três espíritos como de rãs aparecem como uma antítese das advertências proclamadas pelas três mensagens angélicas. Tais espíritos sãos os enganadores agentes da trindade contrafeita. Eles agem para persuadir a humanidade precisamente antes do êxodo final.
Tudo isso lhe parece sério? De fato, é muito sério. Segundo Jesus, muitos serão enganados (Mt 24:11). (Clique aqui: leia o Comentário da Lição Ligado na Videira)