Meditações Diárias – Meditação Matinal – Abril 2014 – Amin Rodor – Encontros com Deus – Ligado na Videira

O Poder da PalavraMeditações Diárias 2014 – 1º de abril
Assim será a palavra que sair da Minha boca: [...] fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que a designei. Isaías 55:11
Minha proximidade inicial com a Igreja Adventista era apenas geográfica. Nossa casa, numa pequena cidade no interior norte do Espírito Santo, ficava exatamente ao lado do prédio da igreja. Inicialmente os membros, na maioria de origem alemã, reuniam-se em uma casa nos fundos do terreno. Tenho a vaga lembrança de ter assistido a uma reunião naquele local e de assentar-me em um banco sem encosto. O prédio atual foi construído depois por um grupo que veio de Baixo Guandu.
Lembro-me de, naquele período, ter estudado em três escolas. Não sei exatamente em que ordem, mas imagino que primeiro foi no Grupo Escolar. Depois, por alguma razão, na Escola Adventista, vizinha de minha casa. Então fui para a Escola Paroquial, próximo à Igreja Matriz, no alto de um morro. Por algumas influências na escola católica, fui feito coroinha, um daqueles meninos que ajudam o padre a rezar a missa, repetindo frases em latim e balançando o incensário.
Meu primeiro contato com as Escrituras, contudo, aconteceu na Escola Adventista de forma curiosa. O certificado escolar tinha a gravura de uma árvore. Sob suas copas, estava desenhado um pequeno riacho. Logo abaixo,
havia um texto bíblico: “O justo será como árvore plantada junto a ribeiros de água” (Sl 1:3). As palavras poéticas do salmista e o próprio quadro enchiam minha imaginação. Creio que o Espírito Santo, o grande intérprete do evangelho, já estava me impressionando.
Mais tarde, quando cursava o antigo ginásio, um de meus irmãos começou a namorar uma moça que viera do colégio adventista de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Era filha da família Krüger, líderes da igreja adventista local. Na casa dela, ele aprendia as doutrinas bíblicas.
Em nossa casa, as repetia. “O sábado bíblico”, “o estado dos mortos”, tudo isso me impressionava muito. Depois vieram os estudos bíblicos formais e a influência de uma família adventista vizinha. A irmã Selma Dan nos ensinava falando com sotaque pesado. Estudando sobre o anticristo e o misterioso número 666, como a família Dan entendia, tomei minha decisão. Com a mudança para Taguatinga, em Brasília, alguns meses depois de meu batismo, o contato com outros cristãos adventistas e as oportunidades de participar na igreja confirmaram meu chamado espiritual. E tudo começou com um texto bíblico no boletim escolar! (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Novo Homem em CristoMeditações Diárias 2014 – 2 de abril
E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:24
Karl Marx referia-se ao “novo homem” que deveria emergir do triunfo da ideologia comunista. Isso aconteceria depois do triunfo histórico dos oprimidos sobre os opressores. A criação do novo homem, para Marx, era vista puramente em termos materialistas. O “novo homem e a nova sociedade” seriam possíveis apenas pela derrota do capitalismo. Os meios de produção como fábricas e terras, por exemplo, não deveriam ser propriedade de uma pessoa, mas de toda a sociedade. No marxismo, para se chegar ao “novo homem”, é imperativo que se transformem primeiro as condições externas dos oprimidos.
A história, contudo, não está do lado da visão marxista do homem. Em cada lugar em que sua revolução foi vitoriosa, quer na Rússia, na China ou em Cuba, o que se verificou não foi o surgimento do “novo homem”, mas o surgimento do “novo opressor”.
Qual o problema do marxismo? Ele é vítima de uma visão superficial do homem, não levando em conta a doutrina bíblica do pecado. O conceito cristão do “novo homem” repousa na compreensão paulina do homem, como escravizado pelo pecado e feito livre por meio da obra redentora de Cristo. A autoemancipação do marxismo falha porque espera, ao mesmo tempo, muito e muito pouco: muito do homem, que consistentemente transforma sua capacidade criativa em fins destrutivos; e muito pouco ou nada de Deus, o qual vem de além da esfera do homem para oferecer nova direção e possibilidades.
Desde seu início, o cristianismo opera uma revolução isenta de utopias, que começa no interior e alcança o exterior. O Novo Testamento faz referências a escravos, sem encorajar demandas de classe e revolução. Dos senhores, não é exigido que libertassem seus servos. Contudo, encontramos um denominador comum extraordinário: “Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo” (1Co 7:22, ARC). O sentido essencial desta verdade teve profundo efeito prático na vida dos cristãos.
Na conversão, recebemos uma nova identidade que se coloca acima de todas as outras. Assim, antes de sermos brancos ou negros, ricos ou pobres, educados ou sem estudo, somos novas criaturas em Jesus Cristo, e isso passa a ser a nossa orientação primária, mais importante que todas as outras identificações, e nos consideramos irmãos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Açucarando o EvangelhoMeditações Diárias 2014 – 3 de abril
Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, pois o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 2 Coríntios 11:13, 14
Faz alguns anos, o U.S. News & World Report publicou, como artigo de capa, o tópico sobre a espiritualidade no mundo atual, informando que a religião, em muitas partes do mundo, tomou um manto de psicologia popular. Muitas congregações crescem oferecendo uma teologia açucarada, com uma dieta light de sermões preocupados com temas como “realização pessoal”, como ser “melhor parceiro”, “melhor empregado”, “melhor chefe” e “amigo” e até como “perder peso”. Mesmo admitindo que alguns desses tópicos possam ser uma preocupação da igreja, eles não podem ser o foco central da pregação.
Muitos pregadores modernos têm enfatizado unilateralmente os atributos da misericórdia, perdão e amor de Deus, mas negligenciado igual ênfase em Sua justiça, santidade e inimizade contra o pecado. Poderia ser que, na tentativa de agradar as pessoas e nos tornarmos simpáticos aos que queremos alcançar, estejamos comprometendo os ensinos das Escrituras? É evidente que, como o contexto em que pregamos muda, devemos fazer ajustes em nossa forma de apresentar o evangelho, mas isso não muda sua essência. Enquanto métodos de comunicação podem variar, o fundamento da verdade bíblica deve permanecer inalterável.
Em nossa pregação, não mudamos Deus nem Sua verdade. Devemos manter em equilíbrio dois polos da proclamação cristã; de um lado, manter a identidade, o caráter bíblico do conteúdo proclamado; de outro, manter a relevância, que é o relacionamento da revelação com o contexto humano atual. Muitos querem ser relevantes sem ter identidade bíblica. Outros querem reter a identidade, mas no processo deixam de ser relevantes. Os dois perigos são reais. A preocupação com a relevância tende a levar à “contextualização pragmática” do evangelho, conduzindo à utilização de recursos estranhos à Palavra de Deus. O outro perigo é a tentativa de ser “bíblico” e cair na bibliolatria, respondendo a perguntas que ninguém está fazendo. Ou tentar responder, no século 21, a questões do século 19. De qualquer maneira, devemos entender que o único evangelho capaz de satisfazer às necessidades humanas é o evangelho real, ministrado em sua fórmula original, sem açucaramentos ou diluições. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Uma Ilha no Tempo  – Meditações Diárias 2014 – 4 de abril
Havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. Gênesis 2:2, 3
O mundo moderno é uma extensão da Babilônia espiritual. Essa não é apenas uma invenção do gênio humano, mas de forças malignas sobrenaturais cujo objetivo é anuviar a mente e anestesiar a percepção das pessoas. Vivemos em meio ao caos generalizado, em que muitos não percebem até que ponto estão sendo afetados. Os seres humanos se tornaram quase como robôs. Dormindo pouco, lutando em meio ao tráfego, enfrentando pressões bizarras de todos os ângulos, não é de admirar que estatísticas indiquem que uma em cada cinco pessoas é hoje diagnosticada mentalmente enferma. Mais do que em qualquer outro tempo, necessitamos redescobrir o poder restaurador do sábado.
Diferentemente do batismo, santa ceia ou lava-pés, o sábado é um símbolo instituído por Deus no início da história humana. Ele vem da perfeição original e traz o hálito do Éden, anterior ao pecado. Foi dado como presente de Deus, no clímax da criação, para os primeiros seres humanos. Deveria estender-se a toda a humanidade. No esquema da criação, a obra de Deus se move do espaço para o tempo, e o tempo está dividido entre tempo comum e tempo especial. O tempo comum flui para o tempo especial. Nessa lógica, a criação não é um fim em si mesma: o ser humano não encontra realização plena nos dias do tempo comum, naquilo que possa fazer ou realizar. O alvo final da atividade semanal e da vida não é encontrado do primeiro ao sexto dia da semana. O clímax é o repouso do ser humano na presença do Criador.
O sábado é um perpétuo memorial de que ninguém alcança seu propósito no trabalho como se fosse um animal de carga. O alvo final da vida é a comunhão com Deus. Isso é indicado pelo fato de que o ser humano foi criado apenas no sexto dia. O sábado é o sétimo dia da semana, mas o primeiro dia de existência de Adão e Eva. Eles repousaram, então, não porque estivessem cansados. Repousaram para comungar com o Criador. Em Sua presença, iriam alinhar suas prioridades. Hoje não é diferente. Os olhos precisam ser abertos para que vejamos o que é fundamental. É o homem em rebelião que busca realização independentemente de Deus, como se a vida se esgotasse nos dias do tempo comum. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Barnabé, Filho de ExortaçãoMeditações Diárias 2014 – 5 de abril
José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos. Atos 4:36, 37
Dos inúmeros e anônimos pregadores das boas-novas na igreja primitiva, apenas alguns poucos emergem claramente das páginas do Novo Testamento. Barnabé é um dos poucos missionários que antecederam Paulo acerca de quem sabemos algo. Mas o pouco que conhecemos dele sugere sua importância. Judeu da diáspora, viveu em Chipre, mas tornou-se um dos mais primitivos discípulos em Jerusalém.
Seu nome era José, mas passou a ser chamado de Barnabé pelos apóstolos. O termo “Barnabé” é interpretado por Lucas como “filho de exortação”. Ele é descrito como “cheio do Espírito” (At 11:24). Curiosamente, Barnabé, em todas as cenas bíblicas em que aparece, é sempre uma figura de apoio, sempre a serviço de outros:
É ele quem introduz Paulo à igreja, depois da conversão deste (At 9:27). Provavelmente foi o primeiro a reconhecer o potencial do apóstolo.
É enviado pelos apóstolos para apoiar o trabalho em Antioquia, enquanto o cristianismo era pregado aos gentios em nova escala (At 11:22).
É enviado, com Paulo, de Antioquia a Jerusalém em uma missão de misericórdia (At 11:29, 30).
Ajudou Paulo na primeira viagem missionária, partindo de Chipre (At 13 e 14). De fato, Barnabé foi o líder original, embora Paulo tome o papel principal posteriormente.
No Concílio de Jerusalém, é ele quem defende as reivindicações dos cristãos gentios (At 15:1-32).
Ele acompanhou Paulo a Antioquia, em envolvimento missionário (At 15:35).
Na segunda viagem missionária, Barnabé aconselhou que levassem João Marcos, que havia desertado anteriormente. Como Paulo se recusasse a fazê-lo, Barnabé acompanhou o jovem Marcos em uma dupla missionária, impedindo que ele desistisse de seu chamado (At 15:36-40).
Barnabé continuou a serviço do evangelho, o que é indicado pelas referências que Paulo faz a ele como alguém conhecido dos gálatas (Gl 2:1, 9, 13), dos coríntios (1Co 9:6) e dos colossenses (Cl 4:10). Segundo a tradição, Barnabé foi martirizado no ano 61 a.C. Como vemos no texto de hoje, ele colocou suas posses à disposição da igreja. A fragrância de sua vida chega até nós. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Aprendei de MimMeditações Diárias 2014 – 6 de abril
Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve. Mateus 11:28-30
Nessa exclusiva referência a respeito de Si como “humilde de coração”, Jesus nos apresenta a chave para o descanso que Ele nos oferece. Vivemos na cultura da “autopromoção”, da “defesa dos próprios direitos”, da “preocupação em ser o primeiro”, de “ganhar por intimidação”, da incansável busca por “tronos” e uma dúzia de outras agendas a serviço do eu. O que não entendemos é que tal atitude é precisamente o que mais destrói nossa paz. Estamos tão ocupados em nos defender, promover-nos ou manipular outros em nosso favor que nos programamos para uma nova guerra a cada dia. Mas o egoísmo pode ser muita coisa, menos algo novo:
A Grécia dizia: “Seja sábio, conheça a si mesmo.”
Roma ordenava: “Seja forte e se discipline.”
O judaísmo insistia: “Seja bom e se ajuste à lei.”
O hedonismo seduzia: “Busque o prazer e se satisfaça.”
A educação orienta: “Seja hábil, expanda seu universo.”
A psicologia motiva: “Seja confiante e se autoafirme.”
O materialismo apregoa: “Seja possessivo, realize-se em possuir.”
O humanismo ensina: “Seja capaz, creia em si mesmo.”
O orgulho afirma: “Seja superior, promova os interesses pessoais.”
Jesus Cristo ensinou-nos algo diferente: “Seja altruísta, vença o egoísmo, subjugue a inclinação de explorar os outros e ‘tirar vantagem em tudo’. Seja generoso, porque, afinal, são os mansos que herdarão a terra.” Quando eu penso neste surpreendente Jesus e em Sua desafiadora atitude, tão em descompasso com nossa natureza, eu não posso deixar de balançar a cabeça e sorrir. Em nossa sociedade “ganhe-tudo-o-que-você-pode”, o conceito de vitória sobre o egoísmo e ser aquele que serve é considerado uma piada ou tolice.
Paulo, depois de exortar os filhos do reino a nada fazer por partidarismo, considerar os outros superiores a si mesmo, não ter em vista o que é próprio, senão também o que é dos outros (Fp 2:3, 4), desafia-os a nutrir o mesmo sentimento encontrado em Jesus: “Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-Se; mas esvaziou-Se a Si mesmo, vindo a ser servo” (Fp 2:6, 7, NVI). (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Os que Nasceram Duas VezesMeditações Diárias 2014 – 7 de abril
Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã. Salmo 30:5
William James, em seu clássico The Varieties of Religious Experience (As Variedades da Experiência Religiosa), aplica a metáfora dos dois nascimentos para pessoas religiosas. Os que nascem “uma vez” são pessoas que atravessam a vida sem nunca experimentar complicações em sua fé. Eles podem ter dificuldades financeiras, desapontamentos, mas nunca atravessam tempos que realmente parecem contradizer sua experiência religiosa. A compreensão que eles têm de Deus, quando chegam à velhice, não é diferente do que aprenderam sobre Ele na infância.
Para James, os “nascidos duas vezes” são pessoas que atravessam enormes crises, chegando mesmo a perder a fé para então recuperá-la. E a nova fé é muito diferente daquela que foi perdida. Em vez de experimentarem apenas dias de céu azul, algumas vezes o Sol parece lutar para sair da tempestade, embora sempre consiga reaparecer. Deus, conforme eles apresentam, parece mais real. Ele não é simplesmente o “paizão” que sempre mantém os filhos “seguros e secos”. Ao contrário, Deus os capacita a prosseguir através da noite escura de um mundo perigoso. Esses são como um osso que quebra e depois de curado é mais forte no lugar em que se partiu. A fé manifestada por eles é mais forte do que antes, porque em algum momento aprenderam que podem depender de Deus e assim sobreviver às perdas e tragédias. Depois das desilusões, a fé é mais forte porque testemunhou que muito de sua antiga confiança eram apenas deuses falsos.
Imagino que os salmos foram escritos por pessoas que tiveram que lutar para descobrir onde Deus estava escondido na vida delas, e não por aqueles para quem Deus era muito óbvio. Presente, mas não óbvio. O salmo 30 é um exemplo disso. Atribuído a Davi, ele foi escrito por alguém recuperado de séria enfermidade, alguém liberto de um fosso de opressão, cercado de inimigos por todos os lados. Ele vai ao templo não como o adorador superficial, acostumado a repetir suas frases mecânicas. Ele, que se julgava inabalável (v. 6), descobriu que a caminhada com Deus não é um passeio no parque. Em tempos de grande tribulação, ele perdeu a fé simplória, substituindo-a por uma compreensão profunda de Deus, que aqui se revela em louvor e agradecimento. Ele aprendeu que o choro não dura para sempre. A alegria, cedo ou tarde, triunfa. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Vós Sois a Luz do MundoMeditações Diárias 2014 – 8 de abril
Vós sois a luz do mundo. [...] Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. Mateus 5:14, 16
Percebemos o que Jesus está dizendo? “Para que vejam as vossas boas obras.” Não boas opiniões, boas ideias religiosas, teorias, discursos nem palavras que impressionem.
Sandra, uma moça atraente que se tornou adventista, resolveu que não mais teria namorados de fora da igreja. Em decepção, desabafou mais tarde que os rapazes da igreja, pelo menos aqueles com quem ela se relacionara, não eram diferentes dos “pagãos” que conhecera. Eles podiam até pretender ser diferentes, podiam defender ideias cristãs, mas para ela era impossível ver qualquer diferença.
Eu sou a “luz do mundo”, mas, se trapaceio em meus negócios, exploro os outros e tiro vantagens deles, se roubo, minto, dou informações falsas, não pago minhas dívidas, calunio e não controlo meu temperamento, então eu “desligo” a luz, crio um “apagão”. O argumento de Jesus é simples, mas extraordinário: o valor da luz está no seu contraste com as trevas. Quando a luz deixa de iluminar, ela não apenas perde o seu valor, mas deixa de existir como luz. Jesus falou de ações concretas, não de propaganda religiosa. É precisamente isso que o mundo está esperando dos cristãos.
O Adventist Kettering Medical Center, em Ohio, foi edificado sobre o poder do testemunho cristão. O milionário Eugene Kettering buscou uma instituição com quem se associar para construir um estabelecimento médico de alta qualidade. Escolheu os adventistas. A Igreja Adventista enviou então George Nelson para trabalhar com o Sr. Kettering no projeto. Esses dois homens, embora de origens diferentes, tinham algo em comum: devoção à honra e à excelência. Depois de alguns encontros, o Sr. Kettering foi ao escritório do irmão Nelson e, casualmente, deixou sobre sua mesa o primeiro cheque. Quando Nelson viu o cheque, mais tarde, ele estava em seu nome, no valor de 1,2 milhão de dólares.
Muitos anos depois, um pouco antes de Eugene Kettering morrer, George Nelson o visitou. Perguntou-lhe por que, em tão pouco tempo de relacionamento, havia confiado a ele tal soma de dinheiro. “George”, respondeu o Sr. Kettering, “eu confiava em você mais do que confiava em mim.” Que poderoso testemunho! Lembre-se: sem caráter cristão, não há testemunho cristão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quem Eu Seria Se Pudesse SerMeditações Diárias 2014 – 9 de abril
Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele. 1 João 3:2
Quem Eu Seria se Pudesse Ser é o curioso título de um livro que vi na vitrine de exposição na Fundação Síndrome de Down, em Campinas, onde levamos nosso filho Mike para algumas de suas terapias. O livro, que adquiri posteriormente, trata da “viagem imperfeita” e das fronteiras, muitas delas insuperáveis, de pessoas limitadas por alguma disfunção intelectual.
Desde o nascimento de nosso filho com a Síndrome de Down, observo seu desenvolvimento, às vezes muito lento. Muitas vezes, testemunho seu enorme desejo de aprender. Observamos seu incansável trabalho em encher cadernos e mais cadernos, copiando exercícios que ele não entende, ou simplesmente escrevendo seus pequenos arabescos, em sua formidável tentativa de acompanhar as outras crianças. Pergunto-me, em algumas ocasiões: Quem seria ele, não fosse sua enorme limitação? Em casa, temos sido abençoados pelo Mike. Seu jeito de anjo, sua inocência, sua bondade, seus comentários ingênuos e sua forma de ver as coisas nos surpreendem de diversas maneiras. Temos com ele uma regra muito clara: para um ser limitado, amor ilimitado.
Por outro lado, todos nós tornamo-nos disfuncionais em relação ao plano original de Deus. Ao nascer, Mike foi diagnosticado como portador da “trissomia vinte um”. Em linguagem simplificada, podemos dizer que isso afeta cada célula de seu corpo. Assim somos nós, completamente afetados em cada “célula” de nossa estrutura espiritual. Nosso desenvolvimento em viver a vontade de Deus é muitas vezes lento e reticente. Por vezes, quase desanimador. Mas Jesus é um grande otimista!
Lembre-se, Deus também tem uma regra imutável em relação às nossas debilidades: amor e paciência ilimitados. Se não desanimarmos e permitirmos que Deus atue, Ele aperfeiçoará a boa obra que iniciou em nós (ver Fp 1:6).
Sua graça finalmente triunfará suprema, e seremos afinal aquilo que Ele projetou. O texto de hoje sugere um contraste entre o que é conhecido e aquilo que vamos ser. Somos agora “filhos de Deus”, mas o pleno significado disso ainda está no futuro. Ainda aguardamos a revelação daquilo que seremos em nosso estado final: “Transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem” (2Co 3:18). (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quão Grande És Tu!Meditações Diárias 2014 – 10 de abril
Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome! Pois expuseste nos Céus a Tua majestade. Salmo 8:1
Uma dificuldade séria do homem moderno é que ele gasta muito tempo no ambiente das coisas “criadas” pelas próprias mãos: carros, trens, escolas, shopping centers, aviões e eletrônicos. E, como tem domínio dessas coisas, ele se julga muito grande. Assim, não é por acaso que a vida se torna enfadonha e pouco inspiradora. Alienamo-nos do contato com as coisas criadas por Deus, as quais impressionavam nossos ancestrais e os levavam a responder com reverência às belezas insuperáveis da ordem criada.
Pense no sentimento de fascínio ao contemplar um céu estrelado longe das luzes artificiais da cidade. Imagine a reverência, quase temor, suscitada pelos raios, relâmpagos e poderosos trovões. Coloque-se diante do espetáculo das incansáveis ondas do mar, que se quebram na praia em um entardecer. Essas coisas ajudam a ver, de uma perspectiva diferente, tanto nós próprios como o mundo. Há quase um século, o teólogo alemão Rudolf Otto escreveu o clássico The Idea of the Holy (A Ideia do Sagrado). Otto sugere que o ser humano tem fome do Sagrado. Existe nisso um elemento quase estarrecedor. Encontrar o Sagrado é encontrar-se com uma realidade tão grande que nos faz tomar consciência de nossa embaraçosa pequenez. Isso acontece, segundo Otto, não porque sejamos pequenos, mas porque o Sagrado é muito grande, numa escala desconhecida. Talvez por isso, Tomás de Aquino, quando perguntado por que depusera a pena e deixara de escrever, respondeu que ele tivera uma visão do Santo, e isso o fazia sentir que tudo o que escrevera não passava de palha.
Na próxima vez que você for ao zoológico, observe a relativa pouca atenção dada aos animais pequenos. Contudo, observe as filas dos que querem ver o leão, o tigre, o elefante e o gorila. Por quê? Talvez porque, mesmo sem entender, nós nos sintamos afirmados ao ver que há criaturas maiores e mais fortes do que nós. Seres que não criamos e que, naturalmente, escapam ao nosso domínio. A mensagem é tanto humilhante como confortadora: nós não somos o poder final. Isso nos ajuda a entender nosso lugar no Universo. Considere a suprema grandeza de Deus, em meio às suas dificuldades, e pense nisto: “Não diga a Deus que você tem grandes problemas. Diga aos seus problemas que você tem um grande Deus.” (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Você e o DinheiroMeditações Diárias 2014 – 11 de abril
Ao Senhor pertence a Terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Salmo 24:1
Deus provê para cada pessoa dois elementos básicos: tempo e talentos. Esta é a estrutura da vida. O tempo é igual para todos. Os talentos são diferentes de pessoa para pessoa. O dinheiro, em grande medida, é o resultado da combinação do tempo e do talento. Tempo e talento não podem ser acumulados, mas juntos podem produzir algo que pode: o dinheiro. Assim, de maneira real, o dinheiro representa parte do tempo e do talento utilizados para adquiri-lo. O desperdício do dinheiro, além de ser desperdício do talento e do tempo, é o desperdício da própria vida.
O plano de Deus para nos libertar da atração fatal do dinheiro é ensinar-nos a não permitir que aquilo que possuímos venha a nos possuir. Quando falamos dos planos de Deus para a vida, devemos lembrar que eles não podem ser entendidos pelo homem natural (2Co 2:14). Tais planos não lhe parecem razoáveis porque (1) o homem é criatura finita e não pode entender plenamente os caminhos de Deus; e (2) Deus veste Seus planos em mistério e não os revela em todos os detalhes para que desenvolvamos um relacionamento de fé com Ele.
Nas Escrituras, aprendemos que os dízimos pertencem ao Senhor (Ml 3:8-10). Por meio da devolução sistemática e fiel daquilo que Ele separou como um símbolo, Ele nos ensina os princípios básicos de Seu reino:
Submissão: “Não só de pão viverá o homem” (Mt 4:4).
Dependência: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino” (Mt 6:33).
Obediência: “Dai [...] a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21).
Prioridade: “Onde está o teu tesouro [...]” (Mt 6:21).
Lealdade: “Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24).
Confiança: “Não andeis ansiosos” (Mt 6:25).
Compromisso: “Fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28:19).
O dízimo é baseado em convicção teológica. Sem a doutrina da criação, ele não tem fundamento sólido. O dízimo pode parecer um absurdo lógico. Em última instância, ele representa a rejeição do egoísmo e a libertação da tirania das coisas. Porque pertence ao Senhor, Ele é santo, como o sábado. Porque Jesus só menciona o dízimo uma única vez (Mt 23:23), alguns sugerem que lhe falta base no Novo Testamento. Jesus mencionou a necessidade da conversão, também, apenas uma vez (Jo 3:3), e ninguém contestaria o imperativo dela com base na estatística. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Jesus, o Senhor da VidaMeditações Diárias 2014 – 12 de abril
Fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais [...]. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome. João 20:30, 31
Cada evangelho teve uma audiência primária específica. Em grande medida, isso determinou seu conteúdo. Mateus escreveu para judeus; Marcos, para romanos; Lucas, para grupos de gregos convertidos à fé cristã. João foi escrito, no fim do 1º século, para a igreja. Destinava-se a uma geração de cristãos que não haviam conhecido a Cristo. Cristãos que estavam se perguntando: Quem é Jesus Cristo? O texto de hoje indica o propósito desse evangelho. João está dividido em duas partes. Na primeira seção, capítulos 1 a 12, o evangelho trata dos atos de Jesus. João não usa a palavra “milagre”. O que Jesus realiza são “sinais”. Os sinais são como parábolas que apontam para uma realidade além de si mesmas. Os sinais em João suscitam a pergunta: Quem pode realizar obras assim? E sugere a resposta: Apenas Deus!
João registra sete sinais. Todos eles com características exclusivas desse evangelho. No primeiro, Jesus transforma água em vinho (2:1-12), o que trata da questão da qualidade. O segundo sinal é a cura do filho de um oficial do rei, que estava a uma distância acima de 32 quilômetros (4:43-54).
Distância não é problema para Ele. O terceiro é a cura do paralítico de Betesda (5:1-8), inválido por 38 anos. Tempo não está fora de Seu poder e controle. O quarto sinal (6:1-13) é a multiplicação de pães para uma grande multidão. Quantidade não é obstáculo para o Senhor. No quinto sinal, Jesus anda sobre o mar (6:16-21). Forças naturais Lhe obedecem. Depois Ele cura um cego de nascença (9:1-11). Este sinal tem que ver com o acaso.
Ele é superior às forças cegas e perplexidades da vida. Finalmente, é descrita a ressurreição de Lázaro (11:17-44). Jesus Cristo é maior que a morte. Leia o contexto desses casos. Observe que João intensifica a dimensão do problema para enaltecer Aquele que é a solução. Lázaro, por exemplo, não apenas estava morto; ele já estava em decomposição.
Tais sinais cobrem todas as áreas da vida. Você está buscando qualidade? Ele é a resposta. Seu problema tem que ver com distância, tempo, quantidade, forças naturais, acaso ou a própria morte? Jesus Cristo veio a nós e entrou em nossa história para dar sentido a nossa existência. Creia e tenha vida em Seu nome! (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Na Pessoa de Nosso SubstitutoMeditações Diárias 2014 – 13 de abril
Então, Pilatos O entregou para ser crucificado. João 19:16
A justiça divina foi satisfeita na pessoa de nosso substituto. Tal princípio provê a chave que abre a compreensão para o mistério que cerca aquelas passagens relacionadas à morte de Cristo. De fato, Sua paixão seria inexplicável sem essa chave explanatória. Sem esse princípio interpretativo, a morte de Jesus não seria apenas um absurdo, mas uma monstruosa injustiça.
Por que seria torturado e condenado o inocente Filho de Deus? No jardim do Getsêmani, Ele diz aos guardas: “Deixai ir estes” (Jo 18:8). Com isso, Jesus indica que é Ele que deve ser preso. Por quê? Da mesma forma, no julgamento perante o Sinédrio, quando a sentença condenatória é passada, acusado de blasfêmia, Ele guarda silêncio (ver Mt 26:63). Jesus não argumenta, nunca tenta Se defender. Veja-O perante Pilatos: Ele não responde às acusações. Cinco vezes, contudo, Pilatos, confuso, pronuncia que Jesus é “inocente”, “justo” ou “sem culpa”. Mas, ainda assim, Ele é condenado à morte. Como entender tal contradição? Nenhum tribunal com um mínimo senso de justiça validaria tal sentença.
Há apenas uma explicação: Jesus é ao mesmo tempo justo e culpado. Como Deus encarnado, Ele é absolutamente inocente das acusações que Lhe são atribuídas. Ao mesmo tempo, como substituto dos pecadores, Ele é aos olhos de Deus culpado de todas essas acusações. Em Si mesmo, Ele é inocente, mas culpado como nosso substituto. Jesus assume nosso lugar de modo consciente. Assim, nós estávamos lá em Suas cadeias. Perante o trono da justiça divina, nós merecíamos tal condenação. Nós, eu e você, éramos os verdadeiros culpados dos crimes atribuídos a Ele: rebelião, insurreição, blasfêmia, sedição. Mas, como nosso substituto, Ele diz: “Deixai ir estes.” Ele não diz: “Deixai-Me ir.” Você entende? Como nosso representante, tudo o que Lhe é atribuído é verdade. Então a sentença de morte contra Ele, afinal, não é injusta, porque aquela era nossa sentença.
Olhando para a cruz, ao vê-Lo despido, em vergonha e humilhado, podemos perguntar: “Quem é esse?” Você pode ser tentado a responder: “Esse é o Filho de Deus.” Errado. Esse é você e também sou eu na pessoa de nosso representante. Como nosso substituto, a Ele é imputada a culpa de todos os crimes, traições, de todos os desvios que você possa imaginar – de todos, em todos os tempos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
TitanicMeditações Diárias 2014 – 14 de abril
Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição. 1 Tessalonicenses 5:3
Completa-se hoje 102 anos do naufrágio do Titanic, o colosso dos mares. Por muito tempo, creu-se que aquela noite era a mais improvável para o desastre. O mar “estava como um gramado” calmo, as estrelas mais brilhantes do que nunca. Investigações recentes, contudo, têm argumentado que aquelas aparências eram enganadoras. Vários fatores se combinaram para a tragédia. O frio e a clareza do céu refletido no espelho das águas criaram uma miragem que tornou quase impossível que se percebesse o perigo.
Aliada a esses fatores, encontramos a arrogância da autoconfiança. Essa é a única explicação do motivo pelo qual o Titanic, que recebeu diversas advertências pelo telégrafo quanto à presença de icebergs, não alterou sua rota. Informado do perigo, o capitão Smith optou por manter a mesma direção e velocidade, confiante de que o navio estava acima de qualquer ameaça.
Quando o grito “iceberg logo à frente” soou, uma manobra foi feita para desviar o Titanic, mas já era muito tarde. Aproximadamente às 23h45, aconteceu a colisão. O gelo abriu um rombo no casco do navio, e a água passou a jorrar para dentro dos compartimentos.
Foi apenas quando a água gelada começou a invadir as cabines e os salões de jogos que a irreversibilidade da situação ficou evidente. Engenheiros calculam que, uma hora após o choque, mais de 25 mil toneladas de água tenham inundado o Titanic. Por volta de 1h30 da madrugada, a proa estava totalmente submersa. A popa inclinou-se num ângulo de 45 graus, e o peso da estrutura fez a embarcação rachar-se entre a terceira e a quarta chaminés. Os passageiros nos barcos lançados ao mar testemunharam horrorizados o navio descer para o mergulho sem retorno, engolido pelas águas escuras e gélidas do Atlântico Norte. Às 2h20, o gelado Atlântico silenciou as vozes e gritos de 1.500 pessoas que tiveram, então, seu destino selado. O Titanic, a pérola da White Star Line, o gigante de 269 metros de comprimento e 46 mil toneladas, obra-prima de 7,5 milhões de dólares, um tributo à engenharia náutica, tido como insubmersível pelos especialistas, não concluiu sua primeira viagem. Tal tragédia lembra-nos do perigo de se confiar nas aparências. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Que Te Falta?Meditações Diárias 2014 – 15 de abril
Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta. Marcos 10:21
Essa é a narrativa do jovem que vai a Jesus e diz: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Mc 10:17). “Por que me chamas bom?” (v. 18). Essa é a resposta de Cristo, buscando desarmá-lo e forçá-lo a pensar. “Em que sentido Eu lhe pareço bom?” Então Ele leva o rapaz a extrair uma resposta dos próprios recursos. O jovem conhecia os mandamentos e os guardava desde a infância, mas isso não lhe dera nenhuma segurança espiritual, o que sugere um problema em sua religião.
Não há qualquer razão para pensar que ele fosse um hipócrita ou arrogante. Jesus aceita sua sinceridade e nada diz em contrário à sua afirmação. O moço tinha buscado viver pelas regras, contudo sentia-se vazio e, mais que isso, fora do círculo da vida eterna, alienado de Deus. Ser bom guardador da lei não fora suficiente. Ele sentia que havia algo mais a ser experimentado, mas não sabia precisamente o que era. Para muitos, a vida cristã é uma questão de alvos e a realização deles. Algo que deve ser vivido de acordo com algumas metas. Esse jovem havia alcançado seus alvos. “Que farei?” Ele pensa que conhece o método. Para ele, salvação é uma questão de “fazer”. Aí reside o problema.
O texto de hoje, diz que Jesus olhou para o jovem e “o amou”. Seu coração se enterneceu. Esse moço não era uma fraude. Era sincero, e Jesus buscou libertá-lo das algemas, dizendo: “Só uma coisa te falta.” Então, segue uma sequência de cinco imperativos: “Vai, vende [...], dá [...]; vem e segue-Me” (v. 21). O terceiro e quarto imperativos são separados por uma promessa: “E terás um tesouro no Céu.” Jesus intencionou que esse fosse o momento da grande libertação. “Vem e segue-Me”: aí está a ênfase e a resposta de sua busca. Jesus buscou satisfazer a necessidade mais profunda, libertá-lo da vida mesquinha e das garras do poder que o fazia viver numa concha. Havia, no centro da existência, um ídolo que necessitava ser desalojado. “Ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste” (v. 22).
O que ele queria? Um “remédio doce”? E você, querido irmão ou irmã, o que lhe parece difícil deixar para ser um verdadeiro discípulo de Cristo? Provavelmente, aí está seu ídolo. O chamado para romper com nossas idolatrias deve ser visto como um ato libertador. Lembre-se: por Jesus, realmente não deixamos nada que, afinal, não seja para nosso bem permanente. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Incomparável Jesus CristoMeditações Diárias 2014 – 16 de abril
E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Filipenses 2:11
O impacto de Jesus sobre a história e a vida de homens e mulheres é inigualável. Muitos governantes, líderes militares, políticos, gênios, artistas, filósofos e teólogos vieram e se foram. Alguns entraram para a história. Mas todos eles estão soterrados nas areias do tempo. Apenas Cristo permanece tão atual como o jornal que vai sair amanhã. Sua pessoa inspirou milhares de livros e músicas. Seu lugar entre todos os nomes é insuperável.
James Allan Francis escreveu uma belíssima página sobre Jesus Cristo, com o título “Uma Vida Solitária”:
“Ele nasceu numa vila obscura, filho de uma camponesa. Cresceu em outra vila, onde trabalhou numa carpintaria até os 30 anos. Então, por três anos, foi um pregador itinerante. Nunca escreveu um livro. Nunca assumiu qualquer posição. Nunca teve uma família ou possuiu uma casa. Ele não cursou uma faculdade. Nunca visitou uma cidade grande. Nunca viajou mais de 350 quilômetros além do lugar onde nascera. Não fez qualquer uma daquelas coisas que normalmente associamos com grandeza. Tinha apenas 33 anos quando a maré da opinião pública se ergueu contra Ele. Seus amigos O abandonaram. Foi entregue aos inimigos e suportou o escárnio de um julgamento injusto. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto morria, Seus executores disputavam Seu manto, Sua única propriedade. Depois de morto, foi colocado em um túmulo emprestado pela piedade de um amigo.
“Dezenove séculos vieram e se foram. Hoje Ele permanece como o personagem central da humanidade, o líder de todo avanço humano. Todos os exércitos que já marcharam, todos os navios que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, colocados juntos, não tiveram sobre a vida dos homens neste planeta o impacto que teve essa única vida solitária.”
De muitas maneiras, Seus inimigos têm tentado transformá-Lo em um mito e descaracterizar Sua identidade exclusiva. Filmes e canções irreverentes, produtos da ficção humana, surgem de tempos em tempos. Nisso eles não ficam muito longe dos Seus inimigos clássicos: Anás, Caifás, o Sinédrio, Herodes, Pilatos, fariseus e saduceus. Mas Jesus permanece e tem a última palavra sobre a vida e a morte. Seja hoje uma testemunha dEle, onde você estiver. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
BarrabásMeditações Diárias 2014 – 17 de abril
Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido, chamado Barrabás. Mateus 27:16
Os quatro evangelhos fazem referência a Barrabás, uma figura misteriosa que surge em conexão com o julgamento de Cristo. A tradição a seu respeito é reticente. Prisioneiro, ele aguardava a execução. Desejando libertar Jesus, talvez influenciado pela mensagem de sua esposa, Pilatos sugere uma escolha entre os dois: Jesus ou Barrabás? Ele é colhido por uma estarrecedora surpresa: “Solte-nos Barrabás”, grita a multidão.
Qual é a razão para uma escolha como essa? Os líderes religiosos daquele tempo sabiam que poderiam prender Barrabás novamente, quando necessário. Mas como poderiam silenciar alguém como Jesus Cristo? Como parar um Homem que, sem qualquer arma, representava um perigo revolucionário capaz de subverter o judaísmo e todo o Império Romano? O que fariam com Alguém cujas armas eram Suas novas ideias sobre Deus e as pessoas, capazes de explodir as velhas categorias religiosas? Barrabás poderia explorar seus conterrâneos, mas ele não ameaçava governar a vida de ninguém. Por outro lado, Jesus apresentou um reino que governa de dentro para fora. Sem imposição, conduz a uma lealdade superior à vida e à morte.
Naquela tarde da Páscoa, três ladrões, talvez do mesmo grupo, deveriam ser crucificados: Dimas, Gestas e Barrabás. Barrabás é liberto no último instante, e Jesus é crucificado em seu lugar. Aqui nós temos a mais perfeita ilustração do princípio da substituição. A história de Barrabás é a história da salvação por meio da morte de Jesus Cristo. Seu nome, “Bar Abba”, significa “filho do pai”. Como ele, todos nós, filhos do pai Adão, somos culpados de rebelião e sedição contra Deus, ladrões de Sua glória, assassinos de nós próprios e de outros, prisioneiros do pecado. Barrabás, no corredor da morte, apenas aguardava a execução. Ele deve ter olhado para as palmas de suas mãos, imaginando como seria a dor dos cravos rasgando a carne, dilacerando a cartilagem e os ossos. Ouviu então o sinistro barulho da chave abrindo a pesada porta de ferro. Ouviu os passos dos guardas. “Chegou minha hora”, pensou. Sua cabeça estava pesada e confusa.
Parecia até ouvir seu nome gritado por enorme multidão. Ainda não sabia exatamente o que estava acontecendo. Abismado, ouviu que estava livre: “Pode ir para casa.”
Isso é substituição: Jesus tomou nosso lugar. Ele foi feito pecado para que sejamos feitos justiça de Deus. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Outro Tipo de Rei Meditações Diárias 2014 – 18 de abril
Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: És Tu o rei dos judeus? João 18:33
Educado por Roma, Pilatos era um homem que pensava de modo prático. Tudo o que ele queria era uma resposta simples. Preto no branco, breve. Do estilo verdadeiro ou falso. Não posso deixar de pensar que Pilatos estava estarrecido. À sua frente, encontrava-se Jesus, enfraquecido pela noite anterior de abusos, lábios inchados, marcados por sangue ressecado. Desacompanhado, sem qualquer comitiva em Seu favor. Certamente não havia nada nEle que parecesse real. Ridicularizado, coroado com espinhos, com filetes de sangue vivo ainda a escorrer, uma jocosa capa vermelha, Sua posição não parecia adequada a um rei. Mas o Homem intrigava o procurador.
Os olhos de Pilatos haviam sido treinados pelo que já vira acerca de reis. Mas a experiência passada não o havia preparado para Jesus. Ele sabia apenas de reis mantidos pelo sangue e pela espada. Um rei sem aparente poder não fazia sentido para Pilatos. Sem dúvida, ele estava familiarizado com a saga de assassinatos e traições que caracterizava Herodes e seus sucessores. Ele deveria conhecer melhor ainda Tibério César, que não hesitara em mandar matar seus rivais. A história dos césares que haviam precedido Tibério deveria ser familiar a Pilatos. É nesse contexto que ele pergunta se Jesus é um rei.
Diante dessa realidade, não poderia haver resposta simples que não produzisse mal-entendido ainda maior acerca da verdade. Muito preconceito deveria ser antes removido da cabeça de Pilatos. Jesus testou o homem que o julgava: “Essa pergunta é tua, ou outros te falaram a Meu respeito?” (v. 34, NVI). Embaraçado, Pilatos mudou de estratégia. “Que fizeste?”, ele perguntou (v. 35). A resposta de Jesus o deixou ainda mais perplexo: “O Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus ministros se empenhariam por Mim, para que não fosse Eu entregue aos judeus” (v. 36). “Meu reino não é deste mundo!” Não há nenhum domínio para ser protegido. Nenhuma fronteira para ser guardada. Nenhum exército a ser treinado. Nenhuma submissão a ser imposta. Um reino sem coerção. Este é o reino de Cristo. Este é o reino da graça!
Jesus desmente a ideia de que o poder começa no final do cano de uma arma, com a ponta de uma espada ou com imposições. Para Ele, o poder vem pela submissão a Deus. De fato, nos lábios de Cristo, o reino de Deus não é primariamente um lugar, mas um relacionamento com a pessoa do Rei. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Seu Lugar Junto à CruzMeditações Diárias 2014 – 19 de abril
E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-Lhe a cruz. Marcos 15:21
Os dias de Sua popularidade estavam no passado. Depois da ceia naquela quinta-feira, Jesus começa a sentir a intensidade e o peso do pecado, como substituto do homem culpado. No Getsêmani, Ele antecipa os horrores da segunda morte. Grossas gotas de sangue brotam dos poros, em resultado da extrema angústia. Sua convulsão é testemunhada apenas pelo silêncio das velhas oliveiras. Sua hora chegou! Preso, é submetido a cinco julgamentos irregulares, sob acusações ridículas. A essa altura, Jesus já deveria estar em estado crítico: sem alimento, água, em pé por muitas horas, esbofeteado, açoitado, coroado de espinhos. Finalmente, colocam sobre Ele a cruz (Jo 19:17), pelo menos a haste horizontal (patibulum), com um peso que podia variar de 15 a 30 quilos. Isso se prova muito para ele.
A caminho do Calvário, grandemente enfraquecido, a pele e os músculos dos ombros dilacerados, Jesus cai. A multidão O aperta.
Nenhuma fisionomia amiga. Os discípulos haviam fugido. Deus abandonado por Deus! Um homem que passa, talvez parando por curiosidade para ver a causa da comoção, é subjugado por mãos rudes e obrigado a tomar a cruz. Qual teria sido a reação inicial de Simão? Seu olhar se cruza com o olhar do Condenado. Simão observa melhor Seu semblante pálido, hematomas nos olhos, lábios inchados, fios de sangue ressecado marcando Sua face. No Homem, há algo que prende sua atenção. Ellen White sugere que Jesus nunca parecera tão belo, com a dignidade de um rei no trono.
Simão ligou-se ao drama do Universo no momento em que as portas do Céu se fecharam, impedindo que os anjos interviessem em missão de socorro. Quem era o homem ao lado de Cristo? Um judeu da diáspora, um prosélito que fora a Jerusalém para a Páscoa, como tantos outros (At 2:10)? Qual a impressão final do Calvário sobre ele, que inicialmente era apenas um curioso? Certamente o Espírito Santo lhe iluminou a alma. Seu testemunho alcançou depois a família. Por que haveria Marcos de mencionar seus filhos, Alexandre e Rufo, não fossem eles conhecidos na igreja de Roma, como indicado em Romanos 16:13? A história de Simão é representativa. Ela é um convite para nossa identificação com a cruz. Depois disso, nunca mais seremos os mesmos. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder de Sua Ressurreição – 1 – Meditações Diárias 2014 – 20 de abril
E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. 1 Coríntios 15:17
Na penumbra que conduzia à sepultura, as mulheres que iam visitá-Lo, no domingo cedo, provavelmente se apegavam a uma tênue esperança. Um perfume distante de lírio, mirra e aloés enchia o ar. Os lençóis que O haviam envolvido estavam marcados por manchas escuras de sangue. Do interior, contudo, vinha uma torrente de luz, como um sol que nasceu para nunca mais se pôr. “Ele não está aqui.” As palavras do anjo ecoaram como a voz de mil trombetas. Jesus voltara da morte. “Meu Senhor, que manhã!”, diz o hino negro spiritual.
A ressurreição de Jesus é a mais estupenda antecipação da fé. Não mais sofrimento nem derrota. Não mais separação. Nossas palavras são incapazes de capturar esse momento. John Masefield conta a história de uma mulher viúva que presenciou a execução de seu filho. Tudo o que lhe resta então é orar. E sua oração centraliza-se na esperança da vida eterna: “Preciso de repouso [...]. Repouso das coisas quebradas. Coisas tão partidas para serem consertadas.” Apenas o Deus da ressurreição é adequado para as coisas partidas que desafiam consertos. Abraçar a ressurreição de Jesus é crer na presença de uma realidade maior que a vida, capaz de iluminar o presente e o futuro.
A respeito da ressurreição, os cristãos creem em quatro verdades revolucionárias. Duas delas serão consideradas a seguir. As outras duas serão vistas no texto de amanhã. Primeiramente, ela é central, como afirma Paulo (1Co 15:16-19). Sem ela, tudo seria escuridão e morte. O desespero teria a palavra final, e nossa pregação seria loucura. Foi a ressurreição que projetou a igreja e levou o Novo Testamento a ser escrito. Ela confere credenciais à pregação. Confere poder para realizarmos obras de amor e compaixão
em nome de Cristo. Se não cremos nela, não somos Seus discípulos.
Em segundo lugar, a ressurreição é confortadora. Sem ela, na presença da morte, não veríamos significado em nada. O apóstolo Paulo afirma que Jesus é “as primícias dos que dormem” (1Co 15:20). Ele é o penhor da vida para todos os que adormeceram nEle. Esta é nossa confiança e nossa certeza, nossa fortaleza e refúgio. Ao depositar nossos queridos, amigos e parentes na sepultura, ainda podemos cantar. As palavras de Cristo ressoam em meio à dramática realidade: “Porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo 14:19). Porque Ele vive, a morte não é o ponto final. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder de Sua Ressurreição – 2 – Meditações Diárias 2014 – 21 de abril
Para O conhecer, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me com Ele na Sua morte. Filipenses 3:10
Grandes homens podem nos ensinar a morrer com dignidade, mas apenas Jesus Cristo nos ensina a morrer com esperança. A morte morreu naquela sexta-feira quando Ele pendeu a cabeça. O atestado de óbito da morte foi emitido, no domingo, quando Ele partiu seus grilhões. Afinal, o coro de milhões de vozes entoará um cântico que encherá o Universo com uma nota de desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:55). Tragada para sempre terá sido a morte pela vitória.
A ressurreição de Cristo, como vimos ontem, é central, o fundamento da esperança cristã. Mais ainda, ela é confortadora; os que dormem nEle não estão esquecidos pelo Senhor. Além disso, a ressurreição constitui um desafio. Ela nos deixa com a tarefa de “contar a história”. Essa foi a primeira missão das mulheres que ouviram da ressurreição. Esse magnífico evento deve criar em nós o desejo de partilhar com os outros o seu poder, que subverte os poderes da morte. Em nossos encontros, em geral, falamos de tudo: economia, esportes, clima, pratos prediletos, entre outras coisas. De alguma forma, contudo, permitimos que o mundo nos convença de que religião é algo de caráter “privado”, e deveríamos silenciar em relação a ela. Mas Deus colocou no DNA humano a busca de significado, o desejo de uma conexão com o transcendente. A certeza de que Cristo ressuscitou deve operar em nós uma ressurreição similar, trazendo nova esperança e novo poder.
Finalmente, as boas-novas da ressurreição significam poder. Tal poder levou a igreja primitiva a sair de seu esconderijo, abandonando o medo e a perplexidade. Como afirma o texto de hoje, Paulo passou a viver no poder da ressurreição. Jesus havia voltado da morte. Para nós, como para aqueles primeiros cristãos, há poder para viver com confiança. Existe algo no que esperar, em que nossa busca por permanência, afinal, é satisfeita plenamente, em meio ao caos da presente era. Assim como todos morremos no primeiro Adão, os que O recebem vivem no Segundo Adão. Aleluia, glória ao Cordeiro que foi morto e vive! Há poder para vivermos livres das dúvidas, do medo e das forças que nos oprimem. O poder da ressurreição representa libertação, certeza da vida eterna, triunfo sobre a solidão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Poder da GraçaMeditações Diárias 2014 – 22 de abril
Mas ide, dizei a Seus discípulos e a Pedro, que Ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis, como Ele vos disse. Marcos 16:7
Pedro vira Jesus muitas outras vezes antes, em diferentes circunstâncias. Ele O tinha visto Se levantar e acalmar a tempestade com uma única palavra. Ele próprio fora resgatado quando afundava nas águas da noite tempestuosa. Pedro tinha visto Jesus estender as mãos e, com um toque, curar leprosos. Pedro testemunhara a cena em que Jesus tinha ressuscitado um morto, enterrado havia quatro dias. Estivera com Jesus no monte da transfiguração e vira Sua glória. Havia pessoalmente visto Jesus submetendo e expulsando demônios. Mas nada disso o havia convertido.
Agora, em imenso contraste, Aquele que repreendera os ventos, curara leprosos, ressuscitara mortos e fora glorificado no monte está ali, à sua frente, sozinho, sofrendo o abuso dos homens, acusado e desprezado. Na providência divina, o cantar de um galo chama a atenção de Pedro para Cristo, e os olhares se cruzam. Jesus tentara antes chamar a atenção de Pedro para conduzi-lo a uma compreensão realista de si, de sua autossuficiência e arrogância. Mas a tentativa não surtira qualquer efeito. Agora, é o olhar de Jesus que o toca e comove. Não há nenhuma repreensão ou acusação naquele olhar. Isso faz o que nada tivera poder de realizar. Esse é o poder inexplicável da graça. Mais bela e poderosa do qualquer outro recurso, a graça nos constrange, subjuga, persuade e transforma.
Certamente o olhar de Cristo alcançara Pedro, mas ele tinha que ser restaurado diante dos outros do grupo. Pedro ainda sente-se curvado sob um enorme fardo de vergonha e remorso. As mulheres vão ao sepulcro. “Ele não está aqui”, diz um anjo (Mc 16:6). No verso seguinte, Pedro é nominalmente mencionado. Jesus queria encontrar-Se com ele. Como você acha que Pedro teria se sentido ao ouvir isso? Jesus, o líder extraordinário, estava erguendo Seu discípulo. Em 1 Coríntios 15:4 e 5, Paulo sugere que, antes de Jesus aparecer a qualquer outro, Ele teve uma audiência a sós com Pedro. Na privacidade desse encontro, Pedro teve a oportunidade de dobrar-se perante Cristo e pedir perdão por todos os anos de cegueira. E lá, só eles dois, Jesus restaura Pedro completamente. “Pedro, Eu o perdoo. Eu havia orado por você. Agora, vá e testemunhe de Mim.”
Esse perdão e também esse desafio são colocados diante de nós hoje. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Resultado da GraçaMeditações Diárias 2014 – 23 de abril
À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo: Israelitas, por que vos maravilhais disto [...] como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar? Atos 3:12
A evidência da conversão de Pedro se revela no livro de Atos. Ele vai ao templo com João. Encontram-se com um homem coxo e, em nome de Cristo, o curam. Então, “todo o povo correu atônito para junto deles” (v. 11). Pedro está no meio do círculo, sob holofotes, com o troféu da cura ao seu lado. Depois de tanto tempo ansiando poder, fama, prestígio, buscando ser o primeiro, tentando ser notado, chega a oportunidade. O irônico é que, quando ele tem a oportunidade, não tem mais o interesse. Pedro é outro homem. Desvia o foco da atenção de si para Jesus: “Por que fitais os olhos em nós?” (v. 12). O espetáculo aqui não é a cura do coxo, mas a cura de Pedro. Transformado, ele aprendera qual é o lugar do discípulo.
O desdobramento da história aparece em Atos 4. Pedro e João são encarcerados “até ao dia seguinte” (v. 3). Dentro de algumas horas, ele teria outro encontro com Caifás. Da última vez, seu desempenho fora um vexame. Mas, agora, ele podia dizer com convicção que seria diferente. “No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas com o sumo sacerdote Anás, Caifás [...] e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote” (At 4:5, 6). A reunião seria com os pesos-pesados do judaísmo. Um grupo poderoso, capaz de intimidar, tendo ainda nas mãos o sangue de Jesus.
“Mandaram trazer Pedro e João diante deles e começaram a interrogá-los:
‘Com que poder ou em nome de quem vocês fizeram isso?’” (v. 7, NVI). O circo está novamente montado. Com brilho de ódio nos olhos, eles não podem ocultar as intenções. A resposta vem de Pedro: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: ‘Tomai conhecimento [...] de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em Seu nome é que este [coxo] está curado perante vós’” (v. 8-10).
Incrível! Pedro e João, cercados pelos poderosos representantes do Sinédrio, não retrocedem um milímetro. Caifás provavelmente pensou que poderia fazer a história daquela noite no pátio de sua casa se repetir. Pedro fala, mas note a qualificação: “cheio do Espírito Santo”. A graça divina dera à sua voz um tom de autoridade e poder que fez estremecer o Sinédrio. Precisamente o que Deus quer fazer conosco. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Que Jesus Fez Por VocêMeditações Diárias 2014 – 24 de abril
Cristo em vós, a esperança da glória. Colossenses 1:27
Recentemente, comprei um pequeno livro curiosamente intitulado 101 Things Jesus Has Done for You (101 Coisas que Jesus Fez por Você), escrito por Jessica Inman. O livro é um tipo de celebração daquilo que as Escrituras testemunham que Jesus Cristo fez por nós. Em cada página, há um texto bíblico e um pequeno comentário. Claro, essas “101 coisas” não poderiam esgotar tudo o que Jesus fez e faz por nós.
De fato, tudo o que Jesus fez por nós não caberia em nenhuma lista. Deus colocou em nossa galáxia um símbolo de Cristo: o Sol. O que o Sol é para a Terra, Jesus é para nossa vida. Sem Ele, a vida não seria possível. Quando Cristo Se torna o centro de nossa vida, o contentamento substitui nossa ansiedade, nossos medos e inseguranças. Em consequência, três dos mais eficientes inimigos da alegria são subvertidos:
1. Cristo nos liberta da visão limitada e amplia nossos horizontes. Isso nos assegura nova confiança. Algemas que nos prenderam por muito tempo são partidas. O que grandemente nos incomodava ganha outro significado e pode ser visto com a marca de Deus em nós, uma característica particular de Sua graça. Mais ou menos como o “espinho na carne” de Paulo (2Co 12:7-10).
Então, como o apóstolo, experimentamos força e vitória na fraqueza.
2. Cristo nos liberta de nossa preocupação com a opinião dos outros. Isso eleva o nível de nosso contentamento e senso de adequação. As “observações” e críticas vindas de outras pessoas não serão tão importantes. Charles Cooley, sociólogo moderno, formulou uma lei interessante. Segundo ele, “nós não somos quem pensamos ser, mas somos o que pensamos que a pessoa mais importante em nossa vida pensa a nosso respeito”. Quem é a pessoa mais importante em sua vida? Se Jesus ocupa tal lugar, você experimentará libertação e segurança inigualáveis. O que Ele pensa a seu respeito? Olhe para o Calvário. Para Ele, você é alguém único, especial, tão valioso, tão importante, que Ele morreu para que você viva. O que outros possam pensar já não será mais o ponto de referência.
3. Jesus Cristo acalma nossos temores em relação ao futuro. Isso provê esperança incomparável e certeza nos desafios diários. E o amanhã? Cristo já o conhece; assim, Ele não pode ser tomado de surpresa. Não sabemos o que nos aguarda no futuro, mas sabemos com quem podemos aguardar o futuro. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Debaixo do SolMeditações Diárias 2014 – 25 de abril
Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento. Eclesiastes 2:11
A revista americana Forbes devotou o número comemorativo de seu 75º aniversário, em 1992, a um único tópico: “Por que nos sentimos tão mal quando temos tudo para nos sentir tão bem?” Observando que os norte-americanos vivem, do ponto de vista material, melhor que qualquer outro povo ao longo da história, a revista convidou 11 observadores da cultura moderna para analisar a razão de tão alto índice de depressão, ansiedade, desajustes e suicídios. A causa dominante foi atribuída à alarmante perda dos valores absolutos e do próprio significado da vida.
Peggy Noonan, jornalista da rede de televisão CBS e escritora de discursos dos presidentes Ronald Regan e George Busch, observou que “somos a primeira geração que esperou encontrar a felicidade aqui na Terra, e essa busca tornou-nos grandemente infelizes”. Materialismo, realização profissional e financeira, relacionamentos e prazer são em geral as avenidas comuns percorridas por milhões de pessoas na tentativa de serem felizes. Nessa busca, o homem moderno transformou seu mundo em um grande parque de diversão. Tal sociedade deveria ser a última a sentir-se enfadada, angustiada e deprimida, mas esse não é o caso.
Salomão inicialmente tentou toda sorte de experimentos na busca da felicidade. Leia o capítulo 2 de Eclesiastes. Ele empreendeu grandes obras, edificou casas, plantou vinhas, fez jardins e pomares. Construiu açudes, comprou servos, possuiu bois e ovelhas. Amontoou prata, ouro e tesouros. Proveu-se de cantores, cercou-se de “mulheres e mulheres” (v. 4-9). Com que resultado? Ele descobriu aquilo que os psicólogos hoje chamam de “lei do retorno decrescente”. Como qualquer droga, o prazer exige doses cada vez maiores para produzir a mesma satisfação, e no final traz apenas o desespero e o desencanto. Salomão conclui, então, que “nenhum proveito havia debaixo do sol” (v. 11).
Salomão inicialmente buscou propósito “debaixo do sol”, expressão que ocorre 29 vezes no livro de Eclesiastes, para descobrir que a verdadeira felicidade só pode ser encontrada “além do sol”, nAquele que transcende a vida aqui. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Judas, o TraidorMeditações Diárias 2014 – 26 de abril
Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem? Lucas 22:48
De minha infância, trago memórias das celebrações da Páscoa, entre católicos, na maioria descendentes de italianos, em uma pequena cidade do interior capixaba. Lembro-me das cenas vívidas de linchamento de um boneco de pano, personificando Judas, espancado, apedrejado e dilacerado pelos participantes do cortejo. Judas é realmente o mais notório apóstolo de Cristo. Seu nome aparece sempre como o último em cada lista bíblica dos doze, nos evangelhos. Em cada caso, ao seu nome é acrescentada uma qualificação: “Aquele que O traiu.” Judas é o maior exemplo de fracasso em toda a história humana. Transformou em perfídia um dos mais sublimes gestos de amor: o beijo. Sua história escura é um sinistro exemplo das profundezas do mal de que o coração humano é capaz. Ele gastou três anos com Jesus, mas seu coração progressivamente se tornou um pedaço de granito.
Enquanto os outros 11 apóstolos representam para nós um enorme encorajamento, exemplificando como pessoas comuns podem ser usadas por Deus, Judas é uma solene advertência. Ele serve de alerta acerca do potencial maligno da indiferença espiritual, de privilégios desperdiçados e de oportunidades negligenciadas. Judas é a clássica ilustração de que vícios alimentados podem endurecer o coração.
Aqui está um homem que se aproximou do Salvador tanto quanto era possível. Desfrutou de Sua influência e testemunhou de forma íntima o que Cristo ensinou. Contudo, permaneceu em descrença, intocável, selando seu destino eterno de maneira irreversível.
Judas começou exatamente onde os outros iniciaram. Mas não chegou a desenvolver fé verdadeira e sincera. De modo contrário aos outros, ele não foi realmente transformado. Progressivamente se tornou mais e mais um filho do inferno. Daquilo que o Novo Testamento ensina sobre ele, aprendemos duas lições básicas. Primeiramente, sua vida nos relembra de que é possível estar perto de Cristo, em associação com Ele, mas viver essa experiência de modo superficial. Nesse caso, em vez de sermos transformados pela verdade, somos endurecidos por ela. Em segundo lugar, Judas nos relembra de que, a despeito da enormidade das traições humanas e atentados contra Deus, Seu propósito não pode ser subvertido. Os piores atos humanos, de maneira misteriosa, cooperam para que Seu soberano propósito prevaleça. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
O Maior Resgate da HistóriaMeditações Diárias 2014 – 27 de abril
Não se turbe o vosso coração [...]. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. [...] Voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. João 14:1-3
A revista Time, na edição de 19 de junho de 1995, em seu artigo de capa, intitulado “O Escape do Piloto”, conta a dramática história do capitão da força aérea norte-americana Scott O’Grady. Na guerra da Bósnia, ele tivera seu avião abatido por um míssil inimigo. Antes de descer para o mergulho fatal, ao sul de Bihac, O’Grady conseguiu ejetar-se do avião F-16.
No solo, usando o equipamento de sobrevivência, ele encontrou um rádio transmissor PRC-112. Por causa do mau tempo, O’Grady conseguiu fazer um só contato com outro piloto norte-americano, o capitão Thomas Hanford, indicando sua sobrevivência e localização aproximada. A partir daí, teria início o pesadelo de uma longa espera. Caçado pelos inimigos, fugitivo em um território desconhecido, solitário, com frio e faminto, alimentando-se de folhas, raízes e pequenos insetos, O’Grady se perguntava se alguém estaria preocupado com sua sorte.
As horas se arrastavam com lentidão, sem qualquer sinal de ajuda externa. O que o capitão Scott O’Grady não sabia é que, enquanto isso, a maior potência militar do planeta estava mobilizada para seu resgate. A inteligência militar norte-americana reunida no Pentágono, com o interesse direto do então presidente Bill Clinton, planejava cada detalhe da operação.
Finalmente, na madrugada de 8 de junho, seis dias depois da queda, Scott O’Grady foi resgatado em uma operação de precisão cirúrgica. Sua localização exata havia sido determinada com a ajuda de satélites, e ele foi transportado para casa a salvo.
O maior resgate de todos os tempos, contudo, encontra-se no futuro. Ao longo da história, os cristãos têm aguardado com paciência o retorno de Jesus. A esperança do segundo advento baseia-se em promessas específicas das Escrituras Sagradas. A fé nesse evento, como apresentada nos mais primitivos credos do cristianismo, é a afirmação da certeza de que Deus está no controle do Universo, é responsável por Sua criação e absolutamente fiel à Sua Palavra empenhada. “Virei outra vez” é a frase-chave da promessa. Desde que foram pronunciadas pelo Senhor, essas palavras têm ardido no coração de incontáveis cristãos, como tocha em meio a densa escuridão. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Lendas e BoatosMeditações Diárias 2014 – 28 de abril
A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa. Provérbios 19:5
Enquanto vivi no Canadá, veio-me às mãos um texto que traduzi. Trata-se, aparentemente, de uma bela mensagem de ânimo e motivação. O texto refere-se a um momento crítico na vida da águia que a força a tomar uma decisão drástica. Veja o relato:
“A águia, o pássaro que mais vive em sua espécie, chega até 70 anos. Mas, aos 40 anos, uma águia depara-se com uma crise extraordinária. Ela deve então escolher renovar-se ou morrer. Aos 40 anos, suas garras estão compridas e flácidas. Ela já não consegue caçar ou segurar o alimento. Seu bico torna-se longo e curvo. Suas asas, pesadas em razão das penas velhas, estão apertadas contra o peito. Uma alternativa é deixar-se morrer. A outra é recolher-se nas alturas de um pico solitário. Aí a águia comprime-se contra o paredão e inicia um processo de renovação que dura 150 dias. Primeiramente, ela raspa o bico contra a parede até arrancá-lo e espera que o novo bico nasça. Então, ela arranca as garras enfraquecidas para que outras, novas e possantes, as substituam. Finalmente, ela retira suas penas velhas para que outras robustas surjam no lugar. Cinco meses depois, a águia inicia, como nova, o que se chama de voo da renovação, para viver mais 30 anos!”
Extraordinário, não? Usei essa ilustração uma ou duas vezes, fazendo as aplicações óbvias para a vida cristã, que com a rotina se desgasta e envelhece. Pensei em incluí-la neste livro, com esse mesmo objetivo. Mas descobri um sério problema com a narrativa: ela não é verdadeira! Busquei várias fontes, consultei livros e especialistas, mas consistentemente tais fontes apresentam as incorreções científicas e lógicas que tornam a história improvável. A mais evidente: como poderia a águia sobreviver cinco meses sem o bico? Em resumo, é pura lenda.
Às vezes, penso seriamente sobre a origem das “lendas”. E o que dizer dos boatos tão comuns sobre pessoas que conhecemos? Como devemos agir diante de inverdades que destroem vidas e reputações? Não creio que a ilustração da águia, embora uma lenda, possa causar grandes males, mas esse não é o caso de outras “estórias” inventadas, ampliadas ou maldosamente divulgadas pela maledicência dos que se julgam superiores por terem informações “privilegiadas”. Diante de um boato, pergunte-se: É verdadeiro? É necessário? A quem interessa? (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
Quando o Sucesso FalhaMeditações Diárias 2014 – 29 de abril
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará. Salmo 37:5
Voando de Toronto para Orlando, onde iria servir como tradutor para a língua portuguesa do evangelismo via satélite do pastor Mark Finley, não pude deixar de observar dois casais assentados do outro lado do corredor. As esposas iam juntas na cadeira detrás. As crianças, também juntas, estavam em bancos mais distantes. Na frente, iam os dois homens, na posição paralela ao meu assento.
Aparentemente, eram sócios que estavam saindo de férias. Mas aqueles homens pareciam distantes da família. Tinham os computadores abertos e discutiam os investimentos feitos, analisando detalhes administrativos da empresa. Pareciam estar em uma viagem de negócios, embora todos vestidos para visitar a Disney World. Pensei comigo: Qual será o significado das férias para essas esposas e filhos? Hoje, anos depois, ainda penso neles: Como estariam?
Para muitos, a magia do casamento é o sucesso financeiro. Imagine quantos cônjuges se tornam alienados um do outro e dos filhos, perseguindo a “borboleta dourada” ou a “mosca azul” do sucesso profissional e econômico, julgando que isso dará estabilidade ao casamento. E, no processo, o que realmente acontece?
Recentemente, conheci um livro extraordinário de Steven Berglas, intitulado The Success Syndrome (A Síndrome do Sucesso). O livro aponta os perigos interpessoais, emocionais e psicológicos do sucesso na sociedade moderna. Berglas observa que o “sucesso” representa, muitas vezes, o início do comprometimento moral das pessoas que lutam para alcançar o “topo” da pirâmide. A ironia é que, quando chegam lá, elas realmente chegaram ao fundo do poço em sua vida familiar, moral e espiritual. Com frequência, os filhos, o cônjuge e a família de modo geral são destruídos e deixados para trás como fragmentos abandonados à margem da estrada. Não é estranho que aquilo que julgamos ser a chave da felicidade se torne precisamente a causa de nossa infelicidade e destruição?
Por isso, as Escrituras são tão enfáticas: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará.” O texto não sugere preguiça, falta de esforço, dedicação ou planejamento. Tudo o que é sugerido é que devemos ter um profundo senso do que é prioritário. As primeiras coisas em primeiro lugar. Devemos nos lembrar de que todo o sucesso alcançado fora de casa não compensará o fracasso no próprio lar. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)
PrioridadesMeditações Diárias 2014 – 30 de abril
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Salmo 127:1
O salmo 127 trata de algumas das preocupações universais do ser humano: construir, proteger, realizar. Não realizar nada, não construir e não proteger seriam atitudes consideradas insensatas. Contudo, a mensagem central desse salmo é que não há sacrifício nem trabalho humano que sejam capazes de substituir a presença de Deus.
O verso 2 não sugere que o esforço no trabalho seja errado. O que é errado é deixar Deus de fora de nossos esforços. Se o Senhor não é incluído como o fundamento daquilo que fazemos, o que fazemos não passa de árvore marcada para cair. Tudo aquilo que tem base falsa, a despeito de nossa dedicação e ansiedade, não passa de futilidade. É correr atrás do vento!
O ser humano, sem a assistência divina, facilmente pode perder o senso do que é importante. Passa a confundir o ouro verdadeiro com lata e perde o que realmente tem significado. O que ganharão afinal os homens de negócios que trabalham desde manhã até a noite e, para completar a rotina, ainda levam trabalho para casa? Alienação e distanciamento da família? Saúde debilitada? Vida abreviada? O que edificarem será com grande probabilidade mal gasto por aqueles que nada fizeram.
Ironicamente, o salmo 127 é um dos poucos salmos atribuídos a Salomão, o velho rei de Jerusalém que, em parte de sua vida, esqueceu-se do que era prioritário. Edificou casas, plantou vinhas, entregou-se a diversões, construiu palácios e acumulou riquezas (Ec 2:3-11). Mas sua edificação, tanto literal quanto figurativa, foi destruída. Seu reino pereceu em ruínas. Seus casamentos se tornaram uma desastrosa negação de Deus e uma enorme fonte de frustração.
O que aconteceria se hoje, em vez de atolar-se em trabalho, você se desse ao luxo de completar o dia com outras atividades que talvez não lhe tragam resultados imediatos? Que tal se você, neste dia, reservasse tempo para almoçar com o cônjuge, fizesse um piquenique com os filhos, visitasse seus pais ou alguém idoso ou enfermo? Difícil? Pense no seguinte: em dez anos, tais atividades serão as mais lembradas. Os negócios e preocupações que lhe parecem tão importantes hoje terão desaparecido, e você não terá deles a mínima lembrança. (Clique aqui: Comentário da Lição – Ligado na Videira)